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Análise de Investimentos

Autor: Prof. Jean Carlos Cavaleiro


Colaboradores: Prof. Santiago Valverde
Prof. Maurício Felippe Manzalli
Professor conteudista: Jean Carlos Cavaleiro

Bacharel em Administração de Empresas, especialista em Gestão de Negócios, Mestre em Engenharia da Produção.


Professor universitário há dez anos, lecionando na Universidade Cruzeiro do Sul, na UNISUZ e na UNIP. Consultor in
company do Senac-SP na área financeira, atuando com controle financeiro, fluxo de caixa, contabilidade, contas a
pagar, e na área logística, com produção, compras, estoques, transporte etc.

Diretor proprietário da Horseman Consultoria Ltda., empresa especializada em treinamento na área logística.
Professor titular na Faculdade de Suzano e coordenador das atividades práticas de gestão na mesma instituição. Na
Universidade Paulista – UNIP é professor nos cursos de Gestão e coordenador do curso de Logística – EaD.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

C376a Cavaleiro, Jean Carlos.

Análise de investimentos / Jean Carlos Cavaleiro. - São Paulo:


Editora Sol, 2013.
80 p. il.

Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e


Pesquisas da UNIP, Série Didática, ano XIX, n. 2-029/13, ISSN 1517-9230.

1. Administração financeira. 2. Fontes de financiamento.


3. Avaliação de investimentos. I. Título.

CDU 658.15

© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem
permissão escrita da Universidade Paulista.
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Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
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Material Didático – EaD

Comissão editorial:
Dra. Angélica L. Carlini (UNIP)
Dra. Divane Alves da Silva (UNIP)
Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR)
Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT)
Dra. Valéria de Carvalho (UNIP)

Apoio:
Profa. Cláudia Regina Baptista – EaD
Profa. Betisa Malaman – Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos

Projeto gráfico:
Prof. Alexandre Ponzetto

Revisão:
Virgínia Bilatto
Carla Moro
Sumário
Análise de Investimentos

Apresentação.......................................................................................................................................................7

Unidade I
1 Administração Financeira......................................................................................................................9
1.1 Funções e estrutura da Administração Financeira ....................................................................9
1.2 O papel da Gestão Financeira ............................................................................................................9
1.3 O Conselho Monetário Nacional..................................................................................................... 11
1.4 Comissão Técnica de Moeda e Crédito (Comoc)...................................................................... 12
1.5 O sistema financeiro nacional.......................................................................................................... 13
1.6 O sistema monetário internacional............................................................................................... 16
1.6.1 Fundo Monetário Internacional (FMI)............................................................................................. 16
1.6.2 Banco Mundial ........................................................................................................................................ 17
2 IDENTIFICAÇÃO DE DISPONIBILIDADES DE RECURSOS FINANCEIROS PARA
INVESTIMENTOS.................................................................................................................................................... 18
2.1 Definição de investimentos ............................................................................................................. 18
2.2 Custo de capital..................................................................................................................................... 20
2.3 Custo de capital de terceiros............................................................................................................ 20
2.4 Custo de capital próprio..................................................................................................................... 21

Unidade II
3 FONTES DE FINANCIAMENTO...................................................................................................................... 23
3.1 Fontes de financiamento por recursos de terceiros................................................................ 27
3.1.1 Financiamento de capital de giro..................................................................................................... 27
3.1.2 Repasse de recursos internos – Finame.......................................................................................... 28
3.1.3 Subscrição de debêntures.................................................................................................................... 28
3.1.4 Arrendamento mercantil – Leasing financeiro............................................................................ 29
4 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS.................................................................................... 30
4.1 Avaliação de investimentos.............................................................................................................. 30
4.2 Algumas premissas............................................................................................................................... 30
4.3 A forma de se adquirir um ou mais investimentos, ativos ou bens................................. 31
Unidade III
5 TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS.................................................................................... 35
5.1 O payback................................................................................................................................................. 36
5.2 Taxa média de retorno........................................................................................................................ 37
5.3 Valor Atual Líquido ou Valor Presente Líquido (VPL).............................................................. 38
6 Valor Econômico Agregado (EVA) ou lucro econômico................................................ 41
6.1 Grau de alavancagem operacional................................................................................................. 44
6.3 Grau de alavancagem financeira.................................................................................................... 48

Unidade IV
7 APLICAÇÃO DO MÉTODO DO EVA – LUCRO ECONÔMICO COMPARADO AO
MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)........................................................................................ 52
7.1 Taxa de desconto................................................................................................................................... 54
7.2 Solução de investimento .................................................................................................................. 55
8 Taxa Interna de Retorno (TIR)............................................................................................................. 65
8.1 Outras técnicas de fluxos de caixa................................................................................................. 68
8.2 A estrutura da demonstração de fluxos de caixa..................................................................... 68
Apresentação

