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Introdução

No presente trabalho da Cadeira de Geografia dos Transportes Comércio e Turismo, iremos


debruçar acerca do Turismo como objecto da geografia economica, partindo do pressuposto que
a geografia é uma ciência que se dedica ao estudo do espaço geográfico e os fenómenos que nele
ocorrem, e nessa vertente o Turismo faz parte da geografia economica. Neste trabalho falaremos
ainda de subtemas como conceito do turismo, a relação da geografia com o turismo,
características gerais da actividade turística, evolução histórica do turismo, classificações de
turismo, tipos de turismo, sem esquecer-se da importância da actividade turística. Esperamos que
tal trabalho seja eficiente e motivador na sua classificacao pelo docente.

Objectivos:

Geral

 Analisar o turismo como objecto da geografia económica e as caracteristicas gerais da


actividade turistica

Específicos

 Conceituar o turismo;
 Debruçar acerca do turismo no contexto da geografia económica;

 Falar da relação entre o turismo e a geografia;

 Versar acerca da classificacao e tipos de turismo;

 Apresentar as caracteristicas gerais da actividade turistica;

 Compreender a importancia do turismo.

Metodologia

Para a realização deste trabalho, recorremos a uma busca bibliográfica, através da leitura de
alguns manuais e obras científicas de diversos autores que nos permitiu fazer o desenvolvimento
dos conteúdos presentes no trabalho, e não só, também recorremos a fontes virtuais ou
electrónicas para aperfeiçoar algumas partes do trabalho com vista a trazer as informações com
uma maior exactidão.
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1. O Turismo como objecto da geografia económica

A geografia é uma ciência que se dedica ao estudo do espaço geográfico e os fenómenos que
nele ocorrem. Nessa vertente ela enquadra-se dentro das ciências sociais e divide-se em dois
ramos que são: A geografia física (Hidrologia, Geomorfologia, Geologia, Biogeografia,
Climatologia) e a geografia económica ou humana (Geografia da População, Geografia
Turística, Geografia Agrária, Geografia Industrial, Geografia Urbana e Geografia dos
Transportes).

A Geografia se preocupa não somente com o espaço, entendido como o local de actuação da
sociedade, mas também com a conotação temporal, que imprime uma configuração diferenciada,
no decorrer do tempo, a cada evento geográfico, seja ele um rio, uma cidade por ai vai. Entender
e caracterizar os eventos geográficos também variou no tempo e as mudanças nas formas de
interpretar o espaço e as distribuições espaciais determinaram conjuntos de procedimentos e de
temáticas distintas. (COOPER et. Al. 2007:25).

Antes de falar do turismo como objecto da geografia económica, é necessário que antes
apresentemos o conceito de turismo. Desta feita vários autores, trouxeram suas abordagens em
relação a esta actividade.

1.1. Conceito do turismo

Segundo a Organização Mundial do Turismo – OMT (2001:3), o Turismo compreende as


actividades realizadas pelas pessoas durante suas viagens e estadias em lugares diferentes do seu
entorno habitual, por um período consecutivo inferior a um ano, por lazer, negócios ou outros.

Segundo CUNHA & ABRANTES (2013:15), o turismo é a actividade económica decorrente das
deslocações e permanência dos visitantes.

As primeiras definições de turismo surgiram com os professores Waler Hunziker e Kurt Krapf
que estabeleceram a definição mais elaborada ao considerarem, em 1942, o turismo como “o
conjunto das relações e fenómenos originados pela deslocação e permanência de pessoas fora do
seu local habitual de residência.” Podemos então definir o turismo como a actividade, ou as
actividades económicas decorrentes das deslocações e permanências dos turistas
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1.2. A relação da geografia com o turismo

A Geografia turística é o ramo da geografia económica que preocupa-se em fazer o estudo das
viagens, e do turismo como indústria e como actividade cultural e social. A geografia turística
cobre diversos assuntos, incluindo o impacto ambiental do turismo, a economia do lazer, a
indústria, gerenciamento e sociologia do turismo e a preservação de patrimónios históricos e
naturais. (DUMAZEDIER, 1976:14).

