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Associação Brasileira de

Psicoterapia Reencarnacionista TEXTO 9

A REFORMA ÍNTIMA DO NOSSO EGO


Para a Psicoterapia Reencarnacionista essa reforma é considerada de duas
maneiras, uma mais superficial, de características do ego, e uma muitíssimo mais
profunda, de libertação gradativa do comando do nosso ego sobre os nossos
pensamentos, com a entrega desse poder para o nosso Eu Superior. A Re-forma
Íntima de características infantis, adolescentes ou adultas inferiores do nosso ego,
que viemos apresentando há séculos ou milhares de anos e vem impedindo o ego
de alcançar um estágio superior, tornar-se um ancião consciencial e re-integrar-se à
nossa essência divina. Durante muitos anos, o foco principal da Psicoterapia
Reencarnacionista foi procurar encontrar, através de Sessões de Investigação do
Inconsciente, a nossa Personalidade Congênita, um padrão comportamental
repetitivo, encarnação após encarnação e isso levava a Terapia para a busca da
reforma dessas características, e ir melhorando essa maneira de pensar, sentir, agir,
reagir foi o nosso modus operandi. O Dr. Barcelos falava em “Personalidade
Congênita” em “Obreiros da Vida Eterna” e esse foi o principal pilar da nossa Escola
por muitos anos, até que o Mundo Espiritual pediu para prestarmos atenção em um
outro tópico do mesmo trecho, que falava no “Raciocínio falível do homem” e então
surgiu outro pilar, a “versão-persona” x “Versão-Espírito”, que revelou-se muitíssimo
mais profundo e abrangente do que a reforma de características inferiores do ego,
pois nos ensinava como nos libertarmos do seu comando, e como re-integrá-lo à
nossa Essência. Então começamos a entender melhor outro pilar da Psicoterapia
Reencarnacionista, “a Ilusão dos rótulos das cascas”, pois essa ilusão é que vem
alimentando o ego o tempo todo, desde que essas micropartículas (Espíritos)
chegaram aqui nesse planeta. A “versão-persona” x “Versão-Espírito” tornou-se,
então, o principal pilar da Psicoterapia Reencarnacionista e a “Personalidade
Congênita” um pilar mais imediatista, para que o nosso ego pudesse ir
amadurecendo rumo ao estágio final de nossa passagem por aqui, o de ego
consciencialmente ancião. O pilar “A finalidade e o real aproveitamento da
encarnação” irá depender do grau evolutivo do ego de cada um de nós, do nosso
passado, dos retornos, resgates, dentro das 6 Leis Divinas que regem as nossas
encarnações, sendo nós o próprio Divino.
Até há pouco tempo atrás, quando a noção de Reencarnação era apenas
considerada como uma concepção religiosa, nós sabíamos que reencarnávamos
para nos reformar, mas ninguém sabia em quê. O que faltava era a noção da
Personalidade Congênita. Dentro de uma cultura católico-judaica, baseada em culpa
e castigo, acreditávamos que não podíamos roubar, nem matar, não podíamos
cobiçar a mulher do próximo, nem o homem da próxima, e por aí afora. Mas
podíamos ser tristes, nos magoarmos, nos sentirmos rejeitados, abandonados,
solitários, podíamos nos achar mais que os outros, menos que os outros, podíamos
ser egoístas, preguiçosos, pois isso não nos levaria para o Inferno. Nunca haviam
nos ensinado que, no caminho consciencial que leva de volta à lembrança de nossa
Pureza original, qualquer inferioridade deve ser eliminada e que essas coisinhas à
toa, essas características que todo mundo tem, são inferioridades, nós pensávamos
que era normal ser assim. Não podíamos ser maus para os outros, para nós,
podíamos.
