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AFO E CONTABILIDADE PÚBLICA P/ TCU E CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

AULA 10 – BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO
AULA 10 – BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO

AULA 10 – BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO

AULA 10 – BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS - DVP.

DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS - DVP.

AULA 10 – BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS - DVP.

Digníssimos colegas!

Chegamos ao fim de nossa jornada. Isso para aqueles que não vão fazer o curso para a CGU.

Estou convicto de que ainda podemos melhorar nossas aulas, mas, considerando minhas limitações (tempo, trabalho e outras atividades), procurei abordar o conteúdo da melhor forma possível, destacando os tópicos mais importantes para concursos.

Tenham certeza de que ficarei tão feliz quanto vocês pelas suas conquistas. Espero receber diversos e-mails com boas notícias.

Sinceramente, na qualidade de “concurseiro”, espero que vocês tenham a oportunidade de escolher qual dos cargos ocupar: ACE – TCU ou AFC – CGU. Isso para quem vai fazer os dois concursos.

Já tive essa oportunidade! Escolher entre ser Auditor Fiscal ou Perito Criminal Federal. Fiquei com a segunda opção.

Boa sorte mesmo! Muita calma na hora da prova e que Deus ilumine suas mentes!

Vamos ao assunto de nossa última nota de aula!

BALANÇOS PÚBLICOS:

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BALANÇO PATRIMONIAL:

De acordo com a Lei nº 4.320/64, no art. 105 determina que

o balanço patrimonial demonstrará:

O Ativo Financeiro;

O Ativo Permanente;

O Passivo Financeiro;

O Passivo Permanente;

O Saldo Patrimonial;

As Contas de Compensação.

Estes são os grupos de conta do balanço patrimonial.

O ativo financeiro compreende os créditos e valores

realizáveis independentemente de autorização orçamentária e

os valores numerários.

O ativo permanente compreenderá os

bens,

créditos

e

valores,

cuja

mobilização

ou

alienação

dependa

de

autorização legislativa.

O passivo financeiro compreenderá as dívidas flutuantes, cujo pagamento independa de autorização orçamentária.

O passivo permanente compreenderá as dívidas fundadas e

outras que dependam de autorização legislativa para

amortização ou resgate.

Nas contas de compensação serão registrados os bens, valores, obrigações e situações que, imediata ou indiretamente, possam vir a afetar o patrimônio.

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Ativo e passivo compensado. Um é contrapartida do outro. Seus valores deverão ser iguais.

Como são avaliados os elementos patrimoniais?

A avaliação

seguintes normas:

dos

elementos

patrimoniais

obedecerá

as

Os débitos e créditos, bem como os títulos de renda, pelo seu valor

nominal, feita a conversão, quando em moeda estrangeira, à taxa de

câmbio vigente na data do balanço;

Os bens móveis e imóveis, pelo valor de aquisição ou pelo custo de

produção ou de construção;

Os bens de almoxarifado, pelo preço médio ponderado das compras.

Na

reavaliações?

administração

pública

podem

ser

realizadas

Sim, não é obrigatório, portanto, poderão ser feitas reavaliações dos bens móveis e imóveis.

Do balanço patrimonial podemos obter diversas informações a

respeito da gestão patrimonial, da seguinte forma:

Saldo patrimonial = ativo real (AR) (-) passivo real (PR)

Se o AR for > do que o PR = patrimônio líquido positivo ou ativo real líquido.

Se o AR for < do que o PR = patrimônio líquido negativo ou passivo real a descoberto.

Se o AR for = ao PR, temos patrimônio líquido nulo – situação bastante

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improvável.

Fórmula para cálculo do superávit financeiro:

Ativo financeiro AF (-) Passivo financeiro PF = superávit ou déficit financeiro.

Alertando mais uma vez! Muito cobrado em concursos! O resultado patrimonial do exercício (RPE) não é calculado nesse demonstrativo, e sim, na demonstração das variações patrimoniais (DVP). No balanço patrimonial se apura o superávit ou déficit financeiro do exercício e outros resultados, conforma demonstrado acima.

Relembrando! Se houver superávit financeiro, no exercício anterior, esse valor constitui fonte de recursos para que o Legislativo autorize a abertura de créditos adicionais, suplementares ou especiais no exercício atual.

Representação dos grupos de conta:

Ativo:
Ativo:

Ativo financeiro: compreende os bens numerários, os créditos e outros valores realizáveis, independentes de autorização orçamentária e correspondem aos saldos das contas que permaneceram abertas no sistema financeiro, desdobrada em:

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Disponível – representa a soma dos valores numerários em caixa e

em poder de bancos;

Créditos em Circulação – representa a soma dos créditos financeiros

junto a pessoas de direito público e privado.

Ativo Não Financeiro: compreende o conjunto de bens e direitos cuja mobilização ou alienação dependa de autorização legislativa para suas realizações, sendo desdobrado em:

Realizável a curto prazo – representa os créditos e os valores em

circulação;

Realizável a longo prazo – representa os depósitos e créditos realizáveis a longo prazo.

Permanente: representa o conjunto dos investimentos, imobilizado e diferido.

Ativo Real: é o somatório do ativo financeiro e do ativo não financeiro ou permanente, excluindo apenas o ativo compensado.

Passivo:

Passivo financeiro: compreende os compromissos cujo pagamento independe de autorização orçamentária, haja vista que essas obrigações já passaram pelo orçamento, como é o caso de restos a pagar, ou não possuem qualquer vinculação com orçamento como as contenções e depósito de terceiros.

