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Carta a Éfeso

Série 7 cartas – 03/02/17

Texto: Apocalipse 1.4 ,5; 9-11; 2.1-7.


INTRODUÇÃO SÉRIE 7 CARTAS:
Quebra gelo : “Em terra de WhatsApp ligação é prova de amor. ”
“Em terra de WhatsApp quem manda carta é rei. ”

CONTEXTO HISTÓRICO:
54 d.C. Tempos de perseguição se tornaram sombrios a partir da assunção de Nero com imperador
de Roma.
64 d.C. Nero põe fogo em Roma (7 noites e 6 dias), do dia 17-24 de julho. 10 dos 14 bairros de
Roma foram destruídos pelo incêndio.
Cristãos tornam-se bodes expiatórios. Historiadores contam que faltou madeira para se fazer cruzes.
Cristãos eram banhados com pinche e incendiados amarrados em postes.
66 d.C. Cansados de tanta exploração por Roma e liderado pelos zelotes tem início a chamada
Grande Revolta Judaica. Comedida pelo General Tito.
68 d.C. Nero é deposto e suicida-se.
70 d.C. Jerusalém é sitiada pelo general Tito, que a destrói juntamente com o templo. Ocorre a maior
dispersão dos judeus de todos os tempos.
Sob o domínio do imperador Vespasiano, o Coliseu é inaugurado, apenas na inauguração, afirmam-
se que mais de 10 mil crentes foram cruelmente mortos na arena.
86 d.C. Domiciano, chamado de 2º Nero, por causa da extrema perseguição, deporta João para a
ilha de Patmos. Todos os apóstolos já estavam mortos pelo martírio.
Em meio ao exílio, em meio a portas fechadas, Deus se revela a João.

1. JESUS NO MEIO DA SUA IGREJA


 Por que sete igrejas, se havia mais igrejas na Ásia? É porque essas sete igrejas falam da
plenitude da igreja em todos os lugares e em todas as épocas, desde o seu nascimento até
a sua subida.
 A PALAVRA DE DEUS É ETERENA. MARTINHO LUTERO.
 Todas as cartas têm basicamente a mesma estrutura: 1) Apresentação; 2) Apreciação;
3) Reprovação; 4) Promessas.
 Duas igrejas só receberam elogios: Esmirna e Filadélfia; Quatro igrejas receberam elogios e
críticas: Éfeso, Pérgamo, Tiatira e Sardes; Uma igreja só recebeu críticas: Laodicéia.
 Essas igrejas ensinam-nos várias lições:
CARTA A IGREJA DE ÉFESO
INTRODUÇÃO:
1. A carta de Jesus à igreja de Éfeso é uma carta de Jesus à nossa igreja. Serei apenas o portador.
A mensagem é de Cristo. Éfeso era a maior, mais rica e mais importante cidade da Ásia Menor.
Era o centro do culto de Diana, cujo templo jônico era uma das sete maravilhas do mundo
antigo. Era uma cidade mística, cheia de superstição e também um dos centros do culto ao
imperador.

2. Não apenas imperava na cidade o misticismo cheio de idolatria, mas também a perseguição
implacável àqueles que buscavam ser fiéis a Deus. Também prevalecia na cidade a imoralidade.
Naquela cidade, como hoje, o diabo usou suas duas táticas prediletas: perseguição ou sedução.
Oposição ou ecumenismo.

Vv1 : Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Estas coisas diz aquele que conserva
na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro:
 A presença manifesta do Cristo vivo no meio da igreja é a sua maior necessidade.
 O noivo não só está presente, ele está também segurando a sua igreja em suas
onipotentes mãos.
 O noivo está também sondando a sua igreja.

II. O NOIVO ELOGIA A SUA NOIVA PELAS SUAS VIRTUDES - V. 2-3,6


3. Paulo visitou a cidade de Éfeso no final da segunda viagem missionária, por volta do ano 52
d.C. Em sua terceira viagem, passou lá 3 anos. Houve sinais de avivamento ali: 1) As pessoas ao
ouvirem o evangelho vinham denunciando publicamente as suas obras; 2) As pessoas que se
convertiam rompiam totalmente com o ocultismo, queimando seus livros mágicos; 3) O
evangelho espalhou-se dali por toda a Ásia Menor.

