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ABR 1992 NBR 11889


Bobinas grossas e chapas grossas de
aço-carbono e de aço de baixa liga e
ABNT-Associação
Brasileira de
alta resistência - Requisitos gerais
Normas Técnicas

Sede:
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar
CEP 20003 - Caixa Postal 1680
Rio de Janeiro - RJ
Tel.: PABX (021) 210 -3122
Telex: (021) 34333 ABNT - BR
EndereçoTelegráfico:
Especificação
NORMATÉCNICA

Origem: Projeto EB-2189/1988


CB-01 - Comitê Brasileiro de Mineração e Metalurgia
CE-01:202.02 - Comissão de Estudo de Produtos Laminados de Aço de Baixo
Carbono e de Aço de Baixa Liga e Alta Resistência
NBR 11889 - Heavy thickness coils and plates of carbon and high strength low
alloy steels - General requirements - Specification
Descriptors: Low alloy steel. Carbon steel. Plate
Copyright © 1990, Esta Norma cancela e substitui a NBR 6664/1983
ABNT–Associação Brasileira Reimpressão da EB-2189, de DEZ 1991
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavras-chave: Aço de baixa liga. Aço-carbono. Chapa 9 páginas
Todos os direitos reservados

SUMÁRIO fre - Método volumétrico-acidimétrico - Método de


1 Objetivo ensaio
2 Documentos complementares
3 Definições NBR 5604 - Aço-carbono - Determinação do carbo-
4 Condições gerais no - Método gasométrico por combustão - Método
5 Condições específicas de ensaio
6 Inspeção
7 Aceitação e rejeição NBR 5607 - Aço-carbono - Determinação de silício -
Método do ácido perclórico - Método de ensaio
1 Objetivo
NBR 5608 - Aço-carbono - Determinação de silício -
1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis para encomen- Método do ácido sulfúrico - Método de ensaio
da, fabricação e fornecimento a que devem obedecer as
bobinas grossas e chapas grossas de aço-carbono e de NBR 5609 - Aço-carbono - Determinação de cobre -
aço baixa liga e de baixa resistência e de aços de alta re- Método iodométrico - Método de ensaio
sistência, laminadas em laminador contínuo ou em lami-
nador reversível. Caso haja divergência entre esta Norma NBR 5610 - Aço-carbono - Determinação de níquel -
e a especificação particular do produto, prevalece o pres- Método da dimetilglioxima - Método de ensaio
crito na especificação particular do produto.
NBR 5611 - Aço-carbono - Determinação de cromo -
1.2 As bobinas e chapas do laminador contínuo são fa-
Método do persulfato - Método de ensaio
bricadas com espessura em geral igual ou inferior a
12,7 mm. Acima desta espessura o produto plano só po-
de ser fornecido na forma de chapa do laminador rever- NBR 5612 - Aço-carbono - Determinação de enxo-
sível. fre - Método volumétrico-iodométrico - Método de
ensaio
1.3 Esta Norma não se aplica a bobinas e chapas de piso.
NBR 5613 - Aço-carbono - Determinação de manga-
2 Documentos complementares nês - Método do bismuto de ensaio - Método de en-
saio
Na aplicação desta Norma é necessário consultar:
NBR 5614 - Aço-carbono - Determinação de alumí-
NBR 5018 - Aço-carbono - Determinação de enxo- nio - Método calorimétrico - Método de ensaio
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2 NBR 11889/1992

NBR 5615 - Aço-carbono - Determinação de mo- mento (LE) mínimo especificado maior ou igual a 300 MPa,
libdênio - Método gravimétrico - Método de ensaio os aços de baixa liga e alta resistência e os aços (médio e
alto teor de carbono e baixo carbono com teor de Mn
NBR 5616 - Ligas ferrovanádio - Análise química - maior ou igual a 1,20%) comercializados exclusivamente
Método de ensaio segundo requisitos de composição química (ver NBR 6006
e NBR 6215).
NBR 6002 - Chapas grossas de aço - Determinação
de descontinuidades por ultra-som - Método de en- 3.2 Aço de baixa resistência
saio
Para os efeitos desta Norma consideram-se aços de bai-
NBR 6006 - Classificação por composição química xa resistência os aços ao carbono com limite de escoa-
de aços para construção mecânica - Procedimento mento (LE) especificado menor que 300 MPa e os aços
(baixo carbono com teor de Mn menor que 1,20%) co-
NBR 6153 - Produto metálico - Ensaio de dobra- mercializados exclusivamente segundo critérios de com-
mento semiguiado - Método de ensaio posição química (ver NBR 6006 e NBR 6215).

