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 Módulo 8 CEESVO Estrutura da População

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 Módulo 8 CEESVO Estrutura da População

ROTEIRO

 Compreender o que vem a ser estrutura da população;

 Entender a situação do idosos no Brasil e no mundo;

 Conceituar e compreender PEA População Economicamente Ativa

e os setores da atividade econômica;

 Entender a distribuição da renda e a desigualdade sociais;

 Entender a Terceirização e seu efeitos;

 Compreender o IDH Índice de Desenvolvimento Humano.

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Para melhor entender a estrutura da população devemos dividi-la em


três categorias:

 Número, sexo e idade dos habitantes - expressos em um gráfico


chamado pirâmide de idades;
 Distribuição da população economicamente ativa (PEA) por setores
econômicos;
 Distribuição da renda.

Você já ouviu falar em pirâmides etárias?

A Pirâmide de Idades

A pirâmide de idades expressa


o número de habitantes, sua
distribuição por sexo e por idade.
Permite visualizar a taxa de
natalidade e a expectativa ou
esperança de vida da população.
Quando apresentar um aspecto
triangular, isto é, a base larga, indica
que a população desse país é jovem
(alta natalidade) e o topo da pirâmide
estreito indica que há uma pequena
participação percentual de idosos no
conjunto total da população, como
por exemplo, a pirâmide que
representa o Quênia (África). Alta
natalidade e baixa expectativa de
vida são características do
subdesenvolvimento.

Nas pirâmides etárias dos


países desenvolvidos a base é
menos larga e o cume mais largo que
as dos países subdesenvolvidos,
pelo fato da baixa taxa de natalidade
e alta expectativa de vida.

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Se a pirâmide apresentar certa


proporcionalidade, da base ao topo,
podemos concluir que a população
deixou de ser jovem, isto é, está na fase
de transição para maturidade, é o caso
da Índia.

A população do Brasil, China,


Coréia do Sul, e outros países
emergentes já foi jovem e atualmente
está em transição para a fase madura.

A expectativa de vida dos


brasileiros aumentou de acordo com o
IBGE, a parcela de jovens de 0 a 14 anos caiu de 34,73% em 91 para
31,62% em 96 e a população de idosos com mais de 65 anos elevou-se de
4,83% para 5,37% no mesmo período. A tendência é aumentar o número
de idosos a cada ano.

O contingente entre 15 e 64 anos aumentou de 60,45% para 63,01%,


o que significa que a população está na fase de transição.

Segundo a projeção, a pirâmide etária brasileira para o ano 2000 é


de um país adulto.

Os grupos de idade
na distribuição da
população por faixas
etárias são:

 População jovem: até


19 anos;
 População adulta:
entre 20 e 59 anos;
 Idosos: acima de 60
anos.

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Não podemos generalizar que todos os países que apresentam


uma pirâmide com base larga, isto é, que possuem população jovem,
sejam um problema para o desenvolvimento econômico e social.
Desde que os países invistam mais em saúde, educação, criando
boas escolas, preparem futuros trabalhadores qualificados, com boas
condições físicas e mentais e, também modernizem a economia,
utilizando métodos racionais no campo, incentivem a multiplicação de
indústrias e ofereçam um número crescente de empregos que sejam
dignamente remunerados, a população jovem pode vir a ser benéfica
no futuro.

Nos países subdesenvolvidos, a elevada proporção de jovens


constitui um peso para os adultos por vários motivos:

 Fraca industrialização e pouca mecanização no campo,


conseqüentemente há baixa produtividade;

 A luta pela sobrevivência faz com que os jovens ingressem no


mercado de trabalho, prejudicando assim seus estudos. Esses
jovens, ao se tornarem adultos, serão profissionais sem
qualificação e terão dificuldades para sustentar as demais faixas
(jovens e velhos). O círculo vicioso se repete ou seja, cria-se a
necessidade dos filhos trabalharem desde cedo;

 Ausência de "desenvolvimento com eqüidade", que implica em


atribuir às políticas governamentais em matéria de educação,
saúde, emprego e habitação (políticas sociais). Os países
subdesenvolvidos aplicam a política do "crescimento primeiro,
distribuição depois".

A política social é tão importante quanto a econômica. O


progresso e a força de um país dependem, em grande parte, da
quantidade e principalmente da qualidade de seus homens.
A questão dos investimentos sociais e econômicos não ocorre apenas
nos países jovens. Enquanto os países subdesenvolvidos, em
particular, onde a população é jovem, necessitam de elevados
investimentos na assistência aos idosos.

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Os Idosos
Como será que está a situação do idoso?

