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Novos Convertidos

2008
1. BÍBLIA

A palavra Bíblia é de origem grega, e significa livros. Embora tenhamos a


Bíblia na conta de um só livro, na realidade é constituída de uma coleção
de livros menores. Ao todo, são 66 livros que compõem a Bíblia. Dos 66
livros que a formam, 39 compõem o Antigo Testamento, e 27, o Novo
Testamento. Essa coleção também é chamada de “Escrituras Sagradas” e
“A Palavra de Deus”.

O primeiro livro da Bíblia, Gênesis, foi escrito a cerca de 1400 anos antes
do nascimento de Jesus. Já o Apocalipse, o último livro da Bíblia, foi
escrito, aproximadamente, no final do primeiro século de nossa era. Assim
a Bíblia foi escrita num período de 1500 anos e pode-se notar que o último
livro da Bíblia foi escrito há quase 2000 anos. Mas o interessante é que,
apesar de ser um livro muito antigo, a sua mensagem é tão verdadeira e
atual, hoje, como no tempo em que foi escrita.

A importância da Bíblia deve-se ao fato de ser a revelação de Deus aos


homens. Isso a torna um livro diferente de todos os outros existentes, e
explica a razão porque devemos procurar sempre os seus ensinos para
orientar nossa vida.

A Bíblia foi escrita por 40 homens, aproximadamente. Esses homens eram


especiais apenas em um sentido: foram ajudados pelo Espírito Santo a
escrever as palavras de Deus. Essa é a razão porque, apesar de Ter sido
escrita por homens, a Bíblia é chamada “A Palavra de Deus” (II Pe 1:21)

Algumas vezes o Espírito Santo disse ao escritor exatamente o que ele


deveria escrever (Jr 36:2)

O escritor era guiado a buscar e instruir-se, através do Espírito Santo, de


tudo que deveria escrever (Lc 1:1 Ap 1:1- 11). Isso implica dizer que Deus
atuou de várias maneiras, a fim de que a sua mensagem fosse revelada
aos homens.

Como se pode ter a certeza de que o Espírito Santo auxiliou os homens a


escreverem as palavras de Deus?

Os próprios autores da Bíblia declaram que escreveram por revelação de


Deus (Gl 1:11-12

Os livros da Bíblia formam uma unidade. Quarenta homens em épocas


diferentes, de funções diferentes, em regiões diferentes, foram usados
pelo Espírito Santo. Alguns desses homens escreveram apenas um livro.
Outros escreveram vários, como por exemplo, Paulo que escreveu 13
livros. Os livros se harmonizam entre si.

A Bíblia contém verdades que os homens não poderiam Ter descoberto


por si mesmos. Ninguém poderia Ter escrito sobra a criação do universo,
sem que Deus lhe houvesse revelado (Lc 4:21).

Jesus deu testemunho a respeito da inspiração da Bíblia (Lc 24:27).

A influência da Bíblia na transformação de vidas.

A atualidade da mensagem da Bíblia (Is 40:8; Mt 24:35).

Podemos dizer que a finalidade da Bíblia é a salvação de todos os


homens. A Bíblia revela Deus aos homens (Jo 20:30-31). Uma vez salvo, é
necessário crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo (II Pe
3:18). Ensina a crescer na comunhão, na sabedoria e no poder (II Tm
3:14-17).

Há cinco sugestões práticas sobre como podemos e devemos utilizar a


Bíblia num programa de crescimento espiritual:

- Ouvir a Palavra de Deus (Rm 10:17)

- Ler a Palavra de Deus (Dt 17:19)

- Estudar a Palavra de Deus (II Tm 2:15)

- Memorizar a Palavra de Deus (Dt 11:18a)

- Meditar na Palavra de Deus (Js 1:8)

2. O HOMEM

Vivemos numa época em que muitas teorias são propostas, visando


explicar a origem do homem. É importante que se conheça o ensino da
Bíblia sobre a origem, natureza e finalidade da existência do homem,
sobra a face da terra.

