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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS


ESCOLA DE CIÊNCIAS SOCIAS E DA SAÚDE
ESCOLA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES E HUMANIDADES
ESCOLA DE CIÊNCIAS EXATAS E DA COMPUTAÇÃO
DEPARTAMENTOS DE PSICOLOGIA, GEOGRAFIA E QUÍMICA

ANDRESSA SOARES BASTOS


DANIEL MAX C. SANTOS
GUSTAVO DE RESENDE
JOSÉ ROBERTO JUNIOR

FREIRE, VIDA E OBRA


Política e Educação

Goiânia
2019
ANDRESSA SOARES BASTOS
DANIEL MAX C. SANTOS
GUSTAVO DE RESENDE
JOSÉ ROBERTO JUNIOR

PAULO FREIRE, VIDA E OBRA


Política e Educação

Trabalho apresentado para a disciplina de


Teorias Educacionais, para os cursos de
licenciatura da Universidade Católica de
Goiás, ministrada pela professora Zélia
Maria Borges

Goiânia
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2019
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO...........................................................................................3
2. FREIRE: VIDA E OBRA NORDESTINA.........................................4
3. POLÍTICA E EDUCAÇÃO...........................................................7
3.1 EDUCAÇÃO PERMANENTE E AS CIDADES EDUCATIVAS.....7
3.2 EDUCAÇÃO DE ADULTOS, HOJE.......................................7
3.3 ANOTAÇÕES SOBRE A UNIDADE NA DIVERSIDADE...........8
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................10
REFERÊNCIAS.............................................................................................12
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1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho busca apresentar, resumidamente, a biografia do filósofo,


educador e escritor pernambucano, Paulo Reglus Neves Freire. Notório por seu
pensamento - dito por muitos - revolucionário, Freire tem sido considerado um dos
mais importantes pensadores da educação não apenas no Brasil, mas no mundo.
É imprescindível falar de seu trabalho sem mencionar nomes como Marx,
Hengels, Rousseau, Gramsci entre outros pensadores que, em sua época foram tão
impactantes no pensamento da sociedade vigente quanto foi Freire. Este não
apenas bebe da fonte dos autores anteriormente citados, como vai além,
transcendendo dialeticamente os tratados de seus influenciadores e apresentando a
nós um pensamento educacional até então, inédito no Brasil. Tamanho foi o impacto
de seu pensamento, que assustados - é esta a palavra - o governo ditatorial vigente
no Brasil teve que exilar o pernambucano.
O trabalho também apresenta uma breve análise do seu livro “Política e
Educação”, publicado em 1993, quatro anos de seu falecimento. Os autores do
presente trabalho optaram por tal obra pois assim como muitos, senão todos os
trabalhos de Freire, dialogam de maneira indiscutível com a atual condição política
de nosso país. E como Freire sempre defendeu, a educação é indissociável da
política e, portanto, o pensamento do autor é mais do que bem-vindo ao diálogo que
se pretende, ou melhor, que necessitamos iniciar acerca do futuro não apenas da
educação nacional, mas da nação como um todo.
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2. FREIRE

