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UNIVERSIDADE ZAMBEZE

FACULDADE DE ENGENHARIA AGRONÓMICA E FLORESTAL


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA FLORESTAL

Cadeira: Trabalho de Conclusão do Curso (Protocolo)

Tema: Conservação Ambiental


Título: Análise De Fragilidade Ambiental Com Técnicas De Geoprocessamento E
Sensoriamento Remoto Aplicadas A Floresta De Munhiba, Distrito De Mocuba, Província Da
Zambézia.

Discente: Supervisor:
Azido Laurentino Salimo Cote Engo. Hélder Manjate MSc

Co-supervisor:
Engo. Marchante Olímpio Assura Ambrósio

Mocuba, Maio de 2020


Índice
I. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 3

1.1. Generalidades ........................................................................................................................ 3


1.2. Problema e justificativa ....................................................................................................... 4
1.3. Objectivos .............................................................................................................................. 4
1.3.1. Geral:.................................................................................................................... 4

1.3.2. Específicos: .......................................................................................................... 4

II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................................... 6

2.1. Fragilidade Ambiental ......................................................................................................... 6


2.2. Geoprocessamento ............................................................................................................. 10
2.3. Sistemas De Informações Geográficas – SIG’S ............................................................. 11
2.4. Sensoriamento Remoto ...................................................................................................... 12
2.4.1. Processamento digital de imagens e análise dos dados de sensoriamento remoto
13

2.5. Análise Multicritério .......................................................................................................... 13


III. MATERIAL E MÉTODOS .............................................................................................. 14

3.1. Descrição da área de estudo .............................................................................................. 14


3.2. Elaboração do banco de dados geográfico ...................................................................... 15
3.3. Escolha e aquisição das imagens ...................................................................................... 16
3.4. Pré-processamento das imagens ....................................................................................... 16
3.4.1. Registro das imagens e modificação do contraste ............................................. 16

3.4.2. Processamento digital da imagem: Classificação supervisionada ..................... 17

3.5. Determinação Da Fragilidade Ambiental ........................................................................ 18


3.5.1. Determinação dos parâmetros ............................................................................ 18

3.6. Análise das áreas de fragilidade ambiental ..................................................................... 19


IV. Cronograma de Actividades ............................................................................................. 20

V. Orçamento ........................................................................................................................ 21

VI. Referencias Bibliográficas ................................................................................................ 22

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I. INTRODUÇÃO

1.1. Generalidades
Hoje há uma grande pressão sobre o meio ambiente e seus recursos, gerada principalmente
pelo crescimento desorganizado dos centros urbanos, uso e ocupação do solo, e por um
grande número de actividades exploratórias de alto impacto ambiental, como por exemplo,
pecuária extensiva, agricultura convencional, desmatamento, drenagem de áreas húmidas,
monoculturas em grandes áreas, entre outras (Bolf, 2004).

O gerenciamento e uso adequado do meio ambiente, voltados ora para produção de matéria-
prima, bens e serviços, ora para preservação, conservação e educação, são preceitos básicos,
que exigem dos profissionais que atuam nesta área uma procura por ferramentas e meios de
gerar informações confiáveis sobre diversos assuntos e interesses, como por exemplo,
determinação de áreas protegidas por lei, locação de estradas, talhões, glebas, áreas frágeis
sujeitas a degradação, entre outros. Hoje as geotecnologias desempenham esse papel de
ferramenta e meios de geração de informações de alta confiança (Duarte, 1991).

O uso de sistemas de informações geográficas (SIG) torna-se importante, pois possibilita


análises espaciais, cruzamentos de planos de informações de forma organizada e criteriosa,
processamento e armazenamento de dados georreferenciados referentes a grandes áreas,
produção de informações de alto valor técnico, compondo um banco de dados geoespacial
(Aragão, 2015).

Segundo o autor acima citado, os resultados do uso de tal ferramenta, são mapas temáticos,
plantas de situação, e respostas a consultas ao banco de dados, entre outros, que são o
diferencial seguro para tomadas de decisões quanto ao uso adequado de determinadas áreas,
em especial, à localização das áreas de preservação permanente (APP’s) e Reserva Legal
(RL).

