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Escola Secundária de Felgueiras

 Pontos importantes:
1. As áreas de exploração dos recursos minerais:
1.1 A diversidade dos recursos minerais;
1.2 As unidades geomorfológicas;
1.3 A indústria extrativa;
1.4 As principais jazidas e áreas de exploração: Minerais Metálicos; Minerais
não Metálicos; Minerais Energéticos; Rochas Industriais; Rochas
Ornamentais.
1.5 Águas minerais, de nascente e termais;
2. A exploração e distribuição dos recursos energéticos:
2.1 Origem e localização dos principais recursos energéticos;
2.2 Recursos energéticos renováveis: Energias Solar; Eólica; Geotérmica;
Biomassa; Maremotriz e Hídrica.
2.3 Os combustíveis fósseis: Carvão; Petróleo; Gás Natural.
2.4 Consumo de Energia;
3. Os problemas na exploração dos recursos do subsolo:
3.1 Custos de exploração;
3.2 Os impactos ambientais da indústria extrativa;
3.3 O impacto ambiental do setor energético
3.4 Novas perspetivas de exploração e utilização dos recursos do subsolo:
Minas e pedreiras; Águas minerais; Termalismo; Recursos energéticos.

1. As áreas de exploração dos recursos minerais

O nosso subsolo apresenta alguma variedade em recursos minerais 1; no


entanto, será exagerado falar em riqueza, visto a maior parte deles ter uma
exploração económica pouco viável.

1
Recursos Minerais: Concentrações minerais na crosta terrestre cujas características fazem com que a
sua extração seja, ou possa chegar a ser, técnica e economicamente viável

1
 Geomorfologia – É a ciência que estuda e interpreta as formas de
relevo terrestre e os mecanismos responsáveis pela sua modelação.
 Unidades Geomorfológicas – Grandes áreas com a mesma origem e
características semelhantes em termos geológicos.
1.1 A diversidade dos recursos minerais
Os recursos minerais podem dividir-se em:
 Recursos minerais metálicos: minerais que apresentam na sua constituição
substâncias metálicas (ferro, cobre, estanho ou o volfrâmio)
 Recursos minerais não metálicos: minerais que na sua constituição não
possuem substâncias metálicas (sal-gema; quartzo; feldspato; gesso)
 Minerais Energéticos: minerais que podem ser utilizados para a produção de
energia (carvão, petróleo, urânio e o gás natural)
 Rochas Industriais: rochas utilizadas sobretudo como matéria-prima para a
indústria ou para a construção civil e obras públicas (calcário, granito, argila,
margas)
 Rochas ornamentais: rochas utilizadas na decoração de edifícios, peças
decorativas ou mobiliário (mármore, granito, calcário).
 Águas subterrâneas: águas que se destinam ao engarrafamento ou ao

aproveitamento termal.
1.2 As unidades geomorfológicas
 Maciço Hespérico ou Antigo Divide-se pela Cordilheira Central [Serras da
Estrela, Lousã, Açor e Gardunha]. Importantes jazidas2 de minerais metálicos,
energéticos (Urânio) e de rochas ornamentais.
 Orlas Sedimentares ou Mesocenozóicas:

 Orla Ocidental [Litoral desde Espinho até à Serra da Arrábida Norte] A


norte é constituída por planícies sedimentares, tornando-se mais
elevada e acidentada para sul e interior. A sul, por planícies e baixos
planaltos. Emerge o Maciço Calcário Estremenho [Serras de Aire,
Candeeiros, Montejunto e Sicó.
 Orla Meridional É baixa e plana junto à costa, mas eleva-se para o
interior.
 Bacias de sedimentação do Tejo e do Sado São as mais jovens do país,
resultantes da deposição de sedimentos marinhos e fluviais. Antigas áreas
deprimidas, ocupadas pelo mar, onde se foram depositando sedimentos.

