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03 de Fevereiro de 2019

O amor do Pai.
Lucas 15.11-32
Iniciando a Jornada.
Boa noite a todos, graça e paz aos irmãos! Quando orava e meditava buscando de Deus qual seria a
nossa ênfase para esse ano de 2019 como igreja. Deus trouxe ao meu coração algo em que nós precisamos
crescer como igreja neste ano: O Amor e o Cuidado com as pessoas. Tanto com as da nossa família da fé, como
aqueles que ansiamos ver rendidos aos pés de Cristo.
Você já parou para pensar como as suas atitudes de Amor e Cuidado podem marcar, impactar e atrair a
vida das pessoas a sua volta para Cristo? Muitas vezes buscamos métodos e estratégias para trazer as pessoas
para Cristo, e essas coisas são importantes. Mas, há algo que faz toda a diferença na vida da igreja, que está
além das estratégias, dos métodos ou tendências.
Algo que exalava na vida da igreja primitiva, que salta aos nossos olhos nas paginas do Novo
Testamento, principalmente nas paginas do livro de Atos: O amor e o cuidado de uns para com os outros. O
amor e o cuidado foi um dos segredos do sucesso da igreja primitiva. Aqueles irmãos amavam e cuidavam um
dos outros. Eles cumpriram a risca o mandamento de Jesus em João.13.34-35:
“Por isso, agora eu lhes dou um novo mandamento: Amem uns aos outros. Assim como eu os amei, vocês devem amar
uns aos outros. Seu amor uns pelos outros provará ao mundo que são meus discípulos”. Jo.13.34-35 NVT
Amar uns aos outros não era um mandamento novo (Lv.19.18), mas amar a outros da mesma maneira
que Cristo amou a outros era revolucionário. Agora devemos amar uns aos outros tendo como exemplo o amor
de Jesus por nós. Tal amor não só levará os pedidos a Cristo, mas também manterá os crentes fortes e unidos
em um mundo hostil a Deus. Jesus foi um exemplo vivo do amor de Deus, do mesmo modo nós devemos ser
exemplos do amor de Jesus.
Os discípulos de Jesus não apenas cumpriram o seu mandamento como também ensinaram essa verdade
a outros crentes em Cristo.
O apóstolo Paulo:
“Não finjam apenas amar aos outros: amem realmente. Odeiem tudo aquilo que está errado. Coloquem-se ao lado do
bem. Amem-se uns aos outros com afeição fraternal e tenham prazer em honrar uns aos outros”. Rm.12.9-10 Bv
Deus nos chama a sentir o verdadeiro amor que vai além das emoções e conduta superficiais. O amor
sincero requer concentração e esforço. Inclui fazer algo para que outros sejam melhores. Demanda tempo,
dinheiro e participação pessoal. Nenhuma pessoa tem os recursos necessários para amar toda uma comunidade;
mas uma igreja, o corpo de Cristo em sua cidade, pode fazer isso. Pense em pessoas que necessitam do seu
amor em ação e considere quais meios vocês e outros membros podem usar para unir-se e mostrar amor por sua
comunidade no nome de Cristo.
“Não fiquem devendo nada a ninguém. A única dívida que vocês devem ter é a de amar uns aos outros. Quem ama os
outros está obedecendo à lei. Os seguintes mandamentos: “Não cometa adultério, não mate, não roube, não cobice” — esses e
ainda outros mais são resumidos num mandamento só: “Ame os outros como você ama a você mesmo. ” Quem ama os outros
não faz mal a eles. Portanto, amar é obedecer a toda a lei”. Rm.13.8-10 NTLH
Por que o amor uns aos outros é considerado uma dívida? Porque estamos permanentemente em dívida
com Cristo por seu amor sem limites derramado em nosso favor. A única forma em que podemos começar a
pagar a dívida é amando a outros. Já que o amor de Cristo sempre será imensamente superior ao nosso, temos a
obrigação de amar a nosso próximo.
“Porque vocês, caros irmãos, receberam a liberdade: não a liberdade para fazer o mal, mas a liberdade para amarem e
servirem uns aos outros pois toda a Lei pode ser resumida neste único mandamento: "Ame aos outros como você ama a si
mesmo". Mas se, em lugar de mostrarem amor entre si, vocês estão sempre fingindo e criticando-se, cuidado! Cuidado para não se
destruírem uns aos outros”. Gl.5.13-15 Bv
O apóstolo Pedro:
“Agora vocês podem ter amor verdadeiro por todos, porque as almas de vocês foram purificadas do egoísmo e do ódio quando
confiaram em Cristo, como seu Salvador; portanto, procurem amar na verdade uns aos outros ardentemente, de todo o coração.
Porque vocês têm uma nova vida. Ela não foi transmitida a vocês por seus pais, pois a vida que eles lhes deram se desvanecerá. Esta
vida nova durará para sempre, pois provém de Cristo, a Mensagem sempre viva de Deus aos homens”. 1Pd.1.22-23 Bv

Pib Comodoro/MT
03 de Fevereiro de 2019

O amor não fingido implica em uma entrega desinteressada; por essa razão, uma pessoa egoísta não
pode amar de verdade. O amor de Deus e o seu perdão nos liberta tendência de olhar apenas para nós mesmos e
nos motiva a satisfazer as necessidades dos outros. Ao sacrificar sua vida por nós, Cristo provou-nos que nos
ama verdadeiramente. Agora você pode amar a outros seguindo seu exemplo e entregando-se de um modo
altruísta.
“Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus.
Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei”. 1Pd. 2.16-17 NVI

