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Ainda

Ainda
Ana Carla

2018
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Ana Carla
Ainda

“Não perca tempo amor meu, venha com semblante de menina e a graça de uma
mulher..... Seja vigilante, não uma qualquer...”

Diegho Courtenbitter

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Ana Carla
Ainda

Dedicatória

Dedico todas as linhas


Deste livro tenaz
Escrita com as mãos
Dos meus sentimentos......

Ao amor tremulo de corações


Ainda não resvalados............

Tremulo como a quem


Se entrega inteiramente....

O seu imenso desejo.....


Ao amor ensejado
De todos os amantes
Ainda adolescentes.......

Vejo com o mesmo vibrar


Com que gotejas ferozmente
O teu amor químico e matemático......

Como a todos os dependentes químicos


Sobre seu adora de penitencia algébrica.......

Do amor louco com que os amantes


Devoram o coração de suas amadas......

E com a repetição com que denoto


O amor de uma mulher quase imaculada....

Que aos poucos tornara-me


Meio seco e muito vil.........

Ana Carla

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Ana Carla
Ainda

Livro: Ainda
Gênero: Poesia
Ano: 2018
Autor: Ana Carla Furtado Oliveira de Abrantes
Titularidade: Este é um Heterônimo de Roosevelt F. Abrantes
Editora: Editora Lascivinista / Produção e Publicação Independente
Coletânea: Uma Arte Lascivinista
Ano de Finalização Escritural da Obra: 2018
Data da Primeira Publicação deste Livro: 26 de Março de 2018

Contatos:

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Residencial Parque das Palmeiras
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Cep.: 65081-494 – São Luís – Ma
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Ana Carla
Ainda

Autobiografia

Nome: Ana Carla Furtado Oliveira de Abrantes


Data de Nascimento: 06/06/1989
Cidade Natal: São Luís - MA
Nome do Pai: Júlio Celso Furtado Oliveira de Abrantes
Nome da Mãe: Maria Tereza Furtado Oliveira de Abrantes
Cônjuge: Rusgat Niccus Ferreira de Abrantes
Ocupação: Poetiza, Escritora, Contista, Cronista, Grafista, Fotografa e
Iluminarista
Profissão: Nutricionista e Arquiteta
Bairro onde Morou na Infância: Vila Embratel
Local onde Trabalhou: Restaurante Senac, Universidade Estácio, Prefeitura de
São Luís e Construtora ENESA
Formação Acadêmica: Graduada em Gestão de Recursos Humanos, Nutrição e
Arquitetura
Lugares onde Morou: São Luís, Piauí e Ceara
Ideologia Politica: Esquerda
Gosto Musical: Musica Gospel
Gosto Gastronômico: Carne Assada, Arroz Branco, Feijão e Ovos Fritos
Religião: Cristã
Altura: 1,65 mts
Etnia / Raça: Branco
Cor da Pele: Branca
Cor dos Olhos: Castanhos Claros e Pequenos
Cor dos Cabelos: Castanhos Claros, Lisos e Compridos
Postura Física: Esguia, Altura Mediana e Postura Levemente Intimista
Tipo Físico: Magra, Dedos Pequenos, Pés Pequenos e Pernas Compridas
Tipo Físico Facial: Nariz Pequeno e Afinado, Olhos Lisos e Atrevidos, Cabeça
Arredondada e Queixo Fino
Trajes Habituais: Chapéu longo e enlaçado, cabelos compridos e entrançados,
Vestido Longo e de Linho Colorido, Brincos de Argola Grandes e Compridos e
Sapatos Coturnos Chanel de Couro Preto
Idade Atual: 30 anos
Heterônimo: Ana Carla
Escritor: Roosevelt Ferreira Abrantes

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Ana Carla
Ainda

“Será que tu nunca tens pena de mim, seu eu é que vivo e vivo para te amar,
então me der sinais de tua piedade.... me der sinais de teu afeto....

Diegho Courtenbitter

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Ana Carla
Ainda

Prefacio

O livro de título “Ainda” e uma expressão drástica do amor exagerado, uma


liberação de desejos profundos, uma explosão de promiscuidade exógenas e
livres. A autora busca liberta as letras de sua composição fria, delineando mais
movimento as formas estáticas do pensamento. A forte lascividade dos poemas
ébrios, demostram em como estão incrustados a sua influência Byroniana,
Azevedista e Rusganista.

A beleza das formas estéticas, também revelam a inclinação a escrita rebuscada,


misturada a textos simples e curtos. A escritora deleitasse ao apelo lascivo da
promiscuidade exógena do sexualismo explicito. Revelando a ruptura estética e
dialética do papel da mulher nas letras e na vida pessoal.

A também uma imposição de atitude dialética na estilística dos poemas


construídos. Frases que formam linearmente uma sincronia nas disposições dos
poemas.

O relevo da profundidade poética revela também a intimidade da poeta com o seu


eu sexual, feminino, livre e questionador. Suas poesias deformam o senso
comum, destrói o formalismo e entrega-se a coesão literal dos sons.

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Ana Carla
Ainda

Um Pouco Sobre a Escritora

Poeta e escritora, está romancista lascivinista, descreve muito bem os novos fatos
e casos que o amor visceral pode externa sobre os homens. As proeminências
efêmeras, destiladas em nossos dias atuais, promovem na vida das pessoas
paradoxos exógenos. Suas anuências artísticas também buscam entrelaçamentos
filosóficos volvidos a campos psicológicos e a gêneros de natureza morta, todas
denotadas a um presente vivo e atual de nossa febril literatura moderna.

Adepta ao movimento lascivinista, viu no cotidiano a inspiração para a sua arte e


poesia, adereços instrumentais, severamente vetantes ao novo mundo idealizado
pela artista, uma configuração, completamente conturbada e volvidos pelos os
seus personagens, sensivelmente afetados pelas imperícias do amor. Sua poesia
descreve com maestria as paixões que viveu e friccionou em seu coração. Suas
aplicações poéticas, vislumbra uma atenção vil sobres as formas materialista
impressa hoje no amor, assessoria que também são expressos na sua fotografia,
Iluminuras e grafismos.

A escritora Ana Carla Furtado Oliveira de Abrantes tem liberta a sua alma sobre o
Olimpo de Afrodite, e completamente intenta a confusão biltre do mundo moderno,
estando imersa a contemplação vil de um amor pós-moderno e ultrarromântico.

Naufragada sobre o seu próprio universo imaginativo, seu idealismo holístico,


perambula largamente pelo inanimado das paixões insanas e indubitavelmente
vociferada pelas vísceras emoções individuais de seu ser efêmero, mortaliza-se
sucumbida pelas paixões marginais. Seu gosto por vinhos róseos e amadeirados
revitalizar seu sentimento puramente excêntrico, sua perspicaz inteligência
acentua a sua dinâmica modernista, e a idolatria pelo mal do século que volvia os
amantes, faz do amor descrito em seu gênero literário um típico neoclássico
ultrarromântico.

Nascida em São Luís do Maranhão no dia 06 de Junho de 1989, sua vida literária
é marcada pela paixão as escritas ultrarromânticas de Lord Byron e Alvares de
Azevedo, seu amor pelas artes plásticas, principalmente aquelas reveladas pelas
as escolas Renascentistas, a intuíram na criação de seu gênero poético e plástico,
porém é o seu íntimo romance com o teatro, a música, e ao cinema, foi o que lhe
fez ter uma incrível fascinação pelos livros e pelo tema romanesco ditado pelos
românticos do século XVIII.

Sua história literária é também ligada ao amor pela escrita modernista de Carlos
Drummond de Andrade, e pela bela escrita de Clarice Lispector, agentes literários,
assim como ela, completamente apaixonados pela arte do escrever.

Ana Carla Furtado Oliveira de Abrantes também se propôs inicialmente a escrever


poemas de amor, pensamentos soltos, crônicas diversas e por último dedicou-se
integralmente aos romances registrados em poesias clássica, um fato que está até
hoje está impresso em sua maior paixão natural, os romances clássicos.
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A sua escrita sempre se assemelhou às folhas secas de um outono trivial, sendo


ritualística em sua descrição textual. Compelida ao seu ensejo místico, e a
repetição paisagística da metalinguística, impressas em sua poesia. Uma boêmia
entre as artes, uma vil que transgredi a composição das formas inerentes a
retorica. Altruísta em sua prosa fácil, remete-se ao delírio partidário do prazer
tênue das formas nuas, uma refém de sua escrita promiscua, exaltada na poesia
sexualista dos amantes.

Notamos em suas obras, a expressão de textos poéticos tristes, rebuscados e


efêmeros, deposições contextuais fortes, exibições paradoxais exógenas, e um
refletido senso lírico, adornado sobre a sua métrica. Repertórios tênues,
ligeiramente compostos de uma coesão alegre, muitos deles envolvendo um
enredo romântico, inteligente, conflituoso, lascivo, firme, tenebroso, encantador e
tempestuoso.