Nos países industrializados e com baixas taxas de natalidade


e mortalidade há um problema demográfico sério - é o envelhecimento
da população.

Em alguns países a proporção de pessoas na terceira idade já


está em torno dos 25 a 30%. O elevado número de aposentados
coloca em risco a qualidade de aposentadoria, pois necessita uma
soma de recursos cada vez maior.

A Suécia é um bom exemplo. Lá há aposentadoria de boa


qualidade, mas em compensação são comuns as queixas da
população em relação aos altos impostos que se tornam mais
elevados à medida que aumenta o número de aposentados. Mas são
impostos revertidos em benefícios. No Brasil os impostos são bem
mais altos que na maioria dos países.

Responda em seu caderno!!!

1) No Brasil os impostos são revertidos em benefícios


sociais?
2) Você sabe como se processam esses benefícios?

Alguns economistas e pesquisadores sugerem um aumento na


idade de aposentadoria para os países onde há muitos idosos (60 a 65
anos). Outros contestam essa idéia, argumentando que se trata de um
direito conquistado.

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Com a crescente mecanização e robotização das tarefas, os


países desenvolvidos têm reduzido a idade de aposentadoria, por
exemplo, o Japão passou de 65 anos para 60 anos. Nos países
subdesenvolvidos, devido ao baixo nível de vida, são poucas pessoas
que conseguem trabalhar e produzir satisfatoriamente após os 50
anos de idade.

Com a diminuição das taxas de natalidade e de mortalidade com


a conseqüente elevação da média de vida atualmente, a população
mundial com mais de 60 anos supera 580 milhões de pessoas. Num
futuro próximo, o problema de envelhecimento da população vai surgir
em todos os países.

Leia com atenção o texto a seguir.


O envelhecimento da população é maior desafio do Brasil

“O maior desafio do Brasil na área demográfica é o acelerado


envelhecimento da população. Em 1970 a porcentagem de pessoas com mais de
65 anos no conjunto dos habitantes era de 3,7%. Hoje é de 5,1% e daqui a 50
anos, segundo projeções será de mais ou menos 20% .

A conseqüência mais evidente do fenômeno é o impacto sobre o sistema de


previdência social. Se hoje o Brasil tem dificuldades para manter os inativos, daqui
a 50 anos, com uma população de idosos quatro vezes maior em relação ao
conjunto da população, o que acontecerá? Na opinião dos pesquisadores o
colapso será inevitável, a menos que surjam políticas públicas adequadas. E elas
devem ser tomadas com urgência...

Ainda segundo os cientistas, o Brasil dispõe no momento de um chamado


bônus demográfico, que deve ser aproveitado. O bônus ao qual eles se referem é
decorrente da queda da taxa de fecundidade, que reduziu o número de crianças
na população e a necessidade de investimentos em cuidados com elas. Para se
ter uma idéia do que isso significa, entre 1980 e 2000, 35 milhões de crianças
deixaram de nascer no Brasil, porque os casais não querem ter a mesma
quantidade de filhos que seus pais tiveram..

Uma ampla reforma no sistema previdenciário será inevitável, só vamos


deter o envelhecimento se obrigarmos cada mulher a ter dez filhos em vez de
dois, se importamos jovens de outros países ou se matarmos os velhos. Como
não pensamos em fazer nada disso, o melhor é enfrentar o desafio. ( texto
adaptado. De Roldão Arruda AE. Jornal Cruzeiro do Sul 21/08/01)

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"Torna-se necessário portanto, evitar que os idosos fiquem


marginalizados e percam a motivação de viver”.

“Na realidade o mundo moderno é feito para os jovens: a


propaganda, a idéia de felicidade, os divertimentos, tudo está
voltado para eles. Os próximos idosos só se sentem velhos depois que
os outros os evitam, não lhes dão muita atenção e os repreende por
fazerem "coisas de jovens". Um dos desafios do nosso tempo é, pois,
manter os idosos integrados na sociedade tanto pelo trabalho como
por mudanças de idéias, nas opiniões das pessoas a esse respeito”.

Nos países do Primeiro Mundo (desenvolvidos) os problemas


relacionados ao idoso são bem administrados, os governos souberam
se prevenir, criando centros médicos específicos de geriatria e
gerontologia e outras estratégias para integrá-lo na sociedade.
Paralelamente, a família foi conscientizada da importância de dar
atenção ao seu idoso. É comum velhos com 70 até 80 anos passarem
suas experiências de vida aos mais novos, através do trabalho.

