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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

NBCASP e IPSAS

Tesouro Nacional Conselho Federal


de Contabilidade

2010

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

A Contabilidade como Ciência

Problemas

Reconhecimento: O que tem que ser registrado e quando


(oportunidade).

Mensuração: Qualificação do que deve ser registrado


(Qualitativa) e atribuição do valor (Quantitativa).

Evidenciação: Como se deve demonstrar.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas Tópicos

O Processo de Convergência

NBCASP

Quais são as IPSAS?

IPSAS 1 x NBCASP x
MCASP
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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

PAÍSES C/
PAÍSES C/ PAÍSES C/
SIST.
SIST. SIST.
CONTÁB.
CARACTERÍSTICA CONTÁB. DE CONTÁB. DE
DE ALTO
BAIXO NÍVEL MÉDIO NÍVEL
NÍVEL DE
DE DESENV. DE DESENV.
DESENV.
NÃO Reg. comp. SIM
Regime de competência para
modificado
reconhec. de despesas e receitas
NÃO Incipiente SIM
Desvinculação da contabilidade da inf.
Orçamentária Sistema Contábil
de Alguns
Médio nível de
Apresentação de NÃO SIM
E o inf. não financeiras
Brasil? Desenvolvimento,
casos
nas Demonstrações Contábeis caminhando para
NÃO Incipiente
alto. SIM
Possuem forte influência dos órgãos
profissionais contábeis
Apresentam inf. que suportem o NÃO Incipiente SIM
levantamento da eficiência, efetividade
e economicidade nos serviços
Desenvolvem sistemas de contab. no NÃO Incipiente SIM
sentido de melhorar o gerenciamento
da administração pública
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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

Os Estados Unidos foram os pioneiros em relação a uma estrutura democrática


para edição de normas contábeis: criaram um Comitê Contábil (FASB) em 1973.

No mesmo ano, 10 países da Europa e do Oceano Pacíficoa criaram outro Comitê


Contábil (IASC) com pretensão de definir as regras contábeis a nível mundial.
a França, Alemanha, Países Baixos e Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos, Canadá, México, Japão e
Austrália.

Durante muito tempo o FASB e o IASC disputaram esse status internacional.


Em 2001, o IASC foi reformulado e passou a adotar o nome de IASB.
A partir de então, o IASB consolidou sua hegemonia e, atualmente, quase todos os
países estão convergindo para os padrões de contabilidade do IASB.

O mundo inteirob está unificando o padrão contábil com base no IASB.


b Brasil e Estados Unidos, inclusive

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Internacionais
IFAC – International Federation Of Accountants
Organização de abrangência global com foco na profissão
contábil. Edita normas contábeis referentes aos padrões éticos
da profissão, ao setor público (IPSAS), à qualidade, à auditoria e
à formação educacional;
Representantes do Brasil: CFC e IBRACON;
Website: http://www.ifac.org/

IASB – International Accounting Standard Board (Ex-IASC)


Comitê independente de elaboração de normas da IFRS
Foundation responsável pelo desenvolvimento e publicação dos
padrões contábeis (IFRS) aplicados às entidades do mercado de
capitais e às pequenas e médias entidades;
Representantes do Brasil (2010): ex-Ministro da Fazenda e ex-
diretor de normas do BC;
Website: http://www.iasb.org
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Internacionais
FASB – Financial Accounting Standards Board
Organização de origem americana que estabelece
padrões contábeis de contabilidade e relatórios
financeiros;
Representantes do Brasil: ex-diretor do BC e
da CVM, como observador;
Website: http://www.fasb.org/

Cenário Internacional Atual: Convergência entre IASB e FASB.


Características:
• Convergência entre os US GAAP com as IFRS;
• Normas globais únicas, que permitam a comparabilidade da situação
financeira de dois entes quaisquer;
• Reticência internacional em subordinar-se a princípios contabilísticos de
um país específico (US GAAP)

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Visão
VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira daContratações
e de Convergência no
Públicas Mundo

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Principais
VIII Semana de Administração Orçamentária, Entidades
Financeira e de Normativas
Contratações Públicas

Nacionais

CFC – Conselho Federal de Contabilidade


Órgão de representação da classe contábil no Brasil. Edita Normas
Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao exercício da profissão
(perícia, educação, etc.) e às áreas de atuação do profissional (setor
público, auditoria, etc.).
Website: http://www.cfc.org.br

IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil


Organização de abrangência nacional que concentra auditores,
contadores e estudantes de ciências contábeis, e edita e/ou recepciona
normas referentes à atuação destes profissionais junto a institutos de
previdência, seguradoras e instituições financeiras.
Website: http://www.ibracon.com.br

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Nacionais

CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis


Organização com o objetivo de estudar, preparar e emitir
Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a
divulgação de informações contábeis.
Website: http://www.cpc.org.br

CVM – Comissão de Valores Mobiliários


Autarquia federal responsável por fiscalizar, normatizar, disciplinar e
desenvolver o mercado de capitais brasileiro.
Website: http://www.cvm.org.br

Outras – (SUSEP, MPS, SPC/PREVIC, RFB, etc.)

