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O STJ, em respeito à estabilidade da demanda, tem entendido que, depois da

contestação, não pode ocorrer emenda à inicial. Sobre a citação, antes de mais nada, é
interessante observar que, na verdade, o réu será citado para integrar o processo e, ao
mesmo tempo, intimado para responder ao recurso em caso de apelação pelo autor e
não retratação do juiz. A citação e a intimação, nestes casos, são feitas
concomitantemente. Provida a apelação, anula-se a sentença. Os efeitos da citação são
de ordem material e processual. Processual, a LITISPENDÊNCIA, e dois materiais:
constituir em mora e TORNAR LITIGIOSA A COISA.
A citação não gera mais interrupção da prescrição segundo o art. 240, segundo Amorim.
LITISPENDÊNCIA pode significar pendência da causa ou pressuposto processual
negativo. Ora, um dos efeitos primeiros da citação é a ESTABILIZAÇÃO DA
DEMANDA, já que a ação passa a ter suas condições preenchidas completamente, já que
as partes ficam definidas. Não é uma estabilização, entretanto, definitiva, já que,
conforme o art. 329, II, o autor poderá alterar ou aditar o pedido e a causa de pedir
até o SANEAMENTO DO PROCESSO, desde de que o réu concorde.
Ora, é a estabilização porque, citado o réu, as “partes” ficam definidas, bem como
o pedido e a causa de pedir (prima facie). Já depois do saneamento, não é possível
alterar objetivamente a demanda. A citação torna litigiosa a coisa para o demandado, pois
a doutrina considera que a coisa já é litigiosa para o demandante a partir da propositura
da ação. Dizer que a coisa é litigiosa significa dizer que ela será entregue ao futuro
vencedor.
Em verdade, a interrupção da prescrição não se opera com a citação, mas com o
DESPACHO QUE ORDENA a citação. A contrafé é a cópia da petição inicial. A
citação por hora certa possui um requisito objetivo, a frustração de duas tentativas de
citação, e um subjetivo, que é a desconfiança do oficial de que o réu esteja ocultando-
se maliciosamente.