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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

Índice

☺ A dinâmica da natureza.
☺ Os elementos das paisagens naturais.
☺ Clima, relevo, solo, hidrografia, a fauna e a flora.
☺ Os grandes domínios naturais do planeta
☺ Regiões tropicais;
☺ Regiões equatoriais.
☺ As regiões temperadas
☺ As zonas polares
☺ Os desertos
☺ As altas montanhas.

OBJETIVOS

• Compreender a dinâmica da natureza;


• Entender os conceitos ligados ao meio ambiente ( solo, clima, relevo, hidrografia)
• Localizar os principais domínios naturais do planeta.
• Ter um noção dos aspectos naturais de cada região no mundo.
• Região tropical, polar, temperada, desérticas e altas montanhas

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A DINÂMICA DA NATUREZA

O habitat do homem é a superfície terrestre. Por habitat devemos entender o


local de moradia, as áreas próprias à sobrevivência, à fixação de uma espécie. O
homem é um ser vivo que não possui um área específica, um tipo de clima ou de
relevo que determine sua fixação. Ele pode viver praticamente em qualquer parte da
superfície da Terra.

A superfície terrestre é uma fina camada de nosso planeta com menos de 20 km


de espessura, é composta de elementos sólidos litosfera, líquidos hidrosfera e
gasosos atmosfera .

Reunidos nessas três esferas, os seres vivos formam a biosfera ou esfera da


vida. Nela , o conjunto das espécies relacionadas com os aspectos físicos do ambiente
( clima, relevo, solo e seres vivos ), compõem os ecossistemas

Os elementos e fenômenos presentes na superfície terrestre estão em


permanente interação .

A ação humana modifica o meio natural com tamanha intensidade que hoje
praticamente não existe natureza “original” pois o homem se apropriou dela para
construir seu ambiente de vida. Uma das maneiras de iniciar o estudo do espaço é
percebendo as diferenças do espaço natural e geográfico.

Observamos então que alguns dos elementos formadores do meio ambiente,


como a vegetação, os rios , os solos, etc. , são produzidos diretamente pela natureza.
Outros são resultados da atividade humana - os edifícios, as ruas, a agricultura, as
pontes e barragens etc.

OS ELEMENTOS DA PAISAGEM NATURAL

O meio ou paisagem natural de uma área consiste nos elementos da natureza


que interagem naquele lugar, são interdependente e interessam aos seres humanos,
porque ocupar esse espaço significa se relacionar com eles ( clima , estrutura geológica
e relevo, solo, hidrografia, vegetação e fauna originais).

O CLIMA é o nome que se dá às condições atmosféricas que costumam ocorrer


num determinado lugar.

A diferença é que o tempo de uma área é algo momentâneo, que varia


constantemente, ao passo que o clima e a sucessão habitual dos tipos de tempo de um
determinado local da superfície terrestre. Quando alguém diz que o tempo está “bom”,
“chuvoso” ou “nublado”, refere-se às características atmosféricas de determinado lugar
em um momento específico. O tempo pode mudar em questão de horas, dias ou
semanas. O conceito de clima, porém envolve uma escala temporal mais ampla.

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Por exemplo: dizemos que em Manaus está chovendo neste instante ou que no
dia de ontem fez muito calor, estamos nos referindo ao tempo e não ao clima. Todavia
quando afirmamos que Manaus é quente e úmida, estamos descrevendo de forma bem
simplificada, o clima dessa cidade e não o tempo. O tempo, portanto, reflete um
instante precioso um estado atmosférico , temperatura, pressão, umidade ,etc. que
costuma variar de um momento para outro, já o clima é o que ocorre normalmente,
considerando-se as variações do tempo atmosférico, durante o ano.

MASSA DE AR – O elemento mais importante para as variações atmosféricas


são as massas de ar. Massas de ar são volumes da atmosfera ( semelhantes a
enormes “bolhas” ou “bolsões” ) que possuem propriedades em comum ( pressão
temperatura, umidade ) em virtude da área onde se localizam . Assim existem massas
de ar polares ( frias), equatoriais e tropicais (quentes ), que podem ser oceânicas ( mais
úmidas) ou continentais ( mais secas ).

As massas de ar se movimentam constantemente. Com freqüência uma acaba


empurrando a outra e ocupando seu lugar . A dinâmica das massas de ar é
responsável pela maior parte das alterações do tempo de uma lugar ( vinda do frio, as
chuvas , etc. ) o encontro entre duas massas de ar recebe o nome de frente, ocorre
uma frente fria, por exemplo quando a massa polar desloca, empurrando a tropical e
ocupando-lhe o espaço.

O RELEVO

Você sabia o que é relevo e quais as suas


formas ? Não?

O relevo é o conjunto das diferenças de nível da


superfície terrestre.

Os tipos mais comuns de relevo são as montanhas, as depressões, os planaltos,


as planícies, as colinas, os terraços, os vales, os vários tipo de litoral e outros.
Podemos afirmar que o relevo se forma e se altera devido a fatores internos e
externos.
Os fatores Internos ou geológicos ligados à estrutura geológica da área - são o
vulcanismo, os abalos sísmicos, terremotos e maremotos e o tectonismo.Os fatores
externos são o intemperismo ou meteorização (ação da temperatura das águas e outros
agentes sobre as rochas, provocando decomposições), a ação dos ventos, dos rios das
enxurradas, das torrentes, das geleiras, dos oceanos e dos seres vivos.
A superfície terrestre não é totalmente plana. Nela encontramos regiões
elevadas, rebaixadas e onduladas. A superfície da Terra é irregular e o conjunto
dessas diferenças dar-se o nome de relevo.

Cada uma das formas do relevo apresenta características próprias, por isso
recebem nomes diferentes.

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Veja no mapa a seguir a nova classificação do relevo brasileiro.

Vamos conhecer as principais formas do relevo!!

Planalto é uma superfície mais ou menos


plana e elevada, onde predomina o processo de
desgaste, ou seja, a erosão. As superfícies são
desgastadas pelo vento, sol, chuva, etc.

Planície é uma região mais ou menos plana de


origem sedimentar, onde predomina o processo de
acúmulo de materiais. Esses materiais são sedimentos
compostos por cascalho , areia, argila e outros. O
cascalho é proveniente do desgaste e erosão das
regiões mais elevadas. Existem as planícies costeiras
ou litorâneas, junto ao litoral; e as planícies
continentais, situadas no interior do continente.

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Montanha é uma grande elevação resultante


do choque das placas tectônicas que se situam no
interior da Terra. Em geral, a palavra montanha é
utilizada para designar grandes elevações. Para
pequenas elevações do terreno, usamos a expressão
colina e para as médias elevações, a palavra morro.
Quando encontramos um alinhamento de montanhas,
denominamos o conjunto de cordilheira ou cadeia
montanhosa.

Chapada é um planalto de rochas sedimentares que apresenta topo plano e


encostas íngremes.

