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Publicação de Livro - Edital Fames 2015

Título da publicação:
BANDA SINFÔNICA DA FAMES
Práticas coletivas e o desenvolvimento
da música de concerto no Estado do Espírito Santo

Autor:
Marcelo de Sousa Madureira

Características da publicação
 Aproximadamente 130 a 150 páginas
 Formato: 16x23cm
 Capa e orelhas: papel couche fosco 350g com verniz localizado
 Miolo: papel couche fosco 90g
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Resumo da obra

Esta obra tem como objetivo principal contar a história do projeto Banda Sinfônica
da Fames no contexto das práticas musicais do Espírito Santo e como objetivos
específicos: mostrar o processo de ensino-aprendizagem musical no estado a
partir da criação da Banda Sinfônica da FAMES; avaliar a contribuição do projeto
Banda Sinfônica da FAMES na expansão da música de concerto no ES e para o
mercado de trabalho do estado; apresentar a contribuição do projeto Banda
Sinfônica da FAMES para a Banda de Musica nas Escolas; apresentar a
Orquestra de Câmara da EMES e o percurso destas práticas coletivas até se
converterem Orquestra Sinfônica da Fames - OSFA, por intervenção do projeto
Banda Sinfônica da Fames. A partir desses objetivos foi possível compreender a
função dessas bandas para a música de concerto, para as escolas e para a
profissionalização dessas pessoas. O método utilizado foi à pesquisa de campo,
com a realização de entrevistas e preenchimento de questionários contendo
perguntas semi-estruturadas. Na revisão de literatura foram consultadas as obras
de Thompson (contexto histórico da música erudita no estado), Carneiro e Ribeiro
(história do surgimento da Escola de Música), Bastian (educação musical), Mae
(música e a construção de uma consciência sociocultural), Marques; Beineke,
Bellochio e Del Bem (a formação e ação de professores em ensino de Música),
entre outros. Como resultado final chega-se à conclusão de que a “Banda
Sinfônica da FAMES” contribui para: melhoria da qualidade na formação
sociocultural dos alunos que dela fazem parte, qualifica o valor que os alunos
integrantes da banda atribuem a esta atividade artístico-musical, avalia como
positivo os demais projetos desenvolvidos a partir desse, compreendendo a
contribuição do professor no âmbito acadêmico da Fames e no cenário da
música de concerto capixaba em função destas atividades.
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Atribuições relacionadas ao desenvolvimento da obra

 Projeto gráfico
 Projeto editorial
 Conceito de Capa
 Diagramação
 Tratamento das imagens
 Pagamento referente a taxa do ISBN
 Aplicação da logomarca conforme padrão do Governo/Fames

Tópicos principais da obra

 Título/capa
 Texto da primeira orelha
 Texto da segunda orelha:
 Primeira página – nome do autor e da obra
 Ficha técnica e Ficha catalográfica da Fames
 Dedicatória
 Sumário
 Prefácio
 Introdução
 Conteúdo /miolo
 Textos da segunda orelha: nota biográfica do autor
 Texto da quarta capa
 Bibliografia
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Marcelo de Sousa Madureira

BANDA SINFÔNICA DA FAMES


Novas práticas e o desenvolvimento
da música de concerto no Estado do Espírito Santo
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Fames
Vitória/2015
 Texto da primeira orelha

O autor desse livro é Professor de Música e coordenador de Grupos Sinfônicos da


Fames. A escolha por escrever sobre esse tema permitiu apresentar todo o
percurso histórico, o desenvolvimento e reestruturação dos grupos a partir do
projeto de implantação da Banda Sinfônica da instituição.
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 Texto da segunda orelha:

Nota biográfica do autor

Marcelo de Sousa Madureira nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, e viveu sua infância e
adolescência na vizinha Carmo do Cajuru. Aprendeu a tocar trompete por incentivo do avô e do pai
e desde criança tocava em eventos religiosos como procissões e datas civis e municipais. Foi
mestre de Banda da Associação Musical Cajuruense/MG de 1994 a 2000. Posteriormente,
trabalhou como compositor de Marchinhas e produtor de Carnaval em Cajuru e em cidades
vizinhas em parceria com as Prefeituras locais.

Tornou-se Bacharel em Música com Habilitação em Trompete pela UFMG – Universidade Federal
de Minas Gerais, Pós-graduado (Lato sensu) - Docência para o Ensino Superior – FABAVI e
Mestrado em Ciências da Educação - IPV/Universidade de Lusófona.

Atuou como músico convidado no Grupo de balé “O Corpo”, nas óperas “AIDA” em 2001 e 2002
em Minas Gerais, atou na “Orquestra Sinfônica da UFMG”, “Minas Jazz Orchestra”, Gerais Big
Band, Banda Sinfônica da UFMG,“Orquestra Clássica de Itapecerica/MG” em 2003 e 2004,
Orquestra de Câmara no festival Domingos Martins/2005.Idealizador do “Projeto Banda Sinfônica”
dentro do “Fórum Internacional de Didática Musical/FAMES 2006, primeiro colocado na prova
prática para professor substituto na UFMG em 2006, recitalista convidado do programa “Músicas e
Músicos Brasileiros” da Radio MEC do Rio de Janeiro, RJ, recitalista da “Semana da Música de
Campos RJ de 2006”, Recitalista de música brasileira em julho de 2007 na Sala Banden Powell –
Copacabana RJ, semana da Música Erudita em Vila Velha/ES em outrubro de 2008. Idealizador e
Coordenador do projeto Banda Sinfônica da FAMES em 2007 à 2012, coordenador e professor do
Curso de Capacitação para Músicos e Regentes de Bandas Civis da SECULT - 2009 à 2011.
Fundador do Quinteto de Metais Espírito Brass e Coordenardor o Quinteto MetaES, Coordenador
da Fames Jazz Band em 2010 e 2011, OSFA – Orquestra Sinfônica da FAMES de 2010 à 2012 .
Músico convidado para as temporadas 2008 à 2013 da OFES, Orquestra Filarmônica do Espírito
Santo e solista convidado para os concertos Itinerantes 2010.
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 Texto da quarta capa


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Marcelo de Sousa Madureira

BANDA SINFÔNICA DA FAMES


Novas práticas e o desenvolvimento
da música de concerto no Estado do Espírito Santo
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 Ficha técnica

Governador do Estado do Espírito Santo

Vice-Governador

Secretário de Estado da Educação

Faculdade de Música do Espírito Santo – Direção Geral

Apoio na redação

Revisão

Capa, Projeto Gráfico e Editoração Eletônica

Impressão e Acabamento
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 Ficha catalográfica da Fames

Dados Internacionais de Catalogação da Publicação


Biblioteca da Faculdade de Música do Espírito Santo
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Faculdade de Música do Espírito Santo “Maurício de Oliveira – Fames


Praça Américo Poli Monjardim, 60 – Centro – Vitória/ES – Cep: 29 010 – 640
(27) 3636 3600 – www.fames.es.gov.br/

Contato do autor: trompetemadureira@hotmail.com

 Dedicatória

Dedico a minha divina mãe, Dª. Verônica, que reza e roga


por proteção todos os dias. Ao meu pai, Sr. Antônio
Madureira, pelos valores morais e pela coragem de viver
honestamente.
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 Agradecimentos

Agradeço a Deus por conceder-me a graça de dedicar a minha vida à música,


fonte de inspiração para minhas andanças nessa existência. Aos meus irmãos,
grandes amigos de alegrias e partilhas em momentos muito especiais em família.
Agradeço, sobretudo à Marisa, que me estendeu a mão neste trabalho. À minha
amada Mayra, que me acolhe e me apóia cotidianamente em tantos caminhos
que decidimos percorrer juntos e me move para novas conquistas.
 
Agradeço aos setores Administrativos e Acadêmicos da Faculdade de Música do
Espírito Santo, pelos 10 anos de convivência e crescimento profissional, e
também aos professores, alunos e técnicos da Banda Sinfônica da Fames, a
Orquestra Jovem de Sopros e Percussão e tantos outros projetos que
construímos juntos. Há em tudo isso, uma satisfação incomensurável!
 
Aos meus amigos que se tornam tão especiais ao longo da vida: Gilson Silva e
Fernando Ferreira. Aos professores do Mestrado pela construção de
conhecimentos numa etapa tão importante, e a artista e professora Elaine
Rowena que iniciou comigo esta jornada como aluna do mestrado,
compartilhando e perseverando até a conclusão.
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Sinto-me feliz pela condição de me realizar e evoluir cotidianamente. Dou graças
a todas as pessoas que compartilham a minha história, reconhecem a dedicação
e deleite desta missão e acreditam na força da transformação pela música. É
somente nela que me encontro deliberadamente.

 Sumário

(a definir, conforme versão final da obra)


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Prefácio
A Banda Sinfônica da Fames tem uma importância ímpar em minha vida.
Foi com este conjunto que consolidei minhas teorias relativas à
interpretação de obras para sopros e percussão. Com ela foi possível a
realização de uma programação intensa, sempre buscando a interação
com o que o mundo estava produzindo. Hoje tenho a alegria de afirmar
que o Estado do Espírito Santo conhece o que é uma banda sinfônica. A
minha satisfação é triplicada quando vejo um aluno que se forma em um
dos cursos da faculdade e que tenha tido a oportunidade de participar
deste conjunto. Certamente sua capacitação, no que tange a
performance coletiva para sopros e percussão, não possui lacunas. Pelo
menos é o que espero...

Quando assumi a função de regente do grupo me deparei com músicos


com várias vivências, entretanto, a vivência da prática de banda ainda
era uma lacuna a ser preenchida. Hoje é possível encontrar muitos ex-
alunos que tiveram a sua primeira experiência de performance coletiva
através da banda sinfônica. Muito desses ocupam cargos em orquestras
do estado e até mesmo no país. Acredito que quando um profissional se
enquadra no mercado de trabalho, sobretudo em atividades semelhantes
às desenvolvidas na faculdade, é o momento em que constamos a
eficácia das metodologias e ações tomadas durante o processo de
formação. Neste sentido, vejo a Banda Sinfônica da Fames como um
dos pilares em agregar conhecimento e prática aos alunos de
bacharelado e licenciatura da Fames (maestro).

Pra mim tudo que desenvolvo para a banda é mais que uma
responsabilidade. Trabalhamos com um grupo heterogêneo onde
professores, alunos e técnicos dividem funções. Os desafios partem
desde a organização dos ensaios até a escolha do repertório. A minha
função é cuidar da “saúde” intelectual e técnica do grupo. Sei que há
muito por caminhar, tenho tentado contribuir para que o ambiente seja
extremamente agradável e, sobretudo, para que os músicos se sintam
valorizados através das nossas escolhas (maestro, 6 anos na banda).
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Atualmente o meu projeto é a Banda Sinfônica da Fames. Como regente,


vejo algumas dificuldades no Brasil para se edificar grandes projetos
como este. Uma banda sinfônica demanda uma estrutura tão complexa
quanto à de uma orquestra profissional. Creio que seja o momento de
enriquecer o trabalho no Estado, possibilitando que o mesmo cresça e
possa ser fonte de prática e até mesmo de renda para vários músicos.
Os músicos de sopros e percussão não encontram uma demanda tão
grande em orquestras quanto poderiam ter em uma banda. Se em uma
orquestra temos um naipe com três clarinetes, em uma banda isto pode
ser quadruplicado. Estamos trabalhando para que isto seja uma
realidade no futuro.

Gilson Silva, Maestro da Banda e Orquestra Sinfônica da Fames deste


2008

Introdução

O que é uma Banda Sinfônica?

A formação de bandas no mundo está ligada a constituição de grupos musicais


informais ligados à atividade militar desde o Egito antigo. A mais antiga banda de música
organizada como tal, foi criada no Regimento dos Janízaros 1 que era uma facção do
Exército Turco no Século XVIII. Alguns historiadores falam que banda é o feminino de
bando, que vem do latim e quer dizer bandeira. Estes grupos de músicas marchavam com a
bandeira à frente dos grupamentos, outros afirmam que o termo “banda de música”, é o
feminino de bando, mas referindo-se aos bandos alegres de músicos que viviam em Paris,
logo depois da queda da Bastilha, onde teria surgido e se tornado populares, as primeiras
bandas de música.
Na obra O Papel das Bandas de Música no contexto Social, Educacional e
Artístico (2010) de Renan Pimenta, o autor esclarece que a banda, composta de
instrumentos de percussão e sopro, com uma estrutura semelhante à que existe hoje, teve
este nome adotado na Itália. Foi dado o nome aos grupos militares compostos de

1
Os janízaros eram uma tropa especial criada em 1326, por Omar I, Sultão do Império Otomano.
São considerados os Janízaros os primeiros soldados regulares, uma “Tropa de Linha”. Possuíam
uniformes e foram inspirados na Guarda Pretoriana de Roma. Informação disponível em:
http://catalogobandasdemusicape.wordpress.com/origem-das-bandas/. Acesso em 10 nov. de
2014.
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instrumentos de sopro e percussão, que juntamente com a bandeira nacional, marchava à


frente dos exércitos, conduzindo os mesmos ao local desejado.
A banda de música faz parte da tradição musical que nos remete aos tempos do
Brasil Colônia, transformando-se em uma manifestação da cultura nacional (SERAFIM,
2013. p.2). Esse modelo de agremiação tornou-se componente fundamental para a
manutenção de tradições musicais brasileiras, resultando, inclusive, em objeto de pesquisa
em pesquisas acadêmicas. Tais pesquisas, sobremaneira, englobam contextos históricos,
sociais e culturais.
No Brasil, a palavra Banda é geralmente associada às formações militares, aos
coretos das cidades do interior e, ainda, ao circo; mas apenas muito ocasionalmente a um
corpo Sinfônico estável, voltado para a música de concerto do mais alto nível de
excelência como é o caso das bandas sinfônicas. Tal música varia enormemente, das
fanfarras para metais, passando pelas delicadas serenatas e divertimentos para sopros, até
obras extremamente elaboradas como a "Sinfonia Fúnebre e Triunfal" de Berlioz.
Podemos definir Banda Sinfônica como um grande conjunto formado por
instrumentos de sopro e percussão, que se diferencia das Orquestras Sinfônicas e das
Bandas tradicionais (civis ou militares) pela diversidade de sua formação instrumental e
abrangência de repertório. Assim, além dos instrumentos normalmente empregados pelas
Bandas convencionais, utiliza oboés, corne-inglês, diversas espécies de clarinetes e
saxofones, vasto naipe de percussão (teclados: marimba, vibrafone, xilofone, glockenspiel;
tímpanos, bombos, campanas, efeitos, etc...) e cordas (piano, contrabaixos, harpas e em
alguns casos violoncelos). Esta formação pode ser alterada de acordo com a natureza das
obras, tal flexibilidade torna-a apta à execução de transcrições do repertório concebido
para a Orquestra Sinfônica e particularmente adequada às experimentações da música
contemporânea, justificando assim o fato de seu já vasto repertório original ser fruto da
produção artística do século XX.

O QUADRO DE COMPOSIÇÕES E MÚSICOS DO TRABALHO DO GILSON


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Contexto histórico da Prática Musical no Espírito Santo

O estado do Espírito2 Santo tem atuação discreta no cenário musical brasileiro, e


isso precisa ser visto de forma contextualizada, levando em consideração os elementos
políticos e econômicos que sempre permearam a vida do estado especialmente no que diz
respeito à música erudita ou música de concerto, mantendo-o distante das manifestações
culturais importantes. A criação de escolas de música nem era pensada neste contexto.
Apenas no início do século XIX é que foi iniciada a participação do estado na cultura. O
movimento que existia até 1903 era devido às iniciativas pontuais de pessoas ou
agremiações de cunho artístico.
O estado no século XIX em termos de economia era conhecido por ser de maioria
latifundiária, patriarcal, monocultor e escravista e com economias de subsistência
(THOMPSON, 2011, p.25). A presença de atividade musical naquele período vem através
da participação dos religiosos que usavam a música no processo de catequese. Isso ocorreu
a partir da realização de autos religiosos nos anos de 1584, 1586 e 1587. Com a expulsão
dos jesuítas em 1759, fica um vácuo na parte cultural do estado. Em 1710, Dom João VI
proibiu a construção de estradas para o interior visando a preservação das matas e a
proteção do ouro em relação a ataques de ladrões. O que aumentou o isolamento cultural.

