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TREINAMENTO EM EQUIPAMENTOS

DE PÁTIOS DE SUBESTAÇÕES

ARRANJO FÍSICO DE SUBESTAÇÕES

PROMOÇÃO: DMS
COORDENAÇÃO GERAL: DGP/DADP

JULHO/2007
DES/DEEC 2007

SUMÁRIO

SELEÇÃO DE ESQUEMA ELÉTRICO E ARRANJO FÍSICO DE SUBESTAÇÕES .................... 3


1. SUBESTAÇÃO NO SISTEMA DE TRANSMISSÃO..................................................................................3
2. CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DO ESQUEMA ELÉTRICO ........................................................................3
3. SELEÇÃO DE ESQUEMA ELÉTRICO E ARRANJO FÍSICO DAS SE’s 500kV ..................................4
3.1. CRITÉRIOS DE CONFIABILIDADE ESTABELECIDOS......................................................................5
3.2. ESQUEMA DE MANOBRA .....................................................................................................................5
3.3. ARRANJO FÍSICO ADOTADO ...............................................................................................................8
3.3.1. ARRANJO CONVENCIONAL OU TRADICIONAL.....................................................................8
3.3.2. ARRANJO INVERTIDO .................................................................................................................9
3.4. ANÁLISE COMPARATIVA DOS ARRANJOS ......................................................................................9
3.4.1. ÁREA DE IMPLANTAÇÃO ...........................................................................................................9
3.4.2. SEGURANÇA NA INSTALAÇÃO...............................................................................................10
3.4.3. FACILIDADES OPERACIONAIS E DE MANUTENÇÃO .........................................................10
3.4.4. FACILIDADE DE EXTENSÃO ....................................................................................................11
3.4.5. PROTEÇÃO E CONTROLE..........................................................................................................11
3.4.6. ESTÉTICA DA INSTALAÇÃO ....................................................................................................11
3.4.7. CUSTO DA INSTALAÇÃO ..........................................................................................................12
3.5. CONCLUSÃO .........................................................................................................................................12
4. SELEÇÃO DE ESQUEMA ELÉTRICO E ARRANJO FÍSICO DAS SE’s 230kV ................................12
4.1. CRITÉRIOS DE CONFIABILIDADE ESTABELECIDOS....................................................................12
4.2. ESQUEMA DE MANOBRA ...................................................................................................................12
4.3. ARRANJO FÍSICO..................................................................................................................................16
4.3.1. FATORES CONSIDERADOS.......................................................................................................16
4.4. CONCLUSÃO .........................................................................................................................................17
5. PROCEDIMENTOS DE REDE DO ONS – OPERADOR NACIONAL DO SISTEMA........................17
6. CONCEITOS APLICADOS AO ARRANJO FÍSICO...............................................................................17
6.1. COORDENAÇÃO DE ISOLAMENTO ..................................................................................................17
6.1.1. NÍVEIS DE ISOLAMENTO ..........................................................................................................18
6.1.2. DISTÂNCIAS MÍNIMAS ..............................................................................................................19
6.1.3. DISTÂNCIAS FASE-TERRA........................................................................................................19
6.1.4. DISTÂNCIAS FASE-FASE...........................................................................................................22
6.2. SIMPLICIDADE E ECONOMIA............................................................................................................23
6.3. FACILIDADES DE MANUTENÇÃO ....................................................................................................24
6.4. SEGURANÇA PESSOAL E DAS INSTALAÇÕES...............................................................................24
6.5.1. AFASTAMENTOS EM RELAÇÃO AO SOLO NO PÁTIO DA SUBESTAÇÃO.......................25
6.5. DISTÂNCIAS DE PROJETO ADOTADAS ...........................................................................................26
7. TIPOS DE ARRANHOS MAIS UTILIZADOS NA ELETROSUL..........................................................26
8. ANEXOS ........................................................................................................................................................27
DESENHOS ........................................................................................................................................................27
9. REFERÊNCIAS ............................................................................................................................................27

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SELEÇÃO DE ESQUEMA ELÉTRICO E ARRANJO FÍSICO DE SUBESTAÇÕES

1. SUBESTAÇÃO NO SISTEMA DE TRANSMISSÃO

O sistema de transmissão de E.A.T. da ELETROSUL é um sistema em corrente


alternada, trifásico, constituída de linhas de transmissão e subestações, cuja função é transportar
a energia elétrica produzida nas usinas de geração aos centros de distribuição e consumo.
Todas as subestações do sistema de transmissão têm pelo menos uma das seguintes
funções:
- manobra de energia elétrica
- regulação da tensão de transmissão
- transformação para uma tensão mais baixa de subtransmissão
- interligação com outros sistemas

As subestações objeto da padronização, são projetadas para serem construídas e


montadas a céu aberto, utilizando o ar como isolante entre as partes energizadas empregando
equipamentos de manobra, proteção e medição do tipo convencional. As únicas áreas blindadas,
ainda assim utilizando o ar como isolante, são os referentes aos cubículos e painéis dos serviços
auxiliares, com tensão máxima de 13,8kV.

2. CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DO ESQUEMA ELÉTRICO

A análise comparativa dos vários esquemas elétricos (diagramas unifilares) foi


efetuada em função dos seguintes elementos considerados:

- flexibilidade operativa: capacidade de se levar a efeito diversas manobras


necessárias, quer seja para compor uma configuração requerida pelo sistema,
quer seja para manutenção, afetando o mínimo possível a continuidade do serviço,
e com um conjunto reduzido e simples de manobras.

- simplicidade do sistema de comando, controle e proteção: utilização relativa


de poucos transformadores de corrente e potencial o que, além da economia
proporcionada, reduz o número de possíveis fontes de defeitos, e além disso,
sistemas muito complicados requerem dispositivos de transferência e
intertravamento, o que aumenta as possibilidades de defeito.

- facilidade de manutenção: devem ser levados em consideração vários fatores


como:
a) simplicidade e clareza do arranjo físico da subestação, pois facilita ao pessoal
da manutenção a rápida visualização dos circuitos que estão energizados, bem
como a imediata identificação das condições reais de serviço.
b) número de manobras necessárias para remover um elemento para manutenção.
c) independência de um circuito em relação aos outros no que diz respeito aos
sistemas de comando, controle e proteção.

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d) padronização e normalização de aparelhagem, estruturas, arranjos físicos e


esquema de manobra, facilitando o aperfeiçoamento das rotinas de
manutenção.

- facilidade de expansão: é um critério de fundamental importância e é justificada


por algum dos seguintes motivos:
a) necessidade de instalação de novos equipamentos de acordo com a evolução
prevista nos estudos de planejamento.
b) flexibilidade de instalação de equipamentos de acordo com as necessidades do
sistema, possibilitando a implantação de eventuais alterações do planejamento.
c) possibilidade de economia nos estágios iniciais de construção e operação do
sistema, adiando-se parte dos investimentos para etapas futuras.
d) necessidade de conversão de um esquema de manobra para outro durante a
vida útil da subestação, a fim de se introduzir, à medida que o sistema cresça
de importância e complexidade, uma maior flexibilidade e/ou confiabilidade às
subestações.