4. Durante a sua primeira prisão em Roma, Paulo escreveu a carta aos efésios, agradecendo a
Deus o profundo amor que havia na igreja. Timóteo é enviado para ser pastor da igreja. Mais
tarde o apóstolo João pastoreia aquela igreja. Agora, depois de quarenta anos que a igreja fora
fundada, na segunda geração de crentes, Jesus envia uma carta à igreja, mostrando que ela
permanecia fiel na doutrina, mas já havia se esfriado em seu amor.

• Jesus destaca três grandes virtudes da igreja de Éfeso, dignas de serem imitadas:
1. Era uma igreja fiel na doutrina - v. 2-3,6
• A igreja de Éfeso tinha discernimento espiritual - tornou-se intolerante com a heresia (v. 2) e
com o pecado moral (v. 6).
• Os Nicolaítas (destruidores do povo) pregavam uma nova versão do Cristianismo. Eles
pregavam um evangelho sem exigências, liberal, sem proibições.
Eles queriam gozar o melhor da igreja e o melhor do mundo. Eles incentivavam os crentes a
comer comidas sacrificadas aos ídolos. Eles ensinavam que o sexo antes e fora do casamento
não era pecado. Eles acabavam estimulando a imoralidade. Mas a igreja de Éfeso não tolerou a
heresia e odiou as obras dos Nicolaítas.
• Aplicação à igreja brasileira - A igreja evangélica brasileira precisa desta mensagem. As
pessoas hoje buscam experiência e não a verdade. Elas não querem pensar, querem sentir.
• A igreja está perdendo a capacidade de refletir
2. Era uma igreja envolvida com a obra de Deus - v. 2
3. Era uma igreja perseverante nas tribulações - v. 2-3
• A igreja atual está perdendo a capacidade de sofrer pelo evangelho

III. O NOIVO REPREENDE A SUA NOIVA PELO ESFRIAMENTO DO SEU


AMOR-V. 4
Não é a dúvida científica, o ateísmo, o panteísmo ou o agnosticismo que, em
nossos dias e na terra, têm mais chance de extinguir a luz do evangelho. E essa
prosperidade orgulhosa, sensual, do egoísta e arrogante, de gente que vai à
igreja, mas tem o coração vazio.'' Frederic D. HUNTINGTON, revista Fórum, 1890.

O que eles não faziam mais, que impulsionou Cristo a dizer que eles
poderiam nem mais existir? Que pecado foi tão horrível à vista de Deus, que
todo bem feito anteriormente não poderia sequer ser comparado com a falta
deste "primeiro amor e das suas primeiras obras?"

Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem,


falando mal do Caminho e perante a multidão, retirou-se deles
e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de
um certo Tirano. E durou isto por espaço de dois anos, de tal
maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a
palavra do Senhor Jesus, tanto judeus como gregos.
Atos 19.9,10

.
De acordo com historiadores da Bíblia, a Epístola aos Efésios foi
escrita, aproximadamente, de 60-64 d.C. O Livro do Apocalipse foi escrito
em 96 d.C. Compreender isto torna mais evidente que o desejo que
consumia a jovem igreja de Éfeso era estar certa de que todas as pessoas
que pudessem alcançar, ouvissem o Evangelho de Jesus Cristo. Há dúvida
de ser esse o primeiro amor? Na época em que o Apocalipse foi escrito, a
igreja de Éfeso não estava mais consumida com a grande comissão de nosso
Senhor.
Em certo sentido, deixar de lado o motivo das batidas do coração de
Deus (a prioridade para o nosso Salvador) seria o mesmo que diminuir o
relacionamento de amor com Ele.
Quando você ama alguém, importa-se em fazê-lo feliz; aprende o que é
importante para ele e faz o seu melhor para agradá-lo, deixando de lado o que é
importante para você, a fim de abençoar a vida dele. As palavras de Cristo na
ocasião da Ultima Ceia foram: Se me amardes, guardareis os meus
mandamentos (Jo 14.15). Suas últimas palavras antes da ascensão foram: Ide por
todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura (Mc 16.15). Aqueles que,
como Paulo, amavam a Jesus, levaram a sério as Suas palavras.
É por esse motivo que a palavra de correção e advertência aos Efésios
em Apocalipse, capítulo 2, é tão relevante para nós nos dias de hoje.
É similar a quando um médico adverte o seu paciente para deixar de
tomar sorvete com alto conteúdo de gordura todos os dias, e para deixar de
fumar, ou a sua saúde irá deteriorar-se e a sua vida será encurtada.
Imaginemos ainda, que alguém na liderança em Éfeso estava cansado
de viver na sombra e na memória de Paulo, a ponto de decidir mudar a
ênfase ou a visão da igreja. A Bíblia não enuncia, claramente, a maneira
exata como isso aconteceu, mas na época em que 2 Timóteo foi escrita,
Paulo disse que todos que tinham habilidade para ajudá-lo na continuação
da obra, abandonaram-no, e, sem dúvida, deixaram o seu propósito e o
propósito da Igreja, também.

