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Plantas Medicinais
1. Introdução
A utilização das plantas como medicamento provavelmente seja tão antiga
quanto o aparecimento do próprio homem. O poder curativo das plantas é conhecido
desde a antiguidade. Ainda hoje, a medicina moderna continua buscando nas plantas o
poder para curar antigos males que ainda perturbam a humanidade.

Embora o uso das ervas medicinais tenha sido bastante difundo nestas últimas
décadas, seu potencial poderia ser bem mais explorado. É possível reduzir o consumo
de medicamentos industrializados, fazendo o uso correto das plantas medicinais.

2. As plantas medicinais
2.1 – Obtenção das plantas medicinais

As plantas medicinais podem ser adquiridas nas casas de ervas ou podem ser
coletadas no campo, sejam silvestres ou cultivadas em jardins ou hortos.

2.2 – Plantas medicinais cultivadas em canteiros

As plantas medicinais, por possuírem ciclo curto, podem ser tratadas como as
hortaliças.

Para cultivá-las em canteiros, estes deverão possuir 1 m de largura e


comprimento variável, tendo uma distância de 50 cm entre eles, com a finalidade de
possibilitar a movimentação.

O espaçamento utilizado normalmente é de 20 cm entre as plantas de espécies de


porte baixo e de 30 cm entre sulcos. Para plantas mais altas, que atinjam 1 m de altura,
deve-se usar 35 cm entre as plantas e 50 cm entre as linhas. Para as plantas que chegam
a 2 m de altura, usar 50 cm entre as mesmas e 70 cm entre sulcos.

Os canteiros são normalmente utilizados para plantas de pequeno porte e anuais.

2.3-Plantas medicinais cultivadas em vasos ou floreiras.

Nos vasos, ou nas floreiras podem ser plantados sementes ou mudas de plantas
medicinais.

Existem vasos e floreiras de todas as formas, tamanhos e tipos de material.


Quando se trata plantas individuais, o mais fácil e prático é provavelmente plantá-las
em vasos.
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Conforme o tipo de material da qual é feita o futuro vaso ou jardineira, torna-se


necessário um pequeno tratamento prévio. Seja para assegurar que eles tenham uma
vida útil mais longa, seja para possibilitar às plantas melhores condições de cultivo:

 Vasos de barro que nunca foram usados devem ser mergulhados em água por 24
horas, para evitar que absorvam a umidade do solo.
 Materiais como xaxim e coxim (fibra de coco) também devem ser previamente
encharcados, do contrário tenderão a ficar ressecados.
 Vasos de metal, em princípio, não deveriam ficar em contato direto com a terra,
Se isso ocorrer, a tendência natural é que venham a enferrujar. Portanto, o
melhor seria forrá-los internamente com um saco plástico e só depois colocar a
terra.
 Plásticos, fibras de vidro para vasos, fibrocimento e cimento são materiais que
não requerem nenhum tratamento antes do plantio.
 Vasos ou jardineiras de madeira exigem sempre impermeabilização, com
selador, antes de ser pintada com verniz.

Todos os vasos ou jardineiras precisam ter buracos de drenagem e (exceto os


cestos) uma camada de cascalho, perlite ou cacos partidos no fundo, para não haver
excesso de água, devendo ser cheios com uma boa mistura de terra.

Pode fazer-se esta mistura com uma parte de terra comum de jardim, uma parte
de esterco ou composto orgânico e uma parte de areia grossa de construção.

Devem cultivar-se com maior abundância as plantas que são utilizadas com mais
freqüência.

Num vaso podem plantar manjericão ou manjerona. Quanto ao coentro e salsa é


melhor partilharem outro vaso, pois todas estas gostam de lugares iluminados, mas onde
o sol não bata contentemente, dando-se melhor com um meio um pouco mais fresco e
molhado do que o primeiro.

Também há muitas variedades de hortelã que podem ser cultivadas no mesmo


vaso, pois todas apreciam um solo moderadamente molhado e tendem a dispersar as
raízes.

Já o alecrim, a sálvia, a alfazema devem ser cultivadas sozinhas.

No cuidado dispensado às plantas, as regas constituem uma das coisas mais


importantes. Nem água demais, nem de menos, o melhor é verificar a umidade do solo
todos os dias no verão, de 3 em 3 dias na primavera e no outono, enquanto que no
inverno, apenas uma vez por semana é o suficiente.