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Nacionais

STN – Secretaria do Tesouro Nacional


Órgão vinculado ao MF, normatiza através do MCASP, Portarias e
Notas Técnicas, as práticas contábeis do setor público da Federação
Brasileira.
Website: http://www.tesouro.fazenda.gov.br

BCB – Banco Central do Brasil


Autarquia vinculada ao MF, normatiza e fiscaliza o setor financeiro
brasileiro, sendo integrante do Sistema Financeiro Nacional e
responsável pela política monetária brasileira.
Website: http://www.bcb.gov.br

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

AGÊNCIAS
ABRASCA

BOVESPA
FASB
CFC
SUSEP
MPS
BCB

RFB CPC
STN
APIMEC
IBRACON
SPC / PREVIC

FIPECAFI
IASB
IFAC
CVM

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

Principais Entidades Normativas


SETOR PÚBLICO SETOR PRIVADO

IFAC converg.
ORGANIZADORES
FASB
edita
BOVESPA
“inspira”
IPSAS APIMEC
observa
ABRASCA CPC IFRS
CFC STN CFC
edita edita edita
IBRACON
pronunciam.
NBC T 16 MCASP FIPECAFI IASB

OBSERVADORES
CVM SUSEP RFB BCB
MPS AGÊNCIAS Entes

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

Macroprocessos
O processo de convergência pode ser dividido nas seguintes etapas:

Tradução (e divulgação) das Normas Internacionais (IPSAS);

Elaboração de minutas de NBCASP convergidas;

Discussão e socialização das minutas;

Publicação das novas NBCASP;

Operacionalização das novas normas.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

TRADUÇÃO
TRADUÇÃO
TRADUÇÃO (V1)
REVISADA VALIDADA
TRADUÇÃO
REENVIADA

TRADUÇÃO
(V2) PUBLICAÇÃO FORMATAÇÃO APROVAÇÃO
DIVULGADA

CONVERGÊNCIA
NBCASP
ANÁLISE COMPARAÇÕES ESTUDOS
CONVERGIDA
DISCUSSÃO

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

NBC T 16.1 – Conceituação, objeto e campo de aplicação


NBC T 16.2 – Patrimônio e Sistemas Contábeis
NBC T 16.3 – Planejamento e seus instrumentos sob o enfoque contábil
NBC T 16.4 – Transações no Setor Público
NBC T 16.5 – Registro Contábil
NBC T 16.6 – Demonstrações Contábeis
NBC T 16.7 – Consolidação das Demonstrações Contábeis
NBC T 16.8 – Controle Interno
NBC T 16.9 – Depreciação, Amortização e Exaustão
NBC T 16.10 – Avaliação e Mensuração de Ativos e Passivos
em Entidades do Setor Público

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

NBC T 16.1 - Conceituação, Objeto e Campo de Aplicação


 A Contabilidade do Setor Público deve aplicar os Princípios de Contabilidade
 O Objetivo da CASP é fornecer informações sobre os resultados alcançados e
os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do
patrimônio da entidade do setor público e suas mutações
 O Objeto da CASP é o Patrimônio Público

NBC T 16.1 - Patrimônio e Sistemas Contábeis


 Conceitua Patrimônio Público e incorpora características da definição
internacional quando estabelece que este deve ser portador ou represente
um fluxo de benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços
públicos.
 O Sistema Contábil controla e evidenciação dos atos e dos fatos da gestão do
patrimônio público e está estruturado nos seguintes subsistemas de
informações: Orçamentário; Financeiro; Patrimonial; Custos; Compensação.
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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

NBC T 16.3 - Planejamento e seus Instrumentos sob o Enfoque


Contábil
 A CASPdeve permitir a integração dos planos hierarquicamente interligados,
comparando suas metas programadas com as realizadas, e evidenciando as
diferenças relevantes por meio de notas explicativas.
NBC T 16.8 - Controle Interno
 Conceitua Controle Interno sob o enfoque contábil e estabelece sua finalidade
destacando-se:
 salvaguardar os ativos e assegurar a veracidade do patrimônio;
 dar conformidade ao registro contábil em relação ao ato
correspondente;
 contribuir para a promoção da eficiência operacional da entidade;
 auxiliar na prevenção de práticas ineficientes e antieconômicas, erros,
fraudes, malversação, abusos, desvios e outras inadequações.

