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N.

o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2083

rural e para a classificação do empreendimento, Artigo 78.o


devendo, nesse caso, aquela Direcção-Geral comunicar Entrada em vigor
o acordo à câmara municipal respectiva e à direcção
regional do Ministério da Economia territorialmente O presente diploma entra em vigor no dia imediato
competente. ao da sua publicação.
3 — No caso das casas e empreendimentos de turismo
no espaço rural previstos nas alíneas a) a e) do n.o 3 Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 13
do artigo 2.o do presente diploma que estiverem em de Dezembro de 2001. — António Manuel de Oliveira
Guterres — Guilherme d’Oliveira Martins — Henrique
construção à data da sua entrada em vigor, o início
Nuno Pires Severiano Teixeira — Luís Garcia Braga da
do seu funcionamento depende de alvará de licença ou
Cruz — Luís Manuel Capoulas Santos — António Fer-
de autorização de utilização, a emitir nos termos nele
nando Correia de Campos — José Sócrates Carvalho Pinto
previstos, sendo a respectiva classificação quanto à
de Sousa — Augusto Ernesto Santos Silva.
modalidade de alojamento regulada pelo regime cons-
tante no Decreto-Lei n.o 169/97, de 4 de Julho, e no Promulgado em 14 de Fevereiro de 2002.
respectivo regulamento.
4 — Os processos pendentes nas câmaras municipais Publique-se.
à data da entrada em vigor do presente diploma res- O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
peitantes à instalação de hotéis rurais continuam a
reger-se pelo disposto no Decreto-Lei n.o 167/97, de Referendado em 22 de Fevereiro de 2002.
4 de Julho, com as alterações introduzidas pelo Decre- O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira
to-Lei n.o 305/99, de 6 de Agosto, sendo os respectivos Guterres.
requisitos das instalações, do equipamento e do serviço
regulados nos termos previstos no Decreto Regulamen- Decreto-Lei n.o 55/2002
tar n.o 37/97, de 25 de Setembro. de 11 de Março

O regime jurídico da instalação e do funcionamento


Artigo 74.o dos empreendimentos turísticos regulado pelo Decre-
Satisfação dos requisitos to-Lei n.o 167/97, de 4 de Julho, e alterado pelo Decre-
to-Lei n.o 305/99, de 6 de Agosto, necessita de ser alte-
As casas e empreendimentos de turismo no espaço rado por forma a compatibilizá-lo com o novo regime
rural licenciados e classificados nos termos do disposto jurídico da urbanização e edificação, aprovado pelo
no artigo anterior devem satisfazer os requisitos exigidos Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro.
para a respectiva classificação quanto à modalidade de O Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro, revoga,
alojamento, de acordo com o disposto no presente entre outros, o Decreto-Lei n.o 445/91, de 20 de Novem-
diploma e no decreto regulamentar a que se refere o bro, que estabelecia o regime jurídico do licenciamento
n.o 4 do artigo 2.o, no prazo de dois anos a contar da municipal de obras particulares.
data de entrada em vigor do decreto regulamentar pre- Tendo em consideração que o artigo 10.o do Decre-
visto no n.o 4 do artigo 2.o to-Lei n.o 167/97, de 4 de Julho, estabelece que os pro-
cessos respeitantes à instalação de empreendimentos turís-
ticos são regulados pelo regime jurídico do licenciamento
Artigo 75.o municipal de obras particulares, com as especificidades
Remissão estabelecidas naquele diploma, competindo às câmaras
municipais o respectivo licenciamento, a revogação
As referências feitas em quaisquer diplomas, actos daquele regime e a sua alteração implicam, necessaria-
contratos e quaisquer outros instrumentos legais a nor- mente, que o regime jurídico da instalação e do fun-
mas revogadas pelo presente diploma consideram-se fei- cionamento dos empreendimentos turísticos se adapte ao
tas a este último ou ao decreto regulamentar previsto novo regime jurídico da urbanização e da edificação.
no n.o 4 do artigo 2.o O Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro, com
as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei
Artigo 76.o n.o 177/2001, de 4 de Junho, revoga igualmente o Decre-
Regiões Autónomas to-Lei n.o 448/91, de 29 de Novembro, diploma que esta-
belecia o regime jurídico dos loteamentos urbanos e
O regime previsto no presente diploma é aplicável obras de urbanização e que, embora em menor grau,
às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, sem também se aplicava aos empreendimentos turísticos.
prejuízo das adaptações decorrentes da estrutura pró- Para além da adaptação ao novo regime jurídico da
pria da administração regional autónoma, a introduzir urbanização e da edificação, pretende-se com o presente
por diploma regional adequado. diploma estender o regime de instalação e funciona-
mento actualmente aplicável aos parques de campismo
públicos também aos parques de campismo privativos,
Artigo 77.o por forma a simplificar e homogeneizar os respectivos
Norma revogatória processos de licenciamento.
Por último, pretende-se com o presente diploma cla-
São revogados: rificar o regime legal aplicável aos conjuntos turísticos.
Foram ouvidos os órgãos de governo próprios das
a) O Decreto-Lei n.o 169/97, de 4 de Julho; Regiões Autónomas, a Associação Nacional de Muni-
b) O Decreto Regulamentar n.o 37/97, de 25 de cípios Portugueses e as associações patronais do sector
Setembro. com interesse e representatividade na matéria.
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Assim: alojamento turístico, estabelecimentos de restauração


Nos termos da alínea a) do n.o 1 do artigo 198.o da ou de bebidas e pelo menos um estabelecimento, ini-
Constituição, o Governo decreta, para valer como lei ciativa, projecto ou actividade declarados com interesse
geral da República, o seguinte: para o turismo nos termos previstos no artigo 57.o
2 — O pedido de informação prévia referente à pos-
sibilidade de instalação de um conjunto turístico abrange
CAPÍTULO I a totalidade dos estabelecimentos e empreendimentos
Alterações que o integram.
3 — Sem prejuízo do disposto no número anterior,
Artigo 1.o a realização de operações urbanísticas referentes a cada
estabelecimento ou empreendimento integrado num
Alterações
conjunto turístico é objecto de licenciamento ou de auto-
Os artigos 1. , 4. , 6.o a 10.o, 12.o, 14.o 15.o, 19.o a
o o rização própria.
34.o, 36.o, 38.o, 42.o a 56.o, 58.o, 59.o, 61.o, 62.o, 64.o, Artigo 7.o
67.o, 71.o, 72.o, 74.o e 76.o do Decreto-Lei n.o 167/97,
Competência da Direcção-Geral do Turismo
de 4 de Julho, com as alterações introduzidas pelo
Decreto-Lei n.o 305/99, de 6 de Agosto, passam a ter 1 — Para efeitos do presente diploma, compete à
a seguinte redacção: Direcção-Geral do Turismo, sem prejuízo de outras
«Artigo 1.o competências atribuídas por lei:
Empreendimentos turísticos a) Dar parecer, no âmbito dos pedidos de infor-
mação prévia, sobre a possibilidade de licen-
1—.......................................... ciamento ou de autorização para a realização
2 — Os empreendimentos turísticos podem ser inte-
de obras de edificação relativas aos empreen-
grados num dos seguintes tipos:
dimentos turísticos;
a) . ........................................ b) Dar parecer, no âmbito do pedido do licencia-
b) . ........................................ mento ou de autorização para a realização de
c) Parques de campismo públicos e privativos; obras de edificação, sobre os projectos de arqui-
d) . ........................................ tectura dos empreendimentos turísticos e sobre
a localização dos mesmos, nos termos previstos
3—.......................................... no presente diploma;
c) Autorizar as obras previstas nas alíneas a) e
Artigo 4.o b) do n.o 1 do artigo 6.o do Decreto-Lei
n.o 555/99, de 16 de Dezembro, quando as mes-
Parques de campismo públicos e privativos mas forem realizadas no interior de empreen-
1—.......................................... dimentos turísticos, nos termos previstos no pre-
2 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte, sente diploma;
são parques de campismo privativos os empreendimen- d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
tos instalados em terrenos devidamente delimitados e e) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
dotados de estruturas destinadas a permitir a instalação f) Atribuir e retirar a qualificação de conjunto
de tendas, reboques, caravanas e demais material e equi- turístico;
pamento necessários à prática do campismo, cuja fre- g) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
quência seja restrita aos associados ou beneficiários das
respectivas entidades proprietárias ou exploradoras. 2 — Compete também à Direcção-Geral do Turismo,
3 — Os parques de campismo privativos pertencentes no âmbito das suas atribuições, dar parecer sobre:
ou explorados pela Federação Portuguesa de Campismo a) Os planos regionais de ordenamento do terri-
ou pelos clubes e colectividades nela inscritos são qua- tório, os planos especiais de ordenamento do
lificados como parques de campismo associativos, apli- território e os planos municipais de ordena-
cando-se-lhes o regime previsto no presente diploma mento do território;
e no regulamento previsto no n.o 3 do artigo 1.o para b) Todas as operações de loteamento desde que
todos os parques de campismo privativos, com as espe- se destinem à instalação de empreendimentos
cificidades neles previstas. turísticos, excepto quando tais operações se
4 — Os parques de campismo previstos no número localizarem em zona abrangida por plano de
anterior também podem ser frequentados por titulares pormenor.
de carta de campista nacional e do carnet camping inter-
nacional emitidos pelas entidades competentes para o 3—..........................................
efeito. 4—..........................................
5 — Nos parques de campismo podem existir áreas
afectas a instalações de alojamento, nos termos a definir
no regulamento a que se refere o n.o 3 do artigo 1.o Artigo 8.o
Competência dos órgãos municipais
Artigo 6.o 1 — Para efeitos do presente diploma, compete à
Conjuntos turísticos câmara municipal, sem prejuízo de outras competências
atribuídas por lei:
1 — São conjuntos turísticos os núcleos de instalações
funcionalmente interdependentes, localizados numa a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
área demarcada, submetidos a uma mesma administra- b) Licenciar ou autorizar a realização de operações
ção, que integrem exclusivamente um ou vários esta- urbanísticas dos empreendimentos turísticos
belecimentos hoteleiros ou meios complementares de previstos no n.o 2 do artigo 1.o;
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c) Promover a vistoria dos empreendimentos turís- 5 — Os estudos e projectos de empreendimentos


ticos previstos no n.o 2 do artigo 1.o, já equipados turísticos devem ser subscritos por arquitecto ou por
em condições de iniciar a sua actividade, para arquitecto em colaboração com engenheiro civil, devi-
efeitos da emissão da licença ou de autorização damente identificados.
de utilização turística;
d) Apreender o alvará de licença ou de autorização Artigo 12.o
de utilização turística e determinar o conse- Consulta à Direcção-Geral do Turismo
quente encerramento dos empreendimentos
turísticos, quando as respectivas licenças ou 1 — Sempre que a Direcção-Geral do Turismo deva
autorizações tiverem caducado nos termos do emitir parecer sobre o licenciamento ou a autorização
disposto no presente diploma; para a realização de obras de edificação referentes a
e) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . empreendimentos turísticos, a câmara municipal deve
f) Atribuir e retirar a qualificação aos parques de consultar aquela entidade no âmbito da apreciação do
campismo privativos. pedido de informação prévia, remetendo-lhe para o
efeito a documentação necessária no prazo de 10 dias
2 — Para efeitos do presente diploma, compete ao após a recepção do requerimento referido no artigo
presidente da câmara municipal: anterior.
2 — O parecer da Direcção-Geral do Turismo des-
a) Emitir o alvará de licença ou de autorização tina-se a verificar os seguintes aspectos:
de utilização turística dos empreendimentos a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
turísticos previstos nas alíneas a) a c) do n.o 2 b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
do artigo 1.o; c) A apreciação da localização do empreendi-
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . mento turístico, quando este não se situar em
c) Atribuir e retirar a qualificação aos parques de área que nos termos de plano de urbanização,
campismo privativos. plano de pormenor ou licença ou autorização
de loteamento em vigor esteja expressamente
Artigo 9.o afecta ao uso proposto.
Instalação
3—..........................................
Para efeitos do presente diploma, considera-se ins- 4—..........................................
talação de empreendimentos turísticos o processo de 5—..........................................
licenciamento ou de autorização para a realização de
operações urbanísticas relativas à construção e ou uti- Artigo 14.o
lização de edifícios ou suas fracções destinados ao fun-
cionamento daqueles empreendimentos. Consulta à direcção regional do ambiente
e do ordenamento do território

Artigo 10.o 1 — Sem prejuízo do disposto no artigo 39.o do Decre-


to-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro, a câmara muni-
Regime aplicável cipal deve solicitar o parecer sobre a localização do
empreendimento turístico à direcção regional do
1 — Os processos respeitantes à instalação de ambiente e do ordenamento do território competente,
empreendimentos turísticos são regulados pelo regime no âmbito do pedido de informação prévia, remeten-
jurídico da urbanização e da edificação, com as espe- do-lhe para o efeito a documentação necessária no prazo
cificidades estabelecidas nos artigos seguintes, compe- de 10 dias após a recepção do requerimento previsto
tindo às câmaras municipais o seu licenciamento ou a no artigo 11.o
sua autorização. 2—..........................................
2 — Quando se prevejam obras de urbanização no 3—..........................................
presente diploma, aplica-se o regime previsto no número 4—..........................................
anterior.
3 — Os pedidos de informação prévia e de licencia-
mento ou de autorização de operações urbanísticas rela- SECÇÃO III
tivos à instalação dos empreendimentos turísticos devem
ser instruídos nos termos da legislação referida no n.o 1, Licenciamento ou autorização de operações urbanísticas
e ainda com os elementos constantes de portaria con-
junta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas Artigo 15.o
do ordenamento do território e do turismo, devendo Parecer da Direcção-Geral do Turismo
o interessado indicar no pedido o tipo de empreendi-
mento, bem como o nome e a classificação pretendidos. 1 — O deferimento pela câmara municipal do pedido
4 — Para os efeitos do disposto nos n.os 2 e 3 do do licenciamento ou de autorização para a realização
artigo 19.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezem- de obras de edificação referentes a empreendimentos
bro, os pareceres da Direcção-Geral do Turismo, da turísticos carece sempre de parecer da Direcção-Geral
direcção regional do ambiente e do ordenamento do do Turismo sobre o projecto de arquitectura e sobre
território, das autoridades de saúde e do Serviço Nacio- a localização dos mesmos nos casos previstos no n.o 3.
nal de Bombeiros, emitidos, respectivamente, ao abrigo 2 — À consulta prevista no número anterior aplica-se
do disposto nos artigos 12.o, 14.o, 15.o, 19.o, 20.o e 22.o, o disposto no artigo 19.o do Decreto-Lei n.o 555/99,
são obrigatoriamente comunicados por aquelas entida- de 16 de Dezembro, com excepção do prazo previsto
des à câmara municipal competente. no n.o 8 daquele artigo, que é alargado para 30 dias.
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3 — O parecer da Direcção-Geral do Turismo des- bro, quando as mesmas forem realizadas no interior
tina-se a verificar os seguintes aspectos: de empreendimentos turísticos, desde que:
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . a) Se destinem a alterar a classificação ou a capa-
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . cidade máxima do empreendimento; ou
c) A apreciação da localização do empreendi- b) Sejam susceptíveis de prejudicar os requisitos
mento turístico, quando este se não situar numa mínimos exigíveis para a classificação do
área que nos termos de plano de urbanização, empreendimento, nos termos do presente
plano de pormenor ou licença ou autorização diploma e do regulamento a que se refere o
de loteamento em vigor esteja expressamente n.o 3 do artigo 1.o
afecta ao uso proposto.
2—..........................................
4—.......................................... 3—..........................................
5—.......................................... 4 — A Direcção-Geral do Turismo deve dar conhe-
6 — A não emissão de parecer dentro do prazo fixado cimento à câmara municipal das obras que autorize nos
no n.o 2 entende-se como parecer favorável. termos dos números anteriores e, se for caso disso, da
alteração da classificação ou da capacidade máxima do
empreendimento, para efeito do seu averbamento ao
Artigo 19.o alvará de licença ou de autorização de utilização
Parecer da direcção regional do ambiente turística.
e do ordenamento do território 5 — Se o interessado pretender realizar as obras refe-
1 — Sem prejuízo do disposto no artigo 39.o do Decre- ridas no n.o 1 durante a construção do empreendimento,
to-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro, a câmara muni- deve requerer previamente à Direcção-Geral do
cipal deve solicitar o parecer sobre a localização do Turismo a respectiva autorização, aplicando-se nesse
empreendimento turístico à direcção regional do caso o disposto na parte final do n.o 2 e nos n.os 3
ambiente e do ordenamento do território competente, e 4.
se esta não se tiver pronunciado no âmbito do pedido Artigo 22.o
de informação prévia, remetendo-lhe para o efeito a Parecer do Serviço Nacional de Bombeiros
documentação necessária no prazo de 10 dias após a
recepção do requerimento previsto no artigo 11.o 1 — O deferimento pela câmara municipal do pedido
2—.......................................... do licenciamento ou de autorização para a realização
3 — À consulta prevista no n.o 1 aplica-se o disposto de obras de edificação em empreendimentos turísticos
no artigo 19.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de carece de parecer do Serviço Nacional de Bombeiros.
Dezembro, com excepção do prazo previsto no n.o 8 2 — À consulta e à emissão de parecer do Serviço
daquele artigo, que é alargado para 30 dias. Nacional de Bombeiros, no âmbito de um processo de
4 — Quando desfavorável, o parecer da direcção licenciamento ou de autorização, aplica-se o disposto
regional do ambiente e do ordenamento do território no artigo 19.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de
competente é vinculativo. Dezembro, com excepção do prazo previsto no n.o 8
daquele artigo, que é alargado para 30 dias.
3 — O parecer do Serviço Nacional de Bombeiros
Artigo 20.o destina-se a verificar o cumprimento das regras de segu-
Parecer das autoridades de saúde rança contra riscos de incêndio constantes de regula-
mento aprovado por portaria conjunta dos membros do
1 — O deferimento pela câmara municipal do pedido Governo responsáveis pelas áreas da administração
de licenciamento ou de autorização para a realização interna e do turismo.
de obras de edificação em empreendimentos turísticos 4 — Nos casos previstos nos n.os 1 e 5 do artigo ante-
carece de parecer das autoridades de saúde a emitir rior, a Direcção-Geral do Turismo deve consultar o Ser-
pelo delegado concelhio de saúde ou adjunto do dele- viço Nacional de Bombeiros para efeito da emissão de
gado concelhio de saúde, remetendo-lhe para o efeito parecer sobre o cumprimento das regras de segurança
a documentação necessária no prazo de 10 dias após contra riscos de incêndio.
a recepção do requerimento previsto no artigo 11.o
2 — À emissão de parecer das autoridades de saúde
aplica-se o disposto no artigo 19.o do Decreto-Lei Artigo 23.o
n.o 555/99, de 16 de Dezembro, com excepção do prazo Autorização do Serviço Nacional de Bombeiros
previsto no n.o 8 daquele artigo, que é alargado para
1 — Carecem de autorização do Serviço Nacional de
30 dias.
Bombeiros as obras a realizar no interior dos empreen-
3 — O parecer das autoridades de saúde destina-se
dimentos turísticos, quando estejam isentas ou dispen-
a verificar o cumprimento das normas de higiene e saúde sadas de licença ou de autorização municipal, nos termos
públicas previstas no Decreto-Lei n.o 336/93, de 29 de previstos nas alíneas a) e b) do n.o 1 do artigo 6.o do
Setembro. Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro, nem sujeitas
4 — Quando desfavorável, o parecer das autoridades a autorização da Direcção-Geral do Turismo, nos termos
de saúde é vinculativo. do artigo 21.o
Artigo 21.o 2 — Para efeito do disposto no número anterior, o
Obras isentas ou dispensadas de licença ou de autorização municipal interessado deve dirigir ao Serviço Nacional de Bom-
beiros um requerimento instruído nos termos da portaria
1 — Carecem de autorização da Direcção-Geral do referida no n.o 3 do artigo 10.o, aplicando-se com as
Turismo as obras previstas nas alíneas a) e b) do n.o 1 necessárias adaptações o disposto no n.o 4 do artigo 21.o
do artigo 6.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezem- 3—..........................................
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Artigo 24.o d) Um representante do órgão regional ou local


