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Desenho de Construções Mecânicas

Toleranciamento Dimensional
OBJETIVOS
Compreender a importância do toleranciamento dimensional para o fabrico
Usar o sistema ISO de desvios e ajustamentos - Determinar o tipo de ajustamento
mais adequado em cada situação e caraterizá-lo
Ler e inscrever cotas toleranciadas nos desenhos
Conhecer a interação do toleranciamento com os processos de fabrico e de
verificação
Normalização de tolerâncias

Nota explicativa:
Os dados utilizados na elaboração destes acetatos foram compilados e/ou adaptados a partir de origens muito diversas, nomeadamente,
por pesquisa na Internet e também por consulta de livros, de normas e de catálogos técnicos.
Como uma das principais fontes de pesquisa, salienta-se o “conjunto de transparências de apoio às aulas”, disponibilizadas online no site
da editora LIDEL, relativo à 4ª edição do livro “Desenho Técnico Moderno”.
What is a good level of tolerance

Designer:
Tight tolerance is better
(less vibration, less wear, less noise)

Machinist:
Large tolerances is better
(easier to machine, faster to produce, easier to assemble)
Toleranciamento Dimensional

O toleranciamento dimensional destina-se a limitar os erros dimensionais no


fabrico das peças
Quanto maior é a precisão exigida, maior é o custo
As tolerâncias especificadas podem condicionar o processo de fabrico a usar
e vice-versa
Na prática, dimensões exactas não são possíveis nem necessárias
As tolerâncias e estados de superfície estão interligados
A correta e adequada especificação das tolerâncias é essencial para se garantir
a montagem correta de componentes
Custo
Custo

29.980
29.959

30f7
Tolerâ ncia
Toleranciamento Dimensional

Intermutabilidade
Possibilidade de utilizar na montagem de um determinado mecanismo, uma peça
indiferenciada de um lote acabado, sem que haja necessidade de rectificações
secundárias na forma das peças para que o conjunto funcione de acordo com o que
foi projectado.

Dimensões reais ≠ Dimensões Nominais

Furo Veio
Definições

Elemento – Uma caraterística ou pormenor individual da peça, como seja uma


superfície, uma reentrância, um cilindro, um furo ou uma linha de eixo
Veio – Elemento interno que, numa montagem,
vai estar contido noutro elemento
Furo – Elemento externo que, numa montagem,
vai conter outro elemento
Tolerância (T) – É a quantidade que uma
dimensão especificada pode variar
T =C MAX -C MIN
Zona de tolerância – Zona compreendida entre a cota máxima e a cota mínima
Tolerância fundamental (IT – International Tolerance) – Classe de qualidade de
acordo com o sistema ISO de desvios e ajustamentos
Desvio fundamental – É a posição da zona de tolerância em relação à linha de zero
Classe da tolerância – Termo usado para designar a combinação de uma tolerância
fundamental com um desvio fundamental (exemplo, h8 ou G10)
Definições

Cota Máxima (Cmax, cmax) - Dimensão máxima permitida ao elemento


Cota Mínima (Cmin, cmin) - Dimensão mínima permitida ao elemento
Cota Nominal (Cn, cn) - Cota não toleranciada inscrita nos desenhos
Desvio Superior (ES, es) - Diferença entre a cota máxima e a cota nominal
Desvio Inferior (EI, ei) - Diferença entre a cota mínima e a cota nominal
Linha de zero - É uma linha que, na representação gráfica dos desvios e
ajustamentos, representa a cota nominal e em relação à qual os desvios são definidos
SISTEMA ISO
TOLERÂNCIAS LINEARES
O valor da tolerância depende de três factores:
1) Cota nominal
2) Qualidade – Classes de Qualidade
3) Posição da zona de tolerância em relação à linha de zero
(importante nas montagens)

Classes de qualidade (IT)