Cuesta é um planalto formado por uma sucessão alternada de camadas


rochosas (sedimentares e magmáticas), que possuem diferentes resistências ao
desgaste (erosão). Por isso apresenta uma encosta íngreme de um lado e um declive
suave do outro.
Você sabia que ...
A cidade de Sorocaba
Tipos de Depressões esta localizada numa
depressão periférica

São regiões rebaixadas e podem ser do tipo:


 absoluta: quando está abaixo do nível do mar;
 relativa: quando está acima do nível do mar;
 periférica: são áreas rebaixadas situadas entre um planalto cristalino de um lado e
um planalto sedimentar do outro.

A ESTRUTURA GEOLÓGICA E O RELEVO

O tipo de terreno de um lugar (sua origem e as


rochas que o compõem) constituem a estrutura geológica
desse lugar . Sua importância para o meio ambiente do
homem decorre das riquezas minerais a ela associadas e
de seu papel para a
formação do relevo.
O relevo consiste
na forma de um
terreno, no seu
modelado parte
elevadas e baixas,
vales e montanhas ,
planícies etc.

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O relevo e uma região que depende basicamente do clima, temperatura, chuvas


etc., que lentamente vão mudando o relevo e do tipo de rocha, isto é da estrutura
geológica desse lugar.

Existem três tipos principais de estrutura geológica :

1º ÁREAS DE DOBRAMENTOS
MODERMOS OU TERCIÁRIOS- São regiões
que sofreram grandes dobaremos com elevações
do terreno, em conseqüência de pressões
vindas do interior do planeta . Constituem as
cadeias montanhosas jovens. Como as
Rochosas , os Alpes (foto ao lado), os Andes, o
Himalaia, etc.

2ºESCUDOS CRISTALINOS ( MACIÇOS


ANTIGOS)_ São compostos por rochas ígneas
ou magmáticas e metamórficas , de idades
geológicas bem antigas. Esse tipo de terreno
geológico costuma dar origem a relevos
planálticos e pode apresentar ferro, manganês,
ouro, alumínio e outras riquezas minerais.
3º BACIAS OU TERRENOS
SEDIMENTARES – Mais recentes que os
escudos cristalinos. Esses terrenos são
constituídos por rochas sedimentares, originando
as planícies e os planaltos sedimentares. As
riquezas minerais que aparecem nessas bacias
são o petróleo e o carvão.

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O SOLO

O solo é a camada superficial


de terra arável, possuidora de vida
microbiana. O solo é um complexo
vivo, formado pela decomposição
das rochas por processos físicos,
químicos e biológicos onde existem
água, ar, matéria orgânica (vegetais
e microorganismo) e minerais. Na
realidade solo é a camada
superficial dos continentes e das
ilhas, na qual as rochas originais
foram decompostas – atinge
espessuras pequenas : normalmente
algumas dezenas de centímetros.

Os solos aparecem divididos em horizontes de camadas, que aparecem num


perfil. Podemos observar nos barrancos da beira da estrada, por exemplo o solo
dividido em vários perfis.

O horizonte A, mais superficial, é rico em matéria orgânica (por isso mais


escuro); o horizonte B apresenta pouca matéria orgânica; e o horizonte C que é
essencialmente mineral representa o primeiro estágio da decomposição da rocha;
abaixo dele aparece a rocha matriz ( inalterada).

São comuns as expressões “ solos férteis”, “solos ruins”, “bons solos”, etc. Essa
adjetivação liga-se a importância dos solos para o homem: bons ou férteis são aqueles
que permitem boas colheitas agrícolas; péssimos são os que limitam ou tornam inviável
e estabelecimento da agricultura no local.
Por exemplo alguns solos são famosos por sua fertilidade;

• Solo negro ( tchernoziom)


• Solo de terra roxa ;
• Solo de massapé;
Existem outros tipos de solos que são famosos por motivos contrário: é o caso dos
desertos em que há falta de água; solos tropicais, que formam crostas ferruginosa
devido a intenso processo de lixiviação ( lavagem do solo pela chuva, que levou
elementos como o potássio, cálcio e outros, deixando o ferro que endurece o solo).
Embora existam de fato solos melhores e piores para a agricultura, isso deve ser
visto de maneira relativa. Assim, algumas áreas outrora consideradas inférteis acabam
por se tornar produtivas através de técnicas racionais de cultivo. Como exemplo,
podemos lembrar o deserto de NEGUEV, em Israel, recuperado para a agricultura
através da irrigação e de modernas técnicas agrícolas.

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Da mesma forma, solos com certas deficiências, como pobreza em potássio ou


excesso de acidez, podem ser corrigidos com o uso adequado de adubos e
fertilizantes. Como exemplo disso, temos a colagem ( adição de calcário ) no solo
brasileiro do cerrado (Goiás, Mato Grosso do Sul etc.), que até os anos 60 eram
considerados inférteis pelo excesso de acidez e hoje produzem grandes quantidades
de soja e até de trigo.

Todavia, o contrário pode ocorrer: bons solos podem empobrecer e apresentar


menos rendimento agrícola quando forem empregadas técnicas de cultivo inadequados.
Por exemplo, a agricultura tradicional e itnerante em que o agricultor queima a mata e
planta de forma extensiva e sem emprego de técnicas para evitar o desgaste (como a
rotação de culturas ou estabelecimentos de curvas de nível, de terraceamento em
áreas acidentadas), acaba empobrecendo solos que no passado foram férteis.

A HIDROGRAFIA

A hidrografia pode ser subterrânea ( lençóis de


água do subsolo), de superfície ( rios e lagos ) ou marítima
( oceanos e mares). Trata-se de um elemento essencial às
coletividades humanas , pois da hidrografia depende o
suprimento de boa parte das necessidades individuais e
sociais: de abastecimento de água para as populações ,
navegações, produção de energia elétrica, escoamento de
resíduos, irrigação de certos solos e mesmo fornecimento
de alimentos ( peixes ) ou oportunidade de lazer.

De acordo com o relevo, costuma-se reconhecer dois tipos


de rios: de planície, que correm mansamente e não
apresentam grandes cachoeiras, sendo portanto bons para
a navegação; e de planalto que correm em áreas
acidentadas, apresentando cachoeiras e corredeiras; por
isso são poucos navegáveis e possuem maior potencial
hidráulico que os primeiros.

Tais condições podem ser alteradas, mesmo os rios de


planalto podem tornar-se navegáveis com a construção de
barragens e eclusas , com o alargamento de certos trechos
e a drenagem de outros.
Mesmo os rios de planície necessitam de drenagem em
certos locais para serem perfeitamente navegáveis. E
também eles podem ser aproveitados para a construção de
usinas hidrelétricas. Algumas vezes é possível desviar o curso do rio, levando-o para
uma região acidentada, o que aumenta sua capacidade como fonte de energia.

Vamos conhecer um pouco da rede hidrográfica brasileira ?

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O Brasil possui uma das maiores e mais diversificadas redes hidrográficas do


mundo.

A maior parte dos rios brasileiros é de planalto, o que permite ao país um grande
aproveitamento hidrelétrico. As bacias dos rios Amazonas e Paraguai ocupam áreas de
planícies, mas as bacias do São Francisco e do Paraná ocupam áreas de planalto.
Nessas duas últimas bacias encontramos importantes usinas hidrelétricas.