Freire, nascido Paulo Reglus Neves Freire, em 19 de setembro de 1921, na


cidade de Recife, capital de Pernambuco. Foi um importante intelectual e educador
brasileiro. Filho do policial militar Joaquim Temístocles Freire e da dona de casa
Lutgardes Costa Freire, tinha ainda outros dois irmãos e uma irmã. Freire e seus
irmãos ficaram órfãos de pai quando este tinha apenas 13 anos de idade.
Iniciou-se na educação superior em 1943 como estudante do curso de Direito
da Universidade de Recife e, no ano seguinte, casou-se com a então professora
Elza Maia Costa de Oliveira. Três anos depois, em 1947, é nomeado diretor do
Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social da Indústria, aqui ele dá
seus primeiros passos naquilo que seria a principal característica de seu trabalho de
seu trabalho: a alfabetização de jovens e adultos.
Assume, em 1959, na Escola de Belas Artes da Universidade de Recife a
cátedra de História e Filosofia e, em 1961, torna-se diretor do Departamento de
Extensões Culturais. É neste período que Freire realiza mais amplamente, seus
trabalhos com alfabetização de jovens e adultos, culminante no famoso trabalho
conhecido como ‘Experiência de Angicos’. Devido ao excepcional resultado seu
método é incorporado no Plano Nacional de Alfabetização durante o governo do
então João Goulart.
É a partir dos resultados de Angicos que o trabalho de Freire começa a ser
duramente atacado pelas classes elitistas e pelos representantes do governo
predominantemente conservador. A alfabetização libertária proposta por Freire
culmina em uma greve de operários que, tomando consciência de seu lugar e
realidade, começam a exigir que seus direitos sejam garantidos, como descanso,
remuneração e jornada de trabalho condizente a estabelecidas na CLT. Isto levou a
empresários e fazendeiros a iniciarem acusações contra o trabalho freiriano, que, no
contexto da Guerra-Fria, importava para o Brasil o medo de uma suposta ameaça e
revolta comunista.
Historiadores, cientistas políticos e sociólogos atribuem também, ao discurso
‘anti-freire’, uma motivação eleitoral visto que na época somente pessoas
alfabetizadas podiam votar o que, se permitisse a alfabetização das classes
minoritárias, resultaria em um colegiado não mais predominantemente elitista. Esses
fatores foram decisivos para que, ainda em abril de 1964, o Plano Nacional de
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Alfabetização fosse cancelado e posteriormente, por “excitar a uma revolta


comunista”, o exílio de Paulo Freire fosse decretado juntamente com outras pessoas
envolvidas com o projeto de Angicos. Antes, porém, Freire ficou 70 dias preso. Tal
acontecimento, primeiramente trágico, torna-se um dos fomentadores daquilo se
tornaria o trabalho de sua vida.
Sua primeira estadia foi no Chile onde, pelo Instituto de Reforma Agrária
coordenou projetos de alfabetização de adultos durante cinco anos. Posteriormente
foi convidado a lecionar em Harvard University, em 1969. Foi consultor, em 1970, e
coordenador emérito do Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Passou por mais de 30
países, pelo CMI, prestando consultoria educacional e implementando projetos de
educação voltados a alfabetização. Foi durante este exílio que Freire implementou
importantes projetos educativos em Guiné-Bissau, Moçambique, Zâmbia e Cabo
Verde.
Lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e na Universidade
de Campinas, após voltar ao Brasil em 1980 devido a promulgação da Lei da Anistia
de 1978. Seis anos após voltar do exílio, em 1986, sua primeira esposa, Elza - com
quem teve cinco filhos - falece. Dois anos após, casa-se com sua segunda esposa,
Ana Maria Araújo, com quem permaneceu até a sua morte, em 1997. Foi secretário
da educação no município de São Paulo entre 1988 e 1991. No dia 2 de maio de
1997, aos 76 anos, falece Paulo Freire por insuficiência cardíaca.
Dentre as mais de 40 obras escritas por Freire, entre artigos, ensaios, cartas,
livros e publicações póstumas algumas se destacam devido sua maior popularização
entre os acadêmicos e população comum, são elas:
Pedagogia do oprimido: escrito ainda no início do exílio, quando Freire
estava no Chile, o livro propõe uma revisão da relação entre educadores e
educandos. O diálogo deve ser a base primeira para a constituição do processo de
ensino e aprendizagem.
Educação como prática da liberdade: escrito no exílio após o término de
Pedagogia do oprimido, esse livro é uma autocrítica de sua atuação e uma proposta
de educação que visa a acabar com a exclusão.
Cartas à Guiné-Bissau: livro escrito entre 1976 e 1977, período em que
Freire atuou no projeto de alfabetização popular promovido em Guiné-Bissau após a
sua independência.
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Pedagogia da autonomia: Freire tem um objetivo muito claro nesse livro de


apresentar um conjunto de conhecimentos e práticas indispensáveis a qualquer
educador.
E, embora não tão difundido e estudado como as obras citadas anteriormente,
o livro Política e Educação publicado em 1993. Tal obra, foi escolhida pelos autores
deste trabalho, dentre tantas outras devido esta constituir-se numa coletânea de
ensaios que resumem bem o pensamento de Freire abordado em toda sua obra. Ao
todo são onze textos escritos em anos e fases diferentes da vida de Freire.
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3. POLÍTICA E EDUCAÇÃO