Aprovação da classificação dos parques de campismo
de turismo;
e) Um representante da Confederação do Turismo
No caso dos parques de campismo, a câmara muni- Português, excepto quando se tratar dos
cipal, juntamente com a emissão do alvará de licença empreendimentos previstos no n.o 3 do
ou de autorização para a realização de obras de edi- artigo 4.o;
ficação urbanísticas, aprova o nome do empreendimento f) Um representante de outra associação patronal
e, a título provisório, fixa a capacidade máxima e aprova do sector, no caso de o requerente o indicar
a classificação que pode ser obtida de acordo com o no pedido de vistoria;
projecto apresentado, e ou a sua qualificação, consoante g) Um representante da Federação Portuguesa de
os casos. Campismo, quando se tratar dos empreendi-
mentos previstos no n.o 3 do artigo 4.o
SECÇÃO IV
Licenciamento ou autorização da utilização 3 — O requerente da licença ou da autorização de
utilização turística, os autores dos projectos e o técnico
Artigo 25.o responsável pela direcção técnica da obra participam
na vistoria sem direito a voto.
Licença ou autorização de utilização turística
4 — Compete ao presidente da câmara municipal con-
1 — Concluída a obra e equipado o empreendimento vocar as entidades referidas nas alíneas b) a g) do n.o 2
em condições de iniciar o seu funcionamento, o inte- e as pessoas referidas no número anterior com a ante-
ressado requer a concessão da licença ou da autorização cedência mínima de oito dias.
de utilização turística dos edifícios novos, reconstruídos, 5 — A ausência das entidades referidas nas alíneas b)
ampliados ou alterados, ou das fracções autónomas cujas a g) do n.o 2 e das pessoas referidas no n.o 3, desde
obras tenham sido licenciadas ou autorizadas nos termos que regularmente convocadas, não é impeditiva nem
do presente diploma. constitui justificação da não realização da vistoria nem
2 — A licença ou a autorização de utilização turística da concessão da licença ou da autorização de utilização
destina-se a comprovar, para além do disposto no turística.
artigo 62.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezem- 6 — A comissão referida no n.o 2, depois de proceder
bro, a observância das normas relativas às condições à vistoria, elabora o respectivo auto, devendo entregar
sanitárias e à segurança contra riscos de incêndio. uma cópia ao requerente.
3 — A licença ou a autorização de utilização turística 7 — Quando o auto de vistoria conclua em sentido
é sempre precedida da vistoria a que se refere o artigo desfavorável ou quando seja desfavorável o voto, fun-
seguinte, a qual substitui a vistoria prevista no artigo 64.o damentado, de um dos elementos referidos nas alí-
do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro. neas b) e c) do n.o 2, não pode ser concedida a licença
4 — O prazo para deliberação sobre a concessão da ou a autorização de utilização turística.
licença ou autorização de utilização é o constante da
alínea b) do n.o 1 do artigo 30.o do Decreto-Lei
n.o 555/99, de 16 de Dezembro, no caso de se tratar Artigo 27.o
de procedimento de autorização, e o previsto na alí-
Alvará de licença ou de autorização de utilização turística
nea d) do n.o 1 do artigo 23.o do mesmo diploma, no
caso de se tratar de procedimento de licenciamento, 1 — Concedida a licença ou a autorização de utili-
a contar em ambos os casos a partir da data da realização zação turística o titular requer ao presidente da câmara
da vistoria ou do termo do prazo para a sua realização. municipal a emissão do alvará que a titula, o qual deve
5 — No caso dos parques de campismo, juntamente ser emitido no prazo de 30 dias a contar da data da
com a licença ou a autorização, de utilização turística recepção do respectivo requerimento.
é confirmada ou alterada, a título definitivo, em função 2 — A emissão do alvará deve ser notificada ao reque-
do resultado da vistoria, a classificação do empreen-
rente, por correio registado, no prazo de oito dias a
dimento, e ou a sua qualificação, consoante os casos,
contar da data da sua decisão.
fixando-se ainda a respectiva capacidade máxima.

Artigo 26.o Artigo 28.o


Vistoria Funcionamento dos empreendimentos turísticos

1 — A vistoria deve realizar-se no prazo de 30 dias 1 — O funcionamento dos empreendimentos turísti-


a contar da data da apresentação do requerimento refe- cos depende apenas da titularidade do alvará de licença
rido no n.o 1 do artigo anterior e, sempre que possível, ou de autorização de utilização turística, emitido nos
em data a acordar com o interessado. termos do disposto no artigo anterior, o qual constitui,
2 — A vistoria é efectuada por uma comissão com- relativamente a estes empreendimentos, o alvará de
posta por: licença ou autorização de utilização previsto nos arti-
a) Três técnicos a designar pela câmara municipal, gos 62.o e 74.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de
dos quais, pelo menos, dois devem ter formação Dezembro.
e habilitação legal para assinar projectos cor- 2 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte,
respondentes à obra objecto de vistoria; a emissão do alvará de licença ou de autorização de
b) O delegado concelhio de saúde ou o adjunto utilização turística de um empreendimento turístico
do delegado concelhio de saúde; pressupõe a permissão de funcionamento de todas as
c) Um representante do Serviço Nacional de Bom- suas partes integrantes, incluindo os estabelecimentos
beiros; de restauração e de bebidas.
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3 — O funcionamento do empreendimento pode ser 4 — O prazo para deliberação sobre a concessão da


autorizado por fases, aplicando-se a cada uma delas o licença ou autorização de utilização ou de alteração da
disposto na presente secção. utilização é o constante da alínea b) do n.o 1 do artigo
30.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro,
Artigo 29.o no caso de se tratar de procedimento de autorização,
e o previsto na alínea d) do n.o 1 do artigo 23.o do
Especificações do alvará mesmo diploma, no caso de se tratar de procedimento
1 — O alvará de licença ou de autorização de uti- de licenciamento, a contar em ambos os casos a partir
lização turística deve especificar, para além dos elemen- da data da realização da vistoria ou do termo do prazo
tos referidos no n.o 5 do artigo 77.o do Decreto-Lei para a sua realização.
n.o 555/99, de 16 de Dezembro, os seguintes: Artigo 32.o
a) A identificação da entidade exploradora do Caducidade da licença ou da autorização de utilização turística
empreendimento; 1 — A licença ou a autorização de utilização turística
b) O nome do empreendimento; caduca:
c) A classificação provisoriamente aprovada pela
Direcção-Geral do Turismo; a) Se o empreendimento turístico não iniciar o seu
d) A capacidade máxima do empreendimento pro- funcionamento no prazo de um ano a contar
visoriamente fixada pela Direcção-Geral do da data da emissão do alvará de licença ou de
Turismo; autorização de utilização turística ou do termo
e) No caso dos parques de campismo, a classifi- do prazo para a sua emissão;
cação, e ou a qualificação, consoante os casos, b) Se o empreendimento turístico se mantiver
e a capacidade máxima confirmadas ou alte- encerrado por período superior a um ano, salvo
radas pelo presidente da câmara municipal. por motivo de obras;
c) Quando seja dada ao empreendimento uma uti-
2 — Sempre que haja alteração de qualquer dos ele- lização diferente da prevista no respectivo
mentos constantes do alvará, a entidade exploradora alvará;
do empreendimento deve, para efeitos de averbamento, d) Se não for requerida a aprovação da classifi-
comunicar o facto à câmara municipal no prazo de cação do empreendimento nos termos previstos
30 dias a contar da data do mesmo, enviando cópia no artigo seguinte;
à Direcção-Geral do Turismo. e) Quando, por qualquer motivo, o empreendi-
mento não puder ser classificado ou manter a
Artigo 30.o classificação de empreendimento turístico.
Modelo de alvará de licença ou autorização de utilização turística 2 — Caducada a licença ou a autorização de utilização
O modelo de alvará de licença ou de autorização turística, o respectivo alvará é cassado e apreendido pela
de utilização turística é aprovado por portaria conjunta câmara municipal, por iniciativa própria no caso dos
dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do parques de campismo, ou a pedido da Direcção-Geral
ordenamento do território e do turismo. do Turismo, nos restantes casos.
3 — A apreensão do alvará tem lugar na sequência
de notificação ao respectivo titular, sendo em seguida
Artigo 31.o encerrado o empreendimento.
Alteração da utilização e concessão de licença ou autorização
de utilização em edifícios sem anterior título de utilização Artigo 33.o
1 — Se for requerida a alteração ao uso fixado em Intimação judicial para a prática de acto legalmente devido
anterior licença ou autorização de utilização para per-
mitir que o edifício ou sua fracção se destine à instalação 1 — Decorridos os prazos para a prática de qualquer
de um dos empreendimentos referidos nas alíneas a) acto especialmente regulado no presente diploma sem
a c) do n.o 2 do artigo 1.o, ou quando se pretender que o mesmo se mostre praticado, aplica-se aos
utilizar total ou parcialmente edifícios que não possuam empreendimentos turísticos, com as necessárias adap-
licença ou autorização de utilização para neles se pro- tações, o disposto nos artigos 111.o, 112.o e 113.o do
ceder à instalação daqueles empreendimentos, a câmara Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro.
municipal deve consultar a Direcção-Geral do Turismo, 2 — As associações patronais do sector do turismo
o Serviço Nacional de Bombeiros e as autoridades de que tenham personalidade jurídica podem intentar, em
saúde, aplicando-se aos pareceres destas entidades, com nome dos seus associados, os pedidos de intimação pre-
as necessárias adaptações, o disposto nos artigos 15.o, vistos no número anterior.
16.o, 20.o e 22.o
2 — Quando as operações urbanísticas previstas no Artigo 34.o
número anterior envolverem a realização das obras pre- Requerimento
vistas nas alíneas a) e b) do n.o 1 do artigo 6.o do Decre-
to-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro, os pareceres refe- 1 — No prazo de dois meses a contar da data da emis-
ridos no número anterior englobam a autorização pre- são do alvará de licença ou de autorização de utilização
vista nos artigos 21.o e 23.o turística ou da abertura do empreendimento nos termos
3 — O prazo para a realização da vistoria prevista no n.o 1 do artigo anterior, o interessado deve requerer
no artigo 26.o conta-se a partir da recepção dos pareceres à Direcção-Geral do Turismo a aprovação definitiva da
referidos no n.o 1 ou do termo do prazo para a emissão classificação dos empreendimentos turísticos referidos
dos mesmos. nas alíneas a) e b) do n.o 2 do artigo 1.o
N.o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2089

2 — Salvo no caso de se verificar alguma das situações 3 — A presunção prevista no número anterior veri-
previstas no n.o 1 do artigo anterior, o requerimento fica-se, ainda que se trate de construções amovíveis ou
referido no número anterior deve ser acompanhado de pré-fabricadas e mesmo que não possam ser legalmente
cópia do alvará de licença ou de autorização de uti- consideradas como edifícios ou parte destes.
lização turística. 4 — Sempre que se verifique alguma das situações
3—.......................................... previstas nos n.os 2 e 3 deste artigo, a Direcção-Geral
do Turismo pode oficiosamente, ou a pedido dos órgãos
regionais ou locais de turismo, da Confederação do
Artigo 36.o Turismo Português ou das associações patronais do sec-
Classificação tor, classificar aquelas instalações como empreendimen-
tos turísticos, nos termos a estabelecer no regulamento
1—.......................................... a que se refere o n.o 3 do artigo 1.o
2—.......................................... 5 — As unidades de alojamento dos empreendimen-
3 — A classificação e a capacidade máxima definitivas tos turísticos não se consideram retiradas da exploração
do empreendimento são averbadas ao alvará de licença de serviços de alojamento pelo facto de se encontrarem
ou de autorização de utilização turística, devendo para sujeitas ao regime do direito real de habitação periódica.
o efeito a Direcção-Geral do Turismo comunicar o facto
à câmara municipal. Artigo 44.o
o
Artigo 38. Exploração dos empreendimentos turísticos
Revisão da classificação 1 — A exploração de cada empreendimento turístico
deve ser da responsabilidade de uma única entidade.
1—..........................................
2 — A unidade de exploração do empreendimento
2—.......................................... não é impeditiva de a propriedade das várias fracções
3 — Sempre que as obras necessitem de licença ou imobiliárias que o compõem pertencer a mais de uma
de autorização camarária, o prazo para a sua realização pessoa.
é o fixado pela câmara municipal na respectiva licença 3 — Só as unidades de alojamento podem ser reti-
ou autorização. radas da exploração dos empreendimentos turísticos e
4—.......................................... apenas nos casos e nos termos estabelecidos no regu-
5—.......................................... lamento previsto no n.o 3 do artigo 1.o
6—.......................................... 4 — As unidades de alojamento que tiverem sido reti-
7—.......................................... radas da exploração de um empreendimento turístico
não podem ser objecto de outra exploração comercial,
Artigo 42.o turística ou não.
Artigo 45.o
Referência à classificação e à capacidade
Fracções imobiliárias
1 — Em toda a publicidade, correspondência, docu-
mentação e, de um modo geral, em toda a actividade 1 — Para efeito do disposto no presente diploma, são
externa do empreendimento não podem ser sugeridas consideradas fracções imobiliárias as partes componen-
características que este não possua, sendo obrigatória tes dos empreendimentos turísticos susceptíveis de cons-
a referência à classificação aprovada, sem prejuízo do tituírem unidades distintas e independentes, devida-
disposto no número seguinte. mente delimitadas, e que constituam ou se destinem
2 — Nos anúncios ou reclamos instalados nos pró- à constituição de unidades de alojamento ou a insta-
lações, equipamentos e serviços de exploração turística.
prios empreendimentos pode constar apenas o seu
2 — As unidades de alojamento dos empreendimen-
nome. tos turísticos só constituem fracções imobiliárias quando,
Artigo 43.o nos termos da lei geral, sejam consideradas fracções
autónomas ou como tal possam ser consideradas.
Exploração de serviços de alojamento turístico

1 — Com excepção das casas e empreendimentos de Artigo 46.o


turismo no espaço rural, das casas de natureza, dos quar- Relações entre proprietários
tos particulares e dos estabelecimentos de hospedagem
previstos no artigo 79.o, a exploração de serviços de 1 — Sem prejuízo do disposto no presente diploma
alojamento turístico apenas é permitida em edifício ou e seus regulamentos, às relações entre os proprietários
parte de edifício que constitua ou integre um dos das várias fracções imobiliárias dos empreendimentos
empreendimentos turísticos referidos no n.o 2 do turísticos é aplicável o regime da propriedade horizontal,
artigo 1.o com as necessárias adaptações resultantes das carac-
2 — Presume-se que existe exploração de serviços de terísticas do empreendimento.
alojamento quando os edifícios ou as suas partes estejam 2 — A entidade titular do alvará de licença ou de
mobilados e equipados, e neles sejam prestados serviços autorização de utilização turística do empreendimento
de arrumação e limpeza, em condições de poderem ser ou, se este ainda não tiver sido emitido, do alvará de
normalmente utilizados por pessoas para neles se hos- licença ou de autorização para a realização de operações
pedar e sejam, por qualquer meio, anunciados ao urbanística deve elaborar um título constitutivo da com-
público, directamente ou através dos meios de comu- posição do empreendimento, no qual são especificadas
nicação social, para serem locados a turistas dia a dia obrigatoriamente:
ou com carácter temporário e, bem assim, quando a a) As várias fracções imobiliárias que o integram,
sua locação aos turistas seja feita através de interme- por forma que fiquem perfeitamente indivi-
diário ou de uma agência de viagens. dualizadas;
2090 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 59 — 11 de Março de 2002

b) O valor relativo de cada fracção imobiliária, Artigo 47.o


expresso em percentagem ou permilagem do
Despesas de conservação, fruição e funcionamento
valor total do empreendimento, nos termos a
estabelecer em regulamento; 1 — Quando a totalidade das unidades de alojamento
c) A menção do fim a que se destina cada uma de um empreendimento turístico estiver integrada na
das fracções imobiliárias;
sua exploração, ainda que aquelas pertençam a mais
d) A identificação das instalações e equipamentos
de uma pessoa, as despesas de conservação e de fruição
comuns do empreendimento;
e) A indicação dos serviços de utilização de uso de todas as instalações e equipamentos, incluindo as
comum; unidades de alojamento, bem como do funcionamento
f) A indicação das instalações, equipamentos e ser- dos serviços de utilização turística de uso comum, são
viços de exploração turística; sempre da exclusiva responsabilidade da entidade explo-
g) As infra-estruturas urbanísticas e a referência radora, salvo o disposto no n.o 6 do artigo 49.o
ao respectivo contrato de urbanização, quando 2 — Os proprietários das unidades de alojamento dos
for caso disso; empreendimentos turísticos que as retirarem da explo-
h) Os meios de resolução dos conflitos de inte- ração turística destes mantêm a responsabilidade das
resses. despesas a elas relativas bem como, na proporção cor-
respondente ao seu valor, pelas despesas de conservação,
3 — Do título previsto no número anterior deve ainda fruição e funcionamento das instalações, dos equipa-
fazer parte um regulamento de administração do mentos de uso comum e dos serviços de utilização turís-
empreendimento relativo, designadamente, à conserva- tica de uso comum.
ção, fruição e funcionamento das instalações, equipa- 3 — As despesas de conservação, fruição e funcio-
mentos e serviços de exploração turística. namento relativas às instalações, equipamentos e ser-
4 — O título previsto no n.o 2 deve ser depositado viços de exploração turística são da responsabilidade
na Direcção-Geral do Turismo antes da celebração de da respectiva entidade exploradora.
qualquer contrato de transmissão, ou contrato-promessa 4 — As instalações e os equipamentos de uso comum,
de transmissão, das fracções imobiliárias que integrem bem como os serviços de utilização turística de uso
o empreendimento. comum, são aqueles que, nos termos a estabelecer em
5 — Para efeitos do disposto no número anterior, os regulamento, são postos à disposição dos utentes do
proprietários das fracções autónomas afectas à explo- empreendimento sem que possa ser exigida uma retri-
ração turística devem comunicar à entidade exploradora buição específica pela sua utilização.
a venda, o arrendamento, o direito de uso e habitação 5 — As instalações, equipamentos e serviços de explo-
ou qualquer outra forma de transmissão da propriedade ração turística são aqueles que, nos termos a estabelecer
dessas fracções. em regulamento, são postos à disposição dos utentes
6 — Depois de receber a comunicação prevista no do empreendimento pela respectiva entidade explora-
número anterior, a entidade exploradora do empreen-
dora mediante o pagamento de retribuição.
dimento turístico deve, sempre que a mesma implicar
6 — À conservação e à fruição das infra-estruturas
a alteração do título constitutivo, comunicar tal facto
à Direcção-Geral do Turismo, para efeitos de depósito urbanísticas do empreendimento aplica-se o disposto
do mesmo. nos n.os 1 e 2, consoante os casos, enquanto não forem
7 — A Direcção-Geral do Turismo pode recusar o recebidas pela câmara municipal.
depósito do título a que se referem os n.os 2 e 6, desde
que não esteja elaborado de acordo com o disposto no Artigo 48.o
presente diploma e seus regulamentos, sendo concedido,
nesse caso, à entidade promotora um prazo de três meses Deveres do proprietário
para apresentação de novo título.
8 — Se o empreendimento estiver instalado em pré- 1 — O proprietário de qualquer unidade de aloja-
dio urbano já sujeito ao regime de propriedade hori- mento que constitua fracção imobiliária de um empreen-
zontal, o título constitutivo da sua composição não pode dimento turístico, esteja ou não integrada na sua explo-
conter normas, cláusulas ou condições contrárias ou ração turística, fica obrigado a:
modificativas do título da propriedade horizontal, sem a) Não alterar substancialmente a sua estrutura
que este tenha sido previamente alterado.
externa ou o seu aspecto estético exterior, de
9 — O título constitutivo referido no n.o 2 é aprovado
forma a não afectar a unidade do empreen-
por maioria de dois terços dos proprietários das fracções
imobiliárias, sendo as alterações ao mesmo, nos termos dimento;
previstos no n.o 6, aprovadas por maioria simples dos b) Não aplicar a mesma a fim diverso daquele a
proprietários das fracções imobiliárias. que se destina;
10 — A existência de título depositado nos termos c) Não praticar quaisquer actos ou realizar obras
do n.o 4, ou alterado nos termos previstos no n.o 6, que sejam susceptíveis de afectar a continuidade
deve ser obrigatoriamente mencionada nos contratos de e a unidade urbanística do empreendimento ou
transmissão, ou nos contratos-promessa de transmissão, prejudicar a implantação dos respectivos aces-
sob qualquer forma, de direitos relativos às fracções sos.
imobiliárias que integrem o empreendimento, sob pena
de nulidade dos mesmos. 2 — O proprietário fica ainda obrigado a efectuar a
11 — A falta da menção referida no número anterior conservação da unidade de alojamento sempre que a
no título de transmissão constitui fundamento de recusa mesma seja retirada da exploração turística do empreen-
do registo da mesma. dimento e no caso previsto no n.o 6 do artigo seguinte.
N.o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2091

