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Introdução

C
omo a maioria dos indivíduos de descendência mágica agora sabe,
a história conhecida como James Potter e a Travessia dos Titãs se
tornou bastante difundida pelo recurso eletrônico trouxa chamado
internet. Tendo sido testemunha ocular para os eventos os quais levaram a
necessidade desta ‘história’, a mim, Teodoro Hirschall Jackson, foi
estipulado a fornecer uma análise final do fenômeno, e uma explicação do
por que do lançamento de tal história ter sido solicitado.

(Veio ao meu conhecimento que James Potter e a Travessia dos Titãs,


atualmente, ainda está sendo lido por alguns membros da comunidade
mágica. Nesse caso, esteja ciente de que as considerações seguintes
contêm o que devo chamar – pela falta de uma palavra melhor –
“spoilers”. )
Durante um ano inteiro reunidos na Escola de Bruxaria de Hogwarts,
meus associados e eu fomos ignorantes em uma conspiração
cuidadosamente trabalhada de pretextos, cujo objetivo era destruir a Lei
Internacional de Sigilo da Magia. Como foi revelado, isso foi uma
tentativa impulsionar os mundos trouxa e bruxo em um conflito, e para
finalmente organizar uma guerra total. Esse plano foi frustrado e os
criminosos foram levados à justiça, graças a uma incomum série de
intervenções e coincidências favoráveis.

Contudo, uma inevitável circunstância dessa conspiração, foi a


introdução de um repórter trouxa nos terrenos de Hogwarts, ao que foi
testemunha de muitas façanhas mágicas. Esse indivíduo possuía uma
constituição mental tão persistente que a desmemorização completa foi
considerada impossível a menos que sua mente inteira fosse
completamente apagada. Graças ao engenhoso raciocínio do recente
Diretor de Segurança e Contra-Inteligência Trouxa de Hogwarts,
Denniston Gilles Dolohov, um plano foi posto em prática para preservar
tanto a sanidade do repórter trouxa quanto a segurança do mundo
mágico.

Durante um regime de cuidadosas modificações de memória, o


repórter foi convencido de que imaginara propositalmente todas suas
recordações em relação ao mundo mágico, com a intenção de escrever
uma fantástica história de “fantasia”. Com a cooperação de ambas as
administrações de magia européia e americana, uma versão transformada
em ficção dos eventos do ano foi inculcada no interior da mente do
repórter. Agora o repórter crê que criou o romance inteiro em sua
imaginação, e, subseqüentemente, escreveu uma história para consumo
do público trouxa como uma novela ficcional.
Felizmente, a história recebera um tanto menos de atenção do que
deveria, parcialmente por que foi considerada “um anexo aos direitos
autorais” referente à série anterior de livros mágicos escrita sob o
pseudônimo de “J. K. Rowling”. Contudo, não obstante, James Potter e a
Travessia dos Titãs, foi lido por mais de uma milhão de trouxas (sem
mencionar mais do que alguns membros da comunidade mágica). No
entanto, isso não é considerado uma ameaça ao mundo mágico, assim
como o fato de que, felizmente, o repórter (o qual escreve sob o nome de
‘G. Norman Lippert’) não é um escritor tão bom.

Abaixo, segue-se uma curta dissertação sobre muitas das novas políticas
da magia e outrora poucos conhecidos detalhes mágicos da Tecnomancia
que foi apresentada, com pouca precisão, no livro do Sr. Lippert.
1. Transferência de Estudantes

A
s políticas relativas à aceitação de estudantes de origem
internacional variam, de certa forma, de país para país e de região
para região, todavia, a política em vigor na Escola de Magia e
Bruxaria de Hogwarts representa um padrão de aceitação geral.

Hogwarts aceita estudantes baseando-se na seguinte lista de critérios:


habilidade mágica, razão para transferência, e duração de curso.
Qualquer bruxo, sem levar em consideração sua origem federal, que vive
na Europa durante o tempo em que completa onze anos de idade será
registrado pelo Departamento de Recenseamento do Ministério da
Magia, dessa forma assegurando sua veracidade como um bruxo genuíno.
Então, estudantes ditos estrangeiros podem solicitar transferência para
Hogwarts baseando-se simplesmente na questão de sua residência na
Europa no começo de sua carreira escolar. Se, por exemplo, um parente
americano trabalha na Europa por um ano ou mais, eles podem
determinar que seria melhor para suas crianças freqüentar a escola de
bruxaria européia durante esse tempo, ao invés de enviá-los de volta aos
Estados Unidos para freqüentar uma escola americana equivalente, já que
isso dificultaria a comunicação e visitas. Provavelmente, isso seria a razão
satisfatória mais aceita para uma admissão em Hogwarts, já que a duração
da dita carreira educacional do estudante corresponderia ao requisito
mínimo de um ano letivo.

