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No nosso planeta é bastante comum existirem fenómenos naturais que ocorrem devido a

razões da própria natureza, sendo uns mais intensos que os outos. Um desses fenómenos são
as erupções vulcânicas que ocorrem devido à ascensão do magma à superfície que vem da
astenosfera. Eu vou apresentar a erupção vulcânica do vulcão Anak Krakatoa que ocorreu no
dia 22 de dezembro de 2018, na Indonésia.

O vulcão Anak Krakatoa é uma ilha vulcânica situada no estreito de Sunda entre as ilhas de
Java e Sumatra, na província de Lampung, na Indonésia, entre o sudeste asiático e a Austrália.

Apesar do vulcão situar-se no oceano Indico, a Indonésia faz parte do Anel de Fogo do Pacifico
que é uma zona do planeta Terra bastante ativa relativamente a sismos e a erupções
vulcânicas. Anak Krakatoa fica num limite convergente, ou seja numa zona de subducção entre
duas placas tectónicas: a placa indo-australiana (parte do oceano) imerge sobre a placa
euroasiática. Os materiais da placa indo-australiana ao afundarem fundem, formando
magmas, que podem solidificar em profundidade ou como no caso do vulcão Anak Krakatoa,
originar fenómenos vulcânicos.

O nome, Anak Krakatoa significa FILHO DE KRAKATOA dado que este apareceu anos após uma
enorme erupção vulcânica do famoso vulcão Krakatoa. Alguém sabe alguma coisa do que o
vulcão Krakatoa? No dia 26 de agosto de 1883, uma série de grandes explosões destruíram a
ilha de Krakatoa. As sucessões de erupções do tipo explosivo duraram 22 horas atirando para a
atmosfera grandes quantidades de piroclastos, gases e cinzas e conseguiu-se ouvir a erupção a
5 mil quilômetros de distância. Por causa das explosões, vários tsunamis ocorreram em
diversos pontos do planeta. Perto das ilhas de Java e Sumatra, as ondas chegaram a mais de 40
metros de altura. Provavelmente o tsunami mais destrutivo registado na história. A maioria
das vítimas morreu por causa das ondas gigantes e não pela erupção que destruiu dois terços
da ilha. De acordo com registos climáticos e pelos estudos recentes sobre a erupção, a
temperatura global decaiu 1 ºC em decorrência da grande quantidade de gases e partículas
que foram lançados na atmosfera na ocasião da erupção. Esta é considerada a
segunda erupção vulcânica mais fatal da história e a sexta maior erupção do mundo. Em 1927,
a atividade vulcânica recomeçou em Krakatoa, crescendo uma pequena ilha chamada Anak
Krakatoa.

A partir dos anos 50 até o seu colapso o vulcão Anak Krakatoa crescia 13 cm por semana, isso
equivale a um crescimento médio de 6,8 m por ano. O vulcanismo do vulcão é do tipo central
dado que existe uma conduta tubular, chamada chaminé vulcânica por onde acende o magma
à superfície. A 22 de dezembro de 2018 às 21:03, hora local o vulcão Anak Krakatoa entrou em
erupção expelindo grandes quantidades de piroclastos, gases e cinzas e vapor de água
formando uma nuvem ardente, a atividade da erupção foi do tipo explosiva. Por causa da
atividade explosiva do vulcão, fez com que o flanco sul, ou seja, uma das partes laterais do
vulcão que estava instável colapsou fazendo com que o vulcão também colapsasse, perdendo
2/3 da sua altura. Os materiais que resultaram do colapso do vulcão deslizaram até ao oceano
formando um tsunami no estreito de Sunda às 21:30.

Após o colapso do vulcão, as milhões de toneladas de detritos rochosos que deslizaram para o
mar empurraram as ondas em todas as direções, ou seja, com o movimento dos sedimentos do
vulcão ao ocuparem espaço no oceano e com as pequenas explosões que ocorreram no
momento em que os materiais quentes do vulcão entraram em contacto com a água fria do
mar, formou-se um tsunami com ondas até cinco metros de altura atingindo as ilhas de Java e
Sumatra. A erupção vulcânica e o tsunami ocorreram num curto espaço de tempo que não
houve tempo de evacuar as áreas mais próxima do vulcão.

O tsunami causou danos nos edifícios, os bens materiais das pessoas da Indonésia e a paisagem
natural de Java e Sumatra ficaram destruídos e por causa do tsunami 437 pessoas morreram, 14
mil ficaram feridos e 22 mil pessoas ficaram desalojadas. Esta erupção vulcânica tornou-se a
mais mortal do século XXI.

Imagem 1- cone vulcânico relativamente alto; Imagem 2- o vulcão está completamente


destruído, não dá para perceber que é um vulcão, parece uma ilha.