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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

TECNOLOGIAS ÓPTICAS PARA REDES FTTx

Eng°. Manuel Osorio Zuleta

WWW.CCATCONSULTORES.COM.BR

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 1

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Introdução ao conteúdo do curso


• Propagação da luz.
• Características da luz na fibra óptica

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Introdução
• Sistema de comunicações via fibras ópticas.
• Elementos que compõe o sistema:
• fibra óptica;
• conectores;
• emendas;
• equipamentos ativos.
• Processo de transmissão de informações através da fibra.
• Fenômenos que incidem no processo de transmissão.
• Aplicações e tecnologias atuais.
• Testes de desempenho (OTDR).

Propagação da luz na fibra óptica


Situação 1 – Luz originária de um meio mais denso passando para o menos denso.

raio refratado

ϴ2
dielétrico 2 (n2 < n1)
dielétrico 1 (n1)
ϴ1

raio incidente

reflexão interna parcial

Luz incidente na superfície n1 em direção à n2,


com ângulo menor ao ângulo crítico

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Propagação da luz na fibra óptica


Situação 2 – A luz está incidindo na interface das superfícies de maneira que o raio refratado
propaga-se paralelamente à superfície de separação entre os meios.

ϴ2=90º
dielétrico 2 (n2 < n1)

dielétrico 1 (n1)
ϴ1 crítico
raio incidente
reflexão interna parcial

Luz incidente na superfície n1 em direção à n2,


com ângulo igual ao ângulo crítico

Propagação da luz na fibra óptica


Situação 3 – O raio incidente reflete inteiramente na interface de separação dos meios e volta para
o meio de origem.

dielétrico 2 (n2 < n1)


dielétrico 1 (n1)
ϴ1 > ϴ2 crítico
raio incidente
reflexão interna parcial

Reflexão total no meio mais denso

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Principio da propagação em fibras ópticas


• Reflexão interna no núcleo
• A luz se propaga do início ao fim da fibra
• Refração interna no núcleo
• Quando um raio de luz incidir na interface núcleo casca com um ângulo
menor que o ângulo crítico
• Índice de refração
• O índice de refração expressa a densidade de um meio transparente em
relação ao vácuo

Modos de propagação

• Trajetórias diferentes traçadas pelos raios luminosos

Capa
Casca

Sinal

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Características da luz na fibra óptica


• Luz visível
• Radiação emitida pela fonte óptica que é percebida pelo olho humano
• Comprimento de onda (ou frequência óptica) em torno de 850 nm
• Luz vermelha (LED)

Características da luz na fibra óptica


• Luz invisível
• Radiação emitida pela fonte óptica que não é percebida pelo olho humano
• O comprimento de onda começa a partir de 1.310 nm
• Percebida através de equipamentos que são sensíveis a essas radiações

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Espectro de luz

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 2


Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Fontes de luz.
• Janelas ópticas.

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Fontes de luz
• Fonte LED
• Convertem o sinal elétrico em sinal de luz (modulação).
• Emite luz sem coerência de baixa potência (sem diretividade, ou seja, a luz gerada
por esse dispositivo não tem concentração em uma área delimitada).
• À medida que a fonte distancia-se do anteparo, a área coberta por sua luz aumenta.
• Os LEDs habitualmente são construídos para emitirem comprimento de onda em
torno de 850 nm ou 1300 nm.
• Utilizado em sistemas ópticos de curta distância, principalmente, com fibras
multímodo.

Característica da luz gerada por um LED


Intensidade relativa

Comprimento de onda (wavelength em nm)

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Fontes de luz

• Fonte LASER
• Gera luz coerente, ou seja, concentrada e de alta potência.
• Com a luz de uma fonte laser apenas uma pequena área de todo o anteparo
será iluminada.
• Utilizado para inserir luz em fibras monomodo com núcleo de,
aproximadamente, 9 µm.
• Predominantemente, utilizada em fibras monomodo em longas distâncias.
• Comprimento de onda em torno de 1310 nm, 1400 nm, 1550 nm e 1625 nm.
• Os principais tipos de fontes laser utilizados em sistemas de comunicações
são: Lasers Fabry Perot, Laser DFB e Laser de Modulação Externa.

Característica da luz gerada por um laser

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Detetores de luz

• Dispositivos responsáveis pela demodulação, ou seja, a conversão do


sinal de luz em sinal elétrico.
• A sua sensibilidade para um determinado comprimento de onda
depende do material com o qual é construído.
• Detetores mais sensíveis são mais caros e, normalmente, estão
presentes em equipamentos utilizados em enlaces de longa distância
(monomodo).

Comprimentos de onda de operação

• Utilizado para diferenciar, facilmente, os sistemas que trabalham com


sinais elétricos e aqueles que operam com sinais de luz.
• Frequências são muito altas, portanto, não se trabalha com limitação
por frequência, e sim, por comprimento de onda.
• o comprimento de onda refere-se a uma frequência, pois:
n = c/v.

Onde:
n = índice de refração.
c = velocidade luz (3x108 m/s).
v = velocidade luz no meio considerado.

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Janela óptica de operação


• Regiões do espectro infravermelho baixo, que apresenta
possibilidade de propagação do comprimento com melhores
características de propagação
• Primeira janela óptica: intervalo entre 800 e 900 nm (operação em 850
nm).
• Segunda janela óptica: intervalo entre 1260 nm e 1360 nm (operação em
1310 nm).
• Terceira janela óptica: intervalo entre 1530 nm e 1560 nm (operação em
1550 nm).
• Quarta janela de operação: intervalo entre 1600 e 1650 nm (operação é
1625 nm).

Primeira janela de operação


• É característica de sistemas que trafegam pouca informação por uma
distância curta. Ex.: Sistemas de vigilância por câmeras em uma
empresa.
• Principalmente, usa fibras multímodo, (ex.: LANs) de índice gradual
(índice degrau não é mais utilizado na prática).
• A fonte de luz utilizada para iluminar esse tipo de fibra é o LED.

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Segunda janela de operação

• Utilizada por sistemas que trafegam médias e grandes quantidades de


informação por uma distância curta, porém, maior que no caso da
primeira janela.
• Esse comprimento de onda pode ser utilizado em sistemas que
utilizam fibras multímodo ou fibras monomodo como meio de
propagação (ex.: redes Gigabit Ethernet).
• A fonte de luz é o Laser multímodo Fabry Perot de potência média
para sistemas multímodo.
• Usa o Laser Monomodo DFB de alta potência para sistemas
monomodo.

Terceira janela de operação

• Utilizada para sistemas que trafegam altíssima quantidade de dados,


como é o caso das Redes Metropolitanas (MANs) ou Redes de Longa
Distância (WANs).
• Essa janela operacional somente existe nos sistemas de fibras
monomodo.
• Utiliza, como fonte de luz, laser DFB de alta potência ou LASER de
modulação externa.

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Quarta janela de operação

• Utilizada de maneira similar à utilização da terceira janela, porém, as


distâncias de enlaces são maiores, como é o caso de cabos
submarinos, onde o transmissor pode estar a cerca de 8.000 km de
distância do receptor.
• Utiliza como fonte de luz, normalmente, o LASER de modulação
externa.

