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ABNT/CB-02

PROJETO 02:136.38-006/2
NOVEMBRO:2010

Esquadrias externas para edificações. Parte 2: Requisitos e classificação


APRESENTAÇÃO
1) Este 1º Projeto de Revisão foi elaborado pela Comissão de Estudo de Desempenho de
Edificações - Janelas, Caixilhos e Guarda-Corpos (CE-02:136.38) do Comitê Brasileiro da
Construção Civil (ABNT/CB-02), nas reuniões de:

15/08/07
29/08/07 12/09/07 26/09/07
10/10/07 24/10/07 28/11/07
12/12/07 13/02/08 27/02/08
26/03/08 09/04/08 23/04/08
14/05/08 28/05/08 11/06/08
25/06/08 16/07/08 30/07/08
13/08/08 27/08/08 10/09/08
24/09/08 08/10/08 12/11/08
26/11/08 10/12/08 04/03/09
01/04/09 29/04/09 13/05/09
27/05/09 17/06/09 08/07/09
12/08/09 26/08/09 09/09/09
23/09/09 07/10/09 21/10/09
04/11/09 18/11/09 09/12/09
20/01/2010

2) Este 1º Projeto de Revisão é previsto para cancelar e substituir a(s) ABNT NBR
10820:1989, 10821:2000, 10829:1989, 10830:1989, 10831:1989, quando aprovado, sendo
que nesse ínterim as referidas normas continuam em vigor;

3) Este projeto é previsto para receber a seguinte numeração após sua publicação como
Norma Brasileira: ABNT NBR 10821-2

4) Não tem valor normativo;

5) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta
informação em seus comentários, com documentação comprobatória;

6) Tomaram parte na elaboração deste Projeto:

NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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Participante Representante

AC & D Antonio B. Cardoso


ACOFEX Emanuel G. Paula Ferreira
ADALUME Domingos M. Cordeiro
Magdiel Dertinati
AEC/ PCD Consultoria Paulo Duarte
AFEAL Fabiola Rago Beltrame
Luis Claudio Viesti
Edson Fernandes
AFEAÇO Wilson Carlos Corrêa
Yone
André Luis de Freitas Silva
AKZO NOBEL Pedro H. A. Perezim
ALCOA Cintia Figueiredo
Paulo Edson Gentile
Wilson Escarizza
ALFOUR Blenda R. M. Flores
ALUMÍNIO APLICADO Rodrigo Frota
ALUPARTS Nelson Firmino
ALUSERVICE Roberto Papaiz
Paulo Augusto Mendes
ANAMACO Rubens Morel N. Reis
ARQMATE Pedro Luis Caldeira Martins
Maria Teresa Faria e Godoy
ARTENES José Marcio de Lima

Agostinho M. Flores

ASA ALUMÍNIO Nelson Kost

ATENUASOM Mikael Fischer


ATIMAKY Sandro R. Q. Vieira
Noboru Yoshida
Mario Sergio Uehara
ATLÂNTICA Diego Galileu

BELMETAL Arimateia Nonatto


Juliana Cristina Soares
BELTRAME ENGENHARIA Karina Rago
C.B.A. José Carlos Noronha

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André S. de Mello
Jefferson Santiago
CETEC LINS Mauricio Ferreira
Simone C. Caldato Silva
Aurea B. Peron
Marcos E. Clauco
COOPRAM Gregório F. D. Araújo
COSBIEM Raul F. Costa Junior
CUTRALE Fabio Cutrale
Robson C. Souza
DORMA/ SEAL Joara Santos
EBEL Gil Pinheiro
EMPOL Paulo Sergio T. Souza
ESAL Joaquim C. de Lima
ESQUADRILEVE Leandro de Jesus Santos
FISE Edir Miranda Junior
HYDRO Marcos Pigosso
IABr/ SSG Joel Carlos F. de Souza
IBRAL/ IBRAÇO Marcos A. G. Valente
Oswaldo de Paula
Max Navarro
IBRAP/ ESAF Vanderlei Salvador
IGE ESQUADRIAS Fabio Gadioli
INTEGRAL Luan Teixeira
Rafael L. Lopes
Sergio Amilton Veneroso Jr.
ISA ALUMÍNIO José Mendes dos Santos
ITEC Michele Gleice da Silva
Thiago Douto
ITEFAL José Sabioni de Lima
JAP Aparecido Bonifácio
Pedro H. Maeda
JR ALUMÍNIO José de Oliveira
César A. Chagas
Fabio Andrade
L. A. FALCÃO BAUER Mauricio Marques Resende
LUMINI ALUMÍNIO Euclides Gonçalves Junior
Flavio G. de Toledo

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LUXALUM Antonio Arantes


METALURGICA GIRASSOL José Antonio M. Villar
M.N. LEME CONSULTORIA Mario Newton Leme
OLGA COLOR José Mauricio D’A. Lima
PRADO Duilio I. Okudairo
Daniel Rossini C. Santos
Paulo André da Encarnação
PROFAX Luan Teixeira
Rafael L. Lopes
Sergio Amilton Veneroso Jr.
PROMEL Roberval Gomez
QMD CONSULTORIA Igor Alvim
REINSTAL Lage Mourão Gozzi
Marcio Y. Gozzi
REINSAM Waldemar Pezati Filho

