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Ninguém é tão Pai, como Deus!

(Catecismo da Igreja Católica, 239)


I. RITOS INICIAIS

Cântico de Entrada
Saudação Inicial
Monição inicial: «Vir à fonte. Ir em frente». Este é o nosso programa desta
Quaresma de 2014. Somos desafiados a vir à fonte, a regressar às fontes da
verdadeira vida, cuja nascente encontramos na fonte batismal, para “renovar o
nosso encontro pessoal com Cristo” (EG 3). Mas não basta saciar aqui a nossa sede.
Não podemos deixar que outros morram à sede junto das nossas fontes. Por isso,
o grande desafio que se coloca hoje à Igreja, é sair, para conduzir os homens às
verdadeiras fontes da vida! São estes dois movimentos “vir à fonte” e “ir em
frente” que queremos viver nesta Quaresma, de modo a agitar as nossas águas
batismais, de tal modo que a torrente que daí parte, alcance as periferias e
fecunde os desertos, aonde esta água chegar. Estamos, pois, cara a cara com
Cristo, e somos chamados a cavar fundo o poço das nossas misérias, para deixar o
Senhor abrir em nosso coração uma fonte de água viva para a vida eterna!
Regenerados, um dia, nas águas do Batismo, este é o momento para dizer a Jesus
Cristo:

Pai/Mãe:
«Senhor, deixei-me enganar,
de mil maneiras fugi do vosso amor,
mas aqui estou novamente
para renovar a minha aliança convosco.
Preciso de Vós.
Resgatai-me de novo, Senhor;
aceitai-me mais uma vez nos vossos braços redentores».
(Papa Francisco, EG 3)
Catequista: “Como nos faz bem voltar para Ele, quando nos perdemos! Deus nunca
Se cansa de perdoar, somos nós que nos cansamos de pedir a sua misericórdia.
Somos filhos de Deus e ninguém nos pode tirar a dignidade que este amor infinito e
inabalável nos confere” (Papa Francisco, EG 3).

P – Oremos: Oração Coleta do III Domingo da Quaresma A

II. LITURGIA DA PALAVRA

Monitor: “Deixemo-nos iluminar por uma página do Evangelho: o encontro de


Jesus com a mulher samaritana (cf. Jo 4, 5-42). Não há homem nem mulher que, na
sua vida, não se encontre, como a mulher da Samaria, ao lado de um poço com
uma ânfora vazia, na esperança de encontrar que seja satisfeito o desejo mais
profundo do coração, o único que pode dar significado pleno à existência.

Aclamação ao Evangelho

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Narrador: Naquele tempo, chegou Jesus a uma cidade da Samaria, chamada Sicar,
junto da propriedade que Jacob tinha dado a seu filho José, onde estava o poço de
Jacob. Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se à beira do poço. Era por volta do
meio-dia. Veio uma mulher da Samaria para tirar água. Disse-lhe Jesus:
Jesus: «Dá-Me de beber».
Narrador: Os discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. Respondeu-Lhe a
samaritana:
Samaritana: «Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu
samaritana?».
Narrador: De facto, os judeus não se dão com os samaritanos. Disse-lhe Jesus:
Jesus: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: ‘Dá-Me de
beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva».
Narrador: Respondeu-Lhe a mulher:
Samaritana: «Senhor, Tu nem sequer tens um balde e o poço é fundo: donde Te
vem a água viva? Serás Tu maior do que o nosso pai Jacob, que nos deu este poço,
do qual ele mesmo bebeu, com os seus filhos e os seus rebanhos?».
Narrador: Disse-lhe Jesus:
Jesus: «Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede. Mas aquele que beber
da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der tornar-se-á
nele uma nascente que jorra para a vida eterna».
Narrador: Suplicou a samaritana:
Samaritana: «Senhor, dá-me dessa água, para que eu não sinta mais sede e não
tenha de vir aqui buscá-la. Vejo que és profeta. Os nossos pais adoraram neste
monte e vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar».
Narrador: Disse-lhe Jesus:
Jesus: «Mulher, acredita em Mim: Vai chegar a hora em que nem neste monte nem
em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o
que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vai chegar a hora – e já
chegou – em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e
verdade, pois são esses os adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito e os seus
adoradores devem adorá-l’O em espírito e verdade».
Narrador: Disse-Lhe a mulher:
Samaritana: «Eu sei que há de vir o Messias, isto é, Aquele que chamam Cristo.
Quando vier há de anunciar-nos todas as coisas». Respondeu-lhe Jesus: «Sou Eu,
que estou a falar contigo».
Narrador: Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram em Jesus, por causa da
palavra da mulher. Quando os samaritanos vieram ao encontro de Jesus, pediram-
Lhe que ficasse com eles. E ficou lá dois dias. Ao ouvi-l’O, muitos acreditaram e
diziam à mulher: «Já não é por causa das tuas palavras que acreditamos. Nós
próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo».