A norma ISO 286-1:2010 define 20 classes de tolerâncias fundamentais:
IT01, IT0, IT1, ...IT18
Todas as cotas pertencentes à mesma classe têm o mesmo grau de precisão
independentemente da cota nominal
Aplicação das classes de Processos de fabrico vs.
tolerância fundamentais classes de tolerância

Classe de Qualidade IT
Utilização Processo
Qualidade
4 5 6 7 8 9 10 11
01 a 4 Instrumentos de verificação
Polimento
(calibres, padrões, etc.).
Esmerilamento
5e6 Construção mecânica de grande
precisão. Torneamento para
acabamento
7e8 Construção mecânica cuidada.
Rectificação
9 a 11 Construção mecânica corrente.
Brochagem
12 a 18 Construção mecânica grosseira
(laminagem, estampagem, Mandrilagem
fundição, forjamento). Torneamento

Boreamento

Fresagem

Furação
Fundição injectada
Valores da tolerância função da qualidade IT
Cota CLASSES DE QUALIDADE
Nominal
(mm) IT1 IT2 IT3 IT4 IT5 IT6 IT7 IT8 IT9 IT10 IT11 IT12 IT13 IT14 IT15 IT16 IT17 IT18

De Até Tolerância

>
µm mm
1 3 0.8 1.2 2 3 4 6 10 14 25 40 60 0.1 0.14 0.25 0.4 0.6 1 1.4
3 6 1 1.5 2.5 4 5 8 12 18 30 48 75 0.12 0.18 0.3 0.48 0.75 1.2 1.8
6 10 1 1.5 2.5 4 6 9 15 22 36 58 90 0.15 0.22 0.36 0.58 0.9 1.5 2.2
10 18 1.2 2 3 5 8 11 18 27 43 70 110 0.18 0.27 0.43 0.7 1.1 1.8 2.7
18 30 1.5 2.5 4 6 9 13 21 33 52 84 130 0.21 0.33 0.52 0.84 1.3 2.1 3.3
30 50 1.5 2.5 4 7 11 16 25 39 62 100 160 0.25 0.39 0.62 1 1.6 2.5 3.9
50 80 2 3 5 8 13 19 30 46 74 120 190 0.3 0.46 0.74 1.2 1.9 3 4.6
80 120 2.5 4 6 10 15 22 35 54 87 140 220 0.35 0.54 0.87 1.4 2.2 3.5 5.4
120 180 3.5 5 8 12 18 25 40 63 100 160 250 0.4 0.63 1 1.6 2.5 4 6.3
180 250 4.5 7 10 14 20 29 46 72 115 185 290 0.46 0.72 1.15 1.85 2.9 4.6 7.2
250 315 6 8 12 16 23 32 52 81 130 210 320 0.52 0.81 1.3 2.1 3.2 5.2 8.1
315 400 7 9 13 18 25 36 57 89 140 230 360 0.57 0.89 1.4 2.3 3.6 5.7 8.9
400 500 8 10 15 20 27 40 63 97 155 250 400 0.63 0.97 1.55 2.5 4 6.3 9.7
500 630 9 11 16 22 32 44 70 110 175 280 440 0.7 1.1 1.75 2.8 4.4 7 11
630 800 10 13 18 25 36 50 80 125 200 320 500 0.8 1.25 2 3.2 5 8 12.5
800 1000 11 15 21 28 40 56 90 140 230 360 560 0.9 1.4 2.3 3.6 5.6 9 14
Posição dos desvios fundamentais

28 Classes – ISO 286-1

Furos - A B C CD D E
EF F FG G H J JS K M
NPRSTUVXYZ
ZA ZB ZC
Veios - a b c cd d e ef f
fg g h j js k m n p r s t u
v x y z za zb zc
Posição dos desvios fundamentais
Tabelas dos desvios (veios)

Cota Nominal Desvio Superior es (Valores em µ m)


(mm) a b c cd d e ef f fg g h js
De > Até ≤ Todas as classes de qualidade
- 3 -270 -140 -60 -34 -20 -14 -10 -6 -4 -2 0