Nesta disciplina, o aluno vai estudar a análise da estrutura financeira de uma empresa para avaliar
alternativas de investimentos, com o objetivo de desenvolver competências necessárias para gerenciar
de forma estratégica o capital da empresa. Para tal, vai estudar aqui assuntos como cálculo de taxas
de retorno e valores atuais, onde perceberá o valor do dinheiro no tempo, e projetar resultados de
projetos de investimentos, principalmente na forma de financiamento (estrutura de capitais). Estuda-se
adicionalmente como analisar, com auxílio de ferramentas de informática, fluxos de caixa projetados
das diversas formas de investimentos para seleção de melhores alternativas de investimentos.

Como gestor financeiro é preciso trabalhar com a ideia de que dinheiro é para ser aplicado com
inteligência, pois é um recurso sempre escasso e, logo, deve ser bem‑gerenciado. Os ganhos de uma
organização não se limitam à operação de produzir e vender produtos ou serviços. Uma boa gestão
dos recursos de entrada e o controle dos recursos de saída garantem bom retorno nas transações com
dinheiro da empresa.

O gestor deve entender que uma empresa trabalha com dois tipos de capitais, próprios ou de terceiros,
e que eles incorrem em custos que podem ou não alavancar os retornos da empresa.

O custo mencionado é denominado custo de capital, ou custo de oportunidade. Como exemplo,


podemos comparar com a situação na qual uma pessoa resgata um valor de um investimento como a
poupança e compra um carro à vista. Vamos supor que resgatou R$ 40.000,00 e a poupança rende hoje
cerca de 0,5% ao mês, ou seja, R$ 200,00. Assim, a pessoa deixou de ganhar essa porcentagem, que pode
ser chamada de custo de capital.

7
Análise de Investimentos

Unidade I
1 Administração Financeira

1.1 Funções e estrutura da Administração Financeira

Para tratar de análise de investimento, é necessário entender o contexto do qual ela faz parte.
Vamos lembrar que no atual mundo capitalista e competitivo as empresas atuam em busca de
maiores e melhores resultados. Assim, em toda ação de investimento esperam-se retorno, pouco
risco, segurança e crescimento. As políticas adotadas para investimento podem trazer risco ou
segurança para as organizações e devem ser criadas, implantadas e acompanhadas pela gestão
financeira das organizações.

Então, para entender a atuação da gestão financeira e a movimentação de recursos, vamos discorrer
sobre a atuação da área.

1.2 O papel da Gestão Financeira

O papel de finanças está intimamente associado aos fluxos de dinheiro, ou seja, às entradas
e saídas que são imprescindíveis à manutenção de qualquer operação, seja uma pessoa, uma
grande organização com fins lucrativos e até mesmo outras organizações que necessariamente
não se pautam com os objetivos de lucros. Entretanto, sem dinheiro nenhuma delas chegará a
lugar algum.

As operações de uma empresa geram entradas ou saídas de caixa, como veremos na aplicação abaixo.
Graficamente ficaria:

Recebimento
Equipamentos

Maquinário

$ – Caixa Produção Venda


Matéria-prima

Mão de obra

Figura 1

9
Unidade I

As ações geram entradas ou saídas dos recursos. Toda essa operação exige um investimento inicial, e
espera-se que ele tenha retorno em determinado período. Nesse sentido, gerenciar os recursos próprios
ou de terceiros é fundamental, pois garante um dos princípios contábeis, o da continuidade.

Para reforçar a importância da gestão desses recursos, encontramos até nos evangelhos, especialmente
no evangelho de Mateus, referências sobre a administração do dinheiro. Diga-se de passagem, Mateus
é considerado o patrono dos contabilistas.

Sendo assim, podemos afirmar de uma maneira mais restrita que o papel de finanças é administrar
ativos e passivos, tendo como principal representante o gestor financeiro.

Nas organizações, o gestor financeiro pode atuar em diversos níveis, como vice-presidente de
finanças, diretor financeiro, controller e gerente financeiro.

Se ampliarmos essa atuação para uma dimensão maior, ou seja, para o governo e para as três
esferas, União, Estados e Municípios, constataremos que o gestor financeiro tem e necessita de
instrumentos e ferramentas complexas, com finalidade precípua de administrar os recursos financeiros
dessa grande empresa denominada país.

Apenas fazendo uma rápida alusão, o governo não pode arrecadar e pagar sem que tenha um
orçamento feito anualmente e previamente aprovado pelo Poder Legislativo. O orçamento ainda é
balizado por outros instrumentos denominados planos plurianuais, feitos de quatro em quatro anos, e
uma lei de diretrizes orçamentárias elaborada anualmente, indicando o que o orçamento público anual
deve conter. Esses instrumentos, que são representados formalmente por leis, ocorrem nas três esferas
de governo – federal, estadual e municipal.

