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FILIPE JACINTO NYUSI

Presidente da República

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015-2019)


MINISTROS

CARLOS AGOSTINHO DO ROSÁRIO ADRIANO AFONSO MALEIANE JOSÉ CONDUNGUA PACHECO ATANÁSIO SALVADOR MTUMUKE JAIME BASÍLIO MONTEIRO CONCEITA XAVIER SORTANE NYELETI BROOKE MONDLANE CARMELITA RITA NAMASHULUA
Primeiro-Ministro Ministro da Economia Ministro dos Negócios Ministro da Defesa Nacional Ministro do Interior Ministra da Educação e Ministra da Juventude Ministra da Administração
e Finanças Estrangeiros e Cooperação Desenvolvimento Humano e Desportos Estatal e Função Pública

VITÓRIA DIAS DIOGO ADELAIDE ANCHIA AMURANE AGOSTINHO SALVADOR MONDLANE NAZIRA VALI ABDULA CIDÁLIA CHAÚQUE OLIVEIRA ERNESTO MAX TONELA CARLOS FORTES MESQUITA CELSO ISMAEL CORREIA
Ministra do Trabalho, Ministra na Presidência para Ministro do Mar, Ministra da Saúde Ministra do Género, Ministro dos Recursos Ministro dos Transportes Ministro da Terra, Ambiente
Emprego e Segurança Social os Assuntos da Casa Civil Águas Interiores e Pescas Criança e Acção Social Minerais e Energia e Comunicações e Desenvolvimento Rural

JORGE PENICELA NHAMBIU CARLOS BONETE MARTINHO SILVA ARMANDO DUNDURO EUSÉBIO LAMBO GONDIWA ISAQUE CHANDE HIGINO FRANCISCO DE MARRULE RAGENDRA BERTA DE SOUSA
Ministro da Ciência e Ministro das Obras Públicas, Ministro da Cultura Ministro dos Combatentes Ministro da Justiça, Ministro da Agricultura Ministro da Indústria
Tecnologia, Ensino Superior Habitação e Recursos e Turismo Assuntos Constitucionais e Segurança Alimentar e Comércio
e Técnico-Profissional Hídricos e Religiosos

VICE-MINISTROS

PATRÍCIO JOSÉ MARIA ISALTINA LUCAS LEDA FLORINDA HUGO MANUELA JOAQUIM REBELO ANA COMOANE JOAQUIM VERÍSSIMO OSWALDO FAQUIR PETERSBURGO ARMINDO ATELELA NGUNGA MARIA DE FÁTIMA PELEMBE
Vice-Ministro da Defesa Nacional Vice-Ministra da Economia Vice-Ministra da Ciência e Vice-Ministra dos Transportes Vice-Ministra da Cultura Vice-Ministro da Justiça, Vice-Ministro do Trabalho, Vice-Ministro da Educação Vice-Ministra dos Combatentes
e Finanças Tecnologia, Ensino Superior e Comunicações e Turismo Assuntos Constitucionais Emprego e Segurança Social e Desenvolvimento Humano

LUCAS MANGRASSE ANA FLÁVIA DE AZINHEIRA LUÍSA CAETANO MEQUE HENRIQUES BONGECE AUGUSTO DE SOUSA FERNANDO HELENA MATEUS KIDA CELMIRA F. PENA DA SILVA JOÃO LEOPOLDO DA COSTA MARIA M. DOS SANTOS LUCAS
Vice-Ministro do Género, Vice-Ministra da Juventude Vice-Ministra da Agricultura Vice-Ministro do Mar, Vice-Ministro dos Recursos Vice-Ministra do Interior Vice-Ministra da Terra, Ambiente Vice-Ministro da Saúde Vice-Ministra dos Negócios
Criança e Acção Social e Desportos e Segurança Alimentar Águas Interiores e Pescas Minerais e Energia e Desenvolvimento Rural Estrangeiros e Cooperação

Segunda edição
Sua Excelência
Filipe Jacinto Nyusi
Presidente da República de Moçambique
QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 3
QUEM É QUEM:
Governo E VICE-MINISTROS
(2015-2019)
Segunda edição
FICHA TÉCNICA

Título: Quem é Quem: Governo e


Vice-Ministros (2015-2019), 2ª edição
©Copyright: Bureau de Informação Pública (BIP)
2017
Coordenação: Elizabete Júlio Almoço M’chola
Editor: Obed Horácio Chimene
Compilação e Redacção: Obed Horácio Chimene, Daniel
Athathe, Mavildo Pedro, Selina
Chissano, Almeida Gaspar Mabjaia
Maquetização: Rogério Xerinda e oopsDesign®
Revisão: Obed Horácio Chimene
Tiragem: 1000 exemplares
Impressão e acabamentos: oopsDesign®
N.º de Registo: 9054/RLINLD/2017
Edição: Bureau de Informação Pública
Maputo/2017
República de Moçambique
PREFÁCIO
A luta de libertação nacional dirigida pela Frente de Libertação
de Moçambique (FRELIMO) teve o seu desenlace a 25 de Junho de
1975, quando o País alcançou a independência e passou a ter um
governo formado por seus filhos.
De 1975 a esta parte, foram formados vários governos para le-
varem a cabo a missão que a cada momento se impõe, quer nos
tempos da democracia monopartidária (de 1975 a 1990), quer nos
tempos actuais caracterizados pelo multipartidarismo consagrado
na Constituição da República de 1990. Foi nesse quadro legal que
Moçambique realizou as suas primeiras eleições multipartidárias em
1994, e é a partir desse ano que o país tem vindo a assistir a mudan-
ças cíclicas de governo como resultado da realização de pleitos elei-
torais regulares que têm lugar de cinco em cinco anos (1994, 1999,
2004, 2009 e 2014).
Como tradição, o Bureau de Informação Pública tem publicado o
livro “Quem é Quem no Governo”, apresentando os perfis biográficos
dos membros de cada Governo, saído das eleições.
As quintas eleições gerais, realizadas a 15 de Outubro de 2014,
deram vitória ao Partido Frelimo e ao seu candidato presidencial, Fi-
lipe Jacinto Nyusi, que, no cumprimento do comando constitucional
e das prorrogativas que lhe assistem, nomeou o actual executivo do
qual é o seu chefe máximo. Como resultado, o Bureau de Informação
Pública editou o livro “Quem é Quem: Governo e Vice-Ministros (2015-
2019)”, que, agora, atinge a segunda edição, como actualização da
publicação produzida após a nomeação do Governo saído das elei-
ções de 2014 e como resultante das mudanças ocorridas no elenco
governamental.
Por questões que se prendem com a natureza metodológico-
-organizativa, o livro começa com a apresentação das comunicações
proferidas por Sua Excelência o Presidente da República no acto da
sua investidura e na tomada de posse dos Membros do Governo e
dos Vice-Ministros.
A sequência dos perfis biográficos segue a hierarquia da ordem
protocolar que, segundo o artigo 201 da Constituição da República,
distingue, dentro do Conselho de Ministros, o Presidente da Repú-
blica, o Primeiro-Ministro e os Ministros. Assim, são apresentados,
primeiro, os dados biográficos de Sua Excelência Filipe Jacinto Nyu-
si, Presidente da República, na qualidade de Chefe do Governo, se-

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 7


guindo-se os dados biográficos de Sua Excelência Carlos Agostinho
do Rosário, que é o Primeiro-Ministro do Governo de Moçambique.
Depois, vêm os dados dos Senhores Ministros e finalmente dos Se-
nhores Vice-Ministros, estes últimos na qualidade de convidados per-
manentes das Sessões do Conselho de Ministros.
Os dados biográficos constantes do presente livro foram dispo-
nibilizados pelos respectivos titulares e considerados bastantes para
os objectivos da publicação. Todavia, todos os comentários, obser-
vações, correcções e críticas, devem ser endereçados ao Bureau de
Informação Pública.

Maputo, Dezembro de 2017.

A Directora do Gabinete de Informação,

_______________________________
Emília Moiane

8 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


ÍNDICE
LISTA PROTOCOLAR ..........................................................................11
SIGLAS ................................................................................................15
OS SÍMBOLOS DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE..........................17
DISCURSO OFICIAL DA CERIMÓNIA DE INVESTIDURA
DE SUA EXCELÊNCIA FILIPE JACINTO NYUSI,
PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE..........................21
DISCURSO DE SUA EXCELÊNCIA
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
FILIPE JACINTO NYUSI NA CERIMÓNIA DE INVESTIDURA
DO PRIMEIRO-MINISTRO, MINISTROS E
VICE-MINISTROS MAPUTO, 19 DE JANEIRO DE 2015.......................33
PRESIDENTE DA REPÚBLICA ..........................................................43
FILIPE JACINTO NYUSI.....................................................................47
PRIMEIRO-MINISTRO.....................................................................49
CARLOS AGOSTINHO DO ROSÁRIO..................................................53
MINISTROS........................................................................................57
ADRIANO AFONSO MALEIANE ..........................................................61
JOSÉ CONDUGUA ANTÓNIO PACHECO...........................................63
ATANÁSIO SALVADOR MTUMUKE...................................................65
JAIME BASÍLIO MONTEIRO .............................................................67
CONCEITA ERNESTO XAVIER SORTANE.........................................71
NYELETI BROOKE MONDLANE........................................................75
CARMELITA RITA NAMASHULUA....................................................77
VITÓRIA DIAS DIOGO.......................................................................79
ADELAIDE ANCHIA AMURANE.........................................................81
AGOSTINHO SALVADOR MONDLANE.............................................85
NAZIRA KARIMO VALI ABDULA .......................................................87
CIDÁLIA MANUEL CHAÚQUE OLIVEIRA...........................................89
ERNESTO MAX ELIAS TONELA .......................................................91
CARLOS ALBERTO FORTES MESQUITA..........................................95
CELSO ISMAEL CORREIA..................................................................97
JORGE OLÍVIO PENICELA NHAMBIU................................................99
CARLOS BONETE MARTINHO........................................................101
SILVA ARMANDO DUNDURO..........................................................105
EUSÉBIO LAMBO GONDIWA...........................................................107
ISAQUE CHANDE.............................................................................109
HIGINO FRANCISCO DE MARRULE................................................111
RAGENDRA BERTA DE SOUSA ......................................................115

9
VICE-MINISTROS...........................................................................117
PATRÍCIO JOSÉ................................................................................119
MARIA ISALTINA DE SALES LUCAS.................................................121
LEDA FLORINDA HUGO..................................................................123
MANUELA JOAQUIM REBELO........................................................125
ANA COMOANE...............................................................................127
JOAQUIM VERÍSSIMO.....................................................................129
OSWALDO ARMINDO FAQUIR PETERSBURGO............................131
ARMINDO SAÚL ATELELA NGUNGA..............................................133
MARIA DE FÁTIMA MUANZA PELEMBE........................................135
LUCAS MANGRASSE.......................................................................137
ANA FLÁVIA JOÃO DE AZINHEIRA..................................................139
LUÍSA CELMA CAETANO MEQUE..................................................141
HENRIQUES BONGECE..................................................................143
AUGUSTO DE SOUSA FERNANDO..............................................145
HELENA MATEUS KIDA..................................................................147
CELMIRA FREDERICO PENA DA SILVA.........................................149
JOÃO LEOPOLDO DA COSTA.........................................................153
MARIA MANUELA DOS SANTOS LUCAS........................................157

10 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
CONSELHO DE MINISTROS

LISTA PROTOCOLAR DOS MEMBROS DO CONSELHO


DE MINISTROS E CONVIDADOS PERMANENTES
(DE 22 DE DEZEMBRO DE 2017)

I. MEMBROS DO CONSELHO DE MINISTROS


1. Presidente da República,
FILIPE JACINTO NYUSI
2. Primeiro-Ministro,
CARLOS AGOSTINHO DO ROSÁRIO
3. Ministro da Economia e Finanças,
ADRIANO AFONSO MALEIANE
4. Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação,
JOSÉ CONDUGUA ANTÓNIO PACHECO
5. Ministro da Defesa Nacional,
ATANÁSIO SALVADOR MTUMUKE
6. Ministro do Interior,
JAIME BASÍLIO MONTEIRO
7. Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano,
CONCEITA ERNESTO XAVIER SORTANE
8. Ministra da Juventude e Desportos,
NYELETI BROOKE MONDLANE
9. Ministra da Administração Estatal e Função Pública,
CARMELlTA RITA NAMASHULUA
10. Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social,
VITÓRIA DIAS DIOGO
11. Ministra na Presidência para os Assuntos da Casa Civil,
ADELAIDE ANCHIA AMURANE
12. Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas,
AGOSTINHO SALVADOR MONDLANE
13. Ministra da Saúde,
NAZIRA KARIMO VALI ABDULA

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 11


14. Ministra do Género, Criança e Acção Social,
CIDÁLlA MANUEL CHAÚQUE OLIVEIRA
15. Ministro dos Recursos Minerais e Energia,
ERNESTO MAX ELlAS TONELA
16. Ministro dos Transportes e Comunicações,
CARLOS ALBERTO FORTES MESQUITA
17. Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural,
CELSO ISMAEL CORREIA
18. Ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional,
JORGE OLÍVIO PENICELA NHAMBlU
19. Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos,
CARLOS BONETE MARTINHO
20. Ministro da Cultura e Turismo,
SILVA ARMANDO DUNDURO
21. Ministro dos Combatentes,
EUSÉBIO LAMBO GONDIWA
22. Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos,
ISAQUE CHANDE
23. Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar,
HIGINO FRANCISCO DE MARRULE
24. Ministro da Indústria e Comércio,
RAGENDRA BERTA DE SOUSA

12 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


II. CONVIDADOS PERMANENTES
25. Vice-Ministro da Defesa Nacional,
PATRÍCIO JOSÉ
26. Vice-Ministra da Economia e Finanças,
MARIA ISALTINA DE SALES LUCAS
27. Vice-Ministra da Ciência Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional,
LEDA FLORINDA HUGO
28. Vice-Ministra dos Transportes e Comunicações,
MANUELA JOAQUIM REBELO
29. Vice-Ministra da Cultura e Turismo,
ANA COMOANE
30. Vice-Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos,
JOAQUIM VERÍSSIMO
31. Vice-Ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social,
OSWALDO ARMINDO FAQUIR PETERSBURGO
32. Vice-Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano,
ARMINDO SAUL ATELELA NGUNGA
33. Vice-Ministro dos Combatentes,
MARIA DE FÁTIMA MWANZA PELEMBE
34. Vice-Ministro do Género, Criança e Acção Social,
LUCAS MANGRASSE
35. Vice-Ministra da Juventude e Desportos,
ANA FLÁVIA JOÃO DE AZINHEIRA
36. Vice-Ministra da Agricultura e Segurança Alimentar,
LUÍSA CELMA CAETANO MEQUE
37. Vice-Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas,
HENRIQUES BONGECE
38. Vice-Ministro dos Recursos Minerais e Energia,
AUGUSTO DE SOUSA FERNANDO
39. Vice-Ministra do Interior,
HELENA MATEUS KIDA
40. Vice-Ministra da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural,
CELMIRA FREDERICO PENA DA SILVA
41. Vice-Ministro da Saúde,
JOÃO LEOPOLDO DA COSTA
42. Vice-Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação,
MARIA MANUELA DOS SANTOS LUCAS

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SIGLAS
ACLLN – Associação dos Combatentes da Luta de Libertação
Nacional
ACP – Grupo África, Caraíbas e Pacífico
ADIMO – Associação dos Diplomatas de Moçambique
ADOCA – Associação das Donas de Casa
AMECON – Associação Moçambicana de Economistas
AMM – Associação Médica de Moçambique
AMOPE – Associação Moçambicana de Pediatras
ASSANA – Associação para o Desenvolvimento da Província de
Nampula
BCI – Banco Comercial e de Investimentos
BCM – Banco Comercial de Moçambique
BIM – Banco Internacional de Moçambique
BM – Banco Mundial
BNI – Banco Nacional de Investimentos
BRIM – Brigada da Infantaria Motorizada
CDN – Corredor de Desenvolvimento de Nacala
CESD – Centro Europeu de Estatística para Paíes em vias de
Desenvolvimento
CEZA – Companhia Eléctrica do Zambeze
CIGEN – Comissão Inter-Ministerial de Grandes Eventos Nacionais e
Internacionais
CRM – Constituição da República de Moçambique
DAA – Associação de Dietistas da Austrália
DFID – Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino
Unido
DOIC – Direcção para as Organizações Internacionais e Conferências
DPIC – Direcção Provincial da Indústria e Comércio
ECMEP – Empresa de Construção e Manutenção de Estradas e
Pontes
FAEF – Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal
FMI – Fundo Monetário Internacional
FRELIMO – Frente de Libertação de Moçambique
GON – Gabinete do Ordenador Nacional
GPE – Gabinete de Promoção de Emprego
IDIL – Instituto Nacional de Desenvolvimento da Indústria Local
INAS – Instituto Nacional de Acção Social
INTSORMIL – International Sorghuns and Millet Program

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 15


IPAJ – Instituto de Patrocínio e Assistência Jurídica
IRPC – Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas
IRPS – Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares
ISCTEM – Instituto de Ciências e Tecnologias de Moçambique
ISCTAC – Instituto Superior de Ciências e Tecnologias Alberto
Chipande
ISPU – Instituto Superior Politécnico e Universitário
ISRI – Instituto Superior de Relações Internacionais
ISUTC – Instituto Superior de Transportes e Comunicação
IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado
JICA – Agência de Cooperação Internacional do Japão
MARP – Mecanismo Africano de Revisão de Pares
MBA – Master in Business Administration
MOTRACO – Mozambican Transmission Company
OCAM – Ordem de Contabilistas e Auditores de Moçambique
OMES – Organização da Mulher Educadora do SIDA
OJM – Organização da Juventude Moçambicana
OMM – Organização da Mulher Moçambicana
OMS – Organização Mundial da Saúde
PALOP – Países de Língua Oficial Portuguesa
PDC – Portos de Cabo Delgado
PIC – Polícia de Investigação Criminal
SADC – Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral
SAMOFOR – Sociedade Argelino-Moçambicana de Florestas
SNV – Organização Holandesa para o Desenvolvimento
UDAH - Unidade dos Aproveitamentos Hidráulicos
UEM – Universidade Eduardo Mondlane
UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura
URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
USAID – Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento
Internacional

16 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


OS SÍMBOLOS DA
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
Segundo a Constituição da República de Moçambique (CRM), ar-
tigo 13.º, “Os símbolos da República de Moçambique são a bandeira,
o emblema e o hino nacionais.”

(Bandeira)

Segundo o Artigo 297 da CRM, a bandeira nacional tem cinco


cores: vermelha, verde, preta, amarela dourada e branca.
As cores representam:
• vermelha – resistência secular ao colonialismo, a luta ar-
mada de libertação nacional e a defesa da soberania;
• verde – as riquezas do solo;
• preta – o continente africano;
• amarela dourada – as riquezas do subsolo;
• branca – a justeza da luta do povo moçambicano e a paz.
De cima para baixo, estão dispostas horizontalmente a verde, a
preta e a amarela dourada alternadas por faixas brancas. Do lado
esquerdo, a vermelha ocupa o triângulo no centro do qual se encon-
tra uma estrela, tendo sobre ela um livro ao qual se sobrepõem uma
arma e uma enxada cruzadas.
A estrela simboliza o espírito de solidariedade internacional do
povo moçambicano.
O livro, a enxada e a arma simbolizam o estudo, a produção e a
defesa, respectivamente.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 17


(Emblema)

O artigo 298 da CRM define que o emblema da República de


Moçambique contém como elementos centrais um livro, uma arma
e uma enxada, dispostos em cima do mapa de Moçambique e re-
presentando respectivamente: a educação, a defesa e vigilância, o
campesinato e a produção agrícola.
Por baixo do mapa está representado o oceano.
Ao centro, está o Sol nascente, símbolo de nova vida em cons-
trução.
A delimitar este conjunto está uma roda dentada, simbolizando
os operários e a indústria.
A circundar a roda dentada, encontram-se à direita e à esquerda,
respectivamente, uma planta de milho e espiga e uma cana-de-açú-
car simbolizando a riqueza agrícola.
No cimo, ao centro, uma estrela simboliza o espírito de solidarie-
dade internacional do povo moçambicano.
Na parte inferior está disposta uma faixa vermelha com a inscri-
ção “República de Moçambique”.

18 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


(Hino)
O artigo 299 da CRM estabelece que a letra e a música do hino nacio-
nal são estabelecidas por lei, aprovada nos termos do n.º 1 do artigo 295.
Assim, pela Lei n.º 13/2002, de 3 de Maio, foi aprovado o Hino Nacio-
nal, «Pátria Amada», de que são parte integrante o seu poema e partitura.
A Lei n.º 13/2002 foi alterada e republicada pela Lei n.º 18/2013, de 12
de Agosto, pela qual compete ao Conselho de Ministros:
a) regulamentar as condições específicas do uso do Hino Nacio-
nal;
b) garantir o depósito seguro dos originais do poema e partituras
que fazem parte do Hino Nacional;
c) desenvolver acções visando garantir a permanente autenticida-
de do Hino Nacional, na forma corada ou orquestrada;
d) dignificar o autor do Hino Nacional, “Pátria Amada”, o Doutor
Salomão Júlio Manhiça, etnomusicólogo;
e) reconhecer, mesmo a título póstumo, os compositores e os es-
critores que colaboraram na concepção do Hino Nacional.

(Poema)
Pátria Amada
1. Na memória de África e do Mundo,
Pátria bela dos que ousaram lutar!
Moçambique, o teu nome é liberdade,
O Sol de Junho para sempre brilhará!

(CORO)
Moçambique, nossa terra gloriosa!
Pedra a pedra construindo o novo dia!
Milhões de braços: uma só força,
Ó Pátria amada, vamos vencer!
2. Povo unido do Rovuma ao Maputo
Colhe os frutos do combate pela Paz!
Cresce o sonho ondulando na Bandeira
E vai lavrando na certeza do amanhã!
3. Flores brotando do chão do teu suor,
Pelos montes, pelos rios, pelo mar!
Nós juramos por ti, ó Moçambique:
Nenhum tirano nos irá escravizar!

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 19


(Partitura)

20 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


DISCURSO OFICIAL DA CERIMÓNIA DE INVESTIDURA DE
SUA EXCELÊNCIA
FILIPE JACINTO NYUSI,
PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
Maputo, 15 de Janeiro de 2015

Moçambicanas e Moçambicanos!
Caros Compatriotas,
Iniciamos hoje uma importante etapa do nosso percurso histórico
como Povo e como Nação que levará Moçambique a um novo pata-
mar de Harmonia e Desenvolvimento.
É com elevada honra e a maior humildade que assumo a Alta
Magistratura do Estado e da Nação, como o quarto Presidente da
República de Moçambique. Este é o mandato que milhões de mo-
çambicanos me conferiram em mais um processo de eleições demo-
cráticas, para liderar os destinos desta grande Nação nos próximos
cinco anos.
Nesta ocasião, manifesto do fundo do coração a minha gratidão
para com o Povo Moçambicano que exerceu o seu direito, dando mais
uma vez a oportunidade à Frelimo e ao seu candidato para liderar o
desenvolvimento de Moçambique. Quero dirigir o meu apreço a todos
os intervenientes no processo eleitoral, a todos que tornaram possível
que esta escolha fosse feita num ambiente livre e democrático.
Saúdo a todos os moçambicanos pela sua participação no su-
cesso da democracia. Neste momento, pouco importa a opção polí-
tica, ideológica ou religiosa de cada um. Assumo as minhas funções
como Presidente de todos os moçambicanos, disposto e disponível a
escutar todos os sectores da opinião pública.
Expresso os mais calorosos cumprimentos de boas vindas à Re-
pública de Moçambique e à nossa Capital, Maputo, aos Chefes de
Estado e de Governo, representantes de países irmãos de África e de
outras regiões do mundo e de organizações internacionais.
A vossa presença neste acto demonstra a fraternidade e a con-
fiança que nutrem para com o nosso povo.
Saudamos os representantes dos partidos políticos, as autorida-
des militares, civis, religiosas e tradicionais e todos os ilustres convi-
dados.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 21


Compatriotas,
O meu coração e pensamento inclinam-se de maneira comovida
em memória das vítimas da tragédia em Chitima. A minha mensagem
fraternal de profundas condolências vai para todos os familiares enlu-
tados e vão também os votos de uma rápida recuperação para os que
estão em tratamento hospitalar.
As minhas preces e sentimentos estão igualmente com as fa-
mílias afectadas pelas recentes cheias em Moçambique, particular-
mente nas províncias da Zambézia, Nampula e Manica. Endereço, a
todos os moçambicanos directa ou indirectamente afectados por esta
calamidade, a mensagem de muita força e coragem, neste momento
difícil que atravessamos.
Tudo faremos para dar uma resposta o mais rápido possível aos
efeitos deste desastre natural. Tudo faremos para amparar e apoiar os
moçambicanos a ultrapassar este período de extrema demanda de
esforços e coragem humana. Tudo faremos para insistir na recupera-
ção das infra-estruturas destruídas. Tudo faremos para assegurar que
a vida em Moçambique volte à normalidade.