- confiabilidade dos arranjos: ver nos itens 3.1 e 4.1 os critérios de confiabilidade
estabelecidos para a seleção dos esquemas elétricos dos sistemas de 500 e 230
kV, respectivamente.
- comparação dos esquemas quanto ao custo:
a) custo de equipamentos de manobra – disjuntor, seccionador, transformador de
corrente, divisor capacitivo de potencial e pára-raio.
b) custo de confiabilidade – quantificação em US$ das interrupções devidas a
falhas e/ou manutenção em componentes das subestações.

- simplicidade do arranjo físico: foram levadas em consideração as seguintes


observações de caráter geral na escolha dos esquemas de manobra:

a) a simplicidade do arranjo físico tem por finalidade facilitar ao máximo os


trabalhos de construção, montagem, manutenção e operação da subestação.
b) os equipamentos, estruturas, barramentos, devem ser dispostos da maneira
mais uniforme possível, e em “bay’s” claramente definidos de modulações
iguais, permitindo que “bay’s” ou zonas da subestação sejam desenergizadas
e sejam adequadamente definidos como seguros ou não para a manutenção
ou operação.
c) cruzamentos de linhas entre si, bem como sobre circuitos ou subestações de
tensão nominal inferior devem ser evitados.
d) o número de níveis de condutores e barramentos deve ser reduzido ao mínimo
e, preferivelmente, não ultrapassar dois níveis em paralelo, por motivos de
economia de estruturas, estética e facilidade de manutenção.
e) o arranjo físico deve possibilitar a expansão da subestação sem grandes
inconvenientes.

3. SELEÇÃO DE ESQUEMA ELÉTRICO E ARRANJO FÍSICO DAS SE’s 500kV

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3.1. CRITÉRIOS DE CONFIABILIDADE ESTABELECIDOS

Foram estabelecidos os seguintes critérios para a seleção dos esquemas elétricos das
subestações e comparação dos mesmos quanto a confiabilidade:
a) não foi admitida a saída de duas linhas em paralelo, ou a abertura de malha pela
saída de duas linhas em série, devido a contingências simples em equipamentos da
subestação.
b) nas subestações transformadoras 500/230 kV procurou-se minimizar a saída, por
contingências simples, de dois bancos de transformadores.
c) foi admitida a saída de duas linhas em série devido a defeito em componentes da
subestação (contingências simples), sendo, no entanto, avaliada a freqüência,
duração e probabilidade desse evento para os diversos esquemas de manobra
estudados.
d) não foi admitida a saída de linhas (ou transformadores) devido a defeito ou
manutenção de equipamentos da subestação, a não ser daqueles diretamente
ligados às linhas (ou transformadores).
e) nas subestações transformadoras 500/230kV não foi admitida a perda de potência
maior que a correspondente a um banco de transforma-dores para defeitos em
componentes da subestação 230kV.
f) assegurar uma flexibilidade operativa compatível com a importância da rede,
nessas condições, considerou-se que as manobras para manutenção e reparo dos
equipamentos devam ser efetuadas por intermédio de disjuntores, evitando-se
assim a utilização apenas de seccionadores para aquelas operações.

3.2. ESQUEMA DE MANOBRA

Baseando-se nos critérios de confiabilidade dos arranjos foram eliminados os


esquemas de manobra constituídos por: barramentos simples; barramento duplo e barramento de
transferência. Tais esquemas foram eliminados principalmente pelos seguintes pontos:
¾ no caso de defeito num barramento (contingência simples) ocorre o desligamento de
todos os circuitos conectados a esse barramento, havendo nesse caso, possibilidade
de violação dos critérios a) e b) de confiabilidade dos arranjos.
¾ a flexibilidade operativa fica bastante reduzida no caso de manobras para
energização e desenergização de componentes.

Foram considerados os seguintes esquemas para prosseguimento da análise (ver figura


1):
- disjuntor duplo, barra dupla – BDDD
- disjuntor duplo barra dupla modificada – DDBDM
- disjuntor e meio – D1/2
- disjuntor e um terço – D1/3
- anel (simples ou múltiplo)

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Figura 1 - Ilustração dos Vários Arranjos Físicos Analisados

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Após análise conjunta dos vários aspectos considerados anteriormente, para a escolha
do esquema elétrico mais apropriado, foi considerada de fundamental importância a possibilidade
de padronização do esquema de manobra para as subestações.
Dessa análise, portanto, resultou na escolha do esquema disjuntor e meio, julgado o
mais adequado para as subestações de 500kV do sistema da ELETROSUL, tendo sido esta
escolha baseada nos seguintes pontos:
a) Da análise do custo, verificou-se que os esquemas disjuntor e meio (D1/2),
disjuntor e um terço(D1/3) e disjuntor duplo barra dupla modificado (DDBDM) –
ligação aos bancos de transformadores feito somente por disjuntores simples –
resultam valores intermediários de custo e de mesma ordem de grandeza.
Os esquemas em anel (simples ou múltiplo, no caso de mais de 4 circuitos) e
disjuntor duplo barra dupla (DDBD) apresentam custos 20% abaixo e 20% acima
dos primeiros respectivamente.

b) As desvantagens dos esquemas de custos semelhantes, D1/3 e DDBDM, em


relação ao D1/2 são os seguintes:
- O D1/3 poderia apresentar limitações de arranjo físico e como conseqüência,
condições desfavoráveis para a manutenção, além de apresentar mais
dificuldades de expansão que o D1/2 e, não sendo, ainda, um esquema
adaptável a todos os tipos de subestações da ELETROSUL, contrariando a
possibilidade de padronização.
- O DDBDM apresenta uma reduzida flexibilidade operativa no que se refere às
manobras dos transformadores diretamente ligados aos barramentos por
seccionadores e relativamente aos demais esquemas, apresenta também baixos
índices de confiabilidade no caso de subestações com mais de dois bancos de
transformadores.

c) A vantagem do esquema em anel sob o aspecto econômico, não justifica a


utilização do mesmo como o esquema mais apropriado para a configuração final do
sistema, em virtude dos sérios inconvenientes relativos a:
- Flexibilidade operativa e facilidade de manutenção, que são bastante
prejudicadas pela necessidade de operação de até 3 disjuntores para
isolamento de alguns circuitos.
- Sistema de comando, controle e proteção se torna mais complexo que o dos
demais esquemas, além de apresentar índices de confiabilidade inferiores ao
do D1/2.

d) Na comparação entre o esquema D1/2 e o DDBD, optou-se pela escolha do


primeiro em função dos seguintes elementos:
- Custo mais baixo (da ordem de 20% inferior ao do DDBD);
- Melhores índices de confiabilidade que o DDBD.
- Apesar de inferiores as do DDBD, as características de flexibilidade operativa,
simplicidade dos sistemas de proteção e controle e facilidade de manutenção do
esquema D1/2 são julgadas altamente satisfatórias.