Lembrete

Toda ação, empresarial ou não, deve respeitar a relação entrada de recursos


versus saída de recursos. As saídas não devem ser maiores que as entradas.

Exemplo de aplicação

Um empreendedor montou uma empresa com capital social no valor R$ 100.000,00. Desse valor
usou R$ 20.000,00 para compra de maquinário, pagou R$ 4.000,00 de aluguel do mês, comprou R$
40.000,00 de matéria-prima e R$ 35.000,00 de móveis e utensílios. Para iniciar as operações, a empresa
ainda necessitou de um caixa de R$ 30.000,00.

Como você avalia a situação financeira dessa empresa? O dinheiro foi bem‑aplicado?

O gestor financeiro nas empresas não pode se apartar da “economia de mercado”, até porque os
lucros são gerados quando as organizações transacionam com terceiros. Nesse sentido, quando os

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Análise de Investimentos

proprietários dessas organizações não têm capital suficiente, torna-se necessário recorrer a recursos
externos à sua organização. Eles fazem isso mediante seu representante, que é o gestor financeiro.

Nesse contexto, o gestor financeiro precisa ter conhecimentos de como estão organizados os sistemas
financeiros, nacional e internacional, pois necessita buscar as mais diversas formas de financiamentos
para a sua empresa. Formalmente, podemos dizer que o sistema financeiro nacional é o ambiente
operacional em que a empresa está inserida. É importante conhecer a estrutura do sistema financeiro
nacional porque ele compõe a moeda que gira no país, a relação da moeda nacional com outras moedas
e, principalmente, os impactos que as decisões do governo teriam sobre os negócios.

Vejamos um exemplo: uma empresa tem um estoque avaliado em R$ 100.000,00, num período em
que o dólar está na proporção US$ 1,00 = R$ 2,00. Assim, seu estoque valerá US$ 50 mil dólares.

Agora vamos supor que o dólar suba para R$ 3,00; o mesmo estoque passa de US$ 50 mil para
US$  33 mil. Isso é bom ou é ruim?

Na verdade, não importa; houve mudanças, e decisões precisam ser tomadas.

Alguns questionamentos surgem: o governo decide comprar dólar no mercado, isso ajuda ou
atrapalha seus negócios? A Taxa Selic aumenta, isso ajuda ou atrapalha? O governo cria sistemas
protecionistas na exportação de alguns itens, isso ajuda ou atrapalha?

São esses questionamentos que nos levam a perceber que devemos entender o sistema financeiro
nacional.

1.3 O Conselho Monetário Nacional

Os principais representantes do Conselho Monetário Nacional são o Ministro da Fazenda, o Ministro


do Planejamento e Gestão e o Presidente do Banco Central. O papel principal do Conselho Monetário
Nacional é fixar as diretrizes de política monetária, de crédito e cambial do país.

A respeito disso, é importante refletir: você sabe quais são os ocupantes dos cargos listados a seguir?

Ministro da Fazenda: ________________________________________________________ .

Ministro do Planejamento e Gestão: _____________________________________________ .

Presidente do Banco Central: __________________________________________________ .

Para que você entenda melhor o papel do Conselho Monetário Nacional, vou relatar uma situação
recente do país.

Crise econômica mundial, o mundo não consegue capital, nem vender seus bens materiais. Os
investidores resgatam seus investimentos no mundo todo, as empresas enfrentam dificuldades de
11
Unidade I

obtenção de capital. Uma das saídas para países de economia emergente era gerar consumo interno,
mas como fazer que as pessoas comprassem mais?

No Brasil, o governo cortou IPI dos automóveis, o que reduziu os preços, mas não foi suficiente para
gerar consumo maior. Então, o governo facilitou a política de crédito, ampliando os prazos, reduzindo
taxa de juros, diminuindo a burocracia e os custos da operação para as financeiras.

Pergunto: você acha que essas decisões governamentais geraram algum impacto na economia?

1.4 Comissão Técnica de Moeda e Crédito (Comoc)

Subordinada ao Conselho Monetário Nacional está a Comissão Técnica de Moeda e Crédito, cujas
funções executivas são feitas pelos órgãos destacados a seguir.

Banco Central: emissão da moeda, fiscalização das instituições financeiras e controle cambial são
as funções principais.

Comissão de Valores Mobiliários (CVM): fiscalizar a emissão de ações e debêntures e realizar


auditoria das companhias abertas.

Banco do Brasil: atua como principal executor da política rural e principal agente financeiro do
país.

Caixa Econômica Federal: é responsável pela política de saneamento básico do país e administra o
fundo de garantia e o banco para o trabalhador do país.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES): responsável pela política de


investimento a longo prazo.

Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN): constituído de oito


conselheiros, subordinados ao Ministério da Fazenda, para julgar em segunda e última instância os
recursos e interpostos das decisões relativas à aplicação de penalidades administrativas pelo Banco
Central e pela CVM.

Os conselheiros se distribuem da seguinte forma:

• um representante do Ministério da Fazenda;

• um representante do Banco Central;

• um representante da Caixa Econômica Federal;

• um representante da Comissão de Valores Mobiliários (CVM);

12
Análise de Investimentos

• quatro representantes das entidades de classe, dos mercados financeiro e de capitais, por ela
indicados por lista tríplice, por solicitação do ministro da Fazenda;

• junto ao conselho, atua um procurador da Fazenda Nacional, designado pelo procurador-geral,


com atribuição de zelar pela fiel observância das leis, dos decretos, regulamentos e demais atos
administrativos.

Essa comissão técnica tem como funções decidir quando facilitar ou tornar rígida a política de
crédito. Você deve ter visto inúmeras discussões sobre risco, inadimplência, entre outros. Na medida em
que se amplia a busca por crédito, há um aumento do consumo; contudo, se faz necessário mais buscas
por recursos financeiros, e se há risco esse recurso se torna mais difícil. Então, a comissão busca um
constante equilíbrio entre crescimento e gestão de riscos.

1.5 O sistema financeiro nacional

O sistema financeiro nacional se ocupa dos mercados monetário, de crédito, de capitais e cambial.

O mercado monetário envolve as operações de curto e curtíssimo prazo, proporcionando um


controle ágil e rápido da liquidez da economia e das taxas de juros básicas pretendidas pela política
econômica das autoridades monetárias (Selic).

Nesse mercado, são negociados, principalmente, os papéis emitidos pelo Banco Central e pelo
Tesouro Nacional, com o objetivo de financiar o orçamento público.

O governo precisa ser financiado, ou seja, precisa arrecadar recursos para bancar suas ações; os
meios que tem para isso são os impostos e taxas, mas estes dependem de periodicidade para gerar
entrada no caixa.

Assim, como o governo faz para antecipar a entrada? Ele emite papéis, como as chamadas
debêntures, nas empresas, e por essas emissões promete pagar taxas que sejam atraentes (basicamente,
a taxa Selic).

Quando o governo aumenta a taxa de juros, ele está ampliando os valores pagos aos investidores que
compram títulos públicos, o que normalmente atrai mais investidores e aumenta o endividamento do
governo. Quando diminui a taxa, está reduzindo os rendimentos pagos para esses investidores, atraindo,
assim, menos recursos.

Exemplo de aplicação

O que é mais interessante para o governo? Taxa Selic alta ou baixa?

Pesquise e disserte sobre esse tema.

13
Unidade I

Voltando aos títulos públicos, são exemplos de papéis:

• Letras do Tesouro Nacional (LTN);

• Notas do Tesouro Nacional (NTN);

• Certificados de Depósitos Interfinanceiros (CDI – exclusivo de instituições financeiras);

• Certificado de Depósito Bancário e debêntures (CDB).

Todos esses papéis são controlados e custodiados por dois grandes sistemas, denominados Sistema de
Custódia e Liquidação de Títulos (Selic) e Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos Privados (Cetip).

O Selic foi desenvolvido pelo Banco Central (Bacen) e pela Associação Nacional das Instituições do
Mercado Aberto (Andima), operando com títulos públicos de emissão do Bacen e do Tesouro Nacional
– compra e venda de títulos.

A Cetip passou a funcionar em 1986 como um sistema semelhante ao Selic, mas abrigando títulos
privados como CDB, RDB, debêntures, CDI etc.

O mercado de crédito visa, fundamentalmente, suprir as necessidades de caixa de curto e médio


prazo, tanto das pessoas físicas quanto das jurídicas. Não podemos deixar de frisar que o crédito tem
sido a fonte de crescimento para grandes economias mundiais, gera consumo e riqueza e deve ser
estimulado, mas acompanhado de perto pelos órgãos públicos.

Veremos, então, quais as principais operações de crédito.

• Desconto bancário de títulos (duplicatas).

Essa situação está presente quando se vende a prazo; usamos para antecipar os recursos. Normalmente,
os bancos fazem essa operação antecipando duplicatas de vendas a prazo e descontando taxas de juros
conforme riscos envolvidos.

• Contas garantidas, comum limite de crédito concedido pelas instituições bancárias.

São linhas de crédito pré-aprovadas que seriam consumidas conforme as necessidades.

• Créditos rotativos (financiamentos de capital de giro).

• Empréstimos de capital de giro e de pagamentos de tributos.

