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ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DONA LUCINDA ANDRADE

C i ê n c i a s N a t u r a i s , 7 . º ano
Ano letivo 2019/2020
Ficha de Trabalho

Nome: _____________________________________________________________________

N.º: _________ Turma: ____

Grupo I
1. Apesar de o homem habitar o planeta Terra há muito tempo, ainda está longe de o
conhecer e compreender na sua totalidade. O estudo do interior da Terra é complexo,
devido, fundamentalmente, ao aumento da temperatura e da pressão com a profundidade.
1.1. Fazendo uso dos termos seguintes, complete os espaços em branco das frases
que se seguem (utilize cada termo apenas uma vez):

Estrutura; indiretos; geomagnéticos; sondagens geológicas; interna; ondas


sísmicas; métodos indiretos; métodos diretos; minas; atividade vulcânica;
diretos; planetológicos.

Para o estudo da estrutura interna da Terra existem dois tipos de métodos os:
obtidos a partir de explorações de minas, das sondagens geológicas e dos dados recolhidos da
atividade vulcânica. No entanto, estes dados permitem apenas conhecer uma porção superficial
da Terra.
Os métodos indiretos resultam da análise de informação obtida através de dados
geomagnéticos, planetológicos e das ondas sísmicas. Estes métodos permitem obter mais
informações sobre a estrutura e dinâmica interna do planeta Terra.

1.2. Faça corresponder a cada uma das frases uma das letras da chave.

CHAVE:
A – Métodos Indiretos
B – Métodos Diretos

a. Permitem tirar conclusões a partir da observação direta. B


b. Estudo do comportamento das ondas sísmicas. A
c. Análise de meteoritos. A
d. Estudo de amostras de rochas recolhidas em sondagens geológicas. B
e. Análise da composição da lava. B
f. Estudo de afloramentos rochosos. B
g. Estudo do campo magnético terrestre. A
h. Informações recolhidas através de escavações no terreno. B

1.3. Identifique com V as afirmações verdadeiras e com F as afirmações falsas.

V 1

F
F
A. As informações sobre o interior da Terra têm sido obtidas pelos cientistas a partir da
sua superfície.
B. A litosfera engloba a astenosfera.
C. O núcleo é formado, essencialmente, por ferro e magnésio.
D. O núcleo pode ser dividido em astenosfera e mesosfera.
E. Os modelos da estrutura interna da Terra têm sido elaborados, apenas, com o
contributo do que hoje se sabe sobre os materiais expelidos pelos vulcões.
F. A temperatura da crosta é igual à temperatura do manto e do núcleo.
G. A crosta continental é, essencialmente, constituída por rochas graníticas.
H. Os materiais que resultam da solidificação do magma encontram-se localizados no
manto.
I. A litosfera flutua sobre a astenosfera.
J. Pensa-se hoje que o núcleo da Terra seja constituído por ferro e níquel. Esta
hipótese resulta da ação conjunta da Ciência e da Tecnologia.

2. Observe atentamente a figura 1.

1 5

2
7

8
3

A B

Figura 1

2.1. Identifique os modelos A e B da estrutura interna da Terra.


2.2. Distinga o critério em que os cientistas se basearam para a elaboração de cada
modelo.
2.3. Complete a legenda de 1 a 9.

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2.4. Faça corresponder os números da figura às afirmações que se seguem:
I. A sua espessura é de aproximadamente 100 km.
II. Camada formada principalmente por rochas graníticas.
III. Camada constituída por ferro e níquel e que se encontra no estado líquido.
IV. Zona mais interna da Terra constituída por materiais sólidos.
V. Camada parcialmente fundida.
VI. Camada constituída por rochas ricas em ferro e magnésio.