O livro Política e Educação foi publicado no ano de 1993, quatro anos antes
do falecimento de Freire. Sendo uma de suas últimas obras a serem publicadas -
excetuando-se as reedições – traz, cuidadosamente selecionados, onze textos que
introduzem resumidamente a completude do pensamento freiriano.
Os onzes textos, assim como toda a obra do autor, são complementares e
foram organizados de modo a possibilitar uma graduação do pensamento de Freira
a medida que se lê os textos, assim sendo, as leituras dos primeiros ensaios tornam-
se indispensáveis para compreender com completude os textos finais, embora
possível seja a leitura não linear bem como a compreensão do pensamento do autor.
No livro, passando pelos onzes textos, Freire abordada desde de questões
básicas como a necessidade ontológica da educação e do dever das cidades em
educar, até questões mais complexas como direitos e civilidade, ética e crítica,
educação comunitária como dever social e aborda até mesmo sobre a
responsabilidade das Universidades Católicas quanto a relação religião-educação.
A seguir, apresenta-se um resumo breve sobre os principais aspectos de cada
um dos ensaios que compõem a obra.

3.1 EDUCAÇÃO PERMANENTE E AS CIDADES EDUCATIVAS

Neste texto o autor aborda a educação como um fator ontogênico, ou seja,


natural a vivência do homem e sendo assim, indispensável a sua existência e por
isto, permanente. E sendo este homem um ser social, que se agrupa e forma
cidades, e necessário que, sendo indispensável ao homem, a educação a ele deve
ser ofertada e cabe as cidades - aqui enquanto instituição política – o dever de
educar este homem.

3.2 EDUCAÇÃO DE ADULTOS, HOJE

Neste texto o autor aborda as condições atuais – à época do escrito – da


alfabetização de jovens e adultos, criticando construtivamente a papel dos
educadores e as práticas e métodos pedagógicos até então utilizados.
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Ele atenta a necessidade de se abdicar da educação bancária, aquela que


tem o sujeito como passivo, e repensar a prática da educação como forma de
libertação do ser e, para tal, a necessidade de que o processo de alfabetização se
dê dentro da realidade do educando.

3.3 ANOTAÇÕES SOBRE A UNIDADE NA DIVERSIDADE

Neste texto ao autor fala sobre a necessidade de se identificar, aceitar e


incluir no processo de educação a existência das diversidades, sejam elas de
gênero, religiosas, culturais, políticas e etc. E também a necessidade de
compreender que dentre neste processo de diversidade é necessário ainda
considerar a unicidade do sujeito.
Ele também discute sobre a relação entre diversidade e ideologias e destas
com a dialética entre poder e fraqueza.

3.4 EDUCAÇÃO E QUALIDADE

Este texto foi escrito no/para o Encontro Educação e Qualidade promovido


pelo SENAC São Paulo em 1992.
Nele o autor fala sobre a relação qualidade-educação-qualidade-vida, mas
sem aqui, qualidade na perspectiva grega, um tanto quanto platônica.
O autor trata de ética, estética (grega), a natureza formadora da docência,
sobre ocultação e desocultação das verdades e seu viés ideológico e sobre a não
neutralidade da educação.