2
Os textos da página 16 a 19 foi extraído do Livro Alceu Camargo: um homem a seu tempo
de Cláudio Thompson (2011, p.25 a 31).
18

Coimbra (2002) diz que:


[...] o Espírito Santo já se fechara para cumprir sua
função de cinturão armado em defesa de Minas gerais. Esses
dois fatos o estudioso Oscar Gama Filho considera como
prejudiciais ao desenvolvimento de nossa cultura (capixaba),
considerando o lugar periférico ocupado pelo Espírito Santo no
contexto nacional, com repercussões até hoje (COIMBRA, 2002,
p.110-111).

Pelas informações lidas, o que se percebe é que o estado sofreu o descaso político e
econômico e a vida cultural ficou restrita a poucas apresentações para as famílias
consideradas da elite e era executada por músicos amadores. Em 1804 o Fidalgo e
governador D. Manoel Vieira trouxe músicos e mestres da Bahia e Rio de Janeiro para
ensinar o ofício aos músicos amadores do estado.
Em 1828, Inácio Acióli Vasconcelos informa que havia apenas uma família que
tocavam as mesmas peças em todas as festas. Em 1830 Padre Antunes Siqueira Informa
que a família de tocadores era a do Major Francisco de Paula Xavier mestre de música
popular. Em 1830 Surgimento das orquestras filarmônicas Caramurus e a Filarmônica
Rosariense. A Filarmônica Rosariense teve como maestro o italiano Álvaro Pandolpho que
exerceu forte influência na escolha do repertório tocado pela orquestra. Nas suas
apresentações em festas religiosas, elas se desafiavam publicamente As orquestras criadas
pertenciam a duas irmandades religiosas ligas a Igreja Católica: São Francisco e Rosário.
A orquestra Phil Orfeônica Rosariense sobreviveu até 1950. A Orquestra
Caramurus sobreviveu até 1919. Foram fechadas por ordem das igrejas as quais eram
ligadas. O nome Peroá e Caramuru lembrava o nome de peixes que tinha menos valor no
mercado. Isso significava o desprezo que uma banda tinha da outra.
Em 1840, existe a informação do surgimento da Banda da Polícia Militar que tinha
como objetivo tocar em eventos cívicos do estado. Constituída por músicos civis e
militares. Somente em 1903 foram todos efetivados e começaram a receber um soldo e
passaram a ter o direito a mudarem de patente. Em 1908, foi aprovada a criação de uma
orquestra dentro da estrutura da banda da Polícia Militar por iniciativa do governador
Jerônimo Monteiro foi aprovada a proposta do Comandante da Polícia Militar.
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A redução do poder da Igreja Católica e o crescimento da vida urbana levaram a


elite local a criar pequenas salas de espetáculo para apresentação teatral e musical
incomodada com o atraso cultural do estado. Data desse período uma obra importante: a
construção do Teatro Melpômene em 1896 durante o governo de Moniz Freire. Esse teatro
foi importante porque seguia a moda européia em termos de sofisticação e requinte. O
teatro acomodava 1.200 pessoas. Um incêndio em 1923 destruiu o local, no entanto
enquanto funcionou, os capixabas tiveram acesso a grandes espetáculos estrangeiros e
nacional.
Somente em 2014, o estado voltou a ter um teatro que acomoda esse mesmo
número de pessoas (Teatro Glória). Atualmente nesse mesmo local funciona o Teatro
Carlos Gomes, criado em 1927 com arquitetura inspirada no modelo italiano. Este teatro
que funciona no centro de Vitória acomoda cerca de 500 pessoas.
Existem informações desencontradas de que em 1935 a cidade de Vitória teve um
instituto de música, sem vinculação com o poder público (DIAS et al, 2008). A música,
especialmente a clássica durante muito tempo foi um direito apenas da elite. O ensino do
piano era feito para as moças através de aulas particulares. Vem de Maria Stella de
Novaes, no livro História do Espírito Santo (s.d, p.374) essa informação: sob direção do
maestro Colombo Guardia, funcionava, na esquina do Largo Santa Luzia com a Rua José
Marcelino, um curso de música frequentado pelas moças. Um grande problema era a falta
de qualificação em um instrumento específico. Thompson (2011, p.33) diz que isso ocorria
provavelmente porque o músico que detinha o título de maestro era capaz de fazer arranjos
para bandas de música, ou até mesmo executar variados instrumentos. Durante muito
tempo, a elite custeou a cultura, pois era uma forma de se manter atualizado com a moda
européia.
Toda essa atenção que a elite dava a área musical não servia para outros segmentos
culturais, talvez por isso o Instituto de Belas Artes criado em 1909 não tenha feito o
mesmo sucesso. Na verdade, esse instituto acabou servindo como ponto de encontro da
elite nas festas beneficentes. A falta de perspectiva de poder viver de arte, o atraso cultural
vivido pelo estado durante muitos anos, além da ausência de políticas culturais fez com
que vários desses artistas que freqüentaram a escola fossem para o Rio de Janeiro. Assim
em 1913, o instituto foi anexado a Escola Normal tendo como justificativa a necessidade
de economia financeira.
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Apenas no governo Jones dos Santos Neves, essa situação de descaso começa a
mudar. Entre 1951 e 1955, foram criados vários institutos relacionados a cultura e
educação no Estado:
A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; a Escola Politécnica; o Instituto de
Tecnologia e a Universidade Estadual, que posteriormente foi federalizada tornando-se a
UFES. Em 1952, foi criado o Instituto de Música cuja solenidade de abertura só ocorreu
em 1954, com funcionamento precário no Grupo Escolar Maria Horta transformando-se
em Escola de Música do Espírito Santo. Em julho de 1969, tornou-se autarquia estadual. A
escola viveu vários momentos difíceis até se transformar em Faculdade de Música o que só
ocorreu em 1976 (THOMPSON, 2011, p.31-40).
Esse quadro só mudou quando Alceu Camargo, paranaense e violinista, passou a
dirigir a escola vinte anos após a sua criação. Apenas a partir daí é que a música erudita
começou a ter valor. Foi ele quem iniciou esse trabalho de formação de uma orquestra. Ele
enfrentou problemas de infra-estrutura, falta de músicos especializados em outras
modalidades (apenas o piano se destacava), dificuldades para conseguir o reconhecimento
do curso como superior o que só ocorreu em 1976. Apenas a partir daí é que os alunos
conseguiram obter o diploma de bacharel em canto, violino e piano. O mais difícil é pensar
que todos esses problemas ocorreram porque não havia espaço físico em condições de
receber os alunos: como funcionava em um grupo escolar o barulho era um impeditivo
para as aulas, vários professores abriram as portas de suas casas para dar aulas e assim
minimizar o problema.
Hoje o desempenho do Estado melhorou sensivelmente e a população capixaba já
pode contar com duas orquestras profissionais: Orquestra Filarmônica do Espírito Santo
(OFES), vinculada ao Governo Estadual por meio da Secretaria de Estado da Cultura
(SECULT); e Camerata SESI Espírito Santo, vinculada ao sistema SESI (Serviço Social da
Indústria), além da Banda Sinfônica, a Orquestra Sinfônica e a Orquestra Jovem de Sopros
e Percussão da Fames. Além do Programa Vale música (banda, orquestra e coral), Projeto
Banda Júnior da Polícia Militar (banda), Sociedade Musical Lira Mateense, Projeto
Ranascer, Banda sinfônica de Venda Nova, Orquestra Sinfônica do Sul do Espírito Santo,
OSSES, Banda do Marista entre outras, que formam formam músicos e suprem os grupos
profissionais.
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Como começou a Banda Sinfônica da Fames?

A organização de bandas e suas derivações sejam em âmbito civil ou militar vem


cumprindo diversas funções há muito tempo, entre elas, a educacional. O que inicialmente
é apenas uma forma de preencher o tempo vago das crianças de forma prazerosa, pode se
transformar em opção profissional na vida adulta. Esse é contexto no qual esse trabalho
está sendo proposto. O local é a Faculdade de Música do Espírito Santo, que era uma
Escola de Música e a partir de 2003 passou a receber investimentos do governo estadual.
Apenas após meio século de existência é que se torna a primeira e única faculdade estadual
do estado. Somente em 1976 seus cursos de nível superior foram reconhecidos pelo
Ministério de Educação e teve início a orquestra de Câmara da Escola de Música, em 1977,
a criação da Banda Sinfônica (2007) e Orquestra Jovem de Sopros (2008), gerando a
reestruturação da Orquestra Sinfônica da FAMES criada em 1986, o programa de
capacitação em atividades culturais regionalizados para professores e mestres de bandas
civis, projeto Banda de Música nas Escolas, realização de concertos a partir de calendário
anual. A partir dessas intervenções foi criada a oportunidade de atender o aluno da
graduação (licenciatura) orientado e supervisionado pelo professor específico do
instrumento e personalizado com a realização de ensaios de naipes. Isso atendeu à
carência de formação para o desenvolvimento prático-técnico-musical dos instrumentistas
de sopro e percussão na interpretação coletiva.
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Além disso, a criação de uma série de projetos de monitoria para construção de


acervo musical. Outra medida foi à contratação de profissionais por meio de editais. O
projeto apresenta atividades nas áreas que fundamenta uma instituição acadêmica:
extensão, ensino e pesquisa e retorna à sociedade através de concertos regulares,
contribuindo com a formação de platéia, elevando o intelecto das pessoas e despertando o
interesse de futuros alunos de música para a faculdade.

O projeto Banda Sinfônica da Fames, tornou-se um centro de capacitação de


professores, alunos e músicos técnicos dentro da Fames para todo Estado como vitrine de
alta performace, com concertos públicos e didáticos para rede pública de ensino, no
incentivo para futuros alunos profissionais e com a formação continuada em oito períodos
dentro da grade curricular dos cursos de bacharelado de sopros, percussão e cordas com o
desdobramento do projeto para OSFA

É sabido que grande parte dos músicos de sopros no Brasil é oriunda de bandas de
música ou receberam alguma influência desta em sua formação musical. Segundo
Nascimento “a banda de música contribui de maneira significativa para a experiência
profissional do músico em todas as áreas de atuação profissional” (NASCIMENTO
et al, 2006, p.95).

De encontro à argumentação descrita anteriormente, verificou-se, em 2006, uma


carência na procura pelos cursos de instrumentos de sopros oferecidos na Faculdade de
Música do Espírito Santo – FAMES. Além disso, o panorama encontrado nesta
instituição era de baixa interação entre os alunos. A partir de então, iniciou-se as
primeiras discussões acerca dos ideais e conceitos de um movimento que priorizasse a
prática do ensino coletivo de música.

Tais discussões culminaram na realização da oficina Prática de Banda Sinfônica,


durante o I Fórum Internacional de Didática Musical, realizado pela FAMES em 2006.
Nessa ocasião, foi constituída uma banda sinfônica formada por músicos alunos do
fórum e músicos oriundos das Bandas de Música da Polícia Militar, do Exército e da
Orquestra Filarmônica do Espírito Santo - OFES. A regência ficou a cargo do Professor
Anor Luciano Júnior. Finalizada as atividades do I Fórum Internacional de
Didática Musical, em 2006 (12/08), iniciou-se uma série de reuniões, visando à
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definição do conceito para o desenvolvimento do programa de apoio às bandas do


Espírito Santo - PABES. Nessa época, foram estabelecidas algumas ações para execução
do programa, sendo que a primeira seria a criação da Banda Sinfônica da FAMES, criada
no ano de 2007, com o objetivo de ampliar as possibilidades de execução da música de
concerto no Espírito Santo e contribuir com o movimento da prática de banda no Estado.

(Esse texto é igual ao texto da PAPES no fim do livro)

Sua atuação tem sido marcada por obras transcritas e originais para esta formação
instrumental. Em cinco anos de atuação, a Banda Sinfônica é responsável por um
processo de formação contínuo, tornando-se, no ano de 2010, disciplina obrigatória da
grade curricular do curso de bacharelado em instrumentos de sopros e percussão da
Instituição.

Por conseqüência das atividades desse grupo, vários cursos na FAMES foram
ativados e outros reativados. Dentre eles destacam-se os de percussão, oboé, fagote,
trompa e tuba. Outro reflexo provindo da criação deste grupo é a atuação constante de
diversos alunos no mercado de trabalho, nas principais instituições profissionais do
estado, em projetos ligados à educação musical e lideranças de bandas de música.

Com vistas na formação e capacitação para o mercado de trabalho, a


metodologia da Banda Sinfônica conta com a presença de professores durante os
ensaios e apresentações. Estes são a referência técnica, musical e comportamental
realizando a função de chefe em seu naipe. Este grupo tem corroborado com a formação
de platéia apresentando uma programação constante e diversificada. A versatilidade do
grupo é uma característica intrínseca estabelecendo uma linha tênue entre música
erudita e popular. Já atuaram como solistas os seguintes profissionais: Anor
Luciano, Maria Teresa Madeira, Marcos Flávio, Naílson Simões, Nikolay Alipiev e
Fernando Silveira.

Com a implantação deste grupo criou-se novos horizontes para as Bandas do


Estado que, a partir de então, passaram a ter uma referência nesse segmento. Com isso,
surgiram novos desdobramentos do projeto: Quinteto Metal ES (2007); Orquestra Jovem
de Sopros (2008); Projeto Música nas Escolas do Estado do Espírito Santo (2008) e
Curso de Capacitação para músicos e mestres de bandas (2009) e Quinteto Jovem da
FAMES (2011). Apresentaremos a seguir, o perfil de cada um desses desdobramentos e,
quando aplicável, seus respectivos procedimentos metodológicos (dos grupos sinfônicos
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da FAMES). (grifo Dudu, só abordaremos nesse tópico os grupos de maior


representatividade. No decorrer do livro falaremos sobre as outras ramificações)

Banda sinfônica

A Banda Sinfônica da Faculdade de Música do Espírito Santo é considerada o


primeiro passo para uma série de desdobramentos que trata da excelência da música para
sopros no estado do Espírito Santo. A partir da sua prática orquestral, ocorreu a ampliação
do seu formato inicial e outros grupos foram criadas no projeto. Atualmente, além da
“Orquestra Jovem de Sopros e Percussão da Fames”, a prática de Orquestra/Banda está na
grade curricular dos cursos de bacharelado da Faculdade Música do Espírito Santo como
disciplina obrigatória em todos os períodos da graduação em Música com habilitação em
instrumentos de sopros, percussão e cordas friccionadas.

A sua atuação tem sido marcada por interpretações emblemáticas de obras


originais e transcritas para esta formação instrumental, sendo que muitas delas foram
estreadas em solos brasileiros através deste grupo. Contemplar a graduação com uma
formação que execute níveis avançados do repertório tem sido a prioridade desta
disciplina. Em seis anos de atuação a Banda Sinfônica é responsável por um processo de
formação contínuo, sendo uma importante ferramenta de prática coletiva para músicos de
sopros e percussão.

A prática de Orquestra/Banda está na grade curricular dos cursos de bacharelado da


Faculdade Música do Espírito Santo como disciplina obrigatória em todos os períodos da
25

graduação em Música com habilitação em instrumentos de sopros, percussão e cordas


friccionadas.

Estrutura da Banda Sinfônica da FAMES (Grifo DUDU)

.
26

Organograma da banda sinfônica da fames.

Pessoal envolvido no projeto e suas atribuições (grifo Dudu)

Quantidade de músicos

55 componentes

Profissionais

Coordenador, maestro, spalla, professores, técnico, montador e monitor/arquivista

Coordenador
Gerenciar o desenvolvimento da orquestra, orientar os monitores e músicos técnicos,
elaborar plano de avaliação para alunos do bacharelado, programar ensaios e
apresentações, dirigir e inspecionar as atividades e produção. Conferir resultados e
aceitação, supervisionar e Gerenciar outras atividades inerentes à sua área de
competência.