• Operações de vendor (é uma operação de crédito em que a instituição bancária paga à vista ao
vendedor, cobrando os respectivos encargos financeiros, e a responsabilidade de pagar a dívida ou
título é do comprador);
14
Análise de Investimentos

• Resolução 63 (empréstimos, repasse em moeda estrangeira).

• Crédito Direto ao Consumidor (CDC): geralmente, o bem fica alienado.

• Adiantamento de Crédito de Câmbio (ACC): financiamento da produção.

• Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE): o exportador solicita o adiantamento após


embarque da mercadoria.

O mercado de capitais é voltado ao financiamento de capital de giro e fixo das empresas. Está
estruturado ou constituído basicamente pelas seguintes instituições:

• instituições financeiras não bancárias que não apresentam capacidade de emitir moeda ou meios
de pagamento. São elas:

— os bancos de investimentos que atuam como agentes financiadores de operações de subscrição


pública de ações, debêntures, leaseback etc.;

— os bancos de desenvolvimento regional (de âmbito estadual), que visam ao desenvolvimento


econômico e social da região em que atuam;

— as sociedades de crédito, financiamento e investimento (financeiras);

— as sociedades de arrendamento mercantil (leasing).

• instituições voltadas ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), cujos recursos se


originam das cadernetas de poupança e do FGTS. Entre essas instituições, destacam-se as caixas
econômicas;

• instituições auxiliares representadas pelas bolsas de valores. Organizam-se como sociedade civil
sem fins lucrativos por meio de títulos patrimoniais adquiridos pelas sociedades corretoras,
que fazem intermediações financeiras nos pregões das bolsas de valores. Como intermediárias
auxiliares existem ainda as sociedades distribuidoras, que fazem intermediação nas negociações
de títulos e valores mobiliários das empresas, cujos objetivos básicos se assemelham aos das
corretoras de títulos;

• as sociedades de fomento comercial (factoring); são sociedades comerciais não financeiras que
operam nas aquisições de duplicatas, cheques etc. Forma similar a uma operação de desconto
bancário.

Nesse contexto de mercado de capitais, destacam-se as ações, debêntures e opções sobre ações de
emissão das sociedades anônimas:

• as ações constituem a menor parcela (fração) do capital social de uma sociedade anônima;
15
Unidade I

• quanto ao valor, podem ser emitidas com e sem valor nominal;

• quanto à natureza dos direitos e vantagens, podem ser de três espécies: ordinária, preferencial e
de gozo ou fruição;

• as vantagens dos investidores em ações são os dividendos, a bonificação, a valorização e o direito


de subscrição;

• as debêntures são títulos de crédito emitidos pela sociedades anônimas, tendo por garantia seus
ativos;

• os direitos e as remunerações oferecidas pelas debêntures são os juros, a participação nos lucros
e os prêmios de reembolso.

O mercado cambial é o segmento financeiro em que ocorrem operações de compra e venda de


moedas internacionais conversíveis de moeda nacional para estrangeira e vice-versa.

Resumidamente, falamos de mercado monetário, de crédito, de capital e mercado cambial. Cada um


deles tem um papel no sistema financeiro nacional, e o gestor financeiro deve entender esses papéis
e os impactos de suas decisões. Buscar dinheiro, aplicar e esperar retorno requer conhecimento dos
custos envolvidos de capital, devemos saber como lidar com a movimentação e os riscos desse mercado
financeiro, mas o sistema financeiro nacional não é a única fonte desses recursos, então vamos conhecer
também o sistema financeiro internacional.

1.6 O sistema monetário internacional

1.6.1 Fundo Monetário Internacional (FMI)

O FMI, que teve as suas operações abertas no início de 1947, é a principal instituição financeira
internacional. Algumas de suas funções são semelhantes às de um banco central global. Um de seus
papéis principais é estimular o comércio mundial e o crescimento econômico por meio de regulação,
promoção, estabilidade e cooperação para as questões monetárias internacionais.

Em suma, pode-se afirmar que o FMI é uma instituição monetária e fonte de recursos como reservas
oficiais dos países. Sua atividade principal é garantir a estabilidade do sistema monetário internacional,
com o financiamento de déficits temporários do balanço de pagamento;

O FMI desempenha, ainda, outras três atividades:

• vigilância: avalia as políticas cambiais dos países-membros a partir de uma análise abrangente da
situação econômica geral e das estratégias de política econômica de cada membro;

• assistência financeira: inclui créditos e empréstimos concedidos pelo FMI a países-membros com
problemas temporários de balanço de pagamentos;
16
Análise de Investimentos

• assistência técnica: apoio e consultoria oferecidos pelo FMI a seus membros em várias áreas de
planejamento e de implementação de políticas fiscais e monetárias.