Deste modo, de forma integrada, o trabalho constituirá num modelo piloto, ao nível da região,
no que concerne a análise de fragilidade ambiental com técnicas de geoprocessamento e
sensoriamento remoto. No entanto, o Sensoriamento Remoto tem sido uma ferramenta muito
eficiente, que vem sendo utilizada para esse tipo de análise, por possuir vantagem de usar
imagens satélites e pelo seu baixo custo de disponibilidade e aplicabilidade (Paranhos, 2008).

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1.2. Problema e justificativa
Desastres são causados pelo impacto de um fenómeno natural de grande intensidade sobre
área ou região povoada, podendo ou não ser agravado pelas actividades antrópicas (Castro,
2003). A topografia do relevo é propensa a ocorrência de certos problemas ambientais que
conjugados com a acção antropogénica tem estado a contribuir para a degradação do meio
ambiente do Distrito, com maior ênfase nos declives (Portal Do Governo, 2018).

Segundo o Portal Do Governo (2018), a estiagem prolongada está a reduzir a massa verde de
consideráveis zonas, anteriormente produtivas, como são os casos de Munhiba, Soroco,
Mucharru, Caiave e Murotone, aliado aos fenómenos naturais que produzem impacto
negativo no ambiente, o Distrito confronta-se com o problema de desmatamento, praticado
pelos operadores florestais, que abatem as florestas para a comercialização de madeira em
toros, bem como os singulares para a produção de carvão e lenha. Ainda a situação tem sido
agudizada com os incêndios florestais que deixam nuas extensas áreas, incluindo as
produtivas no período seco.

Necessita-se que medidas preventivas sejam executadas conforme um programa de gestão de


riscos. Dentre essas medidas, pode-se citar o uso de ferramentas geotecnológicas e estudos
preditivos da fragilidade ambiental, viabilizando a identificação de áreas de maior
probabilidade de ocorrência de desastres naturais, como enchentes, erosão, deslizamentos de
terra e desertificação. Partindo dessa perspectiva, as intervenções humanas feitas no meio
ambiente devem ser compatíveis com a potencialidade dos recursos e fragilidade dos
ecossistemas e ambientes naturais (Ross, 1994).

1.3. Objectivos

1.3.1. Geral:
 Identificar as áreas de fragilidade ambiental da floresta nativa de Munhiba, a partir
dos aspectos do meio físico (declividade, tipo de solo e tipo de cobertura do solo) com
o uso de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto.

1.3.2. Específicos:
 Demonstrar produtos cartográficos de declividade e tipo de solos;
 Aplicar imagens e técnicas de interpretação para geração de mapa do tipo de
cobertura do solo;

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 Correlacionar os dados georreferenciados de tipo de solo, declividade e tipo de
cobertura do solo, para geração do mapa das áreas de maior fragilidade ambiental.

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II. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. Fragilidade Ambiental


Para estudar a organização do espaço e seu dinamismo, são classificados o meio de três
formas: meio estável; meio instável e meio integrardes. Os três meios são classificados de
acordo com a sua velocidade de alteração, a influência da vegetação na dinâmica ambiental e
na morfogénese. Assim, o meio estável é aquele em que os processos mecânicos actuam de
modo lento e a evolução deste meio é dificilmente perceptível, ocorrendo de forma demorada
e constante. O meio integrardes é considerado como sendo o meio caracterizado de passagem
do estável para o instável, ou seja, o meio intermediário entre os meios estável e instável. Já o
meio instável caracteriza-se por se alterar de forma acelerada o suficiente para aparentar as
variações ocorridas (Tricart, 1977).

Segundo Fierz (2008), equilíbrio dinâmico são as trocas de energia e matéria necessárias para
o desenvolvimento dos processos que regem o sistema natural, quando esses atingem um
estágio em que as mudanças são somente percebidas em escala de tempo geológico.

Porém o equilíbrio dinâmico é constantemente alterado por intervenções antrópicas, gerando


estados de desequilíbrios permanentes ou temporários. Assim, o conceito de Tricart sobre
estabilidade (meio em equilíbrio) e instabilidade (meio desequilibrado), é ampliado por Ross,
categorizando as unidades ecodinâmicas instáveis e estáveis em cinco níveis de fragilidade.
Ross, ao desenvolver uma nova abordagem, denomina as unidades ecodinâmicas instáveis de
unidades ecodinâmicas de instabilidade emergente, enquanto que as unidades ecodinâmicas
estáveis são nomeadas como unidades ecodinâmicas de instabilidade potencial, uma vez que
toda a área natural que se encontra em equilíbrio está sujeita a interferência antrópica (Ross,
1994).