A Geografia é fundamental para o estudo do turismo, pois este é geográfico em sua natureza.
Turismo ocorre em lugares, e envolve movimento e actividades entre os lugares e é uma
actividade na qual tanto as características locais quando as identificações pessoais são formadas,
através de relações que são criadas entre lugares, paisagens e pessoas. A geografia física provê
um plano de fundo essencial, sobre o qual lugares turísticos são criados e impactos ambientais e
suas preocupações são as questões principais, que precisam ser consideradas na gestão do
desenvolvimento dos lugares turísticos. (HENRIQUES, 2003:46)

Ainda de acordo com HENRIQUES (2003:47) recentes desenvolvimentos na geografia humana


resultaram em abordagens como as da geografia cultural, que utilizam abordagens mais
teoricamente diversificadas em relação ao turismo, incluindo a sociologia do turismo, que se
estende além do turismo como uma actividade isolada e excepcional e considera como a viagem
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se encaixa no dia-a-dia das pessoas e como o turismo não é apenas um consumo de locais, mas
também produz um “senso de lugar” no destino turístico.

1.3. O turismo no contexto geográfico

Segundo DUMAZEDIER (1976:14), as primeiras relações da Geografia com o Turismo se


respaldam nas práticas das viagens e no interesse pelo conhecimento de novos lugares, e um dos
elos entre a Geografia e o Turismo era, e continua sendo, a busca pelo conhecimento de novos
espaços. A Geografia considera a actividade turística para além da questão económica.

As preocupações espaciais com a expansão da função turística derivam, principalmente, das


análises da distribuição dos equipamentos e das suas incidências na organização sócio espacial.

Segundo CAZES (1987 apud CASTILHO, 1999:95), tradicionalmente ligados à apaixonante


problemática da localização, os geógrafos arrolam os factores geográficos convencionais tais
como:

 A atracção da paisagem e do clima;


 A disponibilidade de infra-estrutura e de equipamentos turísticos; e
 A sedução sociocultural e espacial dos lugares observados.

Neste sentido, podemos conceber que, no campo geográfico, o turismo é muito mais que o
simples deslocamento de pessoas com fins de lazer; é uma prática sócio espacial complexa e
multifacetada e têm seus rebatimentos nas diferentes esferas da organização sócio espacial:

 Económica: requalifica os espaços através da diversificação, do crescimento e/ou


decréscimo das actividades, provocando alterações nos perfis de emprego, na renda e na
base produtiva;
 Cultural: modifica os sistemas de valores, o estilo de vida e os padrões de consumo das
populações receptoras;
 Ideológica: articula estratégias e tácticas que permeiam o imaginário do turismo como
via de “salvação do mundo” e como mecanismo de manutenção da ordem;
 Política: redefine o papel do Estado como gerenciador da infra-estrutura turística e da
ordem; e
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 Espacial: refere-se ao espaço como meio de produção, como produto de consumo e


como o locus das práticas sócio espaciais.

Mas a principal relação entre a Geografia e o Turismo vai se estabelecer no espaço geográfico
como alicerce da oferta turística. Apesar de serem classificados como ciências sociais e
humanas, ambos mantêm fortes ligações com as ciências naturais, o que levou MILTON
SANTOS (1996:65) a afirmar “a Geografia não é física nem humana. A Geografia é da
humanidade”. O espaço geográfico é um suporte na vida dos indivíduos e dos grupos
independentes dos estágios de desenvolvimento tecnológico. Ele resulta da acção humana que
interfere na realidade natural e cria paisagens humanas e humanizadas. Assim, o espaço
geográfico modifica-se constantemente, e as paisagens incorporam novos objectos e novas
técnicas criadas pelo conhecimento e pelo trabalho humano. Essas modificações relacionam e
inter-relacionam os diferentes espaços geográficos e criam a oferta turística que, para SESSA
(1983:47), “é o resultado de todas aquelas actividades produtivas que servem à formação dos
bens e serviços necessários à satisfação da necessidade turística e que se exprimem no consumo
turístico”

1.4. Características gerais da actividade turística

A actividade turística se dará através do deslocamento de pessoas de um local para o outro, onde
estas terão o intuito de sanar suas necessidades, que poderão ser desde emocionais, sociais,
culturais a físicas. O motivo deste deslocamento se torna justificado já que dentro de seu
ambiente natural seria um tanto quanto impossível de estas motivações serem realizadas, seja por
falta de estrutura, por falta de recursos ou então pela necessidade destes indivíduos de usufruírem
e consumirem aspectos quotidianos totalmente avessos de seus centros de origem. Nesse sentido,
BENI (2006) ilustrará que a figura do turista deverá ser entendida enquanto aquele indivíduo que
permanecerá por mais de 24 horas e menos de 01 ano, e por esta causa deverá realizar pernoite
na destinação visitada, realizando gastos de qualquer espécie com renda auferida fora do local
visitado.