Exemplo de aplicação

O Brasil já usou recursos do FMI na era FHC; na ocasião foi necessário, pois o país passava por
crise de credibilidade internacional e as reservas se esvaíram rapidamente. O FMI empresta recursos,
mas interfere nas ações de gastos do país, controla os gastos do governo e impõe regras rígidas de
austeridade fiscal.

Você concorda com isso?

1.6.2 Banco Mundial

Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).

O Banco Mundial surgiu em 1946, é sediado em Washington e formado por 180 países-membros.

Foi criado inicialmente para financiar a reconstrução das economias europeias do Pós-Guerra,
porém, paralelamente, foi criado do Plano Marshall, que garantiu um fluxo de capitais constante para
aquele fim, e o Banco Mundial redirecionou as suas operações para os países em desenvolvimento.

Saiba mais

Leia o livro:

ROBERTS, R. Por dentro das finanças internacionais. Rio de Janeiro:


Jorge Zahar, 2000. p. 102.

O banco empresta para o governo ou para projetos com garantia governamental por meio da
Corporação Financeira Internacional (IFC), que promove fluxos de capital privado para países em
desenvolvimento.

A IFC investe diretamente em empresas privadas e oferece empréstimos ou garantias para investidores
privados.

Existe também a Associação para Desenvolvimento Internacional (IDA), com o objetivo de atender os
países mais necessitados do mundo a taxas de juros muito baixas ou nulas e prazos de cinquenta anos.

Agora que conhecemos as estruturas financeiras nacionais e internacionais, que criam políticas de
atuação com dinheiro ou são de fomento para ampliar operações de crédito no mundo afora, vamos
entender os conceitos de investimento.
17
Unidade I

2 IDENTIFICAÇÃO DE DISPONIBILIDADES DE RECURSOS FINANCEIROS PARA


INVESTIMENTOS

2.1 Definição de investimentos

É possível definir investimentos como aplicações de recursos, ou quantias em dinheiro, em ativos


que, de acordo com a sua natureza, tipos de ativos ou investimentos, possuem vida útil definida. Ou seja,
os investimentos devem retornar em certo período, atendendo ou não as necessidades dos acionistas.

Se utilizarmos, por exemplo, as diversas demonstrações financeiras ou contábeis existentes, como o


Balanço Patrimonial, constataremos que o ativo está representado por diversas contas que compõem
os inúmeros investimentos necessários à empresa para manter sua finalidade ou suas atividades
operacionais. Nesse sentido, os ativos existentes nos balanços patrimoniais das empresas tomam a
característica de dois grandes grupos: os ativos circulantes e os ativos não circulantes.

AC
Legenda:
PC
AC – ativo circulante
ANC – Ativo não Circulante
PC – Passivo Circulante
PNC − Passivo Não circulante
ANC

PNC

Figura 2

A estrutura apresentada acima é um exemplo de Balanço Patrimonial. Temos, de um lado, o ativo


circulante, recursos que consumiram dinheiro, ou seja, precisaram de investimento.

Esses recursos vieram do passivo, mais especificamente do passivo não circulante – PNC, em que
temos o capital social aplicado pelos sócios.

Os ativos circulantes são representados pelos diversos investimentos de curto prazo; dentre eles,
destacam-se:

• o dinheiro que é representado pelas disponibilidades ou pelas respectivas contas denominadas


caixa, bancos e aplicações financeiras de liquidez imediata;

• os direitos a receber, representados pela conta duplicatas a receber ou clientes, que se originam
das vendas a prazo que a empresa faz aos seus clientes;

18
Análise de Investimentos

• os diversos tipos de estoques representados pelas contas de mercadorias para revenda nas
empresas comerciais, ou seja, são adquiridas e não sofrem nenhuma transformação; as contas de
matérias-primas, produtos em fabricação e produtos acabados, típicas das empresas industriais.

Conclui-se, dessa forma, que os ativos circulantes estão intimamente relacionados às atividades
operacionais em que a empresa se organizou e se instalou. Desses ativos deve se originar uma das
principais fontes de recursos para investimentos, o lucro.

Os ativos não circulantes se distribuem em diversos subgrupos; entre eles, destacam-se os realizáveis
a longo prazo, ou seja, os que serão convertidos em dinheiro a longo prazo. As empresas que possuem um
ciclo operacional longo são as que normalmente possuem ativos realizáveis de longo prazo, dedicadas à
produção de bens de capital, construção civil etc.

O ciclo entre a compra de matéria prima e o recebimento das vendas é o que chamamos de ciclo
operacional, conforme figura a seguir:
Compra de Início da Fim da Recebimento
matéria‑prima fabricação fabricação Vendas das vendas

PMEMP PMF PMEPA

Ciclo operacional

Figura 3

Em outro subgrupo de ativos não circulantes estão as aquisições de ações de outras companhias, cuja
finalidade é exercer algum tipo de controle sobre as sociedades das quais participam como acionistas.
Essas aquisições, conforme o percentual de participação, são definidas como coligadas, controladas.