Segundo Santos (2010), Tricart em sua teoria considera as unidades ecodinâmicas instáveis e
estáveis como sendo essencialmente relacionadas à intensidade de processos morfogenéticos
e pedogenéticos. Quando houver a predominância da pedogenese a tendência é de maior
estabilidade e, no caso de a morfogênese ser predominante, configuraria uma tendência a
menor estabilidade.

Para a classificação de uma área quanto a seu grau de fragilidade ambiental, o factor da
modificação antrópica deve ser considerado. No caso da fragilidade ambiental potencial, a

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análise feita é por meio da integração das características naturais, como por exemplo, relevo e
solos. Para obter resultados quanto à fragilidade emergente, basta considerar a relação entre a
fragilidade potencial e os diferentes tipos de cobertura do solo (Maganhotto et al., 2011).

Spörl (2007), expõe que a fragilidade potencial pode ser encontrada em áreas onde a
interferência humana não alterou a situação de equilíbrio do meio, predominando somente os
agentes naturais de modificação, como o intemperismo físico-químico. Já emergente, é a
própria característica de uso da terra, que gera situações de desestabilização do equilíbrio
dinâmico da paisagem.

Segundo Graça e Silveira (2011), é necessário que as características peculiares de cada


território sejam consideradas na determinação da fragilidade ambiental emergente e
potencial, de forma que essas definam as unidades ecodinâmicas estáveis e instáveis. Alguns
estudos levam em consideração factores físicos locais como: Relevo; Tipos de solo; Distância
de rios; Índices pluviométricos e Geologia.

Para o estudo da fragilidade emergente, também se leva em consideração o tipo de uso e


cobertura do solo relacionado às construções civis e modificações antrópicas do meio ou o
próprio tipo de cobertura vegetal existente (Gonçalves et al., 2009).

Para declividade e topografia do terreno, Ross (1994) propõe uma classificação de acordo
com a influência desta na fragilidade ambiental do local, como apresentado na Tabela 1.

Tabela 1: Identificação da Classe de Declividade e de fragilidade ambiental.

CLASSE DE FRAGILIDADE AMBIENTAL DECLIVIDADE


< 3%
1 – Muito Baixa 3 a 6%
2 - Baixa 6 a 12%
Média 12 a 20%
4 – Forte 20 a 30%
5 – Muito forte Acima de 30%

Fonte: Ross (1994).

Segundo Spörl (2004), quanto maior a declividade, maior é o nível de fragilidade. Estes
valores são justificados pelo autor por terem sido baseados em “intervalos consagrados nos

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estudos de Capacidade de Uso/Aptidão Agrícola associados aos valores já conhecidos de
limites críticos de geotecnia” e são “indicativos respectivamente do vigor dos processos
erosivos, dos riscos de escorregamentos/deslizamentos e inundações frequentes”.

A classificação utilizada por Ross (1994) quanto aos tipos de solo, correlacionando-os com o
nível de fragilidade ambiental em relação à sua erodibilidade, está disposta na Tabela 2.

Tabela 2: Classificação do solo e Classe de fragilidade ambiental.

CLASSE DE FRAGILIDADE AMBIENTAL TIPO DE SOLO

1 – Muito Baixa Latossolo Roxo, Latossolo Vermelho


Escuro e Vermelho Amarelo de Textura
Argilosa

2 – Baixa Latossolo Amarelo e Vermelho amarelo


textura média/argilosa

3 - Média Latossolo VermelhoAmarelo, Terra


Roxa, Terra Bruna, Podzólico Vermelho-
Amarelo textura média/argilosa.

4 - Forte Podzólico Vermelho-Amarelo textura


média/arenosa, Cambissolos

5 – Muito Forte Podzolizados com cascalho, Litólicos e


Areias Quartzosas.

Fonte: Ross (1994).