Geriatria- parte da medicina que estuda as doenças das pessoas idosas;

Gerontologia dos idosos.– estudo dos problemas biológicos, sociais e
econômicos

Responda a essa questão em seu caderno.

Você acha que os idosos com mais de 60 anos dos países


subdesenvolvidos, também, devem passar suas experiências aos
jovens no trabalho e na educação?

Observe nas tabelas a seguir. Que por várias razões há


diferença na expectativa de vida entre o homem e a mulher em países
ricos e pobres.

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Com certeza para ter uma velhice sadia é preciso ter tido uma
juventude sadia. O então chefe do programa de Envelhecimento e
saúde da OMS (Organização Mundial de Saúde) frisa: "A qualidade
de vida do idoso depende da maneira como ele estrutura sua
existência. Velhice não é sinônimo de incapacidade..
É importante as pessoas da 3º idade manterem-se ativas, podem
aposentar-se do trabalho, mas jamais aposentar-se da vida".

As pessoas da Terceira Idade devem exercer uma nova


profissão ou desenvolver algum talento oculto. Igualmente é
importante saber administrar as perdas que eventualmente ocorrem na
vida.

O trabalho é fundamental para manter a juventude na terceira


idade.

Agora você poderá avaliar que aprendeu


respondendo no seu caderno as questões a seguir.

1. O Brasil está preparado para enfrentar a população que está se


delineando?
2. Em sua cidade ou região existe algum Programa de Assistência aos
Idosos?
3. Como você poderia contribuir para que os idosos se sintam úteis?

PEA - População Economicamente Ativa.

É considerada população economicamente ativa (PEA) apenas


a parcela dos trabalhadores que
fazem parte da economia formal,
isto é, que possuem carteira de
trabalho registrada ou exercem
profissão liberal (prestação de
serviços em geral), participando
do sistema de arrecadação de
impostos. Também são
enquadrados os desempregados,
por estarem à espera de emprego
ou trabalho.

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Além da tecnologia sofisticada, também a globalização


selvagem, o neoliberalismo e o capitalismo desenfreado estão
provocando desemprego em massa. Quando há elevação de
desemprego, em decorrência de maior oferta de mão-de-obra
disponível no mercado, há tendência do rebaixamento de salários.

Na população não ativa ou população economicamente inativa


(PEI) estão os jovens, os aposentados, e os trabalhadores
subempregados que obtêm ou complementam sua renda na economia
informal, como: camelôs, vendedores no semáforo, guardadores de
carros, diaristas urbanos e rurais (bóia-frias), trabalhadores sem
carteira assinada, vendedores de congelados, quituteiras, etc.

Nos países subdesenvolvidos os índices de subemprego


costumam ser altos. Além dos adultos subempregados, os jovens
(crianças) são obrigados a trabalhar para complementar a renda
familiar. Os aposentados, quando recebem aposentadoria, também
precisam complementar a renda familiar, onerando a qualidade de
vida, ou seja, os idosos precisam de muitos cuidados, principalmente
nos países subdesenvolvidos, onde há deficiência alimentar e
sanitária.

Veja na tabela abaixo a posição do Brasil em relação ao alguns


países.

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Os Setores das Atividades Econômicas


população empregada ou desempregada dedica-se a um
dos três setores de atividades que compõem a economia: primário,
secundário ou terciário.
No setor primário, estão as atividades
em que a sua produção ou seja, as mercadorias
não sofrem alterações e são comercializadas "in
natura", ou seja, sem transformação, em estado
natural, por exemplo os produtos agrícolas, o
petróleo, o peixe, etc.

Quanto mais o país for subdesenvolvido


maior é o número de pessoas trabalhando
nesse setor (agricultura e pecuária), porém devido a baixa
produtividade e à agricultura de exportação, a população enfrenta
problema de deficiência alimentar. Por outro lado, nos países
desenvolvidos, a porcentagem da população ocupada no setor
primário é baixa em torno de 2 a 8% da população ativa. Mas como
têm a melhor agricultura do mundo, podem alimentar bem sua
população e ainda exportar cereais em grande quantidade .

Concluindo, se o setor primário é de alta produtividade com


pequena parcela da população ocupada nesse setor, indica que a
população do país desfruta de outros setores bem desenvolvidos. Se
um país utiliza muita mão-de-obra no setor primário, pode até possuir
algum setor industrial de ponta, mas, certamente as
suas indústrias são tradicionais e incorporam pouca
tecnologia.

