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Universidade Federal de Campina Grande - UFCG


U
F
Centro de Ciências e Tecnologia - CCT C
G

Unidade Acadêmica de Engenharia Química - UAEQ


ENGENHARIA QUÍMICA

Laboratório de Engenharia Química II

LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA II

U
F
C
G

ENGENHARIA QUÍMICA

Campina Grande - Paraíba


Laboratório de Engenharia Química II - UFCG

INTRODUÇÃO

Na disciplina Laboratório de Engenharia Química II são realizados experimentos voltados


para Fenômenos de Transporte, especificamente para a Mecânica dos Fluidos. O objetivo é, através
da realização destes experimentos, fixar e aprimorar os fundamentos das disciplinas de Fenômenos
de Transporte bem como, estudar experimentalmente a influência de parâmetros importantes em
fenômenos que ocorrem frequentemente na Engenharia Química.

No decorrer desta disciplina, serão abordadas cinco experimentos:

• Medida de viscosidade de fluidos Newtonianos: viscosímetro de tubo capilar;


• Experimento de Reynolds;
• Tempo de esvaziamento de fluido em tanque;
• Placa de orifício: determinação do coeficiente de descarga;
• Escoamento em meios porosos.

Para que os objetivos sejam alcançados com sucesso, faz-se necessário um estudo prévio de
toda a teoria relacionada a cada Experimento. Esse estudo facilitará a obtenção dos dados
experimentais e sua posterior interpretação.

O estudo teórico, os dados experimentais, os resultados obtidos, a interpretação e comparação


dos resultados e as respectivas conclusões devem constar em um relatório, que será entregue ao
professor para fins de avaliação do aluno.

Algumas das fontes de pesquisa necessárias para o conhecimento teórico estão nas seguintes
referências:

PERRY, R.; CHILTON, S. Manual de Engenharia Química.

CROSBY, E. Experimentos in Transport Phenomena. Editora John Wiley & Sons, Inc., USA. 1968.

FOX, R.; McDONALD, A. Introdução à Mecânica dos Fluidos.

GUBULIN, J.; FREIRE, J. Laboratório didático, Tópicos especiais em fenômenos de transporte.

LAZIC, Z.R. Desing of Experiments in Chemical Engineering, Wiley VCH Verlag. 2004.

PERRY, R.H.; GREEN, P. Perry’s Chemical Engineering Handbook

PITTS, D.; SISSIM and PITTS, L. Fenômenos de Transporte – transmissão de calor, mecânica dos
fluidos e transferência de massa.

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BIRD, R. B.; STEWART, W. E.; LIGHTFOOT, E. N. Fenômenos de Transporte.

Sumário

Experimento 01 – Medida de viscosidade de fluidos Newtonianos ...................................................5

Experimento 02 – Experimento de Reynolds .........................................................................................7

Experimento 03 - Tempo de Esvaziamento de Fluido em Tanque .....................................................9

Experimento 04 - Placa de orifício: Determinação do Coeficiente de Descarga ..........................11

Experimento 05 - Escoamento em meios porosos ................................................................................14

Experimento 01 – Medida de viscosidade de fluidos Newtonianos: viscosímetro de tubo


capilar

Resumo:

O estudo dos fenômenos do escoamento de líquidos é de grande interesse na mecânica dos


fluidos, dentre as várias características físicas destes líquidos podemos destacar a viscosidade, que
influencia diretamente no comportamento do escoamento em diversas condições. Tendo em vista
essa importância, tem-se a necessidade de aplicar modelos matemáticos que possibilitem a
determinação da viscosidade de líquidos de forma eficiente e simples, dentre esses modelos destaca-
se a equação de Hagen-Poiseuille, que é aplicada em experimentos simples utilizando tubos. Os
experimentos que serão realizados nessa prática têm como principal objetivo analisar o fenômeno
de escoamento em um tubo capilar inicialmente com água e posteriormente com uma solução que
se deseja determinar a viscosidade, para isso, serão realizadas medidas do tempo gasto para o
escoamento de certo volume de fluido variando a altura do tubo, promovendo uma força motriz
exercida pela pressão. Através de análises de equações matemáticas é possível verificar a
viscosidade da solução em estudo.
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Objetivo:

Determinar experimentalmente a viscosidade de uma solução (4% dextrose), a partir de


equações que formulam o comportamento do líquido em um tubo capilar (Viscosímetro Hagen-
Poiseuille).