Os níveis de fragilidade para os diferentes tipos de solos foram determinados por meio da
consideração de características como “textura, estrutura, plasticidade, grau de coesão das
partículas e profundidade/espessura dos horizontes superficiais e subsuperficiais” (Ross,
1994).

O autor acima citado, ainda considera o parâmetro do tipo de cobertura vegetal como factor
de influência na determinação da fragilidade ambiental (Tabela 4).

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Tabela 4: Classificação do tipo de Cobertura vegetal e classe de fragilidade ambiental.

CLASSE DE FRAGILIDADE AMBIENTAL TIPO DE COBERTURA DO SOLO

1 – Muito Baixa a Nula Florestas/Matas naturais, florestas


cultivadas com biodiversidade.

Formações arbustivas naturais com


estrato herbáceo denso ou arbustivas
densas (mata secundária, Cerrado Denso,

2 – Baixa Capoeira Densa), Pastagens cultivadas


com pisoteio de gado, cultivo de ciclo
longo.

Cultivo de ciclo longo em curvas de


nível/terraceamento, pastagens com baixo
3 - Média
pisoteio, silvicultura de eucaliptos com
sub-bosque de espécies nativas.

Culturas de ciclo longo, de baixa


densidade, culturas de ciclo curto com
4 - Alta
cultivo em curvas de nível/terraceamento.

Áreas desmatadas e queimadas


recentemente, solo exposto,
5 – Muito Alta
terraplanagens, culturas de ciclos curtos
sem práticas conservacionistas.

Fonte: Ross (1994).

De acordo com Spörl (2004), a identificação dos ambientes naturais e das fragilidades
potenciais e emergentes “proporcionam uma melhor definição das directrizes e acções a

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serem implementadas no espaço físico-territorial, servido de base para o zoneamento e
fornecendo subsídios à gestão do território”.

Os produtos intermediários para estudos de fragilidade ambiental normalmente provêm de


informações cartográficas, como mapas de tipo de solos, imagens de SR classificadas em
conformação com a cobertura do solo, ou até mesmo extensas séries de dados ambientais,
como níveis de pluviosidade, que devem ser espacialmente distribuídas. A interpretação,
leitura e cruzamento de grandes informações disponíveis em mapas devem contar com o
auxílio de ferramentas poderosas de armazenamento, manipulação e interpretação desses
dados (Oliveira, 2010), e consequentemente, proporcionar resultados que sirvam de subsídio
para um planeamento territorial cujo objectivo seja minimizar os efeitos negativos de
possíveis desastres naturais, como enchentes, erosão, deslizamentos de terra e desertificação
(Costa, 2005).

2.2. Geoprocessamento

Considerando que a fragilidade ambiental está intimamente relacionada com a questão


espacial e com diversos dados ambientais, devem ser utilizadas tecnologias que contemplem
esses assuntos de forma completa, como é o caso das geotecnologias. Outra vantagem do uso
dessas tecnologias é facilitar a manipulação dos dados e trazer maior confiabilidade aos
resultados (Marcelino, 2008).

Segundo Rosa (2005), geotecnologias, também conhecidas como geoprocessamento, são o


conjunto de tecnologias para coleta, processamento, análise e oferta de informações com
referência geográficas. Dentre as geotecnologias existentes, destaca-se a cartografia digital, o
sensoriamento remoto, o sistema de posicionamento global (GPS) e Sistema de Informações
Geográficas (SIG).

Segundo Fitz (2008) “pode-se considerar o geoprocessamento como uma tecnologia, ou


mesmo um conjunto de tecnologias, que possibilita a manipulação, a análise, a simulação de
modelagens e a visualização de dados georreferenciados”. Tal tecnologia é considerada por
Câmara, Davis e Monteiro (2001) como “uma tecnologia interdisciplinar, que permite a
convergência de diferentes disciplinas científicas para o estudo de fenómenos ambientais e
urbanos”.

