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MÓDULO DE:

ANÁLISE DE BALANÇO

AUTORIA:

Hercules Vander de Lima Freire

Copyright © 2008, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil

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Copyright © 2007, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil
Módulo de: Análise De Balanço
Autoria: Hercules Vander de Lima Freire

Primeira edição: 2009

CITAÇÃO DE MARCAS NOTÓRIAS

Várias marcas registradas são citadas no conteúdo deste módulo. Mais do que simplesmente listar esses nomes
e informar quem possui seus direitos de exploração ou ainda imprimir logotipos, o autor declara estar utilizando
tais nomes apenas para fins editoriais acadêmicos.
Declara ainda, que sua utilização tem como objetivo, exclusivamente a aplicação didática, beneficiando e
divulgando a marca do detentor, sem a intenção de infringir as regras básicas de autenticidade de sua utilização
e direitos autorais.
E por fim, declara estar utilizando parte de alguns circuitos eletrônicos, os quais foram analisados em pesquisas
de laboratório e de literaturas já editadas, que se encontram expostas ao comércio livre editorial.

Todos os direitos desta edição reservados à


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A presentação

Com o desenvolvimento e consequentemente crescimento ocorrem mudanças no ambiente


industrial, comercial e de prestação de serviços, que antes era estável e passa a ser mais
turbulento, devido ao surgimento de novas unidades produtivas associadas aos avanços
tecnológicos, para os quais esta tecnologia exige novo aprendizado, com a necessidade de
capacitação constante. A contabilidade está vivendo essas mudanças provocadas pela lei
11638/07 de 28/12/2007 e com a MP 449/08 já convertida em lei 11941/2009.

Para Iudícibus (2000), a contabilidade é uma técnica de gestão que tem como finalidade a
determinação da situação patrimonial das empresas e dos seus resultados. As empresas não
se interessam apenas em registro histórico dos fatos patrimoniais. Também a previsão do
futuro é um fato relevante da gestão moderna. A contabilidade já não é entendida apenas
como um elemento de simples recolha e interpretação de dados históricos, mas também uma
técnica eficiente de gestão.

As mudanças provocadas na lei 6.404/1976, pela lei 11.638/2007 e MP 449/2008, vêm


alterando o comportamento do meio contábil, como antes mencionado. Tendo em vista, que
a lei 6.404/76 disciplina as normas que devem ser seguidas pelas sociedades por ações, ela
foi alterada por estes instrumentos legais, modificando inclusive a estrutura das
demonstrações financeiras e consequentemente afeta a análise, uma vez que esta será
aplicada sobre esses relatórios.

Atualmente, uma das principais preocupações das empresas é a eficiência no controle de


seus custos, bem como, as ferramentas que auxiliem na tomada de decisão. Essas
empresas vêm buscando identificar como e onde os custos estão ocorrendo, ou seja, suas
causas e seus efeitos, de modo a permitir a manutenção da competitividade empresarial,
inclusive por meio da aplicação de índices, quer seja de liquidez, rentabilidade, estrutura de
capital, rotação, dentre outros, e ainda as análises horizontal e vertical.

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Portanto, este módulo evidencia os conceitos e ferramentas necessários para que o usuário
entenda os processos de análise de balanço, por meio de aplicação de índices para
verificação das situações econômicas e financeiras de uma entidade, independentemente do
parque industrial, comercial ou de serviços nos quais venha trabalhar.

O bjetivo

O objetivo da Análise de Balanço é o de fornecer à administração informações atualizadas e


exatas para subsidiar as tomadas de decisões, por meio da aplicação de índices e
ferramentas para melhor gerenciar as entidades, e para que os dados gerados pela
contabilidade possam se transformar em informações estatísticas e outras de interesse
dessas instituições.

E menta

As estruturas das Demonstrações Financeiras de acordo com a legislação vigente. Estudo do


Balanço Patrimonial, das Demonstrações do Resultado do Exercício, da Demonstração do
Resultado do Exercício, bem como das Demonstrações de Fluxo de Caixa pelo Método
Direto e Indireto, e por fim a Demonstração de Valor Adicionado. Análise Horizontal e
Vertical. Índices de Liquidez, Estrutura de Capital, Rentabilidade e Rotação.

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S obre o Autor

Hercules Vander de Lima Freire, brasileiro, casado, professor, contador e breve bacharel em
direito, residente e domiciliado em Vila Velha – Estado do Espírito Santo – Brasil.

Graduado em Ciências Contábeis pela UVV, concluído em 1996.

Especialista em Gerência Contábil (UVV) concluído em 1998.

Mestre em Controladoria e Finanças (FUCAPE) concluído em 2004.

Atualmente estou cursando a graduação em Direito (indo para o último período) conclusão
em 12/2009.

Ministro aulas para graduação num Centro Universitário e em Cursos Preparatórios para
Concursos e nos cursos de pós-graduação da ESAB, bem como pós-graduação de outras
instituições de ensino (presenciais).

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S UMÁRIO

UNIDADE 1 ........................................................................................................ 9
Considerações Iniciais .......................................................................................................... 9
UNIDADE 2 ...................................................................................................... 13
Demonstrações Financeiras ................................................................................................ 13
UNIDADE 3 ...................................................................................................... 16
Conteúdo do Balanço Patrimonial ....................................................................................... 16
UNIDADE 4 ...................................................................................................... 18
As Contas classificadas no Ativo ........................................................................................ 18
UNIDADE 5 ...................................................................................................... 23
As contas classificadas no Passivo ..................................................................................... 23
UNIDADE 6 ...................................................................................................... 28
Estrutura da DRE ................................................................................................................ 28
UNIDADE 7 ...................................................................................................... 31
Estrutura da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) ........................................................ 31
UNIDADE 8 ...................................................................................................... 34
Apresentação da DFC ......................................................................................................... 34
UNIDADE 9 ...................................................................................................... 37
Composição das Atividades de Investimento ...................................................................... 37
UNIDADE 10 .................................................................................................... 40
Modelo de DFC pelo método direto .................................................................................... 40
UNIDADE 11 .................................................................................................... 45
Aspectos introdutórios da DVA ........................................................................................... 45
UNIDADE 12 .................................................................................................... 49
Riqueza criada pela própria entidade .................................................................................. 49
UNIDADE 13 .................................................................................................... 51
Distribuição da riqueza ........................................................................................................ 51

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UNIDADE 14 .................................................................................................... 55
CONCEITO ......................................................................................................................... 55
UNIDADE 15 .................................................................................................... 58
Aspectos Iniciais da Aplicação da Análise .......................................................................... 58
UNIDADE 16 .................................................................................................... 62
Reclassificação das contas ................................................................................................. 62
UNIDADE 17 .................................................................................................... 65
Análise Vertical ................................................................................................................... 65
UNIDADE 18 .................................................................................................... 70
Análise Horizontal ............................................................................................................... 70
UNIDADE 19 .................................................................................................... 75
Índices de Liquidez.............................................................................................................. 75
UNIDADE 20 .................................................................................................... 78
Índices de Liquidez Corrente ............................................................................................... 78
UNIDADE 21 .................................................................................................... 82
Aspectos introdutórios sobre a estrutura de capital ............................................................ 82
UNIDADE 22 .................................................................................................... 86
Imobilização do Patrimônio Líquido .................................................................................... 86
UNIDADE 23 .................................................................................................... 90
Dos Índices de Rentabilidade .............................................................................................. 90
UNIDADE 24 .................................................................................................... 95
Rentabilidade do Giro do Ativo ............................................................................................ 95
UNIDADE 25 .................................................................................................... 98
Giro do Ativo ....................................................................................................................... 98
UNIDADE 26 .................................................................................................. 105
Necessidade Líquida de Capital de Giro ........................................................................... 105
UNIDADE 27 .................................................................................................. 108
Método Du Pont ................................................................................................................ 108
UNIDADE 28 .................................................................................................. 112
Liquidez: ............................................................................................................................ 112

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UNIDADE 29 .................................................................................................. 114
Rentabilidade: ................................................................................................................... 114
UNIDADE 30 .................................................................................................. 116
Rotação (Giro) ................................................................................................................... 116
GLOSSÁRIO .................................................................................................. 118

BIBLIOGRAFIA .............................................................................................. 119

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U NIDADE 1
Objetivo: Conhecer os aspectos históricos e introdutórios para análise das demonstrações
financeiras.

Considerações Iniciais

A contabilidade nasceu a partir da preocupação com o amanhã, embora, os homens não


soubessem o que fazer com as informações que guardaram. Afirmou Melis (apud Sá, 1997),
“Desde que o homem se preocupou com o amanhã, preocupou-se, também em ‘fazer as
contas’, mas, em verdade, nem sempre soube, racionalmente, o que fazer com as
informações que guardou”.

Portanto, a base da história da contabilidade encontra-se nas mais remotas idades,


nascendo junto com a civilização. Segundo SÁ (1997) “A contabilidade nasceu com a
civilização e jamais deixará de existir em decorrência dela; talvez, por isso, seus progressos
quase sempre tenham coincidido com aqueles que caracterizaram os da própria evolução do
ser humano.”

E a contabilidade deve adequar-se a essa evolução do ser humano. Pois, é o que estamos
passando atualmente. O cenário atual está para a busca da convergência das normas
internacionais, e a contabilidade, tem um papel fundamental nesse momento de expectativas
e mudanças. As mudanças provocadas na lei 6.404/1976, pela lei 11.638/2007 e MP
449/2008, vêm alterando o comportamento do meio contábil. Tendo em vista, que a lei
6.404/76 disciplina as normas que devem ser seguidas pelas sociedades por ações, também
conhecidas como sociedades anônimas. E, muitas vezes, seguidas pelos outros tipos
societários.

Para Iudícibus (2000), a contabilidade é uma técnica de gestão que tem como finalidade a
determinação da situação patrimonial das empresas e dos seus resultados. As empresas não
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se interessam apenas em registro histórico dos fatos patrimoniais. Também a previsão do
futuro é um fato relevante da gestão moderna. A contabilidade já não é entendida apenas
como um elemento de simples recolha e interpretação de dados históricos, mas também uma
técnica eficiente de gestão.

A contabilidade também pode ser definida como: “[...] um sistema de informação e avaliação
destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica,
financeira, física e de produtividade, com relação à entidade objeto de contabilização”.

Na contabilidade existem diversas ramificações, dentre elas podemos citar: a Contabilidade


Financeira, a Contabilidade Gerencial, a Contabilidade Governamental, a Contabilidade de
Custos, a Contabilidade Agropecuária, atualmente com os holofotes para ela a Contabilidade
Ambiental e sofrendo ainda um maior reflexo a Contabilidade Internacional, enfim diversas
ramificações.

Queremos destacar, dois desses ramos, a contabilidade financeira e a contabilidade


gerencial. Cabendo ressaltar, que os métodos da contabilidade financeira e da contabilidade
gerencial foram desenvolvidos para diferentes propósitos e para usuários diferentes das
informações financeiras. O quadro abaixo demonstra bem essas diferenças:

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Fator Contabilidade Financeira Contabilidade Gerencial
Usuários dos relatórios Externos e internos Internos
Facilitar a análise financeira para as Objetivo especial de facilitar o planejamento,
Objetivo dos relatórios necessidades dos ususários controle, avaliação de desempenho e tomada
externos de decisão internamente

Orçamentos, contabilidade por


Balanço Patrimonial, DLPA,DRE, responsabilidade, relatórios de desempenho,
Forma dos relatórios
DFC, DVA e DMPL relatórios de custos, relatórios especiais não
rotineiros para facilitar a tomada de decisão
Freqüência dos Anual, trimestral e ocasionalmente
Quando necessário pela administração
relatórios mensal
Custos ou valores Primariamente histórico
Históricos e esperados (previstos)
utilizados (passados)
Bases de mensuração
Varias bases (moeda corrente, estrangeira -
usadas para quantificar Moeda corrente
moeda forte, medidas físicas, índices, etc.
os dados
Restrições nas Principios Contábeis geralmente Nenhuma restrição, exceto as determinadas
informações fornecidas aceitos pela administração

utilização pesada de outras disciplinas, como


Arabouço teórico e
Ciência contábil economia, finanças, estatística, pesquisa
técnico
operacional e comportamento organizacional

Deve ser relevante e a tempo, podendo ser


Características da Deve ser objetiva (sem viés),
subjetiva, possuindo menos verificabilidade
informação fornecida verificável, relevante e a tempo
e menos precisão
Orientada para o futuro para facilitar o
planejamento, controle e avaliação de
Perspectiva dos desempenho antes do fato (para impor
Orientação histórica
relatórios metas), acoplada com uma orientação
histórica para avaliar os resultados reais (para
o controle posterior do fato)

QUADRO 1 – Comparação entre a Contabilidade Gerencial e a Contabilidade Financeira.


Fonte: Padoveze (2007).

Conforme Padoveze (2007), contabilidade gerencial é relacionada com o fornecimento de


informações para os administradores que estão dentro das organizações e que são
responsáveis pelo controle direto da empresa e de suas operações.

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A contabilidade gerencial pode ser contrastada com a contabilidade financeira, que é
relacionada com o fornecimento de informações para os usuários externos – os acionistas,
os credores e outros que estão fora da organização.

Iudícibus (1998) caracteriza a contabilidade gerencial como um enfoque especial conferido


às várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade
financeira, na contabilidade de custos, na análise de balanços, etc., colocados numa
perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação e
classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo
decisório.

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U NIDADE 2
Objetivo: Identificar as Demonstrações Financeiras onde serão aplicados a análise.

Demonstrações Financeiras

As mudanças provocadas na lei 6.404/1976, pela lei 11.638/2007 e MP 449/2008, vêm


alterando o comportamento do meio contábil, como antes mencionado. Tendo em vista, que
a lei 6.404/76 disciplina as normas que devem ser seguidas pelas sociedades por ações, ela
foi alterada por estes instrumentos legais, modificando inclusive a estrutura das
demonstrações financeiras e conseqüentemente afeta a análise, uma vez que esta será
aplicada sobre esses relatórios.

O artigo 176 da Lei 6404/76 dispõe:

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração
mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com
clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:

I - balanço patrimonial;

II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;

III - demonstração do resultado do exercício; e

IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638, de


2007)

V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei


nº 11.638, de 2007)

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Então fica evidente que a alteração do dispositivo supracitado, diz respeito à inclusão da
DFC (Demonstração de Fluxo de Caixa) e excluiu da obrigatoriedade a DOAR
(Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos), isto não quer dizer que as empresas
não possam continuar elaborando a DOAR, só não há necessidade de publicação. Portanto,
a DOAR, pode continuar sendo elaborada para fins gerenciais.

Além das Demonstrações financeiras relacionadas, estas deverão ser acompanhadas por
notas explicativas, relatórios da diretoria e parecer dos auditores, para melhor esclarecimento
da situação patrimonial e dos resultados do exercício.

Conforme disposto na deliberação da CVM 539/2008 que trata da estrutura conceitual das
demonstrações contábeis, as demonstrações contábeis são preparadas e apresentadas para
usuários externos em geral, tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades
diversas. Governos, órgãos reguladores ou autoridades fiscais, por exemplo, podem
especificamente determinar exigências para atender a seus próprios fins. Essas exigências,
no entanto, não devem afetar as demonstrações contábeis preparadas segundo esta
Estrutura Conceitual.

Demonstrações contábeis preparadas sob a égide desta Estrutura Conceitual objetivam


fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões e avaliações por parte dos
usuários em geral, não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de
determinados grupos de usuários.

As demonstrações contábeis preparadas com tal finalidade satisfazem as necessidades


comuns da maioria dos seus usuários, uma vez que quase todos eles utilizam essas
demonstrações contábeis para a tomada de decisões econômicas, tais como:

a) Decidir quando comprar, manter ou vender um investimento em ações;

b) Avaliar a Administração quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida,


qualidade de seu desempenho e prestação de contas;

c) Avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e proporcionar-lhes


outros benefícios;

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d) Avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros emprestados à
entidade;

e) Determinar políticas tributárias;

f) Determinar a distribuição de lucros e dividendos;

g) Preparar e usar estatísticas da renda nacional; ou

h) Regulamentar as atividades das entidades.

As demonstrações contábeis são mais comumente preparadas segundo modelo contábil


baseado no custo histórico recuperável e no conceito da manutenção do capital financeiro
nominal.

Outros modelos e conceitos podem ser considerados mais apropriados para atingir o objetivo
de proporcionar informações que sejam úteis para tomada de decisões econômicas, embora
não haja presentemente consenso nesse sentido.

