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Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2, nº1, julho de 2007. ISSN 1980-6116 http://www.unicentro.br - Engenharia

A ARTE CARTOGRÁFICA E SUA UTILIZAÇÃO NAS ANÁLISES AMBIENTAIS Sandra Bernaski1 Luciano Farinha Watzlawick2
Aprovado em 23 de outubro de 2006

RESUMO Quando se estuda o espaço geográfico, percebe-se a importância das representações deste espaço, embora seja difícil de analisá-lo dentro de seu porte real. Esta função é destinada à cartografia, a qual tem por objetivo retratar a realidade em que o homem vive utilizando-se dos mapas enquanto instrumento de representação. Assim, a cartografia, enquanto meio de análise, pode contribuir de modo aprofundado para pesquisas ambientais, buscando refletir sobre esta temática e auxiliar na formação de visões e ações cada vez mais críticas entre a relação sociedade-espaço. Sendo assim, este artigo apresenta experiências e considerações sobre a importância da cartografia e sua aplicação em análises ambientais, abordando aspectos relacionados às contribuições que esta ciência proporciona. Diante deste enfoque e das observações gerais, verificam-se perspectivas de análises específicas para fins determinados, pois considera-se que a arte cartográfica proporciona possibilidades múltiplas. Palavras-chave: meio ambiente; gestão ambiental; cartografia ambiental. ABSTRACT When you study the geographic space, we notice the importance of representation of space even if it is difficult to analyse it inside of its real structure. This function being destined to cartography which has the aim to portray the reality, where man lives using maps as instrumental of representation. So, the cartography, as means of analyses can contribute to a deep way on environment searching, trying to reflect about this thematic and helping on a formation of visions and critical actions between the society – space relation. Thus article presents experiences and considerations

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Pós-Graduanda do Curso de Especialização (Pós-Graduação lato sensu) em Gestão Ambiental. UNICENTRO. 2006. 2 Professor Orientador. Doutor em Engenharia Florestal. Departamento de Agronomia. UNICENTRO. BERNASKI, S.;WATZLAWICK, L. F. - A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais (p. 112-129)

nesta pesquisa. a cartografia pode ser definida como “a arte de conceber. utilizando-se dos mapas enquanto instrumento de representação. convenções. Before this focus and general observations you can see perspectives of specific analyses to specific purposes. . 1998) A questão está inserida na busca de novos meios de análises. o mais fielmente possível. 1 INTRODUÇÃO A compreensão das questões ambientais pressupõe um trabalho interdisciplinar. ISSN 1980-6116 http://www. A análise de problemas ambientais envolve questões políticas. S. sustentabilidade. utilizando-se da cartografia. environmental management.N.br . 1998). por isso será realizado um enfoque geral do que é a cartografia e de como é utilizada. F.C. Key words: environment. enfim. portanto não seria possível compreendê-los e explicá-los pelo olhar de uma única ciência (P. através deles. Assim. está contribuindo para o processo de análise e educação ambiental.N. desmatamento. relatando quais os seus pontos relevantes. e. environmental cartography. como a cartografia. permite o trabalho com a especialização dos fenômenos geográficos por meio da cartografia (P. os quais terão auxílio da ciência cartográfica. Now the cartography art provides several possibilities.2 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2. de levantar.1 A Cartografia como Ciência Para SOUZA & KATUTA (2001). Para isso. ecológicas. enquanto ciência. tais como a destruição da flora e fauna. área que a Geografia. econômicas. desperdício). L. busca-se apresentar uma proposta voltada à temática ambiental. o desequilíbrio climático e dos demais ciclos bióticos e abióticos. nº1. suas regras. O estudo mais detalhado das grandes questões do Meio Ambiente (poluição. limites para uso dos recursos naturais. geográficas.Engenharia about the cartography importance and its application in environmental analyses and boarding aspects related to the contributions that this science provides. de redigir e de divulgar mapas”. envolve processos variados.. juntamente com outras áreas do conhecimento.unicentro. históricas. 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2. A Cartografia tem por objetivo retratar a realidade em que o homem vive. Permeando a mesma faz-se considerações onde existem os vários modos de ser utilizada. a perda da qualidade de vida dos seres humanos. Esta proposta está pautada na necessidade de repensarmos os impactos ambientais. BERNASKI. expressando a gramática cartográfica de forma convencional. mais complexo. tem muito a contribuir.C.WATZLAWICK. julho de 2007.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . buscar-se-á verificar.