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NBC T 16.4 - Transações no Setor Público


 As Transações no Setor Público devem registrar os atos e os fatos que
promovem alterações qualitativas ou quantitativas, efetivas ou potenciais,
no patrimônio das entidades do setor público em estrita observância aos
Princípios de Contabilidade e às Normas Brasileiras de Contabilidade.
 Existem duas Natureza de Transações no Setor Público: a) econômico-
financeira - fatos que afetam o patrimônio público; b) administrativa -
originadas de atos administrativos.
NBC T 16.5 - Registro Contábil
 os registros devem ser realizados e os seus efeitos evidenciados nas
demonstrações do período com os quais se relacionam, reconhecidos,
portanto, pelos respectivos fatos geradores, independentemente do
momento da execução orçamentária.
 os registros das transações das entidades devem ser efetuados considerando
as relações jurídicas, econômicas e patrimoniais, prevalecendo nos conflitos
a essência sobre a forma.
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NBC T 16.6 – Demonstrações Contábeis


 As demonstrações contábeis são:
 Balanço Patrimonial;
 Demonstração das Variações Patrimoniais;
 Balanço Orçamentário;
 Demonstração do Fluxo de Caixa;
 Balanço Financeiro;
 Demonstração do Resultado Econômico.
NBC T 16.7 – Consolidação das Demonstrações Contábeis
 considerar as relações de dependência entre as entidades do setor público;
 abranger as transações contábeis de todas as unidades objeto da
consolidação;
 os ajustes e as eliminações decorrentes do processo de consolidação devem
ser realizados em documentos auxiliares;
 devem ser levantadas na mesma data (Prazo máximo de diferença: 3 meses)

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NBC T 16.9 - Depreciação, Amortização e Exaustão


 para o registro da depreciação, amortização e exaustão devem ser observados
os seguintes aspectos:
 obrigatoriedade do seu reconhecimento;
 o valor do decréscimo patrimonial (conta redutora do respectivo ativo);
 circunstâncias que podem influenciar seu registro.

NBC T 16.10 - Avaliação e Mensuração de Ativos e Passivos


em Entidades do Setor Público
 Reavaliação
 Redução ao Valor Recuperável (Impairment)
 Principais critérios de avaliação e mensuração para:
Disponibilidades;Créditos e dívidas; Estoques; Investimentos permanentes;
Imobilizado; Intangível; Diferido.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 1 . Apresentação das Demonstrações Contábeis


 Dispõe sobre a apresentação das demonstrações contábeis pelo regime de
competência.
 As demonstrações contábeis proporcionam informação da entidade acerca:
• Ativo; Passivo; Patrimônio Líquido (outras alterações);
• Receita; Despesa; e
• mutações do patrimônio líquido.
 Exige divulgação e estabelece a estrutura das seguintes demonstrações
contábeis :
• Balanço Patrimonial
• Demonstração de Resultados
• Mutações do Patrimônio Líquido
 Dispõe sobre a evidenciação em Notas Explicativas
 Exige ainda a divulgação de demonstração de fluxos de caixa e informações
orçamentárias (detalhes constantes das IPSAS 2 e IPSAS 24)

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 2 . Demonstração de Fluxos de Caixa


 Dispõe sobre a demonstração dos fluxos produzidos durante o exercício,
destacando as atividades de operação, investimentos e financiamentos da
entidade.

 A Demonstração do Fluxo de caixa proporciona informação para prestação de


contas e auxilia na tomada de decisão.

 Método direto: considera os grupos principais de entradas (recebimentos) e


saídas (pagamentos) de caixa.

 Método indireto: o resultado líquido é ajustado pelo registro de transações


que não geram caixa, deferimento ou lançamento por competência de
recebimentos e pagamentos de caixa de eventos passados ou futuros.

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IPSAS 3 . Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro


 Define critérios para o tratamento contábil e evidenciação de mudança nas
políticas contábeis, a mudança nas estimativas contábeis e a retificação de
erro.
 Tem como objetivo proporcionar a comparabilidade da entidade ao longo do
tempo e a comparabilidade com as demonstrações contábeis de outras
entidades.
 Políticas contábeis são os princípios, as bases, as convenções, as regras
aplicados pela entidade na elaboração e na apresentação de demonstrações
contábeis.
 Mudança na estimativa contábil é um ajuste nos saldos contábeis de ativo ou
de passivo. As alterações nas estimativas contábeis decorrem de nova
informação ou inovações e, portanto, não são retificações de erros.
 Erros de períodos anteriores são omissões e incorreções nas demonstrações
contábeis da entidade de um ou mais períodos anteriores decorrentes da falta
de uso, ou uso incorreto, de informação confiável .

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 4. Efeitos das Mudanças de Taxas de Câmbio e Conversão de


Demonstrações Contábeis

 Reconhecimento Inicial da transação em moeda estrangeira: Taxa efetiva da


data da transação

 Os itens monetários são demonstrados em moeda nacional à taxa de


fechamento do período do demonstrativo.