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U NIDADE 3
Objetivo: Conhecer a estrutura do Balanço Patrimonial.

Conteúdo do Balanço Patrimonial

O Balanço Patrimonial é uma apresentação sintética e ordenada, do saldo monetário de


todos os valores integrantes do patrimônio de uma empresa, em uma determinada data.

Divide-se em dois grandes grupos, relacionando de um lado o ATIVO composto das


aplicações de recursos em bens e direitos e, de outro o PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
que compõem as várias fontes de recursos, que possibilitam as aplicações no Ativo.

O Ativo indica a natureza dos valores no qual a empresa aplicou seus recursos: dinheiro,
estoques, créditos, valores mobiliários, bens de uso, etc., enquanto o Passivo e o Patrimônio
Líquido indicam a origem desses mesmos recursos: fornecedores, bancos, capital, lucro, etc.

No Balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que


registram, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira
da empresa.

O critério para a classificação das contas do Balanço está definido no art. 178 da Lei n o
6.404/76, que estabelece:

Critério de Classificação das Contas

O critério para a classificação das contas do Balanço está definido no art. 178 da Lei nº
6.404/76, que estabelece:

Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do


patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise
da situação financeira da companhia.

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§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez
dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:

I – ativo circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

II – ativo não circulante composto por ativo realizável em longo prazo, investimentos,
imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:

I – passivo circulante; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

II – passivo não circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

III – patrimônio líquido, dividido em capital social, reserva de capital, ajustes de


avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos
acumulados. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

Então, de acordo com o dispositivo anteriormente mencionado, a nova estrutura patrimonial


ficou da seguinte forma:

ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE CIRCULANTE

NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE


REALIZÁVEL Em LONGO PRAZO
INVESTIMENTO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
IMOBILIZADO
INTANGÍVEL

Portanto, as aplicações dos índices, bem como, suas respectivas análises e interpretações
deverão levar em consideração essa estrutura patrimonial, isto em função das mudanças
provocadas pelas leis 11.638/07 e pela medida provisória 449/08 convertida no mês de
maio/2009 em lei, ou seja, na lei 11.941/09.

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U NIDADE 4
Objetivo: Identificar às contas que serão classificadas no Balanço Patrimonial, mais
especificamente no grupo do Ativo.

As Contas classificadas no Ativo

As contas patrimoniais, ou seja, as contas do grupo do Ativo e Passivo deverão respeitar


aquilo que dispõe a Lei 6404, pois, ela aborda em seu artigo 179 como deverão ser
classificadas as contas no grupo do ativo, ou seja, naquela estrutura patrimonial no ativo
circulante serão classificados os bens e direitos adquiridos que tenham como vencimento o
término do exercício social seguinte.

Este dispositivo evidencia aquilo que será considerado como curto e longo prazo. Sendo
curto prazo tudo aquilo que vencer até o final do exercício social seguinte. E o longo prazo,
consequentemente, tudo aquilo que vencer após o término do exercício social seguinte.
Portanto, veja que apenas mudando uma preposição no conceito de curto e longo prazo,
muda-se o critério de classificação em Ativo Circulante e Ativo Não Circulante, ou seja, para
curto (até o exercício seguinte) para longo (após o exercício seguinte). Segue o disposto
neste artigo 179 da Lei 6404/76 devidamente atualizado:

Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício


social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte;

II - no ativo realizável em longo prazo: os direitos realizáveis após o término do


exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou
empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores, acionistas

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ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na
exploração do objeto da companhia;

III - em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os


direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se
destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa;

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens mkcorpóreos


destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos
com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à
companhia os benefícios, riscos e controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº
11.638,de 2007)

VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à


manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de
comércio adquirido. (Incluído pela Lei nº 11.638, de 2007)

Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração


maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base
o prazo desse ciclo.

Isto, até aqui mencionado, faz-se necessário o entendimento dessas classificações, uma vez
que para aplicar a análise, se houver erro na classificação de circulante para não circulante,
afetará diretamente a aplicação dos índices e suas respectivas interpretações, bem como na
tomada de decisão por parte daquele que é responsável para analisar os relatórios emitidos
pela contabilidade. Que pode ser um usuário interno quanto um usuário externo. Então,
passemos a fazer as mesmas considerações para o grupo do Passivo.

Vamos exemplificar: Imaginemos uma empresa que vende mercadorias para um cliente e
financia essa venda em 24 prestações fixas e sem juros no valor de R$ 10.000,00 e que essa
venda aconteceu no dia 15/06/2009. Desprezando os tributos incidentes sobre a venda e

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levando-se em consideração que para realizar essa venda incorreram custos das
mercadorias vendidas na ordem de R$ 3.000,00. Como contabilizar essa operação?

O objetivo aqui é simplesmente verificarmos o que será classificado como curto prazo e
longo prazo, contudo, serão feitos os cálculos, bem como os lançamentos desse fato
contábil. Importante ressaltar, mais uma vez, que o objetivo não é que se entenda como
fazer os lançamentos contábeis, mas sim quantas prestações classificar no curto e quantas
no longo prazo.

Para calcular vamos fazer algumas perguntas, passando assim pelas etapas para
chegarmos a curto e longo prazo.

1º passo: Identificar a data da venda e consequentemente o vencimento da primeira parcela.

Data da Venda = 15/06/2009

Prazo = 24 parcelas

Para identificarmos a data da venda, basta recorrer ao fato contábil. E, para identificarmos a
data da primeira parcela, faz-se a seguinte pergunta:

Quando vence a primeira parcela? Resposta - Em 15/07/2009, uma vez que a data da venda
ocorrera em 15/06.

2º passo: Identificar o exercício social da operação.

Faz-se a seguinte pergunta:

Estamos em qual exercício social? Resposta - 2009

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3º passo: Lembrar o conceito de curto prazo e identificar o exercício social seguinte.

Qual é mesmo o conceito de curto prazo? Resposta – tudo aquilo que vence até o final do
exercício social seguinte. Portanto, aqui desencadeia outra pergunta: quando é o final do
exercício social seguinte? Se estamos em 2009 o próximo exercício social será 2010.

Logo, concluímos que tudo o que vencer até 31/12/2010 (final do exercício social de 2010)
será classificado como curto prazo.

4º passo: Identificar o número de parcelas no curto prazo.

Então, vamos contar quantas prestações vencerão de 15/07/2009 a 31/12/2010. Ou seja,


mês 07, 08, 09, 10, 11 e 12 do ano de 2009 e as 12 prestações de 2010 serão consideradas
como curto prazo. Portanto, 6 prestações de 2009 mais 12 prestações de 2010 temos 18
prestações.

5º passo: Identificar o valor de uma prestação.

Se fizermos as contas levando-se em consideração os valores, chegaremos à seguinte


conclusão:

Qual o valor que a empresa vendeu as mercadorias? R$ 10.000,00

Em quantas vezes? 24

Logo:

Se dividirmos o valor vendido pelo número de parcelas, chegaremos ao valor de uma


parcela.

Ou seja, 10.000 / 24 = 416,67.

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6º passo: Descobrir o valor do Ativo Circulante (curto prazo)

Sabemos que curto prazo = 18 parcelas e que o valor de uma parcela = 416,67, se fizermos
a multiplicação chegaremos ao valor que deverá ser classificado no Ativo Circulante.

Logo:

18 x 416,67 = 7.500,00

Então, no Ativo Circulante deverá ser classificado 7.500,00

7º passo: Descobrir o valor do longo prazo.

Para tanto, basta fazermos a subtração, tendo em vista que temos o valor total vendido
(10.000,00) e tem-se o valor do curto prazo (7.500,00).

Logo:

10.000 – 7.500 = 2.500,00

Então, esse valor de 2.500,00 deve ser classificado no Ativo Não Circulante, especificamente
no grupo do Ativo Realizável em Longo Prazo.

8º passo: A contabilização referente ao fato contábil proposto.

D – Duplicatas a Receber de Curto Prazo................7.500,00

D – Duplicatas a Receber de Longo Prazo...............2.500,00

C – Receita de Mercadorias....................................10.000,00

D – C.M.V.

C – Estoque de Mercadorias.................................3.000,00

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U NIDADE 5
Objetivo: Identificar às contas que serão classificadas no Balanço Patrimonial, mais
especificamente no grupo do Passivo.

As contas classificadas no Passivo

A mesma linha de raciocínio do título 1 desta unidade aplica-se para as contas do Passivo.
Ou seja, os conceitos de curto e longo prazo. Deve-se classificar uma obrigação em curto
prazo, aquela que vencer até o final do exercício social seguinte. E classificar-se-á no longo
prazo aquilo que vencer após o término do exercício social seguinte.

Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de


direitos do ativo não circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se
vencerem no exercício seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem vencimento
em prazo maior, observado o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Lei.
(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a
parcela ainda não realizada.

§ 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem:

a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do


preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância
destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de
debêntures ou partes beneficiárias;

b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;

§ 2° Será ainda registrado como reserva de capital o resultado da correção monetária


do capital realizado, enquanto não-capitalizado.

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§ 3o Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não
computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as
contrapartidas de aumentos ou diminuições de valores atribuídos a elementos do ativo
e do passivo, em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos casos previstos nesta
Lei ou, em normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários, com base na
competência conferida pelo § 3o do art. 177 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº
11.941, de 2009)

§ 4º Serão classificados como reservas de lucros as contas constituídas pela


apropriação de lucros da companhia.

§ 5º As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço como dedução da


conta do patrimônio líquido que registrar a origem dos recursos aplicados na sua
aquisição.

Vamos aplicar o mesmo raciocínio de forma exemplificativa para o Passivo, guardadas as


devidas particularidades, ou seja, neste grupo trata-se de classificarmos as obrigações,
senão vejamos um exemplo:

Imaginemos uma empresa que compra mercadorias de um fornecedor em 01/07/2009 no


valor de R$ 10.000,00 e o fornecedor financia essa compra para a empresa em 36 parcelas
fixas e sem juros. Favor desconsiderar os tributos incidentes sobre a compra.

Para calcular vamos fazer algumas perguntas, passando assim pelas mesmas etapas para
chegarmos a curto e longo prazo do ativo, só que agora aplicando os conhecimentos para o
passivo. Vejamos.

1º passo: Identificar a data da compra e consequentemente o vencimento da primeira


parcela.

Data da Venda = 01/07/2009

Prazo = 36 parcelas

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Para identificarmos a data da compra, basta recorrer ao fato contábil, ou na prática a data de
entrada efetiva da mercadoria no estabelecimento, acobertada pela Nota Fiscal. E, para
identificarmos a data da primeira parcela, faz-se a seguinte pergunta:

Quando vence a primeira parcela? Resposta - Em 01/08/2009, uma vez que a data da
compra ocorrerá em 01/07.

2º passo: Identificar o exercício social da operação.

Faz-se a seguinte pergunta:

Estamos em qual exercício social? Resposta - 2009

3º passo: Lembrar o conceito de curto prazo e identificar o exercício social seguinte.

Qual é mesmo o conceito de curto prazo? Resposta – tudo aquilo que vence até o final do
exercício social seguinte. Portanto, aqui desencadeia outra pergunta: quando é o final do
exercício social seguinte? Se estivermos em 2009 o próximo exercício social será 2010.

Logo, concluímos que tudo o que vencer até 31/12/2010 (final do exercício social de 2010)
será classificado como curto prazo.

4º passo: Identificar o número de parcelas no curto prazo.

Então, vamos contar quantas prestações vencerão de 01/08/2009 à 31/12/2010. Ou seja,


mês 08, 09, 10, 11 e 12 do ano de 2009 e as 12 prestações de 2010 serão consideradas
como curto prazo. Portanto, 5 prestações de 2009 mais 12 prestações de 2010, temos 17
prestações.

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5º passo: Identificar o valor de uma prestação.

Se fizermos as contas levando-se em consideração os valores, chegaremos à seguinte


conclusão:

Qual o valor que a empresa vendeu as mercadorias? R$ 10.000,00

Em quantas vezes? 36

Logo:

Se dividirmos o valor vendido pelo número de parcelas, chegaremos ao valor de uma


parcela.

Ou seja, 10.000 / 36 = 277,78.

6º passo: Descobrir o valor do Passivo Circulante (curto prazo)

Sabemos que curto prazo = 17 parcelas e que o valor de uma parcela = 277,78, se fizermos
a multiplicação chegaremos ao valor que deverá ser classificado no Passivo Circulante.

Logo:

17 x 277,78 = 4.722,26

Então, no Passivo Circulante deverá ser classificado 4.722,26

7º passo: Descobrir o valor do longo prazo.

Para tanto, basta fazermos a subtração, tendo em vista que temos o valor total vendido
(10.000,00) e tem-se o valor do curto prazo (4.722,26).

Logo:

10.000 – 4.722,26 = 5.277,74

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Então, esse valor de 5.277,74 deve ser classificado no Passivo Não Circulante.

8º passo: A contabilização referente ao fato contábil proposto.

D – Estoque de Mercadorias....................................10.000,00

C – Duplicatas a Pagar de Curto Prazo.....................4.722,26

C – Duplicatas a Pagar de Curto Prazo.....................5.277,74

Importante salientar que gerencialmente, muitos contadores classificam sempre 12


prestações no curto prazo e o restante no longo prazo (dependendo é claro do número de
parcelas financiadas) e na medida em que vai ocorrendo o recebimento no caso do Ativo ou
do pagamento para as obrigações do Passivo, transfere-se a parcela que foi recebida ou
paga do longo prazo para o curto prazo, mantendo sempre como mencionado 12 prestações.

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U NIDADE 6
Objetivo: Identificar a estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).

Estrutura da DRE

A Demonstração do Resultado do Exercício, mais conhecida e divulgada como DRE,


tem como finalidade demonstrar o resultado alcançado pela empresa num
determinado exercício. Portanto, importante entender algumas terminologias para que
não haja problemas na elaboração dessa demonstração financeira, pois ela tem
previsão no inciso III do artigo 176 da Lei 6404/76 e esta lei ainda faz previsão no
artigo 187 da sua estrutura e o que deve ser discriminado. Senão vejamos:

Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:

I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e


os impostos;

II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços


vendidos e o lucro bruto;

III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as


despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;

IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;


(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o


imposto;

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VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes
beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos
de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como
despesa; (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital
social.

§ 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados:

a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua


realização em moeda; e

b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a


essas receitas e rendimentos.

Modelo da DRE

Com base no dispositivo legal mencionado no título anterior chega-se ao seguinte modelo da
Demonstração do Resultado do Exercício:

1. RECEITA OPERACIONAL BRUTA A

Vendas de mercadorias

Prestação de serviços

2. DEDUÇÕES (B)

- Devoluções de Mercadorias

- Abatimentos concedidos

- Tributos incidentes sobre o faturamento

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3. RECEITA OPERACIONAL LIQUIDA C=(A-B)

4. CUSTOS OPERACIONAIS (D)

-Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)

-Custo dos Serviços Prestados (CSP)

-Custo dos Produtos Vendidos (CPV)

5. LUCRO OPERACIONAL BRUTO E=(C-D)

6. DESPESAS OPERACIONAIS (F)

-Despesas comerciais

-Despesas administrativas

-Despesas financeiras (Receita Financeira – Despesa Financeira)

7. LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO G=(E-F)

8. OUTRAS RECEITAS H

9. OUTRAS DESPESAS (I)

10. RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCICIO J=(G+H-I)

11. PROV. P/IMPOSTO DE RENDA (K)

12. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (CSLL) (L)

13. RESULTADO LÍQUIDO DO EXERC. APÓS M = (J – K – L )

14. PARTICIPAÇÕES NOS LUCROS (N)

15. LUCRO OU PREJ. LIQ. DO EXERCICIO O=M–N

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U NIDADE 7
Objetivo: Identificar a estrutura da Demonstração de Fluxo de Caixa, tanto pelo método direto
quanto indireto.

Estrutura da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)

A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), conforme alterações legais substituíram a


Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR). A DFC tem como previsão
para elaboração os artigos 176, inciso IV combinado com o artigo 188 inciso I ambos na Lei
6404, quais sejam:

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na
escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que
deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações
ocorridas no exercício:

IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007)

Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei
indicarão, no mínimo: (Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007)

I – demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o exercício,


no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no
mínimo, 3 (três) fluxos: (Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007)

a) das operações; (Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007)

b) dos financiamentos; e (Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007)

c) dos investimentos; (Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007)

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Mas, a deliberação 547/2008 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) evidencia como
elaborar a DFC tanto pelo método direto quanto pelo método indireto. Pois, as empresas já
elaboravam para fins gerenciais, só não publicavam, uma vez que não era exigido por lei.

