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AGOSTO DE 2015

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As c elulas BIBLIOTECAS VIVAS

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NESTE N UMERO

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MAT ERIA DE CAPA

As c elulas — bibliotecas vivas

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AJUDA PARA A FAM ILIA

Como ensinar seus filhos a ter autocontrole

educa c¸ ao b ıblica

A

promove

a

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alfabetiza c¸ ao

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O CONCEITO DA B IBLIA

Toler ancia

ˆ

Ela se apegou

`

as suas cren cas¸

TEVE UM PROJETO?

A engrenagem

do Issus coleoptratus

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´ (Acesse ENSINOS B IBLICOS

˛ ADOLESCENTES.)

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Vol. 96, No. 8 / Monthly / PORTUGUESE (Brazilian Edition)

Tiragem de cada n umero: 51.788.000 em 103 idiomas

´

Esta publica c¸ ao n ao e vendida. Ela faz parte de uma obra educativa b ıblica,

A menos que haja outra indica c¸ ao, os textos b ıblicos

Despertai! e publicada mensalmente pela Watchtower Bible and Tract Society of New York, Inc., Brooklyn,

New York, U.S.A., e pela Associa c¸ ao Torre de Vigia de B ıblias

Diretor respons avel: A. S. Machado Filho. Revista registrada sob o n umero de ordem 517.

2015 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania e Associa c¸ ao Torre de Vigia de B ıblias

Todos os direitos reservados. Impressa no Brasil.

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mundial, mantida por donativos.

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citados s ao da Tradu c¸ ao do Novo Mundo da B ıblia Sagrada.

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e Tratados, Ces ario Lange, S ao Paulo, Brasil.

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e Tratados.

Gostaria de receber mais informac¸ oes

ou ter um curso b ıblico ´

Acesse www.jw.org ou escreva para

um dos endere cos¸ abaixo.

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gratuito em sua casa?

´

TESTEMUNHAS DE JEOV A: BRASIL: Rodovia SP-141, km 43,

Ces ario Lange, SP, 18285-901. PORTUGAL: Apartado 91,

P-2766-955, Estoril. ´ Para uma lista completa de endere cos¸

em outros pa ıses, acesse www.jw.org/pt/contato.

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MAT ERIA DE CAPA

As c elulas BIBLIOTECAS VIVAS

´

EM 1953, os bi ologos moleculares James Watson e Francis Crick publi-

caram uma descoberta que foi fundamental para o nosso conhecimen-

to cient ıfico ´

do DNA. Essa subst ancia e semelhante a um fio. Ela e encontrada

na maioria das vezes no n ucleo das c elulas e cont em informac¸ oes co-

dificadas, ou “escritas”. Assim, as c elulas s ao como bibliotecas vivas.

Essa impressionante descoberta abriu uma nova era na biologia! Mas

para que serve o que est a “escrito” nas c elulas? Mais intrigante ainda,

como foi parar ali?

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sobre a vida. Eles descobriram a estrutura de dupla h elice

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Watson e Crick basearam seus estudos em anteriores pesquisas cient ıficas ´

seja, o acido desoxirribonucleico. — Veja o quadro “DNA — Datas importantes”.

sobre o DNA, ou

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Despertai! agosto de 2015

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POR QUE AS C ELULAS

PRECISAM DE INFORMAC¸ OES

˜

J a se perguntou como uma semente se

transforma numa arvore ou como um ovulo

fertilizado se transforma numa pessoa? J a

pensou em como voc e herdou seus tracos¸ f ı- ´

sicos? As respostas est ao relacionadas as in-

formac¸ oes encontradas no DNA.

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Quase todas as c elulas cont em DNA, mol e-

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culas complexas que lembram longas escadas em espiral. No genoma humano, ou seja, o pacote completo de genes em nosso DNA, as

escadas t em aproximadamente 3 bilh oes de “degraus” qu ımicos. ´ Cientistas chamam esses

degraus de pares de bases porque cada de-

grau e composto de duas subst ancias qu ımi- ´

cas. Existem quatro dessas subst ancias. Seus

nomes s ao abreviados, usando-se a primeira

letra de cada subst ancia: A, C, G e T. Assim,

um alfabeto simples de quatro letras e forma-

do. Em 1957, Crick sugeriu que e a sequ encia

linear dos degraus qu ımicos ´

truc¸ oes codificadas. Na d ecada de 1960, esse

c odigo comecou¸ a ser compreendido.

As informac¸ oes, sejam em forma de ima- gens, sons ou palavras, podem ser armazena-

das e processadas de diversas maneiras. Os computadores, por exemplo, fazem tudo isso

digitalmente. No caso das c elulas vivas, elas

armazenam e processam a informac¸ ao quimi-

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que forma as ins-

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camente, e o DNA e o composto qu ımico

principal. O DNA e duplicado para outras c e-

lulas quando uma c elula se divide ou quando

um organismo se reproduz — habilidades que,

segundo os cientistas, s ao fundamentais para

a vida.

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Como as c elulas usam as informac¸ oes? Di-

´

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gamos que o DNA e um livro de receitas. Cada

receita inclui o passo a passo de v arios pro-

´

cessos, e cada passo e descrito nos m ınimos detalhes. Mas, em vez de o resultado ser um bolo ou um biscoito, talvez seja uma berinjela

´

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As letras representam: adenina, citosina, guanina e ti- mina.

letras representam: adenina, citosina, guanina e ti- mina. DNA Datas importantes 1869 O qu ımico Miescher
letras representam: adenina, citosina, guanina e ti- mina. DNA Datas importantes 1869 O qu ımico Miescher

DNA

Datas

importantes

1869 O qu ımico

Miescher identificou o

que hoje chamamos de

acido ´ desoxirribonuclei-

co, ou DNA.

