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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS

CURSO DE PSICOLOGIA - CÂMPUS DE MIRACEMA


ANÁLISE EXPERIMENTAL DO COMPORTAMENTO
Prof. Anna Carolina Ramos
Discente: Karina Rodrigues de Sousa

Fichamento

SIDMAN, M. Coerção e suas implicações. Tradução: Maria Amália Andery e Tereza


Maria Sério. Editora: Livro Pleno, 2011.

"Interações coercitivas ameaçam nosso bem-estar e mesmo nossa sobrevivência como


espécie. Para olharmos objetivamente para o controle coercitivo, com o objetivo de fazer algo
a seu respeito, teremos que desembaraçá- lo do tema controle comportamental, mais geral e
freqüentemente emocional." (SIDMAN, 2011, p. 44).

"A publicidade ruim é um produto direto da predominância do controle coercitivo em nossa


sociedade. Porque a coerção é tão generalizada, a maioria das pessoas considera "controle" e
"coerção" como tendo o mesmo significado. Por essa razão, o conceito de controle
comportamental amedronta as pessoas. Ignorando-o, ou se opondo a ele, alguns esperam
fazê-lo desaparecer." (SIDMAN, 2011, p. 45).

"Portanto, controle comportamental não é uma questão filosofia ou de sistemas pessoais de


valor a serem aceitos ou rejeitados de acordo com nossa preferência. É uma questão de fato.
Não faz sentido, portanto, rejeitar ou defender o controle comportamental. Pelo contrário, as
leis do controle exigem investigação. A noção pode nos desagradar e mesmo amedrontar,
mas as leis do comportamento são uma característica do mundo em que vivemos; não
podemos repeli-las." (SIDMAN, 2011, p. 46).
"Controle existiria mesmo que não houvesse analistas do comportamento para nos contar a
seu respeito. Faz sentido descobrir tanto quanto possamos, em vez de ignorá-lo.
Justificadamente tememos o controle comportamental. A validade da questão "Quem exerce
ou deve exercer o controle?" é independente de nossa orientação filosófica ou científica.
Devemos respondê-la de novo e de novo. A única certeza é que a resposta não pode ser
"Ninguém" . O controle está sempre aí, não reconhecê-lo esconder-se da realidade."
(SIDMAN, 2011, p. 47).

"Embora não possamos evitar o controle, ele pode assumir muitas formas, algumas
coercitivas, outras não. Coerção é uma subcategoria de controle." ( SIDMAN, 2011, p. 47).

"O medo do controle é realista; mas mantermo-nos na ignorância apenas garantirá que o que
temos passará. Se reconhecermos a existência do controle comportamental e o estudarmos,
podemos fazê-lo trabalhar em nosso benefício. Quando métodos de controle existentes forem
coercitivos, descobriremos que freqüentemente podemos substituí-los por métodos
não-coercitivos. Naturalmente, é aí, na realidade, que a ciência da análise do comportamento
entra em cena." (SIDMAN, 2011, p. 47).

"Comportamentos privados colocam problemas especiais de medida e descrição, mas ainda


permanecem dentro do campo da análise do comportamento." (SIDMAN, 2011, p. 48).

"Nosso nível de interesse em qualquer comportamento particular usualmente depende de sua


importância corrente em nossas vidas… O mundo não reage a nossos pensamentos e
sentimentos, mas aquilo que nos vê e ouve fazendo." (SIDMAN, 2011, p. 48).

"Entretanto, a ciência da análise do comportamento é neutra em relação à importância de


qualquer comportamento particular. Idealmente, ela busca leis que se apliquem a toda a
conduta, embora na prática ela usualmente tenha de especificar limites." ( SIDMAN, 2011, p.
48-49).
"(...) a análise do comportamento considera como fundamental a probabilidade de que uma
ação ocorrerá. Mede quão freqüentemente o indivíduo faz alguma coisa - a freqüência de seu
comportamento. A análise do comportamento tenta descobrir o que torna os nossos
comportamentos tão freqüentes ou tão raros." ( SIDMAN, 2011, p. 49).

"A ciência da análise do comportamento pergunta: "O que torna mais ou menos provável que
um indivíduo aja de modos particulares? Por que uma pessoa faz certas coisas mais ou menos
freqüentemente que outra? O que faz alguém agir de um modo particular mais
freqüentemente sob certas condições e menos freqüentemente em outras?" " ( SIDMAN,
2011, p. 49-50).

"​Comportamento e suas conseqüências​. O comportamento não ocorre em um vácuo. eventos


precedem e seguem em cada uma de nossas ações. O que fazemos é fortemente controlado
pelo que acontece a seguir - pelas conseqüências da ação. Provavelmente, a mais fundamental
lei da conduta é: consequmüências controlam comportamento. Fazemos algo - nos
comportamos - e então algo acontece. As conseqüências do que fizemos determinarão quão
comprovável é que façamos a mesma coisa novamente." (SIDMAN, 2011, p.50)

"Tudo que fazemos tem conseqüências. Algumas fazem com que nos comportemos mais
freqüentemente, outras menos freqüentemente e algumas são neutras." (SIDMAN, 2011,
p.50).