Atenção! As antecipações de receitas orçamentárias – AROs fazem parte do passivo financeiro e dependem de autorização orçamentária (Legislativa) para a realização. Quanto ao

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pagamento (resgate), não há necessidade de autorização Legislativa.

Pode-se verificar que no conceito está escrito: “cujo pagamento independe de autorização orçamentária”. Significa dizer que para a realização depende de autorização orçamentária ou legislativa. Mas, não são todos os fatos que dependem dessa autorização. A Antecipação de Receita Orçamentária seria um exemplo da necessidade de autorização orçamentária.

Atenção! Quando se fala em autorização “genérica”, é a autorização na LOA. Autorização específica é em lei especial.

Atenção! A dívida flutuante faz parte do passivo financeiro. O conceito de dívida flutuante se encontra no Decreto nº

93.872/86.

Vejam os conceitos!

A dívida pública abrange a dívida flutuante e

fundada

93.872/86).

a dívida

ou

consolidada

(art.

115

do

Decreto

A dívida flutuante compreende os compromissos exigíveis, cujo pagamento independe de autorização orçamentária, assim entendidos (art. 115, § 1º, do Decreto nº

93.872/86):

Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida;

Os serviços da dívida;

Os depósitos, inclusive consignações em folha;

As operações de crédito por antecipação de receita; e o

Papel-moeda ou moeda fiduciária.

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O conceito do Decreto sobre dívida flutuante tem sido cobrado assim mesmo, ou seja, literalmente como está na norma.

Conceito

importantes!

de

algumas

contas

ou

grupos

de

contas

Valores pendentes a curto prazo: representa valores nominalmente ativos ou de conversão transitória – é conta do passivo financeiro.

Depósitos: representa o montante do débito referente às consignações da folha, restituições a pagar, fianças e cauções; etc. é conta do passivo financeiro.

Passivo não financeiro ou permanente: compreende o conjunto das obrigações que dependam de autorização orçamentária para suas liquidações ou pagamentos representados por dívidas a longo prazo, de exigibilidade superior a 12 meses, quer sejam internas ou externas, contraídas para atender o desequilíbrio orçamentário ou financiamento de obras e serviços públicos.

No passivo não financeiro ou permanente encontra-se a dívida fundada, cujo conceito se encontra na LRF da seguinte forma:

Conceito de dívida fundada na LRF:

Dívida pública consolidada ou fundada: montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses (art. 29, inciso I, da LRF).

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A dívida fundada é constituída basicamente de operações de crédito (empréstimos) externos e internos de longo prazo (acima de 12 meses).

Conceito de operação de crédito na LRF:

Operação de crédito: compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros(art. 29, inciso III, da LRF).;

Atenção! Muito Importante!

Também integram a dívida pública consolidada as operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham constado do orçamento (art. 29, § 3º, da LRF).

Atenção! As operações de crédito podem ser classificadas no passivo permanente ou no passivo financeiro.

Exemplo:

As operações de crédito (empréstimos) realizadas pelo Estado, com a finalidade de cobrir déficit são classificadas no longo prazo, passivo permanente – dívida fundada.

As operações de crédito por antecipação da receita – ARO, são classificadas no passivo financeiro, tendo em vista que seu resgate deverá ocorrer dentro do exercício financeiro, até o dia dez de dezembro.

Veja como foi cobrado em concurso!

(ESAF - Analista Pericial – MPU – 2004) Assinale a opção que indica um ativo ou um passivo que a contabilidade, no âmbito federal, classifica no Balanço Patrimonial tanto de curto quanto de longo prazo. a) Limite para saque contra o Tesouro Nacional. b) Débitos com fornecedores do exercício anterior.

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c) Operações de crédito por antecipação de receitas.

d) Operações de crédito.

e) Restos a pagar não-processados.

Comentários:

1. O comando da questão pede um ativo ou passivo que a

contabilidade, no âmbito federal, classifica no Balanço

Patrimonial tanto de curto quanto de longo prazo.

2. Os fatos das opções “b”, “c” e “e” são classificados como

curto prazo, a opção “a” é no longo prazo e a opção “d” pode

ser classificada tanto no longo quanto no curto prazo. Por quê? É porque a opção não informa que tipo de operação de crédito. Portanto entre elas pode estar as AROs.

Passivo real: é a soma do passivo financeiro e do passivo não financeiro ou permanente, excluindo apenas o passivo compensado.

Patrimônio Líquido: representa a diferença entre os componentes patrimoniais ativos e passivos. O saldo positivo representa uma situação patrimonial favorável ou superavitária. O saldo negativo representa uma situação patrimonial desfavorável ou deficitária.

Ativo e Passivo Compensado: representam contas com função precípua de controle, relacionadas aos bens, direitos, obrigações e situações não compreendidas no patrimônio mas que, direta ou indiretamente, possam vir a afetá-lo, inclusive as relativas a atos e fatos relacionados com a execução orçamentária e financeira.

Atenção! Não confundir contas de controle com sistema de compensação ou o próprio grupo de contas ativo e passivo compensado.

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Ativo real líquido (ou patrimônio líquido positivo):

representa a situação em que o ativo real é maior que o passivo real.

Passivo real a descoberto ou patrimônio líquido negativo: é decorrente da diferença a menor entre o ativo real e o passivo real.

