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CENTRO UNIVERSITÁRIO MUNICIPAL DE FRANCA UNI-FACEF

IGOR MELLO GONÇALVES DA SILVA

AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL NA ECONOMIA DE ENERGIA

FRANCA
2017
IGOR MELLO GONÇALVES DA SILVA

AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL NA ECONOMIA DE ENERGIA

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado como requisito parcial, para a
obtenção do grau no curso de Sistemas de
Informação do Centro Universitário
Municipal de Franca – UNI-FACEF.
Orientador: Prof. Me. Carlos E F Roland.

FRANCA
2017
IGOR MELLO GONÇALVES DA SILVA

AUTOMAÇÂO RESIDENCIAL NA ECONOMIA DE ENERGIA

BANCA EXAMINADORA

Orientador: _____________________________________________________
Nome:
Instituição:

Examinador (a): __________________________________________________


Nome:
Instituição:

Examinador (a): __________________________________________________


Nome:
Instituição:

FRANCA, ____/____/ ______.


Dedico este trabalho aos meus
familiares, professores e demais
contribuintes com minha formação
pessoal e profissional.
AGRADECIMENTOS

Não foram momentos fáceis e por este momento ser de extrema vitória
agradeço:
- A Deus, pelo dom da vida;
- A minha mãe, pelo apoio, paciência e por sempre estarem comigo
nesta trajetória;
- ao meu orientador pelo auxílio e desempenho.
“É preciso tentar não sucumbir sob o peso de
nossas angústias, e continuar a lutar”.
J.K.Rowling
RESUMO

Com a crescente entrada de eletrodomésticos nas residências e o


avanço da tecnologia, os preços de equipamentos tecnológicos ficaram cada
vez mais acessíveis e hoje em dia a chamada “casa do futuro” tornou-se uma
realidade. A utilização de tecnologias domiciliais vem se tornando essencial
para redução de custos, através do controle de consumo de energia elétrica,
por exemplo. Neste sentido, o objetivo deste trabalho é de desenvolver um
sistema de automação de luzes para uma residência, que poderá também
medir o consumo de energia, ajudando o usuário do sistema no controle do
consumo de energia, com objetivos como a redução do consumo e, por
consequência, dos custos com eletricidade, e visando ser um sistema de fácil
utilização pelo usuário, permitindo também que o usuário controle as funções
do sistema via comando de voz, e que o sistema apresente um baixo custo.
Para tanto, foi feito um estudo para verificar a visão da academia acerca das
inovações tecnológicas para domicílios, chamadas de Automação Residencial,
ou AR e, então, foi projetado um sistema para redução do consumo de energia
elétrica de domicílios. Para estudos futuros, sugere-se comparar a realidade do
mercado ante as expectativas para a venda do software aqui apresentado.

Palavras-chave: Consumo de energia elétrica, Automação residencial.


Sistema de baixo custo.
ABSTRACT
Within the home apliances entry and the technology advance, the
technologic equipments’ prices have became more accessible and nowadays
the so-called “future house” has became a reality. The utilization of domestic
technologies has been becoming essential to the cost-cutting for the population,
through the control of electricitie’s consumption, for instance. In this way, the
objective of this work is to develop a system of light automatization to a
residence, which can also measure the energy’s consumption, with objectives
like lowing consumption and, consequently, electricities’s costs, and aiming to
be easy to use by the user, allowing the user to control the system functions by
voice command, and that the system shows a low-cost. To achieve so, it was
made a study to verify the academy’s vision about the techonologies’ inovations
to residences, called Home Automation, or HA and, then, it has been developed
the software to the residences’ electricity cost-cutting. After the realization of
this work, it was possible to develop the software and verify the broad Market to
commercialization of the product to Franca’s city and region, through the
creation of a Startup. To future studies, it is suggested to compare the
commerce’s reality faced with the expectations to the commercialization of the
software shown here.
Keywords: Electricity’s consumption, Home automation, Low cost system.
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1 – COMUNICAÇÃO ENTRE OS ELEMENTOS DA AR ...................................18
FIGURA 2 – DIVISÃO DAS RESPONSABILIDADES NA AR.........................................19
FIGURA 3 – MODELO DE NEGÓCIOS DO SISTEMA PARA AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL31
FIGURA 4 – FIGURA 4 – TELA 1 E 2: PÁGINA INICIAL ............................................69
FIGURA 5 – FIGURA 5 – TELAS 3 E 4: VERIFICANDO CONTATO .............................70
FIGURA 6 – FIGURA 6 – TELAS 5 E 6: INSERINDO SENHA PARA ENTRAR NO SISTEMA .
71
FIGURA 7 – FIGURA 7 – TELAS 7 E 8: PÁGINA INICIAL E MENU SUSPENSO ...........72
FIGURA 8 – FIGURA 8 – TELAS 9 E 10: SENSOR DE ILUMINAÇÃO PRIORIZADO E TELA
DE PROGRAMAÇÃO DE HORÁRIOS. .................................................................73
FIGURA 9 – FIGURA 9 – TELAS 11 E 12: EXCLUINDO UM HORÁRIO PROGRAMADO .74
FIGURA 10 – FIGURA 10 – TELAS 13 E 14: EXCLUIR PROGRAMAÇÃO DE HORÁRIOS
E ADICIONAR PROGRAMAÇÃO DE HORÁRIOS ..................................................75
FIGURA 11 – FIGURA 11 – TELAS 15 E 16: ADICIONANDO PROGRAMAÇÃO PARA

ATUADOR......................................................................................................76

FIGURA 12 – TELAS 17 E 18: VISUALIZANDO E SELECIONANDO COMODOS ...........77


FIGURA 13 – TELAS 18 E 19: REALIZANDO EXCLUSÃO DE COMODO .....................78
FIGURA 14 –7 TELAS 18 E 19: INSERINDO NOME EM COMODO ..............................9
FIGURA 15 – TELAS 20 E 21: CONCLUINDO ADIÇÃO OU ALTERAÇÃO DE CÔMODO ...80
FIGURA 16 – TELAS 22 E 23: ALTERANDO PRIORIDADE DOS COMANDOS E

VISUALIZANDO COMODO. ..............................................................................81


FIGURA 17 – TELAS 24 E 25- SELECIONANDO ATUADORES DISPONÍVEIS PARA

ADICIONA-LOS AO COMODO. ..........................................................................82


FIGURA 1 8 – TELAS 26 E 27: CONCLUIR ADIÇÃO DE ATUADORES ........................83
FIGURA 19 – TELAS 28 E 29: REMOVENDO ATUADOR DO COMODO .......................84
FIGURA 20 – TELAS 30 E 31: VISUALIZANDO CONSUMO .......................................85
FIGURA 21 – TELAS 32 E 33: VISUALIZANDO CONSUMO EM PERÍODO ESPECIFICO. 86
FIGURA 22 – TELAS 34 E 35: GERANDO GRÁFICO ...............................................87
FIGURA 23 – TELAS 36 E 37: GRÁFICOS GERADOS .............................................88
FIGURA 24 – TELAS 38 E 39: VISUALIZANDO INFORMAÇÕES DA CONTA E EDITANDO
NOME. .........................................................................................................89
FIGURA 25 – TELAS 40 E 41: SOLICITANDO SENHA DO USUÁRIO PARA REALIZAR

EDIÇÕES.......................................................................................................90

FIGURA 26 – TELAS 43 E 44: CONCLUIR EDIÇÃO DE NOME E EDITANDO SENHA.....91


FIGURA 27 – TELAS 45 E 46: FINALIZANDO EDIÇÃO DE SENHA. ............................92
FIGURA 28 – TELAS 47 E 48: SELECIONANDO CONTATOS ....................................93
FIGURA 29 – TELAS 49 E 50: INFORMANDO QUE CONTATO NÃO PODE SER EXCLUÍDO
94
FIGURA 30 – TELAS 51 E 52: FINALIZANDO EXCLUSÃO DO CONTATO. ...................95
FIGURA 31 – TELAS 53 E 54: ADICIONANDO TELEFONE A CONTA. .......................96
FIGURA 32 – TELAS 55 E 56: VALIDANDO TELEFONE. ..........................................97
FIGURA 33 – TELAS 57 E 58: CONCLUINDO INSERÇÃO DE TELEFONE E ADICIONANDO
E-MAIL..........................................................................................................98

FIGURA 34 – TELAS 59 E 60: PROSSEGUIR ADICIONANDO E-MAIL .........................99


FIGURA 35 – TELAS 61 E 62: VALIDANDO E-MAIL ...............................................100
FIGURA 36 – TELAS 63 E 64: CONCLUINDO ADIÇÃO DE E-MAIL E ENTRANDO MÓDULO

DE VOZ.......................................................................................................101

FIGURA 37 – TELAS 65 E 66: ATIVANDO MÓDULO DE VOZ E DANDO COMANDO DE

VOZ............................................................................................................102

FIGURA 38 – TELAS 67 E 68: VERIFICANDO COMANDO DE VOZ ..........................103


FIGURA 39 – TELAS 69 E 70: COMANDO DE VOZ NÃO TRANSFERIDO PELO

CONTROLADOR DEVIDO A PRIORIDADE AO SENSOR. A DIREITA MENSAGEM DE

CONFIRMAÇÃO DE SAÍDA DA CONTA .............................................................104


FIGURA 40 – TELAS 71 E 72: INICIANDO RECUPERAÇÃO DE SENHA.....................105
FIGURA 41 – TELAS 73 E 74: CONTATOS INSERIDOS NÃO ESTÃO CADSTRADOS EM

NENHUMA CONTA ........................................................................................106

FIGURA 42 – TELAS 76 E 77- SENHA ENVIADA PARA CONTATO...........................107


LISTA DE TABELAS
TABELA 1-RF001................................................................................................38
TABELA 2-RF002................................................................................................38
TABELA 3-RFOO3 ..............................................................................................39
TABELA 4-RF004................................................................................................39
TABELA 5-RF005................................................................................................39
TABELA 6-RF006................................................................................................40
TABELA 7-RF007................................................................................................40
TABELA 8-RF008................................................................................................40
TABELA 9-RF009................................................................................................41
TABELA 10-REQUISITOS NÃO FUNCIONAIS ............................................................41
TABELA 11-UC 01-INSERIR CONTATO ...............................................................44
TABELA 12-UC 02-LOGAR ...................................................................................45
TABELA 13-UC 03-CONTROLAR LUMINOSIDADE....................................................45
TABELA 14-UC 04-VERIFICAR PRIORIDADE ..........................................................46
TABELA 15-UC 05-RECEBER COMANDO ..............................................................47
TABELA 16-UC 06-IDENTIFICAR LUZ NATURAL .....................................................48
TABELA 17-UC 07-VISUALIZAR PROGRAMAÇÃO DE HORÁRIOS ...............................38
TABELA 18-UC 08-EXCLUIR PROGRAMAÇÃO DE HORARIOS .................................38
TABELA 19-UC 09-ADICIONAR PROGRAMAÇÃO DE HORÁRIOS ...............................39
TABELA 20-UC 10-LISTAR COMODOS ..................................................................39
TABELA 21-UC 11-ADICIONAR COMODO ..............................................................39
TABELA 22-UC 12-VISUALIZAR COMODO .............................................................40
TABELA 23-UC 13-CONTROLAR TODAS AS LAMPADAS DO COMODO ......................54
TABELA 24-UC 14-RENOMEAR COMODO .............................................................55
TABELA 25-UC 15-EXCLUIR COMODO..................................................................55
TABELA 26-UC 16-ADICIONAR ATUADOR .............................................................56
TABELA 27-UC 17-REMOVER ATUADOR ...............................................................56
TABELA 28-UC 18-VISUALIZAR CONSUMO............................................................57
TABELA 29-UC 19-VISUALIZAR PERIODO ESPECIFICO...........................................57
TABELA 30-UC 20- GERAR GRÁFICO DE CONSUMO ..............................................58
TABELA 31-UC 21-VISUALIZAR INFORMAÇÕES DA CONTA .....................................58
TABELA 32-UC 22-EDITAR NOME ........................................................................59
TABELA 33-UC 23-EDITAR SENHA .......................................................................60
TABELA 34-UC 24-ADICIONAR CONTATO .............................................................61
TABELA 35-UC 25-EXCLUIR CONTATO .................................................................62
TABELA 36-UC 26-ATIVAR MÓDULO DE VOZ ........................................................62
TABELA 37-UC 27-FALAR....................................................................................63
TABELA 38-UC 28- ALTERAR PRIORIDADE ...........................................................63
TABELA 39- UC 29-VISUALIZAR PROGRAMAÇÃO DE HORÁRIOS .............................64
TABELA 40-UC 30-SAIR ......................................................................................64
TABELA 41-UC 31-RECUPERAR SENHA ...............................................................65
TABELA 42-REGRAS DE NEGÓCIO .......................................................................66
TABELA 43-MATRIZ REQUISITOS FUNCIONAIS X REGRA S DE NEGÓCIO .................66
TABELA 44-MATRIZ REQUISITOS FUNCIONAIS X CASOS DE USO ...........................67
SUMÁRIO

1. Introdução...................................................................................................11

2 Revisão Bibliográfica ..................................................................................13

2.1 A Evolução da Automação Residencial e a preocupação com a


sustentabilidade .............................................................................................13

2.2 Arquitetura da Automação Residencial....................................................17

2.3. Sistema de baixo custo ........................................................................25

2.4 Reconhecimento de voz ..........................................................................25

3 Empreendedorismo ........................................................................................27

3.1 Empreendedorismo enxuto ......................................................................29

3.2 Canvas.....................................................................................................30

3.2.1. Segmentos de mercado ................................................................33

3.2.2. Proposta de valor..............................................................................33

3.2.3. CANAIS................................................................................................33

3.3.4. Relacionamento com o cliente ......................................................34

3.2.5. Fontes de Renda ...........................................................................34

3.2.6. Recursos Chaves ..........................................................................34

3.2.7. Atividade Chave ............................................................................35

3.2.8. Parceiros chaves ...........................................................................35

3.2.9. Estrutura de Custos.......................................................................35

4. Análise e Modelagem .................................................................................36

4.1. Escopo do Sistema ...........................................................................36

4.2. Usuários do Sistema.........................................................................36

4.3. Abrangência do Sistema...................................................................37

4.4. Levantamento de Requisitos ............................................................37

4.5. Requisitos do Sistema ......................................................................38

4.6. Diagramas UML e BPMN..................................................................43


4.7. Especificação dos casos de uso e Matriz de Rastreabilidade ..........44

4.8. Portabilidade.....................................................................................65

4.9. Protótipo de Telas.............................................................................65

5. Conclusão.................................................................................................166

Referencias .....................................................................................................168

Apêndice ................................................................................... Target not found!