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Tabela I

Flexibilidade operativa
+ BDDD ± D1/2, D1/3 - Anel

Simplicidade do sist. com., cont. e proteção


+ BDDD ± D1/2, D1/3 - Anel

Facilidade de manutenção
+ BDDD, ± D1/2 - D1/3, Anel
Anel Simples Múltiplo

Facilidade de expansão
+ BDDD ± D1/2, Anel Múltiplo - D1/3, Anel
Simples

Simplicidade do arranjo físico


+ BDDD ± D1/2, Anel - D1/3

Confiabilidade
+ D1/3, D1/2 ± BDDD - Anel

Custo
+ Anel ± D1/2, D1/3 - BDDD

As vantagens de se procurar um esquema padronizado residem principalmente nas


facilidades decorrentes de projeto, construção, operação e manutenção de subestações.

Com vistas a redução de custos na implantação das subestações do sistema de 500


kV, a ELETROSUL padronizou que até 03 (três) vãos completos o esquema de manobra adotado
será o anel, sendo que o arranjo físico é planejado para que seja facilmente revertido ao disjuntor
e meio. Estudos mostraram que até 03 (três) vãos completos o esquema em anel não apresenta
degradação dos níveis de confiabilidade e flexibilidade quando comparado ao disjuntor e meio,
configurando, no entanto, uma redução de custo de implantação da subestação.

3.3. ARRANJO FÍSICO ADOTADO

Uma vez definido o esquema de manobra a um disjuntor e meio, tem-se como


alternativas de arranjo os tipos convencional e invertido. A escolha do tipo de arranjo mais
adequado foi feita com base em uma comparação técnica econômica.

3.3.1. ARRANJO CONVENCIONAL OU TRADICIONAL

Este tipo de arranjo desenvolve-se basicamente com grupos de três disjuntores e


respectivos equipamentos associados em linha (chaves isoladoras e transformadores de corrente)
e localizados internamente às barras principais. Os equipamentos inerentes a cada circuito de
saída (seccionadores com lâminas de terra, bobinas de bloqueio, transformadores de potencial

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capacitivos e pára-raios, no caso típico de uma linha de transmissão não compensada), são
localizadas externamente às barras principais.
Cada vão completo, corresponde a conexão de dois circuitos externos, exigindo quatro
estruturas tipo pórtico, sendo duas localizadas internamente às barras principais, respectivamente
entre o disjuntor central e cada disjuntor ligado à barra principal e duas localizadas externamente
as referidas barras, permitindo a conexão de equipamentos pertencentes a cada circuito.
O arranjo exige, portanto, três níveis de barramentos:
- Os barramentos de nível inferior, que realizam as conexões entre disjuntores,
transformadores de corrente e seccionadores isoladores.
- Os barramentos de nível intermediário que correspondem aos barramentos
principais.
- Os barramentos de nível superior, superpostos aos barramentos inferiores, que
realizam as conexões entre cada par de disjuntores (um de barra e o central) aos
equipamentos pertencentes a cada circuito de saída.

3.3.2. ARRANJO INVERTIDO

O arranjo tipo invertido desenvolve-se basicamente com as barras principais


colocadas lado a lado na parte central, com todas as aparelhagens de manobra localizadas
externamente às mesmas.
Este arranjo pode apresentar diversas variantes para a disposição dos disjuntores e
equipamentos associados, no caso presente foi considerada apenas a variante designada
usualmente por arranjo em “C”. Neste arranjo os disjuntores ligados diretamente às barras
principais são dispostos alinhadamente e em posições simétricas em relação as barras principais.
O disjuntor central é localizado numa posição adjacente a um dos disjuntores de barra, sendo a
ligação entre eles realizada por um barramento auxiliar que cruza as barras principais.
Este arranjo é muito favorável a adoção de barras rígidas em toda a sua extensão,
com as interligações de barramentos em planos distintos realizados usual-mente por estruturas
tipo “A”.
As estruturas tipo pórtico ou similar são externas não só as barras principais como
também à toda a área de instalação dos equipamentos de manobra.
O arranjo apresenta, portanto, apenas dois níveis de barramento na área de
manobras, sendo que as conexões flexíveis ficam restritas às ligações entre os equipamentos dos
circuitos de saída de linha e estes.

3.4. ANÁLISE COMPARATIVA DOS ARRANJOS

3.4.1. ÁREA DE IMPLANTAÇÃO

Neste aspecto destaca-se nitidamente o arranjo convencional, pois requer uma área
de implantação menor, resultando num movimento de terra menor, com redução de volumes de
corte e aterro. A maior área de implantação para o arranjo invertido é devida basicamente à
redução do número de níveis de barramentos (três no convencional contra dois no invertido), o

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que impõe a criação de um barramento auxiliar que requer um espaço adicional para sua
instalação.

3.4.2. SEGURANÇA NA INSTALAÇÃO

a) As partes vivas devem ser localizadas de modo que veículos e pessoas possam se
locomover dentro do pátio da subestação, sob condições plenas de segurança,
respeitando-se os espaçamentos elétricos mínimos.
Sob este aspecto, o arranjo invertido se apresenta aparentemente superior desde que
o acesso aos disjuntores, chaves isoladoras e transformadores de corrente possa ser
realizado sem cruzamento com os barramentos principais. Mas esta vantagem vem se
tornando menos relevante, visto que os equipamentos de E.A.T. em geral
(principalmente os de manobra) vem evoluindo tecnicamente no sentido de terem uma
maior confiabilidade de desempenho e de simplificação dos serviços de
montagem/desmontagem e de transporte. Apesar da aparente vantagem do arranjo
invertido, ambos os arranjos são projetados com condições de segurança satisfatórios.

b) O arranjo físico escolhido deve oferecer fácil visualização e “legibilidade” dos


circuitos principais, de modo a minimizar erros de operação e facilitar inspeções.
Nesse aspecto, destaca-se nitidamente o arranjo convencional, pois a configuração
alinhada para os disjuntores e equipamentos associados, oferece melhor
visualização do esquema de manobra.

c) O arranjo deve possibilitar a realização de serviços numa barra quando as demais


barras (principais ou auxiliares), estejam energizadas.
Ainda neste aspecto o arranjo convencional é superior, pois se uma barra principal é
desenergizada para manutenção ou extensão, a zona fica pratica-mente “morta” ou
desenergizada, a exceção de alguns barramentos superiores. Mas esta é uma
vantagem significativa do ponto de vista de segurança.
Já no arranjo invertido as barras transversais ligadas à barra principal que é mantida
energizada, cruzam com as barras principais desenergizadas para manutenção, dando
margem, portanto, a maiores confusões e acidentes.
Dos aspectos analisados, o arranjo convencional se destaca, muito embora o
arranjo invertido possa se tornar equivalente com aumentos de escapamentos.

3.4.3. FACILIDADES OPERACIONAIS E DE MANUTENÇÃO

Do ponto de vista operacional, ou mais especificamente da segurança operacional, o


arranjo convencional oferece menores possibilidades de erros operacionais, uma vez que o arranjo
permite a mais rápida visualização e “legibilidade” do esquema de manobra.
Quanto aos aspectos de manutenção destacam-se:
a) A manutenção de barras principais é mais fácil no arranjo convencional.
b) A manutenção de disjuntores e equipamentos de manobra associados é
aparentemente mais fácil no arranjo invertido, dada a maior acessibilidade aos
citados equipamentos, proporcionada pela configuração do arranjo.