Casualmente, qualquer estudante transferido que complete dois anos


consecutivos de sua carreira em Hogwarts pode requerer terminar sua
educação ali, apesar das razões iniciais da transferência do estudante.
Efetivamente, qualquer estudante estrangeiro que completa seu primeiro
e segundo ano em Hogwarts, mesmo se seus pais retornarem à sua nação
de origem, pode solicitar sua permanência por cinco anos, assumindo o
consentimento dos pais.
2. Corpo Docente Visitante

A
Escola de Bruxaria Americana, Alma Aleron, possui, de certa
forma, uma população estudantil maior devido ao fato de que
funciona como uma universidade de ensino superior, uma escola
de pós-graduação assim como um estabelecimento de educação primária.
O resultado é que possui igualmente uma população maior de
professores. Ocasionalmente, isso dá ao corpo docente a liberdade de
ter férias estendidas. As causas para férias podem incluir viagens
educacionais, contratos de período letivo limitado de ensino em outras
escolas, expedições cientificas ou históricas, ou, como um recente caso
bastante conhecido, presença em encontros com lideranças mágicas no
exterior.

O corpo docente de Alma Aleron desfruta de uma incomum liberdade


a tal ponto que seu diretor viajante, Benjamin Amadeus Franklyn, pode
encontrar-se diariamente com sua equipe por meio de sua singular
Garagem Trans-Dimensional. Isso permite que ele continue a
administrar a escola durante qualquer viagem prolongada.
É costumeiro para o corpo docente levar consigo um contingente de
alunos quando visita outra escola durante um período de tempo.
Enquanto estão presentes na escola de destino, tais estudantes funcionam
como assistentes, pesquisadores, secretários e variados apoios durante a
visita.

Menos comum mas não desconhecido, como no caso da cúpula de


Alma Aleron no ano anterior, uma delegação do governo de bruxaria
local, juntamente com seus guardas e apoio, podem acompanhar o corpo
docente em qualquer visita internacional. Estes indivíduos, após viajarem
com a delegação e passear pelos territórios da escola-destino,
freqüentemente dirigem-se aos aposentos oficiais do governo para a
duração de sua estadia.
3. Benjamin Amadeus Franklyn

C
onhecido mundialmente como uma das figuras mais brilhantes da
Revolução Americana, Benjamin Franklyn tem sido reitor de
Alma Aleron, a Universidade e Escola de Magia e Bruxaria
Americana, por cento e doze anos. Apesar de a Franklyn ser atribuída a
essência do conceito da democracia americana, e certamente serviu de
instrumento nas fundações políticas e diplomacias da jovem nação,
Franklyn, sendo um bruxo, escolheu evitar altas funções políticas.

Seu talento inventivo e interesse em maquinaria fez dele uma lenda


entre seus compatriotas trouxas, enquanto sua capacidade mágica
permitiu a ele ultrapassar os limites da entendida tecnologia para além do
que o estrito pensamento não mágico poderia prover. A idade de
Franklyn (mais ou menos em torno de trezentos anos) é notável, mas não
desconhecida por entre bruxos poderosos com desejo de longevidade.
Franklyn utiliza uma variedade formulada própria de métodos para
prolongar sua vida, dos quais apenas um tornou conhecido para o mundo
bruxo. Dentre eles está uma diária dose de luz solar e estelar, o qual se
faz utilizando um complicado aparelho de espelhos e lentes enfeitiçadas.
Alguns argumentam que esse sistema é simplesmente uma falcatrua
complicada, inventada para esconder os mais questionáveis métodos da
longevidade de Franklyn. Isso sem levar em consideração que a
fascinação de Franklyn pelas estrelas e o fenômeno atmosférico é
inegável.