ISSN 1980-6116 http://www. DUARTE (1994) define a cartografia como “ciência porque se constitui num campo de atividade humana que requer o desenvolvimento de conhecimentos específicos. pois muitos registros apontam significados camuflados da realidade. da natureza e de outras particularidades dos objetos e fenômenos observados.unicentro. conforme relata FRANCISCHETT (1997) A dificuldade de conhecer e lidar com a Cartografia não é fato apenas do passado. hoje. essa Ciência. nº1.. Dessa maneira. A cartografia tem como função maior a representação da superfície terrestre de forma clara e precisa. Assim. no sentido de disponibilizar a informação cartográfica através de um modelo de representação cartográfica. está relacionada também com as atitudes de nossos governantes. S. Contudo. com o intuito de garantir o interesse distorcido dos fatos. aplicação sistemática de operações. L. do poder.3 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2. parece ter sido aquele de estarem sempre voltados à prática. captar as informações presentes nos mesmos. possibilitando a identificação das características geométricas.Engenharia há diferentes possibilidades de representar graficamente determinada área da superfície terrestre. a nossa. a organização do espaço. apropriou-se das técnicas de comunicação visual. o mapa.. objetivando representar os aspectos naturais e artificiais da superfície terrestre. utilizando-se para isso de simbologias. através de um código de sinais. fatos e conhecimentos através de um “veículo” de interpretação imediata. A dominação eletizada da cultura e do conhecimento é algo que herdamos desde a origem de nossa história. a fim de que o leitor consiga. o principal objetivo da Cartografia é a comunicação de idéias. Enfim.br . fato que dificulta e estreita o campo referenciado.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . desde o seu início. Dessa forma a Cartografia é uma ciência de cunho geográfico que se apóia em princípios matemáticos e nas artes gráficas para descrever e comunicar. aplicação de técnicas e conhecimentos de outras ciências.) a finalidade mais marcante em toda a história dos mapas. desde seus primórdios. o conhecimento dos mais diversos aspectos físicos e culturais da paisagem. metodologia de trabalho. . principalmente a serviço da dominação. Assim. 2001). F. seja ele terrestre ou não. sabe-se que não é tão simples trabalhar com a arte cartográfica. os quais resultam de uma série de operações que fazem parte de um campo definido da atividade humana: a cartografia. pois a mesma requer conhecimentos amplos.” BERNASKI. traçados.. fato este que acabou estimulando o incessante aperfeiçoamento deles. o mapa (BRANDÃO. MARTINELLI (2003) vem reforçar esta questão. julho de 2007. Tudo com vistas à obtenção de um documento de caráter altamente técnico. Sempre registraram o que mais interessava a uma minoria. de outros astros ou mesmo do céu. que divulgam somente os fatos que lhes interessam. quando afirma que: “(.WATZLAWICK. com maior precisão. dar fama aos heróis. é mostrado através de mapas. cores.

ao se analisar toda a trajetória do desenvolvimento da Cartografia e sua utilização. a exploração de novas operações de multimídia com grande aplicação educacional. obtendo-se mapas com maior precisão em suas especificidades (BERNASKI 2004). os mapas nos permitem ter domínio espacial e fazer a síntese dos fenômenos que ocorrem num determinado espaço. na cartografia. junto aos interesses da visualização. visando à coleta. Conforme SIMIELLI (1999). através de seu intelecto. por diferentes formas de representar estas informações.WATZLAWICK. F. BERNASKI. No cotidiano de todos é possível ter-se a leitura do espaço por meio de diferentes informações e. o armazenamento.unicentro. uma vez que oferece vantagens de rapidez na elaboração dos dados e na atualização dos mapas. ISSN 1980-6116 http://www. com pensamento lógico. Porém. recebendo auxílio de diversas áreas afins. através de redes de informação cartográfica. assistido por um vasto processo de informatização. escolas.. se faz necessário utilizar diferentes fontes de informações e recursos tecnológicos. L. todo esse processo de automação contribui grandemente para a efetivação dos trabalhos na área de cartografia. Pode-se ainda ter diferentes produtos representando diferentes informações para diferentes finalidades: mapas de turismo. neste contexto. do SIG e do sensoriamento remoto. a cartografia vem se tornando cada vez mais um verdadeiro Sistema de Informações Geográficas.br . entre outros. o que sem dúvida possibilitou o acesso mais rápido às informações sobre os lugares e análises mais aprimoradas. 2003). Conforme MARTINELLI (2003): o desenvolvimento de tecnologias computacionais trouxe para a cartografia. além de proporcionar simulações de eventos e situações complexas da realidade. intuição e capacidade de análise crítica. a análise e a apresentação de informações sobre lugares. sendo estas monitoradas no tempo.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . S. mapas de planejamento. Para isso. verificando o grau de veracidade de cada informação. tendo em vista a tomada de decisões deliberadas (MARTINELLI. a recuperação. criatividade. interligando os lares às livrarias. mapas geológicos. Com o auxílio de satélites e computadores. vale destacar que nem todo este avanço dispensa a capacidade do ser humano. principalmente com o advento da fotogrametria. Para JOLY (1990). o que conduz ao questionamento das mesmas.4 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2. sendo capaz de formular problemas e tentar resolvê-los. pois este. nº1. mapas rodoviários.Engenharia E. . instituições. mapas de minerais. consegue modificar e criar novos instrumentos que venham facilitar e agilizar o desenvolvimento de suas ações. empresas. julho de 2007. pode-se observar que esta área passou por grandes avanços.