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c) A manutenção de isoladores de núcleo sólido, devido à necessidade de limpeza


dos mesmos, ou a substituições de colunas, é reduzida no arranjo convencional,
pois sua configuração impõe uma menor quantidade destes elementos.
d) Embora a manutenção de conexões soldadas seja praticamente inexistente, há que
ser considerada a possibilidade de serem refeitas conexões sempre que ocorrerem
substituições de colunas de isoladores ou de trechos de barras rígidas, mas ainda
neste caso o arranjo convencional é mais vantajoso, desde que exija um menor
número de conexões soldadas.
e) A manutenção de isoladores de suspensão (limpeza) ou substituição dos mesmos
é mais difícil se tiver que ser realizada num arranjo convencional, dada a presença
de três níveis de condutores, fato que torna o arranjo invertido superior neste
aspecto.

Quanto à análise das facilidades de manutenção, esta dá leve superioridade ao


arranjo convencional. As facilidades operacionais são praticamente as mesmas, tornando os
arranjos equivalentes sob este ponto de vista.

3.4.4. FACILIDADE DE EXTENSÃO

No caso de adição de “bay’s” completos, seja em posições extremas ou em posições


centrais a “bay’s” já em operação, os arranjos se apresentam aparentemente equivalentes, se bem
que no arranjo convencional haverá sempre a possibilidade de montagem das estruturas tipo
pórtico, interiores as barras principais, próximas a “bay’s” adjacentes, o que poderá exigir a
desenergização temporária dos mesmos; esta dificuldade é minimizada, quando da implantação da
etapa inicial, sejam instaladas as estruturas centrais cuja localização seja crítica, segundo este
ponto de vista.
No caso de complementação de um “bay”, o arranjo invertido leva certa vantagem desde
que, comparando-se os arranjos numa mesma base, o arranjo convencional exigiria a previsão de
todas as estruturas tipo pórtico correspondentes ao “bay”.
No cômputo geral o arranjo invertido é superior neste aspecto, embora o arranjo
convencional não signifique grandes transtornos na instalação quando de sua extensão, desde
que tomadas as precauções adequadas no projeto das diversas etapas de implantação.

3.4.5. PROTEÇÃO E CONTROLE

São equivalentes para as duas alternativas, uma vez que o arranjo físico tem pouca ou
nenhuma interferência.

3.4.6. ESTÉTICA DA INSTALAÇÃO

Sob este aspecto o arranjo invertido é considerado superior, por apresentar dois níveis
de barramentos e ter reduzida a altura das estruturas, mas há que se salientar que o aspecto
segurança deve prevalecer sobre o aspecto estética sem qualquer dúvida.

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3.4.7. CUSTO DA INSTALAÇÃO

O arranjo convencional destaca-se neste aspecto desde que é menor o número de


suportes de barramentos rígidos bem como é inferior a quantidade de barramentos rígidos
requeridos. A influência no custo, devida aos isoladores de núcleo sólido, às conexões soldadas
ou aparafusadas, e aos barramentos rígidos é de tal ordem significativa que o arranjo
convencional, mesmo exigindo maior quantidade (peso) de estruturas, ainda se torna mais
competitivo quanto ao custo.
A influência exercida pela menor área requerida para o arranjo convencional pode
representar uma parcela considerável, dependendo do custo unitário da terra na zona de
implantação da subestação, e levar em conta o custo sobre o maior movimento de terra associado.
A influência no custo devida aos condutores flexíveis é de menor relevância, uma vez
que deve ser computada a extensão de cabos flexíveis usados no interior das barras rígidas para
o amortecimento de vibrações.

3.5. CONCLUSÃO

Observa-se que a análise comparativa efetuada, segundo os aspectos apontados,


levou à recomendação do arranjo convencional como o mais adequado ao desenvolvimento do
esquema a disjuntor e meio.
Os desenhos S000-205-320 e S092-405-011, em anexo, mostram, respectivamente,
planta e cortes do arranjo convencional adotado pela ELETROSUL.

4. SELEÇÃO DE ESQUEMA ELÉTRICO E ARRANJO FÍSICO DAS SE’s 230kV

4.1. CRITÉRIOS DE CONFIABILIDADE ESTABELECIDOS

Dentro do critério de confiabilidade, os esquemas foram comparados, entre outros, os


seguintes aspectos:
a) nas SE’s com bancos de transformadores 500/230 kV, um defeito de simples
contingência não pode ocasionar a perda de potência maior que a correspondente a um
banco de transformadores;
b) defeito nas barras;
c) defeito num circuito, com o caso de “falha de disjuntor”;
d) defeito durante manutenção em um dos componentes da subestação;
e) não foram considerados defeitos superiores a dupla contingência;
f) não foram considerados defeitos simultâneos em componentes.

4.2. ESQUEMA DE MANOBRA

A viabilidade da padronização do esquema de manobra e arranjo físico das subestações


230 kV, teve como base o crescimento previsto para o sistema de transmissão 230 kV, a diversificação
dos esquemas de manobra face a incorporação ao sistema de subestações já operando, portanto com
esquemas já definidos, a experiência acumulada com os resultados da padronização executada para as
subestações 500 kV e, principalmente, a crescente necessidade de redução de custos.

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Para o desenvolvimento do trabalho de padronização das SE’s 230 kV do sistema


ELETROSUL, foi considerado como fundamental a classificação das subestações segundo níveis de
importância dentro do sistema, de tal forma que fosse evitada a generalização de critérios e o
conseqüente super-dimensionamento de projetos que não necessitem grau de confiabilidade elevado.
Para a realização da análise foram selecionados somente os esquemas de manobra
existentes no sistema de alta e extra-alta tensão da ELETROSUL, os quais são relacionados a seguir
(ver figura 2):
- Barra principal mais transferência;
- Barra principal seccionada mais transferência;
- Barra dupla a quatro chaves;
- Barra dupla a cinco chaves;
- Disjuntor e meio (sistema 500 kV).

Uma comparação entre os esquemas de manobra, segundo os critérios básicos para


seleção do esquema elétrico, é descrito na tabela II.

Desta análise, portanto, resultou na padronização dos seguintes esquemas de manobra:


¾ Subestação associada ao sistema 500 kV ou à usinas: Barra dupla a quatro
chaves;
¾ Demais subestações: Barra principal mais transferência.

Das subestações 230 kV passíveis de implantação no sistema ELETROSUL, somente uma


minoria poderia não estar diretamente associada ao sistema de extra-alta tensão (através da
transformação 500/230 kV) ou às usinas.

Desta forma, considerando os tópicos abordados neste trabalho, pode ser resumido:

a) Para as subestações associadas diretamente ao sistema 500 kV ou à usinas, o


esquema de manobra que se mostra mais adequado é o barra dupla a quatro
chaves considerando: custo, confiabilidade, etc.
Deve ser notado que a operação deste esquema com os circuitos ligados a uma
única barra, pode apresentar vantagens operativas, podendo no entanto implicar
numa redução de confiabilidade no suprimento, pois, teoricamente, o esquema
estaria operando como barra principal e transferência (obviamente mais flexível).
Outro aspecto a ser considerado, é a seletividade de atuação da proteção
diferencial, ou seja, defeito em uma barra só deve provocar a perda de circuitos
conectados a esta barra. Observa-se, ainda, que no tópico confiabilidade, o estudo
foi desenvolvido considerando os pontos acima mencionados, ou seja, operação do
esquema barra dupla com proteção diferencial seletiva.

b) Para as demais subestações pode ser adotado o esquema barra principal mais
transferência ou o barra dupla a quatro chaves, conforme a importância da
subestação para o sistema. Cumpre observar que a adoção do esquema barra
principal mais transferência apresenta um custo mais baixo de implantação.