NBR 6157 - Materiais metálicos - Determinação da 3.3 Afastamento inferior


resistência ao impacto em corpos-de-prova enta-
lhados simplesmente apoiados - Método de ensaio Diferença entre a dimensão nominal e a dimensão mínima
permissível.
NBR 6215 - Produtos siderúrgicos - Terminologia
3.4 Afastamento superior
NBR 6340 - Aço-carbono - Determinação do fósfo-
ro - Método alcalimétrico - Método de ensaio Diferença entre a dimensão máxima permissível e a
dimensão nominal.
NBR 6341 - Aço-carbono - Determinação do manga-
nês - Método do persulfato - Método de ensaio 3.5 Amostra

NBR 6364 - Defeitos de superfície, forma e dimen- Porção de material retirado de um produto, com a finalida-
sões em produtos laminados planos de aços não re- de de conhecer sua natureza, qualidade ou tipo, por meio
vestidos - Terminologia de inspeção, análise e/ou ensaio.

NBR 6648 - Chapas grossas de aço-carbono para 3.6 Borda aparada


uso estrutural - Especificação

Borda resultante de um processo de corte mecânico ou


NBR 6655 - Chapas de aço com características me-
por oxicorte, nas linhas finais de acabamento.
lhoradas de propriedades mecânicas, conforma-
bilidade e soldabilidade - Especificação
3.7 Borda natural
NBR 6671 - Materiais metálicos - Determinação da
dureza Rockwell - Método de ensaio Borda obtida após a laminação a quente ou a frio, sem
aparamento nas linhas finais de acabamento.
NBR 6673 - Produto plano de aço - Determinação
das propriedades mecânicas à tração - Método de 3.8 Coroa
ensaio
Diferença entre a espessura no meio da largura do produ-
NBR 8268 - Produto plano laminado de aço-carbono to e a média aritmética das espessuras tomadas a partir
e de aço de baixa liga e alta resistência - Embala- das bordas do produto plano laminado, conforme as
gem - Padronização Figuras 1, 2 e 3, de acordo com a equação:

Nota: Os métodos de análise química são válidos também e1 + e2


C = e -
para os aços de baixa liga. 2

3 Definições Onde:

Os termos técnicos utilizados nesta Norma estão defini- C = coroa, em mm


dos nas NBR 6215, NBR 6364 e em 3.1 a 3.12.
e = espessura no meio da largura do produto lamina-
3.1 Aço de alta resistência do, em mm

Para os efeitos desta Norma consideram-se aços de alta e1 e e2 = espessuras tomadas a partir das bordas,
resistência todos os aços ao carbono com limite de escoa- em mm
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NBR 11889/1992 3

L = largura
x = 10 mm
(bordas aparadas)
ou 20 mm
(bordas naturais)

Figura 1 - Coroa

Figura 2 - Coroa positiva (C > 0)

Figura 3 - Coroa negativa (C < 0)

3.9 Dimensão nominal go da largura, tomadas numa seção perpendicular à direção


final da laminação do produto plano.
Dimensão especificada na encomenda que fixa a origem
dos afastamentos. 3.11 Cunha
3.10 Perfil transversal
Diferença entre as espessuras das duas bordas do produ-
Representação gráfica dos valores da espessura ao lon- to plano laminado, conforme a Figura 4.

Onde:
e1, e2 = espessuras tomadas a partir das bordas, em mm
X = 10 mm (bordas aparadas) ou 20 mm (bordas naturais)

Figura 4 - Cunha

3.12 Unidade de laminação referentes a produtos planos laminados de aço, são da-
das conforme quadro a seguir.
Produto resultante da laminação de uma placa em la-
minador reversível de chapas grossas, na espessura final Termo ou expressão Sigla
do pedido. As operações subseqüentes são o corte trans-
Chapa de piso CP
versal para obtenção do comprimento final da chapa e o
aparamento das bordas, quando solicitado pelo com- Chapa grossa do LCG CG
prador.
Chapa grossa do LTQ CGT
4 Condições gerais Bobina do piso BP

4.1 Siglas Bobina grossa BG


Borda aparada BA
As siglas que devem ser utilizadas, quando for convenien-
te a designação simplificada de termos e expressões Borda natural BN
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4 NBR 11889/1992