O homem é uma criatura (Gn 2:7). O fato de o home Ter sido formado do
pó da terra, por Deus, caracteriza bem a sua existência como criatura e, ao
mesmo tempo, o adverte quanto à fraqueza e mortalidade do ser humano.
Como criatura o homem é dependente de seu Criador.
O homem é a mais elevada de todas as criaturas de Deus (Gn 1:26-29 e
2:7). Ele é chamado a “coroa da criação”, não apenas por ter sido o último
a ser criado, mas pela sua própria natureza. O homem foi feito à imagem e
semelhança de Deus. Possui qualidades de Deus (Sl 8). Esse fator explica
por que o homem pode manter comunhão com Deus, o seu Criador.

O homem foi criado um ser inteligente (Gn 2:16-20).

O homem é um ser moral (Gn 2;15-17 e 3:1-15). Deus o fez como um ser
responsável, com liberdade de escolha. Devido a sua liberdade de escolha
o homem desobedeceu a Deus. Foi a maior tragédia da humanidade. Pela
sua desobediência, o homem introduziu a confusão e infelicidade no
mundo.

O homem, como criado por Deus, é bom (Gn 1:11). Mas a sua imagem foi
desfigurada pelo pecado, mas pode ser reabilitada pela regeneração e
conversão ao Senhor Jesus Cristo.

O homem é constítuido de corpo, alma e espírito:

- Corpo é a natureza física para descrever o homem como um organismo


constituido, como um todo, uma unidade. (Sl 104:29-30);

- Alma designa a vida no seu grau mais elevado. A alma é o próprio EU do


indivíduo (Gn 17:14: 46:18). É a sede da personalidade. É avida
manifestada em determinadas funções psíquicas: o anseio, o desejo, o
afeto, etc...;

- Espírito denota a capacidade de comunhão com Deus (Gn 2:7; Ec 12:7).

3. O PECADO

Pecado é a rejeição da vontade de Deus, em favor da vontade do


indivíduo.

Pecado é transgressão. É passar por cima da linha divisória, traçada por


Deus, entre o bem e o mal (Lv 5:15; I Sm 25:28; Rm 2:25). Pecado é erro.
Como erro, significa desvio do caminho do bem (Lv 4:1 Mt 18:15). Pecar
é errar o alvo. Na Bíblia, errar o alvo significa deixar de atingi-lo (Lc 15:18,
21). É a falha do homem em alcançar o ideal divino para o caráter
humano. Pecado é uma intromissão da vontade própria na esfera da
autoridade divina (Rm 1:18-32). Pecado é iniquidade e perversidade (Mt
7:23; Rm 4:7) Uma das manifestações mais comuns do pecado é a
descrença. A descrença é um insulto à veracidade divina.
O pecado se originou no Jardim do Éden quando Satanás, transformado
numa serpente, iludiu a Eva fazendo com que ela não desse crédito a
Palavra de Deus. Satanás introduziu a descrença quanto a Palavra do
Senhor. Além do mais, despertou a vaidade da mulher, realçando o
aspecto formoso do fruto da árvore proibida (Gn 3:6) fazendo-lhe desejar
ser igual a Deus (Gn 3:4-5).

O pecado não atinge apenas a determinados indivíduos. Após sua queda,


Eva deu o fruto também a seu marido. Adão comeu do fruto, pecando,
assim, contra Deus. Com sua transgressão, toda a raça humana ficou
contaminada. (Gn 6 a 8).

A Bíblia ensina que todos pecaram (Rm 3:23). Isso engloba toda a raça
humana, todas as gerações que o mundo conheceu.

As consequências do pecado são desastrosas. A palavra que melhor


define as consequências do pecado é morte. Pecado é transgressão da lei
de Deus. Na lei, Deus estabeleceu, como castigo, a morte (Gn 2:17; Rm
6:21-23).

Há duas espécies de morte, e ambas são o resultado do pecado:

- Morte física. - A morte do corpo. A limitação da vida humana é uma parte


do castigo pelom pecado (Gn 3:22-24);

- Morte espiritual. - A morte espiritual não significa extinção, mas


separação. A morte espiritual equivale à morte eterna, ou seja, a
separação eterna de Deus. Mas nem todas as pessoas têm que
experimentar a morte espiritual. Ao aceitar a Jesus Cristo como seu
Salvador pessoal, o indivíduo recebe o perdão de Deus para os seus
pecados, é purificado de toda a injustiça, e torna-se participante do novo
nascimento em Jesus Cristo, cujo principio operante é a vida abundante, e
não mais a morte (I Jo 1:9; Rm 6:23; II Co 5:17)

4. A REALIDADE DA SALVAÇÃO

Jesus Cristo é o único e suficiente Salvador pessoal. O que Ele nos deu
não foi uma nova filosofia ou código de ética. Deu-nos a sua vida (Fl 2:1-
11).