unicentro. L. a representação gráfica tem por meta transcrever três relações fundamentais existentes entre os objetos representados no mapa . pois são diversos os métodos a serem utilizados para construir um mapa temático.Engenharia 2. e isso certamente vem justificar a existência de simbologias específicas universais. Organização: BERNASKI (2004).br . que chama atenção do leitor para a sua informação. (MARTINELLI. uma vez que. relação de ordens e o quantitativo responde à pergunta “quantos?”. F. conforme as características de cada fenômeno a ser estudado.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . São símbolos facilmente reconhecidos. É um pictograma representativo de um conceito ou de uma idéia. registra-se uma determinada informação que deve ser analisada igualitariamente por todos que tiverem contato com o mesmo. ou seja.2 Representação Cartográfica Conforme MARTINELLI (2003). integrando-se a um sistema semiológico monossêmico. O ordenado responde à pergunta “em que ordem?”.diversidade (≠). dependendo do tamanho representado. sendo que a informação a ser transmitida assume um único significado. tendo relações de diversidade entre os lugares.WATZLAWICK. Representam signos evocadores. através de uma linguagem gráfica. estabelecer uma comunicação entre a imagem e o seu leitor. como por exemplo. na escala. a localização e a extensão das ocorrências dos fenômenos que se BERNASKI. julho de 2007. utilizando sinais específicos criados pelo homem. . nº1. adaptado de JOLY (1990) Somando-se a estas características. quantitativa. pode-se observar algumas características dos mesmos no Quadro 1: QUADRO 1 . a fim de que não haja problemas com ambigüidade de informações. o qual exemplifica da seguinte maneira: ● Métodos para representações qualitativas: cujas representações qualitativas em mapas são empregadas para expressar a existência.5 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2. um navio. relação de proporção. que permitem identificar um objeto cuja superfície.Características dos Símbolos Cartográficos Categorias Sinais convencionais Sinais simbólicos Pictogramas Ideograma Símbolo regular Símbolo Proporcional Características e funções Esquemas centrados em posição real. S. é demasiado pequena. repete-se um mesmo elemento gráfico sobre um determinado espaço. ISSN 1980-6116 http://www. É uma repetição regular. Representa quantidades e valor.. Quando se elabora um mapa. 2003). Estes métodos fundamentam-se em quatro categorias específicas: métodos para representação qualitativa. sendo que o qualitativo responde à pergunta “o quê?”. Desse modo. ordenada e dinâmica. referenciado por BERNASKI (2004) a representação gráfica constitui-se um meio de comunicação visual e social. ordem(O) e proporcionalidade(Q). permite. ou seja.

nº1. No espaço. o dinamismo dos fenômenos se manifesta através de movimentos. as quais poderão receber três tipos básicos de implantação. às quais podem ser atribuídos valores numéricos. L. ou pelas variações quantitativas (acréscimos ou decréscimos) dos fenômenos para um mesmo lugar. com categorias deduzidas de interpretações quantitativas ou de datações.. BERNASKI.WATZLAWICK. a implantação pontual (a área utilizada é mínima.6 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2. ● Métodos para representações ordenadas: as representações ordenadas em mapas são indicadas quando os fenômenos admitem uma classificação segundo uma ordem.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . quais sejam. ● Métodos para representações dinâmicas: o dinamismo dos fenômenos pode ser apreciado no tempo e no espaço. No tempo. determina-se o método e a variável mais adequada à sua representação. são vários os métodos possíveis de serem utilizados que devem respeitar os objetivos de cada representação. tipo. a implantação linear (considera o comprimento e não a largura) e a implantação zonal (utilizada para representar uma área com maior extensão) (BERTIN. Assim. julho de 2007. deslocamento de quantidades ao longo de percursos. respeitando-se a especificidade de cada fenômeno a ser representado.br . ele se traduz pelas transformações de estados que se sucedem. que devem fornecer especial atenção às variáveis visuais a serem utilizadas as quais possuam propriedades perceptivas compatíveis. ISSN 1980-6116 http://www. S. F. . mas tem a vantagem de ser precisa).Engenharia diferenciam pela natureza.unicentro. São exemplos as hierarquias das cidades ● Métodos para representações quantitativas: as representações quantitativas em mapas são empregadas para comunicar quantidades ou ordens de grandezas de fenômenos. evidenciando a proporcionalidade entre eles: a cidade A tem quatro vezes mais moradores que a cidade B. Conforme verifica-se no Quadro 2. 1973). podendo ser classificadas por critérios estabelecidos pelas ciências que estudam tais fenômenos.