Resumindo, o ativo real líquido refere-se à situação em que os bens e direitos superam as obrigações (ativo real > passivo real). Por outro lado, o passivo real a descoberto representa a situação em que as obrigações superam os bens e direitos (passivo real > ativo real).

Patrimônio líquido nulo: é decorrente da igualdade entre o ativo real e o passivo real.

Estrutura do balanço patrimonial:

O balanço patrimonial está estruturado conforme demonstrado abaixo, com os grupos e suas principais contas:

Ativo

Passivo

Ativo financeiro

 

Passivo financeiro

Disponível

Restos a pagar

Créditos em circulação

 

Processados

 

Não processados

Ativo não financeiro (permanente)

 

Retenção de terceiros

Circulante (menos financeiro)

 

Previdência social

Realizável a longo prazo

 

Pensão alimentícia

Permanente

 

Impostos federais

 

Impostos estaduais

Ativo

real

(financeiro

+

não

Impostos municipais

financeiro)

 
 

Consignações diversas

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Ativo compensado

Depósitos de terceiros

 

Responsáveis por títulos, valores e bens

Cauções

Cauções

Depósitos judiciais

 

Consignações

Depósitos para recursos

 

Depósitos judiciais

Depósitos diversos

 

Comodato de bens

 

Mercadorias apreendidas

Passivo não financeiro (permanente)

Diversos responsáveis

Circulante

Garantias

Provisões

Avais

Operações de crédito

 

Hipotecas

Exigível a longo prazo

 

Seguros

Operações de crédito

 

Fianças

Resultado de exercícios futuros

 

Direitos e obrigações conveniadas

 

Convênios

Passivo

real

(financeiro

+

não

financeiro)

Direitos e obrigações contratuais

 

Contratos

Patrimônio líquido (saldo patrimonial)

Empréstimos

Patrimônio

 

Capital

 

Reservas

 

Resultado patrimonial do exercício

 
 

Resultado acumulado

 
 

Passivo compensado

 

Passivo real a descoberto

(contrapartida do ativo compensado)

 

Total

Total

Comentários:

1. O balanço patrimonial acima está estruturado conforme modelo do SIAFI. Isso não descaracteriza os grupos e subgrupos previstos na Lei nº 4.320/64. Foi apenas uma pequena adaptação à realidade das novas contas.

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Vamos trabalhar alguns exercícios para melhor fixar o conteúdo!

O balancete de verificação do mês de dezembro do órgão “X” da União apresentou a seguinte situação:

Caixa

1.200

Bancos

20.000

Móveis e utensílios

35.000

Restos a pagar

15.000

Empréstimos a pagar (20 meses)

26.000

Retenção de terceiros (consignações)

13.000

Depósitos

5.000

Débitos de tesouraria

3.000

Serviço da dívida a pagar

2.000

Almoxarifado – estoque

10.000

Ativo compensado

1.000

Operações de crédito externa

5.000

Com base nos dados do balancete acima pede-se:

a) O resultado financeiro.

b) A soma do ativo e do passivo real.

c) O valor da dívida flutuante.

d) O saldo patrimonial.

Resolução:

Para responder as opções acima iremos elaborar o balanço patrimonial.

Ativo

Passivo

Ativo financeiro

Passivo financeiro

Caixa

1.200

Restos a pagar

15.000

Bancos

20.000

Consignações

13.000

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Depósitos

5.000

Ativo

não

financeiro

 

Débitos de tesouraria

 

3.000

(permanente)

   

Móveis e utensílios

 

35.000

Serviço da dívida a pagar

 

2.000

Almoxarifado

 

10.000

   
   

Passivo

não

financeiro

 

(permanente)

   

Empréstimos a pagar

 

26.000

   

Operações de crédito externa

 

5.000

Ativo

real

(financeiro

+

66.200

Passivo

real

(financeiro

+

69.000

não financeiro)

não financeiro)

 

Passivo real a descoberto (saldo patrimonial)

2.800

Patrimônio

   

Ativo compensado

 

1.000

Passivo compensado

 

1.000

Total

70.000

Total

70.000

Comentários:

1. Passivo real a descoberto é a diferença, a menor, entre

ativo real e passivo real. Como o saldo foi negativo (2.800), fica do lado positivo, para fins de “fechar” o balanço.

2. Operações de crédito, quando não informado o prazo,

considera-se de longo prazo.

3. “Débitos de tesouraria” é sinônimo de ARO – antecipação

de receita orçamentária.

4. O ativo compensado deve ser igual ao passivo compensado, portanto, quando informado apenas um valor, o outro é igual, haja vista que um é contrapartida do outro.

Atenção! Na hora da prova não vale a pena elaborar o balanço patrimonial. Não existe tempo suficiente, faça apenas os cálculos conforme demonstrado abaixo.

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a) Resultado financeiro.

Ativo financeiro (1.200+20.000+)

21.200

(-) Passivo financeiro (15.000+13.000+5.000+3.000+2.000)

(38.000)

=

Déficit financeiro

(16.800)

Comentários:

1. O déficit financeiro reduz a possibilidade da abertura de

créditos adicionais, porque o superávit financeiro é uma das fontes de recursos.

2. Dentro do ativo financeiro constam os valores transferidos

do balanço financeiro no final do exercício.

b) Soma do ativo e do passivo real.