´

Friedrich

In ıcio ´ dos ´ anos 1900

O bioqu ımico Phoebus

Levene descobriu a or- dem de certos ´ compo-

nentes qu ımicos do DNA

e como eles se combi-

nam para formar uma

mol ecula em forma de

corrente.

´

1950 O bioqu ımico ´

Chargaff descobriu que

a composi c¸ ao do DNA

˜

varia de esp ecie para

Erwin

´

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esp ecie.

1953 Os cientistas

James Watson e Francis

Crick descreveram a es-

trutura de dupla h elice

do DNA.

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As informac¸ oes na c elula de uma bact eria encheriam um livro de mil p aginas

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ou uma baleia. E claro que, nas c elulas vivas,

a “receita” e seguida automaticamente, au-

mentando ainda mais a complexidade e a so-

fisticac¸ ao das c elulas.

Informac¸ oes gen eticas s ao armazenadas

at e serem necess arias, talvez para substituir

c elulas desgastadas ou doentes ou para pas-

sar alguma caracter ıstica ´

rac¸ ao. Quanta informac¸ ao o DNA cont em?

Considere um dos menores organismos, a

bact eria. O cientista alem ao Bernd-Olaf K up-

pers declarou: “Se compar assemos o texto

molecular a linguagem humana, o texto que

descreveria a construc¸ ao de uma c elula bac-

teriana encheria um livro de cerca de mil p agi-

nas.” Com raz ao, David Deamer, professor de

da Universidade da Calif ornia, escre-

veu: “Ficamos impressionados com a comple-

xidade at e da mais simples forma de vida.” E o

que dizer das informac¸ oes contidas no geno-

ma humano? “[Elas encheriam] uma bibliote-

qu ımica ´

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f ısica ´

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a pr oxima ge-

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ca com milhares de volumes”, diz K uppers.

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“ESCRITO DE UMA FORMA

QUE PODEMOS ENTENDER”

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Descrever o que est a escrito no DNA

como “linguagem gen etico-molecular” e mais

´

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que uma “mera met afora”, diz K uppers. Ele

continua: “Assim como a linguagem humana,

a linguagem gen etico-molecular tamb em

possui uma dimens ao sint atica.” Em termos

simples, o DNA tem uma “gram atica”, ou con-

junto de regras, que regula estritamente

como suas instruc¸ oes s ao organizadas e obe-

decidas.

As “palavras” e “frases” no DNA formam as

v arias “receitas” que orientam a produc¸ ao de

e outras subst ancias que produzem

os elementos b asicos das c elulas que com-

p oem o corpo. Por exemplo, a “receita” talvez

guie a produc¸ ao de c elulas musculares, ner-

vosas, osseas e da pele. “O filamento de DNA

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prote ınas ´

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e

num c odigo de subst ancias qu ımicas, ´

uma subst ancia para cada letra”, escreveu o

evolucionista Matt Ridley. “Quase n ao d a para

acreditar, mas esse c odigo est a escrito de

uma forma que podemos entender.” ´

uma informac¸ ao, uma mensagem escrita

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com

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O escritor b ıblico Davi disse em orac¸ ao a

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Deus: “Teus olhos at e mesmo me viram quan-

do eu era um embri ao; todas as partes dele

estavam escritas no teu livro.” (Salmo 139:16)

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E

claro que Davi estava usando linguagem

Como uma crianca¸ herda ´

as caracter ısticas de seus pais?

Despertai! agosto de 2015

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po etica. Mas, em ess encia, ele estava total-

mente certo. Essa exatid ao e t ıpica

tores da B ıblia. ´

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dos escri-

Eles n ao foram nem um pouco

influenciados pelo folclore fantasioso ou pela

mitologia de povos de sua epoca. — 2 Samuel

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23:1, 2; 2 Tim oteo 3:16.

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COMO AS INFORMAC¸ OES

FORAM PARAR ALI?

Muitas vezes, quando cientistas desven-

dam um mist erio, acabam encontrando ou-

tro. Isso ocorreu quando descobriram o DNA.

Quando se entendeu que o DNA cont em in-

formac¸ oes codificadas, surgiu uma pergunta:

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˜

´

‘Como as informac¸ oes foram parar ali?’ E ob-

vio que nenhum humano observou a forma-

c¸ ao da primeira mol ecula de DNA. Ent ao pre-

cisamos tirar nossas pr oprias conclus oes.

Mas essas conclus oes n ao precisam ser espe-

culativas. Considere o seguinte:

˙ Em 1999, fragmentos de cer amica muito

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antiga com marcac¸ oes, ou s ımbolos, ´

muns foram encontrados no Paquist ao.

At e hoje, essas marcas n ao foram decifra-

das. Mesmo assim, s ao atribu ıdas

mem.

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inco-

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ao ho-

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˙ Poucos anos depois de Watson e Crick

descobrirem a estrutura do DNA, dois f ısi- ´

cos sugeriram procurar sinais de r adio co-

dificados vindos do espaco.¸ Foi assim que, em tempos modernos, comecou¸ a busca

por intelig encia extraterrestre.

Qual e o ponto? As pessoas atribuem infor-

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mac¸ ao a intelig encia, mesmo se essa informa-

˜

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Gene Hwang ( a esquerda)

e Yan-Der Hsuuw

`

c¸ ao estiver em forma de s ımbolos ´

sinais do espaco.¸ Elas n ao precisam ver as in-

formac¸ oes serem criadas para chegar a essa

conclus ao. Mas, quando o c odigo mais sofis-

da

vida — foi descoberto, muitos escolheram ig-

norar o fato de que, para produzir informac¸ ao,

ticado que se conhece — o c odigo qu ımico ´

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na argila ou

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e necess ario intelig encia, e atribu ıram ´

a

vel? E coerente? E cient ıfico? ´

tas respeitados dizem que n ao. Esses incluem

Gene Hwang e o profes-

sor universit ario Yan-Der Hsuuw. Veja o que

o Ph.D. em estat ıstica ´

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o DNA

processos acidentais. Ser a que isso e razo a-

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V arios cientis-

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eles dizem.