Compatriotas,
Como disse na minha campanha: o povo é o meu patrão. O meu
compromisso é de servir o povo moçambicano como meu único e ex-
clusivo patrão. O meu compromisso é o de respeitar e fazer respeitar
a Constituição e as Leis de Moçambique. E eu estou pronto! E estou
confiante de que, juntos, iremos construir o bem-estar do nosso povo
e um futuro risonho para as nossas crianças.
Represento uma nova geração, uma geração que recebe um le-
gado repleto de enormes sucessos e de exaltantes desafios. Repousa
sobre todos nós, de todas as gerações a responsabilidade de pre-
servar as conquistas alcançadas pelo nosso povo. Esse percurso foi
liderado por homens visionários e comprometidos com a causa da
liberdade e do bem-estar dos Moçambicanos. A nossa história é rica
em conquistas que fizeram de Moçambique um caso de sucesso, ci-
tado e respeitado em todo o Mundo. A riqueza desse legado histórico
fundamenta-se em três conquistas principais:
• A Independência Nacional, o ponto de partida de todo o
nosso percurso como povo e como Nação;
• A Unidade Nacional, condição para a construção de um
Moçambique democrático, unitário e próspero;

22 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


• A Paz, condição primária para a estabilidade política, desen-
volvimento económico, harmonia e equidade social.
Estas conquistas são sólidas por serem abraçadas por todos os
Moçambicanos. Mas nenhuma conquista pode ser considerada de-
finitiva. É preciso consolidar a nossa Independência. É preciso con-
solidar a nossa Unidade Nacional. É preciso consolidar a Paz como
um valor presente na vida de cada cidadão, cada família e em todos
os cantos do território nacional. Deve ser inabalável a certeza de que
nunca mais os moçambicanos viverão sob a ameaça do medo e o
espectro das armas.
Os valores da convivência pacífica, harmoniosa e da solidarie-
dade social devem ser vividos como uma cultura colectiva, a nossa
cultura de todos os dias. Todos os actores sociais, desde a família, as
confissões religiosas, a sociedade civil, os partidos políticos, as ins-
tituições de ensino e de pesquisa, são chamados a participar activa-
mente na educação dos cidadãos e na consolidação de uma cultura
nacional de diálogo e de harmonia.
Estou consciente da necessidade de se reforçar o papel das ins-
tituições da Justiça e da Lei e Ordem para que o nosso povo, tão
pacífico e trabalhador, deixe de viver ciclicamente num clima de medo
e de insegurança.
Como Chefe do Estado, primarei pela abertura ao diálogo cons-
trutivo com todas as forças políticas e organizações cívicas para pro-
mover a concórdia. Podem estar certos, caros compatriotas, que tudo
farei para que, em Moçambique, jamais irmãos se voltem contra ir-
mãos seja a que pretexto for.
Defenderei de forma vigorosa os direitos humanos, em particular
o direito à vida e às liberdades fundamentais do homem.

Compatriotas,
Os desafios que temos pela frente vão certamente implicar novas
atitudes colectivas e individuais. Esses desafios implicam a coragem
de operar mudanças. As mudanças que forem necessárias devem ser
feitas democraticamente e dentro dos marcos institucionais e com a
máxima responsabilidade.
Assumo a chefia do Estado e do Governo herdando um País em
franco crescimento socioeconómico resultante dos esforços dos Go-
vernos e Administrações anteriores.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 23


No exercício da Alta Magistratura do Estado buscarei a inspiração
nos ideais e nas obras dos líderes que me antecederam.
Em Mondlane, buscarei a visão da unidade nacional e a certeza
de que as nossas diferenças não nos dividem na aspiração comum,
de construirmos um Moçambique mais unido e coeso.
Inspirar-me-ei em Samora, na determinação para a edificação de
um Estado mais forte e com instituições cada vez mais íntegras e de-
mocráticas ao serviço do povo moçambicano.
Buscarei no Presidente Chissano, o espírito de tolerância e de
reconciliação da família moçambicana, para a consolidação da paz
duradoira, condição fundamental para o desenvolvimento.
Prosseguirei com o dinamismo do Presidente Guebuza na edi-
ficação de infra-estruturas básicas e na afirmação da economia mo-
çambicana rumo ao progresso e bem-estar dos moçambicanos.
Moçambique é um país abençoado em recursos naturais, em
especial terras aráveis, florestas, recursos minerais e marinhos. A
descoberta recente de importantes reservas de carvão, gás e areias
pesadas colocam Moçambique na rota mundial e destino obrigatório
do investimento.
No meu governo, garantirei que as acções de pesquisa, produ-
ção, distribuição e industrialização sejam feitas de forma transparente
e responsável, contribuindo para a expansão, transformação e mo-
dernização da economia moçambicana.
Lutarei para que os moçambicanos sejam os donos e a razão de
ser da economia, assegurando uma crescente integração do conteú-
do local e a participação efectiva dos moçambicanos nos projectos
de investimento, em especial na exploração de recursos naturais. O
meu Governo vai assumir-se como parceiro estratégico na afirmação
de uma classe empresarial moçambicana mais ampla e robusta. Que-
ro que o nosso Estado e os moçambicanos, em geral, sejam os ver-
dadeiros donos das riquezas e potencialidades da nossa pátria.
Conhecemos o valor da solidariedade dos povos do mundo in-
teiro. Saberemos reconhecer a contribuição de todos os que deman-
dam o nosso país para aqui investir, trabalhar e conviver no quadro do
respeito pela legislação moçambicana.
O meu Governo promoverá um ambiente macroeconómico equi-
librado e sustentável, por forma a consolidar um clima de confiança
num investimento seguro e no retorno dos justos benefícios.

24 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


Queremos construir um país que aposte na formação e desenvol-
vimento do capital humano, o principal activo nacional. Investiremos
na formação de moçambicanos de todas as regiões do país. Promo-
veremos a criação de novos postos de trabalho para qualificações de
nível superior, médio e básico. E apostaremos no aumento visível e
tangível a médio e longo prazo das receitas públicas e do rendimento
nacional médio e per capita.
Entretanto, continuaremos a apostar nos sectores tradicionais
como a agricultura, pescas, agro-indústria, transportes e serviços,
turismo que dispõem de um grande potencial para a geração de em-
prego.
Eu e o meu Governo trabalharemos com determinação para me-
lhorar as condições de vida do povo moçambicano aumentando o
emprego, a produtividade, a competitividade e criando a riqueza para
o alcance do desenvolvimento inclusivo. Para a realização destes ob-
jectivos é crucial que nos empenhemos na consolidação do Estado
de Direito Democrático, na Boa Governação e na Descentralização.
Queremos que Moçambique continue a ser referenciado como
um dos países do mundo que mantém taxas de crescimento eleva-
das. Isto é positivo e benéfico a longo prazo. Por isso mesmo, esse
crescimento deve ser mantido e valorizado. Estamos conscientes, po-
rém, de que o bem-estar do cidadão comum não pode ser medido
apenas por indicadores macro-económicos. É assim que, apesar dos
resultados alcançados, existem ainda grandes segmentos do nosso
povo nas zonas rurais, peri-urbanas e urbanas, vivendo em condições
de pobreza.
Esta pobreza remanescente é tanto mais grave quanto a nação
moçambicana é uma nação maioritariamente jovem e com uma ele-
vada taxa de crescimento demográfico. As previsões são claras: em
2025 seremos cerca de 33 milhões de Moçambicanos. Precisamos de
preparar hoje esse futuro não muito distante. Precisamos de acções e
não de palavras. Precisamos de uma plataforma de unidade efectiva
e não de retórica política e ideológica. Porque esse futuro, que é tão
próximo, vai requerer mais habitação condigna, mais alimentos, mais
água potável, mais e melhores serviços de saúde e educação, mais
emprego, mais transporte e melhores condições sociais e económi-
cas.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 25


Por consequência, assumo o compromisso, perante a Nação, de
dirigir um governo norteado por valores de eficácia, competência e
humildade, um governo que tome a mulher e o homem moçambica-
nos como o centro da sua intervenção. Um governo empenhado na
equidade do género e no respeito e valorização da criança.
O governo que irei criar e dirigir será um governo prático e prag-
mático. Um governo com uma estrutura o mais simples possível, fun-
cional e focado na resolução de problemas concretos do dia-a-dia
do cidadão, na base da justiça e equidade social. Será um Gover-
no orientado por objectivos de redução de custos e no combate ao
despesismo. A nossa origem é a de gente simples e trabalhadora.
Sabemos, por isso, o valor da contenção de despesas e na aplicação
responsável das nossas contas públicas.

Compatriotas,
Precisamos de planos de desenvolvimento orientados para a re-
dução das assimetrias regionais e locais. Só assim se consolidará, de
facto, a unidade nacional.
Promoverei uma governação participativa fundada numa cada
vez maior confiança e num efectivo espírito de inclusão. Este espírito
de inclusão só se conquista por via de um permanente e verdadei-
ro diálogo. Necessitamos de construir consensos, necessitamos de
partilhar, sem receio, informação sobre as grandes decisões a serem
tomadas pelo meu Governo.
Assim, as organizações da sociedade civil, os camponeses, o
sector privado, a academia e a intelectualidade, as ordens sociopro-
fissionais, os sindicatos, as confissões religiosas, as autoridades tra-
dicionais e comunitárias, os jornalistas, os artistas, os desportistas,
todos, homens, mulheres e jovens terão a oportunidade de participar
efectivamente nos processos de tomada de decisões.

Moçambicanas e Moçambicanos,
Eu acredito que juntos podemos reavivar um sonho colectivo
multissecular. Esse sonho é de uma Nação soberana, próspera, a
que todos se orgulhem de pertencer, independentemente da etnia, da
região, da tribo, da raça, da religião, do género, da condição familiar,
social ou da filiação político-partidária. Nenhum moçambicano pode-
rá ser excluído desse diálogo a pretexto de qualquer factor de divisão
ou distinção.

26 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


A construção de uma sociedade de inclusão exige não apenas
discursos e declaração de intenções. Trabalharei para tornar mais vi-
sível e real a inclusão de que todos falamos e tanto ansiamos. Estarei
aberto a acolher propostas e ideias de outros partidos visando a pro-
moção da tranquilidade e desenvolvimento de Moçambique. As boas
ideias não têm cor partidária. As boas ideias têm uma única medida,
que é o amor pela nossa pátria e pelo nosso destino comum.

Caros compatriotas,
Dentro de dias anunciarei a equipe governamental que a mim se
irá juntar. Pretendo criar um governo com a dimensão adequada para
as necessidades de contenção e de eficácia. Esse Governo terá que
ser firme na defesa do interesse público. Esse Governo terá que ser
intolerante para com a corrupção. Esse Governo não poderá tolerar
qualquer discriminação nas instituições do Estado a todos os níveis.
Dois critérios básicos nortearão os órgãos da administração pública e
da justiça: o mérito e o profissionalismo.
Exigiremos maior eficiência e melhor qualidade das instituições
e dos agentes públicos que respeitem os princípios da legalidade,
transparência e imparcialidade por forma a servir cada vez melhor o
cidadão.
Asseguraremos que as instituições estatais e públicas sejam o
espelho da integridade e transparência na gestão da coisa pública,
de modo a inspirar maior confiança no cidadão. Queremos uma cul-
tura de responsabilização e prestação de contas dos dirigentes por
forma a que conquistem o respeito profundo do seu povo. Queremos
dirigentes que escutem os outros, mesmo quando a opinião desses
outros não lhe for favorável. Exigirei do meu governo os valores do
humanismo, humildade, honestidade, integridade, transparência e to-
lerância.
Exigiremos maior proactividade e responsabilidade aos dirigen-
tes, funcionários e agentes dos diferentes níveis dos órgãos locais do
Estado.
Tomaremos, sem condescendência, medidas de responsabiliza-
ção contra a má conduta e actos de corrupção, favoritismo, nepotis-
mo e clientelismo praticados por dirigentes, funcionários ou agentes
do Estado em todos os escalões.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 27


Não aceitaremos a violação deste contrato social firmado com o
nosso povo. Ninguém está acima da Lei e todos são iguais perante
ela.
Intensificaremos acções de formação constante das Forças de
Defesa e Segurança, resgatando no seu seio os mais altos valores
patrióticos, éticos, deontológicos e brio profissional. O combate à
criminalidade, em particular o crime organizado será implacável de
modo a que todo e qualquer cidadão, moçambicano ou estrangeiro,
se sinta tranquilo e protegido.
Valorizaremos, enfim, o papel histórico dos veteranos da luta de
libertação nacional e dos combatentes na defesa da soberania e inte-
gridade territorial de Moçambique.

Compatriotas,
A criação de emprego, a construção de estradas, pontes e bar-
ragens, e o desenvolvimento rural constituirão um dos epicentros da
acção do meu Governo. Não descansarei enquanto não tiver um país
sulcado de vias de acesso transitáveis que assegurem, em todas as
épocas do ano, a circulação de pessoas e bens em todo o território
nacional.
Vamos promover investimentos necessários que contribuam para
o melhoramento dos sistemas de transporte rodoviário, ferro-portuá-
rio, aéreo, marítimo e fluvial para garantir que qualquer cidadão viaje
em condições condignas e seguras, nas cidades e nas ligações inter-
provinciais e inter-distritais.
Implementaremos estratégias para que cada família, tanto nas
zonas urbanas como rurais, consiga melhorar as suas condições de
habitação.
Incrementaremos o apoio às pequenas e médias empresas
como forma de alargar a criação de emprego e auto-emprego dos
moçambicanos. Neste quadro, priorizarei a participação massiva e
activa da juventude e da mulher nos programas de desenvolvimento
económico e social.
Prosseguirei com a descentralização e a desconcentração de
competências e de recursos para impulsionar o desenvolvimento rá-
pido das unidades territoriais, tanto urbanas como rurais.

28 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


Vamos apostar em programas e estratégias de desenvolvimento
baseados nos distritos e localidades, lá onde o nosso povo vive e
coabita com os problemas reais, capitalizando as potencialidades e
oportunidades de cada zona.
Quero que os Moçambicanos vivam num país cada vez mais ilu-
minado, muito para além das sedes distritais, com fontes de energia
diversificadas, com mais acesso à água potável e a infra-estruturas
de saneamento e que tenham o acesso universal às tecnologias de
informação e comunicação.

Compatriotas,
Porque a agricultura é a base fundamental do nosso desenvolvi-
mento, tal como define a Constituição da República de Moçambique,
a ela prestaremos atenção privilegiada na nossa governação.
Promoverei o aumento de investimentos públicos e privados à
agricultura, pecuária e pesca. Uma atenção particular será dada ao
sector familiar, que sustenta a maioria da população moçambicana.
Prosseguirei políticas de incentivos aos camponeses que permi-
tam elevar a produção e a produtividade agrárias.
Apostaremos na industrialização da nossa agricultura. Moçambi-
que tem todas as condições para ser uma potência agrícola na região.
Intensificaremos a produção de alimentos e o seu acesso pelo
cidadão de modo a garantir a segurança alimentar e nutricional. A ali-
mentação condigna não deve constituir um privilégio. Ela é um direito
humano básico que assiste a todos os moçambicanos.
Teremos que utilizar as capacidades existentes, incluindo nas
nossas universidades, para promover a educação nutricional das co-
munidades. Não podemos permitir que a desnutrição crónica prevale-
ça lado a lado com a abundância alimentar, como acontece ainda em
algumas regiões do nosso país.
A nossa aposta na consolidação das instituições do ensino, so-
ciais e administrativas, tem como objectivo, entre outros, a produção,
a gestão e a promoção do conhecimento. Queremos continuar a for-
talecer a capacidade financeira do Estado para investir mais na me-
lhoria da qualidade de educação.
Continuaremos a expandir a rede escolar, para reduzir a distância
casa-escola e assegurar o apetrechamento em carteiras, bibliotecas
e laboratórios e melhoria das condições de vida e de trabalho do pro-
fessor, principal referência da construção e instrução do Homem.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 29


Para que a criação de novos empregos seja sustentável, o meu
governo vai reforçar as instituições de ensino técnico-profissional.
Moçambique ainda enfrenta desafios no combate às doenças
como a malária, o HIV/SIDA e outras, que constituem principais cau-
sas da mortalidade em particular a materno-infantil.
Prosseguiremos com a construção de mais unidades sanitárias
dotadas de meios técnicos adequados de diagnóstico e tratamento.
Investiremos ainda mais na formação de médicos e outros profissio-
nais de saúde competentes e motivados para atender com humanis-
mo o nosso povo.
O meu governo empenhar-se-á intensamente na proteção do am-
biente e na redução da vulnerabilidade do país por via do reforço da
capacidade nacional de prevenção e mitigação do impacto das cala-
midades naturais e desastres humanos.
Neste novo ciclo de governação, a política externa do nosso Es-
tado continuará a ter como objectivo fazer mais amigos e a basear-se
nos princípios do respeito mútuo e da não ingerência nos assuntos
internos. Reforçaremos as relações de amizade e de cooperação com
outros Estados, em particular os da região da SADC (Comunidade
para o Desenvolvimento da África Austral) e no contexto da União
Africana, da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa),
da CommonWealth, da ONU (Organização das Nações Unidas) e de
outros organismos internacionais.
Respeitaremos os acordos bilaterais e multilaterais e as conven-
ções de que somos parte e reforçaremos a participação de Moçam-
bique nos esforços da Paz e do desenvolvimento internacional asse-
gurando a defesa dos mais altos interesses da Nação Moçambicana.

Caros compatriotas,
Sei que o compromisso que acabo de assumir solenemente aqui
e agora perante a nação e o mundo envolve grande responsabilidade,
sacrifícios e trabalho árduo.
De mãos dadas, caminhando juntos, unidos como irmãos, pode-
mos construir um Moçambique melhor. Convido todo o Povo moçam-
bicano e os partidos políticos da oposição para, de forma patriótica e
responsável, participarem no processo de fiscalização do novo ciclo
governativo para o bem e o desenvolvimento do pais.

30 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


Eu quero um povo com mais educação e saúde, que participa ac-
tivamente na tomada de decisões e na escolha de políticas públicas.
Quero que todos os moçambicanos sejam capazes de se fazer ouvir
independentemente de pertencer ou não a um partido. Essa é a ideia
profunda de inclusão que começa na cidadania plena de cada mo-
çambicano e no respeito pela pluralidade e diversidade de opiniões.
Cada um de nós deve se orgulhar de pertencer a uma Nação
unitária e indivisível, sem que para isso tenha que abdicar dos seus
atributos e dos seus próprios valores culturais. Não existem os que
são mais e os que são menos moçambicanos. A bandeira multicolor
que cobre todos moçambicanos representa exactamente essa unida-
de na diversidade.
Reafirmo que o meu programa de governação se inspira nos mo-
çambicanos, para servir os moçambicanos! É um programa de mu-
dança e uma razão de esperança.
É isto que nós queremos: um governo que assente numa ética
que coloca a vida e a dignidade humana acima do lucro. Um progra-
ma que coloque a saúde e a educação de qualidade acima de um
poder de consumo ilusório.
Um governo que privilegie a paz, a paz e ainda a paz e promova
o diálogo acima de disputas domésticas pelo poder. Um governo que
privilegie a solidariedade, acima da competição desleal. Uma gover-
nação que pensa nas gerações futuras e, por isso, entenda a impor-
tância de agir ecologicamente na exploração dos recursos naturais.
Nós somos capazes de continuar a mostrar ao mundo um Mo-
çambique que melhora permanentemente o seu desempenho e a sua
imagem. Um Moçambique ainda mais saudado e respeitado pela es-
tabilidade política, pela qualidade dos seus recursos humanos, pelo
bom ambiente de negócios, pelo respeito pelos direitos humanos e
de propriedade, e pela equidade social e inclusão. Um Moçambique
que busca constantemente a afirmação da cidadania e da sua identi-
dade nacional a partir da diversidade cultural que nos caracteriza. Um
Moçambique que respeita os seus heróis, glorifica a sua história, re-
conhece e valoriza os sacrifícios daqueles que consagraram as suas
vidas na luta de libertação nacional e na defesa de soberania.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 31


Moçambicanas e Moçambicanos!
Eu, cidadão Filipe Jacinto Nyusi, sou o Presidente de todos vós!
Tudo o que fizer e tudo o que farei será para que cada moçambicano
se sinta parte do processo de desenvolvimento nacional. Mais unidos,
mais fortes e mais determinados, construiremos uma nação que to-
dos celebramos como uma pertença comum.
Neste acto solene, reitero a todos vós, moçambicanas e moçam-
bicanos, no país e na diáspora, que dentro do meu coração cabem
todos os moçambicanos. Vamos, todos juntos, construir um país à
medida dos nossos sonhos.

Maputo, 15 de Janeiro de 2015

32 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


DISCURSO DE SUA EXCELÊNCIA
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
FILIPE JACINTO NYUSI
NA CERIMÓNIA DE INVESTIDURA DO
PRIMEIRO-MINISTRO, MINISTROS E VICE-MINISTROS
Maputo, 19 de Janeiro de 2015

Que as Instituições Estatais e Públicas sejam o Espelho de


Integridade e Transparência na Gestão de Coisa Pública

Senhor Primeiro-Ministro,
Senhores Ministros,
Senhores Vice-Ministros,
Acabam de assumir um grande compromisso perante o Chefe do
Estado e a Nação de servir fielmente a Pátria Moçambicana.
É um compromisso de honra que tem de se traduzir em acções e
uma postura que inspire a confiança do nosso povo.
O nosso papel como Governo é muito claro: promover o desen-
volvimento económico, social e cultural de Moçambique.
Nós somos uma Nação dotada de um passado glorioso, impor-
tantes recursos naturais e uma localização estratégica.
Devemos aprimorar a nossa forma de conceber o desenvolvi-
mento aclarando, nesse processo e em cada sector, os sinais de in-
clusão social.
Não basta sermos um governo de todos os cidadãos, somente
porque somos resultado duma eleição democrática cada vez melhor
no nosso país, ou porque queremos ser ou falar o que o povo quer
ouvir. Temos, sim, de agir cada vez melhor como tal.
As funções governamentais que acabamos de assumir emanam
do mandato que o povo nos confiou por via do sufrágio. Nós estamos
aqui para servir o povo e não o contrário.
Os moçambicanos esperam de nós uma acção governativa que
assegure o gozo dos seus direitos e liberdades e o desenvolvimento
equilibrado do país.
A vossa indicação para dirigir os diversos sectores económicos e
sociais não significa sermos os únicos, ou os melhores. Ela traduz a
nossa confiança na capacidade e competência que cada um de vós
tem vindo a demonstrar nas áreas específicas.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 33


Apesar dos progressos que este governo herda da administração
anterior, temos certeza de que Moçambique tem vários problemas por
solucionar, tais como os transportes públicos, infra-estruturas sociais,
carência de alimentos e subnutrição, emprego, habitação condigna e
saúde pública, educação, energia e qualidade de energia, água potá-
vel, criminalidade e a forma como devemos lidar com a questão dos
recursos naturais, gestão de recursos hídricos que hoje sacrificam as
vidas dos nossos concidadãos, vias de acesso, entre outros.
Por isso, este governo tem de saber hierarquizar estas expecta-
tivas de maneira objectiva e clara. Responder os anseios dos cida-
dãos, mas de forma realística.

Senhores Ministros,
Não podemos prometer o que não temos, mas também não po-
demos gastar de qualquer maneira o pouco que temos.
Num país que conta com tantas terras férteis, com disponibilida-
de de recursos hídricos e com tantas pessoas que querem trabalhar,
não haverá razão alguma para se falar de fome e sofrimento. Aplique-
mos políticas claras, algumas já definidas, que dinamizem mais inves-
timentos na agricultura, nas pescas, na indústria e noutros sectores
da economia.
Por isso, espera-se de vós, ministros e vice-ministros, uma atitude
proactiva e pragmática nos sectores que directa ou indirectamente
intervém nas soluções agrárias, com especial atenção a agricultura
familiar. Esta atitude deverá impulsionar um salto decisivo para uma
agricultura industrializada.
O desenvolvimento rural, uma área central na nossa governação,
deve, por isso, assumir o seu lugar transversal nas prioridades de
todos os sectores.
Tudo isto exige de nós, governantes, posturas fundamentais:
A capacidade de interacção com os cidadãos de todos os es-
tratos sociais para não planificar e nem agir no escuro, apenas com
base na sensibilidade técnica ou teórica dos dirigentes.
Em segundo lugar exige de cada um de nós uma postura de total
integridade.
Ser honesto é mais do que apenas não usar mal o bem comum,
não desviá-lo ou não deixar desviar. É também empregar com efi-
ciência e transparência, e sem esbanjamentos dos recursos. Neste

34 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


sentido, o combate à corrupção e a defesa da ética na forma como
vão lidar com a coisa pública devem ser formas permanentes de ser
e de estar neste Governo.
É preciso enfrentar com determinação a cultura da impunidade
que prevalece em certos sectores da vida pública.
Resolver esses problemas não é um processo que se faz do dia
para a noite. É um processo sistemático, cujas soluções temos de
procurar, não de forma artificial, mas construindo e ampliando as con-
dições institucionais para que os problemas sejam resolvidos. Implica
também buscar, sistematicamente, a melhoria da qualidade da nossa
educação e a qualidade da formação dos funcionários públicos como
uma missão.
Temos o orgulho de termos um povo que batalha nas condições
mais adversas para melhorar a vida da sua família. A nossa obrigação
é de criar os mecanismos e as oportunidades para galvanizar este
espírito de inconformismo dos moçambicanos que sempre lutam por
uma vida melhor.
A cultura do trabalho deve ser o motor de cada um de nós. É nos-
sa responsabilidade assegurar que a preguiça dos nossos subordina-
dos não seja o reflexo da atitude dos nossos superiores, ou resultado
das péssimas condições de trabalho. Temos que ser e dar exemplo
de que o trabalho árduo, justo e ético, ao serviço do povo, é a nossa
responsabilidade máxima.

Senhores Membros do Conselho de Ministros,


O povo deposita grandes expectativas neste Governo. Este é um
novo ciclo de Governação que certamente implica novas atitudes co-
lectivas e individuais. No nosso mandato, devemos cumprir a nossa
agenda pré-definida e não resolver pressões ou gerir emoções e van-
tagens espontâneas.
Os novos tempos e os novos contextos impõem aos membros do
Governo a nível central e local uma nova postura, maior responsabi-
lidade e a coragem de operar mudanças, como temos vindo a dizer.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 35


Senhor Primeiro-Ministro,
Senhores Ministros e Vice-Ministros,
Já referimos que este Governo herda um país em franco cres-
cimento resultante dos esforços das administrações anteriores. No-
tam-se progressos nos diferentes domínios, como, por exemplo, nas
áreas de energia, estradas, telecomunicações, agricultura, indústria,
educação, saúde, desporto, cultura, de entre outros.
O desafio que temos neste novo ciclo de governação é de supe-
rar os níveis de crescimento que se registam e garantir uma melhor
redistribuição da riqueza nacional. Como governo, temos que asse-
gurar que as oportunidades decorrentes da exploração de recursos
naturais beneficiem cada vez mais os próprios moçambicanos, seus
verdadeiros proprietários.
Não se trata de nacionalismo excessivo. A verdade é que a so-
berania do povo deve ser traduzida em benefícios tangíveis para este
mesmo povo. Queremos que a exploração dos recursos seja feita de
forma sustentável, com a estrita observância da lei.
Dizemos que os moçambicanos devem ser donos da economia.
Este não é um conceito abstracto. Trata-se de assegurar uma cada
vez maior integração do conteúdo local. Trata-se da participação
efectiva dos moçambicanos nos projectos de investimento, em es-
pecial na exploração de recursos naturais. Trata-se de construir uma
classe média mais ampla e um empresariado nacional mais robusto
e competitivo.
Para tal, este Governo deve assumir-se como parceiro estratégi-
co na promoção do sector privado nacional através da remoção de
barreiras e criação de um ambiente favorável de negócios. A nossa
obrigação é assegurar que o Estado moçambicano e os cidadãos
nacionais, verdadeiros donos destas riquezas, usufruam cada vez de
maiores benefícios.
Este é um objectivo estratégico que só poderemos alcançar num
ambiente de paz e estabilidade política e social. Cada um de nós deve
se empenhar afincadamente na promoção da paz, na redução dos
conflitos e da desconfiança no nosso seio.
Senhores Ministros,
Cabe-nos a grande missão de fazermos uma boa administração
do país, garantir a integridade territorial, velar pela ordem pública, se-
gurança e estabilidade dos cidadãos.