IT/2 es=IT/2
3 6 -270 -140 -70 -46 -30 -20 -14 -10 -6 -4 0
6 10 -280 -150 -80 -56 -40 -25 -18 -13 -8 -5 0

Desvios Simétricos: ei=-IT/2


10 14
-290 -150 -95 -50 -32 -16 -6 0
14 18
18 24
-300 -160 -110 -65 -40 -20 -7 0
24 30
30 40 -310 -170 -120
-80 -50 -25 -9 0
40 50 -320 -180 -130
50 65 -340 -190 -140
-100 -60 -30 -10 0
65 80 -360 -200 -150
80 100 -380 -220 -170
-120 -72 -36 -12 0
100 120 -410 -240 -180
Inscrição das Tolerâncias nos Desenhos

Simbologia ISO Cota nominal e


30f7 desvios
0
30 -0.2

Simbologia ISO Cota nominal e


-0.020 30±0.1
e desvios 30f7 -0.041 desvios simétricos

Simbologia ISO +29.980 Cotas limites 29.980


e cotas limites 30f7 +29.958 29.959

Cota nominal e -0.020 Cota limite numa


os desvios 30 -0.041
direcção
30.5 min.

Quando são indicados os dois desvios, estes devem ter, obrigatoriamente, o


mesmo número de casas decimais, excepto se um dos desvios é zero
Os desvios, ou a tolerância, devem obrigatoriamente ser indicados no mesmo
sistema de unidades da cota
Indicação de tolerâncias em Indicação de tolerâncias
desenhos de conjunto angulares
Ajustamentos

Relação obtida da diferença, antes da montagem, das dimensões das duas peças ou
elementos.
Quando duas peças ou elementos são montados um no outro (furo e veio), têm,
necessariamente, a mesma cota nominal.

Tipos de Ajustamento

Ajustamento com Folga (Clearance)


Ajustamento com Aperto (Interference)
Ajustamento Incerto (Transition)
Ajustamento com Folga

Quando a dimensão real do veio, antes da montagem, é menor que a dimensão real
do furo.

Condição:

Folga CMIN > cmax


Ajustamento com Folga

Folga Máxima

Max
Min Max
Furo Min
Furo Veio
Veio
Folga Mínima

VEIO
FURO
Ajustamento com Aperto

Quando a dimensão real do veio, antes da montagem, é maior que a dimensão real
do furo.

Condição:

Aperto CMAX < cmin


Ajustamento com Aperto

Aperto Máximo

Max Min Max


Furo Furo Min Aperto Mínimo
Veio
Veio

VEIO
FURO
Ajustamento Incerto

Quando a dimensão real do furo possa ser menor ou maior que a dimensão real do
veio, podendo ocorrer tanto aperto como folga na montagem.
Ajustamento Incerto

Aperto
ou folga

Max Min Max


Furo Furo Min
Veio Veio

VEIO
FURO
Ajustamento Incerto
Tolerância de Ajustamento (Taj)

Soma algébrica das tolerâncias dos dois elementos

Pode ser obtida a partir das folgas e dos apertos

Taj = t + T
Taj = Fmax – Fmin
Taj = Amax – Amin
Taj = Fmax + Amax

Classe de Ajustamento
Resulta da combinação de uma classe de tolerância para furos com uma classe de
tolerância para veios

H7/u6
Normalização de Tolerâncias

Garantindo o intervalo de tolerância indicado:

1. Introduzir (se ainda não está) um desvio fundamental normalizado


2. Introduzir uma tolerância fundamental normalizada
Exemplo:
+0,1 +0,074
Furos 70 0 70 0 = 70H9

30 ±0,07 30 ±0,065 = 30JS11

0 0
Veios 120 -0,15 120 -0,14 = 120h10
-0,08 -0,085
180 -0,12 180 -0,110 = 180e6
Toleranciamento Dimensional