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Figura 2 - Ilustração dos Esquemas de Manobra Analisados

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Tabela II

ESQUEMAS Barra principal


Barra principal e Barra dupla a quatro Barra dupla a cinco
ITENS seccionada e Disjuntor e meio
transferência chaves chaves
transferência
Flexibilidade operativa Pouco flexível Flexível Flexível Flexível Flexível
Simplicidade na proteção, comando e
Simples Complexo Complexo Complexo Complexo
controle
Viável somente em um
Facilidade de expansão Viável Viável Viável Viável
dos lados
Simplicidade de arranjo físico Simples Simples Simples Simples Simples
Critério 4.1.a) Não satisfaz Satisfaz Satisfaz Satisfaz Satisfaz
Satisfaz com Satisfaz com Satisfaz com Satisfaz com
Critério 4.1.b) Satisfaz
restrições (ver nota 1) restrições (ver nota 2) restrições (ver nota 3) restrições (ver nota 3)
Confiabilidade
Satisfaz com Satisfaz com Satisfaz com
Critério 4.1.c) Não satisfaz Satisfaz
restrições (ver nota 4) restrições (ver nota 4) restrições (ver nota 4)
Critério 4.1.d) Satisfaz Satisfaz Satisfaz Satisfaz Satisfaz
Custo intermediário Custo intermediário
Custos Custo mais baixo Custo intermediário Custo mais elevado
inferior superior
Satisfaz com Satisfaz com algumas
Facilidade de manutenção Satisfaz Satisfaz Satisfaz
restrições restrições

NOTAS:
1. Um defeito na barra implica na perda de todos os circuitos.

2. Se o defeito for na barra de transferência, há perda do circuito que estivar ligado a ela; se nas outras, perda de todos os circuitos ligados a barra defeituosa. Das
linhas ligadas a barra com defeito, poderá apenas ser selecionada uma delas e energizada através do disjuntor de transferência.

3. Se o defeito for na barra usada como transferência, há perda do circuito que estiver ligado a ela; se na outra barra, perda dos circuitos durante o tempo necessário à
transferência para a barra não defeituosa que não poderá, então, ser usada como transferência.

4. Nestes casos, há perda dos circuitos ligados a barra em que está conectado o disjuntor com defeito.

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4.3. ARRANJO FÍSICO

Mesmo com as repercussões no arranjo físico das características individuais de cada


projetista, torna-se possível a limitação de alternativas quando são pré-estabelecidos, além dos itens já
abordados, alguns fatores básicos determinados a partir da experiência da empresa ou de outras
congêneres.

4.3.1. FATORES CONSIDERADOS

4.3.1.1. Aumento de Flexibilidade

Os arranjos devem incorporar a possibilidade de saídas de linha para ambos os lados da


subestação.

4.3.1.2. Seleção do Tipo Seccionador

A possibilidade de compactação do arranjo físico, com a utilização de chave de montagem


sob pedestal que permitisse a interligação de barramentos em níveis diferentes, conduziu a análise de
três (3) alternativas: semi-pantográfica, abertura vertical montagem vertical, vertical reversa.
Consideradas as implicações particulares de cada chave no arranjo físico, as experiências
operacionais e de manutenção da Empresa, optou-se pela utilização dos seguintes secionadores:
a) Separadora de disjuntor: abertura vertical montagem vertical;
b) Seletora de barramento: vertical reversa.

4.3.1.3. Seleção do Tipo de Montagem da Chave

Através de uma análise preliminar baseada nas condições de montagem, verificou-se a


inviabilidade de alinhamento da chave seletora de barra, face a necessidade de ligação entre
barramentos montados em planos horizontais e verticais distintos.

4.3.1.4. Demais Pontos Considerados para Análise das Alternativas de Arranjo Físico

Além das influências das distâncias e do tipo de condutor, podem ser destacados alguns
tópicos observados por ocasião da análise das alternativas de arranjo:
a) Obtenção de elevada flexibilidade que permitisse saídas para ambos os sentidos do vão,
saída para um único sentido do vão e saída para um sentido do vão com extremo já
ocupado;
b) Necessidade de uma análise detalhada de aspectos de movimentação de pessoal e
equipamentos no pátio para determinação das distâncias entre equipamentos e da
largura do pórtico;
c) Análise do comportamento do condutor do barramento superior segundo as flechas e
tensões para determinação da altura do barramento;
d) Necessidade de definição do tipo de seccionador como seletor de barramento e
verificação dos aspectos de montagem quanto a: posicionamento do contato fixo,

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deslocamento do contato superior fixo, posição de equipamentos adjacentes, altura, tipo


de acionamento (mono ou tripolar).

4.4. CONCLUSÃO

Definidos os pontos básicos e estabelecidas as diretrizes para o arranjo, foram estudadas


inúmeras alternativas chegando-se aos arranjos cujas características básicas estão indicadas nos
desenhos S000-205-321 e S000-200-018 folha 16/85 (Barra dupla a quatro chaves) e S000-205-322 e
S000-200-018 folha 17/85 (Barra principal e transferência).

5. PROCEDIMENTOS DE REDE DO ONS – OPERADOR NACIONAL DO SISTEMA

Todo o exposto neste trabalho baseia-se nos estudos realizados na década de 70 pela
ELETROSUL e suas Consultoras contratadas para a elaboração da padronização dos arranjos das SE’s
500, 230 e 138 kV ainda hoje vigente na Empresa.
Hoje, dentro do novo modelo do mercado de energia elétrica, que teve sua implantação
iniciada na década de 90, é o ONS – Operador Nacional do Sistema que define o esquema de manobra
das novas subestações, cabendo ao agente transmissor ou distribuidor implementar o arranjo físico que
julgar mais adequado. A ELETROSUL implementa os arranjos físicos já consolidados na empresa e em
casos especiais, como subestações com níveis de tensão diferentes dos que costuma trabalhar, busca
no setor elétrico as experiências de empresas congêneres.

No Módulo 2 do Procedimento de Rede do ONS – Padrões de Desempenho da Rede


Básica e Requisitos Mínimos para suas Instalações, no seu Submódulo 2.3 – Requisitos Mínimos para
Subestações e Equipamentos Associados, são definidos os esquemas de manobra que devem ser
adotados para as subestações do sistema elétrico brasileiro, conforme transcrito a seguir:
¾ Os pátios de 765, 500, 440 e 345 kV: barra dupla com disjuntor e meio;
¾ Os pátios 230 e 138 kV: barra dupla com disjuntor simples a quatro chaves;

Variantes destas configurações são permitidas desde que permitam evoluir para os
esquemas já definidos, atendam aos requisitos estabelecidos no Submódulo 2.5 – Requisitos Mínimos
dos Sistemas de Proteção, Supervisão/Controle e de Telecomunicações e apresentem desempenho,
comprovadamente, igual ou superior as estabelecidas pelos esquemas definidos pelo ONS.