O Dr. Gene Hwang estuda a base matem ati-

ca da gen etica. Houve uma epoca em que ele

acreditava na evoluc¸ ao, mas suas pesquisas

mudaram sua opini ao. Ele disse a Despertai!:

“O estudo da gen etica nos ajuda a compreen-

der os mecanismos da vida, e compreender

isso me enche de admirac¸ ao pela sabedoria

do Criador.”

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Yan-Der Hsuuw e diretor de pesquisas

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sobre o desenvolvimento de embri oes da Uni-

versidade Nacional de Ci encia e Tecnologia de

Pingtung, Taiwan. Ele tamb em acreditava na

evoluc¸ ao — at e que suas pesquisas o levaram

a concluir o contr ario. Com respeito a divis ao

e a diferenciac¸ ao celular, ele comenta: “As

c elulas certas precisam ser produzidas na or-

dem certa e nos lugares certos. Primeiro, elas

se organizam para formar tecidos que, por

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V arias entrevistas com cientistas respeitados podem

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ser encontradas em nosso site jw.org. Clique no bot ao Buscar

e escreva “entrevista cientista”.

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sua vez, se organizam para formar org aos e

membros. Que engenheiro poderia sonhar em

escrever as instruc¸ oes desse processo? Mas

as instruc¸ oes para o desenvolvimento do em-

bri ao est ao escritas de modo magn ıfico

DNA. Quando considero a beleza disso tudo, tenho absoluta certeza de que a vida foi pro-

jetada por Deus.”

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no

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SER A QUE SABER ISSO FAZ DIFEREN CA?¸

Com certeza! Se Deus criou a vida, seria in-

justo dar o cr edito a evoluc¸ ao. (Apocalipse

4:11) Al em disso, se n os somos a obra de um

Criador t ao s abio, estamos aqui por alguma

raz ao. A vida n ao teria objetivo se fosse ape-

nas o resultado de processos acidentais.

De fato, as pessoas desejam encontrar res-

postas satisfat orias as suas perguntas. “A

busca do homem pelo objetivo da vida e sua principal forca¸ motivadora”, disse Viktor Frankl, ex-professor de neurologia e psiquia-

tria. Em outras palavras, temos uma fome es-

piritual que queremos muito satisfazer — uma

fome que s o faz sentido se formos uma cria-

c¸ ao especial de Deus. Mas, se fomos mesmo

criados por Deus, ser a que ele nos deu algu-

ma ajuda para satisfazermos essa necessida- de espiritual?

Jesus Cristo respondeu a essa pergunta

quando disse: “O homem n ao deve viver so-

mente de p ao, mas de toda palavra que vem

da boca de Jeov a [ou, de Deus].” (Mateus

4:4) As palavras de Jeov a, que est ao registra-

das na B ıblia, ´

tual de milh oes de pessoas, dando objetivo

as ` suas vidas e uma esperanca¸ para o futuro.

(1 Tessalonicenses 2:13) Que a B ıblia ´

mesmo por voc e! Esse livro sem igual pelo

menos merece sua considerac¸ ao. ˛

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t em satisfeito a fome espiri-

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faca¸ o

A quest ao criac¸ ao versus evoluc¸ ao e considerada mais

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a fundo nas brochuras A Origem da Vida — Cinco Perguntas

Que ´ Merecem Resposta e A Vida — Teve um Criador?, dispo-

n ıveis em www.jw.org.

A evoluc¸ ao e uma teoria cient ıfica? ´

O que qualifica uma teoria como cient ıfica? ´

De acordo com a Encyclopedia of Scientific

Principles, Laws, and Theories (Enciclop e-

dia de Princ ıpios, ´

uma teoria cient ıfica, ´

vidade, de Albert Einstein, deve atender aos

seguintes par ametros:

˜

´

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Leis e Teorias Cient ıficas), ´

como a teoria da gra-

ˆ

Sua ac¸ ao deve serLeis e Teorias Cient ıficas), ´ como a teoria da gra- ˆ 1. ˜ observada. zi-la

1.

˜

observada.

zi-la usando experi encias encias

2.

Deve ser poss ıvel ´ reprodu-

ˆ

controladas.

Com base nela, deve ser 2. Deve ser poss ıvel ´ reprodu- ˆ controladas. poss ıvel ´ fazer predic¸ oes 3.

poss ıvel ´ fazer predic¸ oes

3.

˜

exatas.

A evoluc¸ ao atende a esses par ametros?

Sua ac¸ ao n ao pode ser observada. Ela n ao

pode ser reproduzida. E n ao e poss ıvel ´ fazer

predi c¸ oes exatas com base nela. Assim,

ser a que a evoluc¸ ao pode ser considerada

uma hip otese cient ıfica? ´

hip otese com uma teoria, a mesma enciclo-

p edia define hip otese como “uma explica-

c¸ ao que tem mais base na experi encia do

que nos fatos”, mas que leva a “conclus oes

que podem ser testadas por meio de experi- mentos”.

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Comparando uma

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Aqui, o termo “evoluc¸ ao” se refere a “macroevoluc¸ ao”, ou

seja, a ideia de que uma esp ecie gera uma nova esp ecie,

como dizer que macacos deram origem a humanos. A “mi-

croevoluc¸ ao” se refere a pequenas mudancas¸ dentro de uma

esp ecie, talvez por meio de reproduc¸ ao seletiva.