No setor secundário, as mercadorias são


transformadas ou industrializadas antes de serem
comercializadas. Se um agricultor produz o milho e
vende sem processá-lo, representa uma produção
primária, depois é transformado em óleo, farinha ou
ração - a produção é secundária. Nesse setor estão
enquadradas todas as atividades industriais, isto é,
as de transformação de matéria prima para os
produtos de utilidade e de consumo - bolacha, chinelo, tecido,
computador, trator, livro, carro, etc.

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Existe alguma exceção, o extrativismo mineral - petróleo, ferro,


manganês, bauxita, etc. Embora esses produtos sejam primários por
serem recursos naturais, as atividades extrativas são mecanizadas e a
maioria delas processam o produto no local. Além disso, essas
atividades são alocadas no setor secundário da economia. Portanto a
atividade extrativa, nesse caso é secundária.

A extração de ouro ou pedras preciosas, em muitos lugares


ainda é feita da maneira mais rudimentar possível. Neste caso
consiste em atividade primária.

No setor terciário, não se produzem mercadoria, mas prestam-


se serviços em hospitais, repartições públicas, escolas, transportes.
energia, comunicações, informática, esportes, lazer e comércio em
geral.

Até há algumas décadas o setor secundário foi considerado o


setor mais importante, pois empregava mais da metade da população
ativa dos países desenvolvidos, mas devido à intensa automatização e
à robotização das tarefas há uma redução contínua e gradativa dos
pontos de trabalho.

Os países subdesenvolvidos, por sua vez, vêm tentando atrair as


empresas mais modernas apenas para as regiões em que ocorreu um
aprimoramento do capital humano, por meio de elevação do padrão de
vida e do aperfeiçoamento do sistema educacional, como por exemplo
– o Brasil.

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Com o avanço recente na informática, nas telecomunicações, na


pesquisa científica e tecnológica, o setor que mais cresce e absorve
mais mão-de-obra na atualidade é o terciário.

No quadro a seguir, os dados indicam os setores econômicos de


alguns países desenvolvidos, subdesenvolvidos e emergentes (de
industrialização recente).

Observe com atenção a tabela abaixo !!!

As atividades do setor terciário diferem entre os países,


notadamente entre os desenvolvidos e os subdesenvolvidos.

Nos países desenvolvidos a urbanização, a mecanização do


campo e o processo de industrialização ocorreram quase que
simultaneamente, portanto, o setor terciário pôde absorver a numerosa
mão-de-obra. Esse setor é constituído por pessoas bastante
especializadas e normalmente, com curso superior. As atividades
desenvolvidas são de alta qualificação: medicina, informática,
finanças, pesquisa técnico científica, etc.

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Nos países subdesenvolvidos, ao contrário, a urbanização não é


acompanhada de um processo de industrialização, mas de um êxodo
rural. O intenso crescimento urbano sem a geração de emprego
ocasiona uma série de atividades denominados de subemprego, tais
como: guardadores de carro, vendedores ambulantes, camelôs,
prostituição, etc.

Favelas, cortiços e
abrigos debaixo
das pontes,
viadutos proliferam
à medida que
aumenta o
desemprego

Exemplo de moradia

Nos países subdesenvolvidos e de industrialização recente há


uma grande parcela de pessoas subempregadas ou com empregos
disfarçados vivendo à margem da economia formal e carente de
serviços básicos, como educação e saúde.

Se voltarmos a analisar o quadro da distribuição da (PEA), os


países emergentes e alguns subdesenvolvidos, como a Nigéria,
apresentam a população ativa quantitativamente superior a 50%, mas
na realidade qualitativamente é bem inferior a dos países
desenvolvidos – a maioria é analfabeta e desempenha atividades sem
qualificação. A produtividade desse setor é baixa. Esta é uma das
causas da coexistência de um setor terciário moderno, com um
arcaico.

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Outros fatores importantes devem ser considerados para a


classificação das atividades secundárias e terciárias como urbanas, e
as atividades primárias como essencialmente rurais, como a
modernização dos sistemas da transportes e de comunicações que
ampliaram as possibilidades de industrialização do campo e
ruralização das atividades tipicamente urbanas, fazendo crescer o
número de trabalhadores rurais que residem nas cidades.

A seguir você verá como é, distribuição da renda no Brasil.

A Distribuição da Renda

Para que o planejamento governamental atenda às reais


necessidades da sua população quanto à educação, à saúde, à
habitação, ao transporte, ao abastecimento, ao lazer, etc. é preciso
considerar – número, sexo, idade das pessoas e principalmente poder
aquisitivo. A análise do poder aquisitivo da população de uma região
ou país é feita através da distribuição de renda.

O quadro a seguir mostra claramente que nos países


subdesenvolvidos há uma grande concentração da renda nacional em
mãos de uma pequena parcela da população, e que nos países
desenvolvidos, a renda nacional é melhor distribuída.