Objetivo e Alcance da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)

Conforme a deliberação 547/2008 da CVM as informações dos fluxos de caixa de uma


entidade são úteis para proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base
para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como suas
necessidades de liquidez. As decisões econômicas que são tomadas pelos usuários exigem
avaliação da capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como da
época e do grau de segurança de geração de tais recursos.

Os usuários das demonstrações contábeis se interessam em conhecer como a entidade gera


e usa os recursos de caixa e equivalentes de caixa, independentemente da natureza das
suas atividades, mesmo que o caixa seja considerado como produto da entidade, como é o
caso de instituição financeira. As entidades necessitam de caixa essencialmente pelas
mesmas razões, por mais diferentes que sejam as suas principais atividades geradoras de
receita. Elas precisam dos recursos de caixa para efetuar suas operações, pagar suas
obrigações e prover um retorno para seus investidores. Assim sendo, este Pronunciamento
requer que todas as entidades apresentem uma demonstração dos fluxos de caixa.

A demonstração dos fluxos de caixa, quando usada em conjunto com as demais


demonstrações contábeis, proporciona informações que habilitam os usuários a avaliar as
mudanças nos ativos líquidos de uma entidade, sua estrutura financeira (inclusive sua
liquidez e solvência) e sua capacidade para alterar os valores e prazos dos fluxos de caixa, a
fim de adaptá-los às mudanças nas circunstâncias e oportunidades. As informações sobre os
fluxos de caixa são úteis para avaliar a capacidade de a entidade gerar recursos dessa
natureza e possibilitam aos usuários desenvolver modelos para avaliar e comparar o valor
presente de futuros fluxos de caixa de diferentes entidades. A demonstração dos fluxos de
caixa também melhora a comparabilidade dos relatórios de desempenho operacional para

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diferentes entidades porque reduz os efeitos decorrentes do uso de diferentes tratamentos
contábeis para as mesmas transações e eventos.

Informações históricas dos fluxos de caixa são frequentemente usadas como indicador do
valor, época e grau de segurança dos fluxos de caixa futuros. Também são úteis para
verificar a exatidão das avaliações feitas, no passado, dos fluxos de caixa futuros, assim
como para examinar a relação entre a lucratividade e os fluxos de caixa líquidos e o impacto
de variações de preços.

Definições importantes para a elaboração da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC)

Ainda segundo disposto na deliberação 547/2008 da CVM os seguintes termos são usados
neste Pronunciamento, com os significados abaixo especificados:

Caixa compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis.

Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que
são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão
sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.

Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa.

Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade


e outras atividades diferentes das de investimento e de financiamento.

Atividades de investimento são as referentes à aquisição e à venda de ativos de longo


prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa.

Atividades de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na


composição do capital próprio e no endividamento da entidade, não classificadas
como atividade operacional.

São terminologias importantes para o entendimento da elaboração da DFC, pois sem as


quais não se consegue preencher corretamente essa demonstração.

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U NIDADE 8
Objetivo: Identificar a estrutura da Demonstração de Fluxo de Caixa, tanto pelo método direto
quanto indireto.

Apresentação da DFC

Segundo a deliberação 547/2008 a apresentação de uma Demonstração dos Fluxos de


Caixa deve-se observar que:

A demonstração dos fluxos de caixa deve apresentar os fluxos de caixa de período


classificados por atividades operacionais, de investimento e de financiamento.

A entidade deve apresentar seus fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais, de
investimento e de financiamento da forma que seja mais apropriada aos seus negócios. A
classificação por atividade proporciona informações que permitem aos usuários avaliar o
impacto de tais atividades sobre a posição financeira da entidade e o montante de seu caixa
e equivalentes de caixa. Essas informações podem também ser usadas para avaliar a
relação entre essas atividades.

Uma única transação pode incluir fluxos de caixa classificados em mais de uma atividade.
Por exemplo, quando o desembolso de caixa para pagamento de um empréstimo inclui tanto
os juros como o principal, a parte dos juros pode ser classificada como atividade operacional,
mas a parte do principal deve ser classificada como atividade de financiamento.

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Composição das Atividades Operacionais

Atividades Operacionais

O montante dos fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais é um indicador-


chave da extensão na qual as operações da entidade têm gerado suficientes fluxos de caixa
para amortizar empréstimos, manter a capacidade operacional da entidade, pagar dividendos
e juros sobre o capital próprio e fazer novos investimentos sem recorrer a fontes externas de
financiamento. As informações sobre os componentes específicos dos fluxos de caixa
operacionais históricos são úteis, em conjunto com outras informações, na projeção de
futuros fluxos de caixa operacionais.

Os fluxos de caixa decorrentes das atividades operacionais são basicamente derivados das
principais atividades geradoras de receita da entidade. Portanto, eles geralmente resultam
das transações e de outros eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo.
Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais são:

a) Recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços;

b) Recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões e outras


receitas;

c) Pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços;

d) Pagamentos de caixa a empregados ou por conta de empregados;

e) Recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e sinistros,


anuidades e outros benefícios da apólice;

f) Pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda, a menos que possam


ser especificamente identificados com as atividades de financiamento ou de
investimento; e

g) Recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos para negociação


imediata ou disponíveis para venda futura.

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Algumas transações, como a venda de um ativo imobilizado, podem resultar em ganho ou
perda, que é incluído na apuração do lucro líquido ou prejuízo. Os fluxos de caixa relativos a
tais transações são fluxos de caixa provenientes de atividades de investimento. Entretanto,
pagamentos para a produção ou aquisição de ativos destinados a aluguel para terceiros e,
em sequência, serem vendidos, são fluxos de caixa das atividades operacionais. Os
recebimentos de alugueis e das subsequentes vendas de tais ativos são também fluxos de
caixa das atividades operacionais.

Uma entidade pode ter títulos e empréstimos para fins de intermediação que sejam
semelhantes a estoques adquiridos especificamente para revenda. Portanto, os fluxos de
caixa decorrentes da compra e da venda desses títulos são classificados como atividades
operacionais. Da mesma forma, as antecipações de caixa e os empréstimos feitos por
instituições financeiras são comumente classificados como atividades operacionais, uma vez
que se referem à principal atividade geradora de receita dessas entidades.

A conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais deve
ser fornecida de forma que os usuários tenham elementos para avaliar os efeitos líquidos das
atividades operacionais e de outros eventos que afetam o lucro líquido e os fluxos
operacionais de caixa em diferentes períodos.

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U NIDADE 9
Objetivo: Identificar a estrutura da Demonstração de Fluxo de Caixa, tanto pelo método direto
quanto indireto.

Composição das Atividades de Investimento

Atividades de Investimento

A divulgação em separado dos fluxos de caixa decorrentes das atividades de investimento é


importante porque tais fluxos de caixa representam a extensão em que os dispêndios de
recursos são feitos pela entidade com a finalidade de gerar resultados e fluxos de caixa no
futuro. Exemplos de fluxos de caixa decorrentes das atividades de investimento são:

h) Pagamentos de caixa para aquisição de ativo imobilizado, intangível e outros ativos de


longo prazo. Esses desembolsos incluem os custos de desenvolvimento ativados e
ativos imobilizados de construção própria;

i) Recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado, intangível e outros


ativos de longo prazo;

j) Pagamentos para aquisição de ações ou instrumentos de dívida de outras entidades e


participações societárias em joint ventures (exceto desembolsos referentes a títulos
considerados como equivalentes de caixa ou mantidos para negociação imediata ou
venda futura);

k) Recebimentos de caixa provenientes da venda de ações ou instrumentos de dívida de


outras entidades e participações societárias em joint ventures (exceto recebimentos
referentes aos títulos considerados como equivalentes de caixa e os mantidos para
negociação);

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l) Adiantamentos de caixa e empréstimos feitos a terceiros (exceto adiantamentos e
empréstimos feitos por instituição financeira);

m) Recebimentos de caixa por liquidação de adiantamentos ou amortização de


empréstimos concedidos a terceiros (exceto adiantamentos e empréstimos de uma
instituição financeira);

n) Pagamentos de caixa por contratos futuros, a termo, de opção e swap, exceto quando
tais contratos forem mantidos para negociação imediata ou venda futura, ou os
pagamentos forem classificados como atividades de financiamento; e

o) Recebimentos de caixa por contratos futuros, a termo, de opção e swap, exceto


quando tais contratos forem mantidos para negociação imediata ou venda futura, ou
os recebimentos forem classificados como atividades de financiamento.

Quando um contrato for contabilizado como proteção (hedge) de uma posição identificável,
os fluxos de caixa do contrato devem ser classificados do mesmo modo como foram
classificados os fluxos de caixa da posição que estiver sendo protegida.

Composição das Atividades de Financiamento

Atividades de Financiamento

1. A divulgação separada dos fluxos de caixa decorrentes das atividades de financiamento é


importante por ser útil para prever as exigências sobre futuros fluxos de caixa pelos
fornecedores de capital à entidade. Exemplos de fluxos de caixa decorrentes das
atividades de financiamento são:

a. Caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos patrimoniais;

b. Pagamentos de caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade;

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c. Caixa recebido proveniente da emissão de debêntures, empréstimos, títulos e
valores, hipotecas e outros empréstimos de curto e longo prazo;

d. Amortização de empréstimos e financiamentos, incluindo debêntures emitidas,


hipotecas, mútuos e outros empréstimos de curto e longo prazo;; e

e. Pagamentos de caixa por arrendatário, para redução do passivo relativo a


arrendamento mercantil financeiro.

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U NIDADE 10
Objetivo: Identificar a estrutura da Demonstração de Fluxo de Caixa, tanto pelo método direto
quanto indireto, por meio dos modelos.

Modelo de DFC pelo método direto

ATIVIDADES OPERACIONAIS

Recebimento de clientes

Pagamento de fornecedores

Recebimentos de outros ativos circulantes

Pagamento de salários

Pagamento de despesas “a pagar”

Pagamento de despesas antecipadas

Recebimento de juros

Pagamento de juros

Recebimento de dividendos

Outros recebimentos

Outros pagamentos

CAIXA LÍQUIDO GERADO (CONSUMIDO) PELA ATIVIDADE OPERACIONAL

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ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS

Investimentos no realizável em longo prazo

Outros investimentos de longo prazo

Investimentos no imobilizado

Investimentos no intangível

Investimentos no diferido

Investimentos em participações societárias

Outros investimentos permanentes

CAIXA LÍQUIDO GERADO (CONSUMIDO) PELA ATIVIDADE DE INVESTIMENTO

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

Aumento de capital

Captações de longo prazo

Pagamento de empréstimos

Pagamento de dividendos

CAIXA LÍQUIDO GERADO (CONSUMIDO) PELA ATIVIDADE DE FINANCIAMENTO

VARIAÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA

SALDO INICIAL DE CAIXA + EQUIVALENTES CAIXA


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SALDO FINAL DE CAIXA + EQUIVALENTES CAIXA

Modelo de DFC pelo método indireto

ATIVIDADES OPERACIONAIS

Lucro do Exercício

Ajustes ao lucro

Depreciação

Lucro na venda de imobilizado

Despesas Financeiras de Longo Prazo

Resultado de Equivalência Patrimonial

Investimentos de Curto Prazo

Variação das contas a receber

Variação da PCLD

Variação dos estoques

Variação das despesas antecipadas

Variação de outros ativos circulantes

Variação de salários a pagar

Variação de fornecedores

Variação de despesas a pagar

Variação de outros passivos circulantes

CAIXA LÍQUIDO GERADO (CONSUMIDO) PELA ATIVIDADE OPERACIONAL


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ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS

Investimentos no realizável em longo prazo

Outros investimentos de longo prazo

Investimentos no imobilizado

Investimentos no intangível

Investimentos no diferido

Investimentos em participações societárias

Outros investimentos permanentes

CAIXA LÍQUIDO GERADO (CONSUMIDO) PELA ATIVIDADE DE INVESTIMENTO

ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

Aumento de capital

Captações de longo prazo

Pagamento de empréstimos

Pagamento de dividendos

CAIXA LÍQUIDO GERADO (CONSUMIDO) PELA ATIVIDADE DE FINANCIAMENTO

VARIAÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA

SALDO INICIAL DE CAIXA + EQUIVALENTES CAIXA

SALDO FINAL DE CAIXA + EQUIVALENTES CAIXA


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Antes de dar continuidades aos seus estudos é fundamental que você acesse sua
SALA DE AULA e faça a Atividade 1 no “link” ATIVIDADES.

FÓRUM I

Como a análise das demonstrações financeiras pode influenciar nas tomadas de decisões
dos gestores independentemente da instituição em que trabalha?

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U NIDADE 11
Objetivo: Identificar a estrutura da Demonstração do Valor Adicionado - DVA.

Aspectos introdutórios da DVA

Conforme disposto na deliberação 557/2008 da CVM a entidade deve elaborar a DVA e


apresentá-la como parte integrante das suas demonstrações contábeis divulgadas ao final de
cada exercício social.

A elaboração da DVA consolidada deve basear-se nas demonstrações consolidadas e


evidenciar a participação dos sócios não controladores conforme o modelo anexo.

A DVA deve proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis informações relativas à
riqueza criada pela entidade em determinado período e a forma como tais riquezas foram
distribuídas.

A distribuição da riqueza criada deve ser detalhada, minimamente, da seguinte forma:

a) Pessoal e encargos;

b) Impostos, taxas e contribuições;

c) Juros e alugueis;

d) Juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendos;

e) Lucros retidos/prejuízos do exercício.

As entidades mercantis (comerciais e industriais) e prestadoras de serviços devem utilizar o


Modelo I, aplicável às empresas em geral, enquanto que para atividades específicas, tais

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como atividades de intermediação financeira (instituições financeiras bancárias) e de
seguros, devem ser utilizados os modelos específicos (II e III) incluídos neste
Pronunciamento.

Os itens mínimos do modelo para as entidades mercantis (empresas em geral) estão


apresentados na sequência, e o modelo propriamente dito está ao final deste
Pronunciamento.

Definições de componentes da DVA

Valor adicionado representa a riqueza criada pela empresa, de forma geral medida pela
diferença entre o valor das vendas e os insumos adquiridos de terceiros. Inclui também o
valor adicionado recebido em transferência, ou seja, produzido por terceiros e transferido à
entidade.

Receita de venda de mercadorias, produtos e serviços representam os valores reconhecidos


na contabilidade a esse título pelo regime de competência e incluídos na demonstração do
resultado do período.

Outras receitas representam os valores que sejam oriundos, principalmente, de baixas por
alienação de ativos não-circulantes, tais como resultados na venda de imobilizado, de
investimentos, e outras transações incluídas na demonstração do resultado do exercício que
não configuram reconhecimento de transferência à entidade de riqueza criada por outras
entidades.

Diferentemente dos critérios contábeis, também incluem valores que não transitam pela
demonstração do resultado, como, por exemplo, aqueles relativos à construção de ativos
para uso próprio da entidade (conforme item 19) e aos juros pagos ou creditados que tenham
sido incorporados aos valores dos ativos de longo prazo (normalmente, imobilizados).

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No caso de estoques de longa maturação, os juros a eles incorporados deverão ser
destacados como distribuições da riqueza no momento em que os respectivos estoques
forem baixados; dessa forma, não há que se considerar esse valor como outras receitas.

Insumo adquirido de terceiros representa os valores relativos às aquisições de matérias-


primas, mercadorias, materiais, energia, serviços, etc. que tenham sido transformados em
despesas do período. Enquanto permanecerem nos estoques, não compõem a formação da
riqueza criada e distribuída.

Depreciação, amortização e exaustão representam os valores reconhecidos no período e


normalmente utilizados para conciliação entre o fluxo de caixa das atividades operacionais e
o resultado líquido do exercício.

Valor adicionado recebido em transferência representa a riqueza que não tenha sido criada
pela própria entidade, e sim por terceiros, e que a ela é transferida, como por exemplo,
receitas financeiras, de equivalência patrimonial, dividendos, aluguel, royalties, etc. Precisa
ficar destacado, inclusive para evitar dupla-contagem em certas agregações.

Características das informações da DVA

A DVA está fundamentada em conceitos macroeconômicos, buscando apresentar,


eliminados os valores que representam dupla-contagem, a parcela de contribuição que a
entidade tem na formação do Produto Interno Bruto (PIB). Essa demonstração apresenta o
quanto a entidade agrega de valor aos insumos adquiridos de terceiros e que são vendidos
ou consumidos durante determinado período.

