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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA___

VARA DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE XXX

XXX, brasileiro, casado, Policial militar, portador da cédula


de identidade de nº 15744 PM/PA, inscrito no CPF nº 330.016.692-68,
residente e domiciliado na XXX, por seus advogados infra-assinados
conforme procuração em anexo, vem perante V.Exa., com fundamento
no artigo 5°, X da Carta Magna, Arts. 186 e 927 do Código Civil,propor a
presente:

AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS

Em face do Banco XXXX, pessoa jurídica de direito privado


inscrito no CNPJ sob o n° 08.731.154/0001-65, estabelecida XXX, pelos
motivos e fatos que passa a expor:

I. DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA

Nos termos do art. 5º, incisos XXXIV e LXXIV, da Constituição


Federal, cominado com o art. 98 e seguintes do Código de Processo
Civil/2015, requer o Autor o benefício da Gratuidade da Justiça, tendo

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em vista que não pode arcar com as despesas judiciais e/ou honorários
advocatícios, sem prejuízo do próprio sustento e de sua família.

“Justiça Gratuita é benefício personalíssimo assegurado pela


assistência judiciária às pessoas consideradas juridicamente pobres, isto
é, que não podem pleitear em juízo os seus direitos sem privar-se dos
recursos pecuniários indispensáveis às necessidades ordinárias da
própria manutenção ou da família”.

“JUSTIÇA GRATUITA – Necessidade de simples afirmação


de pobreza da parte para a obtenção do benefício –
Inexistência de incompatibilidade entre o art. 4º da Lei n.º
1.060/50 e o art. 5º, LXXIV, da CF. Ementa Oficial: O artigo
4º da Lei n.º 1.060/50 não colide com o art. 5º, LXXIV, da
CF, bastando à parte, para que obtenha o benefício da
assistência judiciária, a simples afirmação da sua
pobreza, até a prova em contrário (STF – 1ª T: RE n.º
207.382-2/RS; Rel. Min. Ilmar Galvão; j. 22/04/1997; v.u) RT
748/172”.

Cumpre esclarecer que o patrocínio da causa por advogado


privado não constitui elemento para o descabimento do benefício.
Segundo entendimento dos nossos Tribunais:

“EMENTA: O fato de a parte ter constituído advogado


para patrocinar-lhe a causa, não é motivo suficiente para
inibi-la ou obstar-lhe o pleito de assistência judiciária, pois,
para gozar dos benefícios desta, a parte não está
obrigada a recorrer aos serviços da Defensoria Publica
(2º. TACiv-SP, AI 573.982-0/4, j.31.5.99, rel.Juiz Mendes
Gomes)”.

A gratuidade processual não é somente um direito dos que se


utilizam dos serviços mantidos pelo Estado, devendo ser deferida a todo
aquele que não tenha condições de arcar com as custas e despesas
do processo em juízo, é gratuita quando não possuir recursos suficientes,

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de modo que estará isento de todas as custas do processo, como foi
demonstrado no pedido preliminar.

Assim, assiste ao autor o direito à assistência jurídica integral


e gratuita estabelecida no incisos XXXIV e LXXIV do art. 5º, pois o Estado,
ao estabelecer o monopólio da jurisdição, tomando para si a função de
compor os litígios, atrai o dever de prestar gratuitamente a assistência
jurídica àqueles que não possuem condição de arcar com os custos da
demanda, vez que é necessário haver o direito de ação e de defesa
para que os indivíduos lutem por seus direitos

II. DOS FATOS

No dia xxx, por volta das xxx, no estabelecimento da ré, o


autor solicitou o atendimento referente a XXX, senha xxx,
permanecendo por mais de sete horas em fila de agência bancária,
sem qualquer justificativa para a demora no atendimento, implicando
no descumprimento das normas consumeristas e ofensa a dignidade do
consumidor.

Vale ressaltar que o estabelecimento da ré é contumaz em


descumprir em padrões de qualidade de serviços bancários previstos
em lei municipal ou federal, não disponibilizando pessoal suficiente para
atendimento nos caixas, a fim de que seja possível observar o tempo
máximo de espera na fila de atendimento, impondo ao autor
desperdício de tempo e violando o interesse social de máximo
aproveitamento dos recursos produtivos.

Ante o exposto, diante da loga espera na fila de banco,


ocasionador de sério e fundado constrangimento não restou ao autor
alternativa senão buscar este Poder Judiciário para que possa dirimir tal

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conflito, na certeza de que pela veracidade dos fatos aludidos estará
completamente amparada pelo deferimento de todos os seus pedidos.

III. DO DIREITO

a. DO DANO MORAL

No que tange ao instituto do Dano Moral, cumpre


estabelecer seu conceito como a lesão aos valores morais e bens
extrapatrimoniais, reconhecidos pela sociedade, tutelados pelo Estado
e protegido pelo ordenamento jurídico.