Adriana R. Pezati

ROTO FRANK Norberto Martiny


SASAZAKI Leonardo Mikio Okimura
José Carlos Soares Lima
Paulo Sandalo
Mauricio T. Sasazaki
SELTA METAIS Sergio Luiz Ciampi

3M DO BRASIL Pedro M. Terzi


TECALLEX Cristiane P. Silva
TECHNAL Amandine Marc
TRIFEL Fernando S. Comitre
Harry N. Wottrich
UDINESE Jorge Brazuschi
ULLIAN Armildo Ullian
Renato de Oliveira Armentano
Edvaldo C. Oliveira
VEKA DO BRASIL Valdines P. Krewr
VENEZIA ESQUADRIAS Ricardo Onshi
VETRO SYSTEM Paulo H. Franceschelli
VIDRALUME Clovis Neris de Cardoso
Fernando Neris
YKK Marson T. Iisuka

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Esquadrias externas para edificações ─ Parte 2: Requisitos e classificação


Windows frame for buildings - Part 2: Requirements and classification

Palavras-chave: Esquadrias. Desempenho. Especificação. Segurança.


Descriptors: Windows. Specification. Safety.

Sumário

Prefácio
Scope
1 Escopo
2 Referências normativas
3 Termos e definições
4 Requisitos
5 Uso de esquadrias em condições específicas
6 Classificação e desempenho
7 Aceitação e rejeição
Anexo A (informativo) Modelo de etiqueta para identificação da classificação e do
desempenho de esquadrias
Anexo B (normativo) Nível de desempenho das esquadrias quanto à permeabilidade ao
ar

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2.

Esta Norma ABNT NBR 10821, sob o título geral “Esquadrias externas para edificações”, tem previsão
de conter as seguintes partes:

— Parte 1: Terminologia;

— Parte 2: Requisitos e classificação;

— Parte 3: Métodos de ensaio;

— Parte 4: Requisitos de desempenho acústico;

— Parte 5: Instalação e manutenção.

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O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope

This Standard specifies the requirements for assessing performance of windows to be fitted in exterior
walls, independent of the type of material.

This Standard aims at to assure to the consumer the act of receiving of the products with demandable
minimum conditions of performance

This Standard doesn’t apply to windows and doors to be fitted in interior walls.

1 Escopo
1.1 Esta Norma especifica os requisitos exigíveis de desempenho de esquadrias externas para
edificações, independentemente do tipo de material.

1.2 Esta Norma visa assegurar ao consumidor o recebimento dos produtos com condições mínimas
exigíveis de desempenho.

1.3 Esta Norma não se aplica a divisórias e fechamentos internos.

1.4 Para os conceitos de acessibilidade e para as condições de saídas de emergência, devem ser
seguidas as ABNT NBR 9050 e ABNT NBR 9077

1.5 No caso de edificações que obedeçam à coordenação modular, conforme ABNT NBR 15873, as
dimensões das esquadrias devem estar compatíveis.

2 Referências normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para


referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se
as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 5426, Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos

ABNT NBR 5601, Aços inoxidáveis – Classificação por composição química

ABNT NBR 6123, Forças devidas ao vento em edificações

ABNT NBR 7190, Projeto de estruturas de madeira

ABNT NBR 7199, Projeto, execução e aplicações de vidros na construção civil

ABNT NBR 9050, Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos

ABNT NBR 9077, Saídas de emergência em edifícios

ABNT NBR 10821-1, Esquadrias externas para edificações – Parte 1: Terminologia

ABNT NBR 10821-3, Esquadrias externas para edificações – Parte 3: Métodos de ensaio

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ABNT NBR 12609, Alumínio e suas ligas - Tratamento de superfície – Anodização para fins
arquitetônicos - Requisitos

ABNT NBR 12613, Alumínio e suas ligas - Tratamento de superfície – Determinação da selagem
de camadas anódicas - Método da absorção de corantes

ABNT NBR 13756, Esquadrias de alumínio – Guarnição elastomérica em EPDM para vedação –
Especificação

ABNT NBR 14125, Alumínio e suas ligas - Tratamento de superfície - revestimento orgânico
para fins arquitetônicos - Requisitos

ABNT NBR 15737, Perfis de alumínio e suas ligas com acabamento superficial - Colagem de
vidros com selante estrutural

ABNT NBR 15873, Coordenação modular para edificações

ABNT NBR NM 293; Terminologia de vidros planos e dos componentes acessórios a sua
aplicação

UNE-EN 12608; Perfiles de policloruro de vinilo no plastificado (PVC – U) para la fabricación de


ventanas y puertas – Clasificación, requisitos y métodos de ensayo

3 Termos e definições

Para os efeitos deste documento, aplicam se os termos e definições das ABNT NBR 10821-1 e ABNT
NBR NM 293.

4 Requisitos

Devem ser seguidos os requisitos de cada material, conforme suas respectivas normas.