Existem, todavia, diferenças temporais entre o modelo contábil e econômico no cálculo do


valor adicionado. A ciência econômica, para cálculo do PIB, baseia-se na produção,
enquanto a contabilidade utiliza o conceito contábil da realização da receita, isto é, baseia-se
no regime contábil de competência. Como os momentos de realização da produção e das
vendas são normalmente diferentes, os valores calculados para o PIB por meio dos
conceitos oriundos da Economia e os da Contabilidade são naturalmente diferentes em cada

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período. Essas diferenças serão tanto menores quanto menores forem as diferenças entre os
estoques inicial e final para o período considerado. Em outras palavras, admitindo-se a
inexistência de estoques inicial e final, os valores encontrados com a utilização de conceitos
econômicos e contábeis convergirão.

Para os investidores e outros usuários, essa demonstração proporciona o conhecimento de


informações de natureza econômica e social e oferece a possibilidade de melhor avaliação
das atividades da entidade dentro da sociedade na qual está inserida. A decisão de
recebimento por uma comunidade (Município, Estado e a própria Federação) de investimento
pode ter nessa demonstração um instrumento de extrema utilidade e com informações que,
por exemplo, a demonstração de resultados por si só não é capaz de oferecer.

A DVA elaborada por segmento (tipo de clientes, atividades, produtos, área geográfica e
outros) pode representar informações ainda mais valiosas no auxílio da formulação de
predições e, enquanto não houver um pronunciamento específico do CPC sobre segmentos,
sua divulgação é incentivada.

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U NIDADE 12
Objetivo: Identificar a estrutura da DVA.

Riqueza criada pela própria entidade

A DVA, em sua primeira parte, deve apresentar de forma detalhada a riqueza criada pela
entidade. Os principais componentes da riqueza criada estão apresentados a seguir nos
seguintes itens:

Receitas

Venda de mercadorias, produtos e serviços - inclui os valores dos tributos incidentes sobre
essas receitas (por exemplo, ICMS, IPI, PIS e COFINS), ou seja, corresponde ao ingresso
bruto ou faturamento bruto, mesmo quando na demonstração do resultado tais tributos
estejam fora do cômputo dessas receitas.

Outras receitas - da mesma forma que o item anterior, inclui os tributos incidentes sobre
essas receitas.

Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Constituição/Reversão - inclui os valores


relativos à constituição e reversão dessa provisão.

Insumos adquiridos de terceiros

Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos - inclui os valores das
matérias-primas adquiridas junto a terceiros e contidas no custo do produto vendido, das

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mercadorias e dos serviços vendidos adquiridos de terceiros; não inclui gastos com pessoal
próprio.

Materiais, energia, serviços de terceiros e outros - inclui valores relativos às despesas


originadas da utilização desses bens, utilidades e serviços adquiridos junto a terceiros.

Nos valores dos custos dos produtos e mercadorias vendidos, materiais, serviços,
energia etc. consumidos, devem ser considerados os tributos incluídos no momento
das compras (por exemplo, ICMS, IPI, PIS e COFINS), recuperáveis ou não. Esse
procedimento é diferente das práticas utilizadas na demonstração do resultado.

Perda e recuperação de valores ativos - inclui valores relativos a ajustes por avaliação a
valor de mercado de estoques, imobilizados, investimentos, etc. Também devem ser
incluídos os valores reconhecidos no resultado do período, tanto na constituição quanto na
reversão de provisão para perdas por desvalorização de ativos, conforme aplicação do CPC
01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos (se no período o valor líquido for positivo,
deve ser somado).

Depreciação, amortização e exaustão - inclui a despesa ou o custo contabilizado no período.

Valor adicionado recebido em transferência

Resultado de equivalência patrimonial - o resultado da equivalência pode representar receita


ou despesa; se despesa, deve ser considerado como redução ou valor negativo.

Receitas financeiras - inclui todas as receitas financeiras, inclusive as variações cambiais


ativas, independentemente de sua origem.

Outras receitas - incluem os dividendos relativos a investimentos avaliados ao custo,


aluguéis, direitos de franquia, etc.

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U NIDADE 13
Objetivo: Identificar a estrutura da DVA.

Distribuição da riqueza

A segunda parte da DVA deve apresentar de forma detalhada como a riqueza obtida pela
entidade foi distribuída. Os principais componentes dessa distribuição estão apresentados a
seguir:

Pessoal – valores apropriados ao custo e ao resultado do exercício na forma de:

 Remuneração direta - representada pelos valores relativos a salários, 13º salário,


honorários da administração (inclusive os pagamentos baseados em ações), férias,
comissões, horas extras, participação de empregados nos resultados, etc.

 Benefícios - representados pelos valores relativos à assistência médica, alimentação,


transporte, planos de aposentadoria etc.

 FGTS – representado pelos valores depositados em conta vinculada dos empregados.

Impostos, taxas e contribuições - valores relativos ao imposto de renda, contribuição social


sobre o lucro, contribuições aos INSS (incluídos aqui os valores do Seguro de Acidentes do
Trabalho) que sejam ônus do empregador, bem como os demais impostos e contribuições a
que a empresa esteja sujeita. Para os impostos compensáveis, tais como ICMS, IPI, PIS e
COFINS, devem ser considerados apenas os valores devidos ou já recolhidos, e
representam a diferença entre os impostos e contribuições incidentes sobre as receitas e os
respectivos valores incidentes sobre os itens considerados como “insumos adquiridos de
terceiros”.
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 Federais – inclui os tributos devidos à União, inclusive aqueles que são repassados no
todo ou em parte aos Estados, Municípios, Autarquias etc., tais como: IRPJ, CSSL,
IPI, CIDE, PIS, COFINS. Inclui também a contribuição sindical patronal.

 Estaduais – inclui os tributos devidos aos Estados, inclusive aqueles que são
repassados no todo ou em parte aos Municípios, Autarquias etc., tais como o ICMS e
o IPVA.

 Municipais – inclui os tributos devidos aos Municípios, inclusive aqueles que são
repassados no todo ou em parte às Autarquias, ou quaisquer outras entidades, tais
como o ISS e o IPTU.

Remuneração de capitais de terceiros - valores pagos ou creditados aos financiadores


externos de capital.

 Juros - inclui as despesas financeiras, inclusive as variações cambiais passivas,


relativas a quaisquer tipos de empréstimos e financiamentos junto a instituições
financeiras, empresas do grupo ou outras formas de obtenção de recursos. Inclui os
valores que tenham sido capitalizados no período.

 Alugueis - inclui os alugueis (inclusive as despesas com arrendamento operacional)


pagos ou creditados a terceiros, inclusive os acrescidos aos ativos.

 Outras - incluem outras remunerações que configurem transferência de riqueza a


terceiros, mesmo que originadas em capital intelectual, tais como royalties, franquia,
direitos autorais, etc.

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Remuneração de capitais próprios - valores relativos à remuneração atribuída aos sócios e
acionistas.

 Juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendos - inclui os valores pagos ou


creditados aos sócios e acionistas por conta do resultado do período, ressalvando-se
os valores dos JCP transferidos para conta de reserva de lucros. Devem ser incluídos
apenas os valores distribuídos com base no resultado do próprio exercício,
desconsiderando-se os dividendos distribuídos com base em lucros acumulados de
exercícios anteriores, uma vez que já foram tratados como “lucros retidos” no
exercício em que foram gerados.

 Lucros retidos e prejuízos do exercício - incluem os valores relativos ao lucro do


exercício destinados às reservas, inclusive os JCP quando tiverem esse tratamento;
nos casos de prejuízo, esse valor deve ser incluído com sinal negativo.

 As quantias destinadas aos sócios e acionistas na forma de Juros sobre o Capital


Próprio – JCP, independentemente de serem registrados como passivo (JCP a pagar)
ou como reserva de lucros, devem ter o mesmo tratamento dado aos dividendos no
que diz respeito ao exercício a que devem ser imputado.

Modelo de DVA

1. RECEITAS

1.1. Vendas de mercadoria, produtos e serviços

1.2. PCLD – Reversão/(Constituição)

1.3. Não operacionais

2. INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui ICMS e IPI)

2.1. Matérias-Primas consumidas

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2.2. Custos das mercadorias e serviços vendidos

2.3. Materiais, energia, serviços de terceiros e outros

2.4. Perda/Recuperação de valores ativos

3. VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)

4. RETENÇÕES

4.1. Depreciação, amortização e exaustão

5. VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3- 4)

6. VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA

6.1. Resultado de equivalência patrimonial

6.2. Receitas financeiras

7. VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)

8. DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO

8.1. Pessoal e encargos

8.2. Impostos, taxas e contribuições

8.3. Juros e alugueis

8.4. Juros s/ capital próprio e dividendos

8.5. Lucros retidos / prejuízo do exercício

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U NIDADE 14
Objetivo: Identificar a estrutura da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido.

CONCEITO

A demonstração das mutações do patrimônio líquido é a demonstração contábil destinada a


evidenciar, num determinado período, a movimentação das contas que integram o patrimônio
da Entidade.

A Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido não é obrigatória para as sociedades


fechadas, sejam limitadas ou sociedades de ações. O artigo 186 da Lei 6404/76 faculta a
inclusão da demonstração de lucros ou prejuízos acumulados na demonstração de mutações
do patrimônio líquido.

CONTEÚDO E ESTRUTURA

A demonstração das mutações do patrimônio líquido discriminará:

a) Os saldos no início do período;

b) Os ajustes de exercícios anteriores;

c) As reversões e transferências de reservas e lucros;

d) Os aumentos de capital discriminando sua natureza;

e) A redução de capital;

f) As destinações do lucro líquido do período;

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g) As reavaliações de ativos e sua realização, líquida do efeito dos impostos
correspondentes;

h) O resultado líquido do período;

i) As compensações de prejuízos;

j) Os lucros distribuídos;

k) Os saldos no final do período.

A Instrução CVM nº 59 dispõe sobre a obrigatoriedade e publicação da DMPL para as


companhias abertas.

Demonstração de Mutação do Patrimônio Líquido - DMPL

Reserva de Capital Reserva de Lucro

Capital Lucro
Movimentação Ágio na Total
Realizado C.M. L.a Acumul.
Emissão de Legal Estat. P/Contig Orçam.
Capital Realiz.
Ações

Saldo Inicial

(+/-) Ajustes

C. Monetária

Aumento de
Capital

Reversão de
Reservas

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Lucro
Líquido
do Exercício

Reserva
Legal

Reserva
Estat.

Reserva
Orçam.

Reserva
p/Cont.

Reserva L. a
Realizar

Dividendos

Saldo Final

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U NIDADE 15
Objetivo: Entender as fases iniciais da aplicação da Análise das Demonstrações Financeiras.

Aspectos Iniciais da Aplicação da Análise

Apesar de ser mais comum encontrarmos trabalhos com o título de “Análise de Balanços”, a
Expressão “Análise das Demonstrações Financeiras” é a mais correta, uma vez que não só o
Balanço, mas todas as Demonstrações financeiras de uma Empresa ou grupo de empresas
devem ser submetidos à análise.

Podemos afirmar que a Análise das Demonstrações financeiras é tão remota quanto a
própria Contabilidade. Há aproximadamente 4.000 a.C., temos como exemplo, os primeiros
inventários de rebanhos de ovelhas e a preocupação com a variação da riqueza de cada
colono.

A análise da variação do crescimento dos rebanhos, comparando dois inventários de


períodos diferentes confirma os primeiros sinais da sua utilização na mesma época do
surgimento da Contabilidade.

Vários são os fatores que contribuíram e contribuem para a evolução da Análise das
Demonstrações Financeiras:

a) Final do século XIX que a Análise das Demonstrações financeiras surge de forma
mais Desenvolvida. Neste período, os banqueiros americanos já solicitavam as
Demonstrações Financeiras (principalmente o Balanço) das empresas que
necessitavam de empréstimos.

b) Com o surgimento dos Bancos governamentais (como o BIRD e o BNDES) deu-se o


maior avanço da Análise das Demonstrações Financeiras, pois essas entidades

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utilizam a análise para conhecerem a situação econômico-financeira de empresas que
desejavam contrair empréstimos.

c) Outro fator que contribuiu para o desenvolvimento da Análise das Demonstrações


financeiras foi a abertura do Capital por parte das Empresas. Os investidores
utilizavam-se da análise para selecionarem as empresas mais sólidas e prósperas.

d) Atualmente, a fusão de empresas, a avaliação de eficiência Administrativa, a


preocupação da evolução dos concorrentes e os funcionários, na expectativa de
averiguarem melhor a situação econômico-financeira multiplicam a importância e
utilidade da Análise das Demonstrações Financeiras, uma vez que vivemos um
período em que impera a qualidade e agilidade das informações nas tomadas de
decisão.

A análise de balanço visa ao estudo da situação patrimonial e do desempenho econômico-


financeiro das instituições em dado período, buscando extrair informações úteis para a
tomada de decisões e diagnosticar a saúde patrimonial-econômica- financeira da empresa.

A análise de balanços deve ser entendida dentro de suas possibilidade e limitações.


Apontando mais problemas que soluções; mas quando manuseada de forma conveniente,
transforma-se num poderoso painel de controle administrativo. Entretanto o contador com
mentalidade gerencial poderá discernir uma série de fatores que motivaram certo
comportamento e apontá-los ao diretor financeiro. Não se devem esperar resultados
imediatos, como consequência de uma análise, a não ser em casos extremamente
evidentes.

As limitações da análise financeiras advêm das limitações da própria natureza,


essencialmente financeira de suas investigações e aplicações. Assim não devemos depositar
excessiva confiança nesta análise.

No sentido de tornar a análise efetiva, existem algumas condições, a saber:

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a. A contabilidade da empresa deve ser mantida com esmero e sem interferências
manipuladoras ou normalizantes de resultados;

b. Ainda que, presumivelmente, o Departamento de Contabilidade tudo faça para


executar os serviços de forma correta, ainda assim é necessário nas empresas
médias e grandes, o parecer do auditor independente ou pelo menos o
acompanhamento da auditoria interna;

c. Na medida do possível, os demonstrativos abjetos de análise por meio de índices


devem ser corrigidos detalhadamente, levando-se em conta as variações do poder
aquisitivo da moeda.

d. Na análise das Demonstrações Financeiras, não nos podemos limitar somente à


análise do Balanço Patrimonial e do Resultado do Exercício, todas as demonstrações
constantes dos relatórios contábeis devem ser analisadas:

 BALANÇO PATRIMONIAL

 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA

 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

 DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

Uma das primeiras providências a ser tomadas para a análise é verificarmos se estamos de
posse de todas as Demonstrações Financeiras, inclusive Notas Explicativas. O ideal é
estarmos de posse das Demonstrações Financeiras atinentes a dois ou mais exercícios.
Convém lembrar que as Demonstrações Financeiras já vêm colunáveis abordando dois
exercícios, uma vez que se trata de exigência legal.

Outras providências se fazem necessárias para uma análise mais correta e adequada. As
formas de classificação de balanços utilizadas entre nós, embora apreciáveis sob outras
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condições e sob outros pontos de vista, não são as que mais favorecem a disposição de
dados para análise. Os valores devem ser arredondados e, desde que não haja necessidade
de uma analise vertical e horizontal extremamente detalhada, certa contas podem ser
fundidas dentro de outras denominações mais genéricas.

Atualmente, o uso de índices tem sido a técnica mais comumente utilizada e eficiente.
Ressaltamos, entretanto, que o analista deverá tomar alguns cuidados ao interpretar os
índices, pois em determinadas situações, eles podem gerar uma falsa imagem. Como
exemplo vamos admitir que o Ativo Real de uma Empresa é de $ 400 e a mesma possui um
Passivo Real de $ 80. Dividindo-se o Ativo Real pelo Passivo Real obtemos um quociente de
garantia de endividamento igual a $ 5, ou seja, $ 5 de Ativo para casa $ 1 de Dívida
(Passivo). Se no período seguinte a Empresa quita parte de suas dívidas reduzindo seu
Passivo em $ 70, o novo quociente de garantia de endividamento será igual a $ 33 ($330 /
$10), porém isso não significa que o poder de pagamento da Empresa evoluiu positivamente
em 6,5 vezes, porque tanto o Passivo como o Ativo sofreram redução equivalente, não
alterando a situação patrimonial.

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U NIDADE 16
Objetivo: Entender e aplicar a reclassificação das contas para Análises.

Reclassificação das contas

A reclassificação para análise significa o remanejamento de contas para novos grupamentos


dentro do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados, com a finalidade de melhorar
a eficiência da análise.