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IPSAS 5. Custos de Empréstimos


 Custos de endividamento são reconhecidos como despesa no exercício de sua
ocorrência.
 Custos de endividamento relativos à aquisição, produção ou construção de um
ativo devem ser capitalizados como parte do custo desse ativo.
 Os custos dos empréstimos podem incluir:
 juros de cheques especiais e de empréstimos obtidos a curto e longo
prazos;
 amortização de descontos ou prêmios relacionados com empréstimos
obtidos;
 amortização de custos adicionais relacionados com a aquisição de
empréstimos obtidos;
 despesas financeiras relativas aos arrendamentos mercantis financeiros;
 variações cambiais decorrentes de empréstimos em moeda estrangeira à
medida que elas são consideradas como ajustes, para mais ou para menos,
do custo dos juros.

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IPSAS 6. Demonstrações Consolidadas


 Demonstrações consolidadas são as demonstrações contábeis de uma
entidade econômica apresentadas admitindo-se que sejam uma única
entidade. As demonstrações contábeis consolidadas devem incluir todas as
controladas da controladora.

 Uma controlada deve ser excluída da consolidação quando há evidências de


que (a) o controle é temporário porque a controlada foi adquirida e é mantida
exclusivamente com o propósito de venda em até doze meses da data de
aquisição e (b) a administração está procurando um comprador ativamente.

 Na elaboração de demonstrações contábeis consolidadas, a entidade


controladora combina suas demonstrações contábeis com as de suas
controladas, linha a linha, ou seja, somando os saldos de itens de mesma
natureza: ativos, passivos, ativos líquidos/patrimônio líquido, receitas e
despesas. Os saldos de transações intra-grupo (entre as entidades da entidade
econômica), devem ser eliminados.

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IPSAS 7. Investimento em Coligada e Controlada

 Tratamento contábil dado a investimentos em coligadas é o método de


equivalência patrimonial (MEP).

 Exemplos de Exceções ao MEP:


(a) Investimento adquirido e mantido exclusivamente com objetivo de
venda;
(b) Quando há permissão da norma para que a controladora deixe de
apresentar as demonstrações contábeis consolidadas;
(c) o investidor não está sujeito ao registro de suas demonstrações contábeis
na Comissão de Valores Mobiliários ou outro órgão regulador.

 O investidor deve suspender o uso do método de equivalência patrimonial a


partir da data em que deixar de ter influência significativa sobre investida.

 Outros Métodos: custo ou instrumentos financeiros.

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IPSA 8. Investimento em Empreendimento Controlado em


Conjunto (Joint Venture)

 tratamento contábil da participação em “joint ventures” nas demonstrações


contábeis do participante “venturer” pode ser pela consolidação proporcional
ou, alternativamente, pelo método de equivalência patrimonial.

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IPSAS 9. Receitas de Transações com Contraprestação


 Define o tratamento contábil de receitas provenientes de transações e
eventos com contraprestação.

 Transações com contraprestação é aquela segundo a qual a entidade


recebe ativos ou serviços ou tem passivos extintos e dá diretamente valor
aproximadamente igual (prioritariamente sob a forma de dinheiro, bens,
serviços ou uso de ativos) a outra entidade na troca.Exemplos: prestação de
serviços; venda de bens; e utilização, por parte de terceiros, de outros
ativos da entidade que geram juros, royalties e dividendos.

 O reconhecimento da receita ocorre no momento em que o valor da


transação possa ser estimado e haja razoável probabilidade que os
benefícios econômicos e serviços potenciais provenientes da transação
sejam auferidos pelo ente público.

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IPSAS 10. Demonstrações Contábeis em Economias


Hiperinflacionárias

 As demonstrações contábeis das entidades, em uma economia


hiperinflacionária, devem ser divulgadas em termos de unidade de medida
corrente (aplicação de índice de inflação) na data do balanço, inclusive quanto
às informações relativas a períodos anteriores dispostas em colunas
comparativas.

 O superávit ou déficit decorrente do saldo monetário líquido deve ser


demonstrado separadamente na demonstração de resultado.

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IPSAS 11. Contratos de Construção

 O tratamento contábil da norma é aplicado separadamente para cada


contrato de construção.
 Quando um contrato cobrir um conjunto de ativos, a construção de cada
ativo deve ser tratada como contrato separado, se cada ativo tiver proposta e
negociação separada e seus custos e receitas puderem ser identificados
separadamente.
 Um grupo de contratos deve ser tratado como um único contrato de
construção se integram único pacote, são inter-relacionados e realizados em
seqüência.
 Quando o resultado do contrato puder ser estimado, suas receitas e custos
devem ser reconhecidos proporcionalmente ao estágio de realização do
contrato na data do balanço.

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IPSAS 12. Estoques


 Os estoques devem ser avaliados pelo custo ou valor realizável líquido (venda
menos custos estimados para venda), dos dois o menor.
 O valor de custo dos estoques deve incluir todos os custos de aquisição e de
transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à
sua condição e localização atuais.
 Itens não incluídos do custo dos estoques e reconhecidos como despesa do
período em que são incorridos. Exemplos:
(a) valor anormal de desperdício de materiais, mão-de-obra ou outros
insumos de produção;
(b) gastos com armazenamento;
(c) despesas administrativas que não contribuem para trazer os estoques ao
seu local e condição atuais; e
(d) despesas de comercialização, incluindo a venda e a entrega dos bens e
serviços aos clientes.