2.5. Complete as tabelas que se seguem com os dados da figura.


Modelo A

Camadas Composição Profundidade

Continental

Crusta Oceânica
Manto
Núcleo
Modelo B
Camadas Caraterísticas físicas Profundidade
Litosfera
Astenosfera
Mesosfera
Endosfera externa
Endosfera
Endosfera interna

2.6. As afirmações que se seguem dizem respeito ao estudo da estrutura interna da


Terra. Selecione a única opção que as avalia corretamente.
1. Os cientistas estudam as camadas abaixo da crosta terreste apenas por
observação direta.
2. Os métodos indiretos são os mais usados para estudar o interior da Terra.
3. A planetologia usa métodos indiretos para estudar a Terra.
4. A sismologia é um método direto de estudo da estrutura interna da Terra.

(a) As afirmações 3 e 4 são falsas e as afirmações 1 e 2 são verdadeiras.


(b) A afirmação 1 é falsa e as restantes são verdadeiras.
(c) As afirmações 2 e 3 são verdadeiras e as afirmações 1 e 4 são falsas.
(d) As afirmações 1 e 4 são verdadeiras e as afirmações 2 e 3 são falsas.
2.7. Faça corresponder cada um dos elementos relativos ao estudo da estrutura
interna da Terra, expressos na coluna A, à respetiva designação, que consta da
coluna B. Utilize cada letra e cada número apenas uma vez.

Coluna A Coluna B

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(a) Compara a Terra a um íman gigantesco.
(b) Permitem recolher tarolos que dão informações sobre a (1) Vulcanologia
constituição das rochas.
(2) Geomagnetismo
(c) Contempla o estudo de meteoritos e outros corpos do
sistema solar. (3) Sondagens geológicas

(d) Estudo dos materiais libertados pelos vulcões. (4) Sismologia

(e) As rochas que existem no interior da Terra surgem (5) Afloramentos rochosos
também à superfície. (6) Planetologia
(f) Avalia a densidade e o estado físico dos materiais no
interior da Terra através do estudo das ondas sísmicas.

Grupo II

2. A maioria dos geólogos admite que a posição ocupada pelos continentes nem sempre
correspondeu à atual. Segundo aqueles, os continentes têm-se deslocado pela superfície
da Terra ao longo da sua história. Esta ideia, que admite que os continentes se movem, foi
muito discutida no início do século XX e ficou conhecida por Teoria da Deriva Continental
de Wegener.
Observe a figura 2 que representa alguns dos argumentos utilizados por Wegener na
defesa da sua Teoria da Deriva Continental.

Figura 2

1.1. O que defendia Alfred Wegener com a Teoria da Deriva Continental?

1.2. Para comprovar que os continentes já estiveram juntos no passado, Wegener


necessitou de apresentar alguns argumentos que sustentassem a sua teoria.
Identifique os dois argumentos representados na figura, usados por Wegener para
sustentar a sua teoria.

1.2.1. Preencha a tabela seguinte, indicando qual o tipo de argumento a favor da


referida teoria, expressa em cada uma das descrições.

Descrição Argumento
Nas margens Ocidental e Oriental do Oceano Atlântico, os limites dos
continentes apresentam formas complementares.
Rochas e formações rochosas semelhantes e com a mesma idade foram
encontradas nos dois lados do Oceano Atlântico.

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Certos fósseis, como os de Mesossauros e Cynognathus, apresentam
uma distribuição comum em zonas atualmente muito distantes e com
condições ambientais muito diferentes.
Os estudos feitos em algumas rochas sedimentares revelaram que
certas zonas do nosso planeta possuíram no passado climas idênticos.

1.3. Estabeleça a correspondência entre cada uma das afirmações (A a D) e os


argumentos (I a IV) apresentados por Wegener.
A. As margens dos continentes parecem encaixar umas nas outras.
B. Argumento baseado no estudo da distribuição dos fósseis em regiões hoje
completamente separadas.
C. Estudo das marcas de erosão pelo gelo deixadas pelos glaciares em continentes
atualmente com climas tropicais.
D. Comparação das rochas em continentes diferentes.