3.5 ALFABETIZAÇÃO COMO ELEMENTO DE FORMAÇÃO DA CIDADANIA

Neste texto o autor aborda sobre como a educação – o texto especifica a


alfabetização – é capaz e de seu dever em conscientizar o indivíduo enquanto seu
lugar como sujeito, a assim sendo, não passivo. Deste modo a educação devolve,
ou melhor, constrói a civilidade do sujeito, o tornando apto a questionar seu lugar e
sua realidade, exigindo seus direitos enquanto ser cidadão.
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3.6 DO DIREITO DE CRITICAR – DO DEVER DE NÃO MENTIR, AO CRITICAR

Neste texto o autor fala sobre como devemos estar abertos as críticas, sobre
sempre dar boas-vindas, claro, quando tais críticas nos constroem e sobre o dever
de, no papel do crítico, ser ético quanto ao que diz.
Nesta conduta ética da crítica torna-se então, importante, dizer sempre a
verdade e para tal, deve-se conhecer não apenas o que se critica, mas ir além,
buscando compreender o todo em torno daquilo.

3.7 EDUCAÇÃO E PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA

Neste texto o autor reforça a educação enquanto prática social e sua direta
relação com o empoderamento das minorias. Para tal ele resgata o discurso do
sujeito histórico, do ser social.
Ele discute sobre a importância da participação dos sujeitos no papel
transformador da educação, da ação da comunidade, dos sujeitos ativos na
construção da percepção e questionamento da realidade opressora. Trata-se de
defender a liberdade da escola e de sua prática, de reafirmar a posição do educador
e do educando. Objetos de conhecimento a ser ensinados pelo professor (educador)
e a ser apreendidos pelos alunos (educandos) para que possam aprendê-los.
Ele traz um pouco da sua história enquanto secretário da educação e da
importância de se abrir a escola para a participação dos pais, da comunidade na
construção da educação, além de falar sobre ideologias e autonomia do ser.

3.8 NINGUÉM NASCE FEITO: É EXPERIMENTANDO-NOS NO MUNDO QUE NÓS


NOS FAZEMOS

Neste texto o autor aborda a construção de sua identidade como educador e


como sua experiência foi construindo o homem que ele se tornou para afirmar que a
docência, que o papel do educador como ele propõe, não se trata de vocação, mas
de compromisso, seriedade e dedicação.
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3.9 EDUCAÇÃO E RESPONSABILIDADE

O autor aborda sobre a ingenuidade da dicotomia entre educação para


libertação e responsabilidade. Pois tão visão, tão dicotomia daria vista a uma prática
irresponsável, o que não é verdade.
Ele trata das responsabilidades éticas do educar e do educando, bem como
da própria prática da educação transformadora.

3.10 ESCOLA PÚBLICA E EDUCAÇÃO POPULAR

Aqui o autor propõe-se a relacionar estes dois aspectos do processo de


educação: a escola enquanto instituição pública e a educação popular.
Em suma, como o próprio autor chega a afirmar, tal análise parte como uma
pergunta sobre as possibilidades e se fazer educação popular em uma escola
pública.
Mais uma vez o autor reafirmar e impossibilidade de fragmentar a prática
educacional das práticas ideológicas. Ele aborda sobre a ingenuidade de ver na
educação a solução para tudo e ao mesmo tempo critica a visão mecanicista da
educação.
Ele afirma sobre quão difícil é fazer-se educação popular em uma sociedade
de classes a frente de um poder autoritário. Mas fala também da necessidade de tal
prática.

3.11 UNIVERSIDADE CATÓLICA –REFLEXÕES EM TORNO DE SUAS TAREFAS

Aqui, pode-se ver e influência dos anos de trabalho de Freire junto a CMI.
Neste texto o autor aborda sobre as responsabilidades das Universidades Católicas
quanto a educação e também trata dos embates teológicos e do esforço ético na
educação católica.
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4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Obra Política e educação é um convite a compreensão crítica da história e