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IPSAS 13. Operações de Arrendamento Mercantil

 Um arrendamento mercantil é classificado como financeiro se ele transferir


substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. Um
arrendamento mercantil é classificado como operacional se ele não transferir
substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade.

 Leasing Financeiro: Aquisição reconhecida como um ativo (sujeito a


depreciação) e as obrigações associadas como um passivo.

 Leasing Operacional: Pagamentos reconhecidos como despesas.

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IPSAS 14. Evento Subseqüente

 São fatos, favoráveis ou desfavoráveis, que ocorrem entre a data de


fechamento do exercício e a de emissão das demonstrações.

 Eventos decorrentes de condições existentes à época da data de fechamento


obrigam o ajuste das demonstrações.

 Eventos decorrentes de condições que surgiram depois da data de


fechamento não devem produzir ajuste nas demonstrações.

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IPSAS 15. Instrumentos Financeiros (Revogada)

 Esse assunto pode ser encontrado nas IPSAS´s n.º 28, 29, 30.
Respectivamente, Instrumentos Financeiros: Apresentação;
Reconhecimento e Mensuração; e Divulgação.

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IPSAS 16. Propriedade para Investimento


 Propriedade para investimento: é a propriedade (terreno ou edifício) mantida
para auferir aluguel ou para valorização do capital ou para ambas, e não para:
(a) uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para
finalidades administrativas;
(b) ou venda no curso ordinário do negócio.

 uma propriedade para investimento gera fluxos de caixa altamente


independentes dos outros ativos mantidos pela entidade.

 Registrado inicialmente a valor de custo.

 Após o registro inicial, deve-se optar entre custo histórico e valor justo.

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IPSAS 17. Ativo Imobilizado

 Bens de uso são aqueles que produzem benefícios futuros ou garantem


serviços potenciais associados ao ativo da entidade e que seu custo ou
valor justo possam ser medidos de forma confiável.
 Registrados inicialmente a valor de custo. Após o registro inicial, deve-se
optar entre custo histórico e valor reavaliado, deduzidos de depreciação
ou perdas por redução ao valor recuperável acumuladas.
 Quando um ativo é adquirido por meio de uma transação sem
contraprestação, seu custo deve ser mensurado pelo seu valor justo na
data da aquisição.
 Métodos de depreciação: método da linha reta, o método dos saldos
decrescentes e o método de unidades produzidas.
 Pode aumentar em virtude de reavaliação (esse aumento deve ser
creditado diretamente à conta de reserva de reavaliação).
 Pode diminuir em virtude perda por redução ao valor recuperável (deve
ser reconhecida no resultado).

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IPSAS 18. Informações por Segmento

 Atividade ou grupo de atividades identificáveis de uma unidade para qual


justifica apresentar a informação de maneira separada, para fins de avaliação de
desempenho e tomada de decisão.
 A informação de segmento deve estar em conformidade com as políticas
contábeis adotadas na elaboração e apresentação das demonstrações
consolidadas.

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IPSAS 19. Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes

 Em geral, todas as provisões são contingentes porque são incertas na


periodicidade ou quantia;
 Provisão reconhecida – obrigação presente com provável saída de recursos.
 A entidade não deve reconhecer um passivo contingente - deve ser informado
em notas explicativas – obrigação possível ou presente com improvável saída
de recursos.
 A entidade não deve reconhecer um ativo contingente - deve ser informado
em notas explicativas – recebimento de benefícios econômicos ou serviços
potenciais seja provável, mas virtualmente incerto.
 Provisões podem ser diferenciadas de outros passivos como contas a pagar e
apropriações por competência porque existe uma incerteza sobre a
periodicidade ou quantia dos futuros dispêndios exigida na liquidação;

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IPSAS 20. Divulgações Sobre Partes Relacionadas

 Partes relacionadas possibilitam controle ou influência significativa de uma


parte sobre a outra nas suas atividades operacionais ou financeiras, ou sujeitas
a mesmo controle, como por exemplo controladoras, controladas , coligadas,
quadro de diretores, indivíduos ou membros de sua família que tenham , direta
ou indiretamente, significante influência na entidade, etc.

 Transações entre partes relacionadas fora das condições normais de relações


entre fornecedores e clientes devem ser divulgadas com informações sobre a
natureza das relações, tipos de transações ocorridas e sua significância.

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IPSAS 21. Redução ao Valor Recuperável de Ativos Não Geradores de Caixa

 o ativo não-gerador de caixa, não tem como principal objetivo o


retorno comercial;

 ao avaliar se há alguma indicação de que um ativo possa ter sofrido


perda por irrecuperabilidade (redução ao valor recuperável), a entidade
deve considerar: fontes externas e internas de informação;

 A perda por irrecuperabilidade (redução ao valor recuperável) deve ser


reconhecida quando o valor de serviço recuperável for menor que seu valor
de custo depreciado, onde:
(a) Valor de serviço recuperável – o maior entre valor justo menos custo de
venda e valor presente dos rendimentos remanescentes durante sua
vida útil.
(b) A baixa ou redução por irrecuperabilidade (redução ao valor
recuperável) deve ser imediatamente reconhecida no resultado.