A adubação do solo deve ser feita de seis em seis meses, incorporando à terra
composto orgânico ou esterco de gado curtido.

No caso de aparecerem pragas como pulgões, cochonilhas, tripes nas plantas use
o inseticida caseiro que é constituído de: 35 g de fumo de corda picado bem fino, 26 g
de sabão de potássio neutro em pó e 50 ml de álcool, diluídos em 8 litros de água.
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2.4 – Plantas medicinais coletadas no campo

Ao coletar as plantas medicinais no campo é necessário saber que os vegetais


das quais se utilizam:

a) as folhas devem geralmente, ser recolhidas antes da floração;

b) as flores ou as sumidades floridas devem ser recolhidas no início da


floração;

c) os frutos devem ser colhidos no início da maturação;

d) as raízes devem ser retiradas do solo quando o talo murcha, ou no


começo da primavera, antes que haja rebrotado.

Na coleta das plantas medicinais é preciso tomar algumas precauções, que são:

 Não devem ser coletadas plantas encontradas próximas de rodovias e


plantações, pois estas podem apresentar danificações provocadas pelos gases
liberados dos escapamentos dos automóveis e, no segundo caso, podem estar
impregnadas com produtos químicos utilizados como adubos ou inseticidas;
 É necessário tomar cuidado para que as plantas que se colete não se sujem
mutuamente com a terra;
 Fazer desde o momento da coleta, a triagem dos fragmentos que possam
proceder de outras plantas;
 Não coletar plantas ou partes de plantas que estejam rigorosamente limpas.
Vigiar particularmente as deposições de animais;
 Selecionar somente plantas sãs, sem manchas e não atacadas por insetos;
 Evitar as que se encontram nas proximidades de fungos;
 Não comprimi-las para que não murche o que as faria perder uma boa parte de
seu aroma;
 Preparar para a dessecação o mais rápido possível, para evitar que apareçam
bolores ou fermentações.

3 – Processamentos das plantas medicinais


Após a obtenção das plantas medicinais, normalmente o material pode seguir
três caminhos: uso direto do material fresco, extração de substâncias ativas ou
aromáticas do material fresco e secagem do material fresco. Este último destino é o que
requer mais atenção, por preservar os materiais, possibilitando o uso das plantas a
qualquer tempo, dentro dos prazos normais de conservação.

Antes de submeter às plantas à secagem, devem-se adotar alguns procedimentos


básicos para se obter um produto de boa qualidade, independente do método a ser
empregado. São eles:

 Não lavar as plantas antes da secagem, exceto no caso de determinados rizomas


e raízes;
 Deve-se separar a plantas se espécies diferentes;
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 As plantas colhidas e transportadas ao local de secagem não devem receber


raios solares;
 Antes de submeter as plantas à secagem, deve-se fazer a eliminação de
elementos estranhos (terra, pedras, outras plantas, etc.) e partes que estejam em
condições indesejáveis (manchadas, danificadas, descoloridas, etc.);
 As plantas colhidas inteiras devem ter cada parte (folhas, flores, sementes,
frutos e raízes) seca em separado e conservada em recipientes individuais;

A secagem pode ser conduzida em condições ambientais ou com o uso de


estufas, secadores, etc.

A secagem natural é um processo lento e deve ser conduzido à sombra, em local


ventilado, protegido de poeira e do ataque de insetos e outros animais. Esse processo de
uso doméstico é recomendado para regiões que apresentam condições climáticas
favoráveis, relacionadas principalmente com a ventilação.

Nesse processo, deve-se espalhar o material a ser seco em camadas finas,


permitindo assim a circulação de ar entre as partes vegetais e uma secagem mais
uniforme. Para isto podem ser utilizadas bandejas com fundo de tela plástica fina, aço
inoxidável ou tecido com características semelhantes.

Outra maneira prática consiste em espalhar em camada fina o material em uma


mesa ou bancada forradas com papel, em ambiente abrigado do sol e com ventilação.