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Despertai! agosto de 2015

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´ AJUDA PARA A FAM ILIA ´ AJUDA PARA A FAM ILIA

˜

CRIA C¸ AO DE FILHOS

Como ensinar seus filhos a ter autocontrole

C¸ AO DE FILHOS Como ensinar seus filhos a ter autocontrole O DESAFIO Parece que seu

O DESAFIO

Parece que seu filho de 6 anos

n ao sabe o que e autocontrole.

Se ele v e alguma coisa que

quer, ele quer isso na hora! Se

ele fica bravo, as vezes grita

com os outros. Voc e talvez se

pergunte: ‘Ser a que isso e nor-

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mal para uma crianca?¸ E s o

uma fase ou est a na hora de

ensin a-lo a ter autocontrole?’

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Apesar de nos referirmos a crianca¸ como um

menino, os princ ıpios ´

aplicam tamb em as meninas.

`

considerados aqui se

´

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O QUE VOC E DEVE SABER

A cultura de hoje n ao incentiva o autocontrole. “Em

nossa cultura permissiva, adultos e criancas¸ ouvem constan-

temente mensagens de que devemos fazer o que quisermos”,

escreveu o psic ologo David Walsh. “Desde os bem-intencio-

´

nados gurus da autoajuda at e os conselheiros interessados

apenas em ganhar dinheiro, ouve-se falar constantemente

que devemos ceder a nossos impulsos.”

˜

´

´

E

essencial ensinar autocontrole desde cedo. Num estudo a

longo prazo com criancas¸ de 4 anos, pesquisadores deram

um marshmallow para cada crianca¸ e duas opc¸ oes: comer

logo o marshmallow ou esperar mais um pouco e ganhar ou-

tro como recompensa pela paci encia. Anos mais tarde, no fim

do ensino m edio, as criancas¸ que tiveram autocontrole aos

4 anos estavam se saindo melhor do que seus colegas em

sentido emocional e tamb em na vida social e acad emica.

O preco¸ alto de n ao se ensinar autocontrole. Os pesquisa-

dores acreditam que o circuito el etrico do c erebro de uma

crianca¸ pode sofrer mudancas¸ por causa de suas experi en-

cias. Dan Kindlon, ph.D. em psicologia infantil, explica: “Se

mimarmos nossos filhos, se n ao os ensinarmos a esperar a

sua vez, a adiar a recompensa e a resistir a tentac¸ ao, pode

as mudancas¸ neurais que acredita-

mos estar associadas a uma personalidade equilibrada.”

ser que n ao acontecam¸

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Do livro No: Why Kids—of All Ages—Need to Hear It and Ways Parents Can Say It

(N ao: Por Que Criancas¸ — de Todas as Idades — Precisam Ouvir Isso e Como os Pais

Podem Dizer “N ao”).

Do livro Too Much of a Good Thing—Raising Children of Character in an Indulgent

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Age (Tudo Que E demais Faz Mal — Criando Filhos Equilibrados numa Epoca Permissi-

r
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Encontre mais ajuda para a fam ılia ´ no site www.jw.org

ˆ

O QUE VOC E PODE FAZER

ˆ

D e o exemplo. Analise se voc e demonstra autocontrole.

Ser a que seu filho v e voc e perder a calma no tr ansito, furar a

fila no mercado ou interromper a conversa de outros? “A prin- cipal maneira de ajudar nossos filhos a desenvolver autocon-

trole e dando o exemplo”, escreve Kindlon. — Princ ıpio

b ıblico: Romanos 12:9.

Ensine seu filho que toda a c¸ ao tem uma consequ encia.

Conforme a idade de seu filho, ajude-o a ver que h a benef ı- ´

cios se ele controlar suas vontades e um preco¸ a pagar se ce- der a elas. Por exemplo, caso seu filho fique irritado pelo

modo como foi tratado por algu em, ensine-o a parar e se per-

guntar: ‘Se eu revidar, isso vai melhorar ou piorar a situac¸ ao?

Existe uma maneira melhor de lidar com isso — talvez contar

at e dez e deixar a raiva passar? Ser a que e melhor simples-

mente me afastar?’ — Princ ıpio b ıblico: G alatas 6:7.

Motive seu filho. Elogie seu filho quando ele demonstra auto- controle. Explique que nem sempre e f acil ´ se controlar, mas

que fazer isso e um sinal de forca.¸ A B ıblia

cidade arrombada, sem muralhas, e o homem que n ao conse-

gue se controlar.” (Prov erbios 25:28) Em contraste, “quem

n ao se ira facilmente e melhor do que o homem valente”.

— Prov erbios 16:32.

Treine. Crie uma brincadeira chamada “Certo ou Errado?” ou

“O Que Voc e Faria?” ou algo parecido. Conversem sobre si-

tuac¸ oes que podem surgir e encenem as poss ıveis

Da ı ´ decidam se essas s ao “certas” ou “erradas”. Seja criativo.

Se quiser, use bonecos, desenhos ou outros m etodos para

tornar a atividade divertida e informativa. Seu objetivo e aju-

dar seu filho a entender que ter autocontrole e melhor do que

ser impulsivo. — Princ ıpio b ıblico: Prov erbios 29:11.

Seja paciente. A B ıblia ´

(Prov erbios 22:15) Ent ao n ao espere que

seu filho desenvolva autocontrole da noite para o dia. “Esse e

um processo longo e demorado com progresso e reca ıdas, ´

mas depois h a mais progresso”, diz o livro Teach Your Chil-

dren Well (Eduque bem Seus Filhos). No entanto, vale a pena

o esforco.¸ O livro continua: “A crianca¸ que consegue resistir a

tentac¸ oes est a em melhores condi c¸ oes de resistir a tentac¸ ao

de usar drogas aos 12 anos e de fazer sexo aos 14 anos.” ˛

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diz: “Como uma

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reac¸ oes.