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Geoprocessamento, conforme Nascimento (2009), é uma área do conhecimento onde diversos
tipos de informações geográficas são processadas por meio de técnicas matemáticas e
computacionais. Lima (2011) define que esse conjunto de técnicas manipulam bases
analógicas e digitais para a elaboração de mapas-base digitais em programas especialistas. É
importante também considerar os diferentes tipos de dados utilizados no geoprocessamento
(Camâra; Davis; Medeiros, 2001):

 Dados temáticos: são dados que descrevem a distribuição espacial de uma grandeza
geográfica qualitativamente. Esse tipo de dado pode ser obtido por levantamento em
campo ou inseridos no sistema por digitalização ou por classificação de imagens.
 Dados cadastrais: cada um dos seus elementos é um objecto geográfico possuindo
atributos que podem estar associados a várias representações geográficas.
 Redes: são dados que estão associados a serviços de utilidade pública, como água, luz
e telefone; a rede de drenagem (como as bacias hidrográficas) e rodovias.
 Modelos Numéricos de Terreno (MNT): usado para denotar quantitativamente uma
grandeza de variação contínua no espaço. Esse tipo de dado é normalmente associado
à altimetria, mas também pode modelar unidades geológicas, como teor de minerais
ou aeromagnetismo do solo. Pode ser definido como um modelo matemático que
reproduz uma superfície real por meio de conjuntos de pontos de localização (x,y),
com características denotadas em um terceiro eixo, como por exemplo o eixo z para
altimetria.
 Imagens: são obtidas por satélites, fotografias aéreas ou “scanners”
aerotransportados. As imagens representam uma captura direta da informação
espacial. São armazenadas como matrizes e cada elemento (o “pixel”) tem um valor
proporcional à energia eletromagnética reflectida ou emitida pela área da superfície
terrestre. Para que os objectos contidos na imagem sejam identificados são necessárias
técnicas de interpretação de imagens e classificação.
A execução do geoprocessamento é viabilizada por meio da utilização de ferramentas
computacionais, denominadas de Sistema de Informações Geográficas - SIG (Aguiar, 2005).

2.3. Sistemas De Informações Geográficas – SIG’S

O uso do SIG permite realizar a aquisição e manipulação de dados georreferenciados de


acordo com o interesse do usuário, bem como a análise e representação desses e o
gerenciamento do banco de dados (Fitz, 2008). Os dados trabalhados em um SIG devem ser

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georreferenciados, isto é, devem estar associados a um sistema de coordenadas, e se
subdividem em dois grandes grupos: vectorial ou matricial (Davis e Rocha, 2012).

O formato vectorial consiste em um mapa composto de pontos, linhas e polígonos,


representados por um conjunto de coordenadas métricas (planas) ou geográficas. Já no
formato matricial (ou raster), há uma matriz de células, denominadas pixel. Essa é
representada por conjunto de coordenadas que indicam linhas e colunas (Costa, 2005).

Um dos procedimentos mais importantes relacionados à funcionalidade do SIG é quanto à


execução de sobreposição de camadas de dados espaciais (overlay mapping). Normalmente,
os SIGs separam os dados georreferenciados (em arquivo raster ou vetorial), em camadas
(layers) que podem ser facilmente sobrepostas (Fitz, 2008).

Segundo Câmara et al. (2001), há pelo menos três grandes maneiras de usar o SIG: como
ferramenta para produzir mapas, como suporte para análise de fenómenos e como banco de
dados geográficos, com funções de armazenamento e recuperação de informação espacial.
Têm-se como exemplos de SIG os desenvolvidos pela Esri (ArcGis), pela Clark University
(Idrisi), e desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, INPE (SPRING).

2.4. Sensoriamento Remoto

O Sensoriamento Remoto é definido por: “utilização conjunta de sensores, equipamentos para


transmissão e processamento de dados, sendo estes equipamentos colocados em aeronaves,
espaçonaves, ou outras plataformas, com o objectivo de estudar eventos, fenómenos e
processos que ocorrem na superfície do planeta Terra a partir do registro e da analise das
interacções entre a radiação electromagnética e as substâncias que o compõe em suas mais
diversas manifestações” (Novo, 2008).

Sensoriamento Remoto descreve técnicas e métodos para aquisição de informações sobre


objectos ou fenómenos sem que haja contacto directo entre eles através de sensores. Estes
sensores remotos podem ser sistemas fotográficos (fotos aéreas) ou óptico-electrónicos
(imagens de satélite) (Rosa & Brito, 1996).

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2.4.1. Processamento digital de imagens e análise dos dados de sensoriamento
remoto

A partir do estudo de imagens de SR é possível analisar as alterações ambientais. O


processamento digital das imagens de SR melhora o aspecto visual das feições estruturais
auxiliando nas interpretações dos resultados obtidos pelo analista (Antunes, 2011).