Quando pela fé aceitamos Jesus Cristo como Salvador e Senhor, não


somente nos identificamos com Ele, mas também morremos com Cristo, e
ressuscitamos com Ele, no poder da sua ressurreição. Essa é a
experiência da Salvação. Agora participamos da nova vida em Cristo (II Co
5:17). Essa experiência é chamada de novo nascimento (I Pe 1:23).
A experiência da Salvação envolve três aspectos que podem ser
chamados de “três tempos da salvação”:

Fomos salvos da penalidade do pecado. É a regeneração. Nos livramos da


culpa e somos justificados *At 13:39; Ef 2:8).

Estamos sendo salvos do poder do pecado. (Rm 6:1_14; Fl 1:19; 2:12; II


Ts 2:13 Rm 8:2). É aqui que começa o processo de santificação. Satanás
náo tem poder sobre o que crê em Cristo Jesus.

Seremos salvos da presença do pecado. Esse aspecto se refere a


transformação final e completa do crente à imagem de Cristo. É chamada
de glorificação.

A parte que cabe ao homem para ser salvo é chamada de conversão.


Conversão significa transformação. Quando, alguém se converte, a sua
maneira de viver é modificada. A Bíblia ensina que a conversão implica
dois passos importantes:

- Arrependimento. - Para ser salvo é preciso que o indivíduo se arrependa


de seus pecados. Ninguém pode ser salvo se não estiver convencido de
seus pecados, mas é preciso que haja arrependimento (Lc 18:13).
Arrependimento é mais do que tristeza pelo pecado. A tristeza que produz
arrependimento é obra do Espírito de Deus no coração do homem. O
arrependimento implica em mudança de opinião sobre o pecado e,
consequentemente, uma mudança de vida. (Lc 19:8). A tristeza mundana
traz desgosto, intranquilidade e remorso.

- Fé. - Não se trata de crença em uma coisa, em doutrina ou instituição. A


Bíblia ensina claramente que fé salvadora é a fé em Jesus Cristo.(Jo 14:6).
Quando se crê em Jesus Cristo nos sujeitamos a ele e nos tornamos Seu
discípulo e cidadão do Reino de Deus. Não basta apenas reconhecer
Jesus como o seu Salvador. É preciso torná-lo Senhor de nossas vidas (Jo
5:6; Rm 8:16)

A Salvação é:

- Gratuíta (Ef 2:8,9)


- Pessoal (Rm 14:10-12)
- Para sempre (Jo32:36)
- Para ser vivida (Jo 14:23).
- Deve ser compartilhada (At 4:20)
- Universal (Jo 3:16)

É bom que estejamos bem conscientizados da certeza da Salvação. Ela


não se baseia em sentimentos dramáticos, choro ou coisa semelhante,
embora isso possa ocorrer. A nossa segurança está fundamentada na
fidelidade de Deus para conosco, que cumprimos as condições impostas
na Sua Palavra. Ele sempre cumpre as suas promessas.

Essa é a segurança. O pecado que nos separava de Deus está pregado


com Cristo na cruz. Estamos reconciliados com Deus. Ele já não se
apresenta como um estranho para nós, mas sim, como Pai. Somos seus
filhos adotivos. A Bíblia é a nossa autoridade. O Espírito Santo, nossa
testemunha interior. Sentimos uma profunda paz em nossa vida, pois
sabemos que “agora não nenhuma condenação há para os que estão em
Cristo Jesus” (Rm 8:1).

5. A VIDA DO NOVO SER EM CRISTO

A nova vida que a pessoa convertida desfruta é uma vida no Espírito de


Deus. Isso implica o fato do comportamento da pessoa ser caracterizado
pela retidão e pelo amor (Tt 2:14; I Pe 1;15; Ef 4:25-5:5).