2
Jazidas: Local onde a concentração de minerais permite a sua exploração.

2
Unidade Geomorfológica Morfologia Características Geológicas

Norte – Altos planaltos e


Granitos/Xistos
Maciço Hespérico alinhamentos montanhosos
[Maciço Antigo] [Ex: Cordilheira Central; Rico e Minerais
É a unidade mais antiga e ocupa Metálicos
Barreira de condensação –
maior parte do território
Gerês]
nacional. Sul – É dominado pela
Mármores [Faixa Piritosa
peneplanície3 alentejana Ibérica] (Minas Neves-
Corvo)
Orlas Sedimentares ou
Paisagem aplanada em
Mesocenozóicas
consequência de Rochas Sedimentares
A ocidental estende-se ao
sedimentos marinhos [Calcários, argilas, arenitos,
longo do litoral oeste e a
[Exceção para o Maciço grés…]
meridional na faixa litoral do
Calcário Estremenho]
Algarve.
Antigas áreas deprimidas Rochas Sedimentares
Bacias de sedimentação do
onde se depositam grandes [Argilas, grés, areias…]
Tejo e Sado
quantidades de sedimentos. Exploradas para fins industriais

o Arquipélago dos Açores:


 Morfologia: Relevo muito acidentado; Existência de lagoas a partir de
antigos cones vulcânicos.
 Geologia: Rochas Magmáticas/Vulcânicas como o Basalto e a Pedra-
pomes.
 Outras manifestações vulcânicas: Abalos sísmicos frequentes; Fumarolas
termais em S. Miguel.

1.3 A indústria extrativa4


 Estes recursos (os que são extraídos da Natureza) destinam-se essencialmente à
produção industrial, obra públicas, construção civil e produção de energia.
 É a importação que assume maior significado.
 Embora a tendência seja aumentar, os valores ainda são muito baixos.
 Os dois obstáculos para o desenvolvimento da indústria extrativa são: a
existência de poucos recursos minerais e o impacto ambiental.

3
Peneplanície: Área aplanada, resultante do desgaste e da acumulação de sedimentos.
4
Indústria extrativa: Atividade económica que corresponde à exploração de recursos diretamente da
Natureza, ou seja, no seu estado bruto.

3
 Os problemas da diminuição da importância desta indústria passam pela forte
concorrência estrangeira, pela mão de obra pouco qualificada e pelos
problemas ambientais [Descaracterização da paisagem, contaminação dos
solos, água e ar].
 Um maior dinamismo seria obtido através de maiores investimentos e ajudas
estatais, apostando nas novas tecnologias e na formação de trabalhadores.

1.4 As principais jazidas e áreas de exploração


o Minerais Metálicos5

Ferro
o Produzido de forma insuficiente em Portugal, uma vez que grande parte
dele é utilizado na produção de ferro e aço. É necessário recorrer à sua
importação [mais de 95% do minério que se consome].
o Principais reservas: Moncorvo, Marvão e Cercal [Alentejo], onde se extrai
ferro manganês.
Cobre
o É o minério-rei de Portugal, onde se localiza a maior produção da U.E.,
tendo na faixa piritosa ibérica [Minas Neves-Corvo].
o A jazida mais importante da Europa encontra-se na peneplanície
alentejana [Minas Neves-Corvo]. Graças ao bom investimento português,
estas minas estão muito bem equipadas, com tecnologia altamente
sofisticada para e exploração e extração do minério.
o É muito usado na indústria elétrica por ser um bom condutor elétrico.
o É o principal mineral (metálico) exportado pelo nosso país.

Estanho
o É utilizado em ligas metálicas (junção de materiais) [com o cobre para
formar bronze].
o Este mineral (metálico) tem muitas aplicações industriais.
o É produzido principalmente nas minas Neves-Corvo e na Panasqueira,
para além de outras minas mais pequenas.

Volfrâmio (Tungsténio)
o Foi muito utilizado, em tempos, para a Indústria Bélica.

5
Minerais Metálicos: Aqueles que em cuja constituição se encontram substâncias metálicas.

4
o Agora, utiliza-se para o filamento das lâmpadas e no fabrico do aço.
o As principais jazidas encontram-se no distrito de Castelo-Branco [Minas
da Panasqueira].

Ouro e Prata
o Apesar de poderem aparecer em várias áreas no país, eram apenas
explorados em Jales [distrito de Vila Real]. Foram recentemente
encerradas por inviabilidade económica, devido às baixas cotações destes
materiais.

o Minerais Não-Metálicos6

o Estes minerais não sofrem em Portugal uma grande exploração, dada a fraca
importância económica que possuem.

 Sal-Gema:
o O destaque vai para a mina de Matacães, onde é explorado o Sal-gema. O
cloreto de sódio é extraído, através de sondagens em profundidade nesta
mina.

 Caulino (Argila Branca):


o O Caulino é explorado principalmente nas regiões Norte, Centro e Lisboa e
Vale do Tejo, e tem aplicações na Indústria Cerâmica e do Papel.