I – Argumento morfológico.
II – Argumento geológico.
III – Argumento paleontológico.
IV – Argumento paleoclimático.

1.4. Explique de que forma a presença de vestígios de gelo em rochas de zonas


quentes apoia a Teoria de Wegener.
1.4.1. Que tipo de argumento é este?

1.5. Por que razão a teoria de Wegener não foi bem aceite pelos seus
contemporâneos?

1.6. Descreva o mecanismo, proposto pelo geólogo britânico Arthur Holmes, que
convenceu a comunidade científica internacional.

1.7. Que explicação sugere para a existência de fósseis de organismos da mesma


espécie em continentes tão distantes entre si?

1.8. Como se designa o supercontinente que se formou há cerca de 200 M.a. e que
viria a originar as atuais América do Norte, Europa e Ásia?

1.9. Refira os continentes atuais que resultaram da Gondwana.

1.10. Comente a seguinte afirmação: “A correspondência entre as rochas de


continentes atualmente separados pelo Atlântico é um argumento a favor da
Teoria da Deriva Continental.”

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2. Preencha o crucigrama com base nas informações apresentadas, descobrindo, na
coluna a sombreado, o nome do cientista que propôs a teoria da deriva dos
continentes.

1 . Supercontinente que se formou há cerca de 200 M.a. e que viria a originar, entre
outros, a América do Sul e a África.
2 . Wegener defendia que já estiveram unidos no passado geológico, formando a Pangeia.
3. Manifestação ao nível da linha de costa caraterística de períodos de glaciações.
4. A sua presença em continentes separados por milhares de quilómetros e por vastos
oceanos constituiu um dos principais argumentos a favor da Teoria da Deriva
Continental.
5. Oceano que rodeava a Pangeia.
6. Os dados recolhidos acerca do clima a que os atuais continentes estiveram sujeitos no
passado estão na origem destes argumentos.
7. Conjuntamente com a América do Norte e a Ásia formava a Laurásia.

Grupo III
1. O esquema da figura seguinte representa o relevo do fundo oceânico.

Figura 3

1.1. Identifique as formas de relevo representadas pelas letras A, B, C e D.

1.2. A zona assinalada pela letra D corresponde (selecione a opção correta):


A. A um limite transformante.
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B. A um limite convergente.
C. A um limite divergente.
D. A nenhum tipo de limite.

1.3. Relacione a idade das rochas com a sua distância ao rifte.

1.4. As rochas nos locais 1 e 2 têm a mesma idade. Apresente uma justificação para
esse facto.

1.5. Atribua a cada uma das definições seguintes a letra correspondente a um termo da
chave.
CHAVE
I. Cadeia montanhosa submarina formada por rochas
vulcânicas, atravessada na sua parte central por um A. Rifte;
vale estreito. B B. Dorsal Médio-
oceânica;
II. Zona submersa pouco profunda e de baixa
inclinação, adjacente aos litorais. D C. Planície abissal;
III. Extensa área plana submarina situada de um e do D. Plataforma
outro lado da dorsal. C continental;

IV. Zona onde o relevo submarino desce abruptamente E. Talude continental.


até grandes profundidades. E
V. Vale estreito que permite a saída do magma. A
2. A superfície do fundo oceânico tem um relevo muito acidentado, apresentando dorsais
oceânicas formadas por materiais provenientes de uma camada plástica que ascendem por
uma depressão central. A figura representa parte do fundo oceânico.

Figura 4
2.1. Faça a legenda do esquema.
2.2. O que entende por litosfera?
2.3. A crosta oceânica, tal como a continental, está dividida em placas. Refira de onde
provém a força que as faz mover.
2.4. Caraterize o movimento das placas representadas na figura.
3. Os novos dados relativos aos fundos oceânicos levaram os cientistas a propor uma nova
teoria explicativa dos movimentos dos continentes – a Teoria da Tectónica de Placas.