4.1 A esquadria deve ser fornecida com todos os componentes necessários ao seu funcionamento e
características do produto ensaiado, conforme projeto.

4.2 Os componentes devem ser de materiais compatíveis com aquele utilizado na fabricação da
esquadria, atendendo às normas específicas de cada componente, e não podem sofrer alterações
químicas, físicas ou mecânicas que prejudiquem o seu desempenho durante os ensaios previstos nesta
Norma. As guarnições, quando elastoméricas, devem ser em EPDM, conforme ABNT NBR 13756.

4.3 Os contatos bimetálicos devem ser evitados. Caso eles existam, deve-se prever isolamento ou
utilização de materiais cuja diferença de potencial elétrico não ocasione corrosão galvânica. Como
exemplo, pode-se utilizar alumínio em contato com aço inoxidável austenítico.

4.4 Os perfis devem ser adequados à fabricação das esquadrias e atender às exigências de normas
específicas.

4.4.1 Esquadrias de alumínio

Os perfis de alumínio devem ser protegidos por anodização ou pintura, conforme especificado nas
ABNT NBR 12609, ABNT NBR 12613 e ABNT NBR 14125.

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4.4.2 Esquadrias de aço

4.4.2.1Aço-carbono e suas ligas

A esquadria deve receber tratamento de superfície (revestimento e/ou pintura) que assegure um grau
de proteção que garanta um desempenho no ensaio acelerado cíclico de corrosão (ver método de
ensaio no Anexo L da ABNT NBR 10821-3) conforme o número de ciclos descritos na Tabela 3 desta
Norma.

4.4.2.2 Aço inoxidável

As esquadrias fabricadas em aço inoxidável com estrutura austenítica, tais como aços das classes
ABNT 304 ou ABNT 316, conforme ABNT NBR 5601, não necessitam de proteção adicional de
superfície.
As esquadrias fabricadas em aço inoxidável com estrutura ferrítica ou martensítica devem seguir as
mesmas recomendações dadas para o aço-carbono (ver 4.4.2.1).

4.4.3 Esquadrias de PVC

Quanto ao material, as esquadrias de PVC devem atender aos requisitos da UNE-EN 12608, que trata
da especificação dos perfis para a fabricação de janelas e portas.

4.4.4 Esquadrias de madeira

Na utilização de madeira, deve ser consultada a ABNT NBR 7190, que trata de estruturas de madeira.
Na utilização de portas de madeira, devem ser consultadas as normas específicas sobre o produto.

4.4.5 Fechamentos com vidro

No caso de fechamentos com vidro, sem montante estrutural, devem ser utilizados vidros em
conformidade com a ABNT NBR 7199. Os vidros empregados devem atender às normas específicas.

4.5 Os vidros empregados nas esquadrias devem atender à ABNT NBR 7199.

4.6 Podem ser utilizados outros materiais no lugar do vidro, desde que atendam aos requisitos desta
Norma.

4.7 A amostragem de lotes para a inspeção da produção fica a critério das partes, que podem se
reportar à ABNT NBR 5426.

4.8 O fabricante de esquadrias deve fornecer informações sobre o produto ao contratante através de
uma das seguintes opções:

a) catálogos, projetos ou certificados;

b) etiquetas fixadas na esquadria ou marcação indelével, da marca ou logomarca do produto.

Em ambos os casos, devem ser informados o nome ou logomarca do fabricante, o número desta
Norma, a pressão máxima de carga de vento que a esquadria resiste, bem como a sua classificação e
desempenho.

Sugere-se descrição adicional, de forma clara, do uso ao qual a esquadria se destina, conforme
exemplo do Anexo A.

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4.9 A altura da esquadria em relação ao solo deve ser considerada, para efeito de cálculo, para a
determinação das pressões de ensaio de cargas uniformemente distribuídas e das pressões de ensaio
de estanqueidade à água. Quando houver edifícios com desnível, deve ser considerada a diferença de
cota em relação ao ponto mais baixo do terreno e à esquadria mais alta da edificação, como parâmetro
de cálculo, conforme a Figura 1.

Figura 1 – Altura a ser considerada em relação ao ponto mais baixo do terreno e à esquadria
mais alta da edificação

4.10 A instalação da esquadria deve estar conforme instrução do fabricante, constante no manual de
instalação ou no projeto.

5 Uso de esquadrias em condições específicas

5.1 Qualquer esquadria voltada para a face interna da edificação, que faz interface com ambientes não
sujeitos à incidência direta de água, por exemplo, janela de banheiro que abre para a área de serviço,
somente deve atender aos requisitos de resistência as operações de manuseio e segurança,
dispensando-se os demais ensaios. Este item não refere-se ao caso de esquadrias voltadas para a
varanda.

5.2 Quando a esquadria for de movimento composto, todos os ensaios devem ser realizados para todos
os possíveis movimentos.

5.3 As janelas do tipo projetante-deslizante (maxim-ar) devem restringir a abertura das folhas, limitando
a face da fachada, conforme a Figura 2, quando instaladas em peitoril menor ou igual a 2,0 m de altura,
em áreas transitáveis pelo lado da projeção.