Anexos ............................................................................................................171
11

1. Introdução

A evolução sempre fez parte da humanidade, seja ela fisiológica, psicológica,


ou, como foi possível observar nestas últimas décadas, tecnológica. Em relação à
evolução tecnológica, pode-se dizer que ela trouxe uma vantagem competitiva para
a maioria das empresas.
A busca hoje por inovações tecnológicas, automação e instrumentação de
processos para auxílio na tomada de decisão se tornou imprescindível para
sustentação da empresa no mercado, cada vez mais globalizado.
Isto ocorre porque as empresas, bem como as pessoas, buscam redução de
custos, aumento de lucros, e maior aproveitamento do tempo. Neste âmbito, as
tecnologias computacionais buscam atender à demanda do modo mais prático
possível.
Um modo de reduzir os custos da população é no controle dos custos básicos
de sobrevivência, como água e energia elétrica. Para este controle, existe a
automação residencial, ou AR, definida por Toschi (2016) como um sistema de
controle da rede elétrica de domicílios sem intervenção humana.
Para atender a necessidade das pessoas a partir da utilização de sistemas
computacionais, como a AR, surgem as startups, empresas montadas por
empreendedores com ideias voltadas à computação.
Neste contexto, o objetivo principal deste trabalho é sugerir a implementação
de um software para auxiliar a população no controle de suas instalações elétricas.
Um objetivo específico é de propor um plano de negócios para comercialização
deste software. Outro objetivo é de verificar a visão da literatura acerca da
automação residencial, desde sua arquitetura até seus benefícios.
Para tanto, foi feita uma revisão de literatura para compreender a automação
residencial, desde sua aplicação até sua arquitetura de funcionamento; logo, foi feito
um estudo acerca do modelo de negócios Canvas, com enfoque no desenvolvimento
empreendedor de uma Startup. Após esta pesquisa, foi feito, então, o protótipo do
software de automação residencial, bem como uma sugestão de modelo de
negócios para a comercialização do software proposto.
Para cumprimento do objetivo, este trabalho está estruturado da seguinte
maneira: o capítulo 1 abordou a introdução do trabalho. A parte de revisão de
literatura, onde buscou abordar os principais conceitos de arquitetura residencial, foi
tratada no capítulo 2.
12

O capítulo 3 foi responsável por explanar o conceito de empreendedorismo,


modelo de negócios e startup, bem como demonstrar o modelo de negócios para a
comercialização do software proposto neste trabalho.
Já o capítulo 4, tratou da análise e modelagem do sistema, onde foi feito o
levantamento de requisitos do sistema, a modelagem através de diagramas como
BPMN e casos de Uso e as telas do sistema.
Neste trabalho, foram utilizados artigos a respeito do tema AR(Automação
Residencial), estudando seus conceito e aplicações. Para levantamento de
requisitos foi feita uma entrevista com um profissional da área, que indicou várias
fontes aos quais me baseei para prototipar o sistema. Para criação dos diagramas e
telas foram utilizados softwares e métodos aprendidos durante o curso.
Por fim, foi feita a conclusão do trabalho, onde foi apresentado os objetivos
atingidos, uma análise do tema estudado e por fim uma proposta para trabalhos
futuros.
13

2 Revisão Bibliográfica

2.1 A Evolução da Automação Residencial e a preocupação com a


sustentabilidade

Durante o século passado, a humanidade experimentou seus maiores


avanços no campo tecnológico e no cientifico, de modo que a imaginação das
pessoas sobre como o futuro tecnológico seria foi instigada e se tornou algo
imprevisível, como é possível observar em obras de ficção cientifica, que hora
preveem tecnologias não concretizadas como carros voadores, hora não são
capazes de imaginar tecnologias atualmente existentes, como os atuais celulares de
ultima geração.
Com o intuito de auxiliar o ser humano a realizar tarefas que antes eram
feitas de forma mais trabalhosa e manual, a informática evoluiu, de computadores
enormes com custo exorbitante, utilizados apenas por grandes corporações, para
produtos melhores, mais baratos, adaptados para as mais diversas áreas de
aplicação, desde industrial até acadêmica, estando presente em praticamente todos
os ramos, chegando às residências e servindo como conforto, segurança e trazendo
comodidade para realização de tarefas domésticas (DUARTE, 1999).
Durante este período, a humanidade experimentou invenções como a
televisão, o celular, o computador, o micro-ondas e a internet. Com a evolução
tecnológica proporcionando vários benefícios a humanidade, como a possibilidade
de se comunicar a enormes distâncias de forma cada vez mais rápida, o maior
dinamismo e praticidade em realizar trabalhos como escrever e fazer cópias de
documentos, a possibilidade de automatizar tarefas e processos com máquinas e
programas computacionais e, em última instância, a utilização da tecnologia para
proporcionar entretenimento e conforto aos seus utilizadores (BOLZANI, 2007).
De acordo com Duarte (1999), a chegada da internet nas residências trouxe
consigo uma ampla gama de tecnologias, e muitas dessas tecnologias inspiradas na
ficção não se concretizaram. É possível remontar as origens da entrada de
equipamentos tecnológicos nas residências com a lâmpada incandescente,
inventada por Thomas Edson, no final do século XIX, que trouxe avanços para o
desenvolvimento e implantação da infraestrutura de geradores de energia, assim
como motivou o desenvolvimento de equipamentos que fazem o uso de linhas de
distribuição de energia.
14

O século XIX também foi responsável por algumas invenções, como o ferro
elétrico, o ventilador elétrico, o que contribuiu à invenção de outras maquinas, no
século XX, como o aspirador de pó a vácuo, da máquina de lavar roupas, o
refrigerador, bem como alguns mecanismos, como os núcleos ferromagnéticos que
tornou possível a redução dos motores elétricos, o que contribuiu drasticamente à
redução dos preços e ao aumento nas vendas de eletrodomésticos (GUNDIM,
2007).
De acordo com Bolzani (2007), desde 1920 o termo “Casa do Futuro” já era
usado como marketing para enaltecer as donas de casa os benefícios que tais
eletrodomésticos trariam, com a promessa de conforto e maior comodidade na
realização das tarefas domésticas. Outro termo usado é Residência Inteligente ou
Ambientes Inteligentes, que, para serem compreendidos, é importante compreender
o sentido do agente inteligente.
Um agente é tudo que pode perceber seu ambiente por meio de sensores e
age por intermédio de atuadores sendo um componente de software ou hardware
capaz de atuar para poder executar uma tarefa em nome de um usuário
(MONSIGNORE, 2007). Utilizando conceitos baseados na Inteligência Artificial, se
um ambiente atende a estes requisitos acredita-se que pode ser denominado
inteligente. A inteligência de ambientes deriva da convergência de tecnologias como
Computação Ubíqua e Interface Amigável com o usuário. A computação úbica
refere-se a um computador genérico, distribuído pela casa, com tarefas bem
definidas a desempenhar, com pequenos dispositivos integrados (TOSCHI, 2016).
No que concerne ao conforto, a Automação Residencial é uma área que tem
tal objetivo. A Automação Residencial trata-se da utilização de meios que efetuem o
controle de equipamentos elétricos e eletrônicos de uma residência sem a
necessidade de intervenção humana. Pode-se identificar também que a Automação
Residencial é uma extensão das técnicas já utilizadas na indústria e no comercio
(GUNDIM, 2007). Pode ser associada a domótica, que é a ciência moderna de
engenharia das instalações em sistemas prediais (TOSCHI, 2016).
A domótica trata do conjunto de tecnologias usadas para otimizar casas,
escritórios e industrias, com o objetivo de melhorar o conforto, a comunicação, a
segurança e a economia de energia (MONSIGNORE, 2007). Assim vemos uma
pequena diferença entre as palavras Dómotica e Automação Residencial, sendo a
Automação Residencial uma das áreas da Domótica, e esta trabalha com vários
conceitos de outras ciências como Arquitetura, Engenharia, Ciência da Computação,
15

Medicina, Sociologia e Psicologia, a fim de se desenvolver um sistema que se


adeque as necessidades do usuário (BOLZANI, 2007) .
A Domótica tem origem na automação industrial, que teve um salto na
década de 60 com o surgimento dos CLPs (Controladores Lógicos Programáveis)
(MONSIGNORE, 2007). Contudo, a área da automação industrial desenvolveu-se
mais rapidamente devido a percepção das empresas de tecnologia de que para
transferir os desenvolvimentos da microeletrônica, que avançava cada vez mais,
para as residências, os sistemas deveriam funcionar com um bom nível de energia e
terem uma interface adequada para que o usuário, que muitas das vezes não possui
conhecimentos técnicos, possa compreender e utilizar suas funções (ACCARDI e
DODONOV, 2012).
De acordo com GUNDIM (2007), considera-se a década de 70 como o
marco inicial da automação residencial, quando lançaram, nos EUA, os primeiros
módulos inteligentes chamados X-10. O Protocolo X-10 utilizava a rede elétrica
como canal de comunicação e servia para o controle remoto de dispositivos. Mais
adiante, na década de 80, popularizaram-se os computadores pessoais, mas estes
não eram uma boa forma de centralizar a automação, devido terem de estar
constantemente ligados, porém com o avanço, surgiram dispositivos embarcados
para realizar tal função e, através da utilização de microprocessadores e
microcontroladores, foi possível utiliza-los para centralizar a automação e controlar
dispositivos que foram incorporados a estes, e com a internet banda larga, surgiram
outras possibilidades como monitoramento presencial e a distancia e controle de
lâmpadas, permitindo ao usuário a realização dessas funções, primeiro apenas
através de uma Web Page, e atualmente, com cada vez mais poderosos sistemas
embarcados, através de aplicativos em telefones móvel (TOSCHI, 2016).
Ultimamente, a Automação Residencial tem despertado a atenção das
pessoas, devido a fatores como a não exploração de residências para
implementação de sistemas de redes e de controle e o apelo a novidade que essa
tecnologia traz (BOLZANI, 2007). Apesar de possuir problemas em relação ao
desenvolvimento de sistemas e equipamentos, pois o usuário da residência interage
e interfere no sistema ao todo momento gerando entraves no desenvolvimento de
equipamentos eletrônicos, a automação residencial vem demonstrando que
equipamentos integrados geram mais benefícios que equipamentos agindo
isoladamente, contribuindo também para a redução de recursos como água e
energia elétrica, ao mesmo tempo que traz mais conforto e segurança aos
usuários.(TOSCHI, 2016).
16

No início das primeiras civilizações, em tempos que a fonte de luz artificial se


constituía basicamente do fogo, muitos arquitetos usavam sua criatividade para
produção dos mais diversos efeitos com a luz com pouco ou nenhum uso da
iluminação artificial durante o dia (DUARTE, 1999).
Com a Era industrial e o barateamento de materiais de construção, os
projetos arquitetônicos se tornaram massivos e foi adotado um padrão internacional
de construção não muito adequado às diferenças regionais e técnico-econômicas,
tendo ignorado os benefícios da luz natural em detrimento da eficiência energética,
por exemplo, com a utilização de fachadas de vidro nos projetos em climas como o
brasileiro, que obriga, para amenizar o efeito estufa que pode ser gerado, a
utilização de ventiladores e ar-condicionado, elevando o consumo de energia
(ACCARDI e DODONOV, 2012).
Tendo isso em vista, a utilização da luz natural aliada a luz artificial, pode
contribuir para eficiência energética de forma a diminuir a necessidade de utilização
de eletricidade, sabendo-se que a energia elétrica usada para iluminação de um
espaço se converte em calor (MONSIGNORE, 2007) diminuindo a necessidade de
equipamentos de resfriamento do ambiente e aumentando a qualidade da luz em
vista o conforto do usuário.
Assim, a implementação de equipamentos que possam ser utilizados para
aproveitar a luz natural pode ser interessante para reduzir custos nos projetos de
Automação Residencial, como também para economizar energia. Conforme Amaral,
Barrivieira e Teixeira (2004), controles automáticos, como sensores de presença e
programação do tempo, podem ser implementados de forma a aproveitar a luz
natural do ambiente, de forma que luzes artificiais só seriam acesas quando
houvesse necessidade, ajudando na economia de energia.
Caso o usuário necessitasse de luz, poderia acende-las, mas quando não
estivesse no ambiente, tais controles automáticos cuidariam para que as luzes sejam
apagadas conforme a não presença de pessoas ou a quantidade de luz no local. O
uso da luz natural pode trazer benefícios como bem-estar do usuário, devido a luz
natural trazer mais conforto visual que a luz artificial, além de produzir ambientes
mais sustentáveis e saudáveis (LOZZER, 2013).
A eficiência de energia, seria a menor utilização da eletricidade para fornecer
condições de conforto agradáveis ao usuário. A atual preocupação com
sustentabilidade em empreendimentos resgatou a ideia de incorporar a iluminação
natural em projetos residenciais. A economia de energia resulta em eliminação do
desperdício, economia de dinheiro, preservação do meio-ambiente e melhoria do
17

conforto do usuário, sendo assim um tópico a ser considerado para que uma
aplicação de Automação Residencial possa ter sucesso.
Atualmente as pessoas que adquirem novas casas estão mais a par das
tecnologias e dispostas a automatizar suas funções (TOSCHI, 2016). O investimento
em AR, mais especificamente em controle de iluminação, traz retorno de
investimentos e da conforto, bem-estar e segurança ao usuário, pois através do
controle de iluminação o sistema pode simular a presença de pessoas na casa
quando os moradores estarem ausentes (GUNDIM, 2007). Com isso pode-se ver
que a Automatização da iluminação é essencial para que realmente haja ganho de
energia.
Assim, percebe-se que a Automação Residencial é uma área emergente e
um estudo para o desenvolvimento de uma aplicação que procure meios de utiliza-
la, não só para o conforto e segurança, mas também para economia de consumo
tendo um preço mais acessível, pode ser considerado relevante, visto que tal
tecnologia ainda tem preços caros, não acessíveis a uma parte da população e
também o fator de economia pode ajudar a atrair clientes interessados a economizar
a energia e em sustentabilidade.

2.2 Arquitetura da Automação Residencial

Nesta seção, serão apresentados elementos da arquitetura da automação


residencial, isto é, o básico dos equipamentos e conexões necessárias para que se
possa ter uma Residência Automatizada.
De acordo com ACCARDI e DODONOV(2012), uma residência inteligente
dificilmente não terá elementos como Controladores, Sensores, Atuadores,
Barramentos e Interface.
Os Controladores controlam os dispositivos automatizados (sensores
e atuadores). Monitora as informações dos sensores, podendo enviar
comandos para que um atuador ative ou desative algum equipamento. De
maneira geral podem possuir interfaces independentes, na forma de um
controle remoto, ou serem sofisticadas centrais de automação.
Os Sensores são os dispositivos que detectam estímulos, medem e
monitoram grandezas físicas e eventos (temperatura, umidades etc.),
convertendo-as em um valor passível de manipulação por sistemas
computacionais. São eles que encaminham as informações aos
controladores sobre algum evento, para que os controladores possam
enviar os comandos adequados para os atuadores.
18

Os Atuadores são dispositivos eletromecânicos, que recebem os


comandos do sistema de automação e ativam os equipamentos
automatizados. São os módulos de acionamento ligados entre a rede
elétrica e os equipamentos. Existem atuadores para portas, janelas,
persianas, fechadura magnética, sirene, indicadores luminosos, etc.
O Barramento é o meio físico responsável pelo transporte das
informações (rede elétrica, telefônica, etc.).
As Interfaces são os dispositivos ou mecanismos (navegador de
internet, celular, painéis, controles remotos, interruptores etc.) que permitem
ao usuário visualizar as informações e interagir com o sistema de
automação (ACCARDI e DODONOV, 2012, p. 2).