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 3

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Características das fibras ópticas.


• Fibras Multímodo Índice Degrau

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Composição material da fibra óptica

• Filamento maciço circular de dimensões muito pequenas


• Diâmetro de 1/8 de 1 mm ( 125 µm)

Características físicas da fibra óptica


casca (n2) n2
n1

núcleo (n1)

a) Estrutura cilíndrica b) Seção transversal

casca (n2 < n1) núcleo

casca

a) Corte longitudinal

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Núcleo

• Estrutura maciça por onde efetivamente a luz se propaga.


• Altíssimo grau de transparência.
• Diâmetro do núcleo:
• fibras monomodo (SM) = de 9 a 16 µm.
• fibras multímodo (MM) = 50 µm ou 62,5 µm.

Casca

• Estrutura maciça que envolve totalmente o núcleo.


• Vidro de alto grau de pureza em sua composição.
• Densidade menor que o vidro que constitui o núcleo.
• Permite o efeito do confinamento da luz no interior do núcleo.
• 125 µm de diâmetro.

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Revestimento externo primário

• Aplicado sobre a casca da fibra


• Protege a fibra contra danos ou acidentes externos
• Constituído de acrilato
• Extraído por ocasião de emenda ou conectorização da fibra
• Apresenta diâmetro de 250 µm
• Pintado para efeito de identificação

Características geométricas

• Essencialmente circular
• O mais próximo possível de uma circunferência perfeita
Revestimento externo

Casca
Núcleo

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Emendas e conectores

• O alinhamento do núcleo deve ser o mais perfeito possível


• Introdução da fibra em conectores

Fibra com núcleo deslocado

Fibra com casca circular Fibra com casca elíptica

Fibra com
Fibra com núcleo elíptico núcleo circular

Dimensões físicas

Multímodo Multímodo Monomodo

62.5-125 50-125 10-125


microns microns microns

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Tipos de fibras ópticas


• Classificadas por suas características básicas de transmissão
• Composição material: fibras com o par núcleo-casca do tipo sílica-sílica,
sílica-plástica ou plástico-plástico. Propriedades distintas quanto às
facilidades operacionais e de fabricação, às perdas de transmissão, à
tolerância a temperaturas etc.
• Frequências ópticas de atuação: inclui, por exemplo, as fibras no
infravermelho e no ultravioleta, que refletem o desenvolvimento de fibras
ópticas para operar fora da faixa típica (de 0,7 a 1,6 mm).
• Geometria ou sensibilidade à polarização: além da seção circular típica, as
fibras monomodo podem ter um núcleo de seção elíptica com implicações
importantes quanto à filtragem e manutenção de polarização.

Características da fibra multímodo

• Atenuação: relativamente alta, entre 1,5 e 3,5 dB/km.


• Operação: em 850 nm e 1300 nm que corresponde às primeira e
segunda janelas de operação.
• Banda passante: aproximadamente, entre 200 MHz-km e 5 GHz-km.
• A fibra é o limitador no aumento da taxa de transmissão.
• Acopla se a fontes do tipo LED ou VCSEL.
• O diâmetro do núcleo é padronizado em 62,5 µm ou 50 µm.
• Pouco utilizada na prática.

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Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 4

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Fibras Monomodo.
• Tipos de fibras Monomodo.

Fibra monomodo

• As fibras monomodo caracterizam-se pelo tamanho muito pequeno,


quando comparada com o núcleo da fibra multímodo.
• Tem tamanho de núcleo que pode variar de 8 a 17 µm de diâmetro.
• O índice núcleo/casca associado a esse pequeno núcleo permite que
apenas um modo seja propagado através da fibra.
• Esse desenvolvimento fornece ampla largura de banda e vem no
desenvolvimento de lasers de modo simples.

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Características da fibra monomodo


• Atenuação: em torno de 0,3 dB/km em 1310 nm, 0,18 dB/km em
1550 nm e 0,23 dB/km em 1625 nm.
• Operação: em 1310 nm, 1550 nm e 1625 nm.
• Possuem largura de banda de milhares de THz.
• Possibilidade de enlaces de altíssimas capacidades e longas
distâncias.
• Acoplamento sempre com fontes do tipo laser.
• Dispersão: nula para 1310 nm e 1550 nm e de 17 ps/nm-km.

Tipos de fibra monomodo

• Fibra monomodo standard (SMF)


• Fibra com dispersão deslocada (DSF)
• Fibra com dispersão deslocada não nula (NZD)
• Fibra com dispersão plana (LWP)

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Fibra monomodo Standard (SMF)

• A fibra monomodo standard permite operação em 1310 nm e 1550


nm.
• Aplicação para enlaces de longa distância e altas taxas de
transmissão.
• Para enlaces muito longos, sua aplicação fica limitada pela atenuação,
pois sua atenuação é significativamente maior em 1310 nm que em
1550 nm.
• Em 1310 nm apresenta banda passante significativamente maior que
em 1550 nm.

Fibra monomodo Standard (SMF)


• Em 1550 nm, apresenta largura de banda limitada pela dispersão significativamente maior que
em 1310 nm.
• Possibilita:
• transmissão de múltiplos canais ópticos simultaneamente em diferentes comprimentos de onda
(DWDM);
• amplificadores ópticos (AOs), que aumentam a potência óptica sem conversão optoelétrica;
• fibras compensadoras de dispersão que diminuem a dispersão ao longo do percurso óptico.

casca capa

sinal

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Fibra monomodo com dispersão deslocada (DSF)

• Opera em 1550 nm que é a janela de menor atenuação e dispersão


elevada.
• Foi desenvolvida uma forma de deslocar o ponto de menor dispersão
da fibra do comprimento de 1310 nm para 1550 nm.
• Para sistemas de comunicação DWDM, essa fibra mostrou-se
ineficiente devido a efeitos não lineares que surgem em função da
alta densidade de potência na fibra por causa dos amplificadores
ópticos.
• Existem muitos enlaces com fibras DS instaladas. Sua aplicação desde
que bem analisada ainda é bastante útil para interligações,
principalmente, para longa distância, porém sem a utilização de
amplificação óptica.

Fibra monomodo com dispersão deslocada


não nula (NZDSF)
• Tem um valor de dispersão mínima de 8 ps/nm-km.
• Evita que, quando submetida a altas densidades de potência por
unidade de área, ocorram os efeitos não lineares.
• Podem ser utilizadas em sistemas DWDM (foram criadas para esta
finalidade).
• Núcleo de aproximadamente 8µm, menor em relação aos outros
tipos apresentados.
• Pelo fato do seu núcleo ter tamanho tão reduzido, faz com que, em
algumas aplicações com DWDM, não seja tão eficiente.

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Fibra com dispersão plana (LWP)

• Tipo de fibra que, por não ter o chamado pico d’água na região de
1400 nm, possibilita seu uso de banda desde 1310 nm até 1625 nm.
• Possibilita uma capacidade de transmissão superior a todas as outras.

