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HANSENÍASE

Profª. Juliana Paula Ribeiro Freire


CONHECIDA COMO....

◼ Lepra
◼ Morféia
◼ Mal de Lázaro
◼ Mal da pele
◼ Mal do sangue
HISTÓRIA

◼ Egito – 3000 anos


◼ Bíblia
◼ Idade média – Sinos
◼ Brasil – leprosário (Pirapitingui)
◼ Lei compulsória revogada (1962)
EPIDEMIOLOGIA
(ESPÉCIES)

◼ Homem
◼ Macacos
◼ Coelhos
◼ Ratos
◼ Tatu (reservatório)
EPIDEMIOLOGIA (PAÍSES)

◼ Brasil
◼ Madagascar
◼ Moçambique
◼ Tanzânia
◼ Nepal

Estes países representam 90% dos


casos
DEFINIÇÃO

Doença infecciosa, de evolução


crônica causada pelo
Mycobacterium leprae,
microorganismo que acomete
principalmente a pele e os nervos
das extremidades do corpo.
TRANSMISSÃO

◼ Ocorre de indivíduo para indivíduo, por


germes eliminados por gotículas da fala e que
são inalados por outras pessoas penetrando o
organismo pela mucosa do nariz.
◼ Outra possibilidade é o contato direto com a
pele através de feridas de doentes.

É necessário um contato íntimo e prolongado


para a contaminação
CONTÁGIO

◼ A maioria da população adulta é


resistente à hanseníase, sendo as
crianças mais susceptíveis.

O período de incubação varia de 2 a


7 anos.
FATORES
PREDISPONENTES

◼ Baixo nível sócio-econômico

◼ Desnutrição

◼ Superpopulação doméstica
O ATAQUE

O bacilo de Hansen pode atingir vários


nervos, freqüentemente atinge o dos
braços e das pernas. Com o avanço da
doença, os nervos ficam danificados e
podem impedir o movimentos dos
membros, como fechar mãos e andar.
SINTOMAS

◼ Aparecimento de caroços ou
inchaços no rosto, orelha, cotovelo e
mãos
◼ Entupimento constante do nariz,
seguido de sangramento e/ou
feridas
SINTOMAS

◼ Manchas hipocrômicas
◼ Alterações de sensibilidade
◼ Anidrose ou hipohidrose
◼ Queda de pelos
◼ Facies leonina
◼ Fraqueza muscular
Perda sensitiva
DIAGNÓSTICO

◼ Aplicação de testes de sensibilidade


◼ Teste de força motora
◼ Palpação dos nervos dos braços,
pernas e olhos.
◼ Exames laboratoriais (biópsia)
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
◼ Hanseníase indeterminada: forma
inicial, evolui espontaneamente para
a cura na maioria dos casos e para
as outras formas da doença em
cerca de 25%
Geralmente, encontra-se apenas
uma lesão, de cor mais clara que a
pele normal, com diminuição da
sensibilidade. Mais comum em
crianças.
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS

◼ Hanseníase tuberculóide: forma mais


benigna e localizada, ocorre em
pessoas com alta resistência ao
bacilo. As lesões são poucas, de
limites bem definidos e com ausência
de sensibilidade (dormência).
Ocorrem alterações nos nervos
próximos à lesão, podendo causar dor,
fraqueza e atrofia muscular.
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS

◼ Hanseníase borderline (ou dimorfa):


forma intermediária, é resultado de
uma imunidade também intermediária.
O número de lesões é maior,
formando manchas que podem atingir
grandes áreas da pele, envolvendo
partes da pele sadia. O acometimento
dos nervos é mais extenso.
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS

◼ Hanseníase virchowiana: nestes casos a


imunidade é nula e o bacilo se multiplica
muito, levando a um quadro mais grave, com
anestesia dos pés e mãos favorecendo os
traumatismos e feridas que podem causar
deformidades, atrofia muscular, inchaço
das pernas e surgimento de lesões
elevadas na pele (nódulos). Órgãos internos
também são acometidos pela doença.
TRATAMENTO

◼ Se for do tipo paucibacilar o


tratamento é mais rápido. É dada
uma dose mensal de remédios
durante seis meses. Além da
ingestão de um comprimido diário;
◼ Se for do tipo multibacilar o
tratamento é mais longo. São 12
doses do medicamento, uma por
mês. Além de outros remédios
diários durante os dois anos.
TRATAMENTO

◼ Antibióticos (dapsona, rifampicina,


clofazimina)

◼ Próteses

◼ Talidomida
“A força não provém da capacidade física e
sim de uma vontade indomável.”
(Mahatma Gandhi)