A secagem artificial de plantas medicinais é fundamentada no aumento da


capacidade do ar de retirar a umidade da planta. Assim, utilizam-se métodos que elevam
a temperatura e promovem a ventilação ou simplesmente reduzem a umidade relativa do
ar. O aumento da temperatura vai também reduzir a umidade relativa do ar, enquanto a
ventilação vai facilitar a homogeneização do ar de secagem em toda a massa de plantas
secagem. A temperatura utilizada varia de 35 a 45ºC. Temperaturas acima de 45ºC
danificam os órgãos vegetais e seus conteúdos, pois proporcionam "cocção" das plantas
e não uma secagem, apesar de inativarem maior quantidade de enzimas, A secagem
artificial origina material de melhor qualidade por aumentar a rapidez do processo. A
secagem artificial origina material de melhor qualidade por aumentar a rapidez do
processo.

4 – Manipulação das plantas medicinais

Alguns procedimentos para utilização das plantas medicinais:

1-Cataplasmas

Preparações para uso externo, de consistência mole e compostas de pós ou


farinhas diluídas em água, cozimentos, infusões, vinho ou leite. São preparados a quente
ou, muito raramente, a frio.

É obtido por diversas formas:


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 Amassar as ervas frescas e bem limpas e aplicá-las diretamente sobre a parte


afetada ou envolvidas em um pano fino ou gaze;
 Reduzi-las em pó, misturá-las em água, chá ou outras preparações e aplicá-las
envoltas em pano fino sobre as partes afetadas;
 Pode-se ainda, utilizar farinha de mandioca ou fubá de milho e água, geralmente
quente, com a planta fresca ou seca triturada.

2- Contusão

Consiste em colocar a substância dentro de um gral e fazer com que atue sobre
ela a mão ou pilão perpendicularmente, com bastante força, para destruir a coesão das
moléculas. A sustância deve obter a consistência de pó ou pasta.

3 - Decocção

É a fervura da substância, para dissolvê-la pela ação prolongada da água e do


calor. Utilizada, sobretudo no caso das sementes de cereais, a decocção pode ser leve ou
branda, carregada ou concentrada, conforme sua duração (de apenas alguns minutos a
várias horas) e a saturação do líquido empregado.

4 - Inalação

Na inalação é utilizada a combinação de vapor de água com sustâncias voláteis


das plantas aromáticas. Para direcionar o vapor é utilizado um cone de papelão colocado
sobre com a base maior voltada para o recipiente e a base menor voltada para cima.

Normalmente esse processo é recomendado para problemas respiratórios.

5 - Infusão

Esse processo é indicado particularmente para as plantas aromáticas.

A substância é colocada numa vasilha, que depois recebe água fervente e


posteriormente é tampada. Após descansar por certo tempo, a mistura é coada. O tempo
de infusão varia de 10 a 15 minutos (para folhas ou flores) há várias horas (no caso de
raízes).

6 - Filtração

Seu objetivo é separar o líquido (solução, sumo, tisanas, tinturas, azeites,


xarope) de certas partículas que se encontra em suspensão. Quando não se exige uma
perfeita transparência do líquido, substitui-se a filtração pela coadura. Para a primeira
utiliza-se papel de filtro e na segunda, empregam-se tecidos de lã, pedaços de algodão.

7 - Maceração

Neste processo, a substância vegetal é deixada em contato com o veículo


(líquido usado para dissolver o princípio ativo, como por exemplo: álcool, óleo, água ou
outro líquido extrator), em temperatura ambiente. O período de maceração depende do
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material a ser utilizado. Folhas, flores e outras partes tenras são picadas e ficam
macerando por 10 a 12 horas, enquanto partes mais dura ficam macerando por 18 a 24
horas. Embora lenta, a maceração é um método excelente para obter o princípio ativo
em toda sua integridade.

8 - Sucos

É um processo para ser utilizado imediatamente. Na preparação são utilizados


frutos moles e maduros espremidos em pano ou folhas, flores e sementes trituradas em
liquidificador ou pilão. Nesses sucos podem ser adicionada água ou não.

9 – Vinhos medicinais

São preparações que resultam da ação dissolvente do vinho sobre as substâncias


vegetais. O vinho utilizado deve ser puro, com alto teor alcoólico; tinto para dissolver
princípios tônicos ou adstringente e branco quando se deseja obter um produto
diurético.