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Você viu onde se encontra o Brasil, na tabela acima???

Como e Por que Acontece Essa Desigualdade?

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São vários fatores que levam progressivamente, a desigualdade
social e econômica.

O Brasil é considerado como primeiro país em desigualdade


social. Os dados da concentração da renda mostram uma enorme
concentração de renda nas mãos de poucas pessoas. É a partir da
distribuição de renda que podemos avaliar e qualificar o grau de
pobreza de um país. Quanto mais distante uma classe da outra, maior
a pobreza geral da sociedade.

Você pode observar no gráfico acima que a população mais


pobre, ficou mais pobre ainda, nesse intervalo de 30 anos.

Esta desigualdade é comum nos países subdesenvolvidos, a


carga de impostos indiretos é elevada, enquanto que nos países
desenvolvidos, o maior volume de recursos arrecadados pelo governo
recai sobre os impostos diretos. Na Suécia, por exemplo, o sistema de
impostos recai fortemente sobre os mais ricos, que tem que pagar
muito mais. A maior parte do dinheiro arrecadado em impostos é gasto
com a assistência social aos velhos, desempregados e doentes.
Portanto, o sistema de impostos acaba tendo um efeito redistributivo.

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Responda em seu caderno!!!

1. Seria possível as pessoas dos países subdesenvolvidos,


melhorarem a situação sócio-econômica?

2. E há possibilidade da população dos países subdesenvolvidos se


igualarem aos países desenvolvidos?

Outro fator fundamental na desigualdade social é a precariedade


dos serviços públicos, que não criam oportunidades a classe baixa. Os
filhos do trabalhador de baixa renda não tem acesso a sistemas
eficientes de educação e a tendência é tornar-se mão-de-obra
desqualificada e mal remunerada.

Com a globalização, a situação dos trabalhadores


assalariados está se fragilizando. A intensa transferência de
empresas transnacionais (multinacionais) para os países onde os
salários são mais baixos e a legislação trabalhista mais flexível,
ocorre que os assalariados têm uma participação cada vez
menor na renda nacional como também podem ser despedidos
sem quaisquer encargos para as empresas. Para fugir dos
encargos as empresas terceirizam os serviços.

Mas você sabe o que é terceirização?

A terceirização é um processo utilizado pelas empresas, que


consiste em repassar a terceiros – outras empresas ou profissionais
autônomos – a produção de algum bem ou serviço ou a execução de
tarefas que antes eram realizadas na própria empresa. Esse processo
teve início com o desenvolvimento científico e tecnológico nos países
desenvolvidos para minimizar os custos operacionais, principalmente
em mão-de-obra e obter o máximo de lucro.

Passaram a terceirizar os serviços para não ter encargos sociais


e ao mesmo tempo, encontrar trabalhadores altamente qualificados
em decorrência da competição.

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A maior parte das atividades do setor terciário como telefonia
celular, produção de programas para computadores, TV por
assinatura, produtoras de vídeos, empresas comerciais, turismo,
empresas de consultoria etc. passaram a ser terceirizadas.

A terceirização nos países


emergentes e nos
subdesenvolvidos, é um processo
provocado não apenas pelo
desenvolvimento tecnológico,
mas principalmente por questões
estruturais, como a má
distribuição de renda e de terras.
Nesses países, a grande parcela
da terceirização é resultante do
crescimento da economia
informal.

No Brasil, em 1995, a renda gerada pela economia informal era


de aproximadamente 250 bilhões de dólares, enquanto o PIB era de
530 bilhões de dólares. Na Itália, no auge do desemprego, chegou a
ser estimada em 70% do PIB.

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), em


1995, havia 300 milhões de pessoas em todo o mundo trabalhando na
economia subterrânea ou subemprego.

A renda gerada pela economia subterrânea influi diretamente


na economia formal, pois boa parte dos produtos comercializados são
produzidos em empresas legalizadas.

A terceirização tende a fragilizar a ação dos sindicatos e


diminuir a força dos trabalhadores em processos de negociação
salarial além de deixá-los desprotegidos de qualquer amparo legal
(direitos do trabalhador).

Aliados a essas questões existe o desemprego estrutural em


quase todos os países, agravando ainda mais a situação da população
mundial. A tendência é aumentar ainda mais a desigualdade entre o
mundo rico e o mundo pobre.