36 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


É nossa responsabilidade, acima de tudo, promover o desenvol-
vimento económico, implementar a acção social do Estado, consoli-
dar a legalidade e realizar a política externa do país, na dimensão de
cada sector. A concretização destes objectivos constitucionais exige
dos dirigentes do Governo aos diversos níveis e aos funcionários e
agentes do Estado, uma atitude de servir melhor ao cidadão.
A redução dos níveis do desemprego é um objectivo central des-
te Governo. Temos que massificar o investimento na formação supe-
rior, média e básica de moçambicanos de todas as regiões do país
para que todos tenham acesso às oportunidades de emprego. Para
tal, as fórmulas para incentivar o emprego devem ser definidas para
cada sector.
O nosso sector financeiro não deve ser simples caixa de distribui-
ção, deve dinamizar sobretudo a captação de recursos, reduzindo,
dessa forma, a dependência da ajuda externa. Devemos ter a cons-
ciência de que a indústria extractiva, seja ela do sector do carvão,
hidrocarbonetos ou outro, não irá por si só resolver os nossos proble-
mas a curto prazo. Podemos dizer de forma rudimentar que o produto
desta indústria não se come.
Por isso, temos que continuar a apostar nos sectores tradicionais
como a agricultura, pescas, agro-indústria, turismo, transportes e ser-
viços. Estes sectores dispõem, ainda, de um grande potencial para a
geração de emprego, reforço da segurança alimentar e para o desen-
volvimento de uma forte classe empresarial nacional.
Infelizmente, e apesar dos progressos, temos que reconhecer
que existem ainda grandes segmentos do nosso povo nas zonas ru-
rais, peri-urbanas e urbanas, vivendo em condições de pobreza.
Ainda não alcançamos a segurança alimentar para todos os mo-
çambicanos, apesar das excelentes condições agro-ecológicas que
o país possui. A situação de transportes continua crítica nas cidades
e nas zonas rurais. Muitas famílias, sobretudo jovens, não possuem
habitação condigna própria. No campo, predominam casas de cons-
trução precária. Temos ainda crianças sem salas de aula ou a estudar
sentadas no chão. A malária, o HIV-SIDA e outras doenças continuam
a ser um entrave ao nosso desenvolvimento económico e social. As
infra-estruturas culturais e desportivas não abrangem todas as zonas
onde o nosso povo vive.
Todos estes desafios assumem proporções ainda maiores se le-
varmos em linha de conta a taxa de crescimento rápido da nossa
população, maioritariamente JOVEM.
QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 37
Significa que precisamos de investir substancialmente em mais
habitação condigna, mais alimentos, mais água potável, mais e me-
lhores serviços de saúde e educação, mais emprego, mais transpor-
te, investir na energia e outras condições sociais e económicas. Daí
que este Governo é um governo de muito, muito, muito trabalho e
trabalho que deve produzir resultados.
Quero que seja um governo prático e pragmático, que apresenta
resultados ao povo. Um governo que promove a estabilidade das fa-
mílias, a equidade do género e que pensa na criança com o carinho
que ela merece.
Aos titulares das pastas ministeriais, exigimos mais eficácia e efi-
ciência no desenho e implementação dos planos de desenvolvimen-
to. Cada dia que findamos, cada um de nós, ao consultar a nossa
respectiva tabela de realizações, deve saber por que um dia foi dife-
rente do outro. Temos que ter a capacidade de auto-avaliação para
melhorarmos em cada dia o nosso desempenho.
A nossa acção governativa deve estar orientada para a redução
das assimetrias regionais e locais como tradução material do reforço
e da consolidação da unidade nacional. Nos nossos sectores de ac-
tividades, devemos reforçar uma governação participativa para res-
gatar a confiança e interacção entre os actores públicos estatais e
não-estatais.
No espírito de inclusão, devemos encorajar todas as plataformas
de conhecimento para, num permanente diálogo, construirmos con-
sensos e partilharmos informações sobre as grandes decisões a se-
rem tomadas pelo meu Governo.
Cada um de vós, no seu sector, deve assegurar que as organiza-
ções da sociedade civil, os camponeses, o sector privado, a acade-
mia e a intelectualidade, as ordens sócio-profissionais, os sindicatos,
as confissões religiosas, as autoridades tradicionais e comunitárias,
os jornalistas, os artistas, os desportistas, todos, homens, mulheres e
jovens tenham a oportunidade de serem ouvidos e de participar efec-
tivamente nos processos de tomada de decisões.
Temos que aprofundar a descentralização transferindo mais
competências e recursos aos governos locais e às autarquias. Mas
a transferência de mais competências e recursos deve ser acompa-
nhada por uma maior responsabilização dos dirigentes e funcionários
locais.

38 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


A descentralização não deve significar como conferindo pode-
res ilimitados aos nossos colaboradores. Como órgãos centrais, res-
ponsáveis pelas políticas e estratégias de desenvolvimento nacional,
temos que exercer o necessário controlo aos órgãos locais para ga-
rantir que as políticas centrais sejam implementadas na sua íntegra.
O povo deve sentir que participa e influencia as decisões impor-
tantes para o desenvolvimento da sua comunidade, distrito e do país
em geral.
Moçambique avançou bastante na formação dos seus cidadãos.
Temos uma população cada vez mais escolarizada, as tecnologias de
informação e comunicação tornaram a nossa sociedade mais aberta
e alargaram as oportunidades de acumulação de conhecimentos so-
bre o que se passa dentro e fora do país.
Este Governo deve ser mais comunicativo com o povo. Os mem-
bros deste governo devem encarar o acesso à informação como um
direito de cidadania consagrado na Constituição e na lei. A nossa
acção deve estar alicerçada nos mais altos princípios da ética go-
vernativa, como a transparência, a integridade, o primado da lei, a
imparcialidade, a equidade e a justiça social.
A boa governação é a nossa palavra de ordem. O povo, o verda-
deiro dono do poder, deve ter a oportunidade de avaliar o mérito das
nossas acções. Qualquer moçambicano deve ter a possibilidade de
desenvolver o seu talento e habilidades para se apropriar das oportu-
nidades que se abrem. Devemos valorizar o papel histórico dos vete-
ranos da luta de libertação nacional e dos combatentes na defesa da
soberania e integridade territorial de Moçambique.
Não toleraremos a discriminação nas instituições do Estado a to-
dos os níveis. Cada dirigente deve ser firme na defesa do interesse
público.

Senhor Primeiro-Ministro,
Senhores Ministros e Vice-Ministros,
Junto dos vossos respectivos colectivos e funcionários, cada um
deve assumir com determinação, coragem e profissionalismo a lide-
rança do processo de mudanças que se impõem. O novo dirigente
no sector não deve escangalhar o que existe. Pode e deve adequar
mais os recursos humanos e materiais que encontra. Estes recursos
devem ser explorados e não marginalizados.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 39


O compromisso que assumimos perante o povo é nobre, tal justi-
fica a grande expectativa para com este Governo. Somos um Governo
que representa uma geração nova.
Temos que trabalhar arduamente para produzirmos resultados à
altura das expectativas do nosso povo, para que a geração que pre-
cedemos se sinta valorizada pelo sacrífico investido.
Privilegiem o trabalho em equipa e procurem sempre estimular
os vossos subordinados a libertarem os seus talentos em prol dos
objectivos institucionais. O chefe que teme o seu subordinado não é
líder, e transmite insegurança. O subordinado que pensa que faz mais
que o seu superior distrai-se do facto de que chefe é quem favorece
a sua produtividade e crescimento. Saibam ouvir os vossos colabo-
radores e obedecer os vossos superiores, mas não tenham medo de
tomar decisões.
Não vão faltar dificuldades, é certo. Mas foi exactamente pensan-
do nos grandes desafios a enfrentar, que procuramos trazer na equipa
deste governo quadros de reconhecido mérito, com competências de
liderança e profissionalismo comprovadas, quadros da nossa inteira
confiança.
Temos a certeza de que, combinando a tarimba dos mais expe-
rientes, a vitalidade dos mais jovens e a inteligência de todos, iremos
transpor todos os obstáculos que se coloquem nesta caminhada, vi-
sando construir o bem-estar para os moçambicanos. Vamos fazer a
diferença!
Cada um de nós deve ser capaz de atrair para o seu sector os
melhores quadros e técnicos qualificados nacionais, por forma a ele-
var cada vez mais o nível de eficácia e eficiência na elaboração e
implementação dos programas de desenvolvimento.
Como governo, e sem prejuízo dos parâmetros da separação
dos poderes do Estado, devemos cultivar uma interacção salutar e de
complementaridade com os demais órgãos de soberania. Convosco
temos a certeza de que podemos caminhar seguros na materializa-
ção do nosso programa de governação, um programa de mudança e
uma razão de esperança.
Não nomeamos pessoas para alistar reclamações ou para poder
apresentar requisições. Nomeamos quadros capazes de produzir so-
luções para os problemas do povo, quadros para mobilizar recursos
e produzir planos da sua aplicação.

40 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


Caros Ministros,
Ilustres Convidados,
A maior injustiça seria fechar este discurso sem de forma viva,
aberta e pública reconhecer os feitos do elenco que hoje nos passa
o testemunho.
Hoje partimos deste marco adiantado, porque homens trabalha-
ram e aplicaram o seu esforço e inteligência para que Moçambique fi-
gurasse no mapa como referência internacional. A estes agradeço em
nome dos empossados e afirmo que necessitamos do vosso contínuo
apoio e rendemos o nosso respeito total. Estaremos sempre abertos
para o que puderem nos ajudar nas novas missões.
Desejo a todos vós, longa vida e muitos sucessos no desempe-
nho das vossas novas funções. E aos cônjuges, esperamos o apoio
que sempre deram aos esposos para merecer a confiança que hoje
conduz os empossados à confiança do povo através de nós.
Gostaria de propor um brinde à nossa saúde, à consolidação da
paz e da unidade nacional e ao reforço das nossas relações de con-
fiança e trabalho.

Maputo, aos 19 de Janeiro de 2015

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 41


PRESIDENTE DA REPÚBLICA

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 43


Segundo o artigo 133 da Constituição da República de Moçambi-
que (CRM), o Presidente da República é um dos órgãos de soberania
do País.
O artigo 146 preconiza que o Presidente da República é o Che-
fe do Estado, simboliza a unidade nacional, representa a Nação no
plano interno e internacional e zela pelo funcionamento correcto dos
órgãos do Estado. O Chefe do Estado é o garante da Constituição. O
Presidente da República é o Chefe do Governo. O Presidente da Re-
pública é o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança.
No artigo 150, refere-se que no momento da investidura, o Presi-
dente da República eleito presta o seguinte juramento:
Juro, por minha honra, respeitar e fazer respeitar a Constituição,
desempenhar com fidelidade o cargo de Presidente da República de
Moçambique, dedicar todas as minhas energias à defesa, promoção
e consolidação da unidade nacional, dos direitos humanos, da demo-
cracia e ao bem-estar do povo moçambicano e fazer justiça a todos
os cidadãos.
Segundo o artigo 159 da CRM, são competências gerais do Che-
fe do Estado no exercício da sua função:
• Dirigir-se à nação através de mensagens e comunicações;
• Informar anualmente a Assembleia da República sobre a
situação geral da nação;
• Decidir, nos termos do artigo 136, a realização de referendo
sobre questões de interesse relevantes para a nação;
• Convocar eleições gerais;
• Dissolver a Assembleia da República nos termos do artigo
188;
• Demitir os restantes membros do Governo quando o seu
programa seja rejeitado pela segunda vez pela Assembleia
da República;
• Nomear o Presidente do Tribunal Supremo, o Presidente do
Conselho Constitucional, o Presidente do Tribunal Adminis-
trativo e o Vice-Presidente do Tribunal Supremo;
• Nomear, exonerar e demitir o Procurador-Geral da Repúbli-
ca e o Vice-Procurador-Geral da República;
• Indultar e comutar penas;
• Atribuir, nos termos da lei títulos honoríficos, condecorações
e distinções.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 45


Segundo o artigo 160 da CRM, no domínio do Governo, compete
ao Presidente da República:
• Convocar e presidir as sessões do Conselho de Ministros;
• Nomear, exonerar e demitir o Primeiro-Ministro;
• Criar ministérios e comissões de natureza inter-ministerial.
Compete-lhe, ainda, nomear, exonerar e demitir:
• Os Ministros e Vice-Ministros;
• Os Governadores Provinciais;
• Os Reitores e Vice-Reitores das Universidades Estatais, sob
proposta dos respectivos colectivos de direcção, nos ter-
mos da lei;
• O Governador e o Vice-Governador do Banco de Moçam-
bique;
• Os Secretários de Estado.
No domínio da defesa nacional e da ordem pública, segundo o
artigo 161, compete ao Presidente da República:
• Declarar a guerra e a sua cessação, o estado de sítio ou de
emergência;
• Celebrar tratados;
• Decretar a mobilização geral ou parcial;
• Presidir ao Conselho Nacional de Defesa e Segurança;
• Nomear, exonerar e demitir o Chefe e o Vice-Chefe do Esta-
do-Maior-General, o Comandante-Geral e Vice-Comandan-
te-Geral da Polícia, os Comandantes de Ramo das Forças
Armadas de Defesa de Moçambique e outros oficiais das
Forças de Defesa e Segurança, nos termos definidos por
lei.
No domínio das relações internacionais, segundo o artigo 162,
compete ao Presidente da República:
• Orientar a política externa;
• Celebrar tratados internacionais;
• Nomear, exonerar e demitir os Embaixadores e enviados
diplomáticos da República de Moçambique;
• Receber as cartas credenciais dos Embaixadores e envia-
dos diplomáticos de outros países.
Segundo o Artigo 163, compete ao Presidente da República pro-
mulgar e mandar publicar as leis no Boletim da República, bem como
pode vetar a lei por mensagem fundamentada, devolvê-la para reexa-
me pela Assembleia da República.

46 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


FILIPE JACINTO NYUSI
Presidente da República de Moçambique

Filipe Jacinto Nyusi é Presidente da República de Moçambique,


desde 15 de Janeiro de 2015, depois de ter sido Ministro da Defesa
Nacional durante seis anos, entre 26 de Março de 2008 e 14 de Março
de 2014.
Filipe Nyusi, também conhecido por Nhussi, nasceu a 9 de Fe-
vereiro de 1959, em Namaua, distrito de Mueda, província de Cabo-
Delgado. É filho de Jacinto Nyusi Chimela e de Angelina Daima, cam-
poneses já falecidos.
Em 1973, Filipe Nyusi ingressou nas fileiras da Frente de Liberta-
ção de Moçambique (FRELIMO) e fez a sua preparação político-mili-
tar em Nachingwea.
Em 1974, concluiu os estudos primários no Centro Educacional
em Tunduru, Tanzânia. Depois matriculou-se na Escola Secundária da
Frelimo, em Mariri, onde, em 1980, concluiu o primeiro ciclo do Ensi-
no Secundário. Nyusi fez o segundo ciclo do ensino secundário na
Escola Secundária Samora Machel na Beira, até 1982. Mais tarde,
frequentou e concluiu a Licenciatura em Engenharia Mecânica pela
Academia Militar de Brno, Vaaz, na República Checa, em 1990. Fez a
pós-graduação pela Universidade Victoria, de Manchester, em 1999,
e um Certificado pela Indian Institute of Management, da Índia, em
2003.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 47


Profissionalmente, Filipe Nyusi trabalhou nos Caminhos de Ferro
de Moçambique em Nampula, entre 1992 e 2007. Aqui foi Assisten-
te do Chefe de Serviço de Manutenção Oficinal, entre 1992 e 1993;
Director Ferroviário, de 1993 a 1995; e Director Executivo, de 1995 a
2007. Transferido para Maputo, exerceu as funções de Administrador
Executivo, entre 2007 e 2008, altura em que foi nomeado Ministro da
Defesa Nacional.
Filipe Nyusi foi docente em regime de tempo parcial no Departa-
mento de Matemática, na Delegação da Universidade Pedagógica,
em Nampula, entre 2002 e 2007; durante 3 anos foi membro do Nú-
cleo de Ensino Superior em Nampula. É membro do Clube Ferroviário,
desde 1993, e durante 11 anos foi Presidente do Clube Ferroviário na
cidade de Nampula, entre 1995 e 2005. Foi galardoado com Menção
Honrosa na República Checa, em 1990.
Filipe Nyusi participou na Luta Armada de Libertação Nacional
e é membro da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação
Nacional, de cujo Comité Nacional foi membro até à sua eleição para
Presidente da associação.
Filipe Nyusi é militante do Partido Frelimo, de que foi membro do
Comité Provincial de Nampula, até 2008. Em 2012, no X Congres-
so, foi eleito para o Comité Central do Partido. Em 2014, durante a III
Sessão Ordinária do Comité Central, Filipe Nyusi foi eleito candidato
do Partido Frelimo às Eleições Presidenciais de 15 de Outubro. Em
Março de 2015, na IV Sessão Ordinária do Comité Central, Filipe Nyusi
foi eleito Presidente do Partido Frelimo e da Associação dos Comba-
tentes da Luta de Libertação Nacional.
Filipe Nyusi é casado com Isaura Ferrão Nyusi e pai de quatro
filhos.
Professa a religião cristã na Igreja Católica. Fala Shimakonde,
Português, Kiswahili, Inglês e Checo.
Nos tempos livres vai à praia, escuta música e pratica desporto.

Contacto
Presidência da República
Av. Julius Nyerere 1780, Maputo
Tel.: 258-21491121, Fax: 258-21492065
URL: www.presidencia.gov.mz

48 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


PRIMEIRO-MINISTRO

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 49


Nomeado pelo Presidente da República, conforme o artigo 160
da CRM, o Primeiro-Ministro é, segundo o artigo 164, membro do
Conselho de Estado e, segundo o artigo 199, tem direito de compare-
cer às sessões plenárias da Assembleia da República, podendo usar
da palavra, nos termos do Regimento.
Segundo o artigo 201, é membro do Conselho de Ministros, ao
qual, ao abrigo do artigo 202, ele convoca e preside, por delegação
do Presidente da República.
Segundo o artigo 205, compete ao Primeiro-Ministro, sem pre-
juízo de outras atribuições confiadas pelo Presidente da República e
por lei, assistir e aconselhar o Presidente da República na direcção do
Governo. Compete, nomeadamente, ao Primeiro-Ministro:
a) assistir o Presidente da República na elaboração do Pro-
grama do Governo;
b) aconselhar o Presidente da República na criação de
ministérios e comissões de natureza ministerial e na no-
meação de membros do Governo e outros dirigentes go-
vernamentais;
c) elaborar e propor o plano de trabalho do Governo ao Pre-
sidente da República;
d) garantir a execução das decisões dos órgãos do Estado
pelos membros do Governo;
e) presidir as reuniões do Conselho de Ministros destinadas
a tratar da implementação das políticas definidas e outras
decisões;
f) coordenar e controlar as actividades dos ministérios e ou-
tras instituições governamentais;
g) supervisar o funcionamento técnico-administrativo do Con-
selho de Ministros.
Segundo o artigo 206, nas relações com a Assembleia da Repú-
blica, compete ao Primeiro-Ministro:
a) apresentar à Assembleia da República o Programa do Go-
verno, a proposta do Plano Económico e Social e do Orça-
mento do Estado;
b) apresentar os relatórios de desempenho do Governo;
c) expor as posições do Governo perante a Assembleia da
República.
No exercício destas funções, o Primeiro-Ministro é assistido pelos
membros do Conselho de Ministros por ele designados.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 51


CARLOS AGOSTINHO DO ROSÁRIO
Primeiro-Ministro

Carlos Agostinho do Rosário é Primeiro-Ministro da República de


Moçambique, desde 16 de Janeiro de 2015.
Nasceu a 26 de Outubro de 1954, na Cidade de Maxixe, distrito
do mesmo nome, na província de Inhambane. É filho de Agostinho
Juisse e de Rosa Sechene.
Carlos Agostinho do Rosário completou o ensino primário na Es-
cola do Bairro Indígena, actual Bairro da Munhuana, em 1967. Fez o
ensino preparatório na Escola General Machado, até 1969. Iniciou o
ensino técnico-profissional na Escola Comercial e mais tarde no Ins-
tituto Comercial na cidade de Maputo, tendo concluído o nível médio
em 1976.
Carlos do Rosário é Bacharel em Economia pela Universidade
Eduardo Mondlane UEM) e Mestre em Agricultura e Desenvolvimento
Rural pela Universidade de Londres.
Durante a vida profissional exerceu diversos cargos e funções.
De 1977 a 1982, foi funcionário da Junta Autónoma de Estradas. De
1973 a 1977, trabalhou na Direcção Nacional das Obras Públicas e
Habitação. Entre 1980 e 1982, foi professor de Matemática em tempo
parcial no Instituto Industrial de Maputo. De 1983 a 1987, exerceu o
cargo de Director Nacional Adjunto do Corredor da Beira, ao mesmo
tempo que trabalhava como técnico da Empresa Citrinos de Manica.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 53


De 1987 a 1994, foi nomeado Governador da Província da Zambézia.
De 1994 a 1999, assumiu a pasta de Ministro da Agricultura e Pescas.
Em 2000, foi indicado Embaixador de Moçambique na India. Desde
2010, foi Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Moçambi-
que junto da Indonésia, Timor Leste e Tailândia, bem como, Alto-co-
missário junto da Malásia e Singapura até a sua indicação para o
cargo de Primeiro-Ministro.
Carlos Agostinho do Rosário tem publicadas sete obras que ver-
sam sobre matérias de índole sócio-económico, nomeadamente:
1. Do Rosário, Carlos A. Humanização da Globalização ao:
Desafio para A Redução da Pobreza em Moçambique.
2005. Krest Publication. New Delhi, India
2. Do Rosário, Carlos A. Jatropha Curcas: Propostas para a
Sustentabilidade do Cultivo em Moçambique. 2006. New
Delhi, India.
3. Do Rosário, Carlos A. Revolução Verde: Experiência da In-
dia e sua Relevância para Moçambique. 2007. Documen-
to apresentado na Conferência sobre o Desenvolvimento
Agrário realizado em Maputo pela Fundação para o Desen-
volvimento da Comunidade (FDC).
4. Do Rosário, Carlos A. Crise Financeira Mundial: Impacto Na
Cooperação Bilateral Moçambique - India. 2008. New Delhi,
India.
5. Do Rosário, Carlos A. Política de Terras em Moçambique.
2008. Documento apresentado no seminário organizado
pela Organização Não Governamental (ORAM). O conteúdo
deste Documento foi também apresentado em Luanda, no
Seminário Internacional sobre o mesmo tema, organizado
conjuntamente pelo Governo de Angola e a FAO em 2005.
6. Do Rosário, Carlos A. Contribuição da Ciência e Tecnologia
no Crescimento Económico e Desenvolvimento de Moçam-
bique. Documento apresentado na Conferência Internacio-
nal sobre o mesmo tema realizado pelo Ministério da Ciên-
cia e Tecnologia de Moçambique em 2009.
7. Do Rosário, Carlos A. Experiência de Timor Leste na Gestão
de Recursos Petrolíferos – Fundo Soberano – sua Relevân-
cia para Moçambique. 2012. Jakarta, Indonésia.

54 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


Carlos Agostinho do Rosário é membro do Partido Frelimo. Assu-
miu o cargo de Primeiro Secretário do Comité Provincial do partido na
Zambézia, de 1987 a 1992. Foi membro do Comité Central da Frelimo,
entre 1989 e 2002. Foi deputado da Assembleia da República, em
1994, tendo resignado por imposição legal, logo no início da Legisla-
tura, após ter sido nomeado para o cargo de Ministro da Agricultura e
Pescas. É casado com Verónica Lázaro Lucas Mutomone e pai de três
filhos. É falante de Gitonga, Xirhonga, Português, Inglês e Espanhol.

Contacto
Gabinete do Primeiro-Ministro
Praça da Marinha Popular, Maputo
Tel.: 258-21426861/5
Fax: 258-21426881
URL: http://www.gabinfo.gov.mz

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 55


MINISTROS

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 57


No artigo 201, a Constituição afirma que o Conselho de Ministros
é composto pelo Presidente da República, que a ele preside, pelo
Primeiro-Ministro e pelos Ministros.
O artigo 203 afirma que o Conselho de Ministros assegura a ad-
ministração do país, garante a integridade territorial, vela pela ordem
pública e pela segurança e estabilidade dos cidadãos, promove o de-
senvolvimento económico, implementa a acção social do Estado, de-
senvolve e consolida a legalidade e realiza a política externa do país.
Pelo artigo 204, compete, nomeadamente, ao Conselho de Mi-
nistros:
a) garantir o gozo dos direitos e liberdades dos cidadãos;
b) assegurar a ordem pública e a disciplina social;
c) preparar propostas de lei a submeter à Assembleia da
República;
d) aprovar decretos-leis mediante autorização legislativa da
Assembleia da República;
e) preparar o Plano Económico e Social e o Orçamento do
Estado e executá-los após aprovação pela Assembleia da
República;
f) promover e regulamentar a actividade económica e dos
sectores sociais;
g) preparar a celebração de tratados internacionais e cele-
brar, ratificar, aderir e denunciar acordos internacionais, em
matérias da sua competência governativa;
h) dirigir a política laboral e de segurança social;
i) dirigir os sectores do Estado, em especial a educação e
saúde;
j) dirigir e promover a política de habitação.