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Figura 2 – Ilustração de uma janela projetante-deslizante, sem projeção para a área transitável

5.4 Condições de ensaio para a janela integrada: para os ensaios de permeabilidade ao ar, estanqueidade
à água e resistência às cargas uniformemente distribuídas, a persiana deve ser recolhida (aberta). Na
seqüência, deve ser realizada uma repetição do ensaio de resistência às cargas uniformemente
distribuídas com a persiana fechada, não sendo admissível o desprendimento de qualquer parte e/ou
componente da persiana.

5.5 Condições de ensaio para a janela de três folhas: para os ensaios de permeabilidade ao ar,
estanqueidade à água e resistência às cargas uniformemente distribuídas, a folha de veneziana ventilada
deve ser ensaiada centralizada no vão (aberta).

5.6 Condições de ensaio para a janela de três ou seis folhas com palhetas reguláveis: para os ensaios de
permeabilidade ao ar, estanqueidade à água e resistência às cargas uniformemente distribuídas, as
palhetas serão abertas e a folha de palhetas ventilada será ensaiada centralizada no vão (aberta).

5.7 Portas externas com folhas de giro (abrir), de correr, pivotantes, articuláveis, devem atender a todos os
requisitos desta Norma. A porta de giro com sentido de abertura para dentro, por suas características
construtivas, pode não atender aos requisitos de permeabilidade ao ar e estanqueidade à água.

5.8 Nas esquadrias com área de ventilação permanente total ou parcial, face à uma aplicação especial, os
ensaios de permeabilidade ao ar e de estanqueidade à água devem ser realizados prevendo uma vedação
da área com ventilação permanente. Nestes casos, a ventilação permanente ocasiona a possibilidade de
permeabilidade à água por esta ventilação.

5.9 Esquadrias externas aplicadas a planos caracterizados como cobertura e fachadas cortinas devem
ser projetadas e especificadas conforme a ABNT NBR 6123, quanto às pressões de vento, e tratadas
como projetos especiais nos demais requisitos desta Norma. Os projetos devem ser assumidos por
profissional técnico habilitado. A colagem de vidros com selante estrutural deve seguir o prescrito na
ABNT NBR 15737.

6 Classificação e desempenho

6.1 Classificação

Os requisitos de classificação das esquadrias instaladas na posição vertical, em edificíos de


caráter residencial ou comercial, são no mínimo os estabelecidos para as cinco classes, em
relação ao número de pavimentos e à altura da edificação. As pressões de ensaio a serem
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adotadas estão indicadas na Tabela 1 e na Figura 3, sendo sempre considerado o último


pavimento da edificação onde as esquadrias estiverem instaladas, mantendo-se este valor para
todos os pavimentos.
- até dois pavimentos: esquadrias instaladas em edifícios até dois pavimentos e altura
máxima de 6 m;
- até cinco pavimentos: esquadrias instaladas em edifícios até cinco pavimentos e altura
máxima de 15 m;
- até dez pavimentos: esquadrias instaladas em edifícios até dez pavimentos e altura
máxima de 30 m;
- até 20 pavimentos: esquadrias instaladas em edifícios até 20 pavimentos e altura
máxima de 60 m;
- até 30 pavimentos: esquadrias instaladas em edifícios até 30 pavimentos e altura máxima
de 90 m.
Para esquadrias instaladas nas situações descritas a seguir, deve ser consultada a ABNT NBR
6123 para a determinação da pressão de projeto (P p ) e pressão de ensaio (Pe ), prevalecendo
como mínimo os valores da Tabela 1.
- edifícios em que as esquadrias não sejam instaladas na posição vertical;
- edificícios de forma não retangular;
- edifícios com especificações, localização, necessidades e exigências especiais de
utilização.

NOTA 1 Para o cálculo da pressão de segurança (Ps) multiplica-se uma vez e meia (1,5) a pressão de ensaio
(Pe).

NOTA 2 Para o cálculo da pressão de água (Pa) utiliza-se 20 % do valor obtido na pressão de projeto (Pp).

30
40
45

Figura 3 – Gráfico das isopletas da velocidade básica do vento; “V0 ” em m/s no Brasil,
conforme a ABNT NBR 6123

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Tabela 1 – Valores de pressão de vento conforme a região do país (Figura 3) e o número de


pavimentos da edificação

Quantidade Pressão de ensaio Pressão de segurança


Altura Pressão de água
de Região do país Pe, em (Pa) Ps, em (Pa)
máxima Pa, em (Pa)
pavimentos Positiva e negativa Positiva e negativa
Pa = PP x 0,20
Pe = Pp x 1,2 Ps = PP x 1,5
I 350 520 60

II 470 700 80

III 610 920 100


02 6m
IV 770 1 160 130

V 950 1 430 160

I 420 640 70

II 580 860 100

III 750 1 130 130


05 15 m
IV 950 1 430 160

V 1 180 1 760 200

I 500 750 80

II 680 1 030 110

III 890 1 340 150


10 30 m
IV 1 130 1 700 190

V 1 400 2 090 230

I 600 900 100

II 815 1 220 140

III 1 060 1 600 180


20 60 m
IV 1 350 2 020 220

V 1 660 2 500 280

I 660 980 110

II 890 1 340 150

III 1 170 1 750 200


30 90 m
IV 1 480 2 210 250
V 1 820 2 730 300

6.2 Desempenho

As esquadrias devem atender ao nível de desempenho definido na Tabela 2.