Suas muitas facetas e diversificações literárias promovem um estado natural na


harmonia de sua poética, uma folha em branco tingida a cinzas em seus papeis
amarelados, um fel ácido compartilhado na métrica.

A sua escrita ainda que diferente e intensa, sugere a contemplação eximia das
formas e do conteúdo literário, exigências que exprimem uma consternação solta,
livre e breve de seus textos, ensejos épicos extraídos pela paixão e pelo o amor a
contornos simples das letras. Escritos devolvidos em poesia minimizadas,
fragmentos retorcidos em lampejos efêmeros, obras que deixo a cargo dos
leitores, devendo os mesmos colori-las, desbrava-las e conclui-las.

Metodicamente ficam sobre o papel em branco, uma boa parte de mim


debruçadas sobre os livros que leio e escrevo, outros recortes de minha
personalidade, ficam com aqueles que me leem desregradamente em silencio.

Roosevelt F. Abrantes

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Lascivinismo

O Movimento Lascivinista nasce em fevereiro de 2001 inicialmente pelas mãos do


poeta Rusgat Niccus, um heterônimo do escritor e poeta Roosevelt F. Abrantes.
Em 2002 juntam-se ao movimento os poetas (heterônimos) Ana Carla, Diegho
Courtenbitter e Ubirani Yaraima. O poeta João Justina Liberto é o ultimo a entra
para o Movimento Lascivinista, contribuindo para a literatura lasciva no ano de
2003.

O Movimento Lascivinista é uma escola literária fortemente fundamentada a


corrente ideológica romântica. Um idealismo poético byroniano, forjado a partir dos
traços líricos do poeta Alvares de Azevedo. Uma idealidade poética motivada por
composições literárias densamente carregada de paixão, amor e desejo lírico.
Este movimento também possuir um forte apego ao carácter ultrarromântico
literário europeu, amplamente alicerçada no comportamento e nas inclinações dos
prazeres da vida, reveladas através de Dionísio.

Os poetas deste manifesto literário possuem uma escrita arduamente reflexiva,


despontada a altas doses tendenciosas de lubricidade amorosa, sentimentos
organizados pelas fortes formas insidiosas da volúpia artificiosa, sensualidade
exagerada e luxúria poética. As referências de seus textos detêm uma
característica única destinada à libido ou do que possui uma inclinação para a
sensualidade ou ao despudor de quem provoca a libidinagem coletiva das formas
escritas.

Os escritos destes poetas possuem uma propriedade provinciana voltada para


uma particularidade insensata, impressa em um comportamento puramente
lascivo. Os principais autores desta escola literária são os Poetas e Artistas:
Roosevelt F. Abrantes, Rusgat Niccus, Diegho Courtenbitter, Ana Carla Furtado,
Ubirani Yaraima e João Justina Liberto.

Estes seis escritores são os maiores expoentes desta poesia clássica e moderna.
Uma poesia que hoje encontra-se envolvida, disseminada e misturada aos meios
e as rotas digitais das redes sociais, fatores que tornam este movimento literário,
algo único, dialético e simplista, sendo um dos mais plurais, diversos e
importantes do Brasil.

O Lascivinismo, O Rusgatianismo, Movimento Lascivinista, ou Pensamento


Lascivinista, foi idealizado pelo poeta Maranhense Rusgat Niccus, um escritor
romântico e pós-modernista, considerado um dos maiores contemporâneo do Pós-
Ultraromantismo do século XXI. Os seus inúmeros textos sugerem um terreno fértil
para antigas perguntas relacionadas ao amor que ainda se encontram concretas e
incompletas no coração dos amantes e dos apaixonados. Rusgat Niccus é
considerado por muitos correligionários e ativistas Lascivinistas, como sendo o
último ultrarromântico vivo de influência byroniana e azevedista.

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As suas poesias ultra exageradas sobre o amor, a paixão e o sexo, fez suscitar
novas ressignificações para os inúmeros questionamentos que são levantados a
respeito das inatas paixões humanas. Assuntos que abordam relatos sobre o amor
encarcerado, paixões reprimidas, sexo amordaçado e sexualidade rotulada.

Estes questionamentos realizaram uma espécie de renascimento do sentimento


ultrarromântico existente no século XVIII, ideias que somadas ao movimento
Lascivinista, expressaram muitas dualidades adversas sobre a realidade do
comportamento humano, principalmente sobre as crenças atuais vigentes que
mobilizam o nosso mundo, sobretudo em aspectos que permeiam o idealismo de
felicidade a qualquer custo, fatores que remontam novas premissas de um
inconsciente marginal sobre o amor, determinismos que mazelam e sucumbe o
homem neste novo contexto holístico de viver sobre as paixões.

O cotidiano é outra porta de entrada literária abordada por este novo movimento
poético e artístico, uma construção reflexiva que ver nas relações humanas a
inspiração para as suas construções textualistas e obras de caráter visual.

Estas afirmações literárias possibilitaram ao poeta Rusgat Niccus, lançar mãos de


um suporte mobilizador único e amplamente utilizado pela espécie humana,
mecanismos que acompanharam toda a nossa trajetória histórica pela terra,
percursos que fizeram as criaturas virarem criadores.

O movimento migratório do pensamento humano, sempre foi um mecanismo de


evolução muito importante para a composição do homem, um adereço de
desenvolvimento que nos acompanha desde os primórdios.

Este pensamento ordenado foi um combustível para a formação, consolidação e


disseminação do homem social como ser pensante e construtor de ideias, atuando
como uma força mágica nas relações societárias para obtenção das mudanças
desejadas, e é neste suporte que a fonte do seu pensamento lascivinista busca
forças para as proporções de idealidade de seus conceitos românticos.

Os fortes alicerces poéticos encontrados, nestas conjunturas, vinculam o homem


moderno ao mais antigo dos sentimentos humanos, vertentes intrinsecamente
rotuladas, pontuadas tanto ao amor verdadeiro, como a pratica do sexo absoluto,
fatores que interligam tudo a uma forma primitiva de realização de prazer,
mecanismo amplamente utilizado como porta de entrada para um prazer
sinestésico que viabiliza o encontro de si mesmo, com a existência do outro.

Textualidades ligadas a um objeto de prazer que nos aliança ao universo, as


estrelas, e ao criador, sentimentos tão adversos que apesar de antagônicos, nos
mantém em contato direto com a energia espiritual do nosso próprio mundo.

No entanto, esta corrente literária não tem a reserva, ou a predestinação de


explicar as aflições que assolam a alma dos homens humanos, nem busca
oferecer soluções para estes estigmas seculares. Sua textualização apenas
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expõem as variantes, tornando-as iluminadas sobre o clarão da confraternização


homogenia vivenciada em nossa sociedade minimalista, sendo apenas um difusor
de ideias que as práticas literárias externam no exercício da comunhão do
pensamento, obras imaginarias que devem sempre ser livres.

No pensamento lascivinista, isto implica que quem escolhe viver em comunidade,


tem a possibilidade de torna-se livre e mais intenso, oportunizando viver o que
somente é vivido no primeiro amor primordial, volvendo-se a declarações
insubstituíveis, peças únicas em um mundo de repetições.

A inclusão destes pequenos atos comportamentais que nos revelam um viver


diferenciado, reverbera no sentimento humano uma fração garantidora de uma
grande sinergia multiplicadora, obliquidades que nos ajudam a ultrapassar
barreiras difíceis nesta curta e dura vida.

Observamos que este movimento literário e artístico não somente falar sobre o
amor, sobre a paixão e sobre o desejo ardente de lascividade, a sua
contextualização também visa divulgar amplamente outros ensejos intrínsecos a
alma humana, objetos de desejos internos extremamente essenciais,
prioritariamente necessários ao equilíbrio de nossas emoções, integralidades que
permanecem escondidas até dentro de nós mesmo.

O poeta em seu discurso lascivinista é extremamente enfático quando discorre de


maneira profunda em sua hermenêutica psicodélica do cotidiano humanista, onde
a sua escrita permeia-se como uma prosa feroz, vislumbrada pela ética errante
dos aspectos imorais que a solidão, a depressão e o estresse moderno conceitua
sobre as camadas de emoções mais superficiais, pré-estipulando e generalizando
arbitrariamente uma geração inteira de imediatistas, catalisando desta forma as
muitas descendências de apaixonados, mutiladas pela eficácia do existir
passional.

A poesia lascivinista, neste aspecto, pode até causar um certo enclausurar do


pensamento moderno, porém não as tornando propriamente obsoletas de suas
objetividades literárias, um fator que deve propensa as pessoas, a um certo grau
de distanciamento de si mesma, tornando-as carcereiras de seu próprio ser,
escravas de um viver uniforme, musgos de um pensar incompleto, mais senhores
de um desejo manifesto de felicidade.