através das quais pode-se exprimir a diferenciação local dos componentes de qualificação.Propriedades perceptivas e variáveis visuais Propriedades Perceptivas Ordem Quantidade Diversidade (qualidade) Características Os elementos representados ordenam-se espontaneamente Os elementos representados apresentam uma proporção imediata de tamanho Os elementos representados se diferenciam Variáveis Visuais Valor. granulação. 2004. 2003).7 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2. coroplético e ponto de cotagem) Método para representações ordenadas Método para representações dinâmicas Características Informam a diferenciação dos elementos representados Informam a proporção entre os elementos representados em quantidade Variáveis Visuais Forma.WATZLAWICK. (2004). QUADRO 3 . Cada uma delas possui propriedades perceptivas específicas que vão possibilitar ao leitor dos mapas uma compreensão mais adequada e instantânea dos elementos representados. Assim. orientação e cores (diferenciadas) Tamanho Informam ordem entre os elementos representados Informam como os elementos representados se alteram no tempo e no espaço Valor e cor (em degradê) Neste caso dependerá do fenômeno a ser representado. de acordo com o tema a ser representado define-se a variável Organização: BERNASKI. No quadro 3 pode-se observar de forma mais clara as propriedades perceptivas e as variáveis visuais que representam as relações entre os dados que serão representados (MARTINELLI. orientação e forma e as propriedades perceptivas que podem possuir são de ordem.. As variáveis visuais são: tamanho. desmatamentos.. granulação. (2003 ) • Conforme (BERTIN.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . diversidade e quantidade. Ex: dados climáticos. julho de 2007..unicentro. sendo: BERNASKI. S. cor (em degradê) Tamanho Forma. .Engenharia Quadro 2 – Métodos de representação cartográfica Métodos de Representação Método para representações qualitativas Método para representações quantitativas (figuras geométricas proporcionais.) são seis as variáveis retinianas ou variáveis visuais. Fonte: MARTINELLI. fluxos migratórios. F. textura. 1973) (.br . L. 1998. ISSN 1980-6116 http://www. cor. Fonte: MARTINELLI. valor. orientação e cor (diferente) Organização: BERNASKI. nº1. granulação.

entretanto. como: 1.. é também a mais delicada para manipular e a mais difícil de utilizar.8 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2. tamanho.granulação. 3. na ausência da cor. é praticamente a melhor expressão de uma comparação entre quantidades distintas. 1998). • O tamanho.forma). valor). pode ser proporcional ao do objeto a representar. a granulação é uma boa variável seletiva e.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . apresentam propriedades perceptivas características. Percepção seletiva: o olho consegue isolar os elementos distintos (cor. . ISSN 1980-6116 http://www. afastando-se da vista tamanhos e valores visuais diferentes. ou dimensão da superfície da mancha. permite ao mesmo tempo uma qualificação precisa dos objetos e uma boa percepção de sua similitude ou de suas diferenças. • BERNASKI. granulação. de classificação de uma série ordenada. tal como o valor.unicentro.WATZLAWICK.Engenharia A forma da mancha. 5. Percepção ordenada: as categorias se ordenam espontaneamente (valor. é uma boa variável seletiva. Percepção quantitativa: a relação de proporção é imediata (unicamente o tamanho). • A granulação. o valor é uma boa variável seletiva que permite diferenciar os subgrupos de um conjunto do mesmo tamanho ou da mesma forma e também um bom meio de classificação para ordenar uma série progressiva.valor. L. ou estrutura da mancha. Estas variáveis. F. facilmente perceptível e intensamente seletiva. Percepção dissociativa: a visibilidade é variável. afastando-se da vista.br . tamanho). nº1. fornecida por variações de tamanho dos elementos figurados. as quais estão representadas no quadro 4. geométrica ou figurativa. orientação ). é uma modulação da impressão visual. segundo (MARTINELLI. cores de mesmo valor visual. Percepção associativa: a visibilidade é constante. somem sucessivamente (tamanho. S. julho de 2007. Além das diversas formas de representação. • O valor ou matiz da cor é resultado de uma adição à cor pura ou cor "chapada" de uma certa quantidade de branco que enfraquece a tonalidade. sobretudo em implantação zonal. não somem (forma. pois as categorias se confundem. 4. pois cada objetivo requer uma escala específica. secundariamente. sem modificação da proporção de cor e de branco por unidade de superfície. • A cor. ou tonalidade. • A orientação. 2. deve-se utilizar as escalas corretas para o fim desejado. é a variável mais forte.