 Quartzo e Feldspato:
o São também explorados no Norte e Centro do país, sendo utilizados na
Indústria da cerâmica e do vidro.

o Minerais Energéticos7
o Têm uma produção muito escassa.
o O nosso país é fortemente dependente de recursos energéticos.

 Carvão:
o Depois do enceramento em 1994 das Minas do Pejão, este minério deixou
de ser produzido, obrigando à importação da Colômbia e África do Sul. As

6
Minerais Não Metálicos: Aqueles que em cuja constituição se encontram substâncias não metálicas.
7
Minerais Energéticos: Aqueles que podem ser utilizados como fonte de energia.

5
reservas existentes têm fraco valor energético, o que inviabiliza
economicamente a sua exploração.

 Petróleo:
o Embora exista ao longo da costa nacional, não demonstrou por enquanto
viabilidade económica, sendo importado de África e do Golfo Pérsico.

 Urânio:
o Encontra-se na região centro e destina-se à exportação.
o A sua produção tem vindo a diminuir devido ao aparecimento de novos
países produtores com preços mais competitivos.
o Ainda assim existe grande interesse na exploração da jazida de Nisa
(Alentejo), pela sua viabilidade económica.

 Gás Natural:
o Em Portugal não existe este minério, obrigando assim à sua importação a
países produtores.
o Atualmente existem dois contractos a longo prazo de fornecimento do Gás
Natural, com a Sonatrach, empresa argelina e com a NZNG, empresa
nigeriana, sendo a empresa argelina a fornecer gás através do Gasoduto de
Magrebe e a empresa nigeriana sob a forma de Gás liquefeito, através de
navios metaneiros.

o Rochas Industriais8
o Têm vindo a ganhar importância dentro da indústria extrativa, mas
dependem muito do setor da construção civil e obras públicas.
o Destinam-se a indústrias como:
 Calcário sedimentar comum – Usado na construção civil, na indústria
cerâmica e na produção de cimento e cal. Explorado no Maciço
Calcário Estremenho e Algarve.
 Argilas Comuns – Indústria cerâmica e construção civil. [Explorado
em Vila do Conde, Aveiro, Coimbra, etc.]
 Areias Comuns – Produção de vidro e cerâmica e usadas na
construção civil. [Orla marítima]

o Rochas Ornamentais9
o Servem essencialmente para decorar, sendo por isso, bastante caras. Vive
essencialmente da exportação.
o Divide-se em três grupos:
 Rochas Carbonatadas – Mármore [Centro/Sul], Calcário, Brecha
Calcária [Orlas].
 Rochas Siliciosas – Granito, Diorito, Serpentinite, etc. [Alentejo].
decorativas.

8
Rochas Industriais: Aquelas que se destinam à sua transformação na indústria e à construção civil.
9
Rochas Ornamentais: São utilizadas na ornamentação de edifícios e ruas, mobiliários e peças

6
 Ardósias e Xistos ornamentais.

1.5 Águas minerais, de nascente e termais

o Águas Minerais e de Nascente:


O nosso país é rico em águas minerais10 e de nascente11.
A produção das águas minerais está em grande crescimento,
ultrapassando as águas de nascente, mas tanto uma como a outra estão
já a enfrentar o problema da concorrência estrangeira, nomeadamente
das águas espanholas e francesas.
O aumento significativo da produção destas águas explica-se devido à
melhoria do nível de vida das pessoas e pela maior exigência dos
consumidores em relação à natureza e qualidade da água.

o Águas Termais12:
A maioria das nossas termas tem um funcionamento sazonal.
O termalismo13, após um grande período de declínio, está, atualmente,
em grande expansão, sendo indispensável para o crescimento do
turismo e para o desenvolvimento regional.
A importância do turismo termal como fator de dinamização de muitas
regiões de Portugal é que gera emprego, cria riqueza, é um elemento de
atracão importante, ajudando a reduzir a excessiva concentração
turística nalgumas regiões e a forte sazonalidade e ajuda a aliviar do
stress.