Aproveitar a encarnação? Como assim? Ninguém sabe como era nas outras
encarnações. Como podemos saber para o que reencarnamos? E como sabermos
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se viemos aproveitando as encarnações, no sentido evolutivo? Como saber isso


sem lembrar das encarnações anteriores? Atualmente, com a Psicoterapia
Reencarnacionista, esse trabalho de reformar as características inferiores do nosso
ego ficou bem mais claro. Esse trabalho de reconhecimento de nossas inferioridades
congênitas e o modo de eliminá-las, já pode ser realizado com o apoio psicológico
de um psicoterapeuta reencarnacionista. Uma pessoa de ego triste veio aprender a
lidar com os fatos da vida sem entristecer-se, um de ego magoado, aprender a não
mais magoar-se, um de ego rejeitado, sem sentir-se assim, um de ego solitário, sem
isolar-se, um de ego vaidoso, sem envaidecer-se, um de ego que se sente menos
que os outros, aprender a dar-se o valor, um de ego preguiçoso, a aproveitar o
tempo, um de ego egoísta, a dividir, e assim por diante.
Com a compreensão da noção de Personalidade Congênita, a finalidade da
encarnação, o amadurecimento do nosso ego, tornou-se mais simples, pois
reencarnamos para melhorar nossas características inferiores de personalidade,
nossas tendências negativas de sentimentos, nossas atitudes existenciais pequenas
e limitadas, nossas más palavras, enfim, estamos encarnando e desencarnando há
milhares de anos para nos recordar que somos puros e perfeitos, como os que estão
na nossa frente nos ensinam, mas nós não acreditamos nisso ou acreditamos mas
focamos muito mais nas nossas inferioridades do que nas nossas virtudes.
Durante uma encarnação, quanto menos tempo perder-se, melhor. E o que é
perder-se tempo? Quando temos uma tarefa para realizar, quanto mais tempo nos
dedicarmos a ela, mais chances teremos de sucesso. A auto-observação quanto à
exteriorização de nossas inferioridades é imprescindível, e a reforma no exato
momento, traz a evolução. A Reforma Íntima deve atuar sobre as características
ainda inferiores que o nosso ego apresenta, o que nos diferencia dos Mestres e dos
Seres de luz, e das pessoas encarnadas que estão na nossa frente nesse Caminho.
Alcançar o grau ancião do nosso ego é a meta, para isso, precisamos saber
direitinho quais as características que ainda temos infantis, adolescentes e adultas
inferiores e perceber quando uma delas se manifesta, e nesse momento substituí-la
por uma característica superior oposta, para sobrepujá-la. Ao mesmo tempo, irmos
incrementando cada vez mais nossas virtudes para que as inferioridades vão
desaparecendo por si só.
Através da compreensão da Personalidade Congênita, quem reencarnou, por
exemplo, com baixa autoestima e um sentimento de inferioridade, que
características do seu ego deve reformar? E quem é autoritário, agressivo, veio
reformar o que em si? E as pessoas que sofrem de uma tendência de magoar-se e
com tudo se entristecem, necessitam de uma reforma onde? E os materialistas? E
os egoístas? E os desonestos? E quem é medroso? E quem é preguiçoso? E quem
está perdido e não sabe seu rumo?
Todas as Escolas de Psicologia trabalham com a Reforma Íntima, mesmo as
herdeiras da noção não-reencarnacionista, mas apenas as que lidam com a
Reencarnação sabem que isso não iniciou na infância, mas sim, desde aí,
manifestou-se. A Reforma Íntima é o que a Psicoterapia Reencarnacionista deseja
que cada pessoa realize, durante essa encarnação, ou nas próximas se não
conseguir nessa, é a nossa meta de trabalho psicoterápico, mas para isso, é
obrigatório que nos libertemos do comando do nosso ego, do jugo da persona sobre
o Espírito. E também é imprescindível que os psicoterapeutas reencarnacionistas
busquem o amadurecimento do seu ego, para que não se identifiquem com as
características inferiores das pessoas que os Mentores trazem para Tratamento,
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sejam infantis, adolescentes ou adultas. O principal trabalho de um psicoterapeuta


reencarnacionista é interno, é consigo mesmo, se não fizer isso, caiu em uma
armadilha, a de ser um terapeuta, muito bom para os outros, ruim para si e para
quem convive consigo.