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 5

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Atenuação em fibras ópticas.


• Espalhamento.
• Absorção.

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Atenuação em fibras ópticas

• Efeito que provoca a perda da potência óptica ao longo da fibra (uma


parcela da potência óptica desaparece durante sua propagação).
• Existem dois fatores que contribuem para essa redução de potência:
• fatores intrínsecos;
• fatores extrínsecos.
• Os fatores intrínsecos são causados em decorrência do próprio material
que constitui a fibra:
• Espalhamento
• Absorção
• Microcurvaturas
• Os fatores extrínsecos são causados pelos agentes externos:
• curvaturas e dobras;
• emendas;
• conexões.

Fatores Intrínsecos

• Espalhamento:
• É a divisão de um raio de luz em vários outros ao encontrar um obstáculo.
• Sua trajetória é alterada e parte da potência contida no raio incidente é
perdida.
• O espalhamento esta dividido em:
• espalhamento de Rayleigh;
• espalhamento de Mie;
• espalhamento de Raman;
• espalhamento estimulado de Brilouin.

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Espalhamento de Rayleigh
• É o espalhamento mais intenso no que se refere a alteração da trajetória da luz e
surge por efeitos submicroscópicos na composição do vidro e na sua densidade.
• As dimensões físicas e a separação desses minúsculos defeitos são muito
pequenos, comparando-se com o comprimento de onda da luz incidente, o que
resulta em uma flutuação do valor do índice de refração do material ao longo da
fibra.
• A menor perda possível em uma fibra óptica hoje é de, aproximadamente, 0,14
dB/km.
• O espalhamento de Rayleigh produz uma onda retro espalhada em direção ao
início da fibra.
• Como esse fenômeno é permanente, mesmo na fibra cujo processo de
fabricação é perfeitamente controlado, foram desenvolvidos equipamentos e
métodos capazes de utilizá-lo na determinação de perda de potência óptica, no
comprimento físico da fibra, na localização de defeitos, na análise da qualidade
das emendas.
• Um desses equipamentos é o Reflectômetro Óptico no Domínio de Tempo, mais
conhecido por OTDR.

Espalhamento de Mie

• Ocorre devido a imperfeições ou irregularidades na fibra cujas


dimensões são maiores que 10% do tamanho do comprimento de
onda.
• As imperfeições são bolhas, minúsculas irregularidades na interface
núcleo-casca, variações no diâmetro da fibra ou mesmo sinuosidades
no eixo da fibra conhecida como microcurvaturas etc.
• Essas sinuosidades ao longo da fibra são decorrentes de forças
laterais externas à fibra e representam um dos principais causadores
do Espalhamento de Mie e são responsáveis por um acréscimo
significativo na atenuação global.

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Espalhamento de Raman

• Espalhamento decorrente de elevados campos elétricos da luz transmitida no


núcleo, ou seja, grande intensidade de luz.
• Esse espalhamento ocorre quando a luz guiada no núcleo ultrapassa um limite
mínimo de potência, o qual provoca o aparecimento de comprimentos de ondas
diferentes daquelas aplicadas no início da fibra.
• Uma parcela da potência incidente é transferida de um modo para outro em uma
frequência diferente ou acoplado ao modo original.
• Observado em fibras monomodo com grande comprimento.
• Quando ocorre a transferência de energia para um comprimento de onda
diferente, a potência contida em um comprimento de onda sofre redução.
• Sob certas condições, esse efeito pode ser utilizado para fornecer ganho de
potência para um determinado comprimento de onda guiado na fibra.

Espalhamento estimulado de Brilouin

• Ocorre devido à modulação da luz pela vibração molecular do vidro.


• O efeito resultante da introdução da luz com as vibrações do meio, faz
surgir também bandas separadas da frequência original.
• A alta densidade de potência óptica, ou seja, a quantidade de fótons por
unidade de tempo por unidade de superfície, forçará o aparecimento de
vibrações maiores no nível molecular.
• Essas vibrações interagem com a luz guiada e causará um espalhamento do
ângulo de incidência em relação ao plano de vibração do meio.
• Assim, parte da energia do comprimento de onda é transferida para essas
bandas laterais.
• Esse efeito também é percebido quando a intensidade da luz aplicada ao
núcleo da fibra ultrapassa alguns miliwatts e tem sentido contrapropagante
ao sinal principal.

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Absorção

• Efeito de perda de energia luminosa devido à transformação de parte


dessa energia em calor, pela presença de movimentos vibratórios,
presença de impurezas etc.
• A absorção pode ser dividida em:
• absorção material;
• absorção por impurezas.

Absorção material

• Perda decorrente da parcela da luz guiada que se disipa sob forma de


calor tanto no núcleo como na casca da fibra.
• A causa dessa perda são as vibrações nos níveis moleculares e a
transição de elétrons entre os níveis de energia.
• Observe que as vibrações moleculares neste caso poderão
transformar-se no espalhamento de Brilouin, caso a potência do sinal
incidente cresça muito, ao ponto de desencadeá-lo.

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Absorção por impurezas


• A presença de íons no vidro, que não fazem parte da sua composição, também são causas importantes de
perda pela absorção de parte da energia da luz guiada.
• Mesmo uma baixa concentração, como algumas partes por milhão ou mesmo por bilhão, podem induzir a
perdas consideráveis.
• Além dos íons metálicos, que fazem parte da própria composição do vidro da fibra óptica, os íons de
hidroxila (OH), são também responsáveis por essas perdas.
• Considerando os íons hidroxila, as maiores perdas ocorrem nos comprimentos de onda de 720 nm, 820 nm,
945 nm e 1245 nm.
• Com técnicas atuais de fabricação, tem-se conseguido grau de pureza tão grande que, em muitos casos, são
insignificantes ou mesmo desprezíveis.
• Esse resultado foi conseguido com fibras monomodo nos comprimentos de onda de 1550 nm e 1310 nm
inclusive.
• Com dopagem do núcleo e na forma de distribuição do índice de refração, permitem fibras que apresentam
grande faixa de comprimento de onda em que a perda é inferior a 0,3 dB/km entre 1000 nm e 1700 nm.

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 6

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Perdas.

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Microcurvaturas
• São pequenas ondulações, cujo tamanho é, aproximadamente, o
do comprimento de onda incidente, que ocorrem na interface
núcleo-casca.
• Os modos guiados ao se
chocar com essa superfície
irregular, têm sua trajetória
espalhada juntamente com
parte de sua potência total,
originando novas trajetórias
onde originam novos modos
que acabam sendo
refratados para a casca.

Perda em curvatura
Fatores Extrínsecos

• A curvatura em uma fibra óptica origina novos modos que podem ser absorvidos pela
casca, parte da energia carregada pelos modos cujo ângulo de incidência é próximo do
ângulo crítico, pode ser refratado para a casca.
• Modos Superiores são próximos ao ângulo crítico.
• Modos Inferiores tem ângulo de incidência muito acima do ângulo crítico.
• A intensidade da refração dos modos superiores para a casca dependerá da intensidade
da curva, quanto menor for o raio, maior será a refração dos modos.
• Quanto maior for a curva, maior será a perda de sinal.
• Curvas devem ser o mais suave possível para diminuir a sua parcela de contribuição na
atenuação total do sinal.
• Na prática, verifica-se que curvatura com raios acima de 5 cm provocam perdas
desprezíveis na fibra.