4.2 Modo de fazer a encomenda(1) e) m assa em toneladas ou núm ero de chapas (no ca-
so de chapas grossas) ou bobinas produzidas no
4.2.1 Nos pedidos de bobinas grossas e chapas grossas laminador contínuo;
de aço-carbono e de aço baixa liga e alta resistência
segundo esta Norma devem constar: f) puncionamento do número de laminação no caso
de chapas grossas do laminador reversível, exceto
a) bobinas ou chapas grossas; quando houver orientação em contrário do com-
prador.
b) núm ero da N orm a particular do produto, grau, clas-
se ou tipo, quando houver; 4.4 Embalagem
c) dimensões, em milímetros, na seguinte ordem:
O tipo de embalagem e a exigência de massa máxima do
amarrado ou bobina devem ser estabelecidos na enco-
- espessura;
menda de acordo com as limitações do produtor. No ca-
- largura; so da embalagem, consultar a NBR 8268.

- comprimento, exceto para bobinas; 4.5 Certificado

d) quantidade pedida, em toneladas; 4.5.1 Por solicitação do comprador, pode ser fornecido
certificado contendo a identificação, a designação com-
e) bordas naturais ou bordas aparadas; pleta da especificação particular do produto, as dimen-
sões nominais, e um ou mais dos seguintes grupos de
f) requisitos adicionais combinados previamente características do lote:
entre produtor e comprador.
a) propriedades mecânicas;
4.2.2 Cada item do pedido deve conter somente material
que apresente as mesmas características de cada alínea b) composição química;
de 4.2.1.
c) massa e/ou número de chapas grossas.
4.3 Marcação
4.5.2 Quando fornecido, o certificado deve acompanhar a
4.3.1 As chapas grossas, quando produzidas em lamina-
nota fiscal ou ser entregue antecipadamente.
dor reversível, não são fornecidas em amarrados, deven-
do ser marcadas individualmente. Quando as chapas
4.5.3 O certificado só pode ser emitido e fornecido pelo
grossas forem produzidas em laminador contínuo, só a
produtor.
chapa grossa superior do amarrado deve ser marcada. No
caso de bobina, a marcação deve ser feita na espira in-
5 Condições específicas
terna e/ou externa.
5.1 Espessuras padronizadas
4.3.2 A forma de marcação fica a critério do produtor. No
caso de marcação por pintura, a tinta deve ser de qualida-
A série de espessuras padronizadas das bobinas grossas
de tal que não seja removida durante o manuseio.
e chapas grossas bem como a equivalência entre massa
4.3.3 Nas bobinas grossas e chapas grossas fornecidas teórica e espessura devem estar conforme a Tabela 1.
segundo esta Norma, deve constar a seguinte marcação:
Tabela 1 - Espessuras padronizadas das bobinas
a) nome ou símbolo do produtor; grossas e chapas grossas e m assa teórica
correspondentes
b) número de identificação dado pelo produtor, que
individualize o lote e permita o levantamento do Espessura Massa Espessura Massa
processamento do material durante a produção; por m2(A) por m2(A)
(mm) (kg) (mm) (kg)
c) núm ero da norm a particular do produto, grau, clas-
se ou tipo, quando houver; 5,30 41,61 25,00(B) 196,25
5,60 43,96 26,50 208,03
d) dimensões, em milímetros, na seguinte ordem: 6,00 47,10 28,00 219,00
6,30(B) 49,46 30,00 235,50
- espessura; 6,70 52,60 31,50(B) 247,28
7,10 55,74 33,50 262,98
- largura; 7,50 58,88 35,00 274,75

- comprimento, exceto para bobinas; /continua

(1)
Exemplo de encomenda:
a) chapas grossas do LCG (ou CG), NBR 6648 CG-26, 6,30 mm x 2440 mm x 6000 mm, 150 t, bordas naturais, para fabricação de
perfis soldados;
b) bobinas grossas (ou BG), NBR 6655 LN-26,7,10 mm x 1200 mm, 50 t, para a peça “travessa do motor”.
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/continuação 5.4 Condições de superfície

