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COMPLEXOS E POLINÔMIOS 3ª SÉRIE – MATEMÁTICA ENSINO MÉDIO

PROFº CARTEGIANE VERAS

Exercícios de Números Complexos – Forma Algébrica


1. Resolva, em C, cada equação:
a) x 2  4 x  13  0 b) 9 x 2  36 x  37  0 c) x 4  5x 2  6  0
Solução. Utilizando a fórmula da equação do 2º grau, temos:

 (4)  (4) 2  4(1)(13) 4  16  52 4   36


x 2  4 x  13  0  x    
2(1) 2 2
a)  4  6i
  2  3i
x 2  V  2  3i,2  3i
 4  6i
 2  2  3i

 (36)  (36) 2  4(9)(37 ) 36  1296  1332 36   36


9 x 2  36 x  37  0  x    
2(9) 18 18
b)  36  6i 6  i
 18  3 6  i 6  i 
x V   , 
 36  6i  6  i  3 3 
 18 3

 x 2  y
 4  x 4  5x 2  6  0  y 2  5 y  6  0
 x  y 2

 5  1  x   2  2i
  2  
 (5)  (5) 2  4(1)(6)  5  25  24  5  1  2  x    2   2i
c) y     y
2(1) 2 2  5 1  x   3  3i
 2  3  
  x    3   3i

V   3i, 3i, 2i, 2i 
2. Qual o valor de m para que o produto (2  mi).(3  i) , seja um imaginário puro?
Solução. Para que um número complexo seja imaginário puro, a parte real deve ser nula.
Desenvolvendo, temos:
Re( z )  (6  m)
z  (2  mi).(3  i )  6  2i  3mi  mi 2  6  (2  3m)i  m  (6  m)  (2  3m)i   
Im( z )  (2  3m)
 Re( z )  0  (6  m)  0  m  6

3. Dado z  (m  2)  (m 2  16)i , determine m real de modo que z seja um número real não nulo.

Solução. Para que um número complexo seja real, a parte imaginária deve ser nula. Temos:

Re( z )  (m  2)  0 m  4
z  (m  2)  (m 2  16)i    
Im( z )  (m  16)  0  (m  4).(m  4)  0 m  4
2

4. Observe o gráfico e escreva a forma algébrica dos números representados no plano Argand-Gauss e
seus respectivos conjugados e módulos.

A = 3i A  – 3i A 0 2  (3) 2  9  3

B = 3 + 2i B  3 – 2i B  32  2 2  9  4  13

C = – 2i C  2i C  0 2  (2) 2  4  2

D = – 4 – 3i D – 4 + 3i
D  (4) 2  (3) 2  16  9  25  5

5. Determine os valores reais de m e n para que  m    n 2  1i  3i .


 1
 2
Solução. Dois complexos são iguais e suas partes reais e imaginárias o forem. Temos:

 1 1
 m 0 m 
 1
  
 m    n  1 i  0  3i  
2
2 2
n2
 2 n 2  1  3  n 2  4  
 n  2

6. Dados os complexos z1  4  3i , z 2  1  5i e z 3  4  7i , determine:


z1 z1  z 2
a) z1  z 2  z 3 b) Re (3z1  z 2  2 z 3 ) c) z1 .z 2 d) e)
z2 z 2  z3
Solução. Efetuando as operações com complexos, temos:

a) z1  z 2  z 3  4  3i  1  5i  4  7i  4  1  4  3i  5i  7i  1  5i

b) Re (3z1  z 2  2 z 3 )  Re(12  9i  1  5i  8  14i)  Re(12  1  8  9i  5i  14i)  Re(19  10i)  19


c) z1 .z 2  (4  3i).(1  5i)  4  20i  3i  15i 2  4  15  23i  11  23i

z1 4  3i 4  3i  1  5i   4  20i  3i  15i 2  4  15  17i 19 17


d)   .     i
z 2  1  5i  1  5i  1  5i  (1)  (5)
2 2
26 26 26

z1  z 2  3  2i   3  2i 3  12i   9  36i  6i  24   33 30  33 30
e)   .    i   i
z 2  z 3  3  12i   3  12i 3  12i   9  144   153 153  153 153

7. (FEI-SP) Se a soma dos valores complexos z  2 z  3 z  4 z é 320 + 28i ( z é conjugado de z), então:

( ) z = 10 – 2i ( ) z = 10 + 2i ( X ) z = 32 – 14i ( ) z = 32 – 2i ( )z=2+
14i

Solução. Considerando z = a + bi, efetuando a soma e igualando as partes reais e imaginárias,


temos:

 z  a  bi
  z  2 z  3 z  4 z  4 z  6 z  4(a  bi)  6(a  bi)  4a  4bi  6a  6bi  10 a  2bi
 z  a  bi
10 a  320  a  32
 10 a  2bi  320  28i    z  32  14i
 2b  28  b  14

1  2i
8. (UFBA) Sendo (2  i )x  (4  3i ) y , calcule (2xy), com x, y  IR .
i
Solução. Desenvolvendo a expressão do lado direito e eliminando a unidade do denominador,
temos:

1  2i i i2
(2  i ) x  4 y  3 yi  .  2 x  xi  4 y  3 yi   2 x  4 y  xi  3 yi  i  2  0 
i i 1
2 x  4 y  2 2 x  4 y  2
 (2 x  4 y  2)  ( x  3 y  1)i  0     2y  4  y  2
 x  3 y  1  (2)  2 x  6 y  2
10
 2 x  4(2)  2  2 x  2  8  x  5
2
Logo, 2 xy   (2.2.5)  20
xi
9. (UFBA) Existe um número real x tal que z  é um número imaginário puro. Determine o
1  3i
simétrico de x.
Solução. Escrevendo a forma algébrica de “z” e igualando a parte real a zero, temos:
 xi x  i 1  3i x  3xi  i  3i 2 x  3 3x  1
z   .    i x3
 1  3i 1  3i 1  3i 12  3 2 10 10   0  x  3  Simétrico(3)  3
Re( z )  0 10

10. (UNEB-BA) Se i é a unidade imaginária, qual é o valor de i 25  i 39  i108  i.i 50 ?


Solução. Substituindo as potências de “i” pelos respectivos restos pela divisão por 4, temos:

i 25  i 39  i108  i.i 50  i 1  i 3  i 0  i.i 2  i  i  1  i  1  i

11. (UF-AL) Seja o número complexo z  i101  i102  i103  i104  i105  i106 . Calculando-se z 2 , obtém-
se:

( X ) – 2i ( ) 2i ( )–1+i ( ) 2 – 2i ( ) – 6 + 6i

Solução. Substituindo as potências de “i” pelos respectivos restos pela divisão por 4, temos:

z  i 101  i 102  i 103  i 104  i 105  i 106  i 1  i 2  i 3  i 0  i 1  i 2  i  1  i  1  i  1  i  1


z 2  (i  1) 2  i 2  2i  1  1  2i  1  2i

12. (FUVEST) Considere a equação z 2  z  (  1) z , onde  é um número real e z indica o


conjugado do número complexo z.
a) Determine os valores de  para os quais a equação tem quatro raízes distintas.
b) Representar, no plano complexo, as raízes dessa equação quando   0 .

Solução. Considerando z = a + bi e efetuando as operações, temos:

 z  a  bi
  z 2  z  (  1) z  (a  bi) 2   (a  bi)  (  1)(a  bi) 
 z  a  bi

a)  a 2  b 2  2abi  a  bi  a  bi  a  bi  a 2  b 2  2a  a  (2ab  b)i  0 
a 2  b 2  2a  a  0

 b  0
 
2ab  b  0  b(2a  1)  0  a  1
  2

a  0
i) b  0  a 2  2a  a  0  a(a  2  1)  0  
a  2  1
2
1 1 1 1 1 1 3 3
a     b 2  2       0   b 2     0  b 2     0  b 2   
2 2 2 2 4 2 4 4
ii)
3
b 
4

3 3
Para que as raízes sejam distintas, o radicando deve ser maior que zero. Logo,   0   
4 4

a  0 z  0
b0  1
a  2(0)  1  1  z 2  1

b) Se   0 , temos:  3  1 3
 b  z3   i
1  3 3  2  2 2
a   b     b   0   
2  4 4 b   3 z  1  3 i
 2  4 2 2

Representação no plano complexo.


Exercícios de Números Complexos – Forma Trigonométrica

1. Dê a forma trigonométrica do complexo de afixo 2,2 3 .  


Solução. Calculando módulo e argumento, temos:


 
 z  2   2 3  4  12  16  4
2 2

 z  4cos 300º isen300º 
sen  b   2 3   3  .
 