. 2004.) Caracterizam-se por serem escalas bastante ampliadas em uma área de cobertura muito reduzida Escala Sempre superior a 1:1.Modalidades de mapas ou cartas com escalas específicas Tipos de cartas Cartas Gerais Cartas Corográficas Cartas Geográficas Plantas Características Representam regiões de considerável área Representam regiões total ou parcialmente Representam régios ainda menores (trechos de um país. que auxiliam o indivíduo a olhar mais criticamente para sua realidade. em geral os topográficos. p.br .Engenharia QUADRO 4 . S. Dentro deste contexto.WATZLAWICK. E através dessas leituras apreender os problemas do espaço e ao mesmo tempo BERNASKI. têm-se os mapas. como geólogos e meteorologistas.000. Para que o ser humano se engaje na reconstrução desse espaçosociedade. Um leitor crítico do espaço é aquele capaz de ler o espaço real e sua representação. ● Temáticos: fazem referência a um determinado aspecto da geografia. ISSN 1980-6116 http://www. uma vez que possibilitam obter uma visão de passado/presente e até mesmo fazer projeções futuras. 2005): Quanto à finalidade das cartas e dos mapas: ● Gerais: contêm informações sobre temas variados e geralmente são elaboradas em escala reduzida (1:1 000 000).000 Varia de 1:20.9 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . julho de 2007. são geralmente plantas urbanas com detalhes que auxiliam na administração pública (1:500 a 1:10 000). adaptado de Enciclopédia Brasileira de Pesquisa Estudantil (s/d. ● Especiais: contêm informações técnicas e específicas a profissionais especializados. ● Mapas ou cartas topográficas: possuem um certo grau de precisão (1:25 000 a 1: 250 000). F.000 até 1:200. é preciso que ele seja antes de mais nada um “geógrafo crítico”. ● Mapas ou cartas geográficas: representam grandes regiões. . etc. L.unicentro. o mapa. enquanto instrumentos.000 Varia de 1: 200. um leitor competente do espaço e de sua representação. tem-se ainda a classificação sugerida por (ALMEIDA & RIGOLIN. Quanto aos tipos de mapas e cartas: ● Cartas cadastrais ou plantas.000 Atinge no máximo 1:20.000 a 1:1.000.000 Organização: BERNASKI. 2126) Somando-se ao exposto. nº1. estado ou município. o que facilita conhecê-lo sócio/histórico/culturalmente e agir sobre ele. continentes e o mundo (1:500 000 a 1:000 000). como países.

2001). através do registro digital dos dados de trabalhos de campo (ex. 2004). tem-se o mapa computacional e o mapa eletrônico. .. via transformação fotogramétrica dos materiais de sensoriamento remoto. serve de base para edição dos mapas em papel. filme fotográfico ou outros materiais. Pela sua essência. tanto na forma analógica quanto digital e tridimensional. pois alguns usuários e profissionais da área questionam as propriedades funcionais e a qualidade dos produtos cartográficos digitais disponíveis. O “mapa computacional” é um mapa sobre papel. a “cartografia digital" representa a parte da Cartografia que abrange a teoria e os métodos de criação e uso prático dos mapas digitais e outros modelos cartográficos digitais espacial BERNASKI. da generalização e dos sistemas dos sinais convencionais.Engenharia conseguir pensar as transformações possíveis para aquele espaço (PASSINI.3 Cartografia Analógica/Digital A cartografia cresceu significativamente.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . ele exige a utilização de técnicas e métodos específicos. Quando há necessidade pode ser transformado ou completado com novos dados (ex. bem como a definição clara dos objetivos que se pretende alcançar. faz parte dos bancos de dados cartográficos. adquirido com auxílio dos meios de mapeamento automatizados (digitalizadores. com informação operativa) (BERLIANT.unicentro. criado através da digitalização das fontes cartográficas. Sendo assim. entendendo melhor o seu espaço e sabendo como nele agir (BERNASKI. GPS) ou com outros métodos. formato e do sistema de sinais convencionais no vídeo (tela) do computador com base nos dados de mapas digitais ou dos bancos de dados do SIG.br . representa um dos elementos mais importantes de fornecimento informativo dos SIG e ao mesmo tempo pode ser o resultado de funcionamento destas (BERLIANT. referenciado In: KARNAUKHOVA e LOCH. O "mapa digital” (MD) é um modelo numérico do mapa. nº1. 1998.). plotters. 2. Depreende-se disso que um mapa não pode ser construído do “dia para a noite”. através do conteúdo nele presente. Pode-se assim dizer que a cartografia digital deixou de ser inédita. F. Além disso. S. referenciado In: KARNAUKHOVA e LOCH. conceitos muitas vezes confundidos entre si. poliester. 2001). o MD significa exatamente o modelo numérico (inglês . ISSN 1980-6116 http://www. da precisão de mapas. que possibilite ampliar seus conhecimentos. mapas computacionais e mapas eletrônicos. a representação cartográfica visualizada com auxílio dos softwares e meios técnicos numa dada projeção. etc. 1994). Entende-se como: “mapa eletrônico”.10 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2.WATZLAWICK. julho de 2007. O MD cria-se com cumprimento total das normas e regras de mapeamento.digital) ou dados cartográficos numéricos. L. 1998. pois deve ser possibilitado ao leitor o entendimento de suas informações e.