O apóstolo João:
“A mensagem que vocês ouviram desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros... Nós sabemos que já
passamos da morte para a vida e sabemos isso porque amamos os nossos irmãos. Quem não ama está ainda morto... Sabemos
o que é o amor por causa disto: Cristo deu a sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos
irmãos. Se alguém é rico e vê o seu irmão passando necessidade, mas fecha o seu coração para essa pessoa, como pode afirmar
que, de fato, ama a Deus? Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor
verdadeiro, que se mostra por meio de ações. É assim, então, que saberemos que pertencemos à verdade de Deus e que o nosso
coração se sente seguro na presença dele... Recebemos dele tudo o que pedimos porque obedecemos aos seus mandamentos e
fazemos o que agrada a ele. E o que ele manda é isto: que creiamos no seu Filho, Jesus Cristo, e que nos amemos uns aos
outros, como Cristo nos mandou fazer. Quem obedece aos mandamentos de Deus vive unido com Deus, e Deus vive unido com
ele. E, por causa do Espírito que ele nos deu, sabemos que Deus vive unido conosco”. 1Jo.3.11,14,16-19,22-24 NTLH
O verdadeiro amor é um ato, não um sentimento. Produz dedicação abnegada e desprendida. O maior
ato de amor que uma pessoa pode demonstrar é entregar-se por outros. E como podemos entregar nossa vida
pelos outros? Servindo os outros sem pensar em receber nada em troca. Sendo compassivos e generosos com as
necessidades das pessoas a nossa volta.
Algumas vezes é mais fácil dizer que estou disposto a morrer pelos outros do que realmente viver por
eles, o que implica pôr em primeiro lugar os desejos de outros em relação aos nossos. Jesus nos ensinou este
princípio através do seu exemplo: “O meu mandamento é este: amem uns aos outros como eu amo vocês. Ninguém tem
mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles”. Jo.15.12-13 NTLH
“Amados, continuemos a amar uns aos outros, pois o amor vem de Deus. Quem ama é nascido de Deus e conhece a
Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Deus mostrou quanto nos amou ao enviar seu único Filho ao
mundo para que, por meio dele, tenhamos vida. É nisto que consiste o amor: não em que tenhamos amado a Deus, mas em que ele
nos amou e enviou seu Filho como sacrifício para o perdão de nossos pecados. Amados, visto que Deus tanto nos amou,
certamente devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus. Mas, se amamos uns aos outros, Deus permanece em
nós, e seu amor chega, em nós, à expressão plena. Deus nos deu seu Espírito como prova de que permanecemos nele, e ele em nós.
Além disso, vimos com os próprios olhos e agora testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do mundo. Aquele
que declara que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. Sabemos quanto Deus nos ama e confiamos em seu
amor. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele. À medida que permanecemos em Deus,
nosso amor se torna mais perfeito. Assim, teremos confiança no dia do julgamento, pois vivemos como Jesus viveu neste mundo.
Esse amor não tem medo, pois o perfeito amor afasta todo medo. Se temos medo, é porque tememos o castigo, e isso mostra que
ainda não experimentamos plenamente o amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirma: “Amo a Deus”,
mas odeia seu irmão, é mentiroso, pois se não amamos nosso irmão, a quem vemos, como amaremos a Deus, a quem não vemos?
Ele nos deu este mandamento: quem ama a Deus, ame também seus irmãos”. 1Jo.4.11-21 NVT
Deus é a fonte de nosso amor: amou-nos de tal maneira que sacrificou a seu Filho por nós. O Senhor
Jesus é nosso exemplo do que significa amar. Cada coisa que ele fez em sua vida e em sua morte foi amor
supremo.
O Espírito Santo nos dá o poder para amar. Ele vive em nosso coração e nos faz mais semelhantes a
Cristo. De que forma você tem refletido o amor a Deus as pessoas a sua volta? Quando amamos uns aos outros,
o Deus invisível se revela a outros, por meio de nós, e aperfeiçoa seu amor em nós. Nossa tarefa é amar com
fidelidade às pessoas que Deus nos deu para amar, sejam dois ou duzentos. Se Deus vê que estamos preparados
para amar a outros, se encarregará de trazê-los até nós, foi assim com a igreja primitiva (At.2.47).
A presença de Deus em nossa vida é uma prova de que verdadeiramente somos seus filhos e nos dá o
poder para amar (Rm.5:5; 8:9; 2Co.1.22). Nós precisamos permitir Deus amar os outros através de nós. É fácil
dizer que amamos a Deus quando não custa nada mais que assistir semanalmente aos cultos.
Mas a verdadeira prova de nosso amor a Deus consiste em como tratamos a quem está diante de nós: os
membros de nossa família e os amigos crentes. Não podemos amar a Deus se formos negligentes ao amar a
quem foi criado a sua imagem e semelhança.

Pib Comodoro/MT
03 de Fevereiro de 2019

Sabemos que Deus nos ama perfeitamente (Rm.8.38-39). Podemos resolver nossos temores nos
concentrando em seu amor imensurável por nós. Seu amor acalmará nossos temores e nos dará confiança. O
amor de Deus é a fonte de todo amor humano, e se pulveriza como o fogo. Ao amar a seus filhos, ele acende
uma chama em seus corações. Como resposta, seus filhos e filhas amam a outros, os que são aceitos pelo amor
de Deus por meio deles.
Jesus sempre planejou que a sua igreja fosse edificada sobre o alicerce do Amor e do Cuidado:
“Quando acabaram de comer, Jesus disse a Simão Pedro: — Simão, filho de João, você me ama mais do que estes? Ele
respondeu: — Sim, Senhor, o senhor sabe que eu o amo. Jesus disse: — Cuide dos meus cordeiros. E pela segunda vez Jesus
perguntou: — Simão, filho de João, você me ama? E ele respondeu: — Sim, Senhor, o senhor sabe que eu o amo. Jesus disse: —
Cuide das minhas ovelhas”. Jo.21.15-16 VFL
E por quê? Porque nada resiste o amor e o cuidado; e nada revela mais Deus em nossa vida do que o
Amor e o Cuidado com o próximo:
“... Amem uns aos outros. Assim como eu os amei, vocês devem amar uns aos outros. Seu amor uns pelos outros
provará ao mundo que são meus discípulos...”. Jo.13.34 NVT
“Porque embora nós nunca tenhamos visto a Deus, quando nos amamos uns aos outros Deus vive em nós e o seu amor
em nós torna-se cada vez mais forte”. 1Jo.4.12 Bv
Por isso, neste mês de Fevereiro quero refletir com vocês sobre uma série de mensagem que estou dando
o tema: “Amor e Cuidado, o segredo da revolução”. Eu creio que Deus está transformando a cidade de
Comodoro, a partir da nossa igreja. A Primeira Igreja Batista de Comodoro já está provocando uma revolução
nesta cidade, mas essa revolução não é através de armas de fogo, domínio, conquista através da força e
opressão. Não, não, não!
A nossa arma é o Amor e o Cuidado com as pessoas. Seremos conhecidos em Comodoro como a igreja
do Amor e do Cuidado. Já está claro da parte de Deus o que ele deseja de nós como igreja:
“Ser uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus, vivendo o seu amor, alcançado ao
próximo e formando discípulos”.
E um dos segredos para nos tornarmos essa família de Deus de muitos filhos e filhas semelhantes a
Jesus é o Amor e o Cuidado. Por isso, nesta primeira palavra da nossa série de mensagens eu quero
compartilhar com vocês sobre: “O amor do Pai”. Pois, o amor de Deus por nós, revelado em Jesus é à base
do nosso amor e Cuidado com o nosso próximo. Por isso, as palavras de Jesus: “O meu mandamento é este: amem-
se uns aos outros como eu os amei”. 1Jo.15.13 NVI
Se você não compreender e tiver revelação do amor de Deus por você, você não será capaz de revelar
esse amor às pessoas. Você já parou para pensar o quanto Deus te ama?
A grande questão da vida.
Como já falamos nos 40 dias com Propósitos a grande questão da vida é Por que estou vivo? Essa
pergunta está relacionada à questão da nossa existência. Nos 40 dias com Propósito vimos que Deus tem cinco
propósitos definidos ao nos criar: Adoração, Comunhão, Discipulado, Serviço e Missões. Mas, entre esses
propósitos, Deus tem um propósito principal em nos criar.
Você sabe por que Deus decidiu criar você e a mim? Por que você existe nesta terra? Você não vai
encontrar a resposta para essa pergunta na psicologia, na filosofia, em livros de autoajuda. Pois, todas essas
coisas partem de suposições. Sabe onde você encontra a resposta certa para essa questão? É na Palavra de Deus.
Pois, foi ele que te criou. E por que ele te criou? Veja o que diz Efésios 1.4 “Muito antes de estabelecer as
fundações da terra, Deus nos tinha em mente, tendo nos escolhido como foco de seu amor” Msg.
Se você não entendeu nada até aqui, você precisa entender isso: Deus diz que ele criou você para amá-
lo. É por isso que você está na terra – Para ser amado por Deus. O motivo que Deus te criou foi seu AMOR.
Deus te ama e valoriza você. Deus pensava em você mesmo antes de fazer o mundo. De fato foi por isso
que criou o mundo! Deus fez cada coisa neste planeta simplesmente para que você pudesse viver nele. Nós
somos o foco do Seu amor, e os mais valiosos de toda Sua criação. Deus é um Deus de amor. Deus fez você
para amá-lo e você é sua criação especial.
Deus não precisava criar você e eu. Ele não estava só, mas ele quis nos criar para expressar seu amor.