Espessura Massa Espessura Massa 5.4.1 As bobinas grossas e chapas grossas não devem a-
por m2(A) por m2(A) presentar imperfeições de superfície que impeçam o seu
(mm) (kg) (mm) (kg) emprego no uso previsto.
8,00(B) 62,80 37,50(B) 294,38
5.4.2 O produtor deve fazer a inspeção em apenas uma
8,50 66,73 40,00 314,00
das faces da bobina grossa ou chapa grossa.
9,00 70,65 42,50 333,63
9,50(B) 74,58 45,00 353,25
5.4.3 As chapas grossas do LCG podem ter suas superfí-
10,00 78,50 47,50 372,88
cies recondicionadas para eliminar os defeitos, por es-
10,60 83,21 50,00(B) 392,50
merilhamento apenas, desde que o afastamento inferior
11,20 87,92 55,00 431,75
estabelecido para a espessura nominal não seja ultra-
12,00 94,20 60,00 471,00
passado.
12,50(B) 98,13 63,00(B) 510,25
13,20 103,62 70,00 549,50
5.4.4 A remoção de defeitos com posterior preenchimento
14,00 109,90 75,00(B) 588,75
por solda pode ser executada, desde que a espessura
15,00 117,75 80,00 628,00
nominal da chapa não seja ultrapassada por mais do que
16,00(B) 125,60 90,00 706,50
2%. Esse recondicionamento deve ser conduzido por sol-
17,00 133,45 100,00(B) 785,00
dador e procedimento qualificados.
18,00 141,30 110,00 863,50
19,00(B) 149,15 120,00 942,00
5.4.5 O recondicionamento da superfície das chapas gros-
20,00 157,00 130,00 1020,00
sas produzidas em laminador contínuo não é usual devido
21,20 166,42 140,00 1099,00
às características do processo e forma de fornecimento
22,40(B) 175,84 150,00 1177,50
dessas chapas.
23,60 185,26 - -
(A)
A massa indicada tem por base a massa específica média de
5.5 Tolerância para análise química
7,85 x 103 kg/m3.
(B)
As espessuras são preferenciais, isto é, são padrões em pelo Nos casos em que se efetuar análise química na bobina
menos uma usina. grossa ou chapa grossa, as variações permissíveis em
relação à análise de panela devem estar conforme a Tabe-
5.2 Processo de fabricação la 2. Como os aços efervescentes e capeados são ca-
racterizados por falta de uniformidade em sua composição
O processo de fabricação das bobinas grossas e chapas química, especialmente para os elementos como carbo-
grossas fica a critério do produtor, devendo ser, quando no, fósforo e enxofre, as variações permissíveis para a a-
solicitado, comunicado ao comprador. nálise química não são apropriadas para esses elementos.

5.3 Condições de acabamento 5.6 Tolerâncias dimensionais e de forma

A critério do comprador, as chapas grossas podem ser 5.6.1 Localização das tolerâncias desta Norma
fornecidas com bordas naturais ou com bordas apara-
das. As bordas naturais podem apresentar-se danifica- A Tabela 3 orienta a localização das tolerâncias dimensio-
das por manuseio ou processamento, garantindo-se, en- nais e de forma que constam nesta Norma.
tretanto, o valor da largura pedida. As bobinas grossas só
são fornecidas com bordas naturais. No caso de chapas 5.6.2 Tolerância na espessura
grossas produzidas no laminador reversível, o aparamen-
to pode ser feito mecanicamente ou através de maçarico. 5.6.2.1 As tolerâncias na espessura das bobinas grossas e
Em geral, até 40,0 mm é feito por corte mecânico, com chapas grossas produzidas em laminador reversível de-
espessuras maiores, só por maçarico. vem estar conforme a Tabela 4.

Tabela 2 - Tolerâncias de análise química

/continuação

Variação permissível (%) Variação permissível (%)


Elemento Elemento
Abaixo do limite Acima do limite Abaixo do limite Acima do limite
mínimo máximo mínimo máximo
Carbono 0,03 0,04 Nióbio 0,001 0,01
Manganês 0,04 0,10 Vanádio 0,001 0,01
Fósforo - 0,01 Molibdênio 0,01 0,01
Enxofre - 0,01 Cromo 0,04 0,04
Silício 0,02 0,05 Níquel 0,03 0,03
Cobre 0,02 0,03 Titânio 0,001 -
/continua
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Tabela 3 - Localização das tolerâncias dimensionais e de forma