Vale destacar que o dano extrapatrimonial considerado in


re ipsa, independendo de comprovação, possui caracterização vasta
na doutrina, importando ressaltar a violação aos direitos personalíssimos,
afronta a dignidade da pessoa humana, bem como a apuração de
emoções e sensações negativas tais como a angustia, o sofrimento, a
dor, humilhação, sentimentos estes que não devem ser confundidos
com mero dissabor do nosso cotidiano.

Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça,


pode-se definir dano moral como lesões a atributos da pessoa,
enquanto ente ético e social que participa da vida em sociedade,
estabelecendo relações intersubjetivas em uma ou mais comunidades,
ou, em outras palavras, são atentados à parte afetiva e à parte social
da personalidade (REsp 1426710/RS, Terceira Turma, julgado em
25/10/2016, DJe 09/11/2016).

No mesmo sentido, a doutrina de Carlos Alberto BITTAR


afirma que os danos morais são aqueles relativos “a atributos

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valorativos, ou virtudes, da pessoa como entes sociais, ou seja,
integrada à sociedade, vale dizer, dos elementos que a individualizam
como ser, de que se destacam a honra, a reputação e as
manifestações do intelecto”. (Reparação civil por danos morais. S.
Paulo: Saraiva, 4ª ed., 2015 p. 35).

No caso em tela, restou demonstrado que a conduta


praticada pela instituição financeira ré, de descumprir as
determinações contidas nas Leis Federais no 10.018/2000 e 13.146/2015,
ocasionou uma agressão significativa ao patrimônio moral do autor,
que passou por mais de sete horas de agonia, sem atendimento ou
esclarecimentos sobre a resolução de tal problema.

Nisso, evidencia-se que a ré não prestou o serviço de


atendimento bancário presencial de maneira adequada, violando a
disposição do art. 186 e 927 do Código Civil Brasileiro:

Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão


voluntária, negligência ou imprudência, violar direito
e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente
moral, comete ato ilícito.

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187),
causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o


dano, independentemente de culpa, nos casos
especificados em lei, ou quando a atividade
normalmente desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de
outrem.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor:


Art. 14. O fornecedor de serviços responde,
independentemente da existência de culpa, pela

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reparação dos danos causados aos consumidores
por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem
como por informações insuficientes ou inadequadas
sobre sua fruição e riscos.

§ 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a


segurança que o consumidor dele pode esperar,
levando-se em consideração as circunstâncias
relevantes, entre as quais:

I - o modo de seu fornecimento;

II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se


esperam;

III - a época em que foi fornecido.

Importante ainda citar a previsão de Yussef Cahali acerca


do tema: "tudo aquilo que molesta gravemente a alma humana,
ferindo-lhe gravemente os valores fundamentais inerentes à sua
personalidade ou reconhecidos pela sociedade em que está integrado,
qualifica-se, em linha de princípio, como dano moral; não há como
enumerá-los exaustivamente, evidenciando-se na dor, na angústia, no
sofrimento, na tristeza pela ausência de um ente querido falecido; no
desprestígio, na desconsideração social, no descrédito à reputação, na
humilhação pública, no devassamento da privacidade; no desequilíbrio
da normalidade psíquica, nos traumatismos emocionais, na depressão
ou no desgaste psicológico, nas situações de constrangimento moral"
(Dano moral. 2ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2000. p. 20-21).
Na verdade, o autor desperdiçou seu tempo vital,
existencial ou produtivo, por um período de tempo completamente
desproporcional, abusivamente maior do que o que lhe foi inicialmente
informado, eis que permaneceu, em espera, no primeiro dia, por XXX e,
no segundo dia, por XXX, num total de 5 horas e 50 minutos.

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Assim, o desperdício de seu tempo vital, suporte implícito da
existência humana, bem jurídico-constitucional, demonstra de modo
inequívoco não só a lesão ao seu direito da personalidade, como
também a obrigação da ré em reparar o dano temporal, espécie de
dano moral, especialmente quando se constata que o autor deixou de
desempenhar suas atividades existenciais, como trabalhar, descansar
ou cuidar de si mesmo (direitos fundamentais), em razão do ato lesivo
cometido pelo apelado.
Ao agir de tal forma, portanto, o fornecedor obrigou o
consumidor a aceitar pacatamente os prejuízos advindos dos
problemas de consumo – em franca renúncia aos seus direitos enquanto
consumidor – ou a desviar seu tempo de vida para solucionar questões
que lhe foram impostas pela má prestação de serviços, sobre as quais
ele não deu causa, nem teve qualquer ingerência.
Como salienta o professor Marcos Dessaune: “Ditos
problemas do consumo caracterizam o “desvio produtivo do
consumidor”, que é o fato ou evento danoso que se consuma quando
o consumidor, sentindo-se prejudicado, gasta o seu tempo vital – que é
um recurso produtivo - e se desvia das suas atividades cotidianas – que
geralmente são existenciais. Por sua vez, a esquiva abusiva do
fornecedor de se responsabilizar pelo referido problema, que causa
diretamente o evento de desvio produtivo do consumidor, evidencia a
relação de causalidade existente entre a prática abusiva do
fornecedor e o evento danoso dela resultante” (DESSAUNE Marcos.
Teoria Aprofundada do Desvio Produtivo. 2ª ed. Edição Especial do
Autor. VitóriaES. 2017, p. 276/277).
Já decidiu o Superior Tribunal de Justiça que essa “proteção
à intolerável e injusta perda do tempo útil do consumidor ocorre,

