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Universidade Federal de Santa Catarina

Departamento de Educação Física


Centro de Desportos

Disciplina: EED5188 – Seminário Temático/Educação/Processos Inclusivos

Professor: Ana Carolina Christofari

Acadêmico: Gabriela de Sousa França

Data: 17/09/2018

ATIVIDADE SOBRE O FILME MEU NOME É RÁDIO

1. Quais atitudes do treinador tu consideras que foram importantes na


construção da relação com James (Rádio)?
Acredito que primeiramente foi pelo simples fato de dirigir-lhe a atenção, não
como todos a qual a atenção na verdade gera estranhamento, mas em seu caso foi
solidariedade. Ele ofereceu segurança ao James, o tratou com respeito e aos poucos foi
dando liberdade a ele e espaço para se sentir confortável naquele ambiente estranho, ao
mesmo tempo em que não saia de perto de início para que ele não se assustasse.
Conversar, lhe dar uma bola para criar um vínculo pelo esporte, oferecer água e alimentá-
lo, torna-lo seu assistente no time e incentivar que todos o respeitem. Todas atitudes que
soam simples mas que naquela situação fizeram a diferença.

2. De que maneira a relação de James com o time de futebol foi sendo


construída?
O primeiro momento de contato foi numa péssima situação a qual o time o tratou
mal e prendeu num depósito. Mas o treinador primeiramente ‘puni’ o time com corridas
até o cansaço e depois pede para que todos o respeitem. Ele permitiu que James fosse o
técnico assistente, estivesse presente nos treinos e nos jogos, ele auxiliava carregando os
materiais, conversando com o time, ajudando nas atividades. Ele cada vez mais foi
conhecendo o esporte e o time e isso se tornou sua paixão. O treinador fazia questão que
ele estivesse lá, e ele sempre esteve. Motivava todos os garotos em campo, vibrava com
a torcida, independentemente dos resultados elogiava o time, os jogadores e não os
deixava abaixar a cabeça. Com sua maneira de buscar fazer o melhor que podia para o
time ele acabou fazendo parte dele. Todos passaram a respeitá-lo em determinado
momento ao ver que suas ações eram sempre de bem.

3. Após o ingresso de James no time de futebol como assistente do técnico a


relação dos jogadores com ele foi modificada? Explique.
Como falei anteriormente, ele começou a fazer parte da equipe. Por mais que suas
ações muitas vezes eram atrapalhadas ele estava sempre presente e sempre tentando o seu
melhor por todos. E isso não passou despercebido pelo time. O que se iniciou com um ato
de preconceito, estranhamento, obrigação pelo treinador, acabou consequentemente
gerando compaixão e, com maior entendimento sobre ele, gerou uma relação de respeito
e até amizade.

4. Consideras que a relação da comunidade com o James foi transformada a


partir de seu ingresso no time? Justifique sua resposta.
Sim, antes ele era basicamente excluído da sociedade, vivia no mundo dele, as pessoas
tinham medo, não entravam em contato, não se aproximavam, ninguém ao menos se
importava com a existência dele. Assim como com o time, a comunidade demonstrou
estranhamento no momento em que ele ingressou ao time e depois até culpabilizaram ele
por algumas derrotas. Mas após uma participação em 100% dos jogos, com uma energia
contagiante, carinho pelo time, líderes de torcida, a torcida e todos os envolvidos da escola
ele conquistou uma outra forma de atenção da comunidade. A maioria já não o via como
alguém perigoso, e a medida que permitiram se relacionar com ele receberam nada menos
que muito respeito, carinho e alegria.

5. Indique aprendizagens importantes para o técnico, para a comunidade, para


o time de futebol e para James a partir de seu ingresso no time de futebol da
cidade?
Independente das diferenças e dificuldades deve haver sempre respeito com o outro,
nunca sabemos pelo que a pessoa passou para estar naquela posição, como Rádio, que
por sua deficiência foi negado a aprendizagem e relação com os outros o que só o afetou
negativamente, mas na verdade ele conseguiu aprender muitas coisas e se mostrou uma
ótima pessoa a partir do momento que deram oportunidade. Com paciência, repetições,
respeito, oferecendo sempre segurança, foi possível essa evolução.

6. De que maneira o filme instiga a pensar a relação da escola com as pessoas


com deficiência?
Primeiramente devemos considerar que a escola é pública, então qualquer cidadão
deveria ter o direito a educação. Na época pela falta de entendimento acabava que essas
pessoas eram destinadas a instituições ou ficavam realmente reclusas. Com a
aproximação que foi fazendo com a escola ficou evidente o quão positivamente aquilo
afetava sua aprendizagem. O que iniciou com um garoto mal conseguindo falar
posteriormente era um garoto que falava tudo o tempo todo e com todos. Ele aprendeu a
se comunicar com os outros, começou a ser alfabetizar, a compreender os esportes, a se
expressar. A evolução dele foi tremenda, o que instiga explicitamente a necessidade que
há em EXISTIR uma relação entre escola e pessoas com deficiência.

7. De que maneira o filme instiga a pensar a relação social construída com as


pessoas com deficiência.
Ele instiga a pensar em todos os momentos do filme, James primeiramente não
merecia o que foi feito com ele sendo trancado no depósito, assim como nenhum outro
ser humano. Ele também assim como todos aprende, de uma forma diferente, mas
sobretudo lhe é preciso acesso à educação e oportunidade de socialização para que possa
progredir e atingir as suas potencialidades. A relação que antes era inexistente a James só
fazia com que ele permanecesse naquela mesma situação, mas quanto mais se relacionava
com todos mais ele progredia.

8. Indique um ponto importante do filme e o que ele te suscita a pensar na tua


relação com as pessoas com deficiência.
Tive poucas relações com pessoas com deficiência, o que acredito que se deva ser
um problema que ainda se enfrenta de que ambientes de ensino não sejam o lugar para
eles, mas sim instituições especializadas. Tive mais contato durante o curso em
observações e intervenções mas ainda permanecemos meio distantes, por geralmente ter
que fazer um olhar geral num curto período de tempo. Mas acredito que o mais importante
do filme foi realmente essa insistência por parte de uma minoria que realmente pensava
naquela criança de que é na escola que ele deveria estar e que faria o melhor para ele. E,
apesar de não ter conhecimento da deficiência e nem procedimentos didáticos a serem
tomados houve progresso, o que mostra que é possível, e com a fácil acessibilidade que
temos hoje as informações o que precisa-se é apenas querer e persistir.