Ainda em outro subgrupo não circulante estão as aquisições dos ativos que se destinam à manutenção
das atividades operacionais da empresa, denominadas:

• ativos tangíveis ou ativo imobilizado, representado pelas contas de imóveis, máquinas e


equipamentos, instalações de qualquer natureza, móveis e utensílios etc.;

• ativos intangíveis, representados pelas marcas e patentes da empresas e outros direitos de uso ou
de propriedade, como franquias, exploração por tempo determinado de processos de fabricação,
etc.

Podemos observar, principalmente, que os ativos imobilizados são adquiridos não para serem
vendidos, e sim para uso na produção de seus produtos e serviços de tal forma que sustente os ativos
circulantes, como os estoques, que se originam conforme a venda para os clientes da empresa.

Assim, podemos dizer que, de um lado, temos a aplicação dos recursos, ativos e, do outro, a origem
dos recursos, que estão no passivo. Entretanto, para que esses recursos existam nos passivos, faz-se
19
Unidade I

necessário conhecer os meios de captação, os custos desses capitais e os riscos envolvidos. Vamos tratar
então de custo de capital, abrindo a discussão para análise de investimento.

2.2 Custo de capital

Falar de custo de capital é retornar ao custo do dinheiro utilizado, discutir o retorno esperado de
tal investimento e falar dos prazos e riscos envolvidos. Ao avaliar um investimento, uma empresa deve
estimar os fluxos de caixa futuros associados à decisão e apurar sua taxa interna de retorno (IRR),
calculando seu valor presente líquido (NPV) para decidir sobre a aceitação ou rejeição do projeto.

Veja que tal pensamento é puramente matemático; devemos entender muitos conceitos de
matemática financeira para fazermos análise de investimentos, pois trabalharemos com valor do
dinheiro no tempo em muitas situações.

Para qualquer método de decisão escolhido, a empresa deve ainda definir uma remuneração mínima
sobre o capital investido. Essa taxa de retorno exigida é o que se denomina de custo de capital, pelo
menos na ótica do investidor.

O custo de capital é formado a partir das informações sobre as expectativas mínimas de retorno
exigidas pelas fontes de financiamento (credores e acionistas).

O custo de capital é usado como taxa de desconto dos fluxos previstos de caixa do investimento. Se
o retorno apurado for superior ao custo de capital, apura-se um valor presente líquido positivo; caso
contrário, a decisão não é capaz de remunerar os proprietários de capital, destruindo assim o valor
aplicado.

O custo de capital é essencialmente formado por uma taxa livre de risco mais um prêmio associado
ao projeto em avaliação. Quanto mais arriscada for a decisão de investimento, maior o custo de capital,
pela exigência de mais elevado prêmio de risco. O custo de capital é determinado principalmente pelo
risco associado ao investimento, e não pela forma como é financiado.

Como a empresa possui diversas fontes de financiamento (próprio e de terceiros), o custo total
de capital é determinado pela média ponderada dos custos associados a cada alternativa. É o que se
denomina de Custo Médio Ponderado de Capital, ou Weighted Average Cost of Capital, reconhecido pela
sigla WACC.

O WACC é a taxa mínima de retorno exigida sobre todos os investimentos da empresa, refletindo
tanto o custo do capital próprio como o custo do capital de terceiros.

2.3 Custo de capital de terceiros

Custo de capital deve ser observado com mais cautela quando se trata de capital de terceiros. Assim,
para o estudo do custo total de capital, é necessário, inicialmente, conhecer o custo de cada fonte de
recursos (próprio e terceiros) selecionada pela empresa e, então, mensurar a partir desses valores a taxa
20
Análise de Investimentos

de retorno desejada para as decisões de investimentos; isso será a base para avaliar se o investimento é
seguro ou interessante. O custo total de capital (WACC) reflete a remuneração mínima exigida tanto por
acionistas como por credores da empresa. O custo de capital de terceiros é definido de acordo com os
passivos onerosos identificados nos empréstimos e financiamentos mantidos pela empresa.

2.4 Custo de capital próprio

O custo de capital próprio revela o retorno desejado pelos acionistas de uma empresa em suas
decisões de aplicação de capital próprio. Constitui o segmento de estudo mais complexo das finanças
corporativas, assumindo diversas hipóteses e abstrações teóricas em seus cálculos.

A determinação do custo de capital próprio envolve uma dificuldade prática. Para companhias
abertas, com ações negociadas em bolsa de valores, a definição do custo de capital próprio não pode
ser efetuada diretamente com os proprietários de capital, requerendo a aplicação de algum método
direcionado a esse cálculo.