Tem-se também como definição de GIS (Geographical Information System) ou SIG. 2001). tornando-os aptos a serem utilizados por tecnologias SIG. modelagem dinâmica. projeção. base de dados e uma capacidade para processamento de interatividade. tratar e processar dados espaciais.11 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2. Um SIG pode ser utilizado para a produção de mapas gerando um banco de dados geográficos. julho de 2007. em direção aos Atlas eletrônicos interativos e sistemas de multimídia que incorporam o SIG apenas como uma das inúmeras tecnologias. referenciado In: KARNAUKHOVA e LOCH. ordenação.br) os Sistemas de Informação Geográfica SIG/GIS são tecnologias de Geoprocessamento que lidam com informação geográfica na forma de dados geográficos. o conjunto de tecnologias que permite a coleta de informações sobre determinado tema. 1998.WATZLAWICK. informações diversas de forma que seja possível consultar. esquematização.udesc.br .unicentro. A ênfase à visualização tem o potencial de revitalizar a cartografia para além do SIG e da cartografia digital. o GIS permite a superposição e o cruzamento de informações. referentes ao SIG. um Sistema de Apoio à Decisão Espacial.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . SIG trata-se de um conjunto integrado de componentes com a função de fornecer informação. Sendo assim. tendo como características integrar. pode-se perceber que tal arte traz possibilidades BERNASKI. F. Em certa medida. além de produzir mapas. ISSN 1980-6116 http://www. 2.). S.temporários (BERLIANT. ou seja. na flexibilidade de compilação e na visualização da informação (. metodologias e tecnologias das Ciências Geodésicas com o formalismo matemático. 2002). aos processos decisórios. um SIG é um SADE.. em uma única base. segundo ALMEIDA & RIGOLIN (2005). podendo ser aplicado a qualquer tema que envolva informações de um lugar com elementos que possam ser representados. L. . Além de ser um sistema de processamento de dados. dados geográficos podem ser classificados como dados espaciais e dados de atributos. comparar e analisar essas informações. com o objetivo de coletar. A Geomática reúne métodos. técnicas. análise comparativa. que dará suporte para análises espaciais de diversas ordens..4 SIG X Cartografia Ambiental As definições encontradas. navegação casual. Os mapeamentos por computador e os sistemas de SIG continuam explorando novos caminhos de aplicação com grande rapidez no processamento na capacidade de armazenamento de dados.Engenharia .cav. hipertexto.. (ARCHELA & ARCHELA. animação. Estes dados permitem que se conheça a estrutura geométrica de entes espaciais e sua posição no espaço geográfico. na forma de dado. podem ser entendidas desta maneira: segundo os Cursos em Geoprocessamento – Edição 2003 (encontrado no site www. Os conceitos deste tipo de Atlas envolvem a visualização da informação. nº1. Por sua vez.

recuperações de áreas degradadas. etc. degradação e recuperação. Pesquisa esta que permitiu a adoção da legenda criada pela equipe de Caen. 2004). prevenção de maiores prejuízos e técnicas a serem desenvolvidas a favor de um meio ambiente mais saudável (BERNASKI. Por processos podem ser consideradas as cartas geomorfológicas. Os primeiros trabalhos desenvolvidos na cartografia ambiental foram no Laboratório de Geomorfologia do Centro National de Rechercher Scientifiquer em Caen. as formações geológicas. Enfim. S. cartas de sistemas e cartas de síntese (ARCHELA. pois (. As cartas de sistema têm por objetivo cartografar as associações de elementos BERNASKI. é uma “arma” poderosa de trabalho e. que dão a dinâmica necessária à cartografia ambiental. permitindo a compreensão e a visualização da dinâmica do meio ambiente (ARCHELA et al. (. como análises.br . Para representar a dinâmica do Meio Ambiente é importante que se busque uma cartografia que incorpore todas as relações existentes entre os elementos naturais e sociais. as de utilização do solo.. sob a coordenação do Professor (André Journaux 1985 In: ARCHELA et al). sua utilização e para quais fins cada uma é mais apropriada. Dentro destes três tipos de cartas. da estrutura e da dinâmica do meio natural e antrôpico. esclarecedora e crítica (ARCHELA et al.) o mapa de síntese é a fusão de mapas analíticos em conjuntos espaciais característicos. Nas questões ambientais são os mapas de síntese que melhor representam a cartografia ambiental. As cartas de análise têm por objetivo cartografar elementos ou processos simples. nº1. Por elementos podem ser consideradas as coberturas superficiais.Engenharia grandiosas de conhecimentos e análises. as distribuições fitológicas. os espaços agrícolas. julho de 2007. L.).WATZLAWICK. 2002). como modelo padrão para todas as regiões da França. ISSN 1980-6116 http://www.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . (... tipos de construções urbanas. na França. Dentro desta pesquisa foram utilizadas escalas de diversos tamanhos. et al. acredita-se ser indispensável nas questões ambientais.. As cartas elaboradas a partir da metodologia citada passaram a ser utilizadas intensamente pelos órgãos do governo Francês. etc. de degradação do ambiente. nos trabalhos de planejamento de uso e ocupação do espaço.).unicentro.. incluindo inter-relações entre ar. F. 2002). Journaux (1985) apresenta uma classificação metodológica para as cartas que tratam da temática ambiental desde a análise simples dos fenômenos até a síntese complexa e classifica os mapas em três níveis: cartas de análise. da água. Journaux explica a função de cada uma. adotado pela Comissão Nacional de Cartografia do Meio Ambiente e de sua Dinâmica.12 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2. como um instrumento capaz de revelar o conteúdo da informação mobilizada de forma abrangente. desse modo. monitoramento. . solo. água. refeitos e poluições do ar.. que possibilitaram conduzir decisões de planejamento territorial. 2002). densidades populacionais.. do Comitê Nacional Francês de Geografia.