 5  
z 4 2 ou
    300º    
 a 2 1  3  z  4 cos 5  isen 5 
 cos       3 3 
 z 4 2

2. Escreva a forma trigonométrica dos complexos:


 3i
a) z  b) z   6  2i c) z  4i d) z  3
2
Solução. Calculando módulo e argumento em cada item, temos:

 2
 z    3    1   3  1  4  1
2

  2  2 4 4 4
   
a)  1 z  cos 150º isen150º  .
 
b 2 1  ou
sen   
 z 1 2  5   5 5 
    150º    z   cos  isen 
 3  6  
  6 6 

 a 2  3
 cos   
 z 1 2


z    6    2 
2 2
 62  8 2 2 
 z  2 2 cos 210º isen210º 
b  2 1 
b) sen   
 ou .
 z 2 2 2  7 
    210º     7 7 
 a  6 3  6  z  2 2  cos  isen 
cos       6 6 
 z 2 2 2

 z  0 2   4 2  16  4 
 z  4cos 270º isen270º 
c)  b 4  .
sen    1
 z 4  3    ou
    270º    
cos   a 0
 0  2  z  4 cos 3  isen 3 

 z 4   2 2 
 z   32  02  9  3

 z  3cos180º isen180º 
d) sen    0
b 0
 .
 z 3  ou
    180º   z  3cos   isen
cos   a   3  1 
 z 3


3. Escreva a forma algébrica dos complexos:


 7 
a) z  cis b) z  2cis c) z  10cis d) z  8cis
4 6 2
Solução. A expressão “cis” representa cos(arg) + i.sen(arg), onde “arg” é o argumento do
complexo.

  
b) z  2cis  2cos   isen   2 1  i.0  2 .
2 2
a) z  cis  cos  isen  i .
4 4 4 2 2

 
c) z  10cis 7  10 cos 7  isen 7   10  3  i 1   5 3  5i .
6  6  6   2 2

d) z  8cis   8 cos   isen    80  i.1  8i .


2  2 2

  
4. Ache o conjugado de z 34 sendo z   cos  isen  .
 8 8
Solução. Aplicando a fórmula de Moivre, temos:

   
z   cos 8  isen 8 
       34 34 
  z 34   cos34.  isen34.    cos  isen 
   8 
34
z 34   cos   isen   8 8 8
  
  8 8
34 32 2  .
OBS :   
8 8 8 4
   2 2  2 2  2 2
z 34   cos  isen    i  z 34    i   i
 4 4  2 2  2 2  2 2

2  5 2i
5. Se z  , determine, na forma algébrica, z 13 .
6  4i
Solução. Expressando “z” na forma (a + bi) e calculando a potência, temos:
2  5 2i 2  5 2i 6  4i 6 2  4 2i  30 2i  20 2i 2 26 2  26 2i 2 2
z  .     i
6  4i 6  4i 6  4i 6  4i
2 2
52 2 2
2
 2 2  2  2  2  2 2 2 2(2) 2
z  
2
 i    2 i  i   i   i .
 2 2  4  2  2  4 4 4 4

6 2 2  2 2   2 2 
6
 
z 13  z 2 z    i   i    i . i 
4 2
 i   (1)( 1)  i  
2

2
i
 2 2   2 2   2 2  2 2

1 i
6. (UERJ) Considere o seguinte número complexo: z  . Ao escrever z na forma
1 i 3
trigonométrica, os valores do módulo e do argumento serão respectivamente:

25 17 2 25 2 17


a) 2 e b) 2 e c) e d) e
12 12 2 12 2 12
Solução. Escrevendo o numerador e o denominador na forma complexa e dividindo, temos:

 1 
cos   2
1
i) 7 . ii) cos   2 .
1  i  (1)2  ( 1)2  2    1  i 3  (1)  ( 3 )  1  3  2  
2 2

sen   1 4 sen  3 3
 2  2

 7 7 
2. cos  isen 
1 i  4 4  2   7    7  
z   . cos    isen  
1 i 3    2   4 3   4 3 
Logo, 2. cos  isen  .
 3 3
 2
z 
2  17   17   2
z . cos   isen 
2  12   12   17
Arg( z) 
 12

m  6i
7. Calcule m de modo que a imagem do número z  esteja na bissetriz dos quadrantes ímpares.
2i
Solução. Para que a condição ocorra, o complexo z = a + bi é tal que a = b.

m  6i m  6i 2  i  2m  mi  12i  6i 2 2m  6 m  12
z  .    i  2m  6  m  12  m  18 .
2i 2  i 2  i  4 1 5 5

8. (CESGRANRIO) Seja w  a  bi um complexo onde a > 0 e b > 0. Seja w o seu conjugado. Qual a
área do quadrilátero de vértices w , w ,  w e  w ?

Solução. Representando no plano Argand-Gauss, temos o retângulo.


w  a  bi

w  a  bi
  Área  a   a .b   b   2a . 2b  4ab .
  w   a  bi
 w  a  bi

9. (MACK) As representações gráficas dos complexos 1  i , 1  i 2 ,  1 e 1  i 2 , são vértices de um


polígono de área:
3
a) 2 b) 1 c) d) 3 e)
2
4
Solução. Uma fórmula conhecida para calcular a área de um triângulo dado por coordenadas
cartesianas no plano é:

x1 y2 1
1
A  . x2 y2 1 , onde P(x1, y1), Q(x2, y2) e R(x3, y3) são
2
x3 y3 1
os vértices do triângulo.
No caso do exercício temos os pontos:

i) 1  i  P(1,1) . ii) 1  i   2i  P(0,2) .


2

iii)  1  P(1,0) . iv) 1  i   2i  P(0,2) .


2

Dividindo o quadrilátero em dois triângulos aplica-se a fórmula somando-se os resultados.


1 1 1 1 0 1
0 2 1  1(2)  1(1)  1(2)  .
1 1 3
0  2 1   1(3)  0(1)  1(2)  .
A1: A2: 1 1 5
2 2 2 2 2 2
1 0 1 1 1 1

3 5 8
Logo, a área será A     4.
2 2 2
10. Um triângulo eqüilátero ABC está inscrito em uma circunferência com centro na origem do plano
complexo. O vértice A é o afixo do complexo 3  i . Determine as coordenadas dos pontos B e C.

Solução. O módulo do complexo será o raio da circunferência. O triângulo eqüilátero divide a


circunferência em três arcos congruentes. Logo, cada afixo está distante do outro consecutivo de
120º.
A  z1  3  i  z   3
2
 12  2
 1   2 5  .
sen1     
 2   2 6 3 6
  1   
cos   3 6   5  2  9  3


1
2 

3
6 3 6 2
  5 5 
B  z 2  2 cos 6  isen 6    3,1  
  


C  z  2 cos   
 isen   0,2
3 3


2
 2 2 

11. (IBMEC) Se A, B e C representam, no plano Argand-Gauss, as imagens das raízes complexas da


equação x 3  2 x 2  5x  0 , então o perímetro do triângulo ABC é igual a:

a) 2  4 5 b) 4  2 5 c) 5  4 2 d) 4  5 2 e) 5  2 5

Solução. Resolvendo a equação, temos:

x  0 x1  0
 

x  2x  5 x  0  x x  2x  5  0   2
3 2 2 
2  4  20 2   16 2  4i  raízes : x 2  1  2i
x  2x  5  0  x    x  1  2i
 2 2 2  3
.

Representando no plano, temos:

AB  1  2i  12  2 2  5


AC  1  2i  1   2  5  Perímetro  4  2 5
2 2 .

BC  1  2i  1  2i  4i  4

12. O número complexo z possui afixo no 2º quadrante do plano Argand-Gauss. Se


z  z  2 z  3  3i , determine z, seu módulo e seu argumento.
2

Solução. Resolvendo a equação para z = x + yi, temos:


2
 
z  z  2z  3  3i  x 2  y 2  ( x  yi)  2( x  yi)  3  3i  x 2  y 2  x  2x  yi  2yi  3  3i 
3 y  3  y  1
 
 x 2  y 2  x  3 y i  3  3i   2  x2  x  2  0
 x  1 2
 x  3
 1 3 .
 x   2
1  1  4(1)( 2) 1  9 1  3  2 z  2  i  1º Quadrante
x     Complexo :  1
2 2 2 x  1  3  1 z 2  1  i  2º Quadrante

 2
i)Módulo : z 2   1  i   12  (1) 2  2
 1
sen 
  3 
   135º    rad 
2
ii)Argumento : 
cos    1  4 

 2

7
13. Se o módulo de um complexo é igual a 2 e seu argumento, , a expressão algébrica deste
4
número é:

a) 1  i b) 2i c) i d) 1  i e) 1  i

 
Solução. Temos: z  2  cos 7  isen 7   2  2  2   1  i .
 4 4   2 2 


14. Na figura P é o afixo do número complexo z. Se o ângulo assinalado mede rad , escreva z na
6
forma trigonométrica e na forma algébrica.

