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17 Fevereiro 2006 Hospital São João Serviço de Urologia

POSICIONAMENTOS

“São as posturas em que se coloca o utente, quando este não tem capacidade
para mudar de decúbito sozinho e/ou quando a situação clínica não permite.”
(Paulino, 1998)

17 Fevereiro 2006 Hospital São João Serviço de Urologia


OBJECTIVOS

Estimular a circulação, respiração, eliminação e exercício

Facilitar a mobilidade de secreções brônquicas

Manter a amplitude articular

Manter a integridade cutânea

Prevenir atrofias musculares

Proporcionar conforto e bem-estar

Alternar o campo visual

Favorecer a independência

17 Fevereiro 2006 Hospital São João Serviço de Urologia


ORIENTAÇÕES PARA A EXECUÇÃO

O posicionamento é efectuado pelo enfermeiro de acordo com a situação


clínica da pessoa e com o programa estabelecido

Explicar o procedimento ao doente e incentivá-lo ao auto-cuidado

Recomenda-se posicionamentos até 3/3 horas e sempre que o doente


necessitar e o seu estado clínico o permita

A pessoa deve ficar confortável e deve-se respeitar o alinhamento corporal e as


amplitudes articulares em todas as posições

17 Fevereiro 2006 Hospital São João Serviço de Urologia


ORIENTAÇÕES PARA A EXECUÇÃO

Inspeccionar cuidadosamente a pele em todos os pontos de apoio, possíveis


de formar áreas de pressão em cada decúbito

A alternância de posicionamento é o principal mecanismo de prevenção


da úlcera de pressão

Avaliar o estado de consciência e o grau de mobilidade do doente

Manter boas condições de higiene do doente e na cama: secar bem o doente,


manter continuamente a pele seca (fralda) assim como a roupa seca limpa
e bem esticada

17 Fevereiro 2006 Hospital São João Serviço de Urologia


ORIENTAÇÕES PARA A EXECUÇÃO

Massajar com creme hidratante a pele principalmente nas proeminências


ósseas após os cuidados de higiene e aquando os posicionamentos e em SOS

Em casos de zona de rubor deve massajar apenas a zona circundante de modo


a restabelecer a irrigação sanguínea sem a pressionar

Utilizar materiais de prevenção de úlceras de pressão tendo em conta que


nenhum destes materiais é eficaz se o doente não for mudado de posição
regularmente

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DECÚBITO DORSAL

Doente deita-se sobre as costas, mantendo o corpo numa posição central com
um correcto alinhamento da coluna

Região cervical

Cabeça e pescoço apoiados numa almofada

Membros superiores

Em ligeira abdução e flexão do cotovelo, antebraço e mão em pronação e


ligeira dorsi-flexão com uma almofada baixa e em cunha

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DECÚBITO DORSAL

Membros inferiores

Colocar pequenas almofadas nas regiões popliteas, deixando libertas as massas


musculares e região nadegueira ao nível das articulações coxo-femurais
Colocar apoio plantar sem pressão
Verificar o alinhamento do corpo, observando-o dos pés da cama

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DECUBITO LATERAL

A pessoa é posicionada para o lado direito ou esquerdo

Região cervical

Cabeça e ombros apoiados numa


almofada
Região lombar

Colocar uma almofada em cunha ao longo do tronco libertando a região


sagrada
Membros inferiores

Membro inferior, do lado oposto para o qual se virou o doente, sobre uma
almofada fazendo um ângulo de ± 90º a nível das articulações do joelho e
coxo-femoral

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DECUBITO LATERAL

Membros superiores

Membro superior do lado oposto para o qual se virou o doente, com o ombro
e o cotovelo em flexão, sobre uma almofada que acompanha todo o membro.
O outro membro coloca-se com as mesmas flexões inferiores a 90º

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DECUBITO SEMI-LATERAL

Posicionamento ideal para a prevenção de úlceras de pressão

Região lombar

Colocar uma almofada em cunha ao longo do tronco libertando a região sagrada

Membros inferiores

Apoiar o membro inferior do lado oposto ao decúbito em extensão na


totalidade sobre a almofada

Colocar o membro inferior do lado do decúbito apoiado na cama em ligeira


flexão do joelho e ligeira rotação externa de articulação coxo-femoral

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DECUBITO SEMI-LATERAL

Membros superiores

Posicionar o membro superior do lado oposto ao decúbito, em extensão e


ligeira abdução sobre uma almofada. O outro membro fica em ligeira
flexão e rotação externa da articulação escapulo-umeral e flexão do
cotovelo