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diz que “a tolice est a ligada ao co-

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rac¸ ao das criancas”.¸

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TEXTOS PRINCIPAIS

“Que o amor de voc es seja sem

hipocrisia.” — Romanos 12:9.

ˆ

“O que a pessoa semear, isso

tamb em colher a.” — G alatas 6:7.

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“O tolo d a vaz ao a toda a sua ira,

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mas o s abio continua calmo e a

mant em sob controle.” — Prov er-

bios 29:11.

´

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RECOMPENSE O COMPORTAMENTO POSITIVO

At e mesmo criancas¸ bem peque-

nas podem comecar¸ a desenvolver autocontrole. “Se uma crianca¸ chora sem parar porque quer um

doce no mercado e voc e cede,

voc e acaba de ensin a-la que cho-

rar e uma boa maneira de conse-

guir o que ela quer”, diz o livro

Generation Me (Gerac¸ ao Eu). “Da

pr oxima vez que ela quiser alguma

coisa, vai ficar choramingando

porque isso j a deu certo. Em vez

disso, recompense a crianca¸ quan-

do ela tiver bom comportamento.

Muitos pais cedem quando o filho

chora porque parece mais f acil ou

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porque n ao conseguem negar a

crianca¸ o que ela quer. Mas, por

ceder, voc e est a negando muito

mais a ela. Quando o filho pede

de modo educado e voc e o recom- pensa por isso, ele aprende a se

relacionar melhor com as pessoas

e a ter autocontrole.”

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Despertai! agosto de 2015

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A educa c¸ ao b ıblica ´

promove a alfabetiza c¸ ao

˜

˜

“A alfabetizac¸ ao e um direito humano, uma ferramenta de autonomia pessoal e

˜

´

um meio para o desenvolvimento social e humano.” Unesco.

´

RELAT ORIOS indicam que, no mundo inteiro, mais de 700 milh oes de pessoas acima

dos 15 anos n ao sabem ler nem escrever. Por causa disso, elas n ao conseguem explorar

o vasto mundo do conhecimento, incluindo os excelentes ensinamentos morais e espiri-

tuais ‘escritos para a nossa instruc¸ ao’ na B ıblia. ´

pa ıses, ´ b ıblica ´

Considere o trabalho das Testemunhas de Jeov a no M exico, um pa ıs ´ em que o es-

panhol e falado pela maioria de seus habitantes. Desde 1946, as Testemunhas de Jeov a

j a ensinaram mais de 152 mil pessoas a ler e a escrever, e mais tarde muitos dos alu-

nos se tornaram professores nesse programa. As Testemunhas de Jeov a receberam v a-

˜

˜

˜

˜

(Romanos 15:4) Por isso, em v arios

´

as Testemunhas de Jeov a incluem a alfabetiza c¸ ao em seu programa de educa c¸ ao

´

˜

˜

gratuito. Ser a que esse programa tem dado certo?

´

´

´

´

´

´

´

´

Organizac¸ ao das Nac¸ oes Unidas para a Educac¸ ao, a Ci encia e a Cultura.

˜

˜

˜

ˆ

Daniel aprendeu a l ıngua ´ com a ajuda de DVDs

de sinais mexicana

%

Milh oes de exemplares da cartilha

Aplique-se a Leitura e a Escrita s ao

produzidos em mais de 100 idiomas

˜

`

`

˜

rias cartas do governo em reconhecimento de seu trabalho. Uma

das cartas declara: “A Secretaria Geral de Educac¸ ao reconhece e

parabeniza sua coopera c¸ ao no desenvolvimento do Programa de

Educa c¸ ao de Adultos.”

Jovens e idosos foram ajudados por esse programa de alfabe-

tizac¸ ao. Por exemplo, Josefina tinha 101 anos quando se matricu-

lou no curso e o concluiu em apenas dois anos!

˜

˜

˜

˜

Embora o principal idioma do M exico seja o espanhol, n ao e o

´

˜

´

unico ´ idioma ensinado nas aulas de alfabetiza c¸ ao. Em 2013, pes-

soas de oito grupos ind ıgenas ´ ´

sua l ıngua

˜

aprenderam a ler e a escrever em

materna por meio desse programa.

Com certeza, saber ler e uma habilidade preciosa que abre as

´

portas para o aprendizado. Mas, acima de tudo, isso permite que ´

todo tipo de pessoas leia a B ıblia

— um livro inspirado por Deus

que pode libert a-las de supersti c¸ oes escravizadoras, crencas¸ reli-

giosas falsas e comportamento prejudicial. — Jo ao 8:32. ˛

´

˜

˜

( ELE SURPREENDEU ´ A FAM ILIA

Daniel e surdo e n ao conse-

guia se comunicar bem. Por isso, muitas vezes se sentia

frustrado e era rude com sua fam ılia. ´ Quando Daniel tinha uns 23 anos, um surdo cha-

´

˜

´

mado Josu e, que era Teste-

munha de Jeov a, come cou¸ a

estudar a B ıblia ´ com ele, pri- meiramente usando dese-

nhos e m ımica. ´

ajuda de DVDs, Daniel apren- ´

deu a l ıngua de sinais mexi- cana.

´

Ent ao, com a

˜

Daniel aceitou e p os em

ˆ

pr atica os ensinamentos b ı- ´

blicos e desenvolveu o que a ´

B ıblia

nalidade”, que e caracteriza-

da por qualidades como

“compaix ao, bondade, humil-

dade, brandura e paci encia”.

(Colossenses 3:10, 12) Da-

´

chama de “nova perso-

˜

´

ˆ

niel tamb em levou a s erio o

conselho b ıblico ´

diente aos pais e de honr a-

´

´

de ser obe-

´

los. (Ef esios 6:1, 2) Sua fa-

m ılia ´ ficou surpresa! Com

l agrimas ´ nos olhos, a m ae de

´

˜

Daniel agradeceu Josu e por ter ajudado seu filho em sen- tido espiritual. Em 2007, Da- niel se qualificou para ser

batizado como Testemunha

´

´

de Jeov a.