Solução. O ângulo em graus mede 30º. Logo o arco medido no sentido positivo é
5
de 300º ou rad . A circunferência possui raio 2, logo o módulo de P vale 2.
6
Temos:
 5 5  1 3 
i)Trigonométrica : z  2 cos  isen  ; ii)A lg ébrica : z  2  i  1  3i
 3 3   2 
2

15. Dados z1  4.cos 30º isen30 º  , z 2  3.cos 120 º isen120 º  e z 3  2.cos 270 º isen 270 º  números
complexos, escreva na forma trigonométrica os resultados das operações:

c) z 2  d) z 3 
z 5 8
a) z1 .z 2 b) 1
z3
Solução. Aplicando as operações usuais e a fórmula de Moivre, temos:

 z1  4cos30º isen 30º 


  z1 .z 2  (4).(3)cos30º 120 º   isen 30º 120 º  
a)  z 2  3cos120 º isen120 º  .
 z1 .z 2  12cos150 º   isen 150 º 
 z1  4cos30º isen30º 
 1  cos30º 270 º   isen 30º 270 º  
z 4

z  2cos 270 º isen 270 º  z 3 2
b)  3 .
 2cos 240 º   isen  240 º   2cos120 º   isen 120 º 
z1

z3

 z 2  3cos120 º isen120 º 
 z 2   243cos5  120 º   isen 5  120 º  
5

c) z 2   3 cos120 º isen120 º 
5 5 5
.
 z 2   243cos600 º   isen 600 º   243cos240 º   isen 240 º 
5

 z 3  2cos 270 º º isen 270 º 


  z 3   256cos8  270 º   isen 8  270 º  
8

d)  z 3   2 cos 270 º isen 270 º 
8 8 8
.
  z 3   256cos2160 º   isen 2160 º   256cos0º   isen 0º 
8

16. (FGV) Três números complexos estão representados no plano de Argand-Gauss por três pontos que
dividem uma circunferência de centro na origem (0,0) em partes iguais. Um desses números é igual a 1.
Determine os outros dois números, faça um esboço da circunferência e calcule a área do triângulo cujos
vértices são os três pontos.

Solução. O módulo do complexo será o raio da circunferência que vale 1. O triângulo eqüilátero
divide a circunferência em três arcos congruentes. Logo, cada afixo está distante do outro
2
consecutivo de 120º ou .
3

z1  1  z  12  0 2 1
 0  2 2
sen1  1
  2  0  3  3

  1  0  
cos   1   2  2  4 .


1
1 

3
3 3 3
  2 2   1 3 
z 2  z 2  1 cos  isen     ,
  3 3   2 2 

  4 4   1 3 
z 3  z 2  1 cos 3  isen 3     2 , 2 
    

A área é calculada aplicando a metade do módulo do determinante das coordenadas:


1 0 1
1 1 3 1  3 3   3 3  1  3  1 3 3  3 3 .
A  1 1    0  1      3     
2 2 2 2   2 2   4 4  2  2  2 2  4
1 3
  1
2 2

3 1
17. (VUNESP) Considere o complexo u   i , onde i   1 . Encontre o número complexo v
2 2
cujo módulo é igual a 2 e cujo argumento é o triplo do argumento principal de u.

Solução. Escrevendo o complexo “u” na forma trigonométrica e verificando as condições, temos:

2
 3 2

u
3 1
 i  u      1   3 1
 1
2 2  2
 2  4 4
 1   
 1 . R: v  2 cos  isen   2i
2
sen u       2 2
 1 2   v  3 6   2
  u     
 3 6 v  2
 3 
cos  u  2 
 1 2

18. Obtenha as raízes cúbicas da unidade. Isto é, calcule 3 z , onde z = 1.


Solução. Escrevendo z = 1 na forma trigonométrica e aplicando a radiciação, temos:

 0
sen  0

z  1  z  1  0  1   1    0  z  cos0  2k  isen0  2k; k  Z
2 2

cos   1
 1
 1

w 3  z  w k  z 1/ 3

 cos0  2k  isen0  2k  cos
1/ 3 0  2k  isen 0  2k

 3 3 
.

w 0  cos
0  2(0)  isen 0  2(0)  cos 0  isen 0   1
  3 
 3 3   3

w 1  cos
0  2(1)  isen 0  2(1)  cos 2  isen 2    1  3 i
  3 
 3 3   3 2 2

w 2  cos
0  2(2)  isen 0  2(2)  cos 4  isen 4    1  3 i
  3 
 3 3   3 2 2

  1 3   1 3 
R : 1,    i ,    i 

  2 2  2 2  
19. Determine as raízes quadradas de z  2  2 3i
Solução. Escrevendo z  2  2 3i na forma trigonométrica e aplicando a radiciação, temos:
22   2 
2
z  2  2 3i  z  3  4  12  16  4
 2 3  3
sen  
 4 2    5  z  4 cos 5  2k   isen 5  2k ; k  Z
  
cos   2  1 3   3   3 

 4 2
1/ 2 .
  5  6k   5  6k   5  6k 5  6k 
w  z  wk  z
2 1/ 2
4 1/ 2
cos   isen   4 cos  isen 
  3   3   6 6 
 5  6(0) 5  6(0)   5 5   3 1
w 0  2cos  isen   2cos  isen   2  isen    3  i
 6 6   6 6  2 2

 5  6(1) 5  6(1)   11 11   3 1


w 1  2cos  isen   2cos  isen   2  isen   3  i
 6 6   6 6   2 2

R :  3  i, 3 i 
20. Determine as raízes quartas de 81.

Solução. Escrevendo z = 81 na forma trigonométrica e aplicando a radiciação, temos:

 0
sen  0

   0  z  81cos0  2k  isen0  2k; k  Z
81
z  81  z  81  
cos   81  1

 81

w 4  z  w k  z 1/ 4  81 cos0  2k  isen0  2k  3 cos
1/ 4 1/ 4 0  2k  isen 0  2k

 4 4 

w 0  3 cos
0  2(0)  isen 0  2(0)  3cos 0  isen 0   3
  4 
 4 4   4

w 1  3 cos
0  2(1)  isen 0  2(1)  3cos   isen    30  1i  3i .
  2 
 4 4   2

w 2  3 cos
0  2(2)  isen 0  2(2)  3cos   isen  3 1  0i  3

 4 4 

w 3  3 cos
0  2(3)  isen 0  2(3)  3cos 3  isen 3   30  0i  3i
  2 
 4 4   2
R : 3,3,3i,3i

  
21. Uma das raízes cúbicas de um número complexo z é w0  2 cos  isen  .
 6 6
a) Determine, na forma algébrica, as outras raízes cúbicas de z. Resposta:  3  i ,2i   
b) Escreva z na forma algébrica. Resposta: z = (– 2i)3 = 8i.

Solução. Como são raízes cúbicas, então há w0, w1 e w2. Temos:


   2    2    5 5   3 1 
w 1  2cos    isen    2 cos  isen   2   i   3  i
 6 3   6 3   6 6   2 2 
  5 2   5  2    3 3 
w 2  2cos    isen    2 cos  isen   20  1i  2i .
  6 3   6 3   2 2 
  
R :  3  i ,2i
22. Determine a área do polígono cujos vértices são afixos das soluções complexas da equação
w 4  16 .

Solução. Encontrando as raízes cúbicas de 16, temos:

 0
sen  16  0

z  16  z  16      0  z  16cos0  2k  isen0  2k; k  Z
cos   16  1

 16

w 4  z  w k  z 1 / 4  16 cos0  2k  isen0  2k  2cos
1/ 4 1/ 4 0  2k  isen 0  2k

 4 4 

w 0  2cos
0  2(0)  isen 0  2(0)  2cos 0  isen 0   2
  4 
 4 4   4

w 1  2cos
0  2(1)  isen 0  2(1)  2cos   isen    20  1i  2i .
  2 
 4 4   2

w 2  2cos
0  2(2)  isen 0  2(2)  2cos   isen  2 1  0i  2

 4 4 

w 3  2cos
0  2(3)  isen 0  2(3)  2cos 3  isen 3   20  0i  2i
  2 
 4 4   2
R : 2,2,2i,2i

A área vale o quádruplo da área de um triângulo retângulo isósceles de cateto


2:

 2 2 
A  4   8.
 2 

23. (PUC) Ache todas as soluções complexas da equação z 6  1  0 .


Solução. Encontrando as raízes sextas de – 1, temos:
 0
sen  0

z  1  z   1  0  1   1      z  cos  2k  isen  2k; k  Z
2 2

cos   1
  1
 1

w 6  z  w k  z1/ 6

 cos  2k  isen  2k  cos
1/ 6   2k  isen   2k

 6 6 

w 0  cos
  2(0)  isen   2(0)  cos   isen    3  1 i
  6 
 6 6   6 2 2

w 1  cos
  2(1)  isen   2(1)  cos   isen    i
  2 
 6 6   2

w 2  cos
  2(2)  isen   2(2)  cos 5  isen 5    3  1 i
  6 
 6 6   6 2 2

w 3  cos
  2(3)  isen   2(3)  cos 7  isen 7    3  1 i
  6 
 6 6   6 2 2

w 4  cos
  2( 4)  isen   2( 4)  cos 3  isen 3   i
  2 
 6 6   2

w 5  cos
  2(5)  isen   2(5)   11 11  3 1
 cos 6  isen 6   2  2 i
 6 6    .

 3 1   3 1   3 1   3 1   
R :   i ,    i ,    i ,   i , i,i

 2 2  2 2  2 2  2 2   
n
 2 2 
24. Qual o menor valor natural de n, n  0 , para que    i  seja um número real?
 2 2 
Solução. Escrevendo o complexo na forma trigonométrica, temos:

2 2
2 2  2   2 1 1
z  i  z        
  1
2 2  2   2  2 2
 2
sen 
 2    3  z  cos 3   isen 3 ; k  Z .
    
cos    2 4  4   4 

 2
n
  3   3   n.3   n.3   n.3  n.3
z  cos   isen   cos
n
  isen   z real  sen
n
0  k 
  4   4   4   4   4  4
4k 4k
n  N
3 3

Para que “n” seja natural, (4k) deve ser o menor múltiplo de 3. Logo, (4k) = 12. O menor valor é
n = 4.