Tolerância T = Cmax – Cmin V T = ES – EI


t = cmax – cmin V t = es – ei

Cota Máxima Cmax = Cn + ES V cmax = cn + es

Cota Mínima Cmin = Cn + EI V cmin = cn + ei


Tolerância de Ajustamento Taj = T+ t

Folga Máxima Fmax = Cmax - cmin = ES - ei

Folga Mínima Fmin = Cmin - cmax = EI - es

Aperto Máximo Amax = cmax - Cmin = es - EI

Aperto Mínimo Amin = cmin - Cmax = ei - ES


Toleranciamento Dimensional

Dimensão nominal
Cota de referência. Cota inscrita no
desenho comum ao veio e ao furo
ES – Desvio superior furo
EI – Desvio inferior furo
es – Desvio superior veio
ei – Desvio inferior veio
IT – Intervalo de tolerância
IT A = ES – EI
IT a = es – ei
Tolerância:
Diferença entre as dimensões
máxima e mínima. É também a
diferença algébrica entre o desvio
superior e inferior
Classes de Ajustamentos recomendados
ISO 286-1:2010

A partir das 20 classes de qualidade (IT) e das 28 classes de desvios fundamentais


obtém-se um número elevado de combinações

Para reduzir a multiplicidade de ferramentas e de calibres de verificação, as


classes de ajustamento das montagens devem ser limitadas

A norma ISO 286-1 define as classes de ajustamento recomendadas para furos e


veios, existindo dois sistemas normalizados para a realização destas combinações:

Sistema de Furo Normal – baseado num furo com desvio


fundamental na posição H
Sistema de Veio Normal – baseado num veio com desvio
fundamental na posição h
Classes de Ajustamentos recomendados
ISO 286-1:2010
Ajustamentos recomendados
Posição das Zonas de Tolerância
Ajustamentos recomendados
Posição das Zonas de Tolerância

Sistema Furo Normal – Furo H Standard


Classes de Ajustamentos - Sistema Furo Normal
ISO Standard "Hole Basis"
Clearance Fits
Type of Fit Hole Shaft
Loose Running Fits. Suitable for loose pulleys H11 c11
and the looser fastener fits where freedom of
assembly is of prime importance
Free Running Fit. Where accuracy is not H9 d10
essential, but good for large temperature
variation, high running speeds, heavy journal
pressures
Close Running Fit. Suitable for lubricated H8 f7
bearing, greater accuracy, accurate location,
where no substantial temperature difference is
encountered
Sliding Fits. Suitable for precision location fits. H7 g6
Shafts are expensive to manufacture since the
clearances are small and they are not
recommended for running fits except in
precision equipment where the shaft loadings
are very light
Locational Clearance Fits. Provides snug fit H7 h6
for locating stationary parts; but can be freely
assembled and disassembled
ISO Standard "Hole Basis"
Transition Fits
Type of Fit Hole Shaft
Locational Transition Fits. For accurate location, H7 k6
a compromise between clearance and interference

Push Fits. Transition fits averaging little or no H7 n6


clearance and are recommended for location fits
where a slight interference can be tolerated for
the purpose, for example, of eliminating vibration

ISO Standard "Hole Basis"


Interference Fits
Type of Fit Hole Shaft
Press Fit. Suitable as the standard press fit into H7 p6
ferrous, i.e. steel, cast iron etc., assemblies
Drive Fit. Suitable as press fits in material of low H7 s6
modulus of elasticity such as light alloys
Tolerâncias de Ajustamento com Folga ISO
Nominal Sizes Tolerance Tolerance Tolerance Tolerance Tolerance Tolerance
Over To H11 c11 H9 d10 H9 e9 H8 f7 H7 g6 H7 h6
mm mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm

