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FACULDADE SANTA MARCELINA

CÁSSIA SILVA ALVES GONÇALVES

MARCAS DA MINHA EXISTÊNCIA – Registros Gráficos

São Paulo
2008

2
FICHA CATALOGRÁFICA

Silva Alves Gonçalves, Cássia.


Marcas da Minha Existência -Registros Gráficos. São Paulo, 2008.
125 p.

Tese (Mestrado) – Faculdade Santa Marcelina.

Título em Inglês: Imprints of my Existence – Graphic Registers

1. Gravura 2. Matriz 3. Objetos recortados 4. Fragmentos

3
CÁSSIA SILVA ALVES GONÇALVES

MARCAS DA MINHA EXISTÊNCIA – Registros Gráficos

Dissertação apresentada ao Curso de


Mestrado em Artes Visuais, da
Faculdade Santa Marcelina, como
requisito parcial para a obtenção do Grau
de Mestre em Artes Visuais.

Orientador (a): Profa. Dra.Luise Weiss

São Paulo
2008

4
MARCAS DA MINHA EXISTÊNCIA – Registros Gráficos

“ As palavras de um artista devem ser entendidas sempre com cuidado...


O artista que discute o suposto “significado” de seu trabalho está, normalmente,
descrevendo a faceta literária de seu tema. O âmago de seu impulso original deve ser
encontrado, caso exista, em seu próprio trabalho.
Assim, o artista deve dizer o que sente”

Hans-Ulrich Obrist
Louise Bourgeois – Desconstrução do Pai
Reconstrução do Pai

5
Esta dissertação foi defendida perante a seguinte banca examinadora:

________________________________________________________
Prof. Dr. Evandro Carlos F. P. Jardim

________________________________________________________
Prof. Dr. Ricardo Hage de Matos

________________________________________________________
Profa. Dra. Luise Weiss (Presidente)

São Paulo, 18 de setembro de 2008

6
Agradecimentos:

• À Fundação Stickel e a todos de sua equipe e,


principalmente, ao Presidente Fernando Diederichsen
Stickel, que tornou possível meu curso de mestrado,
concedendo-me uma bolsa de estudo.

• À Profa. Dra. Luise Weiss, minha orientadora, sempre


pronta a acompanhar o trabalho e orientando com
competência e dedicação.

• À FASM – Faculdade Santa Marcelina, em especial ao


Departamento de Mestrado, que sempre atende aos
alunos e fornece subsídios para a freqüência do curso.

• Aos membros da Banca Examinadora, Prof. Dr.


Evandro Carlos F. P. Jardim, Prof. Dr. Ricardo Hage
de Matos, que aceitaram o convite de avaliar, com a
Profa. Dra. Luise Weiss, esta dissertação e trazer
comentários construtivos, que acrescentem novas
visões ao meu trabalho como artista plástica.

7
Para: Mozart Alves Gonçalves (meu pai – in memorian) e

Nahyr (minha mãe)

8
Índice:

I - Introdução .................................................................................................................. 10

II - Resumo..................................................................................................................... 13

III - Abstract................................................................................................................... 15

IV - Considerações sobre o processo criativo nas matrizes impressas .......................... 17

V - Matrizes de poliestireno ........................................................................................... 53

VI - Matrizes de acrílico: ............................................................................................... 71

VII - Fragmentos ............................................................................................................ 91

VIII - Considerações finais .......................................................................................... 110

IX - Bibliografia .......................................................................................................... 112

X - Curriculum Vitae................................................................................................... 116

9
I - Introdução

“Em arte há inúmeras manifestações em que


a intervenção física do artista é inseparável da
criação de sentido.
Essa prática não é nunca uma finalidade em
si, mas continuidade entre pensar e fazer.
Nem puro conceito, nem ação sem
pensamento. É um situação impura, cujos
elementos não podem ser separados sem
destruí-la”

Marco Buti & Anna Letycia


Gravura em metal

10
No meu trabalho, comecei com o desenho, o mais simples, o primeiro meio de
manifestação dos elementos plásticos.
Posteriormente, enveredei por várias técnicas como o uso de: guache, colagem,
bico-de-pena, aquarela; tateando, procurando qual seria a técnica que mais se adequava
– não que outras sejam inadequadas – aos meus desejos de expressão plástica, impulsos,
sonhos e formas, que faziam dança nos pensamentos, à procura de expressão e
representação.
Detive-me e detenho-me nas formas. São livres, não se remetem a nenhuma
figuração prévia, e, sim, associam-se a fragmentos/pedaços. Cheguei à gravura em
metal,o que me satisfez plenamente, ao ver impressas as imagens.
A gravura pode ser feita nos suportes de matriz de cobre, latão, zinco, alumínio;
a xilogravura, na matriz de madeira, a litografia, na matriz de pedra , a linoleogravura
na matriz de linóleo, a serigrafia na tela de silk–screen.
Para cada uma dessas técnicas exige-se uma disciplina ímpar, inerente ao
processo da “gravura”. Todas as técnicas que um artista usa exigem disciplina, uma
forma específica para colocar sua expressão na tela, na escultura ou no papel.
A gravura para mim é mais crítica e exigente em relação aos procedimentos,
pois um mínimo de deslize reduz a obra ao nada , pois no processo da gravura é
característica intrínseca – do desenho até a impressão – um planejamento que não nos
dá total certeza do que vá aparecer na “impressão”; não há controle “absoluto” do que
foi previamente gravado, existe aí uma porção de “acaso”, que o artista decide, ou não,
se incorpora em seu trabalho.
Um olhar mais acurado, mais próximo do suporte que eu estava usando, levou-
me a mudar e continuar o trabalho que, desde 2001, até este momento (2008), venho
desenvolvendo (incluindo esta Dissertação de Mestrado): utilizar o “suporte” sem
“imprimir” as matrizes.
Inicialmente, trabalhou-se com placas de poliestireno, que é um plástico duro,
mas flexível que permite que seja desenhado nele, com ponta-seca , buril, berceau, e não
aceita o trabalho com ácido.
Os trabalhos para esta exposição, foram feitos em tamanhos iguais, assim
definidos: 30 cm (alt) por 23 cm (larg). A montagem final, feita para a exposição em
2001, na Galeria Gravura Brasileira, resultou num painel de imagens, com 8 placas na
altura e 5 na largura, ou seja, aspecto final de 2,40 m (alt) por 1,08 m (larg).