O método para se obter vinhos medicinais é muito simples: adiciona-se 5g de


uma ou mais ervas secas, bem limpos e picados para cada 100ml de vinho e macera-se
em recipiente bem tampado e em local escuro, por um período de 10 a 15 dias, sendo
agitado uma ou duas vezes diariamente. Depois de filtrado, o produto deve ser
conservado em local arejado.

10 - Tinturas

A preparação de tinturas a partir de substâncias é um processo minucioso e


delicado que consiste em misturar partes de plantas secas e dividas em álcool de pureza
absoluta, onde o contato deverá ser mais ou menos prolongado para permitir uma
melhor extração dos princípios ativos (8 a 15 dias).

Para obter as tinturas deve-se:

a. Plantas frescas - utilizar a proporção de 50% em peso de plantas em


relação ao álcool a 92ºGL, em volume, isto é, 500g de planta fresca em 1000 ml de
álcool;
b. Plantas secas - usar a proporção de 25% em peso de plantas secas em
relação à mistura álcool-água, na proporção de sete partes de álcool a 92ºGL e três
partes de água destilada ou fervida, em volume, ou seja, 250g de plantas secas em
700ml de álcool a 92ºGL e 300 ml de água.

Após a obtenção da tintura, filtra-se e o resíduo é espremido em uma prensa,


para extrair o líquido que ainda esteja presente.

As tinturas alcoólicas conservam os princípios ativos por muitos anos e são


utilizadas em pequena quantidade para uso interno (puras ou diluídas) e externamente
em maiores quantidades (puras ou diluídas).
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11 - Tisanas

Nome genérico dado às soluções, macerações, infusões e decocções preparadas


com plantas medicinais. Quando a elas se agregam xaropes, tinturas, extratos ou outros
ingredientes, as tisanas são chamadas de poções.

12 - Torrefação

Este processo possui dois objetivos: retirar a água de certas substâncias e


submetê-las a um princípio de decomposição que modifica algumas de suas
propriedades.

O agente no processo da torrefação utilizado é o fogo. O café após a torrefação


torna-se aromático, o ruibarbo perde suas qualidades laxantes e o ópio seu princípio
viscoso.

13 – Ungüento e pomadas

Medicação imediata, podendo ser guardada por tempo determinado. É preparado


através da mistura do suco, tintura ou chá da planta medicinal com vaselina ou lanolina.

As pomadas e os ungüentos permanecem mais tempo sobre a pele, devem ser


usados a frio e renovados duas ou três vezes ao dia.

14 - Xarope

Preparação de uso mais prolongado, usado principalmente para doenças da


garganta, pulmão e brônquios. Para prepará-lo são necessários dissolver açúcar em água
e aquecer até a obtenção de ponto de fio e depois acrescentar a tintura do vegetal na
preparação.

5-Os efeitos das plantas medicinais


Abortivo: provoca a eliminação do feto

Adsorvente: elimina os gases acumulados

Anticatarral: Inibe a formação de catarro.

Antiespasmódico: evita ou alivia as cólicas e os espasmos (contrações


musculares dolorosas).

Antiflatulento: elimina os gases intestinais.

Anti-reumático: combate o reumatismo e seus sintomas.

Antitussígeno: inibe a tosse.


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Carminativo: elimina gases acumulados e favorece a digestão, diminuindo


o inchaço abdominal, a flatulência e as dores.

Catártico: o mesmo que laxante ou purgativo.

Colagogo: favorece a eliminação do conteúdo das vias biliares.

Colerético: contrai a vesícula biliar para a eliminação de seu conteúdo.

Diaforético: provoca suor.

Diurético: faz urinar mais, auxilia a eliminação de líquidos pelos rins.

Drástico: purgante enérgico.

Emenagogo: estimula a menstruação (não é o mesmo que abortivo).

Emético: provoca vômito.

Emoliente: suaviza, amolece uma inflamação.

Estomacal: ajuda a digestão no estômago.

Estomáquico: favorece as funções digestivas; tonificante do estômago.

Expectorante: elimina a mucosidade do aparelho respiratório.

Febrífugo: abaixa a febre.

Galactogogo: aumenta a secreção do leite.

Hemostático: estanca as hemorragias.

Laxante: purgante de efeito brando, que induz a evacuação de fezes moles,


não causando dor nem irritação intestinal.