Pode ser contradição, mas a realidade é que a partir dessa nova vida
aparecem conflitos. Longe de ficar isento de problemas, o indivíduo que
aceita Cristo como seu Salvador pessoal terá de enfrentar alguns conflitos
e lutas, no empenho de um viver segundo os ditames de Jesus Cristo.
Esses conflitos e lutas decorrem do fato de o mundo, dominado pelas
forças do mal, envidar esforços no sentido de dissaudir qualquer pessoa
de seguir os caminhos de Deus. O próprio Senhor Jesus advertiu os seus
discípulos a respeito dessa oposição. Consideremos o seguinte:

O cristão pode esperar violenta oposição (Mt 7:14; Jo 16:33). Há oposição


por parte de um mundo ímpio (I Pe 4:12). Essa oposição pode ser
privações financeiras, zombaria por parte dos amigos, perseguições hostis.

Satanás não desiste (I Pe 5:8).

A nova vida envolve uma luta contínua (Hb 12:1-2)

Os resultados podem desapontar (I Jo 1:8-10). A nova vida em Cristo tem


suas oscilações, altos e baixos. Pode acontecer falha e derrota em alguns
aspectos: depressão, desapontamentos, e falta de coragem em outras
ocasiões. Mas também acontecerão momentos de vitória, alegria e
satisfação intensa. A tentação vencida uma vez, voltará outras vezes. A
santidade de vida não significa perfeição absoluta. O crente deve
reconciliar-se consigo mesmo, aceitar a realidade de sua própria fraqueza.
Deve nutrir a disposição de perdoar-se a si mesmo, baseando-se no fato
de que Deus perdoa, e firmar-se na nova determinação de perseguir o
objetivo da obediência e semelhança de Cristo.
6. O BATISMO E A CEIA DO SENHOR

O batismo e a Ceia do Senhor são as duas ordenanças da Igreja


estabelecidas pelo próprio Senhor Jesus Cristo, sendo ambas de natureza
simbólica.

O batismo consiste na imersão do crente em água, após sua pública


profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador único, suficiente e pessoal.
Simboliza a morte e o sepultamento do velho homem e a ressurreição para
uma nova vida em identificação com a morte, sepultamento e ressurreição
do Senhor Jesus Cristo e também prenúncio da ressurreição dos remidos
(Mc 3:5-6).

O batismo, que é condição para ser membro de uma igreja, deve ser
ministrado sob a invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
(Mt 28:19).

A Ceia do Senhor é uma cerimônia da igreja reunida, comemorativa e


proclamadora da morte do Senhor Jesus Cristo, simbolizada por meio de
elementos utilizados: o pão e o vinho (Mt 26:26-29). Nesse memorial o pão
representa o corpo de Jesus Cristo dado por nós no Calvário e o vinho
simboliza o seu sangue derramado.

A Ceia do Senhor deve ser celebrada pelas igrejas até a volta de Cristo e
sua celebração pressupõe o batismo bíblico e o cuidadoso exame íntimo
dos participantes ((I Co 11:26-28).

7. A IGREJA

A palavra “igreja” tem dois significados fundamentais no Novo Testamento.


Em algumas passagens significa a congregação dando ênfase aos grupos
de crentes em Cristo, batizados que se reúnem para adoração,
companheirismo e serviço cristão. Outras vezes é usada para descrever
todos aqueles que aceitaram Jesus Cristo como Salvador. É o sentido
global e mais amplo da palavra igreja.

É no contexto da congregação local que o cristão se desenvolve no estudo


e na prática da fé no Senhor Jesus Cristo. Ali ele deve encontrar os
recursos para crescer à estatura de varão perfeito (Ef 4:13).

A igreja é um organismo vivo e dinâmico. A palavra grega EKKLESIA


significa o grupo daqueles que foram chamados para fora. Significa dizer
que igreja é o grupo daqueles que foram chamados para fora do mundo
para se reunirem em torno de Jesus Cristo. Deus nos chamou para fora do
poder do pecado. A igreja constitui o Corpo de Cristo na face da terra.
Como um corpo temos a função, ou missão a desempenhar

Durante o seu ministério na terra, Jesus instituiu a Igreja. Chamou um


grupo de discípulos e lhes deu os princípios normativos dessa nova
comunidade (Mt 5:1-10). Jesus designou 12 homens como líderes (Mc
3:13-19). Além do mais Jesus declarou que essa nova comunidade
chamar-se-ia Igreja (Mt 13:16-18).