A Reforma Íntima profunda é a busca gradativa, durante centenas de milhares
de anos, do retorno da lembrança de quem somos realmente, e aí entram os pilares
“versão-persona” x “Versão-Espírito” e “a ilusão dos rótulos das cascas”. Se não
conseguirmos nos re-formar muito, pelo menos, devemos nos re-formar o mais que
pudermos, pois estaremos ganhando tempo e aproveitando essa passagem pela
Terra. E podemos melhorar em qualquer idade, mesmo lá pelo "fim", sempre vale a
pena, a encarnação só acaba no último momento. Nunca devemos esquecer que
quem reencarna não somos nós e sim o nosso Espírito, somos apenas o
representante visível dele. Sempre é bom lembrar que a persona vai ficar por aqui,
enquanto que o Espírito um dia vai embora, para retornar mais tarde, construir uma
nova persona, e continuar a sua busca de libertação da necessidade de estar nesse
planeta, tão longe do Núcleo do Universo.
Para a re-forma íntima, devemos incialmente estar atentos às características
inferiores de nossa Personalidade Congênita, e irmos, gradativamente, nos
colocando a serviço do nosso Mestre interno, que anseia pela limpeza dos nossos
pensamentos e dos nossos sentimentos negativos, e isso só pode ser feito aqui, no
convívio com os gatilhos terrenos. O que obstaculiza a nossa reforma é a crença de
que formamos a nossa personalidade na infância, e que a nossa tristeza, a nossa
mágoa, a nossa baixa autoestima, a nossa raiva, a nossa agressividade, vêm de lá,
geralmente por causa dos “vilões”, geralmente nosso pai, nossa mãe ou outras
pessoas ou situações daquele período. Que engano terrível, e muitos
reencarnacionistas acreditam nisso, não percebendo que se perderam no raciocínio
limitado da Psicologia oficial.
A re-forma íntima é uma das finalidades da encarnação, ela leva aos
resgates, à aceitação dos retornos etc., mas poucas pessoas estão suficientemente
atentas a isso e realmente engajadas nesse trabalho. A maioria de nós atrapalha-se
nas armadilhas de uma encarnação, e perde seu tempo culpando os "vilões",
esquecendo de olhar para seu próprio telhado de vidro. Mas hoje em dia, cada vez
mais pessoas estão chegando em nossos consultórios querendo tratar as suas
inferioridades congênitas, em busca da sua Missão evolutiva. Não estão querendo
perder mais tempo queixando-se e conflitando-se com o pai, com a mãe, com o ex-
marido etc. Já entenderam que o importante não são os fatos da vida e sim o que
emerge de negativo de dentro de cada um de nós diante desses fatos. Aí estão as
inferioridades, aí estão as mágoas, as raivas, as depressões etc. Aí está o erro.
Se relembrarmos o que nos aconteceu desde a infância até hoje, e
percebermos a maneira emocional como reagimos a eles, ficaremos impressionados
ao verificar como sempre reagimos do mesmo modo aos eventos que nos
desagradam. Ou ficamos tristes, ou magoados, ou irritados, ou nos sentimos
rejeitados, ou sentimos medo, ou nos sentimos inferiores, ou nos sentimos
superiores etc. E aí está o que viemos curar na Terra, as nossas inferioridades, para
isso, é necessário que a nossa "casca" atual seja competente nessa tarefa, pois se
ainda traz isso consigo, as "cascas" das nossas vidas passadas foram
incompetentes para eliminar esse defeito. Mas se as pessoas culpam outras
pessoas por suas inferioridades, quando irão curar-se?

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Quem sofre de tristeza, veio eliminar a tristeza; o que traz mágoa, veio
descartar essa tendência; o que vem com baixa autoestima, veio mudar essa
maneira distorcida de enxergar-se; o que se considera superior veio para enxergar
melhor; o irritado, impaciente, veio aprender a ter calma; o que tem medo, veio para
adquirir força; e assim por diante. Isso é tão óbvio! Por que as pessoas, então, ficam
perdendo tempo, e a encarnação, dizendo "É assim que eu sou...", "Foi por causa do
meu pai...", "Foi a minha mãe...", "Isso veio da infância..." etc.?
Deveriam dizer: eu sou assim porque nasci assim, como posso mudar isso?