A identidade de Franklyn como um bruxo, apesar de conhecido por


notáveis pais fundadores da república dos Estados Unidos como John
Adams e Thomas Jefferson, foi um segredo cuidadosamente guardado
pela população americana. Isso foi visto como uma necessidade,
considerando a historia de intolerância mágica entre os puritanos, os
quais lideravam caças a bruxas famosas das colônias orientais. Como
resultado, Franklyn propositalmente escolheu uma versão trouxa de seu
nome, abandonando o Amadeus e alterando a grafia de seu ultimo nome
para “Franklin”. Utilizando-se desses meios, Franklyn tornou-se capaz de
diferenciar entre correspondências de seus associados mágicos e trouxas.

No momento atual, Franklyn retirou-se há muito tempo atrás da vida


política pública, já que não haveria explicação trouxa para sua
longevidade. Além disso, presidentes americanos, sob juramento, estão
informados da existência da comunidade mágica americana pelo próprio
Franklyn, já que este considerava a si próprio o melhor representante e,
sem dúvida, prova que a supracitada comunidade existe.
4. Transfiguração de Comida e Massas

S
egundo a Lei Básica da Transfiguração de Gamp, comida nutritiva
não pode gerada por matéria não-nutritiva. Por exemplo, uma
pedra não pode ser transfigurada em um tipo de comida que seria
sustentável para um bruxo faminto. Contudo, isso não quer dizer que
uma pedra não possa ser transfigurada, por um bruxo habilidoso, em algo
que pareça ou talvez ainda tenha gosto de comida; isso meramente quer
dizer que a comida transfigurada de uma pedra seria, precisamente, tão
nutritiva quanto uma pedra. De fato, muitos truques foram realizados por
meio da transfiguração de objetos em matéria que pareça comestível. De
acordo com a lenda, o Rei Kreagle, primeiro rei do mundo bruxo, foi
morto por falta de alimentação quando a esposa de seu irmão,
responsável pelas cozinhas do rei, transfigurou todas as refeições do rei
em porcaria. Em outros exemplos históricos, poções, ou até mesmo
cobras e aranhas venenosas, foram transfiguradas em itens alimentícios e
utilizadas para propósitos homicidas.

Na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, a Diretora McGonagall é


conhecida por transfigurar matéria de mínimo valor nutricional em itens
alimentícios para propósitos ilustrativos. Trata-se de um exemplo bastante
inofensivo, embora seja amplamente conhecido que tais transfigurações
são extremamente difíceis. Como ela mesma assinalou, “Transfigurar um
livro em um sanduíche é uma coisa. Fazer o sanduíche não ter gosto de
livro é outra bastante diferente.”

Um dos maiores mistérios da transfiguração é a transformação de


massas. A transfiguração de um objeto em outro de tamanho ou
densidade semelhante é apenas o primeiro nível dessa arte. A habilidade
de transfigurar um objeto pequeno e leve em um objeto volumoso e
pesado requer uma habilidade especial chamada de “transferência de
massas”. Essa habilidade secundária permite que o bruxo “tome
emprestada” a massa de locais cuidadosamente escolhidos, tais como
desertos, subterrâneos profundos, ou inclusive, corpos de distância
planetária. Uma vez que a magia padrão não pode simplesmente criar
matéria, a transfiguração requer que um aumento na massa deve ser
obtido da massa de outro local, assim adicionando à massa do objeto
original. Então, a transferência de massas subtrai a matéria necessária de
outra localidade, transferindo-a fisicamente e, ao mesmo tempo,
transfigurando-a. Tem-se conhecimento de que a transferência negligente
de massas contribui para o enfraquecimento de estruturas trouxas,
freqüentemente responsabilizadas (felizmente) por cupins, ferrugem ou
“falha de estrutura”. Tal fato levou a restrições extremamente cautelosas
sobre esse tipo de transfiguração, embora pequenos montantes do
Ministério concedam alguma exceção.
5. Fisio-Aparição Remota

D
efinida como a habilidade de projetar uma manifestação distinta
de alguém estando em outro lugar, a Fisio-Aparição Remota
(FAR) é, antes de mais nada, a especialização de praticantes da
magia indiana e africana. O Ministério da Magia Européia oficialmente
qualifica essa habilidade como um método de comunicação, ao invés de
transportação, já que o bruxo praticante não viaja fisicamente para lugar
algum. A FAR é considerada por muitos uma forma de Magia Negra.
Apesar disso, não foi banida pelo Ministério da Magia, provavelmente
porque é praticada por tão poucos bruxos sob a jurisdição do Ministério.