25. (UFRJ) Determine o menor inteiro n  1 para o qual  3 i 


n
é um número real positivo.
Solução. Escrevendo o complexo na forma trigonométrica, temos:
z  3 i z   3 2
 1  3  1  2
2

 1
sen 
 2      
     z  2cos   isen ; k  Z .
cos   3 6  6  6 

 2
n
       n   n    n  n
z n  2cos   isen   2n cos   isen   z nreal  sen   0   k 
  
6  
6   6  
6  6 6
n  6k  N

Para k = 1, n = 6. Mas a parte real seria cos  1  0 . Logo, k = 2 e o menor “n” é 12.

Exercícios de Polinômios – Conceito e operações

1. Determine o quociente da divisão de (15a2b + 20ab2 + 30a2b2) por (5ab).

Solução. Na divisão de polinômio por monômio basta colocar este em evidência.

 D  15a 2 b  20 ab 2  30 a 2 b 2
  15a 2 b  20 ab 2  30 a 2 b 2  5ab(3a  4b  6ab)
d  5ab
Logo : Q  3a  4b  6ab

2. Sabendo-se que o número complexo z = 1 + i é raiz do polinômio P(x) = 2x4 + 2x2 + x + a, calcule o
valor de a.
Solução. Se z = 1 + i é raiz de P(x), então P(1 + i) = 0. Substituindo, vem:

(1  i ) 2  1  2i  i 2  1  2i  1  2i
OBS : 
 
(1  i ) 4  (1  i ) 2  2i 2  4i 2  4
2

 P(1  i )  2(1  i ) 4  2(1  i ) 2  (1  i )  a


  2(4)  2(2i )  1  i  a  0  8  4i  1  i  a  0
 P (1  i )  0
 7  5i  a  0  a  7  5i

3. Calcule o resto da divisão do polinômio x4 + x3 - 7x2 + x + 9 por x2 + 2x + 1.


Solução. Utilizando a divisão pelo método da chave, vem:
 D( x)  x 4  3 x 3  7 x 2  x  9

d ( x )  x  2 x  1
2


Q( x)  x  x  6
2

r ( x)  14 x  15  resto

4. Dividindo (x3 − 4x2 + 7x − 3) por um certo P(x), obtém-se o quociente (x − 1) e resto (2x − 1).
Determine P(x).

Solução. Identificando P(x) como o divisor e aplicando na expressão da divisão entre polinômios,
vem:

D( x)  P( x).Q( x)  r ( x)  x 3  4 x 2  7 x  3  P( x).( x  1)  (2 x  1) 
 x 3  4 x 2  7 x  3  P( x).x  1  (2 x  1)  x 3  4 x 2  7 x  3  2 x  1  P( x).x  1 
 
P( x)  x 3  4 x 2  5 x  2  x  1

Dividindo encontra-se P( x)  x  3x  2 .
2

5. Determinar m, n e p de modo que P(x) = px4 + (n – p – 1)x2 + (2m – n – p)x seja um polinômio
nulo.
Solução. Para que o polinômio seja nulo, todos os coeficientes e o termo independente devem ser
nulos:

p  0 n  1  0  n  1
 P( x)  px 4  (n  p  1) x 2  (2m  n  p) x  
  n  p  1  0   1
 P( x)  0  polinômio(nulo) 2m  n  p  0 2m  (1)  0  0  m  2

 1
 m 
2

Logo : n  1
p  0

6. (PUC-SP) Calcule o número de raízes reais do polinômio p(x) = (x2 + 1) (x – 1) (x +1).


Solução. As raízes de P(x) são os valores que anulam P(x). Como P(x) está da forma fatorada,
temos:
 2 x  i
x  1  0  x   1  
2

  x  i
 P( x)  ( x 2  1)( x  1)( x  1) 
  ( x 2  1)( x  1)( x  1)  0   x  1  0  x  1
 P( x)  0  x  1  0  x  1


reais : {1,1}  total  2
Raízes : 
complexas : {i,1}

7. Se P(x) = 2x3 + ax + b, P(2) = 12 e P(–2) = 8, calcule P(1).


Solução. Substituindo os valores indicados, temos:

P( x)  2 x 3  ax  b
 P(2)  2(2) 3  a(2)  b 2a  b  16  12 b  10
    2b  20  
 P(2)  2(2) 3  a(2)  b  2a  b  16  8 2a  4  10  a  7
Logo : P( x)  2 x 3  7 x  10  P(1)  2(1) 3  7(1)  10  2  7  10  5

8. (Mack) Calcule m para que o polinômio P(x) = (m – 4)x3 + (m2 – 16)x2 + (m + 4)x + 4 seja de grau
2.

Solução. Para que o polinômio seja de grau 2, o coeficiente do termo de maior grau deverá ser
diferente de zero e o expoente da variável deste termo deverá ser igual a 2.

m  4  0  m  4
 P( x)  (m  4) x 3  (m 2  16) x 2  (m  4) x  4 
  2 m  4
 grP ( x )   2  m  16  0  
 m  4

Pelas condições encontradas, não há valor possível de “m” que permita que P(x) possua grau 2.

9. (UFRS) Se P(x) é um polinômio de grau 5, então, calcule o grau de [P(x)]3+ [P(x)]2 + 2P(x).
Solução. Lembrando que elevar uma potência a outra representa o produto delas, temos:

 grP( x)3  3  5  15
 grP( x)  5 
  grP( x)  2  5  10
2

P( x)  P( x)  2 P( x)  grP( x)  5
3 2


   
gr P( x)  P( x)  2 P( x)  maior grP( x) ; grP( x) ; grP( x)  15
3 2 3 2
10. Sejam os polinômios A(x) = x3 – x2 + x – 1 e B(x) = -3x2 + x + 2, Calcule:

1
a) A   B 1 b) A0   B1
2
Solução. Calculando o valor numérico em cada caso, temos:

  1   1 3  1  2  1  1 1 1 1 2  4  8 5
 A            1     1  
 2 2 2 2 8 4 2 8 8

a)  B 1  3 1   1  2  3  1  2  2
2

1  5  16 11
 A   B 1    (2) 
5

2 8 8 8

 A0  03  02  0  1  1


b)   A0  B1  1  0  1
 B1  312  1  2  3  1  2  0

11. Determine m,n,p de modo que (mx2 + nx + p).(x + 1) = 2x3 + 3x2 – 2x – 3.

Solução. Efetuando o produto e igualando os coeficientes de mesmo grau, temos:

 
 P( x)  mx 2  nx  p . x  1  mx 3  mx 2  nx 2  nx  px  1  mx 3  (m  n) x 2  (n  p ) x  p


 P( x)  2 x 3  3 x 2  2 x  3
m  2 m  2
 
 m  n  3  2  n  3  n  1
n  p  2 1  p  2  p  3
 

12. Considere os polinômios A(x) = x2 – 3x + 1, B(x)=(x + 4).(2 – 5x) e C(x) = mx2 + (n + 4)x – 2p.
Determine m,n,p de modo que A(x) + B(x) = C(x).

Solução. Efetuando a adição e igualando os coeficientes, temos:

 A( x)  x 2  3x  1

 B( x)  ( x  4).(2  5 x)  5 x  18 x  8  A( x)  B( x)  4 x  21x  9 
2 2

C ( x)  mx 2  (n  4) x  2 p


m  4

 A( x)  B( x)  C ( x)  n  4  21  n  25
 9
 2 p  9  p  
 2
13. Determine o valor de m para que o polinômio M(x) = (m2 – m – 30)x3 – (5 + m)x2 + 2x – 3 tenha
grau 1.
Solução. Para que a condição seja satisfeita, os coeficientes de graus 3 e 2 devem ser nulos. O
coeficiente de grau 1 já é diferente de zero.

 2 m  6
m  m  30  0  (m  6)( m  5)  0  
 m  5 . Logo, o valor m = – 5 anula os termos de grau 2 e 3.
5  m  0  m  5

14. (UnB) Seja f(x) = ax5 + bx3 + cx + 10. Calcule f(–2) sabendo que f(2) = 2.
Solução. Substituindo os valores, temos:

 f 2  a25  b23  c2  10


  32a  8b  2c  10  2  32 a  8b  2c  8
 f 2  2
f (2)  a 2  b 2  c 2  10  32a  8b  2c  10  (32a  8b  2c)  10 
5 3

 f (2)  (8)  10  18

15. Determinar o polinômio f(x) do segundo grau tal que f(1) = f(– 2) = 9 e f(– 1) = 1
Solução. Um polinômio do 2º grau é da forma f(x) = ax2 + bx + c. Substituindo os valores
indicados, temos:

 f (1)  a(1) 2  b(1)  c a  b  c  9 a  b  c  9


   2b  10  b  5
 f (1)  a(1)  b(1)  c  a  b  c  1  (  1)   a  b  c  1  
2

 f (2)  a(2) 2  b(2)  c 4a  2b  c  9 4a  2b  c  9 4a  2b  c  9


  
a  5  c  9 a  c  4  (  1)  a  c  4 a  5
    3a  15  
4a  2(5)  c  9 4a  c  19 4a  c  19 c  4  5  1
f ( x)  5 x 2  5 x  1

Exercícios de Polinômios – Exercícios Gerais

1. Sejam 5 e 2, respectivamente, os restos da divisão de um polinômio f(x) por (x – 3) e por (x + 1).


Determine o resto da divisão de f(x) por (x – 3).(x + 1).