No M exico, 46 publicac¸ oes das Tes-

´

temunhas de Jeov a est ao dispon ıveis

em DVD na l ıngua ´

Nosso site, jw.org, cont em informa-

de sinais mexicana.

´

˜

˜

´

´

c¸ oes em cerca de 80 l ınguas

Para ajudar os cegos, tamb em dispo-

nibilizamos publicac¸ oes em braile.

˜

˜

´

de sinais.

´

Despertai! agosto de 2015

11

´ O CONCEITO DA B IBLIA ˆ TOLER ANCIA ˆ TOLER ANCIA Aceitac¸ ao, perd

´ O CONCEITO DA B IBLIA

ˆ

TOLER ANCIA

ˆ

TOLER ANCIA

Aceitac¸ ao, perd ao e toler ancia contribuem para relacionamentos pac ıficos.

Mas ser a que a toler ancia deve ter limites?

˜

´

˜

ˆ

´

ˆ

Qual e o segredo para ser mais tolerante?

´

A REALIDADE HOJE No mundo todo, as

pessoas est ao cada vez mais intolerantes

por causa da influ encia de coisas como pre-

conceito racial e etnico, nacionalismo, triba-

lismo e extremismo religioso.

˜

´

ˆ

O QUE A B ´

IBLIA DIZ Em seu minist erio,

´

Jesus Cristo estava cercado de intoler ancia.

Os judeus e os samaritanos, em especial,

se odiavam. (Jo ao 4:9) Os homens trata- vam as mulheres como inferiores. E os l ıde- ´

res religiosos judaicos desprezavam o povo.

(Jo ao 7:49) Jesus Cristo era conhecido por

ˆ

˜

˜

para julgar as pessoas, mas para ajud a-las

em sentido espiritual. — Jo ao 3:17; 13:34.

´

˜

O amor, o segredo para ser mais to-

lerante, faz com que aceitemos e trate- mos bem os outros, apesar de seus defei-

tos e idiossincrasias. Colossenses 3:13 diz:

“Continuem a suportar uns aos outros e a perdoar uns aos outros liberalmente, mes-

mo que algu em tenha raz ao para queixa

contra outro.”

´

˜

ter um conceito bem diferente. “Este homem acolhe pecadores e come com eles”, disse- ram
ter um conceito bem diferente. “Este homem
acolhe pecadores e come com eles”, disse-
ram seus opositores. (Lucas 15:2) Jesus era
bondoso, paciente e tolerante porque sua
“Acima de tudo, tenham intenso amor
uns pelos outros, porque o amor
˜
cobre uma multid ao de pecados.”
— 1 Pedro 4:8.
˜
˜
principal motivac¸ ao era o amor. Ele n ao veio
Jesus foi um exemplo
ˆ
de toler ancia e veio
para ajudar as pessoas
em sentido espiritual,
˜
´
n ao para julg a-las
r
Encontre mais respostas a perguntas b ıblicas ´
no site www.jw.org

Por que a toler ancia deve ter limites?

ˆ

A REALIDADE A maioria das sociedades tenta

manter a lei e a ordem. Por isso, geralmente

elas estabelecem limites razo aveis quanto

ao comportamento das pessoas.

´

O QUE A B ´

IBLIA DIZ “[O amor] n ao se com-

˜

porta indecentemente.” (1 Cor ıntios ´

Apesar de Jesus ter sido um exemplo de to-

ler ancia, ele n ao ignorava a indec encia, a hi-

pocrisia e outras atitudes ruins. Em vez dis- so, ele corajosamente condenou essas coisas. (Mateus 23:13) “Quem pratica coisas ruins odeia a luz [da verdade]”, disse ele.

— Jo ao 3:20.

13:5)

ˆ

˜

ˆ

˜

O ap ostolo crist ao Paulo escreveu:

´

˜

“Abominem o que e mau; agarrem-se ao

que e bom.” (Romanos 12:9) Ele aplicava

isso em sua vida. Por exemplo, quando al-

guns crist aos judeus se separaram de

n ao judeus na congrega c¸ ao crist a, Paulo

´

´

˜

˜

˜

˜

— que tamb em era judeu — falou de modo

firme, mas bondoso sobre isso. (G alatas

2:11-14) Ele sabia que Deus, que “n ao e

parcial”, n ao toleraria o preconceito racial

entre o Seu povo. — Atos 10:34.

´

´

˜

´

˜

Como crist aos, as Testemunhas de

˜

Jeov a seguem os padr oes de moral da B ı- ´

blia. (Isa ıas ´ 33:22) Por isso, elas n ao to-

leram a maldade no seu meio. A pureza da

congregac¸ ao n ao deve ser corrompida pe-

los que desrespeitam os padr oes de Deus.

Assim, elas obedecem a esta clara ordem

b ıblica: ´

pessoa m a.” — 1 Cor ıntios ´

´

˜

˜

˜

˜

˜

“Removam do meio de voc es a

ˆ

´

5:11-13.

“Voc es que amam a Jeov a, odeiem

ˆ

´

o que

e ´ mau. — Salmo 97:10.

Ser a que Deus vai tolerar a maldade para sempre?

´

O QUE MUITOS ACREDITAM Por causa da natu-

reza humana, a maldade sempre existir a.

´

IBLIA DIZ O profeta Habacuque dis-

se em orac¸ ao a Jeov a Deus: “Por que toleras

a opress ao? Por que h a diante de mim des-

trui c¸ ao e viol encia? E por que h a tantas bri-

gas e conflitos?” (Habacuque 1:3) Deus pro- meteu a esse profeta aflito que os maus prestariam contas a Ele. A respeito dessa

promessa, Deus disse: “[Ela] se cumprir a

sem falta. N ao se atrasar a!” — Habacuque

2:3.