“O processo de atribuir significado a um pixel em função das propriedades numéricas é


chamado genericamente de classificação (Novo, 2008)”. Assim, a identificação de
determinados elementos na imagem é feita por associar cada um de seus pixels a uma classe
previamente estabelecida (Fitz, 2008).

O primeiro procedimento para realizar a classificação de uma imagem é o processo de


fotointerpretação ou interpretação da imagem, pois os elementos devem ser reconhecidos
para a aplicação da classificação digital. Alguns elementos básicos de leitura que auxiliam no
processo de identificação na imagem são: tonalidade e cor; forma e tamanho; padrão; textura;
associação e sombra. A classificação supervisionada faz uso da capacidade interpretativa do
técnico que a realiza, pois o analista terá de ter conhecimento prévio sobre a localização
espacial de algumas amostras de interesse. Para realização de uma selecção adequada de
amostras na imagem, deve-se considerar que as amostras sejam as mais homogéneas
possíveis e suficientemente representativas quanto às categorias que forem classificadas
(Antunes, 2011).

2.5. Análise Multicritério

Para realizar análises de múltiplos dados georreferenciados disponíveis e combiná-los, torna-


se necessário o emprego de uma metodologia e de um conjunto de técnicas de inferência
espacial, as quais consistem em ferramentas para integração de dados espaciais multifontes.
Entre as técnicas pode-se citar o modelo booleano, que produz representações temáticas e o
modelo fuzzy, que produz resultados numéricos (Muñoz, 2005).

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III. MATERIAL E MÉTODOS

3.1. Descrição da área de estudo

A área de estudo (floresta de Munhiba) localiza-se no Distrito de Mocuba, província de


Zambézia. O distrito de Mocuba localiza-se na parte central da Província de Zambézia,
fazendo limite com os distritos de Lugela e Errego ao Norte; Maganja da Costa a Este;
Namacurra e Morrumbala a Sul e Milange a Oeste (PEDDM, 2014).

Figura 1: Mapa da localização geográfica do distrito

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O clima do distrito, segundo a classificação climática de Thorntwaite, é do tipo sub-húmido
(sub-tropical), sendo influenciado pela Zona de Convergencia Inter-Tropical, determinando o
padrão de precipitação, com a estação chuvosa de Dezembro a Fevereiro, associado a outras
depressões que condicionam o estado do tempo nas duas estações, chuvosa e seca. Resulta de
Novembro a Fevereiro um tempo quente e húmido e de Marco a Outubro um tempo seco e
fresco, por vezes com precipitações irregulares (MAE, 2014).

Para a estação de Mocuba, as probabilidades de ocorrência de chuva durante a época chuvosa


são altas e muito regulares de Novembro a Fevereiro, mostrando alguma variabilidade quer
no inicio, mês de Novembro, e no fim do período chuvoso, de Abril a Julho, período de
transição para a estação seca. Em Agosto e Setembro, o padrão e novamente regular mas com
chuvas quase inexistentes. Segundo o INE (2008), a temperatura média mensal varia entre 20
e 27ºC, com a temperatura máxima variando de 27 a 35ºC, e a mínima de 15 a 22ºC. A
amplitude térmica mensal varia de 10 a 16ºC. O período mais quente estende-se de Outubro a
Fevereiro, sendo os meses mais frios Junho, Julho e Agosto. A humidade relativa do ar varia
de 60% nos meses secos a 80% nos meses húmidos.

O distrito é caracterizado pela ocorrência de solos vermelhos argilosos, moderadamente


profundos a profundos, das planícies, solos argilosos pretos dos vales largos onde
eventualmente dominam condições hidromorficas, solos arenosos (invariavelmente) na
planície ou vales em terreno desenvolvido nas rochas acidas, variando a cor de vermelho (nos
topos e declives), branco (nas partes altas e medias dos vales), amarelos (nas declives onde o
lençol freático se encontra mais perto da superfície), a cinzentos, acinzentados escuros e
pretos (fundo dos vales) (PEDDM, 2014).