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Tabela 2 – Níveis de desempenho das esquadrias quanto ao seu uso

Desempenho
Ensaio
Mínimo (M) Intermediário (I) Superior (S)

Permeabilidade ao ar Ver Figura B.1 a Ver Figura B.1 Ver Figura B.1

Presença de água
Passagem de água na restrita ao perfil inferior,
face interna da com escoamento para o
esquadria, sem molhar lado externo, sem Sem presença de água no
o peitoril da alvenaria ou molhar o peitoril ou a interior da esquadria,
Estanqueidade à a face interna da face interna da parede inclusive no marco inferior
água parede, desde que Não deve ocorrer
ocorra o escoamento escorrimento de água Ver Figura 1c, da ABNT
para a face externa. Ver por nenhum elemento NBR 10821-3
Figura 1a, da ABNT interno da esquadria.
NBR 10821-3 b Ver Figura 1b, da ABNT
NBR 10821-3

Resistência às
cargas Ver valores de pressão de acordo com altura da edificação e região do país da
uniformemente edificação – Tabela 1
distribuídas

Operações de Esforço aplicado conforme a ABNT NBR 10821-3, com avaliação da


manuseio deformação residual obtida

Segurança nas
Esforço aplicado conforme a ABNT NBR 10821-3, sem avaliação da
operações de
deformação obtida, apenas da ruptura e queda de componentes da esquadria
manuseio

a Não aplicável a esquadrias instaladas em edificações localizadas na Região I, conforme a Figura 3.


b
O desempenho mínimo quanto à estanqueidade à água, é aceito para esquadrias instaladas em
edificações até 05 pavimentos (15m).

NOTA No caso de porta, a soleira sob a folha é considerada como marco da esquadria.

No ensaio de estanqueidade à água, desde que não esteja especificado em contrato e/ou a
esquadria não seja instalada em ambientes condicionados, é permitida a ocorrência de
permeabilidade inicial (PI), conforme definido na ABNT NBR 10821-3.

Os corpos-de-prova a serem ensaiados devem reproduzir fielmente o projeto, as especificações e as


características construtivas das esquadrias, com especial atenção às juntas entre os elementos ou
componentes.

A caracterização de um nível de desempenho, conforme descrito na Tabela 2, requer o atendimento de


todos os seus requisitos.

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Para o requisito de resistência à corrosão em esquadrias de aço, são considerados os níveis de


desempenho da Tabela 3.

Tabela 3 – Níveis de desempenho das esquadrias de aço quanto à proteção contra a corrosão

Desempenho
Ensaio
Corrosão mínima (CM) Corrosão intermediária (CI) Corrosão superior (CS)
Resistência à Dois ciclos acelerados de Quatro ciclos acelerados de Seis ciclos acelerados de
corrosão corrosão corrosão corrosão

6.2.1 Permeabilidade ao ar

O método de ensaio para a determinação da permeabilidade ao ar deve seguir os requisitos da


ABNT NBR 10821-3.
Para a obtenção do nível de desempenho da permeabilidade ao ar das esquadrias, utilizar o
gráfico do Anexo B, conforme a seguir:

• mínimo (M);

• intermediário (I);

• superior (S).

Deve-se determinar a vazão de ar que passa pela esquadria em metros cúbicos por hora,
quando esta é submetida a uma pressão de 50 Pa, conforme a ABNT NBR 10821-3.

Esta vazão deve ser dividida por metro linear de juntas abertas e o resultado, registrado em metros
cúbicos por hora por metro. O número obtido deve ser localizado no gráfico, para obtenção do nível de
desempenho. O mesmo deve ser realizado em relação à área do vão da esquadria e o resultado,
registrado em metros cúbicos por hora por metro quadrado.
Os níveis de desempenho obtidos por metro linear de juntas abertas e por área do vão devem
ser comparados, resultando nas seguintes situações:

a) se for obtido o mesmo nível de desempenho, a esquadria é classificada neste nível de


desempenho;

b) se forem obtidos dois níveis de desempenho diferentes e adjacentes, a esquadria é classificada no


nível de desempenho de maior permeabilidade ao ar;

c) se forem obtidos resultados em duas faixas diferentes de classificação (mínimo e superior), a


esquadria é classificada no nível intermediário de desempenho de permeabilidade ao ar;

d) se for obtido um nível de desempenho fora das faixas de classificação, a esquadria não é
classificada, não atendendo ao requisito de permeabilidade ao ar.