Metodologia:

Materiais Utilizados

• Frasco de Mariotte;
• Suporte para sustentação do frasco de Mariotte;
• Capilar;
• Cronômetro;
• Régua;
• Balança Analítica;
• Becker;
• Água;
• Solução de Dextrose 4%.

Procedimento Experimental

• Verificar a pressão atmosférica e a temperatura do ambiente;


• Verificar as temperaturas da água e da solução;
• Anotar o comprimento do capilar e a altura entre suas extremidades (usar a régua);
• Preparar uma solução de Dextrose 4 % e calcular a densidade (utilizar uma proveta);
• Preencher o vaso de Mariotte com a água destilada;
• Pesar o Becker vazio e posicioná-lo logo abaixo da extremidade inferior do capilar;
• Coletar a água no Becker durante certo intervalo de tempo;
• Pesar o Becker com a água e anotar o valor da massa obtida;
• Fazer variações na altura entre as extremidades do capilar e repetir o item anterior para cada
uma delas;
• Depois repetir o procedimento para a solução de Dextrose;
• Os dados obtidos devem ser coletados em triplicata.

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Experimento 02 – Experimento de Reynolds

Resumo:

A proposta deste experimento é demonstrar a existência dos três tipos de escoamento:


laminar, transiente e turbulento. O sistema é composto basicamente por um tubo de vidro, pelo qual
circunda um fluido (água) a uma determinada vazão. Acoplado ao sistema, existe um dispositivo
que libera um corante junto com a água. Conhecendo a vazão volumétrica (determinada através das
medidas de tempo e massa), a viscosidade e densidade do fluido, o diâmetro do tubo e a velocidade
do escoamento, é possível determinar o Número de Reynolds, este irá indicar o tipo de escoamento.
Visualmente pode-se perceber que à medida que a vazão é alterada, o comportamento do filete de
corante também se altera, tornando-se característico de cada tipo de escoamento. Calculando o
Número de Reynolds pode-se comparar os valores encontrados com o padrão de escoamento de
Reynolds e com o que foi observado visualmente durante a prática experimental.

Objetivo:

Determinar experimentalmente o tipo de escoamento de um fluido num tubo cilíndrico em


diferentes vazões, através da observação visual de um filete de corante e do cálculo do Número de
Reynolds.

Metodologia:

Materiais Utilizados

• Reservatório de água;
• Tubo de vidro de 19 mm de diâmetro;
• Reservatório com corante;
• Agulha injetora de corante;
• Válvula de controle de vazão do fluido;
• Torneira;
• Recipiente para coletar água;
• Cronômetro;
• Balança analítica.

Procedimento Experimental

• Verificar a pressão atmosférica, especificações do material utilizado e temperatura do


ambiente;
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• Através de uma válvula, controlar a vazão com que o fluido (água) escoa pelo tubo de vidro.
Em seguida, injetar o corante no interior do tubo utilizando uma agulha injetora, já acoplada
ao sistema.
• Observar o tipo de escoamento: laminar, transiente ou turbulento, de acordo com o
comportamento do filete de corante ao longo das alterações de vazão do escoamento;
• Determinar o número de Reynolds, para cada variação da vazão de água conforme as etapas a
seguir:
• Selecionar uma vazão inicial qualquer para o fluxo de água, utilizando a válvula de controle
do sistema;
• Pesar um recipiente vazio (massa inicial) e, com o mesmo, coletar uma determinada
quantidade de água na tubulação de saída do sistema. Com um cronômetro, verificar o
tempo gasto do momento em que o recipiente começou a encher até ser retirado da
tubulação de saída;
• Pesar o recipiente contendo determinada quantidade do fluido (massa final);
• Repetir o procedimento para diferentes vazões. Coletar os dados em triplicata.