Apesar da grande quantidade de usinas hidrelétricas, o potencial hídrico


brasileiro não é explorado em sua
totalidade, pois as hidrovias (transporte de
cargas e passageiros pelos rios) ainda
ocupam uma posição secundária no
sistema de transportes do país.

Os rios brasileiros são alimentados pelas águas das chuvas, ou seja, possuem
regime pluvial.

No Brasil, predomina o clima tropical, com chuvas concentradas no verão. Por


isso, na maior parte dos rios brasileiros ocorrem cheias nessa época do ano.

A maioria dos rios brasileiros são perenes, ou seja, nunca secam. Mas, na região
semi-árida do Nordeste há rios que secam no período de longa estiagem (seca). Esses
rios são chamados de temporários ou intermitentes.

O que você entende por bacia hidrográfica?

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Bacia hidrográfica ou fluvial é o conjunto de terras drenadas (banhadas) por um


rio principal e seus afluentes, ou ainda por rios que não pertencem a nenhum canal
principal.

As bacias podem ser principais ou secundárias.

Bacia principal: quando um conjunto de terras é drenado por um rio principal,


seus afluentes e subafluentes.
Bacia secundária: quando um conjunto de terras é drenado por rios que não
pertencem a nenhum canal principal, ou seja, correm independentes.

Você sabia que. O Brasil possui sete bacias hidrográficas, sendo quatro
principais e três secundárias?

A flora e a fauna

Quando nos referimos a vegetação, ou a flora, ou mesmo à fauna de uma


região, geralmente levamos em conta apenas as plantas e os animais nativos e não os
que são criados ou plantados pelo homem. Neste último caso falamos em pecuária
( criação) ou em agricultura ( cultivo ). A vegetação natural de uma área em geral é
intimamente ligada à vegetação e, portanto, também ao clima.

Exemplo: a tundra, é um tipo


de vegetação nativa
correspondente, ao clima frio
polar, sendo que nessa
paisagem existe toda uma
fauna nativa: ursos polares,
pingüins, focas, renas, etc.

Nas regiões tropicais de climas


quentes e semi-úmidos, existem uma
fauna e flora característica. Por exemplo:
as savanas da África ou cerrados do
Brasil Central e uma fauna também
específica leões, macacos, rinocerontes,
hienas, zebras e outros animais na
África, antas, capivaras e outros no
Brasil.

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Assim, via de regra cada tipo principal de clima possui uma vegetação nativa.

As paisagens com flora e faunas naturais já não existem mais, a não ser em
algumas poucas regiões do globo em reservas florestais dentro de alguns países.

Os Grandes Domínios Naturais do Planeta.

Você sabe o que são os grandes domínios naturais?

São regiões da Terra onde os diferentes elementos do


meio natural, como o clima, o relevo, o solo, a hidrografia e a vegetação interagem
formando paisagens que apresentam uma certa homogeneidade (aspectos parecidos).

Essas regiões são: Regiões tropicais, Regiões temperadas, Regiões polares,


Regiões desérticas e Altas montanhas.

Regiões Tropicais

As regiões tropicais localizam-se principalmente entre os Trópicos de Capricórnio


e de Câncer (zona intertropical). Nessa zona também aparecem outros domínios
naturais muito diferentes da região tropical: desertos, e altas montanhas.

O Clima nas Regiões Tropicais

O clima é muito importante na formação das grandes paisagens naturais. Ele


condiciona (determina) o tipo de vegetação, as características hidrográficas, do relevo e
do solo.

Agora você verá os tipos de clima encontrados nas regiões tropicais e quais as
suas características.

Nas regiões tropicais encontramos dois tipos de clima: Equatorial e Tropical.

Clima Equatorial

É o clima existente nas áreas próximas à linha do Equador, norte da América do Sul,
parte central da África e sul da Ásia. O clima Equatorial apresenta as seguintes
características:

♦ Temperaturas sempre elevadas (médias anuais de 26ºC a 28ºC)


♦ Chuvas abundantes durante o ano (acima de 2.000mm)
♦ As amplitudes térmicas diárias e anuais são baixas em torno de 6ºC

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Clima Tropical

É o clima existente nas regiões que se afastam do Equador em direção aos trópicos
de Câncer ( no hemisfério norte) e de Capricórnio (no hemisfério sul). O clima tropical
apresenta as seguintes características:

♦ Temperaturas elevadas – a média anual fica acima de 20ºC, e a média do mês


mais frio não é inferior a 18ºC.
♦ As chuvas são abundantes – (Entre 1.000 e 2.000mm anuais). Uma estação seca
(inverno) alterna-se com uma estação chuvosa (verão).
♦ Nas áreas litorâneas, a pluviosidade (quantidade de chuvas) é maior e no interior
das continentes é menor.
♦ As frentes frias provocadas pelas massas polares são comuns em algumas áreas,
diminuindo a temperatura por breves períodos de tempo.
♦ As regiões tropicais são influenciadas por massas de ar equatoriais e tropicais:
massas quentes, que podem ser secas ou úmidas, dependendo da sua origem.

O Clima Brasileiro.

Veja agora quais são os elementos e fatores climáticos e como influenciam o


tempo e o clima.

O clima de uma região é determinado por fatores climáticos e influenciado por


elementos climáticos. Os fatores climáticos são: latitude, altitude, correntes marítimas,
continentalidade e vegetação. O resultado da combinação desses fatores é o clima.

Os elementos climáticos são: temperatura, chuva, umidade do ar, ventos e


pressão atmosférica. O resultado da combinação desses elementos é o tempo.

O tempo é algo momentâneo, que sofre variações constantes. O clima é algo


duradouro e permanente. Quando dizemos que o Brasil é um país tropical, ou que uma
cidade em geral, é quente e úmida, estamos nos referindo ao clima.

Quando dizemos que está chovendo, ou que hoje está frio ou quente, estamos
nos referindo ao tempo. Enfim, podemos dizer que o clima de uma cidade é tropical,
mas o tempo pode estar quente ou frio.

A maior parte do Brasil está situada na zona tropical (92%), sendo que apenas o
sul do país está abaixo do trópico de capricórnio. Devido a essa posição geográfica, o
Brasil apresenta, na maioria do seu território, climas quentes e úmidos. Assim podemos
afirmar que as temperaturas elevadas e a grande umidade são as características
climáticas mais marcantes do país.

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A temperatura é um dos elementos climáticos mais importantes e possui várias


características, tais como:
• Temperaturas máximas são as temperaturas mais elevadas de uma região.
No Brasil situam-se em geral, entre 40º e 44ºC.
• Temperaturas mínimas são as temperaturas mais baixas de uma região. No
Brasil as temperaturas dificilmente são inferiores a 10ºC abaixo de zero, mas
em algumas cidades, já foram registradas temperaturas inferiores.
• Média térmica é obtida pela média aritmética das temperaturas. Pode ser
diária, mensal ou anual.