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Ao fazermos uma retrospectiva do que estudamos e de alguns
noticiários reportados em jornais, revistas e televisão, tem-se a
impressão de que os países formam dois mundos separados e além
de não levarem em consideração as peculiaridades de cada país. A
classificação de mundo desenvolvido e subdesenvolvido, neste
incluídos os países em desenvolvimento nos transmite a idéia de que
o subdesenvolvimento é um estágio rumo ao desenvolvimento.

Desenvolvimento e subdesenvolvimento são realidade opostas,


porém inseparáveis, resultantes do processo de mundialização do
capitalismo. Assim como as riquezas concentram-se em alguns países
que se tornaram desenvolvidos e hoje são os ditadores de normas
mundiais, no interior de cada país o capitalismo gerou desigualdades,
definindo classes sociais – a grande maioria pobre e uma minoria
elitizada.

Responda em seu caderno!!!

1. Quais são as conseqüências sociais e econômicas do grande


contigente de desempregados?

2. Você acha que seria possível todos os países e todas as pessoas


terem o mesmo nível de desenvolvimento?

3. Explique porque muitos países como o Brasil, México e outros


altamente industrializados são subdesenvolvidos?

Para analisar a qualidade de vida de uma população, além


dos indicadores econômicos (renda per capita, produto nacional
bruto, comércio internacional, dívida externa e interna), devem ser
considerados os indicadores sociais (natalidade, expectativa de vida,
mortalidade, analfabetismo, etc.). É por isso que, desde 1990, a ONU
levanta o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – de quase todos
os países do mundo. É através desse índice que os países são
classificados em desenvolvidos e subdesenvolvidos.

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Os três elementos essenciais para o IDH são:


 Esperança de vida;
 Nível educacional, composto por alfabetização adulta, com peso de
dois terços, e taxa de escolaridade conjunta dos níveis primário,
secundário e superior, com peso de um terço;
 Rendimento, valor do IDH para cada país indica a distância que
esse país tem de percorrer para atingir certas metas estabelecidas:
uma duração média de vida de 85 anos, acesso à educação e um
nível de rendimento decente.
O Brasil é considerado o país de maior contraste ou disparidade
porque o valor do IDH do Nordeste é apenas dois terços da região Sul.
O Sul do Brasil seria classificado ao lado de Luxemburgo (27º na
ordem mundial) e o Nordeste do país, estaria numa posição entre a
Bolívia (113º) e Gabão (114º).
Outro exemplo crítico é o dos Estados Unidos. Se o país fosse
composto só de brancos ficaria como o 1º no mundo (à frente do
Canadá), os negros ficariam como 27º e os hispanos como 32º (ao
lado do Uruguai). Concluindo, a igualdade total nos Estados Unidos
ainda está muito distante apesar das ações políticas e das
oportunidades de mercado.

Os temas a seguir vão esclarecer vários aspectos que levam a essa


imensa desigualdade sócio-econômica local, regional, nacional e
internacional.

O exemplo abaixo, extraído da revista Época de 31 de agosto de


1998, nos mostra a realidade brasileira.

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Deu na imprensa . Que País é Este?

“Estudo do IBGE mostra um Brasil que oferece mais


conforto aos cidadãos, mas que ainda vive vergonhosas
contradições sociais.

No final dos anos 70, o professor Edmar Bacha


proclamou a hipotética Belíndia - um território onde
conviviam a riqueza primeiro - mundista da Bélgica e as
mazelas quarto- mundistas da Índia. O Brasil da PPV (Pesquisa de
Padrão de Vida) sugere outra visão de países. A parte rica não está
tão rica quanto a Bélgica – mas tampouco o pedaço pobre padece
como a Índia. Trata-se agora, de uma nação que poderia ser chamada
de Austresoto. É um misto de Austrália – país logo abaixo da Bélgica e
do africano Lesoto, um pouco melhor que a Índia, segundo IDH
estabelecido pela ONU.

O Brasil flagrado pelo IBGE oferece mais conforto e bem-estar a


seus cidadãos – mas ostenta diferenças e injustiças sociais
vergonhosas. Foram realizadas entrevistas em 5 mil domicílios das
regiões metropolitanas de Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte,
São Paulo e Rio de Janeiro. A amostragem responde por 70% da
população brasileira, de março de 1996 a março de 1997. O IBGE
recebeu US$ 1,2 milhão do Banco Mundial para o levantamento
inédito – a idéia era colher dados sobre o Brasil, normalmente
ausentes na pesquisa do instituto”.