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Perda devido a emenda

• Uma emenda sempre incorrerá em uma perda


• Essa perda pode ocorrer, basicamente, pelos seguintes fatores:
• sujeira na superfície da fibra;
• clivagem (corte) com defeito;
• bolha na emenda;
• elipsoide do núcleo da fibra;
• fibras de fabricantes diferentes.

Sujeira na superfície da fibra

• A sujeira que, por ventura, surja em uma emenda por fusão, pode ser
por:
• impurezas presentes no ar;
• resíduo do acrilato que recobre a casca da fibra;
• resíduo de gordura dos dedos do operador;
• outros.

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Clivagem (corte) com defeito

• A clivagem é o corte realizado por um dispositivo para emenda por fusão ou na emenda por
conexão.
• Quando esse corte não é bem realizado, a união entre as duas fibras fica prejudicada pois as
superfícies entre elas não poderá ser aproximada ao máximo de forma regular.

Bolhas na emenda

• A ocorrência de uma bolha após uma fusão, decorre da presença de sujeira ou clivagem ruim.
• A bolha impede que uma parcela significativa da luz passe para o próximo segmento de fibra no
sentido da propagação ao longo do eixo da fibra. Neste ponto, a fibra torna-se opaca, impedindo
assim a passagem de luz.

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Elipsidade do núcleo da fibra


• A irregularidade na circularidade do núcleo de uma fibra é um fator de
complicação, tanto para a emenda por fusão quanto a união por meio de
conectores.
• Em qualquer um dos casos, parte da luz proveniente de qualquer lado, incidirá
sobre a casca do segmento subsequente, gerando um aumento significativo
indesejável de perda nesse ponto.

Fibra óptica com núcleo elíptico

Fibras de fabricantes diferentes

• A união entre duas fibras ópticas de fabricantes diferentes pela emenda por fusão tem perdas
porque, em mais de 90% dos casos, a atenuação nesse ponto será mais alta do que nos casos de
emenda entre fibras do mesmo fabricante.
• A explicação para essa ocorrência é que fabricantes diferentes podem ter índices de refração
diferentes que, em última instância, representam vidros de núcleo e casca diferentes.
• Emenda boa é menor ou igual a 0,1dB.

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Perda devido a conectores

• Os conectores são utilizados pra unir dois segmentos de fibra e, semelhante ao


ocorrido na emenda, a união de fibras por meio de conectores sempre envolve
alguma perda.
• A perda nos conectores utilizados nas fibras multímodo são maiores que a perda
nos conectores monomodo.
• Isso se deve às condições de exigências mecânicas dos conectores monomodo
serem muito mais rigorosas do que para os conectores multímodo.

Excentricidade do núcleo do ferrolho do conector


• Em um conector, a parte que permite a aproximação entre as fibras e
denominada de ferrolho.
• Observando-se um conector, é a haste prolongada que sai da parte central
do conector, de cor branca geralmente.
• Verificamos que o ferrolho aloja a fibra no seu centro.
• Assim, através da inserção de dois conectores no alinhador faz-se a
aproximação e posicionamento necessário à passagem da luz de uma fibra
para outra.
• Ocorre que, se um dos conectores estiver com o núcleo ligeiramente fora
de centro, ocorrerão perdas significativas porque, em última instância, os
núcleos das fibras estarão fora de alinhamento.

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Excentricidade do núcleo da fibra no conector


• A excentricidade do núcleo indica que a fibra está com núcleo deslocado do seu
centro. Isso acontece devido ao estiramento ou puxamento da fibra durante o
processo de fabricação.
• A consequência dessa condição é importante, tanto para a emenda por fusão
quanto para união por conexão.
• No caso da emenda por fusão, o problema decorre do fato de a máquina de
emenda realizar o alinhamento pelo núcleo para a situação de emenda entre
fibras monomodo.
• Entretanto, se a excentricidade do núcleo de uma das extremidades for
exagerada, a máquina não conseguira realizar a emenda, porque a estrutura
mecânica nessa condição ficaria comprometida no que se refere à rigidez
mecânica.
• Já para a situação de união por meio
de conectores, o alinhamento estará
prejudicado, por conta da excentricidade
do núcleo.

Clivagem ruim da extremidade da fibra de um dos


conectores
• Importância do corte transversal da fibra.
• Se uma das extremidades não estiver minimamente plana e perpendicular como a extremidade
do lado esquerdo no caso da fusão, a máquina não fará a emenda com relação aos conectores.
• A qualidade do corte (face plana e perpendicular ao eixo da fibra) depende, essencialmente, do
clivador.
• Recomenda-se que, no conjunto de emenda, existam sempre dois clivadores em perfeitas
condições de uso.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Elipsidade do núcleo da fibra no conector

• A fibra óptica, quando apresenta o núcleo com geometria elíptica, incorrerá em dificuldades de
conexão na fusão ou união por conectores.
• No caso da emenda por fusão, a dificuldade reside no alinhamento da fibra quando ela for
monomodo.
• A máquina não conseguirá fazer a emenda se as diferenças geométricas entre os núcleos forem
exageradas.
• Caso não seja muito desproporcional (elipsidade do núcleo), haverá, certamente, uma perda por
inserção mais elevada.
• Para união por meio de conectores,
haverá uma perda por inserção
mais elevada, pois, parte da luz
proveniente de uma extremidade
incidirá na casca da adjacente.

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 7

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Dispersão Modal
• Dispersão Cromática

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Dispersão

• A dispersão é um fenômeno que coexiste com a atenuação de um


sinal guiado através do núcleo da fibra óptica.
• É responsável pelo alargamento do pulso de luz no decorrer do tempo
de sua propagação.
• As componentes que interagem entre si produzindo o alargamento do
pulso são:
• dispersão modal;
• dispersão cromática;
• dispersão de polarização.
• Este efeito limita a capacidade de transmissão.

Alargamento do pulso devido à dispersão

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Dispersão modal

• Este tipo de dispersão só existe em fibras do tipo multímodo (degrau


e gradual)
• Provocada pelos vários caminhos possíveis de propagação (modos)
que a luz pode ter no núcleo.
• Os modos de alta ordem (que percorrem caminho mais longo)
demorarão mais tempo para sair da fibra do que os modos de baixa
ordem.