Experimento 03 - Tempo de Esvaziamento de Fluido em Tanque

Resumo:

Neste experimento é analisado um regime de escoamento permanente, desconsiderando-se


perdas de carga, com o objetivo de determinar de forma experimental o tempo de esvaziamento
total de um tanque tubular vertical de área seccional constante, variando-se a altura inicial da coluna
de líquido e mantendo o diâmetro constante no orifício de saída, na face inferior do tanque. Pode-se
determinar analiticamente o tempo de esvaziamento através de uma aplicação simples de um
balanço de massa no tanque. Ao final do procedimento experimental, avalia-se o comportamento do
tempo de esvaziamento do tanque em função da altura da coluna de água através da construção de
um gráfico.

Objetivo:

Determinar experimentalmente o tempo de esvaziamento total de um tanque vertical tubular


de diâmetro constante através da variação da altura da coluna de líquido nele presente.

Metodologia:

Materiais Utilizados

• Reservatório de água;
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• Bomba para o transporte de água do reservatório ao tanque;


• Tanque de PVC dotado de uma graduação com diâmetro de 9,83cm;
• Tubo de 25cm de comprimento e 0,69cm de diâmetro;
• Cronômetro;
• Dois baldes.

Procedimento Experimental

• Verificar a pressão atmosférica e a temperatura do ambiente;


• Verificar os diâmetros do tanque e do tubo escolhido assim como o comprimento do mesmo;
• Definir uma altura de referência (altura inicial) para a coluna de água no instante t = 0;
• Definir a variação na altura (Ex. 10 cm) para obter-se os tempos de esvaziamento;
• Ligar a bomba até que a coluna de água atinja a altura de referência;
• Esvaziar o tanque a partir da variação escolhida, marcar e anotar o tempo necessário para tal
esvaziamento;
• Encher o tanque novamente até a altura de referência;
• Fazer os sucessivos esvaziamentos até obter uma boa quantidade de pontos;
• Os dados devem ser coletados em triplicata.

Experimento 04 – Placa de orifício: Determinação do Coeficiente de Descarga.

Resumo:

Um medidor de vazão é todo dispositivo que permite, de forma indireta, determinar o volume
de fluido que passa através de uma dada seção de escoamento por unidade de tempo. Uma placa de
orifício é um medidor de vazão formado por uma placa com um orifício, instalada transversalmente
à tubulação, de modo a causar uma mudança brusca de seção, obrigando o fluxo a mudar de
velocidade e, consequentemente, provocando um diferencial de pressões que, medido e interpretado
de forma correta, é representativo da vazão. A proposta deste experimento é determinar a vazão
volumétrica de um sistema com fluido utilizando um dispositivo do tipo orifício. No sistema, um
manômetro ligado a um ponto antes e outro ponto depois da placa mostra a diferença de pressão e a
partir de um hidrômetro acoplado à tubulação obtém-se a vazão real. A vazão teórica pode ser
determinada através da combinação da Equação da Continuidade e da Equação de Bernoulli. A
partir da relação entre vazão teórica e a vazão experimental, determina-se o coeficiente de descarga.

Objetivos:

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Determinar a vazão volumétrica de um sistema com fluido utilizando uma placa de orifício e,
a partir da aplicação da Equação da Continuidade e da Equação de Bernoulli, determinar o
coeficiente de descarga.

Metodologia:
Materiais Utilizados

• Placa de Orifício;
• Cronômetro;
• Bomba;
• Válvulas;
• Hidrômetro;
• Manômetro: tubo em U;
• Cano de PVC.

