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Direito da Seguridade

Social

Fontes e Custeio da Seguridade


Social
Prof. MSc. Guilherme M. Casali
FONTES DO DIREITO À
SEGURIDADE SOCIAL
As fontes materiais são os fatos sociais, as
forças criadoras do Direito.
As fontes formais são as leis, os costumes,
a jurisprudência e a doutrina.
Assim como outros ramos do direito
observa-se a hierarquia normativa das
leis, iniciando no vértice a Constituição
Federal até na base com os atos
administrativos.
FONTES DO DIREITO À
SEGURIDADE SOCIAL
Constituição Federal;
Emendas Constitucionais;
Leis Complementares;
Leis Ordinárias:
Lei 8.080/80 – Lei Orgânica da Saúde;
Lei 8.212/91 – Custeio da Seguridade
Social;
Lei 8.213/91 – Plano de Benefícios da
Previdência;
Lei 8.742/93 – LOAS
FONTES DO DIREITO À
SEGURIDADE SOCIAL

Decreto 3.048/99 (e alterações);


Instrução Normativa nº 77, de 21 de
Janeiro de 2015.
FORMAS DE
ORGANIZAÇÃO
REPARTIÇÃO SIMPLES: Pacto social
entre gerações, onde ativos financiam
inativos.
CAPITALIZAÇÃO: Cada indivíduo
financia a sua própria aposentadoria,
a partir da formação de uma
poupança individual.
MISTO: Combinação de dois pilares
obrigatórios: um básico, de
repartição, e outro complementar, de
capitalização.
FORMAS DE
ORGANIZAÇÃO

CAPITALIZAÇÃO ESCRITURAL:
Sistema onde ativos financiam
inativos (repartição simples), porém a
aposentadoria de cada indivíduo é
calculada com base nas suas próprias
contribuições (sistema de
capitalização).
CUSTEIO DO RGPS
A Seguridade Social será financiada
por toda sociedade, de forma direta e
indireta, nos termos do art. 195 da
Constituição Federal e desta Lei,
mediante recursos provenientes da
União, dos Estados, do Distrito
Federal, dos Municípios e de
contribuições sociais. (art. 10 da Lei
n° 8.212, de 24 de julho de 1991)
CUSTEIO DO RGPS
Entende-se como custeio os meios
econômicos e financeiros obtidos e
destinados à concessão e à manutenção
das prestações da seguridade social.
Existem fontes diretas (contribuições)
aos sistema, e fonte indiretas
(impostos) utilizados em caso de
insuficiências financeiras do sistema.
CUSTEIO DO RGPS
São fontes de custeio da seguridade
social, contribuições:
Dos empregadores, incidentes sobre
a folha de salários, o faturamento e o
lucro;
Dos trabalhadores;
Sobre a receita de concursos de
prognósticos;
Do importador de bem ou serviços do
exterior.
CUSTEIO DO RGPS
A Constituição Federal estabelece três
espécies de contribuição:
Contribuições Sociais;
Contribuições de Intervenção no
domínio econômico;
Contribuições de Interesse de
Categorias Profissionais e
Econômicas.
CUSTEIO DO RGPS
A contribuição social é um instrumento
utilizado pelo governo para
implementação da política
previdenciária.
O STF já manifestou o entendimento de
que a natureza jurídica da contribuição
social é de tributo.
CUSTEIO DO RGPS
Como obrigação tributária, a
contribuição social é uma prestação
pecuniária compulsória paga ao ente
público, com a finalidade de constituir
um fundo para ser utilizado pelo
trabalhador quando ocorrerem certas
contingências previstas em lei.
CUSTEIO DO RGPS
Assim, a contribuição da Seguridade
Social possui vinculação com
destinação específica, que é o custeio
da Seguridade Social.
O art. 149 da Constituição Federal
consagra que as contribuições sociais
são caracterizadas por sua finalidade.
CUSTEIO DO RGPS
Discute-se a natureza jurídica da
contribuição social enquanto:
Teoria do Prêmio de seguro;
Teoria do Salário diferido;
Teoria do Salário social;
Teoria do Salário atual;
Teoria Fiscal;
Teoria Parafiscal;
Teoria da exação sui generis.
TEORIA DO PRÊMIO DO
SEGURO
Equipara a contribuição social ao
prêmio do seguro pago pelas
companhias seguradoras.
Entretanto, observa-se que a
Entretanto,
contribuição pertence ao Direito
Público, pois é compulsória, já que o
seguro é firmado entre particulares.
TEORIA DO SALÁRIO
DIFERIDO
Parte do salário não é paga
diretamente ao trabalhador, mas é
voltada para a Seguridade Social.
Porém, observa-se que não há ajuste
Porém,
de vontades (acordo entre o
empregado e o empregador) quanto
ao seu pagamento.
TEORIA DO SALÁRIO
ATUAL
Duas cotas são pagas: uma pelos
serviços prestados e a outra para a
Seguridade Social.
Entretanto, não há atualidade em tal
Entretanto,
salário e nem ele é pago diretamente
pelo empregador.
TEORIA FISCAL
A contribuição é uma obrigação
tributária.
O questionamento é que não se
enquadraria em nenhuma das
espécies tributárias (imposto, taxa ou
contribuição de melhoria).
TEORIA PARAFISCAL
Sustenta os encargos do Estado que
não lhe são próprios.
Porém, ainda que a arrecadação seja
recolhida pela autarquia
previdenciária não desnatura sua
natureza tributária.
EXAÇÃO SUI GENERIS
Não é tributo nem contribuição
parafiscal.
Trata-se de uma imposição estatal
atípica, prevista na Constituição
Federal e na legislação tributária.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
A relação obrigacional da contribuição
previdenciária é uma relação
tributária.
O sujeito ativo é a União, sob a
O
competência do INSS.
Os sujeitos passivos são o mpregador
e o trabalhador.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA
O fato gerador é o pagamento de
remuneração ao trabalhador
A base de cálculo é a remuneração.
A atividade administrativa é
plenamente vinculada através de
lançamento por homologação ou
autolançamento.
CONTRIBUIÇÃO
PREVIDENCIÁRIA

A contribuição previdenciária não


segue o princípio da anterioridade
(art. 150, inc. III, b da CF).
Ela pode ser exigida dentro do prazo
de 90 dias (art. 195, §6º da CF).
Tabela para Empregado, Empregado Doméstico
e Trabalhador Avulso 2019

Salário de Contribuição
Alíquota
(R$)

Até R$ 1.751,81 8%

De R$ 1.751,82 a
9%
R$ 2.919,72

De R$ 2.919,73 até
11%
R$ 5.839,45
Tabela para Contribuinte Individual e Facultativo 2019
Salário de
Alíquota Valor
Contribuição (R$)
5% (não dá direito a
Aposentadoria por Tempo
R$ 998,00 de Contribuição e Certidão R$ 49,90
de Tempo de
Contribuição)*
11% (não dá direito a
Aposentadoria por Tempo
R$ 998,00 de Contribuição e Certidão R$ 109,78
de Tempo de
Contribuição)**
Entre R$ 199,60
R$ 998,00 até
20% (salário mínimo) e
R$ 5.839,45
R$ 1.167,89 (teto)