Pib Comodoro/MT
03 de Fevereiro de 2019

O propósito de sua vida é muito maior do que sua realização pessoal. É muito maior do que sua
felicidade. Maior até que sua paz de espírito. Você foi feito para ser amado por Deus. Enquanto você não
compreender isso, a sua vida não vai ter sentido.
Agora sabe o que é o mais lindo de tudo isso? É no que se baseia o amor de Deus por nós. Efésios 1.4
termina dizendo: “...tendo nos escolhido como foco de seu amor...” Msg O amor de Deus por nós está baseado
única e exclusivamente em sua decisão, em sua escolha, em sua disposição em nos amar. Deus resolveu nos
amar! Esse amor foi definido e assumido por Deus enquanto ainda estávamos bem longe dele, nem existíamos
ainda, antes da fundação do mundo. A decisão de Deus de nos amar não foi, portanto, com base em alguma
ação do homem, e sim no querer do Senhor.
Deus não escolheu amar você porque ele previu que você poderia vir a crer nele e render-se ao seu
governo – Não! Pois se assim fosse, a causa do amor de Deus por você estaria na sua fé. Deus não escolheu
amar você por causa das suas boas obras, ao contrário, somos motivados a fazer boas obras por descobrir o
quanto Deus nos ama (2Co.5.14-15). Deus não escolheu te amar porque você faz o bem, mas para fazer o bem
motivo pelo seu amor. Ele não escolheu amar você por qualquer mérito seu, mas apesar do seu demérito.
Deus não escolheu amar você por causa da sua santidade, ao contrário, é o amor de Deus por nós que
nos leva a nos afastar a cada dia do pecado. Deus não escolheu amar você por causa da sua obediência, ao
contrário, é o amor de Deus por nós que nos leva a obedecer aos seus mandamentos.
Deus nos amou quando ainda éramos apenas uma ideia em sua mente. Deus nos amou quando os
fundamentos da terra ainda não haviam sido lançados. Deus nos amou antes mesmo de nos criar. Porque nos
amou, nos criou para o louvor de sua glória.
O amor de Deus por nós é imerecido. Deus não nos amou por qualquer qualidade encontrada em nós. A
causa do amor de Deus não está no objeto amado, mas na pessoa que ama. A causa do amor de Deus por você
não está nos seus merecimentos, mas sim em sua escolha em te amar. Deus decidiu amar; e desta decisão houve
a criação. Deus amou e criou, não por necessidade, mas por doação de si mesmo.
Compreendendo o amor do Pai.
A história que lemos é uma história de amor. Na verdade todo a capitulo 15 de Lucas é um capitulo que
fala de amor. As três histórias contadas por Jesus aqui em Lucas quinze tem um único objetivo, nos revelar a
grandeza do amor do Pai por nós.
São histórias de coisas valiosas que foram perdidas. Jesus conta essas história para ensinar aos fariseus
da sua época o quanto Deus ama os pecadores, e também para ensinar aos pecadores que há um Deus que os
ama. Jesus tem o propósito de desmistificar a pessoa de Deus. Deus não é um Deus tirano e distante de nós. Ele
é um Deus pessoal, que nos ama. Jesus e o Pai são um. Podemos conhecer um pouco mais do amor do Senhor,
observando o capítulo 15 de Lucas. Neste contexto, vemos Jesus rodeado de publicanos e pecadores e, para
variar, os fariseus e escribas estão a murmurar e criticar o Senhor. Então o Senhor lhes propõe três parábolas:
•A parábola da ovelha perdia;
•A parábola da dracma perdida;
•A parábola dos filhos perdidos.
Muitos ensinamentos podem ser tirados deste capítulo do ministério de Jesus Cristo. Mas, a mensagem
principal do capitulo é: Jamais olhamos nos olhos de uma pessoa que não seja importante para Deus. O foco
principal do ensino de Jesus aqui é: O amor do Pai. O amor pelos pecadores, o amor por nós, o amor por cada
um que já esteve perdido, o amor por filhos distantes, o amor pelos filhos próximos, enfim, o amor em
evidência. Todo ministério de Jesus teve um propósito, a única coisa que Jesus pregou foi que Deus nos amou e
nos ama. E como Deus nos ama? A história do filho pródigo vai nos dizer.
Primeiro:
Deus te ama de maneira Incondicional.
Veja o que nos diz o texto no verso 11-13: “Jesus continuou: "Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao
seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles. "Não muito tempo depois, o filho
mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente....”
NVI