De uma forma sucinta, indicamos alguns remanejamentos necessários:

 DUPLICATAS DESCONTADAS: do Ativo Circulante para o Passivo Circulante,


visando dar um tratamento uniforme para as empresas que não trabalham com
descontos;

 PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA (PCLD): do Ativo


Circulante para o Passivo Circulante, visando dar um tratamento uniforme para as
empresas que não trabalham com devedores duvidosos;

 DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE: Representa um subgrupo do Ativo


Circulante que nunca se converterá em dinheiro e nem poderá ser utilizado para quitar
obrigações da Empresa, mas reduzirá o lucro do próximo período. Por isso essas
despesas devem ser transferidas do Ativo para o Patrimônio Líquido, reduzindo-o.

 RECEITAS E DESPESAS DIFERIDAS: Por se tratarem de valores recebidos


antecipadamente mediante entrega futura de produtos ou serviços por parte da
Empresa, este item deve, desde já, ser incluído no P. L., como lucro, caso a empresa
esteja certa de que não haverá, em hipótese alguma, a necessidade de devolução. Se
houver risco de devolução, as contas de Receitas Diferidas e Despesas Diferidas

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devem ser reclassificadas no Passivo Circulante ou no Passivo Não Circulante
conforme previsão de vencimento.

 IMÓVEIS COM PREVISÃO DE VENDA: Se uma Empresa possui imóveis dispostos à


venda, é mais conveniente transferi-lo do Ativo Permanente para o realizável em longo
prazo ou para o Ativo Circulante, conforme a previsão de sua realização.

Existem outras reclassificações que devem ser efetuadas, contudo as veremos


oportunamente quando for necessário.

Passos para análise

De cada conta;

Análise matemática;

Análise gráfica;

Análise comentada;

Comparativo com Empresas do mesmo setor.

Aspectos para uma análise

Uma análise pode ser executada sob vários aspectos, com suas de ferramentas ou índices.
Com a finalidade de torná-la mais clara e abrangente possível, dividimos a análise em:

Aspecto - Situação Patrimonial – por meio da aplicação de índices de garantia de capital de


terceiros, por exemplo, outros que podemos citar é o quociente de capitalização, grau
endividamento, dentre outros.

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Aspecto - Situação Financeira – quanto a esse aspecto podemos citar a aplicação dos
índices de liquidez, índices de giro (rotação), tais como prazo médio de recebimento de
vendas, bem como o prazo médio de pagamento de fornecedores, dentre outros;

Aspecto - Situação Econômica – neste aspecto podem ser aplicados os índices de


rentabilidade, bem como o de lucratividade;

E, por fim as Análises Vertical e Horizontal.

Alguns usam denominá-la, erroneamente, de situação Econômica. A posse de Bens e


Direitos corresponde à Situação Patrimonial. Situação Econômica diz respeito à capacidade
de gerar lucros. A Situação Patrimonial pode ser analisada sob vários aspectos, que iremos
abordar nas próximas unidades. Iniciemos com a aplicação das análises vertical e horizontal.

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U NIDADE 17
Objetivo: Entender e aplicar a Análise Vertical.

Análise Vertical

Processo comparativo, expresso em porcentagem, aplicado ao se relacionar uma conta ou


grupo de contas com um valor afim ou relacionável, identificado no mesmo demonstrativo.

Desta forma, dispondo-se os valores absolutos em forma vertical, pode-se apreciar


facilmente a participação relativa de cada item contábil, por exemplo, do ativo, do passivo ou
da demonstração do resultado do exercício.

Este tipo de análise propicia, por exemplo, a comparação da porcentagem dos itens do ativo
em relação a outras empresas, basicamente concorrentes, uma vez que devem ser
comparados com empresas de mesmo ramo de atividade. Podemos comparar, também, os
itens da demonstração do resultado. Sabemos então entre outros itens:

 Se nossos investimentos em estoques são maiores que de nossos concorrentes.

 Se nosso custo é mais elevado que o das demais empresas de igual ramo de
atividade, etc.

Portanto, a análise vertical consiste no cálculo do percentual de participação de cada item


que compõe o total de recursos representados numa Demonstração financeira. Por meio da
análise Vertical da Demonstração de Resultado, por exemplo, saberemos qual a despesa
que mais contribuiu na redução da receita.

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No Balanço Patrimonial, a Análise Vertical mostra a percentagem do Ativo Total
(investimento total), que foi aplicado no Disponível, em Estoques, no Imobilizado, etc.

Vejamos um Exemplo:

ANÁLISE VERTICAL DA EMPRESA SILVA & SANTOS S/A

BALANÇO PATRIMONIAL EM $ MIL

ATIVO 2008 A. V. 2009 A. V.

CIRCULANTE 2.200 56% 4.500 59%

Disponível 400 10% 1.100 14%

Clientes 1.000 26% 3.000 39%

Estoques 800 20% 400 6%

NÃO CIRCULANTE 1.700 44% 3.104 41%

Realiz. a Longo Prazo 300 8% 200 3%

Empréstimos a Coligadas 300 8% 200 3%

Investimentos 1.000 26% 2.100 28%

Participações Societárias 1.000 26% 2.100 28%

Imobilizado 400 10% 804 10%

Imobilizado em Uso 800 20% 1.300 17%

(-) Deprec. Acumulada (400) (10%) (496) (7%)

TOTAL 3.900 100% 7.604 100%

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PASSIVO 2008 A. V. 2009 A. V.

Circulante 1.500 38% 3.590 47%

Fornecedores 300 8% 1.221 16%

Empréstimos 1.000 25% 1.400 18%

I.R. a Pagar 200 5% 469 6%

Dividendos a Pagar - - 500 7%

Patrimônio Líquido 2.400 62% 4.014 53%

Capital 1.600 42% 2.600 34%

Reserva de Capital 400 10% 600 8%

Reserva de Reavaliação - - 414 6%

Lucro Acumulado 400 10% 400 5%

TOTAL 3.900 100% 7.604 100%

NOTAS:

 Em 2008 o Ativo Circulante representava 56% do investimento total. Sendo que 10%
foram aplicados no Disponível, 26% em Clientes e 20% em Estoques;

 De 2008 para 2009 houve um acréscimo na participação do Ativo circulante no Ativo


total, cujo percentual passou de 56% para 59%.

 O Ativo Realizável em Longo Prazo teve sua participação diminuída de 2008 para
2009 (de 8% para 3%), o que indica uma situação favorável nas finanças da Empresa,
pois quanto menos Ativo Realizável em Longo Prazo, melhor, considerando que o
Ativo Circulante teve sua participação dilatada.
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 Quanto ao Ativo Não Circulante, a Análise Vertical nos mostra que em 2008, sua
participação foi de 44%. Já em 2009 esse subgrupo representou 41% do Ativo Total,
sendo “Investimentos”, o item responsável pelo acréscimo.

No Passivo, as Dívidas Exigíveis em Curto Prazo aumentaram significativamente. Como em


nosso exemplo não há Exigível a Longo Prazo, o Passivo Circulante representa 100% do
Capital de Terceiros investidos na Empresa. Assim, o acréscimo desse subgrupo indica,
automaticamente, redução da participação do Capital Próprio no Investimento Total, apresar
de que, em $ (valor) houve acréscimo, mas em proporção menor que o acréscimo no Capital
de Terceiros (Passivo Circulante).

A seguir, exemplificaremos a Análise Vertical da Demonstração de Resultado de Exercício da


Empresa SILVA & SANTOS S/A:

Analisando a composição do DRE por meio da Análise Vertical, observamos que as


participações das deduções e do custo das vendas se mostram equilibradas NOS DOIS
PERÍODOS. Por outro lado, as despesas operacionais (principalmente Depreciação e
Financeiras) apresentaram um aumento de 4% em relação às vendas, ocasionando redução
na margem líquida de lucro de 2009 em comparação a 2008.

DRE DA EMPRESA SILVA & SANTOS S/A

DRE em $ Mil 2008 A. V. 2009 A. V.

Receita Total 4.300 100% 5.000 100%


(-) Deduções das Vendas (600) 14% (700) 14%

(=) Receita Líquida 3.700 86% 4.300 86%


(-) C.M.V. (1.500) 35% (1.700) 34%

(=) Lucro Bruto Operacional 2.200 51% 2.600 52%


(-) Despesas Operacionais (1.030) 24% (1.396) 28%

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- De Vendas
(500) 12% (600) 12%
- Administrativas
(350) 8% (400) 8%
- Depreciação
(30) 1% (96) 2%
- Financeiras
(150) 3% (300) 6%
(+) Equivalência Patrimonial
350 8% 400 8%

(=) Lucro Líquido Operacional 1.520 35% 1.604 32


(-) Provisão para Imposto de Renda (300) 7% (469) 9

(=) Lucro Líquido do Exercício 1.220 28% 1.135 23%

A partir dessas informações, a administração financeira da Empresa terá sua atenção


direcionada a esses itens que apresentaram comportamento desfavorável.

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U NIDADE 18
Objetivo: Entender e aplicar a Análise Horizontal.

Análise Horizontal

Comparação que se faz entre os valores de uma mesma conta ou massa patrimonial, em
diferentes períodos.

A comparação entre dois ou mais períodos pode ser efetuada em valores absolutos ou
através de percentuais. Observa-se, portanto, o comportamento dos itens em pauta,
verificando, com os coeficientes comparativos obtidos, as variações aumentativas ou
diminutivas de cada conta ou grupo de contas, em relação ao conjunto.

A importância desta análise consiste em justamente permitir que se analise a tendência


passada e futura de cada item, podendo-se depreender, portanto, o comportamento nos
próximos períodos.

A tendência pode-se apresentar nas seguintes formas:

 Melhorar

 Estabilizar

 Piorar

Assim, baseando-se no que ocorreu até o momento, é possível que se tenha uma ideia do
que poderá acontecer no futuro.

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Análise Horizontal e a Base 100

Por meio das análises, denota-se que cada conta ou grupo de contas de um patrimônio, por
exemplo, pode sofrer variações, positivas ou negativas, isto é, o patrimônio tanto pode sofrer
uma ação aumentativa como diminutiva em cada um de seus respectivos grupos de contas.
Para visualizar melhor estas variações, utiliza-se um instrumento de grande validade,
conhecido como base 100.

Procedimento:

a. Iguala-se o primeiro índice ou cifra igual a 100.

b. Através de uma regra de três simples, atribui-se a evolução, com base em 100, a cada
índice ou cifra.

Vejamos um Exemplo:

ANÁLISE HORIZONTAL DA EMPRESA SILVA & SANTOS S/A

BALANÇO PATRIMONIAL EM $ MIL

ATIVO 2008 A. H. 2009 A. H.

CIRCULANTE 2.200 100% 4.500 104,55%

Disponível 400 100% 1.100 175%

Clientes 1.000 100% 3.000 200%

Estoques 800 100% 400 (50)%

NÃO CIRCULANTE 1.700 100% 3.104 82,59%

Realiz. a Longo Prazo 300 100% 200 (33,33)%

Empréstimos a Coligadas 300 100% 200 (33,33)%

Investimentos 1.000 100% 2.100 110%

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Participações Societárias 1.000 100% 2.100 110%

Imobilizado 400 100% 804 101%

Imobilizado em Uso 800 100% 1.300 62,50%

(-) Deprec. Acumulada (400) (100) (496) 24%

TOTAL 3.900 100% 7.604 94,97%

PASSIVO 2008 A. H. 2009 A. H.

Circulante 1.500 100% 3.590 139,33%

Fornecedores 300 100% 1.221 307%

Empréstimos 1.000 100% 1.400 40%

I.R. a Pagar 200 100% 469 134,50%

Dividendos a Pagar - - 500 %

Patrimônio Líquido 2.400 100% 4.014 67,25%

Capital 1.600 100% 2.600 62,50%

Reserva de Capital 400 100% 600 50%

Reserva de Reavaliação - - 414 %

Lucro Acumulado 400 100% 400 0%

TOTAL 3.900 100% 7.604 94,97%

NOTAS:

 O Ativo Circulante aumentou 104,55% de 2008 para 2009. Neste grupo houve um
destaque para o grupo do Disponível que aumentou em 175%;

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 De 2008 para 2009 houve um aumento de 82,59% do grupo do Ativo Não Circulante,
com destaque para a variação negativa de 33,33% do Ativo Realizável em Longo
Prazo, enquanto os grupos do Investimento com variação positiva de 110% e o grupo
do Imobilizado 101%.

 Quanto às dívidas, aquelas de curto prazo do Passivo Circulante aumentaram em


139% de 2008 para 2009, enquanto o capital próprio, representado no Patrimônio
Líquido houve um aumento de 67,25%.

A seguir, exemplificaremos a Análise Horizontal da Demonstração de Resultado de Exercício


da Empresa SILVA & SANTOS S/A:

DRE DA EMPRESA SILVA & SANTOS S/A

DRE em $ Mil 2008 A. V. 2009 A. V.

Receita Total 4.300 5.000


(-) Deduções das Vendas (600) (700)

(=) Receita Líquida 3.700 100% 4.300 100%


(-) C.M.V. (1.500) 40,54% (1.700) 39,53%

(=) Lucro Bruto Operacional 2.200 59,46% 2.600 60,47%


(-) Despesas Operacionais (1.030) 27,84% (1.396) 32,47%

- De Vendas (500) 13,51% (600) 13,95%


- Administrativas (350) 9,46% (400) 9,3%
- Depreciação (30) 0,81% (96) 2,23%
- Financeiras (150) 4,05% (300) 6,98%

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(+) Equivalência Patrimonial 350 9,46% 400 9,3%

(=) Lucro Líquido Operacional 1.520 41,08% 1.604 37,3%


(-) Provisão para Imposto de Renda (300) 8,11% (469) 10,91%

(=) Lucro Líquido do Exercício 1.220 32,97% 1.135 26,40%

A partir dessas informações, a administração financeira da Empresa terá sua atenção


direcionada a esses itens que apresentaram comportamento desfavorável.

IMPORTANTÍSSIMO

Cabe ressaltar que quando for aplicar o cálculo na análise vertical na Demonstração do
Resultado do Exercício deve-se utilizar como parâmetro a RECEITA LÍQUIDA e não a
RECEITA BRUTA. Isso é o que diz e fazem a maioria dos doutrinadores dessa ferramenta
gerencial da contabilidade que é a análise das demonstrações financeiras.

Nota:

Analisando a Demonstração do Resultado do Exercício temos como maior destaque o


aumento do Imposto de renda em 56,33% de 2008 para 2009. Outra conta que merece
atenção é o grupo das Despesas operacionais que aumentaram em 35,53% de 2008 para
2009. Vejamos que o grupo de despesas financeiras e de depreciação foram as grandes
influenciadoras desse aumento nas despesas operacionais, uma vez que aumentaram 100%
e 220% respectivamente.

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U NIDADE 19
Objetivo: Identificar e aplicar os índices de Liquidez.

Índices de Liquidez

Os índices de liquidez revelam como está a situação financeira da empresa, em determinado


período, para fazer frente às suas obrigações. Na realidade, talvez um índice, ou seja, o de
liquidez geral, poderia satisfazer todo este grupo de índices. No entanto, é de suma
importância para as empresas verificarem os aspectos temporais em que os recursos
estarão disponíveis, bem como a temporalidade em que as obrigações terão de ser pagas.
No entanto, vale ressaltar, que, em vista do tipo de informação que a organização precisa
obter é que se vai selecionar qual índice aplicar.

Portanto, dentre os índices de liquidez, consideram-se os de liquidez geral, corrente e seca


como os mais utilizados, por esta razão serão estes abordados com mais acuidade.

Índices de Liquidez Geral

Fórmula da Liquidez Geral:

ILG = Ativo Circulante + Ativo Não Circulante____


Passivo Circulante + Passivo Não Circulante

Cabe ressaltar, que nesta fórmula o Ativo Não Circulante se refere somente ao grupo do
Realizável em Longo Prazo, pois como é de conhecimento e abordado anteriormente o grupo
do Ativo Não Circulante é composto de Realizável em Longo Prazo, Imobilizado,
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Investimento e Intangível. Este índice se destina a evidenciar como anda a saúde financeira
de longo prazo (global) da empresa, ou seja, objetiva-se responder se companhia conseguirá
fazer frente a todas as suas obrigações. Sua análise indicará quanto a empresa possui no
Ativo Circulante e Realizável em Longo Prazo para cada $ 1,00 de dívida total para com
terceiros.