Ativo real (AF + ANF ou AP):

 

Ativo financeiro

21.200

(+) Ativo não financeiro ou ativo permanente (35.000+

45.000

10.000)

=

Ativo real

66.200

Passivo real (PF + PNF ou PP):

 

Passivo financeiro

38.000

(+) Passivo não financeiro (26.000+5.000)

31.000

=

Passivo real

69.000

Comentários:

1. A diferença entre ativo real e passivo real resulta no saldo patrimonial, que pode ser positivo ou negativo. Caso seja negativo, denomina-se “passivo real a descoberto”.

c) O valor da dívida flutuante.

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A dívida flutuante é a soma do passivo financeiro, ou seja, são dívidas

de curto prazo, até 12 meses, cujo valor já foi somado 38.000.

d) Saldo patrimonial.

O

saldo patrimonial = Ativo Real (-) Passivo Real.

Ativo real

66.200

(-) Passivo real

(69.000)

= Passivo real a descoberto

(2.800)

Comentários:

1. O saldo patrimonial é semelhante ao patrimônio líquido nas empresas privadas. Esse saldo é transferido do resultado apurado na Demonstração das variações Patrimoniais – DVP. É o resultado acumulado dos vários exercícios.

Considere a seguinte situação hipotética: No final do exercício financeiro um órgão público federal apurou os fatos abaixo:

Saldo patrimonial

$20

Passivo compensado

$260

Ativo real

$1.240

Ativo total

$1.500

Informações complementares:

1. No ativo financeiro não havia saldo.

2. O valor que passa para o exercício seguinte, apurado no balanço financeiro desse órgão foi de $720 e este valor ficou depositado em bancos.

3. Superávit financeiro foi de $500.

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4. Todo o passivo financeiro está representado por restos a pagar.

Considerando as informações acima pode-se dizer que esse órgão apurou:

a) Ativo financeiro de $220.

b) Ativo real de $720.

c) Ativo permanente de $520.

d) Passivo financeiro de $500.

e) Ativo real líquido de $720.

Resolução:

Elaborando o balanço patrimonial do órgão com base nos dados apresentados:

Ativo

Passivo

Ativo financeiro

Passivo financeiro

bancos

720

Restos a pagar

220

Ativo permanente

520

Passivo permanente

1.000

Ativo real

1.240

Passivo real

1.220

Ativo compensado

260

Saldo patrimonial

20

   

Passivo compensado

260

Total

1.500

Total

1.500

Comentários:

 

1. O valor que passa para o exercício seguinte ($720), apurado no balanço financeiro, no final do exercício é transferido para o ativo financeiro do balanço patrimonial. Portanto, se o saldo do ativo financeiro era zero, o total do ativo financeiro é somente o saldo que passa para o exercício seguinte, apurado no BF do encerramento do exercício.

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2. Devemos ter sempre em mente que o total do ativo é = ao

total do passivo e que o total do ativo compensado deve ser =

ao do passivo compensado. Um é contrapartida do outro.

Cálculo do passivo financeiro:

Superávit financeiro = AF – PF. Ou seja:

$500 = $720 - PF. Donde: PF = $720 - $500

= $220

Para encontrar o passivo financeiro seria imprescindível saber que o saldo que passa para o exercício seguinte, apurado no balanço financeiro, é transferido para o AF do BP.

3. Depois de encontrar o ativo e o passivo financeiro ficou todo fácil para quem conhece a estrutura do BP.

4. Conforme a informação complementar, o valor de $220 se

refere a restos a pagar. Portanto, todo o passivo financeiro só possui essa conta.

DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS

A demonstração das variações patrimoniais – DVP deverá evidenciar as alterações verificadas no patrimônio, resultantes ou independentes da execução orçamentária, e indicará o resultado patrimonial do exercício (art. 104, da Lei nº

4.320/64).

A DVP demonstra o resultado da gestão de um ente (União Estados ou Municípios) ou de um órgão ou entidade da administração direta ou indireta.

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Nas empresas privadas o resultado de todas as operações do exercício é apurado através da Demonstração do Resultado do Exercício – DRE. É o confronto entre receitas e despesas.

Nas entidades públicas o resultado é apurado na DVP. Aqui há uma grande diferença! A DVP evidencia todas as alterações ocorridas no patrimônio, independentemente de ser ou não receita e despesa.

Exemplo:

A DVP demonstra a concessão de um empréstimo, fato

meramente permutativo, onde “sai” o recurso do caixa e “entra” um direito a receber.

Na DRE, um fato como esse não é demonstrado, haja vista que não envolve receita e despesa, mas apenas contas patrimoniais.

Por isso é que a DVP evidencia as alterações realizadas no patrimônio. E tem mais! Na DVP todos as alterações (orçamentárias e extra-orçamentárias) são demonstradas.

A DVP é estruturada a partir dos saldos acumulados durante o exercício.

As variações patrimoniais são divididas em ativas e passivas,

conforme demonstrado abaixo.

Atenção! A estrutura da DVP não está sendo colocada aqui só para aumentar o número de páginas! Conhecer essa estrutura é de suma importância para resolver diversas questões teóricas quem nem mesmo exigem cálculos ou “esforço de memória”.

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É como se assa Demonstração fosse sua “imagem” refletida no espelho. Toda vez que surgir um questionamento acerca da DVP o candidato deverá “enxergar” a imagem, principalmente os grupos de contas.

Vamos fazer essa demonstração lhe “hipnotizar”. Portanto olhe para ela várias vezes!

Exemplo:

Verifique as interferências ativas orçamentárias (do lado das variações ativas) e as interferências passivas orçamentárias (do lado das variações passivas). Observaram?

Verificaram como é fácil saber quais são as interferências ativas orçamentárias?