Solução. Pelo teorema do resto, f(3) = 5 e f(– 1) = 2. O resto da divisão de f(x) por (x – 3).(x + 1)
terá grau menor ou igual a 1, pois (x – 3).(x + 1) é de grau 2. Seja r(x) = ax + b (grau 1) este resto.
Então pode mos escrever: f(x) = (x – 3).(x + 1).Q(x) + r(x) que equivale a f(x) = (x – 3).(x + 1).Q(x)
+ ax + b. Calculando f(3) e f(– 1), encontramos os valores de a e b.
 f (3)  (3  3).(3  1).Q(3)  a(3)  b 5  (0).(4).Q(3)  3a  b 3a  b  5
   
 f (1)  (1  3).(1  1).Q(1)  a(1)  b 2  (4).(0).Q(1)  a  b  a  b  2  (  1)
3a  b  5 3 3 11
  4a  3  a   b  2  a  2  
a  b  2 4 4 4
3 11
Logo : r ( x)  x
4 4

2. Determine m para que o resto da divisão de f(x) = 2x3 – mx – x + 5 por g(x) = x + 3 seja igual a 3.

Solução. Pelo teorema do resto, o resto da divisão de f(x) por g(x) = x + 3 será f(– 3). Isto é,
queremos calcular m de forma que f(– 3) = 3. Substituindo, temos:

 f (3)  2(3) 3  m(3)  (3)  5


  2(27 )  3m  3  5  3  3m  3  8  54  3m  49
 f ( 3)  3
49
m
3

3. Um polinômio é chamado mônico quando o coeficiente do termo de maior grau é 1. Assim, são
exemplos os polinômios (x4 + x3 - 7x2 + x + 9), (x2 + 2x + 1), etc.

a) Determine o polinômio P(x), Mônico, de grau 3, divisível por (x – 1), divisível por (x – 2) e tal que
P(3) = 6.
Solução. O polinômio apresenta decomposição P( x)  a n ( x  1).( x  2).( x  c) com an = 1 (mônico).
Repare que aparece o fator (x – c), pois P(x) é de grau 3 e não há raízes múltiplas.

 P( x)  ( x  1).( x  2).( x  c)
  (3  1).(3  2).(3  c)  6  (2)(1).(3  c)  6 
 P(3)  6
6
Substituindo x = 3:  3  c   3  c  3  c  3  3  0.
2
P( x)  x.( x  1)( x  2)  x( x 2  3x  2)  x 3  3x 2  2 x

b) Prove que P(x) é divisível por (x2 – x).

Solução. Repare que quando o polinômio está na forma decomposta, cada fator é um divisor do
polinômio.

Podemos escrever P( x)  x( x  1).( x  2)  ( x 2  x).( x  2) . Logo ( x 2  x) é divisor de P(x).


4. O polinômio f(x) = x3 + ix2 + 7x + m é divisível por (x – 2i). Determine m e o quociente da divisão.
Solução. Se f(x) é divisível por (x – 2i), então 2i é raiz e o resto é nulo. Utilizando o algoritmo de
Briot-Ruffini, temos:
1 i 7 m
2i 1 3i 1 2i +
m

i) Q(x) = x2 + 3ix + 1 ii) r = 2i + m = 0. Logo, m = – 2i

5. Mostre que o polinômio x3 + 2x2 – 4x – 8 é divisível por (x + 2)2 .

Solução. Observe que (x + 2)2 = (x + 2).(x + 2). Isto significa que se for divisível, x = -2 será uma
raiz de multiplicidade 2. Para essa verificação basta aplicar o algoritmo de Briot-Ruffini duas
vezes. Se o resto for zero em ambas as divisões, estará mostrado o pedido.

1 2 -4 -8
-2 1 0 -4 0
-2 1 -2 0

Logo, x3 + 2x2 – 4x – 8 é divisível por (x + 2)2.

6. Um polinômio é tal que P(2) = 0 e P(-5) = 0. Qual o resto da divisão de P(x) por x2 + 3x – 10?

Solução. O resto da divisão de P(x) por x2 + 3x – 10 possui grau menor ou igual a 1. Neste caso
expressamos o resto da forma r(x) = ax + b. Logo, P(x) = (x2 + 3x – 10).Q(x) + ax + b. Aplicando
o teorema do resto para P(2) e P(-5), temos:

  2

 P(2)  (2)  3(2)  10 .Q(2)  a(2)  b

0  (0).Q(2)  2a  b

2 a  b  0

  

 P ( 5)  ( 5) 2
 3( 5) 10 .Q ( 5)  a ( 5)  b 0  ( 0).Q ( 5)  5a  b   5a  b  0  (  1)
2 a  b  0
  7 a  0  a  0  b  2a  2(0)  0
5a  b  0
Logo : r  0

OBS: Repare que a fatoração de x2 + 3x – 10 é (x + 5).(x – 2) cujas raízes são x = - 5 e x = 2.


Logo, estamos na verdade procurando os restos na divisão de P(x) por (x + 5).(x – 2). Não
precisávamos fazer as contas, pois foi informado que P(2) = P(-5) =0.

7. Seja o polinômio P(a + 2) = 2a2 – 3a + 1. Determine P(-1) e P(a).


Solução. Para calcular P(-1), igualamos (a + 2) = -1. Logo a = -3. Isto é, calcular P(-1) é
substituir a = -3 em P(a+2). Da mesma forma considere (a + 2) = a’. Logo, calcular P(a) = 2(a’-
2)2 – 3(a'-2) + 1. Temos:
i ) P(1)  P(3  2)  2(3) 2  3(3)  1  18  9  1  28
ii ) P(a' )  2(a' 2 4a'4)  3(a '2)  1  2a' 2 8a'8  3a '6  1  2a' 2 11a'15
Logo, P(a)  2a 2  11a  15

x 2  3x  1
8. Considere o polinômio P ( x)  . Determine a soma P(1) + P(-2).
x 1 x
Solução. Os valores de P(1) e P(-2) são os determinantes calculados na substituição dos valores de
“x”.

 (1) 2  3(1)  1  2  1
 P(1)    (2)  (2)  0
 (1)  1 (1) 2 1
  P(1)  P(2)  0  21  21
 (2) 2  3(2)  1 10  1
 P(2)    

 1  2
 (20)  (1)  21
 ( 2) 1 ( 2)

9. (UFJF-MG) Um polinômio P(x) dividido por (x – 1) deixa resto 2. O quociente desta divisão é
então dividido por (x – 4), obtendo resto 1. Calcule o resto da divisão de p(x) por (x – 1).(x – 4).

Solução. Pelas informações temos que P(x) = (x – 1).Q1(x) + 2 e Q1(x) = (x – 4).Q2(x) + 1.


Substituindo Q1(x) em P(x), vem:
 P( x)  ( x  1).( x  4).Q2 ( x)  1  2  ( x  1)( x  4).Q2 ( x)  ( x  1)  2 Q( x)  Q2 ( x)
 
 P( x)  ( x  1)( x  4).Q2 ( x)  x  1 r ( x )  x  1

10. (UNIUBE-MG) Qual o grau de q(x) = (x – 1).(x – 2)2.(x – 3)3....(x – 100)100 ?

Solução. Repare que o grau de cada fator é 1, 2, 3, ...100. Ao final do produto completo, o
coeficiente dominante terá grau (1 + 2 + 3 + ...+ 100) que corresponde à soma da progressão
aritmética de razão 1.

a1  an n 1  100 100


Temos: grau(a n )  Soma( PA)    (101).(50)  5050 .
2 2

11. (FUVEST) Dividindo-se o polinômio P(x) por (2x2 – 3x + 1), obtém-se quociente (3x2 + 1) e resto
(– x + 2). Nestas condições, calcule o resto da divisão de P(x) por (x – 1).

Solução. Considerando que P(x) = (2x2 – 3x + 1).(3x2 + 1) + (-x + 2) não há necessidade de


desenvolver essa expressão. Basta aplicar o teorema do resto na divisão por (x -1). Isto é, calcula-
se P(1).

  
 P( x)  2 x 2  3x  1 3x 2  1  x  2
  
 Re sto  P(1)  2(1) 2  3(1)  1 3(1) 2  1  (1)  2  (0).(4)  1  1

Re sto  P(1)
12. Na divisão de um polinômio P(x) pelo binômio (x – a), ao usar o dispositivo prático de Briot-
Ruffini, encontrou-se. Determine os valores de a, q, p e r.

Solução. Identificando os elementos do algoritmo, temos:

a n  1
i)   q 1 ii) a  2  raiz
a n  bn  q

 4  q. 2  p
iii)   4  1. 2  p  p  4  2  2 iv) r  5.(2)  4  6
q  1

Logo, q = 1; a = – 2; p = – 2 e r = – 6.