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IPSAS 22. Divulgação de Informação Contábil Sobre o Setor Governo Geral

 Institui regras de elaboração de demonstrativos contábeis para o setor


governo geral GGS (setor público menos corporações públicas
independentes).

 O GGS deve demonstrar suas participações nas empresas públicas como um


ativo valorado em função do Patrimônio líquido das investidas.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 23. Receita de Transações Sem Contraprestação (Tributos e


Transferências)
 Transações sem contraprestação incluem:
(a) tributos; e
(b) transferências (monetárias ou não monetárias), incluindo subsídios,
perdão de dívidas, multas, heranças, presentes, doações e produtos e
serviços em espécie.
 O ativo referente a arrecadação de tributos deve ser reconhecido no
momento da ocorrência do fato gerador, respeitados os critérios de
reconhecimento do ativo.
 O ativo referente a transferências deve ser reconhecido no momento em
que os recursos transferidos satisfazem os critérios de reconhecimento de
um ativo.
 Quando há uma separação entre o momento do evento tributável e a
arrecadação dos tributos, as entidades do setor público podem mensurar de
forma confiável os ativos oriundos de transações tributárias utilizando, por
exemplo, estimativas com modelos estatísticos baseados no histórico da
arrecadação do tributo em particular em períodos anteriores.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSA 24. Apresentação de Informações Orçamentárias nas Demonstrações


Contábeis

 Apresentação de informações comparativas entre valores orçados e realizados


na mesma base contábil (caixa, competência ou outras) na forma de
demonstração contábil separada ou inserção de coluna orçamentária em
demonstrativo financeiro.

 A norma exige o uso de Notas Explicativas para informações orçamentárias


(base orçamentária e o critério de classificação adotado no orçamento
aprovado).

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IPSA 25. Benefícios a Empregados

 Deverá ser aplicada pela entidade empregadora na contabilização de todos os benefícios


concedidos a empregados.

• Ex: salário, contribuições patronais, licenças, benefícios de aposentadoria, benefícios por


desligamento, etc.

 Contribuições patronais a plano de benefício definido registradas como passivo, descontadas


contribuições já pagas, e despesa como contrapartida.

 Benefício de curto prazo (a ser pago em 12 meses) – contabilizadas de forma direta, sem uso de
estimativas e sem trazer ao valor presente.

 Benefício de longo prazo (a ser pago após 12 meses) – valor presente do benefício definido menos
valor justo dos ativos usados no pagamento dos benefícios.

 Reservas atuariais – com base em estimativas.

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IPSAS 26. Redução ao Valor Recuperável de Ativos Geradores de


Caixa

 Ativos Geradores de Caixa: Ativos com função precípua de gerar retorno


comercial.

A perda dano deve ser reconhecida quando o valor de serviço recuperável for
menor que seu valor de custo depreciado, onde:

Valor recuperável: é o maior valor entre o valor líquido de venda de um


ativo e seu valor em uso (envolve estimativa dos fluxos de caixa).

A baixa ou redução ao valor recuperável deve ser imediatamente


reconhecida no superávit ou prejuízo.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 27. Ativo Biológico e Produto Agrícola

 Reconhecimento depende do controle do ativo, probabilidade de gerar


benefícios econômicos e se valor ou custo pode ser mensurado.

 Mensuração pelo valor justo menos despesa de venda.

 Evidenciação dos ganhos e perdas com ativos biológicos e descrição de


acordo com sua destinação (consumo, venda, distribuição, etc.).

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IPSAS 28. Instrumentos Financeiros: Apresentação

 Reconhecimento inicial como ativo, passivo ou instrumento patrimonial


depende da essência do contrato.

 Juros, dividendos, ganhos e perdas referentes a instrumentos financeiros são


reconhecidos no resultado do período, exceto se forem referentes a
instrumentos patrimoniais onde são reconhecidos nas mutações do
patrimônio líquido.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 29. Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e


Mensuração
 Estabelece princípios para reconhecer e avaliar instrumentos financeiros
(ativos e passivos ) e contratos de compra ou venda de itens não financeiros
que possam ser liquidado pelo valor líquido em dinheiro ou outro instrumento
financeiro, ou pela troca de instrumentos financeiros .
 A entidade só devera reconhecer o ativo ou passivo financeiro (instrumento
financeiro) no seu balanço patrimonial, quando e somente quando, a
entidade se tornar uma parte no que tange as disposições contratuais do
instrumento financeiro.
 Inicialmente, a entidade deve avaliar os instrumentos financeiros pelo seu
valor justo mais, no caso daqueles não avaliados pelo valor justo tendo como
contrapartida o resultado, os custos diretamente atribuíveis à aquisição ou
emissão do passivo financeiro ou ativo financeiro.
 Após o reconhecimento inicial, observadas as exceções: Ativos financeiros
pelo valor justo e os passivos financeiros pelo custo amortizado.
 A contabilidade deve reconhecer os efeitos de compensação no resultado
referente às alterações de valor justo dos instrumentos de hedge e itens
protegidos.