Quota recebida;

Repasse recebido;

Sub-repasse recebido;

E as interferências passivas orçamentárias?

Quota concedida;

Repasse concedido;

Sub-repasse concedido.

Agora observem as interferências ativas extra-orçamentárias (do lado das variações ativas) e as interferências passivas extra-orçamentárias (do lado das variações passivas). Observaram?

Verificaram como é fácil diferenciar as interferências orçamentárias das extra-orçamentárias?

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Interferências ativas extra-orçamentárias:

Transferências financeiras para restos a pagar;

Transferência de bens e valores.

Interferências passivas orçamentárias:

Transferências financeiras para restos a pagar;

Transferência de bens e valores.

Essas interferências costumam ser exigidas em concursos e “interferem” bastante no resultado de uma prova! Espero que vocês acertem, se for cobrado!

As interferências ativas e passivas orçamentárias são referentes às transferências de recursos orçamentários para pagamento de despesas do exercício financeiro.

As interferências ativas e passivas extra-orçamentárias são referentes às transferências de bens e recursos extra- orçamentários. Quando se refere à transferência de recursos é para pagamento de restos a pagar.

Agora é só observar que quem transfere classifica do lado negativo, variações passivas e quem recebe, classifica do lado positivo, variações ativas.

Viram como é fácil?

Já ouvi muitos alunos dizerem: “essas interferências ativas, passivas, variações ativas e passivas, mutações ativas e passivas, que coisa chata”. Que nada, você vai entender. Agora! Tem que fazer exercícios observando a estrutura da DVP.

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A partir de agora vamos discorrer sobre os grupos e principais

contas da DVP, a partir de sua estrutura.

A estrutura da demonstração das variações patrimoniais está

conforme o plano de contas da administração pública federal:

Variações ativas

Variações passivas

Orçamentárias

Orçamentárias

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Receitas correntes

 

Despesas correntes

Tributária

Despesas de custeio

Patrimonial

Outras despesas correntes

De contribuições

 

Juros e encargos da dívida externa

Agropecuária

Juros e encargos da dívida interna

Industrial

De serviços

Despesas de capital

Transferências correntes

 

Amortização da dívida interna e externa

Outras receitas correntes

Investimentos

Receitas de capital

Inversões financeiras

Mutações patrimoniais

Transferências de capital

Construção de bens móveis e imóveis

 

Operações de crédito

 

Interferências passivas

Alienação de bens

Quota concedida

Amortização de empréstimos

 

Repasse concedido

Transferências de capital

 

Sub-repasse concedido

Interferências ativas

Quota recebida

 

Mutações passivas

Repasse recebido

 

Cobrança da dívida ativa

Sub-repasse recebido

Alienação de bens móveis e imóveis

 

Empréstimos tomados

Mutações ativas

 

Recebimento de créditos diversos

Aquisição de bens móveis e imóveis

 

Aquisição

de

material

de

consumo

Extra-orçamentária

almoxarifado

 

Amortização de empréstimos contraídos

 

Interferências passivas

 

Transferência financ. p/ restos a pagar

Extra-orçamentária

 

Transferência de bens e valores

Interferências ativas

Decréscimos patrimoniais

Transferência financ. p/ restos a pagar

 

Cancelamento da dívida ativa

Transferência de bens e valores

 

Encampação de dívidas

 

Consumo de bens

Acréscimos patrimoniais

 

Perda de bens

Inscrição da dívida ativa

 

Incorporação de bens por doação

 

Resultado patrimonial

Cancelamento de dívidas passivas

Superávit

Resultado patrimonial

 

Déficit

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22

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Total das variações ativas

Total das variações passivas

As variações ativas são representadas pelo somatório das receitas orçamentárias e extra-orçamentárias, as interferências ativas, mutações ativas e os acréscimos patrimoniais, contemplando ainda o saldo patrimonial, se negativo.

Isso mesmo! Se o resultado patrimonial do exercício for negativo ou deficitário será adicionado às variações ativas.

As variações passivas são representadas pelas despesas orçamentárias e extra-orçamentárias, as interferências passivas, mutações passivas e os decréscimos patrimoniais, contemplando ainda o resultado patrimonial positivo.

É assim mesmo! Se o resultado patrimonial do exercício for positivo será adicionado do lado negativo, das variações passivas. È uma técnica contábil utilizada para fins de fechamento dessa demonstração.

Atenção a esse enunciado!

Bastante cobrado em concurso!

As variações resultantes do orçamento, ou orçamentárias, são

aquelas que dependem de orçamento aprovado, e as independentes do orçamento ou extra-orçamentárias são aquelas que independem de orçamento aprovado.

O somatório das variações ativas orçamentárias e extra-

orçamentárias resulta no total das variações ativas.

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O somatório das variações passivas despesas orçamentárias e extra-orçamentárias resulta no total das variações passivas- VP.

Assim sendo, apura-se o resultado do período, que poderá apresentar superávit ou déficit, obtido através da diferença entre o total das variações ativas-VA e passivas.

Portanto, as VA – as VP = Resultado Patrimonial do Exercício- RPE.

Este resultado será transferido para o balanço patrimonial, no grupo saldo patrimonial ou patrimônio líquido e se refere ao resultado do período.

As variações ativas orçamentárias são representadas pelas receitas correntes e de capital, interferências ativas e mutações ativas. Observe a estrutura da DVP!