Nesta exterioridade literária, merecem destaques importantes, algumas


similaridades que ocorrem paralelas ao lascivinismo e que margeiam
igualitariamente o ultrarromantismo, principalmente sobre a ideia aparente da
presença destas primeiras patologias acima citadas, ordenamentos psicológicos,
ainda pré-existentes e muito forte no início de nosso século moderno, algo
comum, muito vivido pelos ultrarromânticos, contraposições que abriram portas
terríveis as novas vertentes de um novo e imperdoável "mal do século" em nosso
próprio tempo, uma ojeriza infeliz que se faz presente em todo o mundo hodierno
que conhecemos hoje, um verme patológico, absurdamente carente de
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socialização, um senil cruel, sedento de integralização humana, um biltre que


definha prematuramente em seu próprio eu lírico, o “mal da depressão”, a solidão
coletiva, o nosso mal do século.

Infelizmente a corrente literária vigente, capitalizada e contra posicionada ao


lascivinismo, trabalha para contribuir com a solidão coletiva, o “mal da depressão”.
Esta corrente literária possuir aspectos intrínsecos figurados na subsistência do
necessário existir, um arque bolso falso e frágil que limita as pessoas a uma
vivencia rasa, niilista, materialista e consumista.

O Movimento Lascivinismo ainda tenta desconstruir as regras ditatórias da


literatura pop e comercial que existe no mundo, algo impositivamente ruim para as
liberdades poéticas, mas que aos poucos será substituída por novos conceitos
que melhor revitalize a alma humana dos poetas que nascerem no futuro, fatos
que iram se adequa ás novas evoluções da realidade do sofrimento poético atual,
e que daremos um nome inspirador e liberto, a chamaremos de Artelascivinista,
Artecotidianista, Lascivinismo ou simplesmente de Rusgatianismo, como preferir
grifa o escritor e criador deste movimento literário.

O Lascivinismo é um ideal literário que tem uma pretensão multiplicadora das


emoções humanas, exacerbando-as infinitamente dentro de seu contexto
existencial de ver o mundo e as pessoas, misturando o lascivo ao amor, o sexo a
paixão, o drama a realidade.

O Lascivinismo é uma arte de impactos tão estético, quanto sentimental, essa


vertente completamente diversificada, inova no campo da escrita poética,
romantiza o desejo libidinoso, focaliza o desejo lascivo e desmitifica o lirismo
tênue esquecidos ainda dentro de nós mesmos, uma ação retrógada que diminui o
pecado original do desejo carnal expresso nas paixões exageradas, atos que as
vezes estão encrespadas no outro, um o ensejo que nos aproxima do
desconhecido.

As inúmeras características dos afetos, muitas vezes aprofundadas e baseadas


nas raízes do amor verdadeiro, apesar de não serem um único viés para a
conjuntura de sua base como poesia e estética, faz-se fortemente presente em
outras correntes literárias, completamente adversas a seu pensamento, o que as
torna ainda mais irmãs e cumplices no ato do fazer literário.

Ainda que seus versos, rabiscos, traços e estilos fiquem inclinadamente fortes
para os acontecimentos e mazelas humanas, pormenoriza as condições do
homem em seu cotidiano de conflitos, e mesmo estando insegura da dualidade
entre os homens e os seus objetos de desejos, a beleza da mansidão holística do
lascivo, mistura-se com a imaginação do cotidiano.

A concepção da Artelascivinista, Artecotidianista, ou ainda o Rusgatianismo,


definições intituladas por alguns dos seguidores desta corrente literária, ver na
ótica de seu pensamento Lascivinista, um holístico padrão poético de suas formas,
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atos conformes, vivencias estresidas, habilmente inspiradas das curvas e das


belezas do corpo feminino. Formas poéticas solidamente doutrinas pela razão das
paixões amor, indubitavelmente absorvidas pelo amor.

Fatos literários que outros artistas e poetas contemporâneos do Lascivinismo


conceituam como arte objeto do desejo, conceitos que possui em sua estética
simples, o rigor da aplicação pratica das ideias, visto que ambas são encontradas
principalmente no âmbito do cotidiano humano.

O aglomerado de imagens retratadas por esta corrente artística e poética, revela


muito bem a força com que as transmissões de nossas intrínsecas emoções são
repassadas aos objetos, veiculando nitidamente a simbologia das conexões
instituídas nos nossos atos primitivos.

As inúmeras fotografias, pinturas, desenhos estilizados, gravuras e construções


textuais, ilustram amplamente a identidade deste movimento. Outras imagens
inseridas neste contexto, idealizam também a proximidade com o lúdico e o
desejoso. Nesta amostra virtual, representada sobre este espaço atônito que é a
internet das coisas, vislumbra o retrato atual das emoções humanas, estratificadas
e capturadas pela alma dos poetas Lascivinistas, emoções únicas transferidas
para a contestação dos objetos humanos, uma observação artística que os
autores pretendem transfigurar como meta de seu estudo transcendental.

Os itens analisados neste novo conceito de arte moderna, permitem uma leitura
linear e mais direta das ideias da arte objeto (o ser humano), um silogismo
encontrado somente em pessoas sensíveis as artes, as figuras, aos objetos, aos
adereços e a outros materiais diversos. Imagens retratadas em ruas, edifícios,
praças, lugarejos, fontes, monumentos e inúmeros outros objetos de constatação
de natureza física ou orgânica.

Uma busca enervante pelas formas certas e perfeitas, um baluarte vislumbrado


pelo desejo dos objetos dignos de observação artística, sendo as nossas
concepções, uma espécie de arte intangível, vistas através das incalculáveis
lentes digitais, reprocessadas pelos os pinceis dos teclados tênues de um
computador, revisitados inconstantemente pelos lápis de cores amiúdes de seu
criador e criaturas, participando todas elas a um coagulado mistério da vida, sendo
transmitidas sobre as mãos tênues desse novo artista que nasce nas telas das
redes sociais.

A Arte Lascivinista ainda encontra o seu significado na personificação dos objetos,


no reinvestimos pratico da realidade abstrata, na transposição lógica dos materiais
intangíveis, e no mais plural dos estados cotidianos da arte estratificada da
realidade fictícia do caos, algo que se torna mais confuso, absurdo e imperfeito
sobre as artes.

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Esta arte humano objeto ainda reproduz a surrealidade da vida em um


intemperismo constante de todas as formas materiais que o cerca, o artista não só
criar um conceito diferente de arte, como também a intelectualiza, a exacerba em
sua significância dentro de suas emoções. Neste intuito transporta o que enxerga
na dualidade da estética, na simplicidade da beleza, suplantada no visual
inconsciente de suas obras indeléveis, flexibilizando a cultura do bom senso,
tripartindo-a com a própria humanidade o desejo moderno de questionar a própria
vida...

Rusgat Niccus

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Ainda

“Ainda”

Acredite minha bela ninfa do mar


Ainda espero por ti a beira do cais....

Sei que os tempos aqui são outros


Que os corpos mudaram as formas
Que os amores transmutaram a fé
E o eterno virou um efêmero prazer...

Acredite minha bela demônio do mar


Ainda espero para ser devorado por ti....

O tempo nunca cessa


E o mar nunca recua...

A vida nunca volta para o seu começo


Como um big bag continuo e trajetória....

E um relógio intransigente da emoção


É uma máquina infernal do vil amor....

Uma conspiração do universo aleatório


Uma trama única as teorias das cordas
Mantidas sempre ao nosso eterno favor ....

Mas acredite meu pelo anjo de escamas


Ainda fico sentado a beiras das ondas....

A vida ficou distante


O amor teve ecos
O sono silencio....

Mas o amor continuou tênue


A paixão perdurou por vidas...

E via láctea íngreme ao sistema elíptico


Outra vez se fez ébria e derramou-se….

Acredite minha viajante dos setes mares


Eu ainda espero que meus ossos finos
Fiquem brancos em suas presas afiadas...

Não me culpe pela vil peleja


Não me negues o beijo térreo...

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Ana Carla
Ainda

Não me deixe sozinho nesta canoa fria


Não me queira mal a este ponta da vida...

O farol a beira do cais parece triste


E as ondas choram arrependidas
Por que sabem que eu te amo...

Não me negues um olha doce


Não finja amores por piedades....

As estrelas acima já me reconhecem


E os céus já me tem como um triste....

As ondas já descoloridas no mar de São Luís


Nunca ficaram tão ébrias neste Maranhão vil...

Por isso que em meu desejo um tanto fortuito


Que mal pode ter um druida como eu o sou....

Olha-la com profunda lascívia e desejo


O seu corpo inócuo, quente e fervente ....

Oh! Minha linda e amada sereia


Não espere que eu morra ébrio
Sem ter seu beijo selado e serro...

Nem que neste dia


Um dia não o tê-lo....

Oh! Órfã dos mil mares bálticos


Não espere que eu morra ébrio....

Sem que eu ao meu destino talvez cruel


Ouça o som de meus funerais agitados
Um som estalado de seu beijo esquio....