2. A exploração e distribuição dos recursos energéticos


o Portugal é pobre em recursos energéticos14, estando por isso, muito
dependente neste setor do mercado externo.
o O nosso país é pobre no que respeita a energias não renováveis 15.
10
Águas Minerais: Águas cuja concentração em um ou mais elementos químicos é acentuada. São
captadas em profundidade.
11
Águas de Nascente: Todas as que provêm de fonte natural e que são consideradas próprias para
consumo.
12
Águas Termais: Águas subterrâneas que podem ter aplicação medicinal/terapêutica.
13
Termalismo: Ato terapêutico com recurso a água mineral natural como medicamento.
14
Recursos energéticos: Matérias disponíveis na naturezas suscetíveis de produzirem energia.
15
Energias não renováveis: Aquelas que se esgotam, à medida que se utilizam.

7
o O mesmo não acontece com as energias renováveis 16, já que o nosso país
possui boas condições para o aproveitamento de algumas energias
alternativas.
o Portugal tem a tendência para o aumento contínuo do consumo de
energia final17.
o Portugal precisa de adaptar alguns princípios básicos: aumentar e
eficiência energética, diminuir a dependência dos combustíveis fósseis,
apostando nas energias renováveis.
2.1 Origem e localização dos principais recursos energéticos
o O subsolo português, no que respeita a recursos energéticos não
renováveis, é muito pobre. Somos dependentes do petróleo e gás natural,
uma vez que a sua produção é inexistente.
o Os recursos energéticos renováveis representam a totalidade da
produção nacional.
2.2 Recursos energéticos renováveis
o Energia Solar:
 Energia produzida a partir da radiação solar.
 É o nosso maior potencial, pois Portugal tem um clima
mediterrânico, com verãos quentes, secos e com muita luz e
invernos soalheiros. Considerado o país da Europa com maior
disponibilidade de radiação solar18.
 Os painéis solares são utilizados para sistemas de aquecimentos e
necessidades básicas de energia elétrica a habitações. É comum
vê-los na sinalização marítima e nas telecomunicações,
nomeadamente nas autoestradas.
 Foi em Serpa [Alentejo] que se inaugurou em 2007, a maior
central solar do mundo.

o Energia Eólica:
 Energia produzida a partir da força do vento.
 Funciona através de aerogeradores (turbinas eólicas), instalados
em locais estratégicos, expostos à força do vento.
 Parque Eólico: Central produtora de energia, constituída
habitualmente por vários aerogeradores.
 Em 2007, o nosso país era o 10º produtor a nível mundial.

16
Energias Renováveis: Não se esgotam ou cujo potencial energético pode renovar-se.
17
Energia Final: Tal como é disponibilizada, nas suas várias formas às atividades económicas e famílias.
18
Radiação Solar: Emissão pelo Sol de raios com diferentes comprimentos de onda.

8
o Energia Geotérmica:
 Energia produzida a partir do calor emanado do interior da Terra.
 Aproveitamento feito nos Açores, na ilha de S. Miguel, para a produção
de energia elétrica.
 O território continental possui grandes potencialidades, sobretudo na
região norte, devido às características geológicas e estruturais, o que
tem sido alvo de muitos projetos.

o Energia Maremotriz:
 Energia produzida a partir da força das marés.
 Portugal tem condições naturais muito favoráveis para o seu
aproveitamento.
 Junto à Póvoa do Varzim, foi instalado um parque de
aproveitamento da energia das ondas de elevada dimensão.

o Energia da Biomassa:
 Energia produzida a partir de matéria orgânica [plantas, dejetos de
animais, etc.]
 Portugal possui duas grandes centrais de biomassa.
 Um exemplo de utilização da Biomassa existente em Portugal é o
Biogás. Este produz-se através do processo de digestão
anaeróbica19.

o Energia Hídrica:
 Obtida a partir da energia potencial de uma massa de água.
 O aproveitamento hidroelétrico é feito especialmente na região
Norte.

2.3 Combustíveis Fósseis20


o Carvão:
 As nossas jazidas carboníferas são de fraca importância, visto as
reservas serem pequenas, o carvão ser de fraco teor e de difícil
extração.
 O carvão consumido em Portugal é importado da Colômbia, da
África do Sul e dos EUA.

19
Digestão anaeróbica: Decomposição de matéria orgânica sem a presença do oxigénio.
20
Combustíveis Fósseis: Resultam da acumulação de detritos que sofreram grandes alterações químicas
ao longo de milhões de anos, como, por exemplo, as jazidas de carvão, petróleo e gás natural.