Mucolítico: bloqueia a produção de muco; pode ser anticatarral.

Obstipante: prende os intestinos.

Sudorífico: o mesmo que diaforético.


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6- Plantas Medicinais, denominação e propriedades.


Na tabela estão relacionados algumas plantas medicinais, seus nomes científicos,
suas propriedades terapêuticas e o correto modo de uso.

NOME PROPRIEDADES
NOME CIENTÍFICO MODO DE USO
POPULAR TERAPÊUTICAS
Emenagogo, age
contra afecções hepáticas e
Infusão das folhas e
biliares, gota, reumatismo
Alecrim Rosmarinus officinalis ungüento (dores
e afecções bucais. Não
reumáticas)
deve ser ingerida em
excesso.
Carminativas,
Alfavaca Ocimum gratissimum Infusão de folhas.
diuréticas e sudoríferas.
Tônica, calmante,
Alfazema Lavandula officinalis Tissanas e folhas.
digestiva, antiespasmódica.
Contra verminose,
cólera, escorbuto, anti-
Alho Allium sativum Infusão de bulbos.
virótica e redutor de
colesterol.
Digestiva,
Decocção de se-
Anis Pimpinella anisum carminativo, diuré-tica e
mentes.
galactagogo.
Antiinflamatória,
tônica das circulação e
nervos. Uso externo:
Arnica Arnica montana Tinturas de folhas.
Contusões e hemato-mas.
Uso interno: Sob
orientação médica.
Emenagogo, alivia
dores intestinais e
reumáticas, abor-tiva, é
Infusão de folhas e
antiinflamatória para os
Arruda Ruta graveolens compressas (in-
olhos (uso externo), vaso
flamação ocular)
constritor e venenosa. Não
usá-la internamente, só
externamente.
Expectorante e
Assa-peixe Vernonia polyanthes Infusão de folhas
hemostático
Adstringente,
Stryphnodendron Infusão de cascas e
Barbatimão antihemorrági-co,
barbadetiman ungüento
hipoglicemiante e tônico
Bardana Articum lappa Diurética, Infusão de raízes.
depurativa, antidia-bética,
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diaforética, emoliente,
antiinflamatória e
analgésica.
Desintoxicante do
Infusão de folhas e
fígado, diurético,
Boldo Vernonia condensata maceração (abrir o
antidiarréico e estimulante
apetite).
do apetite
Sedativa; digestiva;
antiinfla-matória;
Camomila Matricaria chamomilla antialérgica; analgé-sica e Infusão de flores.
contra cólicas estoma-cais,
intestinais e menstruais.
Digestiva,
Canela-da-china Cinnamomu cassia Decocção
sudorífera e diafo-rética
Digestiva,
calmante, febrífu-go, Infusão de folhas e
Capim -limão Cymbopogon citratus
contra dores musculares e rizomas.
diaforético
Vermífuga,
diurética, expecto-rante,
Cebola Allium cepa Infusão de bulbos.
digestiva, redutora de
colesterol e anti-séptica.
Vermífuga,
diurética, expecto-rante,
Cebolinha Allium fistulosum Infusão de bulbos.
digestiva, redutora de
colesterol e anti-séptica.
Causticar calos e
verrugas, ação sedativa
local (externa) e contra
Cataplasma de fo-
Celidônia Chelidonium majus problemas hepáticos
lhas
(planta tóxica que apenas
deve ser ingerida sob
orientação médica)
Somente para uso Cataplasma e un-
Centela Asiática Centella asiatica
externo: Contra celulite. güento de folhas.
Descongestionante Compresssas de
Cinerária Senecio cineraria
e antiinfla-matório ocular. folhas e flores.
Infusão de folhas e
Digestivo. Tóxico
Coentro Coriandrum sativum decocção de se-
em grande quantidade.
mentes.
Carminativo e Decocção de se-