Compete, ainda, ao Conselho de Ministros:


a) garantir a defesa e consolidação do domínio público do Es-
tado e do património do Estado;
b) dirigir e coordenar as actividades dos ministérios e outros
órgãos subordinados ao Conselho de Ministros;
c) analisar a experiência dos órgãos executivos locais e regu-
lamentar a sua organização e funcionamento e tutelar, nos
termos da lei, os órgãos das autarquias locais;

58
d) estimular e apoiar o exercício da actividade empresarial e
da iniciativa privada e proteger os interesses do consumidor
e do público em geral;
e) promover o desenvolvimento cooperativo e o apoio à pro-
dução familiar.
É da exclusiva iniciativa legislativa do Governo a matéria
respeitante à sua própria organização, composição e funcionamento.
Na sua actuação, segundo o artigo 202, o Conselho de Ministros
observa as decisões do Presidente da República e as deliberações da
Assembleia da República. A formulação de políticas governamentais
pelo Conselho de Ministros é feita em sessões dirigidas pelo Presi-
dente da República.
Ao abrigo do artigo 207, o Conselho de Ministros responde pe-
rante o Presidente da República e a Assembleia da República pela
realização da política interna e externa e presta-lhes contas das suas
actividades nos termos da lei.
Os membros do Governo, ao abrigo do artigo 209, estão vincu-
lados ao Programa do Governo e às deliberações do Conselho de
Ministros.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 59


ADRIANO AFONSO MALEIANE
Ministro da Economia e Finanças

Adriano Afonso Maleiane é Ministro da Economia e Finanças,


desde 19 de Janeiro de 2015.
Adriano Maleiane nasceu a 6 de Novembro de 1949, no distrito
da Matola-Rio, na província de Maputo. É filho de Afonso Maleiane e
Adelina Muianga, ambos falecidos.
Maleiane fez os estudos primários na Escola São Gabriel Arcanjo
na Matola, até 1960, tendo mudado para a cidade da Beira, província
de Sofala, onde fez o ensino técnico-profissional na Escola Comercial
e Industrial Freire Andrade em 1965. Regressado a Maputo, recebeu
o Diploma de contabilista no Instituto Comercial de Maputo, em 1978.
No prosseguimento dos seus estudos, obteve o grau de licen-
ciatura em Economia pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM)
em 1989. Prosseguiu os estudos na Inglaterra, tendo obtido o Grau
de Mestrado em Economia Financeira na Universidade de Londres –
SOAS, em Londres, em 1998.
Ao longo da sua carreira profissional, Adriano Maleiane assumiu
várias funções de direcção e chefia. Entre 1983 e 1986, foi funcioná-
rio do Ministério da Agricultura, trabalhando na Direcção Nacional de
Economia Agrária. Mais tarde, foi nomeado para o cargo de Governa-
dor do Banco de Moçambique, posto que assumiu entre 1991 e 2006.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 61


Ao cessar as funções de governador do Banco de Moçambique,
passou a trabalhar no sector privado. Na Malefinanceiro, Lda, foi só-
cio e Presidente do Conselho de Administração, entre 2006 e 2010;
de 2008 a 2010, assumiu em simultâneo os cargos de Presidente do
Conselho de Administração não-Executivo da Visa Beira Moçambique
e de Administrador não-Executivo da SASOL Moçambique. Trabalhou
na Maleseguros, Lda, onde foi sócio da empresa, entre 2008 e 2015.
Na Tongaat Hulett, uma empresa sul-africana, assumiu o cargo de
Administrador não-executivo, entre 2009 e 2015. No sector bancário,
exerceu o cargo de Presidente do Conselho de Administração e Pre-
sidente do Conselho Executivo do Banco Nacional de Investimentos
(BNI), entre 2010 e 2015.
Dada a sua competência e profissionalismo, assumiu cargos
em instituições internacionais como governador do Banco Mundial e
governador suplente do Fundo Monetário Internacional, entre 1991 e
2004, em Maputo.
Adriano Maleiane foi galardoado com a medalha de Cavaleiro da
Ordem Nacional de Mérito, atribuída pelo governo francês em 1998;
medalha Eduardo Mondlane do 2.º Grau pela República de Moçam-
bique, em 2005, ano em que recebeu o Certificado de Honra pelos
serviços prestados ao país.
Presidiu a equipa que preparou a Estratégia para a Melhoria de
Negócios e a Estratégia de Energia 2014-2020.
É membro da Ordem de Contabilistas e Auditores de
Moçambique (OCAM) e da Associação Moçambicana de Economis-
tas (AMECOM).
Maleiane é casado e pai de quatro filhos. É membro do partido
Frelimo. Professa a religião cristã. Fala Xirhonga, Português e Cindau.

Contacto
Ministério da Economia e Finanças
Praça da Marinha Popular, Caixa postal 292, Maputo
Tel.: +258 21315015,
Fax: 21313747, 21315021
E-mail: adriano.maleiane@tvcabo.co.mz

62 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


JOSÉ CONDUGUA ANTÓNIO PACHECO
Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação

José Condugua António Pacheco é Ministro dos Negócios Es-


trangeiros e Cooperação desde 22 de Dezembro de 2017. Até então,
era Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, desde 19 de Ja-
neiro de 2015. José Pacheco foi Ministro da Agricultura, entre 2010 e
2014, e Ministro do Interior, de 2005 a 2009.
José Pacheco nasceu a 10 de Setembro de 1958, na localidade
de Ampara, distrito do Búzi, província de Sofala. É filho de António
Pacheco e Madalena Machami Pacheco.
Frequentou e concluiu o ensino primário e o Ciclo Preparatório na
cidade da Beira, provincia de Sofala, até 1973, e a Escola de Regen-
tes Agrícolas de Manica, em 1978, tendo Certificado de Engenheiro
Técnico Agrário.
José Pacheco frequentou o Wy College da Universidade de
Londres, Reino Unido, até 1989; estudou nas universidades norte-
-americanas de Minnesota, em 1992, e de Madison Wisconsin, em
1994, tendo obtido o Diploma em transferência de tecnologias para o
Desenvolvimento Rural.
Anteriormente, exerceu o cargo de Governador da província de
Cabo Delgado, de 1998 até Fevereiro de 2005. Foi Vice-Ministro da
Agricultura e Pescas no período de 1995 a 1998.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 63


De 1990 a 1995, foi Director Nacional de Desenvolvimento Rural,
tendo em 1992 e 1994 acumulado com as funções de Membro do
Conselho de Administração do Instituto Nacional de Desenvolvimento
da Indústria Local (IDIL) e de Presidente do Conselho de Administra-
ção do Instituto de Cereais de Moçambique.
De 1981 a 1990, foi Director Provincial de Agricultura da província
da Zambézia e, a partir de 1984, acumulou o cargo com as funções
de Membro do Conselho de Administração da Sociedade Argelino-
Moçambicana de Florestas (SAMOFOR).
José Pacheco é casado. Fala Cindau, Cisena, Português, Fran-
cês e Inglês.
É membro do Partido Frelimo, desde 29 de Janeiro de 1979, sen-
do actualmente membro da Comissão Política.
Professa a religião cristã, tendo o desporto, leitura e música como
passatempos.

Contacto
Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação
Av. 10 de Novembro, 640, Maputo
Tel.: 258-21327000/5
Fax: 258-21-327020/1
Email: josecondpacheco@gmail.com
URL: www.minec.gov.mz

64 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


ATANÁSIO SALVADOR MTUMUKE
Ministro da Defesa Nacional

Atanásio Salvador Mtumuke é Ministro da Defesa Nacional, des-


de 19 de Janeiro de 2015.
Mtumuke nasceu a 28 de Maio de 1950, no distrito de Muidumbe,
província de Cabo Delgado. É filho de Damião Mtumuke, já falecido,
e de Cristina Madidi.
Fez o ensino primário na Missão Imbuhu e o ensino secundário
no Chiúre Novo, tendo concluído este nível no Instituto Moçambicano,
em 1966. Prosseguiu os estudos na Academia Militar Vistrel em Mos-
covo, na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS)
e foi graduado como Chefe da Brigada de Infantaria Motorizada, em
1978. Foi patenteado com a categoria de Major General das Forças
Armadas de Moçambique, em 1980.
Durante a Luta de Libertação Nacional desempenhou as funções
de Comandante de secção na região do Niassa Oriental, entre 1966
e 1968. Foi representante do primeiro sector no Departamento de
Defesa em Massassi, entre 1969 e 1971; desempenhou a função de
Adjunto da Artilharia Provincial, entre 1972 e 1974; e chefiou o Depar-
tamento de Defesa na Província de Nampula, entre 1974 e 1976.
Atanásio Mtumuke foi Delegado moçambicano à Conferência In-
ternacional da Juventude na Coreia do Norte, em 1971.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 65


Com a independência, desempenhou diversos cargos: foi Co-
mandante da Quarta Brigada da Infantaria Motorizada na provín-
cia de Tete, entre 1978 e 1980; comandou a região militar centro,
entre 1980 e 1981. De 1982 a 1984, foi Comandante da Sétima
Brigada em Cuamba, província do Niassa. Entre 1984 e 1986, co-
mandou a Primeira Brigada na província de Maputo. Foi Director-
-Geral das Operações do Estado-Maior General, entre 1986 e 1992, e
Inspector-Geral de Defesa, entre 1996 e 2015.
É casado e pai de cinco filhos. Fala Shimakonde, Português,
Ciyaawo, Kiswahili, Russo e comunica-se razoavelmente em Inglês.
É membro do Partido Frelimo, partido pelo qual foi deputado da
Assembleia Popular e actualmente é membro do Comité Provincial
de Maputo. É membro da Associação dos Combatentes da Luta pela
Libertação Nacional (ACLLN).
Foi galardoado com a medalha de 2.º Grau de Combatente, vete-
rano da Luta de Libertação Nacional.

Contacto
Ministério da Defesa Nacional
Avenida Mártires de Mueda, Maputo
Tel.: +258 82 3654780, 82 1810502
Email: gen.ntumuke1@gmail.com

66 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


JAIME BASÍLIO MONTEIRO
Ministro do Interior

Jaime Basílio Monteiro é Ministro do Interior da República de Mo-


çambique, desde 19 de Janeiro de 2015.
Monteiro nasceu a 3 de Abril de 1961, no posto administrativo de
Macuse, distrito de Namacurra, na província da Zambézia. É filho de
Basílio Monteiro e de Maria João Surage.
Fez o ensino primário na Escola Primária Oficial de Macuse, entre
1968 e 1972, e o ciclo preparatório em Quelimane, entre 1973 e 1974.
Frequentou a Escola Industrial e Comercial D. Francisco Barreto, até
1975. Concluiu a 10ª Classe na Escola Pré-Universitária de Pemba,
em 1993, e a 11ª classe na Escola Pré-Universitária 1.º de Maio de
Nampula, em 1995. Frequentou, entre 1996 e 2002, a Universidade
Católica de Moçambique, na província de Nampula, onde obteve o
grau de licenciatura. Fez a pós-graduação em Ciências Jurídicas pelo
Instituto Superior de Ciência e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM),
em 2012.
Jaime Monteiro frequentou o Curso Executivo de Polícia de Pro-
tecção, em Cuba, entre 1981 e 1982. Participou do estágio de coman-
do e liderança para oficiais superiores e generais dos Países Africa-
nos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs) e CPLP, em Lisboa entre
2004 e 2010.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 67


Ao longo da sua carreira, Jaime Monteiro ocupou diversos car-
gos de chefia e de direcção: foi Chefe da Sub-Secção de Pessoal
do Corpo da Polícia de Moçambique, em Cabo Delgado, em 1978;
Secretário do Centro de Reeducação de Bilibiza, em 1979; Chefe do
Núcleo Provincial de Planificação, em 1980; Chefe do Departamento
Central de Protecção de Objectos Económicos e Estratégicos no Co-
mando Nacional da Polícia de Protecção e na criação de Esquadras
de protecção, na Universidade Eduardo Mondlane UEM) e no Com-
plexo Petromoc, na Matola.
Jaime Basílio Monteiro exerceu o cargo de Comandante Provin-
cial da Polícia de Protecção e de Chefe do Estado-Maior Provincial
da Polícia da República de Moçambique na Zambézia, entre 1987 e
1988. Exerceu a função de chefe da sala de Operações do Estado-
-Maior Central da Polícia Popular de Moçambique em 1988. Exerceu
a função de Chefe do Estado-Maior Provincial da Polícia Popular de
Moçambique, em Cabo Delgado, entre 1988 e 1993. Exerceu o mes-
mo cargo na província de Niassa, entre 1993 e 1994, e na província de
Nampula, entre 1994 e 2000.
Foi Chefe do Departamento Central de Protecção de Florestas,
Fauna Bravia e Meio Ambiente, no Comando Geral da Polícia da
República de Moçambique, de 2000 a Fevereiro de 2002. Exerceu
o cargo de Director da Ordem e Segurança Pública do Comando
Geral da Polícia da República de Moçambique, entre 2006 e 2011.
Coordenou o Sub-Comité de Segurança e Acreditação da Comis-
são Inter-Ministerial de Grandes Eventos Nacionais e Internacionais
(CIGEN) e Cooperação do Ministério do Interior, Polícia da República
de Moçambique – China e Índia, de 2007 a Dezembro de 2014.
Em 2010, foi responsável pelas direcções e coordenação ope-
racional de protecção e segurança da X edição dos Jogos Africanos
realizados em Maputo e na das Forças de Defesa e Segurança na
escolta e transporte da tocha da Chama da Unidade.
Foi nomeado Vice-Comandante da Polícia da República de Mo-
çambique, em 2011, e no mesmo ano, nomeado membro da Comis-
são Nacional de Títulos Honoríficos e Condecorações.
Jaime Monteiro é membro da Polícia da República de Moçambi-
que, desde 1977, e desde a sua vinculação teve as seguintes promo-
ções: Guarda da Polícia, em 1978; Comandante Provincial, em 1982;
Adjunto Superintendente da Polícia, em 1988; Superintendente Prin-

68 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


cipal da Polícia, em 1995; Adjunto Comissário da Polícia, em 2004;
Primeiro Adjunto Comissário da Polícia, em 2005; e Comissário da
Polícia, em 2010.
Jaime Monteiro é casado e pai de cinco filhos. Professa a religião
cristã. Fala Echuwabo, Emakhuwa, Português, Espanhol e, de forma
razoável, Inglês.

Contacto
Ministério do Interior
Av. Olof Palme 46/48
Caixa postal 290, Maputo
Tel.: 258-21303510, 21304446
Fax: 258-21320084
E-mail: gabinterior@yahoo.com; gabinterior@tvcabo.co.mz

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 69


Conceita ernesto xavier sortane
Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano

Conceita Ernesto Xavier Sortane é Ministra da Educação e De-


senvolvimento Humano, desde 25 de Novembro de 2016.
Nasceu a 10 de Fevereiro de 1959, em Mucupia, distrito de Inhas-
sunge, província da Zambézia. É filha de Ernesto Xavier Sortane, pro-
fessor, e de Hermínia António Braga Sortane, doméstica.
Iniciou os seus estudos primários na sua terra natal, na Missão de
Nossa Senhora da Assunção de Inhassunge, onde em 1968, concluiu
o ensino primário. Transferindo-se para a cidade de Quelimane, em
1970, concluiu o 2.º Ano do Ciclo Preparatório e, em 1976, terminou
o 6.º Ano, no Liceu João de Azevedo Coutinho. Continuou os estudos
na cidade de Maputo, onde, em 1978, fez o nível médio na Escola
de Formação e Educação de Professores Filipe Elija Machava e, em
1989, o bacharelato em Pedagogia e Psicologia pelo então Instituto
Superior Pedagógico, actual Universidade Pedagógica. Pela mesma
instituição, viria a licenciar-se no mesmo curso, em 1991. Em 2004,
Conceita Sortane terminou o mestrado em Educação pela Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo, Brasil, estando presentemente a
frequentar o curso de doutoramento.
No campo profissional, Sortane foi voluntária como alfabetiza-
dora de Educação de Adultos, entre 1975 e 1977. De 1979 a 1984,
foi Instrutora nos Centros de Formação de Professores Primários em

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 71


Niassa, Cuamba-Mitucue. Em 1982, fez cursos de capacitação de
monitores dos primeiros Socorros e de socorrista da Cruz Vermelha
de Moçambique. Entre 1985 e 1986, foi Instrutora nos Centros de For-
mação de Professores Primários na Matola e Munhuana. De 1987 a
1991, trabalhou como Técnica Pedagógica na área de Formação de
Professores no Ministério da Educação e na Direcção de Educação,
no distrito municipal KaMpfumo.
Nos anos de 1987, 1990 e 1994, foi capacitada, respectivamente,
como professora da “Quinta Classe” do Sistema Nacional de Educa-
ção, em Psicoterapia e Informática e em inglês. Entre 1990 e 1992,
foi docente no Instituto de Ciências de Saúde, em Maputo; de 1993 a
2004, foi docente da Universidade Pedagógica; em 1997, teve capa-
citação em macroeconómica e finanças públicas e de introdução aos
procedimentos de elaboração e análise do Orçamento do Estado.
Entre 2000 e 2004, Sortane foi docente na Universidade Politéc-
nica e no Instituto de Educação e Gestão, tendo sido também forma-
dora em matéria de género e elaboração de projectos. Entre 2000
e 2001, teve especialização em consultoria e avaliação de projectos
– Método Press. Durante a sua carreira docente, foi supervisora de
vários trabalhos académicos.
Conceita Sortane é membro do Partido Frelimo, pelo qual foi
deputada da Assembleia da República, entre 1994 e 1999. Nessa
legislatura, foi membro da Comissão de Defesa e Ordem Pública e
membro da União Interparlamentar. De 2000 a 2004, foi deputada su-
plente da Assembleia da República e, entre 2005 e 2009, deputada
efectiva. De 2010 a 2016, como deputada efectiva da Assembleia da
República, foi Presidente da Comissão de Assuntos Sociais, Género
e Ambientais; Presidente da Comissão de Assuntos Sociais, Género,
Tecnologias e Comunicação Social; Presidente da Liga de Amizade
Moçambique/Portugal. Entre 2002 e 2006, foi Secretária de Formação
e Quadros do Partido Frelimo; de 2006 a 2017, membro da Comissão
Política do Partido Frelimo e entre 2016 e 2017, membro do Conselho
Nacional da Organização da Mulher Moçambicana (OMM).
Sortane foi paralelamente, de 2006 a 2013, Administradora não
Executiva do Instituto Nacional da Aviação Civil; de 2009 a 2013, Pre-
sidente do Conselho Fiscal da Empresa Moçambicana de Seguros
(EMOSE) e, de 2013 a 2016, membro do Conselho de Administração
não Executivo da Micro-Finanças (FIDES), Nampula. Participou em
vários fóruns nacionais e internacionais.

72 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


Conceita Sortane é casada com Manuel Francisco João e tem três
filhos. Professa a religião cristã, na Igreja Católica. Fala Echuwabo,
Cisena, Elomwe, Português, fluentemente; Xichangana, Inglês e Fran-
cês razoavelmente.

Contacto
Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano
Av. 24 de Julho, n.º 167, Maputo
Telefone: 21490998
Fax: 21490979
Email: conceita.sortane@mined.gov.mz

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 73


NYELETI BROOKE MONDLANE
Ministra da Juventude e Desportos

Nyeleti Brooke Mondlane é Ministra da Juventude e Desportos


desde 24 de Novembro de 2017, depois de ter sido Vice-Ministra dos
Negócios Estrangeiros e Cooperação, desde 19 de Janeiro de 2015.
Nyeleti Mondlane nasceu a 17 de Janeiro de 1962, em Onanda-
gua, Syracusa, Nova Iorque, Estados Unidos da América. É filha de
Eduardo Chivambo Mondlane, Professor Doutor em Antropologia, e
de Janet Rae Mondlane, Doutora em Sociologia.
Iniciou e concluiu os estudos primários na escola Internacional da
Tanzania, até 1970. Depois viajou para Moçambique, onde prosseguiu
os estudos secundários na Escola Secundária da Frelimo, Bagamoyo,
em 1974, e na Escola Secundária da Frelimo em Ribaué, província
de Nampula, até 1980. Mais tarde, ingressou para o ensino superior,
obtendo o Bacharelato em Ciências Sociais (Antropologia Social) pela
Universidade de Manchester, no Reino Unido, em 1987. Obteve o Cer-
tificado em Gestão de Conflitos, pela Universidade Uppsala, da Sué-
cia, e; a distância, fez o curso de Mestrado em Administração Pública,
pela Universidade de Liverpool.
Ao longo da sua carreira, trabalhou em diversas instituições. Foi
assistente do Director Executivo da LONRHO Moçambique para as
áreas de Turismo e Recursos Humanos, entre 1990 e 1994; foi Gesto-
ra da RIGOCHE, entre 1995 e 2001; foi membro fundadora da Funda-

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 75


ção Eduardo Chivambo Mondlane, em 1999. Coordenou o programa
de HIV/SIDA no Gabinete do Coordenador do Programa das Nações
Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD) em 2002; coordenou o pro-
grama Vida Positiva, entre 2004 e 2006; assumiu a Presidência da
Academia da Mulher Africana (WAFA), em 2010, e foi Deputada da
Assembleia da República, na sétima legislatura, entre 2009 e 2015.
É membro da Frelimo, do Comité Executivo da Associação dos
Combatentes de Luta de Libertação Nacional (ACLLN), da Organiza-
ção da Mulher Moçambicana (OMM) e da célula 8 de Março da Som-
merschield, em Maputo, Colaborou com o Departamento de Relações
Exteriores e pertenceu às brigadas de Zambézia e Tanzania.
Nos tempos livres participa na preservação da História Local a
partir do Museu de Nwadjahane em Manjacaze, gosta de Arte Mo-
derna, literatura autobiográfica feminina da América Latina e África,
estatuetas e pintura Maconde. Seus passatempos prediletos são a
natação, o basquetebol e escutar o jazz clássico.
Nyeleti Mondlane é casada, mãe de três filhos. Professa a religião
cristã, na Igreja Presbiteriana de Moçambique. Fala fluentemente o
Inglês e Português e razoavelmente o Francês.

Contacto
Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação
Av. 10 de Novembro, 620, Maputo
Tel.: +258-21327000/5

76 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


CARMELITA RITA NAMASHULUA
Ministra da Administração Estatal e Função Pública

Carmelita Rita Namashulua é Ministra da Administração Estatal e


Função Pública, a partir de 19 de Janeiro de 2015. No quinquénio de
2010 a 2014, foi Ministra da Administração Estatal.
Nasceu a 2 de Dezembro de 1962, em Dar-es-Salaam, Tanzânia.
É filha de Jonas Geraldo Namashulua, professor primário, e de Do-
nata Mateus Sinyomwa, costureira, ambos combatentes da luta de
libertação nacional.
Carmelita Namashulua foi estudante dos Centros Educacionais
criados pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). Co-
meçou os estudos primários em Tunduru, Tanzânia, onde concluiu o
ensino primário, em 1974. Com a Independência, veio para Moçam-
bique e estudou na Escola Secundária da FRELIMO, em Ribaué, até
1981, onde concluiu o nível secundário. Entre 1982 e 1983, frequentou
e concluiu o curso de Matemática e Física na Faculdade de Educa-
ção da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) em Maputo. Posterior-
mente frequentou a Universidade Pedagógica, também em Maputo,
onde obteve a licenciatura em Psico-Pedagogia, em 1994.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 77


Ao longo da sua carreira profissional, Carmelita Namashulua tra-
balhou sempre na cidade de Maputo. Foi professora de Física na Es-
cola Secundária Josina Machel, entre 1984 e 1996. Foi também na
mesma escola Delegada da disciplina de Física, entre 1985 e 1987, e
Directora Pedagógica, entre 1998 e 2001.
Fora da carreira de docência, Carmelita Namashulua foi Coor-
denadora de Programas de Apoio a Mulheres Vulneráveis no Gabi-
nete da Primeira Dama, de 1994 a 2001. Foi, em 1998, Assessora do
Instituto Nacional da Acção Social para as actividades geradoras de
rendimento. Foi, entre 2001 e 2005, Coordenadora Nacional da “Terre
de Hommes”, sediada na Alemanha.
Carmelita Namashulua foi galardoada com a Emulação Socialis-
ta, em 1985. É membro do Partido Frelimo, sendo, desde Setembro
de 2006, membro do Comité Central e do Secretariado do Comité
Central.
Professa a religião cristã, na Igreja Católica. É casada e mãe de
dois filhos. Fala Shimakonde, Kiswahili, Português e Inglês.
São seus passatempos ler, escutar música e cuidar de plantas.

Contacto
Ministério da Administração Estatal e Função Pública
Rua da Rádio Moçambique, n.º 112, Maputo
Caixa postal 4116
Tel.: 258-21426666, 21323335
Fax: 258-21325130
E.mail: carmelitanamashulua@mae.gov.mz
URL: www.mae.gov.mz

78 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


VITÓRIA DIAS DIOGO
Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social

Vitória Dias Diogo é Ministra de Trabalho, Emprego e Segurança


Social, desde 19 de Janeiro de 2015. Foi Ministra da Função Pública,
de 2007 a 2010, e reconduzida para o mesmo cargo, entre 2010 e
2014.
Vitória Diogo nasceu a 31 de Janeiro de 1964 em Fingoé, distrito
da Marávia, na província de Tete. É filha de Luís João Diogo, enfermei-
ro falecido, e de Laura Atanásio Dias, doméstica.
Iniciou os seus estudos primários em Tete, na Escola Dona Maria
2ª Bela Vista, Tete, onde em 1973, concluiu o ensino primário. Mais
tarde, frequentou a Escola Secundária Josina Machel até 9ª classe e a
Escola Secundária Francisco Manyanga, na Cidade de Maputo, onde
concluiu o ensino secundário em 1982. Em 1986, concluiu o Bacha-
relato em Ensino de Português pela Universidade Eduardo Mondlane
(UEM). Em 1990, concluiu o Mestrado em Letras pela Universidade de
Salford, Inglaterra.
Vitória Diogo é linguista de profissão. Trabalhou como profes-
sora no Centro de Formação de Águas, entre 1985 e 1989. Exerceu
os cargos de Directora Nacional Adjunta dos Recursos Humanos no
Ministério da Construção e Águas, entre 1991 e 1993; Directora Na-
cional dos Recursos Humanos do Ministério das Obras Públicas e
Habitação, entre 1993 e 2000; Secretária Permanente do Ministério

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 79


do Turismo, entre 2000 e 2006, e Presidente da Autoridade Nacional
da Função Pública, entre 2006 e 2007. Foi membro da Comissão de
Logística na implementação dos Acordos Gerais de Paz, entre 1992
e 1994; membro do Grupo Interministerial da Reforma do Sector Pú-
blico, entre 1995 e 1999; Vice-Presidente da Comissão Técnica da
Cimeira da União Africana, em 2003; e Administradora do Estado na
Empresa Cimentos de Moçambique, entre 2003 e 2007.
Vitória Diogo foi eleita perita das Nações Unidas para Boa Go-
vernação e Administração Pública, em 2009, e foi Membro do Grupo
de referência para a elaboração do Terceiro Relatório Africano sobre
Governação em 2011.
Vitória Diogo elaborou vários trabalhos escritos sobre Administra-
ção Pública e Desenvolvimento de Recursos Humanos; participou em
várias palestras, seminários, conferências e cursos a nível nacional
e internacional sobre Administração Pública e Assuntos Laborais; foi
oradora, moderadora e presidiu vários eventos, congressos, confe-
rências, seminários nacionais e internacionais.
É membro do Partido Frelimo e da Organização da Mulher Mo-
çambicana. Foi eleita deputada em 2015.
É Vice-Presidente da Assembleia Geral da Associação de Amigos
e Naturais de Tete (PROTETE). Professa a religião cristã, na Igreja Ca-
tólica. É casada e mãe de 2 filhos.
Fala Cinyungwe, Português, Xirhonga, Inglês e Espanhol. Durante
os tempos livres gosta de moda, leitura, música e caminhar ao ar livre.