11
Essa composição, ora assumia de maneira mais homogênea a cor sangüínea da
entintagem, ora de maneira mais heterogênea, como se houvesse uma variação tonal, a
enganar os olhos do espectador, gerando uma leve dúvida, que desaparecia pela
aproximação do olhar mais detido sobre a obra.
Neste trabalho de 2001, fica evidente, de maneira mais clara , o surgimento do
traço – incisão feita com a ponta-seca, que rasga o suporte, através do gesto da artista,
da mão que usa o instrumento para gravar sua marca.
O trabalho como se configura, neste momento, teve início em 2001, se
modificou, ganhou corpo, mudou o suporte– do poliestireno para o acrílico – através de
constantes reflexões sobre este processo criativo.
A reflexão foi aprofundada durante a freqüência nas aulas do Curso de Mestrado, das
orientações dadas pela minha orientadora, das leituras feitas e da minha busca solitária,
por vezes- o embate entre artista e material usado- na execução dos trabalhos.
São questões que podem ter ou não resposta imediata, pois o resultado prático,
tanto pode satisfazer o artista num primeiro olhar – o que não significa não
profundidade na execução – como pode exigir mais tempo de elaboração.
A continuidade, a freqüência no fazer, atitudes exigidas no processo do
artista /pesquisador. Pesquisador o artista é, pois sua busca é uma pesquisa, que inclui
fazer e pensar .
O continuum – fazer no espaço-tempo .
Atitude primeira para a construção de uma poética própria: a busca da expressividade
no trabalho artístico.

12
II - Resumo

“O gravador não pode ser passivo , nada


copia; para ele é necessário produzir tudo,
produzir com um mínimo de traços, criar as
superfícies cercando-as, fazer surgir os
volumes pela exclusiva superposição das
perspectivas”

Gaston Bachelard
O Direito de Sonhar
(Tratado do Buril)

13
Desde o início, esta pesquisa foi centrada no próprio material (primeiramente
placas de poliestireno e agora placas de acrílico), nas imagens gravadas nesse suporte, e
não na reprodução.
Neste processo, ao gravar as matrizes, usei inicialmente o poliestireno e
atualmente uso o acrílico. Além da ponta-seca, usou-se também o berceau, a roulette, o
formão, as goivas e as pontas-secas não usuais, por exemplo, feitas com pregos.
Deixou-se a seriação (multiplicidade) de lado, e o resultado obtido passou a ser
outro, podendo ser chamado de objeto, de matriz trabalhada ou de escultura – pois
nesses trabalhos começou a aparecer a percepção da tridimensionalidade.
Os capítulos, em que foi dividida essa dissertação, tratam sobre “considerações
sobre o meu processo criativo nas matrizes impressas”, “ as matrizes de poliestireno” ,
“ as matrizes de acrílico”,(grafo-esculturas transparentes) , e os “ fragmentos” .

14
III - Abstract

“An etcher cannot be


passive, he copies nothing;
to him, one should produce all and produce with
a minimum number of lines, create surfaces
by encircling them, cause volumes to emerge
through the exclusive superposition of
perspectives”

Gaston Bachelard
The Right to Dream
(The Burin Treaty)

15
From its very beginning, this research was focused on materials (polystyrene
plates at first and later acrylic plates) and on images etched on these materials, rather
than on reproductions. For this process, I initially used polystyrene and now I currently
use acrylic to etch on the master blades.
As well as the dry-point needle, I also used the berceau, roulette, chisel, gouge
and unusual needles i.e. made of nails. Seriation was not employed and I obtained an
altogether different result which may be called an object, a hand-wrought masterwork or
sculpture, since in these works the notion of three-dimensionality became clearly
visible. This dissertation was divided into chapters comprising: “Considerations on the
creative process behind my hand printed etchings”, “Polystyrene master blades”,
“Acrylic master blades (transparent graph sculptures)” and “Fragments”.

16
IV – Considerações sobre
o processo criativo
nas matrizes impressas

“O desvencilhamento do compromisso do
desenho com a representação do visível leva-o a
autonomia de seus elementos constitutivos,
como a linha, o ponto, as texturas etc., como
também a sua afirmação como prática
fundadora de visibilidade, de capacidade de
conquista daquele que o realiza, posto que
aquilo que o recebe o impacto do instrumento
que empunho transforma-se numa extensão de
mim”
Agnaldo Farias
Leveza e aspereza da linha

17
As imagens gravadas na gravura em metal, nas suas diversas técnicas (ponta-
seca, maneira-negra, água-forte, água-tinta, etc...), utilizadas ao longo do meu percurso
como artista plástica, sempre surgiram espontaneamente, pois o foco de imagens
raramente tinha um “tema específico”.
Quando havia um tema nunca tive a intenção de ilustrá-lo, de ser uma cópia fiel
de imagens figurativas, e, sim, de apresentar e não representar as imagens em questão,
ou seja, um ponto de partida.
Na poética estabelecida neste estudo, tais formas aparecem absolutamente
“livres”, sem vínculo com a figuração, apenas servindo para expressar o desenho que eu
queria criar, fosse gravado em placa de acrílico, chapa de metal ou de poliestireno.
Inicialmente, foi utilizada a técnica de impressão de gravuras, com a finalidade
da reprodutibilidade, característica intrínseca da técnica da gravura de estampa.
O mundo visual, da linguagem plástica, com suas representações, recursos
imagéticos, é o mundo do qual falo e uso para representar os acontecimentos ao meu
redor; é desta linguagem que lanço mão, que me aproprio para contar e expressar coisas
sobre meu mundo, do macro e micro-universo.
A vida não é separada da arte, não são excludentes o viver e o representar o
mundo (expressar a minha arte), são partes unidas, complementares de um mesmo
processo.
Linhas versus massa, texturas versus placa polida, os artistas escolhem, as
opções são múltiplas; as escolhas são as atitudes práticas exigidas na práxis (prática)
diária do atelier, elas estão ao dispor para dar como resultado final a aparência que terá
a obra de arte.
A escolha da técnica cai justamente sobre àquelas que mais se ajustam ao modus
operandi, próprio, único, na representação plástica do mundo, do modo de ver, sentir e
representar, de cada artista.

18
A marca expressa e impressa nessa gravura, como se fosse a minha impressão
digital, mostra existência e materialidade, como pessoa, através da gravura em si, da
fisicalidade dessa imagem impressa. A imagem traz em si o traço, como elemento de
representação, recorrente no meu trabalho plástico; para dar forma às imagens, o traço
forma a figura, pela superposição das linhas.

19
Série Gravuras Impressas
Gravura em metal, Buril - 28,5 cm x 15 cm - 1990

20
O material poliestireno surge nesta gravura, que ainda é impressa, como um
material alternativo, que foi experimentado, fazendo parte das minhas constantes
investigações gráficas.

