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A Psicologia do Signo de Câncer

Câncer e os Bons Tempos de Outrora: O nativo de Câncer é notado por sua


nostalgia em relação ao passado, e nós vamos descobrir que existem boas
razões para tal saudosismo. Falar sobre o signo de Câncer fora de contexto é
enganador, pois mudanças sociais massivas ocorreram neste século. (As razões
astrológicas dessas tendências serão analisadas no capítulo 3.) Em resumo
porém, tem havido uma pressão constante sobre o signo de Câncer, partindo
dos planetas exteriores, durante os últimos 90 anos. Esta pressão se relaciona a
alterações radicais ocorridas em áreas da vida necessárias ao bem-estar dos
cancerianos. As mudanças vieram roubá-los de muitas satisfações que lhes
tornava compensadora a vida. O signo de Câncer foi talvez um signo brando e
delicado, há coisa de um século. Nós só o conhecemos como o signo inseguro
e emocionalmente conturbado em que se converteu.
O amor do nativo de Câncer pela família foi outrora um prazer vital
extremamente simples de manter. Com as rupturas causadas por divórcios e
mudanças geográficas, o(a) canceriano(a) atual freqüentemente perde os
vínculos fundamentais e, de modo consciente ou não, sofre a perda durante
longos períodos. Onde estiver, a canceriana tenta criar e manter uma atmosfera
de família — seja no trabalho, entre amigos ou com seu próprio marido e
filhos. Para aquelas que também sofrem
grandes perdas nas relações familiares, essa mulher pode ser um grande
apoio.
Câncer tem uma imensa capacidade de formar e conservar ligações.
Como nossos vínculos estão sendo constantemente rompidos — mudamos
nós, mudam eles — a canceriana pode tornar-se obsessiva em relação a eles,
agarrando-os como quem se afoga. Ou então, pode tornar-se muito
autodefendida e relutar em formar vínculos, por medo de que sejam
rompidos. O nativo de Câncer quer sentir-se seguro e fazer os outros se
sentirem igualmente seguros. É só pelo fato de a vida moderna estar tão cheia
de insegurança que o canceriano precisa continuamente reafirmar a
segurança.
O signo de Câncer era outrora ligado aos ritmos naturais. Graças à vida
urbana e ao progresso científico, agora estamos muito distanciados de nossos
ritmos naturais e somos estimulados a superar nossos instintos. Por exemplo,
já não prestamos atenção à Lua como mecanismo regulador de tempo, como
costumávamos fazer. Nossos ancestrais conheciam que momento era melhor
para começar diversas tarefas e colher os melhores resultados, desde o
cultivar de plantas até o cuidar de si mesmos. Atualmente; o nativo de Câncer
muitas vezes ignora os mecanismos que outrora o mantinham em equilíbrio e
em contato com seu mundo. (O anuário de Llewelyn, Moon Signs Book and
Gardening Guide, ainda fornece até hoje essas datas propícias e extensa
informação sobre a Lua.)