Contacto
Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social
Av. 24 de Julho, n.º 2298, Maputo
Telefone: 258 21 312 011
Telefax258 21 312025
Fax: 258 21
Email: vitoria.diogo@mitess.gov.mz

80 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


ADELAIDE ANCHIA AMURANE
Ministra na Presidência para os Assuntos da Casa Civil

Adelaide Anchia Amurane é Ministra na Presidência para os As-


suntos da Casa Civil, desde 19 Janeiro de 2015. Foi Ministra na Pre-
sidência para os Assuntos Parlamentares, Autárquicos e das Assem-
bleias Provinciais, entre 2010 e 2014, e Vice-Ministra do Trabalho nos
quinquénios 1994-1999 e 2000-2005.
Adelaide Amurane nasceu a 25 de Dezembro de 1960, em Itocu-
lo, distrito de Monapo, província de Nampula. Seu pai, Amurane Mun-
ca, era carpinteiro de profissão, entretanto dedicou-se mais à missão
de sheik. Sua mãe, Fátima Malé, era doméstica. Adelaide Amurane é
a última dos seis filhos de sua mãe e tem nove meio-irmãos.
Estudou na Escola Primária do Rio Monapo até concluir o nível
primário no ano de 1971. Transferida para Nampula, frequentou a Es-
cola Comercial e Industrial de Nampula e concluiu o nível básico em
1977. Em 1978, passou a viver na Cidade de Maputo, onde fez o ensi-
no Propedêutico de Letras na Universidade Eduardo Mondlane (UEM)
até 1979. Em 1980, entrou para a UEM e obteve o bacharelato em
Economia, em 1983. Mais tarde obteve licenciatura em Gestão pela
mesma universidade, em 1992. Posteriormente, ingressou no então
Instituto Superior Politécnico e Universitário (ISPU), actual Universida-
de Politécnica, onde obteve o Certificado de Pós-Graduação em 2002.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 81


Economista de profissão, no âmbito da colocação planificada de
quadros, foi afecta, entre 1983 e 1987, ao Ministério da Agricultura,
tendo sido Directora do Gabinete Central do Projecto dos “120 Mil
Hectares” do Ministério da Agricultura. Este projecto da cooperação
entre Moçambique e Alemanha estava baseado nas províncias de
Manica (80.000 ha), Niassa (20.000 ha) e Zambézia (20.000 ha), e
visava a produção de cereais para o País.
Com o recrudescimento da guerra dos 16 anos, alguns quadros
alemães foram assassinados e o projecto passou para a gestão de
nacionais sendo apenas assistido, a partir de Maputo, por alemães.
Em 1987, Adelaide Amurane passou para o Ministério da Informação,
onde, até 1990, foi Chefe do Departamento de Distribuição do Institu-
to Nacional de Cinema.
Não se sentindo profissionalmente realizada em 1990, transferiu-
se para o Ministério do Trabalho, onde, em 1991, trabalhou no Gabi-
nete de Promoção de Emprego (GPE), como Chefe do Projecto de
Apoio das Micro e Pequenas Empresas uma das componentes do
PRU, tendo sido nomeada para Directora desse gabinete, de 1992
até 1994, altura em que foi nomeada Vice-Ministra do Trabalho no
quinquénio 1994-1999. Enquanto directora do GPE, foi membro do
Conselho de Administração do Instituto Nacional de Desenvolvimento
da Industria Local (IDIL), de 1992 a 1994.
Adelaide Amurane tem participado em conferências sobre o De-
senvolvimento das Micro e Pequenas Empresas.
É membro do Partido Frelimo, pelo qual foi deputada da Assem-
bleia da República, entre 2005 e 2009. Nessa legislatura, foi membro
da Comissão do Plano e Orçamento, onde era Presidente substituta
da Comissão. De 2005 a 2009, desempenhou também as funções de
assessora da Esposa do Presidente da República. De 2007 a 2008,
foi Chefe Adjunta do Sector de Administração e Finanças do Partido
Frelimo. Desde Setembro de 2012, é membro do Comité Central.
Adelaide Amurane é membro da Organização da Mulher Mo-
çambicana (OMM) e da Associação Moçambicana de Economistas
(AMECON). Foi também membro da Associação das Donas de Casa
(ADOCA) e Vice-Presidente da Associação para o Desenvolvimento
da província de Nampula (ASSANA).

82 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


É casada com Carlos Bernardo, fotojornalista do jornal Notícias.
Tem três filhas: Amina, Zaina e Adelaide Matene, e três enteados: Ca-
cilda, Elsa e Edson. Professa a religião muçulmana e fala Emakhuwa,
Português, Inglês; tem noções de Francês e Espanhol. Nos tempos
livres gosta de ler e escutar música.

Contacto
Presidência da República
Av. Julius Nyerere, n.º 1586, Maputo
Telefone: 823030890
Telefax: 21490903/21497899
Email: anchia_1@hotmail.com
URL: www.presidencia.gov.mz

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 83


84 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)
AGOSTINHO SALVADOR MONDLANE
Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas

Agostinho Salvador Mondlane é Ministro do Mar, Águas Interiores


e Pescas desde 19 de Janeiro de 2015. Anteriormente, foi Ministro da
Defesa Nacional, em 2014, e Vice-Ministro da Defesa Nacional, de
2007 a 2014. Mondlane foi Vice-Ministro da Construção e Águas, entre
1990 e 1994, e Vice-Ministro das Obras Públicas, entre 1994 e 2000.
Agostinho Mondlane nasceu a 21 de Novembro de 1959, na ci-
dade de Maputo. É filho de Salvador Mondlane, já falecido, e Rieza
Beatriz Alberto Nhaca, doméstica.
Fez os seus estudos até à licenciatura na Cidade de Maputo. De-
pois de terminar o ensino primário na Escola Primária Pedro Alves
Martins, em 1972, ingressou na Escola Comercial de Maputo, onde
concluiu o nível técnico básico em 1976. Depois seguiu para o Ins-
tituto Comercial de Maputo, onde concluiu o ensino técnico médio
em 1979. Mais tarde ingressou na Universidade Eduardo Mondlane
(UEM), onde viria a concluir o Bacharelato em Economia, em 1985,
e a Licenciatura em Gestão, em 1989. Em 1994, obteve Diploma de
Pós-Graduação pela Universidade de Londres.
Economista e Gestor de profissão, Agostinho Mondlane traba-
lhou na Construtora Regional Sul, onde, de 1984 a 1985, foi Chefe
do Departamento de Planificação; durante o ano de 1985, Director
de Economia e Finanças; e, de 1985 a 1988, Director-Geral. Depois

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 85


ingressou no Ministério de Construção e Águas, onde foi Director de
VIPRU, entre 1988 e 1990, e Vice-Ministro, entre 1990 e 1994. Depois
das primeiras Eleições Gerais de 1994, foi nomeado para o Governo,
tendo sido Vice-Ministro das Obras Públicas entre 1994 e 2000.
Agostinho Mondlane foi Presidente do Conselho de Administra-
ção de várias empresas nacionais, nomeadamente, a SPI, entre 2002
e 2007; a IBC, entre 2003 e 2007; a FEM, entre 2004 e 2007; e a Mu-
vakatxi, no ano de 2007.
Agostinho Mondlane participou na reestruturação e no redimen-
sionamento empresarial, estruturação e operacionalização do PRU
Maputo/Beira, Gestão do projecto-piloto de reforma municipal, rea-
lizados em 1988. Em 1994, fez parte da comissão de Redimensio-
namento do quadro orgânico do Ministério de Construção e Águas.
Participou na reforma institucional do Ministério de Obras Públicas e
Habitação, em 2000, e, em 2007, integrou a equipa de reestruturação
do SPI.
Agostinho Mondlane é membro do Partido Frelimo. Durante os
tempos livres gosta de leitura de livros e publicações de carácter pro-
fissional e realiza actividades agro-pecuárias em família.
Agostinho Mondlane é pai de cinco filhos. Professa a religião cris-
tã. Fala Xichangana, Português e Inglês.

Contacto
Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas
Rua Marques de Pombal, n.º 285, Maputo
Telefone: 21325087
Email: khambane@tvcabo.co.mz

86 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


NAZIRA KARIMO VALI ABDULA
Ministra da Saúde

Nazira Karimo Vali Abdula é Ministra da Saúde, desde 19 de Ja-


neiro de 2015. Foi Vice-Ministra da Saúde, entre 2010 e 2014.
Nazira Abdula nasceu a 19 de Junho de 1968, na Ilha de Mo-
çambique, província de Nampula. É filha de Daúdo Vali, falecido, e de
Amida Karimo, doméstica.
Passou a sua primeira infância, até 5 anos, na localidade de Ta-
quinha, distrito de Chiúre. De 1975 a 1979, fez os estudos primários
na Escola Primária 25 de Junho, na Ilha de Moçambique. De 1979 a
1980, frequentou a 5ª e 6ª classes na Escola Secundária da Ilha de
Moçambique.
Depois, deu continuidade dos estudos na cidade de Nampula, na
Escola Secundária de Nampula e na Escola Pré-Universitária 1.º de
Maio, até 1985. Em 1986, seguiu para a Universidade Eduardo Mon-
dlane (UEM), na Cidade de Maputo, e em 1993 concluiu a licenciatura
em Medicina.
Nazira Abdula é Médica Pediatra de profissão. Trabalhou como
Médica de Clínica Geral no Hospital de Mavalane, de 1993 a 1997.
Desempenhou as funções de chefe do Programa de luta contra a Ma-
lária da área de Mavalane, onde, em coordenação com o Ministério
da Saúde, desenvolvia planos de intervenção na área preventiva e
controlo da endemia. Durante a epidemia de Cólera de 1997, traba-
lhou e chefiou a Enfermaria de Cólera do Hospital Central de Maputo.
QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 87
Em 1996, fez o curso de gestão, aprovisionamento e uso racional de
medicamentos e, em 1997, o curso de fitoterapia clínica. De 2002 a 2004,
foi facilitadora e supervisora do programa “Atenção Integrada às Doen-
ças de Infância” (AIDI). Em 2003, fez o curso de maneio clínico de HIV, na
Universidade de Witwatersrand, em Johannesburgo, África do Sul.
Nazira Karimo Vali Abdula obteve a pós-graduação em Pediatria
no Hospital Central de Maputo, com estágios complementares no
Hospital São João do Porto, em Portugal. De 2004 a 2006, fez Mes-
trado em Nutrição e Dietista, pela Universidade Flinders, da Austrália.
Após o regresso ao país, fez o curso de controlo e seguimentos
da infecção HIV/SIDA na Faculdade de Medicina da UEM. Foi trans-
ferida para a Província de Sofala, onde trabalhou no Hospital Central
da Beira e exerceu o cargo de Directora Clínica, entre 2007 e 2008.
Em Julho de 2008, foi transferida para a Província de Nampula, onde
assumiu o cargo de Directora do Hospital Central de Nampula, função
que exerceu até à sua nomeação para Vice-Ministra da Saúde.
Em 2007, Nazira Abdula participou no curso de formação de tu-
tores do método PBL na Universidade Católica de Moçambique. Em
2008, teve a formação em técnicas participativas para Instituições de
Formação de Saúde em Moçambique na cidade da Beira. Foi docente
nos Institutos de Ciências de Saúde da Beira e Maputo entre 1997 e
2007, e na Faculdade de Medicina da Universidade Católica na Cida-
de da Beira, entre 2007 e 2008.
Nazira Vali Abdula é membro do Partido Frelimo e da Organiza-
ção da Mulher Moçambicana (OMM). É também membro da Associa-
ção Médica de Moçambique (AMM), da Associação Moçambicana de
Pediatras (AMOPE) e da Associação de Dietistas da Austrália (DAA).
Nazira Vali Abdula é casada com Eduardo Abdula e mãe de qua-
tro filhos, dois biológicos e dois adoptados. Fala Emakwuwa, Portu-
guês e Inglês.

Contacto
Ministério da Saúde
Av. Eduardo Mondlane, n.º 1008
Caixa postal 264, Maputo
Tel.: 21426740, Fax: 21426740
Email: nazvali@misau.gov.mz/ nazvabd@yahoo.com.br
CIDÁLIA MANUEL CHAÚQUE OLIVEIRA
Ministra de Género, Criança e Acção Social

Cidália Manuel Chaúque Oliveira é Ministra do Género, Criança e


Acção Social desde 19 de Janeiro de 2015.
Cidália Chaúque nasceu a 22 de Outubro de 1972, na cidade de
Maputo. É filha de Manuel Eugénio Chaúque e de Catarina António
Macamo.
Iniciou os seus estudos primários na província de Inhambane,
tendo concluído o ensino primário na Escola Primária 3.º Congresso,
em 1982, e o ensino secundário na Escola Emília Daússe, em 1990,
na cidade de Inhambane. De seguida, continuou os estudos na ci-
dade de Maputo, no Centro de Formação da Direcção Nacional de
Águas, concluindo o curso em 1993. Fez o curso de Contabilidade e
Auditoria na Universidade Politécnica de Maputo, em 2004.
Cidália Chaúque exerceu diversas funções e actividades ao longo
da sua carreira, destacando-se o desempenho na empresa Electrici-
dade de Moçambique, delegação de Inhambane, entre 1992 e 1995;
no Banco Comercial de Moçambique, entre 1995 e 1996. Depois pas-
sou a trabalhar nas Águas de Moçambique, entre 1997 e 2009. Mais
tarde, passou para a Direcção Provincial de Finanças em Inhambane,
entre 2009 e 2012, quando foi indicada para Governadora da Provín-
cia de Nampula, onde ficou até 2015.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 89


Foi deputada da Assembleia da República de 1999 a 2012, tendo
sido membro da Comissão da Defesa e mais tarde da Comissão Per-
manente do Conselho Consultivo naquele órgão de soberania.
Cidália Chauque foi Secretária Nacional de Administração e Fi-
nanças da Organização da Juventude Moçambicana (OJM). Fez par-
te do Conselho Provincial da Organização da Mulher Moçambicana
(OMM). Foi membro do Comité Central do Partido Frelimo, entre 2003
e 2008. É membro da Ordem dos Contabilistas e Auditores de Mo-
çambique, desde 2012.
Cidália Chauque é casada e mãe de dois filhos. Professa a reli-
gião cristã, na Igreja Presbiteriana (Missão Suíça). Fala Gitonga, Cico-
pi, Xichangana e Português.

Contacto
Ministério da Mulher e da Acção Social
Av. Ahmed Sekou Touré, n.º 908, Maputo
Telefone: 21490921, 21497901/3
Fax: 21492757
URL: http://www.mmas.gov.mz

90 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


ERNESTO MAX ELIAS TONELA
Ministro dos Recursos Minerais e Energia

Ernesto Max Elias Tonela é Ministro dos Recursos Minerais e


Energia desde 14 de Dezembro de 2017, depois de ter sido Ministro
da Indústria e Comércio, desde 19 de Janeiro de 2015.
Ernesto Max Elias Tonela nasceu a 14 de Outubro de 1968, na
cidade da Beira, província de Sofala.
Ernesto Tonela concluiu a licenciatura em Gestão de Empresas
pela Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane
(UEM) em 1994. Em 2002, obteve o Diploma em Corporate Manage-
ment and Finance pelo Centro de Estudos Financeiros, Económicos e
Bancários de Marselha, França.
Economista/Gestor de profissão, em 2003, concluíu o mestrado
em Gestão Financeira pelo Instituto de Administração de Empresas
da Universidade de Paris I, Pantheon, Sorbonne, em França. Como
docente, foi monitor da cadeira de Economia na Faculdade de Eco-
nomia da UEM.
Ernesto Tonela participou em diversas acções de formação. Em
1996, participou num estágio na Sydkraft A. B. na Suécia, na área
de “Corporate Planning” de holding e na função financeira; em 1999,
fez o curso de Financial Decision-markers Workshop, promovido pela
UNZ&CO, em New York City, Estado Unidos da América; em 2000,
realizou o curso de Project Finance For Emerging Markets, promovido

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 91


pelo Institute for Public-Private Partnersships (IP3) em Washington DC,
focalizado para mercados emergentes e desenvolvimento de técnicas
de financiamento de infra-estruturas envolvendo os sectores Público
e Privado. Em 2004, paraticipou da formação sobre International Pro-
curement on Goods, Services and Works promovida pelo International
Law Institute em coordenação com a Universidade Georgetown, em
Washigton D.C., EUA, focalizado nas políticas e procedimentos para
aquisição e contratação de bens, serviços e empreitadas e a revisão
das práticas adoptadas por várias instituições financeiras multilate-
rais, com destaque para o Banco Muncial; e, em 2013, fez o curso
Advanced Management Program, promovido pela Kellogg School of
Managment da Universidade de Northwestern
No seu percurso profissional, de 1990 a 1992, foi Contact point
da “The Ford Foundation” em Maputo, servindo de ligação entre o
escritório regional em Harare e os interesses da organização em Mo-
çambique. Entre 1991 a 1992, trabalhou como Economista Júnior
no Departamento de Estudos Económicos e Estatísticos do Banco
de Moçambique. De 1993 a 1997, foi Economista na Divisão de Pla-
neamento e Controlo, da Direcção de Economia e Finanças da Elec-
tricidade de Moçambique. No período de 2007 a 2008, assumiu o
cargo de Administrador não executivo na Sociedade de Desenvolvi-
mento do Corridor de Maputo, SARL. De 1999 a 2008, foi Presidente
do Conselho Fiscal da MOTRACO, SARL (Mozambican Transmission
Company). Entre 1997 e 2007, ocupou a função de Director de Eco-
nomia e Finanças da Electridade de Moçambique, E.P., e, de 2007 a
2015, exerceu o cargo de Administrador Executivo da Hidroeléctrica
de Cahora Bassa, S.A.
Ernesto Tonela esteve profissionalmente ligado ao processo de
Reforma do Sistema Fiscal. Em 1999, participou no processo de
substituição do Imposto de Circulação pelo Imposto sobre o Valor
Acrescentado (IVA) e foi responsável pelos estudos do impacto do IVA
sobre a estrutura de custo e os preços de venda de energia.
De 1996 a 2000, participou no processo de negociações tripar-
tidas entre Moçambique, Portugal e África do Sul, sobre a Hidroeléc-
trica de Cahora Bassa, como membro do Sub-Comité de tarifas do
Permanent Joint Committe estabelecido pelos três Governos. De 1997
a 1999, participou na concepção, estruturação, modelação financei-
ra e negociação dos contractos do projecto MOTRACO uma Joint-
venture criada com o propósito de construir e operar um sistema de

92 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


transporte de energia eléctrica de 400KV, ligando Maputo, África do
Sul e Suazilândia, tendo como objectivo principal o fornecimento de
energia eléctrica à Fábrica de Alumínio MOZAL.
Entre 1997 e 2004, participou em vários processos de revisão
financeira da Electricidade de Moçambique, contratados por doado-
res/financiadores da empresa, tal como o Banco Mundial, o BEI, o
BAD, a KFW, a AFD, a DBSA e o BADEA. De 2000 a 2001, Tonela foi
coordenador do processo de elaboração dos termos de referência,
contratação e acompanhamento do estudo do tarifário de venda de
energia eléctrica que incluía a revisão a nível do preço da estrutura e
do mecanismo de actualização do tarifário.
De 2001 a 2002, foi coordenador do processo de elaboração
de termos de referência, contratação e execução do estudo para a
reorganização da Electricidade de Moçambique, realizado em con-
sórcio liderado pela KPMG, no âmbito do processo de reforma do
sector para assegurar a separação de contas entre as actividades de
produção, transporte e distribuição de energia eléctrica, com vista a
assegurar maior transparência e eficiência de gestão e melhoria de
qualidade de serviços prestados.
De 2003 a 2005, Tonela participou no processo de implementação
do projecto de reestruturação da EDM com a consultoria da KPMG,
como responsável pelas actividades na área financeira e membro do
comité do projecto. De 2006 a 2007, participou no processo de defini-
ção da estratégia, estruturação e negociação do financiamento para a
reversão dos capitais da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, na sequên-
cia dos acordos entre o Governo de Moçambique e o da República
Portuguesa.
Ernesto Max Elias Tonela é casado.
Fala Português e Inglês.

Contacto
Ministério de Recursos Minerais e Energia
Avenida: Fernão de Magalhães, no 34, 1.º Andar, Maputo
Caixa Postal n.º 2904
Telefone: 21429615
Fax: 21325618

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 93


CARLOS ALBERTO FORTES MESQUITA
Ministro dos Transportes e Comunicações

Carlos Alberto Fortes Mesquita é Ministro dos Transportes e Co-


municações desde 19 de Janeiro de 2015.
Nasceu a 25 de Março de 1962, na Vila de Gurué, distrito do mes-
mo nome, na província da Zambézia. É filho de Joaquim Alexandre
Mesquita, Mecânico, e de Helena Júlia Ornelas Fortes, doméstica.
Carlos Mesquita iniciou os seus estudos no distrito de Gurué,
onde, em 1970, concluiu o ensino primário. De seguida, frequentou
o Colégio Sagrado Coração de Maria, na Cidade de Gurué, tendo
concluído o ensino secundário, em 1976. Na cidade de Maputo, in-
gressou na Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e obteve o grau
de Licenciatura em Engenharia Mecânica, em 1987. Mais tarde, con-
cluiu o Bacharelato em Portos e Navegação pela International Mariti-
me Academy, de Holanda, em 1993.
Carlos Mesquita é engenheiro mecânico de profissão. Trabalhou
nos Caminhos de Ferro de Moçambique como Engenheiro “A”, entre
1987 e 1998. De 1998 a 2015, foi Administrador Delegado do Coor-
nelder Moçambique. Liderou o grupo de supervisão do Complexo ha-
bitacional de Macuti, entre 1993 e 2006. Exerceu a função de Cônsul
honorário do Reino dos Países Baixos, na Beira, de 1999 a 2014. Fez
parte do Conselho de Administração do Instituto Nacional da Marinha

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 95


(INAMAR), entre 2007 a 2014. Assumiu o cargo de Administrador não
Executivo do Conselho de Administração da Beira Graim Terminal, SA,
de 2009 a 2015.
Em 2001, Carlos Mesquita foi Director do Porto da Beira, na em-
presa dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, na altura con-
siderada a melhor empresa das 100 maiores de Moçambique.
No período de 2000 a 2015, recebeu vários prémios de mérito em
gestão empresarial.
Carlos Mesquita é membro da Frelimo e da Associação SIMPIOC
– ESTIVA na Beira, desde 1998.
Professa a religião cristã. É divorciado e pai de seis filhos. Fala
Português e Inglês.

Contacto
Ministério dos Transportes e Comunicações
Avenida Mártires de Inhaminga, n°336, Maputo
Telefone: 21359804; 21359806
Fax: 21359816
Email: cafortesmesquita@gmail.com

96 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


CELSO ISMAEL CORREIA
Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural

Celso Ismael Correia é Ministro da Terra Ambiente e Desenvolvi-


mento Rural, desde 19 de Janeiro de 2015.
Nasceu a 18 de Julho de 1978, na cidade de Maputo. É filho de
Neves Manuel Correia e de Keirum Nissa Ismael, ambos reformados.
Celso Correia iniciou os seus estudos na Escola Primaria “A Luta
Continua” e de seguida ingressou na Escola Secundária da Polana,
ambas, na Cidade de Maputo. Fez o ensino técnico na Domeliu Colle-
ge e o superior na Universidade Witwatersrand (UNISA), África do Sul.
Celso Correia é gestor de profissão e assumiu diversos cargos na
sua carreira profissional: Foi Presidente do Conselho de Administra-
ção na Insitec, Presidente do Conselho de Administração no Corredor
de Desenvolvimento de Nacala (CDN), Presidente do Conselho de
Administração da CETA, Presidente do Conselho de Administração
do Banco Comercial e Investimentos (BCI), Membro do Conselho de
Administração da Cimentos de Moçambique, Presidente da Assem-
bleia Geral de Mphanda Nkua e Presidente do Conselho Fiscal da
Federação Moçambicana de Vela.
No exercício das suas funções, Correia contribuiu para o proces-
so de bancarização rural, na conclusão do Projecto Nacala 21, e na
Consultoria para a Reversão da Hidroelétrica de Cahora Bassa.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 97


É membro do Comité Central da Frelimo. É amante do desporto,
modalidade de futebol. Fala Português e Inglês. É casado e pai de
duas filhas.