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IPSAS 30. Instrumentos Financeiros: Divulgação

 Exigência de informar a natureza e os riscos dos instrumentos


financeiros da entidade.

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IPSAS 31. Ativo Intangível


 Define o tratamento contábil dos ativos intangíveis que não são abrangidos
especificamente em outra Norma;
 A Norma especifica como mensurar o valor contábil dos ativos intangíveis, exigindo
divulgações específicas sobre esses ativos;
 Um ativo intangível deve ser reconhecido se e somente se:
 for provável que os benefícios econômicos futuros esperados e serviço potencial
atribuíveis ao ativo serão gerados em favor da entidade; e
 o custo ou valor justo do ativo possa ser mensurado com segurança.
 Deve ser reconhecido inicialmente ao custo, exceto se adquirido por meio de
transação sem contraprestação, seu custo inicial na data da aquisição, deve ser
mensurado pelo valor justo em tal data. Posteriormente, pode ser submetido a
reavaliação.
 A identificação do ativo intangível ocorre quando este for separável ou resultar de
compromissos obrigatórios.
 O ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) gerado internamente
não deve ser reconhecido como Ativo.
 A presente Norma não exige que a entidade reconheça como patrimônio cultural
intangível os ativos que se enquadram na definição e nos critérios de reconhecimento
de ativos intangíveis.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas Tópicos

O Processo de Convergência

NBCASP

Quais são as IPSAS?

IPSAS 1 x NBCASP x
MCASP
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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 1 – OBJETIVO E ESCOPO (1 AO 6)


Objetivo
Orientar e Apresentar Propósitos Gerais sobre Demonstrações
Financeiras

Escopo e Características
• Devem permitir a comparabilidade
- Períodos distintos de uma mesma entidade;
- Entidades distintas;
• Características gerais das Demonstrações
• Aplicadas ao Setor Público

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 1 – DEFINIÇÕES (7 AO 14)

Ativo – controle, eventos passados e geradores (em potencial ou diretamente) de


benefícios futuros.
Passivo – obrigação presente, decorrente de evento passado e que gera sacrifício
de ativo.
Patrimônio Líquido – valor residual do ativo após descontado o passivo.
Regime de competência (Accrual Basis) – transações reconhecidas quando
ocorrem, em função do fato gerador.
Receita - Entrada de benefícios econômicos ou potenciais durante período
determinado quando aumentarem o PL e não decorrerem de aporte dos
proprietários.
Despesa – redução de benefícios econômicos ou potencial de serviço
durante período definido via consumo de ativo ou geração de passivo.

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IPSAS 1 – DEFINIÇÕES (7 AO 14)

Governement Business Enterprise – Empresa Estatal,


com características de:
• contratar em seu próprio nome;
• ter autonomia financeira e operacional;
• comercializar bens e serviços;
• independer de financiamento público;
• ser controlada por uma entidade do SP.
Entidade Econômica – agrupamento que inclui uma
controladora e uma ou mais controladas.
Materialidade – fenômeno que pode
influenciar as decisões dos usuários.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 1 – DEFINIÇÕES (7 AO 14)

ADERÊNCIA ÀS
NORMATIVO
DEFINIÇÕES DA IPSAS 1
MCASP (STN) Sim
NBCASP (NBC T 16) - CFC Sim

DESAFIOS PARA IMPLEMENTAÇÃO NO BRASIL


• Aplicação do MCASP – foco nos Procedimentos Contábeis
Patrimoniais;
• Resgate da cultura patrimonial na Administração Pública;
• Inserção de conceitos econômicos na gestão pública;
• Quebra de paradigmas na gestão pública.
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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 1 COMPONENTES DAS DEMONSTRAÇÕES


(21 AO 26) CONTÁBEIS
IPSAS 1 MCASP NBC T 16
1. Demonstrativo da
BP BP
posição financeira
2. Demonstrativo do
DVP DVP
desempenho financeiro
3. Demonstrativo de
DMPL DMPL
mudanças no PL
4. Demonstrativo de fluxo
DFC DFC
de caixa
5. Demonstrativo de
BO BO
execução orçamentária
6. Notas explicativas Sim Sim

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IPSAS 1 – BALANÇO PATRIMONIAL – CIRCULANTE E
VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas
NÃO CIRCULANTE (70 AO 87)

NORMA CIRCULANTE NÃO-CIRCULANTE


Até o final do exercício Após o término do exercício
Lei 6404/1976 social subsequente. social subsequente.

