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NOVO PADRÃO COMPORTAMENTAL

Desde 1991, quando iniciei minha carreira de educadora, venho


percebendo um comportamento diferente em crianças e jovens.
Este comportamento sempre foi identificado antes, porém 6% dos
alunos eram considerados fora do “normal”. Hoje 90% de nossas
crianças e jovens têm um comportamento diferenciado em casa e
na escola.

Uns diagnosticam como portadores de Transtorno em


Hiperatividade ou Autismo ou, até mesmo, Transtorno Bipolar.
Outros dizem que são uma falange de espíritos maus que vieram
para desequilibrar a humanidade, outros ainda falam que são E.T.s
que querem dominar o planeta e outros falam que são produtos de
uma educação materialista, ou seja mal educados e marginais.

O fato é que, enquanto educadora percebo que temos 90% de


crianças e jovens com comportamentos diferentes rotulados de
comportamento “anormal”.

Lecionava em uma escola particular, por volta de 1994, quando a


direção chamou-me e falou que existiam vários casos de expulsão
na escola, caso fossem à execução, haveria uma baixa de
faturamento. O número era alto e, a escola com esta visão
materialista, com certeza, além de sofrer um prejuízo financeiro
com as execussões de exlpulsão, marginalizaria um número
considerável de alunos , o que era o pior.

Inconformada com a situação, uma vez que sou mãe de 3


meninas, comecei minhas pesquisas destes comportamentos e,
nesta ocasião, já iniciava paralelamente á área de educação, minha
carreira como terapeuta comportamental o que ajudou a entender
perfeitamente a situação.

Diante do quadro exposto, iniciei um trabalho com estes alunos


desta escola e comecei a perceber que não eram alunos
“anormais” . Eles apenas não aceitavam padrões e paradigmas de
comportamento impostos pela família e pela escola, principais
meios de formação de uma criança.
Em um trabalho mais intuitivo do que técnico, me desdobrei
“inventando” atividades para que estes jovens, que estavam na
“berlinda”, se interessassem em algo educativo do que em
depredar a escola, “desrespeitar” a professora e combater os pais.

Como minha área era Artes e Literatura, iniciei um projeto com


teatro em turno oposto às aulas, mas focando o conteúdo da
matéria. Depois parti para a música, depois para a dança, e por
fim para área administrativa. Estes alunos, quase considerados
“marginais”, pois seriam expulso por mal comportamento, foram
reconhecidos como jovens de talento na música, dança,
interpretação e expressão corporal e administração educacional e
o melhor, atraíram mais alunos para a escola, pois outros jovens
achavam um “barato o lance” e se matricularam lá também.
Como educadora na rede pública, também apliquei o projeto
em escolas públicas e os resultados foram melhores, pelo fato de
termos um número maior de inclusão do que de evasão escolar.
Não importa o padrão social, eles têm as mesmas necessidades.

Hoje alguns se comunicam comigo pela internet e seguem


carreiras como medicina, engenharia, e robótica e não foram
“marginalizados”, graças a DEUS. Por este motivo, ministro
palestras gratuitas em escolas e dou treinamento a pais e
professores com o objetivo de orientar aqueles que queiram
entender e ajudar seus filhos e alunos.

Quero expor, com este depoimento, que nossas crianças e


jovens estão precisando de uma modificação nos paradigmas
educacionais tanto por parte da escola como dos pais. Há 2 anos
tive acesso à Pedagogia de Valores utilizada em uma
Universidade na Argentina e vi que minha intuição tinha uma
fundamentação. A questão é que nossas crianças e jovens estão se
apresentando com DNA capacitado.
Estas crianças têm uma capacidade e habilidade cognitiva
muito alta, não me refiro a Q.I., mas sim de capacidade cognitiva
própria do hemisfério direito do cérebro. E, com isto a
criatividade, a sensibilidade, o entendimento emocional, e
principalmente a verdade são valores os quais eles se capacitam a
nos “ensinar”, mas nem todos estão prontos a aceitar
ensinamentos vindos de uma criança, por acharem que tem que se
respeitar uma “hierarquia cronológica”, nem todos aceitam que a
época do autoritarismo não funciona mais, nem todos aceitam que
os parâmetros curriculares vigentes estão defasados, nem todos
aceitam que estas crianças, hoje 90%, tem uma missão nesta
época de transformação. Nem todos acreditam que AMOR
INCONDICIONAL é tudo que precisam.

Então caros amigos, deixo aqui minha mensagem enquanto


educadora, terapeuta e mãe: “QUANTO MAIS RESISTIRMOS A
ESTE NOVO PADRÃO COMPORTAMENTAL, QUANTO
MAIS TENTARMOS IMPOR O QUE NÃO FUNCIONA MAIS
E QUANTO MAIS NOS NEGARMOS A VALORIZAR O QUE
NOSSOS JOVENS TÊM A OFERCER PARA PROMOVER A
PAZ, POSSO GARANTIR-LHES QUE MAIS FILHOS E
ALUNOS “BOMBAS” TEREMOS NO MEIO DE NÓS. NÃO
VIERAM PARA A MALDADE, MAS ENQUANTO
MARGINALIZADOS, APRENDEM A SE DEFENDER EM
CASA E NA ESCOLA.

Eliana Kruschewsky
Educadora e Terapeuta Comportamental
Matrícula 112562564
CRT 41600
Tel- 16 39765037 16 91345585

Graduada em Letras Vernáculas com Inglês pela


Universidade Estadual de Santa Cruz, experiência em sala de
aula por 16 anos. Pesquisadora da Pedagodia de Valores.
Palestrante e escritora com obras a publicar. Residente em
Ribeirão Preto -SP. Terapeuta em Reiki e Radiestesia.
Fundadora do GRUPO HARMONIZAÇÃO ESTELAR,
atende crianças e adolescentes índigo e orienta pais e
professores.

Na Áustria ministrou palestras e atendimentos.


Requisitada para palestras, seminários , conferências sobre a
natureza, o comportamento e a educação dos índigos.