As médias térmicas anuais mais elevadas são encontradas no sertão do


nordeste (28ºC), já as mais baixas são encontradas no sul (14ºC).

Relação entre a Temperatura e os Fatores Climáticos

Como podemos relacionar a temperatura com os fatores climáticos?

Latitude – A temperatura varia na razão inversa da latitude, ou seja, as regiões


de baixa latitude (mais próximas a linha do Equador) apresentam temperaturas
elevadas, e as regiões de alta latitude (mais distantes do Equador) apresentam
temperaturas reduzidas.

Altitude – A temperatura também varia na razão inversa da altitude, pois nas


regiões mais elevadas, as temperaturas são menores que nas regiões mais baixas.

Continentalidade – As áreas próximas ao mar apresentam, em geral uma


pequena amplitude térmica. Já as áreas situadas no interior do continente possuem
amplitudes térmicas mais elevadas.

Cidades situadas na mesma latitude, ou em latitudes muito próximas,


apresentam amplitudes térmicas diferentes se uma estiver localizada no litoral e outra
no interior do continente.

CHUVAS

O Brasil possui médias pluviométricas anuais em torno de 1.000mm. Mas em


algumas regiões essa média pode ser menor ou maior.

Quanto a distribuição das chuvas no Brasil, podemos distinguir três áreas


principais: áreas de chuvas abundantes, de chuvas escassas e satisfatórias.

 Áreas de chuvas escassas – Apresentam os menores índices pluviométricas do


país, em geral inferiores a 1.000mm anuais. Destacamos o sertão nordestino e o
vale médio do rio São Francisco.

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 Áreas de chuvas abundantes – Com mais de 2.000mm anuais, destacamos as


seguintes regiões:
♦ Serra do mar (SP);
♦ Porções centro-ocidental da Amazônia;
♦ Litoral do Amapá e Ilha de Marajó;
♦ Litoral da Bahia.

 Áreas de chuvas satisfatórias – Executando-se as regiões já mencionadas, o


restante do país possui chuvas regulares. Os índices pluviométricos situam-se entre
1.000mm e 2.000mm anuais, no centro-oeste, no Sudeste e no Sul.

Regimes pluviométricos do Brasil –


Regime pluviométrico é a distribuição das chuvas durante o ano.

Veja no mapa a seguir os tipos de climas encontrados no Brasil e observe a sua


relação com a distribuição das chuvas.

Regime Equatorial:
Chuvas abundantes o ano todo (região
da Amazônia);

Regime Tropical:
Chuvas mais concentradas no verão.
Esse é o regime que predomina no
país;

Regime Subtropical:
Chuvas bem distribuídas pelos meses
do ano (região Sul)

Quais as massas de ar que atuam


no Brasil e quais as suas
características?

O Brasil sofre influência de cinco massas de ar:

 Massa polar atlântica: entra no Brasil pela região Sul. Essa massa provoca quedas
bruscas nas temperaturas das regiões Sul, Sudeste, no litoral nordestino e na
Amazônia Ocidental.
 Massa tropical atlântica: é uma massa quente e úmida, que atua desde o litoral do
Nordeste até o Sul do país.

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 Massa equatorial atlântica: é uma massa quente e úmida que atua no litoral das
regiões Norte e Nordeste do país.

 Massa equatorial continental: é quente e úmida, por isso provoca chuvas quase
diárias na região amazônica durante o outono e o verão.

 Massa tropical continental: é quente e seca. Essa massa é a que menos atua no
Brasil, sua influência limita-se apenas a alguns estados do Sul e Centro-Oeste.

VEGETAÇÃO DO BRASIL

Devido à sua grande variedade de climas, o Brasil apresenta uma formação


vegetal muito variada. As principais formações
são:

A vegetação nas regiões tropicais: nas


regiões tropicais, devido ao calor e à umidade,
desenvolveram-se exuberantes florestas
equatoriais e tropicais.
Você sabe quais são as principais características
da vegetação das regiões tropicais?

São florestas densas, com uma grande


variedade de espécies arbóreas.

Observe no mapa a seguir os tipos de vegetação


encontrados no Brasil.

Você sabia que ...


A maior floresta equatorial do
mundo é a Floresta Amazônica,
localizada em sua maior parte em terras
brasileiras. A floresta amazônica é muito
densa (cheia), fechada e possui grande
variedade de espécies vegetais e
animais. Caracteriza-se pela grande
umidade, por elevadas temperaturas e
pequena amplitude térmica (pequena
variação de temperatura).

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FORMAÇÕES FLORESTAIS DAS REGIÕES TROPICAIS.

Florestas equatoriais: apresentam vários andares, com árvores muito altas, onde
abaixo delas desenvolvem-se outras de menor tamanho. São florestas fechadas e a
vegetação rasteira é quase inexistente. As copas das árvores impedem a penetração
da luz solar, mas, por outro lado, protegem o solo, diminuindo o impacto das chuvas
sobre ele.

Florestas tropicais: apresentam características parecidas com as equatoriais, porém


são mais abertas e o tamanho de suas árvores é menor. Boa parte dessas florestas já
foi destruída pela ação do homem.

Você sabia que... A Mata Atlântica é uma Floresta Tropical Úmida e estendia-se do
Cabo São Roque (RN) até o Rio Grande do Sul?

Depois do descobrimento do Brasil, ela passou por 500 anos de devastação.

SAIBA COMO ESTÁ A A Mata Atlântica começou a ser devastada no século


MATA ATLÂNTICA. XVI, quando começou em nosso país um ciclo
econômico baseado na extração do pau-brasil, que
Hoje 90% da área que era era uma madeira de onde se retirava uma tinta
ocupada pela Mata Atlântica vermelha utilizada como corante de tecido. O
apresenta sinais de devastação, extrativismo do pau-brasil foi tão grande que hoje ele
principalmente pela ação do
só é encontrado em jardins botânicos.
homem..
Os trechos que sobraram,
embora pareçam estar Outras madeiras da Mata Atlântica foram utilizadas
protegidos pela topografia na fabricação de navios, na construção de aldeias e
acidentada (muito inclinada, de cidades.
difícil acesso) da Serra do Mar,
continuam a sofrer ataques de No auge do cultivo da cana-de-açúcar e do gado, a
madeireiros e caçadores. floresta passou a ser derrubada para dar lugar à
Essa vegetação ocupação humana (cidades), que, em geral, se
desenvolveu-se em uma extensa encontravam na faixa litorânea. Os grandes
cadeia montanhosa que engenhos de açúcar (época colonial) e suas
acompanha todo o litoral
instalações foram construídos com madeira extraída
brasileiro.
A evaporação da água do da Mata Atlântica.
mar e os ventos que sopram em
direção ao continente fazem com Mais tarde, com a expansão dos núcleos
que a água se resfrie e se habitacionais, a mata foi sendo ocupada por
condense ao atingir as serras loteamentos e pela crescente urbanização
litorâneas, provocando chuvas (crescimento das cidades).
constantes na região. Essas
chuvas garantem a umidade A Mata Atlântica apresenta-se muito densa,
necessária para a formação da emaranhada e com grande variedade de vegetais
floresta tropical higrófitos (adaptados à umidade) e perenes (folhas
sempre verdes).