Dispersão cromática

• Ocorre devido ao fato de que toda e qualquer fonte de luz não emite
um único comprimento de onda.
• Por mais estreita que seja a largura espectral de uma fonte de luz, ela
sempre tem uma largura de banda.
• A dispersão cromática em fibras monomodo é bastante reduzida pois
o laser tem largura espectral estreita, muito reduzida.
• Taxas de transmissão de até 2,5 Gbit/s não se constitui um problema
para os sistemas ditos de longa distância.
• Um sinal de 10 Gbit/s apresenta uma dispersão total 16 vezes
superior quando comparada com a taxa de 2,5 Gbit/s e de 256 vezes
superior à transmissão com taxas de 40 Gbit/s.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 8

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Emendas
• Emendas por fusão

Emendas entre fibras ópticas

• Emendas apresentam as seguintes características:


• Baixa Atenuação – típica de 0,2 à 0,02dB por emenda.
• Alta Estabilidade Mecânica – cerca de 4 Kg de tração.
• Aplicações em Campo – requer poucos equipamentos para sua realização.
• Existem três tipos de emendas ópticas:
• Emenda por Fusão – as fibras são fundidas entre si.
• Emenda Mecânica – as fibras são unidas por meios mecânicos de
justaposição.
• Emenda por Conectorização – são aplicados conectores ópticos, nas
extremidades das fibras.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

O processo de emenda

• A limpeza da fibra:
• remoção da capa do cabo;
• remoção do tubo loose;
• remoção do gel com o uso de álcool isopropílico, utilizando-se algodão, lenços
de papel ou gaze.
• A decapagem da fibra:
• remoção do revestimento externo de acrilato da fibra;
• limpeza da fibra com álcool isopropílico;
• repetir o processo até que todo o revestimento externo da fibra seja
removido.

O processo de emenda

• A clivagem da fibra
• Consiste no corte das extremidades das fibras em um ângulo de 90º, usando
um equipamento que faz um risco na fibra, analogamente ao corte de um
vidro por um vidraceiro.
• Nesse caso, duas ações são particularmente importantes:
• limpeza das extremidades das fibras;
• clivagem da fibra.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Atenuações em emendas ópticas


• Três fatores influenciam de maneira decisiva no processo de emenda, que
são:
• Fatores intrínsecos que envolvem a fabricação da fibra óptica:
• variação do diâmetro do núcleo;
• diferença de perfil;
• elipcidade ou excentricidade do núcleo ou casca.
• Fatores extrínsecos que decorrem do processo de emenda:
• precisão no alinhamento do núcleo da fibra;
• qualidade do corte transversal da extremidade da fibra;
• espaçamento entre as extremidades;
• contaminação ambiental.
• Fatores reflexivos:
• Fatores das próprias emendas, que podem gerar, em seu interior, reflexos de luz que irão
atenuar os sinais transmitidos, ocasionando perda de potência.
• Esse tipo de atenuação é inferior a 50 dB.

Emenda por fusão

• É o processo pelo qual 2 segmentos de fibra são fundidos entre si, por
meio de uma descarga elétrica produzida por uma máquina de fusão
• Ligar a máquina de fusão.
• Fazer a escolha da fibra com a qual iremos trabalhar.
• Ajustar a emenda pelo alinhamento de núcleo de modo automático.
• Colocar dois pedaços de fibra na máquina e fazer o teste de arco para ajuste
de temperatura de fusão às condições ambientais.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Emenda por fusão

• Feitos os devidos ajustes na máquina de emenda, devemos agora


trabalhar a fibra para deixá-la em condições de ser emendada.
• As etapas envolvidas são:
• Decapagem – é a retirada do revestimento primário chamado de acrilato.
Isto é feito com uma ferramenta apropriada denominada decapador ou
stripper.
• Limpeza – a limpeza é feita para retirar qualquer resíduo de acrilato que
ainda restar na fibra. Essa limpeza é feita sempre com álcool isopropílico e,
preferencialmente, lenço de papel.
• Inserção do protetor de emenda na fibra: o protetor tem como finalidade
proteger, mecanicamente, aquele ponto onde ocorreu a emenda.

Emenda por fusão

• Clivagem: é um dos pontos cruciais do processo da emenda por fusão, mecânica ou por
conector.
• Nessa etapa, realiza-se o corte transversal da fibra com a ferramenta chamada clivador.
• Esse corte deve ser o mais perpendicular possível face ao eixo longitudinal da fibra, sem
imperfeições na face de corte.
• Assim, podemos conseguir uma boa qualidade de emenda no que diz respeito aos recursos
oferecidos pelo equipamento de fusão.
• Colocação das fibras no dispositivo V Groove da máquina de fusão: as fibras devem ser colocadas
na ranhura adequada, evitando-se, ao máximo, qualquer choque com a extremidade da fibra, pois
isso poderá trincar ou mesmo quebrar essa extremidade, prejudicando sobremaneira a qualidade
da emenda.
• Aproximação das fibras até cerca de 1 µm: essa ação é realizada, automaticamente, pelo
equipamento quando ajustado para alinhamento automático.
• Fusão por meio de arco voltaico: realizado de maneira automática pelo equipamento.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Emenda por fusão

• Visualização da emenda: ao terminar o arco voltaico, a fusão é exibida


em uma tela de cristal líquido.
• É importante a observação da homogeneidade do núcleo.
• Caso se perceba alguma irregularidade no ponto de fusão desse núcleo, deve-
se repetir o processo quebrando, primeiramente, a emenda e depois
repetindo os procedimentos dos itens descritos acima.
• Caso não existam imperfeições, prosseguimos ao passo posterior.

Emenda por fusão

• Colocação do protetor e dispositivo de aquecimento da máquina de fusão: ação


realizada manualmente após o termino da fusão.
• A emenda por fusão é que apresenta a menor perda por inserção entre as três
formas possíveis de união entre duas extremidades de fibras.
• Sua utilização é voltada para casos em que as fibras ficarão unidas
permanentemente, como a emenda entre cabos para formar um enlace,
terminação de fibra nos bastidores de terminações ou distribuidores ópticos,
derivação de cabos ou mesmo reparo de rompimento de cabos.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 9

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Emendas mecânicas
• Emendas por conectores

Emenda óptica mecânica

• Processo pelo qual, dois seguimentos de fibra são unidos usando-se


um conector óptico mecânico.
• Nesse tipo de emenda, os processos de limpeza, decapagem e
clivagem são iguais ao processo por fusão.
• As etapas envolvidas são:
• decapagem;
• limpeza;
• clivagem;
• inserção de cada extremidade da fibra em uma extremidade da emenda
mecânica;
• verificação da correta posição das fibras;
• fechamento do conector.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Emenda óptica mecânica

Ranhura de 125µm

União de conectores

Salto de Ar (AG) Contato Físico (PC)

Contato Físico com Angulo Indexado com fluido


(APC) (IF)

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Emenda por conectores


• Os conectores são dispositivos que permitem realizar junções
temporárias ponto a ponto, também entre duas fibras ou, mais
comumente, juntando-se a fibra ao dispositivo fotoemissor ou
fotodetetor.
• A qualidade da conexão é garantida pela precisão com que as peças
mecânicas que constituem o conector óptico conseguem posicionar as
extremidades da fibra, principalmente o seu núcleo em relação ao
corpo exterior do conector.
• Para unir duas fibras com conectores, utiliza-se um alinhador, que
consiste em uma peça simétrica dupla fêmea-fêmea capaz de realizar o
alinhamento correto face a face dos dois plugues.
• O uso de conectores em junção fibra-fibra oferece vantagens
operacionais em relação a outras técnicas de emenda ponto a ponto,
por exemplo, a emenda por fusão, pois nesse caso, é dispensado o uso
de equipamento sofisticado ou mesmo conhecimento técnico
específico.