+60 -60 +25 -20 +25 -14 +14 -6 +10 -2 +10 -6


–– 3 0 -120 0 0 0 -39 0 -16 - -8 0 0
3 6 + 75 -70 +30 -30 +30 -20 +18 -10 +12 -4 +12 -8
0 -145 0 -78 0 -50 0 -22 0 -12 0 0
6 10 + 90 -80 +36 -40 +36 -25 +22 -13 +15 -5 +15 -9
0 -170 0 -98 0 -61 0 -28 0 -14 0 0
10 18 + 110 -95 +43 -50 +43 -32 +27 -16 +18 -6 +18 -11
0 -205 0 -120 0 -75 0 -34 0 -17 0 0
18 30 + 130 -110 +52 -65 +52 -40 +33 -20 +21 -7 +21 -13
0 -240 0 -149 0 -92 0 -41 0 -20 0 0
30 40 + 160 -120
0 -280 +62 -80 +62 -50 +39 -25 +25 -9 +25 -16
40 50 + 160 -130 0 -180 0 -112 0 -50 0 -25 0 0
0 -290
50 65 + 190 -130
0 -330 +74 -100 +76 -60 +46 -30 +30 -12 +30 -19
65 80 +190 -150 0 -220 0 -134 0 -60 0 -34 0 0
0 -340
80 100 +220 -170
0 -390 +87 -120 +87 -72 +54 -36 +35 -12 +35 -22
100 120 +220 -180 0 -260 0 -159 0 -71 0 -34 0 0
0 -400
120 140 +250 -200
0 -450
140 160 +250 -210 +100 -145 +100 -84 +63 -43 +40 -14 +40 -25
0 -460 0 -305 0 -185 0 -83 0 -39 0 0
160 180 +250 -230
0 -480
180 200 +290 -240
0 -530
200 225 +290 -260 +115 -170 +115 -100 -72 -50 +46 -15 +46 -29
0 -550 0 -355 0 -215 0 -96 0 -44 0 0
225 250 +290 -280
0 -570
250 280 +320 -300
0 -620 +130 -190 +130 -190 +130 -110 +81 -96 +52 -17
280 315 +320 -330 0 -400 0 -400 0 -240 0 -108 0 -49
0 -650
315 355 +360 -360
0 -720 +140 -210 +140 -135 +89 -62 +57 -18 +57 -36
355 400 +360 -400 0 -440 0 -265 0 -119 0 -54 0 0
0 -760
400 450 +400 -440
0 840 +155 -230 +155 -135 +97 -68 +63 -20 +63 -40
450 500 +400 -480 0 -480 0 -290 0 -131 0 -60 0 0
0 -850
Tolerâncias de Ajustamento com Folga ANSI

RC 1 Close sliding fits are intended for the accurate location of parts which must assemble without perceptible play
RC 2 Sliding fits are intended for accurate location, but with greater maximum clearance than class RC 1. Parts made to this fit
move and turn easily but are not intended to run freely, and in the larger sizes may seize with small temperature changes
RC 3 Precision running fits are about the closest fits which can be expected to run freely, and are intended for precision work at
slow speeds and light journal pressures, but are not suitable where appreciable temperature differences are likely to be
encountered
RC 4 Close running fits are intended chiefly for running fits on accurate machinery with moderate surface speeds and journal
pressures, where accurate location and minimum play are desired
RC 5 Medium running fits are intended for higher running speeds, or heavy journal pressures, or both
RC 6
Basic hole system. Limits are in thousandths of an inch
Class RC 1 Class RC 2 Class RC 3 Class RC 4 Class RC 5 Class RC 6
Nominal Standard Standard Standard Standard Standard Standard