O QUE A B ´

˜

˜

˜

ˆ

´

´

´

´

˜

´

´

At e que isso aconte ca,¸ os que prati-

cam coisas erradas t em a oportunidade de mudar de atitude. “‘Por acaso eu te-

nho algum prazer na morte de uma pes-

ˆ

soa m a?’ diz o Soberano Senhor Jeov a.

‘N ao prefiro que ele abandone os seus ca-

minhos e continue vivo?’ ” (Ezequiel 18:23)

As pessoas que querem agradar a Jeov a e

abandonam pr aticas erradas podem enca-

rar o futuro com confianca.¸ Em Prov erbios

1:33, Deus diz: “Mas quem me escuta resi-

dir a em seguranca¸ e ficar a tranquilo, sem

temer nenhuma calamidade.” ˛

´

´

˜

´

´

´

´

´

“Apenas mais um pouco, e os maus

deixar ao de existir

possuir ao a terra e ter ao grande

alegria na abund ancia de paz.”

˜

˜

Os mansos

˜

ˆ

— Salmo 37:10, 11.

Despertai! agosto de 2015

13

Ela se apegou as suas cren cas¸ ` Uma entrevista com Song Hee Kang Quando

Ela se apegou as suas cren cas¸

`

Uma entrevista com Song Hee Kang

Quando Song Hee tinha 11 anos, sua m ae percebeu

uma curvatura anormal nas costas de sua filha. Um

m edico a diagnosticou com escoliose, uma curvatura

lateral da coluna em forma de “C” ou “S”. A situac¸ ao

de Song Hee piorou tanto que se tornou necess ario

fazer uma cirurgia. Mas Song Hee n ao quis aceitar

uma transfus ao de sangue. “Despertai!” perguntou

a ela sobre o que aconteceu.

˜

´

´

˜

˜

˜

Assim que a escoliose

foi diagnosticada, os m edicos

sugeriram algum tratamento?

Por quase tr es anos, fui acom-

panhada por dois m edicos, mas

a curvatura na minha coluna

continuou a aumentar. Na ver- dade, piorou tanto que come-

cou¸

os pulm oes, dificultando a respi-

rac¸ ao. Ficou claro que uma cirur-

gia seria inevit avel.

´

ˆ

´

˜

a pressionar meu corac¸ ao e

˜

˜

´

Voc e concordou em fazer a

cirurgia?

Sim. Mas me disseram que a cirurgia seria complicada. A essa altura, a curvatura da minha co- luna era de 116 graus, muito gra-

ve. S o que na minha cirurgia ha-

veria outro desafio. Por causa

das minhas crencas¸ religiosas,

baseadas na B ıblia, ´

ˆ

´

eu n ao acei-

˜

taria uma transfus ao de san-

gue. 1

˜

Voc e encontrou um cirurgi ao

que estava disposto a fazer o procedimento?

Minha m ae e eu consultamos um

especialista na Fl orida, EUA,

onde mor avamos. Mas, quando

eu disse que n ao aceitaria san-

gue, ele me explicou que ne-

nhum cirurgi ao faria um procedi-

mento t ao complicado nessas

condic¸ oes. Ele tamb em me dis-

se que, sem a cirurgia, eu n ao chegaria aos 20 anos. E eu tinha apenas 14 anos.

ˆ

˜

˜

´

´

˜

˜

˜

˜

´

˜

Voc e explicou a ele os motivos

de suas crencas?¸ Sim. Eu disse que minhas cren-

cas¸ eram baseadas na B ıblia ´ e

que Deus considera o sangue sa-

ˆ

grado, tanto o sangue humano

como o animal. 2 Para os israeli-

tas, a punic¸ ao por comer sangue

era a morte. 3 Tamb em mostrei a

ele Atos 15:19, 20. Esse texto foi

escrito para os crist aos e diz em

parte: ‘Abstenham-se de

gue.’ Isso significa que n ao de-

vemos aceitar sangue de modo

algum, nem por via oral nem in- travenosa.

˜

´

˜

san-

˜

Qual foi a reac¸ ao do cirurgi ao?

Ele ainda insistiu que teria que

aplicar sangue. E, para a minha surpresa, o hospital disse que,

se eu aceitasse sangue, eles n ao

cobrariam nada pela cirurgia.

˜

˜

˜

O que voc e e sua m ae fizeram

diante de uma oferta dessas?

Ningu em parecia estar disposto

a fazer a cirurgia sem sangue,

ˆ

˜

´

Os m edicos devem pensar no paciente como um todo

´

mas n os est avamos decididas a

´

´

`

nos apegar as nossas crencas.¸

Da ı ´ a situac¸ ao se tornou ainda

mais complicada. Eu ainda era

menor de idade e, j a que minha

situac¸ ao estava ficando cr ıtica, ´

meu caso foi levado ao tribunal. Felizmente o promotor do Esta-

do da Fl orida nos deu 30 dias

para encontrar um cirurgi ao que

respeitasse minha decis ao.

˜

´

˜

´

˜

˜

E voc es conseguiram encontrar

algum cirurgi ao?

Sim! A Comiss ao de Ligac¸ ao

com Hospitais coordenada pelas

Testemunhas de Jeov a, que cui-

dava da minha regi ao, entrou

em contato com um cirurgi ao de Nova York, especialista em esco-

liose. Ele estava otimista quanto ao procedimento e concordou

em me ver. Ent ao encontramos

um cirurgi ao dentro do prazo es-

tabelecido pelo tribunal. 4

ˆ

˜

˜

˜

˜

´

˜

˜

˜

˜

Como foi a cirurgia?