Pib Comodoro/MT
03 de Fevereiro de 2019

Embora a parábola do filho pródigo seja conhecida por muitos, poucos, porém sabem qual o significado
da palavra pródigo: que gasta com excesso; dissipador, esbanjador. Creio que seria mais coerente ser chamado
de A parábola dos filhos perdidos. Vejamos:
Aqui podemos ver o filho mais novo pedindo o que seria para nós uma antecipação legítima, isto é, a
parte da herança que por lei esta reservada aos herdeiros. Talvez isto para nós não signifique nada. Mas esta
parábola foi contada a homens que viviam há muitos anos atrás e no oriente médio. E há um significado
fortíssimo.
Qualquer filho que pedisse a antecipação da herança estaria como que dizendo: “Pai eu quero que você
morra! Vá logo para o túmulo. Eu não quero nada contigo”. E uma declaração como esta, dava autorização para o pai
espancar ou até mesmo matar seu filho. E, isto, porque o filho desejou a morte de seu pai.
Mas o que fez o pai: “ele repartiu sua propriedade entre eles”. Aqui começamos a entrar em contado com o
amor do Pai. E que amor! O pai não fala nada, não dá sermão, “não se conduz inconvenientemente, não procura os seus
interesses, não se exaspera, não se ressente do mal”; (1Co.13.5), não fica magoado, ”tudo sofre… tudo espera, tudo suporta” (1Co
13.7).
Mas é importante notar que não antecipou somente para o filho mais novo a parte da herança. O pai
“...repartiu sua propriedade entre eles”. Repartiu com os dois filhos. Tal atitude do Pai revela a qualidade do seu
amor pelos seus filhos. O seu amor é Incondicional.
O fato de o pai repartir a sua herança com os filhos ainda em vida, nos mostra o amor incondicional de
Deus por nós. Nossos afetos são marcados pelo egoísmo, pelo desejo de troca. Amamos o belo, o perfumado, o
gentil. Mesmo o amor materno, que dentre os amores humanos é dito o mais puro, tem limitações.
Mas, Deus nos aceita e nos aprecia em qualquer circunstância, pois não é necessário colocarmos
máscaras para sermos aceitos por Deus. Ele não nos ama por causa de nossas qualidades, mas ama o que somos.
Deus não nos ama porque somos bons, mas porque Ele é bom.
O amor Incondicional de Deus...
O amor incondicional de Deus é o amor que Nos ama primeiro: “Nisto se tornou visível o amor de Deus
entre nós: Deus enviou o seu Filho único a este mundo, para dar-nos a vida por meio dele. E o amor consiste no seguinte: não
fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou, e nos enviou o seu Filho como vítima expiatória por nossos
pecados.... Quanto a nós, amemos, porque ele nos amou primeiro”. 1Jo 4:9-10, 19 EP
Observe o que o apostolo João diz: “não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou” Sabe o que
isso significa? Deus não esperou nenhuma atitude de nossa parte para demonstrar o seu amor por nós. Nenhuma
ação. Ele nos amou primeiro e agiu em nosso favor baseado neste amor.
Nosso amor a Deus é resposta do amor dele por nós. Não fomos nós que amamos a Deus primeiro foi
ele quem decidiu amar primeiro e demonstrar esse amor. Nosso amor por Deus é apenas uma resposta e um
reflexo do seu imenso amor por nós.
O amor de Deus é um amor que nos ama “Enquanto Ainda”: “Deus, no entanto, mostrou seu grande amor
O que o apostolo Paulo está
por nós, enviando Cristo para morrer por nós enquanto ainda éramos pecadores.” Rm.5.8 Bv
dizendo é que Deus decidiu nos amar mesmo com os nossos defeitos. Deus agiu com amor não levando em
conta a nossa atitude em relação a ele. Deus não esperou que melhorássemos, que fossemos dignos do seu
amor. Ele decidiu nos amar mesmo nós errando com ele e contra ele. Esse é um tipo de amor pela fé.
É um amor que insiste em amar Ainda Que. “Mas o amor de Deus, o SENHOR, por aqueles que o
temem dura para sempre. A sua bondade permanece, passando de pais a filhos...” Sl.103.17 NTLH
O amor de Deus por nós dura para sempre, é eterno. E algo que não tem fim. Que não muda. O amor
que Deus tem por nós não é um amor variável, ou inconstante, mas um amor eterno. Um amor que não muda
independente do que fazemos a ele. Deus continua nos amando, agindo com amor ainda que venhamos a cair e
errar com ele.
Amar Ainda que significa nos amar mesmo que eu não realizo as expectativas que Deus tem para mim,
mesmo eu cometendo falhas. Moisés disse para Deus que era um fracasso, que era para Deus escolher outra
pessoa para guiar o povo, mas Deus diz: “Não! Você é minha última escolha”. Quando Pedro negou Jesus, ele deve
ter dito para Jesus escolher outra pessoa, mas Jesus deve ter dito: “Sei que você me negou, mas sei que você me ama.
E meu amor por você vai além de disso”.

Pib Comodoro/MT
03 de Fevereiro de 2019

Segundo...
Deus te ama de forma sacrificial.
O amor de Deus é um amor que paga um preço por nós. Jesus diz que o pai repartiu sua propriedade
entre eles: “... E o pai repartiu os bens entre os dois...”. v.12 NVI. O pai deu os seus bens aos filhos. Ele repartir com
eles tudo o que levou a vida toda para adquirir. Tudo aquilo que lhe custou o seu suor, o seu trabalho, a sua
renúncia, o seu sacrifício.
Assim também é o amor de Deus por nós. Deus nos ama, e a maior expressão deste amor foi a cruz de
Cristo. Deus nos amou tanto que pagou um alto preço por nós – um preço de sangue! O apostolo João não
encontrou palavras para descrever o amor de Deus por nós ao se referir ao preço que pagou por nós que diz em
João 3.16, que ele nos “amou de tal maneira”: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho
unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. ARA
Este texto aponta para duas realidades sobre o amor de Deus. A primeira que ele é imensurável – “Pois
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida
eterna”. Jo.3.16 VFL. A Bíblia diz que o amor de Deus é constrangedor (2Co.5.14), pois Ele nos ama de uma de
uma forma que até o poeta não soube descrever “tal maneira”. Você já parou para pensar como é grande o
amor de Deus?
Quer maior declaração de amor de Deus feita à humanidade do que a Cruz? Você que saber o tamanho
do amor de Deus por você, por mim? Olhe para a Cruz de Cristo! Pois ela revela o seu grande amor por nós.
O apostolo Paulo ora em Efésios.3.14-19 para que os crentes de Éfeso tenha revelação da grandeza do
amor de Deus:
“Por esse motivo, eu me ajoelho diante do Pai, de quem todas as famílias no céu e na terra recebem o seu
verdadeiro nome. E peço a Deus que, da riqueza da sua glória, ele, por meio do seu Espírito, dê a vocês poder para que
sejam espiritualmente fortes. Peço também que, por meio da fé, Cristo viva no coração de vocês. E oro para que vocês
tenham raízes e alicerces no amor, para que assim, junto com todo o povo de Deus, vocês possam compreender o
amor de Cristo em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade. Sim, embora seja impossível conhecê-lo
perfeitamente, peço que vocês venham a conhecê-lo, para que assim Deus encha completamente o ser de vocês com a
sua natureza” NTLH
Paulo pede a Deus que de seu poder aos crentes de Éfeso para que compreendam qual e o tamanho do
amor de Deus revelado em Cristo. Pois, é o amor de Cristo que motiva o seu cuidado por nós. E esse amor tem
características singulares.
Largura. Tão largo que abrange pessoas de todos os povos. (2Co 5.14; Ap.5.7) Assim como o mundo
contém toda a humanidade e os demais seres vivos, tal qual é o amor de Cristo. Sua amplitude abrange a todas
as criaturas da Terra.
Comprimento. Estende-se em nossas vidas pela eternidade. O comprimento e a largura do amor de
Cristo não se limitam no tempo e no espaço. Nem tiveram seu início no Calvário, mas compreendem todas as
eras, todas as idades, como diz o versículo 21: "todas as gerações, para todo o sempre".
Altura. A altura do amor de Cristo pode ser entendida em dois sentidos. Primeiro esse amor de tão alto
que está fora do alcance do inimigo, que procura privar o crente do seu gozo inefável. Segundo, esse amor tem
direção vertical em sua relação com o crente. Assim como Jacó viu em seu sonho "uma escada... posta na terra,
cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela" (Gn 28.12), assim também a altura
do amor de Cristo pode indicar, não a distância que esse amor se encontra de nós, mas a sua canalização do
Alto para os nossos corações (Jo.1.51; 14.19,20).
Profundidade. A profundidade também abrange dois aspectos: Primeiro, Alcança o mais degradado
pecador e vence a morte. Segundo, é ilimitável e insondável, como o é a sabedoria de Deus.
O amor de Cristo não tem fim. Nunca poderá terminar. É fonte que nunca seca. Nenhuma criatura
poderá penetrar a profundidade da sabedoria divina, expressa em amor (Rm.11.33). “Em outras palavras onde
quer que se vá, para frente ou para trás, subindo até a altura ou descendo as profundezas nada nos separará do
amor de Cristo”. O amor de Deus é tão largo que inclui membros de toda tribo, língua, povo e nação. O
comprimento diz respeito à operação de Deus no mundo para produzir o seu propósito de salvação. Até o dia
em que Jesus voltar, todo ser humano poderá ter acesso ao Reino de Deus pela fé em Jesus.