Cominho Cuminum cyminum
digestivo. mentes.
Tratamento de Presente em remé-
Dedaleira Digitalis purpurea
doenças cardía-cas. dios alopáticos
Embaúba Cecropia glaziovix Contra bronquite, Infusão de folhas e
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tosse, hipo-tensor e
raízes.
diurético.
Diurético,
antidiabético e auxilia no
Estévia Stevia rebaudiana tratamento contra o Infusão de folhas
obessidade (substitui o
açúcar de cana)
Digestiva, calmante Infusão e tinturas de
Erva-cidreira Melissa officinalis
relaxante. folhas e flores.
Anti-séptico,
sudorífero, ex-pectorante, Infusão e xarope de
Eucalipto Eucalyptus globulus
febrífugo e desin-fetante folhas
(óleo essencial).
Emoliente, contra Infusão, sucos (úl-
Bryophyllum úlceras e gastrites, ceras e gastrites),
Fortuna
calycimum cicatrizante e anti- cataplasma de fo-
inflamatório local. lhas.
Anti-séptico,
Gengibre Zingiber officinale Infusão de rizo-mas.
estimulante do estômago.
Cicatrizante, anti-
séptica, con- tra aftas, Infusão, cataplas-
Guaçatonga Casearia sylvestris sapinhos, herpes, úlceras, mas e tinturas de
feridas, eczemas e picadas folhas.
de insetos.
Expectorante,
Infusão e xarope de
Guaco Mikania glomerata antiasmático, febrífugo,
folhas.
sudorífero.
Estimulante físico e
Tintura, xarope de
Guaraná Paullinia cupana psíquico, diurético e contra
sementes.
enxaqueca.
Antiinflamtória,
Infusão de folhas e
Guiné Petiveria alliacea analgésica e bactericida.
raízes.
Altamente tóxica.
Infusão e tintura de
Jaborandi Pilocarpus microphyllus Tônico capilar.
folhas.
Frutos: contra
problemas do fígado,
Maceração de
estômago e baço; folhas:
Jurubeba Solanum paniculatum folhas, frutos e
cicatrizante; raízes: tônico
raízes.
do sistema digestivo e
contra anemia.
Digestiva, digestiva
Maceração de
Losna Aretemisia absinthum e vermí-fuga. Em altas
folhas.
doses é tóxica.
Louro Laurus nobilis Emenagogo, Infusão de folhas.
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digestivo e anti-flatulento.
Diurética, Infusão de folhas e
Malva Malva silvestris
emoliente e expec-torante. flores.
Tônico e
Manjericão Ocimum basilicum Infusão de folhas.
antisséptico.
Digestivo, estimula
Manjerona Origanum majorona Infusão de folhas.
o apetite e anti-séptico.
Cicatrizante de
feridas na pele, contra
Infusão de folhas e
Mil-folhas Achillea millefolium úlceras, varizes,
flores.
hemorróidas e cólicas
mens-truais.
Digestiva, contra
anemia e diarréia crônica. Decocção de
Noz-moscada Myristica fragans
Em grandes quantidades é sementes.
narcótica.
Emolientes e Cataplasma de
Orégano Origanum vulgare
digestivo. folhas.
Hipoglicemiante,
Pata-de-vaca Bauhinia forficata Infusão de folhas.
diurética e antidiarréica.
Tônico geral,
estimula o apetite e reduz Infusão do pó das
Pfaffia Pfaffia iresinoides
os tremores nas pessoas raízes.
idosas.
Diurética e rica em Infusão e suco de
Salsa Apium petroselinum
vitaminas A, B e C. folhas.
Estimulante da
Sálvia Salvia officinalis digestão, adstringente e Infusão de folhas.
tônica.
Anti-séptico e
Tomilho Thymus vulgaris Infusão de folhas.
digestivo.
Regulador das
funções digestivas, Maceração e infusão
Zedoária Curcuma zedoaria
hepáticas e renal, atua no de rizomas.
colesterol.