Contacto
Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural
Rua Kassuende, n.º 167 - Maputo
Telefone: 843281120
Email: celsocorreiamoz@gmail.com

98 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


JORGE OLÍVIO PENICELA NHAMBIU
Ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e
Técnico Profissional

Jorge Olívio Penicela Nhambiu é Ministro da Ciência e Tecnologia,


Ensino Superior e Técnico Profissional, desde 19 de Janeiro de 2015.
Nasceu a 11 de Setembro de 1963, em Lisboa, Portugal. É filho
de Almeida Penicela, Bispo da Igreja Metodista Unida, e de Angelina
Joaquim Garrine Penicela.
Jorge Nhambiu iniciou os seus estudos na cidade de Maputo,
frequentou o ensino primário na Escola Correia da Silva, até 1973,
passando para a Escola Secundária General Machado, onde concluiu
o nível em 1975. Depois passou para província de Nampula onde in-
gressou no Instituto Pedagógico Industrial, concluindo o ensino técni-
co profissional, em 1982.
De volta a Maputo, ingressou na Universidade Eduardo Mondlane
(UEM) onde obteve o grau de licenciatura em Engenharia Mecânica,
em 1989. Em 1998, obteve o grau de Mestrado pela Universidade de
Brasília, no Brasil. Continuou os seus estudos no Instituto Superior
Técnico de Lisboa, em Portugal, onde adquiriu o Grau de Doutora-
mento em Gestão de Energia e Ambiente, em 2004.
Jorge Nhambiu é membro do Partido Frelimo. Foi Membro da
Brigada Central na província de Inhambane, em 2014.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 99


Jorge Nhambiu professa a religião cristã, na Igreja Metodista
Unida. Fala Gitonga, Português e Inglês. É casado e pai de dois filhos.

Contacto
Ministério de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico
Profissional
Av. Patrice Lumumba, n°770, Maputo
Telefone: 21352800
E-mail: jorge.nhambiu@mctestp.gov.mz

100 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


CARLOS BONETE MARTINHO
Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos

Carlos Bonete Martinho é Ministro das Obras Públicas, Habitação e


Recursos Hídricos, desde 19 de Janeiro de 2015.
Nasceu a 25 de Setembro de 1962, na cidade de Maputo, província
do mesmo nome. É filho de Bonete Martinho, falecido, e de Nhabinda
Jacob, doméstica.
Seus estudos, até à licenciatura, foram feitos na cidade de Maputo,
tendo iniciado a formação na Escola Primária do Bairro Indígena, onde
concluiu o nível primário, em 1972. Prosseguiu os estudos no Liceu General
Machado, onde concluiu o ciclo preparatório, em 1975. Em 1978, concluiu
o ensino técnico na Escola Industrial 1° de Maio, em Maputo. Mais tarde,
ingressou na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde obteve o grau
de licenciatura em Engenharia Civil, em 1984.
Engenheiro civil de profissão, Carlos Bonete Martinho começou
a sua carreira profissional em 1982, como Assistente da disciplina de
Mecânica de Construções na UEM. Em 1985 ingressou na Direcção
Nacional de Águas, sendo destacado para a Barragem de Corumana,
distrito de Moamba, iniciando-se como Fiscal de Obras, entre 1985 e
1988. Foi Director de Projecto da construção da Barragem de Coru-
mana, de 1988 a 1990. De seguida, assumiu o cargo de Director da
Unidade de Direcção dos Aproveitamentos Hidráulicos (UDAH) em
Maputo, de 1990 a 1993.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 101


Durante este período, participou na concepção da Lei de Águas
e, por força desta, iniciou e concluiu a transformação da UDAH na pri-
meira Administração Regional de Águas, a ARA-Sul. De 1994 a 1996,
participou no Estudo de Viabilidade de Reabilitação da Barragem de
Massingir e na prospecção de financiamento para o efeito.
Em 1997, concorre e com sucesso passa a assumir o cargo de
Director do Projecto de Reabilitação da Barragem de Massingir, que
incluia a componente agrícola do Regadio do Baixo Limpopo, cargo
em que permaneceu até 2009. Neste ano, concorreu a Coordenador
do Projecto de Reabilitação da Barragem de Nacala, onde após vin-
culação, participou nos estudos de viabilidade, concepção de projec-
to e sua materialização, até 2013. Findo o projecto de Nacala, é rein-
tegrado nos quadros da Direcção Nacional de Águas, Departamento
de Obras Hidráulicas, onde passou a colaborar na construção da Bar-
ragem de Gorongosa e nos processos que conduziram ao início da
construção da Barragem de Metuchira, ambas na província de Sofala.
Para além de participar com frequência em vários eventos da Co-
missão Internacional de Grandes Barragens (ICOLD), também possui
publicações naquele órgão. Foi um dos impulsionadores e membro
fundador da Comissão Moçambicana de Barragens, que se estabe-
leceu em 2010, altura em que Moçambique passou também a ser
membro efectivo do ICOLD, representando Moçambique naquele or-
ganismo internacional.
O Engenheiro Carlos Bonete Martinho preside a CMB desde a
sua criação. É membro da Ordem dos Engenheiros de Moçambi-
que, tendo também participado no seu estabelecimento e é sócio da
Aquashare.
Pelo seu brio profissional, recebeu vários Diplomas de Honra pelo
Ministério das Obras Públicas e Habitação (MOPH), pelo Banco Afri-
cano de Desenvolvimento (BAD) e pela United States Army Corp of
Engineers-USACE. Ainda pelo BAD, participou no Painel de Especia-
listas na revisão ao programa de investimento em gestão da água
para Agricultura na África Sub-Sahariana.
Carlos Bonete Martinho é membro do Partido Frelimo.
Professa a religião cristão, na Igreja Católica.
É casado e pai de três filhos.
Fala Cicopi, Xirhonga, Português e Inglês.

102 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


Praticante de desporto com destaque para modalidades de bola.
Gosta de música, televisão (programas desportivos), leitura e conví-
vios.

Contacto
Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos
Avenida Karl Marx, n° 606, Caixa Postal n.º 268
Telef: 21 429871; 82 3128480
Fax: 21 321369
Email: carlos.bonete@moph.gov.mz

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 103


104 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)
SILVA ARMANDO DUNDURO
Ministro da Cultura e Turismo

Silva Armando Dunduro é Ministro da Cultura e Turismo desde 19


de Janeiro de 2015.
Nascido a 25 de Fevereiro de 1964 no distrito do Búzi, sul da
província de Sofala, é filho de Armando Mundozeia e de Jobode Chi-
narrenhe, ambos camponeses.
Silva Dunduro concluiu o nível primário na Escola Missionária de
São João de Deus, em 1977, e o básico na Escola Secundária Samora
Moisés Machel, em 1982. Prosseguiu a formação técnico-profissional,
tendo concluído na Escola de Artes Visuais de Maputo, em 1986. Fez
a licenciatura em Ensino de Geografia pela Universidade Pedagógica,
Delegação da Beira, em 2004, e, em 2010, concluíu o mestrado em
Bens Culturais e Projectos Sociais, pelo Programa de Pós-Graduação
em História, Política e Bens Culturais da Fundação Getúlio Vargas, Rio
de Janeiro – Brasil, como bolseiro da Fundação Ford.
Investigador sócio-cultural de profissão, Silva Dunduro, até a data
da sua nomeação assumia a função de Chefe da Secção de Inves-
tigação no Instituto de Investigação Sócio-Cultural (ARPAC), desde
2007.
Anteriormente, Silva assumiu diversos cargos e funções na arena
cultural. Entre 1987 e 2003, foi Director da Casa Provincial de Cultura
da Beira e chefe de Planificação. De 2003 a 2004, liderou a direcção

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 105


da Cultura, Juventude e Desporto da Cidade da Beira e foi forma-
dor de professores da área cultural nas instituições de ensino como
Instituto de Magisério Primário (IMAP), Instituto Superior Dom Bosco
(ISDB) e Escola Secundária da Beira (ESB).
Silva Dunduro foi co-autor da obra sobre Vida e Obra de Luís
José Marra. Foi coordenador de vários projectos de pesquisa sócio-
cultural, palestrante sobre temas sócio-culturais dentro e fora do país.
Já assumiu o cargo de Vice-Presidente da Associação Cultural
“Casa do Artista”. É membro do Núcleo de Arte de Maputo, membro
da Associação Cultural “Nkulunguana”, artista plástico e membro do
Partido Frelimo.
Em 1989, teve o prémio de Emulação socialista.
Silva Dunduro é casado e pai de cinco filhos. Fala Cindau,
Cisena e Português.

Contacto
Ministério da Cultura e Turismo
Email:dundurocultura@yahoo.com.br

106 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


EUSÉBIO LAMBO GONDIWA
Ministro dos Combatentes

Eusébio Lambo Gondiwa é Ministro dos Combatentes, deste 19


de Janeiro de 2015.
Gondiwa nasceu a 25 de Abril de 1952, na vila de Catandica,
distrito de Báruè, província de Manica. é filho de Lambo Gondiwa,
camponês falecido, e de Lania Cofi, camponesa.
Eusébio Gondiwa fez o ensino Primário na Escola de Nhazónia
São Paulo e o ensino Secundário no Instituto Industrial, na cidade de
Chimoio, em 1984.
Carpinteiro de profissão, Eusébio Gondiwa, em 1977, foi Comis-
sário Político adjunto do Centro de Preparação Político de Nacala.
De 1978 a 1980, exerceu as funções de Comandante da Primeira
Brigada e Comissário Político em Boane. Em 1981, exerceu as fun-
ções de Comissário Político do Posto Avançado do Estado-Maior Ge-
neral em Matsaze. Em Novembro do mesmo ano, é designado Co-
mandante da Terceira Brigada.
Em 1982, Eusébio Gondiwa foi designado Comandante da Bri-
gada e Comissário do Comando Militar em Manica. De 1987 a 1994,
exerceu as funções de Comandante Provincial de Inhambane.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 107


Entre 1995 e 2003, desempenhou a função de Chefe de Depar-
tamento de Segurança Provincial. De 2004 a 2014, assumiu o cargo
de Presidente do Conselho Municipal e, de 2014 a 2015, foi Adminis-
trador Distrital.
Eusébio Gondiwa é membro do Partido Frelimo, Veterano da Luta
de Libertação Nacional. Foi membro do Comité Nacional da Associa-
ção dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), de
1999 a 2015. Tem a patente de Tenente Coronel e Oficial Superior das
Forças Armadas de Moçambique na Reserva.
Professa a religião cristã, na Igreja Assembleia de Deus Africana.
Eusébio Gondiwa é pai de sete filhos. Fala Cibarwe, Cindau,
Cisena e Português.

Contacto
Ministério dos Combatentes
Av. 24 de Julho, n.º 307
Telefax: 21498830
Email: gondiwa@mico.gov.mz

108 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


ISAQUE CHANDE
Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos

Isaque Chande é Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e


Religiosos da Republica de Moçambique desde 25 de Março de 2016.
Isaque Chande nasceu a 16 de Fevereiro de 1960 no distrito
de Moma, na província meridional de Nampula. É filho de Chande
Matelia, falecido, e de Fátima Chacha.
Chande fez os estudos primários na Escola Primária Oficial de
Moma até 1971. Continuou o ensino técnico em Nampula, na Escola
Comercial e Industrial de Nampula, onde terminou o nível em 1977.
Na cidade de Maputo, frequentou e concluiu o ensino propedêutico
na Faculdade Preparatória da Universidade Eduardo Mondlane
(UEM), em 1979, e durante dois anos fez o curso de professorado na
Faculdade de Educação da UEM, até 1981.
Mais tarde, prosseguindo os seus estudos, Chande licenciou-se
em Direito na UEM, em 1996. Ainda na área de Direito, frequentou
o curso de mestrado em Direito de Empresas no Instituto Superior
Politécnico (ISPU), tendo o concluído em 2007. Também fez a Pós-
graduação em Contractos de Petróleo e Gás, no Instituto Superior de
Ciências e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM), até 2014.
Ao longo da sua carreira profissional exerceu diversas actividades
e vários cargos de chefia e de direcção. Na carreira de docência, de
1983 a 1990, foi director da Escola Secundária Samora Machel, na
Beira, e da Escola de Formação de Professores de Nampula (IMP).
QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 109
Em 1991, mudou-se para cidade de Maputo, indo trabalhar
na Direcção de Educação da Cidade de Maputo, até 1996. Nesta
instituição, assumiu o cargo de chefe de departamento de Planificação
e Estatística, de 1992 a 1996.
Após a licenciatura em Direito, como advogado ingressou na
Electricidade de Moçambique, onde trabalhou de 1996 a 2008. Neste
período assumiu o cargo de Chefe do Departamento dos Assuntos
Jurídicos, Contenciosos e Recursos Humanos, entre 1996 e 2005; e
o de Director dos Recursos Humanos, de 2005 a 2007. De seguida
foi integrar o Conselho Nacional de Electricidade, entre 2008 e 2014.
Chande foi membro da Ordem de Advogados de Moçambique
(OAM), entre 1996 e 2016, tendo presidido ao Conselho Jurisdicional,
entre 2013 e 2016.
Isaque Chande é viúvo e pai de duas filhas. É membro do partido
Frelimo. Professa a religião muçulmana. Fala as línguas Emakhuwa,
Português e Inglês.

Contacto
Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos
Av. Julius Nyerere, n.º 33/43, Maputo
Telefone: 21 492339 / 082 3051020
Fax: 21 494264
Email: isaquechande@gmail.com

110 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


HIGINO FRANCISCO DE MARRULE
Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar

Higino Francisco de Marrule é ministro da Agricultura e Seguran-


ça Alimentar, desde 14 de Dezembro de 2017.
Nasceu a 16 de Junho de 1966, na cidade de Maputo. No seio
familiar é conhecido por Zawene, nome tradicional, ou Gino, seu dimi-
nutivo. É filho de Fernando Francisco de Marrule, escriturário dactiló-
grafo, falecido, e Rosalina Mucavele, reformada.
Higino Francisco de Marrule iniciou os seus estudos na Escola
Primária João Belo, actual Escola Primária 7 de Setembro, na cidade
de Maputo, terminando o ensino primário em 1977. Depois frequen-
tou e concluiu o ensino secundário na Escola Secundária Francisco
Manyanga, até 1984. Fez a sua licenciatura em Agronomia, Produção e
Protecção Vegetal na Faculdade de Faculdade de Agronomia e Enge-
nharia Florestal da Universidade Eduardo Mondlane (UEM-FAEF), em
1990. Em 1997, concluiu o Mestrado em Agro-Economia, com especia-
lização em Desenvolvimento Internacional e Marketing, pela Michigan
State University, dos Estados Unidos da América. Enquanto mestrando,
foi tesoureiro do Conselho de Estudantes em Graduação, secretário e
presidente da Associação dos Estudantes da África Austral.
Participou em diversas acções de formação: Obteve o certifica-
do de Inglês, Matemática e Economia pela Universidade, Instituto de
Economia Boulder, de Colorado, em 1994. Fez um curso de Curta-

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 111


Duração em Recolha, Análise de Dados Sócio-Económicos, Universi-
ty of Arizona/Michigan State University, Tucson, AZ, USA e E. Lansing,
MI, USA, em 1991. Em 2009, participou no Curso de Desenvolvimento
Executivo: Finanças para Gestores não Financeiros, Wits Business
School, no Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçam-
bique, ISCTEM. Recebeu o certificado de participação, no Curso de
Curta Duração em Avicultura na Universidade de Georgia, em 2011.
Foi-lhe atribuído o certificado de Sucesso no treinamento sobre Con-
formidade na Actuação dos Gestores Seniores, InSideNGO, Opera-
tion Excellence for Global Impact, Maputo, em 2013.
Higino Francisco de Marrule é agrónomo e agro-economista de
profissão. Durante o seu percurso profissional desempenhou diver-
sos cargos e funções como quadro do Ministério da Agricultura. Em
1999, foi supervisor do treinamento e implementação do Trabalho
de Inquérito Agrícola (TIA) e Censo. Foi coordenador do Comité de
Emergência da Agricultura no âmbito das cheias, em 2000. De 2002 a
2006, coordenou o Departamento de Análises Políticas e esteve como
Conselheiro Sénior em Políticas Agrárias, Ministério da Agricultura e
Desenvolvimento Rural e Michigan State University.
No decurso da sua actividade, Higino Francisco de Marrule lide-
rou o grupo técnico do desenho do ProAgri II, no período de 2005 a
2006. Assumiu o cargo de Director de Pesquisas de Desenvolvimento,
de 2006 a 2009. Esteve como Director de Pesquisa e Desenvolvimen-
to, TechnoServe Moçambique, de 2006 a 2010. De 2010 a 2013, foi
Director de Programas e Director do Programa de Revitalização da
Avicultura. Entre 2013 e 2015, desempenhou o cargo de Director de
Políticas e Relações Governamentais, Gestor Administrativo da Tech-
noServe Moçambique. No período entre 2015 e 2017, foi Director Ge-
ral/Consultor independente para Assistência Técnica aos Governos
das províncias de Cabo Delgado e Niassa na elaboração dos respec-
tivos Planos Estratégicos. De 2016 a 2017, trabalhou como Repre-
sentante do Programa VUNA em Moçambique, um programa regional
financiado pelo Departamento para o Desenvolvimento Internacional
do Reino Unido (DFID) e administrado pela Adam Smith International.
Pela sua capacidade empreendedora, em 2015, fundou e geriu
a Empresa Zawene Investimentos, Lda, empresa de consultoria em
Gestão e Agro-Negócios, como também desempenhou a tarefa de
especialista em Agricultura no Projecto PROSAVANA e especialista
em Informação Agrária na TechnoServe Inc. do Reino Unido. Realizou

112 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


trabalhos de consultor em Agro-Negócios na Sociedade de Desenvol-
vimento Agro-Pecuário, Lda., e de especialista em Sistemas de Insu-
mos Agrários, pela Embaixada da Dinamarca, em 2016.
Higino de Marrule tem vários trabalhos escritos e publicações,
sendo de destacar o “Plano Estratégico/Operacional da Plataforma
de Diálogo sobre o Sector de Sementes em Moçambique. USAID/
SPEED Program”, de 2015 e “Brief Review of Mozambique Seed
Market. USAID/SPEED Program”, de 2014.
Higino Francisco de Marrule vive em união de facto e é pai de
três filhos. Fala Xichangana, Português, Inglês e percebe Espanhol.
Professa a religião cristão na Igreja Católica. É membro do Partido
Frelimo. É membro da AMODEFA, a partir de 1994, e membro da Or-
dem dos Engenheiros, desde 2007. É dador de sangue.

Contacto
Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar
Rua da Resistência, no 1746, 9o andar, Maputo
Telefone: 21 415282/
82 3054170,
Fax: 21 41 52 64
Email: higino.marrule@agricultura.gov.mz
higinomarrule@gmail.com

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 113


114 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)
Ragendra Berta de SouSa
Vice-Ministro da Indústria e Comércio

Ragendra Berta de Sousa é Vice-Ministro da Indústria e Comércio


desde 24 de Junho de 2016.
Nascido a 1 de Março de 1956, na Cidade de Tete, capital da
província do mesmo nome, Ragendra de Sousa é filho de Carssane
Govinde, pedreiro e moageiro, e de Maria Berta de Sousa, doméstica.
Ragendra de Sousa começou a sua formação académica na Esco-
la Baptista Coelho, em Tete, onde concluiu o ensino primário em 1967.
De seguida, frequentou a Escola Secundária de Tete, onde concluiu o
ensino propedêutico, em 1969. Fez o ensino técnico-profissional básico
na Escola Industrial e Comercial de Tete até 1972 e, tendo se transferido
a cidade de Maputo, frequentou e concluiu o ensino técnico-profissio-
nal médio no Instituto Comercial de Maputo, até 1974.
De Sousa fez bacharelato em Economia pela Universidade Eduar-
do Mondlane (UEM), em 1981. Pela Universidade Cornell, dos Estados
Unidos da América, Ragendra de Sousa fez dois mestrados em Eco-
nomia Agrícola, em 1996, e em Demografia Social, em 2000. Pela mes-
ma universidade, fez doutoramento em Sociologia do Desenvolvimen-
to, em 2003, com a tese “Política de Terra em Moçambique: Análise da
relação inversa entre dimensão da exploração agrícola e produtividade
e avaliação da transferência de terras de grandes para pequenas ex-
plorações agrícolas. Aplicação do Modelo de Equilíbrio Geral”.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 115


Sócio-economista de profissão, Ragendra de Sousa foi professor,
entre 1974 e 1980, tendo leccionado a disciplina de Matemática, na
Escola Secundária Noroeste 1, em Maputo, entre 1974 e 1976; as
disciplinas de Matemática e Física, na Escola Secundária Mártires de
Wiriamu, em Tete, entre 1977 e 1978; e a disciplina de Matemática,
na Escola Secundária Francisco Manyanga, em Maputo, de 1979 a
1980. De 1981 a 1993, De Sousa foi gestor da empresa estatal Meca-
nagro, em Maputo; entre 1987 e 1993, foi Director Nacional de Eco-
nomia Agrária no Ministério da Agricultura, em Maputo; entre 1991 e
1992, foi administrador na empresa LOMACO, em Maputo; de 2004
a 2005, trabalhou no Gabinete do Plano de Desenvolvimento do Vale
do Zambeze, em Tete; entre 2001 e 2016, foi docente das cadeiras
de Sociologia Económica, Sociologia das Organizações, Desenvolvi-
mento Económico e Econometria no Instituto Superior de Ciências e
Tecnologia de Moçambique (ISCTEM) e na Universidade Politécnica,
em Maputo; de 2001 a 2016, trabalhou como consultor para as áreas
de economia, gestão, sociologia e demografia.
Ragendra de Sousa foi negociador durante o acompanhamento
das missões do Banco Mundial, foi Coordenador Nacional do Pro-
grama MONAP, foi Coordenador do Programa da Agência de Coope-
ração Internacional do Japão (JICA) e do Programa da Agência dos
Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
De Sousa foi condecorado com o Diploma de Mérito, pelo IV Con-
gresso do Partido Frelimo; com a Carta de Distinção e Reconheci-
mento pela Rockfeller Foundation, de Nova Iorque, Estados Unidos
da América.
Ragendra de Sousa é membro do Partido Frelimo. É casado e
pai de um rapaz e uma rapariga. Fala Cinyungwe, Português e Inglês.
Ragendra de Sousa tem como passatempos preferidos a leitura,
a música e o desporto. Foi baterista, paraquedista e futebolista.

Contacto
Ministério da Indústria e Comércio
Praça 25 de Junho, n.º 300, 6.º Andar, Maputo
Caixa Postal n.º 1831
Telefone: 21343511
Fax: 21324135
URL: www.mic.gov.mz

116 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


VICE-MINISTROS

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 117


Nomeados pelo Presidente da República segundo o n.º 2 do
artigo 160 da Constituição da República de Moçambique, os Vice-
Ministros são, por força do artigo 201, convidados do Conselho de
Ministros.

118 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


PATRÍCIO JOSÉ
Vice-Ministro da Defesa Nacional

Patrício José é Vice-Ministro da Defesa Nacional, desde 19 Janei-


ro de 2015.
Nasceu a 20 de Maio de 1968 na aldeia de Muchungo, distrito
de Massinga, província de Inhambane. É filho de José Uaquente e de
Elisa Joel, ambos camponeses.
Patrício José fez o ensino primário na Escola Primária de Muchun-
go, tendo concluído o nível, em 1978. Frequentou a Escola Estrela
Vermelha e, depois, a Escola Secundária Francisco Manyanga, onde
completou o ensino secundário, em 1986. Patrício José obteve o grau
de Mestrado em Direito pelo Instituto Ucraniano de Relações Interna-
cionais, em 1992.
Docente/Jurista de profissão, Patrício José foi funcionário do Mi-
nistério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, de 1984 a 1987,
em simultâneo acumulando a função de docência e a de Vice-Reitor
do Instituto Superior de Relações Internacionais. Em 1992 foi nomea-
do Reitor nesta Instituição, tendo permanecido na função cargo até
à data da sua nomeação para o cargo de Vice-Ministro da Defesa
Nacional.
Foi galardoado com o prémio de Manager of the year pelo Euro-
pean Busness Assembly com sede em Oxford, Reino Unido, em 2013.
É membro do Partido Frelimo e da Ordem dos Advogados.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 119


Patrício Jose é casado e pai de dois filhos. Fala Citshwa, Portu-
guês, Russo, Inglês e Francês.

Contacto
Ministério da Defesa Nacional
Avenida Mártires da Machava, n.º 280/2, Maputo
Telefone: 258 -21490647, 21493369, 21492081/5;
Fax: +258 -21491619

120 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


maria isaltina de sales lucas
Vice-Ministra da Economia e Finanças

Maria Isaltina de Sales Lucas é Vice-Ministra de Economia e Fi-


nanças, desde 16 de Março de 2016.
Maria Isaltina de Sales Lucas nasceu a 13 de Janeiro de 1971 no
distrito de Panda, na província setentrional de Inhambane. É filha de
Osório Miguel Lucas e de Maria Luísa Ribeiro de Sales Machado. Seu
pai é reformado e sua mãe, doméstica.
Maria Isaltina de Sales Lucas fez a sua formação académica na
Cidade de Maputo. Ainda no âmbito do Antigo Sistema de Educação,
estudou na Escola Primária A Luta Continua, até 1983, e na Escola
Secundária da Polana, até 1985. De seguida, frequentou o primeiro
ciclo secundário na Escola Secundária Josina Machel, até 1988, e o
segundo ciclo na Escola Secundária Francisco Manyanga, até 1989.
Mais tarde, cursou Economia na Universidade Eduardo Mondlane,
tendo terminado as cadeiras curriculares em 1998 e defendido a li-
cenciatura em 2001.
Economista de profissão, Maria Isaltina de Sales Lucas trabalhou
no Ministério das Finanças de Novembro de 2001 a Setembro de
2015, altura em que foi nomeada Presidente do Conselho de Admi-
nistração do Instituto Nacional Estatística (INE).

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 121


Maria Isaltina de Sales Lucas foi administradora executiva do Pi-
peline Moçambique-Zimbabwe, entre 2009 e 2016, Administradora
não executiva no Banco Internacional de Moçambique (BIM), de 2014
a 2016, e Administradora não executiva da Ematum, de 2014 a 2015.
Participou no grupo de 15 individualidades para aconselhar o Vi-
ce-Presidente do Pelouro de Assuntos Sociais das Nações Unidas, no
âmbito da agenda 2030.
Maria Isaltina de Sales Lucas é membro do Partido Frelimo. Pro-
fessa a religião cristã, na Igreja Católica.
Maria Isaltina de Sales Lucas fala Xichangana e Português.
É casada com Ilídio Rafael Quibalo, com quem tem três filhas.