21
Série Gravuras Impressas
Gravura s/ matriz de poliestireno, Ponta-seca - 32,5 cm x 34,5 cm - 1990

22
Série Gravuras Impressas
Gravura s/ poliestireno
Ponta-seca
32,5 cm x 34,5 cm
1990

Série Gravuras Impressas


Gravura s/ matriz de poliestireno, Ponta-seca - 32,5 cm x 33 cm - 1990

23
Série Gravuras Impressas
Gravura s /matriz de poliestireno, Ponta-seca - 29,5 cm x 20 cm - 1992

24
Série Gravuras Impressas
Gravura s/ matriz de poliestireno, Ponta-seca - 26 cm x 36 cm - 1992

25
Série Gravuras Impressas
Gravura s/ matriz de poliestireno, Ponta-seca - 25 cm x 35,5 cm - 1992

26
Série Gravuras Impressas
Gravura s/poliestireno, Ponta-seca e lixa - 28,5 cm x 32,5 cm - 1990

27
Quase um circulo, quase uma forma fechada, mas não deixa de ter força como
imagem, como trama construída para representar. Novamente a linha, aparece aqui
como elemento construtor de imagens

28
Série Gravuras Impressas
Gravura s/poliestireno, Ponta-seca - 34,5 cm x 26,5 cm - 1993

29
Série Gravuras Impressas
Gravura em metal, Ponta-seca c/ formão e maneira negra - 29 cm x 19 cm - 1992

30
Série Gravuras Impressas
Gravura em metal, Ponta-seca - 25 cm x 19 cm - 1992

31
Série Gravuras Impressas
Gravura em metal, Ponta-seca - 20 cm x 25 cm - 1992

32
Série Gravuras Impressas
Gravura em metal, Ponta-seca - 20 cm x 23 cm - 1990

33
Série Gravuras Impressas
Gravura em metal, Água-tinta - 14,5 cm x 12 cm - 1990

34
Série Gravuras Impressas
Gravura em metal, Água-tinta - 15 cm x 12 cm - 1990

35
Série Gravuras Impressas
Gravura em metal, Água-tinta - 15 cm x 12 cm - 1990

36
Série Gravuras Impressas
Gravura em metal, Água-tinta e ponta-seca - 15 cm x 12 cm - 1992

37
Série Gravuras Impressas
Gravura em metal, Água-tinta e ponta-seca - 15 cm x 12 cm - 1992

38
Série Gravuras Impressas
Gravura em metal, Água-tinta e ponta-seca - 15 cm x 12 cm - 1992

39
Série Gravuras Impressas
Gravura em metal, Maneira-negra e buril - 29,5 cm x 19,5 cm - 1992
40
Na seqüência, são apresentadas gravuras da série “O Mito de Prometeu” – o
herói grego que rouba o fogo dos deuses para dar aos homens, e recebe de Zeus um
castigo eterno. Elas são decorrentes de uma peça de teatro que assisti “Prometeu
Acorrentado”, montada e encenada em São Paulo, na adaptação da obra de Ésquilo, um
monólogo feito pelo ator Rodrigo Matheus.
Decidi ir várias vezes ao teatro e desenhar livremente o ator em cena, sem me
preocupar com a verossimilhança, e, por vezes, sem ver o que estava desenhando, não
tive a preocupação de ilustrar cada gesto dele encenando a peça.
Os títulos dados a cada uma das gravuras são trechos extraídos da peça, mas não
ilustram a imagem impressa, apenas mostram partes do texto que fala da saga de
“Prometeu Acorrentado”.

41
Série O Mito de Prometeu
“Eu não me silencio por orgulho ou teimosia”
Ponta-seca, buril e roulette - 33 cm x 12,5 cm - 1995

42
A linha como elemento que agrega, junta, e dá forma, constitui.
A cor sangüínea também já é um elemento próprio, característico nas imagens
que imprimo. A ponta-seca, no embate direto quando gravo, fazendo incisões no
suporte escolhido, é quando sinto a força que existe no confronto entre a forma a ser
expressa e o meu ser, como artista.

43
Ponta-seca, buril e roulette
(detalhe da gravura anterior)
44
Um olhar mais acurado, mais próximo, focaliza a “trama” feita pela
superposição das linhas, que ora se entrecruzam, ora aparecem na horizontal, na
vertical, inclinadas, perpendiculares, etc...

45
Série O Mito de Prometeu
“O que eu detesto em vós é a ingratidão; com que facilidade vos esqueceis de vossos aliados...”
Ponta-seca, buril e roulette - 37 cm x 13,5 cm - 1995

46
Trama presente, ora quase ausente, ora mais ou menos presente, mas nunca ausente na
sua totalidade.

47
Série O Mito de Prometeu
“Que ajuda pode ser encontrada nos homens, seres que vivem um só dia ?”
Ponta-seca, buril e roulette - 33,5 cm x 12,5 cm - 1995
48
Série O Mito de Prometeu
“Ah ventos de asas macias.
Gargalhada infinita das ondas dos mares”
Gravura em metal, Ponta-seca, buril e roulette - 33 cm x 24 cm - 1995
49
Série O Mito de Prometeu
“Mas não é nenhuma desonra a um inimigo sofrer todo mal que possa lhe causar seu
oponente; nada mais natural”
Gravura em metal, Ponta-seca, buril e roulette - 33 cm x 24 cm - 1995

50
Série O Mito de Prometeu
“Eu juro, acorrentado e humilhado como estou, o Senhor precisará de mim”
Gravura em metal, Ponta-seca - 32 cm x 22,5 cm - 1995

51
Série O Mito de Prometeu
Prometeu, desafiador irreverente na luta com o Deus supremo
Gravura em metal, Ponta-seca, buril e roulette - 53 cm x 23 cm - 1995
52
V – Matrizes de poliestireno

“O artista contempla a sua obras com olhos


diferentes dos nossos, que devemos esforçar-
nos para ser semelhante a ele- e contempla-a
do interior das formas, se assim os podemos
exprimir – e do interior de si mesmo”

Henri Focillon
A Vida das Formas – Seguido de Elogio da Mão

53
Matriz de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada
30 cm x 23 cm - 2001

54
A placa como superfície riscada. A Matriz, como obra de arte, a Matriz como
elemento revelador, que contém em si mesma todos os elementos de que necessito para
expressar minha poética.
Surge aqui um novo elemento, que é o poliestireno, material que eu já havia
usado em trabalhos anteriores, mas com uma função diferente, como matriz geradora de
cópias (a estampa) impressas. Aqui este material adquire outra função, se prestando a
servir como suporte para o trabalho a ser realizado.
O poliestireno, nesta etapa do meu percurso como artista plástica, oferece
características intrínsecas, tais como: a transparência, a textura.
O poliestireno usado com quaisquer materiais, de diferentes maneiras, mostra a linha, a
incisão; com qualquer tipo de ponta dura que o risque, ressalta a linha, mostrando-a em
diversas posições; tais como vertical, horizontal, paralela, inclinada ou sobreposta, o
que forma uma trama.
A Matriz que se revela plena, com a força expressiva da ponta-seca, que adquire
textura própria, na forma de expressão, que levanta as linhas do plano bidimensional,
mostrando que estas começam a adquirir força para alçar o plano tridimensional.