Artigo 49.o 4 — O disposto no n.o 1 não prejudica, desde que


Administração dos empreendimentos
devidamente publicitadas:
a) A possibilidade de afectação total ou parcial
1 — Nos empreendimentos turísticos em que a pro-
dos empreendimentos turísticos à utilização
priedade das várias fracções imobiliárias que o compõem
exclusiva por associados ou beneficiários das
pertencer a mais de uma pessoa, as funções que cabem
ao administrador do condomínio, nos termos do regime entidades proprietárias ou da entidade explo-
da propriedade horizontal, são exercidas, sem limite de radora;
tempo, pela respectiva entidade exploradora, salvo o b) A reserva temporária de parte ou da totalidade
disposto no número seguinte. de empreendimentos turísticos.
2 — A assembleia de proprietários pode destituir a
entidade exploradora do empreendimento das suas fun- 5 — A utilização do empreendimento ou de parte dele
ções de administradora do mesmo, desde que a deli- nos termos do número anterior não pode prejudicar
beração seja tomada por um número de votos corres- ou diminuir a oferta de serviços obrigatórios próprios
pondente à maioria do valor total do empreendimento do tipo de empreendimento.
e que no mesmo acto seja nomeado um novo admi- 6 — As entidades exploradoras dos empreendimentos
nistrador para substituir aquela no exercício dessas fun- turísticos não podem dar alojamento ou permitir o
ções de administração. acesso a um número de utentes superior ao da respectiva
3 — No caso previsto no número anterior, o novo capacidade.
administrador do empreendimento turístico deve, para 7 — Desde que devidamente publicitado, a entidade
além das funções que lhe cabem nos termos da lei geral, exploradora dos empreendimentos turísticos pode reser-
assegurar a conservação e a fruição das instalações e var para os utentes neles alojados e seus acompanhantes
dos equipamentos comuns, bem como o funcionamento o acesso e a utilização dos serviços, equipamentos e
dos serviços de utilização turística de uso comum, de instalações do empreendimento.
modo a permitir que a entidade exploradora continue
a exercer a sua actividade turística de exploração do Artigo 51.o
empreendimento de acordo com a respectiva categoria. Período de funcionamento
4 — O administrador nomeado nos termos do n.o 2
deve prestar caução de boa administração, a favor da Os empreendimentos turísticos devem estar abertos
entidade exploradora do empreendimento, destinada a ao público durante todo o ano, salvo se a entidade explo-
assegurar o cumprimento do disposto no número ante- radora comunicar à Direcção-Geral do Turismo ou à
rior, no montante correspondente ao valor anual das câmara municipal, consoante os casos, até ao dia 1 de
despesas referidas na parte final do n.o 2 do artigo 47.o, Outubro de cada ano, em que período encerrará o
sem o que não pode entrar em funções. empreendimento no ano seguinte.
5 — A caução referida no número anterior pode ser
prestada por seguro, garantia bancária, depósito ban- Artigo 52.o
cário ou títulos de dívida pública, devendo o respectivo
título ser depositado na Direcção-Geral do Turismo. Estado das instalações e do equipamento
6 — Quando se verificar a situação prevista no n.o 2, 1 — As estruturas, as instalações e o equipamento
os proprietários de fracções imobiliárias do empreen- dos empreendimentos turísticos devem funcionar em
dimento que tiverem votado favoravelmente a destitui- boas condições e ser mantidos em perfeito estado de
ção da entidade exploradora das suas funções de admi- conservação e higiene por forma a evitar que seja posta
nistração passam a ser responsáveis pelas despesas de em perigo a saúde dos seus utentes.
conservação e de fruição da sua fracção, ainda que, no 2 — Os empreendimentos turísticos devem estar
caso de se tratar de uma unidade de alojamento, esta dotados dos meios adequados para prevenção dos riscos
se mantenha integrada na exploração do empreen- de incêndio de acordo com as normas técnicas esta-
dimento. belecidas em regulamento.
Artigo 50.o 3 — A Direcção-Geral do Turismo ou a câmara muni-
Acesso aos empreendimentos cipal, consoante os casos, pode determinar a reparação
das deteriorações e avarias verificadas, fixando prazo
1 — É livre o acesso aos empreendimentos turísticos, para o efeito, consultando as autoridades de saúde
salvo o disposto nos números seguintes. quando estiverem em causa o cumprimento de requisitos
2 — Pode ser recusado o acesso ou a permanência de instalação e o funcionamento relativos à higiene e
nos empreendimentos turísticos a quem perturbe o seu saúde pública.
funcionamento normal, designadamente por: Artigo 53.o
a) Não utilizar os serviços neles prestados; Serviço
b) Se recusar a cumprir as normas de funciona-
mento privativas do empreendimento, desde 1 — Nos empreendimentos turísticos deve ser pres-
que estas se encontrem devidamente publici- tado um serviço compatível com a respectiva classifi-
tadas; cação, nos termos previstos no regulamento a que se
c) Alojar indevidamente terceiros; refere o n.o 3 do artigo 1.o
d) Penetrar nas áreas de serviço. 2 — A entidade exploradora de um empreendimento
turístico pode contratar com terceiros a prestação de
3 — Nos empreendimentos turísticos pode ser recu- serviços próprios do empreendimento, mantendo-se,
sado o acesso às pessoas que se façam acompanhar por porém, responsável pelo seu funcionamento, bem como
animais, desde que essa restrição seja devidamente pelo cumprimento dos requisitos exigidos para a res-
publicitada, nas áreas afectas à exploração turística. pectiva classificação.
2092 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 59 — 11 de Março de 2002

Artigo 54.o artigo 43.o e exercer, relativamente aos parques de cam-


Responsável pelos empreendimentos
pismo, as competências previstas no número anterior,
sem prejuízo das competências atribuídas às autoridades
1 — Em todos os empreendimentos turísticos deve de saúde nessa matéria pelo Decreto-Lei n.o 336/93,
haver um responsável, nomeado pela respectiva entidade de 29 de Setembro.
exploradora, a quem cabe zelar pelo seu funcionamento 3—..........................................
e nível de serviço, e ainda assegurar o cumprimento 4—..........................................
das disposições legais e regulamentares aplicáveis.
2 — Para efeito do disposto no número anterior, a Artigo 59.o
entidade exploradora deve comunicar à Direcção-Geral Serviços de inspecção
do Turismo o nome da pessoa ou das pessoas que asse-
guram permanentemente aquelas funções. 1 — Aos funcionários da Direcção-Geral do Turismo,
das câmaras municipais e, quando for caso disso, dos
Artigo 55.o órgãos regionais ou locais de turismo em serviço de
inspecção deve ser facultado o acesso aos empreendi-
Sinais normalizados mentos turísticos e às instalações previstas nos n.o 2
e 3 do artigo 43.o, devendo ainda ser-lhes apresentados
Nas informações de carácter geral relativas aos os documentos justificadamente solicitados.
empreendimentos turísticos e aos serviços que neles são 2 — No âmbito da sua actividade de inspecção, a
oferecidos devem ser usados os sinais normalizados Direcção-Geral do Turismo pode recorrer a entidades
constantes de tabela a aprovar por portaria do membro públicas ou a entidades privadas acreditadas junto desta
do Governo responsável pela área do turismo. nas áreas dos serviços, equipamentos e infra-estruturas
existentes nos empreendimentos turísticos e nas insta-
lações previstas nos n.os 2 e 3 do artigo 43.o
CAPÍTULO V
Conjuntos turísticos Artigo 61.o
Contra-ordenações
Artigo 56.o
Conjuntos turísticos 1 — Para além das previstas no regulamento a que
se refere o n.o 3 do artigo 1.o e das estabelecidas no
1 — A qualificação como conjunto turístico é atri- artigo 98.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezem-
buída pela Direcção-Geral do Turismo, nos termos a bro, constituem contra-ordenações:
estabelecer no regulamento referido no n.o 3 do
a) A realização de obras no interior dos empreen-
artigo 1.o, o qual definirá os requisitos das instalações, dimentos turísticos sem a autorização da Direc-
dos serviços, da exploração e da administração dos con- ção-Geral do Turismo prevista no n.o 1 do
juntos turísticos e dos estabelecimentos que o integram. artigo 21.o;
2 — A qualificação de conjunto turístico pode ser reti- b) A realização de obras sem autorização do Ser-
rada, oficiosamente ou a solicitação dos órgãos regionais viço Nacional de Bombeiros prevista no n.o 1
ou locais de turismo e da câmara municipal competente, do artigo 23.o;
quando deixarem de se verificar os pressupostos que c) A violação do disposto no n.o 2 do artigo 29.o;
determinaram a sua atribuição. d) A falta de apresentação do requerimento pre-
3 — Para efeito do disposto no número anterior, a visto no n.o 1 do artigo 34.o;
câmara municipal deve comunicar à Direcção-Geral do e) A violação do disposto nos n.os 1, 2, 3, 4 e 5
Turismo a declaração de nulidade, de caducidade ou do artigo 41.o;
a anulação das licenças ou autorizações referentes aos f) A violação do disposto no artigo 42.o;
estabelecimentos e empreendimentos que integram o g) A utilização, directa ou indirecta, de edifício
conjunto turístico. ou parte de edifício e ainda das instalações pre-
vistas nos n.os 2 e 3 do artigo 43.o para a explo-
CAPÍTULO VI ração de serviços de alojamento turístico, sem
Declaração de interesse para o turismo alvará de licença ou de autorização de utilização
turística emitida nos termos do presente
............................................. diploma ou de autorização de abertura emitida
nos termos do artigo 36.o do Decreto-Lei
CAPÍTULO VII n.o 328/86, de 30 de Setembro, ou de legislação
anterior;
Fiscalização e sanções h) A violação do disposto no n.o 1 do artigo 44.o;
i) A violação do disposto no n.o 3 do artigo 44.o;
Artigo 58.o j) A falta de apresentação na Direcção-Geral do
Competência de fiscalização Turismo, para depósito, do título constitutivo
do empreendimento, nos termos dos n.os 4 a
1—.......................................... 7 do artigo 46.o;
2 — Compete às câmaras municipais fiscalizar, ofi- l) A violação do disposto no artigo 48.o;
ciosamente ou a pedido dos órgãos regionais ou locais m) A violação do disposto no n.o 3 do artigo 49.o;
de turismo, da Confederação do Turismo Português, n) A violação do disposto no n.o 1 do artigo 50.o;
ou das associações patronais do sector, o estado das o) A não publicitação das restrições de acesso pre-
construções e as condições de segurança de todos os vistas nos n.os 3 e 4 do artigo 50.o;
edifícios em que estejam instalados empreendimentos p) A violação do disposto no n.o 5 do artigo 50.o;
turísticos ou as instalações previstas nos n.os 2 e 3 do q) A violação do disposto no n.o 6 do artigo 50.o;
N.o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2093

r) O encerramento dos empreendimentos turísti- samente previstos na alínea c) do n.o 2 do artigo 5.o
cos sem ter sido efectuada a comunicação pre- do Decreto-Lei n.o 336/93, de 29 de Setembro, e no
vista no artigo 51.o; regulamento a que se refere o n.o 3 do artigo 1.o, com
s) A violação do disposto no n.o 1 do artigo 52.o; base nos comportamentos referidos nas alíneas a), b),
t) A violação do disposto no n.o 2 do artigo 52.o; h), s), t), u), v), ee) e ff) do n.o 1 do artigo anterior.
u) O não cumprimento do prazo fixado nos termos 3 — (Anterior n.o 4.)
do n.o 3 do artigo 52.o; 4 — (Anterior n.o 5.)
v) A violação do disposto nos n.os 1 e 2 do 5 — (Anterior n.o 6.)
artigo 54.o;
x) Impedir ou dificultar o acesso dos funcionários
da Direcção-Geral do Turismo, das câmaras Artigo 64.o
municipais ou dos órgãos regionais ou locais Competência sancionatória
de turismo em serviço de inspecção aos
empreendimentos turísticos; A aplicação das coimas e das sanções acessórias pre-
z) Recusar a apresentação dos documentos soli- vistas no presente diploma e no regulamento a que se
citados nos termos do n.o 1 do artigo 59.o; refere o n.o 3 do artigo 1.o compete:
aa) A violação do disposto nos n.os 1, 2, 3 e 4 do a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
artigo 60.o; b) Às câmaras municipais, relativamente aos par-
bb) A violação do n.o 2 do artigo 69.o;
ques de campismo.
cc) A violação do disposto no n.o 1 do artigo 77.o;
dd) A falta de depósito do título constitutivo ou do
regulamento de administração do empreendi- Artigo 67.o
mento turístico nos termos do disposto nos n.os 3
Interdição de utilização
e 4 do artigo 77.o;
ee) A violação do disposto no n.o 1 do artigo 78.o; O director-geral do Turismo é competente para deter-
ff) A exploração ou a utilização de empreendimen- minar a interdição temporária do funcionamento dos
tos turísticos sem o projecto de segurança apro- empreendimentos turísticos, na sua totalidade, ou de
vado pelas entidades competentes. partes individualizadas, instalações ou equipamentos,
sem prejuízo das competências atribuídas às autoridades
2 — As contra-ordenações previstas nas alíneas e), n) de saúde pelo Decreto-Lei n.o 336/93, de 29 de Setem-
e z) do número anterior são puníveis com coima de bro, nessa matéria, pelo seu deficiente estado de con-
E 50 ou 10 024$ a E 250 ou 50 120$ no caso de se servação ou pela falta de cumprimento do disposto no
tratar de pessoa singular e de E 125 ou 25 060$ a presente diploma e nos seus regulamentos, quando as
E 1250 ou 250 603$ no caso de se tratar de pessoa mesmas forem susceptíveis de pôr em perigo a saúde
colectiva. pública ou a segurança dos utentes.
3 — As contra-ordenações previstas nas alíneas a),
b), f), o), r), s), u), v), x), aa), cc) e ee) do n.o 1 são
puníveis com coima de E 125 ou 25 060$ a E 1000 ou CAPÍTULO VIII
200 482$ no caso de se tratar de pessoa singular e de
E 500 ou 100 241$ a E 5000 ou 1 002 410$ no caso Disposições finais e transitórias
de se tratar de pessoa colectiva.
4 — As contra-ordenações previstas nas alíneas l), i), Artigo 71.o
p), q), t), bb) e dd) do n.o 1 são puníveis com coima
Alvará de licença ou de autorização de utilização turística
de E 250 ou 50 120$ a E 2500 ou 501 205$ no caso para empreendimentos turísticos existentes
de se tratar de pessoa singular e de E 1250 ou 250 603$
a E 15 000 ou 3 007 230$ no caso de se tratar de pessoa 1 — O alvará de licença ou de autorização de uti-
colectiva. lização turística, emitido na sequência das obras de
5 — As contra-ordenações previstas nas alíneas d), ampliação, reconstrução ou alteração a realizar em
g), j), m) e ff) do n.o 1 são puníveis com coima de E 500 empreendimentos turísticos existentes e em funciona-
ou 100 241$ a E 3740,90 ou 750 000$ no caso de se mento à data da entrada em vigor do presente diploma,
tratar de pessoa singular e de E 2500 ou 2501 205$ a respeita a todo o empreendimento turístico, incluindo
E 30 000 ou 6 001 460$ no caso de se tratar de pessoa as partes não abrangidas pelas obras.
colectiva. 2 — Após a emissão do alvará de licença ou de auto-
6 — As contra-ordenações previstas nas alíneas c) e rização de utilização turística, nos termos previstos no
h) do n.o 1 são puníveis com coimas de E 200 ou 20 048$ número anterior, o interessado deve requerer à Direc-
a E 2500 ou 501 205$ no caso de se tratar de pessoa ção-Geral do Turismo a aprovação definitiva da clas-
singular e de E 250 ou 50 120$ a E 10 000 ou 2 004 820$ sificação do empreendimento.
no caso de se tratar de pessoa colectiva. 3 — Ao requerimento previsto no número anterior
7 — Nos casos previstos nas alíneas a), b), e), f), g), aplica-se, com as necessárias adaptações, o regime pre-
h), i), l), m), n), o), p), q), r), u), z) e aa) do n.o 1
visto nos artigos 34.o a 37.o
a tentativa é punível.
8—..........................................
Artigo 72.o
o
Artigo 62. Autorização de abertura
Sanções acessórias
1 — A autorização de abertura dos empreendimentos
1—.......................................... turísticos existentes à data da entrada em vigor do pre-
2 — O encerramento do empreendimento só pode, sente diploma, concedida pela Direcção-Geral do
porém, ser determinado, para além dos casos expres- Turismo ou pelas câmaras municipais nos termos do
2094 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 59 — 11 de Março de 2002