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Você sabe o que é uma floresta latifoliada?

É a mesma floresta úmida da encosta das serras onde se encontra a Mata


Atlântica, mas, como se desenvolveu no lado oposto ao mar, a floresta latifoliada
tropical não é influenciada diretamente pela umidade marítima trazida pelos ventos.

Essa floresta é muito densa, possuindo árvores muito


altas com troncos grossos. Quando essa vegetação
desenvolve-se em solo de arenito e calcário, o seu aspecto se
modifica, tornando-se menos densa (mais espaçada), com
árvores mais baixas e troncos finos. Como a região possui
solos muito férteis para a agricultura, a floresta foi sendo
desmatada para dar lugar à fazendas e sítios. Assim, restam
hoje apenas alguns trechos espalhados da formação original.

Veja a diferença da floresta aciculifoliada !

Mais conhecida como Mata das Araucárias, essa


Você sabia que. A floresta existe em maior quantidade em regiões de clima
floresta Aciculifoliada subtropical e tropical de altitude, estendendo-se desde o
indica que as árvores sul de São Paulo até norte do Rio Grande do Sul. Essa
apresentam folhas vegetação é encontrada também nos trechos mais
pontiagudas, no formato íngremes (inclinados) do relevo como Campos do Jordão
de agulha. (SP).

Entre as espécies, destaca-se o pinheiro-do-paraná, mas existem também


outras espécies conhecidas como a imbuía , o cedro e o ipê.

Como essa floresta possui solos férteis para a agricultura, ela também passou
por um processo de intensa devastação, para dar lugar a propriedades rurais.

Você conhece a Mata do Cocais?

A Mata dos Cocais é uma


floresta de transição, isto é, uma
mata que fica em uma região de
mudança entre a umidade da
Floresta Amazônica e as zonas
secas do Nordeste, como a
Caatinga. Ocupa regiões dos
estados do Maranhão, Piauí e
Tocantins.
As espécies vegetais mais
encontradas são as palmeiras, entre
as quais se destacam o babaçu e a
carnaúba.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

O babaçu desenvolve-se rapidamente e pode atingir até 15 metros. Sua


exploração econômica é muito importante, pois dele se extraem vários produtos como o
óleo, o álcool, coberturas para habitações, acetatos, glicerinas, entre muitos outros
produtos. A carnaúba também é muito importante economicamente, pois de suas folhas
se extrai cera.

Observe o que são Matas Galerias ou Ciliares.

São matas que se desenvolvem ao longo das margens dos rios e dependem da
sua umidade. Em geral, quanto mais próximas estiverem dos rios, mais fechadas e
ricas se apresentam, e, à medida que a umidade diminui, elas vão cedendo lugar a
outros tipos de formação vegetal, que exigem menor quantidade de água. Sua principal
importância é proteger as margens dos rios contra a erosão.

Essa vegetação é bastante diversificada, podendo apresentar seringueiras,


palmeiras, além de outras.

FORMAÇÕES CAMPESTRES

Você sabe como se dividem e quais as características das formações


campestres?

As formações campestres são formadas por vegetais rasteiros, como gramíneas


e pequenos arbustos. Aparecem, em geral, em áreas de topografia (forma de terreno)
suave ou plana.

Quando as formações campestres são compostas por gramíneas, chamam-se


campos limpos e, quando são compostas por gramíneas e arbustos, chamam-se
campos sujos.

As principais formações campestres presentes no Brasil são: Campos


Meridionais, Campos da Hiléia e Campos Serranos.

Campos Meridionais: são também conhecidos como Campos Limpos e


aparecem em manchas (regiões) esparsas (espalhadas), a partir da latitude de 20%
Sul. Aparecem em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato
Grosso do Sul.

Campos da Hiléia: são também conhecidos como Campo de Várzea, já que são
sempre inundados nas épocas de cheias. Aparecem no Baixo Amazonas e no estado
do Pará, especialmente a oeste da ilha de Marajó.

Campos Serranos: Surgem em pontos mais elevados do território nacional,


onde o relevo ultrapassa a 1.500 m., como nas serras da Bocaina e Itatiaia.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

Fique sabendo como se divide e quais as características da Formações


Complexas.

O nome Formações Complexas indica a grande variedade de espécies animais e


vegetais que existem nessas regiões. As principais Formações Complexas brasileiras
são: o Cerrado, a Caatinga e o Complexo do Pantanal.

No mapa ao lado você pode


localizar os principais ecossistemas
brasileiros.

Ocorre nas áreas de clima


tropical, onde a estação seca é
mais prolongada. A savana (ou
cerrado) é uma formação arbustiva
muito comum na África e no Brasil
recebe o nome de cerrado. São
constituídas por arbustos, vegetais
de pequeno porte, com galhos
retorcidos, poucas folhas e
desenvolvem-se espalhados e
isolados por uma vegetação
rasteira. Em geral, o solo é ácido e
pouco fértil. No Brasil aparecem na
região Centro-Oeste, embora
também apareça em São Paulo,
Minas Gerais, Bahia, Maranhão e
Tocantins.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

Caatinga: é a vegetação que caracteriza o sertão


nordestino, onde o clima é semi-árido, com uma
quantidade muito pequena de chuvas.

As principais características da Caatinga são:


É constituída por árvores e arbustos que perdem suas
folhas na estação seca. Os arbustos são espinhentos;
é uma vegetação do tipo xerófila, ou seja, é uma
vegetação de ambiente seco; apresenta vegetais de
galhos tortuosos, com raízes longas e numerosas;
apresenta, em geral, folhas pequenas.

A falta de água provoca vários tipos de adaptação nos


vegetais da Caatinga, que vão desde a perda das
folhas na estação seca até o aparecimento de raízes
longas, em busca de lençóis subterrâneos de água.

Complexo do Pantanal: essa


formação ocupa a planície do Pantanal
mato-grossense, e possui espécies
vegetais dos campos, dos cerrados e
até da caatinga. O Pantanal é uma das
regiões mais ricas em espécies
vegetais e animais do planeta.

O Pantanal é composto por três tipos


de áreas: as áreas que estão sempre
alagadas, as que estão periodicamente
alagadas e as que não sofrem
inundação.

Você conhece vegetações litorâneas?

As formações vegetais litorâneas aparecem ao longo do litoral brasileiro.


Podemos distinguir dois tipos de vegetação: as formações dos litorais arenosos e os
manguezais .

Formações dos Litorais Arenosos

São vegetações herbáceas e arbustivas que vivem junto ao litoral, em solo


arenoso e salgado. Nas praias essa vegetação é mais pobre, mas nas dunas é mais
diversificada e contínua, devido à maior quantidade de nutrientes e menor presença de
cloreto de sódio (sal).