55
Cada Matriz revela linhas de diferentes aspectos, ora horizontais, ora verticais,
que se entrecruzam, paralelas, perpendiculares, que se sobrepõe criando uma densa
trama.

A linha cria relevo, quase como um elemento autônomo.


É possível alcançar, tocar a rugosidade da linha na placa de poliestireno.
Na seqüência, as Matrizes de poliestireno mostram as formas e as superfícies
texturadas que são criadas a partir do trabalho feito com a ponta-seca nas placas.

56
Série Matrizes de Poliestireno
Matriz de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada - 30 cm x 23 cm - 2001

57
Trama de linhas, hachuras, intensidade criada pela cor sanguínea , pela força da mão
que cria o traço que quase rasga a superfície.

58
Série Matrizes de Poliestireno
Matriz trabalhada com ponta-seca e entintada (detalhe)
59
A linha forma caminhos, como se estivesse mostrando direções a serem
seguidas. Observa-se o movimento contínuo e repetitivo dessa linha que não sossega,
que não descansa e que cria a trama das linhas.

60
Série Matrizes de Poliestireno
Matriz de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada - 30 cm x 23 cm - 2001

61
Série Matrizes de Poliestireno
Matriz de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada - 30 cm x 23 cm - 2001

62
Série Matrizes de Poliestireno
Matriz de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada - 30 cm x 23 cm - 2001

63
Série Matrizes de Poliestireno
Matriz de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada - 30 cm x 23 cm - 2001

64
Série Matrizes de Poliestireno
Matriz de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada - 30 cm x 23 cm - 2001

65
Série Matrizes de Poliestireno
Matriz de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada - 30 cm x 23 cm - 2001
66
Série Matrizes de Poliestireno
Matriz de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada - 30 cm x 23 cm - 2001
67
Série Matrizes de Poliestireno
Matriz de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada - 30 cm x 23 cm - 2001

68
Série Matrizes de Poliestireno
Matriz de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada - 30 cm x 23 cm - 2001

69
Série Matrizes de Poliestireno
Matriz de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada - 30 cm x 23 cm - 2001

70
VI – Matrizes de acrílico:
grafo-esculturas
transparentes

“A linha rigorosa é significante de


significados, mas antes de tudo, é, em si
mesma, significado”

Alexandre Wollner
50 anos de design visual

71
O primeiro material usado, que deu origem à esta pesquisa , foi o poliestireno, o
qual, anteriormente, eu usava para imprimir as gravuras. Nesta etapa da pesquisa, que
continuo a desenvolver , no curso de mestrado, me preparando para a defesa da
Dissertação, esse mesmo material é usado como “ matéria-prima do projeto artístico”.
Depois surgiu o acrílico, no qual as formas apresentam-se absolutas, livres.
Por outro lado, nele, essas formas contêm forte carga de emoção, de representação.
As formas gravadas no suporte – acrílico – estão prestes a alcançar o espaço. As
formas parecem estar em movimento ascendente, à procura de mais espaço de
representação, por minha determinação, procurando, assim, a tridimensionalidade.
A passagem para a fase seguinte trouxe algumas características novas. O
material usado como suporte foi o acrílico. Pela sua transparência, ele isola tudo o que
não estiver nele, como conteúdo, e projeta o que está contido como representação.
Nesse material trabalhei com a ponta-seca, com a colagem de pedaços de acrílico
cortados, rasgados com tesoura para cortar metal, que dá um aspecto quebradiço ao
material. Trabalhou-se também com goivas para madeira, ponta-seca com pregos,
espátulas diversas, sendo que, alguns desses materiais não são usuais em Gravura.
Essa qualidade (não-usual) levou-me à pesquisa das ferramentas adequadas.
Tomei, então, outras matérias-primas, o que me estimulou a aprofundar o trabalho
artístico.
Ao falar do desenho criado, impossível não pensar nas marcas que criam as
formas utilizadas no trabalho e o significado delas na matéria que recebe a “incisão /
relevo”. Matéria gravada é corporalidade, transformada, neste caso, nas
grafo-esculturas transparentes.
Ao utilizar esta matéria, cria-se a marca, deixa-se uma inscrição – pois marca é
sinal, é indicação para recordar, revelar algo. Reside aí, talvez, o motivo por que ainda
se trabalha com uma técnica tão antiga e atual na história das artes visuais. O homem, a
partir de determinado momento, percebeu que podia deixar rastros, sinais, revelando as
“marcas de existências passadas”, que contam a história pregressa e - consequentemente
- o artista , no seu tempo atual, também a conta, ao deixar suas marcas nos trabalhos
feitos.

72
A técnica utilizada, escolhida prioritariamente, é a ponta-seca; o traço continua
como elemento fundamental, assim como a cor sangüínea.
Mudo novamente, nesta série de trabalho - as grafo-esculturas transparentes -
de material. Passo a trabalhar sobre o acrílico, material pesquisado e que corrobora
minha pesquisa, colocando o foco nos elementos desenhados na placa .

Recorte de forma irregular . A força da linha gravada, do gesto, aparece plena.

73
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, trabalhada com ponta-seca e entintada - 1m x 1m - 2005

74
Fragmentos de acrílico
trabalhados com ponta-seca, lixa e entintados - 2007/2008

75
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, trabalhada com ponta-seca e entintada - 1m x 1m - 2007

76
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, trabalhada com ponta-seca, lixa e entintada - 1m x 1m - 2007

77
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, trabalhada com ponta-seca e entintada - 73 cm x 1,17 m - 2007

78
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, com colagem de pedaços de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada
1m x 1m - 2005

79
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, com colagem de pedaços de poliestireno, trabalhada com ponta-seca e entintada
1m x 1m - 2005

80
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, com colagem de pedaços de acrílico, trabalhada com ponta-seca e entintada
1m x 1m - 2005

81
A linha, observada no detalhe, é uma linha incisiva, na sua divisão da placa; é
aveludada, criada pela ponta-seca que corta o espaço ao meio.
A linha, inserida nesta composição, cria um eixo central, formando na placa,
pelas duas linhas que se cruzam, a sensação de equilíbrio, ocupando um plano inteiro.