Os sensores enviam aos controladores informações sobre eventos, e os


controladores acionam os atuadores para que possam executar a tarefa programada
para o evento detectado pelo sensor, estando os controladores conectados as
interfaces para que os usuários possam compreender e interagir com o sistema de
automação, sendo utilizados barramentos como rede elétrica, telefônica entre outros
para permitir a comunicação entre todos esses elementos (MURATORI e DAL BÓ,
2011).
Figura 1 – Comunicação entre os elementos da AR

Fonte: ACCARDI E DODONOV (2012)


De acordo com LOZZER (2013), as arquiteturas mais utilizadas de
sistemas de AR são arquiteturas centralizadas em um único controlador, onde esse
19

controlador interage com todos os sensores, atuadores e interfaces, e arquiteturas


descentralizadas, onde existem mais de um controlador e estes interagem entre si
para compartilhar o controle dos dispositivos e interface.
O fator principal que define a automação de uma residência é a
integração entre os sistemas unida a capacidade de realizar a execução de funções
e comandos feitos pelo usuário, através de instruções programáveis, que
compreende sistemas de instalação elétrica (iluminação, persianas e cortinas,
gestão de energia), segurança (alarmes e monitoramento), multimídia (áudio, vídeo,
imagens e sons) e utilidades (climatização, aquecimento da água) (MURATORI E
DAL BÓ, 2011).
O integrador de sistemas, nome dado ao profissional ou empresa que
executa a tarefa de automação residencial, deve se preocupar com 3 grandes
setores do desenvolvimento da aplicação, são eles controle, dados e multimídia
(LOZZER, 2013).
O setor de controle, é responsável pelo gerenciamento dos dispositivos
de controles, sensores e atuadores, sendo que cálculos e tramadas de decisões são
realizadas por microprocessadores instalados próximos aos sensores e atuadores,
desafogando o gerenciamento principal, reduzindo o trafego na rede e evitando uma
paralização total em caso de pane. No setor de dados, estão as redes Ethernet
como padrão e talvez redes sem fio (Wi-FI), sendo esse o setor responsável pelo
transporte das informações. No setor multimídia, estão todos os dispositivos
necessários para execução de áudio e vídeo (BEGHINI, 2013).
O setor de controle tem como funções principais o controle, a automação e
o monitoramento, tendo como aplicações o controle de iluminação, economia de
energia, controle de temperatura, controle de consumo, eletrodomésticos, controle
de intrusão, entre outros (BEGHINI, 2013). O controle da iluminação, por exemplo,
pode ser feito através de sensores de luminosidade e presença, que ao captarem a
luz do ambiente ou falta dela, podem diminuir ou aumentar a intensidade da luz
artificial sob medida, e ao captar a não presença de pessoas no local pode desligar
as luzes.
20

Figura 2 – Divisão das Responsabilidades na AR

Fonte: BOLZANI, 2007.


Já o controle de temperatura pode ser feito através de soluções não
automatizadas como controles remotos, ou de soluções automatizadas, como
controle via gateways, ou equipamentos X-10 (LOZZER, 2013). Já no controle de
eletrodomésticos, permite que qualquer eletrodoméstico possa ser integrado ao
sistema de AR, podendo esse controle ser via internet, celular, etc (BEGHINI, 2013).
No monitoramento e controle de consumo, sensores e atuadores permitem
funcionalidades como o controle e monitoramento de água e energia em tempo real,
possibilitando ainda a visualização de gráficos comparativos que demonstram qual
dos equipamentos gastam mais energia, ajudando a gerir o consumo de forma mais
eficiente. O controle de portas e cortinas pode ser feito junto outros sistemas,
permitindo a criação de cenários pelos usuários, cenários que são perfis criados
pelos usuários para determinadas situações como assistir filmes, em que ao toque
21

de um botão toda uma configuração é carregada, realizando funções como fechar as


cortinas e portas, apagar as luzes e ligar o Home Theater.
Assim como é possível trazer mais segurança ao ambiente com a biometria
para controlar o acesso ao sistema e a determinadas funções que ele realiza, a
detecção de intrusão, vazamentos e incêndios que permite que o sistema execute
medidas de segurança caso perceber, algumas dessas situações por meio de seus
sensores (MURATORI e DAL BÓ, 2011).
No setor de Multimídia podem oferecer automações como a distribuição de
vídeo e áudio, vídeo Sob Demanda, Home Theater, Centrais Multimídias e Paneis de
Controle. Na Distribuição de Vídeo pode ser realizada na banda base, com apenas
um canal por cabo, onde é utilizada para pequenas distâncias como ligar o DVD as
saídas S-vídeo, HDMI, etc, ou em banda modulada, que permite vários canais por
cabo, onde é utilizada pelas operadoras de TV a cabo.
Com a utilização de modulares é possível agregar os sinais das câmeras de
segurança ao sistema de TV comum, tornando possível a visualização de qualquer
TV da casa imagens do sistema de CFTV (ACCARDI e DODONOV, 2012). A
distribuição de áudio pode ocorrer através de alguma fonte de áudio, como
tocadores de Dvds, ligada a alto-falantes espalhados pela residência, onde um
mesmo som pode ser reproduzido em todos os lugares da casa através de seus alto-
falantes, ou através de centrais multimídias, em que é possível através de um
sistema multi-zona escutar sons ou reproduzir vídeos diferentes onde em cada zona
é possível o controle do volume e a seleção de conteúdo (LOZZER, 2013).
O vídeo Sob Demanda é como se fosse uma locadora digital que envia ao
usuário o filme escolhido pela internet, possibilitando ao usuário assistir ao filme no
horário que desejar no conforto de sua residência (BEGHINI, 2013). O home Theater
torna possível integrar sistemas de áudio e vídeo e ainda pode ser integrado com
outros sistemas para criação de cenários, que, conforme sua programação, pode
criar ambientes confortáveis para o usuário ao toque de um botão, realizando
funções como apagar as luzes, fechar cortinas e portas e ligar equipamentos de som
e vídeo ao mesmo tempo.
Os Painéis de Controle permitem a integração de vários dispositivos em um
controle central, permitindo a execução de vários equipamentos por meio de um
único comando (ACCARDI e DODONOV, 2012). Já no setor de dados, podem ser
realizadas automações como Compartilhamento de acesso, Compartilhamento de
Dados e Periféricos, Telefonia e Jogos (AMARAL, BARRIVIEIRA e TEIXEIRA,
2004).
22

No compartilhamento do acesso, há a possibilidade de através da utilização


de um único acesso, possa se acessar todos os dispositivos da residência, podendo
a internet ser usada como porta de entrada para o controle remoto de dispositivos
automatizados (ACCARDI e DODONOV, 2012). No compartilhamento de Dados e
Periféricos pode-se compartilhar equipamentos e informações utilizando-se de uma
estrutura com ou sem fio.
Pode também ser integrado ao sistema de AR um sistema de telefonia que
permite a transferência de chamadas para outros cômodos a residência ou para um
sistema de gravação de mensagens, permitindo funções como acessar as linhas da
casa a partir de qualquer aparelho, definições de toques para cada membro da
residência, etc (AMARAL, BARRIVIEIRA e TEIXEIRA, 2004). E ainda, a residência
pode se transformar em uma “Lan House”, através de uma estrutura de rede que
permita uma comunicação estável e confiável, permitindo que o usuário possa
desfrutar de executar funções na tela do seu celular que o dão total controle sobre
todos os equipamentos da residência proporcionando conforto e bem-estar.
Quando o assunto é segurança, podem ser utilizados, por exemplo, sensores
de ocupação, Sistemas por Controle Fotoelétrico, Sistemas de Programação de
Tempo, Sistemas de Controle por Manutenção dos lumens, Temporizadores e
Dimmers. Sensores de ocupação são dispositivos que detectam se há uma ausência
ou presença de pessoas. Possui detector de movimentos, que através de ondas
ultrassónicas ou de radiação infravermelha percebe o movimento de um corpo e
envia o sinal para a unidade de controle, que processa o sinal para abrir ou fechar o
relé que controla a intensidade da luz (LOZZER, 2013).
Sistemas por Controle Fotoelétricos controlam a intensidade da luz com base
na luz natural, identificando se há presença de luz no local para aumentar ou
diminuir a luz artificial, através de dimmers controlados automaticamente (BEGHINI,
2013). Sistemas de Programação de Tempo, desligam ou diminuem a luz para
quando não há pessoas no local, ou quando pessoas realizam tarefas que não
precisam de muita luz artificial. (LOZZER, 2013).
Sistemas de Controle por Manutenção dos lumes, através do uso de uma
fotocélula, identifica a quantidade de luz presente no ambiente e ajusta a luz artificial
para uma intensidade adequada. (AMARAL, BARRIVIEIRA e TEIXEIRA, 2004).
Temporizadores acendem lâmpadas após ser ativado por alguma pessoa e depois
de um tempo apagam as lâmpadas, evitando desperdício (BEGHINI, 2013). Quanto
aos Dimers, esses são dispositivos que tornam possível controlar o brilho de uma
23

lâmpada, reduzindo seu consumo, sendo simples de instalar e possuindo baixo


custo(LOZZER, 2013). Vale ressaltar que tais tecnologias podem ser combinadas.
Para Controle, pode ser citado protocolos X-10, Sistemas para ambiente
único, Sistemas multi-ambientes, CEBus, LONWorks, BACNet, HomePNA, Ethernet,
IEE 802.11, Z-Wave, Zigbee e Sistemas wireless. Protocolo é um conjunto de
padrões de comunicação (BOLZANI, 2007).
Sistemas X-10 utilizam a própria rede elétrica para se comunicar. Sendo o
protocolo mais antigo e mais utilizado, possui dois tipos de módulos, sendo uma
tomada especial que substitui as tomadas normais e outro módulo que é plugado as
tomadas, ficando na parte externa, e estes possuem um endereço digital para se
identificarem. Com esses sistemas podem operadas as luzes de uma residência,
possuindo funções de ligar/desligar/ simetrizar lâmpadas, sendo sistemas de fácil
instalação e baixo-custo (LOZZER, 2013).
Sistemas para ambiente único(dimers), são operados através de cabeamento
próprio, permitindo o controle da intensidade de luzes por meio de um botão, e
também pode gerenciar outros sistemas, como segurança, através de um
programação que faça-o acender luzes se por exemplo houver um toque no
interruptor (BEGHINI, 2013).
Sistemas multi-ambientes são semelhantes aos dimers, mas precisam de um
processador central que se comunique com todos os interruptores da residência
(LOZZER, 2013).
O CEbus (Consumer Eletronics Bus) tem suas raízes em 1984 e evoluí até
ser objeto de normalização (ANSI/EIA-600) em 1995, onde segue o modelo OSI e
suporta meios de comunicação como rede elétrica, par trançado, cabo coaxial,
infravermelhos, rádio frequência e fibra óptica, em alguns destes pode comtemplar a
coexistência com sinais de voz e imagem (ACCARDI e DODONOV, 2012).
O LONWorks é um sistema híbrido, robusto e flexível, podendo suportar
mídias como cabo UTP, coaxial, fibra óptica, rádio frequência e energia, sendo a
comunicação entre os dispositivos feita através do protocolo Lontalk , desenvolvido
para aplicações que envolvem funções de sensoriamento, monitoramento, controle e
identificação (LOZZER, 2013).
O BACNet é um protocolo desenvolvido para cooperar com os demais
protocolos, suportando protocolos modens, IEE 802.3, ARCnet, ponto-a-pontoPTP, e
até Lontalk, sendo utilizado para controle de sistemas HVAC, iluminação, detecção e
alarme de incêndio, elevadores e segurança. (BOLZANI, 2007).
24

O Home PNA (Home Phoneline Networking Aliance) é um padrão que utiliza


a rede telefônica para transmissão de dados a distancias pequenas, possibilitando
que os usuários criem uma rede doméstica, com aproveitamento da rede telefônica
existente, principalmente onde há uma inviabilidade na passagem de cabos, tendo
suas versões principais 2.0, com taxa de transmissão de 10 Mbps, 3.0 ,a 128 Mbps e
3.1, a 320 Mbps, com as últimas possuindo suporte a qualidade de serviço,
compartilhamento de acesso a internet e crescente demanda de novos serviços de
voz e imagem como IPTV(Internet Protocol television) e VolP via cabo de telefone ou
coaxial (AMARAL, BARRIVIEIRA e TEIXEIRA, 2004).
O IEE 802.11, mais conhecida como rede Wi-fi, possui como seus padrões
mais conhecidos o 802.11a, que operam na frequência de 5.1 a 5.8 Ghz, e
velocidade de 54 Mbps, o 802.11b, que operam na frequência de 2.4 a 2.485 Ghz, e
velocidade de 11 Mbps e o 802.11g, que operam na frequência de 2.4 a 2.485 Ghz,
e velocidade de 54 Mbps (ACCARDI e DODONOV, 2012). Esses padrões utilizam
protocolo CSMA/CA para acesso ao meio, usam a mesma estrutura de quadros e
podem funcionar em modo infraestrutura (LOZZER, 2013).
O Z-Wave é um protocolo de comunicação de mão dupla- envia e recebe-
sem fio, que opera em frequência de 908 Mhz e envia comandos de controle
utilizando banda larga estreita (QUINDERÉ, 2014). Cada dispositivo Z-Wave é
dotado de um chip com processador e memória programável, com o chip tendo a
capacidade de definir qual a melhor rota para se enviar dados para outros
dispositivos até atingirem seu destino, com cada chip possuindo seu endereço na
rede, evitando conflitos de endereços, sendo possível utilizar para controle de
iluminação, equipamentos eletrônicos, bombas de piscina, irrigação de jardim, entre
outros (QUINDERÉ, 2014).
A Zigbee é uma solução para redes sem fio de alcance menor (WPANs)
possuindo como principais características o baixo consumo de energia, topologia de
rede em malha, baixa largura da banda, controle descentralizado (DONOV E
ACCARDI, 2012). Utiliza radio frequência para transmitir dados e é uma tecnologia
que ainda esta em fase de desenvolvimento, possuindo poucos fabricantes
credenciados no mercado (DONOV E ACCARDI, 2012).
Já nos Sistemas Wireless, os interruptores através de rádio frequência
interagem com as lâmpadas (LOZZER, 2013).
Para este projeto, visa-se a implementação de uma solução de baixo custo
que possa medir monitorar a energia, controlar lâmpadas, programar horários de
25

funcionamento das lâmpadas, além de permitir que o usuário possa visualizar a


economia de energia que a aplicação traz ao longo do tempo.