A grande crítica que se faz às demonstrações financeiras, diz respeito à impossibilidade de


saber quando vencem as duplicatas, por exemplo, quer seja direito ou obrigação. Portanto,
se faz necessário a recomendação a alguns cuidados neste momento da análise, tendo-se
em vista que quando se fala em longo prazo, nem sempre é possível identificar, pelas
demonstrações contábeis, exatamente quando estarão vencendo as obrigações e quando os
recursos do ativo poderão ser convertidos em numerário, isto é, o índice não revela
sincronização entre recebimentos e pagamentos. Via de regra, inclusive, a facilidade de
"realização" ou "liquidação" do ativo é algo mais problemático do que a necessidade de
pagar as dívidas.

Outro cuidado a se tomar é o fato de que "o índice não revela a qualidade dos itens do Ativo
Circulante (os estoques são superavaliados, são obsoletos, os Títulos a Receber são
totalmente recebíveis?)" (MARION, 1996, p.458). Mesmo assim, é um índice muito valioso no
sentido de se avaliar se a empresa está ou não em condições de honrar seus compromissos.

A análise do Índice de Liquidez Geral revela, quanto de dinheiro (R$) o empreendimento


possui para cada R$ 1,00 de dívida geral, ou seja, no nosso exemplo da empresa Silva &
Santos S/A em que o Ativo Circulante apresenta em 2009 R$ 4500,00 e o Ativo Não
Circulante R$ 200,00. Somados estes grupos totalizam o valor de R$ 4.700,00 dividindo-se
esse valor pelo Passivo Circulante de 2009 apresentados no balanço patrimonial no valor de
R$ 3.590,00 chega-se ao resultado de 1,31. Ou seja, 4700/3590 = 1,31. Isto significa dizer
que a empresa consegue, no longo prazo, pagar todas as suas dívidas e ainda lhe sobram
R$ 0,31 de folga, a cada R$ 1,00 pago. Portanto, pode-se afirmar, neste caso, que a situação
é satisfatória, pois há uma margem de segurança.

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Conquanto, se a empresa tivesse encontrado um índice de 0,80, não estaria em condições
satisfatórias, pois para cada R$ 1,00 de dívida total lhe faltariam R$ 0,20. No entanto, se o
vencimento das dívidas tiver um prazo superior ao necessário para que os recursos do Ativo
sejam convertidos em numerários, significa que a firma depende de geração futura de
recursos e que isto pode ser alcançado.

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U NIDADE 20
Objetivo: Continuar o estudo da unidade anterior em identificar e aplicar os índices de
Liquidez.

Índices de Liquidez Corrente

Fórmula de Liquidez Corrente:

ILC = Ativo Circulante ____


Passivo Circulante

Este índice relaciona os ativos de curto prazo (dinheiro prontamente a disposição da


empresa e recursos rapidamente realizáveis) com os passivos de curto prazo da
organização, representando o quanto de recursos está disponível no curto prazo para se
liquidarem as dívidas também de curto prazo. Assim, quanto maior o valor apurado, melhor.

É um dos mais populares índices de liquidez. IUDÍCIBUS (1995, p.82), ao comentar a


utilização deste quociente, afirma:

"Consideramos que excessiva importância tem sido atribuída a este quociente. Em alguns
casos, a inclusão dos estoques no numerador pode diminuir a aderência do quociente, como
teste de liquidez. Quando a empresa e a economia se encontrarem em períodos de recessão
ou de "desaquecimento", e os investimentos em estoques forem sensíveis, não se podem
considerar "igualmente realizáveis" itens tão diferentes como estoques e contas a receber.
Aqueles têm de ser vendidos, primeiro, o que nem sempre é fácil num período de queda dos
negócios."

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MATARAZZO (1995, p.178) acrescenta: "Eis aí o significado do índice de Liquidez Corrente:
a margem de folga para manobras de prazos visa equilibrar as entradas e as saídas de
caixa. Quanto maiores os recursos, maior essa margem, maior a segurança da empresa,
melhor a situação financeira".

Destarte, a análise deste indicador evidencia quanto de R$ a empresa possui, de curto


prazo, para pagar cada R$ 1,00 de suas dívidas também de curto prazo. Se aplicássemos a
fórmula para cálculo desse índice no nosso exemplo da empresa Silva & Santos S/A,
chegaríamos ao índice de 1,25 para o ano de 2009, ou seja, o Ativo Circulante que
representa R$ 4.500,00 e o Passivo Circulante R$ 3.590,00 ao dividirmos chegaríamos ao
resultado de 1,25 para o índice de liquidez corrente.

Nesta análise das demonstrações financeiras verificaríamos que o índice de liquidez


corrente ao apresentar esse quociente de 1,25, poderíamos afirmar que para cada $ 1,00 de
obrigação de curto prazo da empresa Silva Santos S/A ela dispõe de R$ 1,25, isto é, R$ 0,25
está sobrando a cada R$ 1,00. Outra forma também de fazer a análise poder-se-ia multiplicar
por 100 os resultados. Assim teríamos para cada R$ 100,00 de dívidas de curto prazo a
empresa dispõe de R$ 125,00 para saná-las. Portanto, R$ 25,00 estão sobrando. Portanto, o
sinal de alerta deve ser acionado quando este índice apresentar quociente inferior a 1, ou a
100.

Índices de Liquidez Seca

Fórmula do Índice de Liquidez Seca

ILS = Ativo Circulante _- Estoques___


Passivo Circulante

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Esse índice de liquidez assemelha-se ao de liquidez corrente, no entanto, diverge apenas no
fato de se excluírem os estoques a fim de se reduzir um fator de incerteza, tendo em vista
que, ainda que este faça parte do Ativo Circulante, não se tem plena certeza do tempo da
sua realização, também porque o Passivo Circulante é líquido e certo.

Também outra forma de se visualizar a liquidez seca é de acordo com o que diz MARION
(1997, p.461): "Se a empresa sofresse uma total paralisação das suas vendas, ou se o seu
Estoque fosse obsoleto, quais seriam as chances de pagar as suas dívidas com Disponível e
Duplicatas a Receber?"

Em empresas em que os prazos médios de contas a receber e a pagar sejam assemelhados,


este se torna um dos índices mais significativos para se elucidar a posição da firma, isto
porque evidencia quanto a empresa possui de Ativo Líquido (Circulante – Estoques) para
cada R$ 1,00 de dívidas de curto prazo.

Quando do cálculo e interpretação deste indicador, é possível se verificar quanto de recursos


correntes a empresa possui para fazer frente a cada R$ 1,00 de suas obrigações de curto
prazo. Usando mais uma vez o exemplo da empresa Silva & Santos S/A, coletando as
informações do balanço patrimonial anteriormente citado para o ano de 2009 temos no Ativo
Circulante o valor de R$ 4.500,00 enquanto os estoques perfazem o valor de R$ 400,00
neste mesmo ano e ainda o Passivo Circulante apresenta dívidas que totalizam o valor de R4
R$ 3.590,00. Portanto, usando a fórmula acima temos que (4500 – 400 / 3590 = 1,14), logo o
índice encontrado foi de 1,14, pode-se concluir que para cada R$ 1,00 de dívida de curto
prazo a organização possui R$ 1,14 para pagar, ou seja, sobra-lhe R$ 0,14 a cada R$ 1,00,
isto tudo sem comprometer ou contar com os valores dos estoques.

Por estas características é possível identificar este quociente como a prova de força da firma,
já que ele vai identificar, verdadeiramente, o grau de excelência da situação financeira.

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FÓRUM II

Nas unidades 7 a 10 estudamos a Demonstração de Fluxo de Caixa pelo método direto e


indireto. Por que você acha importante o estudo dessa demonstração?

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U NIDADE 21
Objetivo: Identificar e aplicar os índices do grupo de Estrutura de Capital (Participação de
Capital de Terceiros, Composição do Endividamento, Imobilização do Patrimônio Líquido e
Imobilização dos Recursos não Correntes .

Aspectos introdutórios sobre a estrutura de capital

Este grupo de índices evidencia a situação financeira da entidade, uma vez que procura
apontar os grandes caminhos das decisões financeiras em termos de obtenção e aplicação
de recursos e também como se encontra o nível de endividamento.

Um aspecto a ser destacado é que o sucesso de muitas empresas depende do sucesso da


administração financeira das mesmas, especialmente de um bom gerenciamento, a fim de se
obter um equilíbrio, na estrutura de capitais, entre os recursos de terceiros e os recursos
próprios.

É neste grupo de índices que se verifica o maior cuidado com relação às interpretações de
"quanto maior melhor" e vice-versa. Para justificar a ideia de que a esta interpretação é
aplicada de forma geral e não total, veja-se o que diz MARION (1997, p. 464):

"Não há dúvida de que, principalmente em época inflacionária, é apetitoso trabalhar


mais com Capital de Terceiros que com Capital Próprio. Essa tendência é acentuada
quando a maior parte do Capital de Terceiros é composta de ‘exigíveis não onerosos’,
isto é, exigíveis que não geram encargos financeiros explicitamente para a empresa
(não há juros nem correção monetária: fornecedores, impostos, encargos sociais a
pagar etc.)."

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E continua:

"Por outro lado, uma participação de Capital de Terceiros exagerada em relação ao


Capital Próprio torna a empresa vulnerável a qualquer intempérie. Normalmente, as
instituições financeiras não estarão dispostas a conceder financiamentos para as
empresas que apresentarem esta situação desfavorável. Em média, as empresas que
vão à falência apresentam endividamento elevado em relação ao patrimônio Líquido."
(MARION, 1997, p. 464/465)

Daí a necessidade de, no momento de se analisar tais indicadores, tentar qualificá-los ou


caracterizá-los, pois uma dívida como complemento dos Capitais Próprios, por exemplo, com
finalidade de ampliação, modernização ou expansão do Ativo, é um endividamento sadio,
ainda que elevado, uma vez que estas aplicações produtivas irão gerar recursos para saldar
os compromissos. Já as dívidas contraídas para pagar outras dívidas que estão vencendo
não geram recursos para os pagamentos e a empresa acaba entrando num circulo vicioso de
empréstimos sucessivos.

Em última análise, as discussões feitas a respeito de cada uma dos índices a seguir
apresentarão o tipo de interpretação mais genérico, porém não aplicável a toda e qualquer
situação.

Participação de Capital de Terceiros

Fórmula do índice de Participação de Capital de Terceiros:

IPC3os = Capital de Terceiros x 100


Patrimônio Líquido

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Neste quociente encontram-se relacionados os dois grandes blocos componentes das fontes
de recursos que a empresa possui: Capital de Terceiros e Capital Próprio. Da sua análise é
possível se detectar quanto a empresa tomou de capitais de terceiros para cada $ 100 de
capital próprio investido.

Cabe salientar que o capital de terceiros deve ser composto do somatório do grupo do
Passivo Circulante com o Passivo Não Circulante. E que o grupo do Patrimônio Líquido é
denominado de capital próprio.

Se a empresa for visualizada sob o prisma financeiro, pode-se afirmar que, quanto menor
este índice, melhor; isto porque, quanto maior ele for, maior será a dependência da empresa
junto a terceiros e menor será, então, a sua liberdade de decisões financeiras. Por isso, em
alguns casos, este indicador é também chamado de Grau de Endividamento.

Já sob o prisma de obtenção de lucro, MATARAZZO (1995, p.160) afirma que "... pode ser
vantajoso para a empresa trabalhar com capitais de terceiros, se a remuneração paga a
esses capitais de terceiros for menor que o lucro conseguido com a sua aplicação nos
negócios".

Todavia, o índice de Participação de Capital de Terceiros deve ser interpretado sob o ponto
de vista financeiro para se detectar o risco de insolvência, e não em relação ao lucro.

Enfim, para exemplificar, tomemos o balanço patrimonial apresentado anteriormente da


Empresa Silva & Santos S/A. Onde podemos encontrar, em 2009, o índice de 89,44. Ou seja,
Passivo Circulante no valor de R$ 3.590,00, não há Passivo Não Circulante e o Patrimônio
Líquido apresenta o valor de R4 4.014,00, aplicando a fórmula acima temos (3590/4014 x
100 = 89,44). Isto significa que para cada $ 100,00 de capital próprio a empresa tomou
apenas $ 89,44 de capital de terceiros, e isto quer dizer, financeiramente, que a empresa
depende mais dela mesmo do que de terceiros, e, portanto, sua flexibilidade de atuação
poderá estar aumentada em função de ver-se condicionada ao capital dos próprios acionistas
da empresa.

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Composição do Endividamento

Fórmula do índice de Composição do Endividamento:

ICE = Passivo Circulante_ ___________ x 100


Passivo Circulante + Passivo Não Circulante

Este índice, de Composição do Endividamento, tem por finalidade identificar qual o


percentual das obrigações totais da empresa correspondem às dívidas de curto prazo.

De forma geral, quanto menor for este índice, melhor; ou seja, é muito mais conveniente para
a empresa que suas dívidas sejam de longo prazo, pois assim ela terá mais tempo para
buscar ou gerar recursos para saldá-las. Mesmo porque, em dias de hoje, conseguir recursos
é tarefa das mais árduas, especialmente para as empresas de pequena dimensão. Vale
dizer, porém, que se os recursos no curto prazo forem mais baratos esta análise ou
interpretação de quanto menor melhor pode inverter-se.

Se no índice anterior a análise revelou qual é a participação dos capitais de terceiros no


empreendimento, neste momento é preciso identificar quanto deste capital que a empresa é
obrigada a restituir poderá ser restituído em longo prazo e quanto em curto prazo.

Retomando-se o exemplo da Empresa Silva & Santos S/A, suponha-se agora que a
composição do endividamento encontrada foi de 100: isto significa que, de todas as
obrigações que a empresa possui junto a terceiros, 100% são de curto prazo, uma vez que
não há dívidas de longo prazo, ou seja, no balanço patrimonial da empresa Silva & Santos
S/A em 2009 não apresentou nenhuma dívida de longo prazo no Passivo Não Circulante.

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U NIDADE 22
Objetivo: Continuar o estudo da Unidade 21 em identificar e aplicar os índices do grupo de
Estrutura de Capital (Participação de Capital de Terceiros, Composição do Endividamento,
Imobilização do Patrimônio Líquido e Imobilização dos Recursos não Correntes .

Imobilização do Patrimônio Líquido

Fórmula do índice de Imobilização do Patrimônio Líquido:

ImPL = Ativo Investimento + Imobilizado + Intangível x 100


Patrimônio Líquido

Índice cujo objetivo é o de revelar qual a porcentagem dos recursos próprios que está
imobilizada ou que não está em giro. O cálculo da Imobilização do Patrimônio Líquido deverá
revelar quanto a empresa aplicou no Ativo Investimento, Imobilizado e Intangível para cada $
100 de Patrimônio Líquido.

É evidente o quanto a economia atual tem demonstrado a necessidade de se possuir um


bom capital de giro, por isso pode-se afirmar que quanto menor for este índice melhor é para
a firma. De outra forma: quanto mais a empresa dedicar do Patrimônio Líquido ao Ativo
Investimento, Imobilizado e Intangível, menos recursos próprios sobrarão para o Ativo
Circulante e, em consequência maior será a dependência a capitais de terceiros para o
financiamento do Ativo Circulante.

Mais uma vez MATARAZZO (1995, p.164) afirma com muita propriedade: "O ideal em termos
financeiros é a empresa dispor de Patrimônio Líquido suficiente para cobrir o Ativo
Investimento, Imobilizado e Intangível e ainda sobrar uma parcela – CCP = Capital Circulante

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Próprio – suficiente para financiar o Ativo Circulante. (Por suficiente entende-se que a
empresa deve dispor da necessária liberdade de comprar e vender sem precisar sair o tempo
todo correndo atrás de bancos."

No caso da Empresa Silva & Santos S/A, o indicador de Imobilização do Patrimônio Líquido
encontrado, em 2009, foi de 72,35. Ou seja, para encontrar esse índice, utilizamos a fórmula
acima e coletamos as informações no balanço apresentado pela empresa Silva & Santos
anteriormente. Para melhor visualizar, vamos calculá-lo, basta para isso coletar no balanço o
valor do grupo do Ativo Investimento que apresentava o valor de R$ 2.100,00, do Ativo
Imobilizado que apresenta no balanço o valor de R$ 804,00 e finalmente o valor do
Patrimônio Líquido que foi publicado o valor de R$ 4.014,00. Usando a fórmula acima, ou
seja, (2100 + 804 / 4014 x 100 = 72,35). Este quociente representa que para cada $ 100,00
de Patrimônio Líquido, $ 72,35 foram investidos no Ativo Investimento, Imobilizado e
Intangível.