Foi um sucesso! Para alinhar mi-

nha coluna, o Dr. Robert M.

Bernstein implantou hastes ajus-

t aveis nas minhas costas. Ele fez

a cirurgia em duas etapas, com um intervalo de duas semanas.

´

Por que em duas etapas?

Se no primeiro procedimento eu

perdesse muito sangue, o inter-

valo daria tempo para o meu

corpo produzir mais gl obulos

vermelhos antes do segundo

procedimento. Por causa do bom

planejamento, do trabalho cui-

dadoso e das habilidades da

equipe m edica, eu perdi bem

pouco sangue nos dois procedi-

mentos. Minha recuperac¸ ao foi

r apida, e n ao tive as complica-

c¸ oes que muitas vezes s ao cau-

sadas por uma transfus ao de

sangue. 5

´

´

˜

˜

˜

˜

´

˜

INFORMAC¸ OES SOBRE ESCOLIOSE

˙ A escoliose n ao e causada por m a postura, nem por falta de

˜

´

´

c alcio.

´

˙ Coletes n ao alinham a coluna, mas podem impedir que a cur-

˜

vatura piore.

˙ A cirurgia para corrigir a escoliose n ao impede a mulher de

˜

ter filhos.

˙ No caso de muitas deformidades na coluna, n ao h a como

˜

´

prevenir seu aparecimento.

˙ O fumo interfere na recuperac¸ ao dos ossos.

˜

˜

Fontes: Site da Cl ınica ´

Scoliosis and Kyphosis—A Handbook for Patients (Deformidade na Coluna: Esco- liose e Cifose — Um Manual para Pacientes).

Mayo, informac¸ oes sobre escoliose; Spinal Deformity:

O que o cirurgi ao achou do

resultado? Ele ficou muito feliz!

Comentou que “ser um bom m e-

dico n ao envolve apenas fazer ci-

rurgias”. Na opini ao dele, os m e-

dicos devem pensar no paciente como um todo, incluindo suas crencas¸ e seus valores. Muitas pessoas concordariam com isso, assim como as Testemunhas de

˜

´

´

˜

˜

´

Jeov a. ˛

´

1. A m ae de Song Hee e Testemunha de Jeov a.

Song Hee tamb em decidiu ser Testemunha de

Jeov a e foi batizada em 2012 aos 16 anos.

2. G enesis 9:3-5.

ˆ

´

˜

´

´

3. Lev ıtico

4. As Comiss oes de Ligac¸ ao com Hospitais

ajudam pacientes Testemunhas de Jeov a a en-

contrar m edicos que oferecem tratamentos de

qualidade sem usar transfus oes de sangue.

5. Num artigo sobre os riscos das transfu-

s oes ˜ de sangue, uma comiss ao do sistema de

sa ude p ublica de Nova Gales do Sul (Austr alia)

declara: “A transfus ao de sangue e um trans-

plante de tecido vivo. Assim como acontece

em outros transplantes, a reac¸ ao natural do

organismo e rejeitar qualquer corpo estranho.

´

17:10-14.

´

˜

˜

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´

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´

´

´

˜

` ´ Os riscos a sa ude podem ser significativos.”
`
´
Os riscos a sa ude podem ser significativos.”

COLUNA DEFORMADA

COLUNA NORMAL Despertai! agosto de 2015 15
COLUNA NORMAL
Despertai! agosto de 2015
15
TEVE UM PROJETO? A engrenagem do Issus coleoptratus A CREDITAVA-SE que mecanismos de en- grenagem

TEVE UM PROJETO?

A engrenagem do Issus coleoptratus A CREDITAVA-SE que mecanismos de en- grenagem eram resultado da
A engrenagem do
Issus coleoptratus
A CREDITAVA-SE que mecanismos de en-
grenagem eram resultado da criatividade
´
humana. Mas agora foi provado o contr ario.
Descobriu-se uma estrutura similar a uma en-
grenagem com rodas dentadas num inseto
— a ninfa do Issus coleoptratus, encontrado
em jardins em toda a Europa.
A ninfa desse inseto pode alcancar¸ uma
velocidade de 3,9 metros por segundo em
´

apenas dois mil esimos de segundo. Isso submete seu corpo a uma forca¸ quase 200 vezes maior do que a forca¸ da gravida- de! Esse inseto pode sumir de vista num

piscar de olhos. Para um salto como esse,

e ´ necess ario que as duas pernas traseiras

dele exercam¸

ao mesmo tempo. Qual e o segredo por de-

tr as dessa facanha?¸

´

exatamente a mesma forca¸

´

´

Analise o seguinte: Cientistas descobriram dentes de engrenagem onde as pernas trasei- ras se juntam ao corpo do inseto. Quando ele salta, os dentes de uma perna se encaixam nos dentes da outra, fazendo com que as duas pernas estejam perfeitamente sincroni-

O inseto perde essa engrenagem na transic¸ ao para a fase

adulta.

˜

zadas. Se n ao houvesse essa sincronia, o sal-

to se tornaria um giro descontrolado.

Quando animais maiores saltam, seu siste-

˜

ma nervoso comanda a sincronizac¸ ao das pernas. Mas, para a ninfa do Issus coleop-

tratus, os pulsos neurais seriam muito lentos. Por isso, ela possui essa engrenagem. “Quan-

do pensamos em engrenagens, geralmente as

associamos a m aquinas projetadas pelo ho-

mem”, diz o escritor e pesquisador Gregory

Sutton. Ele acrescenta que a raz ao disso e

que “n ao procuramos o suficiente”.

˜

´

˜

´

˜

O que voc e acha? Ser a que a engrenagem

da ninfa do inseto Issus coleoptratus e resul-

tado da evoluc¸ ao? Ou teve um projeto? ˛

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o c odigo

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