Bem sabes isto: que os que estão na Ásia todos se apartaram


de mim; entre os quais foram Fígelo e Hermógenes.
2 Timóteo 1.15

O apóstolo continuou, por meio de exemplificações e pregação, a


orientar o coração dos ministros e das igrejas para o primeiro amor de
Deus. Paulo advertiu as igrejas asiáticas que elas não estavam agradando ao
Senhor. Evidentemente, foi ridicularizado pelos ministros de algumas
delas.
Nesta geração, há muitas igrejas que tanto abandonaram o primeiro
amor que vem do céu, assim como nunca deram importância a ele, e jamais
a realizaram as primeiras obras.
Seja você pastor, ministro ou, simplesmente, um cristão, não importa,
porque a verdade que Deus compartilhou conosco na Sua Palavra, sobre a
análise da nossa vida quando estivermos na eternidade, foi escrita para
todos os que foram chamados em o Nome do Senhor.

Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já


está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este
fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras
preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se
manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo
será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.
Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse
receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá
detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.
1 Coríntios 3.11-15

Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor


venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas
e manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um
receberá de Deus o louvor.
1 Coríntios 4.5
1. Abandonamos o nosso primeiro amor, quando substituímos o amor a Jesus pela
ortodoxia e pelo trabalho - v. 4
• A luta pela ortodoxia, o intenso trabalho e as perseguições levaram a igreja de Éfeso à aridez.
Uma esposa pode ser fiel ao seu marido sem amá-lo com toda a sua devoção. Ela pode cumprir
com os seus devores, mas não motivada por um profundo amor.
• A igreja é a Noiva de Cristo -
• A Noiva de Cristo abandonou o seu primeiro amor

2. Abandonamos o nosso primeiro amor quando o nosso amor por Jesus é


substituído pelo nosso zelo religioso
• O amor esfria quando nossos conhecimento teológico não nos move a nos afeiçoarmos
mais a Deus.
• Não há nada mais perigoso do que a ortodoxia morta.

3. Abandonamos o nosso primeiro amor quando examinamos os outros e não


examinamos a nós mesmos

Ler a Bíblia, freqüentar a igreja e evitar os "grandes"


pecados — seriam esses os sinais de um amor apaixonado
e sincero por Deus?
“Ele não bebe não fuma e não foge”.
Com o tempo, percebi que, quando amamos Deus, nós o buscamos natural, freqüente e
zelosamente. Jesus não ordenou que passássemos um período diário com ele. Em vez disso,
nos orientou:

"Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua


alma e de todo o seu entendimento".
Ele classifica essa ordem como “o primeiro e maior mandamento”. (Mt 22:37-38).
Os resultados são a oração e o estudo de sua Palavra. Nossa motivação muda, passando da
culpa para o amor.
Deus nos conhece e quer se relacionar conosco.
"A palavra do Senhor veio a mim, dizendo: 'Antes de formá-lo no ventre eu o
escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações'".
Em outras palavras, Deus me conhecia antes mesmo de me haver criado.