Procedimento Experimental

• Verificar a pressão atmosférica, especificações do material utilizado e temperatura do


ambiente. O sistema utilizado na realização da Experimento é ilustrado na Figura 1;
• Ligar a bomba e ajustar a válvula de entrada de água no sistema a fim de obter uma vazão
determinada de água na qual as colunas do manômetro estejam no mesmo nível, ou seja, a
variação de pressão é igual à zero;

Figura 1 – Sistema esquemático do escoamento da água na tubulação

Para o esquema da Figura 3, pode-se atribuir aos pontos as seguintes identificações:

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Ponto 1 – Bomba utilizada para transportar o fluido

Ponto 2 – Válvula de entrada

Ponto 3 – Hidrômetro utilizado para verificar a vazão do fluido

Ponto 4 – Manômetro (tubo em U) para verificar a variação de pressão no escoamento


da água

Ponto 5 – Placa de orifício para medir a vazão volumétrica através da obstrução da


passagem do fluido

Ponto 6 – Válvula de saída

• Variar o fluxo de água por meio da leitura direta do manômetro e determinar a vazão real para
cada medição, fazendo uso de um hidrômetro acoplado ao sistema de um cronômetro.
• A queda de pressão no escoamento de água pode ser determinada através de um manômetro,
ligado à dois pontos da tubulação entre os quais há a obstrução gerada pela placa de orifício,
conforme ilustrado na Figura 2. Verificar a alteração da pressão para cada alteração no fluxo
de água através da leitura da distância entre as colunas do manômetro;

Figura 2 – Queda de pressão proporcionada pela obstrução da placa de orifício.

• Medir a vazão teórica do fluido, através da aplicação das equações de Bernoulli e da


Continuidade, para cada queda de pressão proporcionada pela placa de orifício.

Experimento 05 – Escoamento em meios porosos

Resumo:

Frequentemente, em processos químicos, ocorre escoamento através de um leito fixo com


enchimento. É vasta a aplicabilidade no campo da Engenharia Química que faz com que o estudo
do escoamento de um fluido através de um leito fixo e a determinação da consquente perda de carga
proporcionada, seja de suma importancia. Este experimento visa estudar o escoamento de um fluido

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líquido, a água, através de uma coluna de leito fixo. No sistema, uma bomba impulsiona o fluido
para uma coluna recheada (leito fixo) e, utilizando um manômetro acoplado ao sistema é feita a
leitura da pressão. Variando-se o fluxo de água, mede-se o tempo que o fluido leva para atingir uma
determinada altura H em um tanque de volume conhecido e a diferença de pressão para cada nova
vazão. A partir de todos os dados coletados, é possível determinar o número de Reynolds, o fator de
atrito e analisar o comportamento do escoamento do fluido no leito fixo.

Objetivo:

Estudar o comportamento do escoamento de um fluido através de um leito fixo com


enchimento.

Metodologia:

Materiais Utilizados

• Bomba hidráulica;
• Leito fixo;
• Recheio (Areia ou polipropileno);
• Água;
• Válvula de controle da vazão de água;
• Tanque graduado;
• Tubo;
• Cronômetro.

Procedimento Experimental

• Verificar a pressão atmosférica, especificações do material utilizado e temperatura do


ambiente;
• Ligar a bomba e ajustar a vávula de entrada de água no sistema a fim de obter uma
determinada vazão de água na qual as colunas do manômetro estejam no mesmo nível, ou
seja, a variação de pressão é igual à zero;
• A água passa atravésn da coluna recheada, o leito fixo e, por meio de um tubo, ocorre à
passagem do fluido para o tanque graduado;
• Abrir a válvula de entrada da água de forma a aumentar a vazão inicial e, a partir da leitura no
manômetro de mercúrio do tipo U, determinar a diferença de pressão provodada. Para calcular

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a vazão do fluido, abrir a válvula do tanque graduado e observar o tempo gasto para a água
percorrer uma determinada altura;
• Repetir o procedimento para diferentes vazões. Coletar os dados em triplicata.

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