Material Tolerância Aplicação Seção Tabela


Laminador reversível 5.6.2 4
Espessura Laminador contínuo 5.6.2 5
Bordas aparadas 5.6.3 6
Bordas naturais produzidas em
laminador reversível 5.6.3 7
Chapas Largura Bordas naturais produzidas em
grossas
laminador contínuo 5.6.3 7
Comprimento - 5.6.4 8
Desvio de aplainamento - 5.6.5 9
Empeno lateral Bordas aparadas 5.6.6 -

Tabela 4 - Tolerâncias na espessura das chapas grossas produzidas no laminador reversível

Espessura nom inal (e) Afastamento superior na espessura em função da largura (L) (%)
(mm) L-1200 1200<L-1500 1500<L-1800 1800<L-2100 2100<L-2400 2400<L-2700 2700<L-3000 3000<L-3300 3300<L-3600 3600<L-4200

e- 6,0 6,0 7,0 8,0 8,5 10,5 12,0 14,0 16,0 18,5 -
6,0 < e - 8,0 6,0 6,0 7,0 8,0 8,5 10,5 12,0 14,0 18,5 19,5
8,0 < e - 9,5 5,0 6,0 6,0 7,0 8,0 8,5 10,5 12,0 15,0 17,0
9,5 < e - 11,0 4,5 5,0 6,0 6,0 7,0 8,0 8,5 10,5 13,0 15,0
11,0 < e - 12,5 4,0 4,5 5,0 6,0 6,0 7,0 8,0 8,5 11,0 13,0
12,5 < e - 16,0 4,0 4,0 4,5 5,0 6,0 8,0 7,0 8,0 9,5 11,0
16,0 < e - 20,0 4,0 4,0 4,0 4,5 6,0 6,0 6,0 7,0 8,0 8,0
20,0 < e - 25,0 3,5 4,0 4,0 4,0 4,5 5,0 6,0 6,0 7,0 8,0
25,0 < e - 50,0 3,5 3,5 4,0 4,0 4,0 4,5 5,0 6,0 6,0 7,0
50,0 < e - 75,0 3,5 3,5 3,5 4,0 4,0 4,5 5,0 6,0 6,0 6,5
75,0 < e - 100,0 3,5 3,5 3,5 3,5 4,0 4,0 4,0 4,0 4,0 4,5
100,0 < e - 150,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,5

Nota: Afastamento inferior: 0,25 mm.

5.6.2.2 As tolerâncias na espessura das bobinas grossas e 5.6.2.4 Por solicitação do comprador, os afastamentos su-
chapas grossas produzidas em laminador contínuo de- perior e inferior podem ser diferentes dos valores dados
vem estar conforme a Tabela 5. nas Tabelas 4 e 5, desde que a tolerância corresponda
aos valores destas Tabelas.
5.6.2.3 A medição da espessura deve ser feita em qual-
quer ponto distante no mínimo 20 mm da borda, no caso 5.6.2.5 As bobinas grossas fornecidas sem aparamento
de bordas aparadas, e 40 mm, no caso de bordas natu- das pontas podem conter até 5 m em cada extremidade
rais. com a espessura fora dos limites permissíveis.

Tabela 5 - Tolerâncias na espessura das bobinas grossas e chapas grossas de aço de


baixa resistência e aço de alta resistência produzidas em laminador contínuo Unid.: mm
Afastamento superior na espessura em função da largura nominal (L)(A)
Espessura nominal (e) L - 1200 1200 < L - 1500 1500 < L - 1900
AR(B) BR(B) AR BR AR BR
5,0 < e - 6,0 0,53 0,35 0,60 0,40 0,68 0,45
6,0 < e - 8,0 0,60 0,40 0,68 0,45 0,75 0,50
8,0 < e - 9,5 0,68 0,45 0,75 0,50 0,83 0,55
e > 9,5 0,75 0,50 0,83 0,55 0,90 0,60
(A)
Afastamento inferior: 0,25 mm.
(B)
AR = Alta resistência.
BR = Baixa resistência.
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5.6.3 Tolerâncias na largura 5.6.4 Tolerâncias no comprimento

5.6.3.1 As tolerâncias na largura das chapas grossas com As tolerâncias no comprimento das chapas grossas de-
bordas aparadas devem estar conforme a Tabela 6. vem estar conforme a Tabela 8.