Importante ressaltar que os 27,65% restantes foram empregados no Ativo Circulante. Essa
parcela de 27,65% do Patrimônio Líquido investido no Ativo Circulante é denominada de
Capital Circulante Próprio. Portanto:

Capital Circulante Próprio = Patrimônio Líquido – Ativo Investimento/Imobilizado/Intangível

Se no ano de 2010, por exemplo, a empresa em estudo apresentar um índice de 110,


significa que para cada $ 100,00 de Patrimônio Liquido a firma investiu $ 110,00 no Ativo
Investimento/Imobilizado/Intangível, isto é, imobilizou todo o Patrimônio Líquido mais
recursos de terceiros equivalentes a 10% do Patrimônio Líquido; o Ativo Circulante é todo
financiado por recursos de terceiros; e tem um Capital Circulante Próprio Negativo.

Imobilização dos Recursos Não Correntes

Fórmula do índice de Imobilização dos Recursos não Correntes:

ImPL = Ativo Investimento + Imobilizado + Intangível x 100


Patrimônio Líquido + Passivo Não Circulante

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Este indicador demonstra qual o percentual de Recursos não Correntes a empresa aplicou
no Ativo Investimento/Imobilizado/Intangível.

Toda a discussão feita no índice de Imobilização do Patrimônio Líquido pode ser retomada
para a análise deste quociente. Porém, deve-se entender que agora estarão sendo
considerados juntos aos valores do Patrimônio Líquido e os valores do Passivo Não
Circulante, haja vista que estes dois grupos de contas representam os Recursos não
Correntes.

A particularidade que está reservada a este índice concentra-se no fato de que os elementos
do Ativo Investimento/Imobilizado/Intangível possuem vida útil que pode variar de 10 até 50
anos. Desta feita, desde que a firma possua recursos no Exigível cujos prazos sejam
compatíveis com o de duração dos elementos do Permanente, ou suficiente para a empresa
gerar recursos capazes de resgatar as dívidas de longo prazo, é perfeitamente possível que
não se financie todo o Imobilizado somente com recursos próprios.

Os analistas de balanços recomendam que este índice não seja superior a 100%, isto porque
a empresa deve possuir um Capital Circulante Líquido positivo. Mas, o que vem a ser o
Capital Circulante Líquido ou simplesmente CCL?

O CCL é o que sobra dos Recursos não Correntes após a parcela destinada à imobilização
do Ativo Investimento/Imobilizado/Intangível, ou a parcela dos Recursos não Correntes,
destinada ao Ativo Circulante.

MATARAZZO (1995, p.167) define o CCL como "... a folga financeira em curto prazo, ou
seja, financiamentos de que a empresa dispõe para o seu giro e que não serão cobrados em
curto prazo".

Calcula-se através da seguinte fórmula:

Capital Circulante Líquido = Recursos não Correntes – Ativo Permanente ou

Capital Circulante Líquido = Capital Circulante Próprio + Exigível em Longo Prazo

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Como ilustração, elaboremos um exemplo em que a Empresa Silva & Santos S/A, em 2010
apresentasse o quociente de Imobilização dos Recursos não Correntes encontrado foi de 77,
o que representa que, para cada $ 100,00 de Patrimônio Líquido mais Exigível em Longo
Prazo, $ 77,00 foram investidos no Ativo Investimento/Imobilizado/Intangível, o que quer
dizer, 77%%. Portanto, foi destinada ao Ativo Circulante a parcela de 23%. Fizemos essa
elocubração, uma vez que o índice de imobilização de recursos não correntes e de
imobilização do patrimônio líquido são iguais se levarmos em consideração o exemplo da
empresa Silva & Santos S/A. Tendo em vista, que a empresa não apresenta no balanço
patrimonial dívidas de longo prazo.

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U NIDADE 23
Objetivo: Identificar e aplicar os índices de Rentabilidade.

Dos Índices de Rentabilidade

Os índices de rentabilidade procuram evidenciar qual foi a rentabilidade dos capitais


investidos, ou seja, o resultado das operações realizadas por uma organização, por isso,
preocupam-se com a situação econômica da empresa. Comparar o Balanço Patrimonial de
duas diferentes empresas e dizer que "A" gerou lucros de $ 72.000,00 em 2008 e "B" de $
121.000,00, no mesmo período, e por isso "B" foi melhor que "A", pode ser um tanto
arriscado.

Quando se trabalha com análise de rentabilidade, é imprescindível que a verificação dos


lucros esteja relacionada com valores que possam expressar a "dimensão" destes lucros
dentro das atividades da firma.

IUDÍCIBUS (1995, p.90) observa: "O melhor conceito de "dimensão" poderá ser ora volume
de vendas, ora valor do ativo total, ora valor do ativo operacional, ora valor do patrimônio
líquido, ora valor do capital social etc. Todos têm suas vantagens e desvantagens".

No caso dos índices de rentabilidade, assim como dos demais, dizer que um indicador
encontrado é alto ou baixo vai depender das características do empreendimento, tais como
segmento de mercado, porte, tempo de existência, etc.

Vale dizer, novamente, que o relacionamento das variáveis para a construção de um índice
dependerá da decisão a ser tomada ou do elemento a ser analisado. De posse das
demonstrações contábeis, a empresa pode construir dezenas de índices, relacionando, a
cada um, variáveis diferentes. No entanto, é o fim pretendido que irá determinar o que
analisar ou qual índice utilizar.
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Giro do Ativo

Fórmula do índice de Giro do Ativo:

GA = Vendas Líquidas___
Ativo

Demonstram quantas vezes o ativo girou como resultado ou efeito das vendas ou quanto a
empresa vendeu para cada $ 1,00 de investimento total. É certo, portanto, que quanto maior,
melhor.

De início pode-se afirmar que o êxito de uma empresa depende de uma série de fatores. No
entanto, o volume adequado de vendas será, certamente, o elemento impulsionador do
sucesso. Por essa razão, é conveniente, na análise de balanço, fazer relação do volume de
vendas com outros fatores a fim de se conhecer se o rendimento ou desempenho foi ou não
satisfatório. Neste momento a preocupação reside em verificar qual a representatividade do
faturamento em relação ao capital investido. Observe-se o exemplo:

Se a empresa consegue um índice de Giro do Ativo de 1,10 pode-se dizer que para cada $
1,00 investido no Ativo a empresa conseguiu vender $ 1,10, ou seja, o volume de vendas
atingiu 1,10 vezes o volume de investimentos. Mas, continuando usando o nosso exemplo da
empresa Silva & Santos S/A se buscarmos as variáveis e aplicarmos a fórmula do giro do
ativo chegaremos ao índice de 0,57 para o ano de 2009. Ou seja, extraindo do balanço
patrimonial da empresa Silva & Santos S/A a informação que o Ativo tem o valor de R$
7.604,00 e a da Demonstração do Resultado do Exercício que a Receita Líquida tem o valor
de R4 4.300,00 aplicando a fórmula GA = RL / A => GA = 4.300 / 7.604 = 0,57. Isto quer
dizer que para cada R$ 1,00 investido a empresa consegue vender R$ 0,57. Logo, o volume
de vendas atingiu 0,57 o volume de investimento.

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Vale ressaltar que este índice é de extrema importância, isto porque a firma investe capitais
esperando um bom retorno, que normalmente começa a surgir a partir do bom desempenho
da área comercial. Desta maneira, é imprescindível verificar se o que está sendo investido
está sendo compensatório, em relação às vendas.

Margem Líquida

Entende-se por Vendas Líquidas, a receita bruta subtraída dos impostos incidentes sobre
vendas, devoluções e abatimentos de qualquer natureza, relacionados com as vendas.

Numa Demonstração de Resultados, encontramos três tipos de lucro (Bruto, Operacional e


Líquido). Dessa forma, podemos também calcular três margens de lucro diferentes: Margem
Bruta (M. B.), Margem Operacional (M. O.) e Margem Líquida (M. L.).

Fórmula do índice de Margem Líquida:

ML = Lucro Líquido___ x 100


Vendas Líquidas

Também denominado de Margem Operacional Líquida, evidencia qual foi o retorno que a
empresa obteve frente ao que conseguiu gerar de receitas. Em outras palavras: quanto o que
sobrou para a firma representa sobre o volume faturado.

A análise é feita sob a forma de quanto a empresa obtém de lucro para cada $ 100,00
vendidos, por isso, quanto maior, melhor.

Se, por exemplo, o índice é de 10, representa que para cada $ 100,00 vendidos a empresa
conseguiu trazer um retorno de $ 10 ou 10%. Usando o exemplo das demonstrações
financeiras da empresa Silva & Santos S/A, podemos concluir que a Margem Líquida é igual
a 26,40. Isto porque coletamos as informações na DRE (Demonstração do Resultado do

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Exercício) da empresa estudada, ou seja, a Receita Líquida de 4.300,00 e o Lucro Líquido de
R$ 1.135,00 e usamos a fórmula ML = LL / RL x 100 => ML = 1135/4300 x 100 = 26,40.
Portanto, para cada R$ 100,00 vendidos a empresa conseguiu um retorno de R$ 26,40 ou de
26,40%.

A M. L. representa o retorno líquido das vendas efetivadas por uma Empresa em seu
exercício social. Supondo que uma Empresa obteve uma M. L. de 13% em dado período,
significa que para cada R$ 1,00 (um real) vendido, houve um ganho ou retorno de R$ 0,13
(treze centavos). Nesse caso as deduções (despesas) do período representaram 87% das
Vendas Líquidas. A análise da evolução deste índice é de grande importância e até
interessante, pois qualquer acréscimo na margem significa aumento do lucro. Porém, um
acréscimo no lucro líquido nem sempre reflete acréscimo da margem, como por exemplo, se
o acréscimo no lucro for menor que o aumento das vendas e as despesas se mantiverem
relativamente constantes. Nota-se que a análise horizontal e vertical da Demonstração de
Resultado do Exercício (D. R. E.) auxilia muito o estudo do comportamento da margem de
lucro, principalmente a Margem Líquida.

Margem Bruta

Este índice mostra o ganho bruto obtido pela Empresa para cada R$ 1,00 (um real) vendido
no período. Do valor desse ganho serão diminuídos as despesas e os dividendos para os
acionistas.

ML = Lucro Bruto_____ x 100


Vendas Líquidas

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Atividades dissertativas

Faça um breve relato sobre os índices de rentabilidade estudados na unidade 23. Com no
máximo 30 linhas.

Bons Estudos!

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U NIDADE 24
Objetivo: Continuação da unidade 23 em identificar e aplicar os índices de Rentabilidade.

Rentabilidade do Giro do Ativo

Fórmula do índice de Rentabilidade do Ativo:

RA = Lucro Líquido_ x 100


Ativo

A rentabilidade do ativo é calculada quando se deseja ter uma ideia da lucratividade, como
um todo, do empreendimento, venham de onde vierem os recursos, admitindo-se as
aplicações realizadas.

Este indicador mede quanto a empresa obtém de lucro para cada $ 100,00 de investimento
total, por isso, é visto como uma medida de potencial de geração de lucro da parte da
empresa. Para MATARAZZO (1995, p.185), este quociente representa "... uma medida da
capacidade da empresa em gerar lucro líquido e assim poder capitalizar-se. É ainda uma
medida do desempenho comparativo da empresa ano a ano".

Em uma empresa em que, após apurados o Lucro Líquido e o valor do Ativo, verificar que a
Rentabilidade deste Ativo tenha sido de 35, pode-se dizer que para cada $100,00 investidos
a empresa ganhou $ 35,00 ou 35%.

Usando os dados da empresa Silva & Santos S/A chega-se a uma rentabilidade de 14,93
para o ano de 2009. Ou seja, com um lucro líquido apurado na DRE (Demonstração do
Resultado do Exercício) da empresa Silva & Santos no valor de R$ 1.135,00 e um Ativo
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apurado no Balanço Patrimonial em 2009 de R$ 7.604,00, basta utilizar a fórmula acima para
calcular o índice e consequentemente fazer a sua aplicação. Portanto, RA = 1135/7604 x 100
= 14,93. Podendo-se concluir que para cada R$ 100,00 investidos a empresa ganhou R$
14,93 ou 14,93%.

Isto quer dizer que a empresa teve uma boa rentabilidade se comparada no mercado, uma
vez que a média das empresas gira em torno de 2 a 5%, pelo menos das pequenas e médias
empresas. É óbvio que esta afirmação não deve ser generalizada, devem-se apurar os
índices e comparar com os índices apurados pelas empresas do mesmo porte, do mesmo
setor, enfim a análise dos indicadores deve ser utilizada comparando ano a ano os dados da
empresa para fazer uma projeção, um planejamento com base nos dados históricos da
empresa.

Rentabilidade do Patrimônio Líquido

Fórmula do índice de Rentabilidade do Patrimônio Líquido:

RA = Lucro Líquido______ x 100


Patrimônio Líquido médio

Iniciemos o estudo desse indicador chamando à sua atenção, pois se trata do Patrimônio
Líquido Médio. Isto quer dizer que o Patrimônio Líquido Médio consiste na soma do
Patrimônio Líquido Inicial com o Patrimônio Líquido Final, dividida por 2. Ou ainda, que
devemos utilizar o Patrimônio Líquido do Ano de 2009 somado com o Patrimônio Líquido de
2008 e depois dividir por 2, por exemplo.

Quando se precisa demonstrar o que ele representa, para o acionista, em termos de $


adicionais ao seu investimento inicial, o índice de Rentabilidade do Patrimônio Líquido é o
mais indicado. De outra forma: retrata quanto vai para o acionista do lucro gerado pelo uso

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do ativo, quaisquer que tenham sido as fontes de recursos, próprias ou de terceiros. Por esta
razão, este quociente é de interesse tanto dos acionistas como da gerência.

Cabe ressaltar que o cálculo da Rentabilidade do Patrimônio Líquido permite saber quanto a
administração, por meio da utilização dos ativos, obteve de rendimento com a respectiva
estrutura de despesas financeiras, considerando-se o nível de relacionamento percentual
entre o capital próprio e o de terceiros. Em última instância: evidencia qual a taxa de
rendimento do Capital Próprio.

Uma das grandes utilidades deste quociente está na sua comparação com taxas de
rendimento de mercado, sendo possível, por esta comparação, avaliar se a companhia
oferece rentabilidade superior ou inferior a essas opções, ou seja, as aplicações no mercado.

A apuração deste indicador vislumbrará, portanto, quanto a empresa obteve de lucro para
cada $ 100,00 de Capital Próprio investido. Uma taxa de 15 representa, então, que para cada
$ 100,00 de Capital Próprio investido se obteve um retorno de $ 15 ou 15%.

Portanto, fazendo uso do exemplo das demonstrações financeiras da empresa Silva &
Santos S/A, coletamos as informações do Balanço Patrimonial da companhia em seguida
aplicamos às variáveis na fórmula que chegaremos ao resultado de 35,39. Ou seja, o
Patrimônio Líquido de 2008 foi de R$ 2.400,00 o Patrimônio Líquido de 2009 foi de R$
4.014,00, logo o Patrimônio Líquido Médio é igual a R$ 3.207,00, uma vez que somamos
2400 com 4014 e dividimos por 2. Em seguida pegamos o valor do lucro líquido na DRE
(Demonstração do Resultado do Exercício) da empresa Silva & Santos S/A no valor de R$
1.135,00 e dividimos pelo Patrimônio líquido médio de 3.207,00 chegando-se ao resultado de
35,39. Significando que para cada R$ 100,00 de capital investido a empresa Silva & Santos
S/A teve retorno de R$ 35,39 ou 35,39%.

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U NIDADE 25
Objetivo: Identificar e aplicar os índices de Rotação ou Giro.

Giro do Ativo

Fórmula do Índice de Giro do Ativo

GA = Vendas Líquidas
Ativo

Demonstra quantas vezes o ativo girou como resultado ou efeito das vendas ou quanto a
empresa vendeu para cada $ 1,00 de investimento total. É certo, portanto, que quanto maior,
melhor.

De início pode-se afirmar que o êxito de uma empresa depende de uma série de fatores. No
entanto, o volume adequado de vendas será, certamente, o elemento impulsionador do
sucesso. Por essa razão, é conveniente, na análise de balanço, fazer relação do volume de
vendas com outros fatores a fim de se conhecer se o rendimento ou desempenho foi ou não
satisfatório. Neste momento a preocupação reside em verificar qual a representatividade do
faturamento em relação ao capital investido. Observe-se o exemplo:

Se a empresa consegue um índice de Giro do Ativo de 1,10 pode-se dizer que para cada $
1,00 investido no Ativo a empresa conseguiu vender $ 1,10, ou seja, o volume de vendas
atingiu 1,10 vezes o volume de investimentos.