82
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Detalhe da placa de acrílico, da página 81, recortada, trabalhada com ponta-seca e entintada
61 cm x 50 cm - 2005

83
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, com colagem de pedaço de acrílico, trabalhada com ponta-seca e entintada
1m x 1m - 2005

84
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, com colagem de pedaço de acrílico, trabalhada com ponta-seca e entintada
1m x 1m - 2005

85
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, com colagem de pedaço de acrílico, trabalhada com ponta-seca e entintada
1m x 1m - 2005

86
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, com colagem de pedaços de acrílico, trabalhada com ponta-seca e entintada
1m x 1m - 2005

87
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, com colagem de pedaços de acrílico, trabalhada com ponta-seca e entintada
1m x 1m - 2005

88
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, com colagem de pedaços de acrílico, trabalhada com ponta-seca e entintada
53 cm x 34 cm - 2005
89
Série Grafo-Esculturas Transparentes
Placa de acrílico, recortada, com colagem de pedaços de acrílico, trabalhada com ponta-seca e entintada
1m x 1m - 2005

90
VII - Fragmentos

“No ato criador, o artista passa da intenção à


realização por meio de uma cadeia de reações
totalmente subjetivas.
Sua luta pela realização é uma série de
esforços, sofrimentos, satisfações, recusas,
decisões que também não podem e não devem
ser totalmente conscientes, pelo menos no
plano estético”

Marcel Duchamp
O Ato Criativo

91
O artista, na sua necessidade de representação, na captação à representação do
mundo ao seu redor ou de suas mais íntimas revelações, traduz estas – como parte de
sua poética visual - usando os mais variados suportes.
O meio importa na medida da adequação da técnica escolhida, como um receptor
da poética do artista.
Fragmentos – restos, pedaços ou sobras de acrílico – ora recortados, ora
quebrados.O acrílico é duro para ser quebrado com as mãos e frágil quando cai, o que
resulta em pedaços que se quebram aleatoriamente, pedaços/formas.
Formas sem controle prévio, resultado do impacto quando o material atinge o
chão duro e se parte. Partes separadas de um todo. Partes separadas que agora são
o “ todo” .
Sentir e ver as formas tomando corpo e começando a aparecer, partindo do plano
do pensamento, da elaboração e finalmente concretizando-se.

92
Série Fragmentos de Matriz
Recorte de placa de acrílico, trabalhado com ponta-seca e entintado - Diâmetro de 1,16 m - 2007

93
Série Fragmentos de Matriz
Recorte de placa de acrílico, trabalhado com ponta-seca e entintado - 40 cm x 40 cm - 2005

94
O rasgo no poliestireno é feito liberar formas contidas no suporte ? Para aumentar a
forma espacial deste ? O rasgo cria o jogo de figura e fundo.

95
Série Fragmentos de Matriz
Recorte de placa de acrílico, trabalhado com ponta-seca e entintado - 30 cm x 23 cm - 2005

96
Série Fragmentos de Matriz
Recorte de placa de acrílico, trabalhado com ponta-seca e entintado - 60 cm x 45 cm - 2007
97
Série Fragmentos de Matriz
Recorte de placa de acrílico, trabalhado com ponta-seca e entintado - 44 cm x 40 cm - 2005

98
Série Fragmentos de Matriz
Recorte de placa de acrílico, trabalhado com ponta-seca e entintado - 68 cm x 54 cm - 2005
99
O recorte, olhado mais de perto, sugere uma silhueta... o recorte de uma face?
O recorte abre um espaço, uma fenda, que sugere a observação de dentro/fora.
O olho procura, observa, analisa.

100
Série Fragmentos de Matriz
Recorte de placa de acrílico, trabalhado com ponta-seca e entintado - 64 cm x 48 cm - 2005
101
A forma (medida do espaço tratado por uma técnica), a textura/cor e a
composição, dão, conjuntamente a sintaxe visual, a ordem, a disposição final do
trabalho.

102
Série Fragmentos de Matriz
Recorte de placa de acrílico, trabalhado com ponta-seca e entintado - 67 cm x 30 cm - 2005
103
a

Série Fragmentos de Matriz


a) 9, 5 cm x 4,5 cm
b) 15, 5 cm x 9,5 cm
Recortes de placa de acrílico, trabalhados com ponta-seca e entintados - 2005
104
Série Fragmentos de Matriz
Recorte de placa de poliestireno, trabalhados com ponta-seca e entintados
Tamanho unitário: 30 cm x 23 cm - 2005

105
Série Fragmentos de Matriz
Recorte de placa de poliestireno, trabalhados com ponta-seca e entintados
Tamanho unitário: 30 cm x 23 cm - 2005

106
a

Série Fragmentos de Matriz


Recortes de placa de acrílico, trabalhados com ponta-seca e entintados - 2005
a) 57 cm x 40 cm
b) 38 cm x 21 cm

107
Fragmentos de formas, pedaços. São por si só independentes e, na sua
autonomia, adquirem significado próprio; novas formas despedaçadas

108
a b c

d e

g
f

Série Fragmentos de Matriz


Recortes de placa de acrílico, trabalhados com ponta-seca e entintados - 2005
a) 10 cm x 11,5 cm
b) 1 cm x 10 cm
c) 17 cm x 37 cm
d) 14 cm x 11 cm
e) 10 cm x 22 cm
f ) 9 cm x 26 cm
g) 9 cm x 10 cm

109
VIII – Considerações finais

“Acabei por chegar a conclusão de que aquilo


que há de único e de mais pessoal em cada um
de nós é o mesmo sentimento que, se fosse
partilhado ou expresso, falaria mais
profundamente aos outros.
Isto permitiu-me compreender os artistas e os
poetas como pessoas que ousam exprimir o que
há de único neles”
Carl Rogers
Tornar-se Pessoa

110
As formas decorrentes deste trabalho que utiliza as técnicas da gravura em
metal, na qual dou ênfase à ponta-seca, técnica esta direta na execução do trabalho,
resultam principalmente em texturas aveludadas gerando uma tactilidade característica
da linha traçada com a ponta-seca. Ao me aproximar, com uma lente de aumento do
trabalho, da ponta-seca, me deparo com uma aparência de pele (da minha “ própria
pele” ) se assemelhando às ranhuras que nela existem , as linhas que se formam na
superfície desta; num caráter de auto-referência.
A cor sanguínea também me remete à cor do sangue humano. Tactilidade e cor
características auto-referentes, mas que falam ao mundo do sensível, não se restringindo
a mim mesma, mas extrapolando o caráter do único, e passando ao universal, ao mundo
da arte.
As formas resultantes do trabalho, ora quebradas com as mãos, ora cortadas com
tesoura , também dão a aparência de ranhuras, pelo fato do acrílico ser rasgado ou
mesmo quebrado. Pontiagudas, arredondadas, retangulares, as formas me levaram à esta
fragmentação nos trabalhos, me fazendo pensar na próxima etapa deste trabalho.
Terá este um aspecto tridimensional?
Gravura / incisão / relevo.proximidade da gravura coma escultura.
Qual técnica ou quais técnicas vão ser usadas, e quais características estes
trabalhos terão?
Saberei somente através da práxis, do trabalho em atelier. Pois a realização se
une ao pensamento, movendo o trabalho no sentido da próxima etapa a ser executada,
que resultará em trabalhos outros.