1.5. Evolução Histórica do Turismo

Segundo autores, existe duas linhas de pensamentos, no qual a História do Turismo se divide. A
primeira seria que o Turismo se inicia no Século XIX como deslocamento cuja finalidade
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principal é o ócio, descanso, cultura, saúde, negócios ou relações familiares. Estes deslocamentos
se distinguem por sua finalidade dos outros tipos de viagens motivados por guerras, movimentos
migratórios, conquista, comércio, etc. Não obstante o turismo tem antecedentes históricos claros.
Depois, se concretizaria com o então movimento da Revolução Industrial. A segunda linha de
pensamento se baseia em que o Turismo realmente se iniciou com a Revolução Industrial, visto
que os deslocamentos tinham como intuito o lazer. (SESSA, 1983:9).

Idade Antiga
Na História da Grécia Antiga, dava-se grande importância ao turismo e para o tempo livre em
que dedicavam à cultura, diversão, religião e desporto. Os deslocamentos mais destacados eram
os que se realizavam com a finalidade de assistir as olimpíadas (que ocorriam a cada 4 anos na
cidade de Olímpia). Para lá se deslocavam milhares de pessoas, misturando religião e deporto.
Também existiam peregrinações religiosas, como as que se dirigiam aos oráculos de Delfos e ao
de Dódona. Durante o Império Romano, os romanos frequentavam águas termais (como as das
termas de Caracalla).Eram assíduos de grandes espectáculos, como os teatros, e realizavam
deslocamentos habituais para acosta (muito conhecidos como o caso de uma vila de férias a
"orillas del mar").Estas viagens de prazer ocorreram possivelmente devido a três factores
fundamentais: a ‘’Pax Romana’’, o desenvolvimento de importantes vias de tráfego e a
prosperidade económica que possibilitou a alguns cidadãos meios financeiros e tempo livre.
(SESSA, 1983:9).

Idade Média
Durante a Idade Média ocorreu num primeiro momento um retrocesso devido ao maior número
de conflitos e a recessão económica, entretanto surge nesta época um novo tipo de viagem, as
peregrinações religiosas. Embora já tenha existido na época antiga e clássica, entretanto o
Cristianismo como o Islã estenderam a um maior número de peregrinos e deslocamentos ainda
maiores. São famosas as expedições desde Veneza a Terra Santa e as peregrinações pelo
Caminho de Santiago (desde 814 em que se descobriu à tumba do santo), foram contínuas as
peregrinações de toda Europa, criando assim mapas e todo o tipo de serviço para os viajantes.
Quanto ao Turismo Islâmico de Hajj a peregrinação para Meca e um dos cinco Pilares do
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Islamismo obrigando a todos os crentes a fazerem esta peregrinação ao menos uma vez em sua
vida. (ANSARAH, 2004:6).

Idade Moderna
Isabel I, Rainha da Inglaterra e Irlanda. As peregrinações continuam durante a Idade Moderna.
Em Roma morrem 1.500 peregrinos por causa da peste. E neste momento quando aparecem os
primeiros alojamentos com o nome de hotel (palavra francesa que designava os palácios
urbanos). Como as viagens das grandes personalidades acompanhadas de seu séquito, comitivas
cada vez mais numerosas, sendo impossível alojar a todos em palácio, ocorre à criação de novas
edificações hoteleiras.

De acordo com ANSARAH (2004:6), esta é também a época das grandes expedições marítimas
de espanhóis, britânicos e portugueses que despertam a curiosidade e o interesse por grandes
viagens. Ao final do século XVI surge o costume de mandar os jovens aristocratas ingleses para
fazerem um gran-tour ao final de seus estudos, com a finalidade de complementar sua formação
e adquirir certas experiências. Sendo uma viagem de larga duração (entre 3 e 5anos).