6. CONCEITOS APLICADOS AO ARRANJO FÍSICO

Arranjo físico consiste essencialmente na disposição dos componentes no pátio, de acordo


com a sua função predeterminada pelo esquema de manobra, e sua interligação com os demais
componentes.

6.1. COORDENAÇÃO DE ISOLAMENTO

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Definição: Seleção da isolação elétrica dos equipamentos em função da tensão que pode
aparecer no sistema no qual serão conectados, considerando-se as condições de serviço e as
características dos dispositivos de proteção disponíveis.
A coordenação de isolamento envolve considerações a cerca do stress elétrico ao qual os
equipamentos são expostos sob condições normais de operação, durante sobretensões temporárias que
poderão afetar a performance satisfatória dos equipamentos ou sua vida útil, surtos de manobra e
impulso atmosférico.
O primeiro passo para o estudo de coordenação de isolamento é a definição da magnitude
das sobretensões de manobra e impulso atmosférico a que o sistema está sujeito em um determinado
ponto, considerando-se o cálculo de contingências de um sistema com parâmetros elétricos e de
equipamentos confiáveis, assim como os efeitos limitantes de algum dispositivo de limitação de
sobretensões.

6.1.1. NÍVEIS DE ISOLAMENTO

Os Níveis de isolamento das subestações da ELETROSUL resultaram das sobretensões de


manobra verificadas nos estudos de TNA (Transient Network Analised). Para a coordenação dos
isolamentos a manobra, a impulso e a 60 Hz observou-se os resultados de sobretensões no TNA
(manobra a 60 Hz), as características e localizações nas subestações dos pára-raios escolhidos.
Os níveis de isolamento a manobra (BSL) e a impulso (BIL) são definidos segundo a IEC [1]
de acordo com o tipo de isolamento em questão:
- Isolamentos auto-regenerativos (gaps em ar, colunas pedestal de equipamentos, parte
externa de buchas, etc):
• BSL (tensão suportável a manobra estatística) – tensão de manobra para a
qual o isolamento tem 10% de probabilidade de descarga (1,3σ);
• BIL (tensão suportável a impulso estatístico) – tensão de impulso para a qual o
isolamento tem 10% de probabilidade de descarga (1,3σ).
- Isolamentos não regenerativos (parte interna de buchas, enrolamentos, etc.):
• BSL (tensão suportável a manobra convencional) – tensão de manobra que o
isolamento é capaz de suportar sem nenhuma descarga (3σ);
• BIL (tensão suportável a impulso convencional) – tensão de impulso que o
isolamento é capaz de suportar sem nenhuma descarga (3σ).

A prática recomendada pela IEC[1], e adotada para a definição do padrão de coordenação


de isolamento da ELETROSUL, é de determinar o nível de isolamento a manobra (BSL), e para este
nível escolher um dos BIL’s padronizados correspondentes (tabela IEC[1]).

A definição do BSL dos equipamentos e das distâncias de ar correspondentes foi definida


com base nos valores da máxima sobretensão dinâmica do sistema e da tensão nominal do pára-raios
padronizado para a entrada de linha, transformadores e reatores.

A seleção dos pára-raios foi feita dentro dos seguintes critérios:

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- A tensão máxima de restabelecimento deve ser maior que a máxima sobretensão


dinâmica do sistema;
- As capacidades máximas de corrente e energia dos pára-raios não deverão ser
ultrapassadas em nenhuma descarga devido a sobretensão de manobra;
- Coordenação entre pára-raios do sistema 500 kV com os existentes no sistema 230 kV,
nos transformadores de 500/230 kV, para que não haja descarga dos pára-raios de 230
kV para surtos provenientes do sistema de 500 kV.

Uma vez definido o pára-raios a ser adotado no sistema, com base nos critérios acima
descritos, define-se o valor da tensão nominal suportável a manobra (BSL), que deverá ser pelo menos
25% maior que a tensão máxima de descarga a manobra do pára-raios, para garantir que incertezas a
cerca dos valores de sobretensão de manobra calculado e tensão de descarga do pára-raios influenciem
a correta operação dos equipamentos.

Para o sistema 500 kV foi definido os seguintes níveis de isolamento:

Nível de isolamento
Equipamento BSL (kV) BIL (kV)
Enrolamentos de transformador e reator 1175 1425
Buchas de transformador e reator 1175 1550
Disjuntor 1175 1550
Seccionador 1175 1550
Transformador de corrente 1175 1550
Divisor capacitivo de potencial 1175 1550
Tabela III – Níveis de isolamento para o sistema 500 kV ELETROSUL

6.1.2. DISTÂNCIAS MÍNIMAS

Para cada tipo de configuração de eletrodo existente na subestação (gap) é possível


associar um valor de afastamento mínimo fase-terra e fase-fase com relação aos valores de tensão
suportável a impulso de manobra ou impulso atmosférico.
A variedade e complexidade dos fatores influenciantes na determinação das distâncias
elétricas tornam este tópico de grande significado no desenvolvimento do arranjo físico, principalmente
em se tratando de um projeto padrão. É lógico que a abordagem ao assunto deva ocorrer da forma mais
atualizada possível para que os critérios e valores adotados sejam o menos conservativos.
A metodologia empregada foi baseada no guia da IEC-71 – Insulation Coordination and
Application Guide.

6.1.3. DISTÂNCIAS FASE-TERRA

Um dos aspectos fundamentais do comportamento dos gaps de ar é o caráter aleatório de


sua suportabilidade frente às solicitações dielétricas. Essa aleatoriedade pode ser representada com
razoável fidelidade pela distribuição normal de probabilidade cujos parâmetros básicos de definição são:

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- Tensão crítica de descarga, ou seja, a tensão limite para a qual a probabilidade de


descarga disruptiva é de 50% e que é função (não unicamente) da distância entre os
eletrodos que compõem o gap.
- Desvio padrão, uma medida da dispersão dos dados que compõem a distribuição e
que é função (também não unicamente), do tipo de solicitação dielétrica sendo,
usualmente, 2% para tensões de freqüência industrial, 3% para impulsos
atmosféricos e 6% para impulsos de manobra.

Outros fatores tais como a forma dos eletrodos, forma e polaridade dos surtos de tensão,
condições atmosféricas, influenciam o comportamento dos gaps.

É conhecido que a tensão crítica de descarga a 50% para impulso de manobra, para um
dado gap, pode ser estimado com razoável exatidão para sistemas de extra alta tensão usando a
seguinte fórmula empírica:

V50% = k 500 d 0,6

onde:
V50% = valor da tensão crítica de descarga a 50% (kV)
k = fator de “gap” caracterizando a forma dos eletrodos [2]
d = distância do “gap” em metros

De acordo com a IEC Publication 71, o valor das tensões de impulso a ser suportada pela
isolação, e correspondente ao BSL adotado pelo projeto podem ser calculadas a partir da tensão crítica
de descarga a 50% através da fórmula:

Vw = V50% (1 - 1,3σ )

onde:
Vw = tensão de impulso

Assume-se que σ é:
σ = 0,06 para teste de impulso de manobra
σ = 0,03 para teste de impulso atmosférico

A maioria das configurações de subestações ar livre apresenta três tipos de gap’s fase-
terra:
- Distância entre condutores e pórticos;
- Distância entre parte viva de equipamentos e pórticos;
- Distância entre condutor e terra.