Foi então que me lembrei de Efésios 2:10, que


nos diz que fomos criados "para
fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as
praticarmos".
Mas eu disse: Ah, Soberano Senhor! Eu não sei falar, pois ainda sou muito jovem. O Senhor,
porém, me disse: "Não diga que é muito jovem. A todos a quem eu o enviar, você irá e dirá tudo
o que eu lhe ordenar. Não tenha medo deles, pois eu estou com você para protegê-lo", diz o
Senhor. O Senhor estendeu a mão, tocou a minha boca e disse-me: "Agora ponho em sua boca
as minhas palavras. Veja! Eu hoje dou a você autoridade sobre nações e reinos, para arrancar,
despedaçar, arruinar e destruir; para edificar e plantar". Jeremias 1:6-10
Quando Jeremias verbaliza sua hesitação e seu medo, Deus — o Deus das galáxias — o
alcança e toca a boca do profeta. Trata-se de um gesto de carinho e afeição, algo que um
pai ou uma mãe faria com amor. Graças a essa ilustração, percebi que não tenho de me
preocupar em não cumprir as expectativas do Senhor. Ele garantirá o meu
sucesso de acordo com o plano que tem para mim, e não com os
meus.
Sendo assim, por que será que, quando ofendemos a Deus e nos revelamos incapazes de
amar e ser amados, ele insiste em nos amar?
Durante a minha infância, fazer alguma coisa errada era garantia de castigo, e não de amor.
Admitamos isso ou não, cada um de nós já ofendeu o Senhor em algum momento da vida.
Jesus afirmou isso quando disse: "Não há ninguém que seja bom, a não ser somente Deus"
(Lc 18:19).

Muita gente olha para a própria vida e pesa seus pecados comparando-os com seus feitos
positivos. Mas Isaías 64:6 afirma: "Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo".
Nossas boas obras nunca são suficientes para limpar nossos pecados.
A interpretação literal de "trapo imundo" nesse versículo é "pano menstrual" (pense em
absorventes femininos usados... e se você achar a idéia nojenta, significa que Isaías chegou
aonde queria).
A parte mais inusitada é que Jesus não precisa nos amar. Seu ser é completo, perfeito, distinto
da humanidade. Ele não precisa de mim ou de você. Ainda assim, Jesus nos quer; ele nos
escolhe e até nos considera sua herança (Ef 1:18). O maior conhecimento que podemos
adquirir é saber que somos o tesouro de Deus.

Trata-se de algo impressionante e que vai além de qualquer descrição. O santo Criador vê você
como sua "gloriosa herança".

A ironia é que, enquanto Deus nos quer, mesmo não precisando de nós, precisamos
desesperadamente de Deus, mas, a maior parte do tempo não o queremos de fato. Ele nos
valoriza e antecipa nossa partida da terra para que estejamos com ele, ao passo que nós, com
indiferença, nos perguntamos o que devemos fazer para ele ficar satisfeito e deixar de nos
incomodar.

Tenho escolha?

Há algum tempo, enquanto eu falava a alguns universitários, surgiu uma interessante questão
sobre o contraste entre nossa indiferença em relação a Deus e o grande desejo divino por nós.
Um aluno perguntou: "Por que um Deus amoroso me obriga a amá-lo?".

Parecia uma pergunta bem esquisita. Quando pedi ao universitário que esclarecesse o que ele
queria dizer, sua resposta foi: "Deus me ameaça com inferno e castigo se eu não iniciar um
relacionamento com ele".
A réplica mais fácil a essa declaração é que Deus não nos obriga a amá-lo; trata-se de uma
escolha nossa. Mas havia uma questão mais profunda no ar, e eu não tinha certeza de como
responder naquele momento.
Nosso amor por ele é sempre resultado de seu amor por nós. Você ama esse Deus que é tudo,
ou ama tudo o que ele lhe concede? Sabe e acredita de fato que Deus ama você, de maneira
individual, pessoal e íntima? Consegue vê-lo e conhecê-lo como o Aba, o Pai?

CONCLUSÃO

1 João – Capítulo 4
1 Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque
muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.
2 Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;
3 e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo,
a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo.
4 Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do
que aquele que está no mundo.
5 Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve.
6 Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve.
Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.
7 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de
Deus e conhece a Deus.
8 Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.
9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para
vivermos por meio dele.
10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu
Filho como propiciação pelos nossos pecados.
11 Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.
12 Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós,
aperfeiçoado.
13 Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele, em nós: em que nos deu do seu Espírito.
14 E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.
15 Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele, em Deus.
16 E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no
amor permanece em Deus, e Deus, nele.
17 Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo
ele é, também nós somos neste mundo.
18 No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo,
aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.
19 Nós amamos porque ele nos amou primeiro.
20 Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a
quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.
21 Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.