Maestro

Propor repertório para atender as programações, elaborar plano para execução do


repertório musical e fazer arranjos quando necessário, dirigir a parte musical dos ensaios
e apresentações, assessorar coordenador e atuar em outras atividades ligadas às suas
competências e habilidades.
Spalla
Coordenar a seleção e atuação dos musicos em suas respectivas funções, responsavel pela
coordenação musical nos ensaios e apresentações, supervisionar o desempenho artistico
musical, acessorar o regente e exercer demais atribuições inerentes a função.
Professores

Monitorar os alunos da sua especialidade e conduzir o naipe do seu instrumento no


ensaio coletivo, realizar ensaio de naipe, atender a convocação para processo seletivo,
reuniões . Garantir presença nas apresentações do grupo e atuar como solista quando
solicitado.
Técnico
27

Atuar como instrumentista, interagindo com o processo de ensino-aprendizagem dos


alunos e contribuíndo com sua experiência profissional para o meio acadêmico.
Montador

É o responsável por organizar a formação da montagem de palco para ensaios e


apresentações, sobre orientação do regente e coordenação. Efetua uma função de auxílio,
sendo mediador entre músicos e coordenação, regente e chefe de naipes.

Monitor/arquivista

Responsável pelo acervo musical, ele organiza todas as partituras dos ensaios de naipes e
geral, mantém cópia reserva no arquivo e providência cópia para utilização dos músicos.

Instrumentação

Flautas, flautim, Requintas, Clarinetas, clarone, Fagotes, oboés, corne-inglês


fagotes, saxofone soprano, saxofone alto, saxofone tenor, saxofone barítono, trompas,
trompetes, flugel-horn, trombones, Euphonium, Tubas, percussão- múltipla, harpa e piano.
28

Histórico de atuação da Banda Sinfônica (grifo dudu)

Data Evento Local Solista Repertório Outros


29/09/200 Concerto Teatro Carlos Gomes *** Symphonic Prelude and Maestro
7 Dance ( James Curnow), Rogério
Polovtezian Dances Santos
( Alexandre Brodir), Lady
Sings The Pops ( Robert
Smith), Novena ( James
Swearingen), Symphony nº 5
(Dvorák).
23/10/200 IV encontro Auditório do *** Dever do Mestre – Dobrado Maestro
7 de metais CEFETES (Ceciliano Carvalho), Rogério
Symphonic Prelude and Santos
Dance (James Curnow),
Polovtezian Dances
(Alexandre Brodir), Lady
Sings The Pops (Robert
Smith), Excertos da Sinfonia
Nº 9 – Novo mundo (Anton
Dvorák) e Novena ( James
Swearingen).
22/11/200 Concerto do Sala de concerto Alceu *** Dever do Mestre ( Ceciliano Maestro
7 dia do músico Camargo- FAMES. de Carvalho), Suíte em Modo Rogério
menor (Dmitri Kabalevsky), Santos
My fair Lady (Frederich
Loewe), Sonatina (Frank
Ericson), Cake Walk (Peter
Milray) e Peças de Concerto
( John Williams).
28/05/200 Concerto em Teatro Carlos Gomes Maria Tereza Madeira Olympic Fanfare and Theme (
8 comemoração (pianista) John T. Willliams), Rhapsody
aos 55 anos in Blue (George Gershwin),
da FAMES Salvation is Created ( Pavel
Tchesnokov) e Versuvius
(Frank Ticheli).
09/07/200 Mostra Pátio da FAMES *** 3ª Suíte para banda (Alfred
8 semestral do Reed) e 5ª sinfonia – Finale
projeto (Shostakovich trans. Charles
bandas – B. Righter).
FAMES
09/10/200 V Encontro Teatro Carlos Gomes Nailson Simões 1ª parte Concert
8 internacional (trompete), Marcos Abertura Candide (Leonard Piece estreia
de metais Flávio Freitas Bernstein), Concerto Nº1 em nacional com
(trombone) e Nicolay Eb para trompa (Richard solo de
Alipiev (trompa). Strauss), Procissão dos Nailson
Nobres – cortejo da ópera Simões
“Mlada” (Rimsky –
Korsakov).
2ª parte
Concert Piece (James
Curnow), Suíte Monette (J.
Ursicino da Silva – DUDA) e
Suíte Nordestina (J. Ursicino
da Silva – DUDA).
09/12/200 Concerto de Sala de concerto Alceu *** 3ª Suíte para banda (Alfred
8 Fim de ano Camargo- FAMES a Reed), Encanto ( Robert W.
Smith), Cartoon ( Paul Hart),
My Fast Lady ( Frederick
Loewe e Alan Jay Lerner arr.
Robert Russell Bennett) e
Especial Tom Jobim ( Tom
Jobim arr. E compilação:
Rafael Rocha).
30/09/200 Concerto Teatro Carlos Gomes Indiara Celebration Fanfare (Steven 1ª série entre
9 Patrocínio(Soprano) Reineke), First Suite (Alfred sopros e
Tatá Sympa (Tenor) Reed), The last Samurai vozes
(Hans Zimmer), Nossun
Dorma Quando me 'n vo (G.
Puccini) e West Side Story
( L. Bernsteim)
24/11/200 Concerto Teatro do Sesi Anor Luciano Protofonia “O Guarani” 2ª série
29

9 (trompete) ( Carlos Gomes), Concerto mestres do


Para trompete (Edmundo Brasil.
Villani), Suíte "Coisas “Consta no
Lídias"( Dori Sant’Ana) e almanaque
Baião de Lacan (Guinga e de 2009.”
Aldir Blanc)
25/11/200 Concerto Sala de concerto Alceu Anor Luciano Protofonia “O Guarani” 2ª série
9 Camargo- FAMES (trompete) ( Carlos Gomes), Concerto mestres do
Para trompete (Edmundo Brasil
Villani), Suíte "Coisas
Lídias"( Dori Sant’Ana) e
Baião de Laca (Guinga e
Aldir Blanc)
11/12/200 Concerto Nova Venécia *** Protofonia “O Guarani” 3ª Série O
9 (Carlos Gomes), Primeira fantástico
Suíte ( Gustav Holst), Melody mundo dos
( Alfred Reed) e Celebration sopros
Fanfare (Steven Reineke).
23/06/201 Concerto Teatro Carlos Gomes Marcos Flávio Freitas Fanfarra Para um homem
0 (Trombone). Comum (Aaron Copland),
Colors for Trombone (Bert
Appermont), First Suite in Eb
( Gustav Holst).
24/11/201 Concerto Teatro Carlos Gomes Fernando Silveira 1º de Junho ( Rafael Rocha),
0 ( Clarinete) Concerto Semplice ( Frigyes
Hidas) e Sinfonia nº 1 O
senhor dos Anéis ( Johan de
Meij).
04/05/201 Concerto Teatro Carlos Gomes *** Juana D’Arc ( Ferrer Ferran), Concerto
1 Danzon Nº 2 ( Arturo alma Latina
Marquez), Mar i Bel (Ferrer
Ferrran) e Tico Tico no Fubá (
Zequinha de Abreu).
29/06/201 Concerto Teatro Carlos Gomes *** A ascensão – Divina Comédia Concerto de
1 (Robert W. Smith), O final de
Magnun Misterium (Morte semestre.
Lauridinssen), Suíte da Missa Participação
de Leonard Bernsteim ( M do quinteto
Swenney) e Apocaliptic MetaES da
Dreams ( David Gillingham). FAMES na
Suíte da
Missa de
Leonard
Bernsteim
(M
Swenney).

25/09/201 Concerto Teatro Carlos Gomes *** Sinfonieta (Marcelo Rauta) e Concerto de
1 Star Wars ( John William) Premiação
do I
concurso
Nacional
Jovens
Solistas.
28/09/201 Concerto Teatro Carlos Gomes *** Suíte da Missa de Leonard Concerto de
1 Bernsteim ( M Swenney), final de
Sinfonieta (Marcelo Rauta) e semestre.
Star Wars ( John William). Participação
do quinteto
MetaES da
FAMES.
27/10/201 Concerto Teatro Carlos Gomes Alessandro Santana Star Wars ( John William), Participação
1 (baixo), Natália Hubner Coro Nº 3 do Réquiem 9 do coro
( soprano) J.Brahms, Salmo 100 Sinfônico da
( Marcelo Rauta), Amen Final FAMES,
– Stabat Matter ( G. Rossini) e com regência
Mãe e Terra – 3º movimento de Sany
da sinfonia Nº 3 ( Johan de Souza.
Meij).
08/11/201 Concerto Centro de Convenções *** Sinfonia 3 “Planeta Terra” Participação
1 de Vitória para coro feminino e do coro
banda( Johan de Meij). Sinfônico da
FAMES,
30

com regência
de Sany
Souza.
04/12/201 Concerto Teatro Carlos Gomes *** Tocata e Fuga em Ré menor Concerto de
1 ( Johan Sebastian Bach), A encerrament
ascensão – Divina Comédia o do curso de
(Robert W. Smith), O capacitação
Magnun Misterium (Morte para músicos
Lauridinssen) e Star Wars e mestre de
( John William). bandas –
SECULT.
09/12/201 Concerto de Centro de Convenções *** *** Almanaque
1 natal de Vitória de 2011.

22/05/201 Concerto Teatro do colégio Dori Sant’ Ana Tocata e Fuga em Ré menor
2 Marista (Narrador) ( Johan Sebastian Bach),
Sinfonia Nº 2 – A paixão de
Cristo (Ferrer Ferran).

14/11/201 Concerto Centro de Convenções *** To Fly Without Wings (James


2 Comemoraçã de Vitória Curnow), Cartoon ( Paul
o do Dia do Hart), Band Of Brothers
Servidor (Michael Kamen), Indiana
Jones Selection (John
Williams arr. Hans Van Der
Heide), Persis Overture
(James L. Hosay arr.Naohiro
Iwai ).
17/07/201 Concertos Teatro do Sesi – * Marcos Flávio Otto M. Schwarz(Bonaparte),
3 Sinfônicos Jardim da Penha Freitas/UFMG Morten Lauridsen(O Magnum
Fames Mysterium/transcr. Robert
Reynolds), Robert W.
Smith(The Grat Locomotive
Chase), Bert
Appermont(Colors for
Trombone)*
03/10/201 Concerto Teatro Carlos Gomes *** Thomas Doss(Alpina Saga),
3 Arthuro Marquez(Conga del
Fuego Nuevo),
Dominguinhos/Gilberto
Gil(Lamento Sertanejo/arr.
Nilson Lopes), Alfred
Reed(El Camino Real).
02/12/201 Concerto Teatro Carlos Gomes Dr. Heinz Karl ***
3 Schwebel(Trompete)

20/05/201 Fames 60 Fames(Estacionamento *** ***


4 Anos )

02/06/201 Concerto Teatro Carlos Gomes *** Rossano Galante(Resplendent


4 Glory), Frank
Ticheli(Sanctuary), Samuel
Hazo(Arabesco), Oscar
Navarro(Libertadores).

28/10/201 Concerto de Teatro Carlos Gomes *Dr. Heinz Karl Robert W. Smith(A Divina Abertura do
4 Abertura Schwebel(Trompete) Comédia – O Inferno, VI Encontro
Purgatório, Ascensão, Internacional
Paraíso), Ferrer Ferran(La de
Veu de la Trompeta)*, Satoshi Trompetistas
Yagisawa(Concerto para , Fala de
Trompete e Banda)* Kim
Dunnick
31

Orquestra Jovem de Sopros

As atividades da Banda Experimental tiveram início em 2008, como extensão da


Banda Sinfônica da FAMES. Seu público-alvo eram os alunos dos cursos de licenciatura
em música e formação musical da Instituição.

Por não contar com uma formação instrumental definida, as obras eram arranjadas
especificamente para o grupo. Em 2010, com o aumento do número de alunos dentro da
instituição, a Banda Experimental passou a ter seu quadro de integrantes ampliado,
podendo, assim, executar obras e orquestrações originais para Banda Sinfônica.

A partir desta reformulação, o grupo passou a ser nomeado Orquestra Jovem de


Sopros e tornou-se responsável por introduzir ao aluno os primeiros passos na música de
concerto para sopros e percussão. Neste grupo, o aluno tem a oportunidade de vivenciar
o repertório básico e intermediário para banda sinfônica, propiciando aos mesmos um
desenvolvimento sólido e gradativo.

A Orquestra Jovem de Sopros e Percussão da Fames contribui para continuar


atendendo aos cursos de formação e extensão Musical, onde agora o aluno tem a
oportunidade de vivenciar o repertório orquestral de bandas sinfônicas em níveis básicos
e intermediários com os naipes completos atendendo os padrões orquestrais de
Composição.
32

Estrutura da Orquestra Jovem de sopros (Grifo DUDU)

Organograma da orquestra jovem de sopros.

Quantidade de músicos

35 componentes

Profissionais

Coordenador, maestro, spalla, montador, montador, monitor/ percussão e


monitor/arquivista.

Coordenador
Gerenciar o desenvolvimento do grupo, orientar os monitores e músicos, elaborar plano
de avaliação para alunos, programar ensaios e apresentações, dirigir e inspecionar as
atividades e produção. Conferir resultados e aceitação, supervisionar e Gerenciar outras
atividades inerentes à sua área de competência.

Maestro
Propor repertório para atender as programações, elaborar plano para execução do
repertório musical e fazer arranjos quando necessário, dirigir a parte musical dos ensaios
e apresentações, assessorar coordenador e atuar em outras atividades ligadas às suas
competências e habilidades.
Spalla
Coordenar a seleção e atuação dos musicos em suas respectivas funções, responsavel pela
coordenação musical nos ensaios e apresentações, supervisionar o desempenho artistico
musical, acessorar o regente e exercer demais atribuições inerentes a função.
Montador
33

É o responsável por organizar a formação da montagem de palco para ensaios e


apresentações, sobre orientação do regente e coordenação. Efetua uma função de auxílio,
sendo mediador entre músicos e coordenação, regente e chefe de naipes.
Monitor/arquivista
Responsável pelo acervo musical, ele organiza todas as partituras dos ensaios de naipes e
geral, mantém cópia reserva no arquivo e providência cópia para utilização dos músicos.
Monitor/percussão
Além das atribuições inherentes as função de monitor, é responsável pelo naipe de
percussão do grupo.

Instrumentação

Flautas, Clarinetas, saxofone alto, saxofone tenor, trompas, trompetes, trombones,


Euphonium, Tubas e percussão.

Histórico de atuação da Orquestra JOvem de Sopros (grifo dudu)

Data Evento Local Solista Repertório Outros


14/10/2009 concerto Igreja Batista Indaiara Patrocínio (cantora) Bravura (Larry Neeck),
de Vitória e Marcelo Madureira Ammerland (J.Haan), Harmony
(trompete) March (Roberto di Marino), Pie
Jesu (L.Weber), Eternal Source
(Handel) e Novena (J.Swaringe)
29/06/2010 Concerto Teatro do Pedro Mota (trompete) Encanto (Robert W. Smith),
Colégio Regenesis – canção do planeta
Marista (John Higgins), La Virgen de La
Macarena (Calvin Custer), The
Big Picture (John Higgins).
34

10/11/2010 Concerto Sesc Eduardo Rosa (flauta) Encanto (Robert W. Smith), Out
Guarapari of Africa (John Barry), Oblivion
(Astor Piazzolla), Moment For
Morricone (Johan de Meij),
Gabriel’s Oboé (Enio Morricone),
The Gladiator (Hanz Zimmer) e
Abra Cadabra (johan de Meij).
22/06/2011 Concerto Teatro do Marcelo Trevisan (Clarinete) Encanto (Robert W. Smith),
Colégio e Rodrigo Svensom Concertino (Weber), Theme
Marista (Narrador) Schindler’s (J. Williams) e Dom
Quixote (Ferrér Ferran)
05/09/2011 Concerto Igreja Matriz Tiago Ramos (Oboé) Encanto (Robert W. Smith),
de Santa Regenesis – canção do planeta
Tereza (John Higgins), Oblivion (Astor
Piazzolla), Gabriel’s Oboé (Enio
Morricone), The Big Picture
(John Higgins) e Moment For
Morricone (Johan de Meij).
19/06/2012 Concerto Teatro do Rodrigo Svensom Ivanhoe (Bert Appermont), All
Didático Colégio (Narrador) Pleasant Things (James Barnes),
Marista Pedro e o Lobo (Sergei
Prokofiev/arr.J. Curnow), Circle
of Life – tema do filme rei leão
(Elton John/arr.M. Swenney) e
Disney Fantasy (Naohiro Iwai).
06/11/2012 Concerto Teatro Carlos *** Suíte Sinfônica (Clifton
Didático Gomes Williams), Quest for Camelot
(Carole Bayer Sager/David
Foster, arr.Robert W. Smith),
African Symphony (Van
McCoy/arr.Naohiro Iwai), Tico
tico no fubá (Zequinha de
Abreu/arr.Naohiro Iwai).
15/07/2013 Concertos Teatro do Sesi * Antônio Paulo John Philip Sousa(The Star and
Sinfônico – Jardim da Filho(Saxofone) Stripes Forever), Jan Van der
s Penha Roost(Condacum), Alfred
Reed(Children’s Suite)*, Elton
John(Circle of Life/arr. Michael
Sweeney), Klaus Badelt(Pirates of
the Caribbean/arr. John Wasson),
Ronan Hardiman(Lord of the
Dance/arr. Frank Bernaerts)
15/07/2014 Fames nas Missão Praia *** James Swearingen(Majestia),
Igrejas da Costa Jacob de Haan(Concerto D
´Amore), Thomas Doss(Música
Heróica), Air for Band(Frank
rikson), Led Zeppelin on
Tour(arr. Patrick Roszell –
Featuring Rock and
Roll,Immigrant song, Black Dog,
Kashmir, Stairway to Heaven),
José Ursicino da Silva(Suíte
Nordestina)
19/11/2014 Concerto Catedral *Frédson StevenReineke(Pilatus:A
Metropolitana Monteiro(Trombone) Montanha do dragão), Carl
de Vitória Orff/arr.:Jay Bocook(Carmina
Burana[Duas Canções] [-Fortuna
Imperatrix Mundi] [Fortune
Piango Vulnera]), Abdon
Lyra(Fantasia/orq.:Frédson
Monteiro)*, Karl Jenkins/arr.:Luc
Vertommen (Benedictus), Otto
M. Schwarz(A Volta ao mundo
em 80 dias), James
Swearingen(Majestia)
35

Orquestra Sinfônica da FAMES - OSPA

Orquestra Sinfônica da Fames

- Criar uma orquestra acadêmica efetiva que atende a grade curricular do curso de
bacharelado.