artigo 36.o do Decreto-Lei n.o 328/86, de 30 de Setembro, do presente diploma, concedida pela Direcção-Geral do
ou de legislação anterior, mantém-se válida, só sendo Turismo, nos termos do disposto no Decreto-Lei
substituída pelo alvará de licença ou de autorização de n.o 588/70, de 27 de Novembro, ou de legislação anterior,
utilização turística na sequência das obras de ampliação, e pelas câmaras municipais, após a transferência de com-
reconstrução ou alteração. petências operada pelo Decreto-Lei n.o 307/80, de 18
2—.......................................... de Agosto, mantém-se válida, só sendo substituída pelo
alvará de licença ou de autorização de utilização turística
na sequência das obras de ampliação, reconstrução ou
Artigo 74.o alteração.
Processos pendentes respeitantes à autorização de abertura 2 — À autorização de abertura referida no número
de empreendimentos turísticos anterior aplica-se, com as necessárias adaptações, o dis-
1—.......................................... posto no artigo 33.o
2 — Na situação prevista no número anterior, o Artigo 4.o
requerente e a Direcção-Geral do Turismo podem, de Processos pendentes respeitantes à localização, instalação e abertura
comum acordo, optar pela aplicação do regime previsto de novos parques de campismo privativos
no presente diploma para a concessão da licença ou
1 — Os processos, pendentes à data da entrada em
autorização turística e para a emissão do respectivo vigor do presente diploma, respeitantes à apreciação
alvará e para a classificação do empreendimento, da localização e instalação dos anteprojectos e projectos
devendo, nesse caso, aquela Direcção-Geral comunicar de arquitectura de novos parques de campismo priva-
o acordo à câmara municipal respectiva. tivos, salvo se diferentemente requeridos pelos respec-
3 — Aos processos, pendentes nas câmaras munici- tivos promotores, continuam a regular-se pelo regime
pais à data da entrada em vigor do presente diploma, constante do Decreto-Lei n.o 588/70, de 27 de Setembro,
respeitantes à autorização de abertura de parques de e pelo Decreto-Lei n.o 307/80, de 18 de Agosto, com
campismo públicos aplica-se o disposto no presente as especificidades previstas nos números seguintes.
diploma para a emissão do alvará de licença ou de auto- 2 — Se o anteprojecto ou o projecto de arquitectura
rização de utilização turística. dos parques de campismo previstos no número anterior
4 — No caso dos empreendimentos turísticos que esti- for aprovado, o processo de licenciamento ou de auto-
verem em construção à data da entrada em vigor do rização, a partir dessa data, segue os trâmites previstos
presente diploma, o início do seu funcionamento no presente diploma, sendo a respectiva classificação
depende da titularidade do alvará de licença ou de auto- regulada pelo regime constante do Decreto-Lei n.o 588/70,
rização de utilização turística a emitir nos termos nele de 27 de Setembro, e do Decreto Regulamentar
previstos, sendo a respectiva classificação regulada pelo n.o 38/80, de 19 de Agosto.
regime constante do Decreto-Lei n.o 328/86, de 30 de 3 — Se o projecto de arquitectura do empreendi-
Setembro, com as alterações que lhe foram introduzidas, mento não for aprovado pela câmara municipal respec-
e respectivos regulamentos. tiva, qualquer novo pedido respeitante ao projecto do
empreendimento segue os trâmites previstos no presente
Artigo 76.o diploma.
4 — Aos processos pendentes na Direcção-Geral do
Satisfação dos requisitos Turismo ou nas câmaras municipais à data da entrada
em vigor do presente diploma, respeitantes à autorização
Os empreendimentos turísticos licenciados ou auto- de abertura de parques de campismo privativos, aplica-se
rizados e classificados nos termos do disposto nos arti- o disposto no presente diploma para a emissão do alvará
gos 73.o a 75.o devem satisfazer os requisitos previstos de licença ou de autorização de utilização turística.
para a respectiva categoria, de acordo com o presente
diploma e o regulamento a que se refere o n.o 3 do
artigo 1.o, no prazo de dois anos a contar da data da Artigo 5.o
emissão do respectivo alvará de licença ou de autori- Processos pendentes respeitantes a obras de ampliação, reconstrução
zação de utilização turística ou da autorização de ou alteração em parques de campismo privativos existentes
abertura.» 1 — Aos processos, pendentes na Direcção-Geral do
CAPÍTULO II Turismo ou nas câmaras municipais à data da entrada
em vigor do presente diploma, respeitantes a obras de
Disposições finais e transitórias ampliação, reconstrução ou alteração de parques de
campismo privativos existentes e em funcionamento
Artigo 2.o aplica-se, com as necessárias adaptações, o disposto nos
n.os 1 e 2 do artigo anterior.
Parques de campismo privativos existentes
2 — Aos processos, pendentes na Direcção-Geral do
Os parques de campismo privativos existentes à data Turismo ou nas câmaras municipais à data da entrada
da entrada em vigor do presente diploma devem satis- em vigor do presente diploma, respeitantes à entrada
fazer os requisitos previstos no presente diploma e no em funcionamento de parques de campismo privativos
regulamento a que se refere o n.o 3 do artigo 1.o, no resultantes de obras neles realizadas aplica-se o disposto
prazo de dois anos a contar da data da entrada em no n.o 4 do artigo anterior.
vigor daquele regulamento.
Artigo 6.o
Artigo 3.o
Campismo e caravanismo fora dos parques
Autorização de abertura de parques de campismo privativos existentes
1 — O licenciamento ou a autorização do campismo
1 — A autorização de abertura dos parques de cam- fora dos parques é feito de acordo com o disposto no
pismo privativos existentes à data da entrada em vigor Decreto-Lei n.o 316/95, de 28 de Novembro.
N.o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2095

2 — É da competência das assembleias municipais sob Artigo 2.o


proposta do presidente da câmara a regulamentação
Estabelecimentos hoteleiros
do licenciamento da actividade de caravanismo quando
realizada fora dos parques de campismo. São estabelecimentos hoteleiros os empreendimentos
turísticos destinados a proporcionar, mediante remu-
Artigo 7.o neração, serviços de alojamento e outros serviços aces-
Republicação sórios ou de apoio, com ou sem fornecimento de
refeições.
o
O Decreto-Lei n. 167/97, de 4 de Julho, é republicado
em anexo ao presente diploma com as devidas alte- Artigo 3.o
rações. Meios complementares de alojamento turístico
Artigo 8.o
São meios complementares de alojamento turístico
Norma revogatória os empreendimentos destinados a proporcionar
São revogados o Decreto-Lei n.o 588/70, de 27 de mediante remuneração alojamento temporário com ou
Novembro, o Decreto-Lei n.o 307/80, de 18 de Agosto, sem serviços acessórios e de apoio, em conformidade
e o Decreto Regulamentar n.o 38/80, de 19 de Agosto. com as características e tipo de estabelecimento.

Artigo 9.o Artigo 4.o


Entrada em vigor Parques de campismo públicos e privativos
O presente diploma entra em vigor no dia imediato 1 — São parques de campismo públicos os empreen-
ao da sua publicação. dimentos instalados em terrenos devidamente delimi-
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 13 tados e dotados de estruturas destinadas a permitir a
de Dezembro de 2001. — António Manuel de Oliveira instalação de tendas, reboques, caravanas e demais
Guterres — Guilherme d’Oliveira Martins — Eduardo material e equipamento necessários à prática do cam-
Arménio do Nascimento Cabrita — Luís Garcia Braga da pismo, mediante remuneração, abertos ao público em
Cruz — António Fernando Correia de Campos — José geral.
Sócrates Carvalho Pinto de Sousa — Augusto Ernesto 2 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte,
Santos Silva. são parques de campismo privativos os empreendimen-
tos instalados em terrenos devidamente delimitados e
Promulgado em 14 de Fevereiro de 2002. dotados de estruturas destinadas a permitir a instalação
de tendas, reboques, caravanas e demais material e equi-
Publique-se. pamento necessários à prática do campismo, cuja fre-
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO. quência seja restrita aos associados ou beneficiários das
respectivas entidades proprietárias ou exploradoras.
Referendado em 22 de Fevereiro de 2002. 3 — Os parques de campismo privativos pertencentes
ou explorados pela Federação Portuguesa de Campismo
O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira ou pelos clubes e colectividades nela inscritos são qua-
Guterres. lificados como parques de campismo associativos, apli-
ANEXO cando-se-lhes o regime previsto no presente diploma
e no regulamento previsto no n.o 3 do artigo 1.o para
CAPÍTULO I todos os parques de campismo privativos, com as espe-
Âmbito cificidades neles previstas.
4 — Os parques de campismo previstos no número
Artigo 1.o anterior também podem ser frequentados por titulares
de carta de campista nacional e do carnet camping inter-
Empreendimentos turísticos nacional emitidos pelas entidades competentes para o
1 — Empreendimentos turísticos são os estabeleci- efeito.
mentos que se destinam a prestar serviços de alojamento 5 — Nos parques de campismo podem existir áreas
temporário, restauração ou animação de turistas, dis- afectas a instalações de alojamento, nos termos a definir
pondo, para o seu funcionamento, de um adequado con- no regulamento a que se refere o n.o 3 do artigo 1.o
junto de estruturas, equipamentos e serviços comple-
mentares. Artigo 5.o
2 — Os empreendimentos turísticos podem ser inte-
grados num dos seguintes tipos: Estabelecimentos de restauração e de bebidas integrados
em empreendimentos turísticos
a) Estabelecimentos hoteleiros;
b) Meios complementares de alojamento turístico; As disposições do presente diploma relativas à ins-
c) Parques de campismo públicos e privativos; talação e ao funcionamento dos empreendimentos turís-
d) Conjuntos turísticos. ticos referidos no n.o 2 do artigo 1.o aplicam-se também
aos estabelecimentos de restauração e de bebidas que
3 — Os grupos e as categorias dos empreendimentos deles sejam partes integrantes, não se aplicando o regime
turísticos, bem como os requisitos das respectivas ins- de licenciamento específico da sua actividade, com
talações, classificação e funcionamento, são definidos excepção dos estabelecimentos referidos no n.o 4 do
em decretos regulamentares próprios. artigo 1.o do Decreto-Lei n.o 168/97, de 4 de Julho.
2096 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 59 — 11 de Março de 2002

Artigo 6.o b) Todas as operações de loteamento desde que


Conjuntos turísticos
se destinem à instalação de empreendimentos
turísticos, excepto quando tais operações se
1 — São conjuntos turísticos os núcleos de instalações localizarem em zona abrangida por plano de
funcionalmente interdependentes, localizados numa pormenor.
área demarcada, submetidos a uma mesma administra-
ção, que integrem exclusivamente um ou vários esta- 3 — Ao parecer previsto na alínea b) do número ante-
belecimentos hoteleiros ou meios complementares de rior aplica-se o disposto no artigo 16.o do presente
alojamento turístico, estabelecimentos de restauração diploma.
ou de bebidas e pelo menos um estabelecimento, ini- 4 — As competências específicas que, no âmbito do
ciativa, projecto ou actividade declarados com interesse presente diploma, estão cometidas à Direcção-Geral do
para o turismo nos termos previstos no artigo 57.o Turismo podem ser atribuídas às direcções-regionais do
2 — O pedido de informação prévia referente à pos- Ministério da Economia, nos termos previstos no artigo
sibilidade de instalação de um conjunto turístico abrange 8.o e no n.o 2 do artigo 36.o, ambos do Decreto-Lei
a totalidade dos estabelecimentos e empreendimentos n.o 78/99, de 16 de Março.
que o integram.
3 — Sem prejuízo do disposto no número anterior, Artigo 8.o
a realização de operações urbanísticas referentes a cada Competência dos órgãos municipais
estabelecimento ou empreendimento integrado num
conjunto turístico é objecto de licenciamento ou de auto- 1 — Para efeitos do presente diploma, compete à
rização própria. câmara municipal, sem prejuízo de outras competências
atribuídas por lei:
CAPÍTULO II
a) Prestar informação prévia sobre a possibilidade
Competências de instalação de empreendimentos turísticos;
b) Licenciar ou autorizar a realização de operações
Artigo 7.o urbanísticas dos empreendimentos turísticos
previstos no n.o 2 do artigo 1.o;
Competência da Direcção-Geral do Turismo
c) Promover a vistoria dos empreendimentos tu-
1 — Para efeitos do presente diploma, compete à rísticos previstos no n.o 2 do artigo 1.o, já equi-
Direcção-Geral do Turismo, sem prejuízo de outras pados em condições de iniciar a sua actividade,
competências atribuídas por lei: para efeitos da emissão da licença ou de auto-
rização de utilização turística;
a) Dar parecer, no âmbito dos pedidos de infor- d) Apreender o alvará de licença ou de autorização
mação prévia, sobre a possibilidade de licen- de utilização turística e determinar o conse-
ciamento ou de autorização para a realização quente encerramento dos empreendimentos
de obras de edificação relativas aos empreen- turísticos, quando as respectivas licenças ou
dimentos turísticos; autorizações tiverem caducado, nos termos do
b) Dar parecer, no âmbito do pedido do licencia- disposto no presente diploma;
mento ou de autorização para a realização de e) Aprovar provisoriamente a classificação dos
obras de edificação, sobre os projectos de arqui- parques de campismo e promover a sua vistoria
tectura dos empreendimentos turísticos e sobre para efeitos da revisão da classificação atribuída;
a localização dos mesmos, nos termos previstos f) Atribuir e retirar a qualificação aos parques de
no presente diploma; campismo privativos.
c) Autorizar as obras previstas nas alíneas a) e
b) do n.o 1 do artigo 6.o do Decreto-Lei 2 — Para efeitos do presente diploma, compete ao
n.o 555/99, de 16 de Dezembro, quando as mes- presidente da câmara municipal:
mas forem realizadas no interior de empreen- a) Emitir o alvará de licença ou de autorização
dimentos turísticos, nos termos previstos no pre- de utilização turística dos empreendimentos
sente diploma; turísticos previstos nas alíneas a) a c) do n.o 2
d) Vistoriar os empreendimentos turísticos, para do artigo 1.o;
efeitos da sua classificação, revisão da mesma b) Confirmar ou alterar a classificação dos parques
ou desclassificação como empreendimento de campismo;
turístico; c) Atribuir e retirar a qualificação aos parques de
e) Aprovar o nome e a classificação dos empreen- campismo privativos.
dimentos turísticos;
f) Atribuir e retirar a qualificação de conjunto
turístico; CAPÍTULO III
g) Declarar de interesse para o turismo os esta- Instalação
belecimentos, as iniciativas e os projectos nos
termos previstos no artigo 57.o SECÇÃO I

2 — Compete também à Direcção-Geral do Turismo, Regime aplicável


no âmbito das suas atribuições, dar parecer sobre:
Artigo 9.o
a) Os planos regionais de ordenamento do terri- Instalação
tório, os planos especiais de ordenamento do
território e os planos municipais de ordena- Para efeitos do presente diploma, considera-se ins-
mento do território; talação de empreendimentos turísticos o processo de
N.o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2097

licenciamento ou de autorização para a realização de 2 — O parecer da Direcção-Geral do Turismo des-


operações urbanísticas relativas à construção e ou uti- tina-se a verificar os seguintes aspectos:
lização de edifícios ou suas fracções destinados ao fun-
a) A adequação do empreendimento turístico pro-
cionamento daqueles empreendimentos.
jectado ao uso pretendido;
b) O cumprimento das normas estabelecidas no
Artigo 10.o presente diploma e seus regulamentos;
c) A apreciação da localização do empreendi-
Regime aplicável mento turístico, quando este não se situar em
1 — Os processos respeitantes à instalação de área que nos termos de plano de urbanização,
empreendimentos turísticos são regulados pelo regime plano de pormenor ou licença ou autorização
jurídico da urbanização e da edificação, com as espe- de loteamento em vigor esteja expressamente
cificidades estabelecidas nos artigos seguintes, compe- afecta ao uso proposto.
tindo às câmaras municipais o seu licenciamento ou a
sua autorização. 3 — A Direcção-Geral do Turismo deve pronun-
2 — Quando se prevejam obras de urbanização no ciar-se no prazo de 30 dias a contar da data da recepção
presente diploma, aplica-se o regime previsto no número da documentação.
anterior. 4 — A não emissão de parecer dentro do prazo fixado
3 — Os pedidos de informação prévia e de licencia- no n.o 3 entende-se como parecer favorável.
mento ou de autorização de operações urbanísticas rela- 5 — É aplicável ao pedido de informação prévia o
tivos à instalação dos empreendimentos turísticos devem disposto no artigo 16.o
ser instruídos nos termos da legislação referida no n.o 1,
e ainda com os elementos constantes de portaria con- Artigo 13.o
junta dos membros do Governo responsáveis pelas áreas Prazo para a deliberação
do ordenamento do território e do turismo, devendo
o interessado indicar no pedido o tipo de empreendi- O prazo para a deliberação da câmara municipal sobre
mento, bem como o nome e a classificação pretendidos. o pedido de informação prévia conta-se a partir da data
4 — Para os efeitos do disposto nos n.os 2 e 3 do da recepção do parecer referido no artigo anterior ou
artigo 19.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezem- do termo do prazo estabelecido para a sua emissão.
bro, os pareceres da Direcção-Geral do Turismo, da
direcção regional do ambiente e do ordenamento do Artigo 14.o
território, das autoridades de saúde e do Serviço Nacio-
nal de Bombeiros, emitidos, respectivamente, ao abrigo Consulta à direcção regional do ambiente
e do ordenamento do território
do disposto nos artigos 12.o, 14.o, 15.o, 19.o, 20.o e 22.o,
são obrigatoriamente comunicados por aquelas entida- 1 — Sem prejuízo do disposto no artigo 39.o do Decre-
des à câmara municipal competente. to-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro, a câmara muni-
5 — Os estudos e projectos de empreendimentos cipal deve solicitar o parecer sobre a localização do
turísticos devem ser subscritos por arquitecto ou por empreendimento turístico à direcção regional do
arquitecto em colaboração com engenheiro civil, devi- ambiente e do ordenamento do território competente,
damente identificados. no âmbito do pedido de informação prévia, remeten-
do-lhe para o efeito a documentação necessária no prazo
de 10 dias após a recepção do requerimento previsto
SECÇÃO II no artigo 10.o
Pedido de informação prévia 2 — O parecer referido no número anterior destina-se
a apreciar a localização do empreendimento turístico.
3 — A direcção regional do ambiente e do ordena-
Artigo 11.o mento do território deve pronunciar-se no prazo de
30 dias a contar da data da recepção da documentação.
Requerimento
4 — A não emissão do parecer dentro do prazo fixado
Qualquer interessado pode requerer à câmara muni- no número anterior entende-se como parecer favorável.
cipal informação prévia sobre a possibilidade de instalar 5 — Quando desfavorável, o parecer da direcção
um empreendimento turístico e quais os respectivos con- regional do ambiente e do ordenamento do território
dicionamentos urbanísticos. competente é vinculativo.