Tome conta de mim nesta beira de mar


Meu véu demônio de barbatanas e presas ...

Não me deixes um sozinho


Não me deixes a um fatigo...

Boiando triste e a esmo


Com rui garrafa de Rum ...

Não que a solidão


Não me caias bem...
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Ainda

Não que a solidão


Seja um fardo ruim...

Eu só não quero morre na solidão


Não sozinho neste mar tão imenso...

Esperando invalido por você


Sem saber que um dia virá....

A solidão talvez sim


Sem vocês talvez não....

“Conversas Soturnas”

Sou um homem de muitas conversas


Um bicho intelectual de falar e prosa
Um biltre arquiteto da dúvida crua e nua
Um morador de rua na mente de teu teto...

As vezes um e outro ser espiritual


Me fazem diligências especificas
Algumas são inoportunas
Outras são prosa e poesia....

Em alguns destes ensaios fortuitos


Os dois conversam e me esquecem
Em outras visitas tentam me abstrair....

Em algumas destas oportunas visitas intimas


São as minhas conversas fixas que predomina
Mas sei que ambos apenas estão me analisando...

Há dias que as conversas são ótimas


Outras são apenas distrações ébrias....

Deus e o Diabo conversam comigo


Um vem pela manhã depois do sol
O outro vem a pino no meio da tarde...

Um tem o dialogo todo em prosa


O outro falar comigo em poesias...

Um é a plena mansidão em pessoa


O outro tem o caos em seu universo...
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Ana Carla
Ainda

O Diabo eu sei que não me quer bem nenhum...


E Deus eu sei que não me quer mal algum.........

Um apenas perturba a calmaria tênue


O outro não me ajuda e nem interfere......

Um dia me coloquei ao lado dos enlouquecidos


E estando Deus em minhas pobres memorias
Conversando francamente sobre o que é a vida
Percebi que não éramos seres tão diferentes....

Principalmente quando o assunto é mais tênue


E o tema abordado busca o autoconhecimento....

Discursos que nos obrigam a discorda do consenso


Dialogas que traduziam nossas angustias e tristezas….

As febres eram matinais e frouxas


E os pensamentos fundamentais
O que nos levava ao contrassenso...

Em outras poucas vezes


Em visitas a minha casa....

Um anjo guardava-me a esquerda


E um demônio me expiava a direita....

Estando os visitantes muito angustiados


Possibilitei a abertura de novas conversas
Vislumbrei um embuste com o Lúcifer
E um outro aleive ébrio com Jeová.......

O discurso era sobre os humanos


Um outro discurso sobre os anjos
E um outro discurso sobre mim.....

Mais nenhum deles quis o discurso pessoal


Falar sobre suas próprias existências eternas...

Lúcifer relatava relutante


O discurso da depreciação....

A raça humana é como um gado


São pedaços de carne inconscientes
E merecem ser abatidos no curral...

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Ana Carla
Ainda

Todos eles moribunda pelo mundo


São peças de um xadrez esquecido....

Bichos sarnentos preparados a uma caiçara


Cacas vazias de um involucro sujo e biltre....

Eles não sabem de sua importância virtuosa


Não valorizam as suas vis almas imortais......

Eles nunca pensam


Eles não vislumbram
E nem vivem a vida....

Deus, no entanto, apenas o escutar tacitamente


Ver que nem todas as suas criaturas são ébrias
Poucas se mostraram um biltre que traiçoeira....

As arvores estão plantadas no jardim


Mas nem todos os frutos vingará bem
Alguns nasceram de minha bel vontade
Mas nem todos serão como eu provir....

Nascer não foi uma escolha


E viver é uma opção tênue
Mas morrer é uma eleição...

As conversas e aquelas inúmeras visitas a noite


Foram todas fortuitas e magicamente ébrias.......

Algumas eram penalizantes a mente


Outras frustradas pelo amanhecer...

Todas tinham seus argumentos amargos


Outras muitas fundamentadas na culpa...

O Diabo me fez várias visitas durante a vida


Todas elas houveram conversas e bebidas....

O criado também se fez várias vezes presente


Mas seus diálogos foram sucintos e acanhados...

Um tinha a sem vergonha mentira impressa em sua cara


O outro possuía nas conversas um curto e grosso adeus...

Deus me deixou várias vezes sem respostas


Algumas nem foram proferidas em silencio fel...

20
Ana Carla
Ainda

O outro nem queria se explicar muito


Só desejava um dia possuir os céus....

“Vazio”

Tudo morre
Tudo passa...

E o mundo ébrio
Um dia passará...

Todas as pessoas
Um dia passaram....

E o mundo antes repleto de vida


Será como o vazio planeta Marte...

Um dia ele será um completo vazio


Uma montanha repleta de cadáveres....

Um vácuo no espaço vazio


Um silencio na eternidade....

“Coisas Escondidas”

Na vida algo precisa ser escondido


Na morte algo deve ser publicado
E na mente algo dever ser mantido...

Dentre muitos segredos


Entre as muitas renuncias...

Há duas coisas simples


Que nunca vou esconder...

O meu vil Ódio de você


E o meu Amor por você...

21
Ana Carla
Ainda

“Mulheres Imprimidas”

Porque de todas as mulheres que amei


Justo você a que mais fiz print´s online....

A que mais dowload´s


Baixei em meu book...

Por que logo você


Justamente a você...

Não a imprimir
Em minha vida...

“Ana Jara”

Minha enciclopédia feminina


Minha semideusa e rainha...

Minha ébria fênix eterna


Minha tez menina esquia...

Minha semente de liz vil


Minha insensatez veloz...

Minha má calmaria trol


Minha liquidez fugaz e vã...

Venha meu livro torpe


Venha minha Lilite vil...

“Simplesmente Infelicidade”

Eu simplesmente odeio gente feliz


Eu simplesmente odeio gente feliz...

Ainda mais quando o feliz não sou eu


Ainda mais quando o feliz é o meu algoz...

Eu odeio gente feliz


Eu odeio gente feliz...
22
Ana Carla
Ainda

Mas eu as odeio muito mais


Quando elas lembram-me
Do quanto eu estou infeliz.....

“Conversas Coesas”

A vida é verdadeiramente uma só


E a morte é absurdamente biltre....

É errado dizermos que se vive apenas uma vez


Mas vivemos necessariamente todos os dias
E morremos nitidamente uma única vez...........

Não existir, mas é uma lastima desprezível


Mas não viver também é uma agressão vil...

Portanto um recado aos viventes


É necessário saber viver a vida....
Não se pode passar apenas por ela
É preciso vivencia-la fortemente....

Aos tolos tenham uma vida breve e chata


Aos arrogantes vidas maçantes e abreviadas
Aos amantes uma vida plena e longa.........

Portanto que viver bem... Viveu


Quem viveu mau....... Não viveu...

Quem beijou......... Saboreou um ótimo sabor


Quem não beijou... Perdeu um primo sabor....

Quem se ariscou venceu na vida


Quem se acovardou fracassou....

Quem viveu............ Viveu


Quem não viveu... Morreu

Quem sofreu..... Sofreu


Quem sorriu....... Sorriu

Quem gozou........... Gozou


Quem não gozou... Perdeu

23
Ana Carla
Ainda

Portanto vivam o que há para se viver


Conseguinte sintam o que há para sentir...

Por que na vida nada é para ser sempre


Por que na vida o logo sempre se acaba...

Portanto na vida não há uma outra vida


Portanto não há uma segunda chance....

Então seja rápido


Então seja breve...

Por que a vida não espera


A vida passar bem veloz....

E ela não nos espera para vive-la


Ela simplesmente nos perpassar...

Então revise-se
E viva o agora...

“Ratos Desejáveis”

Alguns são ratos de esgotos


Outros são vis ratos de porão...

Alguns rastejam por cozinhas imundas


Outros caminham sorrateiros em lixões...

Diversos outros perambulam em hospitais ermos


Outros roem restos em supermercados biltres.....

Alguns poucos são ratos de laboratórios


Outros ainda hospedam-se em livrarias....

Outros almejam suportavelmente as lixeiras


Mas muitos na verdade estão em restaurantes...

Os ratos são mesmo seres horríveis


Os ratos são animais detestáveis
Os ratos são encéfalos desprezíveis....

Mas nem tudo neles


Devem causar pavor....
24
Ana Carla
Ainda

As suas narinas engraçadas


Regozijam-me desejos pueris
Seus olhares trêmulos e curiosos
Causam-me sorrisos afrouxados.....

Alguns são ratos a meia boca


Outros são ratos a meio tempo....

Concordo que eles são seres vis


Mas quem nunca os resignifico-os...

Alguns roem realmente as roupas do rei de Roma


Outros roedores roem literalmente o saber da vida....

Curiosamente tenho muito apreço a estes vis roedores


Gosto daqueles que possuem biltres gostos peculiares....