De que maneira posso me re-formar? Como aproveitar essa encarnação? Mas
poucas pessoas pensam assim e, então, as suas encarnações são sucessivamente
repetitivas e mal aproveitadas. A Personalidade Congênita é a chave para o início de
um real aproveitamento da encarnação, por facilitar o amadurecimento do nosso ego
(Psicoterapia Reencarnacionista básica). A continuação desse trabalho é irmos,
gradativamente, passando o comando para o nosso Eu divino (Psicoterapia
Reencarnacionista avançada).
Além das conversas em consultório sobre esse tema, uma maneira produtiva
das pessoas realmente acreditarem na noção da Personalidade Congênita são as
Sessões de Investigação do Inconsciente, nas quais os seus Mentores Espirituais
aproveitam para lhes mostrar vidas passadas onde eram extremamente parecidos
consigo mesmos como são hoje, evidenciando nossa incompetência em
aproveitarmos as encarnações para evoluirmos consciencialmente. Nos enredamos
nas picuinhas da vida terrena, nos enraivecemos, nos magoamos, magoamos os
outros, ganhamos, perdemos, coisas, pessoas, bens, e a vida vai passando, a
“casca” envelhecendo e o Espírito aguardando que olhemos para ele, que o
coloquemos no comando da nossa jornada. Mas os nossos egos não permitem, não
abrem mão de sua posição, nossos egos são como aqueles velhos ditadores que já
estão com os dias contados mas insistem em permanecer em seu egoísmo
centralizador. E as vidas vão passando e a nossa evolução é minimamente
alcançada. Queremos isso, queremos aquilo, queremos e queremos e queremos,
mas não buscamos o principal: o retorno para a lembrança da nossa Pureza original,
na qual estamos o tempo todo, mas esquecemos disso. Todos nós somos puros,
quando iremos nos sentir assim?
Os orientais recomendam o desapego, palavra que termina com “ego”, o Dr.
Bach diz que a doença básica do ser humano é o egoísmo, palavra que inicia com
“ego”, e nós não entendemos, não queremos entender, nos apegamos a nós
mesmos, nos agarramos à nossa “casca”, à nossa vida”, passamos o tempo todo
falando “eu” e dizemos que somos espiritualizados. Rezamos pedindo para nós e os
nossos e acreditamos que estamos rezando, pedimos Luz para nós e os nossos,
saúde para nós e os nossos, proteção para nós e os nossos. Ainda não entendemos
a ilusão da individualidade, da separatividade, ainda não vimos que não existe eu e
os outros.
Quem está realmente no comando da nossa vida? Quantas vezes falamos
“eu” durante o dia? Quantas vezes falamos “nós” sem nos referirmos aos nossos
próximos? Todos nós admiramos Gandhi, São Francisco de Assis, Chico Xavier,
Tereza de Calcutá, Yogananda, Dalai Lama, o quanto temos nos aproximado de sua
sabedoria? Todos nós amamos Jesus, o quanto estamos realmente caminhando em
direção ao amor incondicional? O quanto estamos aprendendo a arte do Perdão?
Queremos ser perdoados, o quanto perdoamos? Todos nós amamos a Nossa
Senhora, o quanto temos sido bons filhos e filhas? Todos queremos ser amados, o
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quanto amamos? Todos nós somos filhos e filhas de Deus, o quanto estamos
agradecidos ao Pai/Mãe pela vida? Mais geralmente nos queixamos, nos queixamos
e nos queixamos, e queremos, e queremos e queremos, e agradecemos tão pouco,
e damos tão pouco.
Essa é mais uma oportunidade para todos nós avaliarmos o nosso
merecimento, a nossa coerência, a nossa integridade, a nossa credibilidade interior,
percebermos se o nosso discurso mantém-se na prática do cotidiano, uma
oportunidade para os alunos, para os monitores e para os Ministrantes. Devemos
perceber se o que falamos é o que fazemos no dia-a-dia, se realmente estamos
praticando, se estamos promovendo a nossa Reforma Íntima, em nossa casa, no
nosso local de trabalho, na rua, se o nosso ego está evoluindo, se detectamos as
suas características infantis, adolescentes ou adultas, inferiores, quando elas se
manifestam, se escutamos, pelo menos de vez em quando, o nosso Mestre interior.