111
IX – Bibliografia

112
BIBLIOGRAFIA:

ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. Editora Companhia das Letras. 4a. impressão.
São Paulo.1996.

_________________. Arte e Crítica da Arte. Editorial Estampa. Lisboa. Portugal. 1988.

ARNHEIM, Rudolf. Arte e Percepção Visual. Uma Psicologia da Visão Criadora.


Livraria Pioneira Editora. Editora da Universidade de São Paulo, SP. 1980.

BACHELARD, Gaston. Direito de Sonhar. (Tratado do Buril). Difel.1994.

____________________.Direito de Sonhar. ( Castelos de Espanha)..Difel.1994.

BÉGUIN, André. Dictionnaire Tecnique de L’estampe. Bruxelles.1976. 3 volumes.

BERSIER,Jean E. La Gravure, Procédes, L’Histoire. (Larousse-Paris).1994.

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Textos escolhidos.Walter Benjamin, Max Habermas, Theodoro W. Adorno, Jurgen
Habermas. São Paulo.Abril Cultural.1980.

BERLINCK, Teresa. Desenhos do Sono . Dissertação de Mestrado. Curso de Mestrado


em Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina. São Paulo/SP. 2006.

BERMAN, Marshall. Tudo o que é sólido desmancha no ar: a aventura da


modernidade. Companhia das Letras.São Paulo.1986.

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Louise Bourgeois. Destruição do Pai,Reconstrução do Pai.
Cosac&Naify Edições. São Paulo.2000.

BRITES, Blanca e Elida Tessler (orgs.). O meio como ponto zero. Editora da
Universidade do Rio Grande do Sul / UFRGS. 2002.

BUTI, Marco Francesco. Estruturas Inevitáveis: Continuidade do Gravar Interior.


Dissertação de Mestrado. ECA/USP. São Paulo.1994 .

BUTI ,Marco e Anna Letycia (orgs.) . Gravura em Metal.Editora da Universidade de


São Paulo /Imprensa Oficial do Estado.São Paulo.2002.

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Gráfica Studio Pagina, Lucca. Itália. MASP-Museu Arte de São Paulo. 1978.

CAUQUELIN, Anne. Arte Contemporânea.Uma Introdução.Martins Fontes.


São Paulo. 2005.

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DIMIER, Louis. La Gravure.Librairie Garnier Frères.1930.

113
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by Harry N. Abrams, Incorporated. New York.1976.

FABBRINI, Ricardo Nascimento. A arte depois das vanguardas . Editora da


UNICAMP.Campinas. SP. 2002.

FAJARDO, Carlos Alberto. Poéticas Visuais.: A profundidade e a superfície . Tese de


Doutorado . Escola de Comunicações e Artes.ECA/USP/SP. 1998.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda e J.E.M.M.,Editores Limitada .


Novo Dicionário Aurélio. 15ª. Impressão.Editora Nova Fronteira S.A.1985.
Rio de Janeiro.

FERREIRA, Orlando da Costa. Imagem e Letra.Introdução à Bibliologia Brasileira:


A imagem Gravada. 2a. edição. Editora da Universidade de São Paulo.São Paulo.1994.

FOCILLON, Henri. A Vida das formas: Seguido de Elogio da Mão. Arte e


Comunicação, Edições 70. Lisboa. Portugal. 2001.

GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar, Escrever, Esquecer . Ed. 34.São Paulo.2006.

GOLDBERG, RoseLee. A Arte da performance: do futurismo ao presente. Martins


Fontes. São Paulo. 2006.

GOMBRICH, E.H. A História da Arte. LTC - Livros Técnicos e Científicos


Editora S.A. Rio de Janeiro. R.J. 1995.

KOSSOVICH,L , LAUDANNA,M, & RESENDE, R. Gravura:Arte Brasileira do


Século XX.ItaúCultural/Cosac&Naify. São Paulo.2000.

LEITE, José Roberto Teixeira. A Gravura Brasileira Contemporânea. Ed. Expressão e


Cultura S.A. Rio de Janeiro.

JARDIM, Evandro Carlos Frasca Poyares. Processos da Gravura em Metal.


Dissertação de Mestrado. Escola de Comunicações e Artes. ECA/USP/SP. 1980.

______________________. Reflexões sobre a Prática da Gravura em Metal. Tese de


Doutorado.Escola de Comunicações e Artes.ECA/USP/SP. 1989.

JR.W.M.,Ivins.Imagem Impresa y Conocimiento: Analisis


De La Imagem Prefotografica. Colección Comunicación Visual.Editorial Gustavo Gilli.
Barcelona.1975.

LOURO, Maria Tereza. O Desenho e o Meio de Habitar. Espaços de Pintura.


Dissertação de Mestrado. Escola de Comunicações e Artes. ECA/USP/SP. 2000.

MAMMI, Lorenzo, Sônia Salzstein e José Bento Ferreira. Maneira Branca/gravuras


de Elisa Bracher. Cosac&Naify.Pinacoteca do Estado. São Paulo. 2006.

MARX,Claude Roger. La Gravure Originale au XX Siécle.


Editions Aimery Somogy. Paris.1962.

114
MUBARAC, Luiz Cláudio. Notas sobre Incisão. Tese de Doutorado. Escola de
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ROSEMBERG, Haroldo. Objeto Ansioso. Cosac&Naify. São Paulo.2001.

ROGERS, Carl. Tornar-se Pessoa. Livraria Martins Fontes Editora Ltda. SP. 1990.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico.9a. edição. Cortez


Editora-Autores Associados.1983.

VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Convite à Estética. Editora Civilização Brasileira.Rio de


Janeiro. 1999.

WEISS, Luise. Metaobjetos . Dissertação de Mestrado.Escola de Comunicações e


Artes. ECA/USP/SP. 1992.

WÖLFFLIN, Heinrich. Conceitos Fundamentais da História da Arte. Editora Martins


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WOLLNER, Alexandre. 50 Anos de design visual. Editora Cosac&Naify.2003.

YAMAUCHI, Celina. A Natureza da Paisagem e dos Meios de Representação.


Dissertação de Mestrado. Escola de Comunicações e Artes. ECA/USP/SP. 2001.

ZAMBONI,S. A Pesquisa em Arte. 2a ed.Autores Associados. Campinas. 2001.

ZANINI, W. História Geral da Arte no Brasil, v. II .Instituto W. Moreira Salles.


São Paulo.1983.

Artigos:

AGNEW, Neville. Canvas of the Millennia. Paul Getty Foundation. 1998 .