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Figura 5

3.1. Refira a diferença fundamental entre a teoria proposta por Wegener e a Teoria da
Tectónica de Placas.

3.2. Explique, por suas palavras, em que consiste a Teoria da Tectónica de Placas.
3.3. Segundo esta teoria, que tipos de placas existem?

3.4. Que tipos de manifestações surgem frequentemente associadas às zonas limite das
placas tectónicas?

4. Observe atentamente o esquema que se segue.

Figura 6

4.1. Identifique os tipos de limites de placas litosféricas evidenciadas nos esquemas A, B


e C.
4.2. Identifique o tipo de limite de placas que deu origem a formações montanhosas
como os Himalaias, os Andes ou os Alpes.

4.3. Refira em qual dos esquemas (A, B e C) se evidencia:


a) Uma expansão dos fundos oceânicos.
b) Uma zona de colisão.
c) Um movimento lateral de placas.
4.4. Fazendo uso dos termos placa Sul-americana, placa Africana, placa Norte-
americana e placa Euro-asiática, legende os algarismos da figura.

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5. Observe atentamente a figura, que representa o limite entre duas placas tectónicas.

Figura 6

5.1. A região representada na figura corresponde a um limite construtivo ou destrutivo?


Justifique a sua resposta.
5.2. Selecione a opção que completa corretamente as seguintes afirmações.
5.2.1. Após o choque da Placa Indo-Australiana com a Placa Euroasiática formou-se…
A. Uma montanha.
B. Um oceano.
C. Um rifte.

5.2.2. O limite representado na figura chama-se…

A. Limite divergente.
B. Limite convergente.
C. Limite conservativo.

5.3. Classifique as seguintes afirmações em verdadeiras (V) ou falsas (F).


A. A astenosfera está dividida em placas tectónicas.
B. Quando ocorre colisão de uma placa com litosfera oceânica com outra placa com
litosfera continental forma-se uma fossa oceânica.
C. As placas litosféricas deslizam sobre uma camada rígida.
D. Nos limites convergentes as placas litosféricas deslocam-se na mesma direção,
chocando uma com a outra.
E. Nos limites transformantes formam-se cadeias montanhosas.

5.3.1. Corrija, sem recorrer à negação, as afirmações que considerou falsas.

6. A Teoria da Tectónica de Placas é um modelo que explica o movimento da litosfera sobre o

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manto através de correntes de convecção. Observe a figura 7, que representa a posição
relativa de três dessas placas.
Figura 7

6.1. Refira o nome das formações assinaladas na figura com as letras A e B.


6.2. Indique, justificando, em qual dos números, 1 ou 2, as rochas são mais antigas.

6.3. Qual a zona onde se origina e expande a crosta oceânica?

6.4. Indique o tipo de limite existente:


a. Entre a placa X e Y: .
b. Entre a placa Y e Z:
6.5. Indique por meio de setas, na figura, o movimento das placas litosféricas.

6.6. Ao nível dos oceanos, o afastamento das placas litosféricas origina nova crosta
oceânica. No entanto, a superfície da Terra mantém as suas dimensões.
6.6.1. Explique porque é que a Terra não aumenta de tamanho.

7. O conhecimento da morfologia dos fundos oceânicos foi um passo fundamental para a


criação da Teoria da Tectónica de Placas.

Figura 8

7.1. Faça a legenda da figura (de A a F), utilizando os termos da chave.

A–
CHAVE
B– • Rifte;
C– • Dorsal Médio-Oceânica;
• Planície Abissal;
D-
• Talude continental
E- • Continente;
F– • Plataforma Continental

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7.2. Faça corresponder a cada uma das definições seguintes uma letra da legenda da
figura.
I. Cadeia montanhosa na zona média do oceano Atlântico.
II. Estrutura que permite a saída do magma.
III. Zona submersa pouco profunda, na continuidade de um continente.
IV. Região plana situada de um e do outro lado da dorsal.
V. Unidade onde o relevo submarino desce abruptamente a grandes profundidades.

Bom trabalho!

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