Sou completamente adepto


Aqueles tipos de roedores
Que fazem de um bom livro
O seu sublime jantar das seis....

Sou um rato com hábitos fortuitos


Sou um roedor das penumbras….

Há quem me julgue pelos dentes


Mas sou um rato de muitas ruas...

E muito fácil roer alguns livros


O difícil é não roer um amor....

Neste aspecto não desejável


Sou rato muito desajeitado
O meu coração se apaixonou
Ele realmente se empolgou....

Ela é uma rata de biblioteca


Uma rata que roubava livros
Uma rata que ruía muitos livros....

E nestes muitos roubos


E nestas muitas ruídas
Ela roubou o meu coração...

25
Ana Carla
Ainda

“Gente Egoísta”

Dizem que as pessoas solitárias são as mais felizes


Dizem que as pessoas casadas são as mais felizes
Dizem que as pessoas promiscuas são mais felizes.....

Sobre a felicidade é algo que não entendo


Sobre o amor é algo que entendo pouco
Sobre prazer é algo que entendo muito.....

Mas sobre o egoísmo


É algo pouco discutido....

As pessoas com pouco altruísmo sabem viver


As pessoas sem preocupações sabem viver....

O valor da felicidade está no biltre individualismo


A felicidade está em não se importar com o outro...

Pessoas egoístas vivem muito melhor


Pessoas egoístas sabem viver melhor...

Talvez a felicidade está no amor próprio


Talvez a felicidade está em pensar em si....

Nunca esteve ligado aos outros


Nunca esteve ligado a ninguém....

“O Mal uma Influência do Bem ”

O mal foi uma influência do bem e nasceu do bem


O bem influenciou o mau e cresceu dentro do bem...

A origem do bem tem a mesma origem do mal


O mal tem origem do bem e nunca esteve mal...

Sabemos que o bem existiu antes de vim o mal


Mas não sabemos a origem do existir de ambos....
A ignorância é um terrível fruto biltre
Um fruto vil que jamais deveria existir...

E a sabedoria e´ uma semente inócua


Que estando livre germina a tenuidade...

26
Ana Carla
Ainda

A vida é uma sublime criação


Uma criação mágica do divino...

E a existência de cada ser vivo


Organismos que vivem na terra...

Pautam-se na resiliência da existência


Curvam-se na eloquência tênue do vil...

A arvore da sabedoria
Guardiã de todo o ser
Privatiza todo o saber...

O saber é até hoje um dilema dialético


Um problema vil na ignorância alheia...

Um conhecimento que liberta


Uma liberdade que escraviza
Um desconhecer que aprisiona...

O saber é tão contemporaneamente perigoso


Quanto na época das grandes mil criações......

A maça do jardim do éden


A maça de Issac Newtow
A maça mordida da Apple...

Até hoje perturba a onisciência de ser


Ciência de que não se possuir em si...

O interessante
Em nós mesmos...

É que este mesmo conhecimento que liberta


É o mesmo conhecimento que nos escraviza...

O bem é a única forma de ética não benéfica


E o mal é o único paradoxo dialético da vida....

Mas se o mal é uma ordem inversa ao bem


Onde se originou o mal que habita a terra....

Muitos dos livros sagrados


E outros escritos apócrifos
Tentam culpar o anjo lucífer
Pela terrível tragédia épica
Entre a humanidade e Deus...
27
Ana Carla
Ainda

Mas se no início só havia o bem


E neste intercurso surgiu o mal
De onde veio o mal original.......

Onde nasceu o mal no coração de lucífer


Onde cresceu o bem no infinito dos céus...

O entendimento é que se o mal é possível


Este mal teve uma provável origem inicial...

O mal teve um criador


E o criador teve o mal...

É por culpa do mal


O mal ser do mal....
E por culpa do bem
O bem ser do bem...

E um anjo rebelde
É um demônio vil...

A mera desculpa de ser mal


A dupla culpa de não servir...

Ninguém serve a dois senhores


Mas quem é senhor de quem...

A verdade é que pode ser possível o mal


E a mentira é que nem pode existir o bem...

O bem pode ser originário do próprio bem


E o mal é originário do que mesmo afinal...

O bem é originário do próprio bem de Deus


E o mal poderá ter vindo também de Deus...

Lúcifer é um ser de existência malvada


E Deus um ser de existência benévola...

Então por algo impuro


Nascer de algo puro....

Pois se o anjo lucífer é a sua vil criação


E, portanto, subproduto de sua criação...

O que o fez ser extremamente mal


Se este originou-se do perfeito bem...
28
Ana Carla
Ainda

Se o mal foi possível existir no bem


O mal também já existia no criador...

E se o bem externou-se como luz


O mal se internalizou por lucífer...

Há quem acredite numa criação do mal


Mas nem tudo no éden foi de fato ruim...

Afinal de contas o que seria de Deus


Sem o seu extremado inimigo lucífer...

E as trevas sem a luz


E o calor sem o frio....

E as tempestades sem a calmaria


E o ódio sem o seu amor fraternal...

O que seria do Super Man sem o Lex Lutor


E o Homem Aranha sem o Doutro Octopus...

O que seria de mim sem o amor


E o amor sem alguém para amar...

O que seria do bem sem o mal


E todo esse mal sem o meu bem...

O bem somente existe


Porque existe o vil mal...

Há um contrato vil de equilíbrio


Um termo fel pré-estabelecido...

Um mal necessário para um bem primordial


Um bem irresoluto para um mal bem social....

Há a balança sombria de um universo em desequilíbrio


O bem e o mal de nossas próprias existências infinitas...

O anjo e o demônio de nossas crenças mais antigas


Deuses e demônios de nossos próprios destinos...

Somos nossos próprios mau em nosso vil bem


A vacina de nosso próprio veneno macabro….

Um deus caído na terra em pele de biltres demônio vis


Um demônio perverso na pele de um deus convencido...
29
Ana Carla
Ainda

Somos criação e criatura de um mesmo desejo torpe


Um desejo livre de ter seus próprios conhecimentos
Um ser livre de suas próprias amarravas e criações....

“Sem Sorte no Amor”

O amor vai ficar só nos meus livros


O amor inexiste para quem sonha....

O amor é uma mera ilusão


O amor é um ouro de tolo...

O sexo parece ótimo


Porque o amor dói...

Ele está para mim como a um abismo profundo


Como o conto de fadas está para os personagens....

Eu não tenho sorte para o amor


E o amor não ter sorte em ter-me...

Por que o universo me odeia tanto


Qual a razão de sua conspiração....

Eu me fiz intimo com a via láctea


Eu me fiz intimo com o infinito....

Mas no fim de tudo ela não quis


Então eu simplesmente sumir....

“Velhice”

A idade é um tormento
Mas do que envelhecer
A dor é um caminho vil.....

Tudo dói com a idade


Tudo cair com os anos
Tudo fica sem brilho.....

30
Ana Carla
Ainda

Posso sentir as dores do meu quadril quadrilátero


Posso sentir as dores da minha espinha vertebral
Posso sentir a minha dor de ouvido entupido
Posso sentir a minha dor em minha dor na dor....

Velhice
Velhice
Canalhice....

O veto dos fetos


O reto dos restos
O réu dos hereges....

Não vislumbro a quimera


Não regozijo o rei tempo...

Jazem mortos na primavera


A juventude de uma videira
Em um céu que não existe....

Vivem a velhice eterna


Vivem o fim de tudo....

“Trabalho Humano”

Quanto há hoje de trabalho escravo no mundo


Quanto há no mundo escravos do trabalho hoje...

Quantos zumbis há nas lúgubres oficinas vis


Quantos indigentes existem há nas fornalhas......

Quanto há hoje de vil escuridão na terra


E neste século do quase não luzes
Quanto há de vitalidade sobre os herdeiros....

Nunca houve tanta exploração do trabalho


Nunca houve tanto trabalho para realizar...

Nunca houve tantos humanos


Nunca houve tantas maquinas....

Nunca houve tantos recursos disponíveis


E nunca houve tantas desigualdades juntas...

31
Ana Carla
Ainda

Nunca houve tanta fartura na terra


E ao mesmo tempo e em penumbra
Nunca houve tanta fome e indigência...

Nunca houve tantas luzes sobre a litosfera


Como há hoje tanta escuridão no homem...

Nunca houve tantas religiões


E singularmente a espécie
Nunca houve tanta solidão....

Nunca houve tanta felicidade


E linearmente ao lado dela
Nunca houve tanta infelicidade...

Nunca houve tantos céus no ceu


Como há hoje sobre a terra fria
Nunca houve tantos infernos....

“Deus e o Diabo”

Um Deus que esta solicito


Um demônio que esta vil...

Um é andante de águas límpidas


Um exímio e ilustre velejador....

Outro é um biltre requeiro insensível


Um militar que luta por um céu vazio...