Pib Comodoro/MT
03 de Fevereiro de 2019

A altura fala do mais alto do céu ao mais baixo inferno, ou seja, todo o Universo. Profundidade acena
para todo tipo de pecador. Não há qualquer pecador que não possa ser incluído nessa tão grande salvação.
As dimensões do amor de Cristo por nós são verdadeiramente imensuráveis. Seu amor por nós, por você
pessoalmente, está além da sua percepção. É sem medidas. Não há amor humano que se equipare à intensidade
com que Deus nos entrega seu amor: “Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti,
entrego nações em troca de ti”. Is.43.4.
Deus enviou Jesus, que é a graça personificada, para dar a vida dele em seu lugar, para sofre a
condenação que era sua, para que você entenda o quanto ele te ama. O amor de Deus revelado em Jesus Cristo é
o amor que não acaba. É o amor que não se limita. O amor de Deus não é seletivo, exclusivista. Deus não ama
apenas aos espertos, ou de pele e olhos claros, ou mesmo os negros. Nem apenas aos pobres ou aos ricos. Nem
mesmo, somente aos santos, como também aos pecadores. Ele ama todo o mundo. O amor de Deus não está
apenas à disposição de alguns, mas de todos que se achegam a ele.
O amor de Deus é dedicado, intenso e vai até o fim. Deus nos ama de forma profunda, intensa, calorosa
e demonstrou isso no nascimento, na vida, no ensino, na morte e na ressurreição de Jesus. Deus não quis ver a
Sua obra estragada e perdida; Ele quis resgatá-la, tamanho é o seu amor por cada um de nós. Ele nos amou
tanto que nos deu Seu único Filho! Sim, Ele nos deu seu Filho, não para se aventurar no meio de nós, Ele nos
deu seu Filho para nos resgatar e para nos salvar!
Jesus é a maior prova do amor de Deus para comigo, para com você e para com cada um de nós! Cada
gesto de Jesus, cada palavra de Jesus, sobretudo os Seus gestos mais profundos: morrer por nós e ressuscitar
para nos dar vida nova são os atos profundos do amor de Deus para conosco. A morte de Jesus na cruz do
Calvário é a maior demonstração do quanto que Deus nos ama. Ninguém mais tem o direito de duvidar do amor
de Deus, pois ele mesmo disse que ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelo outro (Jo.10.15).
E a segunda é que um amor que Custou tudo para Deus. Em 1João 3.16, o apóstolo João consegue
nos mostrar com mais clareza o preço do amor de Deus por nós: “Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo
deu a sua vida por nós...”. NVI O amor de Deus não é teórico ou retórico. Ele é real! Ele custou à vida de Jesus
Cristo, seu Filho sem pecado.
Que Amor é esse? Em Jesus, Deus pai mostrou um Amor de Sacrifício, um amor que lhe custo tudo o
que lhe era mais precioso.
O apóstolo João diz: “Deus mostrou quanto nos amou ao enviar seu único Filho ao mundo para que, por
meio dele, tenhamos vida. É nisto que consiste o amor: não em que tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos
amou e enviou seu Filho como sacrifício para o perdão de nossos pecados.”. 1Jo.4.9-10 NVT
Porque Deus amou o mundo de tal maneira, deu o Seu Filho Unigênito. Jesus Cristo habitou na terra, e
por esse amor ser tão grande suportou o peso de todos os nossos pecados, e derramou o seu sangue precioso
para pagar o preço do pecado, e por esse motivo tornou-se maldito por morrer na cruz. Ele se sacrificou por
nossa causa. Ele desceu ao inferno, venceu a morte, tomou a chave da vitória e ressuscitou ao terceiro dia.
Depois que Deus entregou o Seu Unigênito à morte de cruz por nós, ninguém mais pode duvidar do Seu
amor. Deus não poderia fazer nada além do que fez para provar o Seu amor por mim e por você,
individualmente. Pedro chegou a dizer: “Não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido
resgatadas… mas pelo precioso sangue de Cristo”. 1Pd.1.18. É o caso de eu perguntar a você: Quanto vale a sua
vida? E a do seu filho? Sei que você vai me dizer que ela não tem preço, é impagável. E quanto vale então a
vida do Filho único de Deus?
A maior demonstração do amor de Deus por nós e o que lhe custou nos amar foi o fato de Deus enviar
Jesus para morrer por nós sendo nós ainda pecadores:
“Mas Deus demonstrou o quanto nos ama ao oferecer seu Filho em sacrifício por nós quando ainda éramos
pecadores” Rm.5.8. Msg
“Deus amou tanto o mundo que deu seu filho, seu único filho, pela seguinte razão: para que ninguém precise ser
condenado; para que todos; crendo nele, possam ter vida plena e eterna”. Jo.3.16 Msg
“Foi assim que Deus demonstrou o seu amor por nós: Deus enviou o seu único Filho ao mundo para que pudéssemos
viver por meio dele. É desse amor que estamos falando. Não que tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e
enviou o seu Filho como sacrifício para purificar nossos pecados e concertar os danos que eles causaram em nosso
relacionamento com Deus”. 1 Jo.4.9-10 Msg

Pib Comodoro/MT
03 de Fevereiro de 2019

A maior demonstração de amor por mim e por você foi Deus ter enviado Jesus para morrer pelo meu,
pelo seu pecado, antes mesmos de demonstrarmos qualquer tipo de afeição por ele. Esse amor custou tudo a
Deus. Tudo o que ele tinha de melhor: “Se Deus nos deu até seu Filho, oferecendo-o por todos nós, não nos
dará certamente também todas as outras coisas?”. Rm.8.32 VFL
Agora sabe o que é o mais profundo nisso tudo? O Senhor não sacrificou Sua vida pelas pessoas que já
eram amigas de Deus. Ele foi além disso. Ele fez isso pelas pessoas “que ainda eram pecadoras”. Conforme
lemos em Romanos 5.5-11:
“O amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Porque Cristo, estando nós
ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo
bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós
ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já
reconciliados, seremos salvos pela Sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso
Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação.”
É muito amor morrer por um bom homem. Muito poucos fariam isto. Imagine, contudo, como, na
verdade, é necessário muito mais amor para morrer pelos pecadores e incrédulos.
E isto é exatamente o que Deus fez através do sacrifício de Jesus Cristo. Ele o deu por nós, pelos
pecadores, aqueles, portanto, que Ele amou. Conforme nós também lemos em Efésios 2.1-7:
“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo,
segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós
também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza
filhos da ira, como os outros também. “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou
juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.”
Nós somos salvos pela fé, mas a razão não é nosso valor ou trabalhos, mas sim que Deus nos amou. Nós
estamos sentados nos lugares celestiais e a razão não é nosso bom caráter ou valor, mas o fato de que Deus nos
amou. Nós não mais somos filhos da ira, mas filhos amados, e a razão é porque Deus nos amou.
Deus não nos salvou porque Ele tinha um benefício para nós, porque nós éramos “gente boa”. Nós
éramos filhos da ira, mortos em pecados e transgressões. E ainda assim ele quis nos tornar seus amigos, nos
reconciliar com Ele, porque Ele nos amou. E isso que custou tudo o que tinha de mais precioso – Seu Filho
Amado!
Terceiro
Deus nos ama de uma maneira profunda.
Ao falarmos que Deus nos ama de maneira profunda, significa que o amor de Deus por nós tem
qualidades singulares, únicas, particulares, próprias que podem ser vista na história contada por Jesus.
O amor de Deus por nós é eterno, leal e único.
Veja o que nos diz o texto nos versos: 20-24
“A seguir, levantou-se e foi para seu pai. "Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu
para seu filho, e o abraçou e beijou. "O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser
chamado teu filho’. "Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um
anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e
comemorar. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar”.
NVI
Em nenhum momento aquele filho se importou em ter partido o coração do seu pai. Em hora alguma ele
se preocupou com o pai, mas apenas consigo mesmo. Ele desperdiçou os bens que o seu pai lhe deu. Ele virou
as costas para o seu pai: "Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região
distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente”. v.13 NVI
O filho mais novo sai, vai embora. Parte para o mundo. Estava na casa de seu pai, morando junto com o
pai, debaixo da proteção de seu pai, mas preferiu ir para o mundo, preferiu ir para uma terra distante. O filho
preferiu se afastar do Pai, da graça do Pai, do amor do Pai, da misericórdia do Pai, da unção do Pai, da
sabedoria do Pai.