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

Manguezais: é uma vegetação típica dos


litorais tropicais e que aparece em locais
que estão sujeitos à subida e descida das
marés ou são banhados por água salgada.
São vegetais halófilos, ou seja, são
vegetais de ambiente salino. Possuem
raízes aéreas , que saem da terra e
respiram oxigênio. São encontrados em
quase todo o litoral, as maiores
quantidades aparecem no litoral norte.

A DEVASTAÇÃO DAS MATAS E FLORESTAS BRASILEIRAS

Você sabia que o Brasil possui o título, nada invejável, de campeão mundial de
desmatamentos? Existem milhares de focos de desmatamento por todo o país:

 Destruição dos manguezais;


 Ocupação irracional da Amazônia;
 extinção de várias espécies na Mata Atlântica;
 incêndios criminosos nos Cerrados, entre muitos outros.

A devastação (destruição) do meio ambiente está relacionada com vários fatores,


como, por exemplo, o crescimento populacional. Para se alimentar um contingente
cada vez maior de pessoas, é necessário ocupar cada vez maiores áreas de cultivo.

Os hábitos sociais, econômicos e políticos de nossa civilização contribuem para


o uso irracional dos recursos naturais.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

Os recursos naturais do nosso planeta não são inesgotáveis. Por isso, seria
necessário procurar equilibrar o desenvolvimento tecnológico e industrial com a
preservação do meio ambiente. Isto é possível desde que o homem procure conhecer
o funcionamento dos ecossistemas, ou seja, conhecer como a natureza mantém
relações de equilíbrio entre o ambiente, os animais e os vegetais, e procurar
desenvolver formas de tecnologia que respeitem essas relações de equilíbrio. Existem
muitas técnicas desenvolvidas dessa forma, por exemplo:

 formas de combate a pragas agrícolas (insetos) utilizando outros insetos


predadores, ou seja, insetos que conheçam as pragas, evitando o uso de
substâncias tóxicas que contaminam o ambiente;
 reciclagem (reutilização) de matérias-primas como o papel (o que economiza
árvores);
 preservação das matas ciliares, que, além de evitar a erosão, evita que produtos
tóxicos contaminem os rios.

Existem previsões sobre o que poderá acontecer se a devastação continuar como


está hoje. Essas previsões afirmam que no futuro a área da Floresta Amazônica terá
uma devastação de cerca de 1.500.000 km2, e a Mata Atlântica estará praticamente
extinta.

Teste os seus conhecimentos, respondendo em seu caderno as


seguintes questões.

1. Como o homem modifica o meio ambiente?


2. Qual a diferença entre clima e tempo?
3. As massas de ar interfere no clima de Votorantim? Sim ou não ? Justifique a
sua resposta.
4. Cite os tipos mais comuns de relevo?
5. O que você entende por solo? E qual é o solo adequado para uma boa
produção agrícola?
6. Escreva o que você entendeu por bacia hidrográfica?
7. Por que os rios de planaltos são importantes para a produção de energia
elétrica?
8. Quais são as causas do desmatamentos no Brasil?

AS REGIÕES TEMPERADAS

Você sabe onde se localizam as regiões temperadas?

As regiões temperadas localizam-se nas latitudes médias, principalmente entre


os trópicos e os círculos polares.
Nessas áreas, entre o Trópico de Câncer e o Círculo Polar Ártico (Hemisfério
Norte) e entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico (Hemisfério Sul),
também aparecem outros domínios naturais: desertos e altas montanhas.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

Vamos ver como é o clima nas regiões temperadas e o resto do


mundo.

Nessas regiões existem três tipos climáticos decorrentes das diferenças de


latitude e da continentalidade:

 Temperado Oceânico
Ocorre na fachada ocidental da Europa, do Canadá e do Chile. Devido à
influência dos ventos úmidos de oeste provenientes dos oceanos, apresenta as
seguintes características:
 Chuvas bem distribuídas ao longo do ano, acentuando-se no inverno;
 Amplitude térmica pequena;
 Temperatura média do mês mais frio inferior a 18º C.

No mapa a seguir você tem a localização dos tipos de climas no mundo.


Observe com atenção.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

 Temperado Continental

Ocorre nas áreas situadas no interior dos continentes até seus limites orientais,
onde as chuvas são menos abundantes. Apresenta as seguintes características:
 Semi-úmido - pluviosidade moderada (média anual 600mm), ocorrendo
principalmente no verão;
 Precipitação nival nos meses de inverno;
 Temperatura média anual entre 8ºC a 13 º C. ;
 Grande amplitude térmica: a temperatura do mês mais quente é sempre
superior a 10ºC e as temperaturas abaixo de 0ºC são freqüentes no mês mais frio.

 Temperado Mediterrâneo

Ocorre nos limites entre os domínios tropicais e temperados, em torno do Mar


Mediterrâneo, na costa da Califórnia (EUA), litoral central do Chile, sul da África e da
Austrália. Apresenta as seguintes características:
 Os invernos são suaves e os verões, quentes e secos;
 As chuvas concentram-se nos meses mais frios (média anual de 500mm);

Nas regiões temperadas, a circulação atmosférica é intensa devido à latitude.


São áreas de confronto de massas de ar vindas das áreas polares e das áreas
tropicais, continentais e oceânicas. Somente nos climas temperados as quatro estações
do ano (verão, inverno, primavera e outono), apresentam-se bem definidas e
diferenciadas umas das outras.

E vegetação da regiões temperadas, você sabe quais as suas


características e os seus tipos?

A grande variação climática provoca nas regiões temperadas uma cobertura


vegetal muito diversificada. Nessas regiões podem ser encontradas:

 Florestas temperadas

Foram as mais destruídas entre as formações florestais do


mundo.
Aproximadamente 2/3 da população mundial vive nas
regiões temperadas. A exploração econômica
(extrativismo, agropecuária e as concentrações industriais)
reduziu muito essas florestas.

As florestas temperadas desenvolviam-se


principalmente no nordeste dos EUA, no sudeste do Canadá, na maior parte da Europa
ocidental, sul da Sibéria (Rússia), parte do Japão, parte do Chile, no Centro- Leste da
Argentina e na Nova Zelândia.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

São florestas abertas, as árvores desenvolvem-se distantes umas das outras, o


que facilita sua exploração e a penetração dos raios solares no solo; desenvolve-se
uma formação vegetal de gramíneas.

Essas florestas possuem muitas espécies arbóreas: carvalho, castanheira ,


nogueira, abeto, sequóias entre outras. Mas a biodiversidade vegetal é, sem dúvida,
menor do que a existente nas florestas equatoriais e tropicais.

Nas florestas temperadas predominam as árvores caducifólias, que se


apresentam verdes durante a primavera- verão, tornando-se amarelas e marrons no
outono- inverno, quando suas folhas caem.

 Florestas de coníferas

Localizam-se nas áreas mais frias, influenciadas


pelas massas polares. No Canadá, Europa e Rússia,
grandes extensões de terra são cobertas por essas
florestas.

São florestas homogêneas (possuem espécies


parecidas), formadas em sua maior parte por pinheiros, que
apresentam frutos e copas em forma de cone.