Para edificações climatizadas, qualquer que seja a classificação e desempenho, no caso de


esquadrias de folhas fixas, sem possibilidade de ventilação, a penetração de ar através de uma
esquadria submetida à pressão de ensaio de 50 Pa não pode ultrapassar 5,5 m 3 /h. m 2 , avaliada
em relação à área total da esquadria, não sendo aplicável o cálculo por junta aberta.
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Exemplos de cálculo de permeabilidade ao ar por juntas abertas e por área do vão da esquadria
são apresentados a seguir.

6.2.1.1 Veneziana de seis folhas (duas folhas de venezianas fixas, duas folhas de venezianas
móveis, duas folhas de vidro móveis), Figura 4:

— largura (L) = 2,40 m; altura (H) = 1,20 m;

— comprimento de juntas abertas (C) = 3 x 1,20 + 4 x 0,60 = 6,00 m;

— área do vão = 2,40 m x 1,20 m = 2,88 m 2 ;

— exemplo de vazão de ar obtida = 10 m3/h;

— vazão por metro linear de juntas abertas = 10/6 = 1,67 m3/h x m;

— Vazão por área do vão = 10/2,88 = 3,47 m3/h x m2.

6.2.1.1.1 Exemplo de nível de desempenho obtido pelo gráfico do Anexo B

─ vazão por metro linear de juntas abertas – nível intermediário;

─ vazão por área do vão – nível superior;

─ Classificação obtida – nível Intermediário.

Figura 4 - Exemplo de cálculo de comprimento de juntas abertas e área do vão

6.2.1.2 Veneziana de seis folhas (quatro folhas de venezianas móveis, duas folhas de vidro
móveis);

— largura (L) = 2,40 m; altura (H) = 1,20 m;

— comprimento de juntas abertas (C) = 5 x 1,20 + 8 x 0,60 = 10,80 m;

— área do vão = 2,40 m x 1,20 m = 2,88 m 2 ;

— exemplo de vazão de ar obtida = 10 m3/h;

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— vazão por metro linear de juntas abertas = 10/10,80 = 0,93 m3/h x m;

— vazão por área do vão = 10/2,88 = 3,47 m3/h x m2.

6.2.1.2.1 Exemplo de nível de desempenho obtido pelo gráfico do Anexo B

─ vazão por metro linear de juntas abertas – nível superior;

─ vazão por área do vão – nível superior;

─ classificação obtida – nível superior.

6.2.2 Estanqueidade à água

O método de ensaio para a determinação da estanqueidade à água deve seguir os requisitos da


ABNT NBR 10821-3.
A janela não pode apresentar vazamentos que provoquem o escorrimento de água pelas
paredes ou componentes sobre os quais esteja fixada, quando submetida à vazão mínima de
água de 2 L/min por bico e às pressões de ensaio correspondentes às regiões do Brasil (ver
Figura 3) onde é utilizada, conforme indicado na Tabela 1.

6.2.3 Resistência às cargas uniformemente distribuídas

O método de ensaio para a determinação da resistência às cargas uniformemente distribuídas


deve seguir os requisitos da ABNT NBR 10821-3.
6.2.3.1 Pressão de ensaio
A esquadria, quando submetida à pressão prescrita para a região em que ela é utilizada, não
pode:
a) apresentar ruptura, ou colapso total ou colapso parcial de qualquer de seus componentes,
incluindo o vidro;
b) ter seu desempenho deteriorado, quanto às condições de abertura e fechamento, acima dos
valores máximos fixados em 6.2.4.1;
c) ter o seu desempenho, quanto à permeabilidade ao ar, no caso de esquadrias instaladas em
edificações climatizadas, acima de um nível de desempenho. No caso de esquadrias instaladas
em edificações não climatizadas, o ensaio de permeabilidade ao ar não é necessário após, a
aplicação das cargas uniformemente distribuídas;
d) apresentar deflexão máxima instantânea superior a L/175 do perfil, sendo L o comprimento
livre do componente em análise; em nenhum caso deve ser superior a 30 mm em qualquer um
dos seus perfis; e
e) apresentar deformação residual superior a 0,4 % do comprimento livre do perfil em análise,
medida após pelo menos 3 min do desligamento da pressão de ensaio.

IMPORTANTE — No caso de esquadrias sem perfil estrutural, a deflexão máxima instantânea deve ser
determinada no centro da linha de junção, conforme a Figura 5.

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Figura 5 – Posicionamento para leitura da deflexão máxima instantânea em esquadrias sem perfil
estrutural
6.2.3.2 Pressão de segurança

O método de ensaio para a determinação da resistência às cargas uniformemente distribuídas,


sob pressão de segurança, deve estar conforme a ABNT NBR 10821-3.
A esquadria, quando submetida à pressão prescrita para a região em que ela é utilizada, não
pode:
- apresentar ruptura, ou colapso total ou colapso parcial de qualquer de seus componentes,
incluindo o vidro.