É importante que se note o seguinte:


- Jesus é o instituitor da igreja;

- Ele é o Senhor da igreja;

- A igreja está em processo de edificação. Isso significa que Jesus está


chamando outras pessoas, a fim de que desfrutem das bençãos do reino
dos céus;

- A igreja, por ser de origem divina, não poderá ser destruída. O


fundamento da igreja é o próprio Jesus Cristo (Ef 2:19-21). Por essa razão
a igreja jamais será derrotada, por mais que se esforcem os poderes
demoniacos.

Uma vez que a igreja está sob o domínio ou senhorio de Cristo, nenhum
outro organismo tem autoridade sobre ela. O estado e a igreja devem se
respeitar mutuamente, mas não deve haver ingerência de um sobre o
outro (Mt 22:21).

O Novo Testamento menciona dois oficiais da igreja: Pastores e Diáconos.

A palavra pastor designa o líder local do grupo de cristãos, que se reúne


como igreja (Ef 4:11; Hb 13:7, 17, 24; I Pe 5:4). Também se encontra na
Bíblia as palavras ancião e bispo para designar líderes locais At 20:28; I
Tm 3:2; Tt 1:5). A palavra ancião significa alguém respeitado,
experimentado, que pode aconselhar. Bispo quer dizer alguém que cuida
dos outros, que supervisiona e dirige o trabalho. Já a palavra pastor
designa aquele que cuida das ovelhas. Define e descreve o cuidado e a
proteção do líder com relação aos membros da igreja.

A palavra Diácono significa ser um ministro ou servo. Nesse sentido, todos


os crentes são diáconos de Jesus Cristo. Mas houve, na igreja primitiva,
um grupo destacado com esse título. As exigências pára que alguém seja
consagrado como diácono estão descritas em Atos 6:3 e I Tm 3:8-13. Os
diáconos devem ajudar os pastores em todas as atividades da igreja.
8. DEUS

Existem várias idéias e conceitos a respeito de Deus, mas a autoridade no


assunto é a Bíblia, que é o livro inspirado pelo próprio Deus que se revela
a seu povo.

A Bíblia não procura provar a existência de Deus. Esse fato é tomado


como indiscutível.

A palavra “Deus” não é nome. Refere-se a um título que usamos para


designar o Ser supremo, o Criador de todas as coisas. Os povos antigos
tinham muitos deuses, e possuíam muitos nomes que os identificavam. Ao
revelar-se ao seu povo escolhido, Deus revelou-se como ‘EU SOU’ (Ex
3:14). Em Isaias 42:8, encontramos a expressão “Eu sou o Senhor, este é
o meu nome”. A palavra em hebraico traduzida como Senhor é Jeová. O
nome de Deus é pessoal e sagrado. O terceiro mandamento diz: “Não
tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá
por inocente aquele que tomar o seu nome em vão” (Ex 20:7).

Deus é espírito e como ser espiritual, ele está livre de todas as limitações
do corpo. Ele é onisciente, onipresente e onipotente.

Deus é luz (I Jo 1:5) a palavra trevas significa ignorância, erro e pecado. A


palavra luz simboliza sabedoria e pureza. Deus é um ser perfeito e todo
poderoso.

Deus é amor (Rm 5:8: I Jo 4:10)

Deus não tem limitações. É eterno (Sl 90:2) Está em toda a parte (At
17:27-28). Sabe todas as coisas. Ele conhece o passado, o presente e o
futuro (Sl 139:4). Deus é todo poderoso (Sl 62:11)

Deus é pai. A paternidade de Deus se fundamenta na adoção de Jesus


Cristo (Jo 1:12)

Deus é justo (Sl 145:17).

A Bíblia ensina que Deus opera em três áreas:

- Na Criação: Deus criou o universo do nada (Gn 1:1-4

- No Domínio: Deus tem o domínio sobre todas as coisas. O que os


homens realizam, o fazem pelo poder que Deus lhes concede (Sl 145:13; I
Co 4:20; Rm 8:28; Fl 2:13).
- Na Salvação: Deus criou o homem sem pecado. Mas o homem escolheu
pecar e não obedecer a Palavra de Deus. Por incrível que pareça Deus
tomou a iniciativa para a redenção do homem, enviando seu único Filho
para morrer em nosso lugar. (Jo 3:16).

