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Programa de Discipulado da PIB

Módulo 01 - A Mensagem do Evangelho


Lição 1.4 - Por que as coisas deram tão errado?

A Raça humana inteira se afastou de Deus.

Deus criou o mundo para compartilhar a alegria e o amor que existem em seu íntimo. Se
vivêssemos dessa forma, seríamos completamente felizes e usufruiríamos de um mundo
perfeito. Mas a raça humana inteira se afastou de Deus, rebelando-se contra sua autoridade.
Em vez de viver para Deus e para nossos semelhantes, vivemos centralizados em nós
mesmos.

Em Adão o nosso relacionamento com Deus foi desfeito [​Romanos 5.12​], e todos os outros
relacionamentos – com nós mesmos, com os outros seres humanos, e com o mundo criado –
também sofreram rupturas. O resultado é decadência e ruína espiritual, psicológica, social e
física. O mundo acha-se agora debaixo do poder do pecado.

O Pecado colhe duas consequências terríveis:


1. Escravidão Espiritual (Rm 6.16) - ​Tentamos manter o controle de nossa vida vivendo
para alguma coisa, como: dinheiro, carreira, família, fama, romance, sexo, poder,
conforto, causas sociais e políticas ou alguma outra coisa. Mas o resultado é sempre a
perda desse controle, algum tipo de escravidão, pois se não vivemos para Deus somos
dominados pelo objetivo para o qual vivemos.

Somos dominados por um objetivo errado quando trabalhamos em demasia para


alcançá-lo, quando tememos descontroladamente que esse objetivo seja ameaçado,
quando sentimos uma raiva profunda caso ele esteja sendo impedido e quando nos
entregamos ao desespero inconsolável caso ele se perca.

2. Condenação Espiritual (Rm 6.23) - ​Geralmente nos desculpamos: ​“Bom, não sou
muito religioso, mas sou uma boa pessoa - e isso é o que importa”. Será?

Imaginemos uma senhora - uma viúva pobre - com apenas um filho. A mãe ensina ao
menino como quer que ele viva - dizer sempre a verdade, trabalhar duro e ajudar os
pobres. Ela ganha muito mal, mas, com o pouco que consegue economizar, ajuda o
filho a terminar a faculdade. Imaginemos que, depois de formado o rapaz mal fale com a
mãe novamente. Envia-lhe um cartão no Natal, mas não a visita; não atende seus
telefonemas, nem lhe responde as cartas. No entanto, o filho vive exatamente como a
mãe ensinou: é honesto, trabalhador e caridoso. Diríamos que o comportamento dele é
aceitável? Claro que não! Será que não diríamos que, apesar de “viver corretamente”, o
rapaz faz algo condenável por negligenciar o relacionamento com a pessoa a quem ele
deve tudo? Certamente. Da mesma forma, se Deus nos criou e lhes devemos tudo, mas
não vivemos para ele, ​“viver de modo decente” não é o bastante​.

Não apenas sofremos por causa do pecado; somos culpados por causa do pecado.
Todos temos uma dívida que deve ser paga. Como será, então, que todas as coisas
podem ser restauradas? Veremos isso na próxima lição.