Palavra da salvação

Homilia: Diziam os Bispos, na Mensagem final do Sínodo sobre a evangelização:


“Cabe a nós hoje multiplicar os poços para os quais convidar os homens e as
mulheres sequiosos e ali fazer com que encontrem Jesus, oferecer oásis nos desertos
da vida” (n.3). E o Papa Francisco acrescenta: “Em todo o caso, lá somos chamados
a ser pessoas-cântaro para dar de beber aos outros” (EG 86), tal como a samaritana:
“logo que terminou o seu diálogo com Jesus, ela tornou-se missionária, e muitos
samaritanos acreditaram em Jesus devido às palavras da mulher” (EG 86).

Oração dos fiéis – lida pelos pais

I - Pároco: Pai-Nosso, santificado seja o vosso nome...


Pai: Que sejais louvado, ó Pai do Céu, pelos vossos filhos espalhados pelo mundo
inteiro! Oremos irmãos!

II- Pároco: Pai-Nosso, venha a nós o vosso Reino...


Pai: Que os corações de todos os homens e mulheres tenham desejos de liberdade,
de amor, de paz, e de perdão. Oremos irmãos!

III- Pároco - Pai-Nosso, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu...
Pai: Que seja feita sempre a vossa vontade e não a nossa e que todos os homens se
salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Oremos irmãos!
IV- Pároco: Pai-Nosso, o Pão-nosso de cada dia nos dai hoje...
Pai: Dai-nos, o pão, fruto da terra e do trabalho do homem; dai-nos também o Pão
que nos faz viver eternamente; ensinai-nos a partilhar do nosso alimento. Oremos
irmãos!

V- Pároco: Pai-Nosso, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a


quem nos tem ofendido...
Pai: Perdoai-nos e fazei de nós pessoas amáveis que constroem a amizade e a paz.
Oremos irmãos!

VI- Pároco: Pai-Nosso, não nos deixeis cair em tentação!


Pai: Dai-nos força porque somos fracos. E precisamos de quem nos guie. Oremos
irmãos!

VII- Pároco: Pai-Nosso, livrai-nos do mal!


Pai: Dai-nos pressa e coragem para fugir do mal. Oremos irmãos!

III. ENTREGA DO PAI-NOSSO

Presidente: «Levantar-se-ão, os meninos que vão receber a Oração Dominical»!


Catequista: Antes, porém, de receberdes o Pai-Nosso, deixai que vos lembre: O
Pai-Nosso é chamado «Oração dominical» ou «Oração do Senhor». Tal «significa que
a prece dirigida ao Pai-Nosso nos foi ensinada e transmitida pelo Senhor Jesus. «As
primeiras comunidades cristãs rezavam a Oração do Senhor "três vezes por dia"»
(CIC 2767). Serão agora os vossos pais, que vos trouxeram ao Baptismo, que vos
entregarão a Oração do Pai-Nosso, que receberão das mãos do pároco.
Pároco: Um dia os amigos de Jesus pediram-lhe que os ensinasse a rezar. E Jesus
ensinou-lhes uma oração breve, dirigida ao Pai do Céu, que continua a ser hoje a
melhor oração dos cristãos. Vós já conheceis essa oração e decerto estais
dispostos a continuar a rezá-la cada vez com mais dedicação. Dizei-me pois:

Pároco: Quereis receber o Pai-Nosso, a Oração que Jesus nos ensinou?