Pib Comodoro/MT
03 de Fevereiro de 2019

O filho se afasta de tudo que possa lembrar o Pai. O filho odeia o Pai (tem aversão, repugnância,
aborrecer profundamente, desprezar). Está completamente perdido, o mundo lhe cegou os olhos e não sabe para
onde vai. E neste estado dissipa todos os seus bens, tudo que ganhara do seu pai, vivendo de uma forma
dissoluta, devassa, corrupta.
Quais são os bens que o Pai pode nos dar e que podemos dissipar, esbanjar, desperdiçar, dilapidar
quando nos afastamos dele? Com certeza podemos citar muitas e muitas coisas e bênçãos que temos recebido
do Pai eterno e que, sem critério, podemos estar desperdiçando. Mas não é isto que estamos enfocando agora.
Só que o filho não para aí. Ele se corrompe ainda mais. Vai e se agrega a um cidadão daquela terra.
Passa a congregar com um homem que tem interesses nas coisas do mundo, em andar de acordo com o mundo.
O filho se afasta ainda mais do reino, do contexto do Pai. E, para piorar, vai cuidar de porcos. Porcos. Creio que
todos sabem muito bem o que era para um judeu o porco: algo que Deus abominava. Este filho, este homem se
tornou completamente um mundano (Jr.8.4-6; Rm.1.24-25; Ef.2.2-3; 4.17-19; Tt.3.3).
Decidiu viver por conta própria. Longe do cuidado do seu pai. E as consequências foram terríveis:
“Depois de ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar necessidade. Por isso foi
empregar-se com um dos cidadãos daquela região, que o mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos. Ele desejava encher
o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada”. v.14-16 NVI
Caiu em completa degradação: moral, espiritual, emocional, financeira. A vida longe de Deus é um
caos. E diante disso, ele cai em si e decide voltar para casa. Mas, agora veja bem. A sua motivação em voltar
para casa não é a pessoa do pai. Ele voltou porque tinha fome: "Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu
pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome!”. A barriga o levou de volta para casa.
Ele queria se relacionar com o pai na base do mérito: “Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi:
Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados...”
v.18-19 NVI.
Mas mesmo assim o pai ansiava pelo seu filho perdido. E nesse momento temos o retrato do amor do
nosso Pai celestial: “A seguir, levantou-se e foi para seu pai. "Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão,
correu para seu filho, e o abraçou e beijou. "O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser
chamado teu filho’. "Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em
seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar. Pois este meu
filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar” v.20-24 NVI.
É interessante observar que a ovelha se perdeu porque vagou negligentemente (15.4); a moeda se perdeu
sem que tivesse culpa nisso (15.8); o filho se deixou levar por seu egoísmo (15.12). Mas, o grande amor de
Deus procura e acha pecadores, sem importar o porquê se perderam. Isso porque o amor de Deus é eterno, é leal
e restaurador.
É assim que a Bíblia descreve o tipo de amor que Deus tem por nós. Em Jeremias 31.3 Deus nos diz
“Com amor eterno e leal os amei”: “Há muito tempo, o Senhor disse a Israel: “Eu amei você com amor eterno, com amor leal a
atrai para mim”...” Jr.31.3 NVT
Em sua primeira carta João é claro em afirmar a profundidade do amor de Deus por nós: “Nós sabemos
quanto Deus nos ama porque já sentimos o seu amor e porque cremos nele quando Ele nos diz que nos ama
profundamente. Deus é amor...” 1Jo.4.16 Bv
A Bíblia descreve o amor de Deus de três maneiras: Eterno, Leal e único. Ao dizer que o amor de Deus
é eterno, significa que ele não tem fim. Não tem tempo de validade. O Senhor nos ama para sempre. Ele
sempre nos amou e sempre nos amará. É um amor infinito. Desde a criação da humanidade quando por amor
nos criou à sua semelhança, até a encarnação de Jesus para morrer em nosso lugar e eternamente Deus nos
amará. Deus já nos amava antes da nossa existência. Fomos, aliás, chamados à vida por um ato de amor.
Já quando diz que o amor de Deus é leal, significa que é sincero, verdadeiro, fiel, que não desiste de nós
independente da circunstancias, que continua nos amando apesar de nossos pecados, nossas imperfeições e
erros. Um amor leal é um amor que ama sem expectativa nenhuma em troca.
É aquele amor que decide amar e que não é fundamentando naquilo que vai receber. É um amor fiel, ou
seja, que não volta atrás no propósito de nos amar. Ainda que sejamos infiéis, Ele é fiel. Veja o que Deus diz
em Isaías 54.10: “Mesmo que as montanhas oscilassem e as colinas abalassem, jamais meu amor te abandonará...”
E ainda em Isaías 49,15-16: “Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de
suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. Eis que estás gravada na palma de minhas mãos.”