Que se fazia por distintos países europeus, e desta actividade nascem as palavras: turismo,
turista, etc. Existindo um ressurgir das antigas termas, que haviam decaído durante a Idade
Média. Não tendo somente como motivação a indicação medicinal, sendo também por diversão e
o entretenimento em estâncias termais como, por exemplo, em Bath (Inglaterra).Também nesta
mesma época data o descobrimento do valor medicinal da argila com os banhos de barro como
remédio terapêutico, praias frias (Niza,…) onde as pessoas iam tomar os banhos por prescrição
médica.

Idade Contemporânea

Com a Revolução Industrial se consolida a burguesia que volta a dispor de recursos económicos
e tempo livre para viajar. O invento da máquina a vapor promoveu a revolução nos transportes,
que possibilita substituição da tracção animal pelo trem a vapor tendo as linhas férreas que
percorrem com rapidez as grandes distâncias cobrindo grande parte do território Europeu e
Norte-Americano. Também o uso do vapor nas navegações reduz o tempo dos deslocamentos.
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Freedom of the Seas, o maior navio cruzeiro do planeta, símbolo da era das grandes viagens
marítimas. Inglaterra torna-se a primeira a oferecer passagens de travessias trans-oceânicas e
dominam o mercado marítimo na segunda metade do século XIX, o que favorecerá as correntes
migratórias europeias para a América. Sendo este o grande momento dos transportes marítimos e
das companhias navais. (SESSA, 1983:10).

Começa a surgir na Europa o turismo de montanha ou saúde: se constroem famosos sanatórios e


clínicas privadas europeias, muitos deles ainda existem como pequenos hotéis guardando ainda
um certo charme. É também nesta época das praias frias (Costa azul, Canal da Mancha,).

1.6. Principais terminologias usadas no turismo

No turismo, existem determinadas terminologias que geralmente são confundidas por pessoas
comuns, e é importante esclarece-las ou distingui-las, e dentre tais terminologias destacam-se:
Visitante, turista e excursionista.

Antes quem viajava ou se deslocava de um lugar para o outro não tinha um nome específico,
sendo chamado de Hospites do Latim ou Xénos do grego, viandante, viajor, ou forasteiro desde
que as suas viagens fossem pacíficas.

Turista – Não se sabe ao certo como surge essa denominação, mas é geralmente aceite que tem
origem nas viagens que os ingleses faziam no continente Europeu nos finais do século XVII
durante a Grand Tour, dai surge o termo Turista.

Para a OMT (1994), o termo visitante mantem-se como o conceito básico de todo o sistema
estatístico do turismo do qual derivam os restantes. Com efeito, de acordo com a última
definição adoptada pela ONU (1993), passamos a ter os seguintes conceitos:

 Visitante: é toda pessoa que se desloca a um local situado fora do seu ambiente habitual
durante um período inferior a 12 meses consecutivos e cujo motivo principal da visita é outro
que não seja o de exercer uma actividade remunerada no local visitado.
 Turista: é todo o visitante que passa pelo menos uma noite num estabelecimento de
alojamento colectivo ou num alojamento privado no local visitado.
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 Visitante do dia (Same-day-visitor), em substituição do termo “excursionistas”, é todo o


visitante que não passa a noite no local visitado, incluindo os passageiros de cruzeiros e
tripulações de meios de transportes desembarcados.

1.7. Classificações de Turismo

Podemos classificar o turismo de acordo com vários critérios:

De acordo com a origem dos visitantes:

 Turismo doméstico ou interno: Deslocações dos residentes de um país, unicamente no


interior do próprio país.
 Turismo receptor: Abrange as viagens a um país por residentes noutro país.
 Turismo emissor: É o turismo que respeita às viagens dos residentes num dado país.

Podemos distinguir outras formas de turismo:

 Turismo interior: Agrupa o turismo interno e o receptor.


 Turismo nacional: Agrupa o turismo interno e turismo emissor.
 Turismo internacional: Agrupa o turismo receptor e o emissor.

De acordo com a forma de organização:

 Turismo individual: organização da viagem feita pela própria pessoa.


 Turismo organizado: organização da viagem feita por Agências.
 Turismo social: financiado por terceiros, caso de entidades.