A FAR diferencia-se da Aparatação principalmente pelo fato de que o


bruxo praticante envia apenas seu espírito para uma localidade diferente,
estendido para fora de seu corpo por uma espécie de corrente mágica
conhecida como “cordão prateado”. A manifestação física do espírito é
efetuada por meio do empréstimo da matéria da localidade hospedeira e
transformando-a em uma espécie de fantoche que o espírito possa
controlar. Tais formas físicas podem ser criadas para parecer meramente
uma versão do corpo verdadeiro do bruxo praticante, ou praticamente
outra coisa, do prosaico ao monstruoso. Isso porque a matéria crua que
forma o corpo-fantoche é extraída diretamente da área na qual o bruxo
projeta seu espírito. No senso tradicional, não se pode dizer que ocorre
Aparatação. Estranhamente, alguns bruxos que são bastante hábeis em
FAR têm mostrado a habilidade de restaurar a matéria dentro das
localidades nas quais se projetaram, embora tal prática tenha sido
raramente observada e muito pouco conhecida com respeito ao processo
envolvido.

Historicamente, bruxos praticantes de FAR foram freqüentemente


utilizados como espiões, levando a proibição de tal atividade pela
comunidade mágica internacional em 1945. Comumente se acredita que
os mitos egípcios com cabeça de chacal e falcão são baseados em práticas
de antigos bruxos que, utilizando-se da Fisio-Aparição Remota, poderiam
escolher aparecer nessas formas para infundir o medo e a lealdade.

Um conhecido e amplo mal-entendido a respeito dos bruxos


praticantes da FAR que usam sua arte para parecerem formas
monstruosas é que a recusa a acreditar neles faz deles impotentes. De
fato, um indivíduo remotamente aparatado que utiliza um corpo formado
de matéria local pura é mais perigoso do que qualquer monstro vivente
real, já que o corpo-fantoche não pode sentir dor nem ser ferido, e o
bruxo projetante está bastante seguro longe do confronto real.
6. Campos Ressonantes Mórficos

A
maioria dos bruxos possui a habilidade de alterar a aparência de
pequenas áreas geográficas, embora isso conte freqüentemente
com técnicas de enganar-os-olhos, como o feitiço visum-ineptio,
ao invés de transformação física real. Utilizando-se dessas habilidades, a
maioria dos indivíduos mágicos pode fazer com que um objeto pareça
mais recente do que é na verdade, ou tenha uma cor diferente. Tais
técnicas também podem ser utilizadas para esconder objetos, ou até
mesmo pessoas, fazendo-os parecer outra coisa.

A magia que cria fisicamente um novo ambiente onde nada existia


anteriormente, ou existia de uma maneira muito diferente, requer um
ramo da transfiguração extremamente difícil e poderoso conhecido como
Campos Ressonantes Mórficos, ou CRMs.
Um CRM pode, na teoria, ser criado muito rapidamente, embora o
resultado possa ser bastante intenso. Em essência, o campo simplesmente
desmonta a matéria atômica de uma dada área e os reorganiza em uma
nova estrutura, como ditada pelo bruxo. O perigo residente em tal
processo (e a razão é, nesse momento, puramente teórica) é que a CRM
funciona em toda a matéria da dada área. Posto que, na maioria dos
casos, o bruxo lançador do feitiço deve estar nos arredores do CRM,
deve-se presumir que ele, infelizmente, estará sujeito à área. O resultado
é que o bruxo produtor do CRM descobrirá, para seu grande infortúnio,
que destruiu e refez o local.

Os CRMs, no entanto, podem ser efetuados utilizando-se de meios


mais lentos e seguros. Geralmente, isso é feito através do crescimento
bastante literal do ambiente desejado proveniente da essência do
ambiente original. Isso pode durar semanas ou meses, dependendo da
complexidade do ambiente desejado e a vitalidade da matéria existente.

No caso de uma transformação gradual de CRM, haverá um período


de tempo quando o ambiente estará parcialmente com sua velha parte e
parcialmente com sua nova parte, com extensões variantes. Geralmente,
o ambiente é mantido oculto ou ilocalizável durante esse período, muitas
vezes utilizando feitiços variáveis circunstanciais (fechaduras homunculus,
por exemplo) para encobri-lo a qualquer hora a não ser aquele definido
pelo bruxo lançador do feitiço. Por exemplo, uma área CRM em fluxo
mórfico pode estar fora de vista a qualquer hora exceto às duas e meia de
uma quinta-feira, ou quando confrontada com a cor roxa, ou sob o dizer
de certa palavra ou frase.