2.3. Sistema de baixo custo

De acordo com QUINDERÉ (2014), um dos primeiros problemas encontrados


no planejamento de uma residência automatizada é quanto ao local que deverão
ficar seus respectivos equipamentos. Vale citar a automação de uma residência nem
sempre pode ser realizada ao mesmo tempo de sua construção, o que acarreta
mudanças estruturais. Caso haja uma necessidade de se mudar a estrutura da
residência, isso poderá carretar em gastos muito altos.
Comercialmente, a automação residencial possui soluções baseadas em um
dispositivo de controle especifico, com software embarcado, possuindo custo
elevado, podendo chegar a um custo superior a R$10.000,00(dez mil reais)
(LOZZER, 2013).
Assim para se apresentar um protótipo de sistema de baixo custo, precisa-se
utilizar um hardware simples que possa atender as finalidades de projeto, e um
software que seja simples e versátil, que possa ser compatível com sistemas
operacionais comumente utilizados, incluindo software livres, pois a independência
de plataforma é uma vantagem que diminuíra os custos, considerando ainda que
boa parte das residências hoje em dia possuem microcomputadores, o que faria
esse equipamento não representar custo adicional, sendo compatível com o sistema
(BEGHINI, 2013).

2.4 Reconhecimento de voz

O uso da voz começou a ser mais explorado com os avanços na área de


processamento digital de sinais. Esta possui vantagens como uma cômoda
adaptação do usuário com a máquina, possibilitando a comunicação entre homem e
maquina de forma mais natural. Através da voz pode-se identificar características
básicas de quem a emite para reconhecê-la biometricamente. Sistemas baseados
em voz podem ser utilizados em aplicações como: controle de tráfego aéreo, auxílio
a deficientes físicos, transações bancárias por telefone e controle de acesso a
ambientes restritos (AMARAL, BARRIVIEIRA e TEIXEIRA, 2004).
Contudo, desenvolver tais sistemas pode ser uma tarefa trabalhosa. Uma
solução para isso se encontra em Amaral, Barrivieira e Teixeira(2004), onde há a
26

utilização de Agentes Inteligentes aplicados a área de reconhecimento de voz.


Agentes inteligentes podem ser definidos como perceber o ambiente por meio de
sensores e atua por esse ambiente por meio de atuadores Amaral, Barrivieira e
Teixeira(2004). A solução desenvolvida por Amaral, Barrivieira e Teixeira(2004), se
trata de um sistema de automação unido a um software de reconhecimento de voz,
que é capaz de reconhecer a voz do locutor, que com isso emite comandos que
ativarão pontos de energia conectados a aparelhos eletrônicos e aparelhos
domésticos, tendo o software desenvolvido com o método de modularização, onde
cada módulo do sistema é independente, tendo um agente inteligente recebendo
informações e executando tarefas determinadas para funcionamento do sistema de
reconhecimento de voz como um todo.
Assim, visa-se no projeto desenvolvido explorar tal conceito e adicionar ao
sistema de automação a funcionalidade de reconhecimento de voz, podendo este
sistema possibilitar ao usuário uma comunicação mais natural e inteligível com o
sistema, executando tarefas de forma mais natural, podendo também aumentar a
segurança do sistema.
27

3 Empreendedorismo

Neste capitulo, buscou-se abordar o tema empreendedorismo, de modo a


tornar este projeto empreendedor, por consequência, com características
empreendedoras, como crescimento, identificação de novas oportunidades e
sobrevivência no mercado. Para isso, foi feita uma pesquisa pela literatura a fim de
explanar tópicos como empreendedorismo, startups, a ferramenta canvas, no que
tange seus conceitos e funcionamentos, com o intuito de desenvolver o plano de
negócios, que consistirá na inclusão de cada um dos tópicos supramencionados.
De acordo com Baron e Shane (2007), a palavra empreender é derivada do
verbo francês entreprendre. Neste sentido, empreender é o ato de tomar uma
decisão ou realizar aquilo que foi proposto, sendo a ciência, ou a técnica de estudar
e impulsionar o ato de empreender. A partir deste ponto, outros termos, como
entrepreneur – empreendedor –, ou entrepreneurship – empreendedorismo –,
começaram a surgir, de modo a fomentar os debates internacionais acerca do
mesmo tema (BESSANT, 2009). Além dos termos, muitas foram as pesquisas
científicas a respeito do empreendedorismo, transcendendo diversas áreas do
conhecimento, visto que o tema em questão é fundamental ao crescimento humano.
O empreendedor é o individuo que detecta algum problema e propõe uma
solução, visando o lucro, unindo suas experiências de vida, oportunidades da ideia
em questão, suas respectivas habilidades, bem como suas limitações (PANDOLFI,
2015). O empreendedor lida com riscos com cautela, busca inovar a partir dos
recursos disponíveis, com iniciativa para desenvolver um negócio pelo qual o
satisfaz profissionalmente, quebrando paradigmas e transformando o ambiente
socioeconômico inserido (BARON e SHANE, 2007).
Cabe mencionar que um empreendedor se difere de um inventor, um gerente
ou mesmo um líder, visto que o inventor tem como objetivo desenvolver algo novo a
partir de suas próprias ideias; o gerente usufrui dos recursos de forma eficiente para
atingir os objetivos da empresa; o líder conduz toda a equipe e as mantém
constantemente motivadas; enquanto o empreendedor, por sua vez, é responsável
tanto por inovar, conduzir e motivar sua equipe, usufruir de seus recursos
disponíveis e lutar para que seu empreendimento cresça e se mantenha no mercado
(VILAS BOAS, 2015).
Neste contexto, é possível entender empreendedorismo como o ato de ser
proativo e eficiente frente os mais diversos problemas que a empresa pode enfrentar
28

(BAGGIO e BAGGIO, 2015). Para ser executado, o empreendedorismo conta com


quatro fases distintas, sendo elas: I- a identificação e avaliação da oportunidade; II- o
desenvolvimento do plano de negócios; III- a determinação e captação de recursos;
IV- o gerenciamento do o negócio criado (VILAS BOAS, 2015; PANDOLFI, 2015;
CARDOSO, 2013).
A essência do empreendedorismo baseia-se, assim, no prazer de desenvolver
ideias e projetos pessoais ou organizacionais, de modo inovador, desafiando
oportunidades e riscos, enxergando problemas e suas respectivas soluções, do
modo mais rápido, simples e eficaz possível.
Conforme Cardoso (2013), pode-se dividir o empreendedorismo em dois
ramos de atividade: o empreendedorismo por necessidade e o empreendedorismo
por oportunidade. O empreendedorismo por necessidade ocorre quando o gestor
necessita aumentar sua renda, geralmente pela perda de um emprego, ou seja, é
quando o empreendedor abre o seu negócio por falta de opções de trabalho, que
acarreta, na maioria dos casos, na abertura de negócios sem planejamento. O
empreendedorismo por oportunidade, por sua vez, ocorre quando o empreendedor
inicia um negócio por espontânea vontade, mesmo possuindo outras alternativas,
mas prefere a abertura de um novo empreendimento, elaborando metas e um
planejamento estratégico detalhado para atingi-las.
De acordo com Baggio e Baggio (2015), as principais correntes de estudo do
empreendedorismo são a teoria econômica e a teoria comportamentalista. Conforme
comenta Vilas Boas (2015), na teoria econômica, o empreendedorismo é visto como
um fenômeno que pode influenciar o desenvolvimento econômico renovando a
economia, sendo o efeito conhecido pelos economistas como destruição criativa. Na
linha econômica, é tarefa do empreendedor buscar novas ideias para melhoria ou
criação de produtos ou serviços, superando empresas decadentes e, assim,
renovando a economia.
Na linha comportamentalista, Pandolfi (2015) o empreendedor é tratado como
um visionário, cujas metas são projetadas em um futuro pelo qual ele luta para tornar
realidade. Fillion (1999) comenta a existência de lacunas que limitam a discussão
sobre o empreendedorismo na linha comportamentalista, visto que esta linha carece
de aprofundar os conceitos a respeito da psicologia dos empreendedores.
Enquanto os economistas associam o empreendedor com inovação, os
comportamentalistas focam na criatividade e na intuição do empreendedor.
Primeiramente, os economistas identificaram o empreendedorismo como um papel
fundamental no desenvolvimento econômico e, então, os comportamentalistas se
29

atentaram a entender o empreendedor, no que concerne ao comportamento


humano, isto é, a psicanálise do empreendedor. Pode-se definir o campo do
empreendedorismo como aquele que estuda os empreendedores, no que tange as
suas atividades, características, efeitos sociais e econômicos e ferramentas para
facilitar a expressão da atividade empreendedora (BESSANT, 2009).
Assim, é possível definir empreendedorismo como a atividade de criar um
negócio identificando oportunidades para obtenção de lucro, sendo esse negócio
algo novo ou uma mudança em relação a paradigmas, assumindo riscos, mas tendo
o empreendedor como agente ativo na tomada de decisão, planejando
estrategicamente a melhor gestão de seu empreendimento.

3.1 Empreendedorismo enxuto

De acordo com BAGGIO e BAGGIO (2015), o empreendedorismo por


oportunidade vem crescendo anualmente, enquanto o empreendedorismo por
necessidade diminui. Diante deste cenário, surge uma nova forma de elaborar um
negócio: as Startups.
O empreendimento de base tecnológica, conhecido como startup, trata-se de
um novo conceito de empreendedorismo, cuja oportunidade fundamenta-se na
inovação tecnológica (MAIA, 2016). De modo geral, pode-se dizer que as startups
são empreendimentos incertos, que possuem uma vantagem competitiva inovadora
de tal modo que são potencialmente capazes de gerar receitas elevadas à curto
prazo (MACHADO, 2015).
Enquanto em um empreendimento tradicional é recomendável realizar um
planejamento estratégico para então iniciar suas atividades mercadológicas, nas
startups recomenda-se verificar se a ideia conta com um número elevado de
consumidores, ou seja, para a execução de uma startup, se faz necessário realizar
uma pesquisa de mercado (HARTMANN, 2013).
De acordo com Signori et al (2014), o conceito de startup começou a se
popularizar dentro do empreendedorismo a partir da década de 90, com o apogeu da
internet nos Estados Unidos. Conforme Maia (2016), startup é um empreendimento
que se encontra em estado inicial, diretamente ligada ao desenvolvimento de ideias
inovadoras, pesquisando e investigando, a partir da pesquisa de mercado, se tais
ideias poderão ser validadas ou não, sendo esta análise feita em um curto período,
30

de modo que a organização possa ainda não ter seus produtos comercializados,
mas sim estando em processo de funcionamento.
As startups são desenvolvidas para atender uma demanda incerta, com baixo
mix de produtos, para produção em massa (Signori et al, 2014). Assim, criou-se o
conceito de startup enxuta, no qual a startup procura validar o modelo de negócios
ao invés de executá-lo com eficiência (MAIA, 2016). Este conceito foi fundamentado
na filosofia da manufatura enxuta, no Sistema Toyota de Produção, que foi uma
revolução nos anos 50 e serviu de base para diversas teorias e modos de
administrar (HARTMANN, 2013).
Startups trazem inovação não só em seus produtos e serviços oferecidos,
mas também no seu novo conceito de negociação, podendo verificar a elevada
inovação que este tipo de negócio traz, contribuindo para a desfragmentação de
velhos hábitos, o que abre espaço à criatividade e aumenta a produção de novas
ideias.

3.2 Canvas

Além do conceito de Startups, recente no meio do empreendedorismo, pode-


se mencionar também o termo modelo de negócios. Assim como startup, o modelo
de negócios se popularizou na década de 90 com a internet e o surgimento de
empresas pontocom (KAMINSKI e ENACHEV, 2014).
Um modelo de negócios pode ser definido como uma ferramenta que visa
expressar a lógica de uma empresa a partir da interrelação de diversos elementos
(GRANDO, 2012). O modelo é, assim, uma descrição de valores oferecida por uma
companhia para a construção de seu empreendimento e a elevação de sua rede de
clientes e parceiros (BARON e SHANE, 2007).
Neste sentido, encontra-se a ferramenta canvas, que auxilia a construção de
modelos de negócios de fácil descrição e discussão, facilidade de utilização e
relevante (KAMINSKI e ENACHEV, 2014). Para a elaboração de um modelo de
negócios eficaz, a utilização da ferramenta Canvas é de extrema importância.
A ferramenta trata-se de um quadro divido em 9 componentes, sendo eles: I-
Proposta de Valor; II- Segmentos de clientes; III- Canais; IV- Relacionamento com
Clientes; V- Fontes de Receitas; VI- Recursos Principais; VII- Atividades principais;
VIII- Parcerias Principais; e IX- Estrutura de Custos (BARON e SHANE, 2007). Cada
um dos blocos se relacionam entre si, integrando diversos setores da mesma
31

empresa, de modo a compreender a atuação de cada bloco para que o produto seja
entregue com valor ao cliente.
Devidos as vantagens supramencionadas, este trabalho utilizou o modelo de
negócio canvas a fim de gerar características empreendedoras ao projeto
desenvolvido. Na figura 3, descreve-se o modelo de negócio do sistema para
automação residencial proposto por este projeto.

Figura 3 – Modelo de Negócios do Sistema para Automação Residencial


32

Fonte: Elaborado pelo Autor, 2017.


33

3.2.1. Segmentos de mercado

O produto desenvolvido poderá atender os seguintes tipos de clientes:


pessoas interessados em sustentabilidade e economia de energia, entusiastas de
tecnologia, donos de residências de classe média-alta interessados em conforto e
economia de energia, donos de residências em regiões com temperaturas mais
quentes, que acabam por ter mais dias ensolarados e construtores de residências,
arquitetos, engenheiros, etc. Entusiastas da tecnologia seriam pessoas que
possuem contatos ou estão antenadas nas novas tecnologias e estão dispostas a
investir em um sistema a fim de trazer inovação para sua residência. Identifica-se
também que moradores de regiões mais ensolaradas e com mais calor podem
carecer mais do sistema, pelo fato de a luz solar poder ser reaproveitada, e também
pelo fato de que quanto mais calor em um ambiente mais energia é gasta, por
exemplo com equipamentos resfriadores (ar condicionado, ventilador) e a economia
de energia para esses ambientes pode ser mais viável. Além de arquitetos e
gerentes de projetos em construtoras, visando adicionar a automação residencial em
seus projetos, assim como obter a oportunidade de negócio.

3.2.2. Proposta de valor

Pretende-se entregar um sistema pratico, de fácil entendimento e usabilidade,


permitindo conforto com funções de automação como acender/apagar luzes da
residência e programação de horários para o estado das luzes pode. O sistema pode
ser personalizado pelo cliente, que pode listar as luzes da residência por meio de
cômodos ou agrupamentos, possibilitando que este possa controlar todas as
lâmpadas por cômodo ou agrupamento na residência. O projeto pode trazer
benefícios como conforto ao cliente, segurança a residência e ajuda a economizar
energia. Permite que o cliente possa economizar energia de sua residência e
visualizar seu progresso de economia por meio da geração de gráficos e
monitoramento de energia, acompanhando na tela de seu aplicativo celular. O
usuário ainda poderá acrescentar funções ao sistema de acordo com as
necessidades.