Contacto
Avenida 10 de Novembro, n.º 929, 1.º andar, Maputo
Telefone: 21313256
Fax: 21315064
Email: isaltina.saleslucas@gmail.com; isaltina.lucas@mef.gov.mz

122 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


LEDA FLORINDA HUGO
Vice-Ministra da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e
Técnico Profissional

Leda Florinda Hugo é Vice-Ministra da Ciência e Tecnologia, En-


sino Superior e Técnico Profissional, desde de 19 Janeiro de 2015.
Leda Florinda Hugo, de nome muçulmano Abiba, nasceu a 4 de
Janeiro de 1963 em Namapa, distrito de Eráti, província de Nampula.
É filha de Hermínio Hugo, já falecido, e de Arrucina Faquira, domés-
tica.
Leda Florinda Hugo fez os estudos primários na Escola Primária
Oficial de Ocua, em Cabo Delgado, até 1974. Depois prosseguiu os
estudos na Escola Secundária de Nampula, onde concluiu o primeiro
grau secundário, em 1979. Fez o ensino pré-universitário na Escola
Secundária Samora Machel, na cidade da Beira, em 1981. De segui-
da, matriculou-se na Universidade Eduardo Mondlane (UEM) onde,
em 1986, concluiu a licenciatura em Agronomia.
Obteve o grau de mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimen-
tos pela Universidade Texas Agriculture & Mechanics, College Station,
no Texas, Estados Unidos da América, em 1994; e o doutoramento
pela Universidade de Pretória, África do Sul, em 2002.
Leda Florinda Hugo foi Vice-Ministra de Educação de 2010 a
2014. Engenheira agrónoma de profissão e docente universitária foi,
até à sua nomeação, quadro da Universidade Eduardo Mondlane.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 123


Nesta instituição, para além da docência assumiu vários cargos de
direcção e chefia: foi Directora do Curso Básico na Faculdade de
Agronomia e Engenharia Florestal (FAEF) entre 1994 e 1997; Directora
do Curso de Engenharia Rural, entre 2001 e 2006; Chefe de Secção,
na Engenharia Agrária entre 2003 e 2006; Chefe de Departamento de
Engenharia Rural entre 2006 e 2007 e Directora Pedagógica da UEM
de 2008 a 2010.
Leda Florinda Hugo contribuíu para a harmonização do processo
de introdução da reforma académica na UEM, entre 2008 e 2009; su-
pervisão de vários estudantes em trabalhos de licenciatura na UEM,
foi co-fundadora e implementadora da disciplina de Tecnologias pós-
colheita, na FAEF, em 1989.
Foi presidente da Comissão de Transição da Delegação da Fa-
culdade de Direito da UEM na Beira, para a UniZambeze, de 2008 a
2009.
Em reconhecimento do seu mérito, Leda Florinda Hugo foi be-
neficiária da bolsa de estudos do Programa SADC/INTSORMIL para
formar os primeiros cientístas/tecnólogos de alimentos da SADC, em
1991 e recebeu o Diploma de Doutoramento de Excelência, pela Uni-
versidade de Pretória, em 2002.
Leda Florinda Hugo é membro do Partido Frelimo e da Organi-
zação da Mulher Moçambicana. É também membro da Ordem dos
Engenheiros de Moçambique.
Leda Florinda Hugo é divorciada e mãe de dois filhos. Professa a
religião muçulmana, fala fluentemente Emakhuwa, Português e Inglês.
Seus passatempos são caminhadas, ginástica aeróbica, decoração
de interiores, leitura e música.

Contacto
Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico
Profissional
Av. Patrice Lumumba, n°770, Maputo
Telefone: 21352836
Fax: 21352860/80
Email: leda.hugo@mctestp.gov.mz

124 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


MANUELA JOAQUIM REBELO
Vice-Ministra dos Transportes e Comunicações

Manuela Joaquim Rebelo foi reconduzida ao cargo de Vice-Minis-


tra dos Transportes e Comunicações a 19 de Janeiro de 2015, cargo
que vinha exercendo desde 3 de Maio de 2010.
Nasceu a 30 de Dezembro de 1966, em Maputo. Manuela Rebelo
é filha de Angélica Joaquim Machava.
Fez os estudos até o nível médio na Cidade da Matola. Concluiu
o ensino primário na Escola Primária do Bagamoyo, em 1977; o en-
sino secundário do primeiro grau na Escola Secundária da Matola,
em 1979; o ensino técnico-profissional básico na Escola Industrial da
Matola, em 1982. Mais tarde frequentou o nível médio e posteriormen-
te o ensino superior no Instituto Superior Politécnico e Universitário
(ISPU) na cidade de Maputo, onde obteve o grau de lincenciatura em
Ciências Jurídicas, em 2001.
Jurísta de profissão, Manuela Rebelo, obteve o grau de Mestrado
em Direito das Empresas, no Centro de Estudos de Pós-Graduação
e Pesquisa Aplicada (CEPPA-ISPU), em 2004. Trabalhou na Escola
Nacional de Aeronáutica, tendo exercido as funções de Chefe dos Re-
cursos Humanos e da Administração e Finanças, entre 1986 e 2006,
ano em que passou a exercer as funções de Directora Provincial dos
Transportes e Comunicações de Inhambane, até 2010.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 125


Manuela Rebelo é funcionária do Ministério dos Transportes e Co-
municação desde 1985 e na sua carreira profissional assumiu vários
cargos de direcção e chefia. De 1985 a 2000, foi Chefe no Depar-
tamento de Recursos Humanos da Escola Nacional da Aeronáutica
Civil; de 2000 a 2006 passou a chefiar o Departamento de Administra-
ção e Finanças da mesma Instituição; de 2006 a 2010, foi nomeada
Directora Provincial dos Transportes e Comunicação de Inhambane.
Em 2008 e de 2010 a 2014, Manuela Rebelo dirigiu, respectiva-
mente, a construção e reabilitação das Pontes de Inhambane e Ma-
xixe e as obras de construção de Aeroportos de Maputo, Pemba, Vi-
lankulo e Nacala.
Seus passatempos preferidos são a leitura, compras, arrumação
da casa e ginástica.
Manuela Rebelo é casada e mãe de cinco filhos. Professa a reli-
gião cristã, na Igreja Católica. Fala Xirhonga, Português e Inglês.

Contacto
Ministério dos Transportes e Comunicações
Tel.: 82 30 89 100 / 84 64 30 03
Fax: 21 35 98 12
E.mail:manuelarebelo2012@gmail.com / mjrebelo@tdm.co.mz

126 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


ANA COMOANE
Vice-Ministra da Cultura e Turismo

Ana Comoane é Vice-Ministra da Cultura e Turismo, desde Janei-


ro de 2015.
Nasceu a 30 Outubro de 1960, é filha de Daniel Chitolo Comoane,
Pastor Evangélico, e de Luísa David Tchabana, ambos falecidos.
Começou seus estudos primários na Escola Primária Missão Suí-
ça da Macia tendo concluído o nível primário em 1973. De seguida,
estudou no Liceu Joaquim de Araújo e concluiu o ensino secundário
básico em 1976. Fez o ensino técnico na Escola Comercial de Ma-
puto/Instituto Comercial até 1979. Em 1998, obteve o grau de licen-
ciatura em Direito na Faculdade de Direito da Universidade Eduardo
Mondlane (UEM). Em 2007, obteve pela mesma universidade, o grau
de mestrado em Ciências Jurídico-Económicas e, em 2014, conculiu
o Doutoramento na mesma área de estudos, pela Universidade de
Lisboa.
De 1981 a 1990, foi professora na Escola Comercial e, de 1998 a
2010, leccionou nas UEM, Instituto Superior de Ciências e Tecnologia
de Moçambique (ISCTEM) e Universidade São Tomás de Moçambi-
que.
Advogada de profissão, Ana Comoane no seu percurso profis-
sional assumiu vários cargos de direcção e chefia. De 1997 a 2001,
foi Chefe de Departamento das Actividades Industriais e Membro do

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 127


Conselho de Administração Siderúrgica de Moçambique. Entre 2001
e 2003, exerceu o cargo de Chefe de Departamento de Licenciamento
e Cadastro no Ministério de Turismo.
De 2003 a 2010, assumiu o cargo de Directora Nacional de Tu-
rismo e foi Coordenadora da equipa responsável pela Legislação do
Sector de Turismo. No mesmo período foi membro do Conselho Su-
perior da Magistratura Judicial, na análise de projectos de Turismo e,
de 2002 a 2010, foi Coordenadora do processo de Privatização. De
2010 a 2015, foi Governadora da Província de Manica.
Ana Comoane é membro da Ordem dos Advogados de Moçam-
bique desde 2000.
É membro do Partido Frelimo e do seu Comité Central.
É casada e mãe de três filhos. Professa a religião cristã, na Igreja
Presbiteriana. É falante de Xirhonga, Xichangana, Português e Inglês.

Contacto
Ministério da Cultura e Turismo
Tel.: 8230636337
E.mail: acomoane@yahoo.com.br

128 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


JOAQUIM VERÍSSIMO
Vice-Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos

Joaquim Veríssimo é Vice-Ministro da Justiça, Assuntos Constitu-


cionais e Religiosos desde 19 de Janeiro de 2015.
Nasceu a 13 de Maio de 1959 no distrito de Caia, província de
Sofala. É filho de Veríssimo Fianda e de Chanaze Bueza.
Na cidade da Beira, Joaquim Veríssimo frequentou o nível mé-
dio geral na Escola Secundária Samora Moisés Machel, entre 1984
e 1985, e, de 1990 a 1993, fez o grau de Bacharelato em Geografia
pela Universidade Pedagógica-UP, ambos na cidade da Beira, provín-
cia de Sofala. Entre 1994 e 1998, obteve licenciatura em Direito pela
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brasil. Durante esse
período foi observador internacional das eleições gerais no Brasil.
Veríssimo concluiu o curso de Formação de Professores Primá-
rios em Inhamizua, província de Sofala, em 1977. Em 1983, teve a
formação de Dirigentes de Educação para a Direcção do Ensino e
Aprendizagem no âmbito do Sistema Nacional de Educação, na anti-
ga República Democrática Alemã. Em 1990, fez o curso de trainning
Design and Management no Reino Unido.
Em 1997, participou nos cursos de Arbitragem e Reconciliação,
de Observador Internacional das Eleições Gerais e de registos de
Imóveis. Em 2007, fez parte do Seminário sobre o Decreto n.º 54, na

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 129


Faculdade de Direito da UEM e, em 2008, esteve presente na Con-
ferência Internacional sobre a Logística Portuária em Johannesburg,
cidade sul-africana.
Veríssimo possui uma longa experiência profissional, tendo de-
sempenhado vários cargos, na sua maioria exercidos na província de
Sofala, nos casos de, funções de Professor e Director do EP1 e da
Zona de Influência Pedagógica (ZIP), em Canda, Distrito da Goron-
gosa, de 1978 a 1981. Em 1982 foi Chefe do Gabinete Provincial da
Divulgação das Linhas Gerais do SNE (Sistema Nacional de Educa-
ção), em Sofala. Entre 1984 e 1988, foi Chefe da Educação da cidade
da Beira.
De 1988 a 1996, Veríssimo trabalhou como perito em desenvolvi-
mento da Força de Trabalho no Gabinete do Corredor da Beira. Entre
1998 e 2000, assumiu o cargo de Assessor Jurídico dos Caminhos-
de-Ferro de Moçambique, Zona Centro. De 2000 a 2010, trabalhou
como Director Executivo dos CFM-Centro, com a função de gerir os
Recursos Humanos, Materiais, Imateriais e Financeiros das provín-
cias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia, no mesmo período, Veríssi-
mo exerceu cumulativamente as funções de Presidente de Mesa da
(CCFB) e de membro da Comissão de Desenvolvimento da Força de
Trabalho na SADC.
No período de 2010 e 2012, foi Deputado da Assembleia da Re-
pública, Membro da Comissão Permanente e representante dessa
mesma comissão no PNUD. Exerceu o cargo de Governador da pro-
víncia da Zambézia, entre 2012 e 2014, e nomeado Vice-Ministro da
Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, em 2015.
Joaquim Veríssimo fala Cisena, Português, Inglês, Francês e Ale-
mão.

Contacto
Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos
Telefax: 21302345
Cell: 825018420 ou 845018420
Email: fiandamz@gmail.com ou

130 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


OSWALDO ARMINDO FAQUIR PETERSBURGO
Vice-Ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social

Oswaldo Armindo Faquir Petersburgo é Vice-Ministro de Traba-


lho, Emprego e Segurança Social, desde 19 de Janeiro de 2015.
Nasceu a 22 de Abril de 1984, no distrito de Milange, província da
Zambézia. É filho de Armindo dos Santos Petersburgo, já falecido, e
Emuna Ismael Cassamo Faquir Petersburgo, doméstica.
Oswaldo Petersburgo começou seus estudos na Escola Primária
de Quelimane tendo terminado o nível primário em 1995. De seguida
fez o ensino secundário na Escola 25 de Setembro, tendo concluído
o nível em 2002. Fez o ensino superior no Instituto de Ciências e Tec-
nologias de Moçambique (ISCTEM) e obteve licenciatura em 2006.
Petersburgo é formado em Sociologia na área de Gestão Pública.
Oswaldo Petersburgo assumiu, ao longo da sua carreira profisio-
nal, diversas funções: Foi Administrador da empresa Domus, SA, en-
tre 2014 e 2015; foi membro dos órgãos sociais do STEMA no período
compreendido entre 2010 a 2014; assumiu o cargo de Presidente do
Conselho Nacional da Juventude, de 2009 a 2014, e Consultor da
Global Suny Corporation, de 2007 a 2011.
Oswaldo Petersburgo foi, entre 2009 e 2013, simultaneamen-
te, Presidente do Fórum da Juventude da CPLP (FJ-CPLP) e Presi-
dente da Mesa da Assembleia desta colectividade. Liderou a ela-
boração de instrumento padrão de pesquisa incluindo a formação

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 131


nas províncias e a concepção das terminais electrónicas nos Bal-
cões de Atendimento Único (BAU) para a Função Pública. Traba-
lhou e colaborou na elaboração do regulamento dos estágios pré-
-profissionalizantes.
Foi conselheiro na elaboração da Agenda 2025, visão e futuro
da nação, membro da Comissão de Honra dos X Jogos Africanos
de Maputo em 2011, e recebeu um diploma de Honra atribuído pelo
Ministério de Planificação e Desenvolvimento.
Oswaldo Petersburgo é membro do Partido Frelimo e, desde
2012, membro do seu Comité Central. É membro do Comité Central
da Organização da Juventude Moçambicana (OJM), desde 2010.
É casado e pai de uma filha. Professa religião cristã, na Igreja
Católica. Fala Echuwabo, Português, Inglês e Espanhol.

Contacto
Ministério de Trabalho, Emprego e Segurança Social
Telef: +258 828497350
Email: opetersburgo@gmail.com

132 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


ARMINDO SAÚL ATELELA NGUNGA
Vice-Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano

Armindo Saúl Atelela Ngunga é Vice-Ministro da Educação e De-


senvolvimento Humano, desde 19 de Janeiro de 2015,
Armindo Saúl Atelela Ngunga nasceu a 12 de Maio de 1962, em
Chiconono, distrito de Muembe, província de Niassa. É filho de Ngun-
ga Metelela e Assiato Gaia, ambos falecidos.
Armindo Ngunga iniciou seus estudos na Escola Primária de Chi-
conono tendo concluído o nível primário em 1973. Nos anos subse-
quentes fez o ensino secundário e técnico na Escola Industrial e Co-
mercial Ngungunhana na cidade de Lichinga. em 1984, obteve o grau
de licenciatura em Ensino de Português e Inglês pela Universidade
Eduardo Modlane (UEM); em 1987, o grau de licenciatura em Shona
pela Universidade do Zimbabwe; universidade pela qual, em 1988,
obteve o grau de mestrado em Línguas e Literatura Africanas. Em
1995, concluiu o grau de mestrado em Linguística pela Universidade
de Califórnia, Berkeley; a mesma pela qual fez o doutoramento em
Linguística, em 1997.
Armindo Ngunga é Professor Catedrático em Linguística.
Ao longo da carreira profissional, foi professor na Escola Indus-
trial e Comercial, em Lichinga, de 1980 até 1981. Depois foi transferido
para a cidade de Maputo, onde tornou-se funcionário efectivo da UEM
desde 1984. É autor de dez livros científicos da área de linguística e
de vários artigos resultantes do seu trabalho de pesquisa.
QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 133
Armindo Ngunga desempenhou várias funções de relevo: de
2001 a 2007, foi membro da Academia Africana de Línguas; Presiden-
te do Conselho Superior de Comunicação Social em Maputo, entre
2009 a 2015; Presidente da Associação Linguística e Secretário Geral
das Universidades da SADC, de 2007 a 2015; Professor visitante nas
Universidades de Estocolmo (Suécia), em 1991; de Lisboa (Portugal)
em 2000 e Federal de Minas Gerais (Brasil), em 2013 e 2014.
Foi examinador externo na Universidade “África”, do Zimbabwe,
Universidades da Suazilândia, do Zimbabwe e de Dar-Es-Salam, Tan-
zânia.
Armindo Saúl Atelela Ngunga é membro da Organização Nacio-
nal dos Professores da UEM e do Comité do Distrito Académico do
Ensino Superior do Partido Frelimo.
Em 2012, recebeu o prémio de Excelência em Investigação do
Primeiro Grau, pela UEM.
Armindo Ngunga participou na Luta Armada de Libertação Nacio-
nal e é membro do Partido Frelimo.
Armindo Ngunga é casado e pai de três filhos.
Professa a religião muçulmana.
Fala Ciyaawo, Xichangana, Cinyanja, Cishona, Kiswahili, Portu-
guês, Inglês e Francês.

Contacto
Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano
Av. 24 de Julho
Cel: 828326960
Email: armindo.ngunga@mined.gov.mz

134 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


MARIA DE FÁTIMA MUANZA PELEMBE
Vice-Ministra dos Combatentes

Maria de Fátima Muanza Pelembe é Vice-Ministra dos Combaten-


tes, desde 19 de Janeiro de 2015.
Maria de Fátima Muanza Pelembe nasceu a 5 de Junho de 1954,
em Nseka, distrito da Marávia, província de Tete. É filha de Nseka
Muanza Banda e de Raquel Muale, ambos camponeses já falecidos.
Maria de Fátima Muanza Pelembe iniciou os seus estudos primá-
rios no povoado de Nseka, continuando no povoado de Nhamuncho
e mais tarde na Missão do Sagrado Coração de Jesus de Uncanha,
tendo concluído o ensino primário em 1970. Concluiu o ensino Se-
cundário na Escola Secundária Francisco Manyanga, em 1989. Em
1982 concluiu o Instituto de Ciências de Saúde e, em 2013, obteve a
Licenciatura em Gestão de Relações Públicas e Comunicação, pelo
Instituto Superior Monitor, em Maputo.
Enfermeira Parteira “A” de profissão, Maria de Fátima Muanza
Pelembe é membro do Partido Frelimo, desde 1970. É veterana da
Luta de Libertação Nacional e membro fundadora da Organização da
Mulher Moçambicana (OMM). Foi eleita Secretária-Geral desta organi-
zação a 12 de Julho de 2013. Ainda no desempenho das funções de
Secretária-Geral da OMM, foi nomeada para o cargo de Vice- Ministra
dos Combatentes.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 135


Maria de Fátima Muanza Pelembe é casada e mãe de quatro fi-
lhos. Fala Cisenga, Cinyanja, Cinyungwe, Shimakonde, Xichangana,
Kiswahili, Português e comunica-se em Inglês.

Contacto
Ministério dos Combatentes
Avenida 24 de Julho 307
Telefax: 21498830
Email: maria.pelembe@mico.gov.mz

136 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


LUCAS MANGRASSE
Vice-Ministro do Género, Criança e Acção Social

Lucas Mangrasse é Vice-Ministro do Género, Criança e Acção


Social, desde 19 de Janeiro de 2015.
Nasceu a 12 de Março de 1957, no distrito de Malema, província
de Nampula. É filho de Mangrasse e de Julieta.
Lucas Mangrasse estudou na Escola Primária Oficial de Malema
Sede, até 1972, ingressou e fez o ensino secundário na Escola 1.º de
Maio, em Nampula, até 1987. Em 1993, terminou a sua formação no
Instituto Superior Pedagógico, na cidade de Maputo.
Lucas Mangrasse obteve o grau de Mestrado pela Pontifícia Uni-
versidade Católica de São Paulo, Brasil, em 2000, e o doutoramento,
em 2004.
Professor de profissão para cursos de Graduação e Pós-Gra-
duação até a data da sua nomeação como Vice-Ministro, Mangrasse
exercia a profissão docente, ocupando vários cargos na província de
Nampula: foi professor na Escola Secundária de Nampula, em 1979;
trabalhou como técnico Pedagógico “B” de 2ª na Direcção Provincial
de Educação e Cultura em Nampula, de 1991 a 1994; na Universida-
de Pedagógica em Nampula, foi assistente universitário, estagiário,
de 1994 a 2005, e professor auxiliar, entre 2005 e 2015.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 137


A par destas actividades, Lucas Mangrasse exerceu os cargos de
Chefe de Departamento de Assuntos Estudantis da UP em Nampula
entre 1995 e 1998; exerceu o cargo de Director-Adjunto Pedagógico,
de 1998 a 2000; de 1999 a 2002, exerceu as funções de Director da
Delegação; membro do Conselho Universitário, em 1998; membro do
Conselho Académico, em 1999; membro do Conselho Científico, em
2004; Chefe do Departamento de Psicologia Escolar e Educação de
Adultos, de 2005 a 2008; e membro do Conselho da Delegação, de
2008 a 2014.
Lucas Mangrasse foi galardoado com o diploma pelo Secreta-
riado do Comité Central do Partido Frelimo, de que é membro, des-
de1999, e simpatizante, desde 1975.
Na província de Nampula, Mangrasse foi membro do Sindicado
Nacional de Professores, de 1999 a 2014. Pertenceu à Organização
Salama – Saúde comunitária a nível da província de Nampula, de
2001 a 2012; foi membro da Associação de Luta Contra a Violência
Doméstica em Nampula, de 1999 a 2001.
Em 1973, Mangrasse ficou com o braço direito amputado em re-
sultado da mordedura duma cobra mamba.
Lucas Mangrasse professa a religião cristã, na Igreja Católica.
Fala Emakhuwa e Português. É casado e tem seis filhos.

Contacto
Ministério do Género, Criança e Acção Social
Avenida: Ahmed Sekou Touré 908
Telef: 21 350300
Cell: 2583041900
Fax: 2135036

138 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


ANA FLÁVIA JOÃO DE AZINHEIRA
Vice-Ministra da Juventude e Desportos

Ana Flávia João de Azinheira foi nomeada para o cargo de Vice-


Ministra da Juvetude e Desportos a 19 de Janeiro de 2015.
É filha de João de Azinheira Filipe, engenheiro electrónico, e de
Maria Marta Natividade, escriturária.
Nasceu a 8 de Fevereiro de 1977, em Maputo. Fez os seus estu-
dos primários na Escola Primária 16 de Junho, tendo os concluído em
1986. Prosseguiu o ensino secundário na Escola Secundária Samora
Machel, cidade da Beira, até 1996. Regressou à cidade de Maputo
onde continuou os estudos, tendo obtido o grau de licenciatura em
Medicina Veterinária pela Universidade Eduardo Mondlane, em 2003,
e o mestrado em Saúde Pública, em 2010.
Ana Flávia João de Azinheira é Médica Veterinária de profissão,
tendo exercido diversas actividades como atleta e docente. Entre
1992 e 2014, foi jogadora de Básquete na Selecção Nacional. Perten-
ce ao Núcleo de Estudantes de Veterinária de que foi Vice-Presidente,
entre 2000 e 2003. Entre 2006 e 2015, leccionou na Universidade Poli-
técnica e foi Administradora da Pets – Clínica Veterinária. Fez parte do
Conselho de Direcção da Faculdade de Veterinária da Universidade
Eduardo Mondlane, entre 2012 e 2015, e da Comissão Nacional para
a UNESCO, entre 2013 e 2015.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 139


Ana Flávia João de Azinheira foi distinguida diversas vezes como
Atlela de Basquetebol, sendo considerada a melhor jogadora do
Campeonato Africano da modalidade, melhor jogadora do Campeo-
nato Nacional e melhor jogadora do Colégio St Marys, da Universida-
de de San Antonio, de Texas, nos Estados Unidos da América.
Ana Flávia é membro do Partido Frelimo. É mãe de um filho. Pro-
fessa a religião cristã, na Igreja Católica. Fala Xichangana, Português
e Inglês.

Contacto
Ministério da Juventude e Desportos
Av. 10 de Novembro, n° 74, Parcela n.º 1196, Maputo
Telefone: 21302790 / 21300244
Fax: 21308844
Email: deazinheira@gmail.com

140 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


LUÍSA CELMA CAETANO MEQUE
Vice-Ministra da Agricultura e Seguraça Alimentar

Luísa Celma Caetano Meque foi nomeada Vice-Ministra da Agri-


cultura e Segurança Alimentar a 12 de Fevereiro de 2015.
Nasceu a 2 de Abril de 1971, província de Nampula. É filha de
Caetano João Meque, reformado, e Cecília Júlio Tomás Meque, fale-
cida.
Luísa Meque concluiu os seus estudos primários na Escola Pri-
mária 3 de Fevereiro, em Maputo, em 1983. Respectivamente, nos
anos 1989, 1990 e 1995 concluiu o ensino secundário na Escola Se-
cundária Básica no Campo, o ensino técnico no Instituto Pré-Univer-
sitário no Campo e o ensino superior no Instituto Superior de Ciências
Agrária de Buyamo na Ilha da Juventude em Cuba. Em 2003, obteve
um diploma em estudos avançandos na Espanha e, em 2004, o grau
de doutoramento também na Espanha pela Universidade de Zarago-
za, na Faculdade de Veterinária.
Luísa Meque é Veterinária de profissão. Trabalhou na Direcção
Provincial de Agricultura de Maputo, de 1996 até 2005. De 2006 a
2015, esteve afecta ao Instituto de Investigação Agrária de Moçambi-
que assumindo o papel de Investigadora principal na área de reprodu-
ção animal. Em função disso e, ao longo da sua carreira profissional,
dedicou-se à pesquisa na aplicação de Biotecnologia para reprodu-
ção de ovinos; promoção de desenho de uma linha de diluentes para

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 141


sua aplicação no âmbito da inseminação artificial; e à utilização de
leite de soja e água de coco como diluentes para insemição artificial
em caprinos e ovinos.
Luísa Celma Caetano Meque desempenhou um papel fundamen-
tal na divulgação dos resultados de pesquisa para o apoio à rapariga
em idade escolar, na Escola Primária de Facaziça, na distribuição de
reprodutores caprinos e ovinos, no distrito de Magude, província de
Maputo; para a intervenção de densenvolvimento na comunidade
com vista ao aumento da produtividade dos cabritos, em Angónia,
província de Tete, e, neste âmbito, foi docente no Instituto Superior Po-
litécnico de Gaza, na disciplina de Melhoramento Genético, de 2008
a 2010.
Para além de exercer a supervisão de trabalhos de conclusão
de curso para licenciaturas e mestrados, foi docente na Faculdade
de Veterinária da UEM no curso de Mestrado de Produção Animnal,
em Maputo, de 2011 a 2014. Foi membro da Comissão Científica da
Faculdade Veterinária na avaliação de Projectos de Investigação e
Transferência de Tecnologia, de 2009 a 2014.
Luísa Meque é Membro do Conselho Técnico Científico do Ins-
tituto de Investigação Agrária de Moçambique, desde 2014. É tam-
bém membro da Associação dos Veterinários de Moçambique (AVET-
MO). Faz parte da Ordem dos Médicos Veterinários de Moçambique
(OMVM), desde 2014.
Luísa Meque é solteira e mãe de um filho. Professa a religião cris-
tã, na Igreja Católica. É membro do Partido Frelimo. Fala Português e
Espanhol.