13. (UERJ) A figura representa o gráfico de um polinômio e de uma reta r que lhe é secante nos pontos
A(2, -3) e B(4, 15).

a) Determine o resto da divisão de P(x) por (x – 4).


Solução. Pelo teorema do resto, P(4) é o resto de P(x) por (x – 4). Observando o gráfico,
identificamos P(4) = 15.

b) Mostre que a reta r representa graficamente o resto da divisão de P(x) por (x – 2).(x – 4).

Solução. A reta é o gráfico da função polinomial de 1º grau f(x) = ax + b. Identificando


dois pontos da reta, temos:
 f (2)  a(2)  b 2a  b  3  (  1)  2a  b  3 a  9
    2a  18   
 f (4)  a(4)  b 4a  b  15 4a  b  15 b  21
f ( x)  6 x  9
Seja r(x) = ax + b (grau menor que 2) o resto de P(x) por (x – 2).(x – 4). Os pontos da reta e do
polinômio são comuns. Isto é, P(x) = (x – 2).(x – 4).Q(x) + ax + b. Temos:
 P(2)  (2  2)( 2  4).Q(2)  a(2)  b 2a  b  3  (  1)  2a  b  3 a  9
    2a  18  
 P(4)  (4  2)( 4  4).Q(4)  a(4)  b 4a  b  15 4a  b  15 b  21
Logo : r ( x)  6 x  9  f ( x)

Exercícios de Equações algébricas

1) Seja P(x) = x4 - 5x³ + 9x² - 7x + 2. Determine com que multiplicidade o número 1 é raiz da equação
P(x) = 0.

Solução. Para determinar esta multiplicidade, basta verificar o número de vezes que o polinômio
se anula na divisão por (x – 1). Isto pode ser feito aplicando sucessivamente o algoritmo de Briot-
Ruffini.
Como houve três restos nulos na divisão por (x – 1), o
polinômio é divisível por (x – 1)3. Mas ainda há uma raiz. O
último quociente da divisão exata é (x – 2), cuja raiz é 2. A
decomposição do polinômio é: P(x) = (x – 1)3.(x – 2), onde x =
1 é raiz de multiplicidade 3.

2) (FATEC-SP) Seja i2 = -1. A equação x3 -5x2 + mx + n = 0 admite a raiz dupla (a+bi) e a raiz
simples (-1+di) onde, a, b, d, m e n são números reais. Nessas condições, encontre o valor de (m+n).

Solução. Esta questão é conceitual. Repare que pelo teorema das raízes complexas, se uma raiz é
complexa, então seu conjugado também o é. Logo, se (a + bi) é raiz, então (a – bi) também é raiz.
Como ela é dupla, teríamos já quatro raízes: duas iguais a (a + bi) e duas iguais a (a – bi) o que
seria absurdo, pois a equação é de grau 3. Logo, a parte imaginária deve ser nula. Isto é b = 0.
Então há uma raiz dupla x = a.
Resta, portanto mais uma raiz. Se (– 1 + di) é raiz, então (– 1 – di) será raiz. Absurdo novamente,
pois teríamos quatro raízes no total. Logo, d = 0. Então as raízes são: x = a (dupla) e x = -1
(simples). A soma das raízes pelas relações de Girard vale 5. Logo, (a + a – 1) = 5, implicando 2a
= 6, resultando a = 3. Substituindo as raízes na equação e igualando a zero, temos:

(3)3  5(3) 2  (3)m  n  0 3m  n  45  27 3m  n  18


    4m  12  m  3 e n  9
( 1)  5( 1)  ( 1)m  n  0  m  n  5  1 m  n  6
3 2
.
Logo, m  n  3  9  12

A equação é, portanto x3 – 5x2 + 3x + 9 = 0. Verifique que:


i) A soma das raízes é S = 3 + 3 – 1= 5.
ii) Soma dos produtos das raízes duas a duas vale: (3).(-1) + (3).(-1) + (3).(3) = – 6 + 9 = 3.
iii) Produto das raízes é P = (3).(3).(-1) = – 9.

3) Encontrar as raízes das equações:

a) x4 -7x3 + 14x2 + 2x – 20 = 0 b) x5 - 2x4 +15x³ = 0

c) x4 + 2x³ -7x² - 8x + 12 = 0 d) x5 – 3x4 + 5x3 – 15x2 + 4x - 12=0

Solução. Vamos aplicar alguns dos resultados já estudados.

a) Esse caso implica em pesquisa de raízes. Os divisores de 20 são:  1,  2,  4,  5,  10,  20.


Não adianta testar x = 1, pois a soma dos coeficientes não é nula. Testando x = – 1, temos:
( 1) 4  7( 1)3  14( 1)2  2( 1)  20  1  7  14  2  20  22  22  0 . Logo, x = - 1 é raiz.

Testando x = 2, vem: (2) 4  7(2)3  14(2)2  2(2)  20  16  56  56  4  20  20  20  0 . Logo,


x = 2 é raiz.
Como temos duas raízes e a equação é de grau 4, aplicando Briot-Ruffini duas vezes,
encontramos uma equação do 2º grau que temos uma fórmula de solução.

Temos:
Logo, o quociente é Q(x) = x2 – 6x + 10. Aplicando a fórmula da solução
da equação do 2º grau, vem:

 ( 6)  ( 6) 2  4(1)(10) 6  36  40 6   4 6  2i x  3  i


x     .
2(1) 2 2 2 x  3  i
Logo, S   1, 2, 3  i, 3  i

b) Colocando x3 em evidência, teremos uma equação do 2º grau.


x 3  0  x  0  ( tripla)
 
x 5  2x 4  15x 3  0  x 3 x 2  2x  15  0   2 
x  2x  15  0
 ( 2)  ( 2) 2  4(1)(15) 2  4  60 2   56 2  2 14i .
 x 2  2x  15  0  x     
2(1) 2 2 2
x  1  14i
 
. Logo, S  0, 1  14, 1  14 
x  1  14i

OBS: Atenção ao fato que o grau da equação é 5. Há cinco raízes, sendo uma de multiplicidade 3.

c) A soma dos coeficientes de x4 + 2x³ -7x² - 8x + 12 = 0 é nula. Logo é divisível por (x – 1).
Observando os divisores de 12, verificamos que x = 2 é raiz: (2) 4  2(2)3  7(2)2  8(2)  12  0 .
Aplicando Briot-Ruffini duas vezes termos a equação do 2º grau:
Logo, o quociente é Q(x) = x2 + 5x + 6. Aplicando a fórmula da solução
da equação do 2º grau, vem:

  5 1
x  3
 5  (5) 2  4(1)(6)  5  25  24  5  1  2
x    .
2(1) 2 2 x   5  1  2
 2
Logo, S   3,  2, 1, 2
d) Testando os divisores de 12 na equação x5 – 3x4 + 5x3 – 15x2 + 4x - 12=0, encontramos x = 3
como raiz:
(3)5  3(3) 4  5(3)3  15(3)2  4(3)  12  243  243  135  135  12  12  0 . Como a
verificação das raízes pode ser extensa, aplicamos Briot-Ruffini para observar qual é o quociente.
Logo, o quociente é Q(x) = x4 + 5x2 + 4. Uma equação biquadrada.

x 2  y  y 2  5y  4  0
 53
 5  (5) 2  4(1)( 4)  5  25  16  5  9 y  2
 1  x   1  i
.
y   
2(1) 2 2 y   5  3
 4  x   4  2i
 2
Logo, S   i,  2i, i, 2i, 3

4) A equação 36x4 + 12x3 – 23x2 – 4x + 4 = 0 tem duas raízes duplas. Quais são elas? (Dica: Relações
de Girard)

Solução. Considerando “s” e “t” as raízes, temos que a duplicidade informada conclui que a soma
e o produto serão expressos por S = 2s + 2t e P = (st)2. Aplicando as relações de Girard, temos:
 1
 12 1 1 4 1 1 st  3
S  2s  2t     s  t   ; P  (st) 
2
  st  
36 3 6 36 9 9 st   1 .
 3
 1 1
s  t    s  t 
 6 6  1 1  ( 1)  ( 1)2  4( 6)( 2) 1   47
i)    t  .t   6t 2  t  2  0  t    inválida
st  1  6 3 2( 6)  12
 3

OBS: Esta opção está invalidada, pois a raiz seria complexa e a outra, seu conjugado. Como ela é
dupla, ocorreriam mais duas, além da duplicidade da raiz x = s, ultrapassando o número quatro
de raízes.
 1 1
s  t   6  s  t  6  1 1  ( 1)  ( 1)2  4( 6)( 2) 1  49
ii)    t  .t    6t 2  t  2  0  t   
st   1  6 3 2( 6)  12
 3
.
 1 7 8 2  2 1 3 1
t   12   12   3  s    3   6  6  2
    2 1 
  S   (dupla), (dupla)
t  1  7 6 1  
1 1 4 2  3 2 
   s        
  12 12 2 2 6 6 3
5) (EEM-SP) Dada a equação x³ - 9x² +26x + a = 0, determine o valor do coeficiente a para que as
raízes dessa equação sejam números naturais sucessivos.