3.2.3. Canais
Para canais de comunicação, serão utilizados página no facebook, canal no
youtube, anúncios em jornais. A entrega do serviço será realizada por meio de visita
34

para identificação das necessidades e formalização com o cliente, depois visita para
instalação do sistema na residência.

3.3.4. Relacionamento com o cliente

Através dos meios de divulgação, pretende-se obter criticas e


sugestões para que as funções do sistema sejam aprimoradas, melhoradas e
ampliadas de acordo com suas necessidades. O cliente poderá solicitar uma visita a
sua residência, tendo a necessidade de uma agenda para gerenciar as visitas dos
clientes, sendo que será dada preferência para marcar reuniões e entrevistas com
entusiastas de tecnologia, arquitetos e pessoas que estão a frente em projetos de
construtoras, pois esses clientes são identificados como potenciais parceiros, tendo
a oportunidade de fazer negociações para reduzir os custos e aumentar o lucro.

3.2.5. Fontes de Renda

A renda para o negócio virá da venda do produto, podendo ser a vista


ou parcelas mensais, do custo das visitas para manutenção do produto, e da
personalização e melhorias do produto, caso o cliente peça adição de mais funções.
Também serão feitas consultorias com clientes interessados e outra fonte de renda
pode vir de negociações com parceiros como gerentes de projetos em construtoras e
entusiastas da tecnologia.

3.2.6. Recursos Chaves

Serão necessários os recursos físicos, intelectuais, humanos e


financeiros para o desenvolvimento do negócio. Recursos físicos: Serão adquiridos
equipamentos de hardware necessários ao projeto, como microcontrolador, placa de
reles, placa de sensores, entre outros. Recursos intelectuais: Serão necessários
conhecimentos em programação, integração de sistemas e eletrônica.
Recursos humanos: A equipe do projeto deve possuir requisitos como
boa comunicação, pró-atividade e com paciência para responder as dúvidas dos
clientes. Recursos Financeiros: Os recursos financeiros virão com o pagamento dos
clientes pelos serviços, incluindo parcerias que podem ser feitas com os parceiros
chaves.
35

3.2.7. Atividade Chave

As atividades chaves incluem: Acompanhar e monitorar redes sociais,


e-mail, canal no youtube e telefones. Agendar visitas, dando prioridade para
possíveis parceiros como arquitetos e construtoras. Realizar visita ao local marcado
na agenda. Explicar o funcionamento do sistema, estimar custos para o cliente e
formalizar contratos.

3.2.8. Parceiros chaves

Os potenciais parceiros de negócio são: lojas de equipamentos de


hardware e empresas de tecnologia, por poderem oferecer equipamentos para
automação e financiarem o projeto em troca de algum beneficio, pessoas que
possuem os requisitos descritos em Recursos Humanos, pois podem ajudar no
monitoramento de contatos e redes sociais e construtoras, arquitetos, engenheiros
interessados em automação residencial em seus projetos, que podem oferecer a
possibilidade de financiamento em troca de algum benefício com o projeto.

3.2.9. Estrutura de Custos

Os custos do projeto serão calculados conforme o preço dos recursos


físicos, que podem variar de acordo com a quantidade de parceiros e financiamento,
também será variável o custo de deslocamento para visitas, que serão atribuídos ao
valor do produto, custo de anúncios em jornais, anúncios em jornais serão pagos
com o lucro obtido nos projetos, repasse do lucro do projeto a parceiros chaves e a
aquisição de recursos para acréscimo de funções ao sistema.
36

4. Análise e Modelagem

Nesta seção será apresentada a Análise e a modelagem do sistema. A


documentação do sistema destina-se a desenvolvedores interessados na ideia de
implantar tal sistema. Como o objetivo deste trabalho foi o estudo dos conceitos no a
Automação Residencial e Economia de energia, foi projetado um sistema a fim de
contextualizar a aplicação de tais conceitos referentes Sistemas que auxiliam ao
usuário a economizar energia de sua residência e demonstrar os benefícios que tal
sistema traria. O propósito da documentação é apresentar a descrição dos serviços
e funções que o sistema deve prover, bem como as suas restrições de operação e
propriedades gerais, a fim de ilustrar uma descrição detalhada do sistema para um
auxílio para etapas como implementação e testes, que poderão ser exploradas em
trabalhos futuros. A documentação especifica todos os requisitos funcionais e não
funcionais do sistema e foi preparado levando-se em conta as funcionalidades
levantadas durante a fase de concepção do sistema.

4.1. Escopo do Sistema


O projeto consiste no desenvolvimento de um sistema de automação
residencial, especificamente com foco em economia de energia e automação de
iluminação, integrando o sistema residencial em um aplicativo celular, destinado
principalmente a pessoas interessadas em ter uma ferramenta que os auxilie na
economia de energia e automatize de forma satisfatória a iluminação de sua
residência. O usuário, através do seu aplicativo celular, poderá ter acesso a controle
de dimmers, programação de dimmers, automatização da iluminação conforme a
presença de luz natural e visualização do consumo de energia das lâmpadas da
residência. Assim, o sistema visa auxiliar o usuário no controle da iluminação e
economia de energia de sua residência.

4.2. Usuários do Sistema


Os usuários do sistema realizam tarefas como controlar iluminação e medir
seu consumo de energia, assim como poderão acompanhar seu progresso de
economia de energia e gerar gráficos, podendo comparar os seus resultados com a
economia de energia. Ao sistema ser instalado em sua residência, poderão ter o
aplicativo instalado em seu celular e logar através de seu e-mail ou telefone e senha
37

dada pelo administrador. O usuário poderá também editar suas informações de


conta, como nome da conta, senha, e-mail e telefones, podendo demais membros
da residência cadastrarem seus contatos na conta de sua residência.

Vale destacar, que o sistema terá um módulo ao qual o usuário poderá dar
comandos de voz para controlar a iluminação de sua residência, assim como pode
automatizar o controle da iluminação dado total controle ao sensor de iluminação.

4.3. Abrangência do Sistema


O sistema projetado trata-se de um sistema de automação residencial, focado
em automação de iluminação e economia de energia. O dispositivo controlador
receberá comandos da interface do aplicativo e informações do sensor de
iluminação da residência.

O sensor de iluminação, capta a presença de luz no ambiente e envia


informações ao controlador para que este ajuste a luz do ambiente conforme a
presença de luz natural. Para controle das lâmpadas, serão utilizados dimmers, pois
estes permitem que o controle da intensidade de cada lâmpada da residência,
diferentes de reles que apenas apagam e acendem as lâmpadas. O usuário também
poderá programar um horário para que o controlador acione o dimmers alterando
sua intensidade conforme o desejado. Para realizar tais funções e manter o bom
desempenho do sistema, o controlador poderá ser configurado para receber o sinal
da interface ou o do sensor, caso esteja ativado para executar as informações
passadas pelo sensor, este não executará as programações de dimmers do usuário
e demais comandos que também interferem na iluminação dos dimmers, feitas pela
interface. O sistema, a cada alteração na intensidade do dimmers, o sistema
armazenará um log com o calculo de consumo do dimmers, com data, horário e
intensidade, e através disso poderá calcular o valor estimado do consumo de
energia da residência.

4.4. Levantamento de Requisitos


Para concepção do sistema o método usado para obtenção dos requisitos foi
entrevista e pesquisa em documentos. Foi feita uma entrevista com especialista na
área de automação residencial, que trouxe detalhes de como funcionava os
processos para integração dos dispositivos e ofereceu fontes(artigos e vídeos) que
mostram o desenvolvimento de sistemas parecidos. Foi feito uma pesquisa em
38

artigos para entender mais de como funciona um sistema de automação residencial,


quais seus requisitos e métodos para implementação. Assim os requisitos foram
obtidos, analisados e documentados para que o sistema começasse a ser projetado.

4.5. Requisitos do Sistema


Cada requisito será identificado em uma tabela, ao qual terá o nome do
requisito, seu código, sua descrição, categoria, informações e prioridade. Quanto à
categoria do requisito, ele pode ser oculto(requisito sem o conhecimento do usuário)
e evidente(requisito com o conhecimento do usuário). Em prioridade, o requisito
pode ser Alta, ao qual é necessário para o sistema entrar em funcionamento, Média,
que sem ele o sistema entra em funcionamento, mas de maneira insatisfatória, e
Desejável, que são requisitos que podem ser deixados para versões posteriores do
sistema, que não comprometem suas funcionalidade básicas. A seguir serão
apresentados os requisitos do sistema.

· Requisitos Funcionais(RF):

Tabela 1-RF001

RF001 MEDIR E CALCULAR CONSUMO DE ENERGIA

O sistema deve calcular o consumo de energia


DESCRIÇÃO dos atuadores e exibi-los na tela do aplicativo em watts,
juntamente com o valor em R$.

CATEGORIA EVIDENTE PRIORIDADE ALTA


INFORMAÇÕES Consumo de energia(Watts), Valor(R$).
O usuário solicita visualizar o consumo de
REGRAS energia e o aplicativo carrega e exibe o consumo de energia em
Watts e o valor do consumo em Reais(R$).

Tabela 2-RF002
39

RF002 CONTROLAR ILUMINAÇÃO


O sistema deve permitir que o usuário
DESCRIÇÃO controle a intensidade das luzes da residência por meio de um
aplicativo celular e também por comando de voz
CATEGORIA EVIDENTE PRIORIDADE ALTA
INFORMAÇÕES
O usuário realizará o controle da iluminação
por meio de comandos através de um aplicativo celular, por meio
de botões ou de comandos de voz.
REGRAS
Ao usuário efetuar controle de um dimmer, o sistema deve
calcular intensidade da lâmpada e salvar log com calculo de
consumo.

Tabela 3-RFOO3

RF003 LISTAR E ALTERAR COMODOS


O sistema deve permitir que usuário liste os
cômodos da residência, assim como permita que usuário,
DESCRIÇÃO
adicione, remova e altere cômodos(inserindo e removendo
atuadores dos mesmos).
CATEGORIA EVIDENTE PRIORIDADE ALTA
INFORMAÇÕES Nome do cômodo.

O usuário poderá listar, adicionar, remover e alterar cômodos.


REGRAS Os cômodos não podem ter nomes idênticos.
Um atuador não pode estar em vários cômodos

Tabela 4-RF004

RF004 GERAR GRÁFICOS


O sistema deve permitir que o usuário gere gráficos
de consumo que mostrarão o consumo e gasto de energia de
DESCRIÇÃO
cada atuador, conforme período e a unidade de tempo(semanas,
meses, anos) determinado pelo usuário.
CATEGORIA EVIDENTE PRIORIDADE ALTA
Data Inicial, Horário Inicial, Data Final, Horário Final, Unidade de
INFORMAÇÕES
tempo.
O sistema deve permitir que o usuário gere gráficos
de consumo, nesses gráficos devem ser exibidos a energia em
Watts e o consumo em Reais.
REGRAS O sistema deve realizar uma busca aos logs salvos no período
especificado e assim calcular consumo de acordo com a unidade
de tempo inserida pelo usuário para construir os gráficos de
consumo e gasto de energia.
Tabela 5-RF005

RF005 ILUMINAÇÃO DE ACORDO COM A LUZ NATURAL


40

O sistema possuir a funcionalidade de ajustar os dimmers de


DESCRIÇÃO
acordo com a luz natural do ambiente.
CATEGORIA EVIDENTE PRIORIDADE ALTA
INFORMAÇÕES
O sistema deve possuir a funcionalidade de ajustar a
iluminação dos dimmers de acordo com a luz natural do
REGRAS
ambiente.
Esta funcionalidade só funcionará se o usuário a ativar.

Tabela 6-RF006

RF006 LOGIN MORADOR


Para entrar no sistema, o usuário deverá logar na conta de
DESCRIÇÃO sua residência com seu contato(e-mail ou telefone) e a senha d
conta.
CATEGORIA EVIDENTE PRIORIDADE ALTA
INFORMAÇÕES Contato, senha.
Para entrar no sistema, primeiro usuário deve validar e-mail ou
REGRAS
telefone e depois logar com sua senha

Tabela 7-RF007

RF007 MODIFICAR INFORMAÇÕES DA CONTA.


O usuário poderá modificar as informações da sua conta,
DESCRIÇÃO alterando nome e senha da conta e podendo adicionar ou
remover contatos.
CATEGORIA EVIDENTE PRIORIDADE ALTA
INFORMAÇÕES Nome da conta, senha, e-mail e telefone.
O sistema deve pedir a senha de login antes de salvar
qualquer alteração.
REGRAS Um e-mail ou telefone não pode ser excluído caso a conta não
possua pelo menos 2 e-mails
ou telefones cadastrados.

Tabela 8-RF008

RF008 PROGRAMAR HORÁRIOS


41

Usuário poderá programar horários para que o controlador


acione determinados atuadores, executando determinados
DESCRIÇÃO
comandos, assim como também poderá excluir uma
programação.
CATEGORIA EVIDENTE PRIORIDADE ALTA
INFORMAÇÕES Atuador, Estado, Horário.
Para programar um horário para atuador entrar em
determinado estado, o usuário deverá adicionar horário na lista
de horários, um atuador na lista de atuadores e selecionar seu
REGRAS
estado.
Um mesmo atuador não pode ser programado para estados
diferentes no mesmo horário.

Tabela 9-RF009

RF009 SAIR DA CONTA


DESCRIÇÃO O usuário poderá sair de sua conta no aplicativo
CATEGORIA EVIDENTE PRIORIDADE ALTA
INFORMAÇÕES
Para sair, o usuário deverá clicar em sair e confirmar saída.
REGRAS
Após saída Interface carregará tela de login

· Requisitos Não-Funcionais(RNF):

Tabela 10-Requisitos não Funcionais

REQUISITOS NÃO FUNCIONAIS


OBRIGATORIEDA- PERMANEN-
NOME RESTRIÇÃO CATEGORIA
DE CIA

Impedir que usuário


RNF adicione cômodo com
Interface Obrigatório Permanente.
03.1 nome já existente, informar
que nome já existe.

Exibir mensagem de
confirmação de exclusão
de cômodo, caso usuário
clique para excluir cômodo.
RNF
Interface Obrigatório Permanente.
03.2

Para que o usuário


RNF adicione atuadores a
Interface Obrigatório Permanente.
03.3 determinado cômodo, terá
que seleciona-los em uma
42

lista ao qual terá apenas os


atuadores que não estão
presentes em outros
cômodos.
Exibir mensagem de
confirmação de exclusão
RNF de atuador do cômodo,
Interface Obrigatório Permanente.
03.4 caso usuário clique para
excluir um atuador do
cômodo
Controlador receberá
informações de um sensor
de iluminação, mas não
RNF
executará tal Performance Obrigatório Permanente.
05.1
funcionalidade caso não
estiver configurado para
executa-la.
Caso o sensor de
RNF iluminação for ativado,
Performance Obrigatório Permanente.
05.2 comandos por interface
serão desativados
Exibir mensagem caso
RNF
usuário e senha estiverem Interface Obrigatório Permanente.
06.1
incorretos
Oferecer uma opção de
recuperação de senha.
Para acessar recuperação
de senha, usuário deverá
RNF inserir seu telefone ou e-
Segurança Obrigatório Permanente.
06.2 mail, a aplicação verificará
se telefone ou e-mail esta
cadastrado e caso esteja,
enviará ao usuário a senha
pela opção escolhida
Na recuperação de senha,
caso usuário insira e-mail
ou telefone não
RNF
cadastrados, exibir Segurança Obrigatório Permanente.
06.3
mensagem que e-mail e
telefone não foram
cadastrados
Sistema irá pedir a senha a
usuário para alteração do
RNF nome da conta, alteração
Segurança Obrigatório Permanente.
07.1 de senha, e inserção ou
exclusão de contato.