É muito fácil parecer perfeito em nosso Centro Espírita, no nosso consultório,
na sala de aula 1x/mês, mas só nós sabemos o que vai no nosso coração, em
nossos pensamentos, em nossos sentimentos, o que fazemos quando acreditamos
que ninguém está nos vendo, o que falamos sem pensar, apenas nós nos
conhecemos realmente, mas os Mentores estão nos vendo, Deus sempre nos vê,
nosso coração está exposto, nossos pensamentos e sentimentos estão expostos,
estamos todos expostos, inclusive para nossos irmãos de menos consciência. A vida
é uma só, há milhares e milhares de anos, e assim vamos indo, regidos por nós
mesmos e pelas Leis Divinas.
Agora, com a Psicoterapia Reencarnacionista, está muito mais fácil
aproveitarmos as encarnações. Todos os alunos já devem estar sabendo para o que
reencarnaram e já sabem que só conseguirão realmente ser psicoterapeutas
reencarnacionistas se tiverem uma credibilidade interior que o permita, e isso é
íntimo de cada um, os monitores já são formados e estão aprofundando-se nessa
Terapia, os Ministrantes estão ensinando como se faz e buscando cumprir o que
ensinam, cada um sabe de si para si mesmo, cada um é responsável por sua
encarnação.
A verdadeira evolução não aparece nas nossas palavras e nas nossas
atitudes e, sim, nos nossos pensamentos e nos nossos sentimentos. Podemos
disfarçar, ocultar, fingir, para todas as pessoas que convivem conosco, mas não
podemos enganar a nós mesmos, lá dentro de nós, onde residem os pensamentos e
os sentimentos. Daí o alívio que sentimos em nossa Consciência, quando ela está
limpa, o que nos traz paz e alegria, ou o peso, quando ela está maculada, o que nos
traz angústia e mal-estar.

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O RENASCIMENTO COM A PSICOTERAPIA


REENCARNACIONISTA
Nós não precisamos esperar morrer e nascer novamente para estabelecer
uma meta de mudança em nossa maneira de ser. Podemos decidir isso aqui, na
Terra, enquanto ainda encarnados. Tendo a noção exata da continuação da vida,
dentro do corpo atual ou dentro de um próximo, não é necessário morrer, subir para
o Mundo Espiritual, voltar para cá, escolher o próximo útero, instalar-se lá dentro por
9 meses, nascer, passar por tudo aquilo que passa um nenê recém-nascido,
acomodar-se no colo do papai, da mamãe, da titia, da vovó, nos acharem a cara de
um, o nariz de outro, o pé de alguém, mamar, usar fraldinha, fazer xixi, fazer cocô,
nos limparem com um paninho úmido, aprender a firmar a cabeça, aprender a
sentar, aprender a caminhar, aprender a falar, entrar na escolinha, ir na pracinha,
nos colocarem para assistir os programas infantis na televisão, ter amigdalite, dor de
ouvido, ir no pediatra, fazer vacina, ir crescendo, olhando em volta, como é esse
mundo dos grandes, aquela agitação toda, a barulheira, gente bebendo, gente
fumando, ficando grandinho, virando um mocinho ou uma mocinha, entrando no
Colégio, querendo ser igual aos outros, desenvolver o espírito de grupo, vestindo as
roupas da moda, escutando as músicas da moda, achando que está tudo certo, ou
tudo errado, procurando a nossa identidade, nos encontrando, nos perdendo,
ficando grande, querendo ser igual aos outros, ou querendo ser diferente, a vida
passando, todos tentando se encontrar, tentando se entender, alguma coisa lá
dentro nos dizendo que tudo aquilo parece familiar, parece que é tudo de novo, a
nossa personalidade aflorando, as virtudes, os defeitos, os traumas surgindo, as
alegrias, as tristezas, os encantos, os desencantos, as vitórias, as derrotas, vamos
ficando maiores, adolescentes, depois adultos, casamos, ou não casamos, ou
separamos e casamos de novo, temos filhos, ou não temos filhos, depois ficamos
velhos, se não morremos antes, somos avós, ou não, nos sentimos bem, ou não,
parece que falta algo, não sabemos bem o que é, parece que está tudo certo, ou
tudo errado, como quando éramos bem pequenos já sentíamos isso, e vamos indo,