DOWSON A. Thomas & Geoff Blundell. Finger Paintings in the Harts River Valley,
Northern Cape Province, South Africa. University Of the Wirwatersand.
South Africa.1992.

FARIAS, Agnaldo. Leveza e aspereza da linha. Texto catálogo para exposição. Galeria
Nara Roesler.São Paulo. SP. Fevereiro 2008.

FOUNDATION, Paul Getty. Mortality –Imortality? The Legacy of 20 th Century


Art.1998.

LEWIS-WILLIAMS, David. Rock Art Exhibit at Kennedy Center.


Paul Getty Foundation. 1998.

PIMENTA, Angela. À Flor da Pedra. Revista Veja. Edição 1500. Ano 30. no. 24.
Editora Abril. SP.

115
X – Curriculum Vitae

116
CÁSSIA GONÇALVES BARRETOS / SP

Graduação em Licenciatura Plena, Educação Artística, Habilitação em Artes Plásticas,

registro MEC: “L”10890-LP, UNAERP, Ribeirão Preto, SP 1981.

Home Page:
http:/www.fundacaostickel.com.br/exposicoes/ cassiagoncalves

Curso de Pós-Graduação – Lato Sensu em Arte Educação, área de


concentração “Docência do Ensino Superior em Arte:Projeto Especial
Interdisciplinar de Programas Agrupados”, concluído em 2000, na FPA -
Faculdade Paulista de Artes, São Paulo, SP .

Ganhadora da bolsa de artes da fundação “The Pollock-Krasner Foundation ”,


New York, Estados Unidos, para o período de agosto 2000 até julho 2001.
A artista está cadastrada no website desta fundação, como bolsista da mesma.
Website: www.pkf.org/granteesdatabase/artists

Mestre em Artes Visuais pela FASM – Faculdade Santa Marcelina, no


Programa de Mestrado em Artes Visuais, Linha de Pesquisa: Produção em
Artes Visuais , com o título: MARCAS DA MINHA EXISTÊNCIA-Registros
Gráficos, orientadora Profa.. Dra. Luise Weiss, ano de obtenção: 2008,
São Paulo/SP.
Website:www.marcasdaminhaexistencia/blogspot.com

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

2008
Galeria Gravura Brasileira, exposição paralela à dissertação de mestrado, com o titulo
MARCAS DA MINHA EXISTÊNCIA - Registros Gráficos, São Paulo SP

2005
Espaço Cultural da FUNDAÇÃO STICKEL – São Paulo, SP

1995
Itaugaleria Núcleo de Informática e Cultura – NIC, Belo Horizonte , MG

Itaugaleria São Paulo , SP

117
1992
Grêmio Literário e Recreativo de Barretos, Departamento Cultural, Barretos,
SP

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

2007
International Print Exhibition Tokyo 2007,Japão
VIII International Graphic Art Biennial Dry Point Uzice, Iugoslávia

2006
8th Edizione della Biennale Internazionale per L’Incisione, Acqui Terme, Itália
8th International Small Engraving Salon
Muzeul Florean Baia Mare , Maramures, Romênia

5th Lessedra World Art Print Annual – Mini Print


LESSEDRA Gallery & Contemporary Art Projects, Sófia, Bulgária

2005
GRAPHIAS – 1a. Feira de Livros de Arte, Livro de Artista e Álbum de Gravura
São Paulo, SP

2004
VII International Biennial Of Engraving Rotary Club, Acqui Terme Ovada, Itália

VII Bienal do Recôncavo Centro Cultural Dannemann, São Félix, BA

2003
Mostra Ex Libris , tema: “Il Sogno di Afrodite”, Acqui Terme, Itália
VI Bienal Europea Del Grabado, Acqui Terme, Itália
Exposição paralela – Galeria Gravura Brasileira – 16 Gravadores Brasileiros, SP
Casa Guaysamin Havana Velha, CUBA
Projeto “ARTE POSTAL” – imagem veiculada pela Internet

2001
“Linhas, Quadrados e Círculos”, Centro Cultural de Diadema SP (exposição
paralela à “I Bienal de Gravura de Santo André” , SP)

“ O Figurativo” no Acervo Municipal Ribeirão Pires, SP (Sala Esther


Mazzini) ,exposição paralela à “ I Bienal de Gravura de Santo André”, SP

Galeria de Arte Gravura Brasileira – Corpos Cravados - São Paulo, SP


Evento “Pratos para a Arte IV” Associação Cultural Amigos do Museu Lasar
Segall, SP

8a. Feira Cultural EXPO-CEIA Centro Educacional Integrado Americano


São Bernardo do Campo, SP

118
2000

Colégio Mayor Casa do Brasil-adscrito a La Universidad Complutense de


Madrid, Espanha

Galeria Atrium Academicus Faculdade Paulista de Artes, São Paulo, SP

1999
Mostra Rio Gravura – São Paulo Gravura Hoje FUNARTE , R.J.

1998
Abilene Christian University, Abilene, Tx , USA
Louisiana State University, Baton Rouge, LA , USA
A Reprodutividade na Arte – Tênis Clube de Santo André, SP
( Exposição paralela ao XXVI Salão de Arte Contemporânea de Santo André,
SP )

1997
Spring Creek Gallery, Collin County Community College Plano, TX, USA
University of Texas of Permian Basin, Odessa, Tx , USA
Midwestern State University, Wichita Falls, Tx , USA
Haggar University Gallery – University of Dallas, Irving, Tx , USA
2a. Bienal Internacional de Arte Postal – Colégio UNIVERSITAS Santos, SP
Centro Gallego de Arte Contemporânea de Santiago de Compostela, Espanha
Galeria Malli Villas-Bôas, São Paulo, SP

1996
IV Bienal Internacional de Grabado OURENSE, Espanha
Exposição para Leilão especial PRÓ-MASP, Renato Magalhães Gouvêa
Escritório de Arte São Paulo, SP

1995
Exposição “Pintando Barretos”, Grêmio Literário e Recreativo de Barretos,
SP

Centro de Informática e Cultura II – CIC II – Campinas, SP

1994
IX Bienal Ibero-Americana de Arte – México, D.F.
I Bienal Nacional de Gravura de São José dos Campos, SP
Anos 90: A Gravura Contínua Centro Cultural São Paulo, SP
IV Internacional ART TRIENNALE MAJDANEK’94, Lublin, Polônia

119
1993
Exposição em conjunto com o Atelier Experimental de Gravura “Francesc
Domingo”do MAC/SP, no Museu da Gravura Cidade de Curitiba Solar do
Barão, Curitiba, PR

