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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

DISCIPLINA: PSICOLOGIA CLÍNICA II


Prof.: Lélio Lourenço
Discente: Letícia Silva Oliveira

“Position Paper”

INTRODUÇÃO:

Este trabalho tem por finalidade promover uma reflexão sobre aplicação e os

efeitos da terapia cognitivo-comportamental (TCC) no tratamento e enfrentamento de

pessoas acometidas com depressão. Consistirá em uma breve dissertação pontuando

aspectos como: caracterização da depressão, no que concerne a técnica da TCC e sua

efetividade.

O trabalho será fundamentado no capítulo 14 “Modelo Cognitivo -

Comportamental da Depressão” do I Manual prático de terapia cognitivo-

comportamental de Andretta e Oliveira (2011) juntamente com o artigo “Terapia

Cognitivo-Comportamental para depressão: um caso clínico” de Camargo e Andretta

(2013), além de outros textos que estarão na referência.

DESENVOLVIMENTO:

A depressão é uma doença tratável que é caracterizada pela capacidade reduzida

de realizar quaisquer atividades, até mesmo aquelas mais simples do cotidiano,

impactando a vida do sujeito e de seus familiares. Atualmente, é considerado um

problema de saúde pública que tem afetado milhares de pessoas no mundo inteiro.

Portanto, é importante que os profissionais sempre estejam atualizados em relação à

efetividade das intervenções propostas por eles e que sejam realizados estudos que
auxiliem no diagnóstico, no tratamento e na promoção de saúde (Andretta & Oliveira,

2011).

Segundo o DSM-IV, citado por Camargo e Andretta (2013), o Transtorno

Depressivo Maior caracteriza-se pelo evento de um ou mais episódios depressivos

maiores, sem históricos de episódios maníacos, hipomaníacos ou mistos. Os sintomas

podem ser emocionais, cognitivos, físicos e comportamentais, variando quanto à

intensidade e à duração. As manifestações desses prejudicam a qualidade de vida dos

indivíduos acometidos com esse transtorno. Além disso, pessoas que vivenciaram vários

episódios ao longo da vida apresentam uma maior probabilidade de ocorrer de novo.

Em conformidade com a classificação dos transtornos mentais e de

comportamento (CID 10) a depressão (F32) é um dos transtornos de humor (afetivo),

podendo ter quadros leve, moderado, grave sem sintomas psicóticos, graves com

sintomas psicóticos, outros episódios depressivos e episódios depressivos não

especificados. Os sintomas mais comuns são perda de interesse e prazer por coisas que

geralmente são prazerosas, humor deprimido, concentração, atenção e autoestima

reduzidas, sono perturbado, perda de apetite, fatigabilidade entre outros.

A terapia cognitivo-comportamental consiste em técnicas que objetivam

promover mudanças nos pensamentos e nas crenças disfuncionais que por sua vez

geram comportamentos desadaptativos. Sendo assim, é necessário que haja uma

reestruturação cognitiva que alivie os sintomas e aumente autoeficácia. Os dois textos

bases citados na introdução trabalho ilustram um caso para demonstrar a efetividade da

aplicação da TCC em tratamento depressivo.

O artigo “Terapia Cognitivo-Comportamental para depressão: um caso clínico”

de Camargo e Andretta (2013) cita o caso de uma jovem mulher que busca o serviço de

psicologia por se sentir insegura em seus relacionamentos interpessoais e inferior as


demais pessoas, declarando ter perdido o interesse pelas atividades cotidianas.

Mediante a essa demanda, a paciente foi encaminhada para atendimento psicoterápico

cuja abordagem é a Terapia Cognitivo-Comportamental, com intuito de trabalhar as

distorções cognitivas apresentadas por ela que estavam favorecendo comportamentos

disfuncionais.

O processo psicoterápico consistiu em 20 sessões, de 50 minutos de duração

cada. Ao longo do tratamento foram aplicados múltiplos critérios de avaliação como:

Inventário Beck de Depressão, entrevistas, escala analógica etc. Realizou-se

psicoeducação a partir dos relatos da paciente, aplicação do Modelo ABC, sugestões de

atividades do cotidiano que fossem prazerosas, estímulo de comportamentos funcionais

etc. Na última sessão, a paciente demonstrou estar sem os sintomas de episódios

depressivos maiores e declarou conseguir perceber e questionar seus pensamentos e

comportamentos, encontrando estratégias para se sentir bem.

CONCLUSÃO:

A partir da leitura dos textos bases e das análises referente aos casos citados por

eles, notamos a eficácia das técnicas proposta pela TCC no tratamento transtornos

depressivos maiores. Visto que em ambos os casos as pacientes tiveram melhoras

significativas, apresentando mudanças nos comportamentos disruptivos. Além disso, a

terapia cognitivo-comportamental fundamenta-se em evidências, apresentando

consistente suporte empírico para tratamento de transtornos mentais como a depressão.

Posto que paciente deprimido têm crenças disfuncionais, visão distorcida a respeito de

si, do mundo e do futuro.

A TCC proporciona técnicas que propiciam que o paciente seja o seu próprio

terapeuta. Portanto o paciente é o principal protagonista das sessões tendo participação


ativa. Ademais, estudos têm revelado que a terapia cognitivo-comportamental tem

eficácia na redução de sintomas depressivos e na prevenção de recaídas.

Referências Bibliográficas

ANDRETTA, I., & OLIVEIRA, M. D. S. (2011). Manual prático de terapia cognitivo-


comportamental. Porto Alegre: Casa do psicólogo.

Caetano, D. (1993). Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-


10: descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. In Classificaçao de Transtornos
Mentais e de Comportamento da CID-10: Descriçoes clínicas e diretrizes diagnósticas.
Editora Artes Medicas Sul.

Camargo, J., & Andretta, I. (2013). Terapia Cognitivo-Comportamental para depressão:


um caso clínico. Contextos Clínicos, 6(1), 25-32.