Artigo 12.o SECÇÃO III

Consulta à Direcção-Geral do Turismo Licenciamento ou autorização de operações urbanísticas

1 — Sempre que a Direcção-Geral do Turismo deva Artigo 15.o


emitir parecer sobre o licenciamento ou a autorização Parecer da Direcção-Geral do Turismo
para a realização de obras de edificação referentes a
empreendimentos turísticos, a câmara municipal deve 1 — O deferimento pela câmara municipal do pedido
consultar aquela entidade no âmbito da apreciação do do licenciamento ou de autorização para a realização
pedido de informação prévia, remetendo-lhe para o de obras de edificação referentes a empreendimentos
efeito a documentação necessária no prazo de 10 dias turísticos carece sempre de parecer da Direcção-Geral
após a recepção do requerimento referido no artigo do Turismo sobre o projecto de arquitectura e sobre
anterior. a localização dos mesmos nos casos previstos no n.o 3.
2098 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 59 — 11 de Março de 2002

2 — À consulta prevista no número anterior aplica-se desfavorável, esta notifica o interessado, dando-lhe a
o disposto no artigo 19.o do Decreto-Lei n.o 555/99, conhecer os mesmos, antes de o comunicar à câmara
de 16 de Dezembro, com excepção do prazo previsto municipal.
no n.o 8 daquele artigo, que é alargado para 30 dias. 2 — No caso previsto no número anterior, pode o
3 — O parecer da Direcção-Geral do Turismo des- interessado no prazo de oito dias a contar da data da
tina-se a verificar os seguintes aspectos: comunicação prevista no número anterior pronunciar-se
a) A adequação do empreendimento turístico pro- por escrito, junto do director-geral do Turismo, de forma
jectado ao uso pretendido; fundamentada.
b) O cumprimento das normas estabelecidas no 3 — Logo que recebida a resposta do interessado pre-
presente diploma e seus regulamentos; vista no número anterior, o director-geral do Turismo
c) A apreciação da localização do empreendi- pode determinar a intervenção de uma comissão, com-
mento turístico, quando este não se situar numa posta por:
área que nos termos de plano de urbanização,
plano de pormenor ou licença ou autorização a) Um perito por ele nomeado, que presidirá;
de loteamento em vigor esteja expressamente b) Dois representantes da Direcção-Geral do
afecta ao uso proposto. Turismo;
c) Um representante da Confederação do Turismo
4 — Salvo no que respeita aos parques de campismo, Português, excepto no caso dos empreendimen-
a Direcção-Geral do Turismo, juntamente com o pare- tos previstos no n.o 3 do artigo 4.o;
cer, aprova o nome do empreendimento e, a título pro- d) Um representante de outra associação patronal
visório, fixa a capacidade máxima e aprova a classificação do sector, no caso de requerente o indicar no
que o mesmo pode atingir de acordo com o projecto pedido de vistoria.
apresentado.
5 — A Direcção-Geral do Turismo pode sujeitar a 4 — Poderão ainda integrar a comissão prevista no
aprovação definitiva da classificação pretendida ao cum- número anterior representantes de outros serviços ou
primento de condicionamentos legais ou regulamen- organismos cuja intervenção seja considerada conve-
tares. niente pelo director-geral do Turismo, embora sem
6 — A não emissão de parecer dentro do prazo fixado
direito a voto.
no n.o 2 entende-se como parecer favorável.
5 — A comissão pronuncia-se sobre a resposta do
interessado no prazo de 15 dias a contar da data do
Artigo 16.o despacho que determina a sua intervenção.
Parecer desfavorável 6 — Compete ao presidente da comissão convocar os
restantes membros com uma antecedência mínima de
1 — Pode ser emitido parecer desfavorável pela cinco dias, devendo para tal solicitar previamente às
Direcção-Geral do Turismo com fundamento na ina- diversas entidades a indicação dos seus representantes.
dequação do empreendimento turístico projectado ao 7 — A ausência dos representantes das entidades
uso pretendido nas seguintes situações:
referidas nas alíneas b) a d) do n.o 3 e no n.o 4, desde
a) Caso se verifique a existência de indústrias, acti- que regularmente convocados, não é impeditiva nem
vidades ou locais insalubres, poluentes, ruidosos constitui justificação do não funcionamento da comissão
ou incómodos nas proximidades do empreen- nem da emissão do parecer.
dimento ou a previsão da sua existência em 8 — A Direcção-Geral do Turismo, quando for caso
plano especial ou municipal de ordenamento disso, reformulará a posição inicial de acordo com o
do território legalmente aprovado; sentido de parecer da comissão.
b) Quando não forem preservadas as condições 9 — No caso previsto no n.o 1, a Direcção-Geral do
naturais ou paisagísticas do meio ambiente e Turismo deve comunicar à câmara municipal que o
do património cultural; prazo previsto no n.o 2 do artigo 15.o se considera sus-
c) Quando não existirem vias de acesso adequadas; penso de acordo com o estabelecido naquele número.
d) Quando não existirem ou forem insuficientes 10 — Quando o director-geral do Turismo não deter-
as estruturas hospitalares ou de assistência minar a intervenção da comissão, a Direcção-Geral do
médica, se o tipo e a dimensão do empreen- Turismo enviará o parecer à câmara municipal no prazo
dimento as justificarem; de 15 dias a contar da data da recepção da resposta
e) Quando se situarem na proximidade de estru- do interessado ou do termo do prazo previsto no n.o 2.
turas urbanas degradadas.
11 — Quando o director-geral do Turismo determinar
a intervenção da comissão nos termos previstos no n.o 3,
2 — Pode ainda ser emitido parecer desfavorável pela
Direcção-Geral do Turismo, com fundamento no des- enviará o parecer à câmara municipal no prazo de 30 dias
respeito das normas referidas nas alíneas b) e c) do a contar da data da recepção do parecer da comissão
n.o 3 do artigo anterior. ou do termo do prazo previsto no n.o 5.
3 — Quando desfavorável, o parecer da Direcção-Ge-
ral do Turismo é vinculativo. Artigo 18.o
Artigo 17.o Alterações a introduzir
Audição prévia
Quando emitir parecer desfavorável, a Direcção-Ge-
1 — Quando a Direcção-Geral do Turismo estiver na ral do Turismo deve justificar as alterações a introduzir
posse de elementos que possam conduzir a um parecer no projecto de arquitectura.
N.o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2099

Artigo 19.o 3 — A autorização a que se refere o n.o 1 deve ser


Parecer da direcção regional do ambiente
emitida no prazo de 15 dias a contar da data da recepção
e do ordenamento do território da documentação, sob pena de o requerimento se enten-
der como tacitamente deferido.
1 — Sem prejuízo do disposto no artigo 39.o do Decre- 4 — A Direcção-Geral do Turismo deve dar conhe-
to-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro, a câmara muni- cimento à câmara municipal das obras que autorize nos
cipal deve solicitar o parecer sobre a localização do termos dos números anteriores e, se for caso disso, da
empreendimento turístico à direcção regional do alteração da classificação ou da capacidade máxima do
ambiente e do ordenamento do território competente, empreendimento, para efeito do seu averbamento ao
se esta não se tiver pronunciado no âmbito do pedido alvará de licença ou de autorização de utilização
de informação prévia, remetendo-lhe para o efeito a turística.
documentação necessária no prazo de 10 dias após a 5 — Se o interessado pretender realizar as obras refe-
recepção do requerimento previsto no artigo 11.o ridas no n.o 1 durante a construção do empreendimento,
2 — O parecer referido no número anterior destina-se deve requerer previamente à Direcção-Geral do
apenas a apreciar a localização do empreendimento Turismo a respectiva autorização, aplicando-se nesse
turístico. caso o disposto na parte final do n.o 2 e nos n.os 3
3 — À consulta prevista no n.o 1 aplica-se o disposto e 4.
no artigo 19.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Artigo 22.o
Dezembro, com excepção do prazo previsto no n.o 8
daquele artigo, que é alargado para 30 dias. Parecer do Serviço Nacional de Bombeiros
4 — Quando desfavorável, o parecer da direcção 1 — O deferimento pela câmara municipal do pedido
regional do ambiente e do ordenamento do território do licenciamento ou de autorização para a realização
competente é vinculativo. de obras de edificação em empreendimentos turísticos
carece de parecer do Serviço Nacional de Bombeiros.
Artigo 20.o 2 — À consulta e à emissão de parecer do Serviço
Nacional de Bombeiros no âmbito de um processo de
Parecer das autoridades de saúde
licenciamento ou de autorização aplica-se o disposto
1 — O deferimento pela câmara municipal do pedido no artigo 19.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de
de licenciamento ou de autorização para a realização Dezembro, com excepção do prazo previsto no n.o 8
de obras de edificação em empreendimentos turísticos daquele artigo, que é alargado para 30 dias.
carece de parecer das autoridades de saúde a emitir 3 — O parecer do Serviço Nacional de Bombeiros
pelo delegado concelhio de saúde ou adjunto do dele- destina-se a verificar o cumprimento das regras de segu-
gado concelhio de saúde, remetendo-lhe para o efeito rança contra riscos de incêndio constantes de regula-
a documentação necessária no prazo de 10 dias após mento aprovado por portaria conjunta dos membros do
a recepção do requerimento previsto no artigo 10.o Governo responsáveis pelas áreas da administração
2 — À emissão de parecer das autoridades de saúde interna e do turismo.
aplica-se o disposto no artigo 19.o do Decreto-Lei 4 — Nos casos previstos nos n.os 1 e 5 do artigo ante-
n.o 555/99, de 16 de Dezembro, com excepção do prazo rior, a Direcção-Geral do Turismo deve consultar o Ser-
previsto no n.o 8 daquele artigo, que é alargado para viço Nacional de Bombeiros para efeito da emissão de
30 dias. parecer sobre o cumprimento das regras de segurança
3 — O parecer das autoridades de saúde destina-se contra riscos de incêndio.
a verificar o cumprimento das normas de higiene e saúde 5 — O parecer referido no número anterior deve ser
públicas previstas no Decreto-Lei n.o 336/93, de 29 de emitido no prazo de 15 dias a contar da data da recepção
Setembro. da documentação enviada pela Direcção-Geral do
4 — Quando desfavorável, o parecer das autoridades Turismo, sob pena de o mesmo ser considerado favo-
de saúde é vinculativo. rável.
6 — Quando desfavoráveis, os pareceres do Serviço
Artigo 21.o Nacional de Bombeiros são vinculativos.
Obras isentas ou dispensadas de licença ou de autorização municipal

1 — Carecem de autorização da Direcção-Geral do Artigo 23.o


Turismo as obras previstas nas alíneas a) e b) do n.o 1 Autorização do Serviço Nacional de Bombeiros
do artigo 6.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezem-
bro, quando as mesmas forem realizadas no interior 1 — Carecem de autorização do Serviço Nacional de
de empreendimentos turísticos, desde que: Bombeiros as obras a realizar no interior dos empreen-
dimentos turísticos, quando estejam isentas ou dispen-
a) Se destinem a alterar a classificação ou a capa- sadas de licença ou de autorização municipal, nos termos
cidade máxima do empreendimento; ou previstos nas alíneas a) e b) do n.o 1 do artigo 6.o do
b) Sejam susceptíveis de prejudicar os requisitos Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro, nem sujeitas
mínimos exigíveis para a classificação do a autorização da Direcção-Geral do Turismo, nos termos
empreendimento, nos termos do presente do artigo 21.o
diploma e do regulamento a que se refere o 2 — Para efeito do disposto no número anterior, o
n.o 3 do artigo 1.o interessado deve dirigir ao Serviço Nacional de Bom-
beiros um requerimento instruído nos termos da portaria
2 — Para os efeitos previstos no número anterior, o referida no n.o 3 do artigo 10.o, aplicando-se com as
interessado deve dirigir à Direcção-Geral do Turismo necessárias adaptações o disposto no n.o 4 do artigo 21.o
um requerimento instruído nos termos da portaria refe- 3 — A autorização a que se refere o n.o 1 deve ser
rida no n.o 3 do artigo 10.o emitida no prazo de 15 dias a contar da data da recepção
2100 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 59 — 11 de Março de 2002

da documentação, sob pena de o requerimento se enten- b) O delegado concelhio de saúde ou o adjunto


der como tacitamente deferido. do delegado concelhio de saúde;
c) Um representante do Serviço Nacional de
Artigo 24.o Bombeiros;
d) Um representante do órgão regional ou local
Aprovação da classificação dos parques de campismo de turismo;
No caso dos parques de campismo, a câmara muni- e) Um representante da Confederação do Turismo
cipal, juntamente com a emissão do alvará de licença Português, excepto quando se tratar dos
ou de autorização para a realização de obras de edi- empreendimentos previstos no n.o 3 do
ficação urbanísticas, aprova o nome do empreendimento artigo 4.o;
e, a título provisório, fixa a capacidade máxima e aprova f) Um representante de outra associação patronal
a classificação que pode ser obtida de acordo com o do sector, no caso do requerente o indicar no
projecto apresentado, e ou a sua qualificação, consoante pedido de vistoria;
os casos. g) Um representante da Federação Portuguesa de
Campismo, quando se tratar dos empreendi-
SECÇÃO IV mentos previstos no n.o 3 do artigo 4.o
Licenciamento ou autorização da utilização
3 — O requerente da licença ou da autorização de
Artigo 25.o utilização turística, os autores dos projectos e o técnico
responsável pela direcção técnica da obra participam
Licença ou autorização de utilização turística
na vistoria sem direito a voto.
1 — Concluída a obra e equipado o empreendimento 4 — Compete ao presidente da câmara municipal con-
em condições de iniciar o seu funcionamento, o inte- vocar as entidades referidas nas alíneas b) a g) do n.o 2
ressado requer a concessão da licença ou da autorização e as pessoas referidas no número anterior com a ante-
de utilização turística dos edifícios novos, reconstruídos, cedência mínima de oito dias.
ampliados ou alterados, ou das fracções autónomas cujas 5 — A ausência das entidades referidas nas alíneas b)
obras tenham sido licenciadas ou autorizadas nos termos a g) do n.o 2 e das pessoas referidas no n.o 3, desde
do presente diploma. que regularmente convocadas, não é impeditiva, nem
2 — A licença ou a autorização de utilização turística constitui justificação da não realização da vistoria, nem
destina-se a comprovar, para além do disposto no da concessão da licença ou da autorização de utilização
artigo 62.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezem- turística.
bro, a observância das normas relativas às condições 6 — A comissão referida no n.o 2, depois de proceder
sanitárias e à segurança contra riscos de incêndio. à vistoria, elabora o respectivo auto, devendo entregar
3 — A licença ou a autorização de utilização turística uma cópia ao requerente.
é sempre precedida da vistoria a que se refere o artigo 7 — Quando o auto de vistoria conclua em sentido
seguinte, a qual substitui a vistoria prevista no artigo 64.o desfavorável ou quando seja desfavorável o voto, fun-
do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro. damentado, de um dos elementos referidos nas alí-
4 — O prazo para deliberação sobre a concessão da neas b) e c) do n.o 2, não pode ser concedida a licença
licença ou autorização de utilização é o constante da ou a autorização de utilização turística.
alínea b) do n.o 1 do artigo 30.o do Decreto-Lei
n.o 555/99, de 16 de Dezembro, no caso de se tratar Artigo 27.o
de procedimento de autorização, e o previsto na alí-
nea d) do n.o 1 do artigo 23.o do mesmo diploma, no Alvará de licença ou de autorização de utilização turística
caso de se tratar de procedimento de licenciamento, 1 — Concedida a licença ou a autorização de utili-
a contar, em ambos os casos, a partir da data da rea- zação turística, o titular requer ao presidente da câmara
lização da vistoria ou do termo do prazo para a sua municipal a emissão do alvará que a titula, o qual deve
realização. ser emitido no prazo de 30 dias a contar da data da
5 — No caso dos parques de campismo, juntamente recepção do respectivo requerimento.
com a licença ou a autorização de utilização turística 2 — A emissão do alvará deve ser notificada ao reque-
é confirmada ou alterada, a título definitivo, em função rente, por correio registado, no prazo de oito dias a
do resultado da vistoria, a classificação do empreen- contar da data da sua decisão.
dimento, e ou a sua qualificação, consoante os casos,
fixando-se ainda a respectiva capacidade máxima.
Artigo 28.o
Artigo 26.o Funcionamento dos empreendimentos turísticos

Vistoria 1 — O funcionamento dos empreendimentos turísti-


cos depende apenas da titularidade do alvará de licença
1 — A vistoria deve realizar-se no prazo de 30 dias ou de autorização de utilização turística, emitido nos
a contar da data da apresentação do requerimento refe- termos do disposto no artigo anterior, o qual constitui,
rido no n.o 1 do artigo anterior e, sempre que possível, relativamente a estes empreendimentos, o alvará de
em data a acordar com o interessado.
licença ou autorização de utilização previsto nos arti-
2 — A vistoria é efectuada por uma comissão com-
gos 62.o e 74.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de
posta por:
Dezembro.
a) Três técnicos a designar pela câmara municipal, 2 — Sem prejuízo do disposto no número seguinte,
dos quais, pelo menos, dois devem ter formação a emissão do alvará de licença ou de autorização de
e habilitação legal para assinar projectos cor- utilização turística de um empreendimento turístico
respondentes à obra objecto de vistoria; pressupõe a permissão de funcionamento de todas as
N.o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2101

suas partes integrantes, incluindo os estabelecimentos referidos no n.o 1 ou do termo do prazo para a emissão
de restauração e de bebidas. dos mesmos.
3 — O funcionamento do empreendimento pode ser 4 — O prazo para deliberação sobre a concessão da
autorizado por fases, aplicando-se a cada uma delas o licença ou autorização de utilização ou de alteração da
disposto na presente secção. utilização é o constante da alínea b) do n.o 1 do artigo
30.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro,
no caso de se tratar de procedimento de autorização,
Artigo 29.o
e o previsto na alínea d) do n.o 1 do artigo 23.o do
Especificações do alvará mesmo diploma, no caso de se tratar de procedimento
de licenciamento, a contar, em ambos os casos, a partir
1 — O alvará de licença ou de autorização de uti- da data da realização da vistoria ou do termo do prazo
lização turística deve especificar, para além dos elemen- para a sua realização.
tos referidos no n.o 5 do artigo 77.o do Decreto-Lei
n.o 555/99, de 16 de Dezembro, os seguintes: Artigo 32.o
a) A identificação da entidade exploradora do Caducidade da licença ou da autorização de utilização turística
empreendimento; 1 — A licença ou a autorização de utilização turística
b) O nome do empreendimento; caduca:
c) A classificação provisoriamente aprovada pela
Direcção-Geral do Turismo; a) Se o empreendimento turístico não iniciar o seu
d) A capacidade máxima do empreendimento pro- funcionamento no prazo de um ano a contar
visoriamente fixada pela Direcção-Geral do da data da emissão do alvará de licença ou de
Turismo; autorização de utilização turística ou do termo
e) No caso dos parques de campismo, a classifi- do prazo para a sua emissão;
cação, e ou a qualificação, consoante os casos, b) Se o empreendimento turístico se mantiver
e a capacidade máxima confirmadas ou alte- encerrado por período superior a um ano, salvo
radas pelo presidente da câmara municipal. por motivo de obras;
c) Quando seja dada ao empreendimento uma uti-
lização diferente da prevista no respectivo
2 — Sempre que haja alteração de qualquer dos ele- alvará;
mentos constantes do alvará, a entidade exploradora d) Se não for requerida a aprovação da classifi-
do empreendimento deve, para efeitos de averbamento, cação do empreendimento nos termos previstos
comunicar o facto à câmara municipal no prazo de no artigo seguinte;
30 dias a contar da data do mesmo, enviando cópia e) Quando, por qualquer motivo, o empreendi-
à Direcção-Geral do Turismo. mento não puder ser classificado ou manter a
classificação de empreendimento turístico.
Artigo 30.o
Modelo de alvará de licença ou autorização de utilização turística
2 — Caducada a licença ou a autorização de utilização
turística, o respectivo alvará é cassado e apreendido pela
O modelo de alvará de licença ou de autorização câmara municipal, por iniciativa própria, no caso dos
de utilização turística é aprovado por portaria conjunta parques de campismo, ou a pedido da Direcção-Geral
dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do do Turismo, nos restantes casos.
ordenamento do território e do turismo. 3 — A apreensão do alvará tem lugar na sequência
de notificação ao respectivo titular, sendo em seguida
encerrado o empreendimento.
Artigo 31.o
Alteração da utilização e concessão de licença ou autorização
de utilização em edifícios sem anterior título de utilização Artigo 33.o
Intimação judicial para a prática de acto legalmente devido
1 — Se for requerida a alteração ao uso fixado em
anterior licença ou autorização de utilização para per- 1 — Decorridos os prazos para a prática de qualquer
mitir que o edifício, ou sua fracção, se destine à ins- acto especialmente regulado no presente diploma sem
talação de um dos empreendimentos referidos nas alí- que o mesmo se mostre praticado, aplica-se aos
neas a) a c) do n.o 2 do artigo 1.o ou quando se pretender empreendimentos turísticos, com as necessárias adap-
utilizar total ou parcialmente edifícios que não possuam tações, o disposto nos artigos 111.o, 112.o e 113.o do
licença ou autorização de utilização para neles se pro- Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro.
ceder à instalação daqueles empreendimentos, a câmara 2 — As associações patronais do sector do turismo
municipal deve consultar a Direcção-Geral do Turismo, que tenham personalidade jurídica podem intentar, em
o Serviço Nacional de Bombeiros e as autoridades de nome dos seus associados, os pedidos de intimação pre-
saúde, aplicando-se aos pareceres destas entidades, com vistos no número anterior.
as necessárias adaptações, o disposto nos artigos 15.o,
16.o, 20.o e 22.o
SECÇÃO V
2 — Quando as operações urbanísticas previstas no
número anterior envolverem a realização das obras Classificação
previstas nas alíneas a) e b) do n.o 1 do artigo 6.o do
Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezembro, os pareceres Artigo 34.o
referidos no número anterior englobam a autorização
Requerimento
prevista nos artigos 21.o e 23.o
3 — O prazo para a realização da vistoria prevista 1 — No prazo de dois meses a contar da data da emis-
no artigo 26.o conta-se a partir da recepção dos pareceres são do alvará de licença ou de autorização de utilização
2102 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 59 — 11 de Março de 2002