6.2.4 Resistência às operações de manuseio

A esquadria, de acordo com o seu tipo, ver ABNT NBR 10821-1, deve resistir aos ensaios especificados
a seguir, com a metodologia descrita na ABNT NBR 10821-3, sem que haja:
a) deformação residual superior a 0,4 % do vão (o comprimento livre do perfil em análise);
b) ruptura dos vidros;
c) deterioração de qualquer componente; e

d) colapso da esquadria, ou seja, qualquer alteração vital no funcionamento do conjunto, dos


componentes e/ou da estrutura da esquadria que coloque em risco o usuário ou terceiros.
A esquadria, qualquer que seja o tipo de movimentação que tenha, deve suportar 10 000 ciclos
completos de abertura e fechamento (comportamento sob ações de abertura e fechamento, conforme
Anexo D da ABNT NBR 10821-3). Após a realização do ensaio, o esforço aplicado, quando do
fechamento, não pode ser maior que 50 N e, quando da abertura, não pode ser maior que 100 N.

Quando a esquadria for de movimento composto, devem ser ensaiados todos os possíveis movimentos
sob ações repetidas de abertura e fechamento e os demais ensaios de resistência às operações de
manuseio e de manutenção da segurança durante os ensaios de resistência às operações de manuseio.

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6.2.4.1 Esquadria de giro e pivotante

 Resistência ao esforço torsor (conforme Anexo E da ABNT NBR 10821-3:2010);

 resistência ao esforço vertical no plano da folha (deformação diagonal) (conforme Anexo F


da ABNT NBR 10821-3:2010).

Para portas, deve ser incluído o ensaio de resistência ao fechamento brusco (conforme Anexo M da
ABNT NBR 10821-3:2010).

6.2.4.2 Esquadria projetante


- Resistência ao esforço torsor (conforme Anexo E da ABNT NBR 10821-3:2010).

6.2.4.3 Esquadria de tombar


- Resistência ao esforço torsor (conforme Anexo E da ABNT NBR 10821-3:2010)

6.2.4.4 Esquadria basculante


- Resistência ao esforço torsor (conforme Anexo E da ABNT NBR 10821-3:2010)

6.2.4.5 Esquadria de correr

- Resistência ao esforço horizontal, no plano da folha, com um canto imobilizado (conforme Anexo G da
ABNT NBR 10821-3:2010)

6.2.4.6 Esquadria projetante - deslizante (maxim-ar)


- Resistência ao esforço torsor (conforme Anexo E da ABNT NBR 10821-3:2010)

6.2.4.7 Esquadria sanfona (camarão)

- Resistência ao esforço horizontal, no plano da folha, com um canto imobilizado (conforme Anexo G da
ABNT NBR 10821-3:2010)

6.2.4.8 Esquadria guilhotina


- Resistência ao esforço horizontal, no plano da folha, com um canto imobilizado (Anexo G da ABNT
NBR 10821-3:2010).

6.2.5 Manutenção da segurança durante os ensaios de resistência às operações de manuseio

A esquadria, de acordo com o seu tipo, ver ABNT NBR 10821-1, deve resistir aos ensaios especificados
a seguir, com a metodologia descrita na ABNT NBR 10821-3, sem que haja:
a) ruptura e queda simultâneas de qualquer componente ou de suas partes;
b) ruptura dos vidros, exceto no ensaio de impacto de corpo mole em portas de giro;
c) arrombamento da folha da porta de giro, no ensaio de impacto de corpo mole, no sentido da
abertura.

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São toleradas, durante a realização dos ensaios, as seguintes ocorrências:

─ afrouxamento dos componentes;

─ deformações nos perfis constituintes da esquadria;

─ ruptura e/ou destacamentos dos vidros no ensaio de impacto de corpo mole (Anexo N da ABNT NBR
10821-3:2010).

6.2.5.1 Esquadria de giro e pivotante


Para janelas, deve ser realizado o seguinte ensaio:
- Arrancamento das articulações (conforme Anexo H da ABNT NBR 10821-3:2010).
Para portas, devem ser realizados os seguintes ensaios:
- Impacto de corpo mole (conforme Anexo N da ABNT NBR 10821-3:2010);
- Resistência ao fechamento com presença de obstrução (conforme Anexo O da ABNT NBR 10821-
3:2010).

6.2.5.2 Esquadria projetante

- Arrancamento das articulações (conforme Anexo H da ABNT NBR 10821-3:2010).

6.2.5.3 Esquadria de tombar

- Arrancamento das articulações (conforme Anexo H da ABNT NBR 10821-3:2010).

6.2.5.4 Esquadria basculante

- Arrancamento das articulações (conforme Anexo H da ABNT NBR 10821-3:2010).

6.2.5.5 Esquadria de correr

Para janelas, efetuar os ensaios de :

- Resistência ao esforço horizontal, no plano da folha, com dois cantos imobilizados (conforme Anexo I da
ABNT NBR 10821-3:2010);
- Resistência à flexão (conforme Anexo J da ABNT NBR 10821-3:2010).

Para portas, efetuar o ensaio de:

- Resistência ao esforço horizontal, no plano da folha, com dois cantos imobilizados (conforme Anexo I da
ABNT NBR 10821-3:2010)

6.2.5.6 Esquadria projetante - deslizante (maxim-ar)

- Resistência à flexão (conforme Anexo J da ABNT NBR 10821-3:2010);


- Arrancamento das articulações (conforme Anexo H da ABNT NBR 10821-3:2010).