De acordo com as repercussões na balança de pagamentos:

 Externo Activo: quando beneficia economicamente a região de chegada


 Externo Passivo: quando há perda económica na região de saída.
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De acordo com o grau de liberdade administrativa:

 Turismo livre: Quando o turista tem acesso livre para visitar todas as áreas da região
visitada.
 Turismo condicionado: Quando o turista não goza de total liberdade no local visitado,
ou seja tem restrições para visitar certas áreas.

1.8. Tipos de Turismo

Segundo OLIVEIRA (2002:77), citado por GUAMBE (2007), existem 22 tipos de turismo
segundo as características da actividade desenvolvida no mesmo ou as potencialidades
exploradas, sendo assim teremos: Turismo de lazer, de eventos, de águas termais, desportivo,
religioso, da juventude, social, cultural, ecológico, de compras, de aventura, gastronómico, de
incentivo, da terceira idade, rural, de intercâmbios, de cruzeiros marítimos, de negócio, técnico,
gay, de saúde, étnico e nostálgico. Importa salientar para além destes, existem vários outros
dependendo do ponto de vista de cada autor.

Turismo de ócio ou recreio

Trata-se de um turismo muito heterogéneo por que as pessoas viajam por inúmeros motivos
relacionados com a noção de prazer, uns pelo simples prazer de mudar de lugar outros por
espírito de imitação para se imporem socialmente. (BRAGA, 2007:12).

Turismo de repouso

Este tipo de turista procura obter um relaxamento físico e mental, um benefício para a saúde e
também a recuperação física dos desgastes provocados pelo stress ou pelos desequilíbrios
psicossociológicos provocados pela intensidade de trabalho e/ou pela agitação da vida moderna.
(BRAGA, 2007:12).

Turismo cultural

Os motivos de viagem deste tipo de turista, prendem-se com o desejo de ver coisas novas, de
aumentar os conhecimentos conhecer as particularidades e os hábitos doutras populações, e
ainda, participar em manifestações artísticas, ou por motivos religiosos. De acordo com BRAGA,
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(2007:12), os principais atractivos do Turismo Cultural são: sítios históricos e centros históricos,
quilombos, edificações especiais, arquitectura, ruínas, obras de arte, espaços e instituições
culturais, museus, casas de cultura, festas, festivais e celebrações locais, gastronomia típica,
artesanato e produtos típicos, música, dança, teatro, cinema, feiras e mercados tradicionais,
saberes e fazeres, causos, trabalhos manuais, realizações artísticas, exposições, ateliês, eventos
programados, feiras e outras realizações artísticas, culturais, gastronómicas entre outros que se
enquadrem na temática cultural.

Fonte: Google.com

Turismo desportivo

Inclui turistas cujas motivações são a participação nas actividades desportivas, e turistas cuja
motivação é apenas assistir às mesmas. Hoje em dia a procura de férias activas assume uma
importância cada vez maior. (COOPER et. Al 2007:31).

Turismo de negócios

Tem um grande significado económico motivado pelo crescente grau de internacionalização das
economias e das empresas, pelo aumento das reuniões científicas e pela proliferação de
manifestações de divulgação de produtos, como as feiras e as exposições. Inclui-se aqui o
turismo de congressos e incentivos.
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Turismo político

Segundo BEZERRA (2003:23), trata-se do turismo resultante da movimentação de pessoas para


participarem em acontecimentos ou reuniões políticas, quer se trate de ocasiões esporádicas, quer
se trate de reuniões ou acontecimentos regulares. Tem características e efeitos semelhantes ao
turismo de negócios.

Turismo étnico e de carácter social

Incluem-se neste grupo as viagens realizadas para visitar amigos, parentes e organizações, para
participar na vida em comum com as populações locais, as viagens de núpcias ou por razões de
prestígio social. (SESSA, 1983:24).

Fonte: Google.com

1.9. Importância da actividade turística

Segundo a obra Introdução ao Turismo da OMT (2001:10), consta que o turismo é importante
pois gera renda, favorece a criação de empregos, entrada de divisas que ajudam a equilibrar a
balança de pagamentos, aumenta os impostos públicos e impulsiona a actividade empresarial.