Clearance
Clearance

Clearance

Clearance

Clearance
Clearance

Limits of
Limits of

Limits of

Limits of

Limits of
Limits of
Size Range Limits Limits Limits Limits Limits Limits
in
Inches Hole Shaft Hole Shaft Hole Shaft Hole Shaft Hole Shaft Hole Shaft
H5 g4 H6 g5 H7 f6 H8 f7 H8 e7 H9 e8
0 - 0.12 0.1 + 0.2 - 0.1 0.1 + 0.25 - 0.1 0.3 + 0.4 - 0.3 0.3 + 0.6 - 0.3 0.6 + 0.6 - 0.6 0.6 + 1.0 - 0.6
0.45 -0 - 0.25 0.55 -0 - 0.3 0.95 -0 - 0.55 1.3 -0 - 0.7 1.6 -0 - 1.0 2.2 -0 - 1.2
0.12 - 0.24 0.15 + 0.2 - 0.15 0.15 + 0.3 - 0.15 0.4 + 0.5 - 0.4 0.4 + 0.7 - 0.4 0.8 + 0.7 - 0.8 0.8 + 1.2 - 0.8
0.5 -0 - 0.3 0.65 -0 - 0.35 1.12 -0 - 0.7 1.6 -0 - 0.9 2.0 -0 - 1.3 2.7 -0 - 1.5
0.24 - 0.40 0.2 + 0.25 - 0.2 0.2 + 0.4 - 0.2 0.5 + 0.6 - 0.5 0.5 + 0.9 - 0.5 1.0 + 0.9 - 1.0 1.0 + 1.4 - 1.0
0.6 -0 - 0.35 0.85 -0 - 0.45 1.5 -0 - 0.9 2.0 -0 - 1.1 2.5 -0 - 1.6 3.3 -0 - 1.9
0.40 - 0.71 0.25 + 0.3 - 0.25 0.25 + 0.4 - 0.25 0.6 + 0.7 - 0.6 0.6 + 1.0 - 0.6 1.2 + 1.0 - 1.2 1.2 + 1.6 - 1.2
0.75 -0 - 0.45 0.95 -0 - 0.55 1.7 -0 - 1.0 2.3 -0 - 1.3 2.9 -0 - 1.9 3.8 -0 - 2.2
0.71 - 1.19 0.3 + 0.4 - 0.3 0.3 + 0.5 - 0.3 0.8 + 0.8 - 0.8 0.8 + 1.2 - 0.8 1.6 + 1.2 - 1.6 1.6 + 2.0 - 1.6
0.95 -0 - 0.55 1.2 -0 - 0.7 2.1 -0 - 1.3 2.8 -0 - 1.6 3.6 -0 - 2.4 4.8 -0 - 2.8
1.19 - 1.97

1.97 - 3.15
Extract from Table of Clearance Fits
Tolerâncias de Ajustamento com Aperto ISO
Nominal Sizes Tolerance Tolerance
Over To H7 p6 H7 s6
mm mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm

+10 +12 +10 +20


–– 3 0 +6 0 +14
3 6 +12 +20 +12 +27
0 +12 0 +19
6 10 +15 +24 +15 +32
0 +15 0 +23
10 18 +18 +29 +18 +39
0 +18 0 +28
18 30 +21 +35 +21 +48
0 +22 0 +35
30 40
+25 +42 +25 +59
40 50 0 +26 0 +43

50 65 +30 +72
+30 +51 0 +53
65 80 0 +32 +30 +78
0 +59
80 100 +35 +93
+35 +59 0 +78
100 120 0 +37 +35 +101
0 +79
120 140 +40 +117
0 +92
140 160 +40 +68 +40 +125
0 +43 0 +100
160 180 +40 +133
0 +108
180 200 +46 +151
0 +122
200 225 +46 +79 +46 +159
0 +50 0 +130
225 250 +46 +169
0 +140
250 280 +52 +198
+52 +88 0 +158
280 315 0 +56 +52 +202
0 +170
315 355 +57 +226
+57 +98 0 +190
355 400 0 +62 +57 +244
0 +208
400 450 +63 +272
+63 +108 0 +232
450 500 0 +68 +63 +292
0 +252
Tolerâncias de Ajustamento Incerto ISO
Nominal Sizes Tolerance
Over To H7 k6 H7 n6
mm mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm 0.001 mm