Ao ensino de que há um só Deus em três pessoas distintas, chama-se


Doutrina da Trindade. A palavra Trindade não se encontra na Bíblia. A
Unidade de que a Bíblia cita é ética e não numérica. Isso quer dizer que o
Pai, em sua natureza, é Deus, o mesmo acontece com o Filho e o Espírito
Santo. Existe um só Deus que se manifesta em três pessoas (Dt 6;4).

A Bíblia evidencia a respeito da unidade de Deus em três pessoas: 1) A


Bíblia ensina que Jesus e o Pai são um (Jo 14:9); 2) ensina que Jesus e o
Espírito Santo são um (Jo 14:16_17); 3) Ensina que Deus e o Espírito
Santo são um (At 5:3-4).

O Deus que se refere as Escrituras Sagradas é um Deus cuja naturez\a


requer adoração espiritual e sincera. Ele tudo sabe e tudo pode.

A melhor maneira de sermos gratos a Deus pelo seu amor é através da


entrega incondicional da nossa vida para o seu serviço.

9. JESUS CRISTO

Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, nasceu para nos salvar dos
nossos pecados. A Bíblia nos ensina que Jesus Cristo já existia antes de
seu nascimento (Jo 1;1). A existência de Cristo não teve inicio como a de
todos nós. O seu nascimento foi diferente. Ele já existia num passado
eterno. Antes da criação do mundo, Jesus estava com Deus (Jo 1:1-2; Cl
1:17). O próprio Jesus declarou que viveu antes de vir a este mundo (Jo
8:58; 17:5).

Jesus, o eterno Filho de deus, veio a terra assumindo a forma humana (Jo
1:14). Essa afirmação da Bíblia tem dois significados fundamentais:

- Jesus era verdadeiramente homem (Fl 2:6-7). Ele viveu como homem.
Ele cresceu, sentiu cansaço e teve fome (Lc 2:52; Jo 4:6; Mt 4:2). Mesmo
sendo homem, Jesus não pecou.; e

- Jesus era verdadeiramente Deus. Jesus não era apenas Filho do


Homem, mas também Filho de Deus (Jo 14:9; 10:30).

A morte do Senhor Jesus no Calvário tem sido chamada por muitos como
“o maior crime de todos os séculos”. Mas não podemos nos esquecer que
foi, também, a demonstração suprema do amor de Deus, tendo em vista a
nossa salvação (Rm 5:8).

- A morte de Jesus foi uma prova de amor. Ele não foi à cruz por ter sido
vencido por seus inimigos. Ele entregou a sua vida voluntariamente (Jo
11:17-18);

- A morte de Jesus foi em nosso lugar (II Co 5:21: Gl 3:13); e

- A morte de Jesus foi por todos os homens, e de uma vez por todas (Hb
9:26- 29; 10:12)

Após a sua morte na cruz do Calvário, Jesus foi sepultado no túmulo de


José. Mas hoje Ele não está morto. A morte não pôde segurar o Príncipe
da Vida. Ao terceiro dia, ressuscitou, e vive para todo o sempre (Rm 6:9).

A ressurreição de Cristo completou a obra redentora da cruz. Um Cristo


morto não teria poder para salvar ninguém. A ressurreição foi o sinal,
através do qual podemos ter a certeza de que Deus aceitou a missão
reconciliadora de Cristo na cruz (I Co 15:17).

A ressurreição de Cristo comprova que h´pa vida além da morte. O homem


tem procurado durante toda a sua história uma prova pálpavel sobre a
imortalidade. A resposta na Bíblia, se encontra em II Tm 1:9-10).

A ressurreição de Cristo é o penhor de nossa ressurreição (Fl 3:20-21; Ts


4:14-17).

Após a sua ressurreição Jesus esteve quarenta dias instruindo os seus


discípulos. Depois ascendeu visivelmente aos céus, para estar na
presença de Deus. Lá ele intercede por nós (Hb 7:24-25).

A Bíblia ensina que Jesus voltará visivelmente, um dia, a fim de levar os


seus (Jo 14:2-3; At 1:6-11).