Caso usuário inserir senha


RNF incorreta, informar
Interface Obrigatório Permanente.
07.2 mensagem de senha
incorreta.
RNF Sistema não deixará excluir
Segurança Obrigatório Permanente.
07.3 telefone ou e-mail, caso
43

não houver mais de um


telefone ou e-mail
cadastrados.
Sistema exibirá mensagem
RNF a usuário que telefone ou
Interface Obrigatório Permanente.
07.4 e-mail não pode ser
excluído.
Ao usuário adicionar e-mail,
sistema uma mensagem de
confirmação e usuário
deverá acessa-la em seu e-
RNF
mail para valida-lo. Segurança Obrigatório Permanente.
07.5

Ao usuário adicionar
telefone, sistema código
RNF por mensagem de texto e
Segurança Obrigatório Permanente.
07.6 usuário deverá informar
esse código para validar
seu telefone
Após selecionar o horário
que o estado será
RNF executado, o sistema
Segurança Obrigatório Permanente.
08.1 carregará apenas a lista de
atuadores que não estão
programados nesse horário
Ao usuário excluir uma
programação, o sistema
RNF
perguntará se ele deseja Interface Obrigatório Permanente.
08.2
concluir a ação.

Sistema deverá solicitar


RNF
confirmação de saída da Interface Obrigatório Permanente.
09.1
conta do usuário
Sistema rodará em
RNF 10 sistemas operacionais Performace Obrigatório Transitório
android e IOS

4.6. Diagramas
Neste projeto de software, foram construídos os Diagramas BPMN, Casos de
uso, Atividades, Sequencia, Maquina de estado e o Modelo-Entidade-
Relacionamento. O Diagrama BPMN é uma etapa de modelagem do sistema que
tem o propósito de mapear e desenhar os processos do sistema para um melhor
entendimento dos processos, assim, foi projetado o BPMN do projeto mapeando os
processos. O Diagrama de casos de uso descreve os requisitos funcionais do ponto
de vista do usuário do sistema, assim foi desenvolvido o diagrama com o propósito
44

de descrever a interação dos usuários com o sistema e todos os atores envolvidos.


O Diagrama de Atividades detalha o fluxo de processos do sistema, o Diagrama de
Sequencia trata das mensagens trocadas entre cada ator do sistema e o Diagrama
de Maquina de estados trata dos estados que o sistema se encontra a cada
execução na execução dos métodos do sistema. O Modelo-Entidade-
Relacionamento mostra o relacionamento das tablas do banco de dados do sistema.
Assim tais diagramas foram desenhados e serão apresentados nos anexos deste
trabalho.

4.7. Especificação dos casos de uso e Matriz de Rastreabilidade


Depois de conceber os requisitos e os Diagramas, foi feita a especificação
dos casos de uso ao qual todos os casos de uso serão mais detalhados com nome,
código, descrição, atores participantes, pré e pós condições, cenários principais e
alternativos, inclusão e extensão. Com os casos de uso foram identificadas e
documentadas as regras de negócio do sistema. Com isso foi feita a Matriz de
rastreabilidade do sistema, que tem o propósito de cruzar cada requisito funcional
com seus casos de uso e regras de negócio. A seguir será apresentada a
especificação dos casos de uso, as regras de negócio e a matriz de rastreabilidade
do sistema:

· Especificação dos casos de uso:

Tabela 11-UC 01-Inserir Contato


45

CASO DE USO INSERIR CONTATO


ID 1
Usuário insere seu contato na tela inicial para que a
DESCRIÇÃO
interface possa verifica-lo.
ATOR PRIMÁRIO Usuário
ATOR SECUNDÁRIO Interface
possuir o aplicativo instalado em seu celular e estar
PRÉ-CONDIÇÃO
conectado a rede wifi.
PÓS-CONDIÇÃO usuário prossegue para realizar o login
1-Usuário insere seu contato(e-mail ou telefone) no campo
de texto e clica em prosseguir.
2.Interface verifica se usuário possui conta ativa no
CENÁRIO PRINCIPAL
sistema.
3.Interface valida contato.
4-Interface carrega campo senha
2,3,4.a-Não há conexão com a rede wi-fi e interface não
CENÁRIO pode consultar o banco.
ALTERNATIVO 3.b-contato não validado.
4.b-Interface informa que contato não esta cadastrado.

Tabela 12-UC 02-Logar

CASO DE USO LOGAR


ID 2
Após ter seu contato validado, usuário realiza login com sua
DESCRIÇÃO
senha.
ATOR PRIMÁRIO Usuário
ATOR SECUNDÁRIO Interface
PRÉ-CONDIÇÃO contato validado pela interface
PÓS-CONDIÇÃO usuário entra no sistema.
1-Usuário insere sua senha no campo de texto e clica em logar.
2-Interface verificar se senha é valida.
CENÁRIO
3-Interface valida login.
PRINCIPAL
4-Interface carrega página inicial.
5-Interface carrega os dimmers presentes na residencia.
2,3,4, 5.a-Não há conexão com a rede wi-fi e interface não
pode consultar o banco de dados.
CENÁRIO 3.b-Interface não valida senha e informa que login está
ALTERNATIVO incorreto.
4,5.b-Interface não carrega página inicial, pois a senha não foi
validada.

Tabela 13-UC 03-Controlar Luminosidade

CASO DE USO CONTROLAR LUMINOSIDADE


ID 3
46

Usuário controla a intensidade da luz das lâmpadas da


DESCRIÇÃO
residência por meio de botões no aplicativo.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR SECUNDÁRIO Interface.
estar logado no aplicativo, possuir conexão com a rede wi-fi
PRÉ-CONDIÇÃO e estar com interface habilitada para enviar comandos de
iluminação.
interface envia comando para controlar e calcula consumo
PÓS-CONDIÇÃO
de energia.
1-Usuário arrasta botões da respectiva lampada que deseja
controlar.
CENÁRIO PRINCIPAL 2-Interface envia comando para controlador.
3-Interface calcula consumo de energia gasta e salva log
com calculo de consumo.
2, 3.a-sem conexão com a rede wi-fi
1.a-botões desabilitados, pois interface não esta habitada
CENÁRIO para controlar lampadas.
ALTERNATIVO 2.b-Exibir informação que usuário precisará mudar
prioridade do flag para habilitar comandos de iluminação
pela interface

Tabela 14-UC 04-Verificar Prioridade

CASO DE USO VERIFICAR PRIORIDADE


ID 4
O controlador receberá a programação dos dimmers da
DESCRIÇÃO interface e o sinal do sensor. A verificação da prioridade indicará o
comando que o controlador dará prioridade, caso a prioridade estiver
47

com o sensor, então o controlador não executará as programações


de horários referentes a iluminação e sim acionará os dimmers para
ajustar sua intensidade conforme o ambiente, caso a prioridade
estiver com a interface, então o controlador dará prioridade a
execução da programação de horários, não acionando o atuador
conforme recebe informações do sensor.
ATOR
Controlador
PRIMÁRIO
ATOR
Sensor, Atuador
SECUNDÁRIO
PRÉ-
controlador recebe comando
CONDIÇÃO
PÓS-
controlador aciona atuador
CONDIÇÃO
1-Controlador recebe sinal do sensor e verifica programação de
horários dos atuadores.
CENÁRIO 2-Controlador aciona atuador, seja para ajustar a intensidade do
PRINCIPAL dimmer conforme o sensor de iluminação, seja para executar um
estado programado dos atuadores pelo usuário.
3-Atuador executa comando.
CENÁRIO 2,3a- Controlador esta ajustado para priorizar programação de
ALTERNATI- horários, porém nenhuma programação de atuador foi feita pelo
VO usuário.

Tabela 15-UC 05-Receber Comando

CASO DE USO RECEBER COMANDO


ID 5
O Controlador receberá os comandos da interface acionados pelo
DESCRIÇÃO
usuário, assim como receberá o sinal do sensor de iluminação,
48

recebendo a quantidade de luz no ambiente e automaticamente


acionando a interface para que ajuste a intensidade dos dimers
conforme a luz do ambiente recebida, caso o usuário configure o
aplicativo para ajustar a luz do ambiente conforme o sensor.
ATOR PRIMÁRIO Controlador
ATOR
Atuador, Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO interface e sensor devem enviar informação ao controlador.
PÓS-CONDIÇÃO atuador é acionado.
1-Controlador recebe comando da interface.
CENÁRIO
2-Controlador aciona atuador.
PRINCIPAL
3-atuador executa o comando.
1a-Controlador recebe sinal do sensor de iluminação.
2a-Controlador verifica prioridade do flag.
CENÁRIO
3a-controlador aciona atuador.
ALTERNATIVO
3b-controlador não aciona o atuador, pois não está priorizando o
sensor.

Tabela 16-UC 06-Identificar Luz Natural

CASO DE USO IDENTIFICAR LUZ NATURAL


ID 6
Sensor de iluminação identificará a quantidade de luz natural
DESCRIÇÃO presente no ambiente, para que possa enviar sinal ao controlador
com tais informações.
ATOR PRIMÁRIO Sensor de iluminação.
ATOR
Controlador
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO Possuir o sensor instalado no sistema.
PÓS-CONDIÇÃO Sensor envia sinal a controlador
1-Sensor mede luz natural do ambiente.
CENÁRIO 2-Sensor aciona controlador, enviando sinal com as informações
PRINCIPAL para ajuste dos dimers de acordo com a luz natural.
3-Controlador recebe sinal do sensor.
CENÁRIO
não há.
ALTERNATIVO

Tabela 17-UC 07-Visualizar Programação de Horários

CASO DE USO VISUALIZA PROGRAMAÇÃO DE HORÁRIOS


ID 7
Usuário Clica sobre botão no menu do aplicativo para visualizar a
DESCRIÇÃO
programação de horários dos dimers.
ATOR PRIMÁRIO Usuário .
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
49

PRÉ-CONDIÇÃO Estar logado no aplicativo e ter conexão com a rede wi-fi


PÓS-CONDIÇÃO interface exibe horários programados dos dimers
1-Usuário abre o menu do aplicativo.
2-Usuário clica sobre "Visualizar Programação de Horários".
CENÁRIO
3-Aplicativo carrega página com programação de horários dos
PRINCIPAL
dimers.
4-Interface exibe página com programação de horarios dos dimers.
CENÁRIO
2, 3, 4a-sem conexão com internet.
ALTERNATIVO

Tabela 18-UC 08-Excluir Programação de Horários

CASO DE USO EXCLUIR PROGRAMAÇÃO DE HORÁRIOS


ID 8
DESCRIÇÃO Usuário decide excluir um horário programado para acionar atuador.
ATOR PRIMÁRIO Usuário .
ATOR
Interface, Controlador.
SECUNDÁRIO
estar logado no aplicativo, possuir conexão com internet e possuir
PRÉ-CONDIÇÃO
programações de horarios salvas.
interface envia comando para que programação realizada seja
PÓS-CONDIÇÃO
excluida do controlador
1-Usuário seleciona horário programado e clica em excluir.
2-Interface perguntará a usuário se tem certeza da realização de tal
CENÁRIO
ação. 3-Usuário confirma exclusão.
PRINCIPAL
4-Interface envia sinal ao controlador.
5-Programação de horário é removida do controlador.
2, 3 ,4, 5a-sem conexão com internet.
CENÁRIO 3b-usuário não confirma exclusão.
ALTERNATIVO 4, 5b-Interface não realiza tais ações, pois usuário não confirmou
exclusão.

Tabela 19-UC 09-Adicionar Programação de Horários

CASO DE USO ADICIONAR PROGRAMAÇÃO DE HORÁRIOS


ID 9
Usuário decide adicionar um horário para que a interface
DESCRIÇÃO automaticamente envie um comando ao controlador para que um
atuador seja acionado.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface e Controlador.
SECUNDÁRIO
50

PRÉ-CONDIÇÃO Estar logado no aplicativo e possuir com a rede wi-fi.


PÓS-CONDIÇÃO horário programado é salvo no controlador.
1-Usuário clica no botão para adicionar programação de horários.
2-Interface carrega página e exibe para usuário configurar
programação. 3-Usuário escolhe um atuador,
CENÁRIO adiciona o horário que o comando será enviado e o estado que o
PRINCIPAL atuador ficará, podendo adicionar vários atuadores numa mesma
programação.
4-Usuário conclui programação.
5-Interface envia programação a controlador.

*a-sem conexão com a rede wi-fi.


4b- Usuário tenta sair da página sem concluir programação.
CENÁRIO 5b-Interface pergunta ao usuário se deseja sair sem concluir a
ALTERNATIVO programação.
6b-Usuário confirma e sai da página.
6c- Usuário não confirma e continua na página.

Tabela 20-UC 10-Listar Comodos

CASO DE USO LISTAR COMODOS


ID 10
Usuário listará os comodos adicionados, podendo adicionar outros
DESCRIÇÃO
comodos e configura-los, ou excluir comodos.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado no aplicativo e possuir conexão com internet
PÓS-CONDIÇÃO Usuário visualiza comodos adicionados.
1-Usuário clica no botão do menu "listar comodos".
CENÁRIO 2-Interface carrega e exibe página que mostra os comodos
PRINCIPAL adicionados. 3-Usuário visualiza comodos adicionados,
podendo excluir, alterar ou adicionar comodos.
CENÁRIO
*a-sem conexão com a rede wi-fi.
ALTERNATIVO

Tabela 21-UC 11-Adicionar Comodo.

CASO DE USO ADICIONAR COMODO


ID 11
DESCRIÇÃO Usuário adiciona novo comodo a lista de comodos.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado no aplicativo e conectado a rede wi-fi
PÓS-CONDIÇÃO comodo adicionado.
51

1-Usuário clica em adicionar comodo.


2-Interface carrega campo para ser adicionado o nome do comodo.
CENÁRIO 3-Usuário insere nome do comodo e clica em concluir.
PRINCIPAL 4-Interface verifica nome do comodo e valida.
5-Novo comodo é adicionado.
6-Página recarrega lista de comodos com novo comodo adicionado.
*a-sem conexão com ia rede wi-fi.
4b-Interface não valida nome do comodo, pois o nome inserido já
CENÁRIO pertence a outro comodo.
ALTERNATIVO 5b-Interface exibe mensagem que nome ja foi adicionado.
6-b-Usuário clica em ok e volta e continua na tela para inserir um
novo nome no comodo.
Tabela 22-UC 12-Visualizar Comodo

CASO DE USO VISUALIZAR COMODO


ID 12
Usuário seleciona comodo e clica em abrir para visualiza-lo
DESCRIÇÃO
internamente.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO Estar logado e conectado com a rede wi-fi.
PÓS-CONDIÇÃO interface exibe comodo, contendo seus atuadores e suas opções.
1-Usuário seleciona comodo.
2-Interface exibe as opções abrir, renomear e excluir.
CENÁRIO
3-Usuário clica sobre a opção abrir.
PRINCIPAL
4-Interface carrega página do comodo, onde usuário poderá
adicionar, remover e controlar seus atuadores.
CENÁRIO *a-sem conexão com a rede wi-fi
ALTERNATIVO 3b-Usuário não clica sobre a opção abrir.

