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DANO AMBIENTAL

Na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em junho


de 1972 em Estocolmo, Suécia, restou assentado que as riquezas naturais do globo
devem ser preservadas no interesse das gerações presentes e futuras. O Direito
ambiental é um direito difuso, por esse motivo a reparação do dano ambiental assume
grande amplitude, com profundas implicações na espécie de responsabilidade do
degradador que é objetiva, fundada no simples risco ou no simples fato da atividade
danosa, independentemente da culpa do agente causador do dano. 1
Na responsabilidade fundada na culpa, a vítima tem que provar não só
a existência do nexo entre o dano e a atividade danosa, mas também e
especialmente a culpa do agente. Na responsabilidade objetiva por
dano ambiental, basta a existência do dano e nexo com a fonte
poluidora ou degradadora. (SILVA, J.A. Direito Ambiental
Constitucional, RT, 2ª edição, 1994, pág. 215).

Ou seja, a responsabilização por danos ambientais, basta à existência da


conduta, do dano e do nexo de causalidade entre ambos. O posicionamento dominante
na doutrina e nos Tribunais nacionais, dominante é o entendimento de que a Teoria do
Risco Integral é a que mais se adequa aos interesses meio ambientais. O STJ se
posicionou no sentido de que a responsabilidade por dano ambiental é objetiva, formada
pela teoria do risco integral, e que tem por pressuposto a existência de atividade que
implique riscos para a saúde e para o meio ambiente.
Contudo, será responsável pelos dano ambiental o poluidor que segundo a Lei
n 6.938/81, artigo 3º, IV, o poluído é toda pessoa física ou jurídica, de direito público ou
privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de degradação
ambiental.2
Nesse sentido, a política nacional do meio ambiente impõe no art.4º, VII da Lei
nº 6.938/98, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e ou indenizar os
danos causados e, ao usuário, da contribuição pela utilização de recursos ambientais
com fins econômicos, que ainda reconhece, na sua última parte, o princípio do usuário-
pagador. Portanto, a obrigação de reparar os danos causados pode ser associada ao

1
A responsabilização por danos ambientais, prevista no artigo 225, §3º, da Constituição
Federal de 1988 e a Lei nº 6.938/81, que trata da Política Nacional do Meio Ambiente, trouxe a
previsão da Reponsabilidade Objetiva em caso de danos ambiental.
2
A condenação do poluidor em obrigação de fazer, com o intuito de recuperar a área
degradada pode não ser suficiente para eximi-lo de também pagar uma indenização, se não
for suficiente a reposição natural para compor o dano ambiental.
princípio do poluidor-pagador no qual objetiva à internalização dos custos externos de
deterioração ambiental.
A da responsabilidade civil por dano ambiental possui basicamente uma dupla
função: garantir às pessoas o direito de segurança e sanção civil de natureza
compensatória. Na esfera penal é modo de coibir as ações consideradas ilícitas
caracterizando pela obrigação de indenizar a vítima pelo dano causado e a
administrativa é uso do poder de policia pelo Poder Público, dotado de poderes
administrativos, com vistas à realização das tarefas administrativas a ele inerentes.