Crianças: Sim, quero.
Pároco: Quereis guardá-lo no vosso coração, como se guarda um tesouro precioso
e rezá-lo e vivê-lo todos os dias, com entusiasmo e alegria?
Crianças: Sim, quero.
Pároco: Então recebei o Pai-Nosso; rezai-o sempre como sinal de amor ao Pai do
Céu.
Crianças: Ámen.
Pároco: O pai de cada menino ou aquele que o representar, ao passar junto de São
José, toca-o com as mãos, pedindo-lhe a bênção…

(O Pároco, entregando aos pais a cartolina do Pai-Nosso, dirige-se a cada criança


pelo nome, com estas palavras):

P- N…, Recebe (do teu Pai) o Pai Nosso.


Reza-o todos os dias em sinal de Amor ao Pai do Céu!
A criança responde:
Criança - Assim quero! Sou filho (a) de Deus!

Cânticos durante a Entrega do Pai-Nosso


IV. LITURGIA EUCARÍSTICA

Ofertório – Apresentação dos dons (normal)


Prefácio da Quaresma III Domingo - Oração Eucarística II
Ritos da Comunhão
Antes do Pai-Nosso:

Catequista: Nesta Festa dedicada a Deus Pai, como não havemos de pensar no Pai
de cada um de nós? De facto, toda a paternidade provém de Deus Pai! E ninguém é
tão Pai, como Deus! Antes de rezarmos a Deus Pai, vamos imaginar como «rezará
o Pai do Céu quando olha para nós e pensa em nós»… Para isso, vamos rezar, a
partir do cartão, que foi oferecido aos pais.

2. Entrega do «Pai-Nosso de Deus» aos pais

Cântico durante a entrega:

Pais recitam a oração, colocando sobre a cabeça do filho a mão direita:

“Filho meu, que estás na terra.


preocupado, tentado, solitário,
eu conheço perfeitamente o teu nome
e o pronuncio como que santificando-o, porque te amo.
Não, não estás só, mas habitado por Mim,
e juntos construímos este reino de que irás ser o herdeiro.
Alegra-me que faças a minha vontade
porque a minha vontade é que tu sejas feliz
já que a glória de Deus é o homem vivo.
Conta sempre comigo e terás o pão para hoje, não te preocupes,
só te peço que saibas repartir com o teu irmão.
Sabes que perdoo todas as tuas ofensas, antes mesmo de tu as cometeres,
por isso peço-te que faças o mesmo àqueles que te ofendem a ti.
Para que nunca caias em tentação, segura firme na minha mão
e Eu te livrarei do mal, pobre e querido filho meu”.

P- Irmãos caríssimos: Renascidos pelo Batismo, estes meninos são chamados, e


são de verdade, filhos de Deus. Pela Confirmação, hão de receber um dia a
plenitude do Espírito Santo; aproximando-se do altar do Senhor, participarão, no
próximo ano, da mesa do sacrifício de Cristo; membros da Igreja, hão de chamar a
Deus seu Pai. Com eles, e no espírito de filhos adotivos que todos recebemos,
ousamos agora rezar como o Senhor nos ensinou” (cf. Ritual do Batismo, 128).

Pai-Nosso cantado (gregoriano)

Cântico de Comunhão
P. Agora, enquanto outros se aproximam para comungar, as crianças do 2º ano
aproximam-se para receber uma pulseira, onde está gravado o Pai-Nosso.

(entrega de um a pulseira com o Pai-Nosso às crianças, durante a comunhão)

Ação de Graças: (este texto pode ser lido por uma criança)

Sei uma Palavra, pequena


que me protege e serena.
Serena palavra: Pai!
Para onde vou, Ele vai.
Alegra o meu coração.
Põe na minha a sua mão.
Para onde vou, Ele vai.
Serena palavra: Pai!
O meu Pai Também é teu:
Pai-Nosso que estás no Céu!...