Emenda por conectores


• A escolha do tipo de técnica de junção, muitas vezes, não depende apenas
de critérios de desempenho, ou seja, no nível de perda por inserção
proporcionada.
• Às vezes há a necessidade de compatibilizar investimentos realizados em
técnicas, equipamentos, infraestrutura já instalada, obrigam a utilização
de um determinado tipo de junção em detrimento de outro de melhor
desempenho.
• Existem conectores para fibras multímodo e monomodo.
• Os conectores multímodo são mais baratos e com maiores tolerâncias
quanto a características mecânicas quando comparados aos monomodos.
• Isso se deve ao fato dos conectores monomodos necessitarem de uma
construção mecânica mais específica porque o núcleo de uma fibra óptica
tem um núcleo muito pequeno que, certamente, dificulta seu
alinhamento.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Emenda por conectores


• Um aspecto importantíssimo nos conectores é o tipo de polimento
da sua extremidade:
• Polimento plano: PC.
• Polimento angular: APC.
• O polimento plano PC é aquele em que a face do conector tem um
ângulo reto, 90 graus idealmente com o eixo longitudinal da fibra.
• Visualmente, são identificados pela cor externa normalmente azul.
• Já o polimento angular APC faz um ângulo de 8 graus entre a face do
conector e o eixo longitudinal da fibra.
• Com esse ângulo de 8 graus, se obtém uma grande redução da perda
por reflexão, característica dos conectores APC.
• Visualmente, esse tipo de polimento é identificado pela cor verde.

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 10

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Conectores

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Conectores

• Conector e alinhador E2000 PC/APC

Conectores
• Os conectores E2000 são considerados os melhores conectores do
mercado por apresentarem características de desempenho superior
a qualquer outro tipo de conector no que diz respeito à atenuação e
à reflexão.
• As principais vantagens em relação aos outros tipos de conectores
são:
• Tampa de proteção padrão integrada ao corpo do conector e com fecho
automático, proporcionando melhor proteção do ferrolho contra sujeiras e
arranhões, e também contra danos oculares devido à radiação.
• Trilhos internos de precisão que guiam o ferrolho com segurança na bucha
de alinhamento do adaptador, oferecendo conexões estáveis mesmo em
locais onde o acesso tem dificuldades de ser realizado.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Conectores
• Travas intercambiáveis com codificação por cores e/ou mecânica que
permitem a correta conectorização e documentação. Estão disponíveis 12
códigos de cores e também 6 chaves mecânicas de identificação.
• Conexão estável, reprodutiva e totalmente segura. Alta densidade
modular em função de sua inserção ser de empurrar e não de rosquear
como a maioria dos conectores.
• Design robusto, protegendo o conector durante os processos de
conectorização e proporcionando baixas perdas e altos níveis de
repetitividade (inserção e desinserção).
• Construção em PBT (politereftalato de butileno) injetado de alta
resistência, atendendo aos requisitos da UL 94 VO (flamabilidade). Uso em
temperaturas entre -40ºC até 85ºC sem qualquer alteração mecânica.
• Totalmente compatível com as furações SC existentes no mercado.

Conectores

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Conectores
• Conector e alinhador SC PC/APC
• Os conectores SC com polimento PC ou APC são hoje os mais utilizados
tanto em sistemas de fibra monomodo como os multímodos. Apresentam,
de modo geral, as seguintes características :
• Geometria: retangular.
• Corpo: liga plástica de alta densidade
moldada.
• Acoplamento: push-pull.
• Perda por inserção: < 0,30 dB.
• Perda por reflexão: < 50 dB.
• Ferrolho: cerâmico ou zircônio,
dependendo do fabricante.

Conectores

• Conector e alinhador SC SC/APC

SC/PC

96

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Conectores

• Conector e alinhador LC

PC

MM

APC

Conectores

• Conector FC/PC

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Conectores

• Conector e alinhador MT-RJ


• Duas fibras em um conector
• Tamanho de um conector RJ45

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 11

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Vantagens das fibras ópticas

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Vantagens das fibras ópticas

• Baixa atenuação
• A fibra óptica tem uma vasta gama de frequências que pode transitar, enquanto que
cabos coaxiais ou os de par trançado, não.
• As fibras ópticas apresentam, atualmente, perdas de transmissão extremamente
baixas, desde atenuações típicas da ordem de 1,5 a 5 dB/Km na região em trono de
0,85 mm até perdas inferiores a 0,2 dB/Km para operação na região de 1,55 mm.

Vantagens das fibras ópticas

• Gráfico da atenuação em função da frequência em meio metálico e fibra óptica

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Vantagens das fibras ópticas

• Futuras fibras ópticas com atenuação da ordem de centésimo e, até


mesmo, milésimos de decibéis por quilômetro.
• Sistema de micro-ondas convencional exige repetidores a distância da
ordem de 50 quilômetros, sistemas com fibras ópticas permitem
alcançar, atualmente, distâncias sem repetidores superiores a 200
quilômetros.
• Atenuação nos cabos coaxiais e de par trançado é muito mais
dependente da frequência, enquanto as fibras ópticas são
relativamente constantes em quase toda a gama de frequências.

Banda passante larga

• A quantidade de informação que pode ser transmitida é diretamente


proporcional à frequência do sinal.
• A transmissão em fibras ópticas é realizada em frequências ópticas
portadoras na faixa espectral de 1014 a 1015 HZ (100 a 1.000 THz).
• Capacidade de transmissão, no mínimo, 10.000 vezes superior, por
exemplo, têm hoje sistemas de micro-ondas que operam com uma
banda passante útil de 700 MHz.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Imunidade à interferência eletromagnética e ruídos


• Um dos maiores problemas associados à transmissão de dados de
qualquer tipo é o ruído, tanto emitido quanto recebido.
• As fibras ópticas usam luz como portadora da informação e a luz não
está sujeita à influência da radiação eletromagnética nenhuma.

Efeito “crosstalk” desprezível


• As fibras ópticas tem excelente confinamento do sinal luminoso
propagado.
• As fibras ópticas agrupadas em cabos ópticos não interferem
opticamente umas nas outras, resultando em um nível de ruído de
diafonia (crosstalk) desprezível.
• Os cabos de fibras ópticas, por não necessitarem de blindagem
metálica, podem ser instalados junto às linhas de transmissão de
energia elétrica sem problemas.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Isolação elétrica

• O material dielétrico (vidro ou plástico) que compõe a fibra óptica


oferece uma excelente isolação elétrica entre os transceptores ou
estações interligadas.
• Cabos de fibra óptica com defeito não geram faíscas de curto-circuito.
• Não precisa desligar equipamentos quando de uma reparação no
trajeto da fibra.