Um deseja caminhar sobre a sua terra


Mesmo que ela se mostre turbulenta...´

O outro já é dono temporário da terra


E almeja caminhar sobre crânios e fel...

Um é Deus por procedência e essência


O outro cobiça ser deus por opulência...

O primeiro lutar pela espada firme


O segundo briga como a um louco...

Um tem a essência de um leão


O outro a excreta de um cão....
32
Ana Carla
Ainda

Um possuir o seu brilho próprio


O outro deseja ser iluminado....

Na falta de ossos e carnes


O diabo sorrir contente....

Na extravagancia de almas e de luzes


Deus recria os seus jardins suspensos...

O mundo não quer orbitar em uma bolha


E a vida não está presa a uma varanda....

Os céus não são um bom pecúlio


Mas a terra não vem do paraíso.....

Deus até pode estar em você


Mas o diabo quer ter você....

A vida tem no princípio o infinito


Mas o infinito finita a nossa vida...

“Perdidos”

Uma humanidade perdida


Uma humanidade esguia....

Proletária
Riquíssima...

Majoritariamente enferma
Naufraga no meio do mar....

“Conversas bem Sacanas”

Deixa que eu te olhe bem nos olhos


Deixa eu te ousar em teus lábios.....

Deixa que eu te morda bem de jeito


Deixa eu te segurar forte pela mão...

33
Ana Carla
Ainda

Deixa que eu te aperte os seios róseos


Deixa eu te pega pelas partes intimas...

Deixa que eu te envolva em meus braços e beijos


Deixa que os meus dois dedos penetrem em você....

Vou esquenta uma banana nanica no fogo a lenha


E ela ainda aquecida irei lhe enfiar até você goza...

Deixe que eu te enfie um suquinho de morango


Sobre a pelves de tua vagina cor de rosa e vil....

E após gelada a tua vulva vil


Deixe que eu te sugue firme
Pela minha língua esguia.....

Plante bananeira como a uma criança travessa


E enquanto eu sendo malvado e muito desejoso
Surpreendo-lhe vilmente pegando pelas pernas
E sedento por sua vagina lhe faço um sexo oral...

Deixa que eu encha a tua vagina vil


Com vinho, cerveja ou uma tequila....

E estando a sua vil vulva rósea cheia


Deixe que eu flambe perversamente...

Para que eu ainda ébrio e louco de você


Possa beber-te de forma demoníaca......

Vem toca uma punheta agressiva em mim


Com os teus pés pequeno e bem travessos
Embebidos em leite, chocolate, mel e uva...

Deixa eu te queimar com cigarros


Deixa que te surre com um graveto
Deixa-me arrancar os pelos da vulva....

Deixa que eu te jogue cera quente e derretida


Sobre a tua vagina, bicos dos seios e umbigo
Enquanto te masturbo e te fodo gostosamente...

Deixa-me bela dana queimar-te os pelos da vagina


Com um isqueiro de bolso que tenho na cozinha....

Enquanto por outro lado o mundo se desmancha


Você estando em êxtase com um vibrado elétrico
34
Ana Carla
Ainda

Enfiado em sua vulva e queimando de prazer vil


Deixa-me sutilmente possui-la por traz de forma vil....

Deixa-me que eu te faça de prato típico


Denotativamente de uma refeição livre...

Onde eu simplesmente sobre o seu corpo nu


Degusto da melhor comida e bebida do mundo

Que é a sua boca


Que é a sua saliva
Que é o seu gozo
Que é o seu seio
Que é a sua vulva...

Deixei que eu faça de sua vulva rósea


Um sundae de chocolate e morangos...

Deixe que eu faça de tua periquita ébria


A minha biltre taça de sorvete individual
E com ela chupe até o final o teu clitóris...

“Preconceito”

Pior do que o preconceito.............


É o conceito sobre este assunto...

“Sono Sagrado”

Sou um ser inevitavelmente de muitas noites


Dormi depois das três é uma dadiva sagrada....

A insônia é algo que aproveito de madrugada


Uso meu distúrbio para escrever os meus dias....

Dormir muito é o mesmo que morrer


E viver de verdade é algo para poucos

35
Ana Carla
Ainda

E somente se vive estando acordado


Pois teremos a eternidade para dormir
Descansando morbidamente em talhes
Em nossa caixa fechada da eternidade.....

“Os Ratos de Schrodinger”

Esses são tempos estranhos


Um mundo tomado em solidão
Repleto por ruas e vielas vazias
Tomadas por casas silenciosas
Caladas pelos ruivos dos cães...

Nunca foi tão necessário ser


E nunca foi tão necessário ter...

A hoje uma buscar convivências tímidas


Buscas por novas experiências mentais
Projetada para outros mundos infinitos
Onde a paz seria menos difícil de viver.

Frequentemente descrevemos absurdos


Como é paradoxo a vivencia dos mudos
A vida que não nos é mais um habitual...

Como um ato empírico inebriado de luz


Que nos coloca como gato sujo de rua
Trancafiado em uma caixa de madeira
E exposto a um veneno mórbido e letal...

A vida nos tornou um carcereiro ébrio


Um soberbo de nossa própria liberdade
Um rufião de armas longas e mortais.....

Estamos realmente em um estado de vivo morto


Estamos sujeitos a uma experiência mortífera....

Exposto a algo tão insano e cruel


Que ainda não nos foi declarada...

36
Ana Carla
Ainda

Somos na verdade um gato numa caixa


A fazenda de formigas de uma criança
Um rato de laboratório de um cientista
Um big brother de um deus na televisão
Ou a triste experiência mental de alguém...

Mas o que somos realmente hoje


Que proposito temos neste plano
Quais lutas teremos que travamos
E onde queremos chegar com isso...

Somos um Gato de Schrodinger


Uma formiga atômica da Marvel
Ou somos sapos de sala de aula...

A China tem produzido milhares de vacinas


A Austrália tem produzido algumas vacinas
Os Estados Unidos da América do Norte
Têm produzidos milhares dessas vacinas
O Brasil produziu vários lotes de vacinas...

Mas a maioria das cobaias humanas


Estão tristemente em nosso vil país...

Assim como os países da África


Tem sido palco de experimentos
Testes medonhos de toda ordem
Usados por meio da cruz vermelha
E pelos os médicos sem fronteiras
Por razões que todos conhecem....

Doenças, pobreza, fome


E heranças colonialistas...

Somos hoje a vil ebola ébria


Os hospitais do sul da África...

O gado extremamente novo


Conduzido para a vil morte....

Um fato que me faz pensar


Um pensar que me faz fato....

Somos um observador de uma experiência


Somos redentores de uma brutal experiência
Ou seremos todos nós a experiência de alguém...

37
Ana Carla
Ainda

Como não contesta se sou atomato


Como não qualifica se não sou real
Se não sou uma ébria anedota triste...

Uma nota de cruzado


Um dobrão de níquel
Um vintém de esmola
Um euro de fraude
Um dólar de outrem...

“Guerras Externas”

As guerras não podem ser inutilizadas


Os combates não devem ser evanescidos
Nenhum soldado escapa das vis trincheiras
As balas não são ricocheteadas em meu relevo

Que paixões ébrias são deixadas em cartas


Quais campos vis estamos batalhando em fel

Não me vejo em guerra


Não me vejo longe de ti...

Aonde está o horizonte dos paraquedistas mortos


Quais tangues conseguiram ultrapassar a linha vil...

Os homens estão com bombas até o pescoço


As linhas do fronte proporcionam vis avanços
Alguns estão perdidos na relva negra do lago...

Alguns não se reconhecem mais como humanos


Outros penhorados a esmo por velas meio acesas
Perdem-se na mata angular do velho continente torpe....

Alguns estão volvidos ao caos da batalha insana


Entregues aos milhares de cadáveres sufragados...

Muitos não lembram de suas memorias humanizadas


Esquecidos pela pátria maldita que os enviou ao fronte
Morrem como baratas em meio aos tiros de granadas...

As lutas não podem um exclusivo viés


E as cerimonias as únicas alternativas...

38
Ana Carla
Ainda

A vida não é uma carruagem da morte


E mortos não são veículos de guerras...

As manhãs não devem se acostumar ao cinza do céu


E as noites não podem ser iluminadas pelas bombas...

As guerras são reflexos dos imaturos


E a violência é o dialogo dos asnos....

Não sejamos incrédulos a tola vida


Nem sejamos fanáticos pela morte...

Queira Deus que as guerras terminem sóbrias


Não somente quando travadas no vil horizonte
Mas que sejam tercias em suas verticalidades....

Bombas de hidrogênio
Bombas de mostradas
Bombas de hidroxilas...

Algumas vencidas
Algumas mostardas
Outras escondidas
Outras halogênicas...

Algumas ficam em nossas sociedades


Outras estão em nossas íntimas emoções...

Mas quando teremos hortênsias


E quando nasceram as roseiras
Quando julgaremos os traidores
Quem são os malfeitores do vilarejo...