Tabela 23-UC 13-Controlar Todas as Lâmpadas do Comodo

CASO DE USO CONTROLAR TODAS AS LAMPADAS DO COMODO


ID 13
Ao carregar a página do comodo, haverá um botão ao qual o usuário
DESCRIÇÃO
poderá controlar todos os dimers do comodo de uma só vez.
ATOR PRIMÁRIO Usuário
ATOR
Interface e Controlador.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado no aplicativo e conectado a rede wi-fi
PÓS-CONDIÇÃO interface envia comando a controlador.
CENÁRIO 1-Usuário arrasta o botão correspondente, ajustando a intesidade
PRINCIPAL das luzes do comodo de uma só vez.
52

2-Interface envia comando a controlador.


3-Controlador envia comando aos dimers com a respectiva insidade
ajustada.
4-dimers executam comando.
CENÁRIO *a-sem conexão com a rede wi-fi
ALTERNATIVO *b-interface desabilitada, flag priorizando sensor de iluminação.

Tabela 24-UC 14-Renomear Comodo

CASO DE USO RENOMEAR COMODO


ID 14
DESCRIÇÃO Usuário renomeia comodo.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado e conectado a rede wi-fi
PÓS-CONDIÇÃO comodo é renomeado.
1-Usuário seleciona comodo na lista e clica em renomear.
2-Interface carrega campo do nome do comodo.
CENÁRIO
3-Usuário insere nome do comodo e clica em concluir.
PRINCIPAL
4-Interface verifica nome do comodo e o valida.
5-Comodo é renomeado.
53

*a-sem conexão com a rede wi-fi


3,4b-Interface verifica o nome e não o valida, pois o nome já
pertence a outro comodo.
5b-Interface exibe mensagem a usuário que tal nome já foi inserido
em outro comodo.
CENÁRIO
6b-Usuário clica em ok e continua na mesma página.
ALTERNATIVO
3c-usuário tenta sair da página sem concluir alteração do nome.
4c-interface pergunta se usuário deseja sair sem concluir edição do
nome.
5c-usuário confirma e sai sem editar nome.
5d-usuário não confirma e continua na mesma página.

Tabela 25-UC 15-Excluir Comodo.

CASO DE USO EXCLUIR COMODO


ID 15
DESCRIÇÃO Usuário exclui comodo da aplicação.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado e conectado a rede wi-fi.
PÓS-CONDIÇÃO comodo é excluido.
1-Usuário seleciona comodo na lista e clica em excluir.
2-Interface pergunta a usuário se ele realmente deseja excluir o
CENÁRIO
comodo.
PRINCIPAL
3-Usuário confirma.
4-Comodo é excluído.
CENÁRIO *a-sem conexão com internet.
ALTERNATIVO 3, 4b- Usuário cancela exclusão e comodo não é excluido.

Tabela 26-UC 16-Adicionar Atuador

CASO DE USO ADICIONAR ATUADOR


ID 16
DESCRIÇÃO Estando dentro do cômodo, usuário poderá adicionar atuadores.
ATOR PRIMÁRIO Usuário
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado e conectado a rede wi-fi
PÓS-CONDIÇÃO atuador é adicionado.
1-Usuário clica em adicionar atuadores.
2-Interface carrega página com todos os atuadores do sistema que
CENÁRIO
não estão presentes em outros comodos.
PRINCIPAL
3-Usuário seleciona atuadores e clica em concluir.
4-Atuadores são adicionados ao comodo.
54

CENÁRIO
*a-sem conexão com internet.
ALTERNATIVO

Tabela 27-UC 17-Remover Atuador

CASO DE USO REMOVER ATUADOR


ID 17
DESCRIÇÃO Usuário exclui atuadores que foram adicionados ao comodo.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado e conectado com a rede wi-fi
PÓS-CONDIÇÃO atuador é removido do comodo.
1-Usuário seleciona atuador e clica em excluir.
CENÁRIO 2-Interface pergunta se usuário deseja realmente excluir atuador.
PRINCIPAL 3-Usuário confirma.
4-Atuador é removido do comodo.
CENÁRIO *a-sem conexão com a rede wi-fi
ALTERNATIVO 3,4b- Usuário não confirma exclusão.

Tabela 28-UC 18-Visualizar Consumo

CASO DE USO VISUALIZAR CONSUMO


ID 18
Usuário clica em botão do menu para visualizar consumo de energia
DESCRIÇÃO
estimado.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
ter potencia cadastrada dos atuadores cadastrada no sistema, estar
PRÉ-CONDIÇÃO
logado e ter conexão com a rede wi-fi
PÓS-CONDIÇÃO Usuário visualiza consumo estimado
1-Usuário clica sobre botão do menu para visualizar consumo de
CENÁRIO
energia.
PRINCIPAL
2-Aplicativo carrega e exibe página com consumo de energia.
CENÁRIO
*a-sem conexão com a rede wi-fi
ALTERNATIVO
55

Tabela 29-UC 19-Visualizar Período Específico

CASO DE USO VISUALIZAR PERÍODO ESPECÍFICO


ID 19
Na pagina onde é mostrado o consumo de energia, o usuário poderá
DESCRIÇÃO
ver seu consumo total de energia em um período específico.
ATOR PRIMÁRIO Usuário
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado no aplicativo e conectado a rede wi-fi
Usuário visualiza consumo estimado do período de um período
PÓS-CONDIÇÃO
desejado.
1-Usuário clica sobre o botão visualizar período específico.
2-Sistema carrega página com data e hora inicial e data e hora final.
3-Usuário seleciona data e horário inicial e data e horário final e clica
CENÁRIO em concluir.
PRINCIPAL 4-Sistema busca log com calculo de consumo no período
específicado, faz a soma e carrega resultado.
5-Interface exibe resultado em Watts.
6-Usuário visualiza resultado.
CENÁRIO
*a-sem conexão com a rede wi-fi.
ALTERNATIVO

Tabela 30-UC 20-Gerar Gráfico de Consumo

CASO DE USO GERAR GRÁFICO DE CONSUMO


ID 20
Após o usuário visualizar o consumo de um período específico, terá
DESCRIÇÃO também a opção de gerar um gráfico de consumo, e visualizar
consumos totais dos equipamentos no período.
ATOR PRIMÁRIO Usuário
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
estar logado no aplicativo, visualizar um período específico e possuir
PRÉ-CONDIÇÃO
conexão com a rede wi-fi
PÓS-CONDIÇÃO reserva é enviada para usuário administrador.
1-Usuário clica sobre o botão gerar gráfico de consumo.
2-Interface carrega campos para que usuário selecione unidade de
CENÁRIO tempo. 3-Usuário seleciona unidade de tempo desejada(Horas,
PRINCIPAL Dias, Semanas, Meses, Anos)
4-Interface recebe informações de entrada.
5-Interface faz a busca dos logs no período específicado.
56

6-Interface calcula consumo conforme unidade de tempo


selecionada.
7-Interface constrói gráfico.
8-Interface exibe gráfico.
CENÁRIO
*a-sem conexão com a rede wi-fi.
ALTERNATIVO

Tabela 31-UC 21-Visualizar informações da conta.

CASO DE USO VISUALIZAR INFORMAÇÕES DA CONTA


ID 21
DESCRIÇÃO Usuário clica sobre o menu para visualizar informações da conta.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado e possuir conexão com a rede wi-fi
PÓS-CONDIÇÃO Usuário visualiza informações de sua conta.
1-Usuário clica sobre botão no menu visualizar suas informações de
CENÁRIO conta.
PRINCIPAL 2-Aplicativo carrega e exibe tais informações: nome da conta e
contatos(emails e telefones).
CENÁRIO
*a-sem conexão com a rede wi-fi
ALTERNATIVO

Tabela 32-UC 22-Editar Nome

CASO DE USO EDITAR NOME


ID 22
DESCRIÇÃO Usuário poderá editar o nome de sua conta.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado e conectado a rede wi-fi
PÓS-CONDIÇÃO reserva é enviada para usuário administrador.
1-Usuário clica no botão editar nome da conta.
2-Interface carrega campo para edição.
3-Usuário insere novo nome da conta e clica em concluir.
CENÁRIO
4-Interface solita que usuário digite a senha de login.
PRINCIPAL
5-Usuário insere a senha no campo respectivo e clica em concluir.
6-Interface verifica senha e valida.
7-Interface salva novo nome da conta e recarrega página.

CENÁRIO *a-sem conexão com a rede wi-fi


ALTERNATIVO 6b-interface verifica senha e não valida, pois a senha esta incorreta.
57

7b-interface exibe mensagem a usuário informando que a senha


esta incorreta.

Tabela 33-UC 23-Editar Senha

CASO DE USO EDITAR SENHA


ID 23
Estando na página com as informações da conta, o usuário clica em
DESCRIÇÃO
editar senha para altera-la.
ATOR PRIMÁRIO Usuário
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado no aplicativo e conectado a rede wi-fi.
PÓS-CONDIÇÃO usuário realiza alteração de senha.
1-O usuário clica sobre o botão alterar senha.
2-Interface carrega campo para inserção de nova senha.
3-Usuário digita nova senha, a redigita no campo seguintee clica em
concluir.
CENÁRIO
4-Interface verifica se as senhas são iguais.
PRINCIPAL
5-Interface solicita que usuário digite a atual senha de login.
6-Usuário insere a senha atual no campo respectivo e clica em
concluir. 7-Interface verifica senha e valida.
8-Interface salva novo nome da conta e recarrega página.
58

*a-sem conexão com internet.


4,5,6,7,8b-senhas não correspondem.
CENÁRIO
7c-interface verifica senha e não valida, pois a senha esta incorreta.
ALTERNATIVO
8c-interface exibe mensagem a usuário informando que a senha esta
incorreta.

Tabela 34-UC 24-Adicionar Contato

CASO DE USO ADICIONAR CONTATO


ID 24
Após carregar a pagina para editar contatos, usuário poderá inserir
DESCRIÇÃO
ou excluir contatos.
ATOR PRIMÁRIO Usuário
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado e conectado a rede wi-fi
PÓS-CONDIÇÃO usuário insere novo contato
1-Usuário clica em inserir novo telefone.
2-Interface carrega novo campo.
3-Usuário digita no campo o seu telefone e clica em concluir.
4-Interface solicita senha de login ao usuário.
5-Usuário digita senha de login no campo respectivo e clica em
CENÁRIO concluir.
PRINCIPAL 6-Interface verifica senha e valida.
7-interface envia código a seu telefone.
8-Interface informa a usuário para validar seu seu telefone inserindo
código enviado no respectivo campo.
9-Usuário insere código.
10-Interface verifica código.
59

11-interface valida telefone e o adiciona a conta.


*a-sem conexão com a rede wi-fi
6b-Interface não valida senha inserida, pois a senha é invalida.
CENÁRIO 7b-interface informa a usuário que senha é invalida.
ALTERNATIVO 9,10,11c-usuário não prossegue com validação de telefone.
11d-interface não valida telefone, pois código digitado não
corresponde ao enviado.

Tabela 35-UC 25-Excluir Contato

CASO DE USO EXCLUIR CONTATO


ID 25
Na página de edição de contatos, usuário realiza exclusão de
DESCRIÇÃO
telefone
ATOR PRIMÁRIO Usuário
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
estar logado, conectado a rede wi-fi e possuir pelo menos 2
PRÉ-CONDIÇÃO
telefones cadastrados.
PÓS-CONDIÇÃO usuário realiza exclusão de e-mail
1-Usuário clica em excluir em telefone desejado.
2-Interface verifica se possui outros telefones cadastrados.
3-Caso possua outros telefones cadastrados, interface solicita senha
CENÁRIO de login ao usuário.
PRINCIPAL 4-Usuário digita senha de login no campo respectivo e clica em
concluir.
5-Interface verifica senha e valida.
6-e-mail é removido da conta.
*a-sem conexão com a rede wi-fi.
3,4,5,6b-Interface informa que e-mail não pode ser excluído, pois
CENÁRIO
não existem outros telefones cadastrados.
ALTERNATIVO
5c-interface não valida senha, pois senha é incorreta.
6c-interface exibe mensagem a usuário que senha está incorreta.
60

Tabela 36-UC 26-Ativar Módulo de Voz

CASO DE USO ATIVAR MÓDULO DE VOZ


ID 26
Usuário clica sobre módulo de voz, para ativa-lo e poder dar
DESCRIÇÃO
comandos por voz.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado, possuir conexão com internet.
PÓS-CONDIÇÃO usuário ativa módulo de voz
1-Usuário clica sobre botão que ativa módulo de voz.
CENÁRIO 2-Botão acende, demonstrando que foi ativado.
PRINCIPAL 3-Interface exibe mensagem que usuário pode dar comandos de
voz.
CENÁRIO
*a-sem conexão com internet.
ALTERNATIVO

Tabela 37-UC 27-Falar

CASO DE USO FALAR


ID 27
DESCRIÇÃO Após ativar módulo de voz, usuário realiza comandos por voz.
ATOR PRIMÁRIO Usuário
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
estar logado no aplicativo, conectado a internet e ter módulo de voz
PRÉ-CONDIÇÃO
ativado.
PÓS-CONDIÇÃO usuário realiza comandos por voz.
1-Usuário realiza comando de voz.
CENÁRIO 2-API processa voz.
PRINCIPAL 3-interface verifica comando.
4-Interface valida comando de voz e envia a controlador.
CENÁRIO *a-não há conexão com a rede wi-fi
ALTERNATIVO 4b-voz não reconhecida como um comando.

Tabela 38-UC 28-Alterar Prioridade

CASO DE USO ALTERAR PRIORIDADE


ID 28
Usuário realiza mudança na prioridade do flag, ou para ativar
DESCRIÇÃO comandos por interface, ou para priorizar sensor de iluminação do
ambiente.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
61

ATOR
Interface e Controlador
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado e conectado a rede wi-fi
PÓS-CONDIÇÃO usuário realiza alteração de prioridade do flag
1-Usuário altera prioridade do flag.
2-Interface envia alteração a controlador.
CENÁRIO
3-Interface desabilita controle de dimers por interface e por voz
PRINCIPAL
4-Controlador tem prioridade do flag alterada para priorizar
informação do sensor de iluminação.
*a-sem conexão com a rede wi-fi
CENÁRIO 3-Interface habilita controle de dimmers por interface e por voz.
ALTERNATIVO 4-Controlador tem prioridade do flag alterada para priorizar
programação de horários dos atuadores.