9
o Petróleo:
 Portugal não produz petróleo.
 Desvantagens da sua utilização: É um recurso esgotável, de
reservas limitadas, sendo a sua combustão altamente poluente e
aumenta o efeito de estufa, sendo por isso prejudicial para o
nosso planeta.

o Gás Natural:
 O gás natural atualmente consumido em Portugal, provem de
jazidas argelinas. (Ver minerais energéticos, gás natural – pág.7)

2.4 Consumo de Energia


o Existe um contraste evidente no nosso país relativamente à produção e
consumo de energia.
o As áreas metropolitanas do Porto e Lisboa são as que mais consomem
combustíveis fosseis, enquanto o consumo de eletricidade se encontra
mais disperso ao longo da faixa litoral, o que se explica pela importância
do consumo doméstico.
o A indústria, os serviços e o consumo doméstico, são os que mais
contribuem para a evolução do consumo de eletricidade em Portugal.

3. Os problemas na exploração dos recursos do subsolo


o Em Portugal existe uma relativa abundância de recursos do
subsolo. A dificuldade de acessibilidade das minas, o reduzido valor
económico dos minérios e os elevados custos de exploração torna
fraca a viabilidade económica. Acresce ainda o impacto ambiental
negativo provocado por esta atividade.

3.1 Custos de exploração


 A acessibilidade aos recursos em diversas jazidas, nomeadamente
de minerais metálicos e energéticos dificulta a sua exploração.
 A fraca capacidade económica (custos de exploração e custo da mão
de obra) torna difícil a exploração dos minérios.

3.2 Os impactos ambientais da indústria extrativa


 As consequências negativas que esta indústria traz são:

10
o Contaminação dos solos e das águas;
o Degradação da paisagem;
o Poluição Sonora e Atmosférica.
 Existe uma grande quantidade de minas abandonadas que
necessitam de reabilitação ambiental e paisagística.

3.3 O impacto ambiental do setor energético


o A distribuição de energia comporta o problema que é o da
segurança no transporte e armazenamento dos combustíveis.
o Quanto ao seu consumo (energia), o impacto verifica-se a nível da
poluição atmosférica.

3.4 Novas perspetivas de exploração e utilização dos recursos do subsolo


o Os recursos do subsolo, sobretudo o setor das rochas industriais e
ornamentais e o das águas minerais e de nascente são fonte de
riqueza do país.
o É importante dar valor à exploração desses recursos endógenos, de
forma sustentada, para que, possamos reduzir a nossa dependência
em relação a países terceiros e tornar Portugal mais competitivo no
mercado internacional.

 Minas e pedreiras:
o Os principais problemas da exploração mineira em Portugal são:
 Impacto ambiental (contaminação de águas, solos e ar);
 Qualificação de mão de obra;
 Forte concorrência estrangeira.
o No entanto é necessário manter vigilância constante face à
alteração das condições de mercado que podem tornar
novamente viáveis minas já abandonadas.

 Águas minerais:
o No setor hidromineral convém promover a realização de estudos
hidrogeológicos de modo a criar novas captações e a aumentar
os caudais das já disponíveis.

 Termalismo:
o É um dos recursos endógenos a que o nosso país deve dar maior
atenção.
o Ver "Águas Termais” (Página 8).
 Recursos Energéticos:

11
o Uma vez que o nosso país é relativamente pobre em recursos
energéticos de origem fóssil, dependemos das importações
(representam 86%da energia primária21 consumida).
o O potencial de energias renováveis passíveis de serem
explorados é significativo.
o Torna-se imprescindível fazer um melhor aproveitamento dos
recursos energéticos endógenos.
o Portugal é um país forte com potencialidades no campo das
energias renováveis, no entanto, os recursos como o sol, a água,
o vento, a floresta estão subaproveitados.
o Portugal está a desenvolver a sua política energética, que tem
como umas das suas principais prioridades a valorização das
energias renováveis.
o A importância da integração de Portugal na Política Energética
Comum é tentar passar a valorizar as energias verdes, deixando
as mais poluentes.
o Para isso é importante:
 A utilização racional da energia, com recursos a
equipamentos de eficiência energética cada vez maior;
 Exploração de novos processos, materiais e tecnologias;
 Utilização de fontes de energia que permitam reduzir as
emissões de CO2 e de outros gases causadores do efeito
de estufa.

21
Energia primária: Energia extraída de fontes naturais, como o carvão, petróleo bruto, gás natural,
combustível nuclear e de fontes de energias renováveis como vento, água, energia solar e geotérmica.

12