- Proporcionar aos alunos prática e aprendizado do repertório orquestral ao longo do ano


letivo.
- Criar um corpo de sustentação (técnicos e professores) a fim de conferir o embasamento
das informações e a inter-relação entre alunos e profissionais já atuantes no mercado.
- Criar uma homogeneidade no pensamento e na prática de instrumentos de cordas da
instituição.

- Apresentar retorno à sociedade através de concertos com caráter de idoneidade.

- Contato através de solistas convidados a fim de intercâmbio entre alunos e professores


com profissionais de renome nacional e internacional.
- Tornar a prática musical irrestrita levando-a aos setores menos favorecidos do estado.

- Tornar-se um referencial inserido nas diversidades musicais do Estado.

Estrutura da Orquestra Sinfônica da FAMES- OSFA (Grifo DUDU)


36

Organograma.

Pessoal envolvido no projeto e suas atribuições (grifo Dudu)

Quantidade de músicos

40 componentes

Profissionais

Coordenador, maestro, spalla, professores, técnico, montador e monitor/arquivista

Coordenador
Gerenciar o desenvolvimento da orquestra, orientar os monitores e músicos técnicos,
elaborar plano de avaliação para alunos do bacharelado, programar ensaios e
apresentações, dirigir e inspecionar as atividades e produção. Conferir resultados e
aceitação, supervisionar e Gerenciar outras atividades inerentes à sua área de
competência.

Maestro

Propor repertório para atender as programações, elaborar plano para execução do


repertório musical e fazer arranjos quando necessário, dirigir a parte musical dos ensaios
e apresentações, assessorar coordenador e atuar em outras atividades ligadas às suas
competências e habilidades.
Spalla
Coordenar a seleção e atuação dos musicos em suas respectivas funções, responsavel pela
coordenação musical nos ensaios e apresentações, supervisionar o desempenho artistico
musical, acessorar o regente e exercer demais atribuições inerentes a função.
Professores

Monitorar os alunos da sua especialidade e conduzir o naipe do seu instrumento no


ensaio coletivo, realizar ensaio de naipe, atender a convocação para processo seletivo,
reuniões . Garantir presença nas apresentações do grupo e atuar como solista quando
solicitado.
Técnico
37

Atuar como instrumentista, interagindo com o processo de ensino-aprendizagem dos


alunos e contribuíndo com sua experiência profissional para o meio acadêmico.
Montador

É o responsável por organizar a formação da montagem de palco para ensaios e


apresentações, sobre orientação do regente e coordenação. Efetua uma função de auxílio,
sendo mediador entre músicos e coordenação, regente e chefe de naipes.

Monitor/arquivista

Responsável pelo acervo musical, ele organiza todas as partituras dos ensaios de naipes e
geral, mantém cópia reserva no arquivo e providência cópia para utilização dos músicos.

Instrumentação

Violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, Flautas, Clarinetas, fagotes, oboés, trompas,


trompetes, trombones e percussão.

Histórico de atuação da Orquestra Sinfônica (grifo dudu)

Data Evento Local Solista Repertório Outros


05/12/2010 Concerto Teatro Carlos *** Abertura “A flauta mágica”
38

Gomes ( W.A. Mozart), Abertura Egmont


(L.V. Beethoven) e Sinfonia nº 1
(L.V. Beethoven).
05/07/2011 Concerto Teatro Carlos Patrícia Eugênio (solista) Serenata para cordas op.20
Gomes (Elgar), Exsultate Jubilate
Alleluia KV.165 (W.A. Mozart) e
Sinfonia nº 5 – reforma
(Mendelssohn)
25/10/2011 Concerto Teatro Carlos Ivan Zandonade (viola)
Gomes Mourão (Guerra Peixe), Ponteio
(Cládio Santoro, Concerto para
Viola (Mário Ficarelli), Cantos
Nordestinos (Gilberto Gagliardi)
e Batuque (Lourenzo Fernandez).
13/12/2011 Concerto 1ª igreja *** Sinfonia nº 6 ( L.V. Beethoven). Programa com
Batista em rasuras.
Baixo Guandú
19/06/2012 Concerto Teatro do ***
Colégio Suíte Ma mère l’oye – mamãe
Marista gansa (Maurice Ravel), Pavane
pour une infante défunte), Suíte nº
1 da ópera Carmen (G.Bizet) e
Abertura festival acadêmico
(J.Brahms).
23/09/2012 Concerto Teatro Carlos Priscila Aquino (Cantora) Suíte Orquestral Nº3 (J.S. Bach),
Gomes Suíte três tangos (Astor Piazzolla,
arr. Gilson Silva) e Magnificat
Aleluia (Villa-Lobos).
06/11/2012 Concerto Teatro Carlos *** Suíte Orquestral Nº3 (J.S. Bach),
Gomes Abertura Coriolano (L.V.
Beethoven) e Suíte três tangos
(Astor Piazzolla, arr. Gilson
Silva).
16/07/2013 Concertos Teatro do Sesi *** Gustavo Holst[1874-1934](St.
Sinfônico – Jardim da Paul suíte op. 29 – Jig, Ostinato,
s Penha Intermezzo, Finale[The
Drgason]), Samuel Barber[1910-
1981](Adágio para Cordas op.
11), Benjamin Britten[1913-1976]
(Sinfonia Simples – I. Boisterous
Bourrée – Bourrée Turbulenta, II.
Playful Pizzicato – Pizzicato
Brincalhão, III. Sentimental
Saraband – Sarabanda
Sentimental, IV. Frolicsome
Finale – Finale Travesso)
10/12/13 Série – Teatro do Dr. Antônio Marcos E. Grieg(Varen – A Última
Concertos Colégio Cardoso(Trompete) Primavera – op. 42), I. P.
de Natal Marista Tchaikovsky(Serenata para
Cordas op. 48), J. B. G.
Neruda(Concerto para Trompete
em Mi bemol Maior), A.
Vivaldi(Concerto para dois
Trompetes em Dó Maior)
30/06/2014 Concerto Catedral *** J. Pachelbel(Canon), Franz
Metropolitana Schubert(Sinfonia no.5 – Allegro,
de Vitória Andante com Moto, Minueto,
Allegro Vivace), Felix
Mendelssohn(Hébridas ’’A Gruta
de Fingal’’)
22/10/2014 Concerto Teatro do Sesi *Adyr Francisco(Viola) Henry Purcell(Suite Abdelazar
– Jardim da ‘’A Vingança do Mouro’’ –
Penha Abertura, Rondó, Ária I, Ária II,
Minueto, Ária III, Hornipipe, Ária
IV), Paul
Hindemith(Trauermusik[Para
Viola e orquestra] – Lento,
Tranquilo, Vivo)*, Edvard
Grieg(Suite Holberg op. 40 –
Prelude, Sarabande,
Gavotte/Musette, Aria, Rigaudon)
39

24/11/2014 Concerto Theatro *Adyr Francisco(Viola) Henry Purcell(Suite Abdelazar


Carlos Gomes ‘’A Vingança do Mouro’’ –
– Abertura, Rondó, Ária I, Ária II,
Centro – Minueto, Ária III, Hornipipe, Ária
Vitória ES IV), Paul
Hindemith(Trauermusik[Para
Viola e orquestra] – Lento,
Tranquilo, Vivo)*, Edvard
Grieg(Suite Holberg op. 40 –
Prelude, Sarabande,
Gavotte/Musette, Aria, Rigaudon)

Dados dos grupos sinfônicos da fames

Professores Banda Orquestra Bandaexperimental/Orquestra Número total


Sinfônica da Sinfônica da Jovem de Sopros e Percussão de
FAMES FAMES profissionais

p/ano
2007 - 07
2008 - 11
2009 - 11
2010 - 13
2011 16 14 30
2012 08 10 18
2013 10 05 15
2014 07 06 13
40

Músico
Técnico
2007 10 - 10
2008 08 - 08
2009 06 - 06
2010 06 - 06
2011 05 14 19
2012 04 08 12
2013 05 04 09
2014 14 09 23
Fonte: elaboração do autor, 2014.

Perfil etário dos participantes do programa

IDADE
18 anos 07
19 anos 01
20 a 26 anos 06
31 a 36 anos 05
48 anos 01
49 anos 01
Fonte: elaboração do autor. 2014

Pela tabela acima, percebe-se um quantitativo de jovens na banda o que já mostra


que a música, mesmo de formação clássica atrai a juventude. Além disso, aqueles que já
ultrapassaram a casa dos 21 anos vêem a música como prazer e possibilidade de trabalho,
já que no estado do Espírito Santo só existe dois cursos de nível superior voltado à
formação musical (FAMES E UFES) e um curso de nível médio ofertado na FAMES, ou
seja, mesmo que o jovem faça a sua iniciação musical na escola onde estuda em função da
obrigatoriedade da matéria, será apenas na FAMES que ele poderá cursá-la com uma
perspectiva profissional. Na outra ponta temos os músicos de nível superior que fizeram a
opção de atuar na Banda profissionalmente.
41

Escolaridade

ESCOLARIDADE
Superior 05 (sendo 4 professores e 1 técnico de nível
superior)
Médio 11 (sendo 10 alunos do curso de Formação
Musical e 1 técnico)
Em processo de graduação 06 alunos de bacharelado
Total: 21 pessoas, o que representa 21,2% do total.
Fonte: elaboração do autor. 2014

Em relação à escolaridade, percebe-se a participação de mais jovens se interessando


por aprender música de forma mais técnica. Não foi feita nenhuma pergunta relativa à
religião, no entanto, vários deles tocam seus instrumento nas bandas das igrejas que
freqüentam e isso não serve apenas para os jovens.

Tempo de atividade na banda

TEMPO DE ATIVIDADE NA BANDA


Menos de 01 ano 04
Entre 01 e 02 anos 05
Entre 02 anos 6 ½ a 3anos 6 ½ 04
42

Entre 05 e 06 anos 06
Não respondeu 02
Fonte: elaboração do autor. 2014

O tempo de atividade na banda está relacionado à idade de cada um: os mais jovens
estão lá há menos tempo e aqueles que estão na faixa acima de 25 anos, está há mais
tempo, (entre 5 e 6 anos) visto que são alunos do bacharelado ou já formados e já
iniciaram suas carreiras no campo da música.
43

METODOLOGIA
A Banda Sinfônica da Fames realiza atividades de ensaios no seu próprio auditório e seus
concertos ocorrem nos principais teatros do Estado, abertos à sociedade para amostra dos
resultados práticos a cada bimestre durante o ano letivo regularmente desde 2007. A equipe
de docentes é constituída de Regente, Coordenador e Professores dos respectivos cursos de
instrumentos, os quais sentam juntos aos alunos como chefe de naipes para vivenciarem a
prática. Outros alunos monitores do bacharelado ou licenciatura são orientados para
exercerem funções as quais lhe dão noções de hieraquia, gerência e funcionalidade da
prática de ensaio.
Os ensaios ocorrem no durante o ano letivo no as segundas e terças- feiras no período
noturno no horário das 19h00 às 21h00 e a abordagem é coletiva ministrada pelo regente
que possui o auxílio técnico dos professores especialistas nos respectivos instrumentos
como chefe de naipe.
O Regente utiliza as obras pré- selecionadas como material didático em construção do
repertório temático que considera o nível Interpretativos técnicos e idiomáticos presentes
para o desenvolvimento, conhecimento e crescimento dos alunos com a prática de Banda
Sinfônica. As Obras são brasileiras e estrangeiras com 20% de transcrição de orquestra e
80% de escrita original para Banda Sinfônica e são selecionadas pela “Tabela de
Parâmetros para Grupos Instrumentais”. (citado acima, fazer link - grifo dudu)

(Proposta utilizada em diversos países, principalmente na Europa e nos Estados Unidos e


de acordo com JARDIM/SOTELO (2008, p.36), segue a graduação estipuladas pelos
métodos de ensino coletivos, criadas a partir de 1940.)
A editora Alfred Music Publications Classifica como:
0,5 - 1 -1,5 - 2 - 2,5 - 3 - 3,5 - 4 4,5 - 5
A abordagem nos ensaios oportunamente encontra-se no âmbito da contextualização
histórica das obras e compositores, técnico para resultado sonoro coletivo de um
determinado naipe em orquestração. Neste instante os demais músicos adquirem
envolvimento por percepção através da apreciação correlata à orquestração, intrínseco aos
44

seus aspectos práticos de dinâmica, timbre, ressonância, rítmo e fraseologia, que serão
exigidos em referência.
A Banda Sinfônica tornou-se disciplina obrigatória em oito períodos do curso de
bacharelado para instrumentos de sopros e percussão na Fames. Entretanto os alunos
possuem o suporte técnico individual utilizado na prática coletiva, não dispensando
complementar conceitos técnicos/musicais como respiração coral, articulação, postura,
fraseado, linguagem musical, técnica instrumental e percepção, para aplicabilidade coletiva
em proposta musical designada pelo maestro.
45

Programa de Apoio às Bandas do Espírito Santo: Um


Panorama

Finalizada as atividades do I Fórum Internacional de Didática Musical, no dia


12/08/2006, iniciou-se uma série de reuniões, visando a definição do conceito para o
desenvolvimento do PABES. Nessa época, foram estabelecidas algumas ações para
execução do programa, sendo que a primeira seria a criação da Banda Sinfônica da
FAMES, concretizada em 2007.

Com a implantação deste grupo criou-se novos horizontes para as Bandas do Estado
que, a partir de então, passaram a ter uma referência nesse segmento. Com isso,
surgiram novos desdobramentos do projeto: Quinteto MetaES (2007); Orquestra Jovem
de Sopros (2008); Projeto Música nas Escolas do Estado do Espírito Santo (2008) e

Curso de Capacitação para músicos e mestres de bandas (2009) e Quinteto Jovem da


FAMES (2011).

Projeto Bandas nas Escolas do Espírito Santo

O Projeto Bandas nas Escolas do Espírito Santo é fruto da parceria entre a Secretaria de
Estado da Educação – SEDU e a Faculdade de Música do Espírito Santo – FAMES.
Com ênfase ao enfoque social, cultural e pedagógico, o projeto tem como intuito levar a
música instrumental aos alunos da rede estadual de ensino, inserindo a cultura musical
no universo escolar e promovendo a inclusão por meio da educação musical.