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6.2.5.7 Esquadria sanfona (camarão)

- Resistência ao esforço horizontal, no plano da folha, com dois cantos imobilizados (Anexo I da ABNT
NBR 10821-3:2010);
- Arrancamento das articulações (Anexo H da ABNT NBR 10821-3:2010);
- Resistência à flexão (Anexo J da ABNT NBR 10821-3:2010).

6.2.5.8 Esquadria guilhotina

- Resistência ao esforço vertical, no plano da folha, com dois cantos imobilizados (Anexo I da ABNT NBR
10821-3:2010);
- Resistência à flexão (Anexo J da ABNT NBR 10821-3:2010);
- Resistência ao travamento da folha (Anexo K da ABNT NBR 10821-3:2010).
6.3 Seqüência dos ensaios

Os ensaios de desempenho descritos nesta Norma, realizados em esquadrias com vidro ou outro
material de fechamento, devem ser realizados com dois corpos-de-prova distintos, obedecendo à
seguinte ordem:

- primeiro corpo-de-prova – permeabilidade ao ar; estanqueidade à água; resistência às cargas


uniformemente distribuídas; e permeabilidade ao ar (quando necessário, para ambientes climatizados);

- segundo corpo-de-prova – resistência as operações de manuseio (seguir a seqüência dos ensaios de


manuseio definida na ABNT NBR 10821-3).

No caso de portas de giro e pivotantes, os ensaios devem ser realizados com quatro corpos-de-prova
distintos, obedecendo à seguinte ordem:

- primeiro corpo-de-prova – permeabilidade ao ar; estanqueidade à água; resistência às cargas


uniformemente distribuídas; e permeabilidade ao ar (quando necessário, para ambientes climatizados);

- segundo corpo-de-prova – resistência as operações de manuseio (fechamento brusco, esforço torsor e


esforço vertical no plano da folha);

- terceiro corpo-de-prova – resistência as operações de manuseio (impacto de corpo mole);

- quarto corpo-de-prova – resistência as operações de manuseio (fechamento com presença de


obstrução).

7 Aceitação e rejeição

O modelo ou tipo de esquadria que não atender a qualquer um dos requisitos desta Norma deve ser
rejeitado.

A instalação da esquadria deve seguir rigorosamente as condições previstas no projeto, consideradas


para a avaliação do protótipo.

A correta fixação das ancoragens à estrutura da edificação, deve ser cuidadosamente inspecionada.

A integridade individual dos componentes da esquadria e a sua correta colocação devem ser objeto de
inspeção visual.

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O tipo de uso a que a esquadria se destina, deve ser destacado.

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Anexo A
(informativo)
Modelo de etiqueta para identificação da classificação e do desempenho de
esquadrias

Fabricante: (nome ou logomarca do fabricante)


Produto: Dimensão: altura x largura
Janela de correr 02 folhas 1 000 x1 200 mm
CLASSIFICAÇÃO TÉCNICA DO PRODUTO Região Quant.
(ABNT NBR 10821) do país pav.

NÍVEL DE DESEMPENHO M III 02


RESISTÊNCIA À CORROSÃO (Específica para esquadrias de aço) - CM
ISOLAMENTO ACÚSTICO AM
APLICAÇÃO:
- Edificação com até dois pavimentos (térreo mais um pavimento)
REGIÃO DE UTILIZAÇÃO:

Demarcar a região do mapa

- São Paulo – Capital


30
- São Paulo – Litoral 40
45
- Grande ABC
- Norte de Mato Grosso do Sul
- Sul de Mato Grosso e Goiás
- Norte de Amazonas e Roraima
RECOMENDAÇÕES:
- Convém que este produto seja utilizado apenas em edificações com até dois
pavimentos e altura máxima de 6 m.
- Desempenho térmico e acústico mínimo.
Características técnicas de acordo com a ABNT NBR 10821:

Ensaio: Resultados:
- Permeabilidade ao ar: Vazão obtida
- Estanqueidade à água: Mínimo 120 Pa
- Pressão de vento para o ensaio de deformação: Mínimo 1 000 Pa
- Resistência às operações de manuseio: Atende
- Isolamento acústico: ____dB

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Anexo B
(normativo)

Nível de desempenho das esquadrias quanto à permeabilidade ao ar


(m3/h x m2 ) (m3/h x m)
400 100,0

300 75,0

200 50,0

100 25,0
90 22,5
80 Mínimo 20,0

Vazão de ar x Comprimento de juntas abertas


70 17,5
Vazão de ar x Área do vão da esquadria

60 15,0
50 12,5

40 10,0

30 7,5
27 6,75
Intermediário
20 5,0

10 2,5
9 2,25
8 2,0
7 2,0
6 1,5
5 1,25

4 1,0
Superior
3 0,75

2 0,5

1 0,25
10 30 50 100 150 300 600 (Pa)

Pressão de vento na câmara

Figura B.1 — Nível de desempenho das esquadrias quanto à permeabilidade ao ar

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