Pib Comodoro/MT
03 de Fevereiro de 2019

E quando diz que é um amor único, significa algo intenso, que está apegado ao ser amado. É um amor
sem limites. É um amor que vai até as ultimas consequências pelo ser amado. É um amor pessoal, que ama de
forma única. Deus nos ama de maneira exclusiva. Ele conhece, valoriza e ama cada um de nós como se
fôssemos os únicos seres sobre a Terra. Se você fosse o único habitante de todo o universo, Deus não poderia
amá-lo mais do que Ele o ama nesse exato momento.
Veja só o que o profeta Isaías diz: “O Senhor chamou-me desde o meu nascimento, ainda no seio de minha
mãe, ele pronunciou o meu nome”. Is.49.1. E ainda em Isaías 43.1: “E agora eis o que diz o Senhor, aquele que te
criou, Jacó e te formou Israel, nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu”.
Nada pode te separar do amor de Deus. O apóstolo Paulo nos ensina isso em Romanos 8.28-39. Quem
nos separará do amor de Cristo? Não há nada, nenhuma coisa criada que possa nos separar do amor de Deus.
Ele nos ama com o amor eterno, leal e profundo. Tudo o que Deus fez por você em Cristo, fez por te amar
demais.
A reação do pai da parábola diante do retorno do seu filho perdido nos revela a dimensão e as
características do amor de Deus por nós. O fato do filho mais novo pedir a herança com o pai ainda vivo é uma
forma de desejar a morte do pai. Mesmo assim o pai graciosamente dividiu com eles a herança. O mais novo
saiu pelo mundo e gastou todo o seu dinheiro em orgias e bebedices.
Quando não tinha mais dinheiro os seus amigos o abandonaram e ele se tornou um cuidador de porcos, a
profissão mais indigna para um judeu. Num dia ele caiu em si e disse: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão
com fartura, e eu aqui morro de fome…” ele voltou por causa de si mesmo e não por causa do Pai.
Mas, o pai o estava esperando. Isso porque o seu amor é eterno (Não deixa de nos amar), leal (ama sem
esperar nada em troca) e profundo (é apegado a nós).
E porque o seu amor é eterno, leal e único é que Deus pode fazer por nós o que o pai da parábola faz
pelo filho prodigo. O amor profundo de Deus por nós...
a)Enxerga-nos ainda longe – “Estando ainda longe, seu pai o viu…” v.20. O pai o avistou – “Vinha ele
ainda longe, quando seu pai o avistou…” v.20. O pai estava sempre olhando no horizonte esperando por seu filho.
Naquele tempo mesmo as pessoas ricas viviam juntas nos vilarejos por uma questão de segurança. Assim todo o
vilarejo sempre via o pai com os olhos fixos no horizonte esperando pelo seu filho. Eles certamente se
compadeciam do homem, mas amaldiçoavam o filho ingrato.
O pai estava à espera. Sabia que o filho voltaria. E, de longe o avistou. Talvez o cheiro de um homem
que trabalhava com porcos tivesse chegado pela força do vento, talvez a poeira, a areia do deserto com o vento
lhe chamasse a atenção. Não interessa como o avistou. O importante é que o Pai estava a espera. Aguardava o
retorno de seu filho. E, assim começou o processo de restauração.
b)Compadece-se de nós – “... e, cheio de compaixão...” v.20. A segunda coisa que o Senhor diz é que o pai
se compadeceu. Esse pai foi completamente rejeitado e se tornou objeto de ridículo por causa do filho. Esse pai
perdeu uma grande quantidade de dinheiro por causa do filho, mas mesmo assim o seu coração estava cheio de
compaixão.
O Senhor está aqui nos dizendo como é o coração de Deus. Ele não está cheio de ira e condenação, mas
está pleno de compaixão. Nunca devemos pensar que apenas os pródigos precisam provar do amor do pai.
Mesmo aqueles que nunca saíram de casa precisam descobrir esse amor. Muitos crentes nunca tiveram uma
experiência profunda com o amor do pai.
c)Vem ao nosso encontro - “… correu para seu filho...” v.20. A terceira coisa que o Pai fez foi correr. No
grego tem mais de uma palavra para correr. Uma palavra fala da corrida lenta e constante, enquanto a outra fala
de uma largada explosiva. Qual das duas você acha que Jesus usou aqui?
Foi uma explosão em direção ao filho. Ele correu no ritmo do seu próprio coração cheio de amor. O pai
viu o filho vindo ainda longe e então correu em sua direção. Naqueles dias pessoas idosas não corriam, pois era
considerado indigno, mas o pai ergueu sua roupa e correu em direção ao seu filho. Ele abriu mão de sua glória
como pai. Esse é o único lugar na Bíblia que se diz que Deus correu.
Quando fazemos menção de nos voltarmos para ele o pai imediatamente corre em nossa direção. Pleno
de compaixão, misericórdia, amor o pai sai correndo até o seu filho abraçando-lhe. O filho ainda não tinha
confessado seu pecado, não tinha ainda andado na luz, não tinha dito coisa alguma e o pai lhe abraça. O amor
que tem por seu filho é tremendo. Sua misericórdia que é renovada a cada manhã entra em ação. O Pai restaura
a comunhão com seu filho.

Pib Comodoro/MT
03 de Fevereiro de 2019

d)Nos aceita como estamos “… e o abraçou e beijou...”v.20. O pai o abraçou “… e, compadecido dele,
correndo, o abraçou...”v.20.
A quarta coisa que o pai fez foi abraçar seu filho. É preciso lembrar que seu filho
ainda estava fedendo a porcos. Mas isso não o impediu de envolver seu filho.
Como Deus nos abraça hoje? Por meio do Espírito Santo. Em Atos lemos que Pedro ainda falava
quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra (At.10.44). A palavra cair em grego é
exatamente a mesma palavra traduzida como abraçar aqui Lucas 15:20. Isso significa que o Espírito os abraçou
quando os encheu.
No abraço do Pai todo veneno do diabo é removido. No abraço do Pai o seu perfume tira de nós o odor
dos porcos. No abraço do Pai somos curados e restaurados. No abraço do Pai sentimos segurança e fé para
desfrutarmos de nossa herança novamente.
O pai o beijou - “… e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou...” v.20 . O texto diz que o pai também
o beijou. O interessante é que a palavra grega usada aqui não significa um simples beijo, mas significa beijar
muitas vezes, repetidamente de forma terna e afetuosa. Lembre-se que o garoto ainda cheirava a chiqueiro de
porcos, mas isso não impediu o pai de beijá-lo muitas vezes. Esse é o nosso Pai. Essa parábola é para nos
revelar o Pai.
Além de abraçá-lo o filho, o pai vai mais fundo ainda, o beijou. O Pai restaura também a intimidade.
Podemos abraçar a muitos, mas só aos íntimos beijamos. Só aqueles que estão mais próximos do nosso coração
recebem um beijo de carinho. Parece-me que o filho tinha saído a trabalho em uma terra distante a pedido do
pai e, que estava “ansioso” por seu regresso.
Não faz nenhuma menção ao pecado do filho, ao desdém, ao menosprezo, que sofrera do filho. O Pai
ama, e continuamente está a espera que cada filho seu se arrependa das besteira que fazem e retornem a
sensatez do governo do Pai.
e)Restaura-nos por completo: "Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e
vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos
fazer uma festa e comemorar. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E
começaram a festejar”.v.22-24
O pai restaura o seu filho por completo: "... Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em
seu dedo e calçados em seus pés... Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E
começaram a festejar”.
Você nunca saberá o quanto o pai lhe ama até entender o quanto o Pai ama a Jesus, pois ele resolveu
entregar a Jesus para ter você. Esse é o Pai que correu explosivamente para abraçá-lo e dizer que o ama. Aquele
que o cobriu de beijos quando você ainda estava sujo pelo pecado. O Pai não exigiu que o filho provasse que
estava arrependido, mas o perdoou instantaneamente e completamente. Você já conheceu desta forma o amor
do Pai? Mas, o pai apenas não o perdoou, mas o restaura completamente:
O filho começa a colocar em ação a segunda parte do seu plano. Começa a confissão. “O pai, porém,
disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o…” v.22. Com essa atitude o pai restaura a justiça
do seu filho. Não a justiça proveniente de seus atos, mas justiça vinda do alto, a justiça vinda pelo sangue
derramado daquele que nunca pecou nem engano algum se achou em sua boca (1Pd.2.22).
Justiça dada a todo aquele que confessa e deixa seu pecado. Este é o amor do Pai, este dom da graça e da
justiça que nosso Pai celeste nos dá em Cristo Jesus. Em Cristo somos justificados, somos feito justos pelo
amor do Pai. O Pai em Cristo nos deu roupa, manto para nos revestirmos, uma vez que nos desvestimos do
velho homem e nos vestimos do novo, em justiça e retidão procedentes da verdade (Ef.4.24).
É por isso, que o profeta Isaías louvou o Senhor: “Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se
alegra no meu Deus; porque me cobriu de vestes de salvação e me envolveu com o manto de justiça, como noivo
que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas joias”. Is.61.10.
Só que o pai não fica por aqui. Ele segue. Segue no seu amor que é sem medida. Segue no seu propósito
eterno. Segue em tudo aquilo que determinou desde o princípio: ter uma família de muitos filhos semelhantes a
Jesus. Aleluia. O verso 22 ainda diz: “… pôde-lhe um anel no dedo…”. Agora, ao mesmo tempo o pai restaura o
compromisso com o filho. Um princípio que vemos desde os tempos antigos. Faraó tirou do seu anel de deu a
José (Gn.41.42). O rei Assuero tira o anel que tinha dado a Hamã e o dá a Mordecai (Et.3.10; 8.2). O anel é
símbolo de compromisso. O Pai está restaurando o compromisso com seu filho. Quem pecou foi o filho, mas o
pai está agindo. O filho não é recebido como um escravo, mas, é recebido como filho amado de seu pai.