Contacto
Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar
Rua da Resistência, n.º 1746 9.º andar
Telef: +258 21 41 52 77
Fax: +258 214152 64
Email: inandele@yahoo.com

142 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


HENRIQUES BONGECE
Vice-Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas

Henriques Bongece foi indicado para Vice-Ministro do Mar, Águas


Interiores e Pescas a 2 de Março de 2015.
Nasceu a 1 de Janeiro de 1965 na aldeia de Mulima, distrito de
Chemba, província de Sofala. É filho de Bongece Tomo e de Janete
Baera, ambos camponeses.
Henriques Bongece fez a sua formação primária na província de
Sofala, tendo a concluído na Escola Primária de Mulima, em 1978. Em
1980, concluiu o ensino secundário na Escola Secundária de Chem-
ba. Em 1995, concluiu o ensino técnico pré-universitário na Escoa
Secundária Samora Moisés Machel da Beira. Obteve o grau de licen-
ciatura em 2012. Em 2014, obteve o grau de mestrado pelo Instituto
Superior de Ciências e Tecnologias Alberto Chipande (ISCTAC), na
cidade da Beira.
De 1987 a 1990, Henriques Bongece ocupou o cargo de Comis-
sário Político na Escola de Aviação Militar. Em 1997, concluiu o Curso
dos Administradores e Chefes dos Postos Administrativos na Escola
de Estado e Direito, actual IFAPA, em Maputo. Assumiu o cargo de
Chefe do Posto Administrativo de Tica, entre 1996 a 2006. foi Adminis-
trador dos distritos de Cheringoma e de Marromeu, de 2006 a 2008
e de 2008 a 2009, respectivamente. Dirigiu a reconstrução do edifício
da Administração de Cheringoma, em 2008. No ano de 2009, orientou
a construção do Centro de Reassentamento de Chupanga, Nensa e
QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 143
Chiburiburi. Foi Inspector Superior Administrativo, em 2014. Foi Ges-
tor da Indústria Hoteleira, em 1990, e presidiu a Cruz Vermelha a nível
distrital, de 2006 a 2007.
Em 2009, Henriques Bongece foi observador Internacional de
eleições em Namíbia. Em 2012, patrocinou o prémio escolar “Bon-
gece”. Foi figura do ano 2008/2009, a nível da província de Sofala,
eleito pela Rádio Moçambique. Em 2010 foi galardoado com o grau
de Doutor Honoris Causa em Ciências Sociais.
Henriques Bongece é membro do Comité Central do Partido Fre-
limo. Foi Primeiro Secretário Províncial da Frelimo em Sofala, de 2008
a 2015.
Professa a religião cristã, na Igreja Velha Apostólica. Fala
Cisena, Cindau, Cinyungue e Português. É casado e tem cinco filhos.

Contacto
Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas
Rua Marques de Pombal, n.º 285, Maputo
Telefone: 826391372
Fax: 21302528
Email: hbongece@mozpesca.gov.mz

144 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


AUGUSTO DE SOUSA FERNANDO
Vice-Ministro dos Recursos Minerais e Energia

Augusto de Sousa Fernando é Vice-Ministro dos Recursos Mine-


rais e Energia, desde 25 de Novembro de 2016.
Nasceu a 30 de Dezembro de 1965, em Gotite distrito de Morrum-
bene, província de Inhambane. É filho de Fernando Simione, reforma-
do, e de Laurinda Mossiquene, doméstica.
Augusto de Sousa Fernando fez os seus estudos até o nível bá-
sico na cidade da Beira, tendo concluido o ensino primário na Escola
Primária dos Pioneiros, em 1977; o ensino preparatório, na Escola Se-
cundária Samora Moisés Machel, em 1979; e o ensino técnico básico,
na Escola Industrial 25 de Junho, em 1982. Depois, mudou-se para a
cidade de Maputo, onde continuou os estudos e, em 1985, fez o nível
médio técnico pelo Instituto Industrial de Maputo e, em 1992, concluiu
a licenciatura pela Universidade Eduardo Mondlane.
Engenheiro Electrónico, com a Cédula Profissional n.º 3, Augusto
de Sousa Fernando desempenhou vários cargos de direcção e chefia
na sua maioria na empresa Electricidade de Moçambique (EDM): Foi
Chefe do Grupo de Protecções, de 1993 a 1995; Chefe do Grupo de
Operações e Protecções, entre 1995 e 1997; Chefe de Departamento
de Planeamento de Sistemas e Protecções, de 1997 a 2002; Director
da Rede de Transporte, entre 2002 e 2005; Administrador Executivo,
de 2005 a 2012; e Presidente do Conselho de Administração, entre
2012 e 2014.
QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 145
Simultaneamente, a par da EDM, Fernando foi Director Regional
de Mercados da Norconsult, entre 2014 e 2015. Depois, foi transferido
para o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), onde
ocupou o cargo de Director da Unidade Técnica de Implementação
de Projectos, de 2015 a 2016. Exerceu o cargo de Presidente do Con-
selho de Administração da Companhia Eléctrica do Zambeze (CEZA),
entre 2007 e 2016; foi Administrador não Executivo da Empresa Portos
de Cabo Delgado (PCD), de 2014 a 2016. Entre 1995 e 2014, foi repre-
sentante da Electricidade de Moçambique no Southern Africa Power
Pool (SAPP), presidindo, em simultâneo, o Clube dos Desportos da
Costa do Sol e a Mesa da Assembleia-Geral da mesma colectividade,
de 2010 a 2014. Entre 2004 e 2010, foi Vice-Presidente da Ordem dos
Engenheiros de Moçambique e, de 2010 a 2016, ascendeu ao cargo
de Bastonário da Ordem dos Engenheiros de Moçambique.
Augusto de Sousa Fernando é membro do partido Frelimo. É ca-
sado e pai de três filhos, nomeadamente: Mateus Fernando de Sousa
Fernando, Moisés Neto de Sousa Fernando e Augusto de Sousa Fer-
nando Júnior. Fala Português, Citshwa e Inglês.

Endereço:
Avenida Fernão Magalhães, n.º 34, 1.º Andar, Maputo
Telefone: 21325682
Fax: 21311227
Email: sebane.fernando@gmail.com

146 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


HELENA MATEUS KIDA
Vice-Ministra do Interior

Helena Mateus Kida é Vice-Ministra do Interior desde 13 de No-


vembro de 2017.
Helena Kida nasceu a 12 de Outubro de 1971, na aldeia do Lago,
distrito do mesmo nome, província de Niassa. É filha de Mateus Óscar
Kida, militar na reserva, e de Lúcia Manjiche, já falecida.
Frequentou e completou o ensino primário e secundário do 1º
grau entre 1978 e 1988. Fez o ensino pré-universitário entre 1990 e
1992. Em 1997, Helena Kida ingressou na Universidade Eduardo
Mondlane, UEM), onde concluiu a licenciatura em Direito, em 2001.
Mais tarde, frequentou a Universidade Federal da Bahia, no Brasil,
onde fez o mestrado, em 2004. De Março a Novembro de 2005, fez o
curso inicial de ingresso à Magistratura no Centro de Formação Jurí-
dica e Judiciária.
Magistrada Judicial de profissão, Helena Mateus Kida foi juíza no
Tribunal Judicial Provincial de Gaza, afecta ao distrito de Chibuto, en-
tre 2006 e 2008; juíza no Tribunal Judicial Provincial de Maputo, afecta
ao distrito de Boane, entre 2009 e 2010; juíza da Terceira Secção no
Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, distrito Kampfumo, entre 2010
e 2011, juíza da Secção de Instrução Criminal no Tribunal Judicial da
Província de Maputo, entre 2011 e 2015; Juíza da Quarta Secção La-

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 147


boral, no Tribunal Judicial da Província de Maputo, entre 2015 e 2017;
e juíza no Tribunal de Polícia, entre Outubro e a sua nomeação ao
cargo de Vice-Ministra, em Novembro de 2017.
Helena Kida foi membro da Associação Moçambicana de Juízes,
entre 2015 e 2017.
Tem como passatempos preferidos a leitura, as viagens, os exer-
cícios físicos, passar tempo com a família em encontros familiares e
com amigos.
Helena Mateus Kida é divorciada e mãe de um varão e uma rapa-
riga. Fala Português e Inglês.

Contacto:
Ministério do Interior
Avenida Olof Palm, n.º 46, 7º andar
Telefone: 21312725
Fax: 21306520
Email: lena.kida71@hotmail.com

148 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


celmira frederico pena da silva
Vice-Ministra da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural

Celmira Frederico Pena da Silva é Vice-Ministra da Terra, Ambien-


te e Desenvolvimento Rural desde 13 de Novembro de 2017, depois
de ter sido Governadora da Província Cabo Delgado, desde 20 de
Janeiro de 2015.
Celmira Frederico Pena da Silva nasceu a 4 de Agosto de 1971,
na Cidade da Beira, província de Sofala, região central de Moçam-
bique. É filha de Francisco Pena da Silva, funcionário reformado do
Banco de Moçambique - Delegação da Beira, já falecido, e de Maria
Adelina Frederico da Silva, funcionaria reformada das Linhas Aéreas
de Moçambique - Escala da Beira.
Fez a sua formação académica até completar o nível médio no
Bairro da Manga, na Cidade da Beira. Concluiu a 3ª classe, na Escola
Primária 1º de Maio, em 1981, a 4ª Classe, na Escola Primária Magui-
guana, em 1982. De seguida, ingressou no ensino secundário, tendo
terminado a 6ª Classe, na Escola secundária da Manga, em 1984, e
a 11ª Classe, do Antigo Sistema de Educação, na Escola Secundária
Samora Moisés Machel, em 1992. De seguida, partiu para a Cidade
de Maputo, onde fez a Licenciatura em Linguística, pela Universida-
de Eduardo Mondlane, em 1997. Mais tarde, fez Mestrado em Socio-
logia, pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), em
2011. Entretanto, em 2008, passou da categoria de Técnica Superior
de N1 (Sistema de Carreiras e Remuneração do Estado), para Espe-
QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 149
cialista em Gestão de Programas da Juventude, através do Concurso
Documental para Mudança de Carreiras no Ministério da Juventude e
Desportos, em Maputo.
Celmira da Silva iniciou a sua carreira profissional no Ministério
Juventude e Desportos (MJD) em Maputo, de 1996 a 2015. No MJD,
Celmira da Silva desempenhou a função de Chefe do Departamento
de Informação, Estudos e Projectos, na Direcção Nacional dos Assun-
tos da Juventude, de 1996 a 2001. Depois, de 2001 a 2009, desem-
penhou a função de Directora de Estudos Projectos e Planificação
(DEPP). Concomitantemente, assumiu, por substituição a função de
Directora Nacional dos Assuntos da Juventude, de 2004 a 2005. Ao
mesmo tempo, pela natureza da função e necessidade de gestão de
Programas Multissectoriais, foi Directora Nacional do Programa Ge-
ração Biz - Componente Jovens fora da escola, de 2001 a 2009; foi
Secretaria Executiva do Mecanismo de Coordenação do País em HIV,
Tuberculose e Malária - Ligado ao Fundo Global de Combate ao HIV,
Tuberculose e Malária, de 2010 a 2014.
Celmira Frederico Pena da Silva foi Membro do Mecanismo de
Coordenação Regional em Tuberculose no Sector Mineiro – Iniciativa
Transfronteiriça de Prevenção e tratamento da Tuberculose no sector
Mineiro, sedeado em Pretória, de 2014 a Janeiro de 2015; Membro
do Taskforce de apoio ao Primeiro Ministro - Membro do Painel de
Alto Nível das Nações Unidas em Sustentabilidade Global (GSP), de
2010 a 2011; Membro do Grupo Técnico de Reforma das Nações Uni-
das “Delivering As One”” de 2009-2010: Membro do Taskforce criado
pelo Presidente da República para o Alargamento da Cooperação e
galvanizar o Investimento no país, de 2006 a 2007; Membro do gru-
po de trabalho de Moçambique para a concepção do novo pacote
de Cooperação Dinamarca-África, de 2008 a 2009; assumiu a Pre-
sidência rotativa do Comité de Coordenação Multissectorial Central
do Programa Geração Biz (que envolve os Ministérios da Educação,
Saúde e Juventude e Desportos) nos anos de 2001/2003/2005/2007;
foi Membro do Conselho Superior de Estatística, de 2006 a 2010;
Membro fundador do Fórum da Juventude da CPLP, de 1996 a 1998;
Membro do Mecanismo de Coordenação do País para a gestão da
resposta de Moçambique junto do Fundo Global de Combate á Malá-
ria Tuberculose e HIV/SIDA, de 2005 a 2009; Presidente da Comissão
de implementação do Projecto conjunto das Nações Unidas (FNUAP,
UNICEF e PNUD) para Zambézia, coordenado pela UNAIDS, de 2003

150 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


a 2005; Ponto Focal do MJD no Conselho Nacional de Combate ao
HIV/SIDA (CNCS), de 2001 a 2009; Membro do Grupo de acompa-
nhamento do Processo de Descentralização e desconcentração de
Poder liderado pelo Ministério da Administração Estatal, em 2009;
Membro de Elaboração de Relatório do UNGASS bienal, coordenado
pela UNAIDS, em 2003,2005, 2008, 2010; Coordenadora da Unidade
de Gestão de Mudanças no âmbito da Reforma do Sector Público, de
2005 a 2010; Membro do Grupo Operativo para o Avanço da Mulher,
com a função de acelerar a Implementação da Plataforma de Beijing,
de 1997 a 2002; Membro da Subcomissão Multissectorial de Facilita-
ção Turística, de 2002 a 2005; Ponto Focal do Ministério da Juventude
e Desportos para as questões de género junto do então Ministério
da Coordenação da Acção Social (MICAS), de 1998 a 2000; Coorde-
nadora Nacional Campanha contra o HIV/SIDA com epicentro no dia
1 de Dezembro, em 2003; Formadora de mulheres para promover a
sua participação como vereadoras nos municípios da Beira, Dondo e
Marromeu, nas primeiras eleições Municipais de 1999.
Como Governadora de Cabo Delgado, Celmira Frederico Pena
da Silva foi oradora na Cimeira sobre Gás, decorrida em Maputo,
tendo apresentando os temas “Outstanding Women for Empowering
Mozambican Women in Oil and Gas Industry”(Mulheres Excepcionais
para Empoderar Mulheres Moçambicanas na Indústria de Petróleo e
Gás) e “Comercial Strategies and Business Model in a post FID Sce-
nario in Mozambique”(Estratégias Comerciais e Modelos de Negócios
no cenário pós- Decisão Final de Investimento em Moçambique), em
2017.
Celmira Silva também foi oradora na Conferencia Africana Sobre
Saúde Sexual e Reprodutiva de Adolescentes, decorrida em 2007 no
Malawi, na qual apresentou o tema “Redução da vulnerabilidade ao
HIV/SIDA: Experiência do Programa Geração Biz. Celmira da Silva
discursou na Global Health Council 31st annual meeting, decorrido
em Washington, em 2005, sob o tema “Adolescent and Youth on the
Edge”, tendo apresentado o tema “Geração Biz: Uma Experiência de
Prevenção entre adolescentes e jovens em Moçambique”. Em 2004,
no 5º Congresso Brasileiro de DST e AIDS, decorrido em Recife, Bra-
sil, apresentou os temas a saber: “Geração Biz: Um Programa de Re-
ferência de Saúde Sexual e Reprodutiva” e o Vídeo educativo “Risco
Zero: Uma História de Amor e Prevenção”, orientado para Jovens não
alfabetizados e deficientes auditivos. Ainda em 2004, participou no 5º

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 151


Congresso Português de SIDA, decorrido Figueira da Foz, Portugal,
onde apresentou o tema “Experiência de Moçambique em Progra-
mas de Prevenção ao HIV/SIDA junto de Adolescentes”. Em 2003,
em Amsterdão, Holanda, na Reunião Internacional de Especialistas
de Desporto, dissertou sobre o tema “Prevenção do HIV/SIDA através
do Desporto”.
Celmira da Silva é membro da Associação Jovens para o De-
senvolvimento, em Maputo, em 1994; do Instituto Género Desenvolvi-
mento e Liderança, em 1998. Foi Membro do Núcleo de Promoção da
Mulher na Função Pública de 1997 a 2002
Celmira Frederico Pena da Silva é Membro do Partido Frelimo.
Professa a religião cristã, na Igreja Católica Apostólica Romana.
É divorciada e mãe de 2 filhos varões.
Fala Português, Cisena, Cindau e Inglês.
Tem como passatempos predilectos a literatura e arte, ter tempo
de qualidade com a família e amigos, atividades ao ar livre, a Igreja e
a descoberta de novas realidades.

Contacto
Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural
Rua Kassuende, n.º 167 - Maputo
Telefone: +258823062390 ; +25821498114
Email: mitader@mitader.gov.mz
URL: www.mitader.gov.mz

152 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


JOÃO LEOPOLDO DA COSTA
Vice-Ministro da Saúde

João Leopoldo da Costa é Vice-ministro da Saúde desde 13 de


Novembro de 2017.
Nasceu a 8 de Janeiro de 1956, na cidade de Maputo, no bairro
do Chamanculo, Cidade de Maputo. É o mais velho de oito irmãos,
filhos de Pedro João Pateguana, funcionário de educação, e de Elvira
de Lourdes Filipe, doméstica.
Fez os seus estudos até à licenciatura na cidade de Maputo. Fez
o ensino primário na Escola Paiva Manso, actual Escola Primária do
Alto Maé, até 1966. De seguida, frequentou o ensino secundário no
Liceu António Enes, actual Escola Secundária Francisco Manyanga,
tendo concluído o 3o Ciclo (actual 12ª classe) em 1974. João Leopol-
do da Costa prosseguiu os estudos na Faculdade de Medicina da
Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde obteve a licenciatura
em 1981.
Mais tarde, João Leopoldo da Costa obteve o grau de Mestre
em Saúde Pública pela London Schoo of Hygiene Tropical Medicine,
do Reino Unido, em 1994, e fez, de 1998 a 2002, o Doutoramento
em Medicina e Cirurgia, em Espanha, na Universidade Autónoma de
Barcelona. Em Maputo, tornou-se Especialista em Saúde Pública, em
2004, e Especialista em Otorrinolaringologia, em 2006.

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 153


Durante o seu percurso profissional, João Leopoldo da Costa
de-sempenhou diversas actividades e cargos: foi docente no ensino
secundá-rio, entre 1974 e 1978; de 1985 a 1998, foi docente no então
Centro de Formação em Ciências da Saúde, na Cidade de Lichinga;
e, de 1988 até 2017, leccionou no Ensino Superior (UEM e ISCTEM).
Exerceu a sua actividade clínica e foi Médico Chefe no distrito de Go-
vuro/Nova Mambone, de 1982 a 1983; sediado em Marrupa, foi, , de
1983 a 1985, Médico Chefe na região oriental da província de Niassa
para os distritos de Marrupa, Mecula, Maúa, Nipepe e Metarica; foi
Director Provincial de Saúde Niassa, de 1985 a 1988; Director de Saú-
de da Cidade de Maputo, de 1988 a 1992; Director adjunto da Facul-
dade de Medicina, na UEM, de 1998 a 2003. Para além dos distritos
acima referidos, exerceu a sua actividade clínica no Hospital Geral
José Macamo, no Centro de Saúde da Polana e no Hospital Central
de Maputo.
Leopoldo da Costa assumiu o cargo de Presidente da Comissão
Nacional de Eleições (CNE), de 2007 a 2013; e, em 2009, o de Presi-
dente do Forum das Comissões Eleitorais da SADC.
João Leopoldo da Costa liderou como Reitor o Instituto Supe-
rior de Ciências e Tecnologias de Moçambique (ISCTEM), de 2004 a
2017, e, até à data da sua nomeação para o cargo de Vice-Ministro
da Saúde, exercia a docência no curso de Medicina Medicina Geral
e nos de Mestrado em Saúde Pública e no de Pedagogia no Ensino
Superior.
Entre 2002 e 2004, desempenhou as funções de Assessor Téc-
nico da Representante do Fundo das Nações Unidas para a Popula-
ção (FNUAP) como coordenador do SWAP for Health (Sector Wide
Approach for the Health).
João Leopoldo da Costa foi várias vezes galardoado, sendo de
destacar: em 1978, ainda estudante, o 2º e o 3º prémios das Jornadas
Científicas Estudantis (JECE), da Faculdade de Medicina; o primeiro
lugar nas IV Jornadas de saúde do Ministério da Saúde, em 2004; o
Diploma de Mérito Académico concedido pela UEM, em 2012; e, no
mesmo ano, o prémio International Socrates Award, na Irlanda; o Pré-
mio Europeu por Boas Práticas de Gestão conferido pela European
Society for Quality Research (ESQR), na Itália, em 2013, ano em que
ganhou o Golden Award For Quality, no Reino Unido; e, em 2015, o
prémio World Leader Business Person, em Paris, França.

154 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)


Desde 2014, é membro do Clube Europeu de Reitores, distinção
recebida em Viena, Áustria. É membro fundador de várias associa-
ções profissionais, tais como o Conselho de Reitores de Moçambi-
que, o GRAAL - Grupo de Investigação África e América Latina; a Fun-
dação Marcelino dos Santos.
É Membro da Academia de Ciências de Moçambique e do Meca-
nismo Africano de Revisão de Pares (MARP), onde foi o Coordenador
do Pilar para Área Económica.
João Leopoldo da Costa é casado com Flora Agostinho Mabota
da Costa, também médica, e pai de duas filhas.
É militante da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO),
desde 1974.
Tem como passatempo a leitura.
Professa a religião cristã na Igreja Católica.

Contacto
Ministério da Saúde
Telefone: 21 31 44 88
Fax: 21 42 71 33
E-mail: leopoldodacosta602@gmail.com;
leopoldodacosta2012@yahoo.com.br

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 155


156 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)
MARIA MANUELA DOS SANTOS LUCAS
Vice-Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação

Maria Manuela dos Santos Lucas é Vice-Ministra dos Negócios


Estrangeiros e Cooperação desde 22 de Dezembro de 2017.
Maria Manuela dos Santos Lucas nasceu a 9 de Novembro de
1961, na cidade de Matola, província de Maputo. É filha de Estevão
Bata Lucas, pedreiro de profissão, e de Júlia Samuel, doméstica.
Iniciou os seus estudos na Escola Primária do Bagamoyo, na Ma-
tola, tendo concluído o nível em 1973. Frequentou o ensino Secun-
dário na Escola Secundária da Matola, tendo o concluído em 1976.
Frequentou o ensino Técnico na Escola Comercial, em Maputo, ten-
do concluído em 1980. Fez a licenciatura em Relações Internacionais
pelo Instituto de Relações Internacionais, no ano de 1985 em Maputo.
Maria Manuela dos Santos Lucas obteve Mes¬trado em Relações
Internacionais pela Universidade de Birmingham, Grã Bretanha em
1993. Obteve um Diploma em Administração Pública na África do Sul,
em 1996.
Diplomata de profissão, Maria Manuela dos Santos Lucas ingres-
sou no Ministério dos Negócios Estrangeiros em 1981 e, em 1986, é
afecta na Embaixada de Moçambique em Adis Abeba, Etiópia. En-
tre 1995 e 1996, foi Cônsul de Moçambique em Cape Town, África
do Sul. Desempenhou, de 1997 a 1999, a função de Conselheira na
Embaixada de Moçambique em Brasília, Brasil. De 1999 a 2003, de-

QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019) 157


sempenhou a função de Directora da Direcção para as Organizações
Internacionais e Conferências (DOIC). Foi Embaixadora de Moçambi-
que no Reino da Bélgica, dos Países Baixos e Grão-Ducado do Lu-
xemburgo entre 2003 e 2011. Desempenhou as funções de Directora
do Gabinete do Ordenador Nacional (GON), de 2011 a 2015. Poste-
riormente, foi Embaixadora de Moçambique, na Itália, de 2016 a 2017,
até à altura em que foi indicada para o cargo de Vice-Ministra dos
Negócios Estrangeiros e Cooperação.
Maria Lucas recebeu um Diploma de Honra, atribuído pelo Pre-
sidente da República de Moçambique pela participação na organi-
zação e preparação da II Cimeira da União Africana, realizada em
Maputo, de 4 a 12 de Julho de 2003.
Maria Lucas é Membro da Associação dos Diplomatas de Mo-
çambique (ADIMO), desde 2000.
É membro do Partido Frelimo.
Professa a religião cristão na Igreja Católica.
É divorciada e mãe de um filho.
Fala Português, Guitonga, Xirhonga, Inglês e Francês.
Tem como passatempo a leitura.

Contacto
Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação
Av. 10 de Novembro, n.º 620, Maputo
Telefone: 864478945
E-mail: maria.manuelalucas09@gmail.com

158 QUEM É QUEM: GOVERNO E VICE-MINISTROS (2015 - 2019)