depois morremos, subimos para o Mundo Espiritual, lá chegamos, aí entendemos
que foi tudo apenas mais uma viagem, e que a finalidade dela, e de todas as outras
viagens para a crosta terrestre, é o encontro conosco mesmo, saber o que já está
bom, o que ainda precisa ser melhorado, o que necessita realmente de uma
mudança mais radical, o que requer uma transformação. Lá vamos ficando
melhores, mais calmos, mais lúcidos, como que acordando de um sono,
enxergando, literalmente, tudo de cima, e preparando a nossa volta, para mais uma
descida para cá, escolher um novo útero, aquela mãe que precisamos, o pai que
pedimos e/ou que Deus nos dá, a família que acreditamos será a mais adequada ao
nosso processo evolutivo ou por um Decreto Divino, a classe social, a cor da pele, o
país, o que irá aflorar o melhor de dentro de nós e o que ainda não é, os gatilhos, as
armadilhas, e, um dia, vamos diminuindo e vamos nos instalando dentro da nova
casinha, e recomeça tudo de novo.
Isso tudo é inevitável, até o dia que será evitável. Mas não precisamos
esperar nascer de novo para tentar melhorar mais do que viemos melhorando
nesses últimos séculos ou milênios. Não precisamos fazer tudo isso para, durante a
próxima descida, passar por um novo teste, para despertar, abrir os olhos
espirituais, enxergar as coisas como realmente são, perceber o que somos e onde

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estamos, quem somos e o que parecemos ser, não precisamos mais perder tempo,
embora o tempo nem exista, não precisamos sofrer mais do que o necessário, não
precisamos continuar nos deixando dominar pelas palavras convincentes do nosso
eu temporário.
A Psicoterapia Reencarnacionista chegou na Terra, ela é a mesma Terapia
utilizada no Mundo Espiritual, no período inter-vidas, quando lá estamos nos
libertando de nós mesmos, percebendo que somos iguais aos demais, em todos os
sentidos, entendendo o que é estar encarnado, qual a função disso tudo, o que é
descer para encontrar a libertação, o que é subir para perceber que ainda não foi
dessa vez... Podemos fazer um renascimento aqui, agora, a partir desse momento,
sem necessidade de morrer e voltar e tentar de novo. Essa é a Missão da
Psicoterapia Reencarnacionista, e é isso o Curso de Formação.
Para promovermos um renascimento durante a vida encarnada, são
necessários muitos anos de uma profunda análise do que somos e do que
acreditávamos que éramos. É preciso a coragem de admitir que estivemos
enganados esse tempo todo e que a maioria das pessoas quando na Terra ainda
está. É obrigatória a disposição de desapegar-se de nós mesmos, de nossos rótulos
estabelecidos, é preciso romper os laços com o passado e criar novos laços com o
futuro. É imprescindível deixar de nos sentirmos um alguma coisa e começarmos a
nos perceber um no todo e, aos poucos, o próprio Todo.
Morrer a casca e voltar em nova casca, é cair de novo dentro da Grande
Armadilha, nos próximos rótulos, nas próximas aparentes verdades. Podemos iniciar
o Renascimento agora, quando estamos começando a sair do túnel, enxergando
uma luz, que antes não víamos, que nos chama, que parece tão familiar, tão amiga,
tão generosa, que quer apenas o nosso bem, e o bem de todos, que nos diz que
somos eternos, que somos também Luz, que podemos nos libertar, sair de dentro
dessa casca, sem precisar morrer para isso. A Psicoterapia Reencarnacionista é a
Terapia da Libertação. E essa libertação é das nossas ilusões, do que sempre
acreditamos, do que sempre nos ilhou dos demais, nos afastou dos “outros”, do que
nos segregou, do que nos fez acreditar sermos mais ou menos do que os outros
eus, mais ou menos que “eles”, mais bonito ou mais feio, mais forte ou mais fraco,
mais rico ou mais pobre, branco ou negro, desse país ou de algum outro, de uma
família ou de “outra”, sempre o “eu” e o “outro”, sempre o “nós” e o “eles”, sempre
vivendo na ilusão.