Alguns são só biltres vitoriosos


Outros são infames derrotados

A maioria nem vingará na terra


A maioria nem na terra vingará...

Um dia para lutas


Um dia para amar...

39
Ana Carla
Ainda

“Elisangela Cardoso”

O outono quis vim mais cedo hoje


E o inverno fez chover um ar frio
O verão parece mais morno
E a primavera levou a flores...

Um jasmim inteiro de cheiros


Uma floresta vasta de vida
Um oceano inteiro de amor
Uma imensa biodiversidade....

Mais um dia se foi tremulo


Mais uma manhã floresceu
E mais um canto terminou....

Mas as sementes ficam latentes


A terra fértil espera a germinação
Seus brotos logo nasceram ébrios...

As boas sementes são eternas


As boas colheitas estão prontas
E as arvores geniosas frutificam....

Porque o domingo nasceu triste


Porque a segunda ficou tênue....

Uma flor perfeitamente negra


Uma Hortência bela e preta
Uma Rosa cor de laranja lima....

Uma flor do sol


Uma flor da lua
Uma flor da rua...

Uma forte mulher


Uma forte guerreira
Um fronte de guerra...

Uma aliada contra as injustiças sociais


Uma mitigadora de problema insolúveis...

Uma flor copta


Uma flor tépida
Uma flor tenaz
Uma flor liquida...

40
Ana Carla
Ainda

Um jasmim lividamente maduro


Um esguio vale de rosas solitário...

Hoje a sua pétala intrepidamente solida


Infelizmente nos deixou sem o seu cheiro...

Sua rama de verdades e luta


Nos deixou cardosos e silvas...

Sua bandeira tremulada


Nos deixou Elis e Zandras...

Sua essência intimidante


Tinha um ativismo febril
Sua voz rouca e voraz
Fluía como forças esmas
Dos trovões e das trovoadas...

Sua defesa em prol das crianças


Era uma música firme e eloquente
E sua luta pelos os adolescentes
Resplendia girassóis flamejantes....

Seu exemplo de fé motivava


Sua boa conduta se refletia
E sua dedicação ensinava...

Assim era o seu brilho tez


Assim era a sua luz vivida....
Assim era a sua explosão...

Suas ideias labutavam por causas bem nobres


Suas convicções tinham um direcionamento certo
Suas lutas eram daqueles que moram na periferia...

Sua vida foi um marco em sua grande historia


E sua história uma marca na vida das pessoas...

Ela foi um exemplo de mulher forte


Um arquétipo de mulher guerreira
Um padrão cálido de mulher negra...

Uma franco combatente da árdua fé


Uma contraventora das violências
Uma exigente do respeito mutuo
Em todos as suas formas e níveis...

41
Ana Carla
Ainda

O mundo ficou hoje mais triste


O mundo ficou hoje mais cinza
O mundo ficou hoje sem sua cor...

Uma batalha foi perdida


Uma peleja foi vencida
Mais a guerra ainda virá...

A vida perde hoje ao amanhecer


O arsenal vil que era a sua voz...

A vida perde hoje ao entardecer


O seu grito biltre de guerra sutil...

A vida perde hoje ao anoitecer


A sua militância feroz e tenaz...

Mas as suas ideias de luta estão vivas


As suas ideias militantes estão fortes...

Muitos eram contra a biltre discriminação


Algumas eram contra o abandono da ação...

Infelizmente as injustiças sociais


Deveram permanecer calcarizadas...

Infelizmente as injurias raciais


Deveram perdurar como a um vil...

Mas as lutas devem ser travadas


As guerras devem continuar vis
E homens devem deter as febres....

Vivemos várias rupturas misóginas


Algumas do direito social e humano
Outras do direito ambiental e religioso...

Estamos sendo destroçados


Pelas autoridades vigentes...

Estando multiplamente castrados


Pelas classes inertes deste país...

Há direitos sociais sendo violados


Há direitos humanos sendo rasgados...

42
Ana Carla
Ainda

Há um crescente aumento da violência contra mulher


Há direitos da infância e juventude sendo mutilados
Há direitos trabalhistas sendo pulverizado a tintas....

A juventude é vendida no país a segundo plano


As crianças sendo alocadas a níveis de animais
E as mulheres sendo mortas como biltres porcos...

Há milhares de jovens negros sendo caçados


Há milhares de jovens índios sendo caçados
Há milhares de jovens brancos sendo caçados
Há milhares de jovens brasileiros em caça...

Algumas vítimas de violência


Algumas vítimas de desemprego
Algumas sendo encarceradas......

E o mundo
E a terra
E a vida....

Estes estão fragilizados


Estes estão expostos
Estes estão sem proteção...

O mundo é verdadeiramente muito injusto


O mundo é uma pólvora de mentes sujas...

Por que os bons morrem jovens


Por que os bons são todos levados
Por que eles vão embora tão cedo....

Mas o seu exemplo fica


E a coragem permanece...

E a sua garra lembra a vil firmeza


E as suas sementes geram frutos...

Quem você deixou por aqui


Quem vai lembra de você
Quem cuidara da gente....

Somos todos nós


Somos eu e você
Uma única liga...

43
Ana Carla
Ainda

Vamos continuar a sua historia


Vamos prosseguir a sua luta......

Vamos minha querida


Terminar a sua guerra...

Vamos minha bela querida


Ser contra as desigualdades...

Vamos minha querida


Lutar contra as mazelas...

Vamos minha inoxidável querida


Lutar contra todo os preconceitos...

Vamos lutar pelas minorias


Vamos lutar pelos perdidos...

Vamos tentam impor a sua história


Vamos tentar impor a nossa história...

Uma luta que só tomou mais forças


Uma luta que só gerou mais raízes
Uma luta que só cresceu e frutificou...

Todos somos uma gravitação de sua alma


Sementes que estão loucas para crescer
Mudas que estão prontas para florescer...

Exemplos como os seus


Nunca deixam de germinar...

Exemplos como os seus


Nunca morrem no pomar...

As suas ideias vão correr pelas vielas


As suas ideias vão sussurra pelas ruas
As suas ideias multiplicaram coragens...

Vamos fazer vingar as suas lutas


Vamos fazer vingar as suas ideias
Vamos fazer vingar os seus sonhos
Vamos fazer vingar as suas ambições...

Vamos fazer vingar novas Elisangelas


Vamos fazer vingar novos Joãos e Joses
Vamos fazer vingar novas Joanas e Terezas
44
Ana Carla
Ainda

Vamos frutificar um mundo com novos Ricardos


Vamos frutificar um mundo com novas Marias...

Que o seu exemplo sirva de arma social


Que o seu exemplo sirva de arma cultural
Que o seu exemplo sirva de arma cuidadora...

Que a sua resistência viva


Contra as injustiças sociais
Que a sua resiliência viva
Contra quem ainda oprime
Que a sua mitigação viva
Contra quem nos afasta...

Uma luta para o povo


Uma luta com o povo
Uma luta e um só povo...

Devemos ser como esta guerreira


Devemos ser como esta lutadora
Devemos ser como esta liderança...

Ela nos ensinou que devemos lutar


Ela nos ensinou que devemos brigar
Ela nos ensinou que devemos resistir...

Um povo como senhores de nossa própria historia


Um povo como mandatários de sua própria jornada
Um povo livre de seus jagunços e de suas armas....

Ela é a minha plebeia


Ela é a minha princesa
Ela é a minha vil rainha
Ela é a minha inspiração...

Você ainda vive em mim


Voce ainda vive em nós
Você ainda está entre nós...

Você vive em suas crias


Você vive em seu legado
Você vive em nossa alma...

Você vive em nossas belas alegrias


Você vive em nossas recordações...

45
Ana Carla
Ainda

Você está em muitos dos nossos jovens


Você está na vida da vil Vila Embratel....

Ela está em muitos lugares


Ela está em muitos caminhos
Ela está em muitos corações...

Aonde você deixou semente


Aonde você deixou a vida
Aonde você quis nos deixa....

Você vive em sua historia


Você vive em seu exemplo
Você vive em nosso registro...

Ela está viva


Ela está solta
Ela germina
Ela espalhou-se
Ela está pronta
Dentro de todos nós....

“Réplicas Matemáticas”

Não sejamos nestes tempos difíceis


Um rato dócil de experiência mental...

Não deseje a um inseto dissidente


Algo que o seu para-brisa esmague...

Não sejamos cobaias inúteis


Em um miserável laboratório....

Não queira minha doce jovem


Está presa eloquentemente
A minha infeliz má sorte.........

Não permitamos o exequível vil prologo


O estado inerte de um vórtice repetido
Pertencentes inequivocamente a tríade
A fazenda de formigas de um louco....

Não sejamos uma frequência quântica


Algo terminantemente amiudada a luz...
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Ana Carla
Ainda

Não sejamos um fronte de guerra


Alinhados a uma fila de pesquisas...