O projeto piloto iniciou-se em 2008, na escola estadual de ensino fundamental e médio

“Liceu Muniz Freire”, localizada no município de Cachoeiro de Itapemirim. Hoje já

foram implantadas ou resgatadas 21 bandas escolares distribuídas em 17 municípios do

Estado do Espírito Santo.


46

A metodologia de trabalho é dividida em três vertentes: ensino, capacitação e

apreciação. A primeira vertente trata das aulas ministradas pelos regentes de cada banda

aos mais de 600 alunos da rede estadual atendidos diretamente pelo projeto. A

capacitação preza por atividades didáticas ministradas pelos coordenadores aos

regentes. Por fim, no âmbito de apreciação musical, são promovidos apresentações de

grupos musicais nas escolas participantes e concertos de grupos nacionais e

internacionais onde os alunos se deslocam até ao teatro Carlos Gomes (Vitória/ES).

No decorrer das atividades são realizados encontros regionais e apresentações locais. Ao

final de cada ano é promovido um encontro com todas as escolas participantes. Neste

encontro inicialmente, cada banda apresenta-se individualmente e, como encerramento,

todos os alunos apresentam-se em conjunto formando uma “grande banda”.

O Projeto Bandas nas Escolas do Espírito Santo é fruto da parceria entre a


Secretaria de Estado da Educação – SEDU e a Faculdade de Música do
Espírito Santo – FAMES. Com ênfase ao enfoque social, cultural e pedagógico,
o projeto tem como intuito levar a música instrumental aos alunos da rede
estadual de ensino, inserindo a cultura musical no universo escolar e
promovendo a inclusão por meio da educação musical.

Neste sentido, trabalhamos a proposta de ensino coletivo de instrumento com


público de faixa etária variada, os quais, a partir de algumas vivências musicais já
trazidas e/ou trabalhadas em outros espaços, demonstraram ótimo
aproveitamento, interesse e interação, diante da proposta de trabalho realizada.

Diante da observação deste desenvolvimento musical, buscamos aplicar uma


metodologia de ensino que apoiasse o interesse dos alunos, a uma atividade
musical motivante. Sendo assim, o trabalho tornou-se prazeroso de se realizar, ao
mesmo tempo em que abriu espaço para refletirmos uma aula de música
47

contextualizada a partir dos vários interesses, metas e musicalidade já trazidas


pelos alunos.

O projeto piloto iniciou-se em 2008, na escola estadual de ensino fundamental


e médio “Liceu Muniz Freire”, localizada no município de Cachoeiro de
Itapemirim. Hoje já foram implantadas ou resgatadas 21 bandas escolares
distribuídas em 17 municípios do Estado do Espírito Santo.

A metodologia de trabalho é dividida em três vertentes: ensino, capacitação e


apreciação. A primeira vertente trata das aulas ministradas pelos regentes de
cada banda aos mais de 600 alunos da rede estadual atendidos diretamente
pelo projeto. A capacitação preza por atividades didáticas ministradas pelos
coordenadores aos regentes. Por fim, no âmbito de apreciação musical, são
promovidos apresentações de grupos musicais nas escolas participantes e
concertos de grupos nacionais e internacionais onde os alunos se deslocam até
ao teatro Carlos Gomes (Vitória/ES).

Fonte: Acervo Fames. Disponível em http://www.fames.es.gov.br


48

No decorrer das atividades são realizados encontros regionais e apresentações


locais. Ao final de cada ano é promovido um encontro com todas as escolas
participantes. Neste encontro inicialmente, cada banda apresenta-se
individualmente e, como encerramento, todos os alunos apresentam-se em
conjunto formando uma “grande banda”.

Curso de capacitação para músicos e mestres de bandas

O Curso de Capacitação para Músicos e Regentes de Bandas foi uma iniciativa sócio-

cultural e educacional promovida pela Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo

– SECULT. Para a realização do curso, contou-se também com parcerias entre o

Instituto de Ação Cultural e Social – SINCADES, a Faculdade de Música do Espírito

Santo – FAMES e das Prefeituras Municipais envolvidas.

O objetivo principal do curso era capacitar músicos e regentes das bandas dos

municípios sede (Baixo Guandu e Cachoeiro de Itapemirim) e adjacências (Itapemirim,

Marataízes, Aimorés, Colatina, Itaguaçú, Piúma, Dores do Rio Preto, Anchieta, Iconha,

Rio Novo do Sul, Presidente Kennedy, Guarapari). Foram oferecidas 40 vagas para

oficinas teóricas e práticas, realizadas aos sábados e/ou domingos, totalizando 88 horas.

A equipe foi composta por profissionais atuantes nesse segmento de bandas de música,

como pode ser observado no quadro abaixo.

Categoria Nome Função Titulação

Docente Pedro Mota Professor/Regente Mestre

Docente Marcelo Madureira Professor/Regente Especialista

Docente Gilson Silva Regente Convidado Bacharel

Docente Marcelo Trevisan Professor Madeiras Mestre


49

Docente Fernando Ferreira Professor Metais Licenciado

Docente Weber Marely Professor Madeiras Bacharel

Docente Fredson Monteiro Professor Metais Bacharel

Técnico Wagner Nascimento Músico Percussão Bacharelando

Técnico Mafried Dutra Músico Percussão Bacharelando

Quadro 1 – Relação de profissionais envolvidos na realização do Curso de Capacitação – Edição


2011.
Foram realizados, ao longo do curso, três concertos com alunos e professores.

Houve Em ambas as cidades, Baixo Guandu e Cachoeiro de Itapemirim, a participação

do Quinteto MetaES da FAMES, utilizando a apreciação musical como um recurso

metodológico. O concerto de encerramento foi realizado na capital do Estado, no Teatro

Carlos Gomes, com a participação da Banda Sinfônica da FAMES. Este último

oportunizou aos músicos e mestres de bandas se apresentarem na principal sala de

concertos do Estado.

Nos anos de 2009, 2010 e 2011 foram realizados cursos de capacitação para músicos e

regentes de bandas promovidos pela Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo

(SECULT) em parceria com o Instituto SINCADES, bem como com o apoio da

Faculdade de Música do Espírito Santo - FAMES e Prefeituras Municipais. Com

duração de 88 horas, em cada edição do curso foram ofertadas 40 vagas para oficinas

práticas, realizadas aos sábados e/ou domingos, destinadas a músicos e regentes de

bandas, tanto dos municípios sede quanto dos municípios vizinhos.

Em sua sexta edição, o curso já capacitou 246 alunos, sendo 45 regentes de banda e 201

músicos instrumentistas. O curso foi itinerante, tendo como foco o interior do Estado.

Desta forma, cada edição foi realizada em um município distinto, sendo eles:

Marataízes, Ibiraçu, Nova Venécia, Santa Maria do Jetibá, Baixo Guandu e Cachoeiro
50

de Itapemirim. Além dos músicos e regentes das bandas das cidades sedes, foram

atendidas também integrantes de agremiações dos municípios vizinhos que se

deslocavam até o local de realização do curso. Os municípios adjacentes foram:

Itapemirim, Piúma, Anchieta, Iconha, Rio Novo do Sul, Presidente Kennedy, Aracruz,

Mucurici, Montanha, Ecoporanga, Vila Pavão e Barra de São Francisco, Aimorés,

Governador Valadáres, Colatina, Itaguaçú e Dores do Rio Preto.

Ao final das atividades foram realizados concertos com a participação de alunos e

professores, demonstrando os resultados das atividades desempenhadas durante o curso.

Em cada edição foram realizados dois concertos: um no município sede, com a

participação do Quinteto MetaES da FAMES e outro (o Concerto de Encerramento) no

Teatro Carlos Gomes em Vitória (capital do estado), com a participação da Banda

Sinfônica da FAMES. Este último foi uma oportunidade ímpar, oferecida aos músicos e

mestres de bandas do interior, de se apresentarem na principal sala de concertos do

Estado, em parceria com o grupo de referência na área de sopros no Espírito Santo. Tais

eventos também contribuíram para o desenvolvimento da atenção, da sensibilidade e da

emoção tanto dos alunos como da sociedade, corroborando para a formação de um

ouvinte informado e crítico.

Nos anos de 2009, 2010 e 2011 foram realizados cursos de capacitação para
músicos e regentes de bandas promovidos pela Secretaria de Cultura do Estado
do Espírito Santo (SECULT) em parceria com o Instituto SINCADES, bem como
com o apoio da Faculdade de Música do Espírito Santo - FAMES e Prefeituras
Municipais. Com duração de 88 horas, em cada edição do curso foram
ofertadas 40 vagas para oficinas práticas, realizadas aos sábados e/ou
domingos, destinadas a músicos e regentes de bandas, tanto dos municípios
sede quanto dos municípios vizinhos.

Tabela 1. Capacitação para músicos e mestres de bandas


51

Público
Ano Município Sede Mestres Instrumentistas
Estimado

Nova Venécia e
2009 Santa Maria de 19 68 400
Jetibá
Ibiraçu e
2010 16 86 300
Marataízes
Baixo Guandu e
2011 Cachoeiro de 20 120 700
Itapemirim
Total 55 274 1400
Fonte: elaboração do autor, 2014.

Em sua sexta edição, o curso já capacitou 246 alunos, sendo 45 regentes de


banda e 201 músicos instrumentistas. O curso foi itinerante, tendo como foco o
interior do Estado. Desta forma, cada edição foi realizada em um município
distinto, sendo eles: Marataízes, Ibiraçu, Nova Venécia, Santa Maria do
Jetibá, Baixo Guandu e Cachoeiro de Itapemirim. Além dos músicos e regentes
das bandas das cidades sedes, foram atendidas também integrantes de
agremiações dos municípios vizinhos que se deslocavam até o local de
realização do curso. Os municípios adjacentes foram: Itapemirim, Piúma,
Anchieta, Iconha, Rio Novo do Sul, Presidente Kennedy, Aracruz, Mucurici,
Montanha, Ecoporanga, Vila Pavão e Barra de São Francisco, Aimorés,
Governador Valadares, Colatina, Itaguaçú e Dores do Rio Preto.

Ao final das atividades foram realizados concertos com a participação de alunos


e professores, demonstrando os resultados das atividades desempenhadas
durante o curso. Em cada edição foram realizados dois concertos: um no
município sede, com a participação do Quinteto MetaES da FAMES e outro (o
Concerto de Encerramento) no Teatro Carlos Gomes em Vitória (capital do
estado), com a participação da Banda Sinfônica da FAMES. Este último foi uma
52

oportunidade ímpar, oferecida aos músicos e mestres de bandas do interior, de


se apresentarem na principal sala de concertos do Estado, em parceria com o
grupo de referência na área de sopros no Espírito Santo. Tais eventos também
contribuíram para o desenvolvimento da atenção, da sensibilidade e da emoção
tanto dos alunos como da sociedade, corroborando para a formação de um
ouvinte informado e crítico.

O Quinteto Espírito Brass da Fames foi constituído em virtude da aprovação de


projeto no núcleo de criação do programa rede de cultura jovem 2011, realizado
pela Secretaria da Cultura do Estado do Espírito Santo – SECULT, a maioria de
seus integrantes são alunos da graduação da Faculdade de Música do Espírito
Santo e atualmente o grupo tronou-se oficial da instituição, contribuindo também
com ações para o PABES, por meio de concertos didáticos pelo interior do
estado dentro do projeto Bandas nas escolas.

O Programa de Apoio às Bandas do Espírito Santo – PABES demonstra, ao


longo de cinco anos, uma consciência integral de um processo pedagógico e
social. O fortalecimento no universo acadêmico inicia-se com a criação da
Banda Sinfônica da FAMES e, em seguida, com a criação das demais ações
que possibilita a interação direta com a sociedade.

Crescimento de bandas nas escolas


53

Fonte: elaboração do autor, 2014.


54

Quinteto MetaES

O Quinteto MetaES, criado em 2007, é um dos mais sedimentados conjuntos de música

de câmara no Espírito Santo. Tradicionalmente formado por dois trompetes, trompa,

trombone e tuba, o grupo concentra uma performance focada em obras originais e

transcrições, buscando explorar todas as possibilidades técnicas e timbrísticas que essa

formação oferece.

Dentre as propostas estabelecidas pelo grupo destaca-se a democratização do acesso à

música de concerto, utilizando a música como ferramenta educacional. Seu repertório

eclético é formado por clássicos da música erudita, além de tangos, jazz, e música

popular brasileira.

O Quinteto MetaES é formado por integrantes dos mais conceituados grupos do cenário

musical capixaba, como a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, Faculdade de

Música do Espírito Santo e Banda de Música da Polícia Militar. Situa-se como uma

bússola norteadora para jovens músicos, tornando-se referência em concertos e cursos

de capacitação realizados em todo o Estado.

Integram o grupo os seguintes músicos: Marcelo Madureira e Pedro Mota (trompetes),

Alan Vinicius (trompa), Fernando Ferreira (trombone) e Carlos Dresch (tuba).

Quinteto Espírito Brass da Fames

O grupo foi constituído em virtude da aprovação de projeto no núcleo de criação do

programa rede de cultura jovem 2011, realizado pela Secretaria da Cultura do Estado do

Espírito Santo – SECULT, a maioria de seus integrantes são alunos da graduação da


55

Faculdade de Música do Espírito Santo e atualmente o grupo tronou-se oficial da

instituição, contribuindo também com ações para o PABES, por meio de concertos

didáticos pelo interior do estado dentro do projeto Bandas nas escolas.


56

Justificativa - Prática de Conjunto: uma nova metodologia + depoimentos

No âmbito educacional, as pesquisas tangenciam inúmeros e peculiares recursos


didáticos, além das metodologias de ensino. Em Sergipe, por exemplo, era comum a
utilização de um compêndio rudimentar elaborado pelos “mestres de banda”, baseado em
métodos do século XIX denominado “artinha”. A esse respeito Moreira (2008) comenta:
Há registros em Sergipe de instituições do século XIX (...) que de costume produziam
material pedagógico próprio e de forma peculiar. Trata-se de um compêndio denominado
pelos Mestres de “Artinha”, baseado nos métodos da época, citados anteriormente e
encontrados em diversas regiões brasileiras, principalmente no nordeste. A “Artinha”
continha rudimentos musicais de leitura musical, modo pelo qual, o aprendiz utilizava para
iniciar-se musicalmente (MOREIRA, 2008. p.60).
Outra temática amplamente explorada nos últimos anos diz respeito às
metodologias de ensino, que se ramificam em metodologias tradicionais e metodologias de
ensino coletivo Kandler (2010). Para traçarmos uma abordagem mais fidedigna,
manteremos o foco nesta última. Estes métodos, desenvolvidos tanto para instrumentos de
sopro quanto para instrumentos de percussão, cordas, violão e piano, representam um
marco na educação musical no contexto das bandas de música. Um dos mais utilizados
para iniciação musical nesse segmento é o método Da Capo, de autoria do Dr. Joel
Barbosa. Esse material, segundo o próprio autor, é “uma adaptação dos métodos
instrucionais americanos para bandas. Na versão brasileira, o autor utilizou canções e
melodias folclóricas de várias partes do Brasil.

Karla Káricol (2012) no artigo “Canto Orfeônico” esclarece que em meados do século
XIX, o ensino musical entrou nos currículos escolares do ensino público aconteceu pelo
Decreto Federal nº 331A, de 17 de novembro de 1854. O documento estipulava a presença
de “noções de música” e “exercícios de canto”
nas escolas primárias de 1º e de 2º graus e Normais (Magistério).

Em São Paulo, o canto coral se tornou uma atividade obrigatória nas escolas
públicas da então província de São Paulo com a Reforma Rangel Pestana, pela lei nº 81, de
6 de abril de 1887.
57

O decreto nº 981, de 8 de novembro de 1890, durante a Reforma Benjamin


Constant, regulamentou a instituição primária e secundária e instituiu o ensino de
elementos de música, que deveriam ser ministrados por professores especiais para a música
admitidos em concurso. Tal medida deveria ser aplicada em âmbito nacional.
Trata-se do ensino coletivo de instrumento, nesse caso, os instrumentos de sopro e
percussão, o qual se encontra como prática social inserida dentro de um espaço amplo e
significativo para ação de uma prática docente contextualizada. Além de trabalhar a
interação e a sensibilidade, o objetivo maior é levar o aluno ao desenvolvimento musical
através de uma prática coletiva de ensino de instrumento, dentro de uma metodologia que
possibilite maior integração, a partir do trabalho coletivo e na qual, o trabalho do corpo
docente da Faculdade é fundamental.