Apoiar o antebraço e mão com uma pequena almofada, se necessário

Verificar o alinhamento do corpo, observando-o dos pés da cama

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DECUBITO VENTRAL

Colocar o doente para o lado mais próximo do enfermeiro com


almofadas sobre a base da cama a nível da cabeça, tórax, abdómen
(deixando libertas as cristas ilíacas) coxas e pernas

Rodar o doente sobre si próprio deixando-o deitado sobre o abdómen,


com a cabeça lateralizada

Membros superiores

Colocar o membro superior do lado para o qual a cabeça está


voltada, em abdução e flexão do cotovelo a ± 90º, sobre uma
almofada
Colocar o membro do lado oposto, em extensão e rotação interna,
sobre uma almofada

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DECUBITO VENTRAL
Membros inferiores

A anca e o joelho em extensão e ligeira abdução

Os pés com ligeira elevação ( rolo sob a parte anterior do tornozelo)

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DECUBITO SEMI VENTRAL

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TÉCNICA DE LEVANTE

“… é o método pelo qual se passa o doente da posição horizontal para a


posição vertical.” (Paulino, 1998)

Objectivos

Treinar o equilíbrio

Preparar o treino da marcha

Incentivar ao auto- cuidado

Prevenir as complicações da imobilidade

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TÉCNICA DE LEVANTE

1º levante em doente pós cirurgia - orientações

Explicar ao doente todo o procedimento


Colocar o doente em posição de Fowler durante 30 a 60 minutos
Avaliação da tensão arterial e frequência cardíaca, com o doente deitado,
sentado na beira da cama e após o levante

Colocar o doente em decúbito lateral para o lado do levante


Colocar uma mão na região escapulo- umeral e outra na região poplitea,
rodando o corpo do doente levantando o tronco e baixando os joelhos
O doente coloca os pés no chão, apoia- se nos nossos ombros e efectua
o levante para a posição supina

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TÉCNICA DE LEVANTE

1º levante em doente pós cirurgia - orientações

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TÉCNICA DE LEVANTE

Técnica de transferência de doente com défice neurológico

Hemiplegia - orientações

Colocar a cadeira junto à cama com um < 30º

Executar técnica de levante sentando o doente na beira da cama

Enf. colocado à frente do doente com a mãos na região flanco/lombar


bilateralmente

Doente coloca a mão sadia no ombro do Enf.

Enf. trava os joelhos do doente com os seus

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TÉCNICA DE LEVANTE

Inicia a transferência fazendo- o deslizar ate ficar com os pés assentes


no solo e as nádegas encostadas à cama

Ao mesmo tempo faz pressão com os seus joelhos nos do doente e faz força
com as mãos na região flanco/lombar no sentido da elevação

Enf. roda, fazendo rodar o doente sobre o pé são e senta- o na cadeira

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TÉCNICA DE LEVANTE

Paraplegia - orientações

Colocar a cadeira junto à cama com um < 30º

Executar técnica de levante sentando o doente na beira da cama

Enf. abraça o doente pela região sub escapulo- umeral e o doente abraça
o enf. pela região escapulo- umeral

Enf. trava os joelhos do doente com os seus

Ao mesmo tempo faz pressão com os seus joelhos nos do doente e faz força
com as mãos na região sub espatulo- umeral no sentido da elevação

Enf. roda, fazendo rodar o doente sobre si e senta- o na cadeira

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TÉCNICA DE LEVANTE

Paraplegia - orientações

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TÉCNICA DA PONTE

Orientações

O doente deve flectir ambos os membros inferiores e manter os joelhos unidos

Os braços devem estar em extensão ao longo da cama

O doente eleva as nádegas mantendo os joelhos unidos e realiza força dos


membros inferiores contra a cama

17 Fevereiro 2006 Hospital São João Serviço de Urologia


Por Luís Gomes