3.2. Elaboração do banco de dados geográfico

O banco de dados geográfico que subsidiará o estudo da fragilidade ambiental da floresta de


Munhiba será composto pelo mapa temático dos tipos de solo da região, por imagens de
sensoriamento remoto e respectiva classificação dos tipos de cobertura do solo, por
informações cadastrais (limites da florsta) e imagens do sensor ASTER para gerar mapas de
altimetria. Tais mapas serão descritos na seção de resultados e estarão dispostos nos anexos.

Após a organização e manipulação desses dados por meio da comparação dos valores de
fragilidade ambiental de cada uma das variáveis ambientais analisadas, vai dar-se início ao
uso da Linguagem de Programação LEGAL no SPRING para a análise multicritérios.

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A análise multicritérios será feita pelo uso da lógica booleana e da lógica fuzzy, resultando na
geração de mapas síntese da área de fragilidade ambiental. Para validação do resultado
obtido, serão comparados os pontos da área de estudo.

3.3. Escolha e aquisição das imagens

A partir do Catálogo de Imagens CBERS/LANDSAT (INPE, 2012), disponível para


download gratuito, será possível escolher imagens multiespectrais a serem utilizadas na
pesquisa para análise da cobertura do solo do satélite LANDSAT 5 TM.

Será realizada o download de duas imagens para garantir a total cobertura da área da floresta
em estudo, sendo essas correspondentes aos dias 21 de Março de 2014 e 21 de Março de
2019.

Justificam-se as datas escolhidas, pois, o desenvolvimento do trabalho priorizará analisar as


características locais anteriormente ocorridas, para verificar se é possível saber de forma
preditiva a elevada probabilidade de ocorrência de um determinado desastre natural.

3.4. Pré-processamento das imagens

3.4.1. Registro das imagens e modificação do contraste

Será realizado inicialmente o registro das imagens, ou seja, transformações polinomiais que
fazem o vínculo entre as coordenadas do sistema de referência (geográfica ou de projecção) e
as coordenadas da imagem (Câmara et al., 2001). Como referência para este procedimento
foram utilizadas imagens já georreferenciadas, disponibilizadas pelo Projecto Mosaico
Geocover (NASA, 2010).

A imagem georreferenciada e as imagens recortadas da área de estudo serão importadas no


software QGIS em diferentes Planos de Informação (PIs), dentro da categoria Imagem.

Por meio das bandas da imagem do satélite LANDSAT 5, será realizada a composição
colorida (3B4G5R) com o objectivo de proporcionar uma melhor identificação dos pontos de
controle que seriam adquiridos no processo de registro.

Serão utilizados pontos de controle para realizar o georeferenciamento. Os pontos de controle


escolhidos serão estruturas artificiais que não se alteraram rapidamente, como por exemplo,
estradas e esquinas.

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Serão escolhidos dez pontos de controle para cada uma das imagens, totalizando 20 pontos de
controle. O procedimento de registro será feito para os dois PIs (um para cada imagem), e
posteriormente um terceiro PI será criado com o propósito de agrupar as duas imagens
registradas.

A união das imagens registradas em um terceiro PI será feita com o uso da função “mosaico”,
que tem por finalidade juntar duas (ou mais) imagens (georreferenciadas ou registradas) para
gerar uma imagem maior, promovendo uma visão completa da cena de interesse (Bagli,
2005). O procedimento do registro e do mosaico será feito para as seis bandas das imagens
originais.

Para que os objectos contidos na imagem forem visualizados de forma mais nítida, será
realizado a aplicação do contraste nas bandas 3, 4 e 5. A aplicação do contraste tem por
objectivo modificar os níveis de cinza de uma imagem, de forma que algumas informações
espectrais sejam destacadas (Santos et al., 2010), não aumentando a quantidade de
informação, mas melhorando a sua percepção (Antunes, 2011).

3.4.2. Processamento digital da imagem: Classificação supervisionada

A partir da imagem registrada será realizada a classificação supervisionada. Para tornar mais
fácil a identificação dos elementos presentes na paisagem durante a etapa de colecta de
amostras (treinamento), será utilizada a composição colorida 3B4G5R.