Essa nova forma de trabalho foi determinante no processo de regulamentação das


práticas de Orquestras, ocorrendo uma reestruturação e transformação da instável
Orquestra de Câmara para Orquestra Sinfônica da Fames – OSFA, possibilitando entrar em
vigor em 2011, a prática obrigatória de orquestra/banda e Orquestra/cordas em todos os
cursos e períodos do bacharelado em instrumentos de Sopros, Percussão e Cordas
Friccionadas da Faculdade de Música do Espírito Santo – FAMES.

No mais, como todo este processo pode influenciar a formação profissional de todos os
professores envolvidos na Faculdade de Música, ou seja, estes não irão esquecer suas
formações iniciais, mas podem compreender e modificar a sua prática individual para um
olhar no coletivo, desenvolvendo novas técnicas de trabalho que valorizem, igualmente,
sua relação com os alunos. A conscientização de que, tal processo, não somente melhora a
sua dinâmica de trabalho, como toda a história do ensino que a Faculdade oferece.

O Professor no processo educativo


58

Para educar é preciso se atualizar constantemente Os conhecimentos, as


competências e habilidades necessárias para a atuação do professor em sala de aula e
adquiridos através da experiência pessoal e dos cursos de formação inicial e continuada,
são definidos por Tardif (2002) como saberes da formação profissional, ou seja, os saberes
docentes, os saberes dos professores. Esses saberes podem ser aplicados na prática
docente. Os saberes docentes estão relacionados com os condicionantes e com o contexto
de trabalho: “o saber é sempre o saber de alguém que trabalha alguma coisa no intuito de
realizar um objetivo qualquer” (TARDIF, 2002, p. 11).

Tardif (2002) explica que o saber dos professores é social, porque é partilhado por
todo um grupo de professores; porque faz parte de um sistema que os legitima e orienta;
pois se manifesta através das relações entre professores e alunos e evoluem com o tempo
de acordo com as mudanças sociais e culturais; e, porque é adquirido no contexto da
socialização profissional.

O professor assume neste contexto um papel de destaque na sociedade, o papel de


articulador, construindo e conduzindo o fazer pedagógico de forma a atender os anseios da
sociedade em relação à educação para todos. O professor deve estar preparado para criar
uma nova cultura na sala de aula e fazer da escola a ponte para um novo tempo, um tempo
de esperança, onde está presente uma visão mais humanística. Estas transformações devem
ocorrer em um ambiente de prazer e alegria onde todos devem ser respeitados no seu
processo de conhecimento.
O verdadeiro professor deve conhecer as particularidades do processo de
aprendizagem, da didática, de como a criança/adolescente/adulto aprende. Tudo isto deve
ocorrer em um ambiente afetivo, onde a relação professor aluno é base para o pleno
desenvolvimento.

Como afirma Gadotti (1995, p. 60). “a base que sustenta as aprendizagens feitas
pelas crianças desta idade na escola é a relação afetiva que se cria entre a criança e o
professor”.

Desta forma uma formação mais completa e adequada é exigida do professor, que
deve ter um perfil muito mais qualificado do que o esperado anteriormente. Como observa
Oliveira (1991, p. 230) “O professor deverá ser capaz de comunicar, de estar num grupo,
de criar espaços para que este grupo possa se exprimir integralmente transformando os
espaços pedagógicos dentro e fora da sala da aula em espaços de prazer e descoberta”.
59

Paulo Freire (1996) afirma que:

Ensinar exige querer bem aos educando e a prática educativa de que participo...
Significa que a afetividade não me assusta que não tenho medo de expressá-la.
Significa esta abertura ao querer bem, a maneira que tenho de autenticamente
selar o meu compromisso com os educando numa prática específica do ser
humano. Na verdade, preciso descartar como falsa a separação entre seriedade
docente e afetividade. (Freire, 1996, p.159)
Para salientar ainda mais o papel do professor no processo pedagógico Freire (1991)
ressalta que:

"Uma qualidade indispensável a um bom professor é ter a capacidade de


começar sempre, de fazer, de reconstruir, de não se entregar, de recusar
burocratizar-se mentalmente de entender e de viver a vida como um processo”. E
conclui: o professor tem o dever de “reviver”, de “renascer” a cada momento de
sua prática docente ( FREIRE, 1991, p. 103).

Nascimento (1997) apresenta algumas características relativas ao professor que a sociedade


espera atualmente:

O professor será animador comunitário, companheiro, líder, criativo, capaz de


transformar a sala de aula em um laboratório de descobertas, enquanto permite e
orienta a parceria dos alunos no processo interativo de construção do
conhecimento. É possível afirmar que o professor consciente de seu poder de
transformação é um professor capaz de fazer ligações entre o mundo e a sala de
aula (NASCIMENTO, 1997, p. 69).

É este profissional que deverá criar uma nova cultura na sala de aula. É ele que fará
o novo tempo da escola, um tempo em que a educação dê a oportunidade de aprendizagem
para todos.

Conforme dito por Tardif (2002, p.16-17) o saber dos professores não é um
conjunto de conteúdos definidos e estáticos, deve ser compreendido “em íntima relação
com o trabalho deles na escola e na sala de aula”. Isto porque o docente está relacionado
ao processo de aprendizagem constante onde aprender e ensinar se encontram todo o
tempo.

É dele ainda a visão de que ao fazer sua escolha profissional que esse desejo de
ensinar está relacionado à sua história pessoal, de quando você ajudava um vizinho,
ensinava uma tia a aprender as primeiras letras, construindo um caminho que será seguido
na vida adulta. Essa experiência anterior, ou seja, a experiência escolar do professor
influencia fortemente seu trabalho, persiste ao longo do tempo e, muitas vezes, a formação
acadêmica não consegue transformá-lo, já que esse conteúdo é aprendido nas disciplinas
60

oferecidas na universidade e correspondem ao campo de conhecimento que, normalmente,


são organizados em disciplinas escolares; eles advêm da tradição cultural e social e
“integram-se igualmente à prática docente através da formação (inicial e contínua) dos
professores nas diversas disciplinas oferecidas pela universidade” (idem, p. 38).

Já os saber prático é adquirido no desenvolvimento do trabalho cotidiano e são


validados pela prática, pela experiência sendo “(re) traduzidos, polidos e submetidos às
certezas construídas na prática e na experiência” (TARDIF, 2002, p. 54).

Pimenta (2002), também aponta as relações que os professores estabelecem com


seus próprios professores como determinantes na construção dos saberes, ressaltando que
“começamos a aprender a ser professor com o professor que temos, aprendemos a ser ou a
não ser, o que queremos e o que não queremos. É um nível de saber que vai sendo
depurado ao longo da vida” (PIMENTA, 2002, p.13).

A qualificação dos professores deve ser uma questão fundamental para o


desenvolvimento das práticas artísticas na escola, visto que apenas a promulgação de uma
lei falando da obrigatoriedade do ensino musical na escola não é suficiente. Para tal é
preciso fazer análise de onde já está sendo realizado, como está sendo realizado e se não
estiver ainda implantado o que está faltando para isso. Sem um diagnóstico claro, não
possível estabelecer metodologias eficientes para o desenvolvimento de experiências
significativas no domínio da criatividade, da imaginação, da iniciação artística.

O papel das escolas ditas vocacionais, ou seja, que atuam em parceria com as
escolas regulares, mas abrangem aqueles alunos que querem a profissionalização
individual e/ou na área artística, notadamente a musical.
A Fames é de responsabilidade da Secretaria de Cultura do Estado e oferece o curso
superior em Música (bacharelado e licenciatura) considerando suas especificidades, além
dos cursos de formação musical concomitante ao nível médio. A outra escola ligada a
questão artística é a Escola Técnica de Teatro e Dança. Ambas ficam localizadas na cidade
de Vitória. Isso por siso já é um complicador para as pessoas que vêm de municípios do
interior do estado, dificultando sua formação nessa área.
A presença de artistas e músicos nas escolas em projetos como “Bandas nas
Escolas” funcionam como “disparadores” de aspirações ainda não descobertas e se
mostram com um caminho para uma maior territorialidade das políticas educativas e
61

culturais, enfatizando as parcerias e a inovação a nível local, sem perder de vista o todo
nacional.
Algumas pesquisas da área de educação musical discutem a relação entre as aulas
de música nos anos iniciais e os saberes necessários para que o professor generalista possa
trabalhar conhecimentos musicais na sala de aula (BELLOCHIO, 2003; SPANAVELLO;
BELLOCHIO, 2005). As discussões destas pesquisas estão relacionadas com o conceito de
saberes discutido por Tardif (2002), por isso estão sendo mencionadas como parte deste
referencial teórico, lembrando que essa concepção refere-se ao ensino musical para
crianças e adolescentes, mas que podem servir ao ensino de nível superior, visto que a
prática na área é fundamental para quem deseja ensinar em qualquer nível. O estado do
Espírito Santo tem uma faculdade estadual de música (que oferta anualmente 60 vagas de
licenciatura) e um curso de música na Universidade Federal com igual número de vagas.
Se levarmos em consideração o número de escolas apenas da rede pública, será fácil
perceber que existe um amplo mercado de trabalho para o músico que deseja ser professor
no estado.

Bellochio (2003) discute sobre a importância do conhecimento prático que o professor


deve ter e acrescenta que, no caso da música:

Além das práticas pedagógicas dos professores das escolas, os formadores


também precisam estar atentos às múltiplas formas de realização da música e da
educação musical no espaço socialmente determinado, encarando a produção
musical fora do espaço da escola e das academias (BELLOCHIO, 2003, p.19).

A prática musical do professor deve estar relacionada à sua formação pedagógica o


significa o saber disciplinar no campo da música e o saber da educação sendo vivenciados
através da experiência durante a formação profissional (BELLOCHIO, 2003, p.20)
conforme vem sendo trabalhado na Fames; ao longo do curso os alunos participam de
consertos no principal teatro do estado, fazem monitoria em escolas e atuam em outros
projetos relacionados à área social.
62

Foto 1- fotos de apresentação da Banda Sinfônica, do Quinteto Metaes e Quinteto de


Sopro em 2013.

Fonte: Disponível em http:// www.fames.es.gov.br

O que é a escola? Como está o professor e o aluno? Manoel Fernandes de Souza


Neto no artigo “O ofício, a oficina e a profissão: reflexões sobre o lugar social do
professor” (2005, p.249) “diz que certos fazeres e saberes estão sempre situados quando se
conjugam enquanto aquela ação consciente que produz objetos materiais e imaterialidades
simbólicas”, ou seja, o exercício da sala de aula pressupõe a constituição de uma
identidade que unifica o sujeito a partir do que tem em comum, dos objetos que usam e
com os quais interagem. Isso leva pensar sobre novos e antigos ofícios, dentre esses
podemos citar a profissão do médico, do professor, de quem atua na área de novas
tecnologias nas grandes metrópoles construindo novos saberes. Ou, dizendo de outro
modo, qual o lugar social dessa profissão responsável por educar os outros para serem,
saberem e fazerem de maneira universal na diversidade certos procedimentos comuns a
toda a humanidade? Ou ainda, para fazer a mesma indagação de outra maneira, qual a
importância dessa profissão para a sociedade em que vivo e para aquelas que virão (idem,
p.255)?
63

Foto 2- Banda Sinfônica da Fames no 1º concerto em 28/05/2008, no Teatro Carlos


Gomes.

Fonte: Disponível em http://www.fames.es.gov.br.

Assim, na atualidade torna-se difícil manter o interesse do aluno por uma aula que
só lhe apresenta textos e mais textos quando tem um mundo “lá fora” que mostra a
televisão, os games, etc. Mas e novas formas educar onde a criança deve aprender a ser
independente? É nesse contexto em que o trabalho do professor está flexibilizado,
sucateado que se tornou obrigatório desde 2008 o ensino musical em sala de aula. Isso
torna o professor uma das principais figuras para a arquitetura da articulação
pedagógica em música.

Santiago (1991, p. 229) afirma que o professor de instrumento seleciona


estratégias a serem utilizadas, baseadas em considerações filosóficas quanto à natureza da
música, à natureza do ensino e aos tipos de conhecimento que necessitam ser
desenvolvidos, ou seja, adaptações para ele conheçam outros ritmos musicais e
instrumentos.
64

Costa d’Ávila (2009, p. 47), salienta que o processo de ensino do instrumento pelo
professor ainda preserva uma tradição oral, característica das corporações do século
XVIII, baseadas no estilo “mestre-discípulo”. Sobre este assunto, Salles (1985, p.13),
afirma que a banda de música “lembra a permanência, ainda em nossos dias, das
corporações surgidas na Idade Média, que se desenvolveram na Europa e depois nos
demais continentes”. Harder (2008, p. 41) reflete que o professor no ensino de
instrumento deve se focar na transmissão de conhecimentos e habilidades.

Com estas considerações, procura-se dar a ênfase na figura do professor de


instrumento, seu comportamento e suas pedagogias. O mestre representa o professor no
ensino da música na filarmônica e, segundo Granja (1984, p. 99), “é o maestro quem faz
a banda”. Elliott (1995, p. 309) diz haver a necessidade de uma formação abrangente
que prepare os estudantes todos os momento da vida como músicos e indivíduos. Para
esse autor: os programas das escolas de música são também um caminho pelo qual os
estudantes podem adquirir identidade própria, autorrespeito e senso de tolerância para
com eles e com os outros. Por isso, a importância de que o aluno desde o ensino básico até
a licenciatura comece a ter a prática do instrumento musical.

Dentro do contexto de professor de instrumento, Hallam (1998) defende um


professor mais voltado para o aluno. Para Widmer (apud LIMA, 1999, p. 25), um
professor deve cultivar uma atitude pedagógico-musical que permita que “o singular em
cada um se manifeste e se desenvolva” em prol do aluno e da instituição. A este respeito,
Alexandrina Pinto (2007) comprovou, em pesquisa realizada em Portugal, que os
professores de instrumento de sopro, possuem grande afinidade com seus alunos,
resultando num maior entendimento verbal e motivação.
65

Relação entre educação e contextos sociais de uma banda

A formação contínua de um professor deve estar relacionada à sua prática


pedagógica, adaptando-a, às condições sociais dos próprios alunos e dos seus familiares,
considerando-as como pontos de partida que podem permitir a compreensão do próprio
meio que envolve a escola, e consequentemente, os valores e representações sociais que a
caracterizam.
Souza (2004) diz que é um desafio o ensino musical na escola; é preciso fazer com
haja interesse do aluno. Para isso é preciso metodologias que instigue o aluno a querer
conhecer o mundo que está sua volta a partir da música independente do contexto cultural
onde ele estiver inserido.
Os professores, em geral, precisam ter como ponto de partida, as representações e
os saberes que os alunos trazem para o espaço escolar. Não pode existir um vácuo entre o
saber escolar – fundamentado nas teorias e metodologias – e as múltiplas representações
sociais que os jovens estão construindo ao longo de sua existência. A análise dos objetivos
educativos e da sua formulação expressa em políticas educativas evidencia, na maioria dos
casos, uma procura de coerência entre as aspirações sociais, de cultura, de saber e de
competências profissionais com objetivos e funções escolares. Mas será uma coerência real
ou apenas discursiva?
Orientadas para a ação, as aspirações individuais e sociais têm origem
simultaneamente na matriz psicoafectiva do indivíduo e nas influências do seu meio social
e das condições de vida de uma sociedade. Deixam de ser apenas uma função reprodutora
do sistema de alienação individual, para aparecerem como capacidades potenciais de
mudança e transformação (Ambrósio, 1985, p.1026). É evidente que as aspirações sociais,
entendidas nas suas componentes psicossociais, culturais e econômicas, tanto dependem de
um sistema de valores dominantes (ideológica ou politicamente), como tendem a
transformá-lo consoante a conjuntura econômica, a evolução demográfica, urbana, os
quadros culturais, as crenças e os mitos.
O aluno vive o seu espaço de diferentes maneiras, lugares, mas muitas vezes não
tem consciência desse espaço e das suas contradições. O papel do professor é o de
despertar essa primeira consciência, permitindo que o aluno tenha voz sobre os vários
objetos de estudo e estimulando novas idéias, na tentativa de conhecer as raízes das
representações sociais que podem ter sido construídas no quotidiano do seu trabalho; nas
66

brincadeiras e jogos de sua infância e adolescência; no bar da esquina; nas relações de


vizinhança, quer sejam em bairros sociais ou em condomínios de luxo (Casanova, 1999).
Como traduzir isso para o campo musical-lugar único onde o sujeito pode expressar
sua criatividade? A música pode levar o indivíduo a outros lugares sem que ele nunca
tenha ido a esses lugares, pode contribuir com o processo de formação de valores e
princípios não musicais, porém importantes para a formação do sujeito: afeto entre amigos,
solidariedade e responsabilidade.