5.6.3.2 As tolerâncias na largura das bobinas grossas e 5.6.5 Tolerâncias no desvio de aplainamento
chapas grossas com bordas naturais devem estar confor-
me a Tabela 7. As tolerâncias no desvio de aplainamento ao longo da
largura e ao longo do comprimento das chapas grossas de
5.6.3.3 As bobinas grossas com bordas naturais podem ter aço de baixa resistência e de aço de alta resistência de-
nas extremidades certo comprimento com a largura fora vem estar conforme a Tabela 9. Considera-se flecha em
dos limites permissíveis. A porcentagem (ou valor) má- trechos máximos de 3.600 mm de comprimento. Para a
xima requerida deve ser objeto de consulta ao produ- aplicação da Tabela 9 deve ser considerada a maior
tor. dimensão da chapa grossa como comprimento

Tabela 6 - Tolerâncias na largura das bobinas grossas e chapas grossas com bordas aparadas
Unid.: mm
Largura nominal Afastamento superior na largura em função da espessura nominal (e)*
(L) e - 10 10 < e - 16 16 < e - 25 25 < e - 40 40 < e - 100 100 < e - 150
L - 1500 10 15 15 20 25 30
1500 < L - 2100 15 15 20 20 25 30
2100 < L - 2700 15 20 20 25 25 30
L > 2700 20 20 20 30 25 30

* Afastamento inferior: zero.

Tabela 7 - Tolerâncias na largura das bobinas grossas Tabela 8 - Tolerâncias no comprimento


e chapas grossas com bordas naturais de chapas grossas
Unid.: mm Unid.: mm
Largura nom inal A fastam ento superior* Comprimento nominal (C) Afastamento superior*

(L) Lam inador contínuo Lam inador reversível C - 3000 30


3000 < C - 6000 35
L - 1200 30 120
6000 < C - 9000 40
1200 < L - 1500 35 150
9000 < C - 12000 50
1500 < L - 1800 40 180
12000 < C - 15000 50
L > 1800 50 200 C > 15000 65
* Afastamento inferior: zero. * Afastamento inferior: zero.

Tabela 9 - Tolerâncias no desvio de aplainamento de chapas grossas


de aço de baixa resistência e de aço de alta resistência
Unid.: mm
Desvio de aplainamento permissível em função da largura nominal (L)

Espessura nominal L < 1200 1200 - L < 1500 1500 - L < 2000 2000 - L < 3000 L ¯ 3000

(e) AR BR AR* BR* AR BR AR BR AR BR

e < 6,50 30 20 38 25 53 35 68 45 75 50
6,50 - e < 9,50 23 15 30 20 45 30 60 40 60 40
9,50 - e < 13,00 23 15 23 15 30 20 45 30 53 35
13,00 - e < 19,00 23 15 23 15 23 15 38 25 45 30
19,00 - e < 25,00 23 15 23 15 23 15 30 20 45 30
25,00 - e < 50,00 23 15 23 15 23 15 23 15 45 30
e ¯ 50,00 15 10 15 10 23 15 23 15 38 25
* AR = Alta resistência.
BR = Baixa resistência.
Cópia não autorizada
8 NBR 11889/1992

5.6.6 Tolerância no empeno lateral 6.2 Amostragem

O empeno lateral permissível para chapas grossas com 6.2.1 As amostras para os ensaios das bobinas grossas e
bordas aparadas deve ser de 2 mm para cada 1000 mm de chapas grossas devem ser retiradas conforme a rotina do
comprimento ou fração. produtor e conforme as Figuras 5 e 6. A freqüência da
amostragem é objeto da especificação particular do
produto.
5.6.7 Tolerância no desvio de esquadria
6.2.2 As amostras para os ensaios das bobinas são retira-
O desvio de esquadria, medido como a diferença entre as das da espira externa. Se os valores obtidos nos ensaios
diagonais, não deve exceder 6 mm. Esta tolerância aplica- não atenderem aos requisitos especificados, admite-se a
se para chapas grossas aparadas. retirada de outra amostra após o descarte desta espira,
devendo os resultados dos novos ensaios atenderem aos
6 Inspeção requisitos especificados na Norma particular do produto.