Tamanho e peso reduzidos

• Considerando-se os encapsulamentos de proteção, o diâmetro e o


peso dos cabos ópticos são bastante inferiores aos dos equivalentes
para cabos metálicos.
• O efeito combinado do tamanho e do peso reduzidos faz das fibras
ópticas o meio de transmissão ideal em aviões, navios, satélites etc.
• Também oferecem vantagens quanto ao armazenamento, transporte,
manuseio e instalação em relação aos cabos metálicos de resistência
e durabilidade equivalentes.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Segurança da informação e do sistema

• As fibras ópticas não irradiam significativamente a luz propagada,


implicando um alto grau de segurança para a informação
transportada.
• Qualquer tentativa de captação de mensagens ao longo de uma fibra
óptica é facilmente detectada, pois exige o desvio de uma porção
considerável de potência luminosa transmitida.

Flexibilidade na expansão da capacidade dos


sistemas
• Os sistemas de transmissão por fibras ópticas podem ter sua
capacidade de transmissão aumentada gradualmente.
• Basta, para isso, melhorar o desempenho dos transceptores, seja, por
exemplo, substituindo-se LEDs por diodos lasers ou utilizando-se
técnicas de modulação superiores.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Alta resistência a agentes químicos e variações


de temperatura
• As fibras ópticas, por serem compostas, basicamente, de vidro ou
plástico, têm uma boa tolerância a temperatura, favorecendo sua
utilização em diversas aplicações.
• Além disso, as fibras ópticas são menos vulneráveis à ação de
líquidos e gases corrosivos, contribuindo assim para uma maior
confiabilidade e vida útil dos sistemas.

Custos potencialmente baixos

• O vidro com que as fibras ópticas são fabricadas é feito


principalmente de quartzo e sílica sintética, um material que, ao
contrário do cobre, é abundante na crosta terrestre.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 12

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Desvantagens das fibras ópticas


• Aplicações

Desvantagens na utilização das fibras ópticas

• Fragilidade
• O manuseio de uma fibra óptica sem encapsulamento é bem mais delicado
que no caso dos suportes metálicos.
• É preciso ter muito cuidado com as fibras ópticas, pois elas quebram com
facilidade.
• Dificuldade de Conexões
• As pequenas dimensões das fibras ópticas exigem procedimentos e
dispositivos de alta precisão na realização das conexões e junções.
• Acopladores tipo T com perdas muito grandes
• É muito difícil se obter acopladores de derivação tipo T para fibras ópticas
com baixo nível de perdas, o que dificulta a sua utilização em sistemas
multipontos.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Desvantagens na utilização das fibras ópticas

• Impossibilidade de alimentação remota


• Os sistemas com fibras ópticas requerem alimentação elétrica independente
para cada repetidor, não sendo possível a alimentação remota através do
próprio meio de transmissão.
• Cobre vs. meio óptico
• A fibra óptica é uma tecnologia recente que está, atualmente, sujeita a muita
investigação e desenvolvimento.
• Também a tecnologia de fontes luminosas e detectores de luz está ainda na
sua infância e sujeita a evoluções muito rápidas.
• A limpeza é crítica em conectores e emendas.
• Cuidado redobrado ao usar jumpers, pigtails, DIO’s, etc.

Sujeira em conectores
1
3
2

5 6

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Aplicações

• Aplicação na medicina e na odontologia


• O feixe coerente apresenta uma propriedade que o torna muito útil, especialmente
na medicina: pode captar e transmitir, sem distorções, uma imagem de uma
extremidade para outra.
• Outra utilidade na medicina é uso de fibras como ponta de bisturi óptico
para cirurgias a laser, dentre esses podemos citar:
• cirurgias de descolamento de retina;
• desobstrução de vias aéreas (cirurgias na faringe ou traqueia);
• desobstrução de vias venosas ("limpeza" de canais arteriais, evitando pontes de
safena).
• As vantagens na utilização de fibras ópticas na medicina e na odontologia
são:
• evitarem conexões elétricas no paciente;
• serem livres de interferências eletromagnéticas;
• poderem ser esterilizadas.

Sensores ópticos

• Um sensor é um dispositivo que atua como um transdutor.


• A sensibilidade dos sensores à fibra, ou seja, o distúrbio menos
intenso que pode ser medido, pode depender de:
• variações infinitesimais em algum parâmetro de caracterização da fibra
usada, quando a fibra é o próprio elemento sensor.
• mudanças nas propriedades da luz usada, quando a fibra é o canal através do
qual a luz vai e volta do local sob teste.
• Sensores construídos com fibra óptica:
• micropontas de prova para medição de temperatura;
• sensores de pressão;
• sensores químicos.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Aplicações Militares

• As aplicações militares de fibras ópticas incluem:


• Sistemas de comunicação de voz e dados a baixa velocidade, onde as fibras
ópticas simplesmente substituem suportes metálicos convencionais.
• Aplicações envolvendo sistemas de navegação e controle de mísseis ou
torpedos guiados por cabo.

Sistema de Comunicações

• Interligação centrais de tráfego interurbano


• Interligação de centrais telefônicas urbanas
• Backbones de dados
• Cabos submarinos
• Transporte de imagem (CATV)
• HFC (Hibrid Fiber Coax)
• Sistemas de energia e transporte
• Redes locais de computadores

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 13

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Instrumentos para sistemas ópticos

Instrumentos para sistemas ópticos

• Identificador/localizador de falhas em fibras ópticas


• Localizador de fibra ativa
• Fonte de luz
• Medidor de potência óptica
• Medidor de potência óptica para redes PON
• Atenuador óptico
• OTDR
• Maquina para fusão de fibras ópticas
• Crivador
• Acessórios

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Identificador/Localizador falhas

Localizador de fibra ativa

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Fonte de luz

Power Meter

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

PON Power Meter

OTDR

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Atenuador Óptico

Máquina de Fusão

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Crivador

Acessórios

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Aula: Tecnologias Ópticas – Parte 14

Tópicos a serem abordados nesta aula:

• Procedimentos para testes em fibras ópticas

Identificador/Localizador falhas

CCAT Consultores – Manuel Osorio Zuleta 67


Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Perdas

Efeito por perdas na luz

12 dB de perda 0,5 dB de perda

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Procedimentos

OTDR

• Um OTDR pode fazer uma avaliação de uma fibra óptica simples ou


uma cadeia completa de fibras ópticas

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

OTDR

• OTDRs verificam a qualidade da transmissão na fibra óptica, pela


medição da retrodispersão.
• A retrodispersão também é a única maneira eficaz de inspeção de
conectores ópticos, que pode ser usada também para medir o
comprimento da fibra óptica.
• OTDRs operam analisando os eventos na fibra óptica, localizando e
medindo atenuação, perda relevante e homogeneidade.
• OTDRs podem salvar e transferir os dados das curvas de medição para
um PC, utilizando um software fornecido pelo fabricante para análise,
geração de relatórios e impressão.