Solução. Considerando as raízes como (s, s + 1, s + 2) números sucessivos e aplicando as relações


 ( 9)
S  s  s  1 s  2   3s  3  9  3s  6  s  2  raíz
1
de Girard, temos: Logo, (2)3  9(2)2  26(2)  a  0  a  36  52  8  24. .
As raízes são : S  2, 3, 4.
x  3  (3)3  9(3)2  26(3)  24  27  81  78  24  105  105  0  ok
Verfificação : 
x  4  ( 4)  9( 4)  26( 4)  24  64  144  104  24  168  168  0  o
3 2

Re sposta : a  24

OBS: Repare que o valor de “a” poderia ser calculado encontrando o produto das raízes: P = –
(2.3.4) = – 24.

6) Determine as raízes na equação x3 - 9x² +26x – 24 = 0, sabendo que elas estão em P.A?
Solução. A equação é de grau 3. Logo as raízes podem ser representadas por (x – r, x, x + r), pois
estão em progressão aritmética com razão “r”. Aplicando as Relações de Girard, temos:

 ( 9)
Sxr  x xr   3 x  9  x  3  raíz
1
 ( 24) 24 r  1
P  (3  r )(3)(3  r )   3(9  r 2 )  24  9  r 2   9  r2  8  r  1  
1 3 r  1
i) r  1  raízes : 2, 3 e 4
 . Logo, S  2, 3, 4.
ii) r  1  raízes : 4, 3 e 2

OBS: Outra forma de solução seria a partir de x = 3, aplicar o algoritmo de Briot-Ruffini e


encontrar a equação do 2º grau como quociente. Resolvendo pela fórmula encontraríamos as
raízes x = 2 e x = 4.
Procure resolver da maneira que melhor se identificar.
7) Dada a equação polinomial com coeficientes reais x3 – 5x2 + 9x – a = 0.

a) Encontre o valor numérico de a de modo que o número complexo (2 + i) seja uma das raízes da
referida equação.
b) Para o valor de a, encontrado no item anterior, determine as outras raízes da mesma equação.
Solução1. Pelo teorema das raízes complexas, se (2 + i) é raiz, então (2 – i) também é raiz. Logo a
outra raiz é real (há três raízes, pois a equação é de grau 3). Aplicando as Relações de Girard,
temos:

  ( 5)
S  2  i  2  i  x  1  4  x  5  x  1  outra raíz a) a  5 .
 . Logo,  .
P  (2  i)(2  i)(1)    a  4  i2  a  a  4  1  5 b) S  2  i, 2  i , 1
 1
Solução2. Pelo teorema do resto, se (2 + i) é raiz, então (2+ i)3 – 5(2+i)2 + 9(2+i) – a = 0. Temos:
a) a) (2  i)3  5(2  i)2  9(2  i)  a  0  8  12i  6i2  i3  5( 4  4i  i2 )  18  9i  a  0  .
 2  11i  15  20i  18  9i  a  0  a  5.

b) Aplicando o algoritmo de Briot-Ruffini duas vezes chegamos a uma equação de grau 1.


Logo, Q(x) = (x – 1), cuja raiz é x = 1.
As raízes são: (2 + i), (2 – i) e 1.

8) (UFMG) As raízes do polinômio p(x) = 6x3 - 44x2 + 103x – 77 são as dimensões a, b, c, em cm, de
um paralelepípedo retângulo.

a) Calcule o volume desse paralelepípedo.


b) Calcule a soma das áreas das faces desse paralelepípedo.
c) Calcule o comprimento da diagonal desse paralelepípedo.
Solução. P(x) = 6x3 - 44x2 +103x – 77. Escrevendo as relações de Girard para polinômios de grau
3, temos:

  44 22
 x1  x 2  x3   6  3

  103  103 2
 Áreas ( somas)  2x1 .x 2  x1 .x3  x 2 .x3   2
103
 x1 .x 2  x1 .x3  x 2 .x3   cm .
 6  6  3
  77 77 3
 x1 .x 2 .x3   6  6 cm  Volume

A diagonal do paralelepípedo retângulo é dada por:

d  a 2  b 2  c 2

  103  
2
2 2 2  22 
(a  b  c)  a  b  c  2(ab  ac  bc)     a  b  c  
2 2 2 2
  
  3   3 
484 103 484  309 175

 a2  b2  c2 
9
 
3

9

9
.

175 5 7
 d  a2  b2  c2   cm
9 3

9) (UFMS) Considere o polinômio p(x) = x³ + mx – 20, onde m é um número real. Se a, b e c são as


raízes de p(x), determine o valor de a³ + b³ + c³.
Solução. Este problema envolve manipulação algébrica devido ao pouco número de informações.

Observe os desenvolvimentos dos produtos buscando os cubos das raízes:


(a  b  c )(a 2  b 2  c 2 )  a 3  ab 2  ac 2  a 2b  b 3  bc 2  ca2  cb2  c 3 
Produto 1: .
(a 3  b 3  c 3 )  (ab 2  ac 2  a 2b  bc 2  ca2  cb2 )

(a  b  c )(ab  bc  ac )  a 2 b  abc  ca 2  ab 2  cb 2  abc  abc  bc 2  ac 2 


Produto 2: .
(a 2 b  ca 2  ab 2  cb 2  bc 2  ac 2 )  (3abc )

Montamos o sistema:
(a  b  c )(a 2  b 2  c 2 )  (a 3  b 3  c 3 )  (ab 2  ac 2  a 2 b  bc 2  ca 2  cb 2 )
 .
(a  b  c )(ab  bc  ac )  (a b  ca  ab  cb  bc  ac )  (3abc )
2 2 2 2 2 2

Repare que na equação não há o termo x2. Logo a soma das raízes é nula: (a + b + c) = 0.
Substituindo essa informação no sistema e subtraindo as equações temos:
(0)(a 2  b 2  c 2 )  (a 3  b 3  c 3 )  (ab 2  ac 2  a 2 b  bc 2  ca 2  cb 2 )
 
(0)(ab  bc  ac )  (a b  ca  ab  cb  bc  ac )  (3abc )
2 2 2 2 2 2

(a 3  b 3  c 3 )  (ab 2  ac 2  a 2 b  bc 2  ca 2  cb 2 )  0
 2  .
( a b  ca 2
 ab 2
 cb 2
 bc 2
 ac 2
)  ( 3abc )  0  ( 1)
a 3  b 3  c 3  3abc  0  a 3  b 3  c 3  3abc

  ( 20)  a 3  b 3  c 3  3(20)  60
P  abc   20
 1

10) Se a equação x3 + mx2 – 6x + 1 = 0 tem duas raízes opostas, podemos afirmar que m vale quanto?
Solução. Considere as raízes opostas como x = t e x = -t e a outra raiz como x = s. Aplicando as
Relações de Girard, temos:

 (m)
S  t  ( t )  s   s  m  raiz
1 .
1
Logo, ( m)  m( m)  6( m)  1  0  m  m  6m  1  0  6m  1  m  
3 2 3 3

11) (Mack) Sejam a e b as raízes da equação x2 -3kx + k2 = 0, tais que a2 + b2 = 1,75. Determine k2.
Solução. Calculando o quadrado da soma das raízes temos: (a + b)2 = a2 + 2ab + b2. Observe que
(a + b) é a soma das raízes, (ab) o produto. Aplicando as Relações de Girard, temos:

  ( 3k )
S  a  b  1
 a  b  3k
1,75 .
 2
 (3k )2  a2  2(k 2 )  b2  9k 2  2k 2  1,75  7k 2  1,75  k 2   0,25
P  ab  k 7
k 2

 1

12) Se 6 é a soma dos quadrados das raízes da equação x³ - (k+1)x² - x + (k+1) = 0, k > 0, e se p é a
maior raiz, então qual o valor de (k+ p)?
Solução. Considerando (s, t, p) as raízes, temos: (s +t +p)2 = s2 + t2 +p2 + 2(st + sp+tp). Aplicando
as relações de Girard, temos:
  (k  1)
s  t  p  1
k 1
k  1  2  k  1
  (s  t  p)2  6  2( 1)  4  (s  t  p)  4  
st  sp  tp   1 k  1  2  k  3  0  inválido (k  0)
 1
 1
Logo a equação é : x 3  2x 2  x  2  0

Repare que a soma dos coeficientes é nula. Logo x = 1 é uma das raízes. Aplicando Briot-Ruffini,
temos:
O quociente é Q(x) = x2 – x – 2. Resolvendo a equação, vem:

 1 3
 ( 1)  ( 1) 2  4(1)( 2) 1 9 x  2  2  maior raiz (p)
x    .
2(1) 2 y  1  3  1
 2
Logo, (k  p)  (1  2)  3

13) No conjunto dos nº complexos, sejam x1 , x2 e x3 as raízes da equação x³ + x² + 2x + 2 = 0. Qual o


valor de (x1)² + (x2)² + (x3)²?

Solução. Os divisores de 2 são:  1,  2 . Como a soma dos coeficientes não é nula, testamos x = -
1.