6.2.3 As amostras para os ensaios das chapas grossas


6.1 Condições de inspeção
provenientes do corte de bobinas grossas devem ser
retiradas após o descarte da extremidade e em qualquer
6.1.1 A inspeção, a amostragem e os ensaios das bobinas
posição ao longo da bobina, a critério do produtor.
grossas e chapas grossas devem ser realizados integral-
mente nas dependências no produtor antes do embarque 6.2.3.1 As chapas grossas provenientes de laminador re-
do material. versível devem ter a amostra para ensaios retirada da
unidade de laminação, em qualquer posição ao longo do
6.1.2 Se for do interesse do comprador acompanhar a ins- comprimento, a critério do produtor.
peção, a amostragem e os ensaios das bobinas grossas e
chapas grossas, o produtor deve conceder-lhe todas as 6.2.4 A distribuição dos corpos-de-prova na amostra e as
facilidades necessárias e suficientes à verificação de que dimensões da amostra ficam a critério do produtor, res-
a encomenda está sendo atendida de acordo com o pedi- peitando-se, entretanto, a posição das amostras (A ou B,
do, sem que haja interrupção do processamento ou atra- da Figura 5, dependendo da especificação particular do
so na produção. A inspeção pode ser feita diretamente produto) e a orientação dos corpos-de-prova em relação
pelo comprador ou por inspetor credenciado. à direção final de laminação, conforme a Figura 6.

Onde:
L = largura da bobina grossa ou chapa grossa
A = amostra a um quarto da largura
B = amostra de borda
Figura 5 - Posição das amostras

Figura 6 - Orientação dos corpos-de-prova nas amostras A ou B


Cópia não autorizada
NBR 11889/1992 9

6.2.5 Os corpos-de-prova para os ensaios de tração longi- cação particular de cada produto e devem ser executadas
tudinal, impacto longitudinal e dobramento longitudinal nas dependências do produtor.
devem ser retirados respectivamente nas posições TL, IL
e DL, conforme a Figura 6, de modo que os eixos lon- 6.3.2 Os ensaios a que devem ser submetidas as bobinas
gitudinais dos corpos-de-prova sejam paralelos à direção e chapas grossas, quando prescritos na especificação
final de laminação. particular do produto, devem ser realizados conforme
NBR 5018, NBR 5604, NBR 5607, NBR 5609, NBR 5610,
6.2.6 Os corpos-de-prova para os ensaios de tração trans- NBR 5611, NBR 5612, NBR 5613, NBR 5614, NBR 5615,
versal, impacto transversal e dobramento transversal de- NBR 5616, NBR 6002, NBR 6153, NBR 6157, NBR 6215,
vem ser retirados respectivamente nas posições TT, IT e NBR 6340, NBR 6341, NBR 6364, NBR 6671, NBR 6673.
DT, conforme a Figura 6, de modo que os eixos longitu-
dinais dos corpos-de-prova sejam perpendiculares à di- 7 Aceitação e rejeição
reção final de laminação.
7.1 Se os resultados de qualquer ensaio representativo de
6.2.7 O corpo-de-prova para a análise química deve um lote não satisfizerem aos requisitos especificados na
consistir em cavacos retirados de toda a espessura da Norma particular do produto, os ensaios devem ser re-
amostra A ou B da bobina grossa ou chapa grossa, petidos utilizando-se as mesmas amostras, devendo os
conforme a Figura 5. Quando a especificação particular do novos ensaios atenderem aos requisitos especificados.
produto não exigir a retirada da amostra A ou B, a análi- Caso contrário, o lote deve ser rejeitado, ou então novas
se química deve ser retirada na posição Q, conforme a bobinas grossas ou chapas grossas (em número duplo ao
Figura 5. anterior) devem ser amostradas e ensaiadas, sendo as
anteriores rejeitadas. Os novos ensaios devem atender
6.2.8 O ensaio de dureza deve ser realizado na cabeça do aos requisitos especificados. Caso contrário, todo o lote
corpo-de-prova do ensaio de tração, antes deste ensaio, deve ser rejeitado.
ou em uma das extremidades do corpo-de-prova do en-
saio de dobramento, antes deste ensaio. Se for efetuado 7.2 As bobinas ou chapas grossas, que durante a inspe-
somente ensaio de dureza, este deve ser realizado na po- ção de recebimento ou durante a utilização por parte do
sição D, conforme a Figura 5. comprador, não estiverem de acordo com o estabelecido
nesta Norma ou na especificação particular do produto,
6.3 Ensaios devem ser separadas, mantendo-se adequadamente a
identificação e a armazenagem do lote, notificando-se de
6.3.1 A definição dos ensaios a que devem ser submetidas imediato o produtor para a comprovação no estabele-
as bobinas grossas e chapas grossas, a quantidade e a cimento do comprador. Ao produtor devem ser concedi-
orientação dos corpos-de-prova são objeto da especifi- das todas as condições necessárias à inspeção.