turística ou da abertura do empreendimento nos termos 3 — A classificação e a capacidade máxima definitivas


no n.o 1 do artigo anterior, o interessado deve requerer do empreendimento são averbadas ao alvará de licença
à Direcção-Geral do Turismo a aprovação definitiva da ou de autorização de utilização turística, devendo para
classificação dos empreendimentos turísticos referidos o efeito a Direcção-Geral do Turismo comunicar o facto
nas alíneas a) e b) do n.o 2 do artigo 1.o à câmara municipal.
2 — Salvo no caso de se verificar alguma das situações
previstas no n.o 1 do artigo anterior, o requerimento Artigo 37.o
referido no número anterior deve ser acompanhado de Deferimento tácito
cópia do alvará de licença ou de autorização de uti-
lização turística. A não realização da vistoria no prazo fixado no n.o 2
3 — A aprovação a que se refere o n.o 1 é sempre do artigo 35.o ou a falta de decisão final no prazo referido
precedida de vistoria a efectuar pela Direcção-Geral no n.o 1 do artigo anterior valem como deferimento
do Turismo, nos termos do artigo seguinte. tácito do pedido de aprovação definitiva da classificação
do empreendimento, considerando-se também definitiva
a capacidade máxima do mesmo provisoriamente fixada.
Artigo 35.o
Vistoria para efeitos de classificação
Artigo 38.o
1 — A vistoria a realizar pela Direcção-Geral do
Revisão da classificação
Turismo para a aprovação definitiva da classificação do
empreendimento destina-se a verificar a observância das 1 — A classificação atribuída a um empreendimento
normas e dos requisitos relativos à classificação pre- pode ser revista pelo órgão competente, a todo o tempo,
tendida estabelecidos no regulamento a que se refere oficiosamente, a solicitação do respectivo órgão regional
o n.o 3 do artigo 1.o ou local de turismo ou a requerimento dos interessados,
2 — A vistoria deve realizar-se no prazo de 45 dias nas seguintes situações:
a contar da data da apresentação do comprovativo do
pagamento das taxas a que se refere o artigo 68.o e, a) Verificada a alteração dos pressupostos que a
sempre que possível, em data a acordar com o inte- determinaram ao abrigo das normas e dos requi-
ressado. sitos previstos no regulamento a que se refere
3 — A vistoria é efectuada por uma comissão com- o n.o 3 do artigo 1.o;
posta por: b) Se o interessado, na sequência de vistoria efec-
tuada ao empreendimento, não realizar as obras
a) Dois técnicos da Direcção-Geral do Turismo; ou não eliminar as deficiências para que foi noti-
b) Um representante do órgão regional ou local ficado, no prazo, não superior a 18 meses, que
de turismo; lhe tiver sido fixado pela Direcção-Geral do
c) Um representante da Confederação do Turismo Turismo ou pelo presidente da câmara muni-
Português; cipal, consoante os casos, sem prejuízo do dis-
d) Um representante de outra associação patronal posto no n.o 3.
do sector, no caso do requerente o indicar no
pedido de vistoria. 2 — Em casos excepcionais resultantes da complexi-
dade e morosidade da execução dos trabalhos, o prazo
4 — O requerente participa na vistoria sem direito previsto no número anterior pode ser prorrogado por
a voto. um período não superior a 12 meses, a requerimento
5 — Compete ao director-geral do Turismo convocar do interessado.
as entidades referidas nas alíneas b) a d) do n.o 3 e 3 — Sempre que as obras necessitem de licença ou
o requerente com a antecedência mínima de oito dias. de autorização camarária, o prazo para a sua realização
6 — A ausência dos representantes referidos nas alí- é o fixado pela câmara municipal na respectiva licença
neas b) a d) do n.o 3 e do requerente, desde que regu- ou autorização.
larmente convocados, não é impeditiva nem constitui 4 — Caso se verifique, na sequência de vistoria efec-
justificação da não realização da vistoria. tuada ao empreendimento, que o mesmo não reúne os
7 — Depois de proceder à vistoria, a comissão refe- requisitos mínimos para poder ser classificado em qual-
rida no número anterior elabora o respectivo auto, do quer tipo, grupo e categoria de empreendimento turís-
qual deve constar a capacidade máxima do empreen- tico, deve ser determinado o seu imediato encerramento
dimento, devendo entregar uma cópia ao requerente. temporário até que sejam realizadas as obras ou eli-
minadas as deficiências que permitam atribuir-lhe uma
Artigo 36.o nova classificação.
Classificação
5 — No caso previsto no número anterior, o presi-
dente da câmara municipal, oficiosamente ou a soli-
1 — No prazo de 15 dias a contar da realização da citação da Direcção-Geral do Turismo, deve apreender
vistoria referida no artigo anterior ou, não tendo havido o respectivo alvará de licença ou de autorização de uti-
vistoria, do termo do prazo para a sua realização, a lização turística enquanto não for atribuída ao empreen-
Direcção-Geral do Turismo deve, a título definitivo, dimento nova classificação.
aprovar a classificação do empreendimento e fixar a 6 — À alteração da capacidade máxima dos empreen-
respectiva capacidade máxima, sem prejuízo do disposto dimentos turísticos aplica-se, com as necessárias adap-
no n.o 4 do artigo 38.o tações, o disposto no n.o 1.
2 — Quando a classificação ou a capacidade máxima 7 — Quando for requerida a reclassificação do
definitivas não coincidam com a classificação ou a capa- empreendimento pelo interessado. aplica-se, com as
cidade provisórias, a decisão deve ser fundamentada. necessárias adaptações, o disposto nos artigos 35.o a 37.o
N.o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2103

Artigo 39.o ção-Geral do Turismo ou pelo presidente da câmara


Recurso hierárquico
municipal, consoante os casos.
3 — O nome dos empreendimentos não pode sugerir
1 — Quando o interessado não concorde com a clas- uma classificação que não lhes caiba ou características
sificação ou a capacidade máxima atribuídas pela Direc- que não possuam.
ção-Geral do Turismo nos termos do artigo 36.o, ou 4 — Salvo quando pertencem à mesma organização,
com a revisão efectuada nos termos dos n.o 1 do artigo os empreendimentos turísticos não podem usar nomes
anterior, com a necessidade de proceder a obras e com iguais ou por tal forma semelhantes a outros já existentes
o prazo fixado para a sua realização, pode interpor ou requeridos que possam induzir em erro ou serem
recurso hierárquico para o membro do Governo res- susceptíveis de confusão.
ponsável pela área do turismo. 5 — A expressão «residencial» só pode ser incluída
2 — Logo que interposto o recurso, o membro do no nome dos estabelecimentos hoteleiros que como tal
Governo referido no número anterior pode determinar forem classificados pela Direcção-Geral do Turismo, nos
a intervenção de uma comissão composta por: termos a estabelecer em regulamento.
6 — Salvo nos casos expressamente previstos na lei
a) Um perito por ele nomeado, que presidirá;
e naqueles que pela sua natureza não se encontrem
b) Dois representantes da Direcção-Geral do
em situação de concorrência com os empreendimentos
Turismo;
turísticos, só os empreendimentos previstos no n.o 2 do
c) Um representante do órgão regional ou local
artigo 1.o podem usar na sua designação as expressões
de turismo;
«turismo» ou «turístico».
d) Um representante da Confederação do Turismo
Português.
Artigo 42.o
3 — A comissão emite um parecer sobre o recurso Referência à classificação e à capacidade
interposto no prazo de 30 dias a contar da data do
despacho da sua constituição. 1 — Em toda a publicidade, correspondência, docu-
4 — Compete ao presidente da comissão convocar os mentação e, de um modo geral, em toda a actividade
restantes membros com uma antecedência mínima de externa do empreendimento não podem ser sugeridas
oito dias, devendo para tal solicitar previamente às diver- características que este não possua, sendo obrigatória
sas entidades a indicação dos seus representantes. a referência à classificação aprovada, sem prejuízo do
5 — A ausência dos representantes das entidades disposto no número seguinte.
referidas nas alíneas b) a d) do n.o 2, desde que regu- 2 — Nos anúncios ou reclamos instalados nos pró-
larmente convocados, não é impeditiva nem constitui prios empreendimentos pode constar apenas o seu
justificação do não funcionamento da comissão nem da nome.
emissão do parecer. Artigo 43.o
Artigo 40.o Exploração de serviços de alojamento turístico
Dispensa de requisitos
1 — Com excepção das casas e empreendimentos de
1 — Os requisitos exigidos para a atribuição da clas- turismo no espaço rural, das casas de natureza, dos quar-
sificação pretendida podem ser dispensados quando a tos particulares e dos estabelecimentos de hospedagem
sua estrita observância comprometer a rendibilidade do previstos no artigo 79.o, a exploração de serviços de
empreendimento ou for susceptível de afectar as carac- alojamento turístico apenas é permitida em edifício ou
terísticas arquitectónicas ou estruturais dos edifícios parte de edifício que constitua ou integre um dos
que: empreendimentos turísticos referidos no n.o 2 do
artigo 1.o
a) Sejam classificados a nível nacional, regional ou 2 — Presume-se que existe exploração de serviços de
local; ou alojamento quando os edifícios ou as suas partes estejam
b) Possuam reconhecido valor histórico, arquitec- mobilados e equipados, e neles sejam prestados serviços
tónico, artístico ou cultural. de arrumação e limpeza, em condições de poderem ser
normalmente utilizados por pessoas para neles se hos-
2 — A dispensa de requisitos pode ainda ser conce- pedar e sejam, por qualquer meio, anunciados ao
dida a projectos reconhecidamente inovadores e valo- público, directamente ou através dos meios de comu-
rizantes da oferta turística. nicação social, para serem locados a turistas dia a dia
3 — A verificação do disposto nos números anteriores ou com carácter temporário e, bem assim, quando a
é feita pela Direcção-Geral do Turismo. sua locação aos turistas seja feita através de interme-
diário ou de uma agência de viagens.
CAPÍTULO IV 3 — A presunção prevista no número anterior veri-
fica-se, ainda que se trate de construções amovíveis ou
Exploração e funcionamento pré-fabricadas e mesmo que não possam ser legalmente
consideradas como edifícios ou parte destes.
Artigo 41.o 4 — Sempre que se verifique alguma das situações
Nomes dos empreendimentos
previstas nos n.os 2 e 3 deste artigo, a Direcção-Geral
do Turismo pode oficiosamente, ou a pedido dos órgãos
1 — O nome dos empreendimentos turísticos inclui regionais ou locais de turismo, da Confederação do
obrigatoriamente a referência ao grupo a que os mesmos Turismo Português ou das associações patronais do sec-
pertencem. tor classificar aquelas instalações como empreendimen-
2 — Os empreendimentos turísticos não podem fun- tos turísticos, nos termos a estabelecer nos regulamentos
cionar com nome diferente do aprovado pela Direc- a que se refere o n.o 3 do artigo 1.o
2104 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 59 — 11 de Março de 2002

5 — As unidades de alojamento dos empreendimen- f) A indicação das instalações, equipamentos e ser-


tos turísticos não se consideram retiradas da exploração viços de exploração turística;
de serviços de alojamento pelo facto de se encontrarem g) As infra-estruturas urbanísticas e a referência
sujeitas ao regime do direito real de habitação periódica. ao respectivo contrato de urbanização, quando
for caso disso;
Artigo 44.o h) Os meios de resolução dos conflitos de inte-
resses.
Exploração dos empreendimentos turísticos

1 — A exploração de cada empreendimento turístico 3 — Do título previsto no número anterior deve ainda
deve ser da responsabilidade de uma única entidade. fazer parte um regulamento de administração do
2 — A unidade de exploração do empreendimento empreendimento relativo, designadamente, à conserva-
não é impeditiva de a propriedade das várias fracções ção, fruição e funcionamento das instalações, equipa-
imobiliárias que o compõem pertencer a mais de uma mentos e serviços de exploração turística.
pessoa. 4 — O título previsto no n.o 2 deve ser depositado
3 — Só as unidades de alojamento podem ser reti- na Direcção-Geral do Turismo antes da celebração de
radas da exploração dos empreendimentos turísticos e qualquer contrato de transmissão, ou contrato-promessa
apenas nos casos e nos termos estabelecidos no regu- de transmissão, das fracções imobiliárias que integrem
lamento previsto no n.o 3 do artigo 1.o o empreendimento.
4 — As unidades de alojamento que tiverem sido reti- 5 — Para efeitos do disposto no número anterior, os
radas da exploração de um empreendimento turístico proprietários das fracções autónomas afectas à explo-
não podem ser objecto de outra exploração comercial, ração turística devem comunicar à entidade exploradora
turística ou não. a venda, o arrendamento, o direito de uso e habitação
ou qualquer outra forma de transmissão da propriedade
Artigo 45.o dessas fracções.
Fracções imobiliárias 6 — Depois de receber a comunicação prevista no
número anterior, a entidade exploradora do empreen-
1 — Para efeito do disposto no presente diploma, são dimento turístico deve, sempre que a mesma implicar
consideradas fracções imobiliárias as partes componen- a alteração do título constitutivo, comunicar tal facto
tes dos empreendimentos turísticos susceptíveis de cons- à Direcção-Geral do Turismo, para efeitos de depósito
tituírem unidades distintas e independentes, devida- do mesmo.
mente delimitadas, e que constituam ou se destinem 7 — A Direcção-Geral do Turismo pode recusar o
à constituição de unidades de alojamento ou a insta- depósito do título a que se referem os n.os 2 e 6, desde
lações, equipamentos e serviços de exploração turística. que não esteja elaborado de acordo com o disposto no
2 — As unidades de alojamento dos empreendimen- presente diploma e seus regulamentos, sendo concedido,
tos turísticos só constituem fracções imobiliárias quando,
nesse caso, à entidade promotora um prazo de três meses
nos termos da lei geral, sejam consideradas fracções
para apresentação de novo título.
autónomas ou como tal possam ser consideradas.
8 — Se o empreendimento estiver instalado em pré-
dio urbano já sujeito ao regime de propriedade hori-
Artigo 46.o zontal, o título constitutivo da sua composição não pode
Relações entre proprietários conter normas, cláusulas ou condições contrárias ou
modificativas do título da propriedade horizontal, sem
1 — Sem prejuízo do disposto no presente diploma que este tenha sido previamente alterado.
e seus regulamentos, às relações entre os proprietários 9 — O título constitutivo referido no n.o 2 é aprovado
das várias fracções imobiliárias dos empreendimentos por maioria de dois terços dos proprietários das fracções
turísticos é aplicável o regime da propriedade horizontal, imobiliárias, sendo as alterações ao mesmo, nos termos
com as necessárias adaptações resultantes das carac- previstos no n.o 6, aprovadas por maioria simples dos
terísticas do empreendimento. proprietários das fracções imobiliárias.
2 — A entidade titular do alvará de licença ou de 10 — A existência de título depositado nos termos
autorização de utilização turística do empreendimento do n.o 4, ou alterado nos termos previstos no n.o 6,
ou, se este ainda não tiver sido emitido, do alvará de deve ser obrigatoriamente mencionada nos contratos de
licença ou de autorização para a realização de operações transmissão, ou nos contratos-promessa de transmissão,
urbanísticas deve elaborar um título constitutivo da com- sob qualquer forma, de direitos relativos às fracções
posição do empreendimento, no qual são especificadas imobiliárias que integrem o empreendimento, sob pena
obrigatoriamente: de nulidade dos mesmos.
a) As várias fracções imobiliárias que o integram, 11 — A falta da menção referida no número anterior
por forma que fiquem perfeitamente indivi- no título de transmissão constitui fundamento de recusa
dualizadas; do registo da mesma.
b) O valor relativo de cada fracção imobiliária, Artigo 47.o
expresso em percentagem ou permilagem do Despesas de conservação, fruição e funcionamento
valor total do empreendimento, nos termos a
estabelecer em regulamento; 1 — Quando a totalidade das unidades de alojamento
c) A menção do fim a que se destina cada uma de um empreendimento turístico estiver integrada na
das fracções imobiliárias; sua exploração, ainda que aquelas pertençam a mais
d) A identificação das instalações e equipamentos de uma pessoa, as despesas de conservação e de fruição
comuns do empreendimento; de todas as instalações e equipamentos, incluindo as
e) A indicação dos serviços de utilização de uso unidades de alojamento, bem como do funcionamento
comum; dos serviços de utilização turística de uso comum, são
N.o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2105