Encontram-se principalmente no Hemisfério Norte e são chamadas florestas


boreais. A palavra boreal é sinônimo de norte.

No Hemisfério Sul, nas latitudes onde haveria o clima frio, não existem áreas
continentais, só oceânicas.

Essas formações constituem a maior fonte de madeira mole do mundo,


largamente explorada para a fabricação de papel. Na Rússia recebe o nome de Taiga e
no Canadá, de Floresta Laurenciana.

A evaporação nessas áreas é quase inexistente devido à fraca precipitação


(pouca chuva) e às baixas temperaturas, o que permite que as árvores se mantenham
verdes o ano inteiro, embora no inverno fiquem recobertas pela neve.

Suas folhas têm forma de agulhas e são persistentes, ou seja, não caem e não
se renovam freqüentemente.

Em latitudes mais baixas, como no litoral ocidental dos EUA, particularmente na


Califórnia, também desenvolvem-se coníferas de grande porte como as sequóias.

Na região Sul do Brasil, a Mata de Araucária pertence a esse tipo de formação. A


araucária é o pinheiro brasileiro.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

 Campos Limpos

Os campos limpos localizam-se nas planícies centrais dos EUA, no Centro- Sul
do Canadá, na porção central da Argentina, Uruguai, sudoeste o Rio Grande do Sul, na
Europa oriental e na Ásia Central.

São formações campestres constituídas por uma vegetação não lenhosa;


herbáceas e gramíneas.

Na América do Norte (EUA e Canadá), são chamadas de pradarias, onde foram


largamente substituídas por áreas agrícolas. Nessas áreas predomina o cultivo de
cereais. Na América do Sul, são conhecidas como pampas platinos, sendo localizadas
como pasto natural para os enormes rebanhos de bovinos criados na região.

Na Europa e na Ásia, onde a umidade é menor, a vegetação mais seca e


descontínua recebe o nome de estepes.

AS ZONAS POLARES

As áreas de clima frio polar são aquelas de altas latitudes


( acima dos 66°33’, tanto ao norte como ao sul do equador), ou
seja, vizinhas aos pólos. Tais áreas incluem, no hemisfério Sul
, a Antártida, e no hemisfério norte, o Alasca , a Groenlândia, o
norte do Canadá, o norte da Rússia e dos países da
escandinavos (Suécia Finlândia e Noruega) e numerosas ilhas.
Essas áreas possuem elevadas pressões atmosféricas e nelas
se localizam as massas de ar polares, frias e normalmente
secas.

Curiosidades O continente Antártico


No clima frio polar
há duas estações É o mais frio que as áreas polares do norte. Existem sobre
do ano principais : esse continente permanentes camadas de gelo que chegam a
o inverno, durante o atingir espessuras de até 2 km. Também existem camadas de
qual, nos dois pólos gelo, embora de menor espessura, recobrindo parte do Alasca,
a 90° de latitudes, da Groenlândia, de algumas ilhas e até do mar na zona polar
chegar a ficar até Ártica.
seis meses sem o
sol ( noite polar ); O solo nos pólos.
no verão há mais
ou menos seis Não há solos em vastas extensões dessas áreas devido
meses de sol fraco às grossas camadas de gelo. Quando aparecem, são bastante
( dia polar) pobres, pois têm uma espessura muito pequena e pouca vida
microbiana.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

A Vegetação nos pólos.

Em especial na Antártida, é quase inexistente. Apenas nas bordas desses


continentes e em grandes trechos da Sibéria, do Alasca e da Groenlândia, bem como
em partes setentrionais da Europa, aparece a tundra , vegetação rasteira, composta
por musgos e liquens.

A Ocupação Humana nos Pólos.

Algumas áreas da zona polar Ártica são tradicionalmente habitadas


pelos lapões. Nas últimas décadas, porém devido à descoberta de riquezas
minerais, principalmente de petróleo, o norte da Sibéria ( parte da Rússia ) e o
Alasca, pertencentes aos Estados Unidos começam a ser mais intensamente
explorado, com a construção de instalações industriais e o desenvolvimento de
pequenas cidades. A Antártida é ainda desabitada, (exceto algumas instalações de
natureza científica, em especial norte americanas, russas, francesas, inglesas alemãs
etc..

Na realidade, Antártida constitui hoje a última grande porção territorial do nosso


planeta que ainda não foi incorporada na economia moderna.

Sabe-se que por baixo dessa grossa camada de gelo a geleira polar antártica
existem importantes reservas de Petróleo, ferro, cobre, ouro, manganês, urânio, carvão
e alguns outros recursos minerais. Além disso, aparece nas águas oceânicas vizinhas
à Antártida uma rica fauna, que vai desde baleias até inúmeras espécies de
crustáceos.

Portanto não pertencendo a ninguém esse


continente até 1991, todos os países vêm se respeitando em
reuniões que querem fazer a partilha desse continente.
Inclusive o Brasil mantém um pequena base na Antártida.

A proposta mais defendida é de que a Antártida se


torne uma reserva ecológica mundial, um patrimônio de toda
a humanidade. Em 1991 os países signatários do Tratado da
Antártida deram um posso nessa direção ao prorrogarem por cinqüenta anos esse
acordo: até 2041 nenhuma nação terá a propriedade de terras nesse continente.

REGIÕES DESÉRTICAS

 Qual a origem dos desertos?

 Onde se localizam as regiões desérticas ?

As regiões desérticas ou áridas localizam-se no interior dos continentes, nas


baixas e médias latitudes. Os desertos são um fato natural. Sua existência está
relacionada à dinâmica climática da Terra.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

São freqüentes nas regiões subtropicais ( latitudes próximas a 30º), onde a


pressão atmosférica é alta, provocando constantemente a ação de ventos forte secos .
O clima nas áreas desérticas. Esses ventos são responsáveis pela
diminuição da umidade relativa do ar. Por isso,
Nas regiões desérticas são
identificados dois tipos climáticos :árido e
o que caracteriza as regiões desérticas, ao
o semi-árido. contrário do que se pensa, não é o calor, e sim
O clima árido possui as seguintes a escassez ( falta ) de água.
características:
O índice pluviométrico é muito
baixo. E as chuvas são irregularmente VEGETAÇÃO NAS REGIÕES
distribuídas ao longo do ano ( caem em DESÉRTICAS
períodos curtos, de forma violenta e
rápida). Às vezes passam-se anos sem
chover. A vegetação é extremamente pobre e
As temperaturas diárias variam
adaptada às condições climáticas, sendo mais
intensamente ( amplitude térmica): os dias
são quentes e as noites são frias. A
abundante nas áreas semi-áridas. Nessas
amplitude térmica é conseqüência da baixa áreas destacam-se as cactáceas e as
umidade, que não permite a formação das bromeliáceas, vegetais xeromorfos , cujas
nuvens. características são:
O céu limpo facilita o aquecimento • apresentam espinhos no lugar das
durante o dia, e a perda de calor durante a folhas para diminuir a transpiração;
noite. • os caules são recobertos por uma
O clima semi-árido (semi- desértico) espécie de cera para evitar a
domina as áreas que envolvem os evaporação;
desertos; são zonas de transição.
• suas raízes são finas e longas
(raízes capilares) para buscar água
no subsolo;
• apresentam estruturas adaptadas
Você sabe como são os rios dos para o armazenamento de água.
desertos ?
Desenvolve-se também uma vegetação
A rede hidrográfica nas regiões rasteira de gramíneas. O ciclo vital curto dessa
desérticas é extremamente pobre. Os
rios são intermitentes ou temporários
(secam durante vários meses) em sua
maioria.
Esses rios formam-se durante os
breves períodos de chuvas. Somente
os rios que nascem fora das áreas
desérticas são permanentes, como, por
exemplo, o Rio Nilo, que atravessa o
deserto do Saara, localizado na África.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

formação coincide com o período da chuvas.