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O cálculo da distância mínima em função dos níveis de isolação recomendados foi realizado
com os seguintes valores de fator de gap: k=1,10 e k=1,3, de acordo com a classificação dos tipos de
gap da figura 1 da referência [2].
A tabela IV abaixo mostra os valores de distância mínima fase-terra para as diversas
combinações de níveis de isolamento, correspondente aos valores de k=1,10 e k=1,30.

Tabela IV – Relação entre os níveis de isolação e distância mínima fase-terra [2]

Para as subestações 500 kV da ELETROSUL:

BSL = V50% (1 - 1,3σ ) σ = 6% (manobra)


1175 = V50% (1 - 1,3x0,06)
V50% = 1275 kVp

Logo:

V50% = k 500 d 0,6

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1275 = 1,3 x 500 x d 0,6


d = 3,07 m

A distância 3,07m é acrescentada uma margem de 20% devido a diferenças na montagem e


na padronização de estruturas.

A distância mínima fase-terra em ar (metal-metal) padronizada é de 3,70m.

NOTA: A distância fase-terra (metal-metal) dos equipamentos de manobra e medição


(distância parte viva-base) não é especificada pois depende do projeto do equipamento, variando para
cada fabricante. Esta distância deve satisfazer ao BSL especificado de 1175 kVp.

6.1.4. DISTÂNCIAS FASE-FASE

A solicitação dielétrica entre fases ocasionado pelo impulso atmosférico não é,


normalmente, maior que a solicitação ocasionada pelo impulso atmosférico entre fase-terra. Levando-se
em consideração também que a distância mínima fase-terra associada a um dado nível de isolação é
sempre determinado pela tensão de impulso de manobra, a solicitação dielétrica a impulso atmosférico
não é avaliado para a determinação da distância mínima fase-fase.

Para a definição da distância mínima fase-fase considera-se, então, a tensão de impulso a


manobra, sendo que o pior caso ocorrerá quando houver dois surtos de manobra fase-terra em fases
adjacentes e de polaridades invertidas. Devido ao fato de que as sobretensões fase-fase estarem
sujeitas a consideráveis variações, dependendo da forma de onda (tempo de crista) das duas
componentes fase-terra com polaridades invertidas e o tempo de atraso entre essas duas componentes,
é possível determinar a relação P entre a máxima sobretensão entre fases e a máxima sobretensão à
terra apenas por meio dos estudos de TNA ou por medidas de campo. O valor máximo teórico de P é
igual a 2, correspondente a duas fases à terra com polaridades opostas e sincronismo dos picos da
sobretensão à terra.

Portanto, o comportamento dos gaps frente aos esforços dielétricos entre fases depende,
principalmente, dos seguintes parâmetros:
- Amplitude e forma das ondas de tensão do surto de manobra de polaridade positiva
e negativa;
- Deslocamento relativo entre as cristas das duas ondas;
- Geometria dos eletrodos que constituem o gap.

Para a determinação do fator de gap para o afastamento fase-fase, é necessária uma


cuidadosa investigação da configuração dos eletrodos existentes na prática. A maioria das configurações
de subestações ar livre apresenta três tipos de gap’s fase-fase:
- Distância entre condutores;
- Distância entre condutor e equipamento;
- Distância entre pólos dos equipamentos.

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que podem ser aproximadas, para fins de estudo, em duas configurações básicas: haste-haste e
anel-anel.

A aplicação do método aos parâmetros do sistema ELETROSUL, considerando-se uma


margem de segurança de 10%, a distância mínima fase-fase é de:
d = 4,30m para anel-anel
d = 5,20m para haste-haste

A distância d = 5,20m será adotada como mínima fase-fase o que representa um certo grau
de conservadorismo visto a configuração haste-haste, pura, não existir na subestação.

6.2. SIMPLICIDADE E ECONOMIA

A definição/padronização do arranjo físico deve ter em vista a redução da área ocupada


pela subestação, não só para reduzir o gasto inicial com a compra da área, mas também para reduzir o
custo de sua preparação (nivelamento, terraplenagem, aterro) bem como conseguir uma economia em
canaletas, cabos e vias de circulação.
Contanto, a redução da área necessária à subestação deve ser realizada com o
compromisso de não acarretar na necessidade de instalação de pórticos e estruturas muito altas,
inviáveis estética e economicamente, ou mesmo a disposição de equipamentos de forma que dificulte ou
torne inseguro o acesso a manutenção e operação.

Outro item que deve ser cuidadosamente analisado para a definição do arranjo físico de
subestações, visando a redução de custos, é a forma de realização das conexões entre os componentes
(equipamentos) do sistema, otimizando o número e tipo de isoladores de pedestal, e por conseqüência o
número de estruturas de suporte necessárias, uma vez que o número de componentes básicos do
sistema são definidos pelo esquema de manobra, tais como disjuntores, isoladores, transformadores de
corrente, transformadores de potências e seccionadores.
No arranjo físico ideal, todas as conexões entre componentes são suportados pelos próprios
componentes, ou seja, o número de isoladores de pedestal adicionais e respectivas estruturas suporte
dão a idéia de quão longe de uma arranjo ideal o projeto está. A distância a qual os componentes podem
ser usados como sustentação das conexões depende de quatro fatores:
a) A distância entre os componentes;
b) Seu peso;
c) Peso das conexões;
d) Condições de carregamento (suportabilidade a forças de tração, flexão, etc. dos
equipamentos)

Um bom arranjo físico busca minimizar a distância entre os componentes.

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6.3. FACILIDADES DE MANUTENÇÃO

Um dos mais importantes aspectos do arranjo de subestações é a definição das zonas para
manutenção de equipamentos. O arranjo deve ser suficientemente claro para que seja possível a fácil
identificação da interligação dos vários componentes do sistema, de como devem ser isolados, inclusive
fisicamente, dos demais equipamentos energizados e do acesso seguro a este componente.
Dois métodos podem ser usados para a definição das zonas de manutenção; a saber, a
previsão de um afastamento mínimo que permita a realização das atividades de manutenção ou o uso de
barreiras aterradas para limitar a área de manutenção. A escolha entre os métodos deve ser feita
levando-se em consideração o nível de tensão e as distâncias mínimas horizontais e verticais
correspondentes aos níveis de isolamento definidos para a subestação.
Para a definição das distâncias verticais necessárias a manutenção, deve-se levar em
consideração o espaço ocupado pelo equipamento e a necessidade de uma plataforma que permita o
acesso ao mesmo.
O afastamento horizontal deve ser definido considerando-se que o equipamento energizado
mais próximo não deve ficar ao alcance de um homem de estatura média.
Algumas zonas de manutenção são fáceis de definir e sua necessidade é auto-explicativa.
Talvez o caso mais óbvio é o disjuntor, que usualmente requer manutenção mais freqüente que qualquer
outro equipamento. È prática comum isolar o disjuntor para a realização das atividades de manutenção.
Outras zonas de manutenção, tais como isoladores, barras e conexões não são tão claras e pode-se
utilizar métodos alternativos para a definição das zonas de manutenção.