Quando morre a nossa casca, a nossa Consciência sai de dentro dela e
vemos que estivemos todo esse tempo acreditando que aí era o nosso lugar e
começamos a perceber que era apenas a nossa prisão. Não tinha portas nem
janelas nem grades, era a auto-prisão de viver na ilusão de ser um só, quando
somos todos e Tudo. E aí ficamos perdidos aqui na Terra, ou vamos para um lugar
mais escuro, ou ficamos flutuando, vagando, procurando as nossas antigas crenças,
em busca de velhos desejos e necessidades, insistindo em permanecer dormindo,
recusando-se a acordar desse sono quase eterno.
Mas, um dia, subimos, em frequência, e voltamos para aquele lugar para
onde sempre voltamos, e aí percebemos que, na verdade, estávamos era com medo
de voltar para lá, e nos sentirmos frustrados de novo, envergonhados de novo,
chateados conosco de novo, com medo de ver que, novamente, descemos para nos
libertarmos e nos prendemos mais uma vez. E fica para a próxima vez, para o
próximo útero, a próxima mãe, o próximo pai, e tudo de novo, e geralmente tudo
igual, de novo. Os rótulos, as verdades, as convicções, o eu, o eles, o nós, o eles,
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quem é melhor, quem é pior, quem é mais rico, quem é mais pobre, quem é um
vencedor, quem é um perdedor, a antiga competição novamente, entre os egos,
todos antecipadamente derrotados, perante Si mesmo.
Com a Psicoterapia Reencarnacionista e o Telão aqui na Terra, podemos
recordar encarnações passadas, como fomos enquanto aqui estávamos, podemos
recordar nossas subidas para o Mundo Espiritual, como nos sentimos quando para
lá voltamos, o que avaliamos de nossas passagens pela crosta, do que nos
sentimos satisfeitos, em que nos frustramos, o que descobrimos (no sentido real de
des/cobrir), do que nos envergonhamos, o que decidimos, como seria da próxima
vez, e da próxima vez, e da próxima vez... e desta vez.
E então, aqui estamos, vivos, dentro da nossa casca atual, repletos de
rótulos, acreditando em tudo o que pensamos, nos acreditando limitados sendo o
Universo, nos enxergando com os olhos terrenos quando somos uma partícula do
Olho que Tudo Vê, presos nessa prisão quando somos livres e podemos,
realmente!, voar, caminhando com nossas pernas e pés de carne quando o nosso
Espírito volita em torno de nós.
O Renascimento é possível, mas exige uma disposição, e essa disposição
requer libertação e libertação é o que mais nos amedronta. Todos queremos ser
livres, sem nada nos segurando, mas todos optamos pela insegura segurança do
estabelecido. Queremos voar, mas ainda nem sabemos caminhar. Ansiamos por
enxergar, mas não abrimos os olhos. Queremos escutar, mas tapamos os ouvidos
com a gritaria e a barulheira do mundo externo e, principalmente, do nosso interno.
Queremos sentir paz, mas não nos permitimos parar de pensar e senti-la.
É possível começar a renascer. Mas, como uma lâmpada que há muito tempo
está ali, acesa, no meio da vida, adquiriu muita fuligem e a sua luz está fraquinha, é
necessário pegarmos um paninho, bem suave, delicadamente, e começarmos a
retirar a fuligem, e quanto mais limpa, mais luz vem ressurgindo, vai limpando, vem
mais luz, tirando a fuligem, mais luz. Não precisamos buscar luz fora de nós, só
precisamos tirar a fuligem. E isso agora, quando os nossos Mentores Espirituais nos
deram esse presente: a Psicoterapia Reencarnacionista. Se não agradecermos a
Eles e resolvermos aproveitar esse presente, e pegar o paninho, quando o
receberemos novamente?

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