sempre da exclusiva responsabilidade da entidade explo- ções de administradora do mesmo, desde que a deli-
radora, salvo o disposto no n.o 6 do artigo 49.o beração seja tomada por um número de votos corres-
2 — Os proprietários das unidades de alojamento dos pondente à maioria do valor total do empreendimento
empreendimentos turísticos que as retirarem da explo- e que no mesmo acto seja nomeado um novo admi-
ração turística destes mantêm a responsabilidade das nistrador para substituir aquela no exercício dessas fun-
despesas a elas relativas bem como, na proporção cor- ções de administração.
respondente ao seu valor, pelas despesas de conservação, 3 — No caso previsto no número anterior, o novo
fruição e funcionamento das instalações, dos equipa- administrador do empreendimento turístico deve, para
mentos de uso comum e dos serviços de utilização turís- além das funções que lhe cabem nos termos da lei geral,
tica de uso comum. assegurar a conservação e a fruição das instalações e
3 — As despesas de conservação, fruição e funcio- dos equipamentos comuns, bem como o funcionamento
namento relativas às instalações, equipamentos e ser- dos serviços de utilização turística de uso comum, de
viços de exploração turística são da responsabilidade modo a permitir que a entidade exploradora continue
da respectiva entidade exploradora. a exercer a sua actividade turística de exploração do
4 — As instalações e os equipamentos de uso comum, empreendimento de acordo com a respectiva categoria.
bem como os serviços de utilização turística de uso 4 — O administrador nomeado nos termos do n.o 2
comum, são aqueles que, nos termos a estabelecer em deve prestar caução de boa administração, a favor da
regulamento, são postos à disposição dos utentes do entidade exploradora do empreendimento, destinada a
empreendimento sem que possa ser exigida uma retri- assegurar o cumprimento do disposto no número ante-
buição específica pela sua utilização. rior, no montante correspondente ao valor anual das
5 — As instalações, equipamentos e serviços de explo- despesas referidas na parte final do n.o 2 do artigo 47.o,
ração turística são aqueles que, nos termos a estabelecer sem o que não pode entrar em funções.
em regulamento, são postos à disposição dos utentes 5 — A caução referida no número anterior pode ser
do empreendimento pela respectiva entidade explora- prestada por seguro, garantia bancária, depósito ban-
dora mediante o pagamento de retribuição. cário ou títulos de dívida pública, devendo o respectivo
6 — À conservação e à fruição das infra-estruturas título ser depositado na Direcção-Geral do Turismo.
urbanísticas do empreendimento aplica-se o disposto 6 — Quando se verificar a situação prevista no n.o 2,
nos n.os 1 e 2, consoante os casos, enquanto não forem os proprietários de fracções imobiliárias do empreen-
recebidas pela câmara municipal. dimento que tiverem votado favoravelmente a destitui-
ção da entidade exploradora das suas funções de admi-
nistração passam a ser responsáveis pelas despesas de
Artigo 48.o conservação e de fruição da sua fracção, ainda que, no
Deveres do proprietário caso de se tratar de uma unidade de alojamento, esta
se mantenha integrada na exploração do empreen-
1 — O proprietário de qualquer unidade de aloja- dimento.
mento que constitua fracção imobiliária de um empreen- Artigo 50.o
dimento turístico, esteja ou não integrada na sua explo-
ração turística, fica obrigado a: Acesso aos empreendimentos

a) Não alterar substancialmente a sua estrutura 1 — É livre o acesso aos empreendimentos turísticos,
externa ou o seu aspecto estético exterior, de salvo o disposto nos números seguintes.
forma a não afectar a unidade do empreen- 2 — Pode ser recusado o acesso ou a permanência
dimento; nos empreendimentos turísticos a quem perturbe o seu
b) Não aplicar a mesma a fim diverso daquele a funcionamento normal, designadamente por:
que se destina; a) Não utilizar os serviços neles prestados;
c) Não praticar quaisquer actos ou realizar obras b) Se recusar a cumprir as normas de funciona-
que sejam susceptíveis de afectar a continuidade mento privativas do empreendimento, desde
e a unidade urbanística do empreendimento ou que estas se encontrem devidamente publici-
prejudicar a implantação dos respectivos aces- tadas;
sos. c) Alojar indevidamente terceiros;
d) Penetrar nas áreas de serviço.
2 — O proprietário fica ainda obrigado a efectuar a
conservação da unidade de alojamento sempre que a 3 — Nos empreendimentos turísticos pode ser recu-
mesma seja retirada da exploração turística do empreen- sado o acesso às pessoas que se façam acompanhar por
dimento e no caso previsto no n.o 6 do artigo seguinte. animais, desde que essa restrição seja devidamente
publicitada, nas áreas afectas à exploração turística.
Artigo 49.o 4 — O disposto no n.o 1 não prejudica, desde que
devidamente publicitadas:
Administração dos empreendimentos
a) A possibilidade de afectação total ou parcial
1 — Nos empreendimentos turísticos em que a pro- dos empreendimentos turísticos à utilização
priedade das várias fracções imobiliárias que o compõem exclusiva por associados ou beneficiários das
pertencer a mais de uma pessoa, as funções que cabem entidades proprietárias ou da entidade explo-
ao administrador do condomínio, nos termos do regime radora;
da propriedade horizontal, são exercidas, sem limite de b) A reserva temporária de parte ou da totalidade
tempo, pela respectiva entidade exploradora, salvo o de empreendimentos turísticos.
disposto no número seguinte.
2 — A assembleia de proprietários pode destituir a 5 — A utilização do empreendimento ou de parte dele
entidade exploradora do empreendimento das suas fun- nos termos do número anterior não pode prejudicar
2106 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 59 — 11 de Março de 2002

ou diminuir a oferta de serviços obrigatórios próprios do Turismo o nome da pessoa ou das pessoas que asse-
do tipo de empreendimento. guram permanentemente aquelas funções.
6 — As entidades exploradoras dos empreendimentos
turísticos não podem dar alojamento ou permitir o Artigo 55.o
acesso a um número de utentes superior ao da respectiva
capacidade. Sinais normalizados
7 — Desde que devidamente publicitado, a entidade Nas informações de carácter geral relativas aos
exploradora dos empreendimentos turísticos pode reser- empreendimentos turísticos e aos serviços que neles são
var para os utentes neles alojados e seus acompanhantes oferecidos devem ser usados os sinais normalizados
o acesso e a utilização dos serviços, equipamentos e constantes de tabela a aprovar por portaria do membro
instalações do empreendimento. do Governo responsável pela área do turismo.

Artigo 51.o CAPÍTULO V


Período de funcionamento
Conjuntos turísticos
Os empreendimentos turísticos devem estar abertos
ao público durante todo o ano, salvo se a entidade explo- Artigo 56.o
radora comunicar à Direcção-Geral do Turismo ou à Conjuntos turísticos
câmara municipal, consoante os casos, até ao dia 1 de
Outubro de cada ano, em que período encerrará o 1 — A qualificação como conjunto turístico é atri-
empreendimento no ano seguinte. buída pela Direcção-Geral do Turismo, nos termos a
estabelecer no regulamento referido no n.o 3 do
artigo 1.o, o qual definirá os requisitos das instalações,
Artigo 52.o dos serviços, da exploração e da administração dos con-
Estado das instalações e do equipamento
juntos turísticos e dos estabelecimentos que o integram.
2 — A qualificação de conjunto turístico pode ser reti-
1 — As estruturas, as instalações e o equipamento rada, oficiosamente ou a solicitação dos órgãos regionais
dos empreendimentos turísticos devem funcionar em ou locais de turismo e da câmara municipal competente,
boas condições e ser mantidos em perfeito estado de quando deixarem de se verificar os pressupostos que
conservação e higiene por forma a evitar que seja posta determinaram a sua atribuição.
em perigo a saúde dos seus utentes. 3 — Para efeito do disposto no número anterior, a
2 — Os empreendimentos turísticos devem estar câmara municipal deve comunicar à Direcção-Geral do
dotados dos meios adequados para prevenção dos riscos Turismo a declaração de nulidade, de caducidade ou
de incêndio de acordo com as normas técnicas esta- a anulação das licenças ou autorizações referentes aos
belecidas em regulamento. estabelecimentos e empreendimentos que integram o
3 — A Direcção-Geral do Turismo ou a câmara muni- conjunto turístico.
cipal, consoante os casos, pode determinar a reparação CAPÍTULO VI
das deteriorações e avarias verificadas, fixando prazo
para o efeito, consultando as autoridades de saúde Declaração de interesse para o turismo
quando estiverem em causa o cumprimento de requisitos
de instalação e o funcionamento relativos à higiene e Artigo 57.o
saúde pública. Declaração de interesse para o turismo
o
Artigo 53. 1 — A Direcção-Geral do Turismo, a requerimento
Serviço dos interessados, pode declarar de interesse para o
turismo, nos termos a estabelecer em regulamento, os
1 — Nos empreendimentos turísticos deve ser pres- estabelecimentos, as iniciativas e os projectos e outras
tado um serviço compatível com a respectiva classifi- actividades de índole económica, cultural, ambiental e
cação, nos termos previstos no regulamento a que se de animação que pela sua localização e pelas carac-
refere o n.o 3 do artigo 1.o terísticas do serviço prestado e das suas instalações cons-
2 — A entidade exploradora de um empreendimento tituam um relevante apoio ao turismo ou motivo de
turístico pode contratar com terceiros a prestação de atracção turística das zonas em que se encontram.
serviços próprios do empreendimento, mantendo-se, 2 — A declaração de interesse para o turismo pode
porém, responsável pelo seu funcionamento, bem como ser retirada, oficiosamente ou a solicitação dos órgãos
pelo cumprimento dos requisitos exigidos para a res- regionais ou locais de turismo, quando deixarem de se
pectiva classificação. verificar os pressupostos que determinaram a sua
atribuição.
Artigo 54.o
Responsável pelos empreendimentos CAPÍTULO VII
1 — Em todos os empreendimentos turísticos deve Fiscalização e sanções
haver um responsável, nomeado pela respectiva enti-
dade exploradora, a quem cabe zelar pelo seu funcio- Artigo 58.o
namento e nível de serviço, e ainda assegurar o cum- Competência de fiscalização
primento das disposições legais e regulamentares apli-
cáveis. 1 — Compete à Direcção-Geral do Turismo:
2 — Para efeito do disposto no número anterior, a a) Fiscalizar o cumprimento do disposto no pre-
entidade exploradora deve comunicar à Direcção-Geral sente diploma e seus regulamentos, relativa-
N.o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2107

mente a todos os empreendimentos turísticos possam formular observações e reclamações sobre o


e às instalações previstas nos n.os 2 e 3 do estado e a apresentação das instalações e do equipa-
artigo 43.o, sem prejuízo das competências atri- mento, bem como sobre a qualidade dos serviços e o
buídas às autoridades de saúde pelo Decreto-Lei modo como foram prestados.
n.o 336/93, de 29 de Setembro; 2 — O livro de reclamações deve ser obrigatório e
b) Conhecer das reclamações apresentadas sobre imediatamente facultado ao utente que o solicite.
o funcionamento e o serviço dos empreendi- 3 — Um duplicado das observações ou reclamações
mentos referidos no n.o 2 do artigo 1.o, oficio- deve ser enviado pelo responsável do empreendimento
samente ou a pedido dos órgãos regionais ou turístico à Direcção-Geral do Turismo ou à câmara
locais de turismo, da Confederação do Turismo municipal, consoante os casos.
Português ou das associações patronais do sec- 4 — Deve ser entregue ao utente um duplicado das
tor, bem como ordenar as providências neces- observações ou reclamações escritas no livro, o qual,
sárias para corrigir as deficiências neles veri- se o entender, pode remetê-lo à Direcção-Geral do
ficadas; Turismo ou à câmara municipal, consoante os casos,
c) Proceder à organização e instrução dos proces- acompanhado dos documentos e meios de prova neces-
sos referentes às contra-ordenações previstas no sários à apreciação das mesmas.
presente diploma e seus regulamentos, sem pre- 5 — O livro de reclamações é editado e fornecido
juízo das competências em matéria de fiscali- pela Direcção-Geral do Turismo ou pelas entidades que
zação atribuídas às autoridades de saúde pelo ela encarregar para o efeito, sendo o modelo, o preço,
Decreto-Lei n.o 336/93, de 29 de Setembro. o fornecimento, a distribuição, a utilização e a instrução
aprovados por portaria do membro do Governo res-
2 — Compete às câmaras municipais fiscalizar, ofi- ponsável pela área do turismo.
ciosamente ou a pedido dos órgãos regionais ou locais
de turismo, da Confederação do Turismo Português ou
das associações patronais do sector o estado das cons- Artigo 61.o
truções e as condições de segurança de todos os edifícios Contra-ordenações
em que estejam instalados empreendimentos turísticos
ou as instalações previstas nos n.os 2 e 3 do artigo 43.o 1 — Para além das previstas no regulamento a que
e exercer, relativamente aos parques de campismo, as se refere o n.o 3 do artigo 1.o e das estabelecidas no
competências previstas no número anterior, sem pre- artigo 98.o do Decreto-Lei n.o 555/99, de 16 de Dezem-
juízo das competências atribuídas às autoridades de bro, constituem contra-ordenações:
saúde nessa matéria pelo Decreto-Lei n.o 336/93, de
29 de Setembro. a) A realização de obras no interior dos empreen-
3 — A competência prevista na alínea a) do n.o 1 dimentos turísticos sem a autorização da Direc-
pode ser delegada nos órgãos regionais ou locais de ção-Geral do Turismo prevista no n.o 1 do
turismo. artigo 21.o;
4 — Quando as acções de fiscalização previstas na b) A realização de obras sem autorização do Ser-
alínea b) do n.o 1 e no n.o 2 do presente artigo forem viço Nacional de Bombeiros prevista no n.o 1
efectuadas a pedido dos órgãos regionais ou locais de do artigo 23.o;
turismo, da Confederação do Turismo Português ou das c) A violação do disposto no n.o 2 do artigo 29.o;
associações patronais do sector, a Direcção-Geral do d) A falta de apresentação do requerimento pre-
Turismo ou a câmara municipal, consoante o caso, deve visto no n.o 1 do artigo 34.o;
enviar àquelas entidades, no prazo de oito dias a contar e) A violação do disposto nos n.os 1, 2, 3, 4 e 5
da data da sua realização, cópia do auto de fiscalização. do artigo 41.o;
f) A violação do disposto no artigo 42.o;
g) A utilização, directa ou indirecta, de edifício
Artigo 59.o ou parte de edifício e ainda das instalações pre-
Serviços de inspecção vistas nos n.os 2 e 3 do artigo 43.o para a explo-
ração de serviços de alojamento turístico, sem
1 — Aos funcionários da Direcção-Geral do Turismo, alvará de licença ou de autorização de utilização
das câmaras municipais e, quando for caso disso, dos turística emitida nos termos do presente
órgãos regionais ou locais de turismo em serviço de diploma ou de autorização de abertura emitida
inspecção deve ser facultado o acesso aos empreendi- nos termos do artigo 36.o do Decreto-Lei
mentos turísticos e às instalações previstas nos n.os 2 n.o 328/86, de 30 de Setembro, ou de legislação
e 3 do artigo 43.o, devendo ainda ser-lhes apresentados anterior;
os documentos justificadamente solicitados. h) A violação do disposto no n.o 1 do artigo 44.o;
2 — No âmbito da sua actividade de inspecção, a i) A violação do disposto no n.o 3 do artigo 44.o;
Direcção-Geral do Turismo pode recorrer a entidades j) A falta de apresentação na Direcção-Geral do
públicas ou a entidades privadas acreditadas junto desta Turismo, para depósito, do título constitutivo
nas áreas dos serviços, equipamentos e infra-estruturas do empreendimento, nos termos dos n.os 4 a
existentes nos empreendimentos turísticos e nas insta- 7 do artigo 46.o;
lações previstas nos n.os 2 e 3 do artigo 43.o l) A violação do disposto no artigo 48.o;
m) A violação do disposto no n.o 3 do artigo 49.o;
Artigo 60.o n) A violação do disposto no n.o 1 do artigo 50.o;
Livro de reclamações
o) A não publicitação das restrições de acesso pre-
vistas nos n.os 3 e 4 do artigo 50.o;
1 — Em todos os empreendimentos turísticos deve p) A violação do disposto no n.o 5 do artigo 50.o;
existir um livro destinado aos utentes para que estes q) A violação do disposto no n.o 6 do artigo 50.o;
2108 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 59 — 11 de Março de 2002

r) O encerramento dos empreendimentos turísti- lamentos nele referidos, bem como da culpa do agente
cos sem ter sido efectuada a comunicação pre- e do tipo e classificação do empreendimento, podem
vista no artigo 51.o; ser aplicadas as seguintes sanções acessórias:
s) A violação do disposto no n.o 1 do artigo 52.o;
t) A violação do disposto no n.o 2 do artigo 52.o; a) Apreensão do material através do qual se pra-
u) O não cumprimento do prazo fixado nos termos ticou a infracção;
do n.o 3 do artigo 52.o; b) Suspensão, por um período até dois anos, do
v) A violação do disposto nos n.os 1 e 2 do exercício de actividade directamente relacio-
artigo 54.o; nada com a infracção praticada;
x) Impedir ou dificultar o acesso dos funcionários c) Encerramento do empreendimento ou das ins-
da Direcção-Geral do Turismo, das câmaras talações previstas nos n.os 2 e 3 do artigo 44.o
municipais ou dos órgãos regionais ou locais
de turismo em serviço de inspecção aos 2 — O encerramento do empreendimento só pode,
empreendimentos turísticos; porém, ser determinado, para além dos casos expres-
z) Recusar a apresentação dos documentos soli- samente previstos na alínea c) do n.o 2 do artigo 5.o
citados nos termos do n.o 1 do artigo 59.o; do Decreto-Lei n.o 336/93, de 29 de Setembro, e nos
aa) A violação do disposto nos n.os 1, 2, 3 e 4 do regulamentos a que se refere o n.o 3 do artigo 1.o, com
artigo 60.o; base nos comportamentos referidos nas alíneas a), b),
bb) A violação do n.o 2 do artigo 69.o; h), s), t), u), v), ee) e ff) do n.o 1 do artigo anterior.
cc) A violação do disposto no n.o 1 do artigo 77.o; 3 — Quando for aplicada a sanção acessória de encer-
dd) A falta de depósito do título constitutivo ou do ramento do empreendimento, o presidente da câmara
regulamento de administração do empreendi- municipal, oficiosamente ou a solicitação da Direcção-
mento turístico nos termos do disposto nos n.os 3 -Geral do Turismo, deve apreender o respectivo alvará
e 4 do artigo 77.o; de licença de utilização turística pelo período de duração
ee) A violação do disposto no n.o 1 do artigo 78.o; daquela sanção.
ff) A exploração ou a utilização de empreendimen- 4 — Pode ser determinada a publicidade da aplicação
tos turísticos sem o projecto de segurança apro- das sanções previstas nas alíneas b) e d) do n.o 1
vado pelas entidades competentes. mediante:
a) A fixação de cópia da decisão, pelo período de
2 — As contra-ordenações previstas nas alíneas e), n) 30 dias, no próprio empreendimento turístico,
e z) do número anterior são puníveis com coima de em lugar e por forma bem visíveis; e
E 50 ou 10 024$ a E 250 ou 50 120$ no caso de se b) A sua publicação, a expensas do infractor, pela
tratar de pessoa singular e de E 125 ou 25 060$ a Direcção-Geral do Turismo ou pela câmara
E 1250 ou 250 603$ no caso de se tratar de pessoa
municipal, consoante os casos, em jornal de difu-
colectiva.
são nacional, regional ou local, de acordo com
3 — As contra-ordenações previstas nas alíneas a),
o lugar, a importância e os efeitos da infracção.
b), f), o), r), s), u), v), x), aa), cc) e ee) do n.o 1 são
puníveis com coima de E 125 ou 25 060$ a E 1000 ou
200 482$ no caso de se tratar de pessoa singular e de 5 — A cópia da decisão publicada nos termos da alí-
E 500 ou 100 241$ a E 5000 ou 1 002 410$ no caso nea b) do número anterior não pode ter dimensão supe-
de se tratar de pessoa colectiva. rior a tamanho A6.
4 — As contra-ordenações previstas nas alíneas l), i), Artigo 63.o
p), q), t), bb) e dd) do n.o 1 são puníveis com coima Limites da coima em caso de tentativa e de negligência
de E 250 ou 50 120$ a E 2500 ou 501 205$ no caso
de se tratar de pessoa singular e de E 1250 ou 250 603$ 1 — Em caso de punição da tentativa, os limites
a E 15 000 ou 3 007 230$ no caso de se tratar de pessoa máximo e mínimo das coimas são reduzidos para um
colectiva. terço.
5 — As contra-ordenações previstas nas alíneas d), 2 — Se a infracção for praticada por negligência, os
g), j), m) e ff) do n.o 1 são puníveis com coima de E 500 limites máximo e mínimo das coimas são reduzidos para
ou 100 241$ a E 3740,90 ou 750 000$ no caso de se metade.
tratar de pessoa singular e de E 2500 ou 501 205$ a Artigo 64.o
E 30 000 ou 6 001 460$ no caso de se tratar de pessoa
colectiva. Competência sancionatória
6 — As contra-ordenações previstas nas alíneas c) e A aplicação das coimas e das sanções acessórias pre-
h) do n.o 1 são puníveis com coimas de E 200 ou 20 048$ vistas no presente diploma e nos regulamentos a que
a E 2500 ou 501 205$ no caso de se tratar de pessoa se refere o n.o 3 do artigo 1.o compete:
singular e de E 250 ou 50 120$ a E 10 000 ou 2 004 820$
no caso de se tratar de pessoa colectiva. a) Ao director-geral do Turismo, relativamente aos
7 — Nos casos previstos nas alíneas a), b), e), f), g), empreendimentos turísticos referidos nas alí-
h), i), l), m), n), o), p), q), r), u), z) e aa) do n.o 1 neas a), b) e d) do n.o 2 do artigo 1.o;
a tentativa é punível. b) Às câmaras municipais, relativamente aos par-
8 — A negligência é punível. ques de campismo.