( 1) 3  ( 1) 2  2( 1)  2  1  1  2  2  0 . Logo, x = -1 é raiz. Aplicando Briot-Ruffini, temos:

O quociente é Q(x) = x2 + 2. Resolvendo a equação, vem:


x   2  2i
 .
x    2   2i

O valor pedido é: (1) 2   2i   2i  1  2  2  3 .


2 2

14) Encontre as raízes da equação x3 – 8x2 + 19x – 12 = 0, sabendo que uma das raízes é igual à soma
das outras duas.
Solução. Considerando (s, t, p) as raízes e pela informação s = (t + p), temos:
  ( 8)
s  t  p  8
 1  (s  s)  8  2s  8  s  4 . Observe que a soma dos coeficientes é nulo. Logo, x =
s  t  p

1 também é raiz. A terceira será (8 – 1 – 4 ) = 3.


OBS. Poderia ser aplicado Briot-Ruffini dividindo por (x – 4). O quociente seria x2 – 4x + 3 = (x –
1).(x – 3), cujas raízes são x = 1 e x = 3.

15) Encontre o conjunto solução da equação 4x3 – 20x2 + 17x – 4 = 0, sabendo que ela admite uma raiz
dupla.
Solução. Considerando as raízes como (s, s, t) e escrevendo as Relações de Girard, temos:
  20
s  s  t   4  5  2s  t  5  t  5  2s 17 17
  s 2  2s(5  2s)   3s 2  10s  0
s.s  s.t  s.t  17  s 2  2st  17 4 4
 4 4
 17   10  7 17
 ( 10)  ( 10) 2  4.3   s 
  10  100  51 10  49
4 
 6 6
s   
2(3) 6 6 s  10  7 3 1
 
 6 6 2
17  17  30  34 2  2 2 17   4  4  17 9
i) s   t  5  2.      inválida :         5
6  6  6 3  3 3 6  6 6
1  1 1 1  1 1 1  1 17
i) s   t  5  2.   5  1  4  ok :    4   1  4  5 e  .  2. .4    4  .
2 2 2 2  2 2 2  4 4
1 
Logo, S   (dupla), 4
 2 

RESUMO

1) Seja z = 3 ─ i .

a) Passe z para a forma trigonométrica:


Solução. Considerando um complexo da forma z = a + bi, temos que a  3 e b  1 .

O objetivo é escrever o número na forma z  z .(cos  isen ) . Temos:

i) z  a  b 
2 2
 3 2
  1  3  1  4  2
2

 a 3
cos   z  2.(cos330 º isen 330 º )
 z 2 11
ii)     330 º  . Logo a solução é ou
sen  b   1 6
  11 11 
 z 2 z  2. cos  isen 
 6 6 

b) Calcule o valor de z6.


Solução. Aplicando a potência na forma trigonométrica, temos z n  z .[cos(n )  isen (n )] .
n
 11 11 
No caso, z 6  2 6. cos 6.  isen 6.   64(cos11  isen11 )  64.cis11
 6 6 

ou z 6  64.cis1980 º .
Encontrando o valor na forma algébrica, z 6  64.(cos11  isen11 )  64(1  0i)  64 .

2) Determine as raízes cúbicas de z  2 3  2i


Solução. Escrevendo na forma trigonométrica, temos:

z  2 3 
2
 (2) 2  12  4  16  4
 2 3 3
cos  
4 2    11  (330 º )  z  4cos 11  2k   isen  11  2k  
 k  
sen   2   1 6   6   6 
 4 2
  11  12k   11  12k 
z k  4cos   isen  
  6   6 

Calculando as raízes, vem:

1
  11  12 k   11  12 k  3 1
 1   11  12k   1  11  12 k 
z k  3  4 cos   4 3 cos .
1 1
3   isen    isen   
  6   6   3 6   3  6 
  11  12(0) 11  12(0)  3  11 11 
k  0  z1  4  cos  isen   4  cos  isen 
3

  18 18   18 18 
  11  12(1) 11  12(1)  3  23 23 
k  1  z 2  4  cos  isen   4  cos  isen 
3

  18 18   18 18 
  11  12(2) 11  12(2)  3  35 35 
k  2  z 3  3 4  cos  isen   4  cos  isen 
  18 18   18 18 

 3 3 
3) Sejam z  3 cos  i sen  e w  4cos   i sen   .
 2 2 
a) Determine o valor do produto (z.w):
Solução. Calculando o produto na forma trigonométrica, temos:

  3 3    3   3 
z.w  3 cos  isen .4cos  isen    (3).(4).cos     isen     
  2 2    2   2 
 5 5 
z.w  12 cos  isen   12(0  i)  12i
 2 2 

b) Calcule (z + w) na forma algébrica :


Solução. Passando cada complexo para a forma algébrica, vem:
  3 3 
 z  3 cos  isen   3(0  i)  3i
  2 2   z  w  4  3i
w  4cos  isen    4(1  0i)  4

4) Sejam os polinômios P(x) = x2 + 5 x + 6 e F(x) = x3 + x2 – 5 x + 8 :

a) Determine P( x ) − F ( x ) .
Solução. Operação básica de redução de termos algébricos semelhantes.

 P( x)  x 2  5 x  6
  P( x)  F ( x)  x 2  5 x  6  ( x 3  x 2  5 x  8)   x 3  10 x  2
 F ( x)  x 3  x 2  5 x  8

b) Verifique se x = − 2 é raiz de P(x) ou de F(x).


Solução. Para que um valor x = a seja raiz de um polinômio, o valor numérico desse polinômio
para x = a deve ser nulo. No caso, a = -2.
 P(2)  (2) 2  5(2)  6  4  10  6  0  raiz
 . Logo x = - 2 é raiz somente de P(x).
 F (2)  (2) 3  (2) 2  5(2)  8  8  4  10  8  14  0

5) Sabendo-se que kC e que uma das raízes do polinômio P(x) = x3 - x2 + 4x + k é 1+ i, calcule:
a) O valor de k.
Solução. Se (1+i) é raiz, então P(1+i).
P(1  i )  (1  i) 3  (1  i ) 2  4(1  i )  k  0  (1  3i 2  3i  i 3 )  (1  2i  i 2 )  4  4i  k  0
P(1  i )  1  3  3i  i  1  2i  i 2  4  4i  k  0
P(1  i )  1  3  1  1  4  4i  k  0
P(1  i )  2  4i  k  0  k  2  4i

b) O valor de P(2)
Solução. Substituindo o valor 2 em P(x), temos:

P(2)  (2) 3  (2) 2  4(2)  2  4i  8  4  8  2  4i  10  4i

20
 
6) Utilizando a forma trigonométrica dos números complexos, calcule z   1  3 i 
2 2 

Solução. Calcula-se o módulo e o argumento.
2

i) z   1     3   4  1
2 1/ 2 1
ii) cos  1  2 5
2  2  4   
  sen   3 / 2 3 3
 
1 2

5 5  5 5  4 4
20
 
Logo, z   cos  isen   z   cos 20.  isen 20.   cos  isen
 3 3   3 3  3 3

3 3
7) Sabendo que z = 4 ( cos  i sen ) e o produto (z. w) = 20( cos 2  i sen 2 ) ,
2 2
determine w na forma algébrica :
Solução. Escrevendo o quociente da forma trigonométrica, temos:

z.w 20cos 2  isen 2   3 3 


z.w  20cos 2  isen 2   w    5 cos(2  )  isen (2  ) 
z  3 3   2 2 
4 cos  isen 
 2 2 
  
w  5 cos  isen   w  50  i1  5i
 2 2

8) Um polinômio P(x) é do 2º grau. Sabendo-se que p(-1) = 12, P(0) = 6 e 2 é a raiz de P(x), escreva o
polinômio e determine P(5).
Solução. Um polinômio de grau 2 é da forma P(x) = ax2 + bx + c. Considerando as condições
indicadas, temos:

a) P(0)  6  a(0) 2  b(0)  c  6  c  6

b) Como 2 é raiz, então P(2)  0  a(2) 2  b(2)  6  0  4a  2b  6  2a  b  3

P(1)  a(1) 2  b(1)  6  12  a  b  6  a  b  6

2a  b  3 a  1
Resolvendo o sistema do item (b), vem:   3a  3  
a  b  6 b  5

Logo, P(x) = x2 – 5x + 6 e P(5) = (5)2 – 5(5) + 6 = 25 – 25 + 6 = 6.

9) Calcular o valor numérico do polinômio P(x) = x3 - 7x2 + 3x - 4 para x = 2.


Solução. O valor de P(x) para x = 2 é encontrado calculando P(2). Substituindo, temos:
P(2)  (2) 3  7(2) 2  3(2)  4
P(2)  8  28  6  4  18

10) Sabendo 2 é uma raiz de P(x) =2x3 –2x2 – (m2 – 1)x – m, calcule o(s) valor(es) de m.
Solução. Se (2) é raiz de P(x), então P(2) = 0. Substituindo em P(x) o valor x = 2 , temos:
 P(2)  2(2) 3  2(2) 2  (m 2  1).(2)  m
  16  8  2m 2  2  m  0  2m 2  m  10  0
 P(2)  0
 1 9 10 5
 m  
 (1)  (1)  4(2)(10) 1  81
2
 4 4 2
m  
2(2) 4 m  1  9    8  2
 4 4