"As conseqüências de nossas próprias ações agora influenciarão o que fazemos mais tarde. As
consequências que aplicamos às ações de outras pessoas determinarão com provavelmente
elas farão a mesma coisa novamente. As mudanças em suas ações, por seu turno,
determinarão quão provavelmente aplicaremos as mesmas conseqüências novamente, a elas e
as outras pessoas...A consciência das conseqüências é a essência da responsabilidade."
(SIDMAN, 2011, p. 50).

"Conseqüências comportamentais, embora muito freqüentemente coercitivas, não precisariam


ser assim... É possível aprender, apreciar e amar sem coerção, mas todas as ações que
incluimos nessas categorias são controladas por pessoas e lugares." (SIDMAN, 2011, p. 51).
"Genericamente falando, há três tipos de relações controladoras entre conduta e
conseqüências: reforçamento positivo, reforçamento negativo e punição. Controle por
reforçamento positivo é não-coercitivo: entra em cena quando Nossas ações são coerção
entra em cena quando nossas ações são controladas por reforçamento negativo ou punição."
(SIDMAN, 2011, p. 51).

"Reforçadores e reforçamento. Os reforçadores têm duas categorias definidoras, ambas


diretamente observáveis. Em primeiro lugar, um reforçador deve seguir uma ação; em
segundo, um reforçador deve fazer com que essa ação seja repetida ou ocorra mais
freqüentemente. Um reforçador deve demonstrar ter ambas as características." (SIDMAN,
2011, p. 51).

"(...) em uma relação de reforçamento, o ato vem primeiro e o reforçador a seguir."


(SIDMAN, 2011, p. 51).

"Para ser classificado como um reforçador, a conseqüência de uma ação deve levar a
repetição da ação." (SIDMAN, 2011, p. 52).

"Elogios, sorrisos e outros sinais de aprovação tornam-se reforçadores apenas depois que
tenhamos experienciado as coisas e resultados mais sólidos a que eles levam:" (SIDMAN,
2011, p. 52).

"Como uma questão prática, conseqüências comportamentais que chamamos de recompensas


usualmente também são reforçadores, mas nem sempre." ( SIDMAN, 2011, p. 52-53).

"Percepções e crenças são importantes e podem desempenhar um papel na determinação da


conduta, mas são elas próprias comportamento. Usá-las para explicar por que algo é um
reforçador somente empurra a necessidade de explicação um passo atrás - o que produziu
aquelas percepções e crenças particulares." (SIDMAN, 2011, p. 53).
"Reforçadores específicos não são assim predefinidos: nós os descobrimos. Nossa definição
com duas partes permite-nos identificar reforçadores independentemente de quaisquer outras
considerações. Simplesmente observamos se conseqüências particulares aumentam a
probabilidade futura de ações que as precedem. A descoberta de reforçadores pode ajudar a
responder questões que freqüentemente fazemos sobre a conduta dos outros e a nossa
própria." (SIDMAN, 2011, p. 54).

"Reforçamento pode ser expresso como uma relação "se... então", uma contingência: se nós
agirmos de uma maneira particular, então reforçador virá; se agimos de uma outra maneira,
então esse reforçador não virá." (SIDMAN, 2011, p. 54-55).

"​Reforçamento positivo e negativo​. No reforçamento positivo, a ação de uma pessoa é


seguida pela adição, produção ou aparecimento de algo novo, algo que não estava lá antes do
ato. No reforçamento negativo uma ação subtrai, remove ou elimina algo, fazendo com que
alguma condição ou coisa que estava lá antes do ato desaparecesse." ( SIDMAN, 2011, p.
55).

"Quando nosso comportamento é reforçado positivamente obtemos algo, quando reforçado


negativamente, fugimos ou esquivamos de algo. Ambos os tipos de conseqüências tornam
mais provável que façamos a mesma coisa outra vez. Ambos são, portanto, reforçadores."
(SIDMAN, 2011, p. 56).

"Quando produzimos coisas ou eventos que usualmente consideramos úteis, informativos,


ou agradáveis em si mesmos, estamos sob o controle de contingências positivas. Mas quando
nos livramos, diminuímos, fugimos, os que vamos de eventos perturbadores, perigosos ou
ameaçadores, reforçadores negativos estão no controle; com este tipo de controle eu falo de
coerção." (SIDMAN, 2011, p. 56).

"Uma pessoa que é amplamente mantida por reforçamento positivo, freqüentemente


produzindo "coisas boas" sentirá a vida de maneira muito distinta da de uma pessoa que está
em contato mais freqüentemente com reforçamento negativo, tendo constantemente de fugir
de evitar ou evitar c"oisas ruins"." ( SIDMAN, 2011, p. 57).
"​Punição​. Reforçadores positivos tornam mais prováveis as ações que os produzem;
reforçadores negativos tornam mais prováveis as ações que os determinam. Cada tipo de
reforçamento tem também uma contraparte simétrica; algumas vezes fazemos coisas que
terminam reforçadores positivos, algumas vezes produzimos reforçadores negativos. Estas
contrapartes simétricas de reforçamento positivo e negativo constituem a punição."
(SIDMAN, 2011, p. 59).

"Como o reforçamento, a punição é uma contingência entre conduta e conseqüências. Da


mesma forma que chamamos de "reforçadores" consequências que reforçam, chamamos
conseqüências que punem de "punidoras". Como reforçadores, punidores vem depois do
comportamento." ( SIDMAN, 2011, p. 59).