da educação. Proporciona a politização, a conscientização e indica caminhos para a
libertação.
A educação pode ser definida a partir do que o educador passa aos
educandos, mas ela vai muito além, pois engloba tudo o que se é vivenciado e
aprendido ao decorrer da vida, o senso comum, a educação popular, ou seja, que se
pode educar fora da sala de aula e que aprender e ensinar faz parte da existência
humana.
O professor tem como dever mostrar uma didática igualitária e democrática,
pois existe uma dualidade nas instituições de ensino pública e particular existindo
preconceito e divisão entre as classes sociais e tudo isso ocorre, muitas vezes, por
essa influência de que a educação do rico deve ser melhor do que a do pobre.
Dinheiro e (boa) educação não deveriam andar juntos, em hipótese alguma. Daí
surge o conceito da educação como um ato político, sendo ele caracterizado por
essa inclusão de pessoas de classes, raças, gêneros e estilos de vida diferentes.
Visto que o educador assuma a politicidade de sua prática, pois não há uma
educação sem uma política, ou seja, metas a serem propostas, a liberdade de o
aluno poder questionar ou expressar o que entendeu sobre o conteúdo ou se o
método de ensino dado pelo professor está de acordo com seu modo de
compreensão, isso faz com que o educando reflita sobre sua própria realidade e
quando ele a compreende é capaz de transformá-la. Uma das propostas de Freire é
de que o velho padrão onde somente o educador fala, e o aluno apenas escuta são
erros graves cometidos nas escolas. O professor não é o dono da palavra, apesar
de ser uma peça fundamental, porém, em hipótese alguma tem o papel de doutrinar
seus alunos, intoxicando-os com conceitos padrões e fazendo-os aceitar que “as
coisas são como elas são” com a intenção de domesticá-los. O indivíduo não só
durante a sua formação escolar, mas durante toda a sua vida deve possuir uma
postura crítica em relação aos fenômenos a sua volta e desenvolver ideias próprias.

Em sua obra, Paulo Freire evidenciará o fato da atual necessidade da


educação em situar toda a vivência escolar à vivência do aluno, não podendo a
educação formal estar desassociada aos aspectos da vida cotidiana do aluno. Não
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podendo aplicar um padrão que agrupa todos os alunos no mesmo método e/ou
conteúdo, mas que se varie de acordo com a condição e a atual situação social do
alunado. Por isso se entende a necessidade do sistema educacional se ajustar a
realidade do trabalhador urbano contrário ao trabalhador rural, do aluno de urbano
do aluno indígena e assim em diversos outros exemplos.
Tendo a educação agora um viés de educação popular, onde o alunado
busca uma autonomia diante das suas próprias realidades, lutando para uma
transformação ou melhoria de suas próprias condições socioeconômicas.
Afirmando assim FREIRE (1992, p. 16):

Dessa forma são tão importantes para a formação dos grupos populares
certos conteúdos que o educador lhes deve ensinar, quanto a análise que
eles façam de sua realidade concreta. E, ao fazê-lo, devem ir, com a
indispensável ajuda do educador, superando o seu saber anterior, de pura
experiência feito, por um saber mais crítico, menos ingênuo. O senso
comum só se supera a partir dele e não com o desprezo arrogante dos
elitistas por ele.

É totalmente necessário que o ensino regular tenha em seu planejamento


suas devidas preocupações com os métodos de ensino e os conteúdos ensinados,
pois o mesmo deve possibilitar que o aluno, dentro de sua realidade social, viva de
forma mais madura, responsável e crítica de sua realidade, afim de formar uma
sociedade sempre mais preocupado com seu papel cidadão.
É de extrema importância que professores e alunos se unam nesse
processo. Professores que atuam como mediadores, devem buscar levar os
conteúdos exigidos e os diversificados para dentro da vivência do aluno e que os
mesmos possibilitem o discente a acreditar em seu poder transformador e inovador
para as possíveis relações de poder existentes. Todas as práticas educativas devem
estar preocupadas inteiramente com seu compromisso de formação política, pois
“não pode existir uma prática educativa neutra, descomprometida, apolítica.
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REFERÊNCIAS

FREIRE, Paulo. POLÍTICA E EDUCAÇÃO: Ensaios. 5°. ed. São Paulo: Cortez, 2001.

PORFÍRIO, Francisco. "Paulo Freire"; Brasil Escola. Disponível em:


https://brasilescola.uol.com.br/biografia/paulo-freire.htm. Acesso em 29 de outubro
de 2019.