As variações passivas orçamentárias são representadas pelas despesas correntes e de capital, pelas interferências passivas e mutações passivas. Observe a estrutura da DVP!

As variações ativas extra-orçamentárias são representadas pelas receitas extra-orçamentárias, as interferências ativas e os acréscimos patrimoniais.

As variações passivas extra-orçamentárias são representadas pelas despesas extra-orçamentárias, interferências passivas e decréscimos patrimoniais.

AFO E CONTABILIDADE PÚBLICA P/ TCU E CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Relembrando! O resultado patrimonial do exercício é calculado na DVP. Muito cobrado em concursos! Preste atenção!

Às vezes, tentam “pegar” os candidatos informando que o RPE é apurado no balanço patrimonial.

O resultado patrimonial do exercício – RPE demonstra a diferença entre as variações ativas – VA e as variações passivas – VP, portanto:

RPE = VA - VP

O resultado patrimonial do exercício poderá evidenciar:

Se as VA > VP = superávit patrimonial

Se as VA < VP = déficit patrimonial

Se as VA = VP = resultado nulo

Algumas peculiaridades da DVP:

As superveniências ativas e as insubsistências passivas são classificadas dentro do subgrupo “acréscimos patrimoniais” e são extra-orçamentárias.

As insubsistência ativas e superveniências passivas são classificadas dentro do subgrupo “decréscimos patrimoniais” e são extra-orçamentárias

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São exemplos de superveniências ativas – algo que acresce

ao patrimônio público:

Inscrição da dívida ativa;

Nascimento de semoventes;

Doações recebidas, etc.

São exemplos de insubsistências passivas – algo que acresce

ao patrimônio público:

Cancelamento de dívidas;

Perdão de dívidas;

Despesas prescritas, etc.

São exemplos de superveniências passivas – algo que diminui o patrimônio público:

Dívidas encampadas pelo poder público;

Atualização monetária de dívidas;

Precatórios judiciais, etc.

São exemplos de insubsistências ativas – algo que diminui o patrimônio público:

Morte de semovente;

 

Baixa de bens por obsoletismo;

Doações;

Perdão de valores a receber pelo governo, etc.

O

lado das variações ativas é composto pelos seguintes

grupos:

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Receitas correntes;

Receitas de capital;

ORÇAMENTÁRIAS

 
 

Interferências ativas;

Mutações ativas.

 

Interferências ativas;

EXTRA-ORÇAMENTÁRIAS

Acréscimos patrimoniais;

 

Resultado patrimonial (se houver déficit).

O

composição:

lado

das

variações

passivas

apresenta

a

seguinte

 

Despesas correntes;

 

Despesas de capital;

ORÇAMENTÁRIAS

 
 

Interferências passivas;

Mutações passivas.

 

Interferências passivas;

 

EXTRA-ORÇAMENTÁRIAS

Decréscimos patrimoniais;

 

Resultado

patrimonial

(se

houver

superávit).

Alguns exemplos de:

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Aquisição de bens móveis ou imóveis; Construção de bens móveis e imóveis; Construção de bens
Aquisição de bens móveis ou imóveis;
Construção de bens móveis e imóveis;
Construção de bens móveis e imóveis de
natureza industrial;
Aquisição de títulos e valores;
Mutações ativas
Empréstimos concedidos;
Aquisição de material de consumo para
estoque em almoxarifado;
Amortização da dívida interna e externa
contraída, etc.
Cobrança da dívida ativa;
Alienação de bens móveis e imóveis;
Mutações passivas
Alienação de títulos e valores;
Empréstimos tomados;
Recebimento de créditos diversos, etc.
Quota recebida pelo Setorial da STN;
Interferências ativas
Repasse recebido (transferência externa
de recursos);
Sub-repasse recebido (transferência
interna de recursos). etc.
Quota concedida;
Interferências passivas
Repasse concedido;
Sub-repasse concedido, etc
Inscrição da dívida ativa;
Incorporação de bens por doação;
Acréscimos
patrimoniais
Cancelamento de dívidas passivas;
Incorporação de títulos e valores, etc
Cancelamento de dívida ativa;
Encampação de dívidas;
Consumo de bens do almoxarifado;
Decréscimos
patrimoniais
Perda ou extravio de bens;
Baixa de créditos fiscais;
Inscrição de dívidas passivas, etc.

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Exemplo prático:

Utilizando os dados sintéticos do quadro abaixo, extraídos de determinado órgão público, iremos colocar as contas dentro dos grupos e subgrupos de acordo com a estrutura da demonstração das variações patrimoniais e apurar o resultado patrimonial do exercício – RPE.

DADOS ORÇAMENTÁRIOS

Receita de tributos

380

Despesa de custeio

 

270

Receita patrimonial

10

Transferências correntes

 

110

Receita industrial

10

Investimentos

 

80

Receita de serviços

30

Inversões financeiras

 

20

Transferências correntes

20

Transferências de capital

 

70

Amortização de empréstimos

50

Operações de crédito

 

20

MUTAÇÕES PATRIMONIAIS

Aquisição de bens móveis

30

 

Aquisição

de

material

de

consumo

-

20

almoxarifado

 

Empréstimos concedidos

40

Construção de bem móvel industrial

 

40

Cobrança da dívida ativa

30

Alienação de bens

 

40

Recebimento de direitos

70

   

DADOS EXTRA-ORÇAMENTÁRIOS

Incorporação de bens (doação)

20

Cancelamento de dívidas passivas

 

20

Inscrição da dívida ativa

70

Consumo de bens – almoxarifado

 

20

Cancelamento de dívida ativa

30

Encampação de dívidas

 

40

Transferência financeira recebida para pagamento de restos a pagar

20

Transferência de bens e valores

 

20

Sub-repasse recebido

10

Repasse concedido

 

10

Nota: os dados constantes desse quadro ainda não estão organizados.