Nas áreas áridas (desertos) a vegetação é quase inexistente.

Contudo pode-se encontrar uma vegetação mais rica nos oásis, que são áreas
onde lençóis de água subterrânea afloram formando lagos. A umidade local aumenta,
possibilitando a formação de solo e o desenvolvimento de vegetais como tamareiras e
palmeiras.

O RELEVO E SOLO NAS REGIÕES DESÉRTICAS

O ambiente seco e a forte ação do vento não permitem a decomposição química


das rochas e, conseqüentemente, a formação do solo.

As rochas, devido às variações térmicas, dilatam e contraem, sofrendo um


processo de desagregação e formando terrenos de superfície pedregosa ou arenosa.
Os desertos de pedras localizados nos planaltos são conhecidos como hamadas.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

Nas áreas recobertas pelos lençóis de areia ( ergs ), a ação do vento forma as
dunas.

Os inselbergs também são característicos das áreas desérticas. São maciços ou


elevações antigas de rochas resistentes que sofreram menos ação do vento e da
variação térmica. São testemunhos de um relevo mais elevado existente no passado.

As depressões absolutas e relativas também são encontradas nas áreas


desérticas.

A ocupação humana nos desertos.

Os desertos constituem vazios demográficos,


E os animais dos
pois as condições climáticas dificultam a ocupação
desertos? Como são?
humana. Somente nas áreas ao longo dos rios, ao
redor dos lagos e nas faixas litorâneas encontra-se
São poucos os animais
um maior contigente populacional.
adaptados à escassez de
Nas áreas semi- desérticas são comuns os
água dos desertos.
grupos nômades de criadores de gado ovino
Além dos camelos, que
(ovelhas). Esses grupos deslocam-se com seus
conseguem evitar a
rebanhos de um lugar para outro atraídos pelas
desidratação armazenando
chuvas, que permitem a formação de pastos
grande quantidade de água
temporários.
em seu organismo, podem ser
Porém, os períodos prolongados de seca
observados lagartos, cobras,
provocam a perda das colheitas e do gado.
roedores e insetos.
Nos últimos anos, no entanto, a construção de
poços artesianos e de canais artificiais de irrigação nas áreas desérticas tem
contribuído para uma maior ocupação dessas áreas, uma vez que a prática agrícola se
torna possível.
As recentes descobertas de reservas minerais, principalmente petróleo, têm
motivado o homem a procurar soluções para conviver com as condições naturais
adversas dos desertos.

O processo de desertificação

Processo de desertificação vem ocorrendo nas áreas vizinhas aos desertos.

Ocorre quando a água perdida por evaporação ou escoamentos é superior à


recebida pelas chuvas.

A desertificação atual é resultante principalmente da ação humana, como, por


exemplo, o desmatamento da vegetação original.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

As altas montanhas

As altas montanhas constituem um tipo de relevo jovem (do período Terciário e


ainda pouco gasto pela erosão) e de elevadas altitudes, normalmente acima do
4000m. Incluem-se nessa classificação as seguintes cadeias de montanhas : os Alpes,
os Apeninos, os Pireneus e os Cárpatos na Europa; os Andes e as montanhas
Rochosas ( no continente americano ); o Atlas ( na África); o Himalaia ( na Ásia); e
outras menos conhecidas.
Essas áreas
montanhosas possuem
feições muito
particulares, diferentes
das regiões vizinhas.
Elas aparecem em
latitudes baixas e
médias, mas as altitudes
lhes conferem
características
climáticas, e , portanto
de solo e vegetação,
diversas das que teriam
por sua posição
geográfica. Assim, as
altas montanhas situadas
na zona intertropical
apresentam uma
paisagem natural peculiar diferente das áreas tropicais. O mesmo ocorre com as
paisagens montanhosas das zonas temperadas.

A temperatura do ar diminui à medida que aumenta a altitude. As zonas


montanhosas são portanto, frias. É comum a existência de neve eterna nas suas partes
mais altas, pois a queda da neve é superior ao degelo, formando assim as geleiras
alpinas ou montanhosas. Ainda devido às elevadas altitudes, a pressão atmosférica é
baixa. As precipitações (chuvas e geadas) são normalmente abundantes.

A vegetação divide-se por “andares”: nas partes mais baixas ( de 0 a 300 metros)
podemos encontrar matas e pastos; mais acima (de 300 a 1000 metros), florestas de
folhas caducas; de mais ou menos 1000 a 2400 metros, pinheirais; de cerca de 2400 a
3000 metros, campos alpinos, um tipo de vegetação orófila* ; acima dos 3000 metros,
há apenas rochas e gelo eterno.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

Apesar de em geral não serem densamente povoadas, as zonas montanhosas


são bastante utilizadas pelo homem.

Em algumas o povoamento chega a ser intenso, como no México, no Peru ou no


Chile, onde existem numerosas cidades localizadas em altitudes superiores a 4000
metros. A cidade de Aucanquilcha, no Chile, situa-se a 5 334 metros acima do nível do
mar. Em outros lugares, onde as condições para o povoamento são precárias, utilizam-
se as montanhas como centros de lazer (alpinismo, esqui), ou como caminho, área de
passagem, cortando-as com extensos túneis e pontes.

*Florestas de folhas caducas: São formadas por plantas que perdem as folhas no
inverno.

Vegetação orófila: É a vegetação formada por plantas adaptadas ao ambiente das


montanhas.

Avalie os seus conhecimentos respondendo em seu caderno as questões a


seguir.

1. Se nos pólos não há solo bom para a agricultura, como os seus habitantes
se alimentam?
2. Como se caracteriza as regiões desérticas?
3. Explique a ocupação humana nos desertos?

Fim.
Boa Sorte.

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

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Módulo 11 CEESVO A DINÂMICA DA NATUREZA

EQUIPE DE GEOGRAFIA CEESVO 2004

Deise Quevedo Bertaco


Jaime Aparecido da Silva
Maria de Fátima Pinto

COLABORAÇÃO

Luiz Gustavo Cerqueira Ferreira


Júlia de Oliveira Rodrigues Vieira
Neiva Aparecida Ferraz Nunes

DIREÇÃO

Elisabete Marinoni Gomes


Maria Isabel R. de C. Kupper

APOIO

Prefeitura Municipal de Votorantim

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