As Boas Notícias do Levantamento:

 Brasileiro está confiante a respeito de saúde. Para 80,6% dos


entrevistados, o estado de saúde é bom ou muito bom;

 Em 1989, o IBGE mediu a desnutrição no país. Naquela época,


entre os homens, 5,1% estavam abaixo do peso considerado ideal.
Em 1996, a porção de desnutridos caiu para 3%. Entre as
mulheres, a queda foi de 6,7 para 6%;

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 Cresceu o número de mulheres com acesso a algum tipo de
método contraceptivo – em 1986, 43,7% das mulheres utilizavam
métodos contraceptivos. Nesta pesquisa, o número subiu para
49,3%. A pílula é o método utilizado por 73,3% das mulheres;

 A população – 157.079.573 – teve um crescimento anual de


apenas 1,38% contra 0 1,93% registrado no período de 1980 a
1991;

 A população trabalhadora aumentou. Entre 1991 e 1996, a


população economicamente ativa cresceu de 60,45% para 63,01%.
Os técnicos do IBGE alertam no entanto, para a necessidade de
uma política econômica geradora de empregos;

 O setor da educação está melhor, apesar de ainda apresentar


estatísticas desanimadoras. A escolarização entre os jovens de 15
a 17 anos subiu de 48,8% para 68,8%;

 O sudeste recebeu menos migrantes, principalmente nordestinos.


No qüinqüênio de 1986 a 1991 – 1,43 milhão de pessoas chegaram
no eixo Rio- São Paulo. De 1991 e 1996 esse número caiu para 1,2
milhão. Além disso, o movimento teve um aumento considerável de
fluxo do Sudeste rumo ao Nordeste.

As Más Notícias

A mulher negra e o homem negro ganham menos, observe o


gráfico abaixo e compare os salários.

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• Brasil continua sendo um país que discrimina seus cidadãos pela


cor e pelo sexo. O Homem branco recebe em média, salário de
R$881 – contra R$423 do homem negro. A mulher branca recebe
em média R$579 mensais contra apenas R$266 da mulher negra.
Ela é a campeã dos desfavorecidos;

• Uma em cada dez crianças entre 7 e 14 anos (2,6 milhões)


continuam fora das salas de aula;

• Brasil do Nordeste é diferente e mais pobre que o Brasil do


Sudeste. Os alunos do ensino fundamental dos estados nordestinos
têm uma carga diária horária de apenas 3h50min contra 4h26min
do Sudeste;

• Trabalho infantil ainda persiste no campo e na cidade. No país


inteiro, 10% das crianças entre 5 e 14 anos de idade labutam para
seu sustento. Nos estados nordestinos, o índice chega a 25%. No
Sudeste, é de 5%. (Este assunto veremos mais adiante);

• Brasileiro que não estuda tem poucas chances de ingressar num


mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Das pessoas com
12 anos ou mais de estudos, 77,62% têm emprego fixo e bem
remunerado. Já entre os que estudaram apenas de um a três anos,
a taxa de empregabilidade cai para 44,5%.

• Na pesquisa de padrão de vida do IBGE de 1996 foi constatado que


há famílias que não possuem telefone ou casa própria, mas
possuem automóvel, dois televisores e vídeo.

O que isso significa? “Automóvel dá status e é uma


necessidade”... “Não ter telefone é apenas uma inconveniência,
ainda que decisiva – e tê-lo não oferece status social algum”.
Carro, vídeo, telefone...As benesses da vida moderna chegam
às casas do país em ritmo acelerado. Entre as informações positivas
da pesquisa, uma delas, em especial, chama atenção – 64,9% dos
entrevistados disseram que moram em casa própria, já quitada, ainda
que seis em cada dez residências dos 20% dos mais pobres sejam
consideradas inadequadas. Apenas 20% mais ricos são adequadas,
com todas as instalações de um lar decente. Observe o quadro a
seguir.

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 Módulo 8 CEESVO Estrutura da População

Essas desigualdades são apenas uma face da pobreza


identificada pelo IBGE já há alguns anos. Outra face da desigualdade
é o resultado da dificuldade de acesso aos serviços básicos como
água, esgoto, saúde, educação e emprego. Reside aí a perversidade
das diferenças sociais brasileiras. Mesmo convivendo com novidades
saudáveis, o nordestino pobre, negro ou mulato ainda está longe da
sala- de- estar do cidadão branco do Sudeste ou Sul do país. Este é o
Brasil que o próprio Brasil reconheceu, envergonhado, com a
divulgação da Pesquisa de Padrão de Vida.

Responda em seu caderno!!!

1. Como você descreveria o preconceito racial e a discriminação


feminina no Brasil?
2. Quais os estados com maiores problemas sociais?

POR QUE O NOSSO PAÍS É TAMBÉM CONHECIDO POR TRÊS


BRASIS ?