Novas experiências de gestão (novos cursos – percussão, oboé e alunos,) + depoimentos

Em cinco anos de atuação, a Banda Sinfônica é responsável por um processo de


formação contínuo, tornando-se, no ano de 2010, disciplina obrigatória da grade
curricular do curso de bacharelado em instrumentos de sopros e percussão da Instituição.

Por conseqüência das atividades desse grupo, vários cursos na FAMES foram
ativados e outros reativados. Dentre eles destacam-se os de percussão, oboé, fagote,
trompa e tuba. Outro reflexo provindo da criação deste grupo é a atuação constante de
diversos alunos no mercado de trabalho, nas principais instituições profissionais do
estado, em projetos ligados à educação musical e lideranças de bandas de música.

Com vistas na formação e capacitação para o mercado de trabalho, a


metodologia da Banda Sinfônica conta com a presença de professores durante os
ensaios e apresentações. Estes são a referência técnica, musical e comportamental
realizando a função de chefe em seu naipe. Este grupo tem corroborado com a formação
de platéia apresentando uma programação constante e diversificada. A versatilidade do
grupo é uma característica intrínseca estabelecendo uma linha tênue entre música
erudita e popular. Já atuaram como solistas os seguintes profissionais: Anor
Luciano, Maria Teresa Madeira, Marcos Flávio, Naílson Simões, Nikolay Alipiev e
Fernando Silveira.
67

Desdobramentos: PROGRAMA - reestruturação da orquestra a partir da banda, Quinteto


Espírito Brass, capacitação de maestros de banda pelo interior do estado – depoimentos

O trabalho com música e a construção de uma consciência sociocultural

Do ponto de vista biológico, a aprendizagem baseia-se na plasticidade do cérebro


que é mais intensa nos primeiros anos, mas que continua durante toda a vida. De
uma perspectiva humana, neurobiológica, educacional e ética, a educação na
infância é importante. As famílias e as escolas de ensino fundamental são os
primeiros e mais cruciais agentes a apresentar um ambiente rico e estimulante
para a aprendizagem. A exigência social e educacional para que se fortaleçam as
famílias para os seus deveres educacionais de modo a que possam oferecer o
melhor ambiente de aprendizagem possível às crianças. A aprendizagem da
música, tal como outras aprendizagens, requer interação individual social e
orientação formal. A música desempenha um papel importante nos primeiros
anos. De um modo muito particular, a prática musical ativa processos rítmicos. A
experiência do tempo e do espaço na infância é diferente da dos adultos. As
crianças exploran o tempo e o espaço pelo peso corporal e fluidez do movimento,
enquanto que os adultos sabem contar e medir.

Assim, é óbvio e razoável que as crianças precisam de música como um meio de


repetição rítmica e movimento estruturado. E respondem à música de uma forma
muito sensata. A música estimula o crescimento de estruturas do cérebro e liga
muitas áreas cerebrais ativadas. A prática musical requer uma ótima coordenação
motora e melhora o círculo fonológico.

Pesquisas sobre aptidão musical demonstraram que todo o ser humano nasce
com um determinado nível de potencial musical que detém o seu máximo grau
imediatamente após o parto e não mais ultrapassará este nível. Sem qualquer
estímulo informal, o potencial musical da criança irá diminuir e finalmente
68

desaparecer. Por isso, é importante expor o cérebro a variados estímulos


musicais de modo a que possa desenvolver representações.

Como mapear e compreender os usos e apropriações que alunos e professores


fazem da música?

A falta de compreensão sobre o que é educação musical, o quê ela aborda e


como o faz, é uma das principais causas da dificuldade que se tem em justificar
sua presença na educação formal básica do indivíduo. Talvez, apenas talvez uma
das causas seja achar que isso é perda de tempo, que o aluno quando vai para a
escola precise aprender “coisas” que servirão para sua vida prática, que não
existe mercado para tantos músicos. No entanto se pensarmos as possibilidades
dadas pela música como espaço de socialização, cooperação e ludicidade se
perceberá os benefícios para a sociedade. Todos nós, em algum momento da
vida fomos tocados por uma música tocada ou cantada em um casamento,
nascimento, morte de um ente querido, etc. Isso não significa que ao gostar de
ouvir uma música ou tê-la como referência, fará de uma pessoa musicista. No
entanto nesse tópico o que se quer é mostrar que a memória musical contribui
para a construção de uma consciência sociocultural.

Os saberes dos professores estão ligados ao trabalho docente e as suas


interações sociais. Tardif (2002) argumenta que o saber, além de ser social, é
plural, temporal e contextual, pois é partilhado coletivamente; pertence e está
subordinado a um sistema; seus objetos são práticas sociais; está ligado a um
processo histórico cultural e é adquirido num contexto onde há “socialização
profissional”. Tardif (2002) explica que os saberes dos professores estão
relacionados com as relações que estabelecem com outros professores e com os
alunos, defendendo que todo saber é produzido socialmente.
69

O conhecimento marcante do sujeito está em aprender demarcando um espaço.


Nessa perspectiva aprender e ensinar supõe a articulação contínua entre aluno e
professor que atualiza cada passo em experiências que se reverte fazendo do
professor aprendiz e vice versa, integrando tempos e espaços, atuando como
mediadores na transformação da consciência histórico-social do aluno através da
música em sala de aula (MADEIRA, 1991, p. 243).

Entrevistas

Valor da banda para os sujeitos

Você havia participado de uma banda Sinfônica antes? Por que você
decidiu participar da Banda Sinfônica da Fames?

As respostas a esta pergunta tiveram uma grande variação. Para os mais jovens
a resposta foi não. Todos entram na faculdade por prova, seja para o ensino
médio ou superior. Para entrada na banda, passam por um teste de nivelamento
do conhecimento teórico. A maioria já teve contato com a música. As motivações
são as mais variadas: o pai toca algum instrumento, começou na igreja, toca em
alguma banda de garagem, tocava na banda da escola. Os pesquisados acima de
30 estão na banda pelo desejo de ser profissionalizar cada dia mais, obtendo
dessa forma um reconhecimento que não existia antigamente quando a figura do
músico era muito mal vista. Também tem o desejo de realizar múltiplos projetos
voltados aos mais jovens. Alguns já fazem isso no Projeto Banda nas Escolas.
Através do exercício da arte, de forma prática, sendo ela de qualquer segmento,
tem-se o senso de valoração da produção pessoal ou de outros, atribuindo
significados e opiniões que geram representatividade, portanto, neste
pensamento, tem-se a constituição do auto-reconhecimento como parte ativa
neste ciclo.

Deparamo-nos com diferentes respostas em sua forma, mas com grandes


semelhanças em sua essência, notando a satisfação dada ao exercício da
70

atividade e seu sentido estrito, o que denota valor, pertencimento e


reconhecimento de sua contribuição aquela que seria uma atividade artística e,
portanto produtiva culturalmente. Os participantes, quando questionados sobre a
importância da banda na sua vida, expressam-se de seguinte forma:

Nunca havia participado de uma banda sinfônica antes, porém tive


vontade de participar, sempre gostei de bandas sinfônicas (aluno do
curso de formação musical, 19 anos, 1 ano na banda).

Não tinha participado. Meu desejo é melhorar a técnica em grupo, além


de fazer parte da turma escolar da Fames (aluno do curso de formação
musical, 19 anos).

Antes da graduação não. Porque era matéria obrigatória, depois passou


a gostar (aluno do bacharelado, 2 anos na banda).

Sim, participei da banda sinfônica do Exército no Estado do Rio de


Janeiro. Decidi participar, porque sabia que iria pegar mais experiência
amigos (aluno de trompete, 49 anos, curso superior).

Eu sou fruto de uma banda, iniciei minha carreira tocando na banda da


escola. A banda sinfônica é um conjunto musical de caráter sinfônico
altamente treinado com exigências técnicas extremas. (músico técnico ,
36 anos, 5 anos).

Havia somente participado de uma banda musical de marcha. Decidi


participar da Orquestra Jovem de Sopros da FAMES, com o intuito de
aumentar o meu aprendizado e leitura (aluno do curso de formação
musical, 19 anos, 9 meses).
Como se deu essa participação?

A participação da maioria se deu através de um convite do professor Marcelo


Madureira coordenador e idealizador do projeto. Outros movidos pela curiosidade
após assistir a um ensaio da banda no intervalo de aula, ou pela passagem do
projeto nas escolas.

O que representa uma banda sinfônica para você?

As respostas são muito emocionantes:


71

Sim. Decidi participar da banda sinfônica da FAMES como aluno


matriculado nesta Instituição e como exigência curricular (aluno do
bacharelado, 31 anos, 2 anos e 6 meses na banda).

Quando aqui cheguei, vi um projeto promissor e apaixonante. Vários


permanecem no projeto Logo percebi que seria uma grande
oportunidade de interação, pois poderia fornecer muito da minha
experiência adquirida ao longo dos anos, mas também teria um grande
aprendizado aqui, sobretudo, na ampliação dos meus conhecimentos
relativos à banda sinfônica e demais práticas relacionadas a área de
música para sopros.

A banda sinfônica é um importante meio de performance da música para


sopros e percussão. Embora a evolução dessa formação seja tão rica
quanto à da orquestra, no Brasil pouco se explora e se produz para esse
meio. Existem aqui alguns projetos voltados para esta formação,
contudo, considerando a tradição atribuída as orquestras (que são
poucas também), o número de grupos profissionais que se dedicam
exclusivamente à música para sopros é praticamente inexistente.

A banda sinfônica constitui um ambiente amplo na produção de obras


experimentais, além de peças originais e tradicionais do seu repertório,
além de um elevado número de transcrições dos tradicionais clássicos
orquestrais. É sem dúvida uma formação que interage muito bem com
qualquer universo composicional (maestro).

Todos unidos para criar a arte (curso de formação musical, 18 anos, 07


meses).

Um lugar onde eu posso aprender e desenvolver mais o dom da música


(curso de formação musical, 18 anos, 2 anos).

Um local de aprendizagem (curso de formação musical, 19 anos, 4


meses).
72

Uma aula para melhorar o meu desempenho para tocar em conjunto


(curso de formação musical, 21 anos, 5 anos).

Eu sou fruto de uma banda, iniciei minha carreira tocando na banda da


escola. A banda sinfônica é um conjunto musical de caráter sinfônico
altamente treinado com exigências técnicas extremas (professor, 5 anos
na banda).

Para os integrantes da banda é um momento de experimentação, é a


possibilidade conviver com pessoas de outras idades, outros lugares, outras
experiências, ou seja, é a oportunidade de troca. Em relação aos jovens faz com
que sejam vistos de outra forma: mais responsáveis, pois é o momento em que
todos podem ver o seu talento aflorando. Quando estão no projeto Banda nas
escolas servem de referência para a juventude que passa a vê-los como
construtores e sensibilizadores musicais. É o imediatismo dado pela música que
os coloca frente a uma gama de acontecimentos geradores de novos saberes,
partindo do pressuposto de que se a música mexe com suas sensibilidades, eles
logo são levados a pensar não como pensa a sociedade, mas, a partir do que ele
consegue apreender “ouvindo músicas e tecendo imagens” (NUNES, 2009, p.02).

Qual o significado de ter contato com composições originais para banda


sinfônica?

Uma excelente oportunidade de aperfeiçoamento de prática de conjunto,


sobretudo para o meu instrumento (professor, 6 anos na banda).

As obras originais para Banda Sinfônica constituem um pilar importante


na formação do músico de sopro. Depois de inúmeras discussões a
cerca da composição para sopros durante a primeira metade do século
XX, vimos o universo das bandas se associarem intimamente com o que
os novos tempos nos forneciam em termos de obras que explorassem a
capacidade máxima dos seus interpretes, sejam elas intelectuais ou
técnicas. No século XX, observamos compositores amplamente
familiarizados com a tradição das orquestras, dedicarem obras às
bandas, Schoenberg, Hindemith, Vaughan Williams, são alguns dentre
muitos que podemos citar. Ao mesmo tempo, são inúmeros os
compositores que se familiarizam diretamente com esta produção e são
considerados compositores com uma ampla produção de música para
73

sopros. Alfred Reed, James Curnow, Frank Ticheli, J. de Meij, Clifton


Williams, Frank Erickson, Ferrer Ferran, Jacob de Haan, David
Gillingham, são genuínos representantes dessa vertente.
A composição para sopros exige um tratamento muito específico da
massa, observa-se um elevado refinamento das texturas, timbres e
muitos outros aspectos relevantes para um bom resultado sonoros. Por
isso, um grupo que se norteia por essa fonte (as obras originais),
certamente estará bem condicionado e integrado ao universo,
possibilitando aos performers a vivência de um repertório instigante,
desafiador e com altos padrões de exigência técnica (Maestro)

O significado de ter contato com composições originais me leva para


viver no mundo do conhecimento deixado pelo autor da obra (aluno do
bacharelado, 31 anos, 2 anos e 6 meses na banda).

Representa mais aprendizagem musical e aumenta a inteligência


humana (aluno de trompete, 49 anos, curso superior).

Ela me fez crescer musical e profissionalmente, me fazendo perceber o


quanto a música é importante para a sociedade (aluno do bacharelado,
29 anos, 3 anos na banda).

O repertório executado é bom e variado, além de novo pra mim (aluno


do curso de formação musical, 18 anos, 4 meses na banda).

Sinto orgulho em saber que o grupo que existe no meu estado faz parte
do cenário musical nacional e toca composições que outras bandas
tocam no Brasil e no mundo (professor, 48 anos, 4 anos na banda).

A exceção dos professores e maestros, os demais no cotidiano ouviam pouca


música instrumental. A partir da banda, eles têm acesso aos clássicos e também
ao cancioneiro popular, ampliando seu gosto musical o que permite uma troca
cultural bastante relevante, formando uma cultura diversificada. Utilizar a música
como instrumento didático, uma vez que esta é uma grande influência na vida das
pessoas, logo contribuirá para constituir novos sujeitos, partindo da premissa de
que o Ensino de Musica no contexto escolar que envolve uma categoria social,
que acredita ser a música rica e produtiva para suas intenções ou objetivos.
Contudo, “acha-se necessário pensar a constituição da música não como algo
universal, mas sim, conceber a canção inserida em um contexto social, parte
constituinte dele” (DUARTE, 2002, p.187).
74

Qual é ou foi à importância da Banda Sinfônica da Fames na sua vida?

Os participantes atribuem significado ao ato de aprender, quando no final de sua


resposta, alguns afirmam que a partir da banda tiveram vontade de se aprimorar,
de aprender de fato a tocar, e está ai o maior significado dela em sua vida, dando-
lhe o conhecimento técnico do instrumento, um exemplo de que o aprendido está
sendo utilizado em outras atividades de sua vida.

A banda em estudo proporciona a seus alunos a oportunidade de aproximar-se da


construção artística de um grupo que trabalha com música, fazendo dos ensaios
um chamariz para aqueles que possuem interesse pelo assunto. O ato de inteirar-
se com esta atividade implica em aprendizado, elevação do conceito estético e
melhor assimilação do que era antes compreendido de forma leiga, uma
valorização da produção de diversas pessoas. Nas falas apresentadas percebe-
se a alegria de participar:

A Banda Sinfônica da Fames tem uma importância ímpar em minha vida.


Foi com este conjunto que consolidei minhas teorias relativas à
interpretação de obras para sopros e percussão. Com ela foi possível a
realização de uma programação intensa, sempre buscando a interação
com o que o mundo estava produzindo. Hoje tenho a alegria de afirmar
que o Estado do Espírito Santo conhece o que é uma banda sinfônica. A
minha satisfação é triplicada quando vejo um aluno que se forma em um
dos cursos da faculdade e que tenha tido a oportunidade de participar
deste conjunto. Certamente sua capacitação, no que tange a
performance coletiva para sopros e percussão, não possui lacunas. Pelo
menos é o que espero...

