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Animismo.

Animismo (espiritismo)
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Espiritismo
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Na literatura espírita, o termo "animismo" é usado para designar um tipo de fenômeno
produzido pelo próprio espírito encarnado, sem que este seja um instrumento mediúnico da
ação espiritual e sim o artífice dos fenômenos em questão. De forma mais específica, outros
autores, a citar Therezinha Oliveira, costumam utilizar-se desta nomeação para designar o
fenômeno em que o médium revive suas próprias recordações do pretérito, expressando-as
muitas vezes nas próprias reuniões mediúnicas. Por ser ele o autor das palavras ditas, este
fenômeno anímico muitas vezes é mal visto devido à possibilidade de mistificação e pela
ausência do espírito comunicante, não sendo, desta forma, um fenômeno mediúnico.[1]
Para melhor entendimento desse fenômeno, podem-se usar as denominações utilizadas pelo
pesquisador espírita Hermínio C. Miranda, quais sejam, a de chamarmos o espírito, que,
segundo o espiritismo, em sua existência infinita, tem um número incontável de experiências
na matéria, de individualidade, enquanto cada uma das existências do mesmo é uma
personalidade.
Dessa forma, admitida a pluralidade das existências, conclui-se que a individualidade deve
possuir um conhecimento imensamente superior ao de cada uma de suas personalidades, pois
soma ao conhecimento da atual personalidade tudo o que aproveitou das que representou nas
existências pregressas. Todavia, estas palavras não devem ser interpretadas como sendo uma
personalidade isolada, diversa em cada existência física. O espírito é artífice de si mesmo, e
progride continuamente, a partir das experiências encarnatórias, apresentando uma ascensão
moral e intelectual contínua que soma-se a cada encarnação.
Desse modo, na manifestação anímica, o médium pode expressar muitos conhecimentos que
ele, enquanto encarnado, não possui. Daí decorre, muitas vezes, que não há como se saber se
uma manifestação é anímica ou realmente mediúnica, ocorrendo esta última tão somente
quando o espírito que se comunica não é o que está encarnado, ou seja, não é o médium, e sim
uma individualidade desencarnada, um espírito. Os fenômenos espíritas (produzidos por um
espírito) podem ser divididos em dois grupos: os fenômenos anímicos (quando é produzido
pelo encarnado, com suas próprias faculdades espirituais, sem o uso dos sentidos físicos,
graças à expansão de seu perispírito; os fenômenos mediúnicos, produzidos por um espírito
por intermédio do médium. Ainda segundo Therezinha de Oliveira, quanto maior o grau de
expansão do perispírito, mais expressivo poderá ser o fenômeno anímico, pois o encarnado
poderá desfrutar mais de maior liberdade em relação ao corpo, passando a atuar mais como
um espírito liberto.
Entretanto, mostra-se difícil separar o fenômeno anímico do mediúnico, pois:
São as próprias capacidades anímicas dos médiuns que os fazem instrumentos para a atuação
dos espíritos;
Nem sempre podemos definir, com precisão, se o fenômeno está ou não sendo provocado ou
coadjuvado por espíritos. Na grande maioria das vezes, o que ocorre é um estado
intermediário com maior ou menor participação do espírito encarnado no médium em relação
ao espírito desencarnado que por ele se expressa.
Ver também[editar | editar código-fonte]
Animismo e Espiritismo
Referências
Ir para cima ↑ Marta Antunes Moura (15 de julho de 2013). «Mediunismo e Animismo».
Consultado em 21 de dezembro de 2014
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
Animismo e Espiritismo
Categoria: Vocabulário espírita