Organizando os dados, estruturando a DVP e apurando o RPE:

Demonstração das variações patrimoniais

Variações ativas

Variações passivas

Orçamentárias

Orçamentárias

Receitas correntes

Despesas correntes

Receita de tributos

380

Despesa de custeio

270

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Receita patrimonial

 

10

 

Transferências correntes

110

380

Receita industrial

 

10

       

Receita de serviços

 

30

       

Transferências correntes

 

20

450

     

Receitas de capital

     

Despesas de capital

   

Amortização de empréstimos

50

 

Investimentos

80

 

Operações de crédito

 

20

70

Inversões financeiras

20

 
     

Transferências de capital

70

170

Interferências ativas

     

Interferências passivas

   

Sub-repasse recebido

 

10

10

Repasse concedido

10

10

Mutações ativas

     

Mutações passivas

   

Aquisição de bens móveis

30

 

Cobrança da dívida ativa

30

 

Aquisição de material de consumo – almoxarifado

20

 

Alienação de bens

40

 

Empréstimos concedidos

 

40

 

Recebimento de direitos

70

140

Construção

de

bem

móvel

40

130

     

industrial

Extra-orçamentárias

 

Extra-orçamentárias

Interferências ativas

     

Interferências passivas

   

Transferência financeira para restos a pagar

20

20

Transferência de bens e valores

20

20

Acréscimo patrimonial

     

Decréscimo patrimonial

   

Incorporação de bens (doação)

20

 

Consumo de bens – almoxarifado

20

 

Cancelamento

de

dívidas

         

passivas

20

Cancelamento de dívida ativa

30

Inscrição da dívida ativa

 

70

110

Encampação de dívidas

40

90

Resultado patrimonial

     

Resultado patrimonial

   

Déficit

20

20

     

Total das variações ativas

 

810

Total das variações passivas

 

810

O total das variações ativas, antes da apuração do resultado patrimonial foi de $ 790. Após a apuração do resultado constatou-se que as variações passivas foram maiores do que as variações ativas, ocasionando o que chamamos de déficit patrimonial.

O déficit patrimonial foi calculado da seguinte forma:

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FÓRMULA:

 

Resultado patrimonial do exercício – RPE = Variações ativas – VA - Variações passivas – VP.

Portanto: RPE = 790 - 810 = (20) Resultado patrimonial negativo.

Poderíamos

ainda

calcular

o

resultado

extra-

orçamentário:

 

Variações ativas extra-orçamentárias 130 - Variações passivas extra- orçamentárias 110 = 20. Resultado extra-orçamentário superavitário ou positivo.

Portanto, ocorreu déficit nas operações orçamentárias no valor de $ 40, ocasionando um Resultado Patrimonial negativo de $ 20.

Relembrando! Observe que na DVP existem interferências ativas e passivas orçamentárias e extra-orçamentárias.

Cuidado! Quando for calcular o resultado extra-orçamentário, lembrar que existem interferências ativas e passivas orçamentárias (cota, repasse e sub-repasse)

Antes que seja perguntado, vou responder:

Cota: é a transferência de recursos financeiros da STN para o Setorial Contábil das Unidades Orçamentárias ou dos Ministérios.

Exemplo: transferência de recursos financeiros da STN para a Casa Civil da Presidência da República.

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Repasse: é transferência de recursos financeiros entre órgãos ou ministérios não integrantes da mesma estrutura (transferência externa).

Exemplo: transferência de recursos financeiros do Ministério da Fazenda para o Ministério da Previdência Social.

Sub-repasse: é transferência de recursos financeiros entre órgãos ou ministérios integrantes da mesma estrutura (transferência interna).

Exemplo: transferência de recursos financeiros do Ministério da Fazenda para a Delegacia da Receita Federal de Santa Catarina – Florianópolis.

As interferências ativas extra-orçamentárias geralmente são contas do tipo: recebimento de transferência financeira para pagamento de restos a pagar e recebimento de bens e valores transferidos de outros órgãos.

Exemplo: transferência de recursos financeiros da STN para a CGU, destinados ao pagamento de restos a pagar.

a

transferência financeira registra uma interferência passiva e

para quem recebe a transferência registra-se interferência ativa.

uma

Mais uma vez lembrando que!

Quem

realiza

Vamos ratificar o que já “falei” acima! Que a DVP é como se fosse um espelho. Entendo que o candidato deve estar com a imagem da DVP para responder a alguns questionamentos teórico.

Vamos ver um exemplo?

Veja esta questão:

AFO E CONTABILIDADE PÚBLICA P/ TCU E CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

(ESAF – Analista de Planejamento e Orçamento – MPOG –2005) Sobre a Demonstração das Variações Patrimoniais – DVP (art. 104 da Lei nº 4.320/64) de uma entidade que não registra receita orçamentária e apresenta superávit no exercício, é correto afirmar que:

a) o superávit somente poderá ter ocorrido se as mutações ativas

orçamentárias tiverem sido no mesmo montante das variações passivas totais.

b) a existência de superávit no exercício implica a inexistência de

despesa orçamentária, uma vez que não ocorreu receita orçamentária. c) se as variações ativas extra-orçamentárias foram menores do que as variações passivas totais, obrigatoriamente ocorreram interferências e/ou mutações ativas orçamentárias.

d) em razão de a entidade não registrar receita orçamentária não

ocorreram mutações ativas orçamentárias. e) o superávit apurado corresponde ao superávit financeiro do exercício.