Um lugar onde eu posso aprender e desenvolver mais o dom da música.

Um local de aprendizagem.

Uma aula para melhorar o meu desempenho para tocar em conjunto.


75

Um grupo que me ajudou em todos os aspectos. Desde a técnica do


clarinete até a interação com os colegas.

Um espaço de aperfeiçoamento musical.

Representa um lugar onde eu posso me completar interiormente. Não há


meio melhor para me integrar.

A banda da FAMES me ofereceu a oportunidade de realizar um trabalho


de excelente nível musical, me exigindo aperfeiçoamento técnico no meu
instrumento, além de contribuir com a formação de novos profissionais.

Se você pudesse escolher outra banda para participar qual você escolheria?
Por quê?

A maioria respondeu que quer continuar ou passar para outra banda, mas na
Fames. Apenas um jovem de 18 anos disse que ao terminar o curso de formação
musical irá migrar para outra área, nesse caso, Edificações, pois deseja fazer o
curso de Arquitetura

Atualmente o meu projeto é a Banda Sinfônica da Fames. Como regente,


vejo algumas dificuldades no Brasil para se edificar grandes projetos
como este. Uma banda sinfônica demanda uma estrutura tão complexa
quanto à de uma orquestra profissional. Creio que seja o momento de
enriquecer o trabalho no Estado, possibilitando que o mesmo cresça e
possa ser fonte de prática e até mesmo de renda para vários músicos.
Os músicos de sopros e percussão não encontram uma demanda tão
grande em orquestras quanto poderiam ter em uma banda. Se em uma
orquestra temos um naipe com três clarinetes, em uma banda isto pode
ser quadruplicado. Estamos trabalhando para que isto seja uma
realidade no futuro.

Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo.

Orquestra Jovem da FAMES.

Orquestra e Banda Sinfônica.


76

Pretendo continuar na orquestra, fazer parte de quintetos de metais e


também tocar em conjuntos de música popular brasileira.

A partir da participação na banda que foi uma experiência nova para vários deles,
conseguiram perceber possibilidades de trabalho, relacionamento de amizade, ou
seja, viver da música pode ser uma importante ferramenta para o processo de
socialização, democratizando o acesso do cidadão à formação musical. Ainda,
conseguiram perceber que o espaço de ensino-aprendizagem é mais amplo que a
sala de aula e deve ter ressonância em todos os espaços” das suas vidas.

Relação da banda com as expectativas para o futuro

A influência provocada por essa passagem na banda fica evidente em relação aos
planos para o futuro dos mais jovens. Em relação aos alunos de bacharelado,
professores e maestros, técnicos, estes já estão com suas decisões tomadas em
relação a continuar na música. Se algo irá acontecer e mudar esse quadro, não
será para todos, pois as respostas foram muito seguras. Está presente nos seus
discursos a intenção de exercer atividades posteriores relacionadas ao trabalho
no segmento da música. Este pensamento esta em comum acordo com as
palavras de Forquin citadas por Campos onde se entende que cultura nestes
temos é: Conjunto de traços característicos de modo de vida de uma sociedade,
de uma comunidade ou de um grupo, ai compreendidos os aspectos que se
podem considerar como os mais cotidianos, os triviais ou os mais inconfessáveis.
(FORQUIN apud CAMPOS, 2004, p.31).

A atividade artística é parte do cotidiano dos participantes da banda, portanto,


parte de seus costumes, repercutindo em toda vida, mesmo que não a exerça
mais adiante.

Passar no concurso para a banda militar (aluno do curso de formação


musical, 23 anos, não colocou há quanto tempo está na banda).

Trabalhar com música, mas sem ser minha prioridade (aluno do curso de
formação musical, 18 anos, 07 meses).
77

Se aluno (a), quais os seus planos para o futuro, depois que terminar o seu
curso na faculdade?

Diante destas concepções, buscamos analisar as declarações apresentadas


pelos participantes quando questionados sobre seus planos futuros após o
termino de seu curso de formação musical. Buscamos saber se estes planos
estão relacionados à sua atividade na banda e as possíveis implicações desta
atividade no futuro dos que dela fazem parte.

Os novos conhecimentos estão permitindo o sonho tantos dos mais jovens quanto
daqueles que já estão no ramo musical por permitir o acesso a novas informações
e caminhos que estão incluídos nos seus sonhos Como afirma Mae (2007), a arte
potencialmente é um ato de conceber possibilidades. A música é parte do
processo artístico. Há neste momento de aprendizado junto com a assimilação do
conhecimento, a construção dos sonhos que o trabalho com arte propicia. Planos
futuros são traçados, baseados na atividade atual.

Vou continuar tocando na orquestra na igreja (curso de formação


musical, 18 anos, 07 meses).

Cursar o mestrado em interpretação musical (curso de formação musical,


18 anos, 04 meses).

Primeiro quero terminar o meu ensino médio e depois entrar para o


bacharelado em música (curso de formação musical, 19 anos, 5 anos).

Continuar me desenvolvendo como músico e me aprimorar mais (curso


de formação musical, 18 anos, 3 anos).

Prestar concursos para orquestras profissionais (curso de formação


musical, 18 anos, 09 meses).

Você pretende continuar com a atividade musical mesmo não estando mais
nesta banda? Em caso afirmativo, que tipo de atividade musical? Justifique.
78

A maioria não respondeu a essa pergunta por considerá-la parecida com a


pergunta anterior

Relações interpessoais entre os componentes da banda

Como é o seu relacionamento com os colegas de banda?

Todos responderam ter um bom relacionamento, pois faz da atividade. Como


tocar em uma banda sem se relacionar com o outro. Houve respostas
econômicas, exemplo: normal, sim, nos damos bem, diálogo cordial e aberto, sem
maiores elaborações.

Vocês costumam interagir apenas nos períodos de ensaios e


apresentações?

A maioria respondeu que interage durante o ensaio, porém os mais jovens, por
serem mais tímidos acabam por ter um relacionamento apenas durante as horas
do curso. Os acima de 30, “tiram um tempo maior” ao final da apresentação ou
ensaio para conversar, visto que os profissionais fazem trabalhos paralelos juntos.

Você exerce outras atividades do dia-a-dia com algum de seus colegas de


banda?

Ao observar as respostas, entendemos que os componentes da banda se dão


bem em sua convivência de trabalho. Percebe-se que existe interação, porém os
mais jovens se encontram mais, pois existe uma parcela que se encontra em
outros espaços com mais jovens. Já os alunos do bacharelado/professor se
encontram na padaria, outros locais de divertimento ou quando vão tocar juntos
em uma festa. Dourado e Prandini (2001), dizem que o desenvolvimento da
pessoa se dá de forma integralizada em diferentes aspectos que sugerem o
79

desenvolvimento afetivo, cognitivo e motor, ligados necessariamente ao seu


caráter social, ou seja, o meio onde se observa esta socialização é determinante
ao seu desenvolvimento pleno e constante:

A ênfase é para a integração -- Entre o organismo e meio e entre as


dimensões: cognitiva, afetiva e motora na constituição da pessoa. A
pessoa é vista como o conjunto funcional resultante de integralização de
suas dimensões, cujo desenvolvimento se dá na interação de seu
aparato orgânico com o meio, predominantemente o social. (DOURADO;
PRANDINI, 2001, p.1)

Sim, é comum freqüentarmos espaços culturais, restaurantes e outros


ambientes com colegas, além de trabalhos extras, como participação em
casamentos e outras festas.

Não, temos contato apenas durante as atividades da Orquestra Jovem


da FAMES. Somente o diálogo via redes sociais (curso de formação
musical, 18 anos, 9 meses).

Como você percebe a sua contribuição para a banda?

Pra mim tudo que desenvolvo para a banda é mais que uma
responsabilidade. Trabalhamos com um grupo heterogêneo onde
professores, alunos e técnicos dividem funções. Os desafios partem
desde a organização dos ensaios até a escolha do repertório. A minha
função é cuidar da “saúde” intelectual e técnica do grupo. Sei que há
muito por caminhar, tenho tentado contribuir para que o ambiente seja
extremamente agradável e, sobretudo, para que os músicos se sintam
valorizados através das nossas escolhas (maestro, 6 anos na banda).

Nesta pergunta também os mais jovens foram econômicos nas respostas,


exemplo: positiva, boa, sim, quando eu toco, como parte de um todo.

O simples fato de cada um estar nos ensaios e mantendo o ritmo de


estudos, já é uma contribuição. Dedico-me às peças propostas, e dessa
forma, eu percebo que dou a minha contribuição (curso de formação
musical, 18 anos, 09 meses).

Procuro fazer o meu trabalho musical dentro da banda, e creio que isto
também possa influenciar novos alunos (professor, 36 anos, 5 anos).
80

Como você percebe a contribuição da banda na vida de seus colegas?

Quando assumi a função de regente do grupo me deparei com músicos


com várias vivências, entretanto, a vivência da prática de banda ainda
era uma lacuna a ser preenchida. Hoje é possível encontrar muitos ex-
alunos que tiveram a sua primeira experiência de performance coletiva
através da banda sinfônica. Muito desses ocupam cargos em orquestras
do estado e até mesmo no país. Acredito que quando um profissional se
enquadra no mercado de trabalho, sobretudo em atividades semelhantes
às desenvolvidas na faculdade, é o momento em que constamos a
eficácia das metodologias e ações tomadas durante o processo de
formação. Neste sentido, vejo a Banda Sinfônica da Fames como um
dos pilares em agregar conhecimento e prática aos alunos de
bacharelado e licenciatura da Fames (maestro).

Oferece, acima de tudo, aprendizado, disciplina, respeito e seriedade


(curso de formação musical, 18 anos, 9 meses).

A mesma que a minha (curso de formação musical, 21 anos, 3 anos e


meio).

Quando as pessoas falam bem da banda(curso de formação musical, 18


anos, 7 meses).

A banda funciona como um grupo que afirma relações humanas em caráter de


convivência, as razões coletivas do grupo, seus interesses e suas contradições de
caráter comum. Mas também funcionam para elevar a auto-estima e a
fomentação de novas amizades em função desta atividade, em que as viagens
para apresentações e atividades comuns como o ensaio seriam são espaços de
convivência e interação. Todos percebem a responsabilidade de fazer bem a sua
parte. Tocar em grupo significa se despojar da sua vaidade, sempre pensando o
bem comum. É preciso estar atento ao outro para não desafinar, não sair do tom.

.
81

(CONCLUSÃO) Contribuições na formação social dos alunos, diversificação de repertório


e cultural para a sociedade - depoimentos

Relação da banda com as expectativas para o futuro

A influência provocada por essa passagem na banda fica evidente em relação aos
planos para o futuro dos mais jovens. Em relação aos alunos de bacharelado, professores e
maestros, técnicos, estes já estão com suas decisões tomadas em relação a continuar na
música. Se algo irá acontecer e mudar esse quadro, não será para todos, pois as respostas
foram muito seguras. Está presente nos seus discursos a intenção de exercer atividades
posteriores relacionadas ao trabalho no segmento da música. Este pensamento esta em
comum acordo com as palavras de Forquin citadas por Campos onde se entende que
cultura nestes temos é: Conjunto de traços característicos de modo de vida de uma
sociedade, de uma comunidade ou de um grupo, ai compreendidos os aspectos que se
podem considerar como os mais cotidianos, os triviais ou os mais inconfessáveis.
(FORQUIN apud CAMPOS, 2004, p.31).

A atividade artística é parte do cotidiano dos participantes da banda, portanto, parte


de seus costumes, repercutindo em toda vida, mesmo que não a exerça mais adiante.

A Banda Sinfônica da FAMES contribui para melhoria da qualidade na formação


sociocultural dos alunos que dela fazem parte, qualificar o valor que os alunos integrantes
da banda atribuem a esta atividade artístico-musical, avaliar como os demais projetos
foram desenvolvidos a partir desse, compreender a contribuição do professor, inserido
junto ao aluno para as atividades práticas coletiva, e por fim, entender se houve melhorias
no âmbito acadêmico da Fames e no cenário da música de concerto capixaba em função
destas atividades.

Ao iniciar esta pesquisa várias dúvidas vieram à tona e se transformaram em


hipóteses que começam a ser respondidas nessas considerações. Isto porque o ensino de
música desenvolvido a partir da criação de bandas contribui para melhoria da qualidade na
82

formação sociocultural dos alunos, pois agrega valor para os alunos integrantes da banda;
através da melhoria nas relações interpessoais. Mesmo em um grupo tão homogêneo, as
pessoas conseguem interagir e constituir relações interpessoais. Conforme já dito, esse é
um mercado restrito, então todos se conhecem, mesmo que não saiam juntos, vivem se
encontrando, conversando, socializando. Pelo fato de fazerem um trabalho coletivo, onde
um precisa cuidar do outro para que o espetáculo ocorra, existe um cuidado com outro.

Em relação à importância da Fames no contexto educacional musical do estado,


pode-se dizer tranquilamente que esse papel é fundamental, pois a Fames é a única escola
que tem cursos para nível médio na área musical, portanto, a fames seria como voltar ao
caos de 1800. Essa pesquisa também tentou mostrar como é importante a figura do
professor de instrumento, seu comportamento e suas pedagogias. O mestre representa o
professor no ensino da música na filarmônica e, segundo Granja (1984, p. 99), “é o
maestro quem faz a banda”. Elliott (1995, p. 309) diz haver a necessidade de uma
formação abrangente que prepare os estudantes para todos os momentos da vida como
músicos e indivíduos. Para esse autor: os programas das escolas de música são também
um caminho pelo qual os estudantes podem adquirir identidade própria, autorrespeito e
senso de tolerância para com eles e com os outros. Por isso, a importância de que o aluno
desde o ensino básico até a licenciatura comece a ter a prática do instrumento musical.

A partir do estudo dos saberes discutido por Tardif (2002) e das pesquisas na área
de educação musical, pude concluir que o desenvolvimento do trabalho do professor em
geral (e de música em particular), depende da união de diversos saberes que perpassam a
formação deste professor, seus conhecimentos sobre a disciplina que está ministrando, os
objetivos que deseja alcançar com determinados conteúdos e sua experiência profissional.
Nenhum destes saberes é independente dos outros, mas sim complementares. O professor
deve estar a cada dia se construindo, aperfeiçoando sua prática pedagógica e melhorando
seu desempenho e, consequentemente, o desenvolvimento dos seus alunos. Portanto, não é
suficiente que o professor de música saiba muito sobre conteúdos musicais e um pouco
sobre pedagogia e educação; é preciso que haja um equilíbrio de conhecimentos e de
saberes que vão além do que é aprendido nos cursos de formação para professores e chega
até o dia-a-dia do professor, fazendo-o refletir sobre sua prática e buscar novas alternativas
de ensino de acordo com a realidade na qual atua.

Com a criação da banda experimental e orquestra jovem de sopros e,


83

consequentemente, dispondo de mais concertos (ou até mesmo o contato pré-acadêmico!)


possibilitou a participação da comunidade externa. É pertinente relatar que as experiências
vividas academicamente (naturalmente constituinte na formação de cada membro deste
programa) possibilitou um retorno ao meio de “onde viemos” para fornecer a áreas
descentralizadas novas possibilidades metodológicas neste campo representada aqui pelo
de capacitação de mestres e músicos de banda.

Os últimos anos tem sido frutíferos para a Faculdade Música do estado do


Espírito Santo, pois é através dela que vem sendo desenvolvida a profissionalização de
músicos e professores no estado, considerando em suas ações a produção científica, o
compartilhar de experiências aliadas à articulação de discussões sobre a necessidade do
fortalecimento de intervenções que norteiam o ensino de Música, já que este se tornou
obrigatório no ensino fundamental. A realização de eventos anuais, a capacitação
regionalizada, entre outras ações demonstra as inúmeras possibilidades didáticas que
podem ser apresentadas como espaços de atuação para quem deseja lecionar e sobreviver
da música.

DISCORRER SOBRE A NECESSIDADE DE CRIAÇÃO DE UMA BANDA


PROFISSIONAL.(GRIFO DUDU)
84

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