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JEJUM – O que é e o que não é? Para quê serve e para quê não serve? Posso ou não posso?

Devo
fazer ou não devo fazer? A Bíblia ensina sobre o jejum ou não diz nada?
(ministrado na Escola Bíblica Dominical da Igreja Evangélica Apostólica Missão Urgente)

1. Significado da palavra:
a) Wikipedia: “é uma palavra usada de formas variadas quando alguém opta por diminuir sua dieta
alimentícia o mais próximo do zero, idealmente atingindo o zero, por um período de tempo,
geralmente pré-determinado”.
b) Dicionário Michaelis: 1 Abstinência ou redução de alimentos em certos dias por penitência ou por
preceito eclesiástico. 2 Abstenção, privação. 3 O mesmo que jejum natural.

2. Aplicações:
a) Medicinal: quando, por orientação médica, deve-se abster de certos alimentos, ou então abster-
se totalmente de alimentos por um período para realizar certos exames clínicos.
b) Estética: para abster-se de alimentos prejudiciais à boa forma estética, para redução de peso,
para reeducação alimentar.
c) Religiosa: diversas religiões aplicam o jejum para fins espirituais, para penitência, para
purificação ritual, etc.

3. O jejum bíblico:
a) Jejum ritual: para observância da Lei (Lv 16.29,31; 23.26-32)
b) Jejum ocasional: devido a um acontecimento (Morte de algum líder – I Sm 31.13; II Sm 1.12.
Tristeza por algum fato pessoal – II Sm 12.16; I Rs 21.27; Ne 1.4; Dn 6.18; Ameaça nacional – II Cr
20.3; Et 4.3).
c) Jejum devocional ou espontâneo: para fins espirituais. Diz o site da Portas Abertas que “...O
jejum bíblico é, na verdade, um exercício de relacionamento. Um relacionamento com Deus, com a
Trindade Santa. O jejum nos ajuda no desprendimento dos ídolos em vez de estimulá-los. O jejum
nos desliga do poder da comida, por algum tempo, para um exercício - o exercício da presença de
Deus. Obviamente que exercitar a presença de Deus deve ocorrer em todo o tempo, e não somente
nos jejuns. Todavia a disciplina ajuda na concentração, nos treina no foco, que é Deus e seu Reino”.
Por exemplo, para exercício da humildade, colocando Deus como nosso guia (Ed 8.21-23); para
voltar os nossos corações a Deus (Jl 1.14); para humildade e arrependimento ( Jn 3.5); o jejum faz
parte do culto e da adoração a Deus (Lc 2.37); para receber direção quanto a ordenação e
separação para o ministério (At 13.2; 14,23).

4. Considerações finais:
a) Existe o jejum parcial, que é abstenção de alimentos, porém sem abster-se da água (por
exemplo, crê-se que Jesus praticou por 40 dias esse tipo de jejum, conforme Mt 4.2).
b) Outro tipo é o jejum total, de alimentos e líquidos (exemplos: Ester em Et 4.16, Paulo em At 9.9).
c) Jejum não é greve de fome (para fins políticos), nem dieta evangélica (para fins estéticos).
d) Devemos considerar que Daniel não praticou o jejum em Dn 1.8, pois não era ritualmente a
prática do povo judeu. Conforme o contexto, foi uma decisão dele e de seus amigos NÃO SE
CONTAMINAR, e isso incluía a abstenção do manjar oferecido pela Babilônia.
e) Jesus afirma que existem vitórias contra o inimigo que só se conseguem mediante oração e jejum
(Mc 9.29).
f) Precisamos verificar as advertências da Palavra de Deus quanto ao jejum, por exemplo, quanto
ao propósito (Is 58), para quem é feito (Zc 7.5), à intenção (Mt 6.16-18), à autopromoção diante de
Deus (Lc 18.12). O jejum deve ser feito em silêncio, e não propagandeado.
g) No site da Igreja Batista da Lagoinha: “O jejum em grupo pode ser uma coisa maravilhosa e
poderosa, contanto que haja um povo preparado e unânime nessas questões. Igrejas ou outros
grupos que enfrentam sérios problemas poderiam ser substancialmente beneficiados mediante
oração e jejum de grupo unificado. Quando um número suficiente de pessoas entende corretamente
do que se trata, as convocações nacionais à oração e jejum podem, também, ter resultados
benéficos. Em 1756, o rei da Inglaterra convocou um dia de solene oração e jejum por causa de
uma ameaça de invasão por parte dos franceses. João Wesley registrou este fato em seu Diário, no
dia 6 de fevereiro: “O dia de jejum foi um dia glorioso, tal como Londres raramente tem visto desde
a Restauração. Cada igreja da cidade estava mais do que lotada, e uma solene gravidade
estampava-se em cada rosto. Certamente Deus ouve a oração, e haverá um alongamento da nossa
tranquilidade”. Em nota ao pé da página, ele escreveu: “A humildade transformou-se em regozijo
nacional porque a ameaça da invasão dos franceses foi impedida”.

Contato: flavioboc@yahoo.com.br