7- Conceitos finais
È importante observar alguns conceitos para o uso das plantas medicinais.

1º - SABER ONDE COLETAR: Não colete plantas nas beiras de rios, córregos
poluídos, esgotos, nem das margens das estradas.

2º - SABER COMO COLETAR: Quando for coletar folhas de uma planta, não retire
todas as folhas de um galho, é através delas que a planta absorve os raios solares;
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despreze as folhas que apresentem furadas por insetos, mofadas ou com outras
contaminações. As cascas devem ser retiradas em pequenos pedaços, apenas de um dos
lados da planta, pois ao se circundar o caule, pode causar a sua morte.

3º - SABER QUANDO COLETAR: As melhores horas para efetuar a coleta são as da


manhã, logo após a total secagem do orvalho, e as horas do fim da tarde em dias
ensolarados.

4º - SABER COMO SECAR E CONSERVAR: Flores e folhas devem ser colocadas à


sombra para secar em local ventilado, limpo e em camadas finas, para evitar que
somente as de cima fiquem secas. Três a cinco dias são suficientes. Outro método é
pendurar os galhos de flores e folhas em um varal, até que sequem. As cascas devem ser
lavadas com água corrente ligeiramente raspadas para retirar a superfície impregnada de
poeira, lodo ou insetos e depois devem ser colocadas ao sol para secar. Raízes devem
ser lavadas e colocadas para secar. Sugere-se que o estoque seja renovado a cada três ou
seis meses.

5º - SABER A PARTE DA PLANTA A SER UTILIZADA: É preciso conhecer a planta


e saber quais as partes que são utilizadas: raiz, entrecasca, folhas, planta inteira, frutos e
sementes. Ex.: Enquanto que o jerimum (Cucurbita pepo L.) usa-se as sementes, a
quebra-pedra (Phyllanthus niruri L.) usa-se a planta inteira.

6º - SABER COMO PREPARAR: Existem diferentes métodos de preparar as plantas


como remédios. Por exemplo: Infusão, decocção, etc. Evite o uso de vasilhas de ferro,
alumínio, cobre ou plástico; dê preferência a vasilha de vidro (que possa ser levada ao
fogo), porcelana ou barro. É importante também saber a quantidade da planta a usar no
preparo.

7º - SABER COMO USAR: Esteja atento da hora de usar as plantas, observando se a


indicação é para uso interno (ingestão), ou externo (uso local). Muitas plantas como o
confrei (Symphytum officinale L.) não deve ser ingerido, somente usado em aplicações
como cicatrizante.

8º - SABER QUANTO USAR: É importante saber quanto se deve tomar de um remédio


a base de plantas. Não se pode abusar da dosagem.

9º - SABER DA TOXICIDADE DA PLANTA: Uma planta pode ser ora medicinal, ora
tóxica dependendo de quem toma, de quanto toma, e como toma:

- as crianças e os idosos são mais susceptíveis à intoxicação, por isso, deve-se ter muito
mais cuidado com a dose;

- deve-se evitar chás durante a gestação; muitas plantas têm efeito abortivo e
teratogênicos como o quebra pedra (Phyllanthus niruri L.) , capim santo (Cymbopogon
citratus DC Stapf ).

- deve-se evitar chás em crianças que estejam em aleitamento materno até os 6 meses de
idade.
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Lembre-se também que existem plantas, que mesmo em pequenas quantidades, são
potencialmente venenosas como a espirradeira (Nerium oleander L.) e comigo-
ninguém-pode (Dieffenbachia picta Schot). É aconselhado tomar conhecimento de
plantas tóxicas.

10 º - SABER IDENTIFICAR: Muito cuidado quando se indica uma planta ou se passa


uma receita num livro onde não há o desenho ou o nome em latim, isto porque, pode
haver uma grande confusão, pois o nome popular varia de um lugar para outro;
exemplo: erva-cidreira que no sul do país é conhecida como capim santo, aqui no
nordeste é o Cymbopogon citratus DC Stapf. Dê preferência a plantas frescas escolhidas
corretamente de locais de cultivo do próprio usuário; plantas secas somente devem ser
usadas quando for adquirida de fonte responsável e segura.

8- Referência Bibliográfica
SOSSAE,Flávia Cristina
,http://educar.sc.usp.br/biologia/prociencias/medicinais.html, acesso em 17/02/2011 as
14:52 h.

MORGAN, R.Enciclopédia das Ervas e Plantas Medicinais. São


Paulo. Hemus ed.. 555 p., 1994.

VEGETARIANOS,Alegres.http://www.alegresvegetarianos.com/uso_de_plantas_medi
cinais.htm, acesso em 17/05/2011 as 13:05 h.

JARDINAGEM, Dicas, Boletim “De volta as Raízes”. Acessado em


http://www.dicasdejardinagem.com.br/ntc/default.asp?Cod=93, acessado em
17/05/2011 as 15:07 h.

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