. que permitem visualizar a degradação do meio ambiente etc.WATZLAWICK. Esta questão envolve vários fatores estruturais.13 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2. É certo que o uso dos sistemas de informações geográficas viabilizam o gerenciamento do espaço.). percebese a necessidade de buscar os caminhos possíveis para trabalhar melhor a questão cartográfica em torno da temática ambiental. para definir sistemas ou obter cartas de aptidão (. e também para avaliação da qualidade ambiental. principalmente pela ética antropocêntrica e sua relação com o meio. julho de 2007.. cartas ecológicas. mas para subsidiar as ações e decisões no planejamento territorial. mas especificamente. verificar como este processo pode contribuir para a modificação dos atuais valores. que visa à educação ambiental. A carta do meio ambiente e sua dinâmica podem ser elaboradas na forma digital ou analógica. S. . Por sistemas são consideradas as cartas de sistemas agrários. Pode-se citar exemplos de cartas. Além da experiência que adquirimos na prática pedagógica. água.unicentro.Engenharia ou de processos. CONSIDERAÇÕES GERAIS A partir de observações que instigaram a realizar esta pesquisa. As cartas de síntese são as cartas de sensibilização aos problemas ambientais. por exemplo. possibilitando ao usuário estabelecer. Esses problemas que nos atingem há muito tempo têm se ampliado de forma generalizada. que têm objetivos específicos. a realização do trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Geografia nos aproximou ainda mais da temática. nº1. F. mediante a pesquisa realizada na área da educação. ao mesmo tempo. o uso da cartografia no ensino de geografia. como um instrumento de conscientização. A cartografia está sendo utilizada no estudo do meio ambiente. mas a sua importância ainda não é a mesma das análises ambientais. tais como: as cartas mostram que a utilização dessa metodologia para a elaboração de cartas ambientais pode representar uma contribuição importante para a avaliação das condições de vida da população. (ARCHELA et al 2002). ar e solo e a ação antrópica passada e presente (ARCHELA et al 2002). 3. L. destinadas não somente à conscientização do estado e da dinâmica ambiental. atitudes e comportamentos da sociedade com relação ao meio BERNASKI. considera-se fundamental pensar a educação ambiental através da contribuição cartográfica como um dos caminhos possíveis para se pensar soluções em torno da problemática ambiental e. porém deve levar em conta os elementos naturais.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais .. previsões de impactos ambientais e planejar medidas eficazes (ARCHELA et al.br . ISSN 1980-6116 http://www. a fim de elucidar a presente proposta ao contexto no qual ela se insere e apresentar alguns pontos que acreditamos estar ligados às dificuldades e limitações de um trabalho cartográfico ambiental. 2002). Neste contexto.