Artigo 62.o Artigo 65.o


Sanções acessórias Produto das coimas

1 — Em função da gravidade e da reiteração das con- 1 — O produto das coimas aplicadas pela Direcção-
tra-ordenações previstas no artigo anterior e nos regu- -Geral do Turismo por infracção ao disposto no presente
N.o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2109

diploma e aos regulamentos a que se refere o n.o 3 entrada em vigor, sem prejuízo do disposto nos números
do artigo 1.o reverte em 60 % para os cofres do Estado seguintes.
e em 40 % para a Direcção-Geral do Turismo. 2 — Os empreendimentos turísticos referidos no
2 — O produto das coimas aplicadas pelas câmaras número anterior devem satisfazer os requisitos previstos
municipais por infracção ao disposto no presente para a respectiva categoria, de acordo com o presente
diploma e aos regulamentos a que se refere o n.o 3 diploma e o regulamento a que se refere o n.o 3 do
do artigo 1.o constitui receita dos respectivos municípios. artigo 1.o, no prazo de dois anos a contar da data da
entrada em vigor daquele regulamento, excepto quando
Artigo 66.o esse cumprimento determinar a realização de obras que
se revelem materialmente impossíveis ou que compro-
Embargo e demolição metam a rendibilidade do empreendimento, como tal
Os presidentes das câmaras municipais são compe- reconhecidas pela Direcção-Geral do Turismo.
tentes para embargar e ordenar a demolição das obras 3 — Os empreendimentos de animação culturais e
realizadas em violação do disposto no presente diploma desportivos declarados de interesse para o turismo nos
e nos regulamentos a que se refere o n.o 3 do artigo 1.o, termos do Decreto-Lei n.o 328/86, de 30 de Setembro,
por sua iniciativa ou mediante comunicação da Direc- e do Decreto Regulamentar n.o 8/89, de 21 de Março,
ção-Geral do Turismo, consoante o caso, sem prejuízo consideram-se, independentemente de quaisquer forma-
das competências atribuídas por lei a outras entidades. lidades, declarados de interesse para o turismo nos ter-
mos e para os efeitos previstos no artigo 57.o
Artigo 67.o
Interdição de utilização Artigo 71.o
O director-geral do Turismo é competente para deter- Alvará de licença ou de autorização de utilização turística
minar a interdição temporária do funcionamento dos para empreendimentos turísticos existentes
empreendimentos turísticos, na sua totalidade, ou de 1 — O alvará de licença ou de autorização de uti-
partes individualizadas, instalações ou equipamentos, lização turística, emitido na sequência das obras de
sem prejuízo das competências atribuídas às autoridades ampliação, reconstrução ou alteração a realizar em
de saúde pelo Decreto-Lei n.o 336/93, de 29 de Setem- empreendimentos turísticos existentes e em funciona-
bro, nessa matéria, pelo seu deficiente estado de con- mento à data da entrada em vigor do presente diploma,
servação ou pela falta de cumprimento do disposto no respeita a todo o empreendimento turístico, incluindo
presente diploma e nos seus regulamentos, quando as as partes não abrangidas pelas obras.
mesmas forem susceptíveis de pôr em perigo a saúde 2 — Após a emissão do alvará de licença ou de auto-
pública ou a segurança dos utentes. rização de utilização turística, nos termos previstos no
número anterior, o interessado deve requerer à Direc-
CAPÍTULO VIII ção-Geral do Turismo a aprovação definitiva da clas-
sificação do empreendimento.
Disposições finais e transitórias 3 — Ao requerimento previsto no número anterior
aplica-se, com as necessárias adaptações, o regime pre-
Artigo 68.o visto nos artigos 34.o a 37.o
Taxas

Pelas vistorias requeridas pelos interessados aos Artigo 72.o


empreendimentos turísticos realizadas pela Direcção- Autorização de abertura
-Geral do Turismo são devidas taxas à Direcção-Geral
1 — A autorização de abertura dos empreendimentos
do Turismo de montante a fixar por portaria conjunta
turísticos existentes à data da entrada em vigor do pre-
dos Ministros das Finanças e da Economia.
sente diploma, concedida pela Direcção-Geral do
Turismo ou pelas câmaras municipais nos termos do
Artigo 69.o artigo 36.o do Decreto-Lei n.o 328/86, de 30 de Setembro,
Registo ou de legislação anterior, mantém-se válida, só sendo
substituída pelo alvará de licença ou de autorização de
1 — É organizado pela Direcção-Geral do Turismo utilização turística na sequência das obras de ampliação,
o registo central de todos os empreendimentos turísticos, reconstrução ou alteração.
nos termos a estabelecer em portaria do membro do 2 — À autorização de abertura referida no número
Governo responsável pela área do turismo. anterior aplica-se o disposto no artigo 33.o, com as neces-
2 — As entidades exploradoras dos empreendimentos sárias adaptações.
turísticos devem comunicar à Direcção-Geral do
Turismo a alteração de qualquer dos elementos do Artigo 73.o
registo previstos na portaria a que se refere o número Processos pendentes respeitantes à localização e à construção
anterior, no prazo de 30 dias a contar da data em que de novos empreendimentos turísticos
tenha lugar essa alteração. 1 — Os processos, pendentes à data da entrada em
vigor do presente diploma, respeitantes à apreciação
Artigo 70.o da localização e dos projectos de arquitectura de novos
Regime aplicável aos empreendimentos turísticos existentes
empreendimentos turísticos, salvo se diferentemente
requeridos pelos respectivos promotores, continuam a
1 — O disposto no presente diploma aplica-se aos regular-se pelo regime constante do Decreto-Lei
empreendimentos turísticos existentes à data da sua n.o 328/86, de 30 de Setembro, quanto aos empreen-
2110 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.o 59 — 11 de Março de 2002

dimentos turísticos, do Decreto-Lei n.o 588/70, de 27 diploma para a emissão do alvará de licença ou de auto-
de Novembro, quanto aos parques de campismo, e pelo rização de utilização turística.
Decreto-Lei n.o 256/86, de 27 de Agosto, quanto às casas 4 — No caso dos empreendimentos turísticos que esti-
de turismo no espaço rural, com as alterações que lhe verem em construção à data da entrada em vigor do
foram introduzidas, e respectivos regulamentos, com as presente diploma, o início do seu funcionamento
especificidades previstas nos números seguintes. depende da titularidade do alvará de licença ou de auto-
2 — Os processos pendentes na Direcção-Geral do rização de utilização turística a emitir nos termos nele
Turismo continuam a correr por ela até à decisão final previstos, sendo a respectiva classificação regulada pelo
que sobre os mesmos for proferida. regime constante do Decreto-Lei n.o 328/86, de 30 de
3 — Se o pedido de localização do empreendimento Setembro, com as alterações que lhe foram introduzidas,
for aprovado, a Direcção-Geral do Turismo remete, e respectivos regulamentos.
após a decisão final, todo o processo com os elementos
que o integram à câmara municipal respectiva para efei-
tos do licenciamento da sua instalação nos termos do Artigo 75.o
presente diploma. Processos pendentes respeitantes a empreendimentos
4 — Se o pedido de localização do empreendimento turísticos existentes
não for aprovado pela Direcção-Geral do Turismo, qual- 1 — Aos processos, pendentes na Direcção-Geral do
quer novo pedido respeitante à apreciação da instalação Turismo à data da entrada em vigor do presente
do empreendimento segue os trâmites previstos no pre- diploma, respeitantes a obras de ampliação, reconstru-
sente diploma. ção ou alteração a realizar em empreendimentos turís-
5 — Se o anteprojecto ou o projecto de arquitectura ticos existentes e em funcionamento aplica-se o disposto
do empreendimento for aprovado, a Direcção-Geral do no artigo 73.o, com as necessárias adaptações.
Turismo remete, após a decisão final, todo o processo, 2 — Aos processos, pendentes na Direcção-Geral do
com os elementos que o integram, à câmara municipal Turismo à data da entrada em vigor do presente
respectiva, seguindo o processo de licenciamento, a par- diploma, respeitantes à entrada em funcionamento de
tir dessa data, os trâmites previstos no presente diploma, parte ou da totalidade de empreendimentos turísticos
sendo a respectiva classificação regulada pelo regime existentes resultante de obras neles realizadas aplica-se
constante do Decreto-Lei n.o 328/86, de 30 de Setembro, o disposto nos n.os 1 e 2 do artigo anterior.
com as alterações que lhe foram introduzidas, e res- 3 — Aos processos, pendentes nas câmaras munici-
pectivos regulamentos. pais à data da entrada em vigor do presente diploma,
6 — Se o projecto de arquitectura do empreendi- respeitantes à entrada em funcionamento de parques
mento não for aprovado pela Direcção-Geral do de campismo públicos, ou de instalações neles situadas,
Turismo, qualquer novo pedido respeitante ao projecto resultante de obras neles realizadas aplica-se o disposto
do empreendimento segue os trâmites previstos no pre- no n.o 3 do artigo anterior.
sente diploma. 4 — No caso das obras referidas nos números ante-
7 — Nos casos previstos nos n.os 1, 4 e 6, a Direc- riores que estiverem em curso à data da entrada em
ção-Geral do Turismo devolve, a pedido e a expensas vigor do presente diploma, aplica-se o n.o 4 do artigo
dos interessados, os elementos existentes nos respectivos anterior.
processos. 5 — À licença de utilização turística que vier a ser
8 — O envio dos processos previstos nos n.os 3 e 5 emitida na sequência dos casos previstos nos números
para as câmaras municipais é notificado aos interessados anteriores aplica-se o disposto no artigo 71.o
por correio registado.
Artigo 74.o Artigo 76.o
Processos pendentes respeitantes à autorização
de abertura de empreendimentos turísticos Satisfação dos requisitos

1 — Os processos, pendentes na Direcção-Geral do Os empreendimentos turísticos licenciados ou auto-


Turismo à data da entrada em vigor do presente rizados e classificados nos termos do disposto nos arti-
diploma, respeitantes à autorização de abertura a que gos 73.o a 75.o devem satisfazer os requisitos previstos
se refere o artigo 36.o do Decreto-Lei n.o 328/86, de para a respectiva categoria, de acordo com o presente
30 de Setembro, continuam a regular-se pelo disposto diploma e o regulamento a que se refere o n.o 3 do
naquele diploma, com as alterações que lhe foram intro- artigo 1.o, no prazo de dois anos a contar da data da
duzidas, e respectivos regulamentos, sendo a respectiva emissão da respectiva licença ou autorização de utili-
classificação regulada nos termos dos referidos diplo- zação turística ou da autorização de abertura.
mas.
2 — Na situação prevista no número anterior, o Artigo 77.o
requerente e a Direcção-Geral do Turismo podem, de
Elaboração e depósito do título constitutivo e do regulamento
comum acordo, optar pela aplicação do regime previsto de administração
no presente diploma para a concessão da licença ou
autorização turística e para a emissão do respectivo 1 — As entidades exploradoras dos empreendimentos
alvará e para a classificação do empreendimento, turísticos existentes à data da entrada em vigor do pre-
devendo, nesse caso, aquela Direcção-Geral comunicar sente diploma que sejam propriedade de várias pessoas
o acordo à câmara municipal respectiva. e que ainda não tenham depositado na Direcção-Geral
3 — Aos processos, pendentes nas câmaras munici- do Turismo o respectivo título constitutivo devem fazê-lo
pais à data da entrada em vigor do presente diploma, no prazo máximo de dois anos a contar daquela data.
respeitantes à autorização de abertura de parques de 2 — No caso previsto no número anterior, o título
campismo públicos aplica-se o disposto no presente constitutivo deve ser aprovado em assembleia de pro-
N.o 59 — 11 de Março de 2002 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A 2111

prietários, à qual se aplicam as regras de convocação 3 — É extinto o registo de quartos inscritos no alo-
e funcionamento da assembleia de condóminos previstas jamento particular existente na Direcção-Geral do
nos n.os 1 a 4 e 6 a 9 do artigo 1432.o do Código Civil. Turismo à data da entrada em vigor do presente
3 — Se a assembleia de proprietários não se realizar diploma, devendo esta entidade remeter os elementos
dentro do prazo fixado no n.o 1 por não ser possível constantes do mesmo para as câmaras municipais
reunir proprietários que representem, pelo menos, um competentes.
quarto do valor total do empreendimento, a entidade
exploradora elabora, sob sua responsabilidade e de Artigo 80.o
acordo com o disposto no presente diploma e seus regu- Hotéis de aplicação
lamentos, o título constitutivo do empreendimento e
procede ao seu depósito nos três meses seguintes ao Os hotéis de aplicação são regulados pelo disposto
termo daquele prazo, enviando, simultaneamente, a nos artigos 26.o e 27.o do Decreto-Lei n.o 333/79, de
todos os proprietários cópia do título depositado. 24 de Agosto.
4 — As entidades referidas no n.o 1 que já tenham
depositado na Direcção-Geral do Turismo o título cons- Artigo 81.o
titutivo do respectivo empreendimento devem proceder
Norma revogatória
à elaboração do regulamento de administração do
empreendimento previsto no n.o 3 do artigo 47.o e depo- 1 — São revogados:
sitá-lo no prazo de um ano a contar da data da entrada
em vigor do presente diploma, aplicando-se, com as a) O capítulo V da Portaria n.o 6065, de 30 de
necessárias adaptações, o disposto nos números ante- Março de 1929, no que se refere à instalação
riores. e ao funcionamento de empreendimentos turís-
Artigo 78.o ticos e estabelecimentos de restauração e de
bebidas;
Segurança contra riscos de incêndio
b) O Regulamento das Condições Sanitárias a
1 — As entidades exploradoras dos empreendimentos Observar nos Estabelecimentos Hoteleiros e
turísticos existentes e em funcionamento à data da Similares, no âmbito do Ministério da Saúde
entrada em vigor do presente diploma, cujo projecto e Assistência, publicado no Diário do Governo,
de segurança contra riscos de incêndio esteja em apre- 2.a série, n.o 253, de 27 de Outubro de 1962;
ciação no Serviço Nacional de Bombeiros, ou em que c) A Lei n.o 7/81, de 12 de Junho;
se estejam a proceder às obras determinadas por aquele d) O Decreto-Lei n.o 207/84, de 25 de Junho;
Serviço destinadas a dar cumprimento às regras de segu- e) O Decreto-Lei n.o 328/86, de 30 de Setembro,
rança contra riscos de incêndio constantes do anexo II à excepção do artigo 34.o;
ao regulamento aprovado pelo Decreto Regulamentar f) O Decreto-Lei n.o 149/88, de 27 de Abril;
n.o 8/89, de 21 de Março, devem apresentar na Direc- g) O Decreto-Lei n.o 434/88, de 21 de Novembro;
ção-Geral do Turismo o certificado de conformidade h) O Decreto Regulamentar n.o 8/89, de 21 de
das instalações com aquelas regras de segurança no Março;
prazo de seis meses a contar da data da entrada em i) O Decreto-Lei n.o 251/89, de 8 de Agosto;
vigor do presente diploma.
j) O Decreto-Lei n.o 235/91, de 27 de Junho;
2 — Se os empreendimentos referidos no número
anterior não possuírem projecto de segurança contra l) A Portaria n.o 247/96, de 8 de Julho.
riscos de incêndio, as respectivas entidades exploradoras
devem apresentá-lo na câmara municipal no prazo 2 — São também revogados os Decretos-Leis
máximo de três meses a contar da data da entrada em n.os 588/70, de 27 de Novembro, e 307/80, de 18 de
vigor de regulamento aprovado pela portaria prevista Agosto, e o Decreto Regulamentar n.o 38/80, de 19 de
no n.o 3 do artigo 21.o Agosto, no que se refere à instalação e ao funcionamento
3 — No caso previsto no número anterior, as câmaras dos parques de campismo públicos.
municipais devem enviar os projectos ao Serviço Nacio- 3 — É ainda revogado o n.o 6 do artigo 408.o do
nal de Bombeiros para apreciação, considerando-se que Código Administrativo no que se refere aos hotéis, hos-
este nada tem a opor ao projecto apresentado, se não pedarias, estalagens, pensões, botequins e semelhantes.
der qualquer resposta sobre o mesmo no prazo de 60 dias
contado da data da sua entrada naquele Serviço.
4 — Se o parecer do Serviço Nacional de Bombeiros Artigo 82.o
for desfavorável, deve indicar as medidas e alterações Regiões Autónomas
que considera essenciais para que o mesmo possa mere-
cer parecer favorável. O regime previsto no presente diploma é aplicável
Artigo 79.o às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, sem
prejuízo das adaptações decorrentes da estrutura pró-
Hospedagem
pria da administração regional autónoma, e de espe-
1 — É da competência das assembleias municipais sob cificidades regionais a introduzir por diploma regional
proposta do presidente da câmara a regulamentação adequado.
da instalação, exploração e funcionamento dos estabe-
lecimentos de hospedagem, designados por hospedarias Artigo 83.o
e casas de hóspedes e por quartos particulares. Entrada em vigor
2 — Os serviços de hospedagem compreendidos no
turismo no espaço rural são objecto de legislação O presente diploma entra em vigor no dia 1 de Julho
própria. de 1997.