Não permita que um fato tolo


Descrevido por ato paradoxal
Delimite nossa linha de tempo...

Em nosso tempo
Em tempo nosso
Em pouco período
Em ocasião rara...

Não deixemos que a vida


Também inoportunamente
Procure pelas ilustrações
De um tempo inesperado...

Não sejamos biltres irresponsáveis


As muitas interpretações dessa vida...

Sejamos sobre a eterna terra


Simples regras matemáticas....

Complicações quânticas
Aplicadas a imaginação....

Objetos do nosso dia


Recorrências da noite
Réplicas do dia-a-dia...

“Minha Via Láctea”

Um amor sem sorte


Sem sorte no amor...

Minha via láctea colorida


Um universo sem cores...

O amor vai ficar só nos meus sonhos


O amor inexiste para quem não sonha....

O amor é uma mera quimera


O amor é um metal infantil.....

47
Ana Carla
Ainda

O sexo parece excelente


Porque o amor dolorido...

Um amor sem sorte


Sem sorte no amor...

Minha via láctea colorida


Um universo sem cores...

O amor está para minha vida


Como a um abismo profundo...

Como um conto de fadas


Está para os personagens....

Eu não tenho sorte para o amor


E o amor não tem sorte em ter-me...

Por que o universo me odeia tanto


Qual a razão de sua conspiração....

Um amor sem sorte


Sem sorte no amor...

Minha via láctea colorida


Um universo sem cores...

Eu me fiz intimo com a via láctea


Eu me fiz intimo com o infinito....

Mas no fim de tudo ela não quis


Então eu simplesmente sumir....

“Minha Profissão”

Dizem que a profissão de um escritor


É algo sucintamente solitária e vazia...

Dizem que a vida de um poeta


É essencialmente deserta e vil...

Dizem que o existencialismo de um pintor


É promiscuamente descolorida e muito biltre...

48
Ana Carla
Ainda

Dizem que um fotografo


É despossuído de alma....

E consideram um grafista
É um ordinário niilista......

Falam que um ilustrador


Não consegue se registra...

Um comunista não é um herói


Um socialista não é um salvador
E um capitalista é só um metre...

A vida de um bom artista


É essencialmente vazia...

A vida de um romântico
É precoce e solitária......

Algumas de minhas amadas amantes


Alguns de meus e vis amargos inimigos...

Dizem que eu passo muito tempo comigo mesmo


Dizem que passo muito tempo com o meu cérebro...

E muitos dizem que ele é uma péssima companhia


Uma influência do mal para a minha vida simplória...

Minha profissão pode ser vazia


Minha vida pode até ser vazia....

Mais envolta de meus pinces


Mais envolta de meus papeis
Mais envolta de uma máquina fotográfica
Mais envolta de um computador sansung...

Observo que não estou sozinho


Estou sempre bem acompanhado
Existindo não existência de alguém
Existindo não mente vil de outrem...

Mesmo estando essencialmente solitário


Deus e o diabo me fazem companhia.......

Escrevendo para o bem ou para mal


Anotando para Deus ou para o Diabo...

49
Ana Carla
Ainda

Caminho o meu trançado dedilhado


Caçando minhas próprias emoções...

“Fado ou Fardo”

Tanto lugar para Deus me colocar no mundo


Tantos países lindos para ele me jogar desnudo
Tantas cidades gloriosas para mim imprimir velado...

Tantas cores para ele me pinta em aquarela


Tantos rostos bonitinhos para me presentear
Tantas classes sociais para ele me alocar
Tantas sociedades para ele me pulveriza....

Ele fez ao contrario


Ele fez em distraído
Ele fez sem pensar...

Ele insistiu em me ver pobre


Ele insistiu em me ver preto...

Ele insistir em me ver suburbano


Ele insistiu em me ver periférico...

Ele insistiu em ver muito feio


Em insistiu em me ver infeliz....

Cada um tem a vida que merece ser imprimida


Cada um vive a vida miserável que Deus concedeu
Cada um vive da forma que lhe parecer conveniente
Cada um rega as plantas que lhe forem vil frutíferas...

O homem se fez classe social


O homem se fez cores raciais
O homem se fez Deus na terra
O homem se fez um vil desigual...

Não posso agradecer a vida que Deus me deu


Não posso agradecer a vida miserável que tenho
Não posso agradecer as desigualdades que sofri
Não posso agradecer as oportunidades que não tive...

Até por que agradecer pela vida


É algo superficial e incoerente...
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Ana Carla
Ainda

Até por que agradecer por misérias


É algo desnecessário e estupido....

Vida em estado mórbido


Vida em estado inerte....

Até um verme tem vida


Até um vírus tem vida
Até um fungo tem vida...

Um protozoário tem vida


Uma minhoca tem vida
Uma lavar possuir vida...

Eu até tenho uma vida


Eu até tive um amor
Eu até tive felicidade...

Só que tudo que tenho


Só que tudo que possuo
Em toda a minha vivencia
Foi algo sofrível e miserável...

Tenho uma vida pequena


Tenho uma vida de nada...
Mas ela é minúscula
Mas ela é miserável...

Obrigado minha vida


Obrigado meu Deus
Obrigado por nada....

“Um Amor Dedicado”

Um amor dedicado em linhas


Um amor todo fluido em filas...

Um amor de livro tenaz


Um amor de filme fugaz...

Escrita com as mãos


Dos meus sentimentos......

51
Ana Carla
Ainda

Ao amor tremulo de corações


Ainda não resvalados............

Tremulo como a quem


Se entrega inteiramente....

O seu imenso desejo.....


Ao amor ensejado
De todos os amantes
Ainda adolescentes.......

Vejo com o mesmo vibrar


Com que gotejas ferozmente
O teu amor químico e matemático......

Como a todos os dependentes químicos


Sobre seu adora de penitencia algébrica.......

Do amor louco com que os amantes


Devoram o coração de suas amadas......

E com a repetição com que denoto


O amor de uma mulher quase imaculada....

Que aos poucos tornara-me


Meio seco e muito vil.........

Fim
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Ana Carla
Ainda

Agradecimentos

A todos os meus amigos e colegas que leram este


Livro antes de sua impressão, que elogiaram e criticaram
Suas entrelinhas, que deram muitas sugestões importantes
E às vezes até compactuaram comigo em recitações ao ar livre
Na embriaguez da companhia de um bom e velho vinho.

53
Ana Carla
Ainda

Memorial

Em memória de um amor
Que ficou no passado
Ao amor de minha vida...

Ainda que este amor não seja


Por mim público
Como devia o ser
Tanto a mim
Quanto a ela...

Esteja aqui está declaração


Em seu dignifico nome
Oh! Minha amada bendita...

E mesmo que ainda esteja


No anonimato completo
Meu amor por você Alrac
Ainda continuará no espaço...

Percorrendo o infinito
Como o brilho de bilhões
De estrelas mortas nos céus
Que insistem em te focalizar...

Isto sim meu amor


É apenas amar-te....

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Ana Carla
Ainda

Nota do Autor

Este livro revela todas as ansiedades de liberação


de pensamento, transfere toda a dramaticidade que é expor
os nossos sentimentos e as nossas raízes ideológicas a cortejos pessoais que
nunca tínhamos vivido como amantes do ser amado.

Estas letras fazem declarações de sentimentos intimistas, revelam como o amor,


o desejo, a ternura, a saudade, a dedicação, a paixão e o tempo, nos revolvem as
perdas recolhidas do passado.

Estes escritos também revelam a pessoa amada como um ser austero, um


permanecer integro do tempo entregue aos julgamentos, uma crítica do amor aos
possíveis insultos que como amantes e amados teremos de sofre por escolher
amar invés de amor.

As paixões colocam-nos irremediavelmente na guilhotina dos medos, puxa-nos a


alça que libera a laminar da ingratidão, altera o mínimo do sofre aterrado em
nossos sentimentos.

Afinal todos os poetas, todos os amantes e todos os amados a partir da data de


Publicações de seus livros, de suas paixões e de seus amores tornam-se de certa
forma parte do patrimônio cultural, material e emocional de nós mesmos na
humanidade, uma insanidade absurda, uma contradição do amor.

Pertencendo cada sentimento hermético a uma total comunhão distribuídas


aos leitores, aos amados e aos amantes, expor-se é mesmo um tanto complicado,
atender a todas as expectativas de quem nos devora, pagina por pagina, boca em
boca, corpo por corpo é como estar-se preparado para trincha uma verdadeira
guerra oblíqua, onde as armas é o que menos importa, mas não nos
incomodamos em travá-la ou em ama-las.

O vinho tem sido um belo companheiro, sugiro aos leitores que o tome como
hospede inato em suas vidas, e o regozije em tamanha amplitude e gozo, na
Intenção de tomá-lo e recitar estas poesias na companhia de bons e velhos
Amigos, bem como também de uma bela, doce e jovem mulher.

Rusgat Niccus

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Ana Carla