IFAC / IPSAS Até os próximos 12 meses. Após os próximos 12 meses.

Até o término do exercício Após o término do exercício


CFC / NBC T 16 (NBCASP) seguinte. seguinte.

IASB / IAS & IFRS Não mais que 12 meses. Mais que 12 meses.

Não explicitado – subentende-


IBRACON / NPC Até 1 ano (com exceções).
se mais de 1 ano.
Dentro do ciclo operacional
Teoria da Contabilidade Superior ao ciclo operacional
do ente ou no prazo de um
(Hendriksen & van Breda) ou a um ano, o que for maior.
ano, o que for maior.

MCASP Até os próximos 12 meses. Após os próximos 12 meses.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 1 – BALANÇO PATRIMONIAL – (88 AO 98)


INFORMAÇÕES MÍNIMAS DO BALANÇO PATRIMONIAL
Propriedades para
Ativo imobilizado
investimento
Ativo intangível Provisões
Ativos financeiros Passivos financeiros
Participação de não
Investimentos por MEP
controladores (PL)
Estoques PL
Recebíveis de transações sem Impostos e transferências a
contraprestação pagar
Contas a receber de transações Contas a pagar decorrentes de
com contraprestação transaç. com contrap.
Caixa e equivalentes

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas
IPSAS 1 – DRE (99 AO 117)

INFORMAÇÕES MÍNIMAS DA DRE NA DVP (MCASP)?


Receita SIM

Custos Financeiros SIM

Parcela de superávit ou déficit de coligadas SIM


e joint ventures reconhecidas pelo MEP
Ganhos ou perdas antes dos tributos
SIM
decorrentes de alienação de ativos
Superávit ou déficit SIM

Confronto de receitas x despesas →


superávit ou déficit (resultado
patrimonial do período na DVP do
MCASP)

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 1 – DEMONSTRAÇÃO DAS


MUTAÇÕES DOS ATIVOS /
PATRIMÔNIO LÍQUIDO (118 AO 125)

Itens que devem ser apresentados:

a) déficit ou superávit patrimonial do período;

b) cada mutação no patrimônio líquido reconhecida diretamente no mesmo;

c) o efeito decorrente da mudança nos critérios contábeis e os efeitos decorrentes


da retificação de erros cometidos em exercícios anteriores;

d) as contribuições dos proprietários e distribuições do resultado;

MCASP: A Demonstração das Mutações no Patrimônio Líquido será


obrigatória apenas para as empresas estatais dependentes e para os entes
que as incorporarem no processo de consolidação das contas.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 1 – DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (126)

As informações dos fluxos de caixa são úteis para avaliar a


capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de
caixa, bem como suas necessidades de liquidez.

A IPSAS 2 define os requisitos para a


apresentação da DFC e respectivas
evidenciações.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 1 – NOTAS EXPLICATIVAS (127 AO 150)

As notas explicativas fornecem informações adicionais às


demonstrações contábeis, tais como descrições narrativas ou
detalhamentos de itens divulgados ou não reconhecidos.
- Estrutura (127 ao 131);
- Evidenciação de Políticas Contábeis (132
ao 139);
- Principais Fontes de Estimativas (140 ao
147);
- Capital (148 A,B,C,D);
- Outras Informações (149 ao 150).

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 1 – CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DAS


DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS (127 ao 150 e apênd. B)

As características qualitativas são os atributos que tornam úteis as informações


apresentadas nas demonstrações contábeis, a saber:
- Compreensibilidade;
- Relevância; - Neutralidade;
- Confiabilidade; - Prudência;
- Comparabilidade; - Integridade
- Materialidade:
- Apresentação Adequada;
- Primazia da Essência sobre a Forma;

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

IPSAS 1 – GRAU DE ADERÊNCIA NO BRASIL E DESAFIOS

MCASP Alta aderência à IPSAS 1 nos conceitos gerais


(STN) – Necessidade de aprofundamento.
NBC T 16 Alta aderência à IPSAS 1 nos conceitos gerais
(CFC) – Necessidade de ajustes e aprofundamento.
Normas menos aprofundadas.

Desafios:
• Traduzir e disseminar as IPSAS – Capacitação;
• Mudar a cultura da gestão pública;
• Adequar normas – refinamento NBC T 16 e MCASP;
• Superar paradigmas
• Ajustar sistemas e procedimentos.

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VIII Semana de Administração Orçamentária, Financeira e de Contratações Públicas

“O conhecido é finito; o desconhecido, infinito.


Intelectualmente estamos em uma pequena ilha
no meio de um ilimitado oceano de
inexplicabilidade. Nosso dever a cada geração é
reivindicar um pouco mais de terra.”
T. H. Huxley (1877)

Secretaria do Tesouro Nacional – STN


Coordenação-Geral de Normas de Contabilidade Aplicadas à
Federação – CCONF
Tel: (61) 3412.3011
Fax: (61) 3412.1459
Email Institucional: ccont.df.stn@fazenda.gov.br

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