Aplicação do OTDR

• Através de um OTDR é possível determinar diversos parâmetros da


fibra óptica.
• Esses parâmetros são:
• medição do comprimento da fibra óptica;
• medição da distância entre dois pontos na fibra óptica;
• localização de falhas e rupturas na fibra óptica;
• exibição da curva de distribuição da fibra óptica e perda no cabo;
• medição do coeficiente de atenuação da fibra óptica;
• medição da perda entre dois pontos da fibra óptica;
• medição da perda por conexões.

CCAT Consultores – Manuel Osorio Zuleta 70


Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Procedimentos

Trabalhando com OTDR

Perda do Caixa de emenda


pulso inicial
DIO ONU

Emenda
Conector
Perda por
Fim de fibra
emenda
Perda por
conector

Distância/tempo

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Anexo 1

Estruturas de Redes Ópticas


Material de apoio

Eng° Manuel Osorio Zuleta


manuel@seuprojeto.com
(5511) 2376 0111 – (5511) 9.9886 6633
www.ccatoconsultores.com.br

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FIBERHOME
UPLINK E GERÊNCIA – AN5516-01 ANM2000
SWITCH

ETH SERIAL
(10.0.1.x/24)

CONSOLE
EMS ONU
INTERNET OLT
VLAN 1000
H H G LAN/WLAN
U S C
8
REDE
1 W
GERÊNCIA A A A FTTx
(10.0.1.x/24) SFP3
UPLINK VLAN 1000 PON
(10.0.2.x/24) SFP4
EMS
ROTEADOR
GW-1
(10.0.1.1/24) VLAN 1000 GW-2
(10.0.2.1/24)
FE/EMS
GERÊNCIA LOCAL
Manuel Osorio Zuleta – Consultor (10.0.1.x/24)
(11) 9.9886 6633

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Cada serviço dará uma porta específica e com a mesma VLAN de serviço

Arquiteturas FTTx

• FTTH – Fibra até a residência;


• FTTC – Fibra até o méio-fio;
• FTTB – Fibra até o prédio/empresa;
• FTTN – Fibra até o nó;
• FTTA – Fibra até a torre;
• FTTD – Fibra até a mesa do funcionário.

148

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Arquitetura FTTx básica

SPLITTER EM
OLT 1:n
DIO .
EF .
EF n
.
EF .

.
.
n
.
.

SPLITTER
EM 1:n CTO ONU
.
EM
. EF
n
.
. EF

CEO
EF EM

Arquitetura FTTx - Conceito

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Arquitetura FTTx – Rede centralizada - Estrela

CO

SPLITTER EM
1:64
OLT .
.
EF 64 CTO ONU
.
EF . EM

.
.
n
.
.

Arquitetura FTTx – Rede distribuída - Cascata

CO

CEO
SPLITTER EM
1:8 CEO
OLT . SPLITTER EM
. 1:8
EF 8
.
.
.
EF . EF 8 CTO ONU
.
. EF . EM
.
n
.
.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Arquitetura FTTx – Rede distribuída (tapped) – Árbore


CO CEO
SPLITTER
1:2
OLT EF
EF
EF
CEO
SPLITTER CEO
1:4 SPLITTER EM
EF
. . 1:8
EF .
. 4
.
EF .
n . EF 8
.
. .
EF .
.

CTO
ONU
EM

Arquitetura FTTx – Rede distribuída (tapped) - Barramento-Estrela

CEO
CEO SPLITTER
1:2
CO CEO SPLITTER EF
1:2
SPLITTER EF EF
1:2
OLT EF EF
EF

EF EF
EF

CEO
. SPLITTER EM
CEO
. 1:8
SPLITTER EM .
n CEO 1:8 .
EF CTO
. SPLITTER EM . 8
. ONU
1:8 . EM
. .
EF
8
CTO EF .
. ONU
EF
.
CTO EF EM
8 .
. ONU
EF EM
.

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Arquitetura FTTx da Vivo

Arquitetura FTTx - Conceito

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Multiplexação

Mux Demux
Conversação A Conversação A

Conversação B Conversação B

Conversação C Conversação C

Conversação D Conversação D

Conversação E Conversação E

Arquitetura FTTx - TDM

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Arquitetura FTTx - TDM

(G)EPON GPON BPON

Taxa de dados

Codificação

Splittagem máxima

Alcance

Núcleo transmissão

Habilidade TDM

Segurança

OeM

Complexidade

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Tecnologias para Redes FTTx


Material de apoio

Splitter - Tipos

• PLC = Planar Lightwave Circuit (Circuito de onda de luz planar)


• FBT = Fused Biconical Taper (Taper bicónico fundido)
• PSC = Passive Splitter Combiner (Combinador passivo)

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Splitter por dentro

Splitter por dentro

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Splitter – Componentes

Splitter – Perda típica

Razão do Splitter 1:2 1:4 1:8 1:16 1:32 1:64 1:128


Perda ideal/Porta (dB) 3 6 9 12 15 20 23
Perda excesso (dB, máx.) 1 1 2 3 4 2 3
Perda típica (dB) 4 7 11 15 19 22 26

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Splitter – Especificações de um fabricante

Splitter – Especificações de um fabricante

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Splitter Assimétrico – Especificações de um fabricante

Projeto de Rede Óptica


Material de apoio

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Componentes da rede

Head End Planta externa Home Passed

Distribuição CEO

Terminal
DIO CEO
Cabo de alimentação

CTO
Rede de alimentação Splitter Distribuição Última milha

SANGRÍA

Caixa de emenda Caixa de derivação


Cabo 12 fibras

Cabo 6 fibras

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Tubo Loose Cabo de Fibra


SANGRÍA

Cabo Loose

Cabo de Fibra

Cabo Loose
Centralizado

Código de cores em fibras ópticas

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Código de cores em cabo loose

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Rede Aérea
Maretial de apoio

Redes Aéreas

• Rede espinada
• Ancoragem
• Passagem
• Cordoalha
• Arame
• Aterramento
• Reserva técnica

• Rede autossustentada
• Ancoragem
• Suspensão
• Reserva técnica

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Redes Aéreas – Distribuição das ferragens


• Ancoragem da rede aérea autossustentada:
• Sustentação
• Vão de 30 mt
• Média de 34 postes por quilometro
• Ancoragem
• 2 ancoragens simples por quilometro (primeiro e último poste - vermelhos)
• 3 ancoragens duplas por quilometro (no 8º, 17º e 26º poste - amarelos)
• Suspensão
• 29 suspensões por quilometro (postes azuis)
• Aterramento
• 01 aterramento a cada 330 metros (aproximadamente)

Redes Aéreas – Ancoragem e suspensão - Rede autossustentada

Cruzeta

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Apostila do curso de Tecnologias Ópticas para Redes FTTx

Redes Aéreas – Ancoragem e suspensão - Rede espinada

FIM DO CURSO
Eng° Manuel Osorio Zuleta
manuel@seuprojeto.com
(5511) 2376 0111 – (5511) 9.9886 6633
www.ccatoconsultores.com.br

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