Dessa forma, serão estabelecidas classes temáticas para o processamento digital da


classificação, sendo essas: água, área urbana, solo exposto e vegetação. A predefinição das
classes para classificação supervisionada será baseada nos alvos identificados na imagem
registrada e as amostras da classificação serão obtidas com o auxílio de características como
cor, textura, tonalidade e sombra.

Por ser uma classificação supervisionada, as classes serão representadas por no mínimo dez
amostras (dez amostras no modo de aquisição e mais dez para teste), sendo todas elas
escolhidas em regiões bem homogêneas para evitar erros de classificação. O método utilizado
será de máxima verossimilhança, por pixel, com limiar de 100%. O limiar indica “a
percentagem de pixels da distribuição de probabilidade de uma classe que será classificada
como pertencente a esta classe (Santos et al., 2010)”.

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Finalizado o processo de classificação supervisionada, será realizada a etapa de análise das
amostras para averiguar a acurácia da classificação, a partir do cálculo e verificação de alguns
índices, sendo esses de exactidão do produtor e usuário, exactidão global, os erros de omissão
e inclusão, e o índice Kappa.

3.5. Determinação Da Fragilidade Ambiental

Após a elaboração do banco de dados geográfico serão determinados os níveis de fragilidade


ambiental da área de estudo considerando os parâmetros que compunham o banco. O
desenvolvimento dos mapas síntese será realizado por meio do uso de técnicas de
sensoriamento remoto e geoprocessamento a partir dos modelos fuzzy e booleano.

3.5.1. Determinação dos parâmetros

Os parâmetros escolhidos para análise da fragilidade ambiental serão baseados na


metodologia proposta no estudo de Ross (1994), sendo estes: o tipo de cobertura do solo, o
tipo de solo e a declividade. Cada conjunto de variáveis ambientais, que compõe esses
parâmetros, foi classificado de acordo com uma classe de fragilidade (CF), como pode ser
visualizado no Quadro.

DECLIVIDADE (em %) CF TIPOS DE SOLOS CF COBERTURA DO CF


SOLO

0a6 1 CXbd3 4 Água 1

6 a 12 2 CXbe1 4 Área Urbana 2

12 a 20 3 LVAd5 1

20 a 30 4 LVAd7 1 Solo exposto 5

> 30 5 PVd1 5 Vegetação 2

Quadro - Parâmetros ambientais para estudo da fragilidade ambiental.

Fonte: Ross (1994); Rocha e Cabral (2011).

Os valores numéricos das classes de fragilidade ambiental representam: 1 – Muito Baixa, 2 –


Baixa, 3 – Média, 4 – Forte, 5 – Muito Forte. Os valores para a fragilidade ambiental dos

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parâmetros declividade e tipo de solo foram baseados nos estudos de Ross (1994), enquanto
os valores para o tipo de cobertura do solo foram análogos ao estudo realizado por Rocha e
Cabral (2011), excepto o valor estipulado para a classe “área urbana”, pois no trabalho
desenvolvido por esses autores, as classes “área urbana” e “solo exposto” são classificados
em um mesmo nível de fragilidade ambiental.

Entretanto, a classe “solo exposto” está muito mais vulnerável a sofrer processos erosivos do
que a classe “área urbana”, e por esta razão ao verificar estudo realizado por Gonçalves et al.
(2009), a classe “área urbana” teve seu nível de fragilidade alterado para 2 (baixa).

3.6. Análise das áreas de fragilidade ambiental

Após a obtenção do mapa pelo modelo booleano, será utilizada a ferramenta “medidas de
classe” para verificar a área resultante de cada classe de fragilidade. Para o mapa obtido pela
lógica fuzzy, será realizada a análise de seu histograma para identificação da maior
concentração de área dos níveis de fragilidade ambiental.

19
IV. Cronograma de Actividades
ACTIVIDADES Ano 2020
Maio Junho Julho Agosto
Escolha e aquisição
das imagens
Pré-processamento
das imagens
Determinação Da
Fragilidade Ambiental
Análise das áreas de
fragilidade ambiental
Análise dos resultados
Redacção do relatório
Entrega do relatório
Divulgação dos
resultados

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V. Orçamento
Item Quantidade P/U (MT) Valor (MT)
Transporte/combustível 10L 75 750
Modem 1 1 000 1 000
Crédito 4 500 2 000
Total 3 750

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VI. Referencias Bibliográficas

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