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portanto, pelo “desrespeito voluntário das garantias legais com o nítido
intuito de otimizar o lucro em prejuízo da qualidade do serviço”,
revelando “ofensa aos deveres anexos ao princípio boa-fé” (REsp
1645744/SP, Terceira Turma, DJe 13/06/2017)
A jurisprudência pátria vem aceitando a tese do dano
moral decorrente da perda do tempo útil:
“(…) merece aplicação a chamada teoria do
desvio produtivo do consumidor, assim entendida
como a situação caracterizada quando o
consumidor, diante de uma situação de mau
atendimento em sentido amplo precisa desperdiçar
o seu tempo e desviar as suas competências - de
uma atividade necessária ou por ele preferida -
para tentar resolver um problema criado pelo
fornecedor, a um custo de oportunidade
indesejado, de natureza irrecuperável. Precedentes
TJRJ. (TJRJ, Apelação 0026929-56.2014.8.19.0202,
Relator Desembargador José Carlos Paes, publicado
em 16/05/2018)

APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO


DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS. ESPERA
EXCESSIVA EM FILA DE BANCO PARA ATENDIMENTO.
RESPONSABILIDADE OBJETIVA. PARTE RÉ QUE NÃO SE
DESINCUMBIU DO ÔNUS DE PROVAR A INEXISTÊNCIA
DE SUA RESPONSABILIDADE PELA FALHA NA
PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. DANO MORAL
CONFIGURADO. CARÁTER PUNITIVO-PEDAGÓGICO.
VERBA ARBITRADA, TENDO POR PARÂMETROS OS
PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E
PROPORCIONALIDADE, PONDERADOS NO CASO
CONCRETO EM COTEJO COM A JURISPRUDÊNCIA
DESTA CORTE. PROVIMENTO DO RECURSO (TJ SP.
Apelação Cível 0002355-13.2015.8.19.0079,
Desembargador Lúcio Durante, da 19ª Câmara
Cível, o julgamento, em 10/04/2018)

Veja-se a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça

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sobre o tema:

CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO


ESPECIAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
ESPERA EM FILA DE BANCO. LEGISLAÇÃO
LOCAL. PERÍODO EXCESSIVO PARA RECEBER
ATENDIMENTO. CONFIGURAÇÃO. 1. Ação
ajuizada em 16/08/2013. Recurso especial
interposto em 12/08/2015 e distribuído a este
gabinete em 25/08/2016. 2. Danos morais: grave
ofensa à personalidade. Precedentes. 3. A mera
invocação de legislação municipal que
estabelece tempo máximo de espera em fila
de banco não é suficiente para ensejar o direito
à indenização. Precedentes. 4. Contudo, a
espera por atendimento em fila de banco
quando excessiva ou associada a outros
constrangimentos pode causar danos morais. 5.
Recurso especial não provido ( REsp
1218497/MT, Terceira Turma, julgado em
11/09/2012, DJe 17/09/2012)

Logo, em face de todo o exposto resta claro que o ato


ilícito do requerido foi praticado em desacordo com a ordem jurídica,
que, violando direito subjetivo individual, causou danos ao requerente o
quais geram o consequente dever de indenizar.

Desta feita, parece razoável, portanto, que referente aos


danos morais seja o requerido condenado ao pagamento do valor de

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R$ 10.000,00 (dez mil reais).

IV. DO PEDIDO

Dessa forma, requer o Autor que seja concedido a


prestação jurisdicional requerida na forma dos seguintes pleitos:

a) A citação do Requerido para, querendo, comparecer às


audiências de conciliação, instrução e julgamento a ser
designada oportunamente por este MM. juízo, para contestar a
presente, sob pena de serem aceitas, como verdadeiras, as
alegações autorais;
b) A concessão dos benefícios da gratuidade da Justiça, consoante
requerido preliminarmente;

c) A procedência do pedido para condenar o requerido a pagar ao

requerente o valor de R$10.000,00 (dez mil reais) a títulos de danos


morais;

d) Por fim, requer-se que as publicações sejam realizadas no nome


dos seguintes advogados: XXX, OAB/PA n° XX, CPF n° XXX, sob
pena de nulidade dos atos processuais, conforme inteligência do
artigo 272, §1° do CPC;

Protesta provar o alegado por todos os meios de provas


admitidos em direito que se tornarem necessários no curso da lide,
especialmente oitiva de testemunhas, provas documentais e
depoimento pessoal da requerente e da requerida, o que desde já se
requer.

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Atribui-se à causa o valor de R$10.000,00 (Dez mil reais).

Nesses termos,
pede deferimento.

Belém, 19 de fevereiro de 2019.

XXX
OAB/PA n°XXX

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