Assim sendo, a actividade turística tem grande importância económica devido a sua elevada
contribuição para a geração de Valor Agregado Bruto (VAB) na região receptora. O Turismo é
uma actividade que está em constante transformação, isso deve-se a vários factores, começando
pelos interesses dos próprios consumidores e não, só a globalização que de certa forma acaba por
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impulsionar a deslocação de pessoas com o objectivo de realizar a actividade turística, razão pela
qual hoje em dia o turismo é m dos mais relevantes sectores da actividade económica
(FIRMINO, 2007:279).

 Contribui para a criação de riqueza e melhoria do bem-estar dos cidadãos


 Criação de produção e emprego;
 Investimento e inovação (promoção);
 Estimula o desenvolvimento de infra-estruturas colectivas;
 Favorece a preservação do ambiente;
 Favorece a recuperação do património histórico e cultural;
 Favorece o desenvolvimento regional; e
 Satisfaz necessidades dos indivíduos.
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Conclusão

Contudo, podemos concluir que o turismo é uma actividade económica representada pelo
conjunto de transacções compra e venda de serviços turísticos efetuadas entre os agentes
económicos do turismo. É gerado pelo deslocamento voluntário e temporário de pessoas para
fora dos limites da área ou região em que têm residência fixa, por qualquer motivo, exceptuando-
se o de exercer alguma actividade remunerada no local que visita.

O turismo relaciona-se com a geografia, pois o próprio turismo já é em si mesmo, um ramo da


geografia económica. A geografia é uma ciência que tem por objectivo o estudo da superfície
terrestre e a distribuição espacial de fenómenos significativos na paisagem, a geografia também
estuda a relação recíproca entre o homem e o meio ambiente.

Para alguns a Geografia também pode ser uma prática humana de conhecer, para compreender e
planejar o espaço onde se vive. Um dos temas centrais da geografia é a relação homem-natureza

Segundo OLIVEIRA (2002:77), citado por GUAMBE (2007), existem 22 tipos de turismo
segundo as características da actividade desenvolvida no mesmo ou as potencialidades
exploradas, sendo assim teremos: Turismo de lazer, de eventos, de águas termais, desportivo,
religioso, da juventude, social, cultural, ecológico, de compras, de aventura, gastronómico, de
incentivo, da terceira idade, rural, de intercâmbios, de cruzeiros marítimos, de negócio, técnico,
gay, de saúde, étnico e nostálgico. Segundo a obra Introdução ao Turismo da OMT (2001:10),
consta que o turismo é importante pois gera renda, favorece a criação de empregos, entrada de
divisas que ajudam a equilibrar a balança de pagamentos, aumenta os impostos públicos e
impulsiona a actividade empresarial. Assim sendo, a actividade turística tem grande importância
económica devido a sua elevada contribuição para a geração de Valor Agregado Bruto (VAB) na
região receptora. Nós como grupo, esperamos que o trabalho tenha sido claro e objectivo.
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Referências Bibliográficas

OMT – Introdução ao Turismo, Editora ROCA, 2001.

SESSA, A. Turismo e política de desenvolvimento. Porto Alegre: Uniontur. 1983.

CUNHA, Licínio & ABRANTES, António – Introdução ao Turismo, 5ª edição, 2013.

HENRIQUES, Cláudia - Turismo Cidade e Cultura, Edições Sílabo, 2003.

ACERENZA, Miguel Ángel. Administração do turismo. Bauru-SP: EDUSC, 2003.

ANSARAH, Marília Gomes dos Reis. Como aprender turismo, como ensinar. Volume 02. São
Paulo: Editora SENAC, 2004.

SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo, 1996.

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BEZERRA, Deise Maria Fernandes. Planejamento e Gestão em Turismo. São Paulo: Roca,
2003.

FIRMINO, Manuel Brazinha – Turismo Organização e Gestão – Escolar Editora, Lisboa, 2007.

BRAGA, Débora Cordeiro. Planejamento Turístico: teoria e prática. RJ: Elsevier, 2007.

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DUMAZEDIER, J. Lazer e cultura popular. São Paulo: Perspectiva, 1976.

FLICK, U. Introdução à pesquisa qualitativa. São Paulo: Artmed, 2009.

GUAMBE, José Júlio Júnior – Contribuição do Turismo no Desenvolvimento Local em


Moçambique – Caso da Zona Costeira de Inhambane, Editora da UEM, Maputo, 2007.