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Acadêmica: Leticia Perin Pieri

Curso de Psicologia- 7° fase

Resumo do artigo: A Escuta Psicanalítica e a Educação

O artigo em questão é intitulado; A Escuta Psicanalítica e a Educação, da autora


Alice Beatriz B. Izique Bastos, o mesmo busca apresentar conceitos a respeito da escuta
no que diz respeito às teorias de Freud, assim como a escuta psicanalítica na educação,
onde a mesma se mostra essencial, porém, com poucos estudos e também pontuações a
respeito do ouvir e do escutar, que possuem diferenças substanciais entre seus objetivos
e definições.
Segundo Freud, é necessário que ao praticar a escuta, o profissional não
direcione sua atenção em nenhum ponto especifico do relato de seu paciente, sua
atenção ficaria suspensa, dessa forma o profissional conseguiria tem atenção em tudo
que lhe é dito. Freud afirmou que realizar a escuta dos pacientes é essencial no processo
de tratamento, tanto para a área da saúde quanto educação.
O artigo retoma algumas informações da carreira de Freud, em um de seus
atendimentos uma paciente pediu para que a escutasse e parasse de falar, tudo isso
implica na importância da escuta e da atenção ao paciente e suas falas, realmente estar
ali para escutá-lo. O artigo ainda traz a ideia de que com atenção e curiosidade durante a
escuta, o profissional pode intervir em momentos inesperados principalmente pelo
paciente, levando consequentemente a descoberta de novos dados, podendo inclusive
surpreender o próprio paciente, levando o mesmo a descobrir uma nova perspectiva a
respeito de determinada situação e novas formas de melhora-la.
O artigo também apresenta a escuta não como uma função passiva como muitos
acreditam que seja, ao contrário, a escuta é uma função ativa, ela coloca o sujeito em
movimento, o profissional precisa direcionar sua escuta para a singularidade e
subjetividade de cada um, assim possibilita ao paciente que o mesmo se expresse.
Outra contribuição de Freud exposta pelo artigo foi a possibilidade da descoberta
de saberes que os pacientes tem, mas as vezes não sabem, e que podem ser descobertos
por meio da escuta do analista, juntamente à pratica da associação livre, segundo o
artigo isso veio à tona pelo interesse e olhar de Freud voltados à singularidade de cada
um.
O artigo proposto também faz menção as diferenças entre as ações de ouvir e
escutar, onde a definição de ouvir se volta de forma mais direta ao que diz respeito ao
sentido da audição, ouvido, já escutar remete a voltar a atenção para ouvir algo. Ainda
dentro dos conceitos, a escuta psicanalítica não se prende ao assunto dito, não atua de
forma paciente ou solidária, mas sim provocativa, uma escuta ativa, que coloca o
analisando frente a frente com suas próprias palavras, fazendo o mesmo se auto
examinar.

Referências:

BASTOS, Alice Beatriz B. Izique. A escuta psicanalítica e a educação. Psicólogo


Informação, São Paulo, v. 13, n. 13, p. 91-98, jan. 2009.