+10 +6 +10 +10


–– 3 0 +0 0 +4
3 6 +12 +9 +12 +16
0 +1 0 +8
6 10 +15 +10 +15 +19
0 +1 0 +10
10 18 +18 +12 +18 +23
0 +1 0 +12
18 30 +21 +15 +21 +23
0 +2 0 +15
30 40
+25 +18 25 +33
40 50 0 +2 0 +17
50 65
+30 +21 +30 +39
65 80 0 +2 0 +20
80 100
+35 +25 +35 +45
100 120 0 +3 0 +23
120 140
140 160 +40 +28 +40 +52
0 +3 0 +27
160 180
180 200
200 225 +46 +33 +46 +60
0 +4 0 +34
225 250
250 280
+52 -32 +52 +36
280 315 0 - 0 +4
315 355
+57 +40 +57 +73
355 400 0 +4 0 +37
400 450
+63 +45 +63 +80
450 500 0 +5 0 +40
Verificação das Tolerâncias

Interpretação das tolerâncias dimensionais (ISO 8015:2011)

Princípio da Independência – define que os requisitos dimensionais


(tolerâncias dimensionais) e geométricos (tolerâncias geométricas) devem ser
verificados independentemente, excepto se alguma indicação em contrário seja
dada nos desenhos, obrigando a uma interdependência entre dimensão e
geometria

Quando este princípio é aplicável, a legenda deve conter:

Toleranciamento ISO 8015

Isto significa que uma tolerância dimensional linear apenas controla as


dimensões locais (entre dois pontos), mas não os desvios de forma dos
elementos
Verificação das Tolerâncias

Controlo de Qualidade e Verificação dimensional

ISO 1:2002 – define que o sistema ISO de desvios e ajustamentos é definido


para uma temperatura de 20°C

Equipamentos

Calibres fixos
Calibre passa/não passa (furos e veios); escantilhões (ângulos, raios e
concordâncias)

Instrumentos de medição
Craveiras analógicas e digitais
Micrómetros
Verificação das Tolerâncias

Equipamentos
Verificação das Tolerâncias

Equipamentos
Micrometer

Caliper Comparator

Depth Gauge
Verificação das Tolerâncias

Equipamentos
Verificação das Tolerâncias

Equipamentos
Verificação das Tolerâncias

Equipamentos
Verificação das Tolerâncias

Equipamentos
Verificação das Tolerâncias

Equipamentos
Verificação das Tolerâncias

Equipamentos
Verificação das Tolerâncias

Equipamentos
Tolerâncias Dimensionais Gerais

A indicação do toleranciamento dimensional pode ser simplificada quando a classe


de tolerância é a mesma para todas as dimensões lineares.

Existem quatro classes de toleranciamento geral, de acordo ISO 2768-1:1989.

A classe de tolerância geral depende dos requisitos exigidos à peça: os valores


das tolerâncias devem ser os maiores possíveis, sem prejudicar a função e os
requisitos das peças.
Vantagens:
• Desenhos mais fáceis de ler;
• Economia de tempo na elaboração dos desenhos;
• Mais fácil determinar os processos de fabrico a usar;
• Diminuir custos.
Tolerâncias Dimensionais Gerais
Tolerâncias Dimensionais Gerais

Indicação nos desenhos


ISO 2768-f
ISO 2768-m
ISO 2768-c
ISO 2768-v

Toleranciamento de peças especiais

O sistema ISO de toleranciamento dimensional só se aplica a peças maquinadas ou


obtidas a partir de processos de enformação de chapa

ISO 3040:2009 – Cotagem e toleranciamento de cones


ISO 1119:2011 – Conicidades normalizadas
ISO 8062-1 e 8062-3:2007 – Tolerâncias de peças de fundição de ligas metálicas
ISO 13920:1996 – Tolerância de elementos soldados