O fato de Jesus estar nos céus, não quer dizer que está ausente do
mundo. Ele mesmo nos assegurou de sua presença em nossa vida (Mt
28:20)

10. O ESPÍRITO SANTO

Em todas as páginas da Bíblia encontramos Deus, presente, através do


Espírito Santo. Não poderia ser de outra maneira, pois as Escrituras
Sagradas foram produzidas por seu intermédio (Gn 1:1).
Mas quem é o Espírito Santo?

- É uma pessoa. Não é simplesmente uma influência ou poder em ação no


mundo. Como pessoa, desempenha as mesmas funções de um indivíduo.
Ele dá testemunho. Ele corrige, conforta, ensina, dirige, esforça-se e ajuda
(Rm 8:26; Ef 4:29-30).;

- É Deus (At 5:3). Possui as mesmas qualidades ou atributos de Deus: 1)


está presente em toda a parte (Sl 139:7); 2) tem conhecimento de todas as
coisas (I Co 2:10);3) é todo poderoso, nada lhe é impossível (I Co 12:11).

O Espírito Santo faz o trabalho de Deus. Ele convence o homem, do


pecado. Dá vida nova ao entrar no coração humano.

Nos dias do profeta Joel, Deus prometeu a vinda do Espírito Santo sobre
os seus filhos, visando a realização de uma obra especial no mundo.
Jesus Cristo reafirmou essa mesma promessa (Joel 2:28-29; Jo 14;26; At
1:4-5).

A dádiva do Espírito Santo significou para o homem uma unção ou


capacitação para realizar a obra de Deus. Essa capacitação é disponível a
todo aquele que crê em Jesus Cristo, e procura servi-lo. O Espírito santo
reveste o cristão do poder de Deus. Ser revestido desse poder é ser
batizado com e pelo Espírito Santo.

Sobre o cumprimento da promessa da vinda do Espírito Santo, a Bíblia


ensina o seguinte:

- O Espírito Santo desceu sobre os discípulos em uma ocasião especial (At


2:1-4);

- O Espírito Santo permanece no coração e na vida dos crentes (Jo


14:16).

A atuação do Espírito Santo transforma o individuo. Os discípulos foram


dinamizados com o poder do Espírito Santo, tornando-se ousados na
proclamação e no testemunho de Jesus Cristo (At 2:4-6). O resultado fez-
se sentir imediatamente no arrependimento do povo dos sesu pecados (At
2:37), e na conversão ao Senhor Jesus Cristo (At 2:41).

Em relação a obra do Espírito Santo em nossa vida:

- Ele convence do pecado (Jo 16:8);Ele revela a natureza do pecado e seu


castigo, e leva o homem a reconhecer que é culpado diante de Deus. Guia
o pecador a Ter fé em Jesus, como Salvador;
- Ele auxilia o crente a crescer em poder, e a andar nos caminhos do
Senhor. O Espírito Santo ajuda o crente a ser santo. Esse crescimento só
acontece quando lhe obedecemos, fazendo o que ele nos manda (Jo
14:26)

- O Espírito Santo é o grande consolador, quando estamos tristes (Jo


14:16).

- Ele revela a verdade à consciência e ao coração do indivíduo (Jo 14:17;


16:13);

- O Espírito Santo testifica que o crente é filho de Deus.

Em relação a obra do Espírito Santo na Igreja:

- Ele faz crescer as igrejas (At 9:31);

- Ele dirige a igreja conforme se verifica em Atos 132;2;

- Concedfe dons espirituais aos cristãos, visando o crescimento do Reino


de Deus (I Co 12:8-11);

- Constitui pastores sobre as igrejas, vocacionando-os e dando-lhes


capacidade (At 20:28)

Em relação a obra do Espírito Santo no mundo:

- O Espírito Santo veio ao mundo para convencer do pecado (Jo 16:9);

- O Espírito Santo convence o mundo da justiça (Jo 16:10)

- O Espírito Santo convence do juízo vindouro de Deus (Jo 16:11).

Em Galátas 5:22-23, temos uma lista de características que nos permite


identificar a presença do Espírito Santo na vida do indivíduo, são
chamados de o fruto do Espírito:

- O primeiro resultado da presença do Espírito Santo no indivíduo é


sentido através do que se manifesta em seu interior: amor, gozo e paz.