Tabela 39-UC -Visualizar Programação de Horários

CASO DE USO RETORNAR A HOME PAGE


ID 29
DESCRIÇÃO Usuário clica para retornar a home page.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado e conectado a rede wi-fi.
PÓS-CONDIÇÃO usuário retorna a home page.
CENÁRIO 1-Usuário clica em botão home.
PRINCIPAL 2-interface carrega e exibe a home page exibindo todos atuadores.
CENÁRIO
*a-sem conexão com a rede wi-fit.
ALTERNATIVO

Tabela 40-UC 30-Sair

CASO DE USO SAIR


ID 30
DESCRIÇÃO Usuário sai de sua conta no aplicativo.
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar logado e conectado a internet.
PÓS-CONDIÇÃO Usuário sai de sua conta no aplicativo.
62

1-Usuário clica sobre o botão sair no menu.


CENÁRIO 2-Interface pergunta se usuário tem certeza da sua saída.
PRINCIPAL 3-Usuário confirma e sai de sua conta.
4-Interface exibe tela inicial de login.
CENÁRIO *a-sem conexão com a rede wi-fi.
ALTERNATIVO 3,4b- usuário cancela sua saída.

Tabela 41-UC 31-Recuperar

CASO DE USO RECUPERAR SENHA


ID 31
Usuário poderá recuperar sua senha atráves do número de telefone
DESCRIÇÃO
ou e-mail
ATOR PRIMÁRIO Usuário.
ATOR
Interface.
SECUNDÁRIO
PRÉ-CONDIÇÃO estar conectado a rede wi-fi.
PÓS-CONDIÇÃO Usuário recupera senha

1-Estando na tela de login, usuário clica em recuperar senha.


2-Interface carrega tela com a recuperação de senha, oferecendo
opções do usuário recuperar sua senha através do seu e-mail ou
telefone. 3-Usuário seleciona a recuperação de
senha desejada, e terá inserir seu telefone caso escolha
CENÁRIO
recuperação por telefone, ou inserir o seu e-mail cadastrado caso
PRINCIPAL
queira recuperação de senha por e-mail.
4-interface verifica se dados inseridos estão cadastrados.
5-Interface valida dados.
6-Interface envia senha a usuário por e-mail ou mensagem de texto
no telefone.

*a-sem conexão com a rede wi-fi.


CENÁRIO
4,5,6b-interface informa que dados não estão cadastrados em
ALTERNATIVO
nehuma conta.

· Regras de Negócio:
63

Tabela 42-Regras de Negócio

REGRAS DE NEGÓCIO
CÓDIGO NOME DESCRIÇÃO
Lâmpadas não podem receber comandos da
RN 02.1 ILUMINAÇÃO interface e do sensor de iluminação ao mesmo tempo
RN 03.1 NOME DO COMODO Comodos não podem ter nomes iguais.
Um atuador não pode estar em mais de um comodo
RN 03.2 ATUADORES ao mesmo tempo.
CONTATOS Uma conta deve possuir pelo menos um telefone ou
RN 07.1 CADASTRADOS e-mail cadastrado para realizar login.
PROGRAMAÇÃO DE Um atuador não pode ser programado para entrar
RN 08.1 HORÁRIOS em 2 estados no mesmo horário.

· Matrizes de Rastreabilidade:

Tabela 43-Matriz Requisitos Funcionais X Regras de Negócio

REGRAS DE REQUISITOS FUNCIONAIS


NEGÓCIO RF 002 RF 003 RF 005 RF 006 RF 007 RF 008
RN 02.1 X X X
RN 03.1 X
RN 03.2 X
64

RN 07.1 X
RN 08.1 X

Tabela 44-Matriz Requisitos Funcionais X Casos de Uso


REQUISITOS FUNCIONAIS
CASOS DE USO
RF 001 RF 002 RF 003 RF 004 RF 005 RF 006 RF 007 RF 008 RF 009
UC 001 X
UC 002 X
UC 003 X X
UC 004 X
UC 005 X X
UC 006 X
UC 007 X
UC 008 X
UC 009 X
UC 010 X
UC 011 X
UC 012 X
UC 013 X
UC 014 X
UC 015 X
UC 016 X
UC 017 X
UC 018 X
UC 019 X
UC 020 X
UC 021 X
UC 022 X
UC 023 X
UC 024 X
65

UC 025 X
UC 026 X
UC 027 X
UC 028 X
UC 029 X
UC 030 X
UC 031 X

4.8. Portabilidade
O sistema será mobile e rodará em sistemas operacionais android e ios. O
usuário poderá obtê-lo em seu celular após a instalação dos recursos em sua
residência, sendo fornecido o apk para instalação com as informações sobre
protocolos de comunicação, um nome da conta padrão e uma senha padrão,
podendo o usuário alterar as informações de sua conta posteriormente.

4.9. Protótipo de Telas


A seguir serão apresentadas o protótipo das telas do aplicativo. Acima delas
estarão os respectivos casos de uso que representam.
66

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 1-Inserir Contato:

Figura 4 – Tela 1 e 2: Página Inicial

Fonte: Elaborado pelo Autor, 2017.


67

As Telas a seguir representam o Caso de Uso Use Case 1- Inserir Contato.

Figura 5 – Telas 3 e 4: Verificando Contato


68

Fonte: Elaborado pelo Autor, 2017.

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 2-Logar.

Figura 6 – Telas 5 e 6: Inserindo senha para entrar no sistema


69

Fonte: Elaborado pelo Autor, 2017.


70

As Telas a seguir representam ao protótipo da tela inicial do aplicativo e seu menu


que pode ser suspenso ou recolhido.

Figura 7 – Telas 7 e 8: Página Inicial e Menu Suspenso.

Fonte: Elaborado pelo Autor, 2017.


71

As Telas a seguir representam os Casos de Uso UC 3-Controlar Luminosidade,


UC 28-Alterar Prioridade e UC 7-Visualizar Programação de Horários.

Figura 8 – Telas 9 e 10: Sensor de iluminação priorizado e tela de


programação de horários.

Fonte: Elaborado pelo Autor, 2017.


72

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 8-Excluir Programação de


Horários.

Figura 9 – Telas 11 e 12: Excluindo um horário programado.

Fonte: Elaborado pelo Autor, 2017.


73

As Telas a seguir representam respectivamente os Casos de Uso UC 8-


Excluir Programação de Horários e UC 9-Adicionar Programação de Horários.

Figura 10 – Telas 13 e 14: Excluir Programação de Horários e


Adicionar Programação de Horários

Fonte: Elaborado pelo Autor, 2017.


74

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 9-Adicionar Programação


de Horários.

Figura 11 – Telas 15 e 16: Adicionando Programação para atuador


75

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 10-Listar Comodos.

Figura 12 – Telas 17 e 18: Visualizando e Selecionando Comodos


76
77
78

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 15-Excluir Comodo.

Figura 13 – Telas 18 e 19: Realizando Exclusão de Comodo.


79
80
81

As Telas a seguir representam os Casos de Uso UC 14-Renomear Comodo e


UC 11-Adicionar Comodo.

Figura 14 – Telas 18 e 19: Inserindo Nome em Comodo


82
83
84

As Telas a seguir representam os Casos de Uso UC 11-Adicionar Comodo e


UC 14- Renomear Comodo.

Figura 15 – Telas 20 e 21: Concluindo adição ou alteração de


cômodo
85
86
87

As Telas a seguir representam os Casos de Uso UC 12-Visualizar Comodo e


UC 28-Alterar Prioridade.

Figura 16 – Telas 22 e 23: Alterando prioridade dos comandos e


Visualizando Comodo.
88
89
90

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 16-Adicionar Atuador.

Figura 17 – Telas 24 e 25- Selecionando Atuadores disponíveis


para adiciona-los ao comodo.
91
92
93

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 16-Adicionar Atuadores.

Figura 18 – Telas 26 e 27: Concluir Adição de Atuadores.


94
95
96

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 17-Remover Atuador.

Figura 19 – Telas 28 e 29: Removendo atuador do comodo.


97
98
99

As Telas a seguir representam os Caso de Usos UC 18-Visualizar Consumo e


UC 19- Visualizar Período Específico.

Figura 20 – Telas 30 e 31: Visualizando Consumo


100

ATUAL
101
102

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 19-Visualizar Período


Especifico.

Figura 21 – Telas 32 e 33: Visualizando consumo em período


especifico.
103
104
105

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 20-Gerar Gráfico de


Consumo.

Figura 22 – Telas 34 e 35: Gerando Gráfico


106
107
108

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 20-Gerar Gráfico de


Consumo.

Figura 23 – Telas 36 e 37: Gráficos Gerados


109
110
111

As Telas a seguir representam os Caso de Uso UC 21-Visualizar Informações


da conta e UC 22-Editar Nome.

Figura 24 – Telas 38 e 39: Visualizando Informações da Conta e


Editando Nome.
112

X
113
114

As Telas a seguir representam o processo de segurança em que o sistema


pede a senha da conta do usuário ao mesmo realizar edições nas informações de
sua conta, processo presente nos Casos de Uso UC 22- Editar Nome, UC 23- Editar
Senha, UC 24-Adicionar Contato e UC 25- Excluir Contato

Figura 25 – Telas 40 e 41: Solicitando senha do usuário para


realizar edições.
115
116
117

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 22-Editar Nome e UC 23-


Editar Senha.

Figura 26 – Telas 43 e 44: Concluir edição de Nome e editando


senha
118
119
120

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 23-Editar Senha.

Figura 27 – Telas 45 e 46: Finalizando edição de senha.


121
122
123

As Telas a seguir representam a seleção de contatos por meio de toques do


usuário na tela, é necessária a seleção do contato para excluí-lo.

Figura 28 – Telas 47 e 48: Selecionando Contatos


124

As Telas a seguir representam a medida a informação que contato não pode


ser excluído devido a Regra de Negócio 07.1

Figura 29 – Telas 49 e 50: Informando que contato não pode ser


excluído.
125
126
127

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 25-Excluir Contato.

Figura 30 – Telas 51 e 52: Finalizando exclusão do contato.


128
129
130

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 24-Adicionar Contato.

Figura 31 – TELAS 53 e 54: Adicionando telefone a conta.


131
132
133

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 24-Adicionar Contato

Figura 32 – Telas 55 e 56: Validando Telefone.


134
135
136

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 24-Adicionar Contato.

Figura 33 – Telas 57 e 58: Concluindo inserção de telefone e


adicionando e-mail.
137

Telefone
inserido com
sucesso! Igormello344@gmail.co
138
139

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 24-Adicionar Contato

Figura 34 – Telas 59 e 60: Prosseguir adicionando e-mail


140

Igormello344@gmail.com
141
142

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 24-Adicionar Contato.

Figura 35 – Telas 61 e 62: Validando e-mail


143
144
145

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 24-Adicionar Contato e UC


26-Ativar Módulo de Voz.

Figura 36 – Telas 63 e 64: Concluindo adição de e-mail e entrando


módulo de voz.
146

e-mail inserido
com sucesso!
147
148

As Telas a seguir representam os Casos de Uso 26-Ativar Módulo de Voz e


UC 27-Falar.

Figura 37 – Telas 65 e 66: Ativando Módulo de Voz e Dando


comando de voz.
149
150
151

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 27-Falar.

Figura 38 – Telas 67 e 68: Verificando Comando de voz


152
153
154

As Telas a seguir representam os Casos de Uso UC 04- Verificar Prioridade,


UC 27-Falar, UC 28-Alterar Prioridade e UC 30-Sair.

Figura 39 – Telas 69 e 70: Comando de voz não transferido pelo


controlador devido a prioridade ao sensor. A direita mensagem de
confirmação de saída da conta.
155

ON

Desative controle por sensor de


iluminação
156
157

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 31-Recuperar Senha.

Figura 40 – Telas 71 e 72: Iniciando recuperação de senha.


158
159
160

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 31- Recuperar Senha.

Figura 41 – Telas 73 e 74: Contatos inseridos não estão cadstrados


em nenhuma conta.
161
162
163

As Telas a seguir representam o Caso de Uso UC 31-Recuperar Senha

Figura 42 – Telas 76 e 77- Senha enviada para contato.


164
165
166

5. Conclusão

Com a execução deste trabalho, foi possível verificar os benefícios oriundos


da utilização das inovações tecnológicas no ramo residencial, com ênfase na busca
da redução do consumo de energia e, por consequência, de redução de custos.
O objetivo principal deste trabalho foi de propor um software no âmbito da
automação residencial, com foco na redução do consumo de energia pelo usuário. A
partir da execução deste trabalho, foi possível verificar a execução do software, bem
como sua respectiva arquitetura.
Um dos objetivos específicos deste trabalho foi em torno da elaboração do
plano de negócios da comercialização deste software, no qual foi possível verificar a
amplitude do mercado ao produto em questão.
Outro objetivo específico se deu na verificação da opinião da academia
acerca da automação residencial, no qual foi possível constatar o positivismo dos
autores acerca do desenvolvimento de softwares neste ramo.
A partir da realização deste trabalho, foi possível constatar que Sistemas de
automação residencial são uma área de pesquisa emergente, que vem diminuindo
os custos devido a evolução tecnológica e que é possível o desenvolvimento de
sistemas de baixo custo que ajudam o usuário a não só a ter conforto,
entretenimento e segurança em sua residência, mas também que tal usuário possa
obter ganhos consideráveis com economia de energia, com um sistema que pode
controlar de forma automática a presença de luz na residência para ligar ou desligar
um rele, e medir o consumo de energia da residência, possibilitando que o usuário
visualize seu consumo de energia e verifique a economia que tal sistema traz,
podendo executar as funções do sistema por meio do uso da voz, e podendo,
intencionalmente ou não, contribuir para sustentabilidade ambiental.
Um ponto importante do tema, foi a constatação de que tais tipos de sistemas
tendem a se tornar cada vez mais baratos, uma vez que a evolução tecnológica
proporcionou o barateamento dos preços de eletrodomésticos e equipamentos
eletrônicos no geral no decorrer da história. Assim, isso permite que sistemas como
o proposto chegue a residências de classe média, sistemas esses que também já
foram mais complexos de implementação e que hoje em dia se tornaram mais fáceis
tanto de se produzir, como de se implementar em vários tipos de residências. A
motivação das pessoas em adquirir tal sistema podem ser não só economizar
energia, ajudar o meio ambiente e sofisticar ou modernizar sua residência, mas
167

também o conforto que tal sistema gera, é um dos principais pontos que as levaria a
adquiri-lo.
Para trabalhos futuros, sugere-se a implementação do software e a analise do
retorno financeiro da startup criada a partir da elaboração do plano de negócios
sugerido neste trabalho, bem como uma comparação entre a expectativa e a
realidade do mercado para este software.
168

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.
171

Anexos
-Diagrama BPMN.

-Diagrama de Casos de Uso.

-Diagrama de Atividades.

-Diagrama de Sequencia.

-Diagrama de Maquina de Estado.

-Diagrama Entidade Relacionamento.