6.4. SEGURANÇA PESSOAL E DAS INSTALAÇÕES

O arranjo físico das subestações deve ser concebido de forma que priorize a segurança
pessoal e das instalações. As instalações de subestações são ambientes naturalmente perigosos.
Noentanto, o risco inerente a atividades da subestação pode ser minimizado se os seguintes itens forem
considerados no seu projeto:

Layout claro: o projeto da subestação deve permitir que o operador possa fazer a
associação imediata dos componentes aos circuitos a qual pertencem. As zonas de manutenção devem
possuir rotas de acesso desobstruídas e de fácil identificação. Arranjos que possuam muitos
cruzamentos de condutores e “mistura de fases” tendem a ser confusos.
A separação das estruturas suporte dos diferentes componentes do pátio de manobra torna
o reconhecimento mais fácil e rápido. Estruturas contínuas formando um suporte comum para vários
equipamentos associados a diferentes circuitos tornam o reconhecimento mais difícil e confuso.

Visibilidade: para permitir trabalho a noite no pátio, deve ser previsto iluminação artificial
com um bom grau de iluminamento em toda a subestação, bem como facilidades para utilização de
iluminção portátil.

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Aterramento de manutenção: a isolação física do equipamento sob manutenção não


confere segurança absoluta para o pessoal de manutenção pois há a possibilidade de ocorrência de
descargas oriundas, por exemplo, de correntes capacitivas e tensão induzida proveniente da
proximidade dos demais equipamentos energizados; portanto, faz-se necessário a aplicação de
aterramentos temporários em ambos os lados do equipamento.

Acesso: o acesso principal da subestação deve possuir estradas com largura e capacidade
apropriadas a passagem dos equipamentos. Caso seja necessária a passagem de veículos pela
subestação energizada, devem ser previstas as distâncias de segurança necessárias aos veículos, bem
como para a passagem de pedestres.

6.5.1. AFASTAMENTOS EM RELAÇÃO AO SOLO NO PÁTIO DA SUBESTAÇÃO

DISTÂNCIA BÁSICA

Na determinação dos afastamentos ao solo inicialmente é calculada a distância básica fase-


terra, considerada a partir do ponto mais baixo dos condutores em relação ao solo. O cálculo da
distância básica deve ser feito para o fator de gap conservativo (k=1,1).

Para as subestações 500 kV:


V50% = k 500 d 0,6
1275 = 1,1 x 500 x d 0,6
d = 4,06 m

Aplicando-se o fator de toleância de 10%:


d = 4,06 x 1,10 = 4,50m

AFASTAMENTO EM RELAÇÃO AO SOLO SOBRE PASSAGENS DE PEDESTRES

Para determinação da distância parte viva ao solo, sobre passagens exclusivamente


destinadas a pedestres, deve-se adicionar 2,25m simulando uma pessoa de estatura média de braços
levantados. Para simular uma pessoa carregando uma haste metálica, adotou-se uma altura de 2,50m.

Para as subestações 500 kV:


4,50 + 2,50 = 7,00

AFASTAMENTO EM RELAÇÃO AO SOLO SOBRE PASSAGENS DE VEÍCULOS

O maior gabarito de veículos foi considerado como sendo o máximo gabarito rodoviário
(5,00) com uma margem adicional de 1,00m.

Para as subestações 500 kV:


Dv = 5,00 + 1,00 + 4,50 = 10,50m

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6.5. DISTÂNCIAS DE PROJETO ADOTADAS

Com base nos conceitos apresentados, foram definidas as distâncias de projeto adotadas
na padronização da ELETROSUL, as quais transcrevemos as principais nas tabelas a seguir:

¾ Básicas:

Descrição 500 kV 230 kV


Mínima fase-terra 3,70 m 1,80 m
Mínima fase-fase 5,20 m 2,30 m
Altura média de uma pessoa 1,75 m
Altura média de uma pessoa com braço levantado 2,25 m
Distância média entre extremidades dos braços
1,75 m
abertos de uma pessoa
Altura acima do plano de trabalho pelo braço
1,25 m
estendido de uma pessoa
Elevação do topo das fundações acima do nível do
0,20 m
pátio
Espaçamento entre sub-condutores de feixe 0,45 m 0,35 m

¾ Verticais:

Descrição 500 kV 230 kV


Segurança para manutenção 5,45 m 3,55 m
Entre linha de centro do barramento inferior ao solo 8,20 m 5,50 m
Entre linha de centro do barramento intermediário e
14,00 m 8,20 m
o solo
5,93 m (vão de BD4C 1,48 m
Flecha máxima (a 70oC)
128,5 m) BPeT 1,62 m
Altura de fixação das cadeias de armação no
25,20 m 14,00 m
barramento superior

¾ Horizontais:

Descrição 500 kV 230 kV


Segurança para manutenção 4,95 m 3,05 m
Entre fases adjacentes de um mesmo circuito no
7,50 m 4,65 m
caso de barramento rígido
Entre linhas de centro de fases adjacentes de um
8,70 m 4,00 m
mesmo circuito no barramento superior

7. TIPOS DE ARRANHOS MAIS UTILIZADOS NA ELETROSUL

a) Os desenhos relacionados abaixo (em anexo) ilustram o arranjo físico adotado


para subestações de 500 kV – Disjuntor e Meio.
• Planta – S000 – 205 –320
• Cortes – S092 – 405 – 011

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b) Os desenhos seguintes em anexo ilustram o arranho físico adotado para


subestações de 230 kV – Barra Dupla 4 Chaves.
• Planta – S000 – 205 – 321
• Cortes – S000 – 200 – 018 – folha 16/85
c) Os desenhos seguintes em anexo ilustram o arranho físico adotado para
subestações de 230kV – Barra Principal e Transferência
• Planta – S000 – 205 – 322
• Cortes – S000 – 200 – 018 – folha 17/85

8. ANEXOS

DESENHOS
• Nº - S000 – 205 – 320 – Planta exemplo de aplicação de módulos
• Nº - S092 – 405 – 011 - . Cortes – SE de 500kV
• Nº - S000 – 205 – 321 – Planta exemplo de aplicação de módulos
• Nº - S000 – 200 – 018 – Folha 16/85 – Cortes – Arranjo Físico – Barra Dupla 4
Chaves – 230kV
• Nº - S000 – 205 – 322 – Planta exemplo de aplicação de módulos
• Nº - S000 – 200 – 018 – Folha 17/85 – Cortes – Arranjo Físico – Barra Dupla 4
Chaves – 230kV

9. REFERÊNCIAS

[1] - Insulation Coordination – IEC;


[2] – Phase-to-Ground and Phase-to-Phase Air Clearences in Substations – Electra no 29, julho 1973;
[3] – S000-905-019 – Critérios de Projeto Eletromecânico de Subestações de 525 kV;

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