Em casos de objetos mágicos muito poderosos, os CRMs são


conhecidos por serem embutidos na própria natureza de tais objetos,
recriando certos ambientes por todo o local onde o objeto mágico é
deixado ainda que por bastante tempo. Por exemplo, a estimada máscara
do rei nórdico bruxo Dagbjarti foi afixada de forma legendária com um
CRM o qual ocasionou uma guerra naval de defesa nórdica para cercá-la
não importando onde descansasse por mais que um dia.

Leitores astutos reconhecerão que a Fortaleza da Gruta é, de fato, um


induzido ambiente de CRM embutido no interior da madeira do
legendário Trono de Merlino (o qual está agora, mais uma vez,
seguramente trancado dentro do Departamento de Mistérios do
Ministério Europeu).
7. Regulamento para Vôo de Menores

A
té recentemente, o controle de vôo de menores em vassouras era
deixado aos cuidados dos pais e guardiães. A um bruxo menor de
idade era permitido praticar vôo em vassoura, jogar quadribol, ou
até mesmo fazer pequenas viagens, presumindo que sua segurança fosse
razoavelmente assegurada e que não houvesse chance de ser observado
por qualquer pessoa não-mágica. Após vários incidentes de vôo
negligente, contudo, incluindo o recente e infame fiasco do jogo de
quadribol em Trafalgar Square, o Ministério da Magia, assim como
muitas outras organizações governamentais mágicas, agiram para
oficialmente regular a prática de vôo por menores.

Tomando uma página das leis trouxas concernente à operação de


automóveis, o Ministério da Magia desenvolveu um sistema de educação
e licença para regulamentar a preparação de bruxos para o vôo em
vassoura. Oficialmente, nenhum bruxo está permitido a voar em um a
vassoura antes dos onze anos de idade. Bruxos com onze anos de idade
passarão a ter lições de vôo com um instrutor registrado. Geralmente, tais
aulas estão incluídas no currículo escolar de um primeiranista, mas lições
particulares também podem ser arranjadas no momento em que for
necessário. Aos onze anos, os bruxos podem voar na companhia de, ou
sob a supervisão de um bruxo qualificado. Uma vez completadas com
êxito as aulas de vôo, o bruxo será registrado automaticamente pelo
Ministério como um voador qualificado, e permanecerá assim até que
julgado por vôo inapropriado, vôo negligente, ou se o indivíduo se tornar
fisicamente incapaz de voar com segurança.

A despeito do quase unânime parágrafo da Norma de


Desenvolvimento do Pré-vôo de Bruxos Menores (NDPBM), a lei tem se
comprovado bastante impopular e difícil de se impor. Tipicamente, ao
Ministério somente foram dirigidos as violações mais perigosas e
flagrantes da lei contra o vôo de menores.
8. Feijões Balísticos Peruanos

C
ultivados na região montanhosa ilocalizável de Mururaju, os
feijões balísticos peruanos são famosos por suas pequenas cargas
explosivas. Apesar do nome militarista, a natureza explosiva dos
feijões balísticos está longe demais para ser utilizada em qualquer forma
de operação militar. A explosão de um único feijão balístico é
aproximadamente quase tão poderosa quanto um único fogo de artifício
trouxa (.4 unidades de força explosiva), mas, com uma substância
química em lugar uma fonte de pólvora, o feijão explosivo não cria calor
como um subproduto.

Feijões balísticos um núcleo de duas câmaras separadas por uma fina


membrana. A polpa de cada câmara contém uma diferente infusão
química, as quais são individualmente inertes mas reagem violentamente
quando misturadas. Quando o feijão balístico é comprimido ou
pressionado, a membrana de separação das câmaras se rompe, fazendo
com que as substâncias químicas reajam, demolindo o feijão. Desde que
o material genético completo do feijão balístico esteja presente em ambas
as câmaras, o feijão explosivo funciona como um mecanismo de
replantação único.