Pib Comodoro/MT
03 de Fevereiro de 2019

Sabe qual é o símbolo do compromisso de Deus comigo e com você na dispensação da graça? É o
Espírito Santo: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas
recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba Pai”. Rm.8.15.
Assim o Pai celeste nos recebe. Somos filhos por adoção e não precisamos mais viver debaixo da
escravidão do pecado. Estamos livres e compromissados para orar ao Pai. Para clamar: Aba, Pai, Paizinho. Pai
querido, Pai amado.
Isto tudo já seria suficiente para qualquer um de nós, mas o Pai não para. Ele continua a sua restauração.
Ele põe uma sandália nos pés de seu filho: “… e sandálias nos pés…” v.22. Qualquer homem, por mais pobre que
seja, busca usar alguma coisa nos pés, pés descalços é para mendigos, para quem não tem nada, nenhuma
dignidade. Assim o Pai, restaura a dignidade do filho. Salomão diz: “Que formosos são os teus passos dados de
sandálias, ó filha do príncipe!” Ct.7.1.
E que maior dignidade por ter um filho de Deus do que cooperar no seu propósito eterno. Que maior
glória por haver para nós do que esta: “proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para sua
maravilhosa luz” (1Pd.2.9) Só os que estão em Cristo percebem esta honra, esta dignidade.
Pronto já está mais do que suficiente. O filho não precisa de mais nada. Já tem com muito mais do que
pensava ou imaginava. A comunhão e a intimidade restaurada. Já foi justificado. Reassumiu o compromisso, e
descobriu que o Pai não desiste dele. Cheio de dignidade pode e quer proclamar a bondade do Pai. Está
satisfeito.
Só que o Pai quer mais ainda. A alegria, o Júbilo. O Pai não vive em uma casa de reclamadores, de
chorões. O Pai não vive em tristeza. O Pai vive em total alegria e júbilo. O Pai mora no meio dos louvores: “…
trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava
perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se” v.23-24.
O Pai se alegra, se regozija. E, assim todos os que estão em volta dele. O Pai restaura no filho a alegria
de ser filho. Como é bom ter um pai, como todos os filhos gostam de estar do lado dos seus pais. E, como os
pais amam verem seus filhos alegres e com saúde. Muito mais o nosso Pai do céu: “O reino dos céus é
semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho” Mt.22.2.
E sabe o que mais nos alegra? É saber que o Pai celestial tem prazer em nós. É saber que em Cristo nós
damos prazer ao Pai. Quando Jesus foi batizado, Deus falou com Ele: “Tu és meu Filho amado”. Mas eu sei que
essas mesmas palavras são ditas por Deus para nós. O Senhor diz para você: “Você é meu filho amado”.
Nenhuma outra religião falou isso, só o cristianismo.
É lindas as palavras do profeta Sofonias: “Javé, o seu Deus, o valente libertador, está no meio de você. Por
causa de você, ele está contente e alegre e renova o seu amor por você; está dançando de alegria por sua causa...”
Sf.3.17 EP
Ponto Final.
Muitos têm a tendência de só observar no que fez o filho, no pecado, e no regresso, deixando de lado o
foco principal destas parábolas: o Pai. Quando olhamos para o pai, vamos ver o que tanto fascinou aos
discípulos de Jesus, e aos pecadores do seu tempo ao ouvirem essas parábolas de Jesus: O Amor do Pai!
A reação do pai diante do nosso pecado diante dele. Acontecimento este, tão fortes e dolorosos ao seu
coração. Foi continuar nos amando.
Quando nós tomamos posse do amor que Deus tem por nós, a nossa vida adquire outro sentido e outro
sabor! Quando nós temos a convicção do tamanho do amor que Deus tem por nós, a nossa vida assume outra
direção. Deus quer te salvar, restaurar a sua vida por completo. Não deixe para depois o que você pode fazer
hoje, agora. Em Cristo Jesus, o pai celestial demonstra o quanto te ama e deseja te salvar. Ele quer te perdoar e
escrever o seu nome no Livro da Vida. se renda a Jesus como Senhor da sua vida, e Ele mudará o rumo dela.
Amanhã pode ser tarde.
Em breve Jesus voltará e Ele será um Juiz, “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo,
para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal”. 2 Co.5.10. Que você
encontre o amor sacrificial e incondicional de Jesus por sua vida, não espere o dia do julgamento. Que Deus te
abençoe.
Para que serve o amor de Deus na minha vida?

Pib Comodoro/MT
03 de Fevereiro de 2019

a)Para conhecer a grandeza de Deus. Seu amor é muito extenso.


b)Para que ministre esse amor em muitas vidas
c)Para que eu saiba os seus projetos para a minha vida. No seu plano para mim, Ele tem alvos específicos.
d)Para que eu seja santo como Ele o é. Tudo começa como a certeza da vida eterna. Se vamos para o céu é
porque somos santos, porque temos uma vida eterna para como Deus e por isso não queremos pecar. Deus quer
que sejamos iguais a Ele na sua Santidade.
e)Para que eu tenha vida plena. Como é a vida que Deus tem para nós? Vida plena e Abundante. Ele nos amou
e nos deu tudo o que precisamos”...Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jô 10:10). Mas,
só terei tudo de Deus quando ele tiver tudo de mim.

Pib Comodoro/MT