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C.E.T.B.C.

DISCIPLINA: ARTE ASSUNTO: MOSAICO

O mosaico é uma arte decorativa milenar que reúne pequenas peças de diversas cores para formar uma grande figura. Do grego, o termo
mosaico (mousaikón) é relativo às musas.
Representam a colagem próxima de pequenas peças, formando um efeito visual (seja um desenho, figura, representação) que envolve
organização, combinação de cores, de materiais e de figuras geométricas, além de criatividade e paciência.
Até hoje o mosaico é utilizado nas artes e pode ser formado por diversos tipos de materiais (tesselas) em formatos distintos: pedaços de
vidro, plástico, papel, cerâmica, porcelana, pedras preciosas, mármore, granito,
marfim, grãos, miçangas, conchas, azulejos, ladrilhos, dentre outros.
Além de ser usado em peças de arte, tem sido muitas vezes associado à
arquitetura e a decoração de ambientes (interiores e exteriores).
Um dos exemplos mais notórios no Brasil, são os mosaicos em forma de ondas na
calçada de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Além da calçada de Copacabana podemos encontrar diversos mosaicos nas
igrejas, museus, avenidas, palácios do Brasil e em peças de artesanato.
Merecem destaque a Quinta da Boa Vista (antigo Palácio São Cristóvão), o Teatro
Municipal e o Museu Nacional de Belas Artes, todos no Rio de Janeiro.

Curiosidade do Mosaico
A Arte Musiva, como é chamada, remonta séculos e provavelmente surgiu com os mesopotâmicos no ano 3000 a.C.. No ocidente, os
maias e astecas já conheciam o mosaico e por isso, há controvérsias quanto ao seu surgimento.

O “Estandarte de Ur” (produzido cerca de 3500 a.C.) é


considerado o mosaico mais antigo encontrado até hoje,
pertencente à região que viviam os antigos mesopotâmicos
(sumérios). É uma caixa de madeira, de formato trapezoidal,
com painéis nos quatro lados, medindo cerca de 21 cm de altura
por 50 cm de comprimento. Os mosaicos foram compostos de
conchas para formar as figuras e no fundo pedaços de marfim,
cornalina, lápis-lazúli e até ouro em alguns detalhes, tudo fixado
na madeira com o uso de betume (mistura líquida de alta
viscosidade, cor escura e é facilmente inflamável).
Uma boa parte desses materiais são preciosos e não existiam
na região onde o estandarte foi encontrado, logo foi presumido
que eles foram adquiridos através de um meio de comércio com
outros povos. Foram retratadas nos painéis costumes e cenas cotidianas da sociedade mesopotâmica, dividindo os dois painéis maiores
em “lado da guerra” que contém cenas de batalhas, e “lado da paz” com banquetes e outras atividades pacíficas.
Vale ressaltar que o estilo artístico empregado nas figuras é bastante convencional da arte suméria: corpo de frente, rosto braços e pernas
de perfil, cabeça careca e rechonchuda com nariz, olhos e orelhas salientes.

Mosaico no Brasil
No Brasil, grandes artistas plásticos também utilizaram a técnica das tesselas
para expressar a arte.
Veja alguns dos mosaicistas brasileiros:
• Burle Marx: talvez seja o mais conhecido mosaicista brasileiro. É dele a
criação do logotipo internacional do calçadão de Copacabana.
• Cândido Portinari: o pintor realizou três obras em mosaico. A terceira obra
em mosaico que Portinari concluiu foi o painel “Bandeirantes”, aplicado em
uma parede interna de um hotel no centro de São Paulo, o Hotel Comodoro.
• Tomie Ohtake: uma das principais representantes do abstracionismo informal
no Brasil e no mundo, fez vários painéis em mosaico, entre eles o painel na
Escola Imaculada em São Paulo, realizado em 1992.
• Lygia Clark: uma das maiores artistas brasileiras da arte contemporânea,
também deixou um legado em mosaicos é dela o painel do Edifício Mira Mar,
em Copacabana, no Rio de Janeiro.