A natureza mágica do feijão balístico reside nas substâncias químicas


explosivas introduzidas em suas câmaras. Se extraídas cautelosamente das
câmaras individuais sem qualquer rompimento da membrana interna,
cada substância química serve para uma ampla variedade de aplicações
mágicas, de soluções de limpeza de varinhas a crescimento de cabelo ou,
inclusive, de matéria inanimada.

Curiosamente, experimentos militares envolvendo a extração de


grandes quantidades de substâncias químicas de feijões balísticos para a
criação de uma bomba balística de feijão se provaram malsucedidos. A
análise final mostra que as substâncias químicas apenas reagem de forma
explosiva dentro do ambiente abafado do feijão natural. A tão chamada
“bomba superfeijão” foi um fracasso ignóbil, nunca explodindo em
experimentos práticos. As substâncias externamente misturadas não
reagiram externamente, ao invés disso, foram descobertas para a
produção de um tempero aromático e delicioso. O tempero, utilizado
como um condimento na cultura mágica peruana, é conhecido como “el
salsa grenado”.
9. A Torre Sylvven

A
história do mundo mágico durante a Idade Média acompanhou
um crescimento acentuado nas pequenas nações, reinos e
tiranias, preenchendo o vácuo deixado pela ausência de um
corpo governante legítimo e de grande escala. A estrutura dominante
desses reinos variava consideravelmente, de terras caridosas de nobres
feudais a reinos tirânicos de terror. Obviamente, isso levou a conflitos
constantes; estendendo-se no âmbito de duelos entre soberanos a guerras
totais, geralmente dirigidas por plebeus. Tais guerras foram, com
freqüência pelo propósito e geralmente pela necessidade, extremamente
mágicas em sua natureza, com poderosos bruxos generais adentrando o
motim com seus feitiços mais potentes e mortíferos no gatilho. O
resultado final foi enormes faixas de terra tão manchadas pela poderosa
magia negra que se tornaram inapropriadas para a ocupação humana e
foram, de fato, freqüentemente povoadas por monstruosidades e
horrores. Algumas dessas áreas permanecem afetadas até hoje e, nos
piores casos, passam a ser ilocalizáveis com o intento de segurança. Uma
das mais famosas zonas de quarentena é a floresta próxima da Escola de
Magia e Bruxaria de Hogwarts, a qual continua até hoje servindo de
habitação para muitas criaturas misteriosas e às vezes assustadoras.

Numa tentativa de reduzir a devastação da paisagem pelo combate


mágico, muitos reinos antigos adotaram o hábito de negociações
tipicamente hostis. A qualquer soberano, durante o desenrolar de uma
batalha, era concedida a opção de convocar uma reunião com o soberano
oposto. Esta reunião e passaria em uma região neutra, protegida por
contaminação mágica. Ali, os soberanos negociariam um com o outro ou
duelariam, dessa forma finalizando o conflito.

Para esse intento, os castelos foram equipados com uma torre


extremamente alta, conhecida como Torre Sylvven, com ápice plano e
equipado com dez assentos feitos de pedra. Em dois assentos, postos um
oposto ao outro ao centro, ficavam os soberanos. Nos outros oito, quatro
de cada lado, ficava o conselho de cada soberano. O conselho serviria
como mentores durante o decorrer da reunião e testemunhas casos seu
soberano fosse derrotado. Costumeiramente, a Torre Sylvven era para
ser a estrutura mais alta de qualquer castelo. Isso serviria para dois
propósitos. Primeiramente, acreditava-se que a altura protegia a área
circundante de qualquer contaminação mágica possível. Segundo, já que
entendia-se que ninguém poderia convocar ajuda dos céus, as reuniões
eram promovidas em uma altitude considerada essencialmente uma
região neutra.

Quando um soberano desejava concluir a batalha por meio de uma


negociação tipicamente hostil, ele ou ela lançaria sua voz para que todos
na batalha ouvissem, gritando, “Eu declaro uma reunião no ápice”. A
batalha cessaria instantaneamente até que os arranjos pudessem ser feitos
e a reunião fosse encerrada. Com bastante freqüência, soldados de
batalha de ambos os lados acampariam juntos durante o decorrer da
reunião, cientes de que, de um jeito ou de outro, o combate estava acima
deles. Uma nota histórica: esta prática é a origem do costume moderno
referente a uma reunião entre líderes do mundo conhecida como
“cúpula”.

Tradução e Revisão:
Revisão: Josh Baconi – Armada Tradutora