- O segundo resultado manifesta-se na vida exterior: longanimidade,


benignidade e bondade. Longanimidade significa serena resignação, em
face de injustiças. É a capacidade de suportar maus tratos, sem procurar
vingança. É contender com pessoas exaltadas, sem contudo se irritar, é
manter a calma no meio de injúrias e calúnias.
- O terceiro resultado do Espírito Santo manifesta-se no íntimno
relacionamento da pessoa consigo própria: fidelidade, humildade,
mansidão ou domínio próprio. Fidelidade significa a probidade, lealdade
para com os homens e para com Deus. Humildade não quew dizer
fraqueza. Jesus era humilde, mas não era um fraco. Por último, temos o
domínio próprio. É tarefa difícil.

O único poder que na terra, pode dar ao homem vitória sobre essas coisas
é o Espírito Santo.

O crente deve ter as seguintes atitudes para com o Espírito Santo:

- O crente deve buscar a plenitude do Espírito Santo (Ef 5:18-21);

- Não apagar a influência do Espírito Santo (I Ts 5:19; Rm 8:10-11);

- Evitar entristecer Espírito Santo (Ef 4:30);

- Não resistir a sua voz At 7:51)

11. A ESPERANÇA CRISTÃ

Esperança é a palavra mais adequada para descrever a realidade da


transformação operada por Cristo no coração do homem. Interpreta
perfeitamente a atmosfera da nova vida em Cristo.

O fundamento da esperança cristã repousa sobre o próprio caráter de


Deus (Sl 119:89-91, 160). A Palavra de deus é verdade. Por essa razão,
Deus não pode mentir. Seria contradizer sua natureza e seu caráter. As
promessas de deus se têm cumprido na história e em nossa experiência.,
e continuarão a se cumprir no futuro (Hb 10:19-23).

A clareza de que Cristo voltará um dia, para levar os seus escolhidos,


permite a nós, os crentes, olhar para o futuro com esperança.

Deus nos deu uma garantia, o Espírito Santo, como sinal de que as suas
promessas serão cumpridas (Ef 1:13-14).

O crente sabe que esta vida aqui não é permanente. Consequentemente,


é incentivado a colocar a sua esperança em algo sólido e eterno (Cl 1:5;
Hb 13:14).

O fator mais característico da vida cristã é a vida eterna, em contaste com


a morte e separação de Deus. Isso permite ao crente considerar a morte
de outro ponto de vista. A morte para quem confia em Jesus Cristo torna-
se um “sono” em que o indivíduo fecha os olhos neste mundo para abri-los
na eternidade, e contemplar a pr4esença de Deus (Mc 54:39;Jo 11:11; At
7:60).

A morte espiritual é considerada como penalidade do pecado para o


descrente (Rm, 6:23). O crente tem a segurança que lhe dá Jesus Cristo,
que venceu a morte com sua própria morte e ressurreição. Jesus derrotou
o poder do pecado (I Co 15:55).

O Evangelho é chamado de boas novas, porque Jesus Cristo aboliu a


morte e trouxe a vida e a imortalidade à luz (II Tm 1:10).

A esperança cristã é uma consequência da certeza da vida eterna. Jesus


veio dar-nos vida (Jo 10:10).

A Bíblia cita uma época em que Jesus voltará, e dará completa realização
à esperança dos salvos. O dia e a hora ninguém sabe. Mas sabemos isso.
Jesus voltará. A própria Palavra de Deus nos assegura esse evento (At
1:10-11).

A Bíblia cita uma ressurreição final dos mortos (Dn 12:2; At 24:15;Jo 5:28-
29).

O fato de Cristo haver ressurgido dentre os mortos é tomado como


afirmação de nossa futura ressurreição (I Co 15). A ressurreição de Cristo
é o fato essencial sobre o que se fundamenta a esperança do crente com
relação à sua própria ressurreição (I Pe 1:3). A Bíblia ensina que o corpo
ressurreto terá uma natureza diferente (I Co 15:50), adequada parfa
desfrutar a realidade da nova vida (Ap 21:3-7).

A Bíblia também ensina sobre a existência de um julgamento final (Rm


2:16; At 17:31;Mt 25:31-46). O último julgamento será a afirmação final da
justiça de Deus sobre os homens. Para o crente, o último julgamento
constitui-se num motivo a mais para fortalecer a sua esperança, enquanto
sofre injustiças e perseguições, como discípulo de Jesus Cristo neste
mundo (Hb 10:32-39; Tt 2:13).