Pela grande diferença de padrão econômico e principalmente


pela má distribuição da renda, o Brasil é também chamado pelo país
dos três Brasis.
Segundo o IDH dos estados brasileiros, o país pode ser dividido
em três níveis:

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 Módulo 8 CEESVO Estrutura da População
♦ Os estados que apresentam elevado nível de
desenvolvimento humano – IDH superior a 0,8;
♦ Os estados com nível intermediário de desenvolvimento – IDH
entre 0,7 e 0,8;
♦ Os estados que apresentam reduzido nível de
desenvolvimento – IDH inferior a 0,7.

Os estados da região Nordeste são os que possuem, com


exceção do Sergipe e da Bahia, os mais baixos IDH.

Observando o quadro abaixo o IDH (Índice de Desenvolvimento


Humano) dos estados nos leva a refletir sobre os questionamentos
acima e entender melhor as desigualdades sociais brasileiras.

CLASSIFICAÇÃO DOS ESTADOS BRASILEIROS SEGUNDO IDH

Estado Valor do IDH PIB Esperança Escolar


IDH Per capita de vida
Rio Grande do Sul 0,871 1 4 2 3
Distrito Federal 0,858 2 1 6 1
São Paulo 0,850 3 2 11 2
Santa Catarina 0,842 4 6 5 5
Rio de Janeiro 0,838 5 3 12 4
Paraná 0,827 6 5 10 6
Mato G. do Sul 0,826 7 8 7 7
Espírito Santo 0,816 8 9 4 8
Amazonas 0,797 9 7 9 15
Amapá 0,781 10 13 3 10
Minas Gerais 0,779 11 10 13 11
Mato Grosso 0,769 12 11 8 12
Goiás 0,760 13 12 15 9
Roraima 0,749 14 16 1 14
Rondônia 0,715 15 14 17 13
Pará 0,688 16 18 14 16
Acre 0,665 17 17 16 20
Sergipe 0,663 18 15 20 19
Bahia 0,609 19 20 19 21
Pernambuco 0,557 20 21 23 17
Rio Gde. do Norte 0,574 21 19 25 18
Maranhão 0,512 22 25 21 22
Ceará 0,506 23 23 22 24
Piauí 0,502 24 26 18 23
Alagoas 0,500 25 22 24 26
Paraíba 0,466 26 24 26 25
Fonte: MOREIRA, Igor. O Espaço Geográfico p. 267

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BIBLIOGRAFIA

ADAS, Melhem. Geografia. São Paulo. Editora Ática, 1994.


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BELTRAME, Zoraide Victoréllo. Geografia Ativa. São Paulo.
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DIAMANTINO, Alves C. Pereira e outros, Ciências dos Espaço.
São Paulo. Editora Atual, 1994
DIMENSTEIN, Gilberto. Aprendiz do Futuro. São Paulo. Editora
Ática, 2000.
JORNAIS: Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Cruzeiro
do Sul.
LUCCI, Elian Alabi. Geografia. O homem no espaço global.
São Paulo. Editora Saraiva, 1997.
MAGNOLI, Demétrio e. Projeto de Ensino de Geografia. São
Paulo. Editora Moderna, 2000.
MÉDICI, Miriam de Cássia e. Coleção Nova Geração. São
Paulo. Editora Nova Geração, 1999.
MOREIRA, Igor. O espaço geográfico. São Paulo, Editora
Ática, 1998.
NIDELCOFF, Maria Teresa. A escola e a compreensão da
realidade. São Paulo. Editora Brasiliense, 1990.
OLIVA, Jaime. Espaço e Modernidade. Temas da Geografia
Mundial. São Paulo. Editora Atual, 1995.
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REVISTAS: Veja, Isto é, Super Interessante, Época, Globo
Rural.
RODRIGUES, Rosicler Martins. As cidades brasileiras. São
Paulo, Editora Moderna, 1995.
SENE, Eustáquio de e. Espaço geográfico e globalização. São
Paulo. Editora Scipione, 1998.
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VESENTINI, J. William. Sociedade e Espaço. São Paulo.
Editora Ática, 1997.

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EQUIPE DE GEOGRAFIA CEESVO 2004

Deise Quevedo Bertaco


Jaime Aparecido da Silva
Maria de Fátima Pinto

COLABORAÇÃO

Luiz Gustavo Cerqueira Ferreira


Júlia de Oliveira Rodrigues Vieira
Neiva Aparecida Ferraz Nunes

DIREÇÃO

Elisabete Marinoni Gomes


Maria Isabel R. de C. Kupper

APOIO.

Prefeitura Municipal de Votorantim.

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