The First International Print Biennial Maastricht, Holanda


Galeria SESC Paulista parceria com Rui Siqueira. São Paulo, SP

1992
Museu da Gravura Cidade de Curitiba, PR, Solar do Barão (parceria com
Noemi Ribeiro)
Reunião Pró-Reitores de Extensão, Santa Maria, RS
I Congresso de Educação para Integração da América Latina no Brasil
(UNIOESTE-FACIMAR) Marechal Candido Rondon, PR

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS

1991

Impressões-Impressas Itaugaleria, Goiânia, GO


Impressões-Impressas Itaugaleria, São Paulo, SP
Fundação Cultural “Cassiano Ricardo”Galeria Volpi São José dos Campos,
SP
7th International Exhibition Small Graphic Forms Lódz’, Polônia

1980
XEROARTE 80 - UNAERP, Ribeirão Preto, SP

SALÕES

2002
34o. Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, SP

1999
12º. Salão Associação Comercial de Pinheiros São Paulo, SP
1o. SABAR Salão de Arte de Barretos, SP

1996
Salão de Artes Cidade de Itajaí, SC

24o. Salão de Arte Contemporânea de Santo André, SP

1995
5o. Salão de Artes de São Bernardo do Campo, SP

120
1994
4o. Salão de Artes Plásticas de São Bernardo do Campo, SP

1992
XVII SARP Salão de Arte, Ribeirão Preto, SP

1991
48o Salão Paranaense de Arte Contemporânea, Curitiba, PR
XVI SARP Salão de Artes de Ribeirão Preto, SP
19o. Salão de Arte Contemporânea de Santo André, SP

1989
21o. Salão Nacional de Arte, Museu de Arte de Belo Horizonte, MG
XIV SARP Salão de Arte de Ribeirão Preto, SP
II Salão de Artes Pde . Mário Pennock Itajubá, MG
Exposição de Alunos Desenho com Fernando Stickel Galeria Montesanti
Roesler ,São Paulo, SP
VII Salão Paulista de Arte Contemporânea, São Paulo, SP

ENCONTRO

Participante do “XI ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE


PESQUISADORES EM ARTES PLÁSTICAS- ANPAP, na “Sessão de Painel”,
em novembro 2001, na FAAP/SP, com o tema: CORPOS CRAVADOS

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

2001/2002
Assistente de Coordenação Acadêmica na FIA Faculdades Interação Americana,
São Bernardo do Campo, SP

2000/2001
Professora Orientadora Acadêmica, na FPA, São Paulo, SP
Docente da matéria “Meios de Representação Bidimensional” , na FPA, São
Paulo, SP
Docente da matéria “Desenho de Observação” na FPA, São Paulo, SP
Coordenadora da Complementação Pedagógica:Licenciatura Plena(Plásticas,
Cênicas) na FPA, São Paulo, SP

CURSOS

2001
Seminário Gravura – História, Técnica e Linguagem Itaú Cultural, SP

121
1o. Seminário para Estudos e Planejamento Didático da FIA – Faculdades Interação
Americana
São Bernardo do Campo, SP

2000 (2o. semestre)


Projeto-Arte:COR E IMAGEM , na ECA/USP/SP, São Paulo, com a Profa.
Dra. Élide Monzeglio, como aluna especial, para curso de mestrado” stricto
sensu”

2000
(1o. e 2o. semestres)
Curso de Pós-Graduação – Lato Sensu em Arte Educação, área de
concentração “Docência do Ensino Superior em Arte:Projeto Especial
Interdisciplinar de Programas Agrupados”,concluído em 2000, na FPA -
Faculdade Paulista de Artes, São Paulo, SP

2001
(1o. semestre)
Sistemáticas de Pesquisa em Poéticas Visuais, na ECA/USP/SP, São Paulo
com a Profa. Dra. Elide Monzeglio, como aluna especial ,para curso de
mestrado “Stricto Sensu”

PUBLICAÇÕES

1991
Participação no Álbum de Gravuras em Comemoração ao Centenário de
Nascimento de Lasar Segall, Centro de Gravura do Museu Lasar Segall,
São Paulo, SP

1990
Participação no Álbum de Gravuras ,Gravura em Metal, Centro de Gravura do
Museu Lasar Segall, São Paulo, SP

TRABALHOS EM ACERVOS PÚBLICOS

2007
Sakima Art Musem Okinawa Prefecture, Japão

2006
Fundação Stickel, São Paulo, SP

122
2004
Seoul Museum of Art, Coréia do Sul
Club International, Acqui Terme Ovada, ITALIA
Centro Cultural Dannemann, São Félix, BA

2003
Museu Nacional de Havana, CUBA

2002
Kochi International Triennial of Prints
Hakawa, Ino-cho, Agawa-gun, Kochi-Ken, JAPÃO

2001
Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais, SP

2000

Colégio Mayor Casa do Brasil – Universidad Complutense de Madrid,


Espanha

UNIVILLE Universidade da Região de Joinville, SC

1998
State Museum in Majdanek Lublin, Polônia

1997
Bienal de San Juan del Grabado Latinoamericano y del Caribe Instituto de
Cultura
Puertorriqueña San Juan, Porto Rico

1996
Prefeitura Municipal de Santo André, SP

1993
Galeria SESC Paulista , São Paulo, SP

1992
Museu da Gravura Cidade de Curitiba, PR

Instituto Cultural Itaú, São Paulo, SP

1991
Prefeitura Municipal de Santo André, SP

State Gallery of Lódz’, Polônia

VÍDEOS – CÁSSIA GONÇALVES – EM ACERVOS PÚBLICOS

1993
MIS Museu da Imagem e do Som, São Paulo, SP

123
MAC Museu de Arte Contemporânea Cidade Universitária, São Paulo, SP

1992
Centro de Informática e Cultura I, São Paulo, SP

1991
Videoteca Museu Lasar Segall, São Paulo, SP

CITAÇÕES EM LIVROS

2000
Novíssima Arte Brasileira – Um Guia de Tendências , de Kátia Canton, Editora
Iluminuras Ltda. São Paulo, SP

Artes Plásticas Brasil – de Maria Alice & Julio Louzada, volume 12 , Julio Louzada
Publicações, São Paulo, SP

CITAÇÃO NO SITE MEC/CAPES

2006
Produção Artística – Obra de Artes Visuais, no Sistema de Avaliação da Pós-Graduação
da FASM – Faculdade Santa Marcelina, São Paulo, SP

PREMIAÇÕES

1997
I Concurso de Artes Plásticas Galeria Mali Villas-Bôas, SP Medalha Bronze
1996
24o. Salão de Arte Contemporânea de Santo André, SP Prêmio Aquisição
1991
19o. Salão de Arte Contemporânea de Santo André, SP Prêmio Aquisição
1989
II Salão de Arte Pde.Mário Pennock Itajubá, MG Menção Honrosa

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125
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