Um procedimento bastante utilizado na prática de determinação do custo de capital próprio é o


método do fluxo de caixa descontado dos dividendos futuros esperados pelo mercado. Esse modelo de
cálculo baseia-se no pressuposto de que o valor de uma ação é igual ao valor presente de todos os fluxos
futuros esperados de dividendos, considerando um período de tempo indeterminado (infinito). A grande
dificuldade na aplicação prática desse método é a estimativa de valores futuros esperados de caixa
(dividendos previstos), principalmente a taxa de crescimento dos dividendos para prazos indeterminados.

Outro método de mensuração do custo de capital próprio é derivado da aplicação do Modelo de


Precificação de Ativos (CAPM). O CAPM considera o risco da empresa na determinação da taxa de
retorno mínimo exigido ou custo de capital. Os resultados do modelo demonstram forte sensibilidade
com a taxa requerida de retorno (custo de capital), que deve comportar-se de forma condizente com o
risco. Quanto mais elevado se apresenta o risco da decisão, maior o retorno exigido pelos proprietários
de capital; para níveis baixos de risco, é possível remunerar os investidores com taxas de retorno também
mais reduzidas.

Resumo

Esta unidade tratou dos conceitos e atribuições da gestão financeira,


apontando a importância da área para auxiliar tomadas de decisões
estratégicas nas organizações. Conhecemos a estrutura do sistema
financeiro nacional, as políticas de crédito e o papel do crédito no sistema
financeiro.

A estrutura financeira nacional e internacional tem como objetivo


buscar meios de aplicação de recursos, ampliando assim a atuação de
investimento, isso por ser crucial para o crescimento mundial.

21
Unidade I

Deve-se enxergar que dinheiro tem custo; este se diferencia por ser
próprio ou de terceiros; é preciso conhecer os riscos e meios de atuação no
mercado financeiro para tomar decisões mais seguras.

Exercícios

Questão 1. Na Contabilidade admite-se que o Balanço Patrimonial, reflexo da posição financeira de uma
empresa em um determinado período de tempo, seja constituído por contas de Ativo, por contas de Passivo
e pelo Patrimônio Líquido. Por convenção admite-se, ainda, que as contas do Ativo sejam disponibilizadas
ao lado esquerdo do Balanço Patrimonial, e as contas do Passivo e do Patrimônio Líquido ao lado direito do
mesmo instrumento demonstrativo. Com relação ao assunto, considere as seguintes afirmativas:

I – O termo Ativo pressupõe algo positivo, que apresenta dinamismo na produção e na geração de
riquezas. É representado por bens e por direitos que determinada empresa possui na data da elaboração
do Balanço Patrimonial.

II – O termo Passivo pressupõe algo negativo, a exemplo de endividamento, de obrigações e de


deveres assumidos. Pode também ser identificado como Passivo Exigível, quando evidencia todas
as obrigações que a empresa tem com terceiros, a exemplo de contas a pagar, de impostos e de
financiamentos.

III – No Patrimônio Líquido são considerados somente os recursos dos proprietários aplicados em uma
determinada empresa, a exemplo de sua primeira aplicação de recursos ou de investimentos, chamada de Capital.

Está correto o que se afirma em:

A) I e II.
B) II e III.
C) I, II e III.
D) II.
E) I.

Resposta correta: alternativa A.

Análise das afirmativas

I – Afirmativa correta.

Justificativa: a afirmativa está correta por apresentar considerações verdadeiras acerca do Ativo. É
no Ativo que são apresentados lançamentos de bens e de direitos das empresas.

22
Análise de Investimentos

II – Afirmativa correta.

Justificativa: a afirmativa está correta por refletir fielmente o que se apresenta em contas de Passivo.

III – Afirmativa incorreta.

Justificativa: o Patrimônio Líquido representa as obrigações da empresa para com terceiros, em


especial com os proprietários da empresa, sejam acionistas ou cotistas.

Questão 2. (Fundação Cesgranrio 2009) A Cia. São Paulo S/A projetou suas vendas para o 1º trimestre
de 2010, com os valores apresentados abaixo:

Previsão de Vendas (em Reais)


Itens Janeiro Fevereiro Março
Vendas a prazo 22.000,00 32.000,00 24.000,00
Vendas à vista 33.000,00 48.000,00 36.000,00
Total de vendas 55.000,00 80.000,00 60.000,00

Sabendo que o prazo concedido aos clientes é de 30 dias, a projeção da entrada de caixa para março
de 2010, em Reais, é:

A) 72.000,00.

B) 68.000,00.

C) 66.000,00.

D) 48.000,00.

E) 46.000,00.

Resolução desta questão na plataforma.

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