deve-se seguir um parâmetro para não confundir as informações. a recuperação de dados armazenados. pois por meio destes possibilita-se ao homem a obtenção de diversas visões e re-dimensionamentos do tema neles especificados. pretende-se continuar a desenvolver pesquisas nesta área. sua transformação ao longo dos anos e demais informações que permitirão ao indivíduo sair de visões superficiais. assim deverá ser utilizada a carta adequada. Essas cores são utilizadas para as modificações do meio ambiente BERNASKI. Quando se sobrepõem muitos dados no mesmo mapa. Para representar a dinâmica do meio ambiente utilizam-se vermelho. é importante saber as causas da degradação e sua amplitude para poder corrigir e prevenir novas degradações.. Assim. sendo possível analisá-los sob diversos aspectos. os mapas.14 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2. Portanto tendo como base a linha de pesquisa. com o objetivo de contribuir para o aprofundamento teórico sobre a temática e também para a formação profissional. o que ainda está faltando é o reconhecimento e a divulgação da cartografia e. far-se-á a coleta de dados onde se faz importante uma ordem. tendo em comum o fato de considerá-la como o mecanismo de conhecer a Terra e representá-la em escalas diferenciadas. Isso devido aos produtos cartográficos digitais. arte etc. por exemplo. a democratização dos seus produtos. em especial. Então. julho de 2007. a ciência cartográfica foi recebendo diferentes concepções. partindo do objetivo que se quer atingir. utilizar a cor azul para hidrografia e hidrologia. dentro de todo esse crescimento. Neste processo de conquistas técnicas. a qual pode ser geográfica ou cronológica. lilás e roxo. ISSN 1980-6116 http://www. como está constituído. Assim.WATZLAWICK. o branco para o ar. nº1. como: a capacidade de armazenamento e processamento de grandes volumes de dados.Engenharia ambiente. L. o que caracteriza a pluralidade do trabalho com os mapas. que variam entre o entendimento da cartografia como ciência. . o laranja para espaços construídos. principalmente. A partir do surgimento da computação gráfica. que permitem um amplo aproveitamento do potencial dos recursos oferecidos pela computação eletrônica. técnica. Desta forma. os mapas vêm assumir um papel extremamente relevante. as possibilidades da cartografia multiplicaram-se para além do reconhecimento da distribuição espacial dos objetos e fenômenos. para atingir dados mais aprimorados do objeto em estudo. S.br .A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . o que certamente colaborará para a efetivação de estudos com maior fundamentação. Por exemplo. abrindo-se um leque de possibilidades para o entendimento dos mesmos. a possibilidade de geração de modelos derivados e a realização de simulações. Atualmente a cartografia deve estar direcionada a trazer informações mais complexas sobre a estruturação do espaço. o marrom para espaços cultivados e o verde para formações vegetais. tais como sua forma de organização. F. dentro de uma perspectiva cartográfica.unicentro.

WATZLAWICK. BERNASKI. 1996) “só na verdade. nº1. sejam elas para fins diversos. o que nos leva a um saber mais profundo. .11 n. Desta forma.Engenharia (solo. contribuindo para a sua preservação.15 Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 2. Edição compacta: Ática. quem pensa certo. “Aprender para nós é construir. sendo possível através da cartografia ampliar os horizontes ambientais. às vezes pense errado. Rosely Sampaio et al Abordagem Metodológica para Cartografia Ambiental. 5. 4. ar e água) e o preto para as áreas de proteção. bem como nas análises ambientais. é quem pode ensinar a pensar certo”. Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina v. S. CONCLUSÃO Diante da pesquisa realizada. ARCHELA. pois o futuro depende de uma participação ativa. com objetivos múltiplos. UEL.. pois a curiosidade estimula-nos a pesquisar. Londrina: Ed. expôs-se as aspirações. F. Portanto. RIGOLIN. analisar. constatar para mudar.2. ISSN 1980-6116 http://www. Pois já dizia (FREIRE. por exemplo. Assim espera-se. L. Tércio Barbosa Geografia série novo ensino médio. refletimos sobre nossa capacidade em contribuir para um pensar mais sensibilizado às questões ambientais. 2003. roxo = poluição do ar. Visando essa linha de pesquisa. consciente e responsável por parte dos educadores.1. Deste modo.A Arte Cartográfica e sua Utilização nas Análises Ambientais . UEL. onde buscou-se mostrar considerações referentes à arte cartográfica. Observando o que Freire cita. julho de 2007. vivenciar as situações e tentar resolvê-las requer ferramentas que facilitem o trabalho e uma delas é a cartografia. tem-se: lilás = poluição das águas.unicentro. 2002. fato este que enriquece e amplia o conhecimento de áreas específicas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA. 2002. mesmo para quem pensa incorretamente.11 n.br . Rosely Sampaio e ARCHELA Edison. Lúcia Marina Alves de. pesquisar. 1996). reconstruir. presente. Londrina: Ed. o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito” (FREIRE. mesmo que. preto = proteção e melhorias. como exemplo a contenção de uma área em deterioração ou prevenção de um desequilíbrio ecológico. In: Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina v. Correntes da cartografia teórica e seus reflexos na pesquisa. ARCHELA. salienta-se a grandiosidade de poder que se têm em mãos. pode-se afirmar que a cartografia pode e deve ser utilizada em muitas pesquisas.

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