V. RITOS FINAIS

P- Irmãos e irmãs: Trouxestes um cântaro, para retirardes água da pia batismal e


com ela recordardes a água do Batismo. Escutai antes a oração da Igreja, que nos
sugere o sentido deste gesto:

P- Bendito sejais, Deus Pai todo-poderoso, que criastes a água para purificar e dar
vida.
Todos: Bendito sejais para sempre.
P- Bendito sejais, Deus Filho Unigénito, Jesus Cristo, que do vosso lado fizestes
brotar sangue e água, para que da vossa morte e ressurreição nascesse a Igreja.
Todos: Bendito sejais para sempre.
P- Bendito sejais, Deus Espírito Santo, que ungistes a Cristo, batizado nas águas do
Jordão, para que todos fôssemos batizados em Vós.
Todos: Bendito sejais para sempre.
P- Pelo mistério desta água benzida, despertai em nós a sede de Deus, que ela nos
faça reviver o Batismo que recebemos, para que nós, que fomos sepultados com
Cristo na sua morte participemos, agora de coração purificado, na alegria dos que
vão ser batizados, na Páscoa de Cristo Nosso Senhor, o Qual é Deus convosco na
unidade do Espírito Santo.
Todos: Ámen.

Monitor: Ides agora, passar pelo «batistério» e encher os vossos cântaros de água.
João XXIII gostava de designar a Paróquia, como «o fontanário da aldeia, a que
todos acorrem na sua sede». O Papa Francisco define a Paróquia como uma
“comunidade de comunidades, santuário onde os sedentos vão beber para
continuarem a caminhar” mas acrescenta que ela deve também ser um “centro de
constante envio missionário” (EG 28). Isto é, a Igreja não deve reduzir-se a um
posto de abastecimento, para manutenção dos seus membros, mas deve ser o
fontanário, donde os fiéis possam haurir a água da vida. E a torrente desta água
precisa de ir mais longe, de chegar aos outros, às extremidades, às periferias
existenciais, aos grandes desertos deste mundo, a todos os que experimentam a
sede de Deus e do seu amor.

P- A cena do encontro de Jesus com a samaritana e os seus seis maridos podia


levar-nos ao encontro dos casais em situações difíceis ou irregulares: uniões de
facto, divorciados, recasados. Podíamos levar uma Carta de acolhimento da
Comunidade. Aos outros meninos da catequese sugerimos que escrevam uma
carta-convite aos padrinhos, para virem, no domingo seguinte, acender a vela do
batismo.

Bênção final
Despedida
Cântico Final
“Deixemo-nos iluminar por uma página do Evangelho: o encontro de Jesus com a
mulher samaritana (cf. Jo 4, 5-42). Não há homem nem mulher que, na sua vida,
não se encontre, como a mulher da Samaria, ao lado de um poço com uma ânfora
vazia, na esperança de encontrar que seja satisfeito o desejo mais profundo do
coração, o único que pode dar significado pleno à existência. Hoje são muitos os
poços que se oferecem à sede do homem, mas é preciso discernir para evitar
águas poluídas.

É urgente orientar bem a busca, para não ser vítima de desilusões, que podem
arruinar. Como Jesus no poço de Sicar, também a Igreja sente que se deve sentar
ao lado dos homens e mulheres deste tempo, para tornar presente o Senhor na
sua vida, para que o possam encontrar, porque só o seu espírito é a água que dá a
vida verdadeira e eterna. Só Jesus é capaz de ler no fundo do nosso coração e de
nos revelar a nossa verdade: «Disse-me tudo o que fiz», confessa a mulher aos seus
concidadãos. E esta palavra de anúncio — à qual se junta a pergunta que abre à fé:
«Será Ele o Cristo?» — mostra como quem recebeu a vida nova do encontro com
Jesus, por sua vez não pode deixar de se tornar anunciador de verdade e de
esperança para os outros.

A pecadora convertida torna-se mensageira de salvação e conduz a Jesus toda a


cidade. Do acolhimento do testemunho o povo passará à experiência pessoal do
encontro: «Já não é pelas tuas palavras que nós cremos, mas porque nós mesmos
ouvimos e sabemos que Ele é deveras o salvador do mundo».

XIII ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO SÍNODO DOS BISPOS 2012,


Mensagem ao Povo de Deus, n.1