Como fazer para resolver essa questão?

Ela parece ser fácil, mas não é!

Essa questão deverá ser resolvida observando a estrutura da DVP. Isso para que não possui essa “imagem” na mente.

Comentários:

a) Incorreta. Uma entidade que não registra receita orçamentária só irá aparecer valores a partir das interferências ativas. Ela pode não registrar receita orçamentária, mas poderá ter interferências e mutações orçamentárias. Não necessariamente o superávit somente poderá ter ocorrido se as mutações ativas orçamentárias tiverem sido no mesmo montante das variações passivas totais. Isso porque ainda existem as interferências e os acréscimos patrimoniais. b) Incorreta. A existência de superávit no exercício não implica a inexistência de despesa orçamentária. Apesar de não ter arrecadado receita orçamentária, mas as mutações e as interferências ativas orçamentárias e as interferências

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ativas e os acréscimos extra-orçamentários poderão ter sido maiores do que as variações passivas totais. c) Correta. Veja a simulação abaixo:

Demonstração das Variações Patrimoniais – DVP.

Variações Ativas

Variações Passivas

Orçamentárias

Orçamentárias

Receitas correntes

0,00

Despesas correntes

100

Receitas de capital

0,00

Despesas de capital

50

Interferências ativas

100

Interferências passivas

10

Mutações ativas

50

Mutações passivas

10

Extra-orçamentárias

 

Extra-orçamentárias

 

Interferências ativas

50

Interferências passivas

10

Acréscimos patrimoniais

20

Decréscimos patrimoniais

20

Déficit patrimonial

 

Superávit patrimonial

20

Total

220

Total

220

Veja que se as variações ativas extra-orçamentárias foram menores do que as variações passivas totais, obrigatoriamente ocorreram interferências e/ou mutações ativas orçamentárias. Isso é possível, observe a demonstração acima.

d) Essa está “fora” porque se a entidade não registrar receita orçamentária, isso não implica necessariamente que não ocorreram mutações ativas orçamentárias. Veja exemplos de mutações ativas orçamentárias:

Aquisição de bens móveis

 

Aquisição

de

material

de

consumo

almoxarifado

 

Empréstimos concedidos

 

Construção de bem móvel industrial

 

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e) Incorreta. Essa é absurda! O superávit apurado na DVP nada tem a ver com o superávit financeiro do exercício. Este é apurado no BP.

Vamos praticar mais um pouco?

Um órgão público apresentou o balancete sintético abaixo após realizar os ajustes de encerramento do exercício, entretanto, ainda falta a apuração do resultado do exercício.

Contas devedoras

Saldo

Contas credoras

saldo

Caixa

100

Pessoal a pagar

100

Bancos

200

Saldo patrimonial

1.000

Bens móveis

1.000

Restos a pagar

100

Despesa com pessoal

1.150

Receitas tributárias

1.300

Despesa com serviços

500

Operações de crédito

300

Mutações passivas

300

Mutações ativas

500

Decréscimos patrimoniais

50

   

Totais

3.300

Totais

3.300

Considerando apenas os dados apresentados, pode-se afirmar que, após a apuração do resultado, ao órgão irá apresentar:

a) resultado nulo.

b) déficit de 50.

c) superávit de 150.

d) superávit de 150.

e) superávit de 100.

Resolução:

 

Variações ativas

Receitas tributárias

1.300

Operações de crédito (receita de capital)

300

AFO E CONTABILIDADE PÚBLICA P/ TCU E CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

Mutações ativas

500

Total das variações ativas

2.100

Variações passivas

Despesas com pessoal

1.150

Despesas com serviços

500

Mutações passivas

300

Decréscimos patrimoniais

50

Total das variações passivas

2.000

Cálculo do resultado patrimonial do exercício:

 

Total das variações ativas

2.100

(-) Total das variações passivas

(2.000)

= Resultado patrimonial do exercício – superávit

100

Alguns macetes acerca da DVP!

 

As

execução

permutativos.

mutações

ativas

orçamentária

orçamentárias

da

despesa

são

decorrentes

da

referentes

aos

fatos

Exemplo: Aquisição de um bem imóvel. Ocorreu a entrada do bem e a saída do recurso (despesa).

O cancelamento de restos a pagar vai gerar modificação na situação líquida patrimonial em decorrência de acréscimo patrimonial. É uma variação ativa (receita escritural).

situação líquida patrimonial em decorrência de acréscimo patrimonial.

na

a

inscrição

da

dívida

ativa

gera

uma

modificação

AFO E CONTABILIDADE PÚBLICA P/ TCU E CGU PROFESSOR DEUSVALDO CARVALHO

os

superveniências ativas.

acréscimos

patrimoniais

são

provenientes

das

Vamos lá pessoal!

Ânimo total para fazer uma boa prova

(algo entre 65 a 76%).

Muito bem, ilustre colegas!

Sinceramente, só tenho a agradecer e dizer que também aprendi com vocês.

Desculpe-me pelos equívocos e algumas perguntas que porventura ficaram sem resposta.

Obrigado pelas observações e pela escolha do curso!

Sucesso, bom estudo e uma excelente prova.