Usando os dados da empresa Silva & Santos S/A chega-se a uma rentabilidade de 14,93
para o ano de 2009. Ou seja, com um lucro líquido apurado na DRE (Demonstração do
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Resultado do Exercício) da empresa Silva & Santos no valor de R$ 1.135,00 e um Ativo
apurado no Balanço Patrimonial em 2009 de R$ 7.604,00, basta utilizar a fórmula acima para
calcular o índice e consequentemente fazer a sua aplicação. Portanto, RA = 1135/7604 =
0,1493. Podendo-se concluir que para cada R$ 1,00 investidos no Ativo a empresa
conseguiu vender R$ 0,1493, ou seja, o volume de vendas atingiu 0,1493 vezes o volume de
investimentos. Este índice está muito baixo, como anteriormente mencionado quanto mais
alto melhor.

Vale ressaltar que este índice é de extrema importância, isto porque a firma investe capitais
esperando um bom retorno, que normalmente começa a surgir a partir do bom desempenho
da área comercial. Desta maneira, é imprescindível verificar se o que está sendo investido
está sendo compensatório, em relação às vendas.

Índice de Rotação das duplicatas a receber e prazo médio de recebimento

Fórmula para cálculo do índice de rotação das duplicatas a receber e prazo médio de
recebimento das duplicatas

PMR = Duplicatas a Receber_ x 360


RDaR = __ Vendas______
Duplicatas a Receber Vendas

Para calcular a rotação de duplicatas a receber, utiliza-se o prazo médio de recebimento:

Prazo Médio de Recebimento: idade média das contas a receber, é útil na avaliação das
políticas de crédito e cobrança. Chega-se ao seu valor dividindo-se o valor diário médio das
vendas pelo saldo de contas a receber.

O prazo de recebimento representa o tempo de espera, para a realização, em dinheiro, das


vendas a prazo. O volume total das aplicações em valores a receber poderá ser reduzido na
adoção da prática do desconto de títulos.
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Portanto há dois índices a serem calculados, quais sejam:

Prazo médio de recebimento (PMR) =Duplicatas a receber X 360

Vendas

Rotação de duplicatas a receber = 360 / PMRV ou V / dupl a receber

Para não esquecermos e também verificarmos que com apenas essa simples empresa
apresentando apenas o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício é
possível aplicar tantos índices. Portanto, vamos mais uma vez fazer uso do exemplo da
empresa Silva & Santos S/A para calcular esses índices. Fazendo somente para o ano de
2009 coletam-se as variáveis necessárias no DRE e no Balanço, ou seja, Vendas na DRE
com o valor de R$ 5.000,00 e Duplicatas a Receber no valor de R$ 3.000,00 no Balanço (na
conta clientes, pois se pode usar a nomenclatura tanto de clientes quanto duplicatas a
receber). Usando a fórmula acima se chega ao índice de rotação de 1,67. E aplicando a
outra fórmula para co cálculo do prazo médio de recebimento das vendas a prazo, chega-se
ao número de 216. Isto quer dizer que a empresa recebeu suas duplicatas no ano de 2009
numa média de 216 dias.

Índice de Rotação das duplicatas a pagar e prazo médio de pagamento

Fórmula para cálculo do índice de rotação das duplicatas a pagar e prazo médio de
pagamento das duplicatas

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RDaP = __ Compras_____ PMP = Duplicatas a Pagar_ x 360
Duplicatas a Pagar Compras
e

Para calcular a rotatividade de fornecedores utilizam-se os Prazos Médios de Pagamentos:


idade média das contas a pagar (compras), é calculado da mesma maneira que o prazo
médio de recebimento, ou seja, dividindo-se o valor médio das compras a pagar pelo saldo
médio das contas a pagar.

O prazo de pagamento revela o tempo médio que a empresa tarda em pagar suas dívidas
(compras a prazo) de fornecedores.

Portanto há dois índices a serem calculados, quais sejam:

Prazo médio de pagamento (PMP) = Fornecedores X 360

Compras

Rotação de fornecedores = 360 / PMP ou Compras / Fornecedores

Vamos aplicar essas fórmulas usando o exemplo da empresa Silva & Santos S/A. Porém,
temos um probleminha, nem balanço e muito menos a DRE informa o valor de compras. No
entanto, temos todas as variáveis necessárias nessas demonstrações financeiras para
calcularmos o valor de compras de 2009. Vamos utilizar a fórmula básica para cálculo do
CMV (Custo das Mercadorias Vendidas), pois uma das variáveis dessa fórmula é o valor das
compras. Senão vejamos:

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CMV = EI + C - EF

Traduzindo:

CMV = Custo das Mercadorias Vendidas

EI = Estoque Inicial

C = Compras

EF = Estoque Final

Logo, coletando essas informações do Balanço Patrimonial e da DRE, para o ano de 2009,
temos:

CMV = 1.700

EI = 800

C=?

EF = 400

1700 = 800 + C – 400

C = 1700 – 400

C = 1300

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Então, o valor de compras para o ano de 2009 foi de R$ 1.300,00. Com isso, temos
condições de calcular finalmente tanto a rotação das duplicatas a pagar quanto o prazo
médio de pagamento dos fornecedores.

Coletando as informações necessárias no Balanço Patrimonial chega-se ao índice de 1,06,


uma vez que utilizamos a fórmula anteriormente apresentada, ou seja, RDP = 1300/1221 =
1,06. E, finalmente, o cálculo do prazo médio, PMP = 1221/1300 x 360 = 338. Isto quer dizer
que o prazo médio de pagamento das duplicatas dos fornecedores é de 338 dias. O
interessante é combinarmos todos os índices até então calculados.

Como as variáveis, rotação de estoque, de recebimento e de pagamento influem na


determinação do financiamento do capital de giro, a expressão matemática sob estas
relações, estabelece uma equação das variáveis (equação de regressão) ao objeto
estudado.

Ao encontrar a equação, poderemos utilizá-la para a obtenção da necessidade de capital de


giro. Assim, pode-se estimar quanto a empresa necessitará, num futuro próximo, para o
financiamento de seu capital.

Segundo Assaf e Silva (2002, p. 64), onde em sua obra dizem que:

Quando a atividade operacional da empresa criar um fluxo de saídas de caixa mais rápido
que o da entrada (os pagamentos dos fatores de produção ocorrem antes ao recebimento da
venda), identifica-se claramente uma necessidade permanente de investimento em seu giro,
que é apurada pela diferença existente entre os ativos e passivos cíclicos.

Além da influência do ciclo financeiro operacional, o investimento em giro depende também


do volume de negócios da empresa, ou seja, de suas vendas. Quanto maior o crescimento
das vendas, mais elevadas se apresentam as necessidades de recursos aplicados em ativos
circulantes operacionais. (ASSAF e SILVA, 2002, p. 64).

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Índice de rotação do estoque

Fórmula para cálculo do índice de rotação dos estoques ou prazo médio de rotação dos
estoques:

RE = __CMV_____ PMRE = _Estoque_x 360____


Estoque CMV
ou

Estes índices nos mostram quantos dias a empresa demora em renovar seus estoques.
Então, vamos aplicá-lo na empresa Silva & Santos S/A. Fica bem fácil de calcular, tendo em
vista que as variáveis encontram-se na DRE e no Balanço da empresa em questão, senão
vejamos: RE = 1700 / 400 = 4,25 e o PMRE = 400 / 1700 x 360 = 84,71. Ou seja, a empresa
leva para renovar seus estoques aproximadamente 85 dias, com um giro de 4,25. Cabe
ressaltar, que alguns autores preferem utilizar o estoque médio.

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U NIDADE 26
Objetivo: Entender sobre a necessidade de capital de giro.

Necessidade Líquida de Capital de Giro

Estima o valor do nível de Capital de Giro adequado ao funcionamento da empresa. Se


positiva (Aplicações de capital de giro maior que as Fontes de capital de giro) indica o quanto
de recursos a empresa necessita para financiar o giro de seus negócios e, se negativa
(Fontes de capital de giro maior que as Aplicações de capital de giro) tem-se a indicação que
a empresa não necessita de recursos para o giro dos negócios, dispondo de fontes para
financiar outras aplicações.

Aplicações de Capital de Giro

Refere-se a contas do Ativo Circulante que refletem atividades permanentes da empresa


(Duplicatas a Receber, Estoques, etc.)

Origens de Capital de Giro

Refere-se a contas do Passivo Circulante que refletem atividades permanentes da empresa


(Fornecedores, Obrigações Trabalhistas e Fiscais, etc.).

As outras contas do Ativo Circulante e Passivo Circulante são aquelas que não se
relacionam com as atividades da empresa e, que uma vez realizadas, transformam-se em

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entradas ou saídas de caixa e não são necessariamente renovadas. As diferenças entre as
Outras contas do Ativo Circulante e as Outras contas do Passivo Circulante representam a
variável normalmente denominada de Tesouraria.

Variável Tesouraria

A variável Tesouraria quando positiva expressa uma situação financeira folgada de curto
prazo, em caso contrário, indica a aplicação de recursos de terceiros financiando atividades
operacionais da empresa.

Ciclo operacional financeiro e NLCDG

O Ciclo Financeiro representa um parâmetro que indica as necessidades liquidas de capital


de giro em relação ao nível de atividade da empresa.

O Ciclo Financeiro, para melhor analise, deve ser desmembrado nos vários itens que
compõe a NLCDG

Capital de Giro

O Capital de Giro representa a parcela de recursos próprios que se encontra disponível para
aplicações.
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O CDG representa a parcela do capital que não está aplicada no Ativo Permanente e se
encontra disponível para outras aplicações.

Dentre os relatórios financeiros o DOAR (demonstrativos de Origens e Aplicações de


Recursos) é o que melhor expressa os fatores que acarretam variações na variável CDG
(Capital de Giro). Sendo assim, a análise do DOAR é um dos principais instrumentos para a
análise das variações do Capital de Giro.

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U NIDADE 27
Objetivo: Conhecer o método Du Pont.

Método Du Pont

O método Du Pont permite a análise de todos os fatores que contribuem para composição do
TRI, como mostra o esquema a seguir:

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Dessa forma, podemos verificar quais os valores que mais cresceram no Ativo, buscando
suas causas e, se for o caso, formas de reduzi-las para alavancar o giro e
consequentemente, aumentar a TRI. Supondo que uma Empresa realize novas aquisições
de imobilizados com recursos provenientes de um financiamento em longo prazo, podemos
concluir que o giro do Ativo sofrerá redução, pois tais aquisições refletem aumento no Ativo
Permanente e, automaticamente no Ativo Total, o qual é denominador no cálculo do giro.
Assim, a TRI também sofrerá redução, o que não aconteceria, caso a aquisição de
imobilizado fosse feita com recursos próprios da Empresa, ou seja, à vista.

Por outro lado, a Margem Líquida também influi na TRI, pelo fato de ser um dos dois
fatores que produzem a Taxa de Retorno. Considerando o exemplo anterior (aquisição de
imobilizado financiado) a redução da TRI poderá ser maior que a esperada com a redução do
giro, uma vez que o financiamento da aquisição do imobilizado gera encargos financeiros,
aumentando o gasto total, diminuindo o lucro líquido e, conseqüentemente reduzindo a
Margem Líquida e a TRI, considerando que as vendas permaneçam inalteradas.

Diagrama “Du Pont” – Operacional

Este diagrama tem um extraordinário valor pelo fato de apresentar, resumidamente, toda a
engrenagem empresarial.

Apresenta, ao alto, o resultado obtido em cumprimento ao primeiro “mandamento”


administrativo-financeiro: a obtenção de RENTABILIDADE.

O primeiro quadro indica o valor percentual da TRSIT, obtido através das contas
operacionais.

A seguir apresenta a M.O.L. (margem operacional líquida), cujo percentual do lucro sobre as
Receitas representa o comportamento em cada um dos períodos analisados; o Giro que é

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representado por um quociente que aponta a rotação das Receitas sobre o Investimento
Total.

A TRSIT é o resultado da multiplicação do MOL pelo GIRO. Se ambos melhorarem, a Taxa


de Retorno aumenta; se não, cabe analisar as variações, pois a taxa de retorno pode variar
em qualquer sentido. Daí a importância do comportamento desses dois resultados, cujo
estudo separado é vital, às vezes, à sobrevivência da empresa.

Por seu turno, cada um deles é influenciado pelos seus respectivos componentes.

M.O.L.: Se as Receitas aumentarem mais que os Gastos, temos o aumento do MOL. Se


ocorrer o inverso, temos uma diminuição do M.O.L.

Os Gastos, por sua vez, são subdivididos: Custos de Produtos/Mercadorias Vendidas,


Despesas Comerciais, Despesas Administrativas e Despesas Financeiras. Pode-se observar
o comportamento de cada gasto, o que certamente enseja medidas visando reduzir ou
corrigir eventuais excessos.

GIRO: Se as Receitas aumentarem mais que o Investimento Total, causam uma melhora do
Giro. Acontecendo o contrário, temos a diminuição do Giro. É preciso atentar para
parâmetros mínimos que indicam a performance de rotatividade: quando a atividade é
comercial, o giro não deve ser menor 4 vezes o investimento total no ano; e quando for
industrial, de 1,5 a 2 vezes.

O Investimento Total encontra-se subdividido em: Ativo Permanente, Realizável a longo


Prazo e Ativo Circulante. Este último subdividido em: Disponível, Estoques, Duplicatas a
Receber, e Outros Valores a Receber. Também aqui, à luz dos dados, se pode aquilatar
quais os valores que mais cresceram, buscando-se seus porquês e, se for o caso, formas de
reduzi-los para proporcionar Giro maior.

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Diagrama “Du Pont” – Total

Obedece ao mesmo esquema anterior, sendo que neste são incluídas todas as receitas,
inclusive as não operacionais, bem como todas as despesas, incluindo-se, além das não
operacionais, as de Resultado da C.M. e de Equivalência Patrimonial.

Enquanto o diagrama anterior dá uma visão da rentabilidade Operacional, este mostra a


rentabilidade Total da cada período.

Esta é a razão pela qual, em vez da M.O.L., este quadro apresenta a M.T.L. (Margem Total
Líquida).

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U NIDADE 28
Objetivo: Resumo dos índices mais aplicados à análise de balanço, nesta unidade os índices
de liquidez e endividamento.

Liquidez:

1)

2)

3)

4)

5)

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Endividamento:

6)

7)

8)

9)

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U NIDADE 29
Objetivo: Resumo dos índices mais aplicados à análise de balanço. Índices de Rentabilidade
e Lucratividade.

Rentabilidade:

Taxa de Retorno do Capital Realizado

10)

11)

12)

13)

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Lucratividade:

Lucratividade sobre vendas

ou

Margem Líquida.

14)

15)

16)

17)

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U NIDADE 30
Objetivo: Resumo dos índices mais aplicados à análise de balanço. Índice de Rotação ou
Giro.

Rotação (Giro)

18)

19)

20)

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21)

22)

FÓRUM III

Na unidade 17 e 18 estudamos as análises vertical e horizontal. Vamos debater sobre a


diferença entre as duas, e principalmente no que tange à sua aplicação.

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G LOSSÁRIO

Caso haja dúvidas sobre algum termo ou sigla utilizada, consulte o link Glossário em sua
sala de aula, no site da ESAB.

118
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B IBLIOGRAFIA

BRIGHAM, Eugene F., GAPENSKI, Louis C. e EHRHARDT, Michael C. Administração


financeira: teoria e prática. Tradução Alexandre Loureiro Guimarães Alcântara e José
Nicolas Albuja Salazar. São Paulo: Atlas, 2001.

FIPECAFI. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ação. 6ª ed. São Paulo: Atlas,
2007.

GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 10ª edição, São Paulo,


Editora Pearson Education do Brasil, 2004.

GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 7ª edição, São Paulo, Editora


Harbra Ltda, 1997.

GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira - Essencial. 2ª edição, Porto


Alegre, Bookman Editora, 2001.

IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Contabilidade Gerencial. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 1998.

MARION, José Carlos. Análise das demonstrações contábeis. São Paulo: Atlas, 2001.

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MARION, José Carlos. Contabilidade Empresarial. 8ª ed. São Paulo: Atlas, 1998.

MATARAZZO, Dante C. Análise financeira de balanços: abordagem básica e gerencial. 5.ed.


São Paulo: Atlas, 1998.

NETO, Alexandre Assaf. Estrutura e análise de balanços. Um enfoque econômico-financeiro.


7 ed. São Paulo: Atlas, 2002.

PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade Gerencial: um enfoque em sistema de informação


contábil. São Paulo: Atlas, 1994.

PEREZ JUNIOR